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Olá, boa tarde. Começamos mais uma transmissão ao vivo aqui direto do plenário da Câmara dos Vereadores na TV Câmara. Nesta quarta-feira, dia 26 de julho, vocês vão acompanhar o primeiro ciclo de palestras da Bandeira da Paz 2023. O presidente da Câmara, vereador Luiz Rocine, estará conosco hoje comandando, em parceria com o professor Lino Azevedo Júnior, coordenador-geral do Movimento por uma Cultura de Paz. Vocês podem acompanhar a transmissão aqui pelo canal 11.3 da TV Aberta e pelas redes sociais. Boa tarde a todos e a todas. É com muita alegria que nós estamos abrindo aqui o primeiro ciclo de palestras Bandeira da Paz 2023, sobre cultura de paz. Nós estamos fazendo em parceria com a Câmara Municipal de Campinas, que também é um grande parceiro, e o nosso amigo e trabalhador da paz de longa data aqui, o Luiz Carlos Rossini, que hoje é o presidente da Câmara, que tem nos dado todo o apoio aqui, maravilhoso, que tem sido fantástico aqui nessas ações que a gente está desenvolvendo. Então, eu vou passar para o Rossini para fazer a abertura oficial. Obrigado, Rossini. Obrigado, obrigado. Bem, primeiro sejam todos bem-vindos aqui à Casa do Povo, a sua casa, nossa casa Câmara Municipal de Campinas cumprimentar quem nos assiste de casa pela TV Câmara mas uma saudação especial ao professor Lino Azevedo Júlio que é o coordenador geral do movimento Cultura de Paz que aderiu a essa proposta assim que tomou conhecimento já no passado e tem sido um militante assíduo fervoroso dessa causa e ajudado a aglutinar instituições entidades e pessoas que tem esse propósito de ajudar a construção de uma cultura de paz cumprimentar a Carla Castro que é coordenadora de políticas públicas sociais para idosos da Secretaria Municipal de Assistência Social, Pessoa com Deficiência e Direitos Humanos e que representa nesse momento o nosso prefeito Dário Saad, a Bruna Santos, diretora de Cooperação Internacional da Secretaria de Desenvolvimento Econômico Tecnologia e Inovação, que representa a nossa secretária Adriana Flosi, cumprimentar o meu amigo, já foi afilhado até, Sinésio Jorge Filho, que é o subsecretário de Assuntos Estratégicos da Câmara Municipal, e também os convidados e aqueles que vão falar nesta tarde, a Nani, nossa encantadora de histórias, é sempre uma alegria reencontrá-la, a Lununi, Cirne de Toledo, que é presidente do Conselho Municipal de Cultura de Paz de Campinas. Ângelo Diniz, que é o nosso amigo chamado professor chinês, que é diretor de esportes, representa também o secretário de esportes. A Paula Zacarias, que é da Brama Comares, Campinas. Flávio Lamas, da Associação dos Amigos de Animais de Campinas. A professora Cláudia Cristina de Oliveira Costa, diretora da escola estadual Lourenço França de Oliveira o Guilherme Barbosa Argentine Pereira que é aluno da escola estadual que vem acompanhada da sua avó vai falar com a gente hoje aqui também e o advogado André Luiz Ferreira filho do meu amigo saudoso já Zé Paulo Ferreira que é da IMA Informática dos Municípios Associados e o Thor o Thor o amiguinho, o companheiro do Lino ele aparece na hora certa assim rapidamente uma contextualizada buscar um pouquinho na memória como é que surgiu essa ideia na verdade em 98 eu já era vereadores Guilherme não era nem projeto ainda e eu fui procurado pela Ilse que é dos sincronários da paz me apresentando o movimento da bandeira da cultura de paz e sugerindo que Campinas aderisse a esse movimento, instituindo através de lei o dia municipal da bandeira da cultura, do esporte e da paz. Hoje a gente chama bandeira da paz ou bandeira da cultura da paz. E ela falou com tanta paixão e convicção o propósito desse movimento e o significado dessa bandeira que ela me conquistou de imediato. Aí eu apresentei o projeto de lei, foi aprovado para a Câmara E desde 1998, a Câmara de Campinas, a cidade de Campinas, através dessa lei, se une a um grupo de cerca de 400 cidades ou mais no mundo, que todo dia, 25 de julho, asteiam a bandeira da paz e procuram disseminar esse pensamento de construção e da necessidade de construção de uma cultura de paz. A bandeira foi criada por Nicolas Roerich E segundo ele, essa bandeira que tem um círculo com três esferas dentro Não sei se ela está exposta hoje aqui Tem um significado, as três esferas na visão dele sintetizam o conjunto das artes, das religiões e das ciências Dentro da cultura de paz E ele acredita muito que é possível produzir uma cultura de paz através de atividades de várias áreas, de vários campos, unindo todas essas contribuições, ciências, religião e todas as raças também. Ele, inclusive, foi indicado a Prêmio Nobel da Paz. Foi recebido na Casa Branca, lá em 1929, etc. e ele propôs um pacto mundial da cultura de paz. E hoje essa bandeira da paz é reconhecida inclusive pela ONU, e onde ela estiver hasteada é um ambiente protegido mesmo em momentos ou zonas de guerra. Então ela acabou cumprindo um papel muito importante. Ao trazer esse evento para a Câmara de Campinas, nós quisermos sinalizar que a Câmara de Campinas também tem esse compromisso. através da política, a ciência política, uma dessas ciências que Rorich se referia, pode ser um instrumento e deve ser um instrumento também de construção da cultura da paz. A política pode cumprir esse papel através do diálogo, do debate intenso, da divergência de opiniões, construir o consenso. A gente pode solucionar conflitos, divergências, superar crises através do diálogo. E a política pode cumprir esse papel. E se a gente consegue fazer isso, incorporar nas políticas públicas de todas as áreas um pouco desse entendimento, dessa compreensão, eu acho que no dia a dia da cidade a gente está estimulando a construção dessa cultura de paz e ajudando a nossa cidade a ser uma cidade também mais pacífica. E a paz não é só ausência de guerra. A gente conseguir olhar para o outro, entender a dor do outro, o sofrimento do outro, se preocupar em tentar solucionar o problema dos outros, daqueles que precisam muitas vezes da ação do poder público, simboliza essa visão de paz. A gente aprender a fazer uma comunicação não violenta, que tem que ser um exercício uma prática diária constante é também um exemplo de como a gente pode contribuir para essa cultura de paz quantas vezes a gente não consegue contar até 3 e explode e às vezes essa falta de controle das nossas emoções contribuem para um desencadeamento de ações que vão potencializando muitas vezes a violência verbal E a gente, na política, tem que desconstruir esse movimento e fazer com que a política possa cumprir esse papel de produzir o bem comum, entendendo que todos somos diferentes, temos opiniões, ideias, pensamentos, formações, objetivos de vidas diferentes, mas que tudo isso pode ser conciliado por uma vida em comunidade e em sociedade. Então, ao recepcionar essa tarde, esse evento, eu quis dizer que contem com a Câmara de Campinas, certamente todos os vereadores, a gente está aberto para opiniões, para sugestões, podemos receber críticas, contribuições, para aprimorar e tentar melhorar as nossas relações nas políticas públicas. eu tenho agora as duas e meia, um compromisso na prefeitura que enfim acabou encavalando eu vou ter que me ausentar mas como além de estar sendo transmitido ao vivo muita gente está nos acompanhando agora pela TV Câmara, pelas redes sociais da Câmara esse momento vai ficar registrado nos anais, nos arquivos e eu vou poder acessar e acompanhar a fala e o pensamento de cada um que vai se manifestar hoje aqui Então vamos juntos fazer de Campinas uma cidade cada vez melhor e pacífica. Muito obrigado. Obrigado, Lito. Muito bem. Hoje eu vim para cá com uma camiseta branca para simbolizar a paz, a humildade, a simplicidade. da minha própria luta contra os meus impulsos que pertencem a uma cultura de violência interna. Então, o desafio nosso é cultivar uma cultura de paz interior para que ela cresça, floresce e dê frutos, na mesma medida que a gente vai diminuindo a nossa cultura de violência interna. E um dos aspectos geradores da nossa violência é um ponto de vista mais egoísta, mais arrogante. E nós estamos aqui, muito interessante, na Casa Legislativa de Campinas, ao qual nós somos muito bem recebidos. Estou sentindo uma energia muito bacana aqui. Mas que é um centro de poder. E o poder é muito fascinante para o ego. Então, principalmente para os egos incautos, ele é muito sedutor Então é muito relevante para nós esta oportunidade de estar aqui falando sobre cultura de paz Onde nós temos utopias Uma dessas utopias é ver aqui os nossos vereadores, os nossos legisladores discutindo temas não precisa haver consenso na verdade porque o contraditório faz parte o conflito faz parte a questão é que seja limitado ao conflito de ideias e não de pessoas que seja lidado esse conflito de forma pacífica e pacificadora sempre tendo como foco o bem comum então isso é muito bacana a gente ter essa grande oportunidade junto aqui com os nossos palestrantes representando cada um falando sobre uma determinada linha da cultura de paz, porque a cultura de paz é um tema transversal e no final da tarde nós teremos aí um grande discurso de cultura de paz com várias vozes com várias perspectivas mas tendo como fundo norteador à cultura de paz, o fomento da paz pessoal, social e planetária. Bom, vamos começar então ouvindo a nossa querida amiga da paz, Bruna Santos, que vai falar sobre cultura de paz, negócios e relações internacionais. A Bruna representa aqui e trabalha, faz parte da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Tecnologia e Inovação E é diretora de cooperação internacional Fique à vontade Bruna Obrigada, boa tarde a todos Queria agradecer aqui novamente ao professor Lino pela oportunidade E, bom, quando ele me passou esse desafio em tentar ligar a cultura de paz e relações internacionais, eu comecei a pensar por que linha eu seguiria. Eu fiz e criei um textinho aqui para a gente ir para seguir, para me dar uma norteada, e no final eu acho que é a mensagem que eu, que trabalho nessa área, que eu gostaria de deixar e para a gente questionar e pensar sobre. Bom, primeiramente é uma honra e um privilégio estar diante de todos vocês hoje para falar de um tema de grande importância para o mundo contemporâneo a cultura da paz e sua ligação com os negócios e as relações internacionais A trajetória da humanidade tem sido marcada não só por desafios e conflitos mas também por avanços e conquistas Nesse cenário complexo e globalizado é fundamental reconhecer a cultura de paz como um pilar essencial para a construção de uma sociedade próspera e harmoniosa Vivemos em uma época de profundas transformações, onde as fronteiras não são apenas geográficas, mas também culturais e econômicas. Nesse contexto, a promoção de uma cultura de paz torna-se imprescindível para a preservação da dignidade humana e para o desenvolvimento sustentável de todas as nações. A paz não é simplesmente a ausência de conflito armado, mas um estado de equilíbrio, justiça e bem-estar que deve permear todas as esferas da sociedade. Os negócios e as relações internacionais desempenham um papel crucial na promoção dessa cultura de paz. O comércio e os investimentos transnacionais podem ser poderosas ferramentas de cooperação e entendimento mútuo, nos mais diversos segmentos entre as nações. Quando os interesses econômicos se alinham, as chances de conflitos diminuem e as oportunidades de crescimento conjunto se multiplicam. O diálogo e a colaboração comercial têm o potencial de promover o respeito pelas diferenças culturais, ao mesmo tempo em que fortalecem os laços de amizade e compreensão entre os