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E aí [Música] a TV Câmara Campinas bom voltamos a falar ao vivo aqui da Câmara Municipal de Campinas agora quatro horas mais seis minutos vocês vão acompanhar segunda reunião da subcomissão de direitos humanos a vereadora responsável é Paola Miguel portanto fique conosco ao vivo aqui na TV Câmara Campinas Oi boa tarde a todos podes que está acompanhando pelas redes sociais no cálculo da câmera o nosso guardados aqui os funcionários nessa casa também para você hoje a gente vai falar sobre hoje é o segundo debate né de 2022 a subcomissão de direitos humanos que vai falar sobre direito à memória e à verdade e antes da gente começar aqui é importante a gente fazer algumas considerações né é importante a gente falar naquele chega só no passado na Mental para que a gente consiga construir a nossa cidadania da o passado resgatar né a sua verdade que já eram os acontecimentos né caracterizados de forma a transmitir a experiência história sorriso estética construir a memória nossa é mas também indicava o indivíduo é a vítimas da repressão política que aconteceram na genjitsu 34as desabilitar a possibilidade de conhecer fatos históricos relacionados os crimes praticados e trazendo né o tudo aquilo que passou no presente a tarefa de trabalhar para os resgates para resgatar o máximo possível mas eu não cloro quer dizer informação sobre essa época não permite por exemplo elaborar seus próprios conceitos sobre aquele período então a esse conhecimento no que foi esse período e como que as pessoas também naquele momento eram tratados Principalmente quando a gente fala sobre as políticas públicas não existe um mito que foi a costura a escola que não é transmitida ela acaba caindo no esquecimento e o silêncio sobre as barbáries geram graves lacunas é coletiva da construção da identidade nacional resgatando a memória e à verdade o nosso país a gente consegue amadurecer a nossa própria identidade democracia e uma vez as extensões toleráveis são neutralizadas então a compreensão do passado os remédios falar ativa mostramos valores determinando sua atuação no presente desde a década de 90 vítimas assustadoras e seus familiares morsa parecidos são importantes na arquivos do Estado sobre a repercussão política a relação sistêmica dos Direitos Humanos conectados durante o regime ditatorial são desconhecidos para a maioria são conhecidos por maior parte da população em especial pelos mais novos não Oi gente ainda defenda o retorno da ditadura propriamente dito em nossos mexe é o regime que a gente tem olho né que a democracia não se paga ao certo na quantas vítimas é a ditadura fez a gente sabe a gente pelo menos 50 mil pessoas foram presas 20 mil foram torturadas cerca de 400 foram mortas ou estão desaparecidas até onde ouvi milhares nas políticas não registradas 130 Mais Alimentos 462 cassações de mandatos políticos a estrutura também produzir um grande número de deslocados e refugiados políticos ou não reconhecimento do direito à memória e à verdade e sua efetiva é o mais é um dos ingredientes a própria evolução da violação de direitos humanos Então as torturas e execuções sumárias e a extração judicial extermínio de outras formas tão bárbaras né Sempre pelas instituições ou até alguns privados contribuir também para alimentar os dois conservadores e continuem finalizando lideranças e movimentos populares que lutam pelos direitos humanos por isso que a gente tá discutindo justamente isso direito à memória e à verdade justamente porque nós precisamos criar um plano de atenção para estimular as discussões o direito à memória não é um direito garantido nossa Constituição é no ensino formal e informal o resgate da história da Ditadura Militar Brasileira estão os desdobramentos da cidade de Campinas ao hinduísmo pensar na criação de uma política pública Municipal para reparar as vítimas os seus familiares nas violações feitas pelo Estado e só aqui para concluir é importante a gente ressaltar que o povo negro né também no período da ditadura ele também tem essa história marcada com esse regime ditatorial então muitas políticas públicas né que eram oferecidas é a população negra também era restringida e é fundamental a gente ressaltar né Que o assassinato do feirante né Robson Silveira da Luz de 27 anos e também estômago a proibição de quatro negros no Clube Regatas do Tietê ou surgimento documento dele Unificado o imeil então a estrutura marcou a história não só é os políticos artistas é muitas pessoas estavam ali mas marcou especialmente a população negra que teve seus direitos também meu lados e por isso me está o curso surgimento de vários movimentos negros que são importantes princi da ONU e pra gente continuar nossa conversa aqui né eu quero aqui salvar os nossos convidados de hoje né a professora Sílvia é diretora de Direitos Humanos da da Unicamp né a doutora Silva a Dra dormir presidente da Comissão da Verdade Sobre a verdade sobre a escravidão negra no Brasil na obra de Campinas a Maria Vitória amavi do levante popular da Juventude a Jaqueline Damásio no centro de referência em direitos humanos e combate ao racismo e intolerância religiosa para a gente começar né a falar um pouquinho sobre o que que é esse direito a verdade sujeito memória né e como que a gente pode pensar no plano Municipal para isso eu quero chamar aqui a doutora Silva e para fazer o uso da palavra a gente tava combinando aqui dentro de 15 minutos né o a gente poder também de má tempo pouquinho a devolutiva de cinco minutos e para quem quiser participar que o primeiro conosco no dia de hoje para fazer isso pelo Zap do nosso mandato que é o 19994 9.307 3.200 não você está em casa mande suas perguntas para gente a vocês também contribuíram para esse debate Doutora Silvia Bom Dia São Paulo aqui agradecer pelo clube daqui é a palavra tá com você E aí não é querida a Paola Eu é que tô muito feliz com o convite muito honrada de estar aqui com vocês e entre pessoas tão queridas além de você a querida Jaqueline que tanto nos ajudam a Unicamp nas discussões sobre racismo é sobre as ações afirmativas sobre a igualdade prazer estar aqui com ela meu abraço Jaqueline também o Dr Ademir que é um parceiro nosso lá da diretoria nos ajudando em tudo é para que as políticas de igualdade racial as ações afirmativas possam efetivamente ser implantadas em implementar minha salvação também aqui e amarre é uma liderança jovem com a Paola que para nós que já tranquilidade sem uma satisfação enorme né É O que é perceber essa renovação do ânimo que a gente precisa ter porque a democracia é uma luta diária por que existe esse sentimento na ética democracia aquilo que se faz vamos dizer assim com a grande política com a política partidária né mas existe uma dimensão da democracia e é a da micropolítica é a das relações é a do dia a dia e essa é a que verdadeiramente vai construir a macro política que vai construir as a a democracia vão dizer maior a democracia de um país de uma nação então a importância da renovação dos ânimos da gente novos e velhos para constantemente a gente ir bom né os direitos Democráticos os direitos de cada pessoa os direitos humanos e é eu diria É acho que talvez vou inverter um pouco eu ia falar um pouco da Diretoria de direitos humanos Mas gostei demais a introdução tchau vereadora Paola fez sobre a questão da democracia e a questão da memória da Verdade e a recuo uma certa recuperação histórica da ditadura militar que nos assolou nos anos 60 70 80 e e eu fui testemunha ocular porque era jovem é nesse período e isso afetou demais a minha vida o meu apreço pela democracia é porque nós víamos naquele então muito jovens a as liberdades escorrerem pelos dedos da gente Oi gente perdê-la é perder as de verdade ter medo né de ser quem a gente é ter medo de mais medo ainda de ser negro negra porque ficamos sem as políticas públicas ainda mais vulneráveis né mais sujeitos às violências e as discriminações porque a ditadura impôs no país um período muito sem lei sem a lei dos direitos né apenas uma lei mais militarizada a Da perseguição é uma lei de exclusão e eu queria dizer para vocês que é é se período afetou muito fortemente eu não diria principalmente mas diria muito fortemente as Universidades os meios de produção de pensamento é os meios da circulação nos diferentes pensamentos a fazer os meios onde a diversidade é quase que uma obrigação e as Universidades então foram extremamente [Música] afetadas pelas pela ditadura pelo período da ditadura militar logo inicialmente no período que foi 6468 a vamos dizer assim que as a sociedade como um todo e principalmente a participação política efetiva participação política organizada em partidos políticos foi fortemente afetado Então os núcleos de participação política mas de 68 em diante a partir do ato institucional número 5 famoso as cinco aí de facto a ditadura foi atrás das Universidades dos produtores de pensamento dos produtores de dissenso em relação aquilo que tava acontecendo daquela violência que a sociedade estava sendo submetido então a universidades principalmente como a UnB Universidade de Brasília a USP a PUC de São Paulo foram devastadas com violências com perseguições e a única é como o que o que se passou na Universidade de Campinas eu digo para vocês que a universidade também foi fortemente atingida né Muitas coisas