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[Música] TV Câmara Campinas Boa noite a todas e todos eh dando início Então à reunião da comissão ordinária reunião ordinária da Comissão da mulher é a primeira reunião dessa legislatura início dos trabalhos quero agradecer a presença de todas que estão aqui Presentes todo mundo que tá nos assistindo pela TV Câmara e pelas redes sociais a gente inicia os trabalhos da Comissão da mulher eh propondo que a gente faça uma discussão pública sobre um tema que é um tema extremamente relevante eh a chamada da atividade foi a violência contra a mulher da exaustão ao suicídio e na verdade nós estamos abrindo uma discussão sobre dados que são Dados publicados né Eh pelo cis-9 o sistema de notificação de violência de Campinas é um dado público que inclusive nós lutamos muito porque el estava atrasado a publicação desse dados a gente chamou várias vezes o movimento chamou do apagão dos dados sobre violência contra as mulheres mas houve a publicação desses dados eh são Dados que reúnem as notificações de violência da Secretaria Municipal de Saúde do serviço de saúde da Unicamp serviços conveniados serviços vinculados à assistência social da secretaria de educação Segurança Pública Conselho Tutelar e outros e também a notificação de outros municípios que dizem respeito aos residentes em Campinas é um da é um sistema de notificação muito importante Eh quero fazer aqui a a referência a d Verônica que idealizou esse e implementou na cidade de Campinas Esse sistema de notificação e algumas coisas chamam atenção né em 2023 foram registradas 3634 notificações com um aumento de 748 em relação a 2022 isso significa um crescimento de 25.9 Eh claro que a análise desses dados nós sempre discutimos a questão da subnotificação Então pode expressar um aumento real da violência como também pode expressar o aumento da própria a violência estar chegando mais ou as duas coisas né então a gente sempre faz essa discussão sobre as como ainda a violência violência contra mulher sobretudo contra as mulheres é são muito sub notificadas ainda mais as mulheres negras mulheres trans né então são muit muito eh existe uma subnotificação muito grande né Eh tem alguns detalhes dos dados que eu não vou entrar aqui porque eu acho que tá disponível pro público eh acessar Mas tem uma coisa que chama muita atenção que foi a o aumento da violência eh do tipo de violência quando diz rência contra si mesma né que são os suicídios e as tentativas de suicídio para vocês terem uma ideia no caso das adolescentes as tentativas de suicídio superam as notificações de violência física entre os adolescentes entre as adolescentes 25% das notificações são tentativas de suicídio e 20.7 por é violência física e 20.2 por eh violência sexual isso é um dado que chama bastante a atenção eh e também chama atenção que houve uma redução da notificação de violência sexual em 6.9% o que também é uma coisa que a gente deve pensar porque a gente sabe que a violência sexual ser notificada é muito difícil ainda mais contra crianças e adolescentes que em grande medida acontece dentro de casa que tem como autor de violência alguém da família e é muito difícil de que esses dados venham à tona então eh e aí o entre 30 e 39 anos ah as notificações as principal notificação é de violência física com 46.3 e a segunda é tentativa de suicídio ou suicídio de 27,5 por. então Eh entendo que essas são o sistema de notificação quero ressaltar mais uma vez que existe uma subnotificação que deve ser levada em conta mas ao mesmo tempo esses dados Eles são um alerta por isso é tão importante nós temos dados né os dados eles embora não não transpareçam todo da realidade Mas eles são alerta para que a gente possa chamar atenção com relação a esse fenômeno além do que a gente tem conversado e a partir dos espaços da militância dos processos de luta conversado com sindicatos com movimento feministas e muitos sindicatos categorias movimentos tem relatado a ocorrência de suicídios e tentativas de suicídio nas suas bases sociais entre as pessoas que atendem ou pessoas que que fazem que fazem parte da organização Então a gente tem visto muito aí né Eh recebemos relatos de tentativas de suicídio em relação aos trabalhadores da saúde né então isso é uma coisa que tem chamado atenção então assim são muitos as OS indícios que mostram o fato de que nós estamos vivendo uma grave situação de saúde mental isso né a gente não precisa muitas vezes a gente sabe aqui pela nossa própria experiência né de problemas de saúde mental da medicalização desses dessa da da própria do próprio adoecimento mental eh o que tem levado Inclusive a essa situação extrema que é o suicídio e a tentativa de suicídio eu acho que é importante fazer a gente sempre que a gente olha essa esses dados a gente debate também eh um contexto né então para para a gente falar sobre esse contexto mencionar aqui essa realidade nós quero saudar a presença das vereadoras que são membras dessa comissão a vereadora Fernanda solto a vereadora Paula Miguel aqui presente quero agradecer a presença da Tamires Cantares que é psic escolar que veio contribuir com a gente aqui eh e também a Suzi cristel que é uma militante PLP do movimento trans da cidade de Campinas e idealizadora e coordenadora da casa sem preconceitos que tá a caminho daqui a pouco ela vai estar chegando então quero agradecer muito a presença de vocês por contribuir com esse debate quero agradecer a presença também da Talita Bezerra e da Luciana Bastos que são adoras do movimento de mulheres Olga Benário também são da ocupação Maria Lúcia Peti que está ali na resistência né Resistindo H quantos anos quase do anos Resistindo contra a opressão os ataques Obrigada pela presença Quero agradecer também a cítia Martim Gimenes que é do coletivo juntas quero agradecer a Pâmela Oliveira que é chefe de gabinete do vereador Wagner Romão e a Estela Melo que é do Fórum de desenvolvimento e defesa do Direitos Humanos de Campinas e do pcdb Obrigada pela presença Estela e todo mundo que tá aqui presente vai ter um momento das pessoas se apresentarem enfim quiserem falar o nome se quiserem ser anunciadas também só procurar a Cecília que a Cecília Me passa aqui pra gente anunciar a presença então eu vou fazer uma breve discussão e um contexto depois a gente passa para Tamires e depois paraa fala das vereadoras e para a contribuição do público né quando a gente fala de saúde mental a partir da Ótica do feminismo nós temos que localizar o que tá acontecendo do ponto de vista das mulheres no Mundo no Brasil e na cidade de Campinas eu sei que esse é um debate muito longo muito complexo mas eu vou mencionar alguns elementos aqui né Nós estamos vendo o o Ascenso da Extrema direita né uma propagação aí a própria mudança que teve né Eh nas na política de moderação de conteúdos na meta né E aí a gente vê como os os os principais donos dessas redes sociais sendo integrantes do novo governo trump e mudando esse conteúdo permitindo né Eh é que mensagens xenófobas misóginas transfóbicas sejam propagadas não S apenas adas mas valorizadas né então a gente vê que isso é um cenário muito preocupante a propagação do ódio contra as mulheres contra lbts contra Negritude contra a Imigrantes ódio que na verdade representa uma reação conservadora em relação a conquistas libertárias que diz respeito à luta desses grupos né porque nós tivemos aí um processo muito grande de mobilização de organização né de afirmação do feminismo e a gente tem visto que isso tem eh essa reação conservadora com relação a esse a esse movimento que tem sido a linha de frente em muitos momentos foi a linha de frente e tem sido a linha de frente quero saudar aqui a luta das mulheres né contra o genocídio realizado na pandemia a denúncia que as mulheres fizeram as mulheres foram a linhas de frente trabalhadoras da saúde né tá aqui sim de saúde também quero agradecer a presença eh e e dizer assim que foram a linha de frente contra aquele genocídio as mulheres que têm sido a linha de frente no embate contra a violência pelos direitos sexuais reprodutivos então quero lembrar 2015 a luta do pilo fica Cunha saai né quando o o Eduardo Cunha então presidente da Câmara queria retirar a o direito da pílula do dia seguinte a luta do criança não é mãe então assim as mulheres têm sido a linha de frente de todas essas processos de resistência ao mesmo tempo o feminismo tem incorporado di Vertentes do feminismo né o feminismo indígena tem mostrado e ensinado tradições e técnicas de organização de luta e resistência fizeram uma ocupação muito importante numa na na na lepa na Assembleia Legislativa do Pará recentemente contra uma lei que retirava direitos de educação e foram vitoriosas a o feminismo negro tem chamado atenção paraa questão do colonialismo paraa situação das mulheres negras e colocado também na urgência para que o feminismo branco incorpore e aprenda né que raça classe e gênero são parte do mesmo processo o feminismo trans também quebrando paradigmas então nós temos aí um conjunto de feminismos de lutas de mulheres que nas suas Vertentes T sido a a linha de frente tanto contra a política de ódio e o conservadorismo quanto paraa defesa dos direitos sociais né não é à toa que no mesmo governo o governo trump é o governo dos bilionários né E se a gente pega eu tenho muito insistido nos dados que são Dados que na minha opinião são Dados escandalosos a oxfam Brasil publicou recentemente é uma entidade que lida com questão de desigualdade e publicou que os bilionários em 2024 acumularam aumentaram sua riqueza em 2 trilhões de dólares isso é três vezes mais do que 2023 então nós estamos tendo um processo de aumento da da desigualdade do acumulação de riqueza e A Outra Face dessa aumento né da riqueza dos bilionários é o aumento da pobreza em vários países do mundo sobretudo na periferia do capitalismo que aí entramos nós Brasil Periferia do capitalismo né E que nós sentimos na pele O que é intensificação por isso nós fizemos questão de colocar a questão da exaustão né exaustão do exaustão do trabalho exaustão da situação social exaustão com a jornada exaustão com o autoritarismo com a perseguição com a violência e isso de fato entendo que deve ser considerado quando a gente tá discutindo esse esses casos de de feminicídio e de suicídio o movimento LGBT tem trazido um aspecto muito interessante que é tratar o suicídio como assassinato social e eu acho que esse é o tema que nós queremos discutir nós queremos discutir que o adoecimento é coletivo que diz respeito as condições de vida e que pra gente conseguir reverter essa situação é preciso avançar em direitos é preciso reduzir reduzir a jornada de trabalho acabar com a escala seis por um ampliar direitos sociais da dignidade moradia saúde educa e todo um conjunto de direitos para que as mulheres não cheguem nessa situação limite para que a população como um todo mas aqui nós estamos tratando da Ótica específica das mulheres não chegue nessa situação né limite de de uma