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Na Ponta do Lápis | O que é penhor? Entenda essa modalidade de crédito
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Na Ponta do Lápis | O que é penhor? Entenda essa modalidade de crédito

505 views Publicado 19/05/2025 HD · 15:32

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💰 No quadro Na Ponta do Lápis desta semana, vamos explicar um tipo de crédito que muita gente já ouviu falar, mas poucos realmente entendem: o penhor. Considerado uma das modalidades mais antigas e seguras de empréstimo, o penhor é uma alternativa rápida para quem precisa de dinheiro e tem algum bem de valor. Você sabia que é possível conseguir crédito sem análise de score e com taxas bem menores que as do cheque especial ou do cartão de crédito? 🔍 Neste episódio, você vai entender: O que é penhor e como ele funciona; Quais são os bens que podem ser usados como garantia (joias, relógios, pratarias, obras de arte, etc.); Como funciona o empréstimo com penhor na Caixa Econômica Federal; Qual é a taxa de juros praticada e os prazos de pagamento; O que acontece se o bem não for resgatado; Quais os cuidados ao optar por essa modalidade. O penhor é rápido, seguro, sem burocracia e pode ser uma saída temporária interessante para quem precisa de crédito emergencial sem comprometer a renda a longo prazo. 💡 Assista até o final e tire todas as suas dúvidas sobre essa opção de crédito pouco divulgada, mas muito eficiente! 📺 Assista agora ao Na Ponta do Lápis – Entenda o que é Penhor e como funciona! 📌 Um quadro da TV Câmara Campinas que traduz o mundo financeiro em uma linguagem simples e direta! Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas 🎥 Vídeos relacionados da TV Câmara Campinas: Como funciona o crédito consignado? 🔗 https://www.youtube.com/watch?v=6fVDFmDOxDU Empréstimos e armadilhas financeiras: saiba se proteger 🔗 https://www.youtube.com/watch?v=u_no9jitKI4 Educação financeira: dicas para lidar com dívidas 🔗 https://www.youtube.com/watch?v=tD0U7xUS0wY

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[Música] Tá no ar mais um na ponta do lápis e hoje o nosso tema é sobre o penhor. Por isso eu estou aqui com o professor de economia Fabrício Pessato, que vai explicar melhor pra gente sobre essa modalidade de crédito, como ela funciona e como solicitá-la. Fabrício, então pra gente começar, né, o que que é o Penhor, né, como que funciona essa modalidade de crédito que é bem antiga, né? É uma modalidade bastante antiga. E aí que que acontece? Muitas vezes a pessoa tomou várias modalidades de crédito, eventualmente já não conseguiu pagar e por essa razão eventualmente essa pessoa não consegue ter mais acesso ao crédito. E o Penhô surge como uma alternativa a essa situação que a pessoa ataca nome sul na praça, não consegue obter crédito pelas vias tradicionais, não vai recorrer, espero a nenhum tipo de a dea para colocar em risco a sua própria integridade física. E aí ela acaba eventualmente tendo um bem ou outro de família, alguma coisa assim que ela consegue deixar como garantia. E nessa situação ela consegue obter o empréstimo e com os prazos. A gente vai explicar direitinho como é que funciona os prazos, quais são as condições. Vamos tirar uma dúvida que é uma dúvida minha também, acredito que seja de mais gente. Qual que é a diferença entre o penhor e a penhora de bens? O POR é um processo voluntário, então você voluntariamente quer ter acesso ao crédito, mas tá com dificuldade de ter esse acesso por conta das restrições que você já tem de cadastro, Será, essas coisas todas. Então você vai lá e voluntariamente tem acesso a esse crédito. A penhora é um processo judicial, então é aquela situação na qual a pessoa já está sendo protestada por conta de dívidas que ela já não conseguiu pagar e já se esgotaram as possibilidades de que a que esse pagamento seja feita de uma forma voluntária. Então há uma ordem judicial. A justiça vai lá, arresta os bens dessa pessoa e coloca esses bens para leilão. E aí, a partir do leilão desses bens, né, que os bens são penhorados e as pessoas vão ter eh os seus bens