povos. Nesse contexto, o Brasil desempenha um papel relevante no cenário global. Com uma rica diversidade cultural, um vasto território e uma economia dinâmica, o país possui potencial para ser um agente ativo na construção de uma cultura de paz. O Brasil tem o desafio de conciliar seu desenvolvimento econômico com o desenvolvimento sustentável. Para alcançar esse objetivo, é imprescindível que as relações comerciais do Brasil com outras nações estejam pautadas na ética, na solidariedade e na responsabilidade social. As relações internacionais do Brasil também devem ser balizadas pela busca incensante pela paz. É preciso que o país atue como mediador em conflitos regionais, buscando soluções pacíficas e sustentáveis. Além disso, o Brasil pode e deve fortalecer sua cooperação com organizações internacionais, que promovam o diálogo, a resolução pacífica de disputas e a promoção dos direitos humanos em todo o mundo. Campinas segue muito bem essa prática. Como representante da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Tecnologia e Inovação e diretora de Cooperação Internacional e Comércio Exterior, posso afirmar que nossa pasta segue essa premissa, sempre com parcerias construtivas com outras nações e nossas cidades-irmãs. Acreditamos no poder transformador da paz e na possibilidade de construirmos um futuro melhor para todos. Juntos, podemos tornar o mundo um lugar onde prevaleçam os laços de fraternidade, compreensão e solidariedade que a cultura de paz seja a bússola que guia nossas ações e escolhas rumo ao mundo mais justo e pacífico muito obrigada nós que agradecemos você sabe que nosso movimento acaba sendo assim na sua grande maioria sendo conduzido por mulheres Não sei, o tema parece que tem mais sinergia e consonância com as mulheres E nós estamos tendo grandes oportunidades de conhecer grandes mulheres Firmes, elegantes, amorosas, inteligentes E o discurso da Bruna só veio corroborar com esse pensamento e com essa percepção Muito obrigado, Bruna Antes da fala da Nani, nós vamos passar um vídeo Nós falamos aqui de negócios, você vê uma mulher falando de negócios que poderia se considerar que há tempos atrás era um campo mais masculino E agora nós estamos ainda com uma fala firme, segura, consciente, inteligente de uma mulher, de uma jovem mulher E nós temos essa questão das relações internacionais, que nosso movimento acabou naturalmente expandindo as nossas relações do Brasil para cidades, pessoas, cidades e países fora do Brasil, evidentemente. E nós vamos passar aqui um vídeo para que a gente sinta essa questão dessa relação internacional e o carinho que nós temos encontrado em nossos parceiros de outros países. Vamos lá? E a voz de um anjo disse que te diga Celebra a vida Pensa livremente, ajuda a gente E por o que quiser, luta e seja paciente Leva pouca carga, nada te aferres Porque neste mundo nada é para sempre Busca uma estrela que seja o seu dia Não olhe para ninguém, reparte alegria Celebra a vida, celebra a vida Que nada se guarda, que tudo te brinda Se lembra a vida, se lembra a vida Segundo a segundo E todos os dias E se alguém te engana ao dizer te quero Põe mais leite no fogo e comece de novo Não deixe que caigam seus sonhos no chão Que quanto mais amas, mais perto está o céu Grita contra o ódio, contra a mentira Que a guerra é morte e a paz é vida Celebra a vida, celebra a vida Que nada se guarda, que tudo se brinda Celebra a vida, celebra a vida Segundo a segundo Não sei se sonhava, não sei se dormia E a voz de um anjo disse que te diga Celebra a vida, celebra a vida E deixe na terra a sua melhor semente Celebra a vida, celebra a vida Que é muito mais bela Quando você a olha Celebra a vida, celebra a vida Que nada se guarda, que tudo te brinda Se lembra a vida, se lembra a vida Segundo a segundo E todos os dias E se alguém te engana ao dizer te quero Põe mais leite no fogo e comece de novo Não deixes que caigam os teus sonhos no chão Que enquanto mais amas, mais perto está o céu Grita contra o ódio, contra a mentira Que a guerra é forte e a paz é vida Celebra a vida, celebra a vida Que nada se guarda, que tudo te brinda Celebra a vida, celebra a vida Segundo a segundo Muito obrigado. temos Argentina, Colômbia, México, República Dominicana e Portugal. E esse vídeo de uma escola da Colômbia, pessoal super animado, a crise da Colômbia lá maravilhosa, fantástica, então a gente acaba criando pontes internacionais, pontes de coração para coração, como gosta de falar a Maribel, da República Dominicana. Eu queria aproveitar aqui, antes de passar a palavra para a Nani, nossa Nani, encantadora de histórias, que vai falar sobre cultura de paz e a leitura terapêutica. Queria agradecer a Câmara dos Vereadores aqui, ao China, nosso parceiro, Roberto, a Camila, o pessoal da TV Câmara, os funcionários, todos muito bem acolhidos, recolhidos, num clima muito fraterno, o que nos deixa, assim, muito contentes por sentir essa energia que está vibrando aqui na Câmara Municipal de Campinas. Nani, eu com você. Obrigada, Lino. Quinto ano, né, Lino, juntos aqui. Primeiro ciclo de palestras para falar de cultura de paz. Eu estou muito feliz, muito honrada. Boa tarde a todos os presentes, a todos que estão nos assistindo. É dez minutos só, então eu vou falar menos e vou contar mais. Mas antes, eu queria comentar uma coisa do vídeo. Terminou com a frase, não basta falar de paz, né? Temos que trabalhar por ela. E eu comecei o meu texto aqui falando assim, não há fruto sem passado. O que nós estamos fazendo aqui vai ficar no passado. Mas só a história vai dizer o que é que vai acontecer depois. E não há esperança sem memória. No fundo, todos nós temos uma marca. E essa marca é a esperança. É ela que nos move. É ela que faz a gente estar aqui, nesse momento. Então, eu vou contar uma história, eu vou ler como se faz numa leitura terapêutica. Eu não vou dar o título dessa história, porque cada um que estiver escutando vai pensar num título pra ela. Contam que na carpintaria houve assembleia extraordinária Era uma reunião de ferramentas para acertar suas diferenças Pois o mal estar era geral Não houve acordo para escolher a presidência da Assembleia, pois a desconfiança era mútua. A serra se ofereceu para o serviço de coordenação, mas foi logo vaiada. Fora, você só serve para serrar as ideias dos outros. outros. Esgotados pelas discussões, finalmente as ferramentas aceitaram que o alicate assumisse a presidência da Assembleia, embora não poucos tenham batido os pés alegando que ele era muito habilidoso sim para paralisar toda iniciativa ou novidade. Silêncio, ordem. Tem a palavra o companheiro prego. Ele proferiu com autoridade. Eu proponho que o martelo seja expulso da carpintaria, porque ele faz barulho o dia inteiro e ele passa o dia todo batendo. Ah, eu aceito, eu aceito a minha culpa, mas eu peço que também seja expulso o parafuso. Ele deve dar muitas voltas para que sirva para alguma coisa. Ele é muito enrolador. — Ai, eu reconheço meu defeito, comentou o parafuso em tom de grande mal-estar, mas eu proponho que a lixa seja expulsa, pois ela é áspera e cria sempre atritos com os demais. — Ah, eu admito as minhas limitações, disse a lixa, mas eu peço que seja expulso o metro, pois ele sempre passa medindo os outros com a sua medida, como se ele fosse o único perfeito. O ambiente estava esquentando na carpintaria, mas nesse momento entrou o carpinteiro. Ele vestiu o avental e começou o trabalho. Ele utilizou todas as ferramentas. E a madeira bruta foi transformada num móvel vistoso, numa linda mobília. Quando, satisfeito, o carpinteiro foi embora, a Assembleia de Forramentas recomeçou a deliberação e então a serra pediu a palavra. Companheiras, ficou demonstrado que temos defeitos mais que manifestos Mas o carpinteiro trabalha com nossas qualidades E isso é o que nos torna valiosas Assim, não pensemos mais em nossos pontos negativos e concentremos-nos na utilidade dos nossos pontos positivos. E assim, a Assembleia descobriu que o martelo era forte, o parafuso unia e dava consistência e a lixa era especial para afinar e limar as perezas E o metro se destacava por sua precisão, exatidão. E todos começaram a compreender que trabalhar em equipe exige grande aceitação mútua. Aos poucos, começaram a se sentir orgulhosos de suas forças e de trabalhar juntos. E também fizeram votos para limar as asperezas comuns e se comprometeram a trabalhar cada um os seus aspectos negativos. Para que melhorando assim, pessoalmente, a equipe toda se aperfeiçoasse e se beneficiasse. Vitória, vitória. Foi assim que terminou essa história. Quem gostou pode bater palmas. Bem, gente, para falar da cultura de paz e a leitura terapêutica, acho que eu escolhi essa história mais ou menos para isso. Existe a questão do desenvolvimento pessoal, e existe a questão do desenvolvimento que você... É o desenvolvimento do coletivo. É da gente desenvolver a todos nós. Mas não se desenvolve ninguém ou um grupo, só o grupo. É cada um, internamente. Então, ficou mais ou menos assim. Geralmente, em uma roda de leitura terapêutica, eu não falo nada. Eu só conto a história e depois cada um que fale alguma coisa. Então, a gente ia ficar aqui meia hora falando só dessa história, com certeza. Todo mundo ia ter alguma coisa bem legal para falar. E por que chama terapia? leitura terapêutica é uma coisa muito antiga gente, nós somos um ser de linguagem antes não tinha ciência como é que a gente curava nossos problemas nossos sofrimentos, não tinha remédio remédio era a palavra era ela que tocava a gente e a gente tocava em frente porque a palavra toca a gente e toca a gente pra frente Ela movimenta a gente. Então, eu acredito no poder da palavra. Desde que eu comecei esse trabalho, há 20 anos atrás. Eu dediquei a minha vida a isso. Então, para falar de terapia, é cuidar do ser. Mas que ser? É esse ser de linguagem. Terapéia, do grego, é curar. E terufá, do hebraico, é traduzir. Então, se nós somos seres de linguagem, curar só pode ser alcançada se a dor for traduzida. Que é a dor nossa de viver nesse mundo, que é a dor social, que é a dor de todos nós. Mas a biblioterapia, que era a terapia por meio de livros, é fazer esse tipo de cuidado através desses textos maravilhosos que nós temos desde a mitologia, textos dos contos de fadas, e desde os textos literários. Eu vou ficar aqui, não posso falar mais. É muita coisa. Mas, enfim, vou deixar aqui para falar uma coisa bem legal também. Somente uma linguagem em movimento é que pode permitir a construção de uma identidade em movimento. Se nós não escutamos as histórias do passado, nem que seja dos nossos avós, nós não sabemos quem nós somos, não temos identidade nenhuma. Por isso é tão importante que a gente conte histórias, que a gente conte a nossa história, Seja ela verdadeira ou não, a gente precisa de uma história para a gente se sentir alguém nesse mundo. Eu vou ler um trechinho aqui do C.S. Lewis, que é muito interessante, que faz eu sempre pensar no meu trabalho, o quanto isso é importante. Cada época tem um ponto de vista próprio. Quem estuda história vê, né? A palavra amor não significou a mesma coisa em várias eras. Cada época teve a sua expressão sobre a palavra amor, por exemplo. Então, cada época que tem seu ponto de vista próprio, cada uma é especialmente boa em enxergar certas verdades e suscetível a cometer certos erros. E todos nós, portanto, precisamos de livros que corrijam os erros característicos do nosso próprio tempo. Porque quando a gente está no olho do furacão, a gente não enxerga. Isso significa que a gente tem que buscar livros antigos. As histórias dos antigos. Elas têm as respostas para os nossos problemas daqui agora. Por