tentativa tão trágica de tirar a própria vida e a gente sabe que a violência é um componente disso né a violência contra as mulheres as mulheres né que acontece sobretudo dentro de casa no ambiente doméstico que acomete muitas mulheres a gente sabe que o feminicídio é a última né a última última consequência numa cadeia né na na rota crítica aí né no ciclo de violência e que nós temos que construir políticas públicas para lidar com isso eu acho que é importante essa definição que o movimento LGBT tá trazendo e de novo né uma Vanguarda né Eu acho muito importante como os movimentos são Vanguarda de discussão tá trazendo o suicídio como assassinato social porque tira da ponto de vista do indivíduo não é o indivíduo né se a gente tá vendo que está tendo adoecimento coletivo isso adoecimento é coletivo as saídas T que ser coletivas eh então assim para para essa foi uma breve introdução né acho que é importante que a gente discuta inclusive aqui em Campinas saídas políticas sugestões e como que a gente faz um para dar visibilidade para esses dados para que esses dados sejam mais confiáveis para que a gente consiga consa chegar no que é a realidade consiga abarcar O que é a diversidade das das da própria cidade para vocês terem uma ideia no último boletim o o a região com maior índice de violência é a região sul né que é a região muito populosa onde concentra bairros extremamente com pessoas vulneráveis né é uma região que periférica da nossa cidade então isso também tem uma questão né de uma desigualdade espacial e racial também então eh a ideia dessa reunião é para que a gente possa ouvir acumular abrir essa discussão pública e pensar políticas para como a gente lida com isso então passo a palavra para Tamires Cantares para fazer sua fala posso te avisar com 15 minutinhos Tamires quant tempo 15 dá tempo dá Beleza obrigada Oi boa noite eh Quero Agradecer o convite a presença de todas todos e todos vocês eh Agradecer o convite da vereadora Mariana e saudar também as vereadoras eh porque a gente sabe que a violência de gênero na política ela não tá no lado do sis nove mas ela acontece né Acontece muito que quando a gente rompe os silêncios e sai né da esfera particular né da esfera doméstica a gente sofre Retalhação também né quando a nossa voz ecoa para além dos muros da nossa casa eh vou falar um pouquinho e também assim dizer o quanto é importante esse espaço né De quanto importantes são esses dados eh hoje eu atuo em picaba e também componho a a comissão a procuradoria especial da mulher eh e lá diferente daqui não existe um sistema instituído como a gente tem aqui já há 21 anos né Desde 2005 então nas primeiras reuniões da rede né nós fizemos duas E aí parece que é isso né todo o governo parece que a gente tem que recomeçar essa conversa parece que a gente tem que retroceder né parece que a gente fica falando por anos a mesma coisa né Há quanto tempo esse sistema existe de 21 anos e Ema caba é colocado né como Nossa precisamos de dados primeiro para formular políticas públicas né Isso também deve ter deve eh ter sido dito há 21 anos aqui né como a gente precisava formular dados temos os dados né cada ano se configurando de uma esfera diferente e o que a gente faz com isso assim né Eu acho que isso diz sobre o nosso cansaço né que a gente tá falando agora das ão né que leva ao suicídio mas é um cansaço né na na militância na nossa vida enquanto mulheres nos diferentes espaços né dentro de casa onde a gente mais sofre violência Mas também quando estamos em espaços públicos isso também se repete e a gente fica de novo e de novo e de novo tendo que repetir o mesmo né Todo mundo já sabe o quanto as mulheres sofrem violência no nosso país assim não é novidade mas o que a gente precisa é do comprometimento né Eh dos vnos enfim e também para Além Da Lógica da emancipação política da mulher reservada à esfera dos direitos né são fundamentais a gente precisa né para sobreviver mas só eles a gente vê que também não basta né a gente precisa transformar também as estruturas sociais e aí os movimentos sociais a luta de mulheres os partidos políticos também tem grande importância nessa luta né que enfim essa a violência contra as mulheres é um reflexo de muitas violações que violações que tem a su se interseccionam Né desde de desigualdade social né do classismo enfim do racismo e e de de várias outras então acho que não dá para ser uma um discurso descolado e que isso implica inclusive de uma eh de um dos problemas que a gente enfrenta na execução dessas políticas porque [Música] eh parece que assim eh a questão da violência contra as mulheres vai passando por várias instâncias que estão desarticuladas né então assim você vai discutir e violação de direitos das crianças no no Conselho Municipal das Crianças na rede das crianças aí das mulheres no espaço das mulheres vai ficando tudo cindido fragmentado e as políticas não não dialogam né então a gente fala eh uma mulher que precisa romper o ciclo da violência e ela não tem para onde ir com seus filhos né então a gente precisa dialogar com as políticas de moradia também né Não dá para a gente propõe a gente fica lá denuncia que é super importante né diz que 100 diz que 18 80 eh rompa o silêncio nas campanhas Mas e o dia de amanhã né O que que é feito o que que a gente tem a oferecer para essas mulheres que rompem eh esse esse ciclo de violência né e e é isso a sociedade por muitas vezes é mais violenta eh enfim Às vezes o parceiro né que tem episódios de violência ele ainda é uma única rede de suporte que essa mulher encontra assim só pra gente trazer essa reflexão para esse âmbito acho que estrutural dessa questão né porque inclusive né os homens negros também são os mais encarcerados né no nosso país E aí também respondem né Essa violência de estado também essa violência policial enfim e são as mães né desses homens também que sofrem com com esses assassinatos e com essa com essas esses outros tipos de violência eh e eu também falo né Desse Lugar enquanto psicóloga que estuda esse fenômeno desde 2014 Então faz algum tempo assim porque na minha formação ainda me formei em 2013 e aí meu mestrado foi em relação ao que a psicologia tinha de dizer sobre isso porque eu pude perceber que a gente tratava desse fenômeno como uma questão individual né de culpabilização muitas vezes e de patologizar essa mulher a gente coloca um diagnóstico eh depressão mas o que que esse diagnóstico nos diz de Fato né E aí eu trago um faço um paralelo com o C9 que tem um um dos das categorias lá que de preenchimento que é a motivação dessa violência eu acho que isso nos faz refletir né E tem lá como opção e sexismo racismo eu acho que traz esse lugar de pensar eh não só no efeito né Eh a gente acaba medicalizando e as indústrias farmacêuticas ganham muito dinheiro com isso né hoje a gente tá vendo um Boom de transtornos mentais né especialmente com Transtorno do espectro autista do TDH enfim eh e essa autora aqui que eu trouxe também é a Valis C zanello ela fala sobre a como o adoecimento das mulheres ele é [Música] faz um estudo eh num serviço de saúde mental E aí nas motivações né ela pegou casos de mulheres com diagnóstico de depressão e nas motivações que eram médicos né homens brancos e davam um diagnóstico por exemplo motivação choro enfundado e aí quando você ia ver a história de vida dessa mulher ela tinha uma tripla jornada de trabalho né ela tem o trabalho não remunerado o trabalho de cuidado em casa né seja com a casa com os filhos uma túmulo de funções eh tremenda e que ali né a resolução é medicar e não olhar para esses fenômenos que geram esse adoecimento né E então eu pude problematizar isso na psicologia e perceber que também a gente quando trata desse tema acaba caindo na judicialização na penalização e a gente sabe no Brasil quem de fato vai ser preso né então a gente acaba eh numa judicialização de Corpos também de homens negros né o mito do homem negro também enquanto violentador então a gente esbarra Nessas questões também que não resolvem tanto né Eh eu trabalhei na assistência social né no período da pandemia E aí quando você dialoga com as mulheres também da Periferia eh se você tem a Lei Maria da Penha como uma resolução mas quando a polícia exerce um papel que também é opressor dentro né dos bairros periféricos Essa não é uma saída tão viável né porque ela pode sofrer um um processo de ser descreditar enfim é um processo de revitimização quando a mulher também tenta romper Esse silêncio então eh a partir disso no meu doutorado também eu busquei olhar para Como prevenir esse fenômeno e desenvolvi um trabalho na em uma escola pública aqui de campinas então a gente e também a gente tinha né Eh faço parte de um projeto também de psicólogos e psicólogas nas escolas e que finalmente a gente conseguiu né regulamentar que a gente não tava nos Espaços das escolas e a gente entra muito como um fator de proteção nesse sentido do desenvolvimento né integral e saudável das crianças e foi aprovado né em 2019 e agora que a gente abriu o concurso de psicólogas e assistentes sociais na Rede Pública de ensino aqui de campinas e em 2017 como quando eu comecei meu doutorado já o nosso grande questão era a automutilação de adolescentes do gênero feminino então eu já adentrei esse espaço com esse fenômeno né que não é de hoje né Há 9 anos eh já tava me debruçando sobre isso e quando né eu realizei grupo de meninas e quando a gente não é dar voz né a gente não dá voz mas quando a gente ouve né O que as nossas meninas estão dizendo então assim eu ouvi eu ouço né meninas de 8it 9 anos expressando vontade né de de morrer e isso por sejam situações ligadas a autoestima né que é colocado um padrão estético inalcançável como a Valesca fala aqui também do dispositivo amoroso né como o nosso olhar muitas vezes passa pelo olhar do outro e um fenômeno também que eh acontece infelizmente é a questão do abuso sexual infantil que muitas vezes ele só é revelado ele só existe uma consciência de que isso foi um abuso e não um ato de carinho e de afeto na adolescência por isso que a gente também tem a lei Joana Maranhão aí que né as vítimas desse das da violência sexual também podem ter um tempo bem maior assim né Depois de completar a maioridade de 18 anos para poder fazer essa denúncia e que fazer essa denúncia né Eu como psicóloga meu primeiro estágio assim de atendimento foi de uma a família de uma menina de 12 uma adolescente de 12 anos e a família ela sofreu uma violência sexual de um primo né Eh com mais de 20 anos e como ela era culpabilizada né então assim por que que ela não gritou Por que que ela tava usando aquela roupa porque tá naquele lugar então assim sempre cai numa justificativa que colocam a gente como culpada nessa situação né então eh então assim é isso as meninas né as mulheres elas estão pedindo socorro né e chegar a violência fatal né o suicídio é um estou cansada demais né para continuar assim e aí eu quero ressaltar isso né a importância da gente trabalhar também os aspectos preventivos