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2ª reunião da comissão de políticas públicas ao portador de diabetes tipo i
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2ª reunião da comissão de políticas públicas ao portador de diabetes tipo i

22 views Publicado 30/05/2025 HD · 1:08:07

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Evento: 2ª Reunião da Comissão Especial de Estudos para Avaliar e Debater Políticas Públicas e Assistenciais ao Portador de Diabetes Tipo I

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[Música] TV Câmara, Campinas. Eh, bom dia a todos. Bom dia a todos que nos assistem através da TV Câmara, através das redes sociais. Bom dia a todos aqui no plenário. Primeira reunião da Comissão Especial de Estudo destinada a avaliar e debater as políticas públicas e assistenciais aos portadores de diabetes tipo 1, criada através do requerimento 612/2025, processo 243148, a ser realizada hoje, dia 23 de maio, sexta-feira, às 10 horas da manhã, na sala Silvio Pascoal. aqui na Câmara Municipal de Campinas. Quero agradecer a presença aqui da Maria Fernanda, pedagoga. Bom dia, muito bem-vinda. Quero agradecer a presença da Ianca Reis, biomédica, muito bem-vinda também a Érica Blascov, nutricionista. Obrigado pela presença. Muito obrigado. Quero agradecer também a presença da Fabiana de de Luna, representando as pessoas portadoras de diabetes. Muito obrigado. Então, eu declaro aberta essa primeira reunião da comissão de estudos destinada a avaliar e debater as políticas públicas ao diabetes tipo 1. É, essa ideia nossa de criar essa comissão é a gente ganhar forças, porque aqui em Campinas não tem nenhum benefício que beneficia e beneficie essas pessoas com diabetes tipo 1. Nós vimos que recentemente eh teve um PL que foi vetado pelo governo federal. Eh, nós compartilhamos muito, estamos cobrando todos os deputados para que vete eh quebre o veto do presidente. E e diante disso, nós tivemos eh nós protocolamos aqui na Câmara Municipal de Campinas eh dois projetos de lei, tá? Eh, o primeiro que autoriza o município de Campinas a conceder os os portadores de diabetes tipo 1, o sensor e medidor de glicose digital. já está em andamento, já está passando pela Comissão de Constituição e Legalidade, depois vai ser vai passar pelas outras comissões. Também eu apresentei um projeto de lei que autoriza o poder executivo a criar o auxílio à mãe pâncreas para atender as crianças com diabetes tipo um no município de Campinas. Então também já está tramitando nessa casa. Então, a ideia é a desse dessa comissão de estudos é a gente fazer esse estudo e apresentar o executivo em até 180 dias. Então, para isso, nós fizemos essa reunião hoje, para poder ouvir, debater e colocar tudo nesse nesse estudo e apresentar ao prefeito Dário. Eu gostaria de passar pra palavra agora eh primeiro paraa Maria Fernanda, tá certo? Maria Fernanda, bom dia, muito obrigado pela presença. Tá com a palavra, fica à vontade. Só mexer no no microfone que quiser puxar mais para perto também, fica à vontade, tá bom? Muito obrigado, seja bem-vinda. Destaco com a palavra. Oi. Bom dia. Bom dia a todos. Bom dia a todas. Eh, como não poderia deixar de ser, a gente sempre gosta de iniciar todos os movimentos agradecendo, né? E nesse momento, então, a gente quer agradecer muito ao vereador Oto pela abertura, pela possibilidade de diálogo, pelas iniciativas já feitas por você. A gente sabe desses dois PLs, a gente sabe da instauração dessa comissão especial de estudos e o quão importante é esse movimento pra gente de fato pensar políticas públicas e assistenciais. Para nós que somos pessoas com diabetes tipo um, eu convivo com a a deficiência há mais de 35 Eu convivo com a deficiência há mais de 35 anos. Então, a gente sabe muito bem o quão complexa é a vida das pessoas que convivem com o diabetes. E o vereador, né, como membro do poder legislativo aí do nosso município, como representante da população, dos interesses, das demandas, nós somos parte dessa população e a gente agradece muito por nos enxergar, por lutar por nós, por estar junto conosco, né? E a gente tá aqui muito nesse sentido de pensar, elaborar e oficializar políticas públicas. A gente precisa que essa que esses esses movimentos aconteçam, porque a nossa luta é muito por direitos, é por equidade, né? E a gente tem uma demanda grande com relação a essas questões. Então, nós estamos aqui super disponíveis nesse movimento junto com você pra gente poder avançar um pouco nas conquistas das pessoas com diabetes, né? Nós temos uma deficiência que é invisível, então nós somos invisibilizados pela sociedade e ter a possibilidade de sermos enxergados e lutarmos por aquilo que a gente de fato precisa para viver, porque é só sobre o direito à vida com qualidade, né? E aí a gente precisa mesmo eh ter acesso, ter insumos. E é um pouco isso que a gente vai trazer para essa luta. E aí eu queria passar então a palavra também para as meninas que estão compondo a mesa conosco pra gente trazer mais informações e poder estruturar esse diálogo nosso. Maravilha. Eu agradeço aí a colaboração da Maria Fernanda e vou passar a palavra agora pra pra Fabiana. Olha aí. É o sem fio. Tá certo. Vamos com o sem fio que é melhor. Então vou passar pra Fabiana porque ela vai fazer algumas apresentações também, né, Fabiana? Então muito obrigado pela presença. Tá com a palavra, tá? Agradeço. Opa, apertar. Agradeço. Bom, eu tenho 42 anos e quase 33 anos convivendo com diabetes tipo 1. Eh, nosso objetivo é trazer informações que talvez não sejam muito claras pra sociedade do impacto do diabetes tipo 1 dentro do da bolha diabetes, que é muito grande, né? A gente sempre ouve falar de diabetes, imediatamente a gente eh já associa com o diabetes tipo 2, que é a maior parte dos casos. Vamos falar disso também, porque não tem como não falar. Eh, dado que o diabetes hoje no mundo ele é uma epidemia. Então, eh, vou trazer alguns dados que são oficiais de algumas fontes muito confiáveis, como a Federação Internacional de Diabetes, Sociedade Brasileira de Diabetes e outras sociedades que têm os estudos. No mundo todo, nós somos em quase 600 milhões de pessoas com diabetes. No geral, todos os tipos de diabetes que depois as meninas que são mais técnicas educadoras de diabetes e profissionais vão falar, explicar e mostrar as diferenças entre eles e as diferenças de tratamentos. Mas o diabetes em si, ele compõe praticamente um país ou, vamos dizer, um continente em número de pessoas. E vale ressaltar que no Brasil só pelo número de diabetes, se fosse se o diabetes fosse considerado um país, seria o quarto maior no mundo, só no Brasil. E enquanto a gente começou a nossa reunião, dezenas de pessoas já morreram em função das complicações do diabetes. Porque o diabetes que não tem o seu controle adequado, sem ferramentas, sem instrução, sem educação em diabetes, ele mata mais do que a aides e o câncer juntos. A cada 6 segundos, uma pessoa morre no mundo por causa das complicações do diabetes. E ninguém tá falando sobre isso. E trago mais alguns números, não vamos nos atentar a todos, mas eu eu circulei uns principais que de cada 10 pessoas, quatro não sabem que tem diabetes ainda, não foi diagnosticado porque não tem acesso às ferramentas, a a à saúde pública ou não reconhece os sintomas. Eh, nós temos que 1.8 milhões de pessoas são crianças e adolescentes convivendo com diabetes tipo 1. A gente tá falando do futuro da sociedade. Muitas pessoas com diabetes tipo um não chegam à idade adulta, elas morrem antes, porque um a cada três pessoas com diabetes tipo um morre antes de chegar à vida adulta. Em termos de gastos, nós estamos falando que quase 12% dos gastos mundiais em saúde são gastos só com diabetes nas suas complicações. 