penhorados e as dívidas serão pagas. E aí, se sobrar recursos em função dessas dívidas que ela tem, né, e geralmente não sobra, às vezes até falta, eh, ela até consegue reaver alguma parte desses recursos, mas a o penhor é voluntário e a penhora resulta de um processo judicial no qual fornecedores e banqueiros, eventualmente os bancos, já vão entrar com uma ação da justiça e já vão requisitar eh que sejam penhorados os bens desse devedor. É, eu ia perguntar quem que pode usar o penhoro? Qualquer pessoa pode usar o penhor, mas normalmente quem usa é quem já tá numa situação mais difícil financeira, né? Normalmente quem usa o penhor já está numa situação financeira desfavorável. Aquela pessoa que já pegou o crédito, já tá com nome sujo na praça, não consegue mais pegar nenhum tipo de situação e tá precisando com uma com urgência dos recursos e aí ela pode deixar um bem como garantia. Então quais são os objetos que ela consegue deixar como garantia? Joias de valor que ela tem eventualmente lá da família, alguma coisa, anel, pulseira, outros itens de ouro, prata que são confeccionados, os relógios de valor e aí isso vai ser avaliado por um especialista que vai dizer qual é o real valor de mercado daquilo. Canetas, moedas, antiguidades, pratarias, tudo isso. Então, a pessoa vai lá, apresenta esses itens de valor e consegue com isso obter o empréstimo. É, vale enfatizar que somente a Caixa Econômica Federal e oficiais estão autorizados a fazer essa modalidade de penizado. E existem duas modalidades de pena, a tradicional e a e o parcelado. Isso. o tradicional é aquela modalidade na qual você e pega o o empréstimo e uma vez que você pegou o empréstimo, ao final de um período de tempo negociado, com a instituição financeira, você vai eh ressarcia o valor integral da da do empréstimo feito acrescido dos juros que são lá colocados. E o parcelado é aquela que você paga um pedacinho por mês. Logicamente, eh, como o risco da instituição financeira é maior, ao eh oferecer a modalidade do parcelado, a taxa de juros do parcelado é maior do que a taxa de juros do tradicional, porque o tradicional o banco vai lá e vai receber tudo de uma vez num montante integral. E como que funciona o penor na prática, Fabrício? Na prática, a pessoa pega esse item, vá, vai até a Caixa Econômica Federal, é feita uma avaliação daquele item que ela está deixando como garantia e uma vez que eh foi concedido, foi identificado qual é o valor real do objeto, o empréstimo pode ser feito até em 100% do valor de mercado. Lembrando que muitas vezes você pode ter lá um objeto que pelo qual ela pagou um valor X, mas que se não é uma não tem metal precioso nem nada envolvido, eventualmente o valor de mercado dessa joia pode ser um pouco mais baixo. Então pode até 100% do valor do empréstimo ser oferecido. Então, por exemplo, digamos que a pessoa levou uma joia, o avalista da Caixa foi lá e falou: "Olha, essa joia vale R$ 1.000". Com base nesses R$ 1.000, a pessoa vai lá e obtém esses R$ 1.000 de empréstimo. Ela pode fazer a opção por contratar pelo prazo eh determinado de da modalidade da do empréstimo tradicional, que é no prazo de até 180 dias, eh renegociáveis. Então, eh, uma outra vantagem é isso, que você pode, eh, solicitar uma postergação do prazo ou pela modalidade do parcelado. E aí o, uma vez que eventualmente a pessoa não consiga mesmo pagar aquela dívida, a vantagem pra instituição financeira que ela põe aquele item em leilão e uma vez colocado em leilão, ela consegue ressacciir o valor que ela obteve eh de prejuízo, digamos assim, por ter emprestado o dinheiro para aquela pessoa que tava numa situação difícil. E aí a pessoa perde logicamente o bem. E quais são as vantagens e as desvantagens do penhor, Fabrício? A vantagem do Penhô é que muitas vezes a pessoa já tá com uma situação financeira muito comprometida, já não tem mais acesso a nenhuma modalidade de crédito e aí se ela tem esses bens que ela pode deixar como garantia, é uma forma dela obter uma um outro item, né, uma outra situação de eh de acesso a crédito. A desvantagem principal é ela não conseguir pagar o