Transcrição automática gerada por IA. Pode conter pequenas imprecisões e ainda não
passou por revisão humana. Use Ctrl+F para buscar termos dentro do texto.
[Música] a tv câmara campinas bom dia a você que acompanha a tv câmara campinas pelo canal 39.3 canal digital também pela net canal 4 ao vivo no canal 9 e também pelas redes sociais um ótimo dia para você e convidamos você acompanhar os trabalhos desta manhã aqui no plenário da câmara onde acontece o seminário de inovação em governo iniciou se ontem hoje uma seqüência de palestras espero por vocês são palestrantes de várias partes do país inclusive um dos palestrantes é representante da agência de empregos da prefeitura de madri portanto todos os assuntos relacionados à hoje a o dia de hoje são assuntos importantes e queremos que você acompanha os trabalhos fique conosco bom dia a todos a prefeitura municipal de campinas ea câmara municipal de campinas dão as boas vindas ao segundo dia do seminário de inovação em governo promovido pelas secretarias municipais de desenvolvimento econômico social e turismo e de gestão e controle pela escola de governo e desenvolvimento do servidor e gds ea escola do legislativo de campinas unicamp com o apoio da associação dos engenheiros e arquitetos da prefeitura de campinas e da associação dos auditores fiscais de campinas para nossa primeira palestra a questão da modernidade e as políticas públicas nós convidamos a professora juliana leite a professora juliana é doutora e coordenadora do curso de administração pública da faculdade de ciências aplicadas da unicamp também foi professora da universidade federal de mato grosso de 2005 a 2007 possui graduação em engenharia de alimentos pela universidade estadual de campinas mestrado em desenvolvimento rural pela unicamp doutorado em desenvolvimento econômico também pela unicamp e pós doutorado na área de políticas públicas a professora foi gestora da secretaria de desenvolvimento econômico de campinas em 2014 e 2015 realiza pesquisas no laboratório de estudos do setor público da faculdade de ciências aplicadas da unicamp na área de gestão de políticas públicas com ênfase em redes colaborativas e agulha avaliação de políticas sociais com experiência nas áreas de saúde segurança alimentar e desenvolvimento rural ministra aula sobre aulas sobre a evolução do estado no brasil e sobre sistemas de proteção social obrigado a professora pela presença e boa palestra todos alô bom dia agradeço muito o convite dos organizadores do evento parabenizo pela realização do evento uma agenda tão importante é um prazer estar aqui com vocês é como a mestre de cerimônias já contou minha história é eu sou uma profissional bastante interdisciplinar e me encontrei na faculdade de ciências aplicadas exatamente pela vocação da aplicação do conhecimento uma das vocações da faculdade de ciências aplicadas é o conhecimento para a sociedade não conhecimento para na resolução dos problemas contemporâneos eu saí da área de exatas fiz um caminho e me encontrei nessa área de políticas públicas é também por essa por essa inquietação que eu sempre tive de pensar refletir e trabalhar sobre temas que estão aí e precisam ser endereçadas na principalmente na relação entre os governos e as sociedades então é um prazer estar aqui com enquanto gestora da secretaria entre 2015 e 2017 eu também colaborei né com a gds foi um período muito rico não tinha como eu me tornar professora de administração pública sem viver na pele o que é ser uma uma gestora pública então também é e tem um tenho boas lembranças é um dos dos estresses que eu passei enquanto gestora pública porque com certeza isso é contribuir 11 com com a reflexão do objeto do estudo que é o meu objeto a administração pública eu orientei a minha fala hoje pensando em resgatar um pouco o sentido das relações entre o estado e as sociedades ao longo do tempo né e como isso tem a ver com a inovação como essa dinâmica tanto dos governos quanto das sociedades têm a ver com esse dinamismo é com essas transformações é que são a essência da da ideia de de inovação então quando a gente pensa é na origem primeira dos estados e são os estudos lado a teoria geral do estado né que que eu ministro na disciplina de introdução à ciência política os estudantes chegam ea gente começa a pensar então é não dá pra gente pensar que o estado é uma coisa dada a é isso e agora é legal a gente pensar né como é que ele fosse se estruturando para chegar ao que ele é agora né e se a gente for pensar na origem primeiro a gente vai lá nas coletividades primeiro as coletividades humanas que percebem que pra sobreviver é para ter mais chance de sobrevivência era melhor ficar em grupo é a primeira necessidade social é a da proteção e aí os grupos vão se estruturando e se formando e conforme esses grupos vão crescendo existe também uma necessidade de divisão