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[Música] Tá no ar mais um na ponta do lápis. E hoje o nosso tema é sobre a amortização, como ela funciona e quais os tipos. Por isso estou aqui com o professor de finanças, Lucas Vinícius, que vai explicar melhor sobre esse assunto, né, sobre a amortização. Lucas, pra gente começar, né, o que que é e a amortização? Eh, bom, eh, a gente tá falando de um assunto financeiro, finanças, a amortização. Eu costumo falar que nas finanças existem alguns termos complicados, difíceis, isso é benéfico para aquela instituição financeira, pro mercado financeiro. E cada vez mais as pessoas estão procurando informações tentar em tentar entender esses termos, né? né? Então a gente tem linhas de crédito, financiamento ou empréstimo, que a gente vai talvez falar posteriormente, mas a amortização é simplesmente abater uma parte daquele principal que você tomou em alguma instução financeira ou qualquer outro meio que te cedeu algum crédito, né? Então amortizar, você, por exemplo, toma emprestado R$ 100.000, você pode amortizar uma parcela de R$ 100.000 ou amortizar essa dívida por inteiro, assim, digamos, que tá ela nesses casos. Então, amortizar-se, amortizar significa antecipar as parcelas para pagar o débito mais rapidamente. Exato. Você pode fazer uma antecipação das parcelas ou uma antecipação simplesmente do valor principal e manter a quantidade de parcelas eh as mesmas. Isso é a instituição financeira que você tá trabalhando te der essa opção para trabalhar dessa maneira. E qual que é a diferença entre amortização e a quitação? São termos na matemática financeira que são eh digamos similares, são os mesmos praticamente, mas às vezes a amortização ela tá muito ligada no mercado financeiro. Quando você comentar ou for a uma instituição financeira, um banco, por exemplo, um caso prático, e falar que você deseja amortizar, remete muito a questão de amortizar e de antecipar algumas parcelas ou diminuir esse valor que você tem de dívida, do financiamento ou do crédito. dessa forma, então amortizar lhe remete muito mais esse termo de tá eh eliminando algum é um uma parcela e não realmente quitando, que tá praticamente é o termo de eliminar essa dívida, né, de lá qual que é o acordo que a gente pode fazer, que on a gente pode chegar para quitar e não ter mais o meu nome vinculado a um empréstimo, a um financiamento e etc. Mas a amortização também você pode fazer a amortização total da dívida, que seria uma quitação. E como que funciona então a a amortização? A a amortização eh podia entrar em termos mais matemáticos, mais complexos. Mas você tem esse valor principal. Eh, provavelmente na no contrato você define o número de parcelas, essa taxa que vai gerar um juros, né? E e essa amortização é eliminar não o valor da parcela por um total, quanto você tá devendo no total, que entra daí o principal com a taxa de juros, as taxas administrativas da instituição financeira. Amortizar é simplesmente reduzir esse valor principal. Então, se você financiou um imóvel, por exemplo, de R$ 200.000 R$ 1000. E se você amortizar R$ 100.000, você tá amortizando metade desse valor principal, não o valor das parcelas com juros e taxas. Então você acaba reduzindo esse valor principal que consequentemente as parcelas remanescentes vão gerar um juros menor sobre e esse financiamento, né, esse empréstimo parcelado que você tem. E para entender melhor, né, um financiamento ou um empréstimo, eles são compostos por quatro partes, né, o valor principal, a taxa de juros, o saldo devedor e as parcelas, né? Isso é, você tem o principal, que é esse valor que a gente comentou agora. Vou financiar um imóvel de R$ 300.000, vou tomar um empréstimo de R$ 100.000. E aí você tem uma taxa que a gente fala, na verdade, é a taxa, né, o percentual, vamos lá, de R$ 10% sobre R$ 100.000, R$ 10.000. Os R$ 10.000 são juros, a taxa é R$ 10%, e os juros é esses R$ 10.000. E aí você tem o saldo devedor quando você paga a primeira parcela, por exemplo, no saque, né, que a gente tem aqui no Brasil, praticamente mais comum ser utilizado, são dois