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[música] [música] Tá no ar mais um na ponto do lápis e hoje o nosso tema é sobre investimento. A gente sabe que investir é a melhor maneira de manter o poder aquisitivo do dinheiro e colher rendimentos no futuro. Mas quando a gente tem dívidas e juros, é possível investir? Por isso eu estou aqui com o planejador financeiro Ronaldo Lobo, que vai nos explicar mais sobre esse assunto, se é possível ou não. Ronaldo, pra gente começar, a pessoa ela está endividada, ela consegue começar a investir, ela pode começar a investir, como que é? É indicado ou não? Eh, primeiramente é uma honra estar aqui novamente falando com vocês. Eh, me sinto muito feliz de poder estar compartilhando esse conhecimento. E vamos lá. Eh, por questões burocráticas não tem problema. A pessoa consegue investir mesmo tando com dívidas. Isso é é bem simples. A questão é: será que vale a pena? Será que realmente é o caso? Aí existem alguns detalhes que a gente tem que levar em consideração, principalmente levando em em ponta que na maioria das vezes é mais comum os juros da dívida ser maior do que os juros do rendimento dos investimentos. Então esse é o primeiro ponto que a gente leva em consideração na hora de decidir o dinheiro que eu tenho aqui a mais, eu vou aplicar ele para me render juros ou vou quitar uma dívida e parar de pagar juros? É o primeiro ponto. E nessas considerações da pessoa avaliar isso, o que que ela precisa ver? Ela precisa ver como que está a situação financeira dela, por exemplo, ver como que tá a situação da dívida dela, se realmente ela vale a pena. Como você falou, ó, os juros tá tá maiores. Eh, que ela tem, o que que a pessoa tem que fazer? A primeira coisa que eu indigo é verificar o quanto que a dívida tá comprometendo da renda dela. É uma um dos primeiros passos do planejamento financeiro é entender essa essa parte dos gastos. o que que da da sua vida financeira tá comprometido já com gasto fixo, principalmente, que é aquilo que você paga recorrentemente, porque se isso está comprometendo uma grande parte da sua renda, tira totalmente a malha, tira totalmente a folga que você tem para fazer outras coisas, tomar outras decisões. Então, nessa parte de dívida, vou olhar para ela e verificar quanto que ela tá comprometendo a minha renda. Uma dívida saudável é de até 20% da renda da pessoa. Isso é uma dívida saudável que a gente leva em conta até questões de empresas mesm ela leva nesse parâmetro. Na parte pfalando na pessoa física também a gente coloca essa consideração. Já uma agenda que tá passando disso já é um sinal de alerta. Então aqui a gente vê a oportunidade de reajustes ou se ele vai aumentar o prazo para diminuir a parcela, ou se vai fazer a porte eh para diminuir a quantidade de juros, que é a famosa amortização, né, para diminuir a quantidade de juros, que consequentemente diminui o valor da parcela também. Isso é uma possibilidade. E aí quando a pessoa tem esse dinheiro a mais, no caso ela recebeu uma bonificação, eh, alguma coisa ou do terceiro até um processo, né? Enfim, eh existem várias formas. E aí ela pensando por esse lado, vou quitar uma parte da dívida para diminuir esses juros ou vou investir? E aí primeira coisa, olhar esse lado mais da conta mesmo dela, desde considerando que ela recebeu a mais ainda, olha primeiro porque ela já tem e aí depois ela verifica porque dá para fazer com que ela recebeu mais. E aí nesse caso, recebendo a esse aporte a mais, o que que ela vai verificar? Se fazendo esse aporte à mais de fato vai diminuir o valor da parcela para ela ter mais folga. Isso é importante. Ou se colocando esse dinheiro para render juros, se os juros que vai tá rendendo é maior do que os juros da dívida. Normalmente é menor. E aí por isso que nunca se olha só nesse caso, né? Porque ela vai ver, ah, os juros do dos investimentos é menor do que os juros da dívida, então não vou investir, vou quitar a dívida. Só que aí tem todo esse detalhe que que a gente tem que levar em consideração também. Nunca é uma decisão isolada. Até porque também é importante a gente considerar o tipo de dívida, se é uma coisa que está controlada ou se é uma dívida que se perdeu. Por exemplo, normalmente pessoas têm muita dívida com cartão de crédito e aí a gente sabe que juros de cartão de crédito é o maior que tem, é chega a ser abusivo. Então qualquer dinheiro a mais que essa pessoa