do trabalho não ganho de eficiência então alguns vão caçar alguns vão cuidar da proteção alguns e e essa divisão do trabalho é também gera uma maior chance de sobrevivência dada a eficiência que isso gera em termos de recursos e tudo mais então lá na origem a gente tem essa necessidade de proteção de divisão do trabalho que as coletividades começam a a se estruturar socialmente né e aí é essa aí começa uma organização formal do poder que a gente pensa que na origem mesmo o poder estava muito disperso entre todos as pequenos grupos as pequenas famílias ninguém estava ninguém estava submetido a nenhuma regra comum que estava agindo sobre todas as pessoas cada um tinha o seu poder alí disperso e com esse crescimento com quando as coletividades vão crescendo e se tornando maiores e se organizando começa a acontecer essa organização desse poder político que é um poder que na verdade é o poder de instituir regras que vão valer para todos e aí começa então um processo de concentração um poder que se todo mundo era não estava submetida a nenhum tipo de regra eu podia é matar alguém é eu tinha todo o poder comigo porque não tinha nenhuma regra sobre mim e aí com o tempo as coletividades vão crescendo essa necessidade de se organizar de proteger vai começar precisar ter um líder então vamos escolher alguém que é mais apto que quer mais é forte o que é é mais hábil para liderar aquele grupo aí a gente já percebe uma verticalização uma estrutura de de alguém que está acima das outras pessoas e que vai liderar essas pessoas num momento de de crise ou representar aquelas pessoas diante de uma situação externa é e aí se inicia uma verticalização uma estruturação desse poder que vai então decidir sobre as contendas que estão acontecendo alguma alguma algum tipo de regra começa a ser criado e isso é ao longo da história dos séculos e séculos e séculos foi se concentrando foi se organizando na estrutura que hoje a gente entende como estado que é é resgatado um pouco da teoria clássica do contrato social é o que é o contrato social é as pessoas dando a sua liberdade em troca de uma regra comum que vai valer para todo mundo porque ok então assim a gente consegue conviver melhor a gente consegue evoluir melhor enquanto coletivo enquanto sociedade e isso é essas necessidades de organização estão na origem da criação dos governos né então é uma resposta a todo esse processo social uma resposta às necessidades daqueles primeiros grupos e aí vai a campo vai ao longo de muitos séculos ii se desenvolvendo é sofisticando os seus mecanismos quando a gente vê lá na idade média a criação da cidade é o surgimento das cidades ela traz é um crescimento muito grande das necessidades públicas daquelas necessidades que não é minha nem sul é uma necessidade coletiva e aí então começa a necessidade é de um corpo administrativo para cuidar daquilo para cuidar das coisas comuns para cuidar daquilo que se não existir aquela aquela daquela competência para isso ninguém vai fazer a gente vive um pouco esse dilema hoje do público assim não é meu não é cena de ninguém então tanto faz né então a necessidade de criar essa instância que vai cuidar das coisas públicas e o funcionalismo isso lá na idade média né no surgimento das cidades e aí com o passar do tempo esse poder de criar regras de organizar a vida comum vai se concentrando e por exemplo chega no ápice do estado absolutista em que uma única pessoa que é legitimada naquela época por deus então deus quer que aquela pessoa esteja lá né aquele aquele monarca absoluto a melho poder um poder saiu da exposição total e foi se concentrando e no estado absolutista ele está concentrado naquela uma pessoa então é um pouco esse processo da organização do poder é importante para a gente perceber a evolução né dos governos e aí quando a gente fala da evolução a gente fala da evolução dessa máquina de administrar as questões comuns de criar regras para se administrar as questões comuns né a vida comum é essa evolução por exemplo no brasil no brasil a gente à nossa organização política ela se inicia com um grande vácuo de poder então as regras saiam à europa para chegar aqui uma regra meses e meses imagina chegando aqui se tem uma ambigüidade a como é complexo não é a que se eram era realmente um vácuo de poder no início da nossa da nossa organização política né muito muito complexa essa transferência das regras da metrópole pra cá e aí 1808 a família real vem pra cá e traz pra cá a gente passa a ser sede do império tanto que não dava mais para voltar a ser colônia depois disso veio a independência e então a gente com inaugura a nossa administração pública com a vinda é claro que existe um órgão antes mas um é um professor da da da gv lustosa da costa em 2008 ele escreveu um texto chamado brasil 200 anos de estado 200 anos de administração pública duzentos anos de reformas