aconteceram na universidade e de repressão também e isso foi objeto de uma Comissão da Verdade da universidade é que foi batizada de Comissão da Verdade otaviani que foi um professor sociólogo do Instituto a ciências humanas da Unicamp um democrático um defensor da Democracia naquele período difícil e a comissão é foi chamada de comissão otaviani full funcionou nos no início dos anos 2010 e o relatório foi publicado sobre tudo que tinha acontecido ou a parte do que tinha acontecido no país em São Paulo nas universidades e também na Universidade de Campinas né a Universidade de Campinas ela teve uma característica interessante e a gestão da Universidade no período da ditadura ou na maior parte do período da ditadura é aconteceu através de um de um reitor que tinha um diálogo e se tem uma uma participação Willy vir muito tranquilo o não vou dizer É mas ele tinha uma entrada nos meios militares o que permite a negociações né quando alguma ação seria ocorreria na universidade eu mesma presenciei Quando entrei aqui 77 um contingente de estudantes haviam sido presos na cidade numa manifestação e e ele foi pessoalmente liberar esses estudantes e e muito do prestígio dele dentro do mês está possibilitou que ele é libertar-se essas pessoas né esses estudantes então muito frequentemente a gente fazia manifestações dentro da Universidade fora da Universidade também o centro aqui de campinas e tínhamos alguma algum diálogo é alguma possibilidade de fazer isso Ah mas mesmo assim a universidade também foi fortemente atingida pela ditadura militar e núcleos de pesquisa núcleos de pensamento como o departamento que eu faço parte é que saúde coletiva naquele Então se chamava departamento de medicina preventiva e social foi duramente é afetado nós tínhamos ali um núcleo de pensadores médicos sanitaristas e que depois fizeram né já fora da Universidade uma verdadeira revolução na saúde do país e acabou resultando no sistema único de saúde no SUS é e foi um expurgo que aconteceu na medicina preventiva e social é no ano de 1975 e expulsou não Camp Oi gente grande de pesquisadores de professores da Universidade dentre eles estava estavam né figuras importantes depois para a formação do Sul com o professor Sérgio Arouca né professor Sérgio Arouca é o nome da das [Música] das assembleias de saúde que a gente faz periodicamente no país ela se chama das conferências de saúde ela se chama o conferência Sérgio Arouca pela importância depois que esse pesquisadores Professor sanitarista teve no país Ele foi por várias vezes presidente da Fundação Oswaldo Cruz quando eles foram expulsos da Universidade daqui da Unicamp Eles foram para o Rio de Janeiro foram acolhidos na Fundação Oswaldo Cruz a maioria deles o professor Sérgio Arouca mas vejam né Toda Uma Vida de pesquisa uma contribuição uma construção de uma universidade jovem ainda Como era a Universidade de Campinas então todo aquele trabalho ele não se perdeu ele não se perdeu mas ele foi interrompido né e depois a duras penas continuado pelos colegas que aqui permaneceram né e pelos estudantes essa questão da memória ela é muito importante muito interessante quando eu entrei na universidade e 77 havia dois anos que eles tinham sido expulsos da universidade e os estudantes mais velhos faziam reuniões conosco os os ingressantes né os calouros as calouradas elas tinham muito esse caráter de passaram uma história uma memória a cidade e e lisos os veteranos considerava O que é ser uma história que não podia se perder a presença desses professores revolucionários na universidade na faculdade de medicina Então as noites Depois das aulas a gente se reuniram sem sacar dele e eles contavam o que tinha sido a vivência com esses professores o que eles ensinaram né e o que eles ensinaram eles ensinavam a democracia na saúde o direito humano aos cuidados em saúde é quer dizer o que que era o as coisas vamos dizer assim subversivas que esse grupo trazia trazia o direito das pessoas à a receberem cuidados em saúde a serem bem cuidados e a serem tratados como pessoas humanas de igual valor né não importava se eram negros e os bancos a sua etnia né a sua origem a sua opção sexual a a sua religião Eram todos os seres humanos de igual direito para isso o que eles ensinavam para os estudantes daquele então e quando Nós entramos na universidade é transmitiram isso pra gente e a gente sentia como uma grande uma grande fortuna né e sobrinha muito ao encontro o nosso sentimento principalmente para mim é uma jovem que vinha da periferia de São Paulo entender como um portadora de direito e com uma vida que tinha o mesmo valor da vida dos meus colegas antes é da Universidade que fazer faculdade comer bom então talvez essa seja até hoje a grande revolução é a a grande subversão é é que a gente não assumiu até hoje nas a sociedades nas comunidades que a vida é a grande riqueza nas comunidades e que elas tem igual valor independentemente né da sua origem da sua extração então é recuperar ter as comissões da Verdade é trazer Esse aspecto não uma única história mas o aspecto que permeava a realidade de instituições de comunidades de povos num determinado daí a importância de você recuperar é as comissões da Verdade recuperarem deve ter em a memória e relacionarem a memória a verdade a não uma bom então mas a verdade não é uma coisa é a versão e antes tá dura tentava impor de um determinado período vivido país a outra coisa é o que as comissões da Verdade é começaram a a desvelar que na realidade é o que as pessoas viveram naquele então é o que as instituições viveram aquele então que as comunidades viverão é a partir da forte repressão política quantas vidas se perderam a Paola falou de alguns números mais Paola o que nós Sofremos do ponto de vista da repressão social nos traumas psicológicos né da insegurança minha família era uma família que eu vi queimar alguns livros no quintal o dedão inseguros que estavam em olhava um livro maravilhoso e falava isso pode nos colocar né diante de um certo pensamento de que somos subversivos' queimavam rasgavam os livros agora vocês Imaginem o trauma é o que isso significa não é para uma família pobre com a pouco acesso a livros e o pouco que tinham né com dor no coração às vezes tinham que destruir isso é destruir a memória mas nós permanecemos enquanto pessoas humanas com nossas memórias e as comissões da Verdade a Comissão da Verdade é Otavio Ianni fez isso na universidade recuperando a história do que tinha acontecido nas outras universidades através de documentos através de relatos de colegas que tinham bebido aquela repressão e se passou na Universidade de Campinas que foi muito peculiar só para finalizar esse próprio eu ainda queria falar um pouquinho da Comissão de Direitos Humanos mas para finalizar isso ao mesmo tempo tinha uma contradição na universidade porque nós acolhemos e números professores médicos pesquisadores de diferentes áreas na universidade e sofreram repressão em outros países então para vocês fazerem uma ideia muitos dos meus professores eram médicos professores no Chile e na Argentina excelentes professores que foram acolhidos aqui na Universidade Estadual de Campinas foram acolhidos e puderam continuar suas vidas profissionais e suas vidas pessoais né aqui em Campinas aqui no Brasil alguns deles quando foi restabelecido a democracia e seus países E aí não permaneceram aqui Mas deram uma contribuição enorme para nossa formação e também traziam todo esse discurso da democracia e da importância dela e de que a luta pela fé a democracia é uma luta constante eu queria apenas agora do que tomar demais o tempo e já tomei mas falar um pouquinho da Diretoria de direitos humanos é digo a vocês que a a diretoria de direitos humanos nesses tempos que nós temos vivido e Todos sabem né no país Ainda Ontem vocês sabem do assassinato de um jovem Rio de Janeiro e depois seu corpo dispensado numa bala é no rio sujo e foi resgatado pelos moradores né e uma comunidade que viram é o o o corpo desse jovem de 17 anos tinha se jogado lá né o primo esse assassinar provavelmente é perpetrado pelas forças policiais então eu acho que no momento muito apropriado em 2019 a o então reitor da Universidade de Campinas e instaura né é constitui a diretoria de direitos humanos ela tem um antecedente é que já vinha acontecendo na universidade que era o Observatório de direitos humanos uma condição que já tinha um olhar da necessidade de Formação em Direitos Humanos é para os seus próprios quadros tantos estudantes como Trabalhadores em geral da universidade e e e as Observatório foi a primeira semente que depois em 2019 dá origem ao a própria né Diretoria de direitos humanos a diretoria começou com seis comissões assessoras é por temas que a gente tinha muita gente já trabalhando na universidade sobre ele e agora esse ano temos uma sétima posição então nós temos a comissão de acessibilidade comissão de acessibilidade pressupõe a encontrar os melhores meios para que pessoas com uma desabilidade possa frequentar a universidade estar ser a corrida é com qualquer um uma outra condição é a cátedra Sérgio Vieira de Mello para refugiados a terra né eu comentei com vocês que muitos dos meus professores e refugiados antes ditaduras militares Então essa é vamos ver uma vocação da Universidade de dar de acolher e acolher adequadamente refugiados e se mantém e vocês