E aí E aí E aí E aí a [Música] TV Câmara Campinas e e para você que acompanha a programação da TV Câmara Campinas seja bem-vinda seja bem-vindo nós estamos ao vivo aqui do teatro Bento Quirino onde se inicia a partir de agora a 4ª reunião ordinária da comissão permanente de educação e esporte que é presidida pelo vereador Gustavo petta você acompanha tudo na íntegra pelos nossos canais e também Pelas nossas redes sociais acompanha E aí Oi gente boa tarde boa tarde a todos a todas nós vamos dar início aqui a nossa 4ª reunião ordinária da comissão de educação e esporte da Câmara Municipal de Campinas realizada aqui no teatro Bento Quirino é a pauta da comissão hoje na pauta única nós não temos projetos para serem votados nessa nesse mês ou de já foram devidamente votados então a pauta é o tema diálogo só fica Brasil caminhos para uma educação inclusiva e democrática esse debate Na verdade faz parte da semana de solidariedade aos povos africanos semana essa que é comemorado em Campinas desde 2015 sua primeira edição foi realizada pela comissão especial de estudos da lei 10693/2003 da Câmara Municipal e pelo Fórum de educação e as relações étnico-raciais a semana foi inclusive de criada a partir de uma lei do então Vereador Sebastião Arcanjo E desde então tem sido comemorada na cidade de Campinas é uma semana com intensas atividades semana começou inclusive ontem uma abertura é muito importante representativo o vereador Paulo Búfalo esteve lá representando a câmara municipal e vão ter uma sequência de atividades debates reflexões Exposições inclusive um novo debate na comissão de Cultura aqui da casa então nós estamos aqui vamos assim recebendo na Câmara Municipal de Campinas essa semana muito importante e que faz parte do calendário da nossa cidade nós já estamos aqui com a presença do vereador que presidia a sessão do vereador Paulo Búfalo membro da comissão de educação e da vereadora Agda Calisto também integrante aqui titular a comissão de educação Esporte fórum mais do que qualificado para a gente poder começar a nossa reunião Nós já estamos também aqui né aqui na mesa os nossos convidados né É a Mônica Queiroz que a coordenadora do me pide que o grupo de memória e identidade na promoção da igualdade na diversidade apresentando aqui é a Secretaria Municipal de Educação nós já temos também a presença da Mônica Queiroz não já temos a presença também da professora Carolina Jango que é pedagoga e diretora do Instituto é do Instituto Federal de Hortolândia é também mestre e doutor em educação pela Faculdade de Educação da Unicamp e diretor do Instituto Federal de Hortolândia atualmente a pedagoga do Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia de São Paulo m é dura e coordenadora do Núcleo de Estudos afro-brasileiros indígenas no instituto federal Desde 2005 em levantamento do grupo de pesquisa diz diferenças e subjetividade na educação da Unicamp desde 2006 e Eleita também membro do Conselho superior do Instituto Federal desde 2009 altura também do livro aqui tem racismo no estudo das representações sociais das identidades nas crianças negras na escola Gostaríamos muito de agradecer a presença da Mônica a presença da professora Caroline também com a gente A professora é a psicóloga docente professora Rosália Maria Rodrigues de Campos psicóloga mestre em educação pela Faculdade de Educação da Unicamp e professor adjunto no ensino fundamental e psicóloga na prefeitura municipal de Itu docente na Faculdade Porto das Monções também é que presente com a gente e também presente o José Donizete Souza professor do centro de cultura e arte Cup em Campinas também aqui conosco então primeiro agradecer a presença de vocês mas teremos a oportunidade aqui de fazer uma mesa de debate chamada diálogos África Brasil caminhos para uma educação inclusiva e democrática tem uma oportunidade é nome para essa casa refletir sobre esse tema tão importante para nossa cidade para o nosso país e dentro de uma semana que reafirma a solidariedade aos povos africanos então primeiro uma honra receber vocês para que a gente possa debater aqui no âmbito da comissão de educação tão como que nós vamos organizar Aqui o debate anunciando também a presença do Sérgio Marques que é coordenador do CP da CP e do Marcelo Rezende secretário executivo do Conselho desenvolvimento e participação da comunidade negra de Campinas agradecer muito a presença de você nós estamos ao vivo na TV Câmara e quem por acaso quiser enviar pergunta como nós não temos aqui o WhatsApp da câmera tô disponibilizando o nosso e-mail que o Gustavo
[email protected]. Br salva preta
[email protected]. Br que caso alguém que esteja participando pela TV pode também enviar perguntas aqui para o debate nós vamos ouvir é vereador Paulo vereador aqui da ideia ouvir os convidados convidadas e a comissão mesmo que prepara a semana já já já me enviou aqui algumas questões que a gente vai repassar os convidados e depois a gente vai ter aqui a satisfação de ouvir os vereadores e voltar depois uma uma conclusão aqui desse debate Prefeito todas vamos começar e pela nossa papila Mônica Mônica Queiroz a coordenadora do me pedir é a Mônica evidentemente vai poder trazer e toda reflexão que tem sido feito sobre esse tema no âmbito do grupo né de memória e identidade na promoção da igualdade na diversidade e no âmbito da secretaria municipal a questão que a comissão aqui coloca é a seguinte o que a gestão atual da secretaria de educação tem feito para consolidar a lei 10.639 na cidade de Campinas é enfrentar o racismo ou essa questão da comissão trás evidente que você não precisa ficar Resumindo a Mônica só essa questão mas é uma questão que a gente gostaria de refletir aqui para tua presença tá bom obrigado de Passo a palavra Oi boa tarde é comprimento a mesa aqui não através do nosso Vereador gente eu não sou muito acostumada a falar em público então assim né fique tranquilo tá bom é bom o programa o programa pibid já existe em Campinas desde 2004 e o que ele o foco dele né é a formação dos profissionais da educação dentro da temática étnico-racial e agora envolvendo a questão do negro indígena e Cigano nem sempre teve essas três vertentes né então o nosso objetivo é trazer formadores trazer a reflexão é mostrar para os locadores da rede Municipal a importância de estar é dentro dos seus curry um dos seus planejamentos e principalmente na sua prática né e sabemos que o papel aceita tudo mas a gente reforça a importância de estar vivenciando e refletindo sobre as questões étnico-raciais sobre o racismo né e as consequências esse racismo junto as nossas crianças e as famílias então elaboramos diversos tipos de abordagem né abordagem diretamente com os profissionais os professores monitores dentro do da carga horária de trabalho deles então nós vamos até o encontro semanal que eles que tem eh eh oferecer para os professores e h-fan para os monitores e agentes de educação e levamos né ou uma formação na reflexão ali junto a eles também é está com o o que a gente está levando também só formação para os gestores também dentro do horário de trabalho da reunião semanal que eles têm a gente também leva alguns formadores lá para conversar com eles e para porque a gente sabe que o gestor né da escola ele tem um peso grande aí nas ações que acontecem na escola né então é importante que ele sempre esteja isso aí vai supervisor né coordenador pedagógico enfim tirando também essa questão da nós oferecemos ao cursos né para todos oficinas enfim seminário para mostrar o seminário que acontece é tem o intuito de mostrar o trabalho realizado na rede muitas vezes muitos professores muitas escolas muitos professores Já realizam é um trabalho de excelência nessa temática mas não tem visibilidade e acabam não conhecendo e a sociedade também acaba não conhecendo então vocês terminaram que nós realizamos é para mostrar mesmo trabalho que é feito nas escolas né são muitas escolas né Eu gostaria muito que hoje eu pudesse vir aqui falar assim que todas as escolas estão trabalhando e todos os professores estão trabalhando mas nós estamos Ainda num processo Além disso procuramos também de carro materiais e de apoio né materiais que ajudem os profissionais a desenvolver né os seus trabalhos sobre a questão étnico-racial então desde do Atlas geocultural enfim a última que nós compramos também foi a da editora mostarda sobre as personalidades importantes negras né no Brasil já tá indo para todas as escolas e se a tragédia cultural está indo para todos os alunos da Educação Básica e pro meio para os professores e mais um um tanto que vai ficar na biblioteca e buscar as crianças educação infantil também tá indo dão para as crianças mas para todas as salas de referência todos os educadores e alguns também que ficam na biblioteca Então me mostre aí uma África mais é uma África atual massa que a maioria das pessoas nunca viu nunca pensou gente eu sempre controlado por favor o horário que eu tá e obrigado e tchau muito algum material também que as nós compramos né que eu achamos bastante importante tá levando enfim tirando as outras ações né que a gente se alguma escola precisa de alguma orientação se acontece algum caso de racismo que chega até nós mas também o vamos até aquela escola para intensificar essa formação para quê e para que isso não aconteça é quando