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1ª reunião extra com. Leg. Participativa
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1ª reunião extra com. Leg. Participativa

27 views Publicado 16/04/2025 HD · 2:15:35

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[Música] TV Câmara Campinas. Boa noite a todas e todos. É com muita alegria que a gente vai realizar a primeira reunião da comissão de legislação participativa, né? Essa comissão ficou bastante tempo sem ter atividade na Câmara Municipal, justamente porque nunca eh faz bastante tempo também que não tem ninguém que pudesse dirigir a comissão, né, presidir e e esse ano, né, acabou que a gente teve que assumir essa comissão e é com muita honra que a gente inicia, que a gente vai fazer a primeira reunião dessa comissão em 2025 com esse debate, com esse tema, né, com essa proposta que chegou para nós. Então, eu gostaria de, antes da gente poder abrir, eh, compor a mesa aqui com os companheiros, que me honra bastante por estar hoje conosco. Então, gostaria que pudesse vir à mesa aqui conosco, compor a mesa, companheiro Paulo Mariante, que é advogado e que tá representando aqui o Fórum Municipal de Defesa dos Direitos Humanos. [Aplausos] Gostaria também de pedir a que pudesse se dirigir até a mesa e e compor a mesa conosco aqui. Companheiro Luiz Cláudio Bitencur, [Aplausos] arquiteto. Mesmo sentido, mais um arquiteto. Tô rodeada de arquiteto. Eh, mas tem advogados também. A gente tá em dois a dois a dois aqui. Dois a dois. Ah, é verdade. A gente a maioria. Quero chamar aqui então o Luís Antônio Martins Toca, também arquiteto, que nos honra. E por último, gostaria de chamar o advogado William Ses. Filho, é isso, SESC. sempre fala errado o nome dele. Obrigada, William. sente aqui conosco. Obrigada, pessoal. Pra gente é muito é muito importante, muito simbólico a gente fazer esse debate público aqui nessa sala, nesse espaço, nesse território, por tudo que esse território representa e por tudo eh que ele teve, né, a intervenção do nosso ex-prefeito Antônio da Costa Santos. Então, pra gente é bastante, é bastante importante a gente fazer a primeira reunião dessa comissão aqui, né? É muito simbólico a ideia. Eh, chegou para nós, acho que o o Mariante vai poder falar muito bem sobre isso, chegou para nós sobre discutir que é uma lei que já existe, né? É uma lei que ela foi sancionada em 10 de abril de 2002 pela então prefeita Isalene, que sancionou a lei 11.167, que institui no município de Campinas a semana Antônio da Costa Santos. E essa semana eh é para ser comemorada, divulgada, enfim, sempre na primeira semana de março. E aí houve uma solicitação, né, por parte de de pessoas militantes do mov dos movimentos e também das das pessoas que estão hoje aqui conosco, né, na mesa, eh, que trouxe pra gente uma demanda que que seria essa, né, que nós vamos debater hoje aqui, que uma semana, além de ser insuficiente, uma semana também não consegue dar conta diante da própria organização da cidade. Se a cidade de Campinas ela vai pautar, ela vai discutir a semana Antônio da Costa Santos em março, principalmente que é bem perto ali próximo do carnaval muitas vezes ou logo em seguida após o início das aulas. Isso nos traz bastante dificuldade para que esses espaços possa fazer o debate e cumprir a obrigatoriedade da lei, né, que é fazer reflexão, debater, enfim, né, eh, estabelecer espaços de diálogo, de debate, de atividades culturais que veio que venham falar sobre a sobre o que que significa, o que simboliza de fato essa lei para nós. Então, chegou para nós essa essa demanda. E aí eu vou então passar para o Mariante, que é quem primeiro vem e nos procura, trazendo essa demanda e solicitando que o, não só o meu mandato, mas outros mandatos também pudessem dialogar e e melhorar a lei, enfim, que a gente possa de fato eh para além de cobrar algo que não está sendo cumprido, é também melhorar e dar condições para que ela efetivamente seja cumprida, né? Então eu vou passar a palavra para o Mariante, que ele vai poder falar um pouco sobre o que que foi pensado inicialmente, se é isso mesmo. Obrigado, Guida. Eh, boa noite a todas, todos e todes, né, todas as companheiras e companheiras que estão aqui. Eh, os companheir companheiros aqui na mesa toca, Claudião, William e várias pessoas estão aqui, que eu acho que a gente tem, né, muito tempo de caminhada, história junto. Eh, a gente tem, eh, a, o Toninho, né, como uma pessoa que marcou a história dessa cidade. E é importante lembrar, não só, né, enquanto esteve como prefeito, a gente conversava no dia que nós temos a reunião, por sinal a gente chamou a reunião no dia do aniversário, que era em a terça-feira de carnaval. Fizemos a reunião, a Guida, inclusive participou, a gente convidou, eh, e foi uma tentativa de já dizer o seguinte: "Bom, agora a gente vai dar um jeito da lei funcionar, né? Mas é importante lembrar que essa marca e por isso de certa maneira a lei que foi proposta, né, pelo na época pelo tãozinho e que a Isaline sancionou era tentar estabelecer um uma forma de memória e legado daquilo que foi atuação concreta, né? Lembrando, por exemplo, que o Toninho não era prefeito em 99 e 2000, mas ele esteve em alguns lugares impedindo, né, que o governo Chico Moral provasse a APA como uma não APA. A gente pode discutir hoje a situação da APA, mas aquele projeto que virou lei poderia ter sido bem diferente e para pior se não fosse a atuação do Toninho como cidadão. Em mais de uma audiência pública, onde eu e outras pessoas presenciaram o Toninho na argumentação destruir todo o que aquele enorme aparato que era levado pelo governo de Comaral e entre outras lá em Souzas em outros momentos. Então, de certa maneira, a ideia do legado foi o que foi pensado para essa lei de 2002 e que quando nós nos reunimos para conversar, o Toca lembrava de alguma iniciativa bem no comecinho lá, talvez para 2003, 2004 e depois, né, um silêncio. E esse ano a gente entendeu que era importante uma, porque, e aí o William que vai falar sobre isso, para nós, a luta continua. Se o Estado brasileiro, o sistema de justiça brasileiro e aqui em especial, vamos dizer, o estado de São Paulo, o Ministério Público do Estado de São Paulo e a polícia do estado de São Paulo não tiveram eh não quiseram, né, chegar a algum lugar, a luta continua. O William vai falar sobre isso, mas também é uma forma de lutar. essa outra eh expressão da memória através da recuperação do legado. Que é o legado? por algumas coisas que a gente estava conversando nesse dia também no dia 4, lembrando quando Toninho falava que Campinas tinha dois muros da vergonha, muro da Anguera e muro da Mandeirante, se referindo a uma cidade que a partir de determinado lugar passava a ter ã ausência ou uma redução drástica daquilo que era o ficou da população. Isso faz parte dessa história, principalmente porque, infelizmente, essa história só tem piorado. E a gente pode ver aquela violência que foi feita contra a população do Campo Belo, que é uma expressão típica do que vem acontecendo em Campinas. Se faz um muro da vergonha, dividindo a vida das pessoas e pouco pouco importa, é povo, povo pobre. Então isso e isso acontece e infelizmente, né, talvez provocando, né, menos indignação do que deveria. Então, a partir daí nós reunimos e uma das questões eh de transformar de semana em mês é porque por mais que a gente possa até pensar tudo bem, esse ano foi o carnaval, mas independente da do carnaval, o começo de março pras escolas é muito difícil ou, né, para não dizer impossível se organizar atividades. Alguém poderia dizer: "Não, mas planejando com antecedência mesmo assim, primeira, segunda semana." Então a ideia do mês e de ser o mês Antônio da Costa Santos, manteria o dia 4 de março como referência ao mês inteiro, o dia do aniversário, permitiria organizar nas escolas atividades, né, que que estão previstas na lei, atividades de sobre a história da cidade. E claro, história é disputa, né? narrativa histórica disputa, mas a gente tem que entrar nessa disputa. Fala dessa cidade, falar dessa história e algo que o Toninho sempre fez. Quem lembrar também em vários momentos ele nunca deixou de dizer o que marcou a história de Campinas. e uma outra disputa que, aliás, esse espaço aqui já esteve, aparentemente continua nessa disputa, porque aqui a estação cultura, esse espaço, a gente já ouviu em algum momento interesse da prefeitura, pelo menos parte dela, mudar a destinação. Então, nada daquilo que aconteceu eh das lutas que foram feitas deixaram de ser atuais. Quando a gente discute, por exemplo, um projeto como PIDS, quando a gente discute o fim do perímetro rural, e lembrando inclusive que em 2000 o então pré-candidato Antônio da Costa Santos apresentou uma proposta de recuperação da área rural de Campinas, inclusive com a possibilidade de um trabalho junto com a MST paraa agricultura familiar, porque agricultura. Então, eh, o significado dessa, dessa proposta é também um significado de que envolve a luta política em relação a essa cidade. Claro que é cidade dentro de um estado e dentro do país, mas aqui a gente tem muito o que fazer. Então, foi basicamente essa ideia que nós trabalhamos de melhorar a lei nesse sentido de uma possibilidade de que ela se torne de fato efetiva nessa questão da educação e também pelo pela percepção de que é na educação, no caso do município, que a gente tem a melhor condição de ter espaços para essa discussão dentro daquilo que a prefeitura, do serviço que a prefeitura atua, né? Com certeza a educação é estratégica e a gente entendeu que essa seria uma possibilidade. A partir da da discussão que a gente fez, já tinha alguma coisa, né, sendo pensada, mas a partir do dia 4 de março nós finalizamos a proposta, encaminhamos, encaminhamos ao mandato da Guida e a própria Guida colocou que buscaria a ampliação das assinaturas, né, pelo menos ali na bancada de esquerda. e no fim também conseguiu a assinatura do presidente da Câmara, né, do do Rossine. O projeto iniciou a tramitação. Nós tivemos uma reunião agora essa semana ã com o o próprio presidente da Câmara, com Rossini, onde ele se colocou a disposição para ajudar na aprovação, sugeriu, inclusive pedido de urgência, né, para que seja votado mais rápido possível, porque uma das preocupações eh é que a gente consiga ter a aprovação e a sanção da da lei pelo prefeito e que permita já construir a programação a partir do ano que vem. Então a lei não é a prova lei, ela fica de novo parada. Não, não é isso. Por outro lado, e eu queria finalizando, colocando isso, também existe a ideia de que nesse processo agora a gente não sabe quanto tempo vai ter para para que a lei seja aprovada, mas até um pouco independente disso que a gente construa uma agenda de atividades e que possam ser inclusive de certa maneira relacionando como hoje aqui na Estação Cultura. Quem lembra inclusive da cena do Toninho do Romeu Santini naquele negócio, aquele caminhão lá colocando ali, mexendo no relógio, eh, sabe do significado da estação cultura e a gente poderia citar outros lugares aqui da cidade, palácios azulejos. Então, a gente pensou num calendário que dialogue com essas com esses espaços, dialogue também com os lugares que continuam sendo objeto da violência do capital nessa cidade. Eu mencionei o Campo Belo, a gente poderia mencionar outros tantos projetos habitacionais. mencionar quais, mas que foram recentemente, né, eh, espaço de de debate, de polêmica, que a gente precisa recuperar. Então, a ideia é construir essa agenda, trabalhar pela aprovação do projeto, que ele seja sancionado, transformado em lei e que a gente consiga eh dar os passos mais eh efetivos para que esse trabalho continue, entendendo que isso faz parte tanto de um uma luta política na cidade, pela cidade que a gente quer, pela cidade que é possível, mas que infelizmente a gente tá muito longe ainda pelo pela maneira como vem acontecendo. É, e que a gente tenha nesse processo também trazer mais e mais pessoas que entendam a importância disso. Esse é um debate central em Campinas. Todas as questões estão colocadas hoje. O debate sobre, por exemplo, o centro da cidade, existem várias maneiras de debater no centro da cidade. Uma delas é reconhecer que existem seres humanos aqui que estão na rua. São seres humanos que estão na rua. Nem todo mundo encara dessa maneira, mas nós temos que fazer isso. E também a forma como a gente eh pensa a expressão desenvolvimento que ultimamente tá cresciment crescimento e desenvolvimento tem sido como sinônimos. Por