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senhoras e senhores boa tarde sejam muito bem vindos à câmara municipal de campinas para reunião informativa ao público da quarta colcha de retalhos brasil por intermédio da escola do legislativo de campinas a ele cangin assim para a abertura do nosso evento convidamos para compor a mesa de abertura o vereador luís rossini quarto secretário da mesa diretora já era flash ela adam adamczyk psicóloga representando o alcoólicos anônimos e palestrante de hoje chamamos também irá se caetano assistente social e psicoterapeuta também palestrante de hoje [Aplausos] e e vera paulo e maionese bahia uesb representando o conselho estadual de políticas de drogas [Aplausos] então para iniciar nosso evento convidamos os presentes para execução e projeção do hino nacional brasileiro com letra de joaquim osório duque estrada e música de francisco manuel da silva e do hino da cidade de campinas com letra de carlos ferreira e música de antônio carlos gomes o herói longe obrigado estou em terceiro o gosto em comprar [Música] tchau [Música] ae assim gigante pela própria natureza forte em frança [Música] ae [Música] mentira a natação o toque até ai ai deuses ou nossas mãos [Música] eu saio mais [Música] foi assim assim [Música] a série está na justiça há quatro [Música] quem no brasil a gente i [Música] ae [Música] ai ai [Música] [Aplausos] [Música] ae [Música] ae [Música] assim [Aplausos] [Música] [Aplausos] [Música] quem sabe os campos a coco ho ho ho ho ho ho [Música] [Aplausos] [Música] [Aplausos] a moça com quem trabalhei [Música] [Aplausos] [Música] agradecemos as seguintes presenças marilda martins coordenadora de prevenção ao uso de drogas da secretaria municipal de assistência social e direitos humanos domingas aparecida cunha coordenadora do conselho municipal dos direitos da mulher benedita esterço da silva representando aqui a pastoral da sobriedade e agradecemos as presenças dos estudantes de assistência social da unip e da faculdade anhanguera educacional e também a todos os membros do a presentes que vieram dos estados da bahia minas gerais pará paraná rio de janeiro rondônia acre piauí rio de janeiro mato grosso do sul santa catarina e pernambuco e rio grande do sul convidamos para fazer uso da palavra o vereador do isso assim boa tarde em primeiro em nome do presidente da casa vereador marcos pela janela e todos os vereadores eu quero é dar as boas vindas a todos os que vêm participar desse evento na tarde de hoje muitos não são de campinas é uma alegria acolhê los aqui em nome da velhinha que representa o conselho estadual de política sobre drogas o coned neste momento quero cumprimentar que minhas amigas da mesa palestrantes que vão abordar o tema proposto aqui por esse projeto colcha de retalhos né e também em nome da marilda martins que é coordenadora de prevenção às drogas de campinas da marta reis cumprimentar todos vocês aqui acho que o tema que vai ser discutido debatido hoje ele é dar maior relevo a ânsia desde que bill e bob lá em 1935 fundaram a né esse movimento que tem ajudado a humanidade a refletir a discutir aprender como tratar desse fenômeno do alcoolismo ea sociedade evolui os comportamentos mudam a forma de enfrentar essa realidade também tem que se adequar aos novos tempos então é um processo permanente de aprendizado tenho certeza que hoje aqui nós vamos aprender mais um pouquinho desenvolver melhor o nosso olhar sobre esse fenômeno e aprender como lidar com isso e de que forma cada um na na sua entidade na sua área de atuação como cada um de nós pode ajudar as pessoas é que hoje sofrem com o problema da dependência do álcool até de outras drogas a superar isso não é fácil e esse fenômeno que as estatísticas aponta um de crescimento do número de mulheres é fazendo uso abuso e se tornando dependentes do álcool é algo que precisa ser olhado também com muito cuidado são vários os fatores que certamente têm provocado essa situação mas o fato que a gente precisa aprender a lidar com ela né o alcoolismo feminino tem as suas características as consequências são às vezes até diferentes da do alcoolismo masculino mas é algo que a gente precisa saber enfrentar eu também de um movimento que é da pastoral da sobriedade e aqui cumprimentar nossa representante da pastoral aqui também e lá a gente tem aprendido com o bispo fundador da pastoral da sobriedade do irineu danelon que primeiro ele tenta falar que a gente tem que mostrar para as pessoas que por alguma razão se tornaram chamar sem escravos do álcool das drogas e que essa doença acaba é impondo gerando muito sofrimento não só pessoa mas as suas famílias as pessoas que o amam que falar que nós da pastoral nós que militamos nós temos que sempre está com sorriso no rosto e mostrar que viver sem algo sem drogas é o maior barato né que é bom que a gente pode ser feliz sem isso e ele é muito espirituoso e sempre ele pra ilustrar isso ele às vezes até é contar muita piada sá e pra na pastoral uma vez a gente discutindo essa questão do alcoolismo do crescimento do consumo de bebida alcoólica entre as mulheres o dominío saiu da linha com a seguinte falar só para você ver como está acontecendo mesmo na sociedade antigamente as pessoas diziam nossas alemão estava no fulano ela cozinha igual à mãe e hoje se fala tá vendo francana ela bebe igual ao pai assim tirando talvez algum aspecto preconceituoso machista espero que vocês entendam né mas a idéia é que também essa forma de olhar é como ter mais uma constatação de que isso tenha acontecido obviamente tem preocupado os profissionais da saúde pública os profissionais da assistência os governos a própria sociedade de como lidar com isso então eu quero parabenizar e cumprimentar todos os organizadores dessa nova etapa da colcha de retalhos dizer que para nós de campinas é uma alegria e uma honra poder sediar esse evento que começa hoje continua sábado e domingo tenho certeza que vai ser muito importante para todos nós nós vamos sair daqui com mais informação conteúdos sabendo melhor enxergar e lidar com essa questão então aproveitem bastante e sejam bem vindos à campinas aqueles que são de fora um abraço obrigado [Aplausos] agora assistiremos a um vídeo institucional sobre os alcoólicos anônimos oa que nas suas próprias palavras é uma irmandade de homens e mulheres que compartilham entre si as suas experiências forças e esperanças a fim de resolver seu problema comum e ajudar outros a se recuperarem do alcoolismo o único requisito para ser membro é o desejo de parar de beber para ser membro do aa não há taxas ou mensalidades pensão autosuficientes graças às contribuições de seus próprios membros o anão está ligado a nenhuma seita ou religião nenhum movimento político nenhuma organização ou instituição não deseja entrar em qualquer controvérsia não apoia nem combate quaisquer causas o propósito primordial é manter esses óbitos e ajudar outros alcoólicos alcançarem a sobriedade [Aplausos] [Aplausos] [Música] agradecemos à mesa diretora que nesse momento se desfaz para que possamos assistir à palestra alcoolismo feminino e recuperação em alcoólicos anônimos que será ministrada por já era já era flash ela adam adamczyk assistente social psicóloga terapeuta de família e casal é também mestre em tratamento e prevenção a droga dependência agradecemos a presença de todos e desejamos uma ótima palestra tá ligado alô sei se eu vou ficar com a causa se não voltar lá pode ligar o microfone fica melhor e todos os lados chegam mesmo quem está lá atrás enxerga não pode ter nenhum valor eu vou ficar por aqui alô alô alô ela tem que