chega até Nossa nem sempre chega infelizmente enfim eu acho que é mais ou menos do que a gente está desenvolvendo em Campinas no momento obrigado acho que agradece Mônica pela pela participação pela fala eu passaria já agora para a professora Caroline e trazendo também aqui a questão feita pela comissão aqui da semana solidariedade aos O que é tal como se dá na prática a efetivação de uma ação institucional de enfrentamento do racismo e consolidação de uma educação para as relações étnico-raciais tão uma questão aqui só para registrar que a fala da professora Carolina Chan Oi boa tarde Gustavo é Guida Donizete Rosália uma grande amiga Mônica e o Paulo é uma agradeço né ah o convite também junto com os colegas aqui a gente conseguiu né outras pessoas a Edna professora Ângela frente dessa dessa organização e eu acho que é importante todos os espaços possíveis de reflexão sobre o tema do racismo no ambiente educativo e duas formas de enfrentamento São é precisam ter a maior visibilidade possível inclusive né gostaria de até destacar a ausência da professora Ângela que por uma questão de saúde não pode estar presente é mas também com certeza a nossa fala costuma ser muito alinhada Afinal a gente tem aí uma uma trajetória de longa data nos estudos né sobre educação anti-racista é bom bom então ela é estressante complexa né para o tempo que nós temos para para desenvolver mas a experiência tem nos mostrado que a instituir uma educação anti-racista demanda de nós e nós quando eu falo nós é o poder público é a sociedade civil são os movimentos sociais uma reação né tão intensa Quanto é o cotidiano racista que a gente vive né então é não é possível consolidar uma educação anti-racista a Perspectiva da Educação das relações étnico-raciais reeducação relações étnico-raciais nos ambientes de ensino nos ambientes acadêmicos se essa reação Nossa não for estruturada numa mesma medida que é o racismo estrutural então a gente já sabe né por experiência que ações esporádicas em conta que ações pontuais não dão conta que evento somente não dão conta que a gente precisa se organizar se estruturar planejar né financiar as ações para que elas de façam o cor então é primeiro né a gente teria que sempre pensar de uma maneira Ampla nos próprios sistemas de ensino nos currículos né E para isso para essa ação ela ser iniciada eu sempre destaco que a gente tem a perspectiva do diagnóstico então assim não há como avançar nessa discussão se a gente não souber onde a gente tá né E a gente tem um objetivo que é a consolidação da educação anti-racista como foi a questão colocada mas a gente precisa saber seja a rede de Campinas né seja as redes ou As instituições de ensino ou até mesmo as escolas em si uma outra escola isso também pode ser um diagnóstico local sabem que pé que está dessa construção então na fala da Mônica né acompanha há bastante tempo ela vai elencando as ações e mais qual que em que pé a cidade de Campinas está na promoção de uma educação de racista rede de ensino de Campinas está e é esse mesmo questionamento que a gente faz no Instituto Federal de São Paulo para tentar entender em que pé que nós estamos o quanto nós avançamos então o diagnóstico ele é algo necessário ele precisa ser sempre atualizado Então a partir da comissão especial né de estudos sobre história cultura afro que a câmera né na figura do vereador dois Vereador Carlão também construiu né um dos colegas também a gente conseguiu construir um diagnóstico aqui no diagnóstico inclusive está publicado envolveu diversos profissionais da educação para entender que pé que se estava ou seja a não consolidação da Lei 10.639 ela é multifatorial tem a ver com a formação docente tem a ver com os recursos pedagógicos tem a ver com a própria constituição mesmo dos da das instituições de ensino né E e esse diagnóstico já deu o norte ele não é o único diagnóstico né é toda a nossa a nossa trajetória aqui a Rosália eu enfim todos os colegas a Ângela de longa data vem pesquisando esse esse espaço né educativo e como o racismo está ali nessas entranhas então a gente já tem né muitas as mães daquilo que é necessário fazer então cada espaço cada rede cada escola é a partir das suas gestões Tem que olhar para isso e tentar entender como que a situação está E aí fazer um plano mesmo um plano de atuação quando a gente fala de si enfrentamento ele tem que ter um plano de atuação é esse plano de atuação envolve a gestão envolve o currículo envolve a formação de professores de estudantes e ele pode se consolidar a partir de um plano de desenvolvimento institucional de um programa de gestão de um projeto político pedagógico entende que não há como a gente pensar numa mudança efetiva se ela não tiver no eixo e no cerne do planejamento institucional né se a gente tuição público ou privado e é e com isso né eu ressalto que nesse planejamento obviamente que a gente tem que que ter em mente né é quando a gente faz esse esse diagnóstico e a gente pensa bom nós precisamos mudar e aí a gente pensa Vamos pensar aqui no tema da semana né brasil-áfrica Né áfrica-brasil essa relação que você estabelecem As instituições de ensino elas não podem ser vistas só como reprodutoras do racismo porque elas são tão bem produtoras de conhecimento né então assim toda vez que a gente fala dessa perspectiva a gente olha para a instituição de ensino EA gente sempre fala não mas a escola reproduz o racismo estrutural institucionaliza e a gente tem que pensar que a escola se ela produz conhecimento e pode também produzir o racismo no seu ambiente ela não é só uma reprodutora eu como profissional da educação quero crer que a escola produz conhecimento né quero que que aquela produto conhecimento então a gente não só reproduzo aqui tá pronto e isso acho que é uma coisa importante para a gente pensar quando a gente pensa um relacionamento o Brasil a África porque o conhecimento que se produz sobre África o conhecimento que se produz sobre a população afro-brasileira sua cultura seu saberes as religiosidades enfim ele tem sido negligenciado essa produção de conhecimento ela é apagada como foi citado aqui pela pela Mônica ela é apagada mas ela também não é comentada o nosso currículo ele é profundamente eurocêntrico Então as nossas produções de conhecimentos seja em quaisquer áreas do conhecimento então eu tô falando o tio do Ensino Fundamental tô falando do ensino profissional e tecnológico também aqui também tem uma perspectiva muitas vezes que flerta com tecnicismo com uma perspectiva que não se abre né e nas universidades a gente tem um viés de produção de conhecimento eurocêntrico e como que a gente muda esse currículo como que a gente constrói um outro currículo tem que ser uma ação orquestrada institucionalmente né então assim a gente tem E aí eu eu vou colocar aqui o exemplo do Instituto Federal que é o lugar que eu estou ajudando a construir né se processo Então a gente tem hoje inclusive no país né a gente tem Associação Brasileira de pesquisadores negros tem feito um trabalho extremamente importante acho que é sempre bom ressaltar e nós temos no Brasil mais de 400 núcleos de estudos afro-brasileiros e indígenas que estão no interior das instituições e instituições técnicas e superiores mobilizando essa construção de conhecimento mas que a gente percebe né que a sempre essa dificuldade no instituto federal é desde 2015 e isso é extremamente recente nós construímos nosso Núcleo de Estudos afro-brasileiros e indígenas e sempre desenvolvemos ações das mais diversas tantos da política de permanência de estudantes como da formação docente né a própria defesa das ações afirmativas a partir das bancas dieta identificação né a garantia e tudo mais mas tem algo que muda totalmente essa estrutura é o olhar para o currículo então na construção do currículo de referência né tô vendo aqui meu tempo já tô em 10 minutos mas é isso na construção do currículo de referência nós fizemos uma grande intervenção no Instituto Federal e qual foi a sua intervenção é garantir a partir do núcleo Jesus afro-brasileiros que a discussão sobre história e cultura africana afro-brasileira e indígena necessariamente compusesse o currículo de toda nossa instituição o currículo de referência que eu tô falando de uma instituição que tem 37 Campos né mais de 50 mil estudantes mais de 50 mil servidores é desculpa cinco mil servidores que a gente conseguiu mobilizar para que o currículo de referência desta instituição fosse construído com essa perspectiva então um aluno que eu quero formar é um aluno que ao pensar o currículo dele eu quero um eu vou formar um aluno com uma perspectiva anti-racista é é o é o mínimo que a gente pode fazer então um quanto o objetivo de todos os cursos o aluno egresso ele tem tem que ter essa perspectiva Não importa se ele é um aluno da engenharia a classificações da eletrônicas ele é de um curso integrado médio superior pós-graduação eu tenho que ter no horizonte curricular que o conhecimento a ser construído uma instituição levará em conta a contribuição dos povos africanos EA contribuição do da população afro-brasileira né se eu não fizer isso eu nem nem posso começar então a luta disputa pelo currículo é um das principais ações a serem feitas e aí quando a gente avança eu tenho pouco tempo aqui para fazer essa discussão mas quando a gente avança e a gente