isso que não há esperança sem memória também. Se nós não buscarmos isso lá no tempo, porque narrativas são o tempo escrito, nós estaremos à deriva. então a leitura terapêutica vem trazer isso e ela cabe no contexto como nós estamos aqui, na cultura de paz na educação, na saúde em tantos lugares aonde tiver gente, dois ou mais a palavra estará também acho que eu não tenho muita mais o que dizer aqui eu gostaria que todo mundo ficasse com vontade de pegar um livro quando chegasse em casa Aqui Mário Quintana Não é o leitor que descobre o poeta Mas é o poeta que descobre o leitor E o revela a si mesmo Um poema que não te ajude a viver E não saiba preparar-te para a morte Não tem sentido É um pobre chocalho de palavras E para encerrar, Lino, queria que eu falasse da catarse É isso, quando a gente lê histórias de sofrimento alguma coisa assim, a gente às vezes até chora não é verdade? a gente chora porque alguma coisa tocou lá dentro da gente que a gente nem sabia que tinha uma ferida lá guardada mas o texto trouxe vou terminar com Ferreira Goulart uma parte de mim é todo mundo a outra parte é ninguém Fundo sem fundo Uma parte de mim é multidão A outra parte, estranheza e solidão Uma parte de mim pesa, pondera Outra parte, delira Uma parte de mim, almoça e janta A outra parte, se espanta Uma parte de mim é permanente A outra parte, se sabe de repente. Uma parte de mim é só vertigem e a outra parte é linguagem. Traduzir-se uma parte na outra parte, que é uma questão de vida ou morte. Será arte? Arte, terapia. arte literária traduzir traduzir a nossa aula e isso traz paz é o começo de tudo você saber que você pode encontrar essa ressonância, encontrar a paz quando você é traduzido por palavras e aí você é um humano que pode cuidar de outros humanos obrigada a todos não sei mais o que falar Lino termina aí terminar com palmas obrigada gente muito obrigado emocionante enquanto a Lu por favor se prepara a Nana me fez lembrar como ela falou de arte e terapia de arte que cura arte como linguagem da alma como conexões de conteúdos Conteúdos do inconsciente, inconsciente profundo, que precisam ser olhados, que precisam ser transformados, precisam ser mudados de lugar. Me lembrei da frase famosa do Nicholas Herish, que é o criador da bandeira da paz, que ele fala assim, onde há cultura, há paz, onde há paz, há cultura. Bom, vamos ouvir agora a Lu Nunes, Cine de Toledo, Cultura de Paz e Políticas Públicas. A Lu é presidente do Compas Campinas, Conselho Municipal de Cultura de Paz. Com você, Lu. Obrigada, Lino. Eu primeiro quero cumprimentar todas as pessoas aqui presentes e também as que nos assistem. Quero dizer que eu me sinto honrada e grata pelo convite para participar desse evento E pela abertura dessa casa Para compartilhar temas tão significativos para a sociedade E eu espero contribuir para as reflexões e inspirações de hoje aqui Eu represento aqui o Conselho Municipal de Cultura de Paz de Campinas e quero apresentar um pouquinho mais para quem não o conhece. Esse conselho foi criado em 2017 pela lei 15.543 e foi constituído em 2018 com representantes do poder público, da sociedade civil e também de universidades. As pessoas trabalharam até agora, nesses cinco anos, e já contribuíram com a cidade com a criação de um mapa da paz e também o Compas realizou, ainda no período pandêmico, um fórum de discussão sobre cultura de paz. Bem, esse conselho é um órgão não só deliberativo, que aprova as coisas, mas também tem um caráter consultivo, normativo e fiscalizador de ações de cultura de paz. E tem como uma das suas atribuições orientar as ações de cultura de paz e propor para o município, contribuindo com ações para políticas públicas. Isso baseado nos princípios da cultura de paz que eu quero dizer aqui para vocês. E daí a gente vai entendendo, né? Por que um conselho desse? O que faz? Onde quer chegar? Com quem quer chegar? Mais importante do que para quem, é com quem a gente faz. Porque todos os processos precisam ser participativos, colaborativos, para ter pertencimento, engajamento, para fazer sentido, para se fazer junto. Então, os princípios da cultura de paz são a prática da não violência, o respeito à vida e dignidade da pessoa humana humana e respeito à vida e dignidade dos animais, defesa da liberdade de expressão, diversidade cultural, solidariedade e também fomento a ações de inclusão social, política e econômica. E com isso eu quero falar para vocês E já convidar quem está aqui Quem está aqui e quem está nos ouvindo Para a realização da primeira conferência Municipal de Cultura de Paz de Campinas Esse é um desafio Que essa gestão do Compas Tomou nas mãos E que quer contribuir para o município Então, nós precisamos fazer um movimento para escutar toda a cidade Porque o diálogo começa com a escuta Buscar as necessidades das pessoas, do que elas necessitam para ter paz E também o que elas podem contribuir E daí a gente vai reconhecendo e fortalecendo ações que já existem, principalmente nas comunidades. O que você faz e já faz e gostaria de continuar fazendo e de apoio para isso? Porque assim, pensando no movimento de políticas públicas, uma conferência, ela ouve as pessoas, tira propostas e depois, essa é uma fase inicial ou preliminar para a construção de um plano de ação de cultura de paz. E é esse também o desafio seguinte após essa conferência e os conselheiros estão trabalhando muito, muito para isso, junto às secretarias, junto às comunidades, aos conselhos que existem na cidade. nós queremos mobilizar e também comunicar, conscientizar e planejar ações. E só dá para fazer isso juntos, é com a cidade. Bom, a gente pretende ouvir, então, os cidadãos e as cidadãs, Nas escolas, nos hospitais, nos abrigos, nos ambientes de trabalho, nas ruas, nas comunidades, em todos os territórios. Porque escritar as pessoas é o que realmente pode levar uma política pública a ser eficaz, eficiente e a realmente conseguir ter esse diálogo e essa entrega. Porque são ações. A gente está aqui em reflexões, em falas, isso é extremamente importante. Isso nos nutre, mas a gente vai para além das ideias, para além das nossas reflexões. A gente precisa de ação para mudar e as ações são agora. A gente constrói o futuro hoje, agora. E aí é importante todo mundo estar junto nisso. Então, eu quero dizer que esse movimento está planejado inicialmente para a semana de 18 a 22 de setembro, porque no dia 21 de setembro é o Dia Mundial da Paz. Então, neste dia 21, a gente vai promover, pretende promover, estamos nos articulando para isso, para uma semana do diálogo pela paz. No dia 21, na estação ecológica de Joaquim Egídio, por quê? Porque a gente precisa estar na natureza, que é um dos temas transversais da cultura de paz. E, neste dia, a gente vai fazer um evento presencial, também de escutas, mas para falar um pouquinho mais do que a gente está colhendo, o que a gente pretende colher. E a conferência, nós estamos alinhando os temas aos objetivos do desenvolvimento sustentável da Agenda 2030, porque isso significa compromisso, porque isso significa ter metas, porque isso significa fazer. E o fazimento das coisas, eles são pensados, planejados e depois ativados, com a ajuda de todos, com a participação de todos. Então, essa é a fase preliminar da conferência para essa construção coletiva do plano municipal, em que todo cidadão pode contribuir. Então, fica o convite para toda a nossa Campinas para participar e criar coletivamente uma nova política pública. Ao final, eu quero deixar aqui uma mensagem, pensando que a gente, na construção da cultura de paz, de novo, é preciso olhar para conflitos, é preciso olhar para a existência, para o convívio de uma outra forma. E aí a minha mensagem é a respeito da violência, de que o contrário da violência também é amor, compaixão, cuidado, respeito, compromisso, corresponsabilidade, pertencimento, proteção, diálogo, consciência humana, social e política. Movimentos em direção a um caminho de construção de paz interior com o outro e com o mundo. Porque, para além das intenções, são as ações que transformam o mundo. E eu agradeço aqui essa oportunidade de estar com vocês. Obrigada. Muito bom, Lu, muito bom te ouvir. Fico muito contente de ouvir a sua fala, muito nos motiva e estamos caminhando juntos. Nós temos aí uma proposta de criação do Conselho Nacional de Cultura de Paz do Brasil, que está caminhando e ver você falando só nos reforça a ideia que estamos no caminho certo. Falar de política pública na perspectiva de cultura de paz é um diferencial. Então, que a gente crie e aprimore as políticas públicas existentes a partir de uma cultura de paz. Que não é só fazer leis, projetos e programas públicos, de interesse público, mas também o como fazer, a ética da paz. Então isso, fico muito contente com a sua fala, fiquei emocionado aqui, o Compasso Campinas está em boas mãos. Nós vamos ver mais um vídeo agora da República Dominicana Depois nós vamos ver a fala do professor chinês Olá, sou Maribel Esteves, condutora e apresentadora de televisão dominicana Presidenta de Embacadores e Missioneiros da Paz da Zona Norte Quero convidá-lo para que juntos celebramos esta grande bandeira da paz a celebrar-se no Brasil. De aqui, de coração a coração, te envio um abraço de paz. E quero apresentar-te o trabalho que realizamos desde aqui. Junto com nossos corpos castrenses, o Exército da República Dominicana, nossos professores, nossos legisladores, a Polícia Nacional e cada um dos nossos pequenos corações, levando bandeira de paz. Nos abraçamos no jogo da paz, ou domínio da paz. Nos abraçamos através da charla Valores Incalculáveis por a Paz. Também trabalhamos resgatando os valores, incluindo como equipe central a paz mundial. Desde aqui, te invito a que juntos nos abraçemos em este caloroso abraço, o qual levamos desde o Parque Central de Milínea Noroeste, um abraço por a paz de coração a coração. O Brasil envia um saludo à República Dominicana, invasora da paz. A voz que se cuida no silêncio, tirando-lhe ao silêncio sua vagância. Somos palmeiras que nunca torcem o vento. Somos o ponto de início na carreira Somos os novos sujeitos da história E fazemos da história a nossa era Somos amantes da terra Somos o reino da amizade Somos a solidariedade Somos o reino para o mundo novo Somos o reino para o mundo novo Somos o reino para o mundo novo Somos amantes de Deus Somos o reino que a vida Somos a solidariedade Somos o negro para o mundo negro Somos o negro para o mundo negro Somos o negro para o mundo negro Queremos destruir a envidia, a desgraça Os temores, a arrogância Queremos construir em base firme de amor Não queremos mais heróis Não queremos mais heróis Não queremos mais heróis Que morram por lá Em nome da paz Queremos viver em paz Nossa, é muito emocionante e muito bom ver a Maribel falando, porque você vê que ela tem uma fala que é a nossa fala. E como eu já disse em uma outra oportunidade, a gente vê que não é alguma coisa decorada, alguma coisa que ela estudou e está replicando, é uma coisa que sai do coração. De coração para coração, né Maribel? Do coração do Brasil para o coração da República Dominicana, da Colômbia, minha terra querida, da Argentina, do México, nossos irmãos mexicanos e de Portugal. Vamos ouvir agora A professora chinês Que vai falar para a gente Sobre cultura de paz E políticas públicas de esportes Para a paz Professora chinesa e diretor de esportes Da Secretaria de Esportes e Lazer de Campinas Vamos lá professor Vamos lá Boa tarde a todos, a todas Aos nossos telespectadores Boa tarde Lino Muito obrigado pelo convite Bom, antes aqui de começar, eu ando um pouco ansioso, então às vezes eu dou uma enroscada Eu peço que vocês