e nesse trabalho que eu desenvolvi o trabalho também de discutir com os meninos né falar sobre o que é ser homem eh essa semana mesmo eu fiz uma uma dinâmica com os adolescentes e parece que as coisas não mudam por mais que a gente acha que Avança quando a gente quando eu pergunto para eles o que que esperam né de ser homem o que que esperam de ser mulher parece que são papéis tão antigos né Eh que o homem tem que ser violento que o homem tem que ser viril né tem que essa questão da sexualidade né ele tem que ser um pegador enfim e as meninas representando de que elas parecem isso que eu tô usando termos eh n não termos ainda mais suaves né porque o que eles relatam falam são é um tratamento assim é é é muito triste né e enfim essas questões estão aí pra gente discutir e quando a gente tenta discuti-las né a gente também enfrenta essa onda né conservadora que nos silencia então na época do meu doutorado em 2018 eh Então tá escrito na lei Maria da Penha né tem um eixo que fala sobre prevenção e papel da educação com a conscientização né pra gente mudar esses estereótipos relacionados ao que é ser mulher ou que é ser homem mas quando você adentra as as escolas aí a gente começa a adentrar para fazer esse debate E aí vem uma onda para dizer que isso é ideologia de gênero né Eh que isso é doutrinação então assim a gente sempre vai ter um um impecílio parece né quando se diz vamos combater a violência contra a mulher mas só se for para dar uma rosa no 8 de Março né Se for pra gente mudar estruturas e falar sobre isso mesmo aí a gente vai enfrentar vários eh desafios e várias entraves que que acabam não não dando continuidade ao trabalho né então quero trazer isso também pra gente pensar eh tem um projeto também agora pela prefeitura de ter a disciplina né Maria da Penha na nas escolas que acho super importante fundamental eh a formação dos profissionais também é Outro fator fundamental nesse s9 de 2024 é colocado que que é isso o aumento das notificações eh eles refletem né um aumento da violência mas é um aumento da percepção da violência que eu acho que é isso quanto mais eh capacitados os profissionais e as crianças vão se conscientizando vai aumentando o número de denúncias então assim eu vou dar como exemplo quando eu comecei meu doutorado em 2017 os índices de violência nas escolas no s9 eles estavam zero então era como se não acontecesse violência nas escolas e a gente né enquanto profissional tava lá vendo todos os dias produção de violência assim né Então assim Então aí teve um papel da educação também fazer parte dessa notificação uma notificação que antes era restrita saúde e aí vai pra assistência social né então violência é um agravo em saúde é uma de direitos e aí vão entrando esses protagonistas né quando eu chego na assistência também na assistência social em 2020 eh existia o sistema mas os profissionais não não eram instrumentalizados para utilizá-lo então também naquele território também tava Zerado de violência então a gente começa a partir daquilo a notificar E aí a gente abre né para muita coisa a gente começou a falar disso E aí começa várias histórias de violência eu fazia um projeto específico de violência sexual eí começam várias situações de crianças relatando violências sexuais e até chegar também inclusive em profissionais da instituição então assim vejam né como não dá para gente isolar né a gente vai conscientizar as crianças elas vão gritar né Eh expressar isso e quem vai acolher né então a gente precisa fazer um trabalho com os profissionais que compõem essa rede eh paraa mulher não ser desacreditado para ela não ser revitimização uma dor né em alguma região e você vai ver por trás aquilo que é uma violência né então capacitar os profissionais para isso e fazer esse diálogo também com as famílias né Eh Enfim no caso das das Crianças Então acho que que é um pouco isso né trago aí também essa reflexão do 8 de Março pra gente pensar né que não é um dia de comemoração mas é um dia de luta histórica e da gente se unir né enquanto rede também para que a gente possa se fortalecer e enfrentar esse fenômeno na sua raiz [Aplausos] obrigada obrigada Tamires só puxando o gancho também de falar que no dia 8 de Março no sábado nós vamos de novo pra rua todo ano a gente tá na rua e aqui em Campinas vai ser às 9 horas da manhã no Largo do Rosário E aí então convidar todo mundo também para estar presente no ato do dia internacional de luta das mulheres quero saudar a presença também da Adriana Oliveira que é vice-presidente da Associação Comunitária ação e inclusão do bairro C Silva e idealizadora do projeto bem-estar para das mulheres da Regiane Teixeira que é diretora do cin de saúde e do Sérgio paiolo que é diretor do stu stu que é Sindicato dos Trabalhadores da Unicamp eh acho que a Suzi ainda não chegou então eu vou passar a palavra para pras vereadoras eh quem quer começar Fernanda então pode ser vai Posso avisar com 10 minutos acho não vou usar Boa noite pessoal eh gostaria de saudar as minhas colegas aqui de bancada a Mariana a Paola a Tamires agradecer pela contribuição contribuições muito importantes pro nosso debate e a todos e todas que estão aqui com a gente hoje nessa noite né a gente sabe como é o o tempo do Trabalhador ele é precioso então a gente poder dispensar um pouquinho eh do nosso tempo para conversar sobre um assunto tão importante é muito gratificante também e eu sou médica sou médica do SUS aqui em Campinas então a gente que eh trabalha na assistência à saúde Ah é sensível para nós Essa realidade do aumento da violência contra as mulheres tanto a violência eh realizada por terceiros quanto a autoprovocada né acho que todo mundo que atende num pronto atendimento assim é impossível passar um dia sem atender algum caso eh desse tipo e também é uma experiência que mostra o quanta violência ela é é multifacetada muitas vezes a mulher a própria mulher que tá sofrendo essa violência ela tem dificuldade de reconhecer e por isso mesmo Quanto é importante que exista um sistema integrado uma rede de atenção integrada capacitada qualificada para fazer esse atendimento e garantir que essa mulher possa acessar os seus direitos e inclusive eh informar e conscientizar e publicizar quais são esses direitos como pode ter acesso a essa rede onde procurar ajuda como procurar ajuda isso é muito importante uma responsabilidade grande do poder público né esses dados do aumento eh do suicídio eles são assustadores e eles refletem uma a realidade do papel da mulher hoje na nossa sociedade uma sociedade que historicamente foi construída sob a exploração das mulheres a gente tem tem dados né ainda mostrando o quanto a mulher no mercado de trabalho por exemplo chega a ganhar 20 30% a menos que os homens com a mesma qualificação na mesma função a renda média das mulheres trabalhadoras ela é menor do que a dos homens também porque são as principais eh São Principalmente as mulheres que ocupam os postos de trabalho mais precarizados com piores vínculos com menores salários muitas vezes postos de trabalho relacionados à atividade do Cuidado que historicamente é uma é uma atividade invisibilizada desvalorizada isso se reflete também nas relações trabalhistas e a mulher que além de ter a responsabilidade hoje em sua maioria de sustentar as casas porque a grande parte das famílias hoje são chefe adas por mulheres elas também têm Essa dupla jornada tripla jornada não não quantificada não qualificada não remunerada as mulheres elas se dedicam muitas vezes a a ao cuidado de toda a família muitas vezes tendo eh prejuízo na sua sua na na sua realocação no mercado de trabalho na possibilidade de ter uma contribuição previdenciária e posteriormente isso isso pesa muito pra vida dessas mulheres que cuidam de tantas pessoas e não tem quem cuide delas então todo esse contexto ele ainda é agravado por uma série de avanços neoliberais e de reformas que nós tivemos no nosso país aí no no último período principalmente Principalmente governo temor governo bolsonaro com a reforma trabalhista que precarizou os vínculos trabalhistas permitiu eh liberou geral né passou a boiada com relação à questão do trabalho a ao incentivo ao trabalho informal nós tivemos também reforma da Previdência maior parte eh dos idosos hoje são princip os principais contribuidores do sustento da família e a gente sabe que a maioria recebe o salário mínimo ou um pouco mais que isso então a reforma da Previdência vai gerar um Impacto social gigante que nós já estamos vendo hoje inclusive com muitos idosos e idosas nos sinais pedindo dinheiro vendendo eh vendendo coisa no semáforo né a pobreza ela tá eh a pobreza nos idosos cada vez maior e esse Impacto nós vamos sentir isso com força total aí nos próximos anos se não houver uma mudança a a as os tetos de investimento em áreas sociais como saúde educação se a mulher ela é a principal responsável pela pelo trabalho do Cuidado hoje né socialmente foi colocada nesse espaço essa destruição dos serviços públicos especialmente da saúde e educação impacta sobretudo as mulheres porque são as mulheres que cuidam dos filhos que faltam ao trabalho para poder ficar com o filho doente ou porque o filho não tem uma não não tem uma vaga numa creche período integral para que essa mulher possa se realocar no mercado de trabalho Isso é uma realidade em Campinas né As crianças acima do G3 não t eh creche integral na saúde a mesma coisa são as mulheres que são responsáveis pelo cuidado com a família e na falta desse serviço público assumem totalmente a responsabilidade arcando com os custos desse cuidado ou são e e e e também com a a operacionalização desse cuidado são as mulheres que ficam com os filhos com os parentes nos hospitais em casa então essa esse avanço da destruição dos serviços públicos ele impacta sobretudo as mulheres e as mulhes muleres que estão em maior sociedade em maior situação de vulnerabilidade sobretudo as mulheres negras né os dados esses dados da diferença salarial entre homens e mulheres ele é ainda pior quando a gente avalia a situação das mulheres negras Então nesse avanço eh de retiradas de direitos sociais de de de políticas neoliberais a luta das mulheres ela é sobretudo uma luta coletiva de transformação dessa sociedade que tem historicamente uma sociedade extremamente desigual o Brasil é um país em que 5% tem a mesma renda dos outros 95% 1% das propriedades rurais ocupam metade da área rural do nosso país metade do nosso orçamento Nacional vai para pagamento de dívida pública que na prática é dinheiro que vai para bolsa de banqueiro Então nesse país com esse grau de desigualdade que e durante a pandemia que foi Talvez um dos piores momentos nessa história de crise social de avanço da crise econômica a gente sob um governo genocida do ex-presidente Jair bolsonaro com as com a política negacionista que impactou eh que resultou na perda de mais de 700.000 mortes mas também numa crise econômica Brutal em que a gente o país voltou pro mapa da Fome as pessoas faziam fila paraa fila