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[Música] Tá no ar mais um na ponta do lápis e a gente sabe que o primeiro salário é um momento marcante, simboliza a conquista do primeiro emprego, mas ao mesmo tempo dá início à responsabilidade de cuidar do seu próprio dinheiro. Por isso estou aqui com o assessor de investimentos João Furtado, que vai nos explicar o que fazer, né, com o primeiro salário, vai dar dicas para você que tá em casa começar bem a sua vida financeira. Ô João, né, junto com essa alegria, né, do primeiro emprego, do primeiro salário, também pode vir a dúvida. Gastar, guardar, investir ou comemorar, né, comemorar essa conquista. Então, qual que é o primeiro passo, né, o que que eu fazer com o primeiro salário? Eh, o planejamento é a chave inicial. planejamento ele passa do primeiro salário até o momento de aposentadoria. A gente não pode descartar o planejamento financeiro por ser o primeiro salário. Muitas vezes a gente entra ali com a emoção do momento, quer pegar o primeiro salário ir direto na loja, comprar alguma coisa que a gente já tava pensando, já tá gastando salário antes de receber. Mas dentro da teoria financeira, o principal fator determinante que a gente tem para um sucesso de fato, é o tempo. Então, quanto antes eu começo a poupar o meu salário, a me planejar pro meu futuro, antes eu tenho meus objetivos concluídos. Então, a pessoa começando ali a trabalhar, começando a sua vida no mercado de trabalho, ela recebe o salário. Ela já tem que ter definido um planejamento em destinar um pedaço paraa sua reserva de emergência. Tem que ter um pedaço pensando a médio prazo e um pedaço pensando a longo prazo. Porque a partir do momento que eu começo a segregar os meus objetivos, eu consigo conquistá-los sem algum momento da minha vida financeira, eu me atrapalhe, eu fique com o nome no Será, eu acabe tendo problemas por um objetivo. é muito melhor com que eu faça esse planejamento desde o início, segregando por caixinhas, objetivos, tudo aquilo ali que eu quero pra minha vida e consequentemente depois disso as coisas acabam fluindo muito mais naturalmente na vida financeira da pessoa. E o que que esse esse planejamento precisa ter, João? Bom, eu sempre falo que para começar a vida financeira, a gente pode começar ali pensando em guardar 10% do salário. O ideal é 30%, mas até ali aquele período de adaptação e como tudo na vida a gente, igual na academia, a gente começa indo duas vezes na semana, vai três, aí quando vê a pessoa tá indo todos os dias, a mesma coisa é em relação ao salário. a gente começa aguardando 10%, vai aumentando ali até 30% mais ou menos da remuneração e aí a gente separa em caixinhas de curto, médio e longo prazo. A primeira delas é reserva de emergência e é mais importante, é como se fosse o alicerce de uma casa. A gente tem que pensar em pelo menos 6 meses do custo de vida. E aí eu falo pelo menos por quê? A gente separa em dois grandes grupos, né? o CLT e o PJ tem um salário estável e o que não tem. Então, a pessoa que tem um salário estável, 6 meses do custo de vida, porque caso aconteça alguma coisa com ela no trabalho, ela tem ali os seus benefícios. Então, 6 meses do seu custo de vida tem que tá na reserva de emergência. E aí as pessoas que têm uma volatilidade maior em relação a salário, não tem todos os benefícios conquistados ou alguma coisa do tipo, 12 meses. E aí dentro dessa reserva de emergência, o que tá incluso? Título de altíssima liquidez e baixíssimo risco. Ou seja, você pode tirar e colocar seu dinheiro a qualquer momento sem ter perdas. Então é muito importante que tenha essa característica de fato, que você possa movimentar o dinheiro a qualquer momento sem perder o seu dinheiro. E basicamente a segurança, né? Você