compreendam, por favor, eu não tenho essa categoria que elas têm de falar Eu sou professor, mas eu não sou uma pessoa que fala com calma e tudo mais, com essa calma A ansiedade às vezes ela atrapalha, mas vamos lá Bom, primeiro, o convite que o Lino fez foi para o secretário de esportes, Fernando Vanin, que ele está em férias e ele pediu que eu viesse representá-lo. O meu nome é Ângelo Diniz, mas eu tenho um apelido que é chinês, há muito tempo, desde criança, e eu hoje sou diretor de esportes da Secretaria de Campinas. Rapidinho assim, eu sou professor de educação física Sou formado pela FEF, Unicamp Fiz especialização e mestrado lá também E o meu mestrado foi em cima do ensino do basquetebol Para crianças e adolescentes Pensando em todos os processos que são pedagógicos Que podem ser benefícios que o esporte tem e oferece E também eu sou professor universitário já faz aí 20 anos que eu sou professor universitário, e também as disciplinas minhas são voltadas para esse tema. Bom, eu fiz, eu tentei fazer um caminho, Lino, eu espero que eu consiga fazer nos 15 minutos, se eu enroscar um pouquinho, passa um pouquinho, mas nada demais, tá bom? Então, eu fui buscar primeiro um conceito de cultura de paz, E depois disso eu fui buscar um conceito de cultura de paz no esporte Para depois então falar qual é o entendimento sobre esporte O que os estudiosos entendem sobre a questão do esporte E por último dar uma passada rápida no que a Secretaria de Esportes Ela oferece hoje para a população de Campinas Então, deixa eu pôr meu óculos aqui Então eu pus um texto Então, essa definição, Lino, eu peguei na internet Sinceramente, não sei se ela é tutual ou não Mas ela diz o seguinte Que a expressão da cultura de paz Está relacionada a uma visão de mundo Que tem como foco o diálogo e a medição e a mediação na resolução dos conflitos. Ela significa um compromisso de abandonar completamente atitudes violentas de qualquer natureza, sejam elas física, psicológica, verbal e moral, e assumir a diversidade e a solidariedade como princípios norteadores dos nossos processos de comunicação e das nossas relações de comunidade. A cultura de paz pode ser encarada como um princípio não apenas ligado à macropolítica, mas como também às relações cotidianas entre as pessoas, Desse modo, todos nós temos a responsabilidade de contribuir para a sua realização em cada pequeno gesto ou ação do dia a dia. Ora, o esporte tem tudo a ver com isso, porque o esporte é feito de várias relações. Então, a gente pode pensar na relação de professor-aluno, na relação do técnico-atleta, na relação dos jogadores entre eles, dos jogadores com os outros jogadores do outro time, na relação com a arbitragem, na relação dirigente. Uma relação que tem muito a ver com o esporte da iniciação esportiva, que é importante, tem muito a ver com a questão da paz, é a relação existente entre o professor, o aluno e o pai, ou os pais. Porque é uma relação, às vezes, os pais são muito emocionais, lógico Eles querem o melhor para os seus filhos E por causa disso, às vezes, também tomam algumas atitudes Que são atitudes não condizentes com o ambiente esportivo E aí cabe ao professor saber como que ele vai direcionar as situações As ações, para que todos saibam o seu espaço Então é importante na iniciação esportiva Que os pais saibam até onde ele pode ir O aluno, que é o foco principal Sabe o que ele tem que fazer lá E o professor também saiba o que ele tem que fazer Então, o esporte é isso O esporte trabalha com as relações constantemente E com as resoluções de conflito E aí eu peguei uma frase Acho que apagou lá Tem uma frase que está escrita assim Quando se relaciona cultura de paz e esporte Tubino, que era um professor de educação física famoso Ele descreve o seguinte A busca da paz passou, na época da complexidade A constituir-se em atuações de todos os setores da atuação humana A educação física e o esporte Passaram a ser considerados como instrumento de paz Pelo reconhecimento do direito das pessoas às atividades físicas Eu entendo que quando ele estava falando isso O esporte e a atividade física Ele se democratizou Ele é acessível a todas as pessoas E mais do que isso O esporte está acima de uma questão Por exemplo, de classe social O esporte é para todos Para todos e para todas Então você pode fazer uma atividade física Em uma academia, em um clube Mas também você pode fazer na sua casa na Lagoa do Taquarau, nos parques. Então, ou seja, o esporte e a atividade física estão para todos. E aí, pensando nisso, a gente começa a discutir a questão do esporte. Mas o que é esporte? Qual é o entendimento de esporte? Então, o esporte é um fenômeno sociocultural, acessível a todas as pessoas. Mas por que o esporte é social? Porque ele une as pessoas. As pessoas se juntam para falar de esporte As pessoas se juntam para praticar esporte Elas se juntam para assistir esporte E por que ele é cultural? Porque as regras são universais E todos conhecem as regras de cada modalidade esportiva Então eu posso assistir um jogo de futebol aqui no Brasil E posso assistir o mesmo jogo lá no Japão Talvez eu não entenda de japonês Mas eu entendo a regra do jogo Então é cultural para todos Por quê? Porque as regras são universais E as pessoas podem e devem se utilizar do esporte como quiserem Os estudiosos falam de diferentes significados que o esporte tem Então o primeiro, o mais conhecido de todos seria o esporte de alto rendimento Quem é que participa? são os profissionais do esporte, ou às vezes semiprofissionais, porque tem modalidade que o dinheiro que ele ganha, ele não consegue sobreviver, então ele tem que ter um outro emprego. Mas na maioria das vezes eles vivem exclusivamente disso. E outra, quando eu falo disso, eu não falo só dos atletas, eu estou falando de comissão técnica, estou falando da área da saúde, de quem se envolve com o esporte, estou falando do almoxarifado, da cozinheira, de todo o processo que é envolvido nesse ambiente. A gente pode analisar que o esporte de alto rendimento diretamente emprega milhares de pessoas, mas indiretamente, pelos telespectadores e espectadores, ele chama bilhões de pessoas. É só pensar que o esporte, numa Copa do Mundo, o mundo inteiro para para assistir. A Olimpíada, o mundo inteiro para, para ver. Então, ou seja, ele envolve bilhões de pessoas. Lógico, o esporte de alto rendimento tem as suas questões polêmicas também, mas ele é um entretenimento que agrega muito às pessoas. Depois disso vem o que eu sempre estudei Que é o esporte para fins educativos E esse esporte para fins educativos Principalmente quando eu estou falando de iniciação esportiva De crianças e adolescentes Por quê? Porque o esporte Ele tem dois objetivos O primeiro Na iniciação esportiva É formação de cidadão Através de todas as situações Que envolvem a prática esportiva E o segundo, que não exclui o primeiro, é revelação de talentos para as categorias posteriores. Então, o que acontece? No esporte, as crianças, os adolescentes, quando eles se sentem que eles pertencem àquele grupo, àquela atividade, eles começam a entender que eles têm que ter as responsabilidades. Responsabilidade de chegar no horário Responsabilidade de conviver em grupo De cumprir as regras De aprender a perder e a ganhar Aprender a perder e a ganhar Aprender a respeitar o próximo Saber o que é o fair play Então tudo isso está inserido num contexto da iniciação esportiva Que é muito mais do que eu ensinar basquete Do que eu ensinar vôlei, do que eu ensinar futebol Logicamente, o professor de futebol vai ensinar futebol. Mas ensinando futebol, ele vai ensinar muito mais do que futebol. Esse é o contexto. Bom, o outro que a gente chama de esporte participativo, que são aquelas pessoas que praticam esporte, têm sua rotina de esporte, mas elas não competem com fins financeiros. Elas competem por prazer. Por exemplo, as corridas de rua. hoje em Campinas, se vocês analisarem a nossa Secretaria de Esportes todo final de semana a gente apoia uma corrida de rua, ou é a Secretaria que organiza, ou são as entidades e a gente apoia, todos os finais de semana e tem milhares de pessoas que correm por aí, que são o que? elas correm todos os dias para a qualidade de vida dela e aí chega na corrida o máximo que ela quer o meu tempo eu quero melhorar um pouquinho é isso, mas participativo, ela participa daquele processo. Tem o esporte como ocupação do tempo livre, ou seja, são as pessoas do futebol de final de semana, aquele que a gente junta, bate uma bolinha, faz um joguinho de basquete e tal, ou então a gente assiste um jogo junto, a gente ocupa o nosso tempo livre através do esporte. E aí a gente pode falar de outras questões, tipo marketing esportivo, as pessoas que trabalham com marketing esportivo, as pessoas que trabalham com jornalismo esportivo, as pessoas com direito esportivo, com medicina esportiva, ou seja, o esporte está à disposição de todos e de todas. E, acho que o Lino lembra bem, a professora, que é professora de educação física também lembra, a gente estava na faculdade, que lá no final dos anos 80, que começou-se, que a educação física passou a fazer parte da área da saúde, porque ela não era da área da saúde, ela era das ciências sociais, ela passou a fazer parte da área da saúde, e aí ela se tornou primordial para a qualidade de vida das pessoas e a prevenção de doenças. E foi nesse momento também que começou-se a medicina esportiva e os professores de educação física, a ciência, começaram a estudar e foi possível incluir novos grupos. Foi a partir desse momento que os idosos começaram a ter chance de fazer atividade física, de participar do esporte, os portadores de algum tipo de deficiência, gestantes, pessoas com algum tipo de cardiopatia. Então, ou seja, desse momento, a educação física cresceu porque a atividade física é fundamental na vida das pessoas e tem tudo a ver com a paz. Bom, eu estou falando e não estou pondo, né? Agora vai, isso. Então, as duas próximas frases eu peguei do CONFEF. O CONFEF é o Conselho Federal de Educação Física, que é ele que determina todas as ações nossas, dos profissionais de educação física. E o CONFEF tem um artigo que é baseado no livro do Tubino, que chama Esporte e Cultura de Paz. Está num artigo de 2006, e está escrito assim. Na atualidade, devido ao seu poder social, o esporte constituiu-se, muito certamente, como o principal fórum de diálogo e contato entre grupos sociais amistosos ou antagônicos. As regras e os rituais, somadas às manifestações do fair play e da ética esportiva, serão pontos a serem reforçados no crescimento e desenvolvimento das relações entre o esporte e a paz. No entanto, essas regras, esses rituais, das manifestações do fair play e da ética encontradas no esporte devem ser ensinadas, dependem da orientação, razão pela qual somente quando responsável e adequadamente dinamizadas serão positivas. Então, lógico, o CONFEF, de certa forma, ele defende os seus profissionais, lógico, mas não é que ele defende, porque nós estudamos para isso. Então, nós, professores de educação física, temos que saber como a gente vai orientar as pessoas, os nossos alunos, para a cultura da paz. Então, por exemplo, ontem, quem assistiu a Corinthians e São Paulo viu que o jogador de São Paulo fez o gol e foi lá chutar o poste dentro do campo do Corinthians, chutou o poste de escanteio e, obviamente, arrumou uma confusão, porque a torcida ficou brava, teve confusão, discussão, empurra daqui, empurra de lá. Ora, tem um detalhe nisso As crianças aprendem com isso E as crianças, aí chega no jogo de hoje lá na escola A criança vai e chuta alguma coisa também Porque viu o cidadão chutar o posse lá Ou