último, eu queria aqui colocar um ponto. A gente já tem uma tarefa porque eh falo nós e todo mundo que tá aqui, porque já foi eh eh estabelecido aqui na no projeto de lei que ele foi encaminhado para parecer do Conselho Municipal de Educação, conforme prevê a lei do conselho. Então, a gente já tem uma tarefa que é solicitar reunião com o secretário de educação, que por enquanto, a lei tá mudando, mas por enquanto é o presidente, né, do Conselho Municipal de Educação para pedir que esse parecer seja favorável, que seja o mais rápido possível para que eh o projeto na Câmara transmite da forma mais ágil e a gente conseguir efetivar, portanto, o nosso mês Antônio da Costa Santo com todas as atividades eh lá previstas. Acho que era isso e mais uma vez saudar, agradecer a acolhida que mandato da Guida teve a essa iniciativa, saudar também os outros mandatos que assinaram e que a gente possa de fato ter um esse processo de construção, né, e efetivação dessa lei como parte da disputa que a gente tem que fazer necessidade. Eu tava comentando aqui com os companheiros da mesa que na leitura, inclusive a releitura, né, da tese do Toninho, tem algumas coisas que vale a pena, vale a pena a gente começar a reproduzir algumas coisas estão escritas lá pela incrível atualidade de tudo que tá escrito em relação ao que Campinas poderia ser, mas que infelizmente eh ainda não é. Acho que era isso. Muito obrigado. Obrigada, Mariante. Bom, obrigada, Mariante. Mariante passou algumas informações aqui. Eu só vou complementar e passar em seguida pro Cláudio, tá bom? Cláudio? Ó, eh, o PL, o PLO, como é um, como é um projeto de lei que vai alterar uma lei, que já tem a lei que é da semana, né? Então, a gente não apresenta uma emenda, a gente apresenta um projeto para poder alterar a lei. E o número é o PLO90 de 2025, quem quiser acompanhar depois no site da Câmara Municipal, tá? É esse número. Nós já pedimos a urgência, ele tá no sistema para os vereadores assinarem. Amanhã eu dou uma olhada porque ele entrou, a gente reuniu na terça, né? na terça e ontem eh ele ele entrou na urgência e eu vou ver se os se os vereadores já assinaram, senão aí a gente vai fazer uma algumas diligências nos gabinetes lá pedindo para assinar, mas eu acho que não vai ter nenhuma resistência não, tá? Teve também uma sugestão do presidente da Câmara que é por conta de uma honraria. Campinas tem uma honraria que chama medalha, né? do Antônio da Costa Santos, que ela é sempre eh entregue em setembro. E aí a ideia é que a gente também apresente um projeto, um decreto de lei que a gente altere a data, que tire da data do da morte, né, para que a gente também coloque para março também para que a Câmara Municipal também possa eh se envolver para além do que ela já poderia fazer, debates, simpósio, seminário, enfim, mas que ela tenha algo de concreto também para poder, né, estar junto nessa interação junto com a cidade, debatendo o mês antôno da Costa Santos. Então, também teve essa essa proposta e o próprio presidente falou que, enfim, tem todo a aprovação dele para que ele possa também eh estar junto conosco impulsionando e ele também agradeceu a confiança que vocês depositaram pelo fato dele poder assinar também esse projeto de lei. Tá bom? Vou passar então pro Cláudio, né? Cláudio. Cláudio é um amigo, um parceiro do nosso mandato que eu tenho uma imensa alegria, uma imensa honra. de tê-lo conosco e de saber também que você foi um grande amigo do nosso prefeito. Obrigado. Boa noite a todos. Agradeço o convite e fiquei pensando o que falar aqui. E acho que uma deixa boa que você deu foi a palavra amigo. Eu queria falar um pouco disso, do Toninho amigo. Ele foi realmente um grande amigo, mas eu sei também que ele foi amigo de muitos que estão aqui e de alguns que também não estão aqui. Ele foi um grande amigo, um amigo da cidade e ele dedicou a vida dele à amizade, a várias amizades. Eu sei que ele tinha um cara, uma pessoa de muitas amizades. e eh se dedicou à cidade de Campinas. Particularmente eh eu tenho alguns momentos muito ricos no meu relacionamento, na minha amizade com o Toninho. Ah, tem alguns momentos difíceis da minha vida em que ele, por exemplo, me convidou para participar de um projeto de restauro do DCE da Unicamp. Eu vivi um momento bastante difícil pessoalmente e tava tava chegando em Campinas e ele me convida para participar de um projeto de restauro do DCE da Unicamp, onde ocupou o espaço lá o Jovanete. E a gente fez uma pesquisa longa antes de começar a intervenção lá. Descobrimos que durante muito tempo a a Casa de Câmara e Cadeia funcionou lá e nas escavações descobrimos inclusive uma cadeia submersa naquele edifício, um buraco, uma cadeia. E eh tem inúmeras situações. Quando meu pai morreu, morreu também num latrocínio. E eu quando eu cheguei em casa, ele tava me esperando. Isso é uma coisa que eu nunca vou esquecer na minha vida. Ele tava me esperando na garagem, não deixou nem entrar em casa. Isso era típico do Toninho. Eh, quando eu me casei e ele me convidou para que meu casamento fosse na casa dele. Foi um casamento muito pequeno, com poucas pessoas. Então tem essas coisas que são coisas pequenas que ele teve comigo, mas acho que ele teve com várias pessoas na cidade, não foi só comigo. Um dia até gostaria de ouvir com quantas pessoas ele teve esse essa forma, esse tipo de amizade que se é estranha hoje, se é estranha na época, imagina hoje o estranhamento de uma amizade desse tipo. Mas eu queria destacar também, ah, aproveitar a oportunidade para falar sobre o o Toninho, arquiteto e professor. Ele foi meu professor, como foi Ari Fernandes, ele praticamente orientou meu meu TFG, chamava na época, hoje é TCC, eh, junto com o professor Ricardo Marques. [Música] Eh, então ele acabou me influenciando intelectualmente, também acabou me influenciando ah como professor e acabei me transformando em professor também e tive uma vida acadêmica bastante rica. Eu não comecei a fazer arquitetura para para ser professor. Eu fiz arquitetura porque eu queria ser arquiteto. Queria ser arquiteto. Isso é uma coisa muito interessante e eu acho que falei isso para pouquíssimas pessoas. Ah, e no curso de arquitetura eu aprendi com vários e cominho que eu não queria mais ser arquiteto. Eu queria porque antes de ser arquiteto eu era desenhista. É uma profissão que não existe mais hoje. Desenhista de arquitetura. Fui desenhista de arquitetura, de decoração, de de estruturas, de instalações hidráulicas, elétricas, enfim. Existia uma profissão desenhista. E o Toninho trouxe o primeiro projeto dele para eu desenhar e me convenceu fazer faculdade. Então assim, é um uma relação, uma amizade muito próxima mesmo, embora eu tenha consciência que não é a única, mas eu fiquei para essa para esse nosso encontro, eu fiquei pensando ã como honrar a amizade dele, qual a melhor maneira de honrar a amizade dele. Eu tenho trabalhado já há algum tempo num texto que eh eu trouxe uma pequena síntese desse texto que eu pretendo apresentar um congresso internacional no no na Espanha. E esse texto diz respeito ao projeto da casa dele. Então, quando você olha a arquitetura do Toninho e olha o lugar que ele comprou e a maneira como ele tratou aquele aquele lugar, ah, a maneira como ele do lugar pra cidade, tombando, tombando o lugar para proteger o lugar, tirando todo o valor imobiliário do lugar, tombando no conselho municipal, no conselho estadual e no IFAN, a maneira como ele a tese dele se aprofundou, ah, traz pra gente uma coisa de atualidade, uma atualidade muito grande, assim como o febre amarela, que foi um movimento que começou eh nos anos 80, também é de uma atualidade muito grande. Eu queria toca mostrar um pouquinho para as pessoas que talvez não conheçam. Essa é uma foto dos amigos ali um grupo, uma pequena fração do Febre Amarela no encontro de amigos. Eh, isso para mim tem uma importância, porque depois da morte dele, eu me afastei de Campinas totalmente e fui viv minha vida acadêmica em outro lugar. Ah, esse foi um momento, um ápice da vida do Toninho. Eh, não foi um o Toninho não quis virar prefeito para ser político, ele quis virar prefeito para defender Campinas. Ele falou assim: "Eu vou defender Campinas com a caneta na mão. É a melhor maneira que eu tenho". E o projeto dele, inclusive era de não voltar à prefeitura, depois sair e não voltar mais à prefeitura. Pelo menos foi isso que ele me disse. Essas coisas costumam mudar, mas foi isso que ele me disse. Toca, pode passar a imagem. Essa é uma imagem do lugar chamado aqui em Campinas como Casagrande Túha e que no doutorado dele ele acabou descobrindo que era onde se instalou o pouso das Campinas Velhas, depois se instalou um um engenho e depois uma fazenda de café. Pode passar a toca. Esse aqui é um recorte do lugar dos anos 40. Ainda dá para perceber no detalhe um pedaço do quadrado de escravos que tinham lá. Isso não existe mais. Ah, ainda a continuação da cozinha da Casagrande também não existe mais. Ah, a área foi toda seccionada para para loteamento. Pode passar a toca. Ah, isso já com o loteamento sendo ocupado. Pode passar a toca com o campo do Guarani do Guarani. O da Ponte Preta é perto. Eh, aqui dá para ver já a quadra comprimida. Comprimida sobrando só uma fração da Casagre e a Túha. Pode passar. Toca. E aqui como ela se encontra hoje bem comprimida no lote. Me parece que são cerca de 2.000 m quadrados. Era uma área de de era tava sendo vendida para ser demolida. Tava sendo vendida para ser demolida e para se verticalizar. Pode passar a toca. E aqui é o projeto de restauro dele. O projeto de restauro do Antônio é um projeto de restauro de de um de uma qualidade e de um de um valor arquitetônico e artístico muito eh muito atual ainda, de padrão internacional, eu diria. Ah, e eu então vou agora peço licença para vocês ah, para usar um oclinhos aqui e vou ler um pequeno texto para ajudar a nossa cabeça e a minha também. Eu chamei esse texto de a ruína, a matéria e o trabalho. Eu lembro que nessa época um texto que marcou muito os estudantes era um texto do Sérgio Ferro sobre o desenho e que ele em que ele evidenciava a mão do trabalhador na obra de arquitetura, a relação entre o desenho e a mão do trabalhador. E como a mão fica? A mão fica na matéria. A ruína, a ruína, e você pode passar um pouco, toca. A ruína não é apenas um vestígio melancólico do tempo sobre a matéria. Ela é sobretudo um ponto de inflexão na relação entre natureza e cultura. O que antes era a forma consciente construída, com intenção e finalidade se transforma em expressão, uma expressão orgânica, quase involuntária de uma segunda ordem. A ruína, nesse sentido, é estética porque revela o embate entre o que foi projetado e o que é inevitável, o colapso, a entropia, o retorno ao informe. Essa lógica da revelação da matéria em estado de transição. matéria em estado de transição. Como vocês podem ver, essa taipa, que não foi rebocada, encontra um paralelo inesperado numa arquitetura que é conhecida como brutalismo. Embora o brutalismo arquitetônico não seja ruína, ele parece antecipá-la o concreto ou o tijolo ou qualquer tipo de matéria. O traço honesto das formas, a crueza dos materiais revelam uma estética que, como a ruína resiste ao ornamento e a ilusão. So brutalismo, não há desejo de esconder a estrutura, mas de evidenciá-la até o limite da aspereza. Uma é uma arquitetura que não teme a ação do tempo, quase que convida o tempo. Enquanto a ruína marca a derrota da forma diante da vida, o brutalismo celebra fricção. É como se aceitasse de antemão a ruína como um destino possível, o concreto ou qualquer tipo de material construtivo. Ainda que pensado para durar, assume visualmente a precariedade do tempo. Ele mancha, ele racha, ele absorve musgos e nunca deixa de carregar consigo a possibilidade da degradação. Se a ruína é uma obra em negativo, resultado da ação de forças não humanas sobre o humano, o brutalismo é a insistência do humano em que se aproxima dessas forças. Que se aproxima dessas forças. Uma arquitetura que não quer vencer a natureza, mas dialogar com ela no mesmo tom áspero, quase mineral essencial. A ruína tem fascinado a filosofia e a arte, não apenas como testemunho do passado, mas como uma forma de pensamento. Mais do que um resto, a ruína é uma estrutura estética condensada no tempo. Matéria, essa estrutura estética, ela condensa o tempo como matéria e memória. Em um mundo cada vez mais marcado pela pela instabilidade, efemeridade e fragmentação, o valor do inacabado, do bruto, do deteriorado se impõe como alternativa