conseguir para quitar essa dívida é bem-vindo. Eu eu o aconselho. Agora, se é uma dívida de um financiamento, seja de carro, bem, que é uma coisa que ela tá pagando recorrente, tá bem organizado, ele tá mais certinho, talvez investir esse dinheiro para ela ter até mais liberdade de tomar outras escolhas, futuramente, uma oportunidade que surge, alguma coisa que aparece e ela ter esse caixa armazenado, para ela vai ser até melhor, mesmo que ela continue pagando uns juros maior na dívida do que nos investimentos, mas ter essa condição de você ter essa liberdade de fazer uma escolha, isso facilita demais no planejamento também. E a pessoa também analisar qual tipo de investimento ela vai entrar também é interessante, com certeza. E aí, principalmente nesse caso, a gente considera mais a renda fixa, né? Porque é algo que de fato é um dinheiro que ela vai ter previsão tanto de rentabilidade e também de quando que ela vai recuperar esse dinheiro de volta. Já numa renda variável, no caso da bolsa de valores que tem aquela mudança de preço, a pessoa hoje pode colocar 5.000, amanhã hoje 5.000 4.000. Então não é aconselhável. Porque se caso ela precisar do dinheiro para ou que tá a dívida ou para fazer uma outra decisão, ela acaba que perde a o poder de compra dela. Aí por isso que a gente indica mais a renda fixa. Aí quando a gente fala de renda fixa, a gente fala de CDBs que são de forma bem simples, renda fixa é como se fosse um empréstimo ao contrário, é você emprestando dinheiro para alguém, essa pessoa vai te devolver com juros. É basicamente assim que funciona. É no caso de um CDB, quando a gente empresta para um banco e o banco vai devolver o dinheiro pra gente com os juros. Aí de fato é real um empréstimo ao contrário. E o Ronaldo, o por que é importante, né, a pessoa manter algum dinheiro guardado, esse investimento, né, uma reservinha sempre é bem-vinda, né? Sempre, sempre a reserva é bem-vinda. Existe duas certezas na vida. A primeira é a morte. A gente sabe que uma hora, infelizmente, chega para todo mundo. E a outra certeza é que vai surgir imprevisto na nossa vida. A gente não sabe qual imprevisto vai surgir, mas a gente sabe que uma hora e vai acontecer. E aí ter essa capacidade de se proteger, de antecipar a eles, facilita demais todas as nossas escolhas, principalmente para nos dar segurança, por saber que a gente tem condições de lidar com coisas adversas que podem surgir e até a questão também de oportunidades, não só na parte de se proteger, mas também de aparecer uma oportunidade, você conseguir aumentar a sua renda, você sabe que na a sua reserva que tá ali armazenada, ela vai te dar essa condição também. Então, quando a gente fala reserva de emergência, muita gente pensa somente nesse caso de, ah, eu vou ter uma reserva só para me proteger. Ela realmente, o principal foco dela é esse, mas ela também pode servir para te alavancar. Não necessariamente você vai usar ela só para casa de imprevisto, até porque eh imprevisto também são coisas que podem fazer a gente já ganhar mais. E e nessa questão da reserva de emergência, né, mesmo que a pessoa consiga por mês um o valor mínimo ali de R$ 20, R$ 30, é importante, né? Sim, com certeza. Eh, o principal que é o hábito de poupar, né? Eu sei que muitas pessoas não gostam muito dessa dessa desse termo, né? Mas de fato ele é uma coisa que muda a nossa vida e muda demais você ter um hábito saudável. É como você falou, começar com 20, com 30 e aí vai muito tempo para 50. Quando você lê, você chega no valor ideal, que é a sua poupança mensal. A gente aconselha também poupar 20% da renda, é o o ideal para conseguir ter a construção de patrimônio, idealizar os sonhos e tudo mais. Então a pessoa conseguindo começar com 1% da renda dela, já vai priorarmente dela esse hábito de est poupando constantemente. Aí ela vai ver que ela começa a ver os rendimentos e aquilo dá uma motivação interna para ela e quanto mais ela investe, mais crescito, aquilo se torna de fato algo que ela busca e quer cada vez mais. E aí quando ela vê, ela consegue investir 20% da renda dela normalmente. E Ronaldo, o que é melhor, né? Manter esse dinheiro aplicado ou parcelar a dívida? Se for uma dívida que tá descontrolada, totalmente perdida, é melhor pegar o dinheiro a mais e quitar a dívida pensando em realmente de fato você zerar o seu o seu nome e começar do zero, se torna realmente melhor. Agora, num caso de uma pessoa