ele publicou em 2008 não por acaso porque ele sustenta de que a inauguração foi em 1808 e ele diz é que a instalação da corte transformou uma constelação caótica de organismos em um aparelho de estado então ali a gente inaugura porque precisava existir uma administração na sede do império português daí a criação de várias organizações basais fundamentais para essa estrutura o banco do brasil a marinha à biblioteca nacional o jardim botânico há historicamente tem muitas organizações que foram criadas ali é pela necessidade mesmo né de de se inaugurar uma administração pública brasileira ea nossa administração daí ao longo também desses 200 anos teve vários momentos de inovação várias introduções às vezes mais rupturas às vezes mais incrementais né ou seja mudanças é pouquinho em pouquinho mas muitos momentos de inovação é nesse tempo de evolução do estado no brasil a gente tem a inovação burocrática né quem que em nenhum momento foi bastante inovadora no sentido de de propor um modelo é muito diferente do que o que estava em vigência então lá na república velha a gente tem é uma política muito personalista né muito patrimonialista muito cliente lista muito baseada nos poderes regionais das oligarquias que estavam espalhadas pelo brasil inteiro e e aí então na era vargas na década de 30 vem essa inovação burocrática vamos burocratizar vamos padronizar os procedimentos nem lembra daquela coisa das regras vamos fazer as regras universais e padronizadas que valha para todos vamos privilegiar a meritocracia vamos organizar o processo de compras vamos organizar o processo de contratação de pessoal isso tudo como uma forma também de neutralizar aqueles poderes que estavam espalhados nas oligarquias regionais então agora é o que a professora sônia drive chama de estruturação da ossatura do estado capitalista brasileiro porque a gente está numa é no início da industrialização brasileira década de 30 o início da urbanização mudanças demográficas radicais né aquele e aquele grande bunda saída o início neckel grande mesmo foi na década de 60 na saída do campo para a cidade então muitas transformações estruturais na sociedade e o poder se reorganizando como um poder central como interesse da nação não é mais o interesse das oligarquias mas é o interesse da nação e e se essa inovação burocrática foi uma ferramenta para isso foi a construção da ossatura é a padronização nacional é de como as como administração funcionaria nelly a criação do dasp em 37 foi o marco dessa dessa organização que foram os braços nem do governo que persistiu pelo estado novo né pelo período ditatorial para que o governo então implementasse esse modelo que lhe servia nem de servir ao seu ao seu objetivo político neutralizar a os regionalismos e aí então vamos padronizar e vamos para o modelo burocrático que é era inovador naquele momento aí mais um mais um período que que foi marcante né na já na ditadura militar a gente estava vivendo o ápice do nosso desenvolvimentismo ou seja é uma lógica em que o estado conduz o país ao desenvolvimento econômico na industrialização é então a gente estava no ápice do desenvolvimentismo e o estado querendo maior flexibilidade na sua gestão para poder fazer com as próprias mãos o desenvolvimento econômico ea em 67 vem essa inovação da administração indireta então vê em um decreto lei em 67 que vai dar espaço para uma administração que não é estritamente o governo não é a administração direta nas suas diferentes escalas esferas federal estadual e municipal mais uma uma administração pública que vai estar sujeita a regras mais flexíveis né as autarquias e as fundações das empresas públicas elas elas saíram um pouco das amarras rígidas da administração direta e esse foi só foi também uma inovação instituída na época dos militares e outro último marco a inovação gerência lista que chega já na década de 90 aqui no mundo ela chega no final da década de 70 aqui é tem tem autores que acham que devido à ditadura militar aquela coisa mais nacionalista característica da da nossa ditadura militar segurou um pouco essa onda de chegar o a nova gestão pública todos os referenciais gerenciar listas no brasil que chegaram então na década de 90 é demais dentro dessa onda mundial i de olhar para o estado e fala calma vamos vamos é vamos encolher um pouco nossos braços porque não damos conta de fazer tudo que estamos fazendo é isso tudo muito ligado à crise fiscal do estado e acre e as sucessivas crises do capitalismo então a gente percebe que isso no mundo né saindo um pouco do brasil e nessa evolução dinâmica dos governos existem e existirão vários momentos vários consensos diferentes que que acompanharam é as evoluções da máquina administrativa a gente tem um momento único um momento liberal em que o consenso era de que o estado não deveria colocar a anã que não deveria adaptar que intervir em