ao ideal clássico de prefeição formal. O Argã, quando ele analisa, por exemplo, uma obra do Megnelâelo, ele destaca no Meguelângelo, que todos conhecem como um artista importantíssimo do Renascimento, já uma certa presença dessa instabilidade que a ruína provoca. Ele diz o seguinte: "Eh, existe aí uma estética, uma um tipo de uma estética nessas em algumas esculturas do argã que ele chama de não finito. Não finito, que ele não acaba, ele não acaba a escultura totalmente, ele deixa ela meia inacabada, como se fosse uma categoria expressiva autônoma. Para ele, a obra inacabada não é fracasso, mas é abertura. A obra inacabada é paradoxalmente a mais próxima da criação pura, porque permanece como possibilidades. Essa abordagem reconfigura o Estatuto da forma na arte, permitindo pensar ruína não apenas como perda, mas como potencialidade. Assim como a ruína, o não finito, desloca o valor da obra. do produto para o processo. Nisso é importante como trabalho, por exemplo, né, essas imagens da taipa, o que que você vê? Você vê a mão do escravo, você a mão, vê a mão de quem socou isso daí artesanalmente eh com o seu trabalho. Assim, delineia-se uma visão de projeto de arquitetura pensado já no momento em que o Toninho eh pensava esse restauro. Mas não é só o projeto de arquitetura, a maneira como ele, também do meu ponto de vista enxergava a cidade a partir de uma forma instável, da matéria como expressão e do tempo como agente estético. Basta olhar aqui na nossa estação ferroviária. Contra o ideal clássico da perfeição formal, emerge uma estética de impermanência. do processo e da ruína. O brutalismo, nesse contexto não é apenas um estilo arquitetônico, mas uma forma contemporânea de pensar a relação entre arte, tempo e verdade. Verdade, inclusive verdade social e verdade econômica. Trata-se, enfim, de reconhecer que a beleza também pode estar naquilo que não se fecha. não se resolve, mas permanece como presença e possibilidade, de certa maneira, como amizade ainda, pode viver entre nós de quem conviveu com o Antônio nesse desejo dele de ser amigo da cidade de Campinas. Obrigado. Espero ter colaborado. Obrigado, Cláudio. Pode passar, pode passar, pessoal. Aqui é o aqui é o nosso encontro. eh o nosso encontro eh abraçando a Liderud, o prédio da Liderud, que ia ser destruído pela boca do túnel, de um dos túnel que ia sair aí, né? Nós nós lutamos por isso. Daí o prédio tá lá, pode passar, Tocão. Aqui são alguns recortes do jornal já defendendo praças, defendendo espaços. Eh, e, eh, já com o febre amarela, o febre amarela, ele era uma espécie de de referência paraa cidade, né? É um nome tremendamente provocativo, porque tava na memória dos da cidade de Campinas, porque a Campinas foi praticamente destruída pela febre amarela e depois foi reconstruída urbanisticamente após a febre amarela, ela renasceu. Por isso esse emblema da Fênix, né? Eh, pode passar, Tocão. Fal que aí começa a a essa essa esse ato toca como ato é que tá sendo transmitido pela TV. Se você não usar o microfone, ninguém. Eh, não. Eh, então essa foto e Toninho Obriga o Dr. parar a obra, primeiro era o medo do Jacó habitar sair da cidade. Então, numa saída da cidade, o Jacó saiu, Toninho assumiu como prefeito e embargou a obra. Então, até hoje quando você chega na na estrada, na fazenda Bonfim, o asfalto parou ali. Este é o marco da garantia que o Toninho já olhando a cidade num num lugar que e e 10 anos depois ele viria assinar a lei da APA. Então eu considero essa foto muito simbólica. Tem mais? Acabou. É isso, Tocão. Eu ia falar mais coisa aqui, mas você vai acabar chorando depois. Depois a gente vai abrir o pessoal. Bom, eh, antes de eu passar pro toca, só para relembrar aqui, porque acho que precisa falar quem são os autores, né? Eu eu a gente a gente inicia a a apresentação do PL, mas assinam conosco esse PL, a vereadora Paula Miguel, vereador Wagner Romão, a vereadora Fernanda Solto, vereador Gustavo Peta e o vereador Rossini, tá? Esses são os vereadores que assinam, né, junto comigo esse projeto de lei. Bom, eu vou passar agora eh pro Toca, né? Toca também. E quero agradecer, Toca também, eh, não só obviamente a disponibilidade de você estar aqui conosco nessa reunião, mas também pelo todo o trabalho que você tem feito conosco, pelo apoio que você tem dado ao nosso mandato. Você e o Cláudio sempre nos orientam, né, principalmente nas pautas que dizem respeito às questões urbanas. O nosso mandato segue muito a orientação de vocês. Obrigada mais uma vez aqui. Estamos juntos. Vamos lá. Eh, primeiro, Guida, só tem nós colaboramos porque você dá eco para fala daquilo que a gente pensa e isso é muito importante, né? Então, primeiro, boa noite. Boa noite a todo mundo. Eh, eu vou tentar eh eu vou tentar, mas é assim, eh, eu conversei muito com o Claudião pra gente tentar entender, porque tem um monte de coisa que todo mundo tá cansado de saber. E aí a gente entrou por esse viés, porque falado da semana Antônio da Causa da Santos, eh, como bem o o Mariante falou, o ser humano, então este ser humano que tanto trouxe benefícios para nós que estamos desfrutando até hoje e outros desfrutar porque a vida é passageira e tão foi tão passageira com ele. né? E e nós temos hoje um legado e e para mim foi muito importante essa essa atitude do Mariante quando nos trouxe essa ideia do mês e nós estamos pondo esse essa coisa no lugar que tem que tá com essa com com com todo mundo conversando e tando aqui. E aí então eu a gente ia falar mais do febre. Aí o o Claudião falou sobre a importância desse olhar da arquitetura com com brilhantismo que sempre tem. E e eu quis colocar aqui e a minha vivência com ele na história da urbanização de favela. Eu tenho um calhamaço de coisa de papel de de de muita muita informação que não cabe pra gente falar no tempo que é previsto. Então eu até o título eu nem sabia nem o Toninho urbanização de Fabela Assembleia do Povo que foi o movimento da conquista da moradia. Só que essa cadeira é baixa, Claudião. Eh, você vai dando aqui, ó, aqui a setinha. Eh, tá. Pode ir. E aí, [Música] ã, sabia? Eu tentei, ã, eu compi trabalhar com o Toninho em 79 na urbanização de favela. E eu, como eu falei, Toninho, como é que faz? Ah, vamos comigo. Ele era meu professor. Vamos comigo. Ele, como ele faz com qualquer pessoa? Ah, você quer isso? Vamos. Ele sempre deu a o incentivo para aquilo que cada um quer fazer e dava essa linha paraa pessoa. E aí eu eu trouxe uma coisa que é extremamente pessoal, mas que eu acho que é muito importante também a gente mostrar o o Claudião colocou e essa foto aí a gente tirou na favela do Nova Aliança, que que era o Leubino que era o presidente da da Assembleia do povo e ele era dessa aqui. Então nós nós fizemos e era meu aniversário. Aí ele aniversário 2 de maio de 82, comício do PT. ele ele fazia essa essas conexões e e eu tava fazendo uma feijoada em casa, ele me deu essa foto e me deu um livro sobre feijoada, mas é uma coisa muito muito louca. Mas enfim, aí ele com a capacidade de escrever, né, ao primeiro, ao amigo, ao colega, ao companheiro, ao medidor, ao divisor, ao multiplicador, ao tudo ou mais, com muita sensibilidade do seu Toninho. Eh, Campinas, ah, ele tava no escritório 20 de maio, depois do cartaz. a fotografia do dia de trabalho da minha responsabilidade em relação ao laboratório da FAL 11 de maio, com muito carinho, foi uma colega nossa que que tirou essa foto. Então, e essa sensibilidade como que ele pegava de cada pessoa o seu melhor, o seu, pode ir. E aí, ão que é mostrar os as conversas que estavam acontecendo da Assembleia do Povo, isso aí em 81, né, as favelas que São Marcos que estavam presentes lá. E essa reunião era feita lá no na Cúria, que era ali na Kidaban, eh, onde é a Rádio Brasil hoje. E então eu estava São Marcos, novo Campo São Marinho urbanizou Campos Elísios. Eu fui pouco lá com ele, o novo campus Elísios, a Brandina foi a Tércia, Dom Pedro II foi a Tércia, Paul Surama acho que foi a Tércia, Nogueira São Quirina era mais a prefeitura. Jorgina foi o Toninho, Jardim Fornosa, Baronesa, o Londres, eu trabalhei com ele no Toninho, Jardim Campos Elízios, Ni Lopes era prefeitura e a Vil era Toninho. Então assim, eh, como é que como é que era os temas, o que que tava discutindo, FundAP, essas histórias aí? Eh, você vê aqui tem uma anotação de 80 100 quanto é que as ligações prediais, né? 130.000 ligações. Então, era como que se contabilizava ah essas coisas, né? Ah, o então aqui era era os deb o que tava se debatendo na conquista da moradia. Eu eu às vezes eu politicamente eu sou fraco, mas eh eu às vezes eu tenho pode ser uma visão simplista. Eu falar que esse aqui era o MTST da época, entendeu? que que a gente foi ocupando, era onde era ocupado as praças. Isso em 81. Aí eh a gente tinha uma uma metodologia para se fazer as urbanizações de favela. nessa metodologia. Então, eh, a gente sempre tinha a associação nos pedindo para que, porque a gente se não tivesse a uma um corpo da associação dos moradores, a gente não atuava. E aí o Campos Eliz, então a gente pedia a a associação tá direitinho, qual que é a lista dos moradores? Ah, quem são os moradores? Acho que tá, acho que tá na frente. Acho que você pulou um. É, esse aqui é importantíssimo. Então, aqui é a letra letra do Toninho, né? Então, a gente tinha esses seis pontos para a quando tinha um grupo para se fazer alguma coisa, a gente tinha a tem a gente fazia as vitorias, tinha os planos, tinha que ter o grupo, compromisso por escrito, atestado do pessoal, ata e estatuto, lista dos moradores, ata de reunião, como é que era feita e era tudo a gente tinha de se não tivesse os cinco itens não ia ter urbanização. Vai aí, então vem vem as listas, como é que o pessoal fazia e a lista dos multilhões que horas? 8:48 começou 12:14 paramos. Então é era o Toninho era muito sistemático. E aqui isso aqui, gente, é o Morro dos Macacos. na época, naquela época da gente, eh, 79, 80, imagina, você falava que eu fui no Jardim do Lago, você fala: "Você foi lá no Jardim do Lago?" Agora imagina no Campos Elisos. E, aliás, aqui era o lugar onde o pessoal, tipo, roubou carro. "Ah, você já foi lá no Morro dos Macacos que era como era conhecido o novo Campos Elíseus. E nós pegamos toda essa praça aqui para demarcar e o o a nova aliança é para lá. Então vai, pode ir. Aí a gente pegou, ó, fazia o traçado. Todos esses riscos aqui era conforme a gente andava ia marcando, a e tal, e a gente vinha, fazia a marcação da largura da rua. Aí a gente puxava 20 m porque o terreno era 10x 12 e a gente fazia esse piquete pra gente ver aonde poderia acontecer a faixa do Pode ir. E aí usava o desenho da praça pública também do do da quando conseguia desenho. Pode não. A a gente a gente a gente pegava a rua e faxava uma faixa de 20 m para dentro e ia fazendo um paralelo depois. Depois ia dividir isso ao meio e depois fazia as tem uma que tem a as plantinhas dos lotes. Esse aqui, isso aqui é de 83. O o leubino, esse que é o leubino que era o o presidente da Assembleia do Povo na época que reunia todas as favelas. A Maria Eugênia, se eu tiver cometendo algum erro, ela era amiga de todo mundo aí. não tinha um presidente de favela. E quando o Toninho eh foi vice-prefeito e a gente eu fui lá como diretor da urbanização de favela, a Maria Eugênia, Ktia Marquezi e a Maura, as três ficavam me monitorando e chegava: "Ai, o seu Zé tá precisando de um uns tapum, uns negócios assim, vai, eu não dava para eu resolver essas coisas. Eh, então, e aí, por exemplo, a associação fez fazendo uma pressão do prefeito e aí não recebia, aí ele conseguia fazer com que isso eh acontecesse. O movimento era tão forte, o desenho, a ocupação do espaço lá. Hoje eu outro dia eu fui na Nova Aliança, tá irreconhecível o lugar. Já tem tem casa lá com três andar, três andares. É muito vai. E aí, eh, essa aqui é a favela da Nova Aliança. O Leubino naquele naquela reportagem, ele tava pedindo emprego, então fazia uma fábrica de tijolo para poder eh urbanizar para quando depois que dividisse o pessoal pudesse construir e a fábrica de tijolo era aqui. Então esse campinho de futebol sumiu. E aqui aqui embaixo que era aqui era a fábrica de tijolo. Então aí já era o projeto que a gente entregava o plano de urbanização específica. Então, Campinas ela, de certa forma a gente fazia um trabalho que paraa conquista da Terra e para poder dar o título, tinha que ter um plano de urbanização específico. Então, com aqueles com com a forma como a gente fazia, fazia com que todo mundo tivesse se apropriando do do espaço, né? E aí