jogar protelam daqui por favor que a gente podia botar o nome de sua banda no organismo adoro caminhar mas eu acho que essa coisa errada já a loja não vou ficar aqui dentro do olho boa tarde a todos ea todas né a emoção foi tão grande que você me dá uma tosse antes de começar a falar né mas eu eu quero iniciar esse momento me apresentando eu sou jairo poderia apresentar todo o currículo né mas eu quero dizer apenas que eu sou já era uma não alcoólica em recuperação que pela graça de um poder superior com esse um programa de 12 passos e tive o privilégio de servir e continuar servindo a irmandade de alcoólicos anônimos agora como que eu tenho de mais precioso como amiga de alcoólicos anônimos mas eu tive a honra de servir à irmandade de alcoólicos anônimos como presidente da junta de serviços gerais alcoólicos anônimos de 2013 a 2017 eu quero começar esse momento realmente agradecendo a toda a equipe organizadora do quarto colcha de retalhos pelo empenho pela dedicação à câmara de vereadores de campinas na pessoa do vereador rossini muito obrigado eis um grande amigo de ar e é isso né nós queremos falar um pouco pra vocês do nosso tema que é alcoolismo feminino e recuperação em alcoólicos anônimos eu vou pedir só o passador né as meninas estão começando a a ser organizada é eu estou aqui desde ontem né desde quarta cheguei na quarta feira fui muito como sempre super bem recebida pelo jeito a descer né o padrão alcoólicos anônimos como eu digo após a recepção né pelo vetor do sl todo o grupo é eu fiquei ontem encantada com a caminhada aqui em campinas com a equipe da câmara municipal de vereadores é muito lindo viu assim pode levar pro diretor da casa para o presidente o acolhimento que nós tivemos nem me sentir realmente em casa não eu vou até o computador então vamos até onde for necessário né mas que vamos vamos não posso sair então tá bom bom gente o tema é esse né alcoolismo feminino recuperação e alcoólicos anônimos a intenção foi realmente fazermos um apanhado da questão do que seja o alcoolismo feminino hoje no brasil e falarmos né do que nos traz aqui que é o nosso programa de recuperação que é essa grande rede de solidariedade que se chama alcoólicos anônimos né então a gente começa sempre com o lema de ave rossini a tem vários dilemas né é o meu preferido é esse né primeiro as primeiras coisas ea primeira coisa é a gratidão eu vou sempre gosto de lembrar que quando eu cheguei em alcoólicos anônimos na junta de serviços gerais eu trabalho já com alcoolismo desde 1983 o primeiro como assistente social estou muito feliz de encontrar com uma colega aqui eu acho que futuros colegas também não irá se também às redes sociais eu comecei a minha caminhada como assistente social hoje atua como psicóloga e terapeuta de família de casal mas quando eu cheguei em alcoólicos anônimos a convite da irmandade para servir como presidente da junta eu primeiro pensava que conheci a eu conhecia o programa eu não conhecia a estrutura de alcoólicos anônimos e é também sobre essa estrutura que eu quero falar com vocês mas eu não conhecia principalmente uma palavra que pra mim era muito é muito pessoal muito minha que eu entendi que conhecia que essa palavra gratidão mas foi somente na caminhada de serviço em área é que eu fui entender o grande significado da palavra gratidão então aonde eu estou ela segue comigo né a gratidão por poder todos os dias reconhecer e celebrar a vida dentro de uma sala dentro de um grupo de alcoólicos anônimos então a gratidão ao aqui pra mim eu sempre gosto dessa imagem que não é logo doha - não temos temos uma mas não é oficial e que eu coloco essa imagem da bóia não é porque é assim que eu vejo alcoólicos anônimos né com boias sendo lançadas salvando vidas daqueles que sofrem de uma doença chamada alcoolismo nós viemos falar de alcoolismo uma doença crônica isto é não tem cura mas tem tratamento uma doença progressiva ela avança silenciosa como câncer e fatal porque leva à morte milhões de vidas humanas mas o principal é o alcoolismo hoje responde pelo maior índice de internações psiquiatras no brasil e aí nós vamos ver inúmeros dados do alcoolismo em violência vamos falar hoje sobre violência doméstica mas vamos falar de violência do trânsito violência doméstica por infração de doenças e assim nós vamos ver o que permeia o alcoolismo mas a minha gratidão mais uma vez então agora oficialmente com a quarta coluna de retalhos né é importante quando falamos nem da questão do alcoolismo feminino voltar na história da condição feminina dessa mulher estava confinada a quatro paredes dentro de um serviço doméstico era como as mulheres ao passado viviam e hoje né quando vamos falar do alcoolismo feminino vemos um novo cenário que se adentra na condição da mulher e aqui então a imagem é porque aquela que tinha antes essa mulher se ela tivesse um problema de alcoolismo certamente ela estaria bebendo dentro de casa com a bebida escondida debaixo da pia tento do fogão da geladeira em algum lugar escondida mas hoje essa é a nossa realidade do alcoolismo feminino e aí vamos falando sobre isso né dizendo que o álcool é uma substância depressiva do sistema nervoso central causando mudanças no comportamento no que se refere às emoções atenção compreensão e interferindo diretamente nos relacionamentos familiar social e profissional então quando temos uma alcoólica um alcoólico na família nós temos uma família tanto ou quanto mais doente do que o alcoólico e aqui fica a minha imensa alegria o poder daqui a pouco está ouvindo a doutor irá se falando sobre a família em recuperação e ter aqui a presença do grupo de aula num o alcoolismo feminino o consumo de álcool e outras drogas em mulheres tem sido crescente nas últimas décadas constituindo com certeza um problema de saúde pública incapacitante em um novo levantamento realizado em 2012 notou se um consumo crescente do bebê regular quando comparado aos dados de 2006 o bebê em band na mulher evoluiu de 36 para 49 por cento representando um aumento de 36 cento na população feminina nós somos um pouquinho mais adiante mas eu queria parar para falar uma coisa que eu disse hoje lá na na tv século 21 na rede rede século 21 que quando eu comecei a trabalhar é com alcoólicos em 1983 eu tinha 15 homens alcoólicos para uma mulher nós não tínhamos nenhuma mulher em sala de recuperação hoje é surpreendente o número que as pesquisa têm nos mostrado de 1,2 por cento comparado com aquela realidade vocês podem considerar esse dado alarmante sem considerar que em algumas regiões do brasil as mulheres estão bebendo de igual para igual aquela piada realmente ela poderia ser o contrário é o cinema poderia sim ela saiu igual à mãe dela neve que nem a mãe dela só que a mãe dela bebê escondido sem nenhuma visibilidade pela própria família que depois nós vamos ver com preconceito que dizia não à minha mãe tem depressão minha mãe sofre dos nervos - que a minha mãe era uma alcoólica esse é o grande preconceito que nós vivemos na nossa sociedade então entender um pouco a questão de se beber regular esse band na mulher né nos leva essa consideração é o que é esse bebê em 20 é um uso pesado episódico de algo que ocorre quando há ingestão de cinco doses de álcool para homens e quatro para mulheres em um espaço de duas horas imagem das nossas meninas dos nossos adolescentes bebendo e bebendo que tipo de bebida com certeza as bebidas destiladas sempre na sua preferência então para salgado o álcool acaba sendo utilizado como uma válvula de escape feminina contra o stress olha o que ele diz ela bebe para aliviar a pressão são social o ter conquistado