não pode comprar uma ação na sua reserva de emergência porque pode ser que a empresa venha cair e no momento que você mais precisa do seu recurso, imagina você tem lá, guardou R$ 10.000, R$ 1000, tá lá muito tempo colocando todo ah toda uma parte do seu salário, 20% do seu salário todo mês. E aí com os R$ 10.000, a hora que você precisou, a ação caiu, você tem R$ 8.000. Isso não pode acontecer quando a gente fala de reserva de emergência. E falando da da pessoa ganha o primeiro salário, ela quer investir, qual que é o melhor caminho? O que que ela precisa fazer para não para não cometer nenhum erro? Bom, hoje a gente tem ali uma disseminação de informação muito grande, mas tem alguns caminhos que são os mais simples e são os que funcionam perfeitamente paraa reserva de emergência, né? Então o tesouro Selicular, foi uma iniciativa do governo ali no começo dos anos 2000 de de fato para popularizar o investimento na população brasileira. Então hoje com R$ 30 você consegue de fato fazer o investimento no tesouro celi, que ele atende essas características que a gente tá falando para uma reserva de emergência. Você pode tirar seu dinheiro a qualquer momento, você tem a segurança, é o título mais seguro do Brasil e ele é acessível porque a partir de R$ 30 você já consegue ali fazer a compra de de um pedaço de um título. E para fazer isso você precisa ter a conta em um banco ou em uma corretora. Mas hoje com a disseminação dos bancos digitais também tá muito fácil. Então na palma da mão mesmo ali a pessoa procura por tesouro direto, tesouro Selic, ela já faz a aplicação do saldo dela na conta. E até bom, porque a partir do momento que entrou o salário, ela já faz o investimento e ela já separa. Então ela nem vai correr o risco de ir ali na loja, ela nem vai ver o dinheiro e nem vai ter o perigo ali de gastar esse recurso. E o João tem que investir em algo que traga retorno também, né? Então, hoje a gente tá passando ali por um cenário econômico que a gente tem uma taxa de juros relativamente alta, né? Uma taxa de juros de 15%. Então, quando a gente fala de retornos maiores, eu tenho duas formas de ganhar dinheiro no mercado financeiro. A primeira delas é com risco e a segunda é com prazo. Então, depende muito da pessoa que tá investindo, porque tem pessoas que têm medo e isso é normal que o dinheiro dela oscile e tem pessoas que se sentem confortáveis. Se eu tenho que olhar para prazo, eu posso olhar para outras outras alocações, aplicações do tesouro, por exemplo, com os títulos pré-fixados, arrelados à inflação, ou ir pro mundo privado ali. Então, títulos mais comum CDBs, LCI e LCAs. E cada período que eu coloco há mais de tempo, eu tenho um prêmio por isso, um prêmio de prazo, por est alocando meu dinheiro a médio ou longo prazo, né? Pensando que a taxa de juros é o preço do dinheiro no tempo. Sim. Então, se eu abro mão do meu dinheiro hoje para daqui do anos, eu preciso receber para isso. E eu tenho a segunda alternativa que aí vai em relação a risco. Eu posso estar olhando para fundos imobiliários, eu posso estar olhando para títulos de renda fixa, que também tem um risco maior para ações, para quem gosta ali pezinho cripto ou outros ativos que oscilam mais. Mas pensando em rentabilidade, são esses dois caminhos que eu tenho, prazo ou risco. E o João, a pessoa ela tá feliz, né, como a gente falou no começo, ela quer se presentear, ela tem que tomar o cuidado, né, para não gastar todo o primeiro salário, não já começar essa nova fase da vida com dívidas, né, com certeza. Então, o retomando ali o o bate-papo que a gente estava batendo no começo, a pessoa ela tem que tomar muito cuidado para não se emocionar de fato, né? Principalmente porque o primeiro salário normalmente não vai ser o melhor