já podem imaginar é que nesses últimos anos é uma comissão Que Tem trabalhado arduamente esse ano que se passou ainda não tem um ano nós tivermos o álcool encia é lá no a ação da Rota do Talibã E aí e uma área foi muito afetada foi a das Universidades então nós temos acolhido refugiados do Afeganistão e agora já com muitos pedidos de refúgio por parte tanto de ucraniano e de Russo também né a pessoas da da própria Rússia e não estão encontrando um ambiente adequado democrático para viver lá uma outra e como já tinha comentado o Observatório de Direitos Humanos da ONU grandes faz parte funciona como uma condição assessora e que tem por tarefa a formação em direitos humanos e da Universidade a outra comissão é a de gênero e sexualidade é de combate nós temos até um serviço de Combate à violência sexual de gênero e também tem feito um trabalho muito interessante muito bonito e que é um trabalho de acessibilidade é dentro da Universidade nessa questão e combate ao preconceito as diferentes matizes né de pessoas que a gente tem a outra é uma condição muito importante que Doutor Ademir Jaqueline nos ajudam 8 EA de diversidade étnico-racial a caderno que ajustar justamente né uma e são E propõe ações afirmativas e combate ao racismo e infelizmente tem sido uma comissão com bastante trabalho é com bastante ocorrências de que tem que intervir essa é uma área né que o Observatório a questão da formação anti-racista tem sido muito necessária muito importante dentro del nós temos a comissão que é de averiguação da Mutante e acessória né os concursos nos vestibulares tanto de colégios técnicos da Universidade a hetero identificação das pessoas que se declaram negros negros e temos a comissão para inclusão e participação dos povos indígenas Akai ap e também tem feito esse trabalho de inclusão dos Estudantes indígenas na e esse ano né Nós estamos ainda constituindo a Camille já que a comissão assessora para meio ambiente Justiça ambiental é que também até dentro da universidade tem tido muito trabalho é tem tido muitas tarefas para que a gente não seja não Desenvolva a sua política sustentáveis de Meio Ambiente mais de regeneração do meio ambiente essa especie do Nosso propósito não só manter a que tem mais regenerar aqui destruir então concluindo a ficou muito à disposição de vocês a nossa a nossa diretoria fica à disposição e agradeço a oportunidade Paola e nos colocamos à disposição de vocês porque essa é a discussão é que o povo brasileiro os negros Precisam fazer a manutenção e no desenvolvimento das ações democráticas no país muito obrigada viu Fico à disposição me desculpem a demora página agradecer aqui a Dra Silvia de diretora do setor de Jacques Lacan também faz parte da livraria e dizer que não precisa algumas anotações aqui né durante folga ela sobre além da exclusão e como das Universidades também foram afetadas pela ditadura a gente precisa lembrar Universidade é um espaço de debate construção a espaço justamente pura laje pensamentos Então a partir da noite se tem uma restrição né Como foi o ai-5 Inclusive a prisão de estudantes que faziam né ah e traziam na lapela perto pra tirar a vida como sendo o mesmo valor da habilitação suas pelo mesmo valor e essa subversão das pessoas a gente consegue perceber como prestadora welmer como que ela realmente queria criar um abismo social e não para o regime os ir para ajudar o Brasil o melhor ao Brasil então e essa repressão social né cirurgia te falado isso no sentido contrário né como a gente pode substituir as armas por Livros mas está doente justamente o inverso de TV os livros eram Queimados para que as pessoas pudessem pegar em armas e falando de repressão social também é preciso lembrar que a ditadura ela foi marcada inclusive tomar o tamanho 3 mais ou menos pude né a gente não pode esquecer do secundarista Edson foi assassinada depois de esteve a marcha os maiores Marques e foi ali o começo né dessa revolta de onde a população dizia que não aguentava mais tipo depositar acontecendo e para falar um pouquinho mais sobre isso né como que vai a juventude foi importante do espírito da ditadura e como cáries Favorito se reflete nos nossos livros de história é muito muito existe uma missão na verdade nada que foi a ditadura e até um debate que isso não deve ser contado nosso sonho mas para falar um pouquinho sobre tudo isso eu quero chamar que se a madre do para o dia quero agradecer a participação Mel por lá conosco já muito vendida com ela tá com você gata boa tarde boa tarde Paola Boa tarde doutora Silvia Jaqueline Doutor Ademir é uma outra aqui fazendo falar pelo pelo levante Eu me chamo Maria Vitória essa militante do levante popular da Juventude e nome da minha organização É vem aqui falar com este da verdadeira Paola sobre esse assunto tão importante que estão os direitos humanos Entendes com essa em que vivemos atualmente EA forma conto queremos essa falta em nossa organização há 58 anos como todas as pessoas aqui bem sabem que vai dar o golpe militar em nosso país mais de duas décadas a ligação silenciamento tortura e morte direito negligenciadas em prol dos benefícios da burguesia das Poderosas nós do levante que acreditamos que história do povo brasileiro deve ser escrita por suas próprias mãos apontando um caminho de libertação solidariedade e Justiça Os nacionalismos em 2014 escrachando os torturadores da ditadura militar aqueles velhinhos cuja identidade era desconhecida por seus vizinhos tiveram seus nomes declarados e expostas em praças ruas portarias e calçadas denunciamos os crimes cometidos pelos torturadores e pelo estado brasileiro se omitiu e nunca será capaz de recuperar as vidas que foram perdidas acreditamos que a juventude deve ter o direito de ser jovem deve ter assegurada pela constituição pelo Estado o acesso à saúde educação trabalho e renda da Vitória direito de viver sem ter as suas vidas ceifadas pelos aparelhos repressores do estado e por isso desde a nossa desde nossa nossa cidade do céu que achamos não a torturadores da ditadura militar mas também todos aqueles que gopeu e ameaça em Direito da Juventude Cunha bolsonaro encontra ainda Deputado depois enquanto Presidente João Dória a Rede Globo avalia os ministros do atual Governador Francisco todos que ameaçam direção anos devem ser assegurados iniciativas como essa de articulação entre aqueles e aquelas que buscam resguardar os protegiam e aprimorá-los devem ser muito bem vistas mantidas e tornando-as cada vez mais frequentes e agitadas por nossas organizações são tempos muito difíceis em que o conjunto dos direitos que foram conquistados pela classe trabalhadora estão sob ameaça do personal Francisco cujo programa neoliberal prever o lucro Acima das vidas eu quero dizer mantemos a unidade mantemos a esperança e sobretudo a fé na organização popular é com o povo em movimento organizado que construiremos um amanhã que adicional muito obrigada E obrigada a vereadora Paula e seu mandato pelo convite eu levante seguimos juntos juntas E aí a agradecer aqui a Fabi é era mas alguns pontos importantes aqui para gente né justamente sobre a questão de cachos denúncias na descrição muitos outros perturbadores né E nós temos no Brasil durante a ditadura Ele simplesmente passaram pela história né senão disposição então é máquinas necessária a gente tem essas poluições mesmo depois do cemitério do servido muito dele porque ainda hoje Há muitas pessoas que estão continuamos Aparecido naquele pelo né a gente não aconteceu como entendeu É também O importante não é justamente para criminalizar os movimentos sociais EA organização Popular que é um outro ponto né que a mais de trás aqui né como que a gente deve valorizar a organização popular e dizer também que pra cá e já está dura né muita pressão é nacional e internacional também ela acabou né aí a gente tem o fruto o fruto né esse é justamente a Constituição de 88 onde garantia tem a garantia segurava uma os jeitos né então a população e aquela primeira vez que população negra né é vista também como sendo um portador de direito quanto nas leis Neto de um beijo período escravocrata até agora e para falar um pouquinho mais sobre isso né quero chamar aqui o do ir México na sombra verdade principalmente quando a gente fala da do período escravocrata no Brasil e aqui doutor Ademir fazendo algumas considerações a fazer é não é de hoje que a gente sabe que o população negra ela é excluída né a sociedade essas violência né é que a como você vai mais para a doer e quando a gente fala de um Resgate à memória e à verdade também estabelecer isso com o período é onde eu posso Negra escravizada Por que muitos de nós né é diferente do que a população negra a gente não sabe qual que é a nossa origem a gente não sabe quando que a gente feia né Qual país da água corrente ou se não faltou sujar nada disso entende né Vamos queimados no Brasil isso também é é uma boa ação direito mas lá só possa se fala então eu queria que você o que que é a Comissão da Verdade dentro da obra e como que o filho da está dura também reforçou muito a desigualdade social em especial a população Negra Li Oi boa tarde a todos EA todas as boa tarde virar Paulo né e Professora Sílvia Doutora Jaqueline e é uma alegria muito grande né neste nessa tarde estar aqui nessa subcomissão tratando desse assunto e eu gostaria de em primeiro lugar e ver o seguinte né