seja, os atletas profissionais acabam sendo exemplos bons E às vezes não tão bons Para as nossas crianças, para os nossos alunos Então, é fundamental que tanto o professor da criança quanto o técnico do time profissional discuta essas relações. Ora, será que isso está certo? Isso está se feito? Ah, mas ele estava na emoção. Mas e aí? Na emoção a gente pode fazer o que quiser? Então, essas relações precisam ser discutidas. E uma outra frase que está escrito no mesmo texto, que está escrito assim, E ficou evidenciado que tanto a promoção da paz através do esporte, como a educação em relação ao corpo e ao meio ambiente, o desenvolvimento social e a reabilitação de jovens, a inclusão social, a construção de um país mais justo e igualitário, a prevenção de doenças e a promoção da saúde, são diferentes benefícios que somente serão alcançados se as pessoas que praticam o esporte forem devidas e competentemente orientadas, ou seja, estejam sob a constante orientação e conduzidas por um profissional de educação física. Ora, eu sou professor de educação física faz mais de 30 anos, eu sempre trabalhei com crianças, e eu tenho certeza absoluta que o esporte realmente consegue construir esses benefícios. A questão do condicionamento físico, a questão de que nós temos várias modalidades que são feitas na praia, elas são feitas no bosque, em vários lugares, na montanha, que é o respeito ao meio ambiente. Por exemplo, a gente tem muito exemplo de crianças que na escola, na sala de aula, ele não se comporta, ele é difícil, o relacionamento é complicado, mas quando ele entra num grupo de esporte, que ele entra lá numa modalidade esportiva e ele se sente bem naquele processo, ele cumpre as regras ali. Ele cumpre as determinações, ele compreende o processo. Ou seja, às vezes, a iniciação esportiva, a aula de futebol que ele faz lá, talvez esteja sendo cuidado, mas está tendo mais resultado do que ele está aprendendo na própria escola. Por quê? Porque existe um processo de prazer pela prática. E aí, por último, então, só para terminar A gente chega na Secretaria de Esportes Opa, já mudou, obrigado Na Secretaria Municipal de Esportes e Lajeiro de Campinas Que nós oferecemos diversas modalidades Nas nossas praças de esporte Espalhada por todas as regiões de Campinas Gratuitamente Atingindo crianças, adolescentes, jovens, idosos e adultos idosos, atendendo com os seus profissionais e com os projetos que são parceiros, semanalmente, aproximadamente 4 a 5 mil pessoas por semana. Não é todo mundo que conhece o nosso trabalho, a gente fica tentando divulgar, nós temos as nossas mídias sociais, mas atualmente, só para entender rapidinho, nós hoje, a Secretaria de Esportes tem 20 profissionais de educação física, que são chamados de instrutores de práticas desportivas. E nós temos 30 praças de esporte, ou seja, realmente, talvez, se a gente tivesse, sei lá, 70, 80 profissionais de educação física, nós poderíamos atender mais pessoas, mas a nossa realidade hoje é essa. Então, quando a gente fala de aulas gratuitas, que é o que eu vou falar, o link e tal, que pode ser acessado, aulas gratuitas são os profissionais da nossa secretaria que dão aula. E, só que nós temos projetos parceiros, por quê? Porque nós temos um fundo chamado Fundo de Investimento no Esporte de Campinas, que é o FIEC. E esse fundo, a gente abre um edital todo ano, as entidades se inscrevem, as entidades que são esportivas, lógico, se inscrevem, e aqueles que forem pleiteados vão receber um subsídio para fazerem esporte, tanto de formação quanto de rendimento. Então, de certa forma, hoje a gente atende em torno de 29 entidades com esse fundo. Então, de certa forma, o público amplia no atendimento. Além disso, nós temos alguns projetos parceiros que não têm o dinheiro nosso, do FIEC, se viram com as próprias pernas, mas eles utilizam os nossos espaços públicos. Por exemplo, a Secretaria de Esportes hoje fica na Lagoa do Taquarau. Todos estão convidados a conhecer O nosso prédio lá A gente fica onde ficam as piscinas Em cima do nosso prédio Tem um centro de treinamento de lutas Que tem aula de diversas lutas Todos os dias Já toquei já, já estou no fim Já tomei uma bronca, já estou no fim Tem aula todos os dias Então tem aula de judô, tem aula de karatê Aula de kung fu Também atende inúmeras pessoas Então só para finalizar o último. Já virei, já virei. Já virei. Esses são os nossos links. Quem quiser saber o que a Secretaria de Esporte faz hoje, é só entrar nos nossos links. Entra no portal da Prefeitura, campinas.sp.gov.br, procura Secretarias, aí coloca Esporte e Lazer. Quando entrar na página da Secretaria de Esportes, clique em Aulas Gratuitas, vai aparecer todas as modalidades que a gente oferece e os locais e horários e dias que elas são oferecidas. Ou então, também, segue o mesmo caminho, clica em projetos parceiros e também vai aparecer a mesma coisa. Todas as modalidades são oferecidas e os horários, os dias e os locais. É isso. Lino, muito obrigado. Obrigado a todos e a todas. Obrigado. Camila, obrigado. para quem não sabia falar, embalou Flávio prepara lá para a gente e só um comentário a Secretaria de Esportes de Campinas Fernando Vanin seu secretário o pessoal dela tem sido um parceiro fantástico com a gente nessa caminhada do movimento em prol da cultura de paz recentemente foi revisada a lei nacional de esportes do Brasil e logo no primeiro artigo fala-se de cultura de paz olha só que interessante como todas as coisas, como o movimento nós estamos vendo os vídeos aí, o movimento é mundial então nós não estamos sozinhos nós estamos conectados em um grande movimento planetário O Flávio, além de amigo, batalhador da causa animal, renomado nesse tópico da proteção e cuidados com os animais, parceiraço nosso, presidente hoje da Associação dos Amigos dos Animais de Campinas, vai falar para a gente sobre cultura de paz e convivência pacífica com os animais, que é um tema que nos é muito caro, né? O Thor que diga. Com você, Flavio. Muito obrigado, professor Lino. Cumprimentar todo mundo aqui da bancada, o pessoal que está falando, fazendo essas palestras. Muito bacana, estou aprendendo bastante. A gente vê sobre outro ângulo, coisas do nosso dia a dia, né? Tive o professor China falando, por exemplo, do esporte, a gente vê essa coisa de ensinar uma criança a ter regras. E no mundo de hoje ter regras é complicado, porque todo mundo tem sua regrinha e todo mundo quer fazer da sua regra o conceito geral para a existência do mundo. E para quem trabalha com animais, para quem escolheu na vida como uma segunda opção, quer dizer, você tem sua vida, seu trabalho, mas você quer se dedicar a alguma coisa, você se dedica à proteção animal, por exemplo, que é o caso da gente, a gente encontra, de um lado, algumas barreiras e, de outro lado, um mundo gratificante demais. Primeiro é pelo conceito, que a gente trabalhar, que a gente procura uma convivência Numa situação de planeta É que não é do ser humano Nós estamos aqui Como outros animais Com centenas e milhares de vidas Estão no planeta E todos eles tem o mesmo direito que a gente E nós não somos melhores Nem piores que os outros Nós somos parte disso E a gente entender que a gente é parte Que a gente não tem o direito A dominação que a gente tem a obrigação da convivência, isso faz muita diferença. E quando a gente entende isso, eu acho que a gente começa a viver melhor. A vida moderna, e a gente vê isso todos os dias quando a gente trata de animais, a gente nota a necessidade das pessoas conviverem melhor com os animais, por exemplo. Desde um cachorrinho que você tem em casa e que você chega E ele está sempre querendo a sua chegada Um gato que está sempre querendo a sua chegada Qualquer animal, um pet Ou um cavalo que você tenha, uma vaca que você tenha num sítio Que você vai ver, um bezerrinho, um cabrito, enfim Se você entrar na internet, você vai ver centenas de exemplos de bichos Que te dão demonstrações de carinho e amor E sem querer nada em troca. Um cachorrinho, gente, não importa se você tem um milhão ou não tenha nenhum tostão. Se você for ali à noite, do lado do Correio, no centro de Campinas, uma cidade de um milhão e cem mil habitantes, na Catedral Metropolitana, na frente ali, com dezenas e dezenas de pessoas dormindo nas ruas. Eles dividem a comida deles, o pouco que eles têm, com o seu bichinho Então, a relação de carinho, claro que quem mora na rua chegou ao último estágio da decadência humana Porque ele está ali, porque ele já desistiu de tudo, mas ele não desistiu do animalzinho dele E se você conversar com uma pessoa daquela, você vai ver quanto exemplo de vida ela tem e quanto você aprende com aquele morador de rua, que para ele já não importa muito mais se você tem uma casa, se não tem. Aquela marquise ali, desde que não chova, está excelente para ele. Os animais nos ensinam coisas assim, que a gente não precisa de muito para viver bem. A gente precisa de paz para viver bem. E para a gente ter paz, não é só querer paz, é cultivar a paz. É no pensamento, nas ações, nos exemplos. Quem falou aqui de exemplo Acho que todo mundo falou de exemplo aqui Porque mais do que falar bonito É o exemplo que marca Se a gente não tiver exemplo para mostrar Se a gente não fizer de fato Não adianta você falar Que eu gosto de animal Que eu gosto disso, gosto daquilo E deixar o Thor em casa trancado O Thor está aqui com a gente hoje Você gostar Você querer fazer por alguém e você ir onde essa pessoa está e realmente fazer. E não precisa mostrar, faz. Você tem que mostrar para você mesmo. E quem eventualmente chegar a ver o que você está fazendo, isso vai servir de exemplo. O China disse agora há pouco, aquele jogador com aquele péssimo exemplo de ontem à noite, quanto isso influencia negativamente uma criança em formação, um atleta em formação. Um exemplo bonito, e aí na hora que ele estava falando, eu lembrei do maior exemplo que a gente teve no Brasil, infelizmente nos últimos anos, e já faz muitos anos, porque de lá para cá não apareceu nenhum exemplo dessa magnitude, de um Ayrton Senna. Não é bem o que eu deveria falar, que era mais sobre animais, mas gostaria de contar um episódio. Eu trabalhava no jornal Estado de São Paulo, eu sou jornalista de profissão, e eu era repórter e cobria, eu ficava lá aos sábados, que é um dia meio morto lá na redação e tal. E aí tocou o telefone, eu era o repórter de plantão, uma senhora do outro lado da linha falou, olha, eu estou aqui, eu moro nos jardins e tal, mas eu tenho uma senhora que o carro está com o pneu furado e parou uma pessoa aqui e está trocando o pneu. E eu lá na minha arrogância de jornalista, assim, sei que engraçado, tem uma pessoa trocando o pneu, meio que tirando sarro. Aí ela me derrubou fácil, fácil. É, mas essa pessoa que parou para trocar o pneu dela é o Ayrton Senna. Então, esse exemplo, o Ayrton Senna parou para trocar o pneu de uma pessoa, uma senhora na rua. é claro que eu fiquei sem palavras não teve o que fazer, não tem muito jeito te derruba e marca pro resto da vida então gente, são os exemplos que são importantes eu faço parte de uma ONG, chama Associação Amigos Animais de Campinas nós temos lá 2.500 animais são uns mil cães uns mil gatos e 500 animais entre vaca, cavalo, coelho urubu, gambá Então a gambazinha linda lá, tem também, urubus a gente tem cinco, e cinco porque são vítimas de linhas de cerol, de algumas doenças, e aí quando fica doente uns animais, ele fala, olha, não tem saída, ele vai ter que ser sacrificado, lá não tem sacrificar, Só se sacrifica quando esse não tiver mais contato com a gente, se não tiver nenhuma ligação. Então o cachorrinho está velho, está velho não