empréstimo e perder o bem, né? se for uma joia de família, alguma coisa que tem um valor sentimental e aí a pessoa vai acabar perdendo também. Então, muitas vezes é isso que a pessoa precisa ponderar, né? Se vale a pena, se eh quão apegada aquele determinado item a pessoa é, se ela tem o risco de efetivamente não conseguir pagar, ela talvez não vale a pena fazer isso e, sei lá, tentar obter empréstimos por outra por outras modalidades, como a gente falou, né? eh, para chegar no ponto de usar o penhor, a pessoa está numa situação difícil, né? Por isso que é importante a pessoa ter todo um planejamento financeiro por trás para não chegar nessa situação, né? É, a gente tem aquela situação, né? O Brasil é um país de renda média e dentro, sendo um país de renda média, nós também somos um país de alta concentração de renda. Então você tem pouquíssimas famílias que vão ter uma renda muito alta e cerca de 90% da população brasileira tem uma renda de até 3500, segundo o último dado do IBGE. Então o que que acontece? Eh, parte da da incapacidade que essas pessoas têm de fazer a sua gestão de finanças pessoais tem a ver com o fato de que a renda delas é muito baixa para um custo de vida que é muito alto, moradia, transporte, eh viver, né, comprar os bens, os alimentos, tudo é muito muito caro para face a tudo que nós estamos enfrentando no país. Então, muitas vezes a pessoa sequer tem condição de pensar no planejamento porque ela já tem essa situação agravada pelo baixo salário e pelas altas demandas que ela acaba tendo que ter, né, moradia, transporte, essas coisas todas. Mas é importante que a pessoa, mesmo assim mesmo, tando nessa situação, que ela faça um planejamento financeiro que a gente chama de orçamento familiar. E com base nesse orçamento familiar, essa pessoa estabeleça metas de curto, médio, longo prazo para saber o que que ela quer da vida, se ela quer sair de uma dívida na qual ela ela se encontra e que tipo de gastos superérflos ela pode cortar. E a gente sempre fala isso, né? Eu dou aula de finanças pessoais e comportamentais. Então, muitas vezes as o problema das finanças pessoais tem muito mais a ver com o comportamento que a pessoa tem perante as suas finanças. do que com a a questão financeira propriamente dita, né, que questão eh financeira é uma questão matemática e matemática financeira, basicamente entradas e saídas, adição, subtração. Então, é muito simples do ponto de vista eh financeiro. Agora, mais difícil muitas vezes é a pessoa saber lidar com a situação na qual ela se encontra e saber entender que ela tá num sistema econômico que vai criar um volume gigantesco de propagandas para ela ter aquele hábito de comprar por impulso. Então, muitas vezes você tem famílias que estão endividadas porque eh se lançam às vezes um uma um dia sim, um dia não, um um período aqui, outro período aqui, vai lá vai fazendo uma comprinha ou outra por impulso, aí de repente troca o guarda-roupa, sendo que tem um guarda-roupa que tá funcional e ela não tem condições de comprar aquele guarda-roupa, mas aí tem aquela propaganda que eh mostra um guarda-roupa bonito e tal e ela quer ter aquele guarda-roupa ou qualquer outro outro item que você possa imaginar e ela acaba exercendo o consumo por impulso. fez isso fazer nenhum tipo de planejamento, altíssimas chances de que essa pessoa venha a enfrentar problemas financeiros e aí ela não vai saber lidar com o seu fluxo pessoal de caixa e vai entrar em créditos e créditos eventualmente cada vez mais caros até chegar numa situação que a pessoa perde a capacidade de eh de pagar os os seus os seus empréstimos, as suas dívidas e entra na e na dimplência, que é o pior cenário possível. Fabrício, pra gente acabar aqui, né? Tem mais alguma dica pro pessoal que tá em casa, mais alguma orientação em relação a ao penor, né? Eu fiz uma uma tabelinha aqui, né, pra gente fazer uma comparação, né? Quais são as modalidades que a gente pode ter? Então, tem o chamado crédito consignado. Então, se a pessoa não está na situação financeira desfavorável comparando o Penhor com o crédito consignado, o crédito consignado é melhor