muita coisa né um momento de forte ênfase nos direitos individuais na no estado simplesmente como um regulador mas bem bem limitado né aí vem um momento intervencionista pós segunda guerra mundial na construção dos grandes estados de bem-estar social do mundo era um momento em que o capitalismo vivia seus anos de ouro eles que tinha muitos recursos estados estavam ricos né porque é isso as crises do capitalismo e as crises fiscais do estado elas são um espelho uma da outra claro que quando a economia retrai arrecadação do estado retraio e aí a gente entra na crise fiscal do estado então as coisas são espelhadas lá no no pós segunda guerra a gente viviam nos países avançados uma situação de bastante prosperidade econômica e os estados então começaram a crescer se estruturar e se legitimar no contexto da criação da onu dada dos direitos que foram sendo conquistados é começou a se legitimar um consenso de que o estado sim precisa agir na relação é mercado sociedade só o mercado não dá conta de levar à sociedade para um estado de bem estar então o estado vai equilibrar um pouco a balança e essa é a lógica do estado de bem estar social e aí o estado então começa a fazer políticas nas mais diversas áreas como um direito não como filantropia não como caridade ea gente tem então os grandes exemplos dos estados de bem-estar social ao redor do mundo e claro nada na américa latina a sua versão subdesenvolvida desse processo e aí por fim na pós década de 70 com as crises sucessivas do capitalismo a e as crises fiscais no estado o momento neoliberal é um momento que na verdade e essa é essas idéias sempre existiram não é um hatch que é um grande um grande ícone das idéias neoliberais já gritava as idéias neoliberais lá atrás quando o estado de bem estar social estava sendo escolhido como caminho eles já falavam isso aí quando veio a crise da década de 70 foi a hora de eles chegarem lá não está vendo tá vendo foi o que foi o estado que fez isso né háháhá o grande argumento neoliberal é e se não então foi a crise toda vem porque os estados que cresceram demais e eles estão fazendo muita coisa intervindo muito e isso não dá certo é um ponto de vista é um ponto de vista que naquele momento de crise ganhou muita força porque é realmente os estados estavam quebrados digamos assim né com a crise a arrecadação caia muito e faz bom então agora que a gente vai fazer isso a gente não está tendo um recurso pra manter essa estrutura e aí então esse novo consenso de que os estados precisam repensar o seu papel como é que então agora nesse novo contexto o estado vai agir e aí então quando a gente vai falar de inovação a gente tem que resgatar esse foi o fio que eu pensei em discutir quando a gente está pensando nessa evolução no pará onde a gente quer aí no que a gente quer fazer de novo a gente tem que voltar pra pensar então o que a gente precisa hoje se lá no começo a gente precisava de proteção e precisava é de melhorar a divisão do trabalho agora a gente precisa do que na nossa sociedade pós moderna e essa é uma pergunta importante né pra gente fazer tem é como exemplo é tem um filósofo sul-coreano ele ele fala que a gente tá é que a gente vive a sociedade do cansaço então cada época tem a sua enfermidade então uma época as bactérias matavam massivamente e os vírus e vários problemas lá atrás então eram animais não é que matavam e em algum e em algum momento a o desenvolvimento científico e tecnológico foi lidando com essas enfermidades e hoje exatamente pelo processo cultural da modernidade que vem daquela lógica é do iluminismo da razão como com uma grande solução do progresso como o grande é a grande meta é o grande horizonte para a gente olhar o produtivismo a toda essa pressão não é que começa nas nas fábricas nem pela eficiência pela produtividade para produzir mais com menos chega em nós e aí ele diz que hoje a gente vê que as doenças as enfermidades dessa pós modernidade são as enfermidades que ele chama de neuronais que são aqui é a nossa saúde mental né que que é a os transtornos de ansiedade e depressão a falta de sentido e tudo isso está dado néné e é é transversal na onu no mundo e nas diferentes classes áreas de atuação então eu dou este exemplo para a gente perceber da necessidade do jogo que os governos têm quando vão pensar em inovação de olhar para a sociedade atual é fazer essa leitura dessa pós modernidade do que é que a gente está vivendo hoje para poder fazer essa relação de ponto eu tô aqui pra endereçar essas questões para trabalhar com elas e aí é pra além disso a fazendo fazendo fazendo são parênteses né então como eu falei a modernidade é essa que vem no século é desde o iluminismo e chega até o século 20 o progresso a razão é e tudo mais e após modernidade na sociologia é pós queda do muro de berlim ea queda da união soviética em que os valores esses valores começam