12% de um total de todas as doenças do mundo é muito relevante para não se falar em diabetes. E a gente ainda tem que 3.4 4 milhões das mortes no mundo são atribuídas ao diabetes, ao diabetes mal cuidado. E não mata subitamente, mata lentamente, perdendo a visão, perdendo os rins, perdendo os membros através das amputações, sofrendo do coração, ocupando leitos do dos hospitais, passando por tratamentos longos e dolorosos e muitas vezes até a morte. Então, não é uma coisa repentina. Além de ser dispendioso, é sofrido. E tudo isso poderia ser evitado com educação em diabetes, insumos necessários, insulinas mais avançadas, coisas que já existem, não são difíceis de conseguir, mas custam. E a gente vai mostrar também esses custos lá na frente que vale a pena cuidar da saúde do que remediar. Então, no cenário brasileiro, nós estamos falando de 20 milhões de pessoas com diabetes, sendo que muitas delas, quase 8%, não sabem ainda que tem diabetes, não tiveram ainda seu diagnóstico definido. E desses 20 milhões, a gente tem uma estimativa de que 10% são de pessoas com diabetes tipo 1. Imagina que diabetes tipo um pode aparecer em qualquer idade de zero, como a Ianka, que quase nasceu com diabetes, descobriu no primeiros primeiros meses de vida, eu na infância, outras na adolescência, eu tenho uma irmã que descobriu na vida adulta e pode aparecer independente de raça, cor, eh condição econômica. É realmente uma epidemia no mundo, mas no Brasil nós temos números muito maiores do que em outros países e isso nos preocupa muito. Mas qual é a cara do diabetes? [Música] [Música] idos é mais para pensar amputação pode ser também aparência de envelhecimento que vocês acham não de peso, mas talvez de sedentarismo. [Música] Eu não sei vocês. Mas toda vez que eu assisto esse vídeo, eu choro. E eu já assisti ele mais de 20 vezes. Porque o diabetes ele não escolhe as pessoas, a gente não tem culpa. principalmente o diabetes tipo 1, que não tem a ver com estilo de vida, o que come. Por isso, eu vou chamar as nossas profissionais de saúde para explicar o contexto do diabetes, a diferença dos tipos de diabetes, os tipos de tratamento, pra gente entender a importância das ferramentas que a gente tem hoje para cuidar, especialmente do diabetes tipo 1, que é uma doença autoimune, sem cura, crônica e que tira a vida de tantas pessoas, especialmente as mais jovens, que às vezes nem chegam à idade adulta. Então, nós somos privilegiadas de estar aqui hoje. Bom, difícil falar agora, né? Também eu tenho, me chamo Ianca. Tô com a voz um pouco ruim, gente. A gente, né, veio até dividindo aqui com a Érica, porque eu tô com uma sinusite horrorosa, mas tenho diabetes, tenho 30 anos e tenho 30 anos de diabetes, praticamente. Descobri, né, minha mãe descobriu, estávamos perto de 6 meses quando começamos ali a introdução alimentar na época, né, 30 anos atrás, papinha, leite ninho. Então, aí eu fiquei realmente doente, né? Eu tinha 6 meses e eu pesava 800 g. Então, eh, demorou, o diagnóstico demorou para chegar, porque minha mãe conta que eu já nasci muito adoecida, né? O furinho do brinco que era feito no hospital não cicatrizava, então várias questões, não ganhava peso, né? Não, mamãe no peito, não consegui, enfim, um conjunto. E pode passar para mim, Fabi. É, o diabetes, gente, ele é multifatorial, né? A gente não consegue ainda hoje falar exatamente o que causou o diabetes, mas de todos os tipos que a gente tem, eh, o pâncreas ele não vai produzir insulina ou ele não vai ele vai produzir essa insulina, mas de uma forma não eficaz, né? Então, eh, resultando no aumento a glicemia. E aí, glicemia é o açúcar no sangue, tá? para quem não tá tão por dentro, né, como a gente. E aí, para isso, eu preciso fazer o uso de insulina, né, que uma pessoa sem diabetes, ela vive a vida dela produzindo insulina normalmente, né? Nós temos que usar o esse artifício externo, né, que é é um hormônio. O externo não, vou falar do básico, tá gente? do natural, do fisiológico. A insulina, ela é um hormônio produzido pelo pâncreas que permite a entrada da glicosa naquelas células para ser transformada em energia. Eu gosto de falar que é como se fosse uma chavinha que vai pegar, abrir a célula pro açúcar entrar e ser usado como deveria. Que que acontece com a gente? O açúcar fica solto lá dentro, né? Falando bem basicamente, o açúcar ele fica solto, então causa essa hiperglicemia. E como eu falei, a gente tem diversos tipos de diabetes atualmente, né? Cada dia vai surgindo tipos novos, né? No tipo um, por exemplo, a gente tem subtipos, né? Tem o neonatal, tem outros, tem o DM1A, DM1B. Por quê? O DM1 que a gente conhece é autoimune, mas pode ter o componente genético, pode ter outros tipos de fatores que causam esse diabetes tipo um, bem como o tipo dois, né, que tem a obesidade ali muito perto, tem uso de medicamento, que aí a gente muitos chamam de diabetes tipo 2, mas a gente também gosta de chamar de secundária porque veio a partir de uma doença. Então, pós pandemia, eh, Dr. a gente teve uma um alarmante número de casos novos de diabetes, por uso de corticovide, né, uso de diversos medicamentos que a gente sabe que tem impacto na glicemia, no metabolismo. Então, muita gente aumentou muito o número desse tipo dois e do secundária. Diabetes tipulada é dentro ali do tipo um, basicamente é um uma pessoa. tipo um geralmente são crianças, né? Jovens, jovens adultos, né? O Lada é o DM1, só que adulto, né? É ali acima de 30, 35 anos, que é o número, não sei se aparece mais pra frente, mas é o número que tá crescendo agora. Antes, quando a gente falava tem um diabetes tipo um, a gente via qual perfil? O nosso aqui, né, de diabetes quando foi diagnosticado quando era criança. Você foi diagnosticado com quantos anos? Sua filha, neném pequena, meses, criança. Exato. Agora já não é mais assim, né? Agora a gente tem esse esses casos crescendo ali na população de 30 anos, 20 anos. Então, a gente precisa trabalhar em cima disso. O derm eh, o diabetes tipo gestacional, né, que é aquele que a hiperglicemia é causada só durante a gestação. Só que também tem uma questão aí que acontece essa hiperglicemina, gestação. Olá, tudo bem? Ela pode, né, gerar depois, ocasionar depois o diabetes tipo dois. lá pra frente, a pessoa faz tudo certinho na gestação, só que ela teve uma hiperglicemia