direitos semelhantes aos do universo masculino por incrível que pareça quanto mais instruída mais chance essa mulher terá diz socializar e ela terá mais oportunidade de bebê completa mas eu não levo isso totalmente consideração porque o álcool não escolhe cor credo raça condição social nenhum tipo de informação nós vemos isso todos os dias na caminhada então dizer que as mulheres realmente tiveram mais acesso ao álbum mais liberdade de bebê com certeza mas o que nós estamos tendo agora é a visibilidade dessa mulher bebendo o que nós tínhamos no passado eram mulheres sofrendo bebendo na solidão escondido dentro de casa nós não tínhamos essa visibilidade ele continua dizendo há 15 anos a proporção era de sete homens disse salgado ainda que bebiam para cada mulher hoje então temos 1,2 homem para cada mulher que consome bebidas alcoólicas o alcoolismo feminino teve início entre mulheres têm sido um mecanismo de enfrentamento pode ser da timidez da ansiedade da baixa autoestima mas a gente poderia também colocar isso associado ao consumo dos homens muitos homens também iniciam os jovens adolescente para o enfrentamento da timidez da ansiedade e da baixa autoestima meninas adolescentes estão sob a influência da mídia em relação ao álcool e ao tabaco ea origem de nos que associam o consumo a beleza riqueza e sucesso profissional nós sabemos é que as mulheres e e aqui no brasil nós temos o maior índice de mulheres é não só na questão do álcool e do tabaco mais dos remédios a decisão os anfetamínicos e os benzodiazepínicos então temos ali essa relação de uma dependência cruzada mulheres que usam álcool e usam remédios para dormir e meio pra emagrecer etc então apesar das taxas de consumo de substância de abuso entre as mulheres se aproximarem cada vez mais dos homens elas ainda não bebem menos mas olha lá adoecem mais cedo e de forma mais grave essa condição feminina né mais do que nunca nós temos que dar visibilidade ao alcoolismo feminino e por que isso acontece fatores biológicos vamos lá mulheres possui volume corporal de água menores que os homens algo menos diluído e mais concentrado nas mulheres com isso e na medida que envelhecem maior sensibilidade pelo aumento na razão gordura barra água menor quantidade da enzima de deus hidrogenases no estômago então o metabolismo do álcool na mulher mais lento com a maior absorção do álcool no organismo feminino né e então que eles nos dizem mulheres usuários de substâncias psicoativas lícitas ou ilícitas ele faltou lícitas são estigmatizadas pelo preconceito social que lhes é imposto e permanece no anonimato gerando a exclusão nos sistemas de saúde social e social vigente então vejam só pra gente reforçar a mulher bebe menos mas o nível de embriaguez é muito mais rápido do que nos homens como diz no popular né o álcool nas mulheres pegam muito mais então esse é um dado alarmante que infelizmente não chegou na nossa comunicação sós o que nós ouvimos e se beber não dirija mas se você é mulher cuidado o álcool pode trazer muitos mais difícil principalmente se você tem o desejo de engravidar lembrando aqui o índice assustador que estamos tendo da síndrome do alcoolismo fetal mulheres grávidas e que fazem uso de bebida alcoólica o alcoolismo feminino passa por uma questão muito peculiar que eu queria trazer pra vocês que é as reservas ele é não só nas ruas na nos meios de comunicação mas também na nossa sociedade como um todo né há muitas reservas e muitos segredos então eu sempre brinco dizendo que o tamanho da doença é o tamanho das nossas reservas dos nossos segredos eu tive a oportunidade de ao longo de alguns 10 anos coordenar um programa de família de uma clínica lá em santa catarina me chamou muito a atenção o fato de que eu deveria sempre é na nossa organização eu eu tinha esse grupo duas vezes por semana e assim que o paciente era internado eu fazia uma entrevista com a família confesso a vocês que tive pouquíssimas porque se uma dificuldade em fazer a entrevista de família com o dependente com a família do dependente químico agora em contrapartida com a família da mulher dependente química alcoólica outras dependências eu tive muita dificuldade de ligar e marcar de marcarem resumindo quando o homem internado nós tínhamos lá a presença da família na clínica participando não só na entrevista mas acompanhando recebendo orientações e quando elas internavam sabe quem aparecia às vezes a mãe às vezes as filhas uma irmã o marido o companheiro difícil e sabe que muitas vezes e ouvia no telefone a seguinte afirmativa ela já não acha que é vergonha demais têm uma mulher bêbada dentro dessa clínica e agora quer que eu vá até aí sai do meu escritório para ir até fazer o que passar mais vergonha do que eu já passo nunca ouvi isso de uma esposa de uma mãe mas houve muitas vezes então qual é o meu olhar na questão do alcoolismo feminino era a intoxicação emocional que a mulher alcoólica vive na sociedade é real ali ela tá intoxicada por quem pelo álcool não pelas suas emoções de tristeza de mágoa do enorme enorme dor que eu chamo de vergonha tóxica a vergonha de não saber como como parar o que fazer negando a doença da mesma forma que o alcoólico também a mulher alcoólica também nega e se esconde dificultando e muitas vezes e ali né aquele dedo apontado por que meu deus homem bêbado gente é feio agora a mulher bêbada é horrível quantas vezes vocês não viram isso como se a mulher não fosse dado a permissão de ter uma doença eo pior buscar um programa de recuperação um programa de recuperação que é de homens e mulheres como é o nosso programa então a mulher alcoólica sofre essa vulnerabilidade social e cultural que começa dentro da sua casa e se estende para a sociedade e nós teremos a oportunidade a partir de hoje de falarmos sobre isso sobre recuperação feminina recuperação dentro de alcoólicos anônimos recuperação dentro da nossa sociedade de que maneira estamos principalmente aqui é feliz pela presença de muitos profissionais e futuros profissionais de serviço social da psicologia de sabermos de como será o nosso olhar para para esse é o código porque até então nós vivemos muito preconceito eu não sei se na época do poder assim mas na minha época de formação nós não tivemos absolutamente nada sobre esse tema com você também não é minha amada nada' sobre era como se não existisse a questão da doença do alcoolismo tudo tudo o que eu aprendi foram nos livros muitas coisas mas a essência hoje da minha são profissional é na escuta que eu tenho que eu tive e que eu tenho sempre que eu estou dentro de uma sala de alcoólicos anônimos dentro desses tabus sociais a estigmatização a estigmatização ea culpa 2% das mulheres com problemas relacionados ao álcool procuram o tratamento contra 8% dos homens talvez hoje esses dados têm melhorado mas ainda é muito baixo e eu vou deixar aqui uma declaração acho que deixei mais pro final mas já vou mostrar que do nosso inventário de membros de alcoólicos anônimos aa onde nós conseguimos dar visibilidade ao alcoolismo a ausência da mulher alcoólica na nossa irmandade se alguém tem dúvida da necessidade de um espaço como esse do coxa de retalho senda teve a partir de hoje eu espero que não tenha mais porque sim alcoólicos anônimos nós temos uma realidade que 86 e 87 por cento de membros de ar são homens contra 13 que são mulheres temos alguma dúvida ainda da ausência das mulheres porque não existem mulheres alcoólicas existem o que não temos hoje né e meios e formas de chegarmos até a essas mulheres a questão do gênero no tão importante aqui mas na relação de gênero e levantei a questão da violência doméstica