consegue uma transformação curricular a gente só consegue executar um currículo se a gente tiver um professor formado para isso é né eu também não posso ter um currículo estate com o currículo construído por alguém que tem um lá depois do depois da construção dos currículos de referência a gente está passando por uma reformulação dos projetos pedagógicos de cada curso com suas ementas e tudo mais e eu não posso garantir que essa discussão será feita se eu não tiver uma formação docente né que seja condizente com aquilo com aquele conhecimento que eu quero produzir que eu quero compartilhar na Instituição então é esse também foi um movimento né encerrando aqui eu destaco que nós fizemos a partir de um projeto por isso que eu falo da questão do fomento financiamento isso ser uma ação do poder público é nós fizemos no Instituto Federal de São Paulo nós fomos contemplados né pelo Centro de Estudos das relações de trabalho desigualdade um projeto que chama a from if o projeto já existe há algum tempo e reformulado submetido a um edital e foi escolhido né entre 605 projetos do país todo foram 15 projetos selecionados e o nosso também currículo pensamento decolonial e formação docente ou seja nós fizemos um diagnóstico na nossa instituição para saber como essa prática pedagógica estava acontecendo se desenvolvendo sendo organizada nós promovemos uma formação de professores e depois nós promovemos a construção de um espaço de aplicação que inclusive é uma inovação nós construímos no instituto federal que a gente chama de Hubble um tu Maker é um espaço no laboratório Maker que a gente constrói recursos Tecnologias para o ensino de história e cultura afro nas a gente não podia construir Essas tecnologias que a gente não fizesse todo todo o trabalho anterior eu não posso construir uma tecnologia ou mesmo chegar com um livro a gente não tem um diagnóstico se a gente não tem os profissionais formados nas senão a uma ação que respalde esse trabalho recurso sozinho ele não faz nada né então a tarefa né de consolidar a a reeducação das relações étnico-raciais no ambiente educativo ela passa por essa construção de conhecimento e essa construção de conhecimento só é possível ao gente alterar o currículo formal os professores e darão viabilizar essa produção que de recursos pedagógicos de recursos que atendam né exatamente essa nossa ação que é o ensino de história e cultura africana afro-brasileira e indígena sexo é muito obrigado professora Caroline que traz uma uma experiência prática efetiva numa instituição muito grande e complexa como o instituto federal é como você falou 50 mil alunos mais uma experiência efetiva aí de construção leva dos instrumentos que permitam que permitem a aplicação da Lei e dos avanços que estão acontecendo no instituto federal então foi muito importante a tua fala e a gente agradece bastante Clean então passar a palavra agora para Rosália nos para Rosália e o questionamento a professora Rosália Rodrigues de Campos é que a comissão organizadora aliás como muito bem feio a professora Caroline é a comissão é tem vários integrantes entre elas a professora Ângela soligo e a nossa querida Edna e que a a Edna deve chegar em Estância aqui na comissão Mas a professora Ângela a questões de saúde não pode participar mas a gente queria valorizar muito a iniciativa dessa comissão que realizou está realizando a semana e que foi quem propôs a realização desse debate com os convidados aqui no âmbito da comissão de educação então passando para professora Rosália o questionamento é em que o pensamento afrocentrado defere no pensamento ocidental em que contribui para a formação de Jovens e Adultos essa reflexão que a gente faz aqui pela comissão a professora Rosário Oi boa tarde a todos todas todos É uma honra tá aqui com colegas É uma honra tá no espaço onde a gente se sente acolhida onde a gente pode existir que eu sempre digo que além de professora do ensino básico Eu Sou psicóloga e a todo momento eu tô colocando a psicologia à frente de uma série de situações de condições inclusive ambientais bom de série e difere muito né quando você vai falar das civilizações africanas Quando você vai falar é dessas condições né orientais são totalmente diferentes das ocidentais É uma pena que eu só tive essa oportunidade né de perceber toda essa diferença com um pouco mais de idade eu gostaria de já ter experimentado Olá tudo isso Se possível na primeira infância nos em Itú estamos que eu sou Ituana eu faço Eu participo aqui do diz na Unicamp né com a Carol a Ângela demais colegas mas eu sou eu sou Ituana e lá então nós estamos elaborando o legislativo deve aprovar muito em breve o plano da primeira infância e uma das coisas que eu fiz questão de participar e apresentar foram exatamente alguns dos ensinamentos do da civilização africana isso eu percebo que tem feito uma diferença muito grande entre os membros dessa comissão sabe Carol porque a gente o tempo todo a gente se esbarra nessa estrutura nessa produção e nessa reprodução e eu me senti honrada quando me chamaram para participar porque que o jogo que isso seja de extrema é porque a lide resgataram os mal de estima nós podemos ressignificar a nossa resistência porque nós os africanos da diáspora nós temos uma uma uma existência pela metade a gente nós nunca tivemos né a oportunidade de estar com os nossos e legitimar a nossa existência EA existência dos nossos porque dentro das escolas é em todos os espaços nós nos deparamos com essa estrutura com esse racismo estrutural e para a gente desmantela tudo isso é muito difícil é muito complicado então eu penso que esse plano que nós estamos instalando lá na cidade de Itu é algo muito benéfico e que venha para um país inteiro de seja que seja para o mundo inteiro e que nós possamos aprender de uma forma legítima a todos os ensinamentos vindos do continente africano africano africano vindo é dessa dessa civilização que muito têm a nos ensinar e que por diversos momentos sofreu uma apropriação no dia a dia a gente começa a estudar a gente começa a ter o conhecimento o conhecimento e nós percebemos Quanto que é do nosso povo Quanto que é da nossa gente e que vem como se fosse do acidente essa essa condição muita coisa boa muita coisa bacana que também não está sendo utilizada por conta do epistemicidio e o fato de nós trazermos é esse conhecimento à toa não fato de Nossa me legitimar mos é é toda essa sabedoria que é uma sabedoria ancestral Sem dúvida alguma nós vamos resgatar essa autoestima principalmente das nossas crianças eu E aí deixa nesse momento de educação de jovens e adultos e não é surpresa para ninguém que a maioria desses estudantes dessas Estudantes São jovens negros e negras não é não é novidade para ninguém quando eu fui fazer a minha pesquisa eu me deparei e algo que eu faço questão é de verbalizar né Uma das coisas que eu percebi foi exatamente isso na verdade esse foi um cômodo que fez com que eu me debruça-se nessa pesquisa é que aqueles corpos que estavam lá da Educação Infantil e que eram apresentados pela maioria dos nossos colegas nossas colegas como alunos com dificuldades de aprendizagem no final das contas eram os mesmos copos crescidos com os quais eu me deparava lá no centro pop que é onde eu trabalho como psicóloga vão descer essa função de psicóloga e tá era um copo crescidos eu e com aquelas crianças que eram do zero apresentada com dificuldade de aprendizagem e estudando eu percebi que tratavam-se de queixas escolares e essas crianças chegavam elas passavam como trabalho na promoção social também então lá saindo da educação elas iam para Conexão Jovem que é um espaço da promoção social que escolhe os jovens que estão em liberdade assistida e esses mesmos copos crescidos chegavam para mim lá no centro pop como uma pessoa em situação de rua Então observem como que é essa estrutura e quando a Carol fala que nós precisamos de uma de uma estrutura de algo muito bem organizado muito bem estruturado para combater por conta disso porque esse projeto racista ele funciona muito bem e ele vem uma sequência nós precisamos interromper ela você precisa e essa essa essa sequência e a partir daí eu penso que se de nós começamos a perceber essa diferença se nós é dermos aos nossos estudantes as nossas estudantes e mais Principalmente as nossas docentes esta formação Carol que eu Julgo que seja de extrema importância nós vamos dar conta de modificar muita coisa mas principalmente essa questão essa condição de que nós negros e negras aqui na sociedade brasileira nós acabamos internalizando como sendo algo nosso e é muito doloroso para mim quando chega uma pessoa lá no consultório se responsabilizando por aquela condição se responsabilizando pelo que tá acontecendo com ela Aquela desgraça que a vida dela muitas vezes eu observo lá as pessoas que estão em situação de rua que chegam e acreditam piamente que eles estão na condição em que eles se encontram por conta deles mesmo porque foram escolhas que eles fizeram e olha só como é que essa estrutura é maravilhosa tanto que acabei de ler mudando é mais nos dizer né que o racismo brasileiro é um crime perfeito que responsabiliza a própria vítima essas pessoas chegam ali e elas acreditam que o que o Estado está fazendo é maravilhoso e eles querem agradecer o tempo todo porque eles têm banho porque eles