que tá com uma dívida mais controlada, mais organizada, eu opito mais pela parte de investir, justamente pensando na em dar essa condição dela ter facilidade de escolhas, porque a pessoa que tá com a dívida desorganizada e ela investe o dinheiro nela, ela cria essa facilidade de escolher para determinadas situações. Já uma pessoa que ela já está endividada, com a dívida perdida, no caso, eh, perdeu prazo, perdeu parcela, enfim, ela já não tem mais liberdade de escolha, porque qualquer coisa ela vai ficar com aquilo martelando na cabeça dela, é gente cobrando, gente ligando, então escolha ela já não tem. E aí realmente é melhor pegar o dinheiro e aplicar na dívida para zerar logo isso de fato. E Ronaldo, e para pessoa não chegar esse ponto, né, de por exemplo, nossa, eu tô tô endividado agora, será que eu posso aplicar não ficar nessa aplicar ficar nessa indecisão. O que que é o ideal, né, qual que é o passo, o o planejamento para essa pessoa não chegar nessa situação, pra pessoa não cair numa dívida. Primeiro ponto, entender ali como que tá a vida financeira dela. Voltando um pouco do que eu falei anteriormente, entender como que tá a vida financeira dela e entender até que ponto ela pode se comprometer a mais na renda dela. Se ela já tem um custo de vida que já está muito comprometido, ter uma dívida a maisa se torna interessante, a não ser que ela faça um reajuste e ela consiga encaixar a dívida no padrão de vida que ela já tem, que aí volta até um assunto que a gente comentou no episódio passado, na questão do financiamento do carro. Normalmente as pessoas entram no financiamento desconsiderando o custo de vida que ela já tem e aí se torna uma coisa a mais. E aí de fato é fácil dela acabar se perdendo assim, porque entra uma coisa que a mais, depois surge outra. Porque quando a gente compra um bem, falando aqui no caso de dívidas de bem materiais, não é só o bem que ha de custo, é o seguro, é os impostos, é manutenção e aí vem surgindo um monte de coisa. Então isso tudo deve ser levado em consideração também para que não não um sonho nosso torne pesadelo e a pessoa fazer um planejamento, né, do orçamento dela, de tudo que entra e sai também é essencial, né? Exato. É, a gente até na questão de planejamento financeiro, a gente tem uma metodologia clássica que a gente considerar o 50 30. O que seria isso? É a forma como ela divide a renda dela. 50 30 20. Isso. 50% do salário para gastos fixo, 30% para gastos variáveis e 20% para os investimentos. Então tudo que ela tem de recorrente, de coisas que ela paga constantemente, deve se encaixar em 50% da renda dela. Por exemplo, conta de luz, combustível, todas as coisas. Todas essas coisas que realmente são coisas que ela tá pagando rotineiramente, isso se encaixa dentro de 50%. O variável é mais logo para ela ter o lazer dela, enfim, gastar com da forma como ela quiser, que a gente também não pode viver só pagando boleto, né? A gente tem que ter a nossa liberdade, nosso lazer e tudo mais. E aí é esses 30% que a gente considera. E aí os 20% pensando em construção de patrimônio, em construção de reserva de emergência, investir para de fato pros sonhos dela. Ronaldo, muito obrigado por todas essas dicas, né, essas orientações. Tem mais alguma coisa que você queira falar pro pessoal que tá em casa, né, pra gente finalizar aqui? Bom, voltando a um assunto em relação a comportamento, quando você for fazer uma dívida, pense bem no que, no por você está fazendo essa dívida, se é algo que você realmente tá fazendo por um sonho, como a gente comentou no episódio passado, ou se é algo que você está fazendo porque realmente precisa. Entendendo essa necessidade, você consegue até colocar prioridade na forma como que você vai distribuir sua renda e também na questão de como que você vai encaixar isso dentro da sua vida, se realmente vai ser algo que você vai se fazer um reajuste na sua vida financeira ou se você vai ter que fazer uma renda para dar condições de você manter esse seu sonho. Isso é o conto de partida que eu que eu falo para para todas as pessoas, principalmente na parte de um planejamento. Ronaldo, obrigado mais uma vez, viu? Pessoal, ó, não se esqueça de nos seguir a gente nas redes sociais. no Instagram e no Facebook, TV Câmara Campinas e também no YouTube, onde tem toda a nossa programação. O canal é TV Câmara Campinas. Um abraço, até o próximo. Na ponta do lápis. [música] เฮ [música]