e drogas que é bem bem estranho cerca de 43% das mulheres brasileiras já sofreram violência doméstica verso 2,3 por cento dos homens e olha esse dado que eu encontrei do instituto avon ele disse assim 13% dos jovens brasileiros já cometeram violência sexual contra uma mulher dentro da universidade segundo dados publicados em um levantamento realizado pelo instituto avon outro dado alarmante é que 27% dos estudantes de nível superior acreditam que abusar de uma jovem autorizada não é um ato violento o pior foi o viço pior é essa constatação que a gente ouve no popular né não sei quê né não tem dono porque tá bêbado é verdade não foi isso que a gente mas o que vocês ouvem de dados alarmantes de homens que foram violentados sexualmente porque estavam alcoolizados o que vocês ouvem sobre isso é o que nós ouvimos com a mulher pode né a mulher taí exposta a essa situação apesar das conquistas das mulheres em relação à sua emancipação elas ainda sofrem com a desvantagem social devido a uma cultura ainda muito preconceituosa e discriminatória a mulher não pode se em bh a falta de apoio do cônjuge como já falei para o início de um tratamento e buscam - o tratamento fazem segredo sobre ele os estudos científicos são raros essa é a nossa grande dificuldade e o medo em relação à perda de seu papel de mãe e esposa é freqüente por isso que muitas sofrem caladas e escondem nós tivemos um encontro agora tive a felicidade né doutor a camila que me mandou um grande abraço pra todos vocês vão está falando mais sobre isso ela não podiam encontro no conselho federal de medicina agora já estamos quase em setembro mp foi atingido em julho e eu estive lá representando alcoólicos anônimos era um era um grande fóruns para discutir o alcoolismo e ali havia inúmeros pesquisadores de todas as universidades de ponta do brasil estavam lá que o que mais surpreendeu foi essa falta de visibilidade para a questão do alcoolismo feminino eu esperava ter mais dados em relação e não não tivemos porque realmente falta isso né bom esse é um panorama do alcoolismo feminino e eu acredito que através das nossas ações concretas e reais como o debate colcha de retalho nós podemos avançar e é por isso que nós precisamos falar de alcoólicos anônimos falamos de alcoolismo feminino e vamos falar de recuperação ea quem somos de onde viemos né nós fizemos questão de encaminhar para a sicília a nossa linda cerimonial né o nosso prémio ângulo que a gente gostaria que ela abrisse um momento como uma reunião como essa com o nosso prémio mas eu também tem ele aqui viu sicília e eu gosto sempre de lembrar é importante que é uma irmandade de homens e mulheres que compartilham suas experiências força e esperança é tudo né com um único desejo de ajudar aquele alcoólico que sofre o único requisito aí como eu eu tenho orgulho disso o único requisito para ser membro do aa não é o dinheiro não é o seu sobrenome não é o teu cargo nesta instrução não é de que família que você é isso não importa não importa é o que o desejo o desejo de parar de beber olha que é verdadeiro eo a diz oi você quer eu estou contigo o ano obriga o no prime o ano diz você tem que ele disse quando você quiser eu estou aqui e aí né a importância de não estar ligado a nenhuma seita religião nenhum movimento político nenhuma organização instituição não deseja entrar em qualquer controvérsia não apoia nem combate quaisquer causas que o nosso propósito primordial é mantermos sóbrio e ajudará outros alcoólicos a alcançarem a sobriedade como importante né quando a gente pára para ver as nossas tradições e nos darmos conta dessa força que nós temos dentro da sociedade porque hoje quando alguém para pensar mas nós estamos fazendo um evento na câmara o meu marido perguntou isso é pra vocês aí ele falou assim o joinha como é que vocês conseguiram fazer um encontro na câmara de vereadores de campinas aí eu brinquei com ele pra ele enfrentou podendo de cadeia falei para ele eu não sei eu falei eu não sei agora uma coisa é certa a câmara municipal de vereadores de com de campinas reconhece o trabalho a seriedade o que é realizado há mais de 80 anos do mundo que é alcoólicos anônimos e é por isso que nós estamos aqui pela nossa credibilidade na sociedade e nós estamos aqui numa forma de cooperação eu falava para a sicília nós somos nós somos parceiros da câmara municipal nós estamos trabalhando com cooperação porque essa aqui é uma casa do povo e oa também é do povo né então nada como poder usar um espaço de si e com certeza temos a oportunidade pela nossa credibilidade porque nós temos uma história a tem uma história vejo que alguém está chegando recém chegado muitas vezes vem com muitas idéias né os profissionais também vem com muitas ideias porque vocês não fazem assim ou assado mas nós temos uma história que iniciou lá em 35 no encontro do corretor da bolsa de valores já falido muito válido bill w com um médico cirurgião de ohio tutor pob ambos perceberam o que a força da mútua ajuda na manutenção da sobriedade buscaram outros alcoólicos formaram pequenos grupos autônomos encontrar um forte apoio de amigos não alcoólicos e do seu esforço coletivo surgiu essa irmandade mundial e surgiu porque bill na sua busca foi abordar o bob à base de alcoólicos anônimos são as nossas abordagens a busca por aquele alcoólico que sofre ali crescia essa rede de soleira solidariedade né através do que da relação de ajuda e quem pode ajudar quem pode ajudar a levantar o braço e quem precisa de ajuda mantém o braço levantado é isso só pode ajudar aquele que se permite ser ajudado e assim é é essa via de mão dupla doe e vir das relações humanas incrível ele o que o bill nos diz somos responsáveis mas a nossa responsabilidade é colocar a semente do ar à disposição de todas as pessoas que sofrem de alcoolismo todas o que irão fazer com esta semente não é responsabilidade nossa o que de fato nos interessa são as pessoas que precisam e pediram a nossa ajuda e como é importante a relação de ajuda na nossa irmandade é tão importante porque ela começou da ajuda mas não foi na hora que bill pediu ajuda para bob e bob aceitou não foi muito antes muito antes a relação de ajuda se estabeleceu sabe quando quando los não desistiu de bill quando ela manteve a mão dela unida mão dele foi quando no ano smith continuou segurando a mão do ator bob e não desistiu dele e que bom que elas não desistiram né porque daí a gente teve a graça de se poder superior de conhecer a irmandade de anon para cópias uma salva de palmas pra vocês é preciso reconhecer é preciso ter gratidão reconhecer que se não fosse por essas mulheres nós não teríamos a irmandade que nós temos hoje então são as nossas primeiras amigas não alcoólicas familiar e alcoólicos anônimos aa esse é o código dá nomes né me surpreende todos os dias né vocês não fazem idéia do que foi sair do encargo né mas sobrevivi contínuo lá na minha área feliz servindo a né alcoólicos anônimos é na verdade uma rede enorme disponível hoje nós traz nos emos pra vocês já a imagem da tecnologia em a há no mundo para aqueles que não conhece né estima-se que hoje existam aproximadamente 114 mil grupos no mundo em 180 países falando a mesma linguagem nos reunimos em todo o mundo se imagina o que é isso 114 mil grupos falando a mesma linguagem é uma coisa muito linda né e no brasil 11 mais de cinco mil grupos 1500 reuniões diária mais de 11 mil reuniões semanais eu gosto dessa imagem é tanto que eu vou repetir depois do que você vê aqui mas eu vou falar sobre ela daqui a pouco o brasil árias né hoje nós temos mais áreas nessa vamos cadê a nossa custódia que está aqui