sacrifica. Se ele não tiver, se ele ainda quando tiver tendo um contato, se ele depender da gente, se ele notar a gente, se ele balançou o rabinho porque viu a gente, ele está sentindo que a gente tem que procurar o máximo de carinho, tirar toda a dor possível e conviver até o último minuto da vida dele. Então a gente tem esses animais lá, eu passo um período do meu tempo lá, a maior parte a gente tem nome, nós temos lá o Andrezinho, chegou lá, eu só vou contar mais esse paro porque também está na hora. É o Andrezinho, foi um ano retrasado para cá, quando foi no final de novembro, pendurado no portão, tinha uma sacola com um bichinho dentro, achamos que era um gato, um cachorrinho e tal, levamos para dentro, era um porquinho, pequenininho gente, bem pequenininho, está com 300 quilos hoje, não dá para doar ele para ninguém, não dá para doar a Mumu, que é uma vaca, que tem uma patinha dianteira direita atrofiada, não vai servir para mais ninguém, mas nós temos que dar um lar para ela. Então a gente age com, e os urubus que não podem voar. Os que voam a gente já soltou e eles ficam por lá, voltam todo dia, tem a comidinha deles e gostam de carne moída de primeira. Só que a gente tem que trabalhar com o conceito de santuário. Santuário é a gente garantir o espaço para todos aqueles que podem, e os que podem a gente vai doar, a gente vai procurar lá. e os que não podem, não vão ter mais onde, não ter como sobreviver sozinhos, a gente garantir o lar deles até o final do mundo, até o final da vida. O nosso planeta é um santuário, nós estamos aqui por muitos motivos, o ser humano talvez tenha sido escolhido para dar mais exemplos e para ser mais importante para os outros seres e para os seres humanos também. Quem sabe se a gente entender um pouquinho disso? a gente faça disso aqui um planeta um pouco melhor. Muito obrigado. O doutor até acordou aqui. O tema de cuidado com os animais sempre nos emociona, né? Porque a gente aprende na prática o que é amor incondicional. Paula, se prepara, por favor. A minha convivência com o Thor, assim, a minha vida mudou desde que o Thor apareceu na minha vida. E sem querer, nós temos aí provocado alterações de políticas públicas, porque toda reunião que eu vou, eu pergunto, posso levar o Thor? e grande parte dos lugares públicos que eu vou, ele tem sido bem aceito. Aqui mesmo na Câmara, eu descobri que foi o primeiro cachorro a entrar aqui na Câmara, e é o Thor. E ele parece que gostou da ideia, porque está sempre aqui agora. E todo mundo conhece. Hoje um funcionário, uma funcionária aqui da Câmara, chegou para mim e falou assim, posso tirar uma foto com o Thor? E tirou uma selfie com ele Então é muito bacana Bom, a Paula Zacarias É da Brahma Kumaris, Campinas E vai falar pra gente sobre Cultura de paz e espiritualidade Todo o seu microfone, Paula Obrigada, eu queria dar Boa tarde a todos, agradecer Esse especial momento de estar aqui com vocês Tendo essa conversa tão Tão adorável Estou aqui para representar a nossa coordenadora, a Abrama Comares, que é a Nádia de Castro. Além de coordenadora, ela é professora. E eu sou uma das professoras, então estou representando a instituição. Eu, assim, apreciei, vou falar um pouco dessa cultura de paz, mas eu apreciei todas as falas. Tem muita sintonia com aquilo que nós trabalhamos. A Abrama Comares é uma organização que trabalha também em prol da paz através de programas de qualidade de vida e cursos de meditação. Então, essa cultura de paz é muito importante. Essas conversas que nós estamos tendo hoje em dia, ela é extremamente importante. E nós, assim como aqueles que estão organizando, vendo as possibilidades de trazer essas ideias para a sociedade, para ter esse compartilhar, para ter essa socialização, espalhar mais essa ideia, nós não podemos nos sentir em nenhum momento acolhidos, acolhidos no sentido de não ter ação, nos sentir um pouco intimidados, um pouco por essa aparente normalização ou banalização da violência. porque hoje em dia parece que é muito normal as pessoas fazerem qualquer coisa, e pronto, aquilo fica. Então, dentro daquilo que nós falamos e estudamos dentro da Brahma Kumaris, a essência de todo ser humano, de todo, qualquer um, é paz. Ninguém vive sem paz. E paz não é que a gente tem que buscar fora, mas nós já somos essa paz. Então, a gente trabalha muito com essa ferramenta. Nós já somos paz. Se a gente parar e parar para pensar um pouquinho, eu sou paz, trazer esse pensamento, naturalmente nós experimentamos essa paz. Então, tudo aquilo que a gente pensa reverbera, reverbera através das nossas palavras, reverbera através das nossas ações, isso vai para fora. E, assim, eu sou também uma pessoa estudiosa, gosto de estudar um pouco, um pouco de cada coisa. dentro da formação infantil, por exemplo, o caráter de uma criança começa a ser construído dentro da psicologia a partir dos quatro anos, entre quatro e sete anos de idade. Então, a gente começa a entender por que às vezes aparecem esses comportamentos um pouco fora, que são violentos e nos trazem uma certa insegurança de lidar com eles. Porque às vezes muitas dessas crianças não têm bons exemplos dentro das suas casas. Os pais, às vezes, estão brigando, um bate no outro, agride o outro. A criança cresce vendo isso. Então, ela achou normal. Quando ela cresce vendo isso, na minha casa acontece assim, deve ser normal. Daí ela passa, às vezes, a agir dessa forma, porque passa a ser meio que normalizado. Então, a gente precisa trabalhar muito essas políticas de cultura de paz, espalhar mais essa ideia de trabalhar que a nossa essência é paz e que a gente tem esse direito de estar experimentando isso e trazer isso para todas as esferas da sociedade, seja na educação, seja nos esportes, seja na música, seja no teatro, aonde tiver um ser humano que a gente leve essa cultura de paz E essas experiências para que sejam compartilhadas. E trabalhar com a sociedade para levar mais informação. Porque, às vezes, a falta de informação cria toda essa política de desinformação e cria-se essa, como eu diria, essa má formação das pessoas. A gente não se forma adequadamente, o caráter não é formado de uma forma adequada e não é culpa dessas pessoas, de uma certa forma. Então, quando a gente assume essa responsabilidade que todos nós temos um dedinho de cooperação para dar para a sociedade, seja para o nosso lar, seja para o lugar onde nós convivemos, seja para a cidade, a gente começa a levar essa iniciativa para outros meios e para outras pessoas. A gente começa a tocar, a plantar pequenas sementinhas que vão se espalhar e que vão criar mais essa abertura. Porque também, às vezes, eu transito por vários grupos e eu vejo que nem todas as pessoas estão abertas a esses tipos de conversas. Não são todas. tem pessoas que evitam isso é bobagem, isso não é tão importante não, isso é muito importante porque sem paz ninguém vive nós somos seres de paz a nossa essência é paz então e assim, se hoje em dia a falta de paz fosse algo normal para todos nós, a gente estaria no paraíso porque o que mais tem no mundo é falta de paz só que a gente não a gente olha e fala assim, esse mundo está muito estranho Eu faço parte desse mundo? Às vezes eu me pego e falo, eu faço parte desse mundo? Sim, fazemos. Mas não com essa estranheza. Eu faço parte desse mundo, o que eu posso fazer para melhorar? Qual é a minha contribuição? Outra coisa que nós também aprendemos é que a nossa essência é paz e que cada ser é singular e único. Não tem ninguém igual a cada um de nós. Nós somos singulares, únicos. Então, se nós somos singulares e únicos, todo mundo tem algo a contribuir de bom. Então, olhar mais para as especialidades, olhar mais para aquilo que a gente tem de bom para contribuir e deixar aquilo que é negativo, que às vezes sai fora, tentar corrigir, se perceber. Quando eu comecei a prática da meditação, e eu comecei acho que em 2005, o que me levou a isso? eu me senti um pouco impaciente eu olhava para mim e falava, não quero aceitar essa impaciência em mim eu me senti impaciente quando acontecia alguma coisa alguma coisa não ia bem eu ficava impaciente eu falei, isso não está normal então eu fui atrás para ver o que eu podia fazer para melhorar aquilo e acabei encontrando esse caminho da meditação e hoje isso melhorou muito Então, às vezes, levar e trazer essa abertura de falar de paz, falar que a nossa essência é paz, que a sociedade vive melhor em paz, e que nós podemos construir uma sociedade mais harmônica e plena, traz uma abertura para as pessoas se perceberem, se experimentarem. Peraí, o que está me incomodando internamente? O que falta para mim que eu preciso ir atrás para poder restabelecer o meu equilíbrio interno? Seja emocional, espiritual ou mental. Então, isso vai equilibrar toda essa esfera humana. E isso começa com quem? Começa com cada um de nós. Primeiro, sempre também uma das coisas das nossas conversas é primeiro se colocar o eu na frente. Então, eu preciso me curar, eu preciso me manter em paz, eu preciso ver se está tudo bem comigo, para eu poder inspirar outros também. Então, a partir do momento que a gente tem essa percepção, naturalmente a gente inspira. Porque todo mundo falou do exemplo, e o exemplo é melhor que mil palavras. Você poderia falar mil palavras aqui, ou até mais, mas quando a pessoa vê o exemplo, inspira mais, marca mais. Desde a infância, quem não tem a história do avô, da avó, de um coleguinha, de um professor que sempre inspirou? Eu sou professora de biologia também, fiz biologia. Eu fui inspirada, eu tive professoras maravilhosas. Eu falei, uau, eu quero fazer isso também na minha vida. Então, a gente se inspira muito uns nos outros. E não só através do exemplo que a gente vê, mas também dentro da nossa escola de meditação, dentro daquilo que a gente estuda, nós também somos o quê? Um ser de energia, nossas vibrações ficam no mundo. Eu posso, assim, por exemplo, se a gente entra num lar que as pessoas acabaram de brigar, você olha pra cara de um, pra cara de outro, as pessoas aí de repente não estão falando nada, mas aí você sente a atmosfera, você fala, nossa, tem alguma coisa estranha aqui. Por quê? Porque a gente percebe, nós somos seres que percebemos as coisas. Então, tudo que a gente faz também reverbera as nossas vibrações, aquilo que a gente está compartilhando, isso é compartilhado, compartilhado com o mundo. do mundo todo então essa é uma forma da gente criar né essa essa energia mas assumir essa essência de paz trabalhar cada vez mais isso em nós mesmos e inspirar outros dentro daquilo que a gente trabalha dentro daquilo que que a gente acredita porque tudo é importante para a sociedade Tudo é muito singular e vai trazer um resultado de uma forma ou de outra, porque as pessoas são diferentes. Então, elas vão buscar a sua essência ou a sua personalidade em coisas diferentes. Um vai fazer esporte, outro vai cantar, outro vai nadar, outro vai fazer outra coisa, outro vai ser médico. E aí, como que a gente vai trabalhar isso? Porque o médico também tem que ter ética, tem que ter caráter, tem que ter tudo. Qualquer profissional, qualquer pessoa. Um pai de família também precisa ter uma boa formação, uma boa base de caráter. A mãe também. Para quê? Para construir uma família feliz. Então, dentro dessa essência da Brahma Kumaris, nós acreditamos nisso. que a gente precisa cada vez mais conversar sobre isso e levar isso para toda a sociedade. E aí eu encerro a minha fala. E eu queria agradecer. Obrigada. Muito obrigado, Paula. Muito obrigado à nossa querida Nádia de Castro, Coordenadora da Brahma Kumaris Campinas Acho que é o parceiro mais antigo que a gente tem A Brahma Kumaris A gente está caminhando