têm um café da manhã O almoço eo jantar não você é um direito seu e o estado é responsável pela condição que você ocupa aqui agora e nós precisamos sim mas precisamos desses docentes dessas docentes conscientes dessa estrutura que levam os nossos cidadãos e as nossas cidadãs a condição que eu observo lá no nesse equipamento da promoção de mototáxi não é da Igualdade racial ainda assim breve nós teremos lado também eu tô muito feliz porque nós estamos avançando e avançando muito Nesse quesito organização e Nesse quesito estrutura nas nossas lutas antirracistas Itaú sim existe uma diferença que há uma diferença muito grande e mais o que grande é muito significativa porque ela modifica o sentido eo significado das coisas para os nossos é esse sentir essa existência ela ela pertence passa tudo vai fazer uma diferença muito grande em todas as estruturas em todos os espaços da nossa sociedade é isso a nossa muito obrigado Rosália pela fala pelas reflexões e passo agora a palavra já para o pastor Donizete que representa aqui a centro de cultura e arte da PUC de Campinas deve aqui nós vamos ter uma atividade né da semana na PUC né se não me engano com a presença do ex-vereador Sebastião Arcanjo né amanhã né então queria passar a palavra por Jose Donizete contribui aqui com a gente não vê bate agradecer na presidência Oi boa tarde obrigado a todas a todos a todos É uma honra aqui é um prazer é a presença dos vereadores e saiu búfalo representando a câmara tamanho minhas colegas que atuam com a gente nessa batalha nessa luta fundamental né do combate à processos de deformação no ser humano processos sociais instalados né pela história na nossa sociedade pela cultura né pelos processos todos é vendo da Universidade tô aqui pela puc-campinas a senhora Edna me convidou a querida Edna Lourenço para o medo a gente é nós estabelecemos é um trabalho durante o Ademir no ano 2020 tava lembrando agora que ter só um cês então aqui na mesa né então Lembrando aqui só lembrando aqui né da música o ouro afunda no mar mar e por cima Ostra nasce do lodo gerando Pérola fina Ou seja a ideia de que o ouro a Preciosidade a riqueza muitas vezes muitas vezes não nascido profundo nasce da Lama nas da história nasce daqueles que estão subjugados explorados rechaçados vilipendiados pela própria sociedade então é muito honrado tá aqui nessa discussão dessa conversa não esperava que você fala tanto mas vou agradecer aí também pela semana eu acho que Professor semana importante eu esqueci de trazer a questão do senhor for tá posso falar de política não quer começar o trouxe uma questão que seria Porque é importante a formação raça anti-racista no ensino superior perfeito Tá bom estou feliz na semana de solidariedade aos povos é importante tãozinho vai tá com a gente amanhã lá discutindo com e lá na área de Senso urbanas nós vamos lá junto presencialmente no debate Face a Face conversando tivemos a semana passada já também Professora Elza é discutindo e justiça social uma questão racial vamos estar a semana que vem também discutindo a questão da literatura EA discussão da questão étnico-racial na literatura é tão parabenizar o tiãozinho pela semana que validade que é você mora importante né tá escrito pela ONU mas implantou aqui e no estado antes a questão Instituto Cultural a batom longe também que manthey na resistência à cultura é o Saber ancestral fundamental né é e colocar o seguinte que como Universidade a gente tem feito um trabalho a inicial eu acredito que seja Inicial é porque essa questão do da o que que é fundamental de carvão de churrasco está no ensino superior primeiro que a palavra superior não gosto muito dela mas tudo bem ensino superior porque tem que ser inferior né eu fui professor de escola pública durante muitos anos história e filosofia prazer né éramos jovens Paulo tava por aí também né lá na região de Sumaré região de Nova Veneza né obrigado a movimentos aquela região também era em Hortolândia quando ainda distrito de Sumaré né Nós somos antigas é e como professor de escola pública como diretor de escola pública né Sempre também me saltaram aos olhos esse processo desumaniza dores né que crianças e jovens e adolescentes vivem cotidianamente e a população preta mais e mais ainda e é primeiramente porque a gente tá falando de educação anti-racista a pergunta e nós fizemos um muitas vezes no Brasil e uma discussão sobre ensino e educação né educação como sendo a uma dimensão muito mais Ampla da formação do ser humano para o convívio social e ensino muitas vezes restrito a dimensão técnica né a dimensão instrumental da formação isso dele assine no ensino superior é muito marcante né Essa discussão do tecnicismo já desde o regime militar que entrou aqui com os acordos mec-usaid nos final dos anos 60 né mas que se mantém ainda né que se mantém com a visão muitas vezes nessa de que o primeiro currículo acho que concordo com a Carol concordo também com a Rosália né é que repensar o currículo importante a formação do docente também é importante e a construção de projetos de longa duração continuados que sinal na educação né é algo pontual é algo específico e que não mexe na estrutura No mestre na no no conhecimento produzido né então eu diria que a gente tá na PUC e iniciando trabalho e acho que de uma relação constituída aí com o Éden na verdade com o movimento negro nas suas diversas interfaces que eu entendo que as escolas também Deva dialogar com os movimentos sociais no sentido de que eles e duplo a própria educação formal né então o diálogo é como foi dito que a referência bibliográficas né que a gente pensa na no pessoal da pedagogia ou da matemática ou de letras são eurocêntricas né a gente levou mas não lembro os autores negros e não estão presentes no nosso currículo não gosta discussão das temáticas Então acho que é importante repensar o currículo sem formação docente sim projeto continuado né que bem impregnação dessa discussão como sendo de relevância para por Campinas acho que é uma coisa que pega muito importante assim como se o dono desse tamanho de caráter confessional Alguém poderia pensar que não mas discussões a pro centradas seriam complicadas para para uma universidade católica né que historicamente contribuiu com os processos de deformação é mas a toda uma teologia que repensou que recompensa discussão né dentro dentro uma visão plural né de diversa rica né dinâmica né acho que a pujança tá aí né a outra questão é assim pensava Universidade que é uma necessidade que pensa a educação a partir da educação integral bom então quando eu peço educação integral eu tenho que pensar na pessoa com como um todo nas suas diversas dimensões né cognitiva afetiva social racial etc etc Como é o ser humano multidimensional bom então acho que o meu gancho vai por aí quer dizer uma universidade que pensa educação integral deve pensar uma educação que tenha que pensa no ser humano os seus múltiplos nas suas múltiplas esferas dimensões e acesso é eu acho que a minha resposta vai por aí também concordo que nesse caso até na escola na educação básica a gente tem uma discussão também no currículo atual e categoriza conteúdos ou disciplinas que seja superiores e inferiores né matemática química ciências são disciplinas digna de respeito a sociologia um filosofia ai ai ai ai ou seja disciplina de segunda categoria disciplina de primeira categoria é dentro da Visão cognitivista Mentalista né racionalista que não forma seres humanos para a diversidade para riqueza do que é plural Então acho que no meu entendimento é é Um Desafio complexo mas a gente gosta de coisa complexa é um é desafiador mas quando a gente pensa em formação humana a gente tem que ser usado e tem que ser usado né Eu concordo com a questão da Universidade como lugar de produção de conhecimento acho que a escola também espalha espaço de produção de conhecimento é e depois e é uma micro-sociedade também com relações muito específicas não é cada ambiente escolar com condições muito específicas mas a gente tem que sair fora dessa lógica da reprodução contínua e perceber que a gente pode sim produzir novas formas e aceitar e assimilar e discutir novos saberes e acho que a ideia de um grupo de estudo Pois é a gente ainda não tem mas é mas eu acredito que por exemplo nos mestrados doutorados que temos na especializações dos T6 estão sendo produzidos né debates e trabalhos de viés e discutir a dimensão at racial EA gente tem que ser capaz de compor forças agregado de dar visibilidade a essas discussões além de criar um espaço em que as pessoas possam a fluir buscando apoio conhecimento é isso é importante para nós acho que como uma instituição é estaria nessa não tivesse formação docente a discussão do currículo eurocentre acho que a questão da formação da gestão também importante obviamente né a preocupação com currículo humanizador né que pensa na formação do ser humano como todo acho que isso é fundamental importante dizia hoje de manhã na sala de aula com educação física os garotos e garotas Vocês estarão nas escolas públicas o e lá vocês encontrarão crianças desumanizados e infelizmente muitos de nós professores no contato com essa realidade nos diz humanizamos e nos tornamos insensíveis ao Grito de Socorro desses Jovens jovens dessas jovens e desses dessas crianças fiz muitas vezes vem na escola o único espaço