como é que nós para começarmos a falar eu iniciaria a minha fala buscando né é o seguinte pergunta Quem somos De onde viemos como viemos e para onde queremos ir e para responder essas perguntas é eu busco o início dessa questão no mundo e fui a escravização negra no é porque é o único único tipo de scalização dá para trabalho foi feito conheci que teve a sua base na bula papal em diversas em 1492 do papanicolau quinto outorgado outorgando poderes ao Rei Afonso pinto de Portugal um trechinho dessa bula vai nos dizer Oi como estão De onde viemos Como foi essa travessia e as razões de como estamos hoje aqui no Brasil e neste momento na Câmara Municipal falando sobre memória e verdade com esse recorte de memória e verdade da população negra O que é a bula papal dizia o seguinte né termo o que eu trago aqui entre nós lhe concedemos o nesses presentes documentos com nossa autoridade Apostólica prima e vive permissão de invadir buscar capturar e subjulgar o serracenos cê racemos era um pessoa fora do continente europeu e as pessoas que não praticavam também o cristianismo e pagam e quaisquer outros em cravos no Credo nos Inimigos de Cristo onde quer que estejam como também seus reinados ducados Condados principados em outras propriedades o E acima de tudo reduzir suas pessoas a Perpétua escravidão e apropriar yonverter em seu uso e proveito e de seus sucessores os reis de Portugal Cem Anos depois esses poderes foram também perdidos aos reis da Espanha E com isso nós tivemos ultrassom sequestro de aproximadamente 8 milhões para o Brasil de negros oriundos dos mais diversos lugares do continente africano continente Africano que hoje tem 54 países Então nós não somos nós somos 54 por cento da população brasileira mas não temos o direito de saber de onde nós vemos e Quem Somos Nós não somos emigrante então dos três povos que formam o povo brasileiro e são os nativos que aqui estavam quando os portugueses aqui chegaram os portugueses que vieram aqui que eram condenados à morte de agregados ou seja eram aqueles que era a pior parte da sociedade Portuguesa e europeia à época os escravizados que esses esses cinco é sequestradas que vieram sem direito a nada sem direito a liberdade sem direito a religião sem direito a língua e acima de tudo durante esses 354 anos tiveram ainda né Sensações e os proibia primeiro foi a legislação uma das Ordenações Filipinas que era um direito penal que não era praticado lá na Europa mas era praticado para os povos que ele chamava de ar Neymar Então esse direito penal tinha a pena de morte e tinha a pena de açoite e em 1837 nós tivemos é a lei que primeira lei da educação e proibia aos negros de aprender a ler e escrever em 1850 nós tivemos Além da Terra que os proibia de ser proprietários E aí 1860 tivemos a guerra do Paraguai nessa guerra do Paraguai os dedos embora não fossem sujeitos de direitos eles eram considerados foram considerado o sujeito e lhe deram considerado coisas estava lá no nosso direito comercial no livro das coisas entrava no Imposto de Renda das dos proprietários mais para servir e defender a nação era um por um considerado pessoas e foram para guerra no lugar de cada filho de um fazendeiro de um senhor diz calisado eles mandavam três escravizar e com o compromisso de que quando terminasse Essa guerra eles voltasse nós tivemos assim falando rapidamente da legislação quando tivemos E aí 1824 a primeira constituição que foi a constituição do império então o Brasil praticamente no Brasil né foi dado a sua independência em 1822 então agora em Vinte e Dois de Abril 22 Abril agora dia 2022 o Brasil vai completar 200 anos e dentro desses 200 anos o negro foi considerado à margem das oito constituições que nós tivemos nós tivemos a Constituição de 1824 1888 1834 1837 1841 1944/45 100800 1967/1969 em 1988 a única Constituição e considerou o negro como cidadão e como a inclusão e com direito a voto e também aí eu duas mulheres mais eu tô né então quero falar aqui do recorte do meu foi a Constituição de 88 e mesmo essa Constituição e dentro que quer dizer nesse período dessa Constituição da Constituição de a 67 para cá nós já tivemos aí dentro do período da ditadura Como os negros não não tinham essa condição de cidadão nessa É nesse período também foram eram considerados marginais Fora da Lei nós tivemos recorde um pouco a Constituição de 1822 ela trazia a abolição da pena de açoite e o Código Penal de 1830 retornava essa pena então nós tivemos indas e Vindas na legislação de forma que só eram produzidas legislações para é prejudicar o único bem que falavam que era próprios bem como a lei do ventre livre da lei do sexagenário todas essas lei tinha lá um artigo e eu colocava o nego numa situação de desvantagem A Lei do Ventre Livre dizia aqui as crianças nascidas a partir de 1800 1872 da vigência da Lei eles eram livre só que dizia que um artigo que dizia que ele ficava com as mães até 8 anos e aí tenho que trabalhar até às 21 anos é a lei do sexagenário dizia que os dedos que tivesse conseguisse chegar a 60 anos estavam livro mas aqui eles trabalhavam de sol a sol jornada de 16 20 horas por dia e naquela época a idade mínima média das pessoas era 45 anos então quem os negros trabalhando de 16 a 20 horas por dia não tinha condições de chegar a 60 anos e quando chegasse a 60 Quem estava aqui vieram seu patrão o senhor senhor porque aí eles ficavam sobre a guarda do estado e foi nesse diapasão e nós tivemos é na década de 60 década de 70 como tio o movimento dos direitos civis nos Estados Unidos movimento dos direitos civis é na África do Sul e na diáspora nós temos também aqui o movimento grego e como já foi dito aqui a criação do movimento negro Unificado é o movimento negro organizado mesmos que não não pertenciam movimento negro neste caso mas os clubes como o clube 13 de Maio clube né André Rebouças vários clubes que nós tivemos organizações da frente negra brasileira que foram Organizações e o negro se preparou para servir a pátria mais ao mesmo tempo não tinha a sua liberdade e a partir de 88 que nós tivemos as discussões mais acirradas da discussão das políticas afirmativas e agora e a partir de 2014 em Itatiba que nós tivemos até hoje no Brasil o relação à questão da escravidão negra foi criada junto ao Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil em 2014 a comissão nacional da verdade sobre a escravidão negra para buscar né responder três perguntas se a escravidão negra foi um crime o segundo e essa Escravidão negra foi o crime Quais foram os jeitos que cometeram esse crime é e quais as formas de reparação o e terceiro quase é quais foram os foguetes que fizeram Esse creme e quais as formas de reparação a terceira pergunta e a gente em Campinas né Logo em seguida dessa dessa comissão criada junto ao Conselho Federal foi criada junto à Ordem dos Advogados de São Paulo II também em seguida nós fizemos a propositura a presidência da OAB e foi criada e eu tenho sido o presidente dessa comissão desde lá estou na quarta né no quarto mandato dessa dessa comissão e Campinas goza acrescentando mais duas perguntas né tendo sido entendo a informação de que Campinas foi ar a última cidade a terminar com a escravidão e tendo sido Campinas a Cidade e se afirma que o maior castigo para uma escravizada ser vendido para um o senhor de escravos fiscalizados de Campinas Então quais seriam essas respostas então a Comissão da Verdade busca responder essas perguntas e essa comissão ela foi criada junto ao Conselho Federal mas foi também é compartilhada essas essas proposituras junto aos órgãos do Poder Executivo Poder Legislativo Federal e também os poderes estaduais Em inclusive municipais então este lugar de fala para nós é muito importante vereadora Ana o que nós também tivemos a oportunidade de firmar uma parceria com a Câmara Municipal de Campinas a Câmara Municipal de Campinas é uma das câmeras mais importante porque a câmara municipal é bem de 1794 tem história a Câmara Municipal de Campinas a época Campinas e Jundiaí era né é um juntos então tinha essa cidade tem uma importância histórica muito grande no interior de São Paulo infelizmente nós não conseguimos de veio academia e nós não conseguimos renovar ainda essa parceria então eu aproveita esse momento vereadora para fazer couro e com a vereadora e com os demais vereadores desta casa no sentido de que possamos o mais urgentemente fazemos essa renovação dessa parceria que possamos criar aí uma comissão específica para tratar desse recorte e é a memória da escravidão negra no Brasil porque quando nós falamos e memória nós devemos a comissão como foi muito Bendita aqui pela professora Sílvia Santiago é também pela amavi um também pela a rola sobre a a ditadura a ditadura foi é uma realidade que eu vivi a ditadura era realmente isso é e as pessoas às vezes é simplesmente por às vezes até uma cor de roupa que usava até ter alguma coisa que que ela usava ela desaparecia ia ou alguma manifestação que ela fosse mal interpretada ela não tinha tempo de responder isso com isso a acontece no nosso dia-a-dia com a nossa população negra embora nós tivemos que tivemos e temos que procurar essa memória da escravidão nós temos que buscar essa memória mas nós temos esse crime como um crime continuado e continua hoje também sem pano a nossa juventude a nossa comunidade E hoje nós morremos mesmo morrem às vezes é