do osso né Eh nesse nesse Eh que que inclusive foi contra né a a política de auxílio emergencial queria deixar r$ 2 para que as pessoas pudessem fazer o isolamento social com muita luta com muita eh organização da esquerda nós conseguimos ampliar esse auxílio ainda eh sobre nosso ponto de vista insuficiente precisaria ser melhor mas foi uma luta importante que nós fizemos Nesse contexto que nós vivemos no Brasil durante a pandemia nós tivemos um aumento do número de bilionários enquanto o país voltava pro mapa da Fome Então nesse contexto de eh desigualdade as políticas públicas e em especial as políticas de proteção elas sempre ocuparam um espaço importante para redução das desigualdades muito insuficiente muito aquém do que a gente ainda Precisa avançar mas no país nós temos esses projetos em disputa E hoje nós nós com o crescimento da Extrema direita eh no nosso país a gente sabe que esses direitos duramente estados eles estão cada dia mais ameaçados a Extrema direita que Vota contra a taxação das grandes fortunas que não apoia a redução da jornada de trabalho que é contra eh a que que apoia o avanço das terceirizações e das privatizações é a mesma extrema direita que combate o feminismo que combate as mulheres que quer reverter direitos históricos das mulheres conquistados Então são esses uma disputa de projeto que nós temos aqui aqui no país e é preciso dar nome aos aos bois porque quando a gente fala dos direitos das mulheres num país desigual como o Brasil nós estamos falando do direito de toda uma sociedade porque a luta das mulheres faz com que os direitos de todo o nosso de toda nosso povo avance num país tão desigual como o Brasil e não é a toa que as mulheres estão sobrecarregadas estão adoecendo está explodindo o o avanço do de Sofrimento mental entre as mulheres de depressão ansiedade muitas vezes medicalizados mesmo quando as causas São sociais e essas mulheres eh muitas vezes não encontram uma rede de proteção uma rede de assistência estruturada para atendimento aqui em Campinas nós temos um centro de referência que é o seamo que conta só com uma assistente social e uma psicóloga para atender toda a demanda a ocupação de mulheres Eh Maria Lúcia faz um trabalho muito importante de acolhimento à mulheres e tem denunciado essa questão da falta de serviços públicos aqui na nossa cidade de servidores em número suficiente para atender nós não temos é um serviço Centralizado Então as mulheres especialmente as mulheres da Periferia têm dificuldade de acessar e sequer sabem que existe esse serviço a gente quando visita Muitas vezes os serviços eh os equipamentos públicos a gente ouve a a resposta de que não tem demanda reprimida mas quando a gente vai conversar com as mulheres as mulheres não sabem que existe então também não existe um um processo adequado de publicização de divulgação desses serviços de estruturação há existe uma dificuldade de integrar esses serviços eu trabalho Eh agora tô licenciada por conta do mandato mas sou médica da vigilância epidemiológica a gente faz uma discussão com os serviços de saúde sobre as notificações de doença o cis-9 nós sensibilizamos nós conversamos nós encaminhamos quando a gente recebe uma notificação de violência nós nós encaminhamos paraa rede de saúde pro atendimento mas a gente e sente muita dificuldade nessa integração dos serviços isso prejudica muito o acolhimento das mulheres falta de vagas para acolhimento para tirar essa mulher de uma situação de risco de vulnerabilidade que ela precise de um local para ficar com seus filhos insegurança e também uma insuficiência de políticas públicas aqui municipais paraa garantia dos direitos das mulheres nós não temos uma política de moradia Popular a única eh construção que nós tivemos no no governo daro foi das casas da comunidade Nelson Mandela as casas de 15 M qu né que viraram notícia nacional que a comunidade agora tem feito uma denúncia de que a promessa da Ampliação e da estruturação das casas embrião não tá sendo cumprida né a gente voltou a ter eh construção de moradia Popular aqui em Campinas com a retomada do Minha Casa Minha Vida eu estive lá na Superintendência da Caixa essa semana nós o primeiro projeto em muito tempo que nós tivemos de moradia Popular foi graças ao minha casa e minha vida ter sido retomado Claro em em em quantidade insuficiente é o que a gente precisa mas a gente eh quanto tempo nós perdemos né nesse caminho e e quando a gente fala de tempo muitas vezes a gente tá falando de tempo de vida mesmo das mulheres então eh a discussão da jornada de trabalho que é nós temos uma defesa foi protocolada hoje a PEC pela eh de autoria da deputada erca Hilton pelo fim da escala 6 por1 que é a PEC pela redução da jornada de trabalho foi protocolada hoje é uma discussão que impacta sobretudo as mulheres que a a redução da jornada de trabalho vai permitir eh um alívio ainda que né Eh histórico a gente sabe que precisa avançar mas um alívio para as mulheres trabalhadores especialmente aqui em Campinas conseguimos aprovar a criação da frente parlamentar em apoio a PEC pelo fim da escala 6 por1 que eu vou presidir que é uma frente parlamentar que tem o intuito de fortalecer essa discussão porque a gente vai precisar de muita mobilização para que essa PEC avance e seja aprovada porque nós temos visto a repressão no no Congresso Nacional que a Extrema direita Vota contra tudo que é pauta dos interesses dos trabalhadores isenção do imposto na cesta básica isenção de imposto das nas medicações né Agora nós vamos ter as medicações da farmácia popular gratuitas e ampliadas né Isso foi uma grande conquista mas tudo que extrema direita é contra e nós vamos precisar de muita mobilização no congresso para que avance essa discussão da redução da jornada de trabalho e aqui em Campinas que é uma cidade importante Econômica historicamente no Estado de São Paulo nós precisamos fortalecer essa luta e a frente vai cumprir esse papel de trazer a sociedade para eh trazer a sociedade para esse debate mas também ajudar a organizar esse debate Na cidade trazendo o movimento sindical movimento de mulheres o movimento estudantil o movimento LGBT todos os movimentos sociais organizados para que a gente consiga eh fortalecer essa esse debate e apoiar Pressionar para que essa PEC ela de fato tenha sucesso no Congresso Nacional são muitos muitos temas né acho deixar pro pessoal contribuir também mas parabenizar a realização dessa reunião é muito bom que a gente esteja tratando de assuntos tão pertinentes tão importantes aqui pra vida das mulheres na nossa cidade eu vou passar a palavra então pra vereadora depois abre para o público Ah não fala primeiro depois eu tenho alguns recadinhos para dar quer dar uns recadinhos não pode falar tô no final tá eh primeiro saudar todas as pessoas aqui presentes né Eu acho que é importantíssimo a gente discutir né a violência contra a mulher em todos os âmbitos né que nos atinge da exaustão a suicídio Gostaria de parabenizar a vereadora Mariana Conte a presidenta dessa comissão gostaria de cumprimentar a vereadora f solto de eh cumprimentar também Tamires e parabenizar pela pela fala e eu acho que tem diversos pontos que são muito significativos né pra gente poder pensar a partir de políticas públicas né A Tamires trouxe aqui né uma das dificuldades que a gente sempre enfrenta quando a gente vai criar uma política pública que é justamente a ausência de dados e apesar da gente ter o cisn instituído aqui eh há bastante tempo a gente ainda tem dificuldade pela subnotificação então muitas vezes a gente não consegue fazer uma política mais assertiva que tem um recorte eh de raça de classe né a gente não consegue entender o quanto né de fato a comunidade lgbtq e ap PN mais ela é atingida porque a gente tem além da subnotificação a gente tem uma uma falta de de dados para estarem ali complementando as informações então Eh quando a gente olha para isso a gente consegue perceber como a cidade de Campinas que é uma cidade com 1300.000 habitantes uma das mais importantes do estado de São Paulo mas que a gente vê justamente no na contramão das construções de políticas públicas então a gente vê uma a gente vê um aumento dos feminicídios aqui na cidade de Campinas a gente vê um aumento das violências Principalmente quando a gente tá falando do ambiente escolar e e a tambes trouxe muito bem aqui né como eh a a Tava tendo uma crescente de tentativas de suicídios entre meninas né e e uma dos dos fatores que a gente consegue perceber eh não só o bullying né aquele que você encontra dentro da escola mas o Cyber bullying que tem crescido muito também que acabou de virar uma lei para que isso também fosse criminalizado isso gera um problema e dificuldades a gente conseguir fugir dessas violências antigamente a gente tinha né a possibilidade de mudar de escola e recomeçar toda a nossa história Principalmente quando a gente fala da Nossa Juventude mas hoje não é mais isso você muitas vezes leva de uma escola para outra as marcas da violência do machismo do racismo da lgbtfobia e acho que uma das coisas que também aparece dentro desse âmbito escolar é um debate que passa muito por aqui e a Fernanda eh pontuou bem que é como a Extrema direita olha para esses ambientes então o ambiente que possa fazer com que seja mais seguro para para nós muitas vezes é aquilo que chega de projeto no plenário de proibição então Eh proibição da utilização eh do do eh do nome social a proibição eh dos banheiros que é uma falsa polêmica que foi criada inclusive e que me impede muitas vezes que a comunidade LGBT utilize o banheiro né e a gente sabe de outras patologias que são desenvolvidas por conta disso a gente vê uma dificuldade do reconhecimento do racismo Então e o processo que chega aqui aqui na Câmara é numa linha de a vocês e tão se vitimizando e quando a gente fala das mulheres existe um processo de invisibilização um processo onde eh o que se espera da gente é que a gente seja Bela recatada e do Lar apesar da gente ter superado isso né apesar da gente ter superado né as meninas vestem rosa e os meninos vestem Azul a gente ainda passa isso quando a gente tá no ambiente escolar e isso são marcas que a gente carrega muitas vezes por uma vida inteira então quando a gente sai dele a gente chega no mercado de trabalho nós mulheres vimos essa reprodução do que era a escola mais um outro âmbito e muitas vezes isso também é prod por alguém que é superior a você então a gente começa a falar sobre o assédio moral né o assédio que acontece inclusive em muitos serviços públicos né que que é importante muitos servidores passam por esse processo sobretudo mulheres um assédio que tá E que se inicia não quando você tá já né empregada mas começa na na ainda né quando tá fazendo a entrevista de perguntar mas com quem fica o seu filho né quando ele fica doente quando tem e reunião na escola Quem vai né Você pretende engravidar você tem marido então todas essas perguntas criam ali um abismo né E esse recorte de gênero que a gente faz nessa