sistemas, o saque, que é o sistema de amortização constante, e o price que é parcelas constantes. No saque, que é o exemplo mais prático que a gente tem, é o financiamento imobiliário. Você começa uma parcela mais alta e ela vai reduzindo para uma parcela menor, os juros vão diminuindo e na Price as parcelas são de valores iguais. Se você botar lado a lado uma price e uma SAC e a taxa for a mesma nos dois financiamentos ou nos dois empréstimos, o Price vai começar com uma parcela menor, mas essa parcela vai ser constante até o final e na SAAC a parcela começa maior e vai reduzindo. Na matemática, se você fizer esse cálculo a mesma taxa de juros e com o mesmo eh período de parcelas a saque, você vai pagar menos juros do que na price. Vantagem entre elas, sei se você veria essa pergunta depois. Mas a vantagem é que na Price você consegue ter uma garantia que aquela parcela cabe no meu bolso, né? Então, sei lá, a parcela é de R$ 1.000 e a pessoa tem um faturamento de R$ 2.000, ela sabe que R$ 1.000 toma 50% do da receita dela e vai ser isso sempre vai ter algumas variações, uma taxa depende do teu contrato, mas vai se manter 1000 constante. Na SACN, às vezes essa parcela vai est gerando R$ 1.900, por mais que a última custe R$ 400, R$ 500, pesa mais no bolso dessa pessoa. Então, às vezes ela pode optar pela pra juros, mas vai caber no bolso, que é o termo que a gente utiliza, né? E a tabela price também é conhecida como um sistema francês de amortização. É, é o sistema francês de amortização, digamos assim, porque é o termo price em francês. Mas a resumidamente é isso. SAC pra gente entender, né? Saque são parcelas com valores mais altos no começo, parcela e termina com parcelas mais baixas. Juros no total são é menor do que na Price. E a Price é parcelas iguais. saque é sistema de amortização constante. A praia se a portuguesasse seria talvez sistema de parcela constantes, um SPC da vida, porque essas parcelas são constantes. E no Brasil é mais utilizado o saque. Aí tem uma diferenciação que a gente fala eh de financiamento e empréstimo, né? Uma um definição é eh macro disso é que financiamento geralmente é uma verba direcionada para um determinado tipo de produto. Financiamento de imóvel, ou seja, ele vai te ceder uma linha de crédito só para comprar apartamento, financiamento automobilístico, só para comprar carro. Então a instituição financeira, o banco te cede um valor para você comprar um produto que já tá na linha de produto. Então tá amarrado o risco e várias coisas. Empréstimo, ele te dá às vezes um dinheiro, pode ter uma direcionamento, mas você decide o que você vai fazer. Ah, vou comprar um carro pro meu negócio, mas vou comprar também um fogão pro meu negócio, vou vou reformar o meu apartamento. Então, tem essas duas diferenciações. Financiamento geralmente costuma trabalhar mais com saque, até porque a gente tem valores maiores, então juros são menor. Às vezes as pessoas dão preferência por essa questão de pagar menos juros. E a Price a gente vê mais em questão de linha de crédito, quando você faz aquele emprésto, vai lá no banco, ah, me empresta x valor R$ 10.000, quanto fica? Ah, fica R$ 20 vezes de R$ 1.000. fica fixo. É difícil você viver esses créditos menores sendo saque. Geralmente é mais price, mas o carro geralmente também o pessoal trabalha com com price, parcelas constantes, mas seja um financiamento e tal, mas geral também trabalha com parcelas constantes. Então assim, teria que fazer talvez um uma análise quanta quantos financiamentos maior grandes de apartamento, digamos, a gente tem no país e quantos eh empréstimos menores tem que Price. Eu acredito que Price deve dominar pela questão aí de saque, mas eu acredito que saque, o valor, né, de financiamento é maior do que em price e a gente falou um pouco mais do que é mais vantajoso ou não. Essa questão vai depender da vida financeira da pessoa, né? É, eh, cabe muito a essa pessoa, então eh é muito importante, né, na nas matérias que a gente dá aqui na faculdade, que a gente tá formando, profissionais que possivelmente vão trabalhar nessa área, a gente sempre tenta