a ser questionados tipo nossa será que funcionou isso é que funcionou a razão o progresso tão indo para o caminho certo não te amo então tem todo um questionamento desses valores e aí seria a pós modernidade ou a sociedade pós industrial com essas características que são muito diferentes e também das sociedades industriais né aquela clássica da revolução industrial porque hoje o capitalismo é outro lidando com outras questões além de algumas antigas e aí algumas antigas a gente pode perceber que ainda tão bem mal resolvidas né a gente percebe nesses objetivos o ds né da da onu objetivos do desenvolvimento sustentáveis questões muito muito complexas que ainda não foram lidadas e elas são é herança da modernidade herança de todo esse processo que veio né então a gente olha dentro dos objetivos erradicar a pobreza acabar com a fome educação de qualidade água e saneamento coisas muito muito basais nessas cidades a questão da cidade a questão dos oceanos do meio ambiente das energias do trabalho né que teve uma palestra ontem que infelizmente não pude estar mas muito interessante essa questão do desemprego estrutural precisa ser olhado então pra onde pra onde a gente vai tentar resolver a questão de que os postos de trabalho estão cada vez mais escassos né então é são problemas muito complexos e não resolvidos ea literatura da da administração pública principalmente nas políticas sociais elas trazem essa esse conceito de um wiki problemas que são problemas perversos né e porque eles são perversos eles são problemas é emaranhados são problemas multi causais ele são problemas múltis calares eles são problemas muito interconectados problemas que envolvem muitos stakholders né que têm agendas conflitantes agendas diferentes é uma arena de conflito que envolve aquele problema é um problema que é difícil de definir é muito reunificado ele é muito ramificados e aí a gente não consegue definir complica né para tentar uma solução ele é um problema que às vezes você vai tentar resolver um pedaço você cria um outro problema você descobre um outro problema você descobre um outro problema você cria um outro problema então você não tem pra onde correr né e por isso são problemas de dificílima as soluções é é tem esses dois autores que começaram a aplicar esse e se essa expressão é na década de 70 nele eles falam que é um problema cuja complexidade social significa não possuem um ponto fixo e determinável isso também é uma característica dos problemas complexos que têm a ver com essa o dinamismo eles não são iguais hoje ele tem outra cara hoje eles são impactadas por outras coisas eles estão também em transformação né os problemas e aí é esse emaranhado né se a gente não tem uma definição precisa pra eles eu fiquei pensando é numa analogia com um com a questão da dos carcinomas de pele vocês sabem é que quando tem uma pinta que não tenha sua delimitação clara ela pode ser um problema se ela está bem delimitada dinho dermatologista fala não é só daqui tá ok então é mais ou menos isso não é um problema que não tem uma definição clara é complicado de se resolver a gente não consegue diagnosticar ele né às vezes é um problema tão gigante a gente não consegue diagnosticar como é que a gente vai planejar uma solução se a gente não consegue diego - cá né e ele é sintoma de outros problemas ele é causa de outros problemas é aí como eu já falei tem pessoas envolvidas com diferentes visões de mundo radicalmente diferentes que faz com que a coisa não mande né então eu tenho que ir pra lá tem outra pessoa que está barrando a minha pressão pra lá e aí para a honda e não saímos do lugar porque as pressões se neutralizam né [Música] então é é esse tipo porque eu trouxe esse rick problemas porque esse tipo de problema ele precisa dessa ele precisa dessa racionalidade de experimentação para lidar com ele já que ele é uma coisa que não se consegue pegar e definir a gente precisa entrar numa numa lógica de experimentação para poder trabalhar lidar com eles né primordial isso e então para entrar nessa questão da experimentação eu achei interessante trazer aqui a agenda de discussões de um evento que foi muito interessante em são paulo foi um encontro internacional de inovação governo eram pessoas de vários países vieram pessoas do alto escalão do governo federal e teve muita discussão legal então eu achei que era legal eu trazer o estado da arte dessa discussão de então como é que a gente experimenta quais são os desafios para a gente experimentar e quais são as potencialidades que já estão acontecendo nesse sentido né é bom eu acho que vocês sabem mais que eu sobre isso né quem está no dia a dia é percebe as dificuldades que a gente tem pra pensar fora da caixinha para saído é da lógica pra pra inovar né a gente tá num modelo burocrático é quando eu falei quando eu falei é das transformações né tem é têm