comissão acho que é fundamental para entender quais são as dores e sobretudo as violências que nós passamos e que muitas vezes cina num processo infelizmente de suicídio e quando a gente fala do processo de saúde mental aqui no município né a gente tem diversos espaços né que fazem o acompanhamento né então a gente tem eh processos que passam pelo Caps tanto que são ali geridos pelo Cândido Ferreira quanto pela prefeitura mas também um processo de sucateamento que impede que esse processo de continuidade de cuidado seja feita através de uma instituição pública e aí se você tem o poder aquisitivo para conseguir buscar um processo terapêutico muitas vezes você consegue sair e romper né os processos eh da depressão do Burnout mas muitas vezes isso também não é possível e quando isso não é possível O que resta para essa mulher o que que espera essa mulher né sobretudo as mulheres negras periféricas lbts né que tão num processo de serem Vista né como eh subalternas né E aí a gente pode falar sobre diversas diversos especificidades que cada uma de nós passa dentro do da escola do mercado de trabalho dentro de casa dentro das nossas próprias famílias e como que isso acaba refletindo no que eh e só para para concluir aqui quando a gente olha pra pandemia no pós-pandemia muitas mulheres relataram que elas ficaram num Limbo emocional porque foram elas as responsáveis pela casa pelo trabalho pela pela pelo por todo o cuidado né meninas saíram abandonavam a escola para poder eh cuidar né dos irmãos mais novos dos irmãos mais velhos muitas vezes até mesmo dos Pais os meninos entravam num outro processo que era ir pro mercado de trabalho então na área de serviço ou cabelereiro mecânico e quando elas saem desse processo de pandemia a gente vê uma evasão muito alta acontecendo inclusive entre as meninas que já tiveram que iniciar o seu processo da vida adulta muito antes e aí as mães muitas vezes se sentem responsabilizadas culpadas e também não conseguem enxergar uma alternativa nem paraas filhas nem para si mesmo e nem pros mais velhos paraas mais velhas né então eh gostaria de parabenizar mais uma vez a vereadora Mariana conte por ter trazido essa temática tão importante parar a Tamires por ter trazido né tantos elementos que fazem a gente criar uma reflexão e pensar em como que a gente pode aprimorar a política pública na cidade Campinas parabenizar a vereadora franda solto por ter pontuado diversos pontos que passam pela como a Extrema direita ainda por cima faz com que essa culpa seja mais presente mais latente e não propõe absolutamente nada para nós Muitíssimo [Aplausos] obrigada obrigada Paola eh Na verdade eu queria fazer duas divulgações uma divulgação que é eh o serviço que a Fernanda até citou do seamo Eh estamos aqui com a Lídia que trabalhou muito tempo no seamo Obrigada pela presença né Tá inclusive aberto para você falar e né contar um pouquinho dessa experiência mas o seamo é um serviço importante aqui na cidade de Campinas que não tem a estrutura adequada não tem número de trabalhadores adequado nós inclusive defendemos que o seum esteja nos territórios que tenha mais contratação mas também isso passa pela divulgação da existência do serviço para que as pessoas possam acessar né então ele tá hoje tem a casa da mulher Campineira né que tá eh sediada ali na XXI esqueci não é José Paulino na 11 de Agosto na 11 de Agosto a casa da mulher Campineira que eu entendo que é um espaço de conquista que foi um processo de mobilização e que nós temos que utilizar divulgar para que as pessoas possam acessar para que a gente tenha mais demanda e continuar lutando para que tenha ampliação do número de trabalhadoras ali presentes servidoras com estabilidade para que tenha serviço técnico né com concurso público mas eu acho que é muito importante divulgar o serviço funciona de segunda a quinta com horário marcado e sexta-feira é porta aberta então lá na 11 de Agosto a casa da mulher Campineira procurem né vocês que estão assistindo procurem casa da mulher casa da mulher Campineira 11 de Agosto 412 eh o segunda informação que a gente sabe que tem uma questão que tem sido muito relatado sobretudo entre os profissionais que é o assédio né o assédio sexual o assédio moral a intensificação do trabalho por gestões autoritárias nós sabemos que esse assédio não é individual também muitas vezes é a a o própria estrutura organizacional do trabalho valoriza o assédio ao privilegiar e inclusive empoderar e dar cargos para pessoas assediadoras né quase como se você fosse beneficiada e parabenizada né Eh por você ter esse processo do assédio nós temos feito uma discussão muito importante na frente parlamentar de combate às violências relacionadas ao trabalho sobre isso eh a gente fez uma solicitação paraa criação de um campo no 156 aqui em Campinas para denúncias relacion adas ao assédio sexual e o assédio moral Então hoje o 56 tem um campo é um campo que tá sendo gerenciado pelo CEST o centro de referência da saúde do trabalhador e agora nós estamos com o desafio de divulgar porque nós queremos reunir os dados sobre a violência relacionada ao trabalho porque nós queremos reunir dados sobre o adoecimento no trabalho e a saúde mental é parte desse processo de adoecimento e que a gente quer divulgar muito essa iniciativa para que as pessoas procurem façam suas denúncias pra gente quantificar isso tá sendo gerenciado pelo pela ces que em parceria com o Instituto valt elzer com a fundacentro e com ces e todo com com grupo de entidades sindicatos nós temos aí o propósito inclusive de lidar com essas denúncias de fazer eh atuar mesmo nesse sentido e procurar os meios legais Ainda não sabemos exatamente como vai ser esse processo mas também é um processo de aprendizado é um processo que a gente vai vai ter que eh aprender fazendo então também fica aí a divulgação se as entidades puderem ajudar a divulgar o 156 foi uma conquista da nossa luta da frente parlamentar e eh Agora nós estamos com essa desafio de publicizar ao máximo esse para que as pessoas saibam e possam acessar dado esses recados eu quero abrir aqui paraa fala do plenário eu daqui a pouquinho daqui uns minutinhos eu vou ter que sair 10 10 minutinhos porque eu fui convidada pela deputada Mônica Seixas para fazer uma fala numa reunião eh sobre a questão do aquecimento global da questão da exploração do petróleo da crise climática ela me pediu para eu eh socializar Inclusive a experiência das lutas climáticas que estão em curso aqui na na na cidade de Campinas a Mônica Seixas que é do mandato das pretas Então daqui a pouquinho eu vou ter que sair eu saio 10 minutinhos mas eu retorno tá bom então só tô aguardando mas eu quero abrir aqui para Fala qualquer coisa vocês assumem aqui enquanto eh eu tiver que me ausentar dos minutinhos tá bom Estela inscrita eh o Cecília eh dá para usar o microfone Ah é para registrar Beleza obrigada onde que [Música] aqui boa noite a todas eh e a eh o o que é mais importante acho que a gente tá sempre numa frente de liderança e não deixar essa esse grande movimento encerrar certo eh eu Além disso eu sou enfermeira eu fiz o curso do lacre na USP em São Paulo com a doutora Albertina tá e da qual a gente sempre já se preocupava com adolescentes com as nossas adolescentes e e essa e é um tema muito fundamental do suicídio eh acaba sendo muito relevante entre a classe dos Adolescentes eu queria levar levantar também um tema muito fundamental aqui sobre a liberação do aborto principalmente em questões da violência eh sexual na adolescência tá eu acho que assim foi uma das temáticas que a gente discutiu na plenária da mulher tá em relação fora ah toda esse essa e essa problemática porque assim na hora que você tem uma gravidez indesejada o estado a união ela pune ess esse essa adolescente tá então assim é um tema muito fundamental a gente preparar paraa liberação sem do aborto lógico que existe toda essa essa rede de ajuda para essa adolescente mas o aborto eu acho que a gente precisava levantar como uma das temáticas principais Obrigada boa noite mais alguém quer usar o fazer o uso da fala ah Talita aí é difícil não não tá olhando até todo mundo posso gente B Boa noite eh eu sou Talita eu acompanho a coordenação Estadual do movimento de mulheres eh Também Como foi mencionado né compõe a coordenação da ocupação Maria Lu P vive uma ocupação de mulheres que hoje faz atendimento a Mulheres vítimas de violência queria começar assim colocando algumas questões que foi colocado assim sobre a questão da exaustão e e desse aumento de feminicídio né de opa de suicídio eh que e o sistema né que a gente vive hoje o sistema econômico capitalista ele é na verdade uma máquina de moer gente né então a questão que a gente tem pautado também na esquerda né Eh contra a escala se por um é necessário assim para que a gente consiga eh que essas mulheres né não tenham essa exaustão porque não é só no trabalho né do dia a dia que é para colocar a comida em casa que essas mulheres trabalham que nesse sistema eh a mulher ela é utilizada como uma reprodução né social inclusive muito bom que colocou a questão da da da gente lutar né pela pela legalização do aborto já que a gente fala bastante né do do avanço do fascismo da Extrema direita e não é o conservadorismo da Extrema direita que faz com que o aborto seja analizado na realidade é para que as mulheres continuam produzindo mais trabalhadores e mão de obra para esse sistema conseguir explorar então que a nossa luta aqui eu acho que na comissão da mulher perante essa questão né de suicídio das mulheres não é só eh pela violência contra as mulheres né mas sim toda a violência que esse estado né Eh e esse sistema faz com nós mulheres Então acho que é extremamente importante a gente refletir como que eh condições de trabalho melhores para as mulheres como condições eh de creche inclusive para as mulheres afetam diretamente essa questão né Essa questão de dessa exaustão E aí sobre a questão né que eu acho que a gente tem debatido muito assim né tentado colocar pautado eh saudar assim a a bancada né Eh feminista aqui que tem apoiado bastante a nossa luta mas essa luta em conjunto mesmo né em defesa das mulheres aqui na cidade eh porque a realidade é que é isso né o seamo existe na verdade existe o s9 existe o seamo a gente atua né nacionalmente e vários interiores não t o mínimo assim não tem nada então a gente tem hoje uma delegacia que funciona 24 horas mas que a gente vê que são só palanques eh para para políticos assim porque a realidade que a casa da mulher Campineira ela foi eh inaugurada eu estava lá o Dário foi lá fez todo né a a cena dele colocando como se ele realmente eh se preocupasse com as mulheres e não é a realidade que a gente vê no dia a dia então eh a realidade que ele não colocou né não abriu eh vaga né Eh para que tenham mais mulheres atendendo uma questão que não acontece que a gente vem denunciando muito é a questão psicológica das mulheres que atende hoje nem dentro da delegacia da mulher eh tem uma psicóloga que