juntos aí Lado a lado, faz muito tempo Nós vamos ouvir, ver mais um vídeo E depois nós temos as duas últimas palestras Vamos lá? O que é a paz? Todos os filhos queremos a paz Para construir a paz, temos que sorrir Temos que dar abraço Temos que nos ajudar uns aos outros Temos que nos apoiar Todos podemos construir a paz Juntos podemos alcançá-lo Muito legal, né? Mais um vídeo da Colômbia, bem pequenininho, mas muito profundo. E as crianças, falando, tem um outro impacto, né? Crianças colombianas, com as bandeirinhas da Colômbia, bandeira da paz, bandeira do Brasil, união e paz. Professora Cláudia Cristina de Oliveira Costa e Guilherme Barbosa Argentini Pereira. Pereira. Professora Cláudia, minha colega de classe de faculdade, diretora da Escola Estadual em Serra Negra, vai falar com a gente sobre cultura de paz e a educação. Muito boa tarde a todos, é um prazer enorme estar aqui em Campinas, novamente, uma cidade que eu já morei por duas vezes. Quando O Lino me convidou, eu imediatamente aceitei o convite de estar aqui, porque eu acho que é muito importante a gente cultivar essa cultura de paz para todos, para a sociedade em geral. Eu acho que todos que passaram por aqui hoje já falaram muito, tudo aquilo que eu também já poderia falar, mas não vou me repetir, vai ser redundante. Eu vou me ater mais às questões práticas desse projeto que a gente trabalhou na escola, sobre a cultura da paz. e foi um projeto muito gratificante, já desde o ano passado que a gente vem trabalhando, começou como um projeto pequeno, sobre trabalhar com emoções, mas antes eu vou falar um pouquinho só da nossa escola, como ela é. Eu sou diretora da Escola Estadual Lourenço Franco de Oliveira, em Serra Negra, que é a escola que recebe o nome do fundador da cidade e é a escola mais antiga e tradicional, ela foi fundada em 1901, e o prédio é de 1914. Então, é uma responsabilidade muito grande, é a principal escola do município, em termos de história, e ela é uma escola central, e hoje nós atendemos crianças de 7 a 10 anos apenas, então, do segundo ao quinto ano do ensino fundamental, e nós atendemos 460 alunos, aproximadamente. E a nossa escola, ela tem um público muito heterogêneo e atende alunos de todos os bairros da cidade. E o ano passado nós já participamos na quarta mostra, mas a gente só participou com o banner, mostrando o projeto que foi feito. A nossa escola atende muitos alunos de inclusão. Nós somos referência na cidade por ter alunos de inclusão e do acolhimento que nós temos na escola. Então, também faz parte da minha formação. Existe também uma escola da Brama Comares, em Serra Negra, que fez, acho que recentemente, 25 anos. E eu frequento a Brama Comares desde que ela foi para a Serra Negra. E dentro dessa perspectiva, de todo esse aprendizado que eu tive dentro da Brama Comares também, que a gente traz para a vida da gente, eu gosto de colocar um pouco dentro da escola. E a nossa escola é uma escola que tem como princípio também trabalhar a questão da igualdade, da equidade e o acolhimento. As nossas crianças têm uma grande sensação de pertencimento. Então, nós trabalhamos muito isso, por ser um prédio tombado, ser patrimônio, a gente cultiva muito isso também. E a gente, para ser sincero, nós não temos muitos problemas de disciplina graves na nossa escola. Nós somos, assim, privilegiados. Mas, assim, os poucos que tem nos levaram a ter esse tipo de abordagem também de tentar promover a paz dentro da nossa escola. Porque, como já foi amplamente falado, eles são a sementinha que está aí, é o nosso futuro. E amanhã nós é que seremos cuidados por eles. Então, se a gente não plantar nessas crianças hoje, esse tipo de promoção dessa cultura de paz, nós mesmos vamos sofrer amanhã. Então, é importante que a gente trabalhe, que pense nessas crianças como sendo o nosso futuro. Amanhã eles serão nossos prefeitos, vereadores, então nós estaremos nas mãos deles. E a gente precisa estar em boas mãos para o nosso futuro, para a nossa velhice. e então do projeto, ano passado nós começamos com uma classe que a professora trabalhou a questão das emoções baseado num livro tenho monstros na minha barriga então trabalhou em cima desse livro com as emoções, ela fez um emocionômetro, que eram umas carinhas as crianças iam lá, como que estavam hoje, eles aprenderam a lidar com essas emoções esse ano o projeto já se ampliou para todas as salas Quando a gente resolveu participar da mostra esse ano, a gente sentou em reuniões com os professores, coordenadores, e nós decidimos que cada ano iria trabalhar uma coisa, porque a gente sentiu o que estava tirando a nossa paz dentro da escola. O que a gente poderia fazer nesse pós-pandemia, porque a gente percebeu que as crianças voltaram muito individualistas. essa pandemia deixou todo mundo dentro de casa, então as pessoas passaram a não saber conviver mais em sociedade, a não dividir mais, então a gente percebeu isso e então a gente promoveu, assim, os segundos aninhos eles trabalharam com as palavrinhas mágicas, então eles trabalharam, era por favor, obrigada, com licença, então eles fizeram esse trabalho assim, No final fizeram um painel com as mãos, desenharam a mãozinha deles com uma palavrinha, fizeram lá amor, paz, alegria, harmonia, tudo. Cada um escolheu uma palavrinha, fizeram um painel. Os terceiros anos trabalharam com a palavra respeito, em cima do tema respeito, de respeitar o outro, saber o limite do outro. Os quartos anos trabalharam com as questões de, com as personalidades mundiais que promoveram a paz Então eles estudaram Gandhi, Madre Teresa, Martin Luther King, algumas delas, então eles estudaram isso E os quintos anos trabalharam com a questão da gentileza Eles utilizaram o tema gentileza para tentar promover a paz Então, foi isso que a gente fez dentro da nossa escola, tentando promover um ambiente de paz. E eu, como eu estava falando também das ações e do pertencimento e do acolhimento, tem uma coisa que eu gosto de fazer com eles todos os dias, que eu passo de sala em sala para dar bom dia, para ver como é que eles estão, se estão bem, se não estão. E tem sala que eu entro, porque como professora de educação física, você é o amado da escola. você entra numa sala, todo mundo vem, abraça e tal mas eu me sinto muito feliz porque enquanto diretora da escola atualmente, tem salas que eu entro e eles levantam e vêm me abraçar assim em bolo e quase me derrubam no chão e isso é muito prazeroso, eu tenho essa sensação de que eu estou indo no caminho certo, é isso que me dá um grande prazer e eu trouxe o Guilherme aqui, que é um aluno do quinto ano Ele é do Grêmio Estudantil, que o nosso Grêmio também está bem atuante na escola. E ele vai falar um pouquinho também sobre como foi participar do projeto e das alegrias e das angústias dele, porque ele adora. É um menino brilhante e aí eu fiz questão de trazê-lo junto. Infelizmente, a nossa coordenadora também não pôde vir por problemas pessoais, mas o Guilherme vai representar todos os nossos alunos. Muito obrigada. Obrigada a todos. Boa tarde a todos. Estou muito feliz de estar aqui com todos. Bom, o Grêmio Estudantil fez a sua parte na Paz, mas não é só a gente que tem que trabalhar na escola inteira. Todos estão trabalhando e estão fazendo o seu possível para tentar alcançar. e cada vez mais ir espalhando. A gente não quer, o Grêmio não quer só que fique na escola a paz. Por exemplo, não é um repetitivo, a escola, escola, escola a paz. Não, nós queremos que a paz reine no mundo inteiro. Por causa que daí não terá guerra, como está acontecendo com a Rússia e o Grânia, que é um conflito que não acaba mais. E a paz pode fechar com tudo isso, por exemplo, Por uma coisa de território, houve uma guerra que pode causar até a Terceira Guerra Mundial por intrusão dos Estados Unidos ou a China no meio. Então, pode causar a Terceira Guerra Mundial em um conflito de território. Isso não é preciso porque a Rússia é enorme e a Ucrânia é minúscula. Não precisa. A paz, ela reina... Todo mundo tem paz. Só que se você não testa essa paz, se você não vai usando essa paz, você vai perdendo ela. Cada vez mais você se afasta da paz. E quando você não utiliza mais a paz, o conflito é a sua paz. Você só quer saber discutir, brigar, em vez de usar as palavras, você não tem mais paz. Ali você tem que aprender a como lidar com essa situação. E não é só isso, né? Por exemplo, por causa que você falando pode parar com tudo isso, né? Então não é só brigar, brigar, brigar. Tem a paz. E o nosso projeto, eu acho que não lembro agora, mas eu acho que foi em julho, em julho mesmo, este mês, que a gente entregou as rosas da paz. Por exemplo, eram umas rosas brancas, o quinto B e o quinto A fizeram a entrega das rosas. Eu não lembro se agora o quinto C e o quinto D entregaram, por causa que eu não estava no lugar. E a gente foi entregando, entregando, e aconteceu um assunto muito chato, né? que uma das nossas alunas do quinto ano B entregou uma rosa para uma pessoa e a gente achou a rosa no lixo. Provavelmente, foi jogar um papelzinho e achou a rosa no lixo, ali jogada. Sem precaução, não precisava fazer aquilo. Bom, ali nós já pudemos ver que aquela pessoa não tinha afeto nenhum por um presente. Então, se ela recebesse... O engraçado é assim, se ela recebesse um iPhone, ia abraçar e não ia largar mais agora uma rosa que é do coração joga no lixo e isso é uma atitude sem precisão podia guardar guardar no bolso enrolar e guardar na bolsa é um modo de dizer mas nós do Grêmio Estudantil agradecemos a todo mundo que aceitou as rosas nós agradecemos a escola inteira por o ótimo trabalho. Agradeço a dona Cláudia. Muito obrigada, dona Cláudia. Eu creio que foi um ótimo trabalho. A dona Luciana, todo mundo está fazendo um ótimo trabalho. Muito obrigada. Oi, professor chinês. Estamos aprendendo a falar com o Guilherme. Que isso! Belo trabalho aí da professora Cláudia, da escola, parabéns lá, muito bacana. Você vê que a gente levando o tema para as crianças, refletindo sobre ele, quanta coisa interessante não sai, né? E a gente é só dar um empurrãozinho, na direção certa, né? Muito bom. Bom, vamos ouvir agora o André Luiz Ferreira, que vai ter o desafio de falar depois do Guilherme. Nosso amigo que a gente conheceu, parece que a gente se conhece faz tempo, gerente de sustentabilidade e desenvolvimento social da IMA, Informática dos Municípios Associados. Ele vai falar sobre cultura de paz e meio ambiente. Com você, querido. Boa tarde a todos. Eu queria agradecer ao professor Lino pelo convite, pelo gentil convite, agradecer a presença de todos vocês. Para mim é uma honra, uma alegria e um desafio falar depois de todos vocês, depois de ouvir palestras tão significantes, tão emocionantes, com pessoas extremamente qualificadas, histórias diversas, diversos, porém todos me tocaram de uma forma muito especial, e a minha contribuição é uma contribuição pequena, humilde, porém de coração, eu não acredito em acaso, eu conheci o professor Lino lá no trabalho, durante o expediente, estava passando por lá, e a gente começou a conversar, eu vi o Thor, eu sou muito ligado, adotei vários animais, minha mãe é veterinária, Eu conversei com alguns de vocês antes, eu tenho uma história de adoção de animais durante a vida toda. Nós em casa nunca compramos animais, não somos contra quem cria, mas preferimos adotar sempre. Então eu tive essa experiência com animais, todos, cachorros, gatos, que viveram muito tempo em casa. e eu acho que hoje a gente tem um tema bastante controverso que é o meio ambiente, nós sabemos todos os riscos que nós corremos a minha formação tenho 25 anos na área do direito me formei aqui eu sou de Campinas, apesar