autores que que datam a administração pública brasileira como uma fase patrimonialista uma fase burocrática uma fase gerência lista só que todas essas coisas continuam aqui a mesma coisa do brasil agrário e brasil urbano né foi uma transição do brasil agrário para tá tudo misturado continua tudo aqui o patrimonialismo a burocracia e olhanense a lista então quando a gente lembra né daquele tipo ideal de burocracia a criatividade é o oposto dela na verdade o que ela quer é previsibilidade né ela quer padronização ela quer e impessoalidade então não é como que uma pessoa vai vai ser criativo para o recreativo todo trazendo eu como pessoa que eu é que estou pensando e discutindo com outro com outro com outra é a gente ser humano se a gente está pensando no modelo claro naquele tipo de alberi ano é o que se queria se queria uma máquina e aí a criatividade não entra muito né e o risco também não entra muito porque o grande valor é a previsibilidade então é a imprevisibilidade ainda determinação esses elementos do não é não determinado também não são muito bem vistos nessa cultura da burocracia e ainda tem gente que pensa que fazer uma coisa nova no governo sem saber se vai dar certo é uma responsabilidade imagina a gente tem que ficar no que a gente já sabe o que é certo que já deu certo né e experimentar algo novo é irresponsável não existe essa essa visão e aí além disso existem existem fatores culturais mais amplos que são da nossa sociedade dessa sociedade que veio da da modernidade que é por exemplo a cultura da inibição do erro então errar é muito ruim a gente é punido por radar durante toda nossa formação se a gente errar a gente perde de ponto ea então não saber é ruim também então errar é ruim não saber é ruim e se a gente pensar a inovação ela depende disso ela depende da gente errar e tentar fazer e ajustar e não deu certo então agora vamos tentar de novo porque será que não deu certo e que a gente pode mudar para dar certo eo não saber é a base do de descobrir do criar na verdade eu já sei tudo não tem espaço nenhum procriar não tem espaço nenhum pra inovar e aí é isso é uma isso é cultural na academia a gente vive muito isso e como é que a ciência vai andar sem não saber e sem é essen o erro então são fatores culturais maiores que também influenciam nessa nessa criatividade né é e aí desafios é isso é perceber que é uma que para além das questões dos métodos e produtos nem tão inovar não é só criar métodos e produtos têm a ver com comportamento por exemplo eu acabei de falar né comportamentos direcionados a risco a tentar e errar a ao incentivo do agente não sabe ea gente quer descobrir tem a ver com comportamentos têm a ver com criação de imaginários né tem uma grande literatura que eu acho muito interessante né sobre sobre é os imaginários dentro das organizações sejam elas públicas ou não é o que a gente é quais são as narrativas e e todo o universo simbólico que a gente carrega no nosso fazer diário no nosso cotidiano e tudo mais os sentidos não é que a gente vai encontrando então tem tudo a ver com isso né ela ea inovação ela não é a negação do passado isso isso é muito ruim para um procurar uma cultura de inovação a gente achar que a inovação a inovação que ela é a negação do passado ela não é ela é o desdobramento do passado é uma linha é um contínuo que vai acontecendo sempre dinâmico não é nada é parado então é então a questão é como a gente estabelecer diálogos nessa coisa da mescla é como eu disse tá tudo aqui um patrimonialismo a burocracia ou gerenciar 'lista o agrário urbano é e também está tudo aqui a hierarquia estão aqui mas as redes estão aqui a competitividade está aqui mas a colaboração está aqui não é que eu vou jogar uma coisa foi impossível né eu eliminar completamente o lado esquerdo e ficar com o lado direito é ingênuo isso que a gente tem que encontrar é como a gente vai é promover a interação entre esses dois lados entre a independência e emancipação entre a polarização eo afeto a rigidez ea criatividade a imposição ea empatia então é é como pensar nesse caldeirão que tá tudo junto e misturado como a vida é né e aí superar a ideia como eu acabei de falar de que tem que jogar tudo fora de que nada disso serve ea gente precisa de tudo novo e aí não dá né o novo é incompatível com tudo isso e não tem como a gente precisa colocar essas novas é essas novas comportamentos essas novas formas culturais e organizacionais essas novas culturas organizacionais dentro do que a gente já tem um orçamento de equipes de hierarquias de órgãos de controle de prazos de toda a estrutura normativa que está dada e é claro a gente tem a gente esbarra nas leis vocês com certeza sabem mais que eu sobre isso eu lembro quando eu fui gestora né a gente está dentro daquelas normas então aí a gente vai ter que ver como é que a gente vai transformar por dentro essas peças