acompanha essas mulheres que atende outras mulheres que não é fácil porque a realidade aqui muito dificilmente você conheça eu não conheço ninguém e eu acho infelizmente muito difícil alguma mulher aqui não conhecer outra mulher que já foi violentada que já sofreu algum tipo de agressão então é impossível uma mulher atender esses casos e não ter nenhum apoio psicológico para isso então a nossa luta inclusive né ter uma ocupação eh foi de denunciar essa questão né essa esse descaso da Prefeitura e que infelizmente continuou né do dar S eh de que não não simplesmente não entende as mulheres de Campinas como parte da população Essa é a realidade eh e fazer a ocupação não faz com que a gente eh se coloque na posição do Estado a gente é um movimento né autofinanciado auto sustentado e a gente denuncia que o estado cumpre então o seu papel Então não é o papel dos movimentos sociais fazerem os atendimentos das mulheres a gente faz isso a gente né ocula Eh tem mais de 25 ocupações em todo o país mas a gente ocupa para falar pro estado que é dever dele como que o movimento que tá numa casa numa ocupação que não tem há do anos não tem água não tem eletricidade e a tem de Mulheres vítimas de violência e o a prefeitura da cidade de Campinas com uma verba muito grande que inclusive é uma das maiores verbas que vem né paraas cidades do interior e não tem condição de atender essas mulheres não tem condição de colocar mais trabalhadores no seo não só no seana mas também tem um centro de referência LGBT que é importante colocar que não são eh que não são divulgados E aí né já tô quase passando aqui eh só acho que para ser mais Objetivo eu acho que o que a gente precisa lutar é isso tem que ter a abertura dos concursos públicos para que a gente consiga ter mais eh trabalhadoras nesses espaços a gente tem que fazer uma ampla divulgação desses espaços Inclusive essa data que é meio plantão do seamo ali na na casa da mulher Campineira ela precisa ir para os bairros porque que eles não estão nos bairros nesses dias faz não tem aquele exame de vista que faz al na frente da prefitura Então faz a mesma coisa nos bairros é isso que precisa acontecer eh e e também queria mencionar o sves Né que é o serviço de atendimento vítimas de violência na Unicamp que também tem sido sucateado eu acho que esses serviços eles precisam ser olhados com atentamente né para ampliar essa quantidade de eh de trabalhadoras e só para terminar mesmo a questão da delegacia da mulher a gente várias várias companheiras nossas trabalham eh em em locais né como assistente social né e E aí tem sido recorrente elas né acompanharem algumas vítimas na delegacia para fazer eh o Boo e são homens que T atendido né então tem uma grande né tiraram várias mulheres lá da delegacia tão colocando por homens e homens que inclusive TM eh sido machista enfim tem duvidado do que as mulheres têm falado Então acho que isso é um ponto importante eh da gente colar e é é essencial que não tenha mais eh as mulheres não tenham mais que ter o BO para conseguir acessar esses esses serviços a nossa ocupação hoje aqui em Campinas é a única que atende né faz o atendimento sem ser obrigatório [Música] [Aplausos] B eh a Diana mais alguém ah eh vou passar a palavra paraa Tamires dar o informe E aí depois passo pra Diana é na verdade é um convite eh eu também sou promotora legal Popular né Eh desde 2006 e estamos com as inscrições abertas pro curso de formação até o dia 28 então assim para quem não conhece as promotoras legais populares eh é um movimento feminista né que existe por todo o Brasil e a gente atua com educação popular em direitos então por nove meses as mulheres têm uma formação semanal né Eh que são outras mulheres que que fazem essa formação geralmente a maioria são pele PES mas são mulheres diversas eh trabalhadoras domésticas profissionais de serviços da rede e debatemos temas diversos assim que tangenciam aí o ser mulher então fica o convite também para as inscrições nesse curso Tá certo obrigada Tamires eh vou passar a palavra pra Diana como osaldo Osvaldo Diana bom pessoal boa noite eh primeiro de tudo Acho que agradecer muito a fala da Tamires que eu acho que trouxe muitos elementos e parabenizar a Mariane e as vereadoras Por estarem abrindo a comissão da mulher dessa legislatura com um debate que é tão fundamental né e acho que tem uma coisa que é eh a as mulheres geralmente vão ser o termômetro da sociedade e seja quando a gente tá falando em frontes de resistência seja quando a gente tá falando nos impactos da destruição de da vida que tá caminhando a Passos largos e eu acho que tudo isso que a gente tá debatendo aqui hoje parte um pouco dessa ideia até quando a gente vai olhar os dados ali do C9 eh no salta aos olhos que você tem uma explosão no que é o número de assassinatos sociais de suicídios de mulheres jovens e você tem uma explosão nos suicídios de mulheres idosas e eu acho que esses essas duas pontas elas trazem um elemento que é a gente tá falando que as mulheres elas vão elas vão est localizadas na sociedade nos locais mais precários elas vão ser responsabilizada em dobro em tplo pelo funcionamento da Vida em alguns momentos das nossas vidas a a gente vai sentir o peso maior dessas responsabilidades seja quando é na juventude em que a menina que tá se automutilando na escola vai sair correndo da escola para pegar o irmão mais novo na creche porque a mãe dela tá em dois empregos e vai se deslocar mais duas horas de trab até conseguir chegar em casa seja essa mesma menina que vai cuidar da avó adoecida camada ou a mãe dessas meninas todas que vai voltar do trabalho 8 9 horas da noite ainda vai ter que cuidar de Tod todo mundo então a gente tá falando ó a nossa sociedade Tá doente Tá massacrando os trabalhadores tá massacrando Principalmente as mulheres e isso chega o momento que isso vai explodir e eu acho que é muito sintomático quando a gente olhar o dado na linha histórica porque você fala não ó até o o o o último dado que eu vi que pegava 2014 você tinha um número muito maior de suicídios entre os homens que traz tem várias razões sociais ali que vão levar essa situação mas nos dados de 2023 esse número se igualou para virar e eu acho que é sintoma dessa sociedade que tá massacrando a gente e vai ser quando a gente tá falando da necessidade de discutir redução da jornada de trabalho ou da gente falar ó o nosso mundo tá gritando a gente tá sentindo os efeitos da emergência climática se a casa alara e perde tudo quem vai fazer a limpeza quem vai ser responsável por pensar o aonde a gente vai armar um novo barraco ou qual qualquer outras coisas então a sociedade entrando em colapso tá colocando peso a mais nas costas das mulheres e eu acho que isso coloca pra gente uma necessidade de uma urgência e eu acho que tem uma outra coisa aqui que que que traz né o o que que traz a situação particular para Campinas porque Campinas além de tudo ainda tá acima da média Nacional Qual que é a particularidade de Campinas que tá matando mais as mulheres aqui e a gente tá falando que Campinas teve profess processo acelerado de privatização por exemplo da assistência entregadas na mão dessas entidades religiosas que vão eh eem muitas vezes fazer a política pública com a misogenia levando as mulheres na na no negócio da na no acessar o direito a sofrer uma nova violência isso é uma particularidade que vai responsabilizar mais a gente a gente tá falando de um governo Dário que tá privatizando saúde que tá abrindo trocentas creches lá inaugurando as creches privadas que como sem nem energia elétrica é um depósito de criança e como que a mãe vai trabalhar nessas condições pensando no seu filho então é uma bola de neve aqui e eu acho que a gente tem condição aqui na nossa cidade porque a gente também sempre na história foi referência no movimento feminista tanto de coletivo que a gente tem aqui eu acho que os trabalhos que as plps fazem inclusive de educação popular de organizar as mulheres no sentido de Pressionar para que a gente consiga ter avanços no sentido de garantir direito e fortalecer as mulheres no sentido de organização coletiva porque no limite a solução que eles vão dar é não o problema é seu você tá doente vou te entupi aqu de remédio não que não seja importante a gente eh tratar ter acesso a ao tratamento esse esse sofrimento que as mulheres vão ter mas no limite a solução de longo prazo só vai vir se a gente modificar essa estrutura inteira né obada eu vou passar a palavra pra Regiane e depois o Osvaldo você também Adriana tá bom boa noite a todos eu sou a Regiane sou do Sindicato de Campinas em Saúde Campinas e região e região e também sou trabalhadora da Saúde quero parabenizar Mariana pelo convite de estarmos aqui e dizer que esse sindicato né a gente aí como trabalhadora da saúde a gente representa mais de 80% da nossa categoria A gente é mão de a mão à obra né a gente a linha de frente e só que a gente não É valorizado a gente não tem espaço Então hoje a gente tá vendo as nossas vereadoras pra gente isso é uma vitória né mas eu penso que temos que buscar muito mais sentar lá na cadeira do prefeito né E muito mais porque a gente Nós somos mulheres e nós podemos estar onde Queremos estar né então eu penso que esse sindicato Mariana está à disposição tá o dia 8 de Março é uma bandeira que o sindicato levanta porque a gente entrega Rosa em toda a nossa base que fazemos 152 cidades e a gente mostra pra nossa categoria que o 8 de Março é o Marco muitas morreram lá atrás pra gente ter esse 8 de Março então 8 de Março a gente tem que tá assim na rua empoderada no salto alto porque nós somos mulheres tá então eu parabenizo por esse momento e por essa abertura tá [Aplausos] bom Adriana Boa noite a todos Eu me chamo Adriana Botelho também sou trabalhadora da Saúde Sou técnica de enfermagem sou enfermeira também não estou exercendo mas e concluir a graduação e eu estou me sentindo tão honrada de estar aqui pela primeira vez e honrada pelo convite pela fala de vocês que é um é um gatilho de encorajamento pra gente porque muitas vezes a gente tem projeto que a gente guarda e a gente não consegue expressar não consegue levar à frente então vocês estão de parabéns a todas vocês a todas falas são pertinentes aqui quando falaram da dos assédios dos suicídios eh é tudo que a gente tá vivendo vivenciando na rede privada também não tá sendo diferente eh me veio a lembrança do de uma colega que trabalhou com a gente no plantão uma técnica de enfermagem sempre sorrindo sempre sorrindo sempre feliz você não vai achar que que tem alguma coisa errada e no plantão seguinte nem outra instituição ela não apareceu aí foram no apartamento dela ela tava morta com as medicações com o Benditos acesso que a gente já comentou os os os bendito acesso à medicação eh no hospital aí ela morreu então assim é um trabalho como a Regiane falou a gente tá abraçando essa causa a gente tá eh está trabalhando na saúde mental eh mobilizando convocando sabe falando pro trabalhador a importância e é bom