presente opera ruth o que levanta o braço você ta ai dentro somos 42 ou 43 áreas lembro que saiu para 43 então tá certo 43 né quando eu saí nós tínhamos 41 estão em 43 né e voltando não é pra vocês verem então que oa está em todo o território nacional e eu tive o prazer de percorrer o brasil do oiapoque ao chuí e constatar aquilo que foi dito dessa mesma linguagem desse a mesma amor escritório do a aqui lá em são paulo no tatuapé um espaço muito especial de acolhida todos os profissionais que queiram conhecer a todos os alcoólicos né aqui está a turma que mantém toda a estrutura administrativa de a mas se você quer conhecer o a venha conhecer também através do nosso site é o www alcoólicos anônimos ponto org.br mas a nossa rede é muito maior do que um site só né é também através da nossa literatura mas eu sempre digo que ali são os livros maravilhosa eu particularmente sou superapaixonado obviamente pelo livro azul alcoólicos anônimos pelo vivendo sóbrio como profissional eu acho o governo sob um livro que nos ajuda muito muito me ajudou muito mesmo na minha caminhada e todos os outros mais são mais do que livros são mais do que publicações periódicas que são a nossa revista vivência né com várias publicações eu digo que os nossos livros as nossas publicações são pra mim fonte de ajuda externa é o meu instrumento que eu posso chegar àquele o código que sofre hoje eu não tenho dúvida de dar uma assinatura de uma revista vivência de presente de comprar um livro e passar adiante porque é isso é bom se é bom leva adiante tudo que eles nos pediram né os que nos antecederam hoje o código da noite com essa rede tem um grande amigo que é o amigo anônimo né é um espaço que temos na tecnologia na robótica nós temos um robô na que na verdade são amigos de aqui fizeram horas e horas mais de 36 horas de gravação e alimentaram uma ferramenta na robótica esse robô que você entre em contato com ele num simples apertar de uma tecla através de um celular entrando no facebook você vai ter a página do amigo anônimo e quando você entra em contato com o robô ele diz foi eu sou robô e que possa ajudar e vai ter um momento vai começar a falar contigo sobre alcoolismo como ele vai falar com ele pergunta você é é está você é um alcoólico senhor não é um familiar se você é familiar ele vai direcionar para as questões do aluno acho muito importante isso também mas ele te pergunta é você quer conversar você continuar a conversa por aqui né ô ô ô pessoalmente se você falar pessoalmente o que o robô faz abre no google maps localiza onde você está a câmara municipal de campinas qual é o grupo mais perto e ele te mostra a localização do grupo o endereço o telefone dia e hora de reunião chegamos à tecnologia chegamos aos nossos jovens aos nossos adolescente tudo isso criado pela nossa estrutura foram horas e horas dias e dias de profissionais alcoólicos em recuperação para criar essa ferramenta que é o bote como ele chama né eu gosto de dizer amigo anônimo porque a oferece tudo isso porque a quer dar de graça o que de graça recebemos através do quê da cooperação sem afiliação o que nós estamos fazendo aqui hoje né nesse trabalho com a câmara municipal aos profissionais aqui presentes e eu quero dizer como a coopera como foi que eu conheci e literalmente me apaixonei por 1 a 1 o a copel era recebendo nos seus grupos alcoólicos encaminhados por profissionais foram inúmeros na minha vida né pessoas que eu encaminhei para uma sala de ar e com certeza eu encaminhei porque eu fui conhecer uma coisa é você dizer ah eu conheço alcoólicos anônimos outra coisa é eu vou perguntar aqui quem já foi numa sala de alcoólicos anônimos assistir uma reunião por favor levante o braço que bom quero convidar a todos vocês que não levantar as mãos para conhecerem porque eu achei que conhecia mas quando eu entrei na sala e fiquei quietinha só querendo ouvir o vitor daqueles depoimentos que pra mim não são depoimentos são declarações de vidas testemunhos partilhas inesquecíveis que me tocaram profundamente mas o que mais me tocou foi um alcoólicos a cabeceira de mesa e falar assim pra mim ele me disse isso já era hoje você é a pessoa mais importante nessa sala e eu me emocionei muito e aí eu disse é aqui é o lugar que salva vidas é aqui que se resgata os e é aqui que se constrói né o verdadeiro espaço de cidadania então imagina tudo que eu queria era que o meu paciente alcoólico ouvisse isso aí eu não canso e quando eles voltam sempre me diz aí ouvi o pessoal dizer que era a pessoa mais importante e eu que já estava na rua eu já tinha perdido a minha esposa meus filhos o meu trabalho descobri que tem um lugar que me ama em adicionalmente né então é assim que a copel era né realizando abordagens alcoólicos visitamos em domicílios em leitos hospitalares ali que foto linda né do bill visitando né ô ô cólico fazer a abordagem como a coopera realizando reuniões informativas como essa aqui em escolas unidades prisionais de saúde justiça em câmaras municipais enfim participando disse pat já perdi as contas de quantas sipats a gente pediu ajuda para a empresa e quaisquer outros eventos quando solicitados e vocês vêem ali uma imagem de uma penitenciária e é real esse é o trabalho que nós fazemos principalmente na estrutura estados unidos canadá e méxico vejam a estrutura estados unidos e canadá é uma única estrutura que se uniu o méxico e em terceiro o país com maior número de membros de alcoólicos anônimos é quem é o brasil e nós não sabemos né o brasil sendo que lá eles têm um trabalho constante e efetivo nas penitenciárias todas as penitenciárias dos estados unidos têm grupos de alcoólicos anônimos dito isso pelo próprio presidente do estado doha da estrutura estados unidos e canadá pra mim uma convenção no méxico ele disse vocês vão alcançar isso trabalho que eles têm em relação à colhida o resgate desses eles então o que a gente vem pedir pra vocês né venham conhecer o a venha conhecer através do nosso site alcoólicos anônimos ponto org.br conhecendo uma sala de arte será sempre bem vindo com os nossos catálogos de literatura hoje com a nossa loja virtual né as vendas online e com o amigo anônimo e eu não poderia deixar passar dentro do nosso projeto queria muito hoje falar dos 12 passos mas se eu fosse falar eu preparei tudo dos 12 passos foi bom eu não vou deixar pra se falar então vou ter que parar e tirar os 12 passos daqui então resumindo nossos três delegados de unidade serviço e recuperação porque eu também acreditava que o programa de recuperação de ar era só 12 pás e não é 12 passos é apenas uma parte disso mas vamos falar dele a recuperação o que é recuperação em a é um objetivo perseguido reconhecimento de que o indivíduo não é uno mas antes múltiplo pois há nele forças que o guião e o controlo independentes do ego olha que coisa maravilhosa né senti sujeito apenas aquele ou aquela que se sente responsável pela humanidade de um outro ser humano [Música] os 12 passos né de alcoólicos anônimos isso é muito importante ele cada um desses espaços eles estão totalmente interligados pra mim esse programa de 12 passos não é um programa de recuperação ele é uma filosofia de vida e eu garanto que aquele que pratica não é que conhece que aquele que pratica os 12 passos não recai então vamos entender um pouco aqueles dias os 12 passos a possibilidade o direito à livre expressão que o código tem para falar dos seus sentimentos em relação ao adoecimento e seus desdobramentos pessoais e sociais traz no membro do grupo um sentimento de pertencimento e igualdade e tal sentimento favorece o processo do tratamento através da identidade