f a luta ficava mais forte, porque a prefeitura naquela época, através do FUNDAP, fazia a coopação dos presidentes de favela. E aí isso era complicado. Pode. Ah, volta, volta. Guida, lembra que nós chegamos de viagem naquele que quando a gente, o Claudião foi ensinar um pouco a gente sobre patrimônio, mas a gente só queria tomar cerveja? Eh, nós paramos aqui. Esse aqui é o projeto daquele lugar, aonde tá a o centro do do do centro social do Antônio da Costa Santos, do núcleo residencial. Então, esse é o é o desenho daquele lugar. Trouxe especialmente dos teus vizinhos, né? E aí, eh, o, o que eu quis dizer aí, aí em 89, o Toninho em sendo vice-prefeito, nós montamos um programa, nós montamos um programa para urbanizar 50 favelas. E para urbanizar 50 favelas, então essa é a coisa que eu acho muito importante a gente colocar. Uma coisa é quando você tá atuando, pressionando o executivo. Outra coisa é quando você tá no executivo faz para que não não vire o clientelismo, desmontar o clientelismo que se fazem com favela. Se fazia muito isso em Campinas. Então uma das formas foi essa daqui. Nós juntamos as 108 favelas no salão vermelho, né, Mário Eugênia? E e aí nós eh fizemos um estudo de quanto se gastaria em cada favela para se montar um orçamento que pudesse ser urbanizada e quais seriam urbanizadas. Então eles definiram a prioridade de que favela ia ia ser isso. Aí nós fomos exonerado. Aí eu eu tinha conseguido dinheiro para 22 favelas com saniar pela Caixa Econômica. E naquele em paralelo a essa questão da urbanização de favela, o Toninho em 89 faz a aprovação do na época o o maior o maior empreendimento imobiliário aprovado pela Caixa Econômica Federal, que foi a solução da Vila União que tinha o o Sérgio Benar e o Arlindo Dutra, 2600 famílias e eles essas turmas ocuparam e aí quando se teve essa discussão com a Caixa Econômica e aí se definiu, não tem gente que não vai poder pagar uma casa. Então foi aí que se introduziu a questão do lote urbanizado. Aí tinha o lote urbanizado, a casa e os prinhos. Então, eh eh é é como que na questão habitacional, qual a contribuição e o olhar que ele tinha que ele ia de ponta a ponta, né? Então a gente não era só porque a gente como febre amarela, todo mundo acha que a gente só ficou eh defendendo patrimônio histórico. Vamos defender sempre. Pode ir aí, 9 anos depois, ele me dá a mesma foto e com outro texto. Então, eh, isso isso para mim é é muito difícil pra gente poder, eu não não vou ler que eu não vou aguentar ler. Eu eu prefiro dar um tempinho para vocês lerem, mas eh como é que é é a pessoa, né? Como é que esse cara era esse o cara que tava com a cidade, né? E o carinho que ele tinha era excepcional. Agora pode ir. Bom, como o tema é Antônio da Costa Santos semana, este foi a única, o único evento que aconteceu nesses 24 anos, 23 anos da lei. Foi o único evento que aconteceu na cidade a respeito da semana Antônio da Costa Santos. O livrinho eu trouxe aqui, tá? [Música] Isso aí é 2003. 2003. Então nós fizemos um várias atividades. Teve coisa no no MIS, palestra do Palácio Azulejos, várias palestras do Palácio do Azulejos, uma delas foi a respeito do febre amarela também. eh encontros nas cidades, foi caminhada, então tem uma série de atividades que dá para ser feito e pra gente pensar isso, né? Pode ir. E essa foto para mim, a próxima depois, mas essa foto é aonde eu vou falar na Ela é muito, ela tem um, para mim é um caráter muito simbólico, que foi no dia do ajuste de ponteiros aqui na na cidade, né? E a e e a história do bar, né? Romeu Santini, presidente da Câmara, Rosiana, Toninho, o Emílio, o esqueci o nome dele. Caramba, esse aqui era o cerimonial da Câmara. Eh, pode pode É. E aí eu falo que é essa foto aqui, ela tem um símbolo em que tá o Romeu Santini. o Toninho, o o bombeiro, o guindaste e e o equipamento das forças. Então, o que eu falo que as forças do estado aonde elas têm que tá? Eh, vai pra próxima. Então, eu digo, digo o quê? Para mim foi o ponto mais alto alto de ajuste de ponteiros do poder executivo com poder legislativos e as forças militares a serviço dos poderes instituídos. Pode. E aí os dois ajustando, Toninho presente. Obrigado. Obrigada. Toca. Vou passar agora pro William. William, obrigada aí, tá? Pela confiança, pela parceria. você estando presente aqui, com certeza garante eh legitimidade a esse momento. Obrigada. Bom, boa noite, Guida. Obrigado pela pela generosidade e convite. Toca Claudião, Mariante. Compartilhar aqui essa essa mesa com vocês. Vi aqui Adão Luiz Carlos, Maria Eugênia do FundAP, né? Você quando eu conheci você não era mais o Fundap, né, Maria Eugênia? Mas você foi, né, do do DUF. Mas o FUNDAP surge ali nesse eh a Maura, que não está aqui hoje, Silvana, Ari Fernandes, veja ali no fundo Nilson Lucílio. E vindo para cá, eu encontrei Durval de Carvalho, conversei um pouco, falei: "Poxa, Durval, fui convidado para participar de uma discussão sobre o mês Antônio da Costa Santos. pouco antes conversei com Rosiana, com Marina e e eu não tinha conversado antes com ela sobre essa proposta e então, rapidamente eu gostaria de falar sobre a a ideia eh semana e mês Antônio da Costa Santos. Eu acho que estar aqui já vale muito mais do que uma semana e um mês. Antônio da Costa Santos, andar pelo centro de Campinas e observar um um centro eh que ainda possui bens históricos e significa que isso foi uma luta que foi travada no passado, não é? Eh, para tombar esses imóveis e e preservá-los de alguma forma. Eles estão resistindo ao tempo, né, e a omissão do do poder público, obviamente. Eh, Casagrande Túha, eu acho que é o é o é o símbolo máximo da da da desse fragmento, imenso fragmento, que era o laboratório onde o Toninho desafiava o setor da especulação imobiliária da cidade a, né, a preservar a memória da cidade, a memória da da história da cidade e preservar isso para as futuras gerações. Eh, Toninho hoje que conta com, né, se vivo ali aí dois netos, né, eh, e eu acho que isso é uma ideia de futuro, que são os netos que vão seguir esse trabalho ali de preservação daquela daquela daquele projeto. Eh, aqui ao lado tem um outro fragmento muito importante que é a sala Toninhos, que faz uma homenagem a Antônio Carlos Gomes, Antônio da Costa Santos. Então veja que mesmo com a omissão do poder público, desde o assassinato do Toninho até hoje a cidade vai se movimentando. Nós podemos ver hoje o movimento APA Viva, que é um grupo lá de moradores que que se organizam e tem feito um trabalho muito importante em defesa da APA e denunciando, né, diversas atrocidades de uma cidade que está sendo inviabilizada como uma cidade pro futuro, né? Há pouco conversava com a Tina aqui sobre um loteamento em Barão Geral. Depois Tina, você conhece lá terras do Barão? E ela resgatou a memória para mim que em 2003 foi aprovado e hoje eu acompanho aqueles moradores lá que sofrem com tal de cinturão de segurança e e e sofrem de uma forma violenta como as coisas como a política vem sendo tratada hoje, né, por conta dos interesses com os negócios aí da segurança privada. Ah, então acho que falar do Toninho é passar por todos esses belos fragmentos que se nós temos uma cidade como nós temos hoje, ainda resistindo, né, a essa violência do capital imobiliário, é porque acho que teve um uma participação de alguém que deu a vida por essa cidade e pagou um preço assim altíssimo. E então a data 10 de setembro é uma data que ela marca o quê? Desde o assassinato do Toninho até hoje. Hoje com menos intensidade porque a saúde tem um limite, né? Enfim, mas Rosiana foi à praça pública denunciar a omissão, né, no âmbito estadual, federal, de companheiros, inclusive, de que que não deram atenção devida para uma para um crime de tamanha gravidade. E até hoje ela não tem essa resposta. E quando eu digo ela, ela um grupo de amigos que acompanharam ela, pessoas próximas ao Toninho, que sempre tiveram junto, né, a família dela, né, e hoje é um caso que tá lá na na Organização dos Estados Americanos, discutindo a omissão do Estado brasileiro. Eh, até recentemente o ministro das relações exteriores foi notificado para que o Brasil então comece a esclarecer, né, o que houve nesse assassinato e por então eh recusar a a a federalização, que foi era o nosso pleito, né, e com base em pareceres de com de lavra aí de Ramagem, que hoje é um personagem muito conhecido na política brasileira, um delegado da Polícia Federal que embasou as decisões do ministro da justiça, José Eduardo Cardoso, né, quando do do pedido que foi indeferido de uma forma totalmente vergonhosa. Essa é uma questão que foi enfrentada pelo juiz José Henrique Rodrigues Torres da Vara do júri, hoje desembargador o TJ, mas esse foi o último caso que ele decidiu na primeira vara do júri, em que ele, infelizmente, teve que acolher acatar o pedido do Ministério Público de arquivamento do inquérito policial, mas ali ele escreve uma carta, uma declaração dizendo então a omissão do Estado brasileiro, né, de um crime flagrante, gritante contra os direitos humanos. Então, uma verdadeira aula, uma verdadeira aula de alguém que tem muita autonomia na primeira vara do júri por 95% da carreira dele e como último caso que ele decidiu e a partir dali ele foi então promovido pro Tribunal de Justiça. Então, de forma que o 10 de setembro, Guida, eh, é uma data muito simbólica e importante, não só para honraria, né, que da Câmara, né, e eu eu ficaria feliz assim que essa honraria fosse feita assim a lideranças, jovens lideranças. Esses dias eu conheci a Tam do Mandela, mas eu vejo que tem um pessoal jovem aí, o pessoal aqui da sala Toninhos. Então acho que essa medalha tem que ser entregue para esse para essas pessoas que são lutadores, jovens e que de uma forma ou outra fazem, travam essa luta que é a luta da Assembleia do Povo. muito tempo antes também já teve muita luta pro moradia e e as coisas foram acontecendo e e a cidade, enfim, tem novos atores que de repente não estão em partido, não estão, mas estão aí na luta e e e tem uma referência no Toninho. Toninho tem uma tese de doutorado. Essa tese de doutorado eu entendo que é algo que deve ser de conhecimento de todos, né? Por quê? Porque eu acho que eh a gente tem que primeiro se apropriar, ter a exata noção do projeto de cidade que eu acho que era muito maior do que um programa de governo do partido. E talvez o partido, infelizmente, não tenha assimilado esse modelo de cidade, né? Não entendeu nada. Aliás, eu quero dizer para vocês e assim quando eu penso até na semana Antônio da Costa Santos, essa foi uma lei que surgiu num determinado momento histórico, num contexto histórico de um assassinato da maior autoridade da cidade. Milhares de pessoas foram às ruas enterrar o Toninho, né, indignadas. Eh, na época o Tãozinho fez esse projeto, Isalene sancionou e aí nós éramos o o o PT era o partido da situação. Qual foi a homenagem que foi feita ao Antônio da Costa Santos? Desculpe, a homenagem que foi feita foi a des porque foi a desconstrução da memória do Toninho. Foi a desconstrução da memória do Toninho. É lamentável que em 2003, em 2004, né, um governo eleito com coragem de mudar, não tenha tido a coragem de homenagear Antônio da Costa Santos no nível que ele merecia, na altura que ele merecia. OK? Passaram aí 23 anos, não é? E eu creio que olha, pode ser um mês, pode ser uma semana. Acho louvável a ideia de um mês, sim, Guida. Mas naquele contexto histórico, nós tínhamos um legislativo, né, que me parece que era um legislativo que tinha as os mesmos vícios de representantes do do capital imobiliário. Eh, veja, Toninho foi assassinado por enfrentar capital imobiliário, por enfrentar diversos interesses que saqueiem o poder público. É, e ele tinha caneta na mão, como ele dizia, mas naquele contexto ainda a questão ainda tinha uma, é como a gente lembrar hoje na política o Mário Covas, eu lembro que eu era do movimento estantil e a gente fazia protesta aqui no satélite Iris e o a gente ia discutir com o Mário Covas, ele afastava a segurança e via para cima da gente isso na inauguração do do da escola do satélite Iris, agora que me foge o nome daquela na do lado da caixa d'água ali. Então esse era um modelo de política do debate, do diálogo. Pode ser um pouco mais agressivo, pode ser, mas não é essa agressividade da da violência que hoje está enraizada no legislativo, né? Eu esses dias vi determinado vereador defendendo o cinturão de segurança num bairro e de uma forma violenta, grotesca, até guida, deve ser um desafio enorme no dia a dia e eh eh eh enfrentar eh eh exatamente. Então