o lugar em que estiver no território que eles tiveram ele morre pelo pelo fato de que dentro desse território as condições de vida de saúde e de vulnerabilidade são as piores possíveis como ambientais mais temos também a violência e esta violência é tanto da população quanto dos nossos órgãos pagos para proteger a população Então a nossa juventude o homem nego hoje ele morre por morar em um condomínio a mulher negra às vezes ela morre ou ela apanha por estar frequentando ou trabalhando um condomínio de alto padrão o E sendo que o alicerce dessa pouco desse país construído por quatrocentos anos com sangue Sword eu fui dessa maioria da população que são 54 por cento da população Então esse é o apelo né E essa é o Esse é o grito né dessa Comissão da Verdade Sobre a escravidão negra e esse é o tema que ela busca resgatar na sociedade brasileira e é e a sociedade estude e compreenda qual foi a importância nós tivemos uma pagamento dessa contribuição do negro no Brasil substituída pelo Imigrante europeu esse Imigrante veio com direito à saúde direito a praticar a sua religião direito a saber quem são os seus antepassados a conseguir a sua cidadania e aos negros não foi foi tirado tudo isso o direito ao nome o direito à temática de sua religião o direito à Vida e até hoje acontece com as chamadas balas perdidas chamada com e os as repressões que temos aí nas nas nossas comunidades Então Eu Vou parando por aqui agradecendo essa oportunidade aberto a responder no tempo que me foi dado para as perguntas e respostas Muito obrigado e agradeço pela Ademir que era dizer que o dinheiro é sempre uma grande aula aqui eu fiz uns anos com ações né quem somos De onde viemos são todas as perguntas e muitas outras perguntas né que nós vamos não temos respostas justamente porque foi tirado esse direito nós né então fazendo tomar uma lembrança histórica que trouxe né foi permitida a invasão a justificativa a religião fixamente para escravizar população é 8 milhões de livros escravos trazidos para o Brasil para trabalhar trabalhar é das piores formas possíveis com proibições é como ler escrever e acesso à terra e várias outras foram construídas ao longo do tempo E aí depois de 200 anos de Idas e Vindas na lei né a gente hoje o que a gente tem né O que a gente muda né para o as colega a gente vai sobre nosso direito à vida e à reparação histórica né aquilo que a gente fala todos os dias é o acabou se perdendo justamente porque a gente não consegue muitas vezes tem a nossa memória inclusive de quantos dos nossos antepassados foram escravizados locais que isso aconteceram e de onde eles vieram então uma mental né direito a verdade a gente precisa lembrar desses pontos né E pode deixar que eu vou conversar com o nosso presidente do presidente dessa casa a gente eu não vá a função a doutora Silvia antes de ir embora você quer não e eu eu quero ressaltar Lamento muito no ouvir a Jaqueline sempre traz questões fundamentais mas quero ressaltar como que foram o importantes essas essas palavras né tanto dar uma como do Dr Ademir e e vejo né que precisamos traçar estratégias para a seguir mobilizando as pessoas em relação às ações na comunidade e ações que vão construindo ações democráticas que vão construindo cidadania ir em e vejo Paola essa iniciativa aqui de hoje como uma ferramenta importantíssima para aí então [Música] parabenizo demais você pela iniciativa e aos Colegas por trazerem E essas reflexões tão Profundas e oportunos já falei e fico à disposição e o muito obrigada pelo convite eu te agradeço que passam da Dra Silvia na mental que consiga construir nessa linha de diálogo porque tem um compromisso mas defendeu de humanos e praticamente de hoje quem tem o compromisso de defender a nossa memória os bracinhos muito obrigado que precisar quanto comigo tô aqui a disposição e sem mais delongas eu quero passar aqui para a Jaqueline né que sempre se não muitos beijinhos aqui Jaqueline e não lembrar né durante a ditadura né agora você trouxe um pouco mais negra que fizeram é o surgimento do movimento sindical é triste né algum governos queimaram algo de história que a gente tinha então é como que tudo isso né afeta diretamente a nossa vida hoje quando a gente fala direito à Vida justamente isso maior parte da população negra ela tá na periferia e a gente sabe que rolou na academia né que infelizmente não acabou a gente consegue perceber que o básico né condicionamento baixo pacote de você rapaz bom ter acesso ao cordel isso vai ter que nem a segurar das pessoas Então o que isso na conquista pagamento histórico passando pela ditadura e pela legislação naquele momento refletem hoje na nossa vida enquanto a população negra é Jaqueline seja muito bem vindo aqui próximo Vamos fazer uma enquete ouvir com você Oi pessoal boa tarde eu tava tão preocupada porque eu não estava conseguindo acesso e a internet não tava ajudando né E quando eu consigo acessar aí e tenho assim é Paola recepcionando Doutor Ademir professora Sylvia Martin me deu uma tranquilidade uma sensação boa né de que a gente poderia ter aqui nessa subcomissão que vai ter aí quando o tema básico direito à memória e à verdade o espaço muito tranquilo para que nós conseguíssemos falar um pouquinho das nossas necessidades é que responda Diego Nossa que eu tô dizendo enquanto poder público né O que que a gente tem tentando fazer nesses últimos tempos é para que a gente consiga da melhor maneira possível é trazer à tona toda todo o acolhimento o horário para os historicamente Discriminados eu estou aqui representando a Secretária de Assistência Social pessoa com deficiência diretos humanos Secretaria Municipal Rangers praia muro e vou deixando aqui minhas considerações iniciais de extrema satisfação estar com a vereadora Paola sempre muito um presente em diferente discussões que nos acometem né quando eu digo nos acometem eu digo que a comédia é essa essa população que a comédia essa situação é dos historicamente Discriminados as mulheres os negros a própria juventude que sempre teve assim né na batalha constante para e para todos para ter direito a voz né e Enfim então é muito importante está aqui com Maggie também que eu não conhecia mas já sei do trabalho feito sei da liderança aquela exerce Doutor Ademir assim é passei me condicional a gente se aciona muito né porque nós temos aí várias situações e com a professora Sílvia né Santiago que também é outra parceira e a gente troca muito a figurinha porque dentro da esfera Municipal eu faço parte do departamento de direitos humanos EA Professora Sílvia está nesse departamento né na gestão desse departamento da Universidade de Campinas então eu começo os alimentando aqui para vocês quando eu falo que eu faço parte desse departamento é que o departamento de Direitos Humanos da Prefeitura de Campinas tá lotado está situado na Secretaria de Assistência Social né e e nós temos assim é a representatividade do Idoso da Juventude da população negra dos Imigrantes da mulher enferma do combate às drogas compondo esse departamento e com certeza o doutor na mira Ele trouxe uma uma especificidade muito grande relacionada ao aquele que a gente vive né aquilo que a gente é né então assim quando ele faz as perguntas quem nós somos de onde vieram né então situações que nos levam a até uma reflexão muito grande do quão é importante a gente tratar sobre essas situações em diferentes esferas com diferentes protagonistas né Então entendo muito bem o convite da Paola e extrema e esse convite para o nosso porque porque nós temos aqui o dever de estar preservando essa memória de estar e quando eu digo nós eu digo institucionalmente né poder público legislativo executivo e judiciário deve estar junto nessa empreitada dessa preservação desta memória e tudo Resgate também dessa verdade né e as pessoas muitas vezes se esquecem naturalizam e não tem muita noção do quanto no Zé de extrema importância é pra constituição inclusive da nossa identidade enquanto população brasileira a a gente vem aí o combate muito grande a gente tem feito o trabalho intensivo em relação ao racismo institucional né pra dentro da Prefeitura Municipal de Campinas porque o que a gente sabe que é o fracasso de algumas instituições de alguns serviços ele se dá pelo fato desse profissional e na ponta muitas vezes não oferecer um atendimento adequado para pessoa é em função e em virtude por exemplo da sua na cor da pele que essa pessoa tem né sua etnia ou então do seu segmento religioso ou ainda a questão do gênero que se faz presente em fim a própria Cultura a gente tem diferentes fatores e uma coisa que a gente tem feito é extensivamente intensivamente também porque sabemos que é um trabalho de formiguinha é manifestar é e como um acordo normas prática regras e comportamentos e sejam padronizados que sejam dentro de um protocolo profissional de atendimento Independente de quem venha solicitar o nosso serviço é isso a gente faz e tem adotado essa esse mecanismo né no cotidiano do trabalho das pessoas por que enquanto seres humanos sabemos todos E passíveis dos nossos preconceitos né é inerente ao seu a questão do preconceito é mas a discriminação dentro do ambiente de trabalho e se ela for uma discriminação racial baseada nesse racismo estrutural que nos persegue é que a sistêmico na nossa sociedade ela precisa ser punida né porque o racismo a gente sabe que é