identificação com o mesmo então eu me sinto perceber eu ouvia e também o pude sentir isso daquele alcoólico que chega numa sala e acolhido e ele dá ao sim para o inglês peço que quem tem a oportunidade de assistir um ingresso de um membro de ar eu digo que é um privilégio me emociono sempre né ali o que eles me dizem assim doutora depois que eu vim pro ar eu nunca mais me sentir sozinho olha que coisa maravilhosa né esse sentimento de pertença do meu grupo de paris eu sei onde estou né e ele diz assim a recuperação ea então visa restabelecer a responsabilidade do alcoólico no cuidado de se falar dele na cabeceira de mesa falar dele através da abstinência em relação ao carro ele também possibilita o cuidado do outro através das respirações das relações sociais eu posso servir e ajudar alguém levando adiante mas é fundamental que a gente tenha consciência que um dos grandes legados do ael exatamente o que nós profissionais chamamos de sigilo em araxá chamamos de anonimato quem você vê aqui o que você ouve aqui quando você sair daqui deixe que fique aqui essa é um é o grande chamado nessa compreensão é assim que todos os dia usar as celebram a sobriedade identificam se como doentes alcoólicos em recuperação responsável pelo cuidado de si mesmo de suas famílias e redesenhando dessa maneira os contornos da sua construção subjetiva dentro de um modelo terapêutico no qual relacionasse com o outro significa fundamentalmente o voltasse para si mesmo meu deus mas ela contou uma história não alguém foi lá em casa viu isso aqui não que está falando vai ficar o soul o o ocorre sempre dizia para mim a aposta minha mulher vive aqui contou tudo para eles né mas essa identificação real né e aí falamos recuperação espero que vocês tenham compreendido porque estamos falando agora da unidade ea unidade só aconteceu e só se mantenha mais de 80 anos pelas nossas tradições que ela diz assim o futuro doha depende do que do nosso bem estar comum ser colocado em primeiro lugar a fim de manter a a irmandade unida porque da unidade doha depende das nossas vidas e as vidas daqueles que viram tudo tudo estará bem quando os laços que nos une sejam sempre muito mais forte do que aqueles que os afastariam isso é o nosso grande chamado de unidade e eu que não conhecia e vi me apaixonar mais ainda foi pelo último legado que é o serviço que são os nossos 12 conceitos é o transbordar do amor que acontecem alcoólicos anônimos eu estou bem e eu quero que o outro também fique bem que não é só eu mas o outro e aí a gente diz que a prática do serviço em a vaga exige do servidor a prática do programa de recuperação porque muitos querem servir mas não estão praticando o programa nem é preciso praticar o programa e as páginas da nossa literatura saem da teoria e vão para a vida né no concreto porque a nos ensina a tocar um projeto de morte por um projeto de vida eu queria mostrar pra vocês rapid nós estamos chegando no final é que a a nossa junta através da conferência de serviços gerais de em 2018 deliberou né para autorizou realmente a a realização de um inventário de grupos de membros de grupos e esse inventário ele está à disposição de toda a irmandade a ele tem uma importância sem igual porque nós estamos dando visibilidade ao que é alcoólicos anônimos no brasil para vocês terem uma idéia a estrutura do a estados unidos e canadá e méxico já fazem isso todos os anos nós estamos fazendo agora né então é muito importante mantermos esses inventários né então nós tivemos um total de 1200 grupo de ano no brasil respondendo o questionário do inventário que representar os seguintes resultados eu não vou poder passar todos eu trouxe alguns que seria importante para nós nesse momento foi aquilo que eu falei né tá ali ó homens em preto é a realidade do brasil tá lá em 5576 respostas 86,6 por cento são homens membros já a anam e 13,4 por cento são mulheres mas eu quero chamar a atenção pra do lado porque são os dados da estrutura estados unidos e canadá eu fiz questão de fazer uma comparação e olha que tem ali né enquanto nós estamos com 13 por cento de mulheres participando nos estados unidos nós já temos 38 por cento temos com certeza muito muito a avançar aqui nós temos a idade dos membros né também muito rapidamente eu quero chamar a atenção que me surpreendeu aonde que nós temos o maior percentual de membros de a nós vamos ter de 51 a 60 anos o que nós estamos querendo falar com isso a importância de trazer os jovens para dentro da nossa irmandade nós precisamos trazer jovens para a irmandade de alcoólicos anônimos homens e mulheres jovens temos que abrir espaço para os jovens porque o nosso a está envelhecendo de 61 a 70 anos temos 24 por cento é um dado muito significativo né enquanto que ali de 25 a 30 anos que teve o de 31 anos que deveria ser a nossa o nosso público-alvo nós temos 2,6 por cento depois 12,4 por cento bom isso é um chamado aqui para os membros nem e também para os profissionais presentes para que possamos fazer juntos nessa caminhada levando a mensagem de a bom caminhando agora para o final um dia de cada vez quero dizer pra vocês é a minha idéia nesse lema é dizer que nós precisamos parar hoje e pensar na abertura desse quarto colcha de retalhos pra que a veio ao mundo a veio para transformar vidas excluídas concordo porque essa mulher que está ali nessa condição de miséria humana ela será resgatada mas será dada a ela um projeto de vida que esse era o projeto de morte e ela poderá ser não só membro era membro de alcoólicos anônimos como servir com encargos está hoje até porque não né numa junta de custódia e com certeza nós temos histórias como essa e hoje dentro da nossa junta de custódia i te mos um significado número esperamos cada vez mais de mulheres na nossa junta que temos uma custódia hoje presente na ute então fechando com bill ele disse 'não queremos negar a ninguém a oportunidade de recuperar se do alcoolismo queremos ser tão inclusivos quanto possamos ser e nunca excludente eu vou estar falando pra vocês amanhã sobre minorias em a e eu quero que vocês lembram dessa lâmina do que é o projeto qual é o projeto de bill de inclusão por isso que ele deixou muito claro foi um das últimas coisas que nos deixou que é esse termo de responsabilidade em a que ele diz eu e que a mão de reais de ti sobre campinas durante todo este final de semana né tocando milhões de corações no brasil todo porque essa mensagem está seguindo à frente porque pra mim a representa isso né esse lindo jardim no começo com muitas ervas daninhas mas a descobre a importância de termos de sermos né eu amei essa imagem de sermos já de maneiras né e olha que lindo que somente a mão feminina junto com a mão masculina unidas poderão plantar neste jardim de alcoólicos anônimos muitos corações que estão lá fora sofrendo não sabendo como e nem aonde encontrar ajuda e tudo o que nós queremos é que eles tenham um despertar espiritual e encontra em a né a razão de ser de levar adiante e fazer o melhor que ele pode por ele e pelos outros um dia de cada vez porque eu acredito eu achei lindo que sozinha somos pétalas mais unidas nós somos rosas e eu quero deixar pra vocês hoje é esse o aroma eo perfume das rosas muito obrigado pelo silêncio pelo respeito pela oportunidade de reencontrar vocês obrigado [Aplausos] nós agradecemos as palavras da doutora já era e agora ouviremos a um depoimento de uma cólica anônima boa tarde senhoras e senhores eu sou alcoólica anônima eu sou membro de a e eu estou aqui para agradecer a deus pela oportunidade de está viva de poder contar essa história de superação eu fui uma jovem muito tranquila