de resgate da sua humanidade e essa é a nossa missão né é muito sério em relação a isso então acho que consonant totalmente com o nosso colegas aqui né e é fundamental cima educação anti-racista que Boo já discussão do tecnicismo e trabalho muito mais a educação a formação humana a formação para o valores e a questão de um currículo que seja humanizador e de protagonismo ao Jovem de água movimento negro é muito obrigado muito boa sua participação Professor José Donizete debate aqui de altíssimo nível riquíssimo tanto para comissão como para todos que nos ouvem como parte dessa semana eu queria nós temos aqui um limite que a 16 horas por conta de um trabalho de uma outra comissão mas a gente tem bastante tem bastante tempo mas eu queria em primeiro lugar passar a palavra para vereadora guiga Calisto Vereador Agda é uma protagonista uma lutadora incansável das causas as questões sociais aqui na câmara de Campinas e a gente tem a sorte de tela integrada também a comissão de educação influenciado aqui nos nossos trabalhos Vereador Guido boa tarde a todas e todos e todas Boa tarde ao presidente dessa comissão vereador que estava feita Boa tarde vereador Paulo boa falou e aqui de uma comissão que eu entendo que é muito importante no nosso pagamento Boa tarde a essas mulheres debatedor as mulheres negras no nome da Mônica que eu conheço de muito tempo foi professora na escola onde eu Sou monitora de educação infantil e já conheço a Mônica de bastante tempo e veja o trabalho dela na rede também e ela comprimento todos da mesa que estão aqui os nossos convidados Tá bom quero parabenizar ao Gustavo companheiro e boa tarde Depois tenta participando aqui para todo mundo que está acompanhando nas redes nos nossos canais de comunicação e boa tarde também aos servidores da casa tô voltando eu quero parabenizar o Gustavo por essa mesa maravilhosa nós ouvimos aqui os nossos convidados e é um debate extremamente importante e enfim foi bom tá aqui hoje ou Vilas Vilu com esse comprometimento com essa falta aqui para nós é tão é tão importante Olá eu sou o monitor de educação infantil e eu trabalho na rede Municipal de Educação já há vinte e poucos anos e hoje eu tô na tarefa de vereadora aqui nesse município mulher negra periférica e já passei aí por bastante tempo na rede né acompanhando a rede ó na na minha atuação enquanto vereadora eu eu entendo que para mim para nós que discutimos essa agenda no município assim a gente já tá um pouco cansado cansada do que vem acontecendo no município principalmente porque a gente não tá falando de uma rede Municipal de Educação esvaziada nós não estamos falando de uma rede Municipal de Educação que tem dificuldade financeira nós não estamos falando falando de uma rede Municipal de Educação que não tem a profissionais qualificados nós temos profissionais qualificados nessa pauta e que a gente ainda continua é e me parece que no estágio de há muito tempo atrás sem ter avançado nessa agenda né eu vejo Participei de várias vezes do projeto do me pide que é muito importante e eu valorizo e agora a minha o meu questionamento com relação ao me pedir aí eu tenho que falar do município porque sou do município sua funcional do município e sobre vereadora nesse município é o quanto a gente ainda tem dificuldade de reverberar eu vejo o me pedir fazendo um trabalho importante junto aos profissionais mas eu não vejo esse resultado diretamente nos nos ppps das nossas escolas nos projetos político-pedagógicos das nossas escolas eu não vejo isso refletido quando você vai ver você vê sempre é uma pessoa individual um profissional específico que tem compromisso com agenda que apresenta na determinada a sala de aula é aquela professora eu não vejo o comprometimento da rede eu não vejo comprometimento do nosso sistema Público Municipal de Ensino com essa agenda eu não vejo isso é isso o incomodado muito muito muito né então e fica extremamente importante estamos aqui debatendo estamos aqui mais assim o que vocês a todo momento nos trazem quanto pesquisadores enquanto enquanto debatedores aumenta ainda mais a nossa angústia de ver essa falta nessa falta de prioridade de priorização numa rede que é rica e eu tô falando mesmo eu vou ser bem prática tô falando da questão mesmo de financiamento nós temos uma rede Municipal de Educação que gás os recursos da educação comprando coisas inclusive que o nosso que os nossos pesquisadores nossos pesquisadores da agenda Inclusive a ponta O que é errado que é uma leitura equivocada que é o material equivocado para a pauta anti-racista e a gente tem recebido materiais na rede que não passou por essa opção ao contrário que já passou e foi condenado o que não deve estar no ambiente escolar a gente tem recebido isso a rede ela gasta recursos da própria secretaria com materiais que muitas assim totalmente tem serventia nenhuma ali para as escolas para as unidades de educação enquanto a gente tem uma agenda uma pauta extremamente importante que tem como fazer porque a gente tem gente com competência a gente com pesquisa acumulada com condições de apresentar um projeto que de fato reqte priorize essa agenda então assim isso é isso me incomoda bastante sabe a gente tá todo momento debatendo fingindo que tá acontecendo enfim Oi e aí vou dar um exemplo e essa casa eu apresentei um projeto agora há pouco tempo que eu pele capoeira nas escolas no projeto que já foi inclusive não é um projeto inédito no Brasil né e a Secretaria Municipal de Educação já teve isso no seu programa A secretaria a secretaria desenvolve a isso no programa da secretaria e depois de 2024 isso veio bem sendo esvaziado E aí essa casa eu apresentei um PL que falava que ficava instituído o ensino da capoeira nas escolas nesse sentido mesmo de fazer aí provocar o cumprimento né que da obrigatoriedade da lei 10.639 e veja esse pele passou por todas as comissões não sei se foi o Fábio que fez o relatório dele abre aqui que é o funcionário da casa que faz estudos jurídicos Fábio fez relatório relatório belíssimo o Fábio apresenta que não tem não tinha nenhum ponto de imposto inconstitucionalidade não tinha nenhum vício legal que é um projeto que deveria ser implementado que tinha todo respaldo jurídico toda a fomentar a fundamentação jurídica passou por outros demais Conselhos conselho de educação enfim mas aí vem alguém da secretaria né que falava que a não pode ser obrigatório a vida enfim e aí colocou uma palavrinha lá uma frase e o projeto foi derrubado nessa casa eu já foi derrubado nessa casa e precisa para ter roubado nessa casa não adianta vir responsabilizar base a base em ter responsabilidade sim tem toda Responsável a base o governo vereadores que estão na base do governo textos a Brasil mas quem tem muito mais responsabilidade Porque isso é uma orientação de governo Isso é uma orientação da secretaria de derrubar esse projeto tão assim eu no dia que foi feita essa votação fiquei muito mal eu fiquei muito mal porque ele ficou para mim assim mais do que confirmado que que não tem o interesse desse governo de avançar nessa agenda então não adianta apresentar com a Carol disse Caroline já já que a última não adianta vir com o evento só com palestra Não adianta vim falar vamos né tem que demonstrar de fato que prioriza a agenda e é isso é complexa é complexo sim mas o que tá a vontade política não tenho vontade política desse governo de avançar nessa agenda nessa agenda que continua perpetuando sim uma educação racista Por que não todas as pessoalmente nós mulheres negras sabemos que o primeiro momento que nós nos na nossa vivência que a gente se depara com racismo é na escola é na escola a gente sabe muito bem que é ali né que a gente se vê como mulher negra como uma menina negra o quanto o quanto o quanto nós somos diferentes das demais então enfim é isso eu gostaria de colocar agradecer o debate parabenizar ao Gustavo petta sempre comprometido né com a com essa agenda e eu vou deixar depois para vocês o material construído pelo nosso mandato sobre territórios negros que é uma HQ que fala dos territórios aqui do nosso município que fazem a discussão anti-racista né que valorizam a luta EA resistência o racismo pegado a gente e parabéns por você estar aqui conosco gato vereadora Vereador Agda Calisto cumprimentar também a presença da Jaqueline Damásio que a gestora do centro de referência de combate ao racismo aqui conosco também vou passar então a palavra agora ao Professor Paulo professor e vereador Paulo bem boa tarde a todas todos e todas quero cumprimentar que a mesa [Música] Presidente Gustavo petta Vereador Agda e os nosso convidado Professor José Donizete e as nossas convidadas aqui professoras Mônica do me pedir a professora Caroline do Instituto Federal e a professora Rosália Rodrigues da rede lá dito né É e na quinta-feira nós teremos também uma prosa na comissão de Cultura discutindo o a ideia do fortalecimento do Instituto Cultural a patologia né é ontem Inclusive dialogamos a respeito disso na abertura já nos compromissos na abertura da semana já nos comprometendo aqui enquanto o bancada né de esquerda na casa no nesse projeto de fortalecimento do Instituto e quero trazer o debate aqui para nossa a temática de hoje também partindo daquilo que a vereadora Agda trouxe aqui na primeiro lugar como os servidores públicos né Magda é nós temos