assim, poxa, toda sorte do mundo e força, porque realmente não deve ser fácil enfrentar vereador youtuber, que quer dizer numa tamanha uma tremenda de uma ignorância assim, de um de uma falta de conhecimento sobre as coisas, sobre a história, sobre a memória, ataca sim gratuitamente as pessoas e e sem qualquer respeito. E e meu medo é tava falando pro Cláudio antes de entrar aqui, é você travar uma discussão do mês com seres dessa dessa dessa natureza, dessa pobreza humana. E aí não sei se será que vale a pena você ter você teme que isso vai ter um um debate, né, que porque daí se for o caso, eu acho que é muito melhor e eh viabilizar uma semana Antônio da Costa Santos, conversando com o secretário de educação, com secretário de cultura para viabilizar uma uma semana robusta, uma semana robusta que eu digo para dialogar com a juventude, dialogar nas escolas, enfim, com as futuras gerações, não Não é, e levar um pouco dessa memória, dessa história que foi interrompida lá em 2003 por missão, não foi do Dário, foi omissão dos companheiros, de quem podia ter feito algo na época e não fez. Então, é é nesse sentido que eu falo para vocês com todo o máximo respeito. Eh, eu acho que toda iniciativa Guida, que vem no sentido de somar e de resgatar a memória do Toninho, é, é uma iniciativa muito bem-vinda. E nesse sentido parabenizo a iniciativa do seu mandato na comissão de discussão, de participação. E participação é isso mesmo, é ouvir, é discutir, debater para tentar aí como reconstruir, na verdade, né? Assim, eu acho que, como eu disse aqui, eh, acho que nós estamos precisando entregar medalhas de honra ao mérito, a APA Viva, ao pessoal da APA do Campo Grande, ao pessoal que defende Tina ali, a questão do do PIDS de de Barão Geral, da Tina, que mergulha nesses temas e e e estuda, produz conhecimento, que é um producimento riquíssimo. Isso é também me homenagear Toninho, eh, pegar esse pessoal aqui do do da da sala Toninhos, uma medalha, porque são pessoas estão resistindo, né? como esse prédio resiste, como o Palácio Azulejos resiste. Então, eh nesse sentido que eu peço desculpa por tomar muito tempo e e mas é um pouco essa essa mensagem que eu queria trazer aqui eh por mim. Acho que eu conversei um pouco com Rosiana, com Marina e e e foi essa essa a mensagem que eu queria trazer aqui. Muito obrigado. [Aplausos] Obrigada, William. Bom, eu falar rapidinho também antes, só antes de passar, que eu gostaria de abrir aqui, que eu acho que tem muita gente que quer falar, muita gente que relembrou muita coisa, muita gente que quer apoiar, contribuir de alguma forma. Eh, dizer que eu não tive vivência com o Toninho, né? Eu eu votei no Toninho, eu fui fiscal de urna, que eu era estudante ainda. Eh, eu era estudante. Eh, eu fui fiscal de urna e esse era o meu compromisso. Eu eu eu não era militante, né? E aí todo direção do PP? Nossa, muito [Risadas] tempo. Eu eu era estudante, eu fazia eu eu era estudante, fazia magistério na época e e aí o meu compromisso era toda a eleição eu ser fiscal de urna pelo PT, não era filiada, nada. Então votei no no Toninho, participei ativamente, mas dessa forma, né, eu não era militante filiado ao partido, então eu não tive. Depois em 2003 que eu me filio, né? 2002 que eu me filio. E então eu não tive essa vivência que vocês todos tiveram com Toninho e todas essas histórias que eu sempre escuto e enfim, não tive essa não tive essa oportunidade, né, de viver a próximo a ele e militar próximo a ele. Mas e de tudo isso, desde quando eu assumi no meu primeiro mandato e agora, eu tenho percebido e tenho total certeza que o projeto de cidade que o Toninho pensou tá sendo ameaçado e muito ameaçado, né? Então, não é à toa hoje que a gente tá fazendo essa reunião aqui nesse espaço. Esse espaço aqui, a estação cultura, a estação cultura, né, ela tá sendo ameaçada e a gente sabe, né? Então, pra gente foi simbólico fazer aqui justamente por isso, porque o que representa quem o que o que veio a ser estação cultura após a administração do Toninho, né? foi ele essa foto, né, que o que o Toca nos nos traz aqui. Então, eh e ontem mesmo nós tivemos que participar lá da sessão na Câmara que teve um vereador que tá defendendo os interesses do governador do estado de São Paulo, Tarcis de Freitas, que é de eh privatizar principalmente os espaços públicos, né? E aí foi apresentada uma moção para que não ocorra o processo de tombamento pelo IFAN na fazenda Santa Elisa. Nós tivemos que eu a gente teve que debater isso ontem à noite na sessão. Então, eh, é isso, né? Assim, a gente tá nessa nessa cidade, nessa cidade que a gente vê um movimento muito efetivo de enfraquecimento desse território do centro da cidade. Isso é deliberado, né? É algo pensado mesmo, né? É para precarizar, desmontar, esvaziar, enfraquecer para depois poder abrir todo o espaço paraa especulação imobiliária. Então vocês falaram de vários espaços realmente que tá acontecendo. Acompanham a situação dos dos companheiros lá de de Terras do Barão, mas eu também acompanho de perto que aconteceu lá e tá acontecendo com o pessoal lá do Campo Belo, né? que onde colocou um muro, que é um verdadeiro aparto, né, que já tinha uma uma barreira física que era aquela estrada, a Miguel Melhado e agora segue dois muros, que são duas caixas para que a pista, né, para que para que a estrada que serve os moradores dos grandes condomínios de Vinhedo possam acessar o aeroporto Viracopos ou a Santos do Mão sem ter que passar perto de comunidade de morador preto, pobre, periférico, porque eles não querem passar perto de gente pobre, né? Então eles querem passar até com o nariz estampado, assim, eles têm nojo. Então o estado tá fazendo uma obra, uma obra com recurso público para garantir que moradores dos condomínios de Vinhedo passem por cima para que não sejam obrigados a olhar para a pobreza que o o que o sistema econômico que eles estão inseridos e que eles defendem é o que constrói essa miséria, né? é o que realmente efetiva essa miséria. Então, é disso que a gente tá falando. Então, homenagear eh o Antônio, que era um prefeito que pensava a cidade, desde quando eu tô na minha vida, na minha participação, na minha vida política de militância, eu não vi nenhum prefeito, né, pós Toninho, não vi nenhum prefeito que pensasse a cidade, que fala da cidade, né, a cidade, né, os outros não, eh, ali sempre vem defendendo algum interesse, um setor, mas Antônio não, ele defendia a cidade. E defender a cidade é defender a maioria da população que mora aqui, que trabalha aqui, que vive aqui, que constrói aqui. Não é uma pequena. É óbvio que a gente tem uma classe média estendida, mas ainda a população pobre continua sendo a maioria. Então, eh, um mês é pouco, um mês é pouco pra gente poder defender essa cidade como Antônio gostaria que a gente defendesse, como ele sempre defendeu. Então, o mês é pouco, eu penso assim. Mas eu vou abrir então, eh, quem quiser usar o microfone, a Mariana tá aqui e a gente passa para fazer fala, para se quiser fazer alguma pergunta de questão de questão burocrática ou quiser fazer um depoimento, contar alguma coisa, para nós é bastante importante porque esse material, essa reunião está sendo gravada pela TV Câmara, ela também tá passando no ela tá sendo transmitida ou só gravada? vai subir a partir de amanhã. Então, ela tá sendo gravada só. E isso depois a gente vai poder usar, ler, assistir novamente e é um ótimo material também de memória, né, de de e de militância e de atuação nossa. Então, quem quiser fazer fala, a Mariana tá ali com o microfone. Quiser contar alguma história, fique à vontade. Bem, eu não ia falar nada não, mas eu resolvi falar alguma coisa aqui. Eh, meu nome é Ronaldo Hipólito. Eu trabalhei com o Toninho eh na prefeitura, fui coordenador da das administrações regionais na época. E como é que eu cheguei na prefeitura foi uma coisa muito inusitada pro pro meu modo de pensar politicamente na época, né? Eu sou um petroleiro aposentado e militante de uma tendência que não estava apoiando o Toninho naquela disputa na que nós eh fomos derrotados e ele, o PT ganhou com ele. E eu procurei, eu conversei com o pessoal da minha tendência e disse que a partir daquele momento o candidato era ele e que eu ia me apresentar para o Gerardo e para o Durval, que estavam coordenando a campanha, eh, dizendo que eu estava lá para dar tudo que eu sabia de campanha política, que eu fazia já há algum tempo para o Zica. Em todas as campanhas do Zica, eu fui coordenador para vereador, para deputado, né? e comecei a trabalhar e fiz fiz o meu trabalho. Eu como trabalho eu dou tudo de mim. E terminada a eleição, para minha surpresa, o Toninho me chamou. Aí eu falei: "Bom, que que será que o prefeito quer comigo?", né? Ele me chamou na casa de transição e disse que ele queria que eu trabalhasse com ele. Eu falei: "A Toninho, eu sei, eu sei, eu sou cara de piano, não sei, não sei fazer, não posso ser secretário, não, não posso ser diretor." Aí falou: "Não, eu quero você comigo e eu quero que você pense. Eu não quero que você me dê resposta agora. Eu quero que você pense converse com quem você quiser conversar e depois você venha falar comigo e o que você pedir, provavelmente eu quero você do meu lado. Não me interessa aonde eu quero você. Não sei porque ele falou isso, mas deve ser por causa do que o Gerardo e o Durval deve ter falado para ele sobre a campanha como como um todo. Então a partir daí é que eu acabei sendo coordenador das regionais, porque eu fiquei pensando, eu falei, eu sei, eu sei fazer, eu sei trabalhar e trabalhar e eu gosto da de fazer de manutenção, eu gosto dessas coisas, falei manutenção da cidade, eu acho que eu sei fazer. Então eu vou vou falar para eles o que eu posso fazer é ser alguma coisa dentro de regional. Eu falo: "Não, você vai ser coordenador então da regionais". Eu falei: "U, mas aí eu tenho um problema para ele". Falei para ele, aí eu, para mim ser coordenador das regionais, eu não, eu não, eu não gostaria de trabalhar como trabalha-se politicamente, normalmente por aí, porque cada regional tem um tem um feudo e praticada aí eu sou a marionete, eu não quero ser isso, eu quero trabalhar. Falou: "Não, não tem problema. Você diz como é que você quer que faça as escolhas, nós discutimos juntos e vamos fazer". E foi assim que foi feita. Aí foi foi feita a discussão em todas as regiões da cidade. As regiões da cidade indicaram os as pessoas que que gostariam que fosse os administradores regionais. E a partir daí nós fizemos o trabalho. Então a a conversa, eu conheci o Toninho, eu eu participei muito pouco da Assembleia do Povo que eu tava tava eu trabalhava de turno, tá? não conseguia trabalhar, mas eu fui em algumas assembleias, tal, e conheci ele muito bem depois disso, porque aí todas as vezes que que ele saía para ir num lugar que era da da da minha área, ele ele ele tinha esse costume, né? Vamos pegava você e vamos lá e perguntava a tua opinião. Independente se ele ia concordar ou não, ele perguntava a tua tua opinião e depois dizia melhor assim, assado e acertava. Então ele era um um ele era o um cara que fez a diferença na política da cidade, mudou o tipo de política de politicagem da cidade. E eu queria e eu só me inscrevi, não foi para isso, tô dando meio depoimento, mas eu me inscrevi porque eu acho que uma das coisas que a gente pode homenagear é fazer o que ele fazia. Ele ele pegava o os os estudantes, o o pessoal que ele trabalha, que tava na faculdade com ele, ele levava para pôr a mão na massa, fazer as coisas. Eu acho que tem que fazer isso com a nossa juventude, porque nós nós estamos envelhecendo e as p e a gente tem eh parece que a gente tem medo de de formar pessoas. E ele não tinha medo de formar pessoas, ele não tinha medo. Ele podia discordar, ele podia, mas ele se era uma pessoa que tinha um um uma direção de olhar a cidade com o amor que ele tinha pela cidade, ele dava o espaço e esse espaço e as pessoas progrediam. Então eu acho que me inscrevi para isso, porque eu acho que temos que planejar, fazer um planejamento de como nós vamos fazer essas semanas. Eu acredito que não deve ser semana, não deve ser mês. A, o que vai aparecer para pra imprensa tem que ser a semana ou mês, mas nós temos que trabalhar, montar um grupo para trabalhar o ano e o ano inteiro para fazer esse planejamento para que a coisa seja bem robusta. Então é isso que eu queria falar. Obrigado. Alguém mais? A Tina vai falar depois. da Tina, depois o Adriano. A a Tina aqui, Glis. Eh, boa noite a todos e todas. Ernestina Oliveira, meu nome. Tive