no momento ali, então o corpo dela ficou ali saturado, ele guarda aquilo, ela não vai precisar por muito tempo tomar remédio, só que depois retorna, né? É como se ela, opa, tem uma predisposição, tá? O mod é uma alteração genética. É muito comum no É muito comum, não é basicamente obrigatório. Depois Dr. Marcelo pode explicar pra gente genético, né, Dr. Marcelo, a mãe vai ter o filho, a, né, vai ter uma linha de de gentes com esse tipo de diabetes na família, diferente do tipo um, que apesar da gente ver muitas famílias, né, tendo aí, eu tenho também, meu irmão, a Fabi tem, não é comum, tá? Não, não é tão comum assim quanto no mod que é isso. Sua mãe tem, seu pai, alguém ali dos filhos vai ter também, por favor. E aí eu trouxe uns números, né? A gente conhece muito os números do diabetes tipo 2, né? As políticas públicas são feitas para eles. Eh, que mais? As conversas sobre saúde geralmente vem na direção do diabetes tipo 2. De fato, eles são de 90 a 95% da população. Isso precisa acontecer. Mas o tipo um não pode ficar esquecido, né? Que é o que as meninas falaram. É um número muito grande e ninguém ainda tá olhando para essa galera, né? Então a nossa intenção aqui é trazer um pouquinho dessa informação, né? E olha o que eu falei para vocês. A Fabi falou, né, que o Brasil é o quinto país com maior incidência de diabetes pum no mundo. E lá, ó, a idade principal que tá surgindo de 20 a 59 anos, que seria aquele lada, né? Mas são pessoas que vão o quê? Já são adultas, já tem um estilo de vida, né? que aí vai ser mais difícil ainda a gente trabalhar com elas, com o que a gente tem disponível hoje, né, que são tiras limitadas, né, qual é o cenário hoje que nós temos de políticas básico, tiras limitadas, insulina. É muito difícil, né, a gente ter uma insulina de boa qualidade para todo mundo. É muita burocracia. Então são pessoas que estão trabalhando, elas estão no mercado de trabalho, então elas precisam perder dias de trabalho para ir resolver as burocracias todas e estão sendo abandonadas, né? Elas estão sendo abandonadas porque é difícil, gente. Nós que temos a informação, eu que tenho a informação, eu não tô conseguindo. Faz seis meses que eu não consigo marcar um dia para ir no alto custo, né? Porque cada vez que eu vou, é o dia inteiro que a gente perde, né? Então é isso. A gente tem aí uma estimativa, o diabetes tipo 1, de 46 anos de vida saudáveis. Quantos anos você tem? É, você só tem mais dois anos de vida, tá, Nanda? Pelo amor de Deus. Então, assim, brincadeira, né? A Nanda é uma pessoa que se cuida, tem acesso, né? Teve recurso, informação, educação, mas a maioria não tem. Então a gente diagnostica lá uma criança e fala para ela: "Olha, você não vai chegar na tua terceira idade porque você não tem acesso, você não tem condições, você não tem informação." Então é isso que você tem de vida. Tá bom? Muito triste, né? Quando a gente fala da é sua neta, sua neta, né? Tem informação, tá acesso, mas é isso. A maioria não tem e por isso que a gente tá aqui, né? Pode passar. E aí os números, né, que a Fabi já apresentou, mas aqui eu gostaria de focar. Para cada duas pessoas com diabetes, a gente perde uma. Aqui nessa sala a gente tem três, então uma de nós já não era para tá aqui, né? Se a gente for aumentar o grupo, nós três não deveríamos estar aqui, como as meninas falaram. E aí, acho que aqui eh a gente tem um sinal muito claro. Eu vou chamar o Dr. Marcelo para falar mais sobre sinais, sintomas, mas assim, a gente tem muito claro hoje em dia os sinais e sintomas, né? Apesar deles se confundirem, né, doutor, com outras condições. É claro, gente, mas por que a gente não tá conseguindo chegar nesse pessoal, né? por favor. Doutor, então, bom dia. Desculpa o atraso, tava abrindo um espaço no consultório para dar prioridade para estar aqui com vocês, mas às vezes o consultório é imprevisível. Mas continuando então a essa apresentação, eh o que a gente vê é que esses a pessoa tá aparentemente saudável até o momento onde esses sintomas começam a aparecer repentinamente, né? Então você não consegue antecipar quem é que vai ter o diabetes tipo 1. É uma surpresa, como já foi apresentado, normalmente não tem uma história familiar clara, né? Excepcionalmente vai ter algum caso na família. Muitas vezes tem diabetes tipo dois, que é o do adulto, né? Mas que não tem nenhuma relação com essa fatalidade da ocorrência do diabetes tipo um. E a pessoa vem aparentemente saudável até que começa a perder peso, começa a ter muita, urinar, muito, ter muita sede, né? muita fome, come muito e e mesmo assim perde peso, né? E muitas vezes passa batido ou às vezes demora para conseguir uma consulta, leva meses para diagnosticar, já tá bastante judiada, né, em termos de de condição de saúde e aí você não tem um atendimento especializado, né? Essa é a grande questão, né? Porque o diabetes o diabetes tipo 2, ele pode ser cuidado normalmente por um clínico geral, por um cardiologista, né? Excepcionalmente difícil paciente ter acesso a a um especialista no sistema público, né? Mas e um clínico geral pode cuidar do diabetes tipo dois. Diabetes tipo 1 é um manejo mais complicado, né? Então tem além da dificuldade de acesso os recursos, toda a burocracia, muitas vezes o o clínico geral vai ter muita dificuldade de de conduzir, principalmente no início, orientar toda uma muda completamente a vida daquela criança. Geralmente são crianças, né? ou adult adolescentes, alguns adultos jovens. E então muitas vezes o sintoma é claro, é bem clássico, muita gente conhece, bastante conhecido, sintoma, ah, urinar muito, né, boca seca, né, mas mesmo que seja reconhecido, a pessoa pode realmente ter dificuldade de ter um acompanhamento adequado para poder cuidar desse diabetes. E aqui a gente tem algumas referências, né, de como que se diagnostica, mas no caso do diabetes tipo um é bem claro, você tem uma série de sintomas, aqueles sintomas são muito típicos, né? E a criança vai estar com glicose no sangue acima de 200, 300, 500, né? Sendo que o normal seria menos que 100, né? Não vai nem precisar fazer alguns testes que que é o que você toma um líquido com açúcar no laboratório para confirmar. Nesses casos você nem precisa, fica tão evidente que vocês, essas referências aqui não são nem tão eh necessárias porque já extrapola absurdamente esses valores de diagnóstico. Acho que podemos passar, né? E agora, de qualquer forma, esses valores são importantes pra gente saber onde é que a gente deve chegar. O principal exame que a gente deve ficar atento é essa tal de hemoglobina glicada, tá lá, HBA1C, né? Mas ela tem esse nome mais complicado que a hemoglobina glicada, que é um exame que tem que fazer a cada 3 meses, que é uma nota que a gente dá pro paciente pra gente saber se ele tá sob controle ou se tá sobo, né? Então a gente tem que atingir menor que 7%. Para você ter uma ideia de como que isso é difícil, né? A maior parte das pessoas com diabetes tipo 1 tem hemoglobina glicada acima de 9%. Cada 1% que você coloca acima de sete, você tem um alto risco de