um olhar e sabemos do papel respeitamos muito servidores e a servidoras do do do projeto do pibid agora essa crítica aqui a vereadora faz é necessária pelas circunstâncias políticas e inclusive do do financiamento dos últimos anos da política educacional na nossa aqui na cidade de Campinas né não é novidade isso nós investimos inclusive em em prédios aqui no centro da cidade sem qualquer debate com a rede recursos importantes que nós poderíamos fazer um investimento em políticas né que que mudasse mudasse em esse cenário eu dou um exemplo aqui mesmo nós estamos é um imóvel propriedade é agora da secretaria de educação que pode ter um papel foi apresentado um projecto de reestruturação enfim foram dois prédios até a é relevante porque foi investimento em num Patrimônio Histórico enfim da cidade o teatro Bento Quirino mas com quem foi discutido isso é negão onde foram definidas essas prioridades então quando a vereadora águia atrás essa essa e nós estamos aqui nessa mesa solidariedade enfim na semana de solidariedade trazendo a temática necessidade de desfazer de aveia investimentos concretos é necessário porque daqui a pouco nós vamos estar discutindo o novo planejamento orçamentário novos recursos E aí é nós estamos vendo a história repetir assim repetir se há algum tempo a segunda questão também aqui embarcando naquilo que a vereadora Guida atrás a partir do projeto é e a capoeira nas escolas eu me lembro os argumentos trazidos na Tribuna para votar contra o projeto A então nós vamos chegou a aparecer isso lá então nós vamos ter nós vamos exigir que tenha artes marciais também então então assim ah ah ah um processo eu diria que não se trata só de uma noção de vamos vamos compor um conhecimento má cultura vamos compor as ideias que é que nós temos presentes no debate mas a um processo de fato de a pagamento mesmo daquilo que que foi constituído E assim se dá nos nossos currículos também né é o outro aspecto que eu também tenho a ver com isso bom e que a professora Rosália atrás né Essa questão da culpabilização das vítimas né hino por inúmeras vezes nós ouvimos aqui nessa casa e Oi tia a raça o tio aqui a que a denúncia do racismo agora se resume e nos dizerem que é mimi né que parece que traduz tudo que foram pessoas que não aproveitaram as oportunidades que o negro que que aproveitou as suas oportunidades né conseguiu aliança a um exemplo a um vereador da casa que utiliza sempre esse exemplo a partir da fala dele num um homem negro então isso surge com muita frequência Então desconstruir isso é é a enfrentar essa ideia do do racismo estrutural ontem eu usei se exemplo e vou usar novamente aqui né e além da atuação política e na educação e o sou engenheiro me especializei na área de materiais e desde quando eu eu fui para o chão de fábrica a partir de um curso do Senai eu estudo materiais Oi e me especializei nisso em Cruzeiro E aí hoje eu vim me dá conta de que havia algo errado nos meus estudos inclusive da da origem da da questão do aço do ferro quando o nosso participamos da comissão na Câmara Municipal essa comissão de estudos aí com Vereador Carlão que eu percebida das outras dimensões se aí eu no em nenhuma das literaturas que eu estudei eu ouvi falar do ferreiro um africano que é um grill das suas comunidades inclusive e transforma o Astro a partir daqui contas histórias transferir esse conhecimento para sua comunidade uma coisa brutal isso é crime total porque não foi é a visão ocidental e eurocêntrica que veio aqui e falou se a a a esse conhecimento aqui e depois houve um processo desenvolvido não e arrancou na verdade esse conhecimento daquele local né e implantou no outro e contou a história a partir daí então como é uma brutalidade então e acho que nós com com a conquista da Lei 10.639 11.645 até da origem dessa dessa Conquista dessas lutas é a minha impressão também que o nosso olhar ficou muito voltado para a questão histórica né E só daí que começa e as artes EA poesia EA tecnologia e arquitetura é que tem contribuições assim fantásticas nessa nessa em todos os campos do conhecimento né então eu queria trazer isso aqui porque é uma experiência vivida né E para hampi isso é é é extremamente difícil eu acho que a Caroline traz aqui até anotei quero conhecer o make aí do é sobre as tecnologias africanas né porque nós temos nos preocupado também né e uma outra situação que é que da dimensão dessa ideia da gente ter que ter uma situação abrangente de chegar nos nossos currículos não há 2 anos atrás nós escrevermos um projeto a partir dessas coisas escrevemos no projeto e Começamos a trabalhar assim e provocar alguns alunos a refletirem sobre o tema né E aí numa parte do projeto nós pegamos e fomos visitar o museu afro lá em São Paulo e que ali tem várias dimensões da e contribuições de conhecimento e de tecnologia diversas e nós chegamos assim a equipe de professores empolgado o grupo que eles estavam muito a fim de pesquisar tá aí eles entraram no museu tal e circular o tão E aí quando sai um dos alunos vem tudo isso ia aí mas eu não consegui pegar que a essência do que você esperava vinda que fazer essa visita aí nós nos demos conta também dessa necessidade é tanto do trabalho a partir da primeira infância agora estando já no ensino médio estando na universidade é necessário um trabalho atingindo são mesmo desse conhecimento da das literaturas da da produção cultural enfim eles precisam ter acesso e isso envolve um investimento muito potente porque senão não chega E aí é porque senão não chega é então porque envolve pesquisa essa ideia da continuidade essa literatura uma deu certo não deu Qual o qual a outra literatura que nós temos que pode pode trazer que pode provocar um conhecimento provocador assim de pesquisa inclusive Então eu queria trazer esse depoimento aqui e acho que é muito importante nós temos conseguir constituir essa mesa que tão diversa viu Acho que foi bom a com a proposta da comissão e a comissão de Cultura em particular é o melhor de de educação a colher esse debate aqui o prefeito polo-r até Lembrando aqui todo mundo que nos assiste exatamente a comissão de educação está aqui acolhendo uma proposta muito boa e a gente já colheu com muita vamos assim é alegria entusiasmo a proposta vinda da comissão organizadora da semana de trazer essa as nossas convidadas do nosso convidado aqui para esse debate eu vou só fazer algumas considerações e depois a gente pode passar para Breves conclusões aqui dos convidados por conta do avançado da hora mas eu acho muito significativo a gente fazer esse debate aqui na comissão de educação e na Câmara Municipal de Campinas todos aqui todos vocês acompanharam as cenas lamentáveis que nós tivemos nessa casa no ano passado de um crime que foi cometido durante uma sessão da Câmara Municipal de Campinas contra a é só vereadora Paola é lógico que era destinada a vereadora Paola Mas na nossa visão a característica mais correta do crime cometido era o crime de racismo portanto contra toda a população negra que estava presente no plenário e né cidade né assistindo a sessão isso ainda está sendo investigado pelas autoridades policiais mas é revelador vamos assim do que do racismo que existe no nosso país e do momento que nós estamos vivendo vamos assim de exaltação do ódio da violência da agressão e das manifestações desse tipo no nosso país é muito importante a gente contextualizar isso por isso que é tão importante na comissão de Educação na comissão de Cultura a gente cada vez mais pautar o tema nessa casa porque é a gente com a nossa experiência procurando e aprender muito com diversos intelectuais que pensam o tema no nosso país a gente vai compreendendo cada vez mais a profundidade do racismo na nossa sociedade né Muito mais do que olhar de maneira isolada casos e de punir indivíduos que cometem esses crimes a gente vai perceber no primeiro que ao racismo institucionalizado e essa casa aqui é é prova disso porque nós não superamos racismo nessa casa mesmo essa cena lamentável é teve uma reação vamos assim na presidência da casa no momento mas boa parte dos vereadores o consideraram aquilo Oi mimi como o vereador Paulo Búfalo falou né E mais do que o racismo institucional Professor Silva Almeida nos ensina que o que existe no Brasil o racismo estrutural né O que o que permite a gente entender e compreender de que a superação disso é está vinculada a ideia da superação de um sistema de opressão que existe a partir evidentemente de classe mas também da questão da opressão racial de outras opressões que existe que estão totalmente interligadas uma na outra né as coisas não estão sobrepostas as coisas são interligadas por conta da forma que se estruturou a sociedade brasileira então Foi um aprendizado ouvir vocês aqui hoje eu acho que nós temos que dar algumas consequências né a vereador águida Calisto trouxe uma crítica que eu acho que precisa ser ouvida pela autoridade municipal é o sentido de ver como que a gente avança mais né porque mais do que reagir a problemas que possam ocorrer no âmbito das escolas e dos espaços que nós atuamos é preciso ter uma ação mais contundente no sentido de dia ajudar no processo formativo de ajudar as instituições terem realmente uma uma política anti-racista né Eu acho que é experiência aqui do Instituto Federal uma experiência interessante que pensa no