crime Então a gente tem feito aí todo um trabalho para que em grupo né e tipo assim esse trabalho coletivo a gente consiga trazer situações de uma maneira muito mais explícita que geraram ao longo dos anos né desde a abolição né que a gente tem aí que foi retratada e tomada tanto pela Paola quanto pelo Doutor Ademir mas que a gente sabe que é um serviço ainda serviços públicos ainda trazem uma desvantagem no acesso Quem é E aí a gente também pode dizer os benefícios né que seriam destinados a essas populações que são historicamente discriminadas no nosso país né É nós temos estatísticas Não tem como negar E aí a gente está trabalhando com a verdade então quando a professora fez que vai aparecendo falar do Observatório é uma verdade quando a Prefeitura de Campinas traz aí um senso diagnóstico com a qualificação de seus Servidores onde ele se encontra onde estão as mulheres né pra que a gente começa a entender é dentro dessas qualificações dentro das dos cargos Onde Estão as Mulheres Onde estão os negros Onde estão os idosos e qual o tratamento que eles vêm recebendo a gente está lidando com essa verdade e a gente tá tá fazendo o possível para que essa é verdade vindo à tona é Gere políticas públicas que nos Tragam ações afirmativas e é para esses segmentos que a gente sabe muito bem que acabou sendo preterido né então nós estamos falando aqui é de uma situação e que não dá para ser escondida ela é uma realidade né é uma realidade brasileira e consequentemente é uma realidade Campineira principalmente dentro da gestão né acho que a gente está indo uma perspectiva muito grande e a gente pode ver que as últimas administrações por várias ações feitas plano Municipal de promoção da Igualdade racial a lei complementar nº 150 que traz a reserva de vagas para a população negra 20 em 20 por cento de cargos públicos né é traz aqui o quanto a gente tem evidenciado e quanto tem sido relevante para nós estarmos com um serviço público municipal muito mais diversificado o serviço público municipal muito mais e coeso em relação as suas ações né para dentro é da sua da sua gestão mas também é refletindo nos munícipes através do atendimento que apressado eu acho que a gente tem nesses momentos assim né muitas pessoas que não tem esse entendimento porque pensam que a prefeitura deve ser um órgão para não se envolver Nessas questões mas é assim né da atribuição do poder público trabalhar com com essa perspectiva das ações das políticas públicas de ações afirmativas para que as pessoas têm uma esse entendimento é da melhor maneira possível e digo mais né Para que as pessoas entendam o planto essas práticas que foram retratadas até então por nós da violência tão normatizada tão da atualizada é Não se faça mais presentes no nosso dia-a-dia né a gente sabe EA segurança E então nosso trabalho com a GM é intensivo né o sentido de formações o mesmo ocorre com a saúde com a educação enfim nós temos várias ações com isso são ações transversais com todas as secretarias e que que nos assistem que assistem a população e que muitas vezes né ah não leva em consideração essa essa porcentagem dita pelo Dr Ademir aí 54 por cento muitas vezes não está ali Expresso não está evidenciado não tá espelhado nas o que a gente tem feito é isso né é preservar inclusão dessa pauta racial na rotina da esfera pública eu acho que é esse é o nosso grande compromisso e quando a gente fala de memória a gente também tá falando disso a gente está criando todo mais estrutura para que no futuro essa estrutura seja retomada seja ampliada seja refeita quando a gente fala de da lei de 250 que a lei complementar trata da pauta das fotos reais ela é de 2019 então assim a gente tem aí dez anos para fazer efetivo esse serviço público um número maior de servidores pretos e pardos na sua composição traseiro toda a identidade de atividade e toda a estética diferenciada que todo serviço público deve ter né Esse aumento de oportunidade gente na verdade significa né que a gente tá muito mais próximo e o nosso caminho está sendo muito mais convergente para que a gente atingir a verdadeira democracia Democracia é racial que a gente tanto sempre e não essa falsa que sempre foi divulgada né E que hoje a gente precisa combater assim unhas e dentes e vai deixando a cada vez mais Evidente e ao mesmo tempo infelizmente você vê o recrudescimento da sociedade nesse sentido muitas pessoas não entendendo o que isso significa né e dizendo que nada dessas nenhuma dessas medidas são tão relevantes são necessárias porque na verdade essas pessoas elas elas não não tem esse nosso lugar de fala elas não se apropriaram das nossas dores das nossas dificuldades enfim elas não tem noção do tanto racismo estrutural ele acaba sendo o nosso inimigo grande inimigo né e o quanto o nosso esforço ele precisa ser coletiva como a gente tá fazendo aqui agora né então nós temos diferentes segmentos da sociedade Campineira Universidade ao ABC fazendo presente ou de público também presente Ah e com certeza né o movimento social em dos impulsionando a pensar de uma outra perspectiva mas aqui com a noção exata e com a ponderação é também pontual da vereadora Paola quando ela chama essa sobre comissão quando a gente começa a pensar nesse plano Municipal de direitos uma então assim essa contextualização trazida por ela inicialmente em mesmos apontamentos trazidos pela professora Silva assim como do doutor Ademir trazem para a gente é a necessidade do reconhecimento né reconhecimento de que as mulheres são sim é extremamente violadas e violentadas e vítimas do feminicídio em assim né de uma maneira muito um é agressiva né mas também temos a população negra também vivendo essas violências no seu dia a dia enfim os nossos esforços eles precisam estar com juntos porque nós temos aí toda todo um outro é uma outra Gama todo o Marcelo uma série de segmentos assim como religiosos de matriz africana também sendo violado seu direito de professarem sucesso de terem seus templos é sacralizados sendo é na verdade e assim não sendo atacado né não tem outra palavra não sendo atacado um tanto ódio ou pelo discurso do ódio enfim que inflama as pessoas e temos que cuidar de todas essas Vertentes que são Vertentes que tem lugar de fala essas Vertentes elas trazem aí várias situações que muitas vezes não tem espaço para e para você me colocar então assim é a sexta essa nossa missão e tanto plano de direitos humano Traz essa necessidade de que a gente vê conheça quem são as pessoas que foram silenciadas ao longo dessa nossa Constituição Brasileira ao longo da história do Brasil né é eu acho que assim que a nossa necessidade participação política se faz presente através do Conselho né a gente precisa entender a potência é que os movimentos sociais nos apontam respeitar esses movimentos sociais entender e fazer todo um trabalho conjunto porque muitas vezes as pessoas nos colocam em Pontos de extrema é tanta agonia de divergência e não é uma realidade essa não pode ser a nossa realidade Se nós queremos pensar em da sociedade brasileira na construção dessa identidade dessa memória dessa E de tudo que nos assola no dia a dia e que por força de diferença eu Constança se nós não damos a importância de vida né nós não conseguimos entender que faz parte da nossa história que faz parte da nossa identidade né E que fazer parte da nossa história você parte da nossa identidade faz parte daquela pergunta feita pelo Dr Ademir quem nós somos porque que nós estamos nessa nesse local nessa condição E por que que eu não porque que eu não posso achar natural ficar nessa condição para o resto da minha vida né porque que eu não posso lutar pelos meus direitos pensando na memória que eu tenho pensando na verdade que ia a o contexto social nos traços tão assim essa memória que é uma memória infelizmente muito triste muito cruel muito agressiva para população negra para as mulheres para população LGBT que ia mais é uma memória que a gente precisa se tratar a tabela para que as forças né seu presente né como nós estamos fazendo nesse momento força necessária para discussão para termos estratégias muito bem definidas e temos aí condições de um futuro é que não traga essas marcas tristes do passado né do Futuro que traga a segurança para os nossos filhos netos enfim para aqueles que vierem e que a gente tem esse compromisso não tem como negar que é um compromisso é que E cabe a nós que estamos fazendo presente esse tempo que temos aqui os nossas nossas ações as nossas as nossas faltas evidenciadas nos nossos ambientes de trabalho ambiente de estudo enfim ambientes sociais quando eu falo que eu fico muito tranquilo e chegar é e ser acolhida por vocês é porque em outros amigos eu também fui acolhida por vocês ou estiver colhendo ou seja o que faz de nós aqui sempre girando em torno de uma construção de uma sociedade que precisa ser muito mais humana muito mais fraterna e essa humanidade essa paternidade ela só vai existir de fato quando eu reconhecer verdadeiramente Quais são os caminhos que levem a ter uma memória digna a construir essa memória on dignidade a resgatar essa memória com dignidade mas também gente ter uma noção exata do contexto em que eu vivo e esse contexto nesse momento ele precisa de ações com mais que a gente está aqui se colocando à disposição e eu me coloco à disposição não sentir feliz principais presente aqui e