saber como eu queria saber desse 156 bem antes Como eu queria você estavam falando assim eu tava aqui machucada eu falei por que que eu não soube do 156 eu podia ter ajudado mais pessoas eu podia ter ligado eu podia ter solicitado ajuda mas graças a Deus com uma Regiane já falou nós somos um um sindicato forte representamos 80% das mulheres e hoje nós estamos aqui de nós duas mas representando os outros que estão de plantão eh estão em casa estão com outra demanda e o nosso parceiro Osvaldo que tá com a gente em tudo onde a gente vai o Osvaldo tá junto tá nos levando eu sou muito grata pela oportunidade Conte com sim saúde Conte com a região oso Tá [Música] [Aplausos] bom boa noite pessoal meu nome é Osvaldo eu sou técnico em enfermagem há 43 anos na saúde mental e a gente discute muito esse tema no dia a dia acolhendo pessoas sabe bem disso também ela faz parte de um Caps né Lian eh e conhece muito bem a gente discute muito situações de usuárias que busca o serviço é até ela abrir o jogo do que aconteceu a vida dela demora se um tempo é uma história E aí Doutora Fernanda eh a senhora fala da questão do cuidado de ser médica como acolher essa semana por incrível que pareça o esposo de uma de uma pessoa que é técnico de enfermagem e ele também ela sofreu uma violência sexual ela foi estuprada e se eu te falar com no serviço que ela trabalha ela não foi acolhida foi tirado para fora e ele pedindo socorra agora o que que ele faz para poder encaminhar para um Cuidado então há uns cuidados descuidados devemos sempre agradecer 1938 daquelas guerreiras que foram incendiada e por isso a luta começa a crescer a partir de Então até aí o que a gente conquistou é nada perto do que elas sofreram e conquistaram para todas e para todos quando eu me refiro a isso a Diana falou aqui sobre as crianças que vão buscar porque a mãe estão atarefadas eh que estão no trabalho mas aí tem um um viés sobre isso daí quando nós falamos de crianças a não pode nem pensar só na sexualidade tem que pensar que elas são crianças elas estão sendo violada os direitos dela de ser criança para poder fazer para os outros sabe fazer para os pais para as mães é claro que a dificuldade de mãe é gigante porque ela é uma grande batalhadora e assim Vereador eu não vou falar contra a 6 por1 que nr1 eu falo que é o seguinte tá muito impensada tá muito atropelada porque há 36 anos atrás quase 40 esse sindicato saúde instituiu a 36 horas isso foi para diminuir a cig horária sobre os trabalhadores da saúde que é muito sufocante e que que virou eu saio de um trabalho e vou para outro não é o meu caso tô comparando a mim tá vou para outro trabalho então deixo de trabalhar 6 horas que deveria ter mais seis de descanso Pelo menos durante o dia e ter um descanso noturno não vou para outro trabalho eu saio de um plantão noto de 12 horas vou para outro trabalho fazer mais 6 horas ou até mesmo 12 horas como alguns os serviços de saúde estão adotando essa jornada então se nós não pensarmos o quanto nós estamos atropelando a nós mesmo eu tô falando a nós mulheres aí que estão atropelando por conta de uma sobrevida eu acho que pensar n crescimento Qual foi que seria o passo de luta todos têm conhecimento T dados T informações se nós pegarmos o di oit é um dia Marco é um Marco da da história que comemora homenageia às vezes é uma oração tão desconexa porque eu estou homenageando mulheres que morreram queimada eu estô homenageando as mulheres e aí aonde nós vamos com essa homenagem então nós podemos inverter essa história senhoras vereadoras Tamires que é psicóloga fazer um um levante de chamar não só as mulheres mas quem o apoia nas lutas independente do 8 de Março Vamos à Rua vamos a gritar vamos apertar governamentais para que eles possam ter as ações quando a gente fala do espaço de abrigo como a gente vai ter um um espaço de 15 m para atender 1.000 habitantes na cidade desse daí 700 800.000 São mulheres tem espaço para colher não vai ter espaço para colocar 10 funcionários para atender dentre eles 10 mulheres não vai sofrer a violência lá dentro então acho que fazer um junta-se o sim saúde tá aí apoia vamos para cima junto acho que o stu que tem um colega sentado ali que é do sindicado da Unicamp é outro que tem outra luta paralela isso a gente tem que se unir e fazer o grito um levante o grito de de Glória mesmo buscar para poder fortalecer os serviços existentes e talvez implantar mais equipamentos de acolhimento assim como capacitar Profissionais de Saúde aonde tenha que acolher qualquer ato de violência seja ele psicólogo seja ele sexual seja ele moral mas que tem que ter esse acolhimento pensando em delegacia é é uma frustração PR as mulheres quando vão à Delegacia e se sente mais ofendida mais ferida quando é um homem que tá acendo para fazer um boletim de ocorrência e descartar em seguida e descartar em segida em seguida então é preciso construir novos equipamentos com mais inteligência para apertar arrochar os governamentais os governos do município os governos do estado para que eles se sintam na obrigação de cuidar de todas as mulheres e sim também a infância e adolescência sabe levar pro MEC pegar o MEC falar MEC é sua função cuidar das crianças sabe acho que é um caminho que a gente precisa crescer junto e eu volto a dizer Como já disse lá na reunião do CEST volto a dizer o sim saúde é um sindicato parceiro de luta nós temos acho que 70% das diretoras de todas a a equipe de direção são mulheres a nossa presidente é uma diretora Presidente Negra honrada respeitado tem liderança sabe então todo esse processo é fazer crescer é fazer crescer então o clamor que eu faço é assim vamos fazer esse levante vamos paraa Rua vamos movimentar vamos chamar Vamos Envolver associações instituições porque as mulheres elas são todo o tempo agredida de todos os aspectos desde psicológico sexual moral às vezes até de um tipo que ninguém percebe E aí nós temos os índices cada vez elevados de suicídio e homicídio vindo para cá hoje regian tava comigo no meu carro meu filho comenta de um cidadão que ele su ele suicidou porém ele matou por conta de uma confusão com a esposa dele ele bateu de frente com caminhão matou se matou e matou ela sa então você vê como que as violências surgem às vezes são coisa torpe vir uma coisa agressiva tá muito obrigado pela atenção de todos obrigada obrigada Regiane Adri Osvaldo representando aqui o sim saúde eu vou passar a palavra pro Yuri depois a Luara Adriana obrigada bom boa noite a todos eu quero agradecer eh esse debate porque tem muita situação que a gente acha que é empírico que a gente acha que é um problema de família e hoje foram apresentado em dados eu tenho duas irmãs que tentaram eh suicídio uma de 30 anos uma de 17 eu tenho uma mãe com ela não faz um acompanhamento psicológico mas ela tem claramente algum problema mental e acho que não só como homens mas a gente como filhos no geral filhos e filhas a gente tem que tirar essa responsabilidade da mulher de ser uma boa mãe o meu pai é uma pessoa muito legal e eu consigo falar pro meu pai você é legal mas você não é um bom pai porque não foi presente agora PR as mães é mais difícil porque se ela for uma mulher legal se ela for uma mulher de sucesso ela ainda precisa ser uma boa mãe uma boa Educadora ela ainda Precisa passar valores ela ainda Precisa fazer com que a criança seja uma criança de sucesso ela ainda Precisa fazer eh edificar o lar né é uma uma coisa Cristã ela ainda Precisa edificar o lar ela precisa ser Graciosa ela precisa ser compreensiva e pro homem não pro homem tá tudo bem Se ele for legal com os amigos dele se ele ganhar dinheiro se ele tiver sucesso se ele for um bom Líder Ok mesmo que ele não seja um bom pai então acho que também é um tipo de violência você forçar a mulher a ser uma boa mãe já que não se permite o aborto permita pelo menos que ela não seja uma boa mãe e não ser uma boa mãe não é maltratar o seu filho é você não está disponível 24 horas para seu f todo mundo acha que precisa ser uma inã né você precisa trabalhar precisa cuidar dos filhos precisa resolver seus problemas precisa ser uma uma boa mulher e é cruel Então esse debate me abre os olhos para ver o comportamento da minha mãe e como eu fic Cruel em julgar a minha mãe em alguns momentos de falar poxa eh acho que ela devia ter agido assim ela devia ter agido assado eh tiveram casos também de abuso na minha família que minha mãe não tinha para onde ir e antes eu ficava com raiva dela ficava Mas por que que você não fez por que você não não correu atrás porque você não deu um jeito mas é um problema social e não um problema dela então eu queria trazer essa reflexão primeiro e depois falar também das mudanças climáticas Eu sou estudante de arquitetura estudamos Paisagismo e um dos problemas eh que nas periferias tem menos árvores né fica mais quente e queas mulheres seja pior ainda porque a mulher precisa ter o cabelo grande para ser feminina mas ninguém se importa com o calor a mulher não pode tirar a blusa o homem se tiver calor ele tira a blusa em qualquer lugar e tá tudo bem E pra mulher não é assim então tem as mulheres com menopausa tem as mulheres que estão em sobrepeso por alguma razão hormonal que é ignorada e que também sofrem com com a mudança climática então até a mudança climática que tá vindo aí para asar a humanidade inteira pega muito mais pras mulheres então Eh meus parabéns a vocês por serem mulheres e queria deixar essa reflexão de não cobrem suas mães de serem boas mães porque ninguém tem obrigação de de Educar outra pessoa com tanto sucesso né se você for um bom pai Parabéns para você se você for uma banho Parabéns Se você não for tá tudo bem também muito obrigado Obrigada Yuri é você quer e pessoal eu vou pedir licença que eu também vou precisar entrar numa outra atividade que acabou atrasando vou conseguir entrar um pouquinho mais tarde mas parabenizar a realização dessa e dessa reunião a Tamires todo mundo presente muito obrigada espero que a gente mantenha esse contato qual que acho que é melhor lá né Acho que tanto faz lada tanto faz Oi gente boa noite para quem não me conhece sou Luara Santana fui candidata a vereadora por Campinas né acredito que eu e a Suzi Fez história aqui né a 2016 acho que teve Mara moira e nós fomos as terceira né Eu e Suzi somos militante do pessoal né eu para mim é tudo novo essa questão de militan de estar na luta Porque infelizmente onde muitas vezes a sociedade joga a gente eu estava na prostituição Então minha vida toda mesmo eu com 25 anos hoje passei do meu 16 anos até aos 22 anos né nessa situação e não posso deixar de falar também sobre a questão de nós mulheres trans o tanto que nós sofremos na sociedade sempre os direitos somos nós somos negados a todos os tempos mulher no geral né Sempre as a a Os Homens Querem negar o nosso direito a sociedade quer negar o nosso direito eu ando acompanhando a câmera né Sempre que eu posso estou aqui eu vejo aqui a bancada de esquerda que tá mar que tá Guida que tá Fernanda que tá Paola que é uma uma