currículo na formação e também métodos inovadores que possam ser utilizados para essa própria formação então a universidade dando né resposta também produzindo conhecimento para esse tema eu acho que são coisas que a gente tem que ir refletir eu fico pensando que logo a gente espera sempre que a coisa possa amansar Mais logo é o poder judiciário o que dá a resposta algumas questões porque veja se é correto a gente dizer que não basta ser não basta se não não ser racista nós precisamos ser anti-racistas se isso é correto e eu acredito que é correto e acho que a sociedade brasileira vem cada vez mais compreendendo isso a partir da força dos movimentos negros e das pessoas que laboram conhecimento também no campo acadêmico As instituições não podem só reagir a atitudes Assis Elas têm que ser antecipar isso não eventualmente essa casa querida Dani ia ter um núcleo algo formado dentro da Câmara de Campinas para pensar como estruturar uma política anti-racista dentro da casa assim como as escolas Assim como as Universidades assim como o porquê E se a gente insiste a correto daqui a pouco Ministério publi é uma só esse discípulo civis públicas feitas por entidades podem mover ações de indenização coletiva contra instituições que não promovem uma política anti-racista né então a universidade privada também escola todo mundo tem que se preocupar com isso e tem uma política protagonista e não só reativa a casos que vão acontecer infelizmente no próximo período mas se você tem uma uma política mais isto institucionalizada você evita muitos casos e já tem uma resposta muito forte e imediata a qualquer tipo de crime que venha ocorrer nos Espaços que nós atuamos então era essa contribuição queria agradecer muito a presença de vocês e novamente agradecer professora Ângela soligo a nossa Comendador Edna Lourenço e fazem parte da comissão organizadora que infelizmente não puderam estar aqui conosco hoje mas que deve está nos acompanhando e que foi e que trouxeram que todo esse roteiro que eu procurei seguir de maneira disciplinada a partir da formulação que elas trouxeram tão queria agora passar por seu contrário é para por essa ordem aqui para o pessoal poder fazer considerações finais e a gente concluir aqui nosso pedágio o são por mim e é mais uma vez Então osternack a agradecimento da gente cortar nessa mesa né parabenizar a comissão para organizar a semana solidariedade aos povos africanos parabenizar a Edna também né é reafirmar a importância da nós como docentes professores da Escola Básica do ensino superior está me prometido sim com as causas anti-racistas em projeto continuado avô difícil avisar Católica Campinas tem essa proposta do projeto de aula sobre racismo na verdade nasceu de uma conversa entre reitor da Universidade fator Germano rigacci e julho com uma senhora era qual comendadora né então isso já morta de cada né que olha ele falou Donizete você aí vamos trabalhar para construir uma proposta de debate continua estamos aí fazendo isso vocês essa ideia da ação intencional acho que era importante né Assunção dizer Olha nós a mente né É contra e combatemos e temos uma proposta anti-racista nosentido de que a gente possa trazer a formação né é lideranças ativista o movimento deu que possa contribuir quer na discussão da questão do racismo na saúde é a nos direitos humanos na área da advocacia quer um serviço social quer na questão da da educação é o seja nas suas diversas dimensões eu falava que é um tema complexo não entendo o complexo um complicado entenda complexo na sua origem etimológica complexos quer dizer aquilo que é tecido junto como desligar moan é por isso que é difícil enfrentar porque são processos sociais né que se entremeiam né E que tem diversas Faces tema interseccionalidade aí e aí por isso né a gente um enfrentamento fica tão né É A reflexão conhecimento exige estratégia existe proposta política etc então agradecer muito e eu me sinto muito muito feliz e poder tá aqui conversando numa temática que é relevante é relevante porque atinge a todos é de maneira indistinta atinja a todos e nós como educadores devemos pegar essa né Essa temática e falar não é isso é algo com semente é princípio é fundamental que a gente tem essa pauta né dessas nossas curricular nossas universidades nossas funções de ensino na educação então Obrigado tamos aqui nesse processo que continua e Durava muito tempo mas é um prazer estar nele é nos faz nos sentirmos bem felizes porque parte de uma indignação ética e mede quem quer passar pela vida deixando marcas profundas Que altere contribuir com o processo de alteração da realidade novamente no coletivo o trabalho conjunto na escuta no aprendizado no tão obrigado e agradeço mais uma vez a participação Professor José Donizete representando aqui o centro de cultura e arte papo de Passo a palavra já para professora Rosália Tô bem só posso agradecer uma honra tá aqui nessa casa a família de minha mãe é toda Campineira então assim no plano espiritual em que ela se encontra tem certeza que ela tá muito feliz minha madrinha todo mundo é daqui né de Campinas Eu tenho um orgulho muito grande desta cidade e fico muito feliz por saber que Campinas está envolvida dessa forma com essas questões com essas condições é do Povo preto que a base de toda essa sociedade então assim a gente não esperava menos eu confesso que vai esperava menos e é algo que eu preciso considerar também essa condição de quando nós ouvimos uma pessoa é treta uma pessoa negra apoiando essas estruturas racistas nas quais nós estamos inseridos é muito importante que nós entendamos que esse projeto ele existe é para ser internalizado os seres humanos então a gente não pode retirar também desse homem negro ou de mulheres negras pessoas negras esta condição é é muito importante eu tenho lido muito mulherismo africana isso tem aberto muito minha visão né para para essa questão desse acolhimento Esse homem é essas pessoas no modo geral que acabam reproduzido essa condição elas ainda permanecem como a mente colonizada Mas é por conta dessa estrutura que está muito bem montada é um assim cabe a nós também enquanto mulheres pretas enquanto população negra a colher também é essa essa condição porque senão a gente cai naquela condição de William Lynch que é quando ele usava estratégia de colocar um contra os outros que é uma forma também de nos dividir de fazer com que a gente se distancia cada vez os nossos e nós precisamos tomar muito cuidado com isso então ele não cair nessas armadilhas Porque elas estão por toda parte mas é criar um susto pudesse criaram os estratégias para que possamos modificar essa condição que acaba caindo numa eu diria que é uma armadilha e que tem funcionado muitíssimo bem que quando você coloca o preto Claro contra o preto escuro os homens contra as mulheres e coisas desse tipo Então tá na hora também da gente diz construída tá na hora a gente desbancar essa essa ideia do colonizador né de que a gente não dá conta da gente a gente dá conta da gente sim e quando um preto ou uma preta tem essas idéias a gente não pode esquecer que é uma condição humana né e é exatamente isso que nós buscamos a humanização do meu povo a humanização da minha agência a nossa humanização Então vão pensar também e essa condição gratidão gratidão muito muito muito muito honrada com esse momento e obrigado Rosália e a Que bom eu também queria agradecer a todos os colegas que que nesse momento né Compartilhar um reflexões é o avançar nessa na nossa expectativa anti-racista demanda né de nós uma energia né Rosária demanda uma energia cotidiana de enfrentamento eu fiquei muito feliz com a fala do Gusttavo agora trazendo a perspectiva pro positiva né Porque só reagir nos cansa Por demais assim nos cansa e nos dá a impressão que a gente tá enxugando gelo tempo todo né que a gente não vai chegar em outros em outros lugares então quando eu falo realmente quando eu iniciei falando da estrutura e da reação essa estrutura a gente tem que lembrar que essa reação Ela depende de pessoas né Depende de um o tipo de pessoas né então como Donizete falou né é um assunto complexo né e o que é o complexo aí eu fico pensando que para isso é necessário essa essa rede de pessoas essa teia de pessoas em brigadas co responsabilizados nesse processo para que a gente possa avançar então quando a gente fala de um racismo institucionalizado Parece que tem uma instituição que faz isso sozinha né não é São pessoas e com isso eu queria ressaltar a necessidade né de ter lideranças negras né vida onde ter lideranças negras é só a única diretora Negra numa instituição com 37 Campos bom né então nós somos só em cinco mulheres né Eu sou a única mulher negra entre os diretores homens né são três diretores negros então é são essas questões e o olha aqui para Câmara Municipal de Campinas vejo mesmo eu olho para Câmara Municipal de Hortolândia vejo mesmo né a gente olha para as lideranças né Rosália lá da prefeitura de Itu seja poder executivo legislativo enfim e e a gente tem que pensar se são essas pessoas que vão mobilizar essa estrutura essa diversidade que a gente tanto proclama nas nossas ações ela tem que estar constituída nos poderes nela tentar constituída nesses espaços onde a mudança ela pode iniciar então assim penso que essa né como consideração final ressaltar que a sensação protagonista