ter todas as complicações do diabetes, de cegueira, de perder função renal, de ter complicação cardíaca, infarto, né? e ter perda perder sensibilidade dos pés, correr risco de amputação. Então, cada 1% que você soma acima de sete, você vai aumentando o risco. E a maior parte das crianças e adolescentes e os adultos inclusive que sobreviveram, né, a gente falou muito da do risco de ter um encurtamento de qualidade de vida, muitas vezes os pacientes que sobrevivem, né, vão ter hemoglobina glicada de 10, 11%, né? Podemos passar aqui. A gente vê uma série de medicamentos. A gente tem dificuldade para ter acesso a essas medicações, mas todas elas são para diabetes tipo dois. Nada disso aí vai servir para quem tem diabetes tipo um, né? Já é difícil pro diabetes tipo dois. A gente para ali no segundo, né? Metiformina e sufunilureia, os nomes, uns palavrões ali, né? Mas esses dois primeiros são, a gente para por aí na na no sistema público de saúde. Depois todos os outros já nem tem disponíveis em geral para diabetes tipo 2. Não, são caríssimos, né? Mas mesmo assim, mesmo que tivesse nada disso vai atender ao diabetes tipo um, né? O que vai, as pessoas que têm diabetes tipo um dependem essencialmente de repor a insulina que o corpo já não produz mais. aqueles remédios que estimulariam a produção de insulina ou facilitariam a ação da insulina não serve porque não tem insulina. Então depende de aplicar insulina. E aí que a gente tava discutindo antes, a dificuldade de acesso a essas medicações. Tem algumas algumas insulinas muito antigas que são difíceis de de controlar o diabetes, ocorre muito risco de hipoglicemia, de cair o açúcar no sangue, a pessoa corre risco de vida. E as que são mais modernas tem uma burocracia enorme que seria, digamos, o básico que a pessoa deveria ter acesso, mas tem toda uma burocracia para ter acesso, né? E aqui a gente aí tem a gente tem a possibilidade hoje no SUS de ter canetas de insulina, mas ainda insistem de colocar a caneta das insulinas mais antigas que são difíceis. Então você tem o custo não é muito diferente de você ter uma insulina mais moderna, mas ainda assim é uma insulina mais antiga que mesmo sendo na caneta insistem numa caneta, numa num tipo de insulina mais antigo. E a bomba de insulina que é o sonho de consumo da maior parte das pessoas que tm diabetes tipo um, que é uma uma coisa absurda de cara que realmente vai ser para poucas pessoas que entram com processo judicial contra o estado, né? Custa em torno de R$ 20.000 R$ 1.000 para para mais eh um aparelho mais uns R$ 2.000 para manter por mês, né? Isso é fora de cogetação para pra maior parte da população, né? E e um adendo importante, doutor, que o senhor falou sobre o que que é a alternativa das pessoas, judicializar. A judicialização pro SUS, ela não é interessante, mas é a única alternativa que nos resta, porque não temos políticas públicas, temos aí iniciativas, mas nada concreto ainda que distribua, né, um tratamento de qualidade. Então a gente precisa judicializar, honerar o sistema, porque não temos por outros caminhos, tá? que a gente tem eh a necessidade de fazer múltiplas aplicações, né? Então, pro médico é confortável prescrever, mas pro paciente não é nada fácil. É pratic eh ter diabetes tipo um eh é você ter uma uma outra profissão além daquela que você já tem. Você tem a profissão de ser um pâncreas, né? Você pâncreas é um órgão vital, né? que faz, calcula tudo que você consome ao longo das 24 horas e e aplica insulina na circulação sanguínea conforme a necessidade. Você não tem mais pâncreas, você tem que assumir essa função que é extremamente complexa, fazer aplicações no mínimo quatro vezes por dia, né? E calcular, né? Não é só aplicar, você tem que fazer toda a conta, saber medir glicemia, saber quanto tá, tomar uma decisão, calcular o que você vai se você vai comer, né? Então, eh, é um, é muito trabalhoso, é uma deficiência, digamos assim, eh, silenciosa. Quem vê a pessoa com diabetes tipo um não tem noção do que tá acontecendo, que vai cair na discussão que a gente vai ter um pouco mais adiante em relação ao que é deficiência, né? Demo passar. Ah, bom, essa essas monitorização, que é um fator bastante importante no cuidado que também representa uma dificuldade de acesso, né? A gente tem as tiras, como já foi mencionado antes, com uma limitação de quantidade, sendo que a gente precisa medir várias vezes ao dia para tomar cada decisão sobre cada dose que vai aplicar antes de cada refeição, né? E tem esse sistema que é de sensor contínuo, que para seria o ideal, mas eh principalmente para quem usa insulina tantas vezes ao dia, mas que a gente realmente vai ter um acesso para poucos, né? Que acaba sendo judicializado também, né? que é esse sistema aí que vai, você vai conseguindo ver todo o gráfico da variação ao longo do dia, facilita muito pra pessoa prever o que vai acontecer e prever as suas próximas doses de insulina. Doutor, se quiser falar também da relação que hoje eh não microfone é pegar não, desculpa. É, seria interessante falar que hoje em dia, eh, não somente medir na ponta do dedo, que é importante, que é o valor real da glicemia, a gente precisa mesmo. Mas quando a gente fala que as nossas metas pra gente tá bem controlado, não somente a hemoglobina glicada, que é um uma nota que nós recebemos a cada 3 meses do controle, mas principalmente saber o que acontece ao longo do dia entre as medidas da ponta do dedo. Para isso, o sensor nos ajuda, nos ajuda a entender quanto tempo nós estamos dentro da faixa segura para uma pessoa com diabetes. E basicamente o controle do diabetes é estar dentro dessa faixa alvo de valor de glicemia seguro para evitar as complicações associado aos valores da ponta do dedo, do sangue mesmo. Então, um substitui o outro, mas é a soma dessas terap dessas monitorizações, tanto no sangue quanto nas tendências e entender quanto tempo eu tô dentro da faixa alvo. E a gente só consegue ver isso com o sensor, porque sem o sensor eu deveria medir na ponta do dedo, furar o dedo a cada 5 minutos para traçar o meu gráfico ao longo do dia. É inviável, né? já é inviável furar de 8 a 10 vezes ao dia. Então, a soma dessas tecnologias, elas são o melhor eh indício, melhor forma de enxergar como está os seus como está estão os seus números e aí tomar as decisões de doses de insulina para conseguir manter. Eh, e eu acho que a maior dificuldade que nós temos é de acesso ao básico do básico, que são as fitas. Quem dirá a esse coadjuvante tão importante que é o sensor que nos mostra a realidade minuto a minuto? A gente pode comparar a esses valores como um sistema de segurança, né? Então, a gente tem um ladrão que tá roubando a nossa casa, que é o diabetes. E aí a gente pode tirar algumas fotos durante o dia do do que tá acontecendo. E muitas vezes você não vai pegar o ladrão ali na tirando poucas fotos, que isso são as tiras que você mede algumas vezes no dia. Você tirou fotos algumas vezes. Agora você pode ter também a hemoglobina glicada cada 3 meses, que é o quê? Alguém fazer