e engrenagens né e outra coisa pensar que apesar de eu começar a falar falando que a criatividade não tinha a ver com a companheira que é com a burocracia a gente sabe que na burocracia e existem os espaços não é que a literatura chama de discricionaridade que é aquele espaço em que a pessoa é um ás vezes é maior às vezes é menor ea gente está falando de todos os níveis claro que lá no alto escalão é esperado que a pessoa pense que a pessoa é defina seja criativa porque daí tá vendo o lado toda ordem mas em todos os níveis até nas chamadas burocracias de nível de rua ou linha de frente são aqueles que entram em contato com a sociedade os professores os médicos os guardas de rua enfim tanto os atendentes existe é se essa discricionalidade ou seja esse esse ângulo de manobra em que a pessoa pode pensar eu acho eu acho que eu vou fazer desse jeito eu acho que eu vou fazer daquele então claro que isso pode ter uma uma um resultado nefasto se o atendente olha só não fui com a cara dessa pessoa e vou dar é aquela lista pra ela vai mandar pra outro lugar e aquilo que a gente já sabe mas também são espaços em que essa cultura da criatividade pode ser colhida e sistematizada não é como é que esses espaços em que cada um professor pensa uma coisa na sala de aula ele mesmo pensou como é que a gente consegue é isso que a gente está fazendo aqui é como é que a gente consegue trocar sobre o que cada um conseguiu fazer dentro do seu espacinho de manobra e de repente deu certo e foi legal ea gente difunde isso pode virar daí uma política institucional aqueles acolher esta criatividade que está espalhada é por todos os as áreas da administração isso é um grande desafio é e também estamos num momento muito complexo né mundial e no brasil também mas um momento aquela aquela aquele velho clichê né das crises das crises como oportunidades porque as crises daquele momento é só aquele momento que você não tem pra onde correr então se fala não eu vou ter que achar uma solução é diferente e vou ter que buscar uma solução diferente para isso é preciso experimentar tudo aquele comportamento do risco é dada inovação da criatividade da propensão a errar a crise dá aquele empurrão né é um dos fundos com conferências dessa desse evento em são paulo é o francisco gaetani que foi presidente da enap e ele disse ele afirmava que a administração pública com certeza e nova mais em momentos de crise é que é de se esperar porque aquilo a gente entra numa zona de conforto está tudo bem tudo funcionando pra que eu vou ficar gastando energia e pensar soluções então a crise é nos coloca nesse olho do furacão que a gente tem que tem que reagir de alguma forma e aí tem muita coisa sendo feita o tema está na agenda o tema tá sendo falar do tema tem muita visibilidade mundial tem muita coisa em novos produtos em desenhos de políticas em modelagens organizacionais essa enorme onda de incorporação das feliz né que é super importante só é importante a gente perceber que não é só isso né esse não é ou não é mais sinônimo de inovação em governo entrar no paradigma egov smart gov é também né mas é é muito mais do que isso a reengenharia de processos e inovação e mecanismos de financiamento e inovação em mecanismos dia contabiliza ti e interações intra interorganizacionais esse é um grande desafio e uma grande potencialidade meu doutorado eu estudei isso que no mestrado estuda uma política de segurança alimentar daqui de campinas ela era implementada pela secretaria de educação pela ceasa e por um órgão que era vinculado a um diretamente ao gabinete na época e aí qual foi logo descoberta no final né que os resultados é o não alcance das metas se devia muito a falta de articulação isso acho que vocês vivem também né porque tudo que a gente faz envolve várias vários órgãos então como é que a gente melhora essas relações intra organizacionais e o inter organizacional daí já é pra fora que a gente também precisa com certeza por ofício à prefeitura como um todo participa de vários vários projetos e e e programas em que ela é interage com órgãos externos né ea inovação ela pode acontecer em diferentes fases do ciclo de políticas essas são as potencialidades né agora está acabando meu tempo não vou explicar com mais detalhes mas a gente usa muito na faculdade essa ideia do ciclo de política não é como é que uma política é funciona dinamicamente isso é uma coisa didática né a gente sabe que na realidade é tudo é mais bagunçado misturado e tudo ao mesmo tempo agora é mais a política ela passa por um processo de identificar um problema de colocar esse problema na agenda de procurar soluções para esse problema de escolher uma solução para esse problema de planejar como é que a gente vai executar essa solução executar essa solução avaliar essa solução ea gente volta para o início do ciclo e aí tem exemplos de inovações em cada um desses