bancada muito Combatente uma bancada de luta onde sempre quer calar NS mulheres né e também eu não posso deixar de falar sobre despreparo as delegacias de Campinas sobre nós mulheres quando vai procurar eu mesma quando Sofi transfobia inclusive de uma professora da Universidade da Unicamp Sim ganhei agora em Janeiro ganhei a coordenação né Lógico a gente tem que dar o nome isso nunca fui divulgada Não divulguei mas ganhei Briguei como eu sempre falo para mim é é é um orgulho brigar com os poderosos Eu não tenho medo dos Poderosos né mesmo sempre eles querem nos calar né e a os preparo da delegacia né como eu fui mal recebida teve meus direitos negado na delegacia né então assim não posso deixar de de falar eu tive uma pessoa que me procurou nas redes sociais eu sempre fala sobre os temas de Campinas né sempre tô lá cutucando Dário tô contando do do mal é como poss dizer do Mal governo dele aqui em Campinas que eu não concordo o dar uma pessoa não sei como que ganhou a eleição mas n nós somos democrática Nós aceitamos como nós ganhamos quando nós perdemos não é não é Enfim deixa para lá então Eh sempre nas redes sociais estô postando e a situação né que tá Campinas abandono centro de Campinas né e ele é o prefeito tiktok né comoo mundo conhece adora graver o tiktok Eu sempre tô acompanhando e a questão que quero falar sobre a questão da da da polícia no geral né é o que acontece uma amiga minha advogada a não era para falar amiga mas falei amiga minha advogada ela sofreu agressão na casa dela e simplesmente o o marido que agora ex né falou que ela era garota de programa policial no socorrer se eu te contar que o policiais fizeram com ela simplesmente colocou ela dentro do carro eu falei pra gente levar adiante ela não quer colocaram ela dentro do carro é abandonaram na Anguera foi recente isso é abandonaram na Anguera porque simplesmente que o ex-marido dela falou que ela ag de programa você vê que absurdo eu falei que você não esfregou a carteirinha na cara dele olha aqui meu amor você tá presa agora eu tô te prendendo mas ela não teve é qual o problema né Qual o problema olha aí uma garota de programa como eu que fui sim ó Eu fui agora de programa tô aqui na Câmara tô aqui enfrentando os poderosos fui com vereadora hoje eu tenho um salão de beleza Hoje Eu Sou empresário hoje pode ter travesti em todos os lugares mulheres em todos os lugares e vai ter que nos engolir entendeu E é isso eu acho que ainda tem muitos processos para melhorar essas situações para nós mulheres no geral né a gente não pode eh deixar de de falar de muitas coisas que são legadas pra gente né mas é isso gente conta comigo com com a minha luta o que precisar põe n Minas redes sociais que eu tô sempre aí acompanho muito a Mariana acho ela maravilhosa que 1% da Inteligência dela que eu acho ela muito babado acho ela muito boa muito boa e é isso então conta com com a minha luta conta com com meu com as minhas fala e com certeza vou estar sempre presente em tudo e o que eu puder ajudar eu quero muito conhecer a isso a ocupação de vocês né e enfim é isso gente obrigada obrigada Luara maravilhosa vou passar a palavra paraa Adriana isso boa noite a todos eu queria eh parabenizar né Toda a bancada a vereadora Mariana que eu vi no Instagram dela né que hoje teria esse debate aí eh sair do serviço e vim para cá de escala seis a escala se por um né Vim lá do serviço de mochila eh eu sou eu sou cursando serviço social Eu tenho um projeto espaço bem-estar para as mulheres na Vila C Silva eh aonde eh todas essas falas que foram falad aqui né Eh eu eu enfrento lá né com as mulheres né de mulheres que estão indo no meu projeto que tentam eh muitas eh com problema psicológico eh trabalham sai de um trabalho e entra no outro como ele eh ele acabou de falar né Sai de um emprego já corre pro outro né e muitas vezes eu encontro elas eu falo assim Onde você tá vindo aí fala não eu tô vindo entro emprego falo meu Deus né já trabalhou tanto e tá voltando de outro emprego que às vezes nem dorme para entrar num outro trabalho né então esse debate de hoje é muito importante eh assim as mulheres estão gritando pedindo socorro vadora Mariana e todas as suas companheiras Isso é uma verdade assim eh eh muito muito nítida assim princialmente comigo que sou uma mulher preta que tem um projeto de mulheres eh que trabalha na né na escala seis por um Então tudo tudo que foi falado aqui eu acho que a gente tem que fazer algo mesmo assim para para que todas as pessoas possam ver né O que tá acontecendo na vida das mulheres é [Aplausos] isso bom encerrada as inscrições quero agradecer a Adriana também vou passar a palavra paraa Tamires para uma fala de encerramento E aí não aguardem não vou embora que a gente quer tirar uma foto no final gente tá bom eh quero agradecer o debate que a gente teve né porque foi muito rico assim a fala de cada uma de vocês eh eu acho que uma coisa que foi colocado né por várias falas também pelas vereadoras é a centralidade do trabalho né como a gente não pode separar né a categoria mulher dos outros debates da sociedade assim né senão a gente acaba enfim a gente tem que sempre olhar pela totalidade o trabalho que nos faz enquanto ser humano na sociedade né então assim pensar como o sucateamento do trabalho neoliberalismo vão impactando a nossa vida e quem tá na na estrutura final né somos nós mulheres mulheres negras mulheres trans eh e que vão sentir mais ainda esse Impacto assim né nessa estrutura Então é isso o debate da escala se por um tem Total a ver com o nosso assunto né que tem a ver com a exaustão e com o suicídio eh e pensar também no Cuidado né de quem cuida porque nesses espaços ainda vocês colocam uma angústia né enquanto trabalhadoras também e uma e não se responsabilizem né por essas questões que também são estruturais em relação ao trabalho e e que traz muita angústia a gente parece que não tem quem cuida da de quem cuida né então eu acho que a rede feminista né ela tem um poder muito grande nesse sentido né de solidariedade de força entre nós de resistência né e e que também uma coisa muito bem pontuada pela ai seu nome pela Talita é também esse cuidado de de que a gente se cuida Mas a gente não deixa de exigir do estado que cumpra seu papel né então também enquanto promotora legal Popular eh a gente tem muito cuidado também nesse sentido de não fazer um papel que do Estado né de por mais que tenham psicólogas médicas eh e profissionais que estão ligadas à área de cuidado técnicas de enfermagem enfermeiras de que a gente não vai fazer os atendimentos como voluntariado que é mais uma forma assim como trabalho doméstico né que não é remunerado de mais uma vez a gente não ter reconhecimento e não ter um salário a gente tem visto o sucateamento de políticas públicas como foi colocado aqui na saúde na assistência social eh e isso é muito nítido né com o aumento da carga horária diminuição dos salários isso eh junto com o assédio moral e sexual como é colocado aqui torna uma rotatividade gigantesca de profissionais né então a gente fala de formações e tem uma grande rotatividade então assim que não dá conta também de de qualificar o serviço se a gente tem uma questão que estrutural em relação ao trabalho eh inclusive né como eu coloquei essa questão das plps que a gente faz esse trabalho só complementando também então para dizer que os cursos eles são as aulas são presenciais de terça-feira Das 7 às 9 no local no centro que ainda não tá definido tá quem tiver interesse divulgar para outras mulheres também e a gente também tem esse papel de acompanhar as Mulheres nesse acesso às políticas públicas então experiências assim eh já tive algumas experiências na delegacia da mulher de ir com a camiseta né que a gente tem uma camiseta de promotora legal Popular chegar lá com o nosso livrinho na mão porque é isso na foi um episódio na época de pandemia e nós ficamos esperando né eu fui encontro promotora legal Popular com uma mulher e a gente ficou esperando pro atendimento por 4 horas do lado de fora no sol porque era pandemia né então tem o ar condicionado lá dentro e a gente não podia entrar enquanto não houvesse atendimento e no plantão era um homem né que tava lá como escrivão e eles disseram que ia chegar uma mulher então a gente fou assim e ela tava muito sensibilizada porque foi um abuso sexual grave assim né Foi o irmão dela que cometeu esse abuso e a gente aguardou então que fosse uma mulher para fazer esse atendimento e foi péssimo né do mesmo jeito assim infelizmente que inclusive é isso né mulheres quando estão em em espaços est tamb que são majoritariamente da e masculinos também querem reproduzir de certa forma também esse machismo né então já começou desde a minha camiseta né do do quem é você que você tá fazendo aqui né eh e e a orientação dela também eu eu tinha orientado a pedir a medida protetiva E aí ela virou pra mulher e disse que eh que ela que deveria sair dos lugares Porque se ela fosse nos os lugares que ele ela estaria provocando enfim que assim a gente tem uma luta para ter né política pública depois pro acesso e depois de como se dá esse atendimento né de como se dá essa execução enfim pra gente pensar aí que é isso né e é uma luta permanente constante de resistência e de fortalecimento entre nós também agradeço a as trocas e cont obrigada obrigada Tamires bom esse foi a intenção dessa reunião foi abrir um debate público então eu quero agradecer todo mundo que fez fala que contribuiu com a discussão nós estamos na campanha pela redução da jornada de trabalho contra a escala 6 por1 essa vai ser uma campanha Central é uma campanha que vai precisar toda a força que depende né a gente sabe que o processo legislativo eh na ade depende da da da luta né E também a gente sabe que não basta ter lei né a gente sabe que tem lei que pega e lei que não pega Então o que diz se a gente vai conseguir de fato reduzir a jornada de trabalho é a força social organizada da classe trabalhadora né então eu acho que esse é um tema importantíssimo nós estamos na luta contra a precarização da Saúde estamos na luta contra o assédio moral o assédio sexual e aí assim eh todas essas campanhas Elas têm inclusive o sentido de dar respostas concretas e reais a esse tema que é o tema do adoecimento mental que nós temos que elaborar sobre eles também a defesa dos Caps do serviço de atenção psicossocial mas a gente sabe que não é suficiente né porque na verdade o estado eh o estado e o capital vão massacrando a a classe trabalhador e depois aparece né o serviço de saúde para cuidar é claro que a gente quer que se cuide das pessoas né E que se cuide de quem cuida cuide dos trabalhadores mas também queremos também atacar de fato esse sistema que tá como a Diana colocou que eu acho que foi uma colocação ótima que a Diana fez que é o termômetro da sociedade né então nós estamos aí nessa luta Quero agradecer todo mundo que veio convidar para vocês pra gente tirar uma foto e e 8 de Março estaremos na rua obrigada gente [Música] TV Câmara Campinas