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A iniciativa da homenagem foi da Frente Parlamentar da Educação, presidida pela vereadora Guida Calisto, em comemoração aos 40 anos de produção literária do escritor, professor e pesquisador Fausto Antônio. Fausto é um escritor aqui da cidade de Campinas e hoje a gente vai poder nessa reunião da Frente Parlamentar conhecer um pouco da sua obra. Reconhecido por obras que dialogam com a educação, a cultura e as relações étnico-raciais, Fausto Antônio construiu uma trajetória marcada pela pesquisa e defesa da representatividade da população negra na leitura e no ensino. Bons momentos. É uma alegria participar desse momento. Antes da minha intervenção mais copiosa relativa à minha produção, eu quero agradecer vivamente o mandato da vereadora Guida Calisto pela homenagem que diz respeito ao meu trabalho, mas é extensiva a literatura negro. Há uma um vazio, uma invisibilidade muito grande no tocante à produção feita por negros e negras na sociedade brasileira e um mandato comprometido com a luta antiracismo tem evidentemente que se ocupar também dessa realidade. Então fica aí meu sentimento de gratidão, o reconhecimento e ao mesmo tempo falo da minha produção, mas de modo extensivo a esse campo denominado de literatura negro-brasileira ou literatura afrodescendente para muitos ou literatura afro-brasileira. Durante o evento, o público acompanhou apresentações artísticas que celebram a diversidade cultural. Um cântico [canto] novo, cantai ao Senhor. Um cântico novo, cantai ao Senhor. A [música] vida. O encontro reuniu educadores, pesquisadores e convidados para destacar a contribuição para a educação e para a valorização da diversidade cultural brasileira. Fausto Antônio também apresentou alguns dos principais livros publicados ao longo de quatro décadas de carreira. E o futuro está aqui, ó, no reino da Carapinha, que é o Brasil do futuro. O Brasil não só misturado e missigenado do ponto de vista eh dos veículos, mas o Brasil misturado do ponto de vista da produção imagética, da produção filosófica e da produção da ciência. E no Reino da Carapinha foi ilustrado pelo Junião, uma edição belíssima e conta com a apresentação da Eloía Pires Lima. Eu fecho aqui a minha exposição, que é mais um passeio pela realidade de quem foi impactado pelo sistema cultural negro brasileiro, que ao mesmo tempo tem se ocupado da renovação do sistema, porque ele empiriciza a ancestralidade e deve ser considerado como uma instância social e não com um espaço apenas pro canto, dança. sem música.