um inventário e falar: "Ó, tá faltando alguma coisa na casa". Você também não pega o ladrão, né? você tem uma noção de que tá tendo um dano, que você tá sendo lesado, né? Onde é que você vai enxergar realmente onde é que tá o ladrão, onde é que ele eh quando você vê o filme, você vê a câmera, é isso, esse sensor permite isso. É para para ilustrar o que qual é a importância desse tipo de sensor. Acho que podem falar das tecnologias, Érica, sempre falar de tecnologia diferença. fal das complicações, a gente não táando aí que tudo isso pode falar. Então, a gente tem eh algumas canetas que registram, né, o o as doses que foram feitas e aí você combina isso com as medições. Isso aqui já é algo mais longe, digamos assim, da gente, né? Nem precisamos chegar tanto, né? Eu acho que um dia isso vai ser mais amplamente disponível, mas basicamente é isso, é o sensor, monitorização contínua, esse filme de que eu falei, né, para você pegar no pulo a diabetes e realmente conseguir agir em tempo real, né, e ter insulinas de melhor qualidade para ter uma ação mais rápida, mais efetiva e com menos risco de de hipoglicemia, né? E a esse o quando você tem o sensor, um pâncreas artificial, digamos assim, que é um que é a bomba de insulina, recebendo a informação do quanto tá a glicemia, calculando através de um de uma um algoritmo matemático e aplicando insulina também em tempo real, é algo que também tá longe da da do nosso alcance ainda, né? Mas vai ser o futuro. D passar a bom. Bom dia a todos. Eh, complicações de diabetes são muitas, vem com o tempo. E ao longo desses 20 anos, eu sou nutricionista e faz 20 anos que eu trabalho com atendimento a pessoas com diabetes. Eu não tenho diabetes, mas eu era muito pequenininha quando eu tive uma pessoa da família diagnosticada também, uma criança. E para mim, a isso faz mais de 30 anos. E para mim a coisa mais esquisita era naquela época escutar alguém falar: "Não, mas vai ter festinha, ele não pode comer". Uhum. Por que que ele não pode comer? Era muito estranho. Eu era muito pequena na época. Então, a a missão eh nesses 20 anos trabalhando com pessoas com diabetes, é conseguir trazer mais normalidade, vamos dizer entre aspas, porque nunca vai ser uma situação completamente corriqueira. você tem que se aplicar insulina, você tem que medir a sua glicemia, mas em algo tão particular como é a alimentação. E a gente vê que todas essas tecnologias, Dr. Marcelo comentou, tudo que é inacessível para poucos impacta a alimentação e cai aqui nas complicações, porque as complicações do diabetes elas são cumulativas. Então, a gente vê que ao longo do tempo, as pessoas que não tiveram acesso a bons profissionais, bons insumos, bons tratamentos, elas começam a ter uma série de alterações que são elas que muitas vezes levam ao óbito quando a gente vai pensar em algo mais drástico acontecendo. Então, a gente vê que pessoas com diabetes, com mais dificuldade no tratamento, elas podem ter alterações nas funções renais. Não é difícil a gente encontrar pessoas que acabam chegando a um ponto de fazer hemodiálise, de super jovens, inclusive, não só com problemas senais, mas também questões relacionadas à visão, como a retinopatia, o pé diabético. pé diabético. A recuperação é muito difícil quando a gente pensa até em pessoas mais velhas que às vezes vão sofrer uma amputação. Tudo que isso vai culminar em outras questões até da da saúde da vida dessa pessoa, do dia a dia. Cardiopatias por todo o estés oxidativo, todos os danos vasculares que a glicemia alta de forma contínua pode trazer mais risco de AVC, mais disfunções sexuais. A hiperglicemia é a causa de tudo isso, né? Ela aparece aí, mas a Hiper e a Hipo ambas são graves, né? Uma hipoglicemia de forma de forma aguda, ela é muito séria, ela é uma emergência e a monitorização contínua te ajuda muito mais a entender até as tendências, né? E quem já teve algum contato com esses sensores de de monitoramento contínuo, vê que eles até te mostram uma tendência se a sua glicemia está para cair, está para subir. Isso traz muito mais segurança para essas oscilações não serem tão grandes aqui, né? Uma uma mãe, não sei se, né, a câmera pega, mas acompanhando a distância, uma filha, um bebê, né? Então é uma preocupação 24 horas. A gente vê muito no consultório, eu já tive até colegas de profissão que se formaram comigo e trouxeram os filhos e estavam assim em lágrimas falando: "Eu não durmo mais porque minha filha tiver uma ipo de madrugada, o que que eu vou fazer?" Então, ninguém pensa na carga emocional também, porque aqui a gente tá falando do que acontece com a pessoa que tem diabetes, mas é saúde mental, até a saúde física de quem lida com essas crianças, adolescentes e adultos, que sua filha vai crescer, ela vai ser saudável, ela vai ter muitos anos de vida e você vai estar preocupada com ela do mesmo jeito, porque, né, é um diagnóstico familiar, então não é não é fácil e a gente precisa ter o acolhimento, mas a coisa tem que ser prática, porque é muito difícil eu chegar no meu consultório, tentar fazer o melhor possível pra alimentação daquela pessoa ser variada, para eu não ver uma criança passando vontade, até coisas que não precisam, né? Quando a gente aprende a trabalhar com a contagem de carboidratos, você consegue dar muito mais liberdade alimentar. Mas e aí se essa pessoa me fala: "Não, eu não tenho condições de ter um sensor, não. A insulina que eu pego é pelo SUS, a minha fita tá faltando." Essa semana isso aconteceu no consultório. Uma pessoa com uma modificação super grande de estilo de vida para muito positivo, né? Mas a glicemia oscilando e a pessoa falando: "Não tenho mais fita, eu não consigo mais fazer mais do que três vezes ao dia porque eu não tô conseguindo". E aí, como fica a saúde dessa pessoa e o trabalho também dos outros profissionais que estão tentando ajudar? Então é muito sério você tentar, cada um, Dr. Marcelo, tenta fazer o melhor, todos os profissionais envolvidos, se a pessoa não tem condição de ter o básico que vai proporcionar para ela muito mais segurança nesse trabalho, n, né, do diabetes. Aqui a gente tem até uma notícia. O Brasil bate recorde de amputações de pés e pernas em decorrência do diabetes. Mais de 282.000 Cirurgias de amputação de membros inferiores entre janeiro de 2012 e mais 2023. Gente, isso não é pouco. É um recorde triste de bater, né? É um recorde triste e às vezes falta, né? O que a gente tá tendo muita sorte de tá aqui nesse momento podendo conversar e ter alguém lutando por esses direitos, porque a gente entende que muitas das resoluções de saúde elas são pautadas no custo, certo? E no custo benefício, será que não é melhor a gente conseguir oferecer insumos e tratar essas pessoas do que tratar as complicações? Quanto isso oneração? É um ser humano. Então cada vida, cada pessoa que sofreu amputação, ela tem o sofrimento dela. Mas tá bom, não quer pensar no individual, vamos pensar no coletivo, né? Será que eu precisaria investir tanto nas consequências e não na saúde, na preservação dessa saúde, né? E