dessas etapas que já estão acontecendo inovações e na agenda na formulação na implementação da avaliação e tudo isso então essa questão fundamental que é um desafio e que é uma potencialidade eu vou terminar com ela que é a questão da forma são de redes e parcerias a gente não pode pensar em inovação pública e inovação em governo como a inovação pública a gente não pode pensar em inovação pública como sendo somente inovação do governo inovação no setor público é uma inovação que precisa como eu falei por essa questão cultural e comportamental ela precisa pa envolvendo o setor privado as organizações não governamentais à sociedade a academia é porque é é como eu falei no começo aí a própria natureza da existência do estado e dos governos é para satisfazer necessidades da sociedade então se essa relação não tiver é articulada não faz o menor sentido então essa articulação é fundamental e aí é tem informações de redes de laboratórios sendo criadas pelo mundo pelo brasil é ou acho muito legal eventos como esse acontecendo em todo o brasil e é isso que precisa ser feito né isso pra gente ganhar corpo e cada vez mais é poder trocar conteúdos poder trocar experiências e esse state of change é um exemplo de uma rede mundial que que se propõe a a discutir como criar as capacidades nos governos para lidar com os desafios que enfrentam nessa lógica de que o desafio sempre mudam ea gente precisa continuar também sempre mudando então é isso agradeço me coloco à disposição a gente vai abrir tal vai abrir pra quem quiser fazer algum comentário a alguma pergunta e eu me coloco à disposição também para conversar depois aqui está o meu contato [Aplausos] gostei muito da sua palestra parabéns eu já trabalhei na administração pública até como gestora e e vi com bons olhos a inovação não é porque eu sempre pensei em novidades e nunca é e tinha aquela dificuldade justamente pela cultura os órgãos de controle social existentes eles têm uma cultura é muito própria para o a lei somente né a letra fria da lei ea necessidade também de uma evolução nisso você concorda que os órgãos de controle eles às vezes eles bloqueiam o gestor público é está certo que eles existem pra pra moralidade pública existe sneh mas é exagerado nós a eu fui presidente do observatório social na cidade de jundiahy e logicamente é uma organização muito boa mas nós temos que ter modernidade também no controle certo não é você concorda com isso como você chama dilma e ver uma muniz obrigada vilma com certeza vilma é essa coisa do controle vai muito para o lado do é da tem a ver com a cultura né o sonho de controle nettheim aquele cada vez mais é eles amedrontam né quando todo mundo que trabalha tem aqui tem aquele pavor né dos órgãos de controle e tem a ver com uma uma lógica de legisla é pela por esperar que as pessoas não burlar a regra e sim então já se espera que o comportamento vai ser de errado que todo mundo tá louco pra fazer errado aí aquilo aí vai apertando apertando apertando apertando até não deixar nenhum espacinho e isso definitivamente é atrapalha o processo porque a inovação é o próprio erro né como é que como é que vai dar para ter espaço para tentar uma coisa e não dá certo e daí não tomar na cabeça e depois como sendo enfim legal sou fora da legalidade então é é a própria lógica mesmo do controle que precisa que precisa mudar um pouco na prática nas administrações públicas notadamente no municipal a uma um breque dentro da administração das decisões por conta de uma procuradoria jurídica que não acompanha a evolução e isso se tornou uma doença na administração pública municipal como um todo há a questão vai para a procuradoria e barra lá e e não não progride na então o avanço ontem falou-se muito da diferença entre a administração pública ea privada e talvez seja esse um grande problema é isso muito obrigada viu nós agradecemos a professora juliana pela excelente palestra a professora vai continuar aqui à disposição para as dúvidas dos próximos das próximas dúvidas que surgirem e nós vamos fazer agora uma pequena pausa de 15 minutos para o coffee break que está sendo servido aqui na galeria dos ex presidentes daqui a pouco a gente volta [Aplausos] nós encerramos neste primeiro momento nessa primeira parte da manhã é é uma palestra deste seminário que aborda a inovação nos governos porém o seminário continua e é esse seminário ele vai até o final da tarde de hoje e não teremos a transmissão ao vivo de todos os palestrantes e que usaram aqui a tribuna para falar mais você pode vir até aqui ao plenário da câmara municipal na avenida roberto mange 66 aqui no bairro ponte preta e participar aqui direto é com a ouvindo diretamente os palestrantes portanto fica aqui o convite pra que você venha até o plenário muito obrigada por acompanhar a programação da tv câmara campinas continue conosco a tv câmara campinas