porque é um risco baixo pra instituição financeira. tem um desconto direto na folha e as taxas de juros são bem mais baixas do que as outras modalidades. Aí depois do do consignado, você tem o crédito direto ao consumidor e aí dependendo da instituição financeira o Penhor tem uma taxa de juros mais baixa do que o crédito consignado ou o crédito direto ao consumidor. Então na Caixa Econômica Federal a taxa de juros do pen, ao mês, né? 2,19% ao mês e o o penô parcelado é de 3,75%. Então você tem algumas instituições, por exemplo, eh eu fiz aqui a tabelinha aqui, mostrando aqui quais são as taxas, né, de de juros. Então, dependendo da instituição financeira, o parcelado, você pode encontrar algumas opções no mercado com taxas mais baixas. Então, peguei peguei aqui a instituição financeira Santander, que no eh crédito direto ao consumidor parcelado é 2,79% dados do Banco Central, que é menor do que o parcelado do eh do Penhor. Já se você for, por exemplo, pro Itaú Unibanco, a taxa de juros é maior do que o e do que o penô parcelado. Então, no Santander, você teria um empréstimo de R$ 1.000, né? você pegar o empréstimo R$ 1.000 em seis parcelas, uma parcela de R$ 183,31. Já o Itaú Unibanco R4,7. E se for no Penhor R9,21. É melhor do que o Itaú, pior do que o Santandé. Então vai depender da modalidade, né? Então a modalidade agora o pior de todos seria o cheque especial. Cheque especial, taxas de juros altíssimas. E aí, pior que o cheque especial, só o o rotativo do cartão de crédito, que aí é taxa de juros estratosférica. Então, a única coisa que a pessoa tem que ter esse cuidado é fazer exatamente essa pesquisa. Se a pessoa não precisa eh não tem condições, não tá com o nome sujo no mercado, eventualmente o crédito consignado é melhor. O ideal mesmo seria não pegar empréstimo nenhum, tá? O ideal mesmo é você, eu sempre brinco com isso, né? Você tem dois tipos de pessoas no sistema econômico, as pessoas que têm sobra de recursos financeiros e as pessoas que têm escassez de recursos financeiros. Quem tá com dinheiro sobrando vai emprestar para aquelas pessoas. E aqui no meio do separando essas pessoas com o muro, tem um negócio chamado banco. E o banco ele vai pegar e remunerar bem pouquinho para essa pessoa que tá com dinheiro sobrando e cobrar muito alto dessa pessoa que tá precisando de dinheiro. Então eh você tem que ver de qual lado muro que você de algum lado você vai est. O ideal é que você esteja do lado de cá, que você não precise pegar dinheiro emprestado para sustentar suas finanças pessoais. Mas uma vez que você precisou, faça o seu orçamento familiar para você não cair em tentação novamente. Mas precisou vá atrás das modalidades que são mais baratas. O consignado, principalmente, é o que tem melhores condições. O crédito direto ao consumidor, você tem algumas outras modalidades que com ou sem garantia. Então, por exemplo, você vai financiar um automóvel, o automóvel é a própria garantia. Por isso que as taxas de juros são mais baixas. Qual que é a desvantagem? Não conseguiu pagar o crédito do automóvel, o banco vai lá e toma seu automóvel, penhora o seu automóvel, coloca lá o seu automóvel para leilão e aí você vai perder o seu o seu aquilo que você já pagou nas parceria, vai ganhar alguma coisinha lá, tá? Geralmente não ganha, tá? Geralmente a pessoa não ganha. E o cheque especial, fique longe disso, né? só em último caso, alguns dias que estourou e tal, arrume o jeito de eh entrar em outro tipo de de financiamento que não cheque especial, muito menos o rotativo do cartão de crédito. Professor, muito obrigado por todas essas dicas, né, essas informações pessoal que tá em casa, viu? Muito obrigado, Rafael, muito obrigado pela equipe da TV Câmara Campinas. Estô à disposição, sempre que vocês me chamarem, tô aqui para ajudar. Olha pessoal, não se esqueça de acompanhar toda a nossa programação no canal do YouTube da TV Câmara Campinas e também de nos seguir nas redes sociais no Instagram e no Facebook TV Câmara Campinas. Um abraço e até o próximo na Ponta do Lápis. [Música] [Música]
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