é aí que eu trago alguns números para vocês. Só no Brasil a gente gastou em 2018 3,45 bilhões de reais em saúde em doenças crônicas não transmissíveis, tá? sendo que deste custo 30% foi relacionado ao diabetes e a previsão é que até 2030 a gente gaste 27.35 bilhões de reais. Imagina se a gente convertesse esse dinheiro na remediação de complicações e até a morte em saúde, em prevenção, em tratamento? E aí a gente vê também os números de internações por diabetes no SUS. Eh, o custo estimado é superior a 420.000 e parar para pensar que isso onera outras doenças muito mais graves que não tm formas de prevenção e tratamento, né? São muitas internações que poderiam ser evitadas sem erar o sistema de saúde e mais do que isso, esse custo ser convertido em tratamento, na prevenção. E aí a gente fala que eh nós temos condições, o país é muito grande em proporções de de continente, mas a gente vê eh os estados, as proporções também de pessoas eh que são cadastradas, onde elas estão e as políticas públicas que existem em cima são muito poucas para cada região e as leis federais que depois a gente vai falar, mas de novo sobre o custo, o custo do tratamento ele é muita muito inferior ao custo do da remediação, tá? das internações, das complicações. E aí a gente vê os maiores custos de internações estão relacionadas às doenças cardiovasculares, as doenças renais, eh todas elas são decorrentes do diabetes. Então, no fundo, no fundo, o diabetes estáando o sistema público, mas a gente poderia inverter isso, diminuir essas complicações, diminuir o custo geral dado a as complicações e converter isso em tratamento, antecipar, né, de forma preventiva. E como que a gente pode melhorar isso, gente? Precisa da ação de muitas forças, tá? do diagnóstico precoce que a gente pode salvar. Dizem, né, os estudos que o primeiro ano de vida de uma pessoa recém diagnosticada, ela dita os próximos 20 anos, se eu não me engano, de vida com qualidade. Então, se no primeiro ano ela tiver o melhor tratamento possível, não esperar ter uma complicação para conseguir um tratamento melhor, ela vai ter muito mais tempo de vida útil e com qualidade de vida. Terinas e tiras em quantidades adequadas. tecnologias como sensores, bombas de insulina, pâncreas artificial e somado a isso a prevenção e educação em diabetes, porque não adianta ter uma Ferrari e não saber dirigir. A gente precisa dos profissionais de saúde e de acesso às essas informações para as tomadas de decisões, pros nossos tratamentos serem eficazes. Então é parte do tratamento a gente ter educação e diabetes, porque com informação a gente consegue tomar as melhores decisões e com as melhores decisões a gente consegue controlar e ter o acompanhamento pontual e ter uma qualidade de vida. Então, educação e diabetes é 80% do tratamento somado à tecnologias e as ferramentas e as medicações que são extremamente necessárias. E lembrando também que o cuidado ele é multifatorial, porque o diabetes ele tem impacto em vários âmbitos, não é só no físico, é no emocional, é no social, é na família. Eh, são fatores biológicos, fatores econômicos, tudo impacta o diabetes. Uma noite mal dormida aumenta os hormônios do cortisol, que aumenta a glicemia, os impactos de preocupação, outras condições de saúde, eh o estilo de vida, o acesso, inclusive à comida. Recentemente apareceu, né, foi declarado pela OMS um novo tipo de diabetes chamado diabetes tipo 5, que basicamente é um diabetes pela desnutrição. A pessoa fica tão desnutrida, principalmente eh em países orientais e asiáticos, onde tem muita fome, as pessoas ficam tão desnutridas que o pâncreas meio que para de produzir insulina. E quando essa pessoa, o tratamento é mais complicado, difícil diagnóstico, olha só como impacta o estilo de vida e até condições econômicas, a falta de comida, né? Então, quando a gente fala de diabetes, é, tem que lembrar que é muito difícil conviver com essa doença por diversas [Música] razões. Diabetes tipo 1 é como fazer tudo que você faz no seu dia a dia e, ao mesmo tempo, não deixar um balão cair. É uma coisa difícil de explicar, mesmo para as pessoas que mais nos conhecem. Equilibrar os altos e baixos da vida com diabetes pode ser um desafio. [Música] [Música] Todos temos o nosso próprio jeito de viver com a diabetes. E a maioria de nós lida tão bem com isso que é invisível para as outras pessoas. A diabetes tipo 1 está sempre presente e é hora de começarmos a falar sobre isso. Juntos podemos fazer a [Música] diferença. E aí eu trago alguns dados que podem ser relevantes. E por que que eu vou falar? Não vou citar todas as leis, mas essas são as principais leis. federais que apoiam o diabetes. A maioria é relacionada ao diabetes tipo 2 no fornecimento de medicações, atendimento em unidades básicas e inclusive insulina, porém insulinas mais antigas, que não são as melhores e eh os melhores tratamentos hoje, mas ex existem algumas leis e existem também leis estaduais e agora muitas leis municipais, principalmente pro apoio de diabetes tipo 1. minha cidade, por exemplo, Natal, em Minas Gerais, acabaram de sancionar a lei com o fornecimento do do sensor para crianças de 0 a 18 anos. Aí eu faço um adento. A insulina, ela foi descoberta há pouco mais de 100 anos. Antes disso, todas as pessoas morriam. É muito pouco tempo que existe algo que nos faça sobreviver. Eu descobri o diabetes há 32 anos atrás, não faz tanto tempo assim comparado à descoberta da insulina, mas quando eu descobri aos 9 anos de idade, a única forma de medir a glicose era com uma fitinha no xixi que mudava de cor e não sabia se tava 200, 300 ou 400, ela só mudava de cor. Eu sabia que tava alta, o quão alta, eu não sabia dizer quanto de insulina eu precisava. E qual insulina? Porque não era a insulina que existe hoje, era uma insulina com um tempo de ação muito longo, que fazia um pico e que provavelmente não ia corrigir da forma correta. vi tudo isso acontecer e somente depois de alguns anos eu consegui ter um aparelhinho em casa e a gente comprava um tubo só e media só em jejum por anos, porque era o momento que eu vou ver se tá bom, se tá ruim, porque eu fiquei várias horas sem comer. E passaram-se muitos anos para que essa fitinha fosse fornecida pelo SUS. também uma caixinha para eu medir uma vez por dia para chegar no que nós temos hoje, que nós recebemos em torno de 150 fitas ou menos, que dá para medir três vezes ao dia, quando eu precisava medir de seis a oito vezes. E enquanto grávida, há pouco tempo atrás, eu e Anca tivemos filhos quase na mesma semana, nós precisávamos medir 20 vezes por dia para poder controlar durante a gestação. Então, parar para pensar que de 100 anos de insulina a poucos anos, muito pouco tempo, temos tantas tecnologias e já temos alguma coisa no SUS, é uma grande vitória, sim, mas nós ainda não temos o suficiente, porque a mesma insulina que eu já deixei de usar há 20 anos ainda está sendo distribuída no SUS. E a grande parte da população não sabe que tem direitos ou que pode recorrer a outros tratamentos melhores. E essas