do sotaque porque eu morei muitos anos no Rio de Janeiro então a gente acaba pegando um pouquinho, mas eu sou nascido e criado aqui em Campinas, me formei aqui, fiz o mestrado de Direito Internacional em Portugal, e sempre me interessei por essa causa, não só ambiental, mas a cultura de paz, ela é uma preocupação mundial, não só hoje, mas nas últimas décadas, nós tivemos todo o século XX eivado por guerras, conflitos, guerra fria, que causou prejuízos para toda a humanidade, marcaram gerações, eu mesmo, hoje com quase 50 anos, eu ainda me lembro, cresci com o perigo de uma guerra fria, de uma destruição nuclear, que acabaria com todos nós, e como criança e como jovem adulto, convivi com isso muito fortemente, acompanhei todas essas mudanças, e depois, numa experiência de 20 anos de docência, pude acompanhar essa evolução, e fico muito feliz também de ver mulheres, a grande diversidade, cada vez mais presentes com o professor, eu vi a mudança também, mulheres cada vez mais ativas no mundo jurídico, participando como advogadas, como professoras, como promotoras, juízas, Eu tive o privilégio de conviver com pessoas que, por vezes, começavam o conhecimento como alunas, e hoje são juízes, são advogadas, são promotoras, são professoras, e estão aí contribuindo para a sociedade. Bom, o Brasil é muito importante na causa ambiental. Nós somos membros fundadores da ONU em 1945, justamente depois da Segunda Guerra Mundial. e nós também lançamos uma pedra fundamental, que na época parecia uma coisa muito simples, que foi a Eco 92, em 1992, tivemos a primeira grande conferência internacional de meio ambiente no Rio de Janeiro, que trouxe cerca de 150 chefes de Estado, até hoje uma das maiores conferências internacionais do meio ambiente, e ela lançou a pedra fundamental para o que nós temos hoje de base internacional de proteção ao meio ambiente. Logo depois, tivemos, no ano de 97, o protocolo de Quioto, que são a base hoje, quando a gente fala em diminuição de poluição, métodos sustentáveis, meio ambiente, créditos de carbono, a redução da poluição. Então, depois, os acordos de Paris foram firmados em 2015 e nós temos aí também mais o mecanismo internacional. Muitos países hoje fazem parte, todos eles foram ratificados e estão em vigor e o Brasil honrosamente faz parte de todos eles. Então, venho trazer uma mensagem simples, não tenho intenção de me igualar com as palestras que eu vi hoje. Agradeço a todos vocês pelo conhecimento que eu recebi aqui hoje. Hoje eu continuo exercendo a advocacia, a docência E também estou na gerência de sustentabilidade e desenvolvimento social da IMA E estendo o meu contato a todos vocês com nossos programas Essa gerência é um pilar de sustentabilidade É um pilar que toda a área pública está adotando Precisamos também internalizar os aspectos internacionais dentro do nosso país Temos uma excelente legislação ambiental e temos que conciliar isso com a cultura de paz, ou seja, resolver nossos problemas ambientais, criar matrizes energéticas limpas, o Brasil tem um potencial gigantesco, eu tive a oportunidade de visitar alguns países, eu estive recentemente na Islândia, e a Islândia tem algumas vantagens, então a Islândia já praticamente tornou toda a matriz dela energética, geotermal limpa, tanto na água quanto nos automóveis, eles trouxeram por benefícios incentivos fiscais, que talvez aí nós, agradecendo aqui a presença na casa, na casa do povo, nós precisamos muito do apoio de todos os que compõem a classe política, porque nós precisamos criar incentivos para que essas matrizes limpas possam ser adotadas de forma mais eficaz no nosso país, que nós temos potencial para isso sim, a Islândia é uma pequena ilha, o Brasil é um país continental, nós temos que ter essa nossa oportunidade. E o Brasil acredito que está caminhando neste sentido. Então, agradeço a presença aqui com vocês, gostaria de vê-los novamente e me coloco aqui à disposição para vocês, para que a gente possa implementar mais projetos nesse aspecto e levar nossa cultura de paz, desenvolvendo o meio ambiente para o futuro de nossos filhos, netos e todos os entes queridos. Muito obrigado. Nossa, que maravilha, gente. O meio ambiente é um tema também totalmente conectado com a cultura de paz. Nos leva a uma relação com o planeta, uma convivência pacífica com o planeta, sem agredir o planeta. Podemos conviver sem agredir o planeta. E se nós tivermos um olhar mais espiritualizado para o planeta, enxergando o planeta Terra como Gaia, Como um ser que tem uma alma, tem um espírito e que nós somos células, pequenas células Que estamos nesse grande corpo, nesse grande ser Então nós talvez consigamos ter uma visão, uma consciência e uma interação diferenciada Com esse grande planeta, com esse maravilhoso ser Gaia Certa vez eu fiz um curso de especialização em gestão ambiental E como alma franciscana Eu vi bem assim quando se fala de sistemas De paradigmas sistêmicos, holísticos E Francisco de Assis falava Irmão Sol, Irmão Lua Tratava os animais como nossos irmãos menores Então é essa relação de totalidade Nós estamos mergulhados em uma grande totalidade Essa consciência, essa visão muda muito Inclusive em termos de cultura de paz Que a paz tem algumas irmãs gêmeas, poderia dizer assim Que é o amor, a paciência, a fraternidade E assim vai Bom, nós estamos terminando Eu estou muito feliz Com o primeiro ciclo de palestras Bandeira da Paz 2023 Correalização Planeta Paz Câmara Municipal de Campinas O China vai dar um O autor já descobriu que está terminando Já quer ir embora O China vai falar aqui em nome do Rocine Para dar o fechamento Está bom, China? Olino, muito obrigado eu quero agradecer muito por estar aqui com vocês e ter ouvido tantas coisas importantíssimas eu fiquei um tempo fora das políticas públicas eu resolvi aprender a dar aula mas eu não era tão amado, eu era professor de matemática imagina, então o professor de educação física realmente e olha, pior que o professor de educação física é tão querido e o meu nome deve ser odiado na faculdade de educação física porque eu me chamo cinésio e vocês tem a matéria cinesiologia que é uma das mais que mais castiga os professores então eu não consegui passar em branco Poxa vida, que contraste Gente, mas olha Essa palestra Foi muito bom pra gente Estar participando O Rocine me proporcionou isso Ele falou, não, China, você vai cuidar desse assunto Pra mim lá e tal Falei, opa, legal, vamos lá E, em princípio Entendi um assunto Realmente interessante Assim, suave Mas eu não tinha pensado com tanta profundidade, de verdade Ao vermos aqui todos discutindo segundo um ponto de vista diferente O mesmo tema A gente consegue enxergar Quão grande é a interligação A transversalidade desse assunto E no momento onde eu estou estudando Olha que coisa interessante Eu venho estudando já há algum tempo, preocupado, eu digo que a música que é o hino da minha vida é aquela assim, o acaso vai me proteger enquanto eu andar distraído. E conversando com o meu psicanalista, ele falou, não, você não é distraído, você tem uma atenção flutuante. Eu não sabia que tinha nome isso aí, atenção flutuante ou atenção seletiva. E, mais uma vez, o acaso me traz uma surpresa maravilhosa. Eu estou estudando exatamente a organização do pensamento, do ódio, da destruição. Eu estou estudando exatamente esse lado. E alguém aqui, a senhora que citou o C.S. Lewis, é um dos que também passou... Ah, foi a professora Nani. E eu estou lendo exatamente esses autores em contraposição às mentes que criaram a ideia do conflito, você gerar conflitos acreditando que isso destruirá a sociedade ocidental e criará um mundo maravilhoso, não sei de onde, mas enfim, e nem eles falam. Mas eu achei muito interessante, eu estava exatamente estudando esse assunto, e essa conversa nossa me chamou a atenção, como o mal, a guerra, a destruição, se organiza com uma capacidade tão grande. São escolas mundiais que são formadas para discutir esse tema. Você tem desde 1893 esse tema sendo discutido cientificamente, sistematicamente, e colocando em prática cada vez mais políticas públicas de ódio, de contrariedade, de destruição. E aí eu fiquei meio realmente abismado de ver que nós temos aqui tantos pontos de vistas altamente positivos para a construção, para o amor, para a convivência, para a paz. E fiquei me perguntando, poxa vida, será que nós estamos conseguindo nos organizar tão bem com cada um desses pontos de vista para que a gente não é um objetivo de destruir, porque senão a gente seria contraditório com nós mesmos. Mas seria interessante a gente ter uma organização tão forte quanto essa, essa organização do ódio, para a gente conseguir produzir mais pensamentos e atitudes pela paz, pelo povo, pelo amor. Então, gente, eu fiquei realmente muito satisfeito. Mais uma vez o acaso me protegeu, me colocando em meio a tantas ideias preciosíssimas, colocadas com tanta clareza, colocadas com tanta visão ampla e, ao mesmo tempo, sobre cada aspecto em si. Eu fiquei, então, muito satisfeito. Então, eu quero, não só em nome do Rossini, agradecer o esforço que todos fizeram vir aqui e colocar seu ponto de vista, Agradecer ao Lino pelo esforço, por ter me apresentado o Thor. O Thor participou de todas as nossas reuniões, às vezes impaciente, mas participou. Acho que o assunto estava chato. Acho que quando ele soube que eu era professor de matemática, ele falou, vou cair fora desse negócio aqui, não vai dar certo. então agradecer a todos pela presença pela contribuição preciosíssima, isso vai estar gravado vai estar gravado aqui no nosso site, vai estar disponível e não tenham dúvida que eu vou ser um dos maiores propagandistas dessa matéria que vai estar à disposição da população dizendo, gente, ali tem coisa importante para a gente ouvir, coisa muito importante então agradecer a vocês e eu também levar um agradecimento muito especial ao Rocine, por ter me colocado nesse acaso, entre aspas, me protegendo do acaso, eu discutindo, eu estudando esse assunto e eu ouço com tanta clareza o outro lado. Precisamos pensar um pouco mais em como é que a gente junta. E aí o conselho, o compasso, eu fiquei muito feliz de saber que vamos ter uma conferência. Eu acho que esse tema seria super importante, como nós criarmos canais, além do compás, evidentemente, mas como nos comunicarmos com maior precisão, com maior frequência, eu acho que a frequência aí vai, regularidade, regularidade, frequência, então eu sugiro que a gente coloque isso em tema onde eu estarei presente, com certeza. De 18 a 24 de setembro, é isso, não é? Guardei a data, é isso mesmo. Então, tá. E é muito bom saber. Eu falei a data errada ou não? É 18... Ah, que legal, que bom. Então, ao ver, assim, tantas iniciativas, eu fico muito feliz, torço, torço muito para que a gente consiga fazer com que essas ideias, que a cultura da paz, se sobreponha à cultura do ódio e da guerra. Muito obrigado a todos vocês. Obrigado, Julino. Muito obrigado. Acabei lembrando de uma frase que eu sempre me lembro, sempre quando tenho a oportunidade falo, de Martin Luther King, que lhe diz a seguinte, o que me assusta não é o barulho dos maus, mas o silêncio dos bons. E que nós caminhemos unidos e na paz até o segundo ciclo de palestras 2024. Até mais. Muito obrigado, gente. Parabéns. Obrigado. Encerramos aqui este que foi o primeiro ciclo de palestras Bandeira da Paz 2023. Se você perdeu aqui essa transmissão, não tem problema. Vocês podem ir no YouTube da TV Câmara Campinas e assistir toda a palestra, todas as falas dos convidados. E eu convido vocês a continuarem com a nossa programação. Amanhã também temos jornal e continuem sempre conosco. TV Câmara, Campinas