se coloca à disposição para essa construção desse plano de direito eu agradeço imensamente os momentos aqui que vocês me ouviram eu estou no aguardo de alguma algum questionamento que ainda possamos ter ao longo da nossa reunião lá e aqui agradecer 30 amásio eu anotei aqui na formação de gerações para cascas das instituições né justamente isso que faz o racismo estrutural então muitas vezes é quando a gente não consegue o atendimento é quando a gente vai num órgão público muitas vezes quando a gente gosta a gente vai ficar com a gente lado a saúde pública é isso que reforça né esse racismo cada vez mais vai fazendo com que as pessoas negras inclusive aqui não conseguiram tem direito né que aquilo não é um jeito doce nem que é garantido na Constituição de 88 como por exemplo a saúde ou a educação é o aumento no oportunidades a lei de contas nessa comparação histórica cidade de Campinas tem que fazer mas justamente por reconhecer entender que o nosso passado né aqui na Boa tarde ele é um passado inclusive que criminaliza vá economia ainda mais a população dele então essa vai para a sua história é mais necessária para que a gente deu oportunidade sim e que essas pessoas mudem a sua realidade dos seus familiares foram oprimidos durante uma boa parte da vida quando a gente fala de reconhecimento consegui ver né como a gente é político é que todos nós somos mas também que podemos alterar a nossa realidade né Aí quando a gente foi quando a gente de trás é essa memória digna né necessário que aqui na justiça e resgate da nossa memória a gente teve né presente na última quinta-feira no termo de compromisso e isso é né a nossa que é não só né instrumento no próximo pega pode resgatar isso é mas é também a gente guarda uma parte do nosso património imaterial os envelopes história enquanto a precocidade Campinas que conseguimos aditamento ao Resgate e muitas nossas tradições que foram proibidas e apenas reconhecidos pelos seus assim que deveriam ser valorizados após 38 né não foi então a gente ainda está nesse Resgate e trazendo alguns nossos cultura dentro mais lembrada e valorizado e Como disse no começo né quando a gente não lembra quando a gente não compra as história a gente acaba esquecendo e muito nossas tradições não sendo esquecidos ou então são apropriados por outras é que o doutor Ademir utilizada que tava na correria e eu queria pedir para ele se depósito decidir agora fazer algumas as considerações finais né e quem não sabe né vai pensar em como que a gente pode dar continuidade nesse plano Municipal é manos mas especialmente ligado a esse direito à memória a gente poderia dar continuidade a senhora dormir Quero Agradecer aqui falar que te ouvir é sempre uma aula né gente consegue entender o último Por quê Por quê que a nossa dele está hoje do jeito que tá é renovação dessa eles carga compromisso entre a Comissão da Verdade da Câmara Municipal Estância né É histórica e isso que faz uma cidade é uma sociedade Olha eu quero agradecer oportunidade de agora desculpa que eu tô usando máscara não sei se estou sendo ouvido bem e agora ele agora você está me ouvindo bem Estamos indo bem e eu eu entendo aqui mas podemos nós temos a oportunidade né de não gostaria muito que a gente pudesse caminhar por isso que caminho de fazer uma virada de chá de transformar Campinas de uma cidade que foi a última e foi a que mais é cometeu esse tipo e se realizam fiscalização leg crime então a gente pudesse captar pudesse fazer uma mudança né passasse aí estabelecimento desse Ramo e o período quer chegar um período aí de há 8 10 anos 2030 que a gente pudesse tirar uma fotografia de Campinas e dizer olha Campinas foi mas não é mais Então essas oportunidades que nós temos né dessa nada Essa é a conversa e uma participação efetiva né Sem sabendo da existência do racismo estrutural e com a alma é aberta para realmente ultrapassar essas Essas barreiras não verificarmos aí fazer uma fotografia porque o poder público e eu ia o lugar onde se exerce a cidadania é assinada como foi dito aqui no da Cidadania política mas é a o lugar mais próximo do cidadão Então dentro desse desse lugar mais próximo do cidadão nós podíamos aí é começando operar pela câmara municipal não sei se a câmara municipal também tá ficando aí as políticas aprovadas pelo poder executivo que são as ações afirmativas então através deste procedimento eu acredito que pudesse ser uma chamou de licença para tirar tirar a música eu pudesse depois da vereadora Paola a porta e nos responder essa pergunta é os conselhos que nós temos os conceitos alimentação hoje aplicação do SG emoção que são as responsabilidades sociais que aí ambientais o e as empresas e os órgãos públicos têm que é o dever hoje de para praticar uma boa governância estar praticando essas políticas então no primeiro momento fazer uma radiografia de aquilo que precisa ser melhorado né que precisa fazer para alcançar esses indicadores aí que nós podemos considerar indicadores de oi Vilma boa governância Edilma boa inclusão tá aqui aproveitando eu quero trazer aqui um exemplo da Ordem dos Advogados do Brasil nós tínhamos na ordem é quem não foge à prática das outras das outras organizações a Ordem dos Advogados do Brasil em São Paulo e 90 anos nunca tinha tido uma mulher como presidente e nessa eleição última aí nós elegemos uma mulher presidente in a Word link a gestão passada aprovou a participação na qualidade de mulheres no Conselho Federal e em todas as seccionais dos 27 estados e nas subseções e também uma participação de trinta por cento de negros homens e mulheres e com isso nós estamos a ordem ela tem uma influência muito grande na indicação dos desembargadores dos conselhos então inclusive né ela tem capacidade para entrar com ações é junto ao governo federal junto aos órgãos o Trial a ordem tem muita influência então nós temos certeza absoluta não está sendo fácil assim plantação tivemos lá e inclusive acusação de fraude de pessoas que se autodeclararam largo mais o pão mas isso é coisa do começo e que a gente está trabalhando para melhorar mas eu quero trazer esse exemplo o que é uma coisa que Administração Pública pode ela pode praticar e pode inclusive obrigar aí através da produção Legislativa através de em bem música credores diversos cidadãos as empresas na cidade Quero trazer um exemplo filho a Prefeitura de Jundiaí e tem uma leite e conta nos concursos públicos e as a lei a lei extensiva inclusive aos contratos os serviços terceirizados que a administração mantém então isso tem um reflexo muito grande então quando você tem o cidadão tem onde a gente faz essa a virada nós estamos buscando uma reparação porque no fundo no fundo eu digo o seguinte a escravidão Ilha um crime diverso military imprescritível E impagas então não tem como pagar entendeu não há dinheiro no mundo que possa pagar os pensar indenização Então por outro lado nós podemos falar e reparação essa reparação é reparação ela pode ser e é através da memória é que ela pode ser também através de ações é afirmativas através de um o reconhecimento desse passado e um privilégio como se imaginar aqui é vou dar um exemplo dentro daquilo que a gente prática busca praticar lá na Comissão da Verdade e nos estudos que nós determinamos nós fazemos e nós sabemos perfeitamente que se a gente fosse levantar neste momento Quais foram os principais sujeitos do crime Com certeza nós teríamos aí a Igreja Católica no polo passivo teríamos o Brasil teremos Portugal e teríamos as empresas Ou os e os artigos da são produzidos ao longo desse período e dentro imaginando a Igreja Católica ela tem o sistema de ensino no Brasil inteiro Então se o gás aí eu chegasse a um consenso de essas escolas abrisse as portas como forma de reparação para esses que foram proibidos lá no passado de praticar me lugar nós tivéssemos uma compreensão maior das universidades que embora tenhamos As Faces mais uma dificuldade muito grande uma resistência muito grande de se materializar essas dez Então são exemplos que nós temos e de manga é um em uma expulso às vezes até sobrenatural nosso para fazer cumprir materializar aquilo que já está na Constituição Ou que os tribunais já pacificaram o tribunal já pacificar até a mente do culto resistência enquanto aqueles que se recusam a cumprir a lei a cumprir as determinações a cumprir aplicar a jurisprudência dos tribunais eu acho que nesse sentido a seria um tipo de controle tipos de contribuição que poderiam ser dados e que através de um ano de um esforço coletivo nos o décimo construirmos política outra coisa se não tiver quando você faz é um planejamento é preciso ter estão orçamento é preciso ter orçamento é preciso ter fungos não sei se o fogo aqui já está regulamentado é o fundo que o e esse propõe aí e que o estatuto da Igualdade racial pi e que se faça né e deixa atribui aí ausentes os estados e municípios para aplicar esses pontos então acho que entendo que por aí particularmente nós temos é participado não só no antes da OAB mas nós temos participadas em parceria com o Ministério Público do Trabalho com o Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região Ah E também temos dialogado com o ministério público estadual e um outro órgão que nós entendemos que nós vivendo de vamos buscar falando no âmbito aí aqui no já já tem as comissões da Verdade da Igualdade racial são os tribunais de