leis, as políticas públicas, elas quando colocadas no orçamento, ela é planejada. Mas quando uma pessoa entra com ação judicial para conseguir um melhor tratamento, vai tirar de algum outro lugar, vai faltar de algum outro lugar para poder atender aquela sentença judicial. Não seria melhor se a gente incluísse toda essa esse tratamento preventivo de forma de lei, de tratamento efetivo, de orientação, ao invés de deixar as pessoas chegarem a um ponto de serem hospitalizadas, perderem a vista, precisarem de hemodiálise, que também é um custo muito grande, ter um infarto, ter problemas, viver mal por muitos anos convivendo com essas doenças e às vezes acabar com a morte, não seria melhor a gente investir na saúde, na educação através dessas ferramentas? Essas são as leis muitos muito básicas, mas que nós estamos lutando. E uma lei que impotencial a gente tá falando é do projeto 2687 de 2022, que é para incluir o diabetes no hall de PCD. Por quê? Porque é uma condição que nos exige muito tempo e energia para cuidar. E se não cuidar, leva todas essas complicações. É uma deficiência invisível, porque comparado a uma pessoa que não tem diabetes, nós demandamos muita eh muito muita energia para poder cuidar da doença e não da vida como um todo. E aí foi vetado pelo presidente, estamos na luta. Parece que vai ser na semana que vem a sessão. Eh, esperamos muito conseguir porque incluindo adiou de novo. Porque incluindo diabetes no hall do PCD, não é que vai mudar tudo da noite pro dia, mas sendo declarado uma deficiência, nós vamos conseguir ter acesso a a outras leis que nos favorecem, que nos que nos dê mais rapidez nas nos processos, que nos incluem em formas de de que nos incluem, que nos reconheçam. Eh, então estar no rol de PCD é um benefício muito grande. A gente precisa muito da ajuda e tudo isso, leis federais, estaduais, municipais, que é o que a gente vai tentar fazer aqui de uma forma, né, com muita luta, eh, é pra gente lembrar que o que importa é a vida. E quem nos garante isso é a nossa própria Constituição no artigo 5, né? O Estado ele é responsável. Eh, todas as pessoas são iguais perante a lei e t direito da vida, da liberdade, da segurança e da propriedade. E a gente sabendo que existem formas da gente lutar para o coletivo e não pensar, né, nos custos do tratamento, que sim são muito caros, mas quando a gente compara de forma a longo prazo e não imediatista, a gente só tem benefícios tratando do diabetes ao invés de tratar da das complicações. E hoje nós só estamos aqui pessoas com diabetes, com mais de 30 anos de diabetes, porque de alguma não porque eu tinha condição financeira, mas eu tinha conhecimento, vontade, médicos que me apoiaram, que me levaram a buscar o melhor tratamento e ainda não é perfeito. Tenho muito medo. Tenho muito medo. Mas a gente só conseguiu estar aqui hoje porque somos privilegiados de ter informação, de ter recursos e de correr atrás. E quantas pessoas nem sabem que existem essas leis que podem ajudá-las, nem conseguem chegar, nem conseguem marcar consulta com o endocrinologista do SUS para conseguir ter a receita que precisa ser renovada a cada 3 meses para pegar uma fila de um dia inteiro para conseguir a insulina que não é tão boa. E aí, aproveitando o gancho que que a Fabiana disse de quem não e quem não consegue, que é a maioria, né? É mesma coisa da Fabia. Eu sou de uma cidade natal de Minas Gerais, pequena. Eh, não tinha endocrinologista até 15 anos atrás, né? Nem particular. Então, minha mãe era jovem. Tive sorte também, privilégio, sorte dela ser jovem e estar disposta a largar o emprego, né? Minha avó sustentou a casa por muitos anos para minha mãe era mãe solo, né? E a minha mãe consegui se dedicar a mim e ao meu tratamento que era feito em São Paulo, né? Então, a cada 3 meses a gente saía 2 horas da manhã de casa e para ir para São Paulo ser tratada lá na UNIFESP, né, que é referência ainda hoje em diabetes. Então, por isso, né, estou aqui hoje. Não pelas políticas públicas, eu falo, porque a gente não tinha, né? Eh, hoje temos uma carga aí de direitos muito grandes, mas tava falando até paraa Nanda agora com todas as leis, com tudo que a gente tem, que é excelente, porque senão onde estaríamos? Mesmo assim, Dr. Oto, a gente não tem eh qualidade de vida, né? Eh, não tem nem mesmo nós que temos condições financeiras, né? A gente não tem qualidade de vida como quem não tem diabetes, porque é uma uma dor de cabeça atrás da outra, né, diariamente, várias vezes ao dia. E aí eu quero trazer números aqui de Campinas, tá? que acho que a gente levantou, eu participo de uma instituição de políticas públicas no Brasil inteiro e a gente consegue, né, tá mais perto de prefeituras, tudo. E aí hoje nós temos uma fila de para endocrinologista e é assim, é legal parabenizar a cidade, não é? Campinas é uma cidade de referência para políticas públicas em diabetes. Então assim, eles têm grupos de apoio, de cuidado multifatorial, só que é muito saturado. Por nós temos, por exemplo, uma nutricionista para atender uma região de um CS, de um centro de saúde muito grande. Essa nutricionista Érica vai saber falar, não tem como ela tá perto do paciente, né? E o que acontece? muito tem centro de saúde que nem tem endócronologista a fila é que na pesquisa que a gente fez, se não me engano, foi no sistema no CISG, eu acho, do SUS. Eh, depois eu confirmo com vocês, mas se se não me engano, a fila é de 6 meses. Então, assim, essa isso, isso é um dado que temos, mas a gente também sabe que os dados são subnotificados, né? Então eu, por exemplo, tô tentando fazer tratamento aqui. Eu tô esperando o um básico assim, que é uma consulta com endocrinologista. Eu estou esperando desde novembro. Então, já passou, já passou essa data que eles mostram, né? Eh, então é um ponto de atenção pra gente, né, Dr. a gente tá perto, a gente precisa ter a participação pública, né? Chamar as pessoas para isso também, né? Porque se a gente não vai atrás, se a gente não corre atrás mesmo, né? Difícil, eu sei, mas se a gente não tem o que a gente tá tendo aqui hoje, que é acesso ao ao setor público, né? a gente esquece, a gente larga a mão, porque é muito difícil você bancar um um tratamento, um cuidado de saúde com diabetes 100% particular, né? É, e para mim hoje o tratamento que eu tenho é impraticável eu pagar, eu estou trabalhando por conta, então é impraticável. Que bom que eu recebo um pouco. Hoje tô ali com a minha sacolinha de doações que eu recebi da Fabiana. Então assim, a gente tem que ficar sempre, gente, atrás disso, de que bom que a comunidade ela é forte, né? Que ela se apoia, que é isso, a gente se ajuda. Eu estou vivendo de doações, eu que tenho condições, né? Eu estou vivendo de doações, assim, parte do meu tratamento já faz mais de um ano, né? porque não sai o tratamento que eu preciso. É aquilo, tive que judicializar, aí leva tempo, o estado nega, a gente, né, vai de novo. Então tem várias questões que não tão aqui na nossa apresentação, tão no nosso dia a dia, né? Vocês sabem, vocês estão aí com