o privilégio de trabalhar com o Toninho no governo dele, né? Ele confiou em mim, me deu uma diretoria no jurídico importante, né? o antigo DJU, departamento jurídico urbanístico, né? saudades daquele departamento que na sequência depois que ele morreu, o departamento foi desmontado, né, lamentavelmente. E assim o o acho que o Cláudio que falou, né, que o Toninho dizia que não queria queria ser prefeito uma vez só, né? Ele não seria uma vez só, não. Ele seria com certeza pelo menos duas vezes, ele seria reeleito e teria um trabalho assim que seria extremamente importante para Campinas. O o Toninho tinha uma visão, o Estatuto da Cidade tinha sido porque ele não era só o arquiteto e o defensor do patrimônio, ele era um urbanista, por isso ele era um um um ele conhecia a cidade, né? A tese dele é isso, ele conhece a cidade, ele sabe como é que essa cidade se formou, quais são, como é que os interesses estão, né, nessa cidade, estão representados nessa cidade. O estatuto da cidade tinha acabado de ser aprovado. O Toninho falou: "Ó, precisamos fazer alguma coisa, precisamos começar a implantar o Estatuto da Cidade assim de cara, né? A gente promoveu, através do jurídico, promoveu um seminário interno na prefeitura pra gente discutir como é que faríamos, né, a implementação do Estatuto da Cidade em Campinas. Todo mundo isso foi em julho, né? E logo logo em seguida ele morreu e essa coisa morreu junto, assim como morreu muita coisa junto com ele, lamentavelmente, né? e especialmente esse governar para a cidade e sabendo o que era, conhecendo essa cidade, né, e sabendo lidar com os diferentes interesses sem se deixar levar por um ou por outro, pensando na cidade, né? Eu queria dar esse depoimento porque eu acho assim que essa cidade não é que ela ela está ficando complicada, ela já ficou complicada a partir da morte de Toninho, né? essas forças que estavam aí tentando, né, ganhar o a cidade, né, elas ganharam e elas vêm ganhando em todas as últimas eleições, né, e a gente tá vivendo o que vive hoje, né, uma cidade onde o rural desapareceu, né, e ele tinha uma proposta de desenvolvimento rural, ele queria que isso fosse trabalhado, ele tinha essa visão, né, uma APA que tá desmoronando, sendo comida pelas bordas, né? E com ele seguramente essa coisa seria diferente, né? Lamentavelmente. E eu acho assim, a gente tem que resgatar tudo isso e trazer realmente pra população. Eu não sei, como o William falou, eu não sei essa questão da do do mês, não sei se a questão é um mês ou uma semana. Eu acho que isso é irrelevante. Eu acho que o relevante é fazer efetivamente com que isso aconteça, seja numa semana, seja num mês, né? Porque o problema é que não aconteceu, né? Aconteceu uma única vez e nunca mais, né? Então a gente precisaria ter alguma estrutura, porque a a iniciativa teria que ser da prefeitura, né? Mas a prefeitura não vai fazer isso com esses governos que têm se sucedido. Imagina que vão fazer dispender algum saum algum trabalho para organizar uma semana de de de do Antônio da Costa Santos. Imagina, né? Não vão fazer isso. Então precisaríamos pensar em alguma coisa que a gente pudesse fazer eh via organizações da sociedade civil, que é com dessa forma que a gente consegue levar à frente, né? E é [Aplausos] isso. Falar que ele era meu amigo nem nada, né? Mas eu me sinto muito vinculado a ele por uma série de de passagens. Uma delas é essa, a campanha do Tostão contra a campanha do Milhão. Lembrando que depois em seguida eh quando logo que o Toninho ganha a eleição, a primeira pessoa a ser nomeada para trabalhar na Secretaria de Cultura foi um cara chamado Doutor Sinistro, que é um MC conhecido na cidade, foi trabalhar na secretaria de cultura antes do secretário de cultura ser nomeado. Quando o Jorge Colei é nomeado e chega na secretaria, o Dr. Ministro já tava lá, né? Deu as boas-vindas pro secretário de cultura. Eh, o Toninho era muito atento esse tipo de simbologia, esse tipo de gesto, né? E aí tem vários ao longo de sua trajetória. E uma outra memória também que me vem à tona, essa não tão alegre, eh, mas muito simbólica também. E o último compromisso público assumido pelo Toninho foi um compromisso com o feriado do 20 de novembro, né? uma discussão no salão vermelho, eh, com a presença do suplic, com a presença de uma militante do movimento negro que, eh, a, a Bet, que que eu milito no MNU, uma militante do MNU na mesa, o suplic tinha um cara do hip hop também, se não me engano era o Marcão do DMN e a discussão era o 20 de novembro. Nessa ocasião, o Toninho só passou pelo Salão Vermelho porque ele tinha um compromisso e ele inclusive faz uma fala, né? Olha, eh, eu vou deixar vocês aqui em boas mãos com a vice-prefeita, porque se algum se qualquer coisa acontecer comigo, ela vai ser a primeira mulher a governar essa cidade. E ele sai, ele é assassinado em seguida, né? Nesse mesmo dia. Isso tem inclusive gravado em em vídeo, né? É um episódio que tá registrado. Mas uma das coisas que ele disse nesse dia foi o seguinte. Ele falou pro Tonzinho, que era vereador na época, ele falou assim: "Olha, da minha parte enquanto prefeito, manda que eu assino. Você você precisa dar um jeito de aprovar na Câmara Municipal, mas na hora que chegar para mim eu assino, né?" Esse foi um gesto que pesou muito inclusive dentro da Câmara paraa aprovação do do feriado, né? Hoje é um feriado nacional no país todo, né? Naquela época ainda não. Campinas foi uma das primeiras cidades a a ter o o feriado, né? Então, esses episódios ficaram muito marcados para mim e eu fui aprendendo a a gostar do do Toninho e conhecendo ele melhor, na verdade, depois da do assassinato do Toninho, né? Inclusive trabalhei no Condepac, onde tive muita convivência com o Toca nesse período e e sempre descobrindo mais coisas a respeito do Toninho, né? Eu valorizo muito a figura do Toninho em específico por uma razão. Eh, essa cidade é a cidade dos barões, né, que dão nome a avenidas, bairros. É a cidade do Ouro Verde, né, toda essa riqueza construída com base no café. Muitos se falam do muito se fala sobre os sobre os proprietários das fazendas, né? são as referências são todas aos proprietários das fazendas, mas as pessoas que amassavam barro e que produziram esse café, elas nunca são lembradas, né? Eu já fui em exposição sobre o café, se falava de tudo lá, mas não tinha uma imagem, uma referência aos afrodescendentes que produziam o café na cidade de Campinas, né? E o Toninho sempre teve essa preocupação, né, não só na Túlha, mas uma série de outros episódios na cidade, o que faz com que ele seja uma figura muito querida pelo movimento negro, apesar de não ser uma pessoa negra, né, mas é uma pessoa muito querida dentro do movimento negro. Acho importante eh lembrar isso, né? E queria dizer, concordando com o Ronaldo, que eu acho que a melhor maneira de homenagear o o Toninho é dando continuidade paraa sua luta, é mantendo vivos os sonhos do Toninho, as ideias do Toninho, né? E nisso, eh, eu me sinto um pouco participante desse processo, né? Porque em diversos momentos nós fizemos lutas nessas nós fizemos luta, por exemplo, quando o Campinas DEC ocupou esse mesmo prédio aqui sem autorização do do condepacque. Destruíram o balcão aqui do lado, onde eu saí do trabalho. Trabalhei 20 anos aqui na estação e eu tava saindo e tinha uma caçamba e o balcão do bar que era de granelito, esse mesmo material que reveste o prédio aqui fora. O balcão tava dentro da caçamba, né? Depois quebraram uma parede lá no salão, Toca, lembra bem disso. E nós fizemos uma mobilização na cidade. Não, não tiramos Campinas Dec daqui, mas nós forçamos o debate dentro do CONDEPAC pro CONDEPAC se comprometer e dizer: "Ó, nós vamos autorizar, mas vamos discutir os termos aí das da intervenção, porque até então o Campinas Decorte tinha um cheque em branco para fazer o que queria fazer aqui, né? E tem um uma sala aqui em cima que um teto de gesso caiu até onde tem o notícia continua do mesmo jeito, né? E e um banheiro aqui do lado que parece uma intervenção esquisitérrima, né? Não tem nada a ver com o prédio, nem precisa ser arquiteto para olhar aquilo e achar aquilo um absurdo, né? Eh, como fizemos luta, por exemplo, quando eh a tal da revitalização, muito cuidado com essa palavra, porque muitas vezes ela encobre interesses absurdos, né? Eh, tão chamando de revitalização agora um empreendimento comercial de um Lava-Jato lá embaixo do da ponte lá na Princesa do Oeste, né? Revitalização, né? espaço público e mas eh quando a gente fez luta, por exemplo, eh porque a o o a as obras aqui na Campo Sales para aterrar fiação e quando estavam revitalizando a a Campo Sales, elas iam atingir lá embaixo os fundamentos da da Igreja do Rosário, por exemplo, muito vinculada também com a população negra dessa cidade. Um debate que o Toninho sempre fez, né, Toca? E a gente conseguiu fazer uma movimentação, Toca, Guida, Luiz e embar inclusive parou a obra, né, durante alguns dias lá vocês alugaram triplex na cabeça do do prefeito, teve que rediscutir a intervenção, mudou pro outro lado da rua, teve discussão no no CONDEPAC, né? Então eu acho esse tipo de de iniciativa, eu acho que é a melhor homenagem que a gente faz ao Toninho, né? E aí se uma semana, um mês, o que seja, pudesse ser uma oportunidade pra gente trabalhar essas ideias e e dialogar com a população da cidade, mantendo vivas essas ideias, né? Eh, eu acho que vem vem a calhar e e contribui, né? Porque enfim, uma das maiores, eu vou ser rápido porque eh nós estamos fazendo o mês Antônio da Costa Santo aqui, né? Então metade das É, exatamente, né? Eh, eh, e, e tema, eh, só daqui saiu material suficiente para elaborar cada, cada tema que apareceu aqui e para fazer um monte de atividades, né? Eh, mas eu só quero chamar atenção para a questão da habitação, né? Ah, o meu contato com o Toninho, o Toninho foi, nós estudamos na FAL, eu tava saindo, ele tava entrando, ele foi calouro lá, né? E eu escrevi um trabalho final de graduação que chamava Comunidade e Utopia. E aí eu fiz uma apresentação desse trabalho a pedido já formado no ano seguinte, a pedido do do Jefal do Grêmio. E conheci o Toninho nesse dia, porque ele veio falar, conversar, etc. Depois vim encontrá-lo aqui quando eu vim dar aula aqui em Campinas, 1977. Ele já era professor da escola desde da abertura, né? e eu encontrei trabalhando com moradia, com habitação. A gente é uma geração, eu me formei em 70, 71, a gente passava os fim de semana na periferia dando assistência técnica à autoconstrução e, claro, fazendo trabalho político. Isso eu tô falando 1970, 71, 72, né? Eram anos da ditadura e anos bravos da ditadura. Mas a maneira de fazer trabalho político era o canteiro de obra, né? Eh, e, eh, quando encontro o Toninho aqui, eu fico feliz de encontrar um um colega meu que eu não vi há muitos anos, né? Se formou depois de mim, mas e que estava trabalhando com as favelas em Campinas, né? Então, eh, eu não tive muito contato porque eu morava em São Paulo, eu vinha para cá e e dava aula e voltava, ficava dois, três dias por semana aqui. Mas eu fui um dia visitar a Vila Georgina, isso nos ídolos de 78 por aí. É que ele me convidou, falou: "Não, vamos lá, vamos passar lá, tal, vamos lá, então vamos, né?" E se tornou uma coisa emblemática, né? Eu até que vim aqui para falar da V Geogina, né? Que aí conhecia algumas pessoas, lideranças, tal. Na disciplina que a gente trabalhava, que era de planejamento, a gente tava trabalhando com habitação. Então, no semestre seguinte já já pegamos a região da Vila Georgina, Swift e toda essa coisa para trabalhar com os alunos. E depois, anos depois, eh, a gente ganhou a eleição aqui, eu fui diretor do DU, né? E a assembleia que você mostrou aí no no na foto, né, que foi no salão vermelho, vocês estavam lá, eu passei naquela assembleia porque eu sabia que ia sobrar pro du o o regularizar, né? Olha, onde se escolhem a esta, esta, esta e esta. A Vila Georgina foi uma das escolhidas, né? Então, a gente teve que sair numa pesquisa dentro da prefeitura para ver o que que tinha de possível regularidade na velha favela, né? E aí é a questão que tem que ser trazida para pro debate aqui em Campinas, né? O movimento de favela surgiu por conta da ganância dos loteadores dos anos 50, 60, que lotearam, foram obrigados a doar à prefeitura áreas de uso comum e vender os lotes, encher o bolso de dinheiro e largar os bairros. E essas áreas de uso comum acabaram sendo ocupadas, eram áreas doadas ao poder público, né? E aí no governo Toninho a gente trabalha com uma segunda realidade