colocar na cabeça que eh são números, né, são valores, mas a gente tá lidando com pessoas, são é um ser humano que tá lhe tomando um crédito. Então, o que que vai ser saudável para ele? consegui dar o meu mínima de provisão, explicar para ele, olha aqui o juros é menor, mas será que se não vai que não vai te interferir muito na tua vida nesses seis primeiros meses, parcelas tão alto, saindo saque para isso o juros é menor, mas tu vai ter um alívio, um respiro melhor e depois você negocia, tenta fazer outra taxa, muda. Mas então é entender o momento daquela pessoa, daquela empresa, tá falando de pessoa física, também podemos falar de PJ, né? O que que é saudável? Então ter essa análise, a quem tá na ponta se dando empréstimo é muito importante. Então a gente tem que cuidar com quem que a gente tá tomando esses empréstimos para não ser só uma venda, sim ser um negócio que seja vantajoso para todos os lados. Então assim, o que que é mais vantajoso matematicamente em números a saque você paga menos juros. Juntando o total você você paga menos. Na praia você vai pagar um pouco mais, com certeza. E quando fazer uma amortização, Lucas? Quando fazer uma amortização também é uma pergunta que tem que entender como é que é o momento daquela empresa, o momento daquela pessoa, né, que ela tá. Às vezes você pode ouvir: "Nossa, você tem um dinheiro sobrando, amortiza tua dívida". Pagar dívida é ruim, etc. Eh, a gente tem que lembrar que crédito não é somente dívida e não é algo que é ruim. Crédito é bom você ter crédito. Você tem crédito, você tem nome bom na praça, você tá construindo. Crédito não é dívida. crédito, na maioria das vezes, é investimento. Você tá financiando um imóvel, é uma dívida, mas é um crédito, é algo bom para ti. Você tá investindo, adquirindo um bem, né? Então você tem que ver, ah, vou pegar minha reserva de emergência, tá poupando lá para alguma eventualidade, você vai lá e quita. E se acontece essa eventualidade desse exato momento, vou dar o exemplo de um apartamento, tá? Eh, você quita um apartamento, você tinha uma reserva legal, você quita e acontece um imprevisto. Aí tu fala assim: "Ah, mas é só vender o apartamento, mas o dinheiro na mão é rápido você ter liquidez com ele. O apartamento, se você precisar eh refinanciar, colocar como garantia ou vender, é um processo mais demorado." Então, tem que analisar muito a situação junto com o planejamento dessa pessoa e também com a questão financeira, se vai ter uma gordura ou não. Então, nem sempre ter dinheiro sobrando para quitar uma dívida às vezes é bom amortizar a prazo ou prestação. Outra questão que tem que ser vinculado, se você amortizar eh prestações, digamos assim, você elimina as prestações, você reduz o tempo, né? Você vai reduzir o em vez de pagar em 10 anos, você paga em 5 anos, mas as parcelas mantém o mesmo saldo, o mesmo valor, não vai alterar. Se você manter o mesmo número de parcelas, a a o mesmo número de parcelas, o valor da parcela diminui. Matematicamente falando também, o mais vantajoso é eliminar parcelas, deixar o mesmo valor, em vez de pagar em 10, pagar em cinco. Você também vai pagar menos juros. Tem mais alguma dica pro pessoal, né, pra gente finalizar aqui o quadro, pro pessoal que que vai amortizar, fazer a amortização. Tem mais alguma dica, Lucas? Sim, uma dica é sempre você tratar de finanças, de dinheiro, eh procure se informar bem, procure alguém de confiança, sua instituição financeira, não tome simp uma simples decisão eh na emoção rápida. Repense, leva paraa cama, dorme, acorda no outro dia, discute com alguém, eh, procure profissionais certificados, qualificados. Com certeza a tua decisão vai ser bem melhor nesse quesito aí. Se você toma um empréstimo, toma um financiamento, quita, não quita, amortismo uma parcela e etc. Lucas, então, mais uma vez, muito obrigado, né, por todas essas dicas. E, pessoal, ó, não se esqueçam de acompanhar toda a nossa programação no YouTube TV Câmara Campinas e também de nos seguir nas redes sociais, no Instagram e no Facebook TV Câmara Campinas. Um abraço e até o próximo na Ponta do Lápis. [Música]