a pequenininha. E e eu falo que assim, nós que estamos aqui, a gente teve mesmo a oportunidade, né, o privilégio, oportunidade de usar a nossa dificuldade para dar voz, né, para essa causa, para essa dor, estudar. Eu sempre quis, eu falava quando era pequena que eu queria ser médica e que eu ia descobrir. Eu não, não era nem médica, que eu achava que médico era o único que podia estudar medicina, né, tudo. E aí eu falei: "Eu quero ser médica, pesquisadora e eu vou descobrir a cura do diabetes". Mal sabia eu segui, né? fiz aí mestrado, iniciei doutorado, sempre focando em diabetes, mas como o meu suporte de saúde ele sempre foi basicamente pelo SUS, eu quis ir para essa parte, né, para essa carreira de políticas públicas, estudar. Hoje trabalho numa ONG que é só focada em voz do paciente, política pública e e conseguir. Que bom que estamos aqui, né, Fabi? Consegui realizar todos os sonhos que eu gostaria, né? ainda tem muitos para viver. Tá ficando difícil porque tá ficando cada vez mais caro as coisas, né? O tratamento mais difícil. Então a gente tira de coisas que a gente quer fazer para bancar o tratamento. Mas que bom que estamos aqui contando um pouquinho da da minha história para vocês. Vou chamar a Nanda também para falar um pouquinho dela, né? Depois se vocês também quiserem falar de vocês, tá bom? Rapidinho, ficar do horário também, né? Bom, o meu diagnóstico também foi aos 9 anos, assim como da Fabi, em um tempo em que, de fato, a gente não tinha quase nada de tratamento que a gente vê hoje em dia, então extremamente difícil. Eh, a insulina que eu iniciei meu tratamento era uma insulina suína. Hoje isso evoluiu muito. Me lembro bem das doses fixas que a gente tinha, né? Hoje a gente trabalha com múltiplas doses de insulina. Eu que que optei por ficar com as canetas, né? Não, não fui pra bomba de insulina, mas são inúmeras injeções por dia que a gente que a gente toma. Então, muito diferente a época em que fui diagnosticada, onde eram doses fixas, né? Tanto da insulina de ação rápida quanto da de ação prolongada. No momento do meu diagnóstico, estive internada por quase uma semana na UTI, até que se descobrisse o diabetes. Foi um tempo bastante grande para isso. Então, uma criança bastante mal, chegando no hospital, sendo hospitalizada, eh, desidratada, o que que me deram? Primeiramente, soro glicosado. E aí a situação piorou ainda mais. E felizmente os anjos que aparecem na nossa vida, né? Um médico chegou, o filho era diabético, ele olhou paraa minha cara e disse: "Façam um teste de glicemia nessa criança", né? E aí meu diagnóstico veio. Ao longo de todo esse processo, tive alguns momentos bastante ruins e trago algumas complicações em função disso hoje. Então, eu tenho a retinopatia e fiz fiz vários lasers no olho. Graças a Deus também tive acesso a esse tratamento e não tenho nenhuma eh complicação maior. É super controlado atualmente, né? E tenho também, como já foi falado aqui, um pouco de perda de sensibilidade nos pés, mas fruto de muito tempo aí de diabetes e alguns descontroles ao longo da dessa vida com diabetes, né? Mas eh o que as meninas trouxeram, né? A a informação, o acesso ao tratamento, a gente consegue sim viver uma vida boa. É claro que a nossa, o nosso balãozinho tá aqui a todo momento, né? A gente tava aqui conversando e olhando aqui no de canto a glicemia como é que tá, vai preciso tomar um pouco de insulina, não dá para esperar. E isso é a todo momento. E uma outra coisa que a Ianca trouxe, eu acho que a gente se fortalece muito um com os outros, né? Então, reafirmando, eh, muito obrigada, vereador Oto, pela possibilidade dessa conversa e a gente segue juntos para pensarem em, em melhorias aí para cada pessoa com diabetes do nosso município. Acho que estamos aqui, mas agradecemos em nome de cada uma delas. Não sei, meninas, querem falar mais alguma coisa? Acho que não. Dr. Marcelo, só para pra gente finalizar, né, as últimas palavras. Eh, a gente ouvindo o depoimento de quem convive com diabetes, né, a gente realmente tem muito mais eh convicção, né, dessa necessidade até do que quando houve um médico falando, né? Lógico que é importante ter visão científica, visão técnica, mas a gente ouvir como é a vida de cada uma dessas pessoas aqui, todos os desafios que viveram até agora é muito importante. Então, realmente também agradeço a a oportunidade de estar aqui, que a abertura do vereador Oto e de todos vocês aqui, tá? OK, pessoal, a gente tá com o horário se esgotando já. Eu vi atentamente tudo que foi falado aqui. Nós temos agora em agosto uma nova reunião eh junto com o pessoal da Secretaria de Saúde para poder pra gente falar das políticas públicas que já tem no município e a gente debater, porque ao final de 180 dias nós vamos apresentar esse estudo eh para o executivo. E eu faço questão, viu, Dra. Samir, eu gostaria já que a senhora já agendasse uma data pra gente entregar em mãos pro prefeito Dário, tá? Todo esse estudo. Gostaria de convidá-las todos e o doutor também pra gente despachar esse estudo direta mão, diretamente na mão dele lá no no executivo, no quarto andar. Ele é médico, né? Então a gente vai mostrar todo esse estudo. Eu quero deixar aqui o meu mandato à disposição de todas vocês. A luta de vocês é a minha luta agora, tá bom? Eu tenho bastante contato em todo o estado de São Paulo. Eu vou falar com outros amigos vereadores para cada município levantar essa bandeira. Eu acho que a gente fazendo, cada um fazendo a sua parte no seu município, a gente vai conseguir se eh sensibilizar eh o poder lá em cima. Eu vou estar em Brasília agora, dia 28, 29:30. Doutora, eu gostaria que a senhora fizesse também para mim eh a quantidade de números de todos os 500 e poucos deputados que tem pra gente, eu vou faço questão de visitar gabinete por gabinete lá e a gente pedir para que eh derrubem esse veto. Vocês falaram que foi adiado, mas a gente vai pedir para todos os deputados federais que conhecemos também, inclusive do nosso partido do PL, para que lutem ao nosso lado, para que eh paute logo, que o o presidente da Câmara paute logo esse projeto para que seja votado e e a gente derrube esse esse veto do presidente, tá bom? Deus abençoe a cada uma de vocês. Quero agradecer mais uma vez aí a Maria Fernanda, grande amiga aí também já. Fabiana, Deus abençoe. Muito obrigado. Estamos à disposição. Como você disse aí que na sua cidade já foi aprovado os sensores, nós protocolamos aqui e vamos lutar sim para que Campinas eh beneficie essas pessoas com esses sensores. Quero agradecer a Dra. Ianca, muito obrigado. A Érica, nutricionista, muito obrigado. E o Dr. Marcelo, tá bom? Então, eu tô à disposição de todos vocês. Muito obrigado pela presença. Muito obrigado a todos que nos assistem. através das redes sociais, também através da TV Câmera. Muito obrigado a todos no plenário. Deus abençoe e vamos juntos construindo uma Campinas cada dia melhor. Muito obrigado. Um bom dia a todos. Bom dia. Muito obrigado. TV Câmara, Campinas.
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