que são as ocupações. As ocupações que se dão principalmente no final dos anos 90 aqui em Campinas, MST, o MTST, né? A Campinas foi a maior a cidade que teve o maior número de ocupações num ano só, 1997, do Brasil inteiro, mais do que São Paulo, naquele ano de 97. foi Parque Eusiel, eh, o o o Campituba, né? Campituba foi uma invasão enorme, o Eldorado dos Carajaz e um monte de outras ocupações que aconteceram, né? E essas ocupações já não são mais em terra pública, elas são ocupações em terras particulares. E é aí que o movimento tem que ir. É aí que essa burguesia, essa, esses gananciosos de Campinas tem que sentir no bolso, tem que sentir na pele, que mantém áreas e áreas vazias, desabitadas por décadas para faturar, para ganhar dinheiro em cima disso. E chega o momento o pessoal ocupa, não é? E tem que acontecer as ocupações. Aí, então o prefeito Toninho, ele vai trabalhar com as favelas e vai trabalhar com as ocupações. Aí a gente volta a Vila Georgina, né, véspera da posse do Toninho, né, dezembro de 2000, ele toma posse a praça da Vila Georgina, que era a parte pública. A favela tava lá, ocupou uma parte de praça, mas há décadas foi ocupada. ocupada, né? E aí a gente a primeira a primeira atividade, eu nessa época era presidente da COP, secretária de habitação, a primeira atividade que nós tivemos também, o Toninho me pegou e falou: "Vamos ter que fazer um, vamos organizar uma assembleia lá". Então eu fui numa reunião da dos moradores e acertamos uma assembleia. A assembleia foi feita no na praça, na praça ocupada e não na na na favela já urbanizada, né? E aí o discurso do Toninho já foi diferente do discurso do Toninho de 79, quando nós somos na Vila Georgina, o discurso era outro. Essa área pública aqui, ela tem destinação. Ah, mas uma parte aqui não não precisa ser pública. Tudo bem, mas ela vai ter um projeto aqui, é um projeto que vai ser feito por nós, então vocês vão desocupar aqui. E ele acertou um compromisso que o pessoal sairia dali, desocuparia a praça por sua própria conta e que ele voltaria três dias depois pra gente aí discutir o projeto de urbanização da praça com equipamentos públicos e não com casas, né? E o pessoal fez isso, quer dizer, três dias depois, então eu falei: "Ótimo, não tive trabalho nenhum". Duas semanas depois da morte do Toninho, a praça foi ocupada de novo. O William, lembro, o William era meu assessor lá da da COAB. Nós tivemos que de madrugada, eu, o presidente da COAB, o William e mais dois funcionários da prefeitura que voluntariamente chegaram lá para desmontar uma ocupação que tava sendo feita de novo na mesma praça, depois da morte do Toninho, tá? E foi essa, foi muito dura desocupar, porque essa nós tínhamos que tirar as coisas. Nós botamos carro da Coab com farol, iluminando, lembra que era no barranco e entramos nós lá ali, tirando faixa, tirando tábua, caminhando a prefeitura, jogando as coisas dentro para poder desocupar, que era o mesmo compromisso que meses antes o Toninho tinha tomado com aquele pessoal e que foi desrespeitado duas semanas depois da morte dele, né? Então a gente ver aí o poder de quem mandou matar Toninha. [Aplausos] Obrigado. Bom, eh, mais ninguém? Se não tiver mais ninguém, a gente vai finalizando. Então, ó, eu acho que saiu bastante eh questões aqui. Eu vou passar depois para vocês fazerem as considerações finais, mas saiu bastante questões falando sobre o mês, sobre a semana. Então vou eh falar novamente e também peço ajuda pro Mariante. A semana ela é comemorada eh na semana, na primeira semana de março, porque no dia 4 é o dia do aniversário do Toninho. Então é é a semana é a primeira semana de março. Como ela é uma atividade, ela é um é uma programação, tem que ter uma programação especial que envolvam todas as instituições da cidade, universidade, escolas e atividades culturais, debate, a própria prefeitura, a própria Câmara Municipal, essas instituições, o que acaba acontecendo com quem a gente mais conta para que também possamos dialogar com os jovens e dialogar eh e levar esse legado do Toninho que é as escolas, que é que são as universidades. Existe uma dificuldade gigantesca de organizar isso só em uma semana e na primeira semana de março. Por aí a gente a gente vai dar um exemplo. Na universidade as aulas sempre retornam em março praticamente, né, depois do carnaval em março. E isso demanda um certo planejamento, uma certa organização para para conseguir se efetivar. Então, quando a gente vai cobrar, quando a gente vai questionar, essa é uma reclamação que surge. Olha, a primeira semana a gente tem muita dificuldade nas escolas municipais, né? Eu sou da educação infantil, né? Esse período é um período difícil. O máximo que a gente consegue fazer é uma festa de carnaval, porque é festa, porque as crianças ainda estão ali naquele processo de acolhimento, aquela choradeira, aquela coisa toda. Enfim, a gente tem muita dificuldade de organizar na educação infantil. E e aí o que se foi pensado? foi-se pensado em um mês mesmo para que possamos ter tempo. Se na primeira semana a essas instituições tiverem dificuldade, não tem mais como justificar, porque agora vai ser um mês para poder fazer atividades que sejam vinculados, né, a esse legado que o Toninho nos deixa. Então, o que que a gente acabou conversando com Rossine, que é o presidente da Câmara. O presidente falou o seguinte: "Peçam urgência nesse projeto para que a gente possa aprová-lo o mais rápido possível, o mais tardar em no mês seis. Essa urgência a gente tá precisando de 11 assinaturas. Eu não sei se a gente já alcançou as 11, né? A gente como ele entrou ontem, a gente tá dando dois dias. Amanhã a gente vai abrir novamente o sistema e ver se a gente já alcançou as 11 assinaturas. Se a gente não alcançou, nós vamos fazer a força tarefa de dialogar com as pessoas para alcançar. Eu não vejo que vamos ter problemas com isso. Eu acho que a gente não vai ter. Eu acho que é tranquilo conseguir às 11. Aprovando esse projeto até junho. A ideia é esse grupo, montar um grupo, um GT, um grupo de trabalho que envolvam mais pessoas. E aí todos que estão aqui estão convidados inclusive para poder já pensar essa programação toda, né? Pensar eh como que nós vamos organizar isso para 2026, tá? William deu uma ideia aqui fantástica, fantástica mesmo, que é fazer uma organizar que é a medalha Antônio da Costa Santos seja entregue a todos os a todos os militantes, lideranças do do da Assembleia do Povo, né? Da Assembleia do Povo que estejam vivos, né? Acho que seria uma, né, uma atividade importante também. nesse contexto da discussão desse projeto de lei. Então, pra gente só entender e como esse projeto vai passar, porque todo projeto que versa sobre de alguma forma com a pauta da educação, tem que passar pelo Conselho Municipal de Educação. Então esse também é um elemento paraa gente apresentar para que a gente não tenha dificuldade dentro do conselho não tenhamos um parecer contrário ao projeto, a gente tem que levar todos os elementos para facilitar essa aprovação. E um e um desses elementos é isso, é não deixar mais que seja uma semana, mas sim que a gente transforme num mês e que a a Secretaria de Educação oriente e paute, né, dentro da na sua programação, no seu currículo, no seu, né, na no projeto político pedagógico, enfim, dentro da secretaria paute a importância do cumprimento dessa lei. Acho que é isso. Bom, eh, vocês querem fazer as considerações? Vai lá, Mariane. Bom, eh, eu em relação à questão do da transformação da semana em mês, acho que tá acho que tá bem explicado. E o sentido, volto a dizer, e eh tem várias secretarias envolvidas, aliás, esta única programação que aconteceu, é importante dizer, foi a Secretaria de Cultura em 2013, foi a Secretaria de Cultura, a única que fez. Eh, nós temos pela lei o que tá sendo alterado, tem acrescenta-se acho que uma secretaria, mas são secretarias das secretarias que nós temos e a cultura é muito importante, mas a que chega em mais lugares da cidade é educação. Então, além de todo o aspecto estratégico que tem no sentido das novas gerações também essa capilaridade que é muito importante, muito importante. Então, não é assim um mero detalhe ampliar de mês para de semana para para mês para poder atingir, porque de fato pensar em fazer atividades escolares, né, ã, no começo de março é bem difícil. Então tem esse Sim, exatamente. Então assim, queria reforçar, mas quero dizer e dialogando com William que jamais eu vou dizer o seguinte: não foi feito até hoje nada, tirando a atividade que a Secretaria de Cultura fez na época em 2013 por esse problema. Claro que não. Aí é todo um processo de apagamento histórico e a gente tem que enfrentar isso aí. E do ponto de vista das questões que vêm de longa data em relação ao inquérito, ao processo, eu assino embaixo e acrescentaria outras tantas. E acho inclusive que na história da cidade eh essa essa ideia de que a melhor homenagem, né, a não só ao Toninho, a todas as pessoas que lutam, que a melhor homenagem é a continuidade da luta. Eu acho que a gente teve momentos aqui que nós vimos isso, né? Eh, vê, por exemplo, um conceito de destbamento e aí de um de um lugar que não é qualquer lugar que o Toninho se empenhou ao ponto de ele virar uma espécie de persona não grata daquelas pessoas do exnado São João. É disso que a gente tá falando. Isso é muito concreto. Então essa essa questão ela continua, é uma disputa que que se mantém e que de fato eu penso, né, ã que eh muita gente poderia ter feito muito mais, muito muito muito mais. Não tem dúvida. Lamentavelmente a gente não deu conta no do ponto de vista do processo e aí assim com todo o esforço, né, do William e das pessoas que estavam envolvidas, faltou sim vontade política. Isso, na minha opinião, não dá para deixar e quero registrar isso aqui, mas acho que a gente tem ainda uma tarefa que é a tarefa da disputa atual naquilo que a gente pode fazer, tanto no resgate da memória quanto daquilo que a cidade que a gente ainda quer construir, né? significa retomar a discussão, por exemplo, eh, da cidade e liquidar a sua área rural, que, aliás, não é só Campinas, basta ver de São Paulo para cá, é um processo histórico que vem passando. Aliás, a gente tem que agradecer sempre ao MST, porque o Mariele Vive foi uma forma de denunciar o que tava acontecendo ali, que não era, quer dizer, era uma fazenda improdutiva, que na verdade era um projeto de loteamento e isso foi a ocupação do MST lá que ajudou a denunciar. Então, queria voltar aqui a essa questão e colocar no meu ponto de vista, eh, existe, pelo que a gente conversou, possibilidade de aprovação e possibilidade de aprovação e que se transforme em lei. Isso é suficiente? Claro que não. E nesse ponto eu tenho acordo. Eu confio nesse governo municipal para a semana semana ou mês? Não. E aí eu acredito que agora o processo que é mais importante da gente e aí a gente não pensou assim o como a gente se organiza. Eu acho que eu não gosto muito dessas burocracias, entende? Assim, o melhor jeito é comitê, não sei o quê. Acho que a gente tem que se organizar e a gente pode deixar isso em aberto do ponto de vista de qual é a terminologia. nós temos que nos organizar como sociedade civil, como movimento, para garantir. Eh, penso que essa questão, inclusive, de encaminhamento ao Conselho Municipal de Educação já nos dá a condição de abrir esse debate na educação. Nós queremos o parecer favorável e de imediato compromisso. Então assim, o secretário poderá dizer: "Bom, mas a Câmara tem que provar". OK, secretário, a Câmara vai discutir isso aí, mas a gente quer de imediato discutir com a secretaria o que que a secretaria vai fazer em 2026 para a o mês Antônio da Costa Santos. E da nossa parte aí aquilo que nós, né, eu acho que a gente nunca não nós acho que não desaprendemos isso, né? Então, chamar todas as pessoas, companheiras, companheiros, que podem contribuir na construção dessas iniciativas, na habitação, na na cultura, na educação, enfim, todas as áreas estão contempladas por essa proposta para que a gente vá construindo. E aí, por fim, que essa construção tenha eh um processo dinâmico e não burocrático, significa dizer o seguinte, assim como foi falado, né, que a gente tá fazendo aqui a a semana na atividade e de certa maneira aquela reunião meio, né, pô, quatro terça-feira de carnaval, é, a gente às vezes a gente precisa fazer umas coisas e o Toninho nesse ponto, vamos combinar que ele era muito muito isso, né? Coisas que às vezes as pessoas mais hã ã formais não fariam, ele fazia. Aliás, cá entre