salário que a gente vai ter na vida, né? É um salário ali de começo de carreira. Então a gente tem que tomar cuidado e que a gente vai gastar e como a gente vai gastar. Então eu não posso nem olhar pro cartão de crédito pensando: "Olha, eu ganho R$ 2.000, meu cartão tem limite de quatro", então eu tenho 6.000? Não. Muita gente brinca, mas a gente sabe que é o pensamento que algumas pessoas têm. Eu tenho limite no cartão que é de cinco, ganho dois, então eu ganho sete. Não, eu tenho que tomar esse cuidado porque as parcelas chegam e quando elas chegam, se você atrasa, o banco ele não tem dó de cobrar juros. Então a gente sempre precisa ter ali a um volume destinado pro que a gente vai usar no dia a dia, para compras pessoais, para transporte, para alimentação. Depende muito de cada um, mas é ideal que no começo do mês a gente já saiba. 20% pelo 10% pelo menos para investimentos, mas podendo chegar a 30, eu tenho 20% com transportes, eu tenho 40% com alimentação e o excedente é para uso pessoal, para diversão, lazer, né? Para lazer. Então, OK, isso se encaixa no meu dia a dia. Se eu ultrapasso isso e acabo dependendo de um recurso do banco, provavelmente eu entre numa bola de neve que depois para saver esse é difícil. Então a gente precisa tomar muito cuidado porque da mesma forma que o investimento seu melhor amigo ao juros, a partir do momento que você gasta mais do que recebe, o juros é seu inimigo, o seu maior inimigo pode ter certeza que vai ser o juros. Então, comprar por impulso, misturar desejo com necessidade, corta isso, né? Corta. A gente sempre precisa ali olhar primeiro, pensar. A gente precisa. Acho são três perguntas. A gente precisa, a gente quer e a gente pode. Porque não adianta nada eu querer sem poder. Não adianta nada eu poder comprar algo que eu não quero. E não adianta nada eu querer e poder se eu não preciso, né? Então, ah, vou dar o meu exemplo. Sou goleiro, gosto ali de jogar o meu futebolzinho. Poxa, uma luva de goleiro, eu preciso de uma, eu posso. Poxa, a minha rasgou, não tem mais condições de usar ela em um campeonato. Beleza, você necessita. OK. Mas faz sentido eu trocar de luva porque eu minha chuteira não combina com a luva? Uhum. Não preciso. Talvez eu possa comprar, talvez, ah, eu queira comprar, mas eu não preciso por uma questão estética. Mas acho que cabe muito ali de cada um fazer esse essa análise. Mas são essas três perguntas. Eu quero, eu posso e eu preciso. Ô, João, pra gente finalizar aqui, tem mais alguma dica pro pessoal que tá em casa, né, que tá recebendo seu primeiro salário, tá em dúvida aí no que fazer, se é investir, fazer reserva de emergência, gastar. Eu acho que o principal conselho que eu posso dar é não tenha medo de tratar os a sua vida financeira. Não tenha medo do dinheiro. O dinheiro ele tem que ser seu amigo. Da mesma forma que você tem que começar a investir desde novo para que lá na frente você não tenha uma dependência do INSS ou de algum benefício. Você construiu a sua vida financeira, você também não pode ter medo de enfrentar o seu dinheiro, o seu salário. Então, olhar na onde você tá gastando, como você tá gastando, porque a partir do momento que a gente cria uma barreira com a vida financeira, a gente está trilhando também um caminho pro sucesso, pro fracasso financeiro. João, muito obrigado por todas essas dicas, né, por todas essas essas explicações pro pessoal que tá em casa, né, do da melhor forma, da melhor forma de se utilizar primeiro salário. Muito obrigado, viu? Eu que agradeço, pessoal. Ó, não se esqueça de acompanhar toda a nossa programação no YouTube, TV Câmara Campinas, e também de nos seguir nas redes sociais, no Instagram e no Facebook, TV Câmara Campinas. Um abraço, até o próximo, na ponta do lápis. [Música]