ela é e tal para que haja bons então de fato não só a câmera de Campinas mas todas elas precisam de uma ação anterior planejada por isso que eu falei planejada para que uma ação como essa que aconteceu aqui que é o racismo cotidiano que a gente vive em cia tem a estruturas Preparadas né prontas para coíbe Antes que elas aconteçam para avançar nas ações né E para realmente permitir que que mude mesmo que mude esses processos da mesma medida que quando a gente fala da dessa estrutura e das pessoas que estão à frente disse então eu eu realmente ressalto muito por exemplo a Edna né que é uma pessoa que é uma referência para nós que vai lá conversar né com o reitor né a ponto de mobilizar essa discussão que vai fazer isso dentro da câmera que vai fazer isso dentro dessas das escolas incansável é mas assim né quem são esses espaços institucionalizados de poder né quem são os prefeitos Quem são os vereadores Quem são os diretores escolares então quando a gente olha né presta rede Municipal de Campinas por exemplo Quem são Então é isso eu queria só deixar isso bem marcado e ressaltada aqueles que nós podemos escolher a gente só mudar inclusive né daqueles que a gente precisa pode escolher né enfim resultado de uma política de ação afirmativa a gente já vem mudando algumas coisas né eu eu já sou fruto uma política de ação afirmativa né A minha liderança dentro de uma instituição que também me elegeu para estar na direção já é um resultado disso então acho que a gente tem que ressaltar que a mudança passa por isso né Por esse diálogo mas por um diálogo que contenham essas pessoas e que essas pessoas tenham espaços de poder nem Não é esse poder mesquinha espaços em que se protagoniza as mudanças em que as mudanças podem ser encaminhados e nada construídas com outros olhares não dá para modificar o olhar se essas pessoas não estiverem lá né então acho que é um pouco isso que a minha consideração final aí obrigada é muito obrigado Professora Carolina e passo agora a palavra a Mônica Queiroz coordenadora domicílio Olá é um prazer frango muito grande esse aqui conversando com vocês apesar de do meu nervosismo às vezes né concordo com você Guida aqui tem chegado alguns materiais que a gente também não concorda que não passou pelo meu vídeo concordo com você Carolina a questão do diagnóstico que é uma coisa que a gente tá correndo atrás e acho que esse ano vai sair essa pesquisa geral para todas os funcionários da rede que é importantíssimo isso é a ação vinculada às com a sociedade civil essa conversa próxima com a sociedade civil também é algo que a gente prima preza muito porque muitas vezes é eles mesmos né a sociedade civil que acaba nos dando o caminho correto que é para o seguir tudo mais né é mas eu eu confesso para vocês que sim a prefeito a cidade é uma cidade racista ou a é o racismo estrutural está presente o racismo institucional está presente né E a gente vai lutando para ir conseguindo que as coisas vão acontecendo como devem ser né num PP é um supervisor que leva o PP nesse eu o supervisor deveria olhar lá e fala assim não não consta nenhum trabalho aqui sobre a questão é ético racial Então esse PP vai voltar porque essa escola vai ter que refazer então um dos focos da nossa nosso trabalho informação com esses gestores é exatamente isso corresponsabilizar não adianta só falar que é o professor é o monitor lá e da escola que não fez o que deixou de fazer ou não todo todos uma das suas funções têm a obrigação de olhar para a questão étnico-racial para implementação das leis 10 mil e onze mil cada uma dentro do defe fazendo o seu no seu papel terça e assim olhar atento né e a gente ele quer se né quando vem assim tá ouvindo os outros né vindo vocês refletir um pouco também não sabia dado Eu gosto da lei que tinha caído eu fiquei sabendo que ia ter eu achei maravilhosa mas não sabe não soube que que não tinha dado certo Lamento muito porque era muito bom quando tinha os instrumentos da capoeira nas escolas né que já teve época que chegou né e e era muito bom mas infelizmente não foi dessa vez mas estamos aí à disposição programa me pedir está aberto para todos que queiram contribuir com Oi para o ajudar o criticar que seja nós estamos aí abertos e enfim e agradeço muito por estar aqui com vocês essa nessa tarde tá obrigada é bom gente Obrigado Mônica tão dessa forma acho que fizemos aqui um bom debate importante debate muitas reflexões encaminhamentos que a gente pode tirar pensei agora hoje eu vi a Rosália Guida Paulo talvez a gente tem que olhar o programa de primeira infância e já foi aprovado para saber se a gente não é o caso da gente aprovar uma Emenda a gente pensar algo meu mesmo sentido que foi pensado e construído lá em Itu para dar um exemplo de um dos desdobramentos que a gente pode ir pensar que a partir desse debate que que nós fizemos a indício reforçar aqui quinta-feira né Paulo 16:16 e 30 nós teremos então um debate no âmbito da comissão de Cultura como parte também da semana de solidariedade aos povos africanos e acho que tem aí toda também todo uma uma sequência aí de atividade o da semana que aconteceram aí no município agradeço mais uma vez a presença da professora Carolina da Mônica professora Rosália Professor José Donizete Souza Vereador Vereador Aguiar claro como nós estamos numa reunião da comissão de educação entendo que as pausas tem que passar aqui o debate tem que passar cheio então eu gostaria de sugerir como é uma reunião ordinária gostaria de sugerir submeter tanto a você Presidente o vereador Paulo Búfalo que a gente possa realizar uma reunião extraordinária da comissão de educação para discutir a questão da carreira das carreiras que estão sendo discutidas dentro da Secretaria Municipal de Educação ótimo Vereador você até te encaminhado Eu acho que o Carlos que trabalham nosso mandato tava tentando ver datas né os possíveis é já tem carros alguma data dia dois Ah tá bom então vamos fazer essa questão do detalhe do dia nós vamos já aprovar se o vereador Paulo Búfalo assim concordar mesmo se acertar a data a convocação de uma uma extra ordinária e a gente depois só acerta a data por conta do local para debater a questão das carreiras então aprovaram então gente era isso agradecer todos os funcionários aqui do cerimonial da TV Câmara funcionários da casa e declarar aqui encerrada a nossa reunião ordinária da comissão de educação esporte da Câmara Municipal de Campinas obrigado E aí eu estou aqui ao lado do vereador Gustavo petta que Preside a comissão permanente de educação e esporte que acabou de encerrar essa que foi a 4ª reunião ordinária Vereador Primeiramente boa tarde obrigada por conversar conosco educação inclusiva e democrática racismo estrutural muitas faltas importantes hoje a importância de nós falarmos sobre isso olha eu acho que é muito importante né nós vivemos num país marcado né pelo racismo institucionalizado mas também o racismo estrutural como nos ensina muitos professores como Professor Silva Almeida e esse racismo tem impregnado na sociedade e por isso que é tão importante aplicação de leis que já existem que falam da necessidade da gente aprender desde criança a contribuição do povo africano a Constituição do povo brasileiro a partir de diversas é coisas que chegaram ao Brasil por conta da vida do povo africano e a pagar a contribuição de líderes negros e negras da história do Brasil para que a gente possa a partir do conhecimento da sabedoria combater qualquer tipo de discriminação e Preconceito que infelizmente ainda existem na nossa sociedade tão debate hoje aqui foi riquíssimo faz parte da semana solidariedade aos povos africanos tá acontecendo na cidade toda e o debate hoje aqui no âmbito da comissão foi mais para debater as questões da educação tanto do currículo das escolas municipais como das Universidades nos com debate que valeu muito a pena e que vai nos ajudar também a pensar modificações na legislação no município a fim de promover ainda mais a inclusão na construção de uma educação mais democrática e mais inclusiva e adoro alguma perspectiva específica da comissão a partir dos próximos meses outras pautas realmente Olha a comissão continua né evidentemente aprovando as leis que cabem a ela um tiro fazendo os debates mas nós estamos também muito preocupados ainda com todo o plano que foi montado que a gente está fiscalizando de apoio ao processo educativo diante do que ocorreu por conta da pandemia a um atraso muito grande no conteúdo aprendido aprendizagem e é muito importante que a secretaria tome todas as suas possíveis tanto no sentido de combater a invasão que foi muito grande no último período como no sentido de garantir um reforço no aprendizado para essas crianças que foram imprevidentemente prejudicadas com a ausência das aulas presenciais eram muito obrigada por falar com a gente bom trabalho agradeço muito obrigado e para você aí de casa fica o convite para quem não desligue sua TV suas redes sociais que não se disconnect da TV Câmara Campinas a partir das 4 e 6 da tarde daqui a pouquinho teremos aqui ao vivo também no teatro Bento Quirino a união extra ordinária da comissão permanente de economia e defesa dos direitos do consumidor essa comissão é presidida pelo vereador Eduardo magoga e eu estarei aqui mais uma vez para acompanhar até logo a E aí a TV Câmara Campinas oi oi