nós, quem conhece aqui algum prefeito de alguma outra cidade que faria o que ele fez aqui na estação cultura? E a gente sabe muito bem que o Romeu Santini foi convidado meio que assim como fez com a APA, vocês lembram disso? eh constranger publicamente para que a Câmara aprovasse e conseguiu aprovar do jeito que tinha que ser aquele projeto e sancionar. Então eu acho que a gente tem que ter recuperar um pouco também essa coragem e o lema, se é uma coisa assim, eu digo lema de campanha, coragem de mudar, eh, o Toninho expressava isso cotidianamente em várias iniciativas. Ou poderia lembrar, por exemplo, que uma atividade de um setor da juventude que ocupou o quarto andar, o gabinete e foi resolvido como diálogo com a ordem expressa do Toninho, não quero guarda municipal e polícia. Essas coisas a gente tem que lembrar porque elas são esquecidas e isso é muito oportuno para quem quer esquecer. Porque nessa atuação cotidiana, a demonstração de que era possível ser um gestor, um administrador e político, ã, não deixando, não esquecendo logo depois de eleito aquilo que era da vida cotidiana e a relação de respeito com movimentos e com a luta que era que era feita na cidade. Então, acho que a gente tem agora essa possibilidade. Eu acredito que além dessa questão legislativa da tramitação, a gente tem algumas tarefas. Eu não sei se a gente poderia deixar aqui como indicação que a gente pudesse fazer uma reunião de trabalho, todas as pessoas aqui e outras eventualmente que não puderam vir, tem pessoas que justificaram porque tinham outros compromissos, uma reunião de trabalho para pensar esses próximos passos, essa organização de atividades, por exemplo, nessa cidade, né, que tem aqui a Estação Cultura que continua, que tá eh sob risco, sim, como eu acho que o que que não tá sobem Campinas. Gente, o que que não tá não. A gente viu, por exemplo, a, é importante dizer, a mobilização aparentemente freou momentaneamente o que se pretendia fazer aqui. A gente sabe, num projeto que tinha que era para passar régua, só preservando esse espaço e passar o régua no resto. Isso foi tornado público. E não é porque freou imontaneamente que o perigo cessoua. Então acho que era importante a gente depois, né, acho que tem os contatos aqui de todo mundo, propor uma reunião de trabalho e organizar agendas que possam ser agendas dessa eh digamos dessa campanha pela lei, pela semana, pelo pelo mês e que possam se fazer presentes nesses lugares da cidade. Um lugar que eu mencionei aqui, que eu vou mencionar sempre, é o Campo Belo, porque o próprio Toninho mencionava, e lembro dele falar isso numa reunião que teve lá mesmo, na região quando ele já era prefeito, que tava aquela discussão, porque acho que quem aqui em Campinas lembra, não, não pode fazer nada no Campo Belo porque é a área onde o aeroporto vai expandir. Quanto tempo isso de ausência ou quase ausência completa de investimento infraestrutura por causa disso? E a e assim essa mesma região é a que foi premiada com aquela violência lá, que é aquele absurdo que foi feito. Então, talvez também a gente fazer uma atividade lá, né? Porque acho que muita gente esquece disso. Eu até comentei, gente, tava conversando, é uma violência o PIDES, mas a cidade é toda violentada e a gente não pode esquecer nenhum lugar. Então, queria deixar isso aqui como proposta, eh, agradecer a presença de todas as pessoas. eh ter a certeza de que essa luta tem que continuar e continuar em paralelo, né, William, com o que a gente tá aguardando lá da ã Comissão Interamericana de Direitos Humanos da UEA, né, para que em algum momento, porque se não há não vai ter a resposta, né, aquela resposta num processo que era o que a gente queria, vai ter pelo menos a caracterização das responsabilidades. Isso é importante, tem que ficar caracterizado todo mundo, todo mundo que poderia ter feito a diferença em algum momento, como por exemplo numa federalização do crime. Claro, ninguém, a gente até comentou isso em certo momento, a gente tava trabalhando na época quando tinha um conselho de manos para federalizar. Aí de repente elege o Bolsonaro, a gente começou a se perguntar e aí, né? Mas acho que a gente não pode abrir mão da continuidade dessa luta. Então era isso. Ficam essas ideias pra gente continuar a luta, porque ela não pode parar. Obrigado. Vou passar pro Cláudio. Eu entendo que a mudança dali ela é importante porque ela abre o debate e coloca um holofote. Não importa se é um dois dias, dois dias, uma semana, um mês, dois meses. Acho que isso aí é é não tem importância. importante é abrir o o o debate, abrir colocar um holofote e porque existe um vazio. A morte do Toninho deixou um vazio pesado aqui. E eu acho que eh ou ocupamos esse vazio que tá aí ou vamos para casa dormir. É uma decisão. Então, é uma oportunidade. A mudança da lei é uma oportunidade que abre o debate, chama a atenção das pessoas e coloca um holofote sobre um problema. Quem defende Campinas hoje? Quem? Eu só vejo a Guida lá na Câmara dos Vereadores, mas não precisa ser uma defesa institucional. O febre amarela não era uma defesa institucional, ele era totalmente marginal. Nós trabalhamos à margem, nós trabalhamos com a imprensa, com notícia negativa, mas na imprensa sempre. Então assim, vamos acompanhar esse espaço. Obrigada, Cláudio. Toca. Não. Eh, eu eu eu fico muito satisfeito hoje de de escutar um monte de histórias e e como é a identidade de cada um com aquilo que viveu e e isso mostra o quanto é plural todas as todas as iniciativas, né? Eh, eu recebi um recado quando tava vindo para cá, que é do pessoal do museu da cidade, que eles falaram dando desculpa que eu que não poderiam estar ninguém, mas que eles estavam abrindo o museu da cidade para que seja colocado na agenda todo ano o museu da cidade como espaço para acontecer os qual todas as atividades. E eles têm a turma, eu achei uma então é esse tipo de atitude, ou seja, essa movimentação que a gente tá fazendo no fundo é isso. E o que o Ronaldo coloque, eu sempre também penso muito, é como que cada um de nós consegue trazer mais gente jovem para o processo, porque a juventude que tá aí nasceu quando o Toninho morreu, foi assassinado. Então você pergunta para moleque de 20 anos, ah, o Toninho, quem? Ah, foi prefeito da tua cidade. Ah, né? O Dário, entendeu? Então é esse tipo de de em cada lugar que a gente vai. Então, eu tô no Condepac, eu tô no Conselho de Cultura, ó. Todo ano eu nas reuniões eu tô chego lá para Alexandra. Alexandra, o que que vai ter de semana do do Antônio da Costa Santos? Ah, não, não tem, não sei quê, vou ver. Não põe. Agora, a coisa que eu achei importante da lei em si, dá uma revigorada e cria com com os elementos que tá escrito eh cria a possibilidade da gente ter dotação. E e aquilo que o Toninho sempre também falava, né? Tem rúbrica, tá? rúbrica. Tá rubricado. E este ano é ano deles montarem os planos plurianal do começo de governo. Então é uma forma da gente garantir rúbricas ou falar: "Olha, põe aí a atividade do de semana do do mês Antônio da Costa Santos". Então esse tipo de movimento que é importante. É isso aí. E muito obrigado, Guida, por pela acolhida e pela pela sua batalha, porque realmente até o Willian também falou, não é fácil encarar aqueles cara lá, não. E abrir a porta do gabinete. Eu cheguei no teu gabinete essa semana para ir lá. Sabe quem tava na porta? O próprio, o nosso Oscar, tava na porta. Bom, eh, são os nossos vizinhos. William. Bom, vamos agradecer novamente o convite. Eh, eu eu acho que sim, Cláudio. Há um vazio, um vazio institucional, o estado ausente, mas como eu disse na minha fala, as coisas estão acontecendo. O Adriano mesmo falou de lutas que foram feitas, tem referência. A Tina pode listar algumas que aqui ao lado eu falei, tem a sala Toninhos. Esse espaço tá em ruína, mas ele tá aqui. Casagrande Túlha virou patrimônio federal regular, aceitou na íntegra a tese do Toninho sobre o tombamento e a importância com o patrimônio. Então, eh, as coisas estão acontecendo. Tem pessoas lá na APA, mesmo que a APA derretendo, denunciando. Nós vemos agora a APA Campo Grande, o pessoal denunciando. Eu acho que a cidade está no movimento. Pode ser. cada um num canto tentando se organizar, se juntar, mas não existe vazio na política, não existe. E as coisas estão acontecendo. Eu acho que é um vazio institucional e eu creio que essa agenda é uma agenda de estado, é uma proposta no legislativo, né? É uma uma isso aqui é uma é um espaço público de debate institucional. E eu creio que os atores da cidade eh t que tá envolvida nessa discussão. E aí eu digo, não só a Secretaria Municipal de Educação, Guida, mas eh primeiro assim, acho que já é positivo essa adesão do Rossine, que eu acho que isso dialoga com com vai ampliando, né, para outros segmentos da do pensamento político, plural, mas envolver a Unicampuldade de arquitetura, envolver a PUC, que tem uma faculdade de arquitetura, né, e não só por ter uma faculdade de arquitetura, mas são agentes da cidade idade que estão nos conselhos, não é? Então, eu creio que é muito importante envolver todos esses atores para buscar uma uma ocupar um espaço institucional envolvendo todos esses agentes. Por quê? Porque essa é uma lei municipal, né, que envolve a cidade de Campinas, né, e aí sim, Cláudio, ocupar esse vazio institucional e eh enfim. Então, é nesse sentido. Obrigado, viu, Guida? Obrigada. Willam. Bom, nós conseguir eh conseguindo as 11 assinaturas, que a gente vai conseguir essas 11 assinaturas amanhã, já temos eh seis proponentes, né? São os seis que assinam, mas e aí a gente só precisa de cinco assinaturas. Isso a gente avalia que seja fácil. Então, amanhã a gente consegue essas 11 assinaturas e aí vai paraa votação. A gente coloca para tramitar e vai paraa votação na segunda-feira à noite, sendo não vai eh na verdade não é votação, vai ser lido. Eh, é, é lido, mas precisa ter eh precisa passar por esse trâmite, né? Aí vai ser lido na na segunda noite, entra no inventário, né? Vai ser lido no inventário. Isso. Voto o requerimento. E aí entra para votação na outra segunda. Aí esse é é um é dois. É PLC. Pele PLO. Bom. Aí eh, então ele não é ele não é PDL. Então ele vai ter duas, acho que são duas, né? Votação única. Enfim, se for duas única, né? Se ele se for du se for única, então o trâmite vai entrar no inventário de segunda, vota o requerimento na segunda, tá? Eh, e aí ele entra paraa votação na outra segunda, aí já fecha uma semana depois. É. Ah, é. É. vai vai ter feriado, então vai entrar na outra na outra sessão. Isso e aí já aprova. Por que que a gente eh e aí o Rossinho até falou dessa questão da urgência, aprovando isso, entrando isso, votando e aprovando, aí vai ser a hora que a gente vai sentar e pensar nesse planejamento. As universidades elas estão no texto da lei, mas obviamente isso não é o suficiente. Então isso que o William falou é muito importante, que a gente tem que envolver de fato essas pessoas, não apenas no texto, né? E aí para 2026 a gente vai ter que eh pensar, né, pensar nesse planejamento. Inclusive, se não tiver, como a como a própria acho que foi a Tina que falou, né, que o poder público não que o executivo da cidade, né, não vai priorizar isso, mas a gente tem a possibilidade das nossas emendas agora, que são pouquinhas, mas eu acho que pode fazer, né, se a gente fazer um catadão com esse todos esses esses vereadores aqui, acho que com certeza a gente pode fazer um bom trabalho, um bom mês, um mês bem robusto que marque eh esse esse esse esse esse momento histórico para nós. Então, acho que é é bem importante a gente conseguir mesmo entrar com esse requerimento na próxima segunda-feira. Então, a gente vai fazer de tudo para entrar na próxima segunda-feira com esse requerimento e votar, tá bom? É isso. Mais nada, gente, podemos encerrar. Eu gostaria de agradecer a presença de todo mundo, mas eu gostaria de agradecer muito, muito, muito, muito a presença dos servidores da Câmara Municipal de Campinas que estão aqui hoje, saíram lá da Câmara, se deslocaram, fizeram aqui a transmissão e deram todo o apoio, o suporte para poder realizar essa reunião da comissão de legislação participativa. Então eu quero hã acabei de falar TV Câmara, falei cerimonial, TV Câmara. Ô, eu falei, não falei? Euô, falei TV Câmara e cerimonial. Ela achou que eu tava falando só de cerimonial dos dois. Enfim, bom, agradeço aí todo mundo e está encerrada a reunião da comissão. Uma boa noite. Obrigada, gente. [Música] TV Câmara, Campinas. Yeah.
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