contas que eu entendi por todos os docentes que recebe que recolhe impostos o seu cidadão eles precisam deste distribuir SMU de uma forma igualitária e de uma forma que possa realmente é buscar diminuir as desigualdades eu não entendo que há por aí consigo buscar assegurar aí as a iluminação do trabalho escravizar e também fazemos a essa parte de o trabalho escravizado e coibir as ações que tem que possa viver bem vir a acontecer emitir táxi então eu agradeço essa oportunidade e é alguma pergunta mais eu vou disposição para responder e agradeço para dormir a Maria acabou de mandar mensagem aqui para ela dessa o último tchau aqui e dizer que a juventude durante a ditadura foi que lutou pela direta da inclusive então o seu comentário e se voltar ao nosso regime democrático e te aviso tá hoje eu vou falar um pouco rápido porque eu tô aqui na mente a faculdade mas eu queria agradecer né relevante pelo convite é dizer que eu tô muito feliz em compartilhar com pessoas que tá esperando fala tão importante tão necessárias dizer que saiu daqui da frente inspirada e agradecer mesmo muito obrigada a gente for ver esse espaço eu imaginava agradeço e sempre que você souber bote conosco para participar daquele tem uma frase né Eu acho que é muito significativa nessa negros mas acho que ela fala um pouquinho sobre isso nessa nesse nosso direito a história né a direito a verdade Olha que assim por menos se Conte a história não te esqueça do meu corpo você Palmares não tem mais faremos Palmares novo e que ela aqui né passar por Jaqueline pela fazer as considerações finais e Trazendo A reflexão de como que é importante a gente tem essa parceria com esse entendimento de que a gente precisa construir uma memória né enquanto cidade né se eu construir uma memória enquanto o município de Campinas resgatar nossa história não sou conectado como preto mas todos os impostos que já passaram por aqui e como que a fundo o ministério a gente hoje na gestão de direitos humanos e consiga resgatar um pouco isso né então eu vou encerrar dizendo o quanto foi importante essa tarde para gente né no sentido de estarmos olhando todos por uma mesma direção essa direção ela é no sentido de que a gente tenha um compromisso de que precisamos sem resgatar essa memória como você mesmo colocou mas a gente também tem um compromisso de fazer cumprir todos os dispositivos legais que nós já temos nós temos muitos vários dispositivos legais eles precisam ser cumpridos na íntegra então assim é são dispositivos que nos estabelecem enquanto seres históricos que somos como a lei 10.000 e 39 a gente vê todas as saudade é das escolas têm projetos e não ações pontuais como a gente vê na na maioria das vezes né a gente vê aí com frequência pessoal com ações pontuais um mês de novembro mas nós precisamos estamos falando aqui de projetos voltados para a temática racial para educação anti-racista eu acho que esse é um é um dos dispositivos legais que nos traria assim e nos engrandecer ia enquanto nação né porque a gente traz aí dentro da Lei 10.639 toda a história da população negra seu os heróis é a sua cultura enfim eu acho que esse seria essa é a nossa grande meta né e eu Trago essa meta para o nosso município Mas precisamos fazer isso efetivamente porque quando a gente faz isso quando a gente incorpora essa posição era uma pose o oficial ela institucional é uma Legislação Federal que nós temos desde dois meses então assim nós não estamos inventando Nós não precisamos inventar mais nada que a gente já tem já é suficiente só precisa ser cumprido se eu tenho esse cumprimento dessa legislação nos últimos três anos eu ia ter com certeza o número muito menor de ações as pistas ia ter um número muito menor dessa violência racial que está sendo tampa analisada no nosso dia a dia né Tem pessoas que teriam incorporado e de uma maneira muito efetiva porque é uma responsabilidade também da educação assim como é da sociedade mas muito mais a gente tiver que definir enquanto área seria a educação esses pa Né desde as tem idade desde a educação infantil até as Universidades a gente vê que infelizmente mesmo nos Espaços universitários a a questão do racismo e das práticas é extremamente presentes inclusive se a gente for analisar Quem são os docentes desses Passos então quando a gente traz aqui a questão dessa defesa dos nossos direitos né defesa dos direitos das pessoas negras assim como dr Ademir trouxe a questão da defesa dos direitos das mulheres dentro da a gente também tem que pensar em todos os outros espaços que tem que ter como exemplo assim como Campinas está sendo exemplo para outros municípios quando tem essa essa na verdade é inversão de valores né reversão tomada de consciência e que tá trazendo paulatinamente toda essa pauta racial à tona com várias ações né com vários Programas ou projetos com plano né porque a gente está trazendo aí objetivos metas a gente tá trazendo dados a gente tá fazendo indicadores e que não nos colocam numa condição de igualdade bom então assim a gente primeiro está trabalhando todos esses é esses dispositivos de uma maneira é e qualitária né O que que a gente precisa para acessar para oferecer a mobilidade social prêmios para esse nosso povo e levando em consideração Inclusive é o que história mostrando né então hoje está aí no momento de reparação mas a gente também não pode se esquecer que a prefeitura tem esse compromisso tem sim o legislativo eu tenho compromisso dele mas a população também precisa ser apropriar né a gente precisa fortalecer os nossos conselhos os nossos espaços de decisão e são extremamente dos baseado né a gente viu aqui a nave mas a gente tem outros espaços que a gente precisa dessa população trazendo impulsionando tanto legislativo quanto o Executivo para essas ações então eu digo que são tomados são temáticas específicas que precisam também de um olhar especial a gente precisa não me ajunto Eu imagino que a gente tenha condições de fazer isso de uma maneira muito efetiva mas sempre com esse olhar que nós estamos sendo para a convergência para os nossos objetivos que é uma opção objetivo extremamente Digno né da história que a gente tem para expandir dignos do que é o que significa e do que significa ou a população negra para esse Brasil então agradeço imensamente esse essa oportunidade Paola Doutor Ademir para Dra Silvia que já foi para nave também estamos me coloco mais uma vez aqui à disposição porque a gente tenha condições de trazer estratégias Para que pressa aplicabilidade no plano Municipal de direitos humanos que a gente está aqui e se debruçando com muito carinho com muito comprometimento para sua elaboração posteriormente implementação obrigada a minha disse obrigada aqui passa a participação é quero começar um pouquinho pra gente encerrar aqui né a lei 10.639 de papo ele coloca não é obrigado ficar a gente ser ensinado a história da África nas escolas mas muitas vezes o que a gente consegue observar é a falta da formação dos profissionais ele também faz bem aqui nossa primeira fala e nosso motiva também muitas vezes o que acontece que a gente tem leite proteção sim que falam sobre isso mas a gente não bem profissionais capacitados para comentar sobre isso a gente tem pelo menos ao longo do ano três datas importantes aí para comunidade negra de algum tipo de Março da Dica Nacional contextualização E aí G1 Oi gente tem o preço de Maio a gente tem comer um vídeo de 95 - afiliado mas que não é e todas as idades e mais do que isso mesmo precisa pela isso ai sejam cumpridas coloca a capacitação especiais também o compromisso do executivo com o baixo está aqui e protejam todas as histórias Então como como que ficaram né as vítimas é isso essa viagem segura aqui em Campinas como que é população pode contribuir para nossa história nós podemos nos matar se passaram por aqui né Campinas ela é a segunda maior cidade do estado né Tem um debate Guarulhos a gente fala população de Campinas cidade do interior do Brasil e sem dúvidas Alex fundamental também para a história do nosso bom então a gente tem a Unicamp cultura Silva é onde enche a universitário um pouco confusa gente como que traziam né mais velho [Música] traziam essas memórias dos calouros é estiver vazia aqui também que trouxe um pouco das multas e principalmente em relação às organizações sociais como instrumento fundamental no período da ditadura conseguisse voltar próximo a ser a gente tem voltar a dormir que preste desgaste né da população negra né inclusive com as vezes que foram proibitórios umas populações que hoje a gente vai tem muito é de como perguntar locais principais seguido e a Jaqueline vai Justamente esse olhar o lado do executivo não é isso minou os compromissos do executivo de assumiu resposta ea em relação à a nossa demora garantida e auxiliares também agradecer cada um de vocês que passaram por aqui saíram é vocês também que nos acompanhar pelas redes sociais câmera e adorei encerrada a segunda reunião da subcomissão de direitos humanos com o tema que foi direito à memória e à verdade isso obrigado é uma Muito obrigado então a vereadora Paola Miguel que esteve aqui na TV Câmara Campinas comandando a segunda reunião da subcomissão de direitos humanos portanto você fica agora com a programação normal da TV Câmara Campinas Desde já muito obrigado pela audiência e fiquem conosco a [Música] TV Câmara Campinas