tive uma vida normal era uma menina estudiosa sou filha de algum pai alcoólatra que morreu aos 49 anos meu pai era um homem muito bom coração enorme mas a doente e não sabia então eu vivi no mundo é fácil do alcoolismo e tinha verdadeira fobia a bebida alcoólica entretanto eu faço parte da geração que tem uma facilidade muito grande e está perto do álcool mas ainda assim eu temia muito e experimentei bebida alcoólica mas não gostava do sabor mas curiosamente eu gostava do efeito então fiquei com medo mais tarde a 15 anos do mês para inventei de novo né me animei fiquei com medo 17 anos chegou na universidade aí aqueles forrós universitários todo mundo bebe eu muito nova muito jovem para estar ali entre eles novamente tive acesso à bebida alcoólica gostei gostei do efeito era isso que me encantava era o entorpecimento e ainda com medo mas já naquela weibe né bom de qualquer forma eu ah eu me mantive distante o que eu pude eu tinha medo do me casei formei teve quatro filhos e sou servidora pública e aí diz puxa o independente então agora vou o bebê não tem problema nenhum já vi que eu não adoece porque be pouquinho lá e aí foi quando eu realmente vivencei a doença do alcoolismo eu comecei a beber nos finais de semana como todo mundo achando que aquilo ia impactar nunca minha vida mas mandada fase num dado momento dessa história de final de semana eu comecei a mudar o meu comportamento era isso que estava chamando atenção eu comecei a me tornar uma pessoa agressiva eu não eu não controlava mas não era só mais aquelas três cervejinhas nem aquelas taças de vinho que era minha bebida predileta eu queria a garrafa toda eu queria caixa toda eu não queria que parasse o final de semana que acabasse porque não me satisfazia e eu achava muito estranho as pessoas que me acompanhavam as meninas aos meus familiares é é um avião três quatro cervejas que estavam tontos queria dormir queria ir pra casa e eu não compreendia porque eu não queria porque eu queria mais e mais e mais então um determinado momento eu procurei ajuda procure ajuda como procure ajuda de um psiquiatra alguma coisa está errada deve ter um problema de ansiedade não sei eu preciso de ajuda e aí procurei nem psiquiatra que me atestou é como alcoolista achei leva essa palavra talvez se tivesse dito alcoólatra tinha me chocado mais porque é a uma palavra extremamente estigmatizante muita carga de preconceito na palavra alcoólatra mas era o que eu era de qualquer forma ele me deu uma esperança dizendo que a gente podia tratar uma doença é que eu ia ter que parar de beber e ali enquanto eu fizesse o tratamento e tudo mais e eu tinha um problema de serotonina e tal legal achei muito bom então comecei a tomar os medicamentos fazem o tratamento e de repente eu comecei a beber eu fazia uso dos medicamentos e bebia só que escondido porque todo mundo já estava a família ficava em cima não podia ter bebida perto de mim todo mundo escondia bebida mas eu dava um jeitinho de colocar a bebida dentro de vidros de perfumes e guardava escondia nos guardas roupas lá nos armários onde tinha roupa dos filhos das crianças minhas com dia e de repente aparecia bêbado e as pessoas não entendiam por que eu estava mentindo é uma doença da negação eu negava toda hora não sou doente eu estou passando por um momento mas eu não sou assim pois muito bem a doença foi se agravando pois se agravando a minha relação familiar ficou muito complicada meus filhos começaram a sofrer o marido que era grande parceiro também já não sabia o que fazer veio lá minha mãe ver a turma do néné e os irmãos vamos levar para a igreja vamos procurar a igreja espiritual e aí fomos no que me diziam gente eu aceitava então estive em algumas igrejas visitei alguns centros espíritas e tem tudo que as pessoas indicavam eu remédio coisa gororoba mato tudo e nada não tinha gororoba no mundo que passasse aquele negócio aquela vontade db q era uma coisa obsessiva não saía da minha mente eu eu bebia pra dormir e acordava para bbb foi assim que eu cheguei um dia eu tenho vontade morri mas sim com a vontade uma decisão hoje eu vou morrer porque não tem mais nada que me salve eu era uma menina tão forte tudo que eu me determinava a fazer eu fazia porque com alga não conseguia desse controle é uma coisa horrorosa não aceitava aquilo de forma alguma e aí eu cheguei lá na casa do padre perto da minha casa de uma paróquia foi lá os seis e meia da manhã num sábado e pedir ajuda falei pra ele padre eu quero morrer não aguento mais eu bebo assim a 50 e tudo pra ele ser filha tomar uma cervejinha todo mundo tomar diz mas eu não tomo só uma cervejinha eu quero a caixa toda é assim como se está pensando não tem controle ele disse olhe você já procurou ajuda já procurei tudo não aguento mais ele disse você conhece alcoólicos anônimos aa lei não não não não isso aí também já de marina e para o código da noite aí deixa morrer mesmo que ele não é possível eu imaginava aqui alcoólicos anônimos era assim em hilla um porão e e cheio de bicho barata é aquele povo todo sujo bêbado ofendendo a bebida e dizer meu deus é o fim da minha história é chegar é o código zanoni pois é mas não tínhamos alternativa pra mim não é quando chega em casa ele falou o padre olha toda segunda eles e sextas eles se reúnem na maroca e lá eles tomar um chazinho e um café vai que tem alguma coisa nesse chinês café porque eu nunca vi eles bêbados e eles são alegres bate palma eles é um negócio danado lá falar com esse povo cubano tirar sua vida antes disso não lá né de repente esse chá e esse café não é ou então eles me ensinam como é que o começa a beber legal e aí fui cheguei em casa de sódio não tem mais jeito gente pra mim eu lamento informar mas votar o código os anônimos porque senão aí meu marido de staton sido já é isso que você quer sem todo desconfiado meu filho pra mim assim assustados e aí na segunda feira eles me deixaram na porta desse grupo o grupo chama vida nova e eu cheguei lá a desconfiar de cima olhei pra vestir uma mulher veio uma mulher aí me animei e aí fiquei ouvindo todo mundo sentar de relatar morrendo de vergonha mas decepcionada porque não era um por um sujo né e passava o chá eo café eu tomava o chá tomava café tomava o chá tomava café toda hora meu deus tem que acontecer alguma coisa nesse chá e aconteceu depois eu soube que não era mas aconteceu o que eu nem acreditava no milagre quando eu ouvi aquelas perguntas aquelas 12 perguntas eu fiquei meu deus sou eu eu não estou mais sozinha eu não preciso pegar uma corda e me enforcar eu vou tentar quem sabe eu não faço sei lá não fico como eles assim nessa alegria né então aquele dia eu dei meu sim e fiquei com os senhores e senhoras que são membros de ar e isso tem um certo tempo né e meus filhos que sofreram muito comigo hoje estão graças a deus tem uma história linda pra contar eu tenho um filho que passou num concurso com 20 anos de idade recentemente ele é mais novo delegado do brasil e quando eu fui parabenizar ele disse à mãe a senhora é o maior exemplo de superação que eu tenho na vida e quando eu crescer quero ser assim que nessa hora meu filho é pan de alcoólicos anônimos porque a mãe dele salvou a vida dela aqui dentro eu diga aqui piada em todo lugar a é de deus é divino tudo o que acontece aqui é uma decisão do poder superior inclusive eu te salva a minha vida eu poder contar essa história pra vocês ea gente só que é uma coisa transmitir essa mensagem como dizem fio se não houver frutos valeu a beleza das flores se não houver flores valeu a sombra das folhas se não houver folhas valeu a intenção da semente muito obrigada [Aplausos] [Música] [Aplausos] agora fiquem com a palestra família em recuperação o que será ministrada por iraci caetano assistente social e psicoterapeuta de grupos e especialista em dependência química pela qual é coordenadora técnica de ambulatório com a palestra tá bom o pessoal boa tarde é pedir desculpa que eu ainda tô sobre o efeito o impacto é foi covarde ano de botar pra falar depois de um depoimento desse é muito forte né é muito bom é muito gratificante muito obrigada muito obrigada mesmo bom é tô aqui pra falar pra vocês primeiro agradecer a oportunidade o convite eu não conhecia essa proposta da colcha de retalhos embora também seja me considero amigo de anunciá me considera amiga mas eu me considero amiga de ar muito obrigada e e aí eu não conhecia essa proposta da colcha de retalhos né e aí alguém essa coisa vai falando de um pro outro e aí a chegou até mim o convite eu queria agradecer muito essa oportunidade já estou muito feliz de fazer parte de tudo isso e tenho certeza que vou continuar acompanhando aí essa essa linda história é que eu aprendi hoje a conhecer e aprofundar e quem sabe contribuir é bom eu quero contar rapidamente a minha história como é que eu chego até aqui é sempre ter um porquê nem as questões de do trabalho com ninguém ninguém chega num trabalho de se por acaso não existiu a casa né existem a aas e não existe coincidência né existem as oportunidades e eles então eu trabalhei como a minha formação de base e assistente social e eu conto porque eu acabei fazendo pós-graduação na faculdade de psicologia trabalhava numa empresa de economia mista como assistente social e um trabalho que eu sempre gostei muito que eu adoro fazer que eu tenho orgulho de ser assistente social e as demandas que chegavam para mim e invariavelmente tinham a questão o uso de álcool e de outras drogas direta ou indiretamente ou o indivíduo fazia hoje tinha uma série de dificuldades no trabalho ou o seu familiar alguém da sua família tinha a questão do alto então eu comecei a ficar curiosa com tudo isso e fui buscar mais conhecimento foi tentar entender é como é que isso tudo se dava sentir necessidade de trabalhar mais a fundo a questão do tratamento da abordagem e aí fui conhecer cada vez mais o trabalho de alcoolismo e de das dependências das diversas dependências com isso o tempo foi passando a gente implantou o programa de prevenção e etc e chegou uma um momento é como vocês estão vendo eu não sou assim tão jovem né é chegou o momento da minha aposentadoria dessa empresa e aí eu comuniquei ou era parceira de um trabalho uma clínica né e eu falei aí eles vieram dizer que iam instalar uma unidade da clínica deles aqui na região que eu poderia então encaminhar os funcionários e tal e eudes poxa logo agora que eu vou me aposentar vocês vão estar aqui tão perto né depois no entanto em trabalhar com a gente não quero descansar eu vou fazer outra coisa vou levo da aula não mas vinha meio período e eu acreditei que seria meio pedro né e aí foi maravilhoso porque aí eu me aproximei né tsd dessa dor de sofrimento mas ao mesmo tempo do resgate né e nunca mais abrir mão de tentar fazer algo por essa doença tão impactante tão dolorosa mas que apresenta as saídas né se a gente soubesse nós nos unirmos tantos grupos de anônimos quanto nós profissionais a gente vai vendo saídas maravilhosas né então é isso quero falar então sobre o alcoolismo na família ea recuperação nos programas né particularmente no ala non dança concreta é uma possibilidade concreta obviamente para falar é da recuperação eu vou precisar falar brevemente porque já foi falado aqui pela doutora mas eu quero falar brevemente do alcoolismo da doença do alcoolismo porque são as suas características que nos ajudam a compreender porque a família do oeste né porque quando você convive com qualquer outro tipo de patologia a menos que ela seja uma doença obviamente contagiosa não é problema nenhuma pessoa tá lá doente você cuida da sua vida cuida da pessoa e etc mas você não se contamina é entretanto a gente foi vendo que o alcoolismo sim a família fica contaminada contagiado e contaminada é por aquele comportamento por aquela doença então compreender um pouquinho a questão do alcoolismo é importante é uma doença né é a primeira coisa importante é essa não é falta de vergonha na cara não é fraqueza não é falta de caráter é um transtorno né é uma doença né segundo a organização mundial da saúde não sou eu nem doutora já é que está dizendo mas a organização mundial da saúde aceita dessa forma né é uma doença e prestem atenção de natureza crônica que é uma doença crônica é uma doença que não tem cura mas que pode ser estacionado né então é uma doença de natureza crônica tratável comum mais comum do que a gente possa imaginar né caracterizada pelo uso descontrolado do álcool e que essa segunda parte então o que interessa é essa última parte é que traz uma série de prejuízos para a vida da pessoa né é portanto a gente tem o alcoolismo como uma uma patologia que afeta o indivíduo em várias instâncias da vida dela pelo menos três a gente pode compreender muito clara claramente a gente fala que é uma doença biopsicossocial porque afeta o indivíduo física afeta o indivíduo psiquicamente psicologicamente e emocionalmente mas afeta também e principalmente socialmente e espiritualmente né é uma doença que afeta o indivíduo nas suas relações na sua forma de se relacionar e ainda tem mais um aspecto que a gente não pode deixar de dizer que na medida que ela afeta socialmente ela afeta também espiritualmente porquê porque do ponto de vista da perda ou da relativização da dos valores éticos morais na medida que o alcoolismo transforma o indivíduo transforma suas atitudes afeta o seu comportamento ele vai relativizando valores né e vai tendo uma série de dificuldades no relacionamento social no trabalho com os amigos com a família né então socialmente ele também vai adoecendo e quem está em torno dele adoece também é bom e aí eu fui aprendendo como tratar como tratar é essa doença primeiro é algumas linhas nem vou falar que da linha aquele que eu trabalho né trabalha com a idéia da abstinência é o primeiro passo a primeira necessidade é a abstinência total da substância né não da qual não tem como parar de beber em dunedin é preciso parar é para a partir de então você obter outras possibilidades de avanço é preciso reformular a vida e os valores que vão sendo deteriorados com é com o decorrer com a ecoar o processo progresso da doença os valores vão se perdendo né então é preciso essa reformulação de vida e de valores e é preciso uma mudança de hábitos ele precisa mudar os lugares e pessoas com os quais ele frequenta né agora nada disso vai funcionar se não houver também uma orientação e um tratamento para a família eu costumo é dizer por exemplo a minha realidade é bastante além do trabalho profissional com as empresas e tal o parte da minha experiência é com clínicas de tratamento né e eu aprendi nessa clínica uma coisa que eu trago comigo até hoje a tirar essa conotação do de um tratamento por exemplo é em nível de internação a conotação de visita da família eu vou visitar o meu familiar visitar a gente visita com madrid a gente visita né lá eu preciso me tratar porque eu preciso entender que eu adoeci então não é visita é um programa de tratamento para a família né a família precisa de orientação e tratamento também tá é então é muito importante que a abordagem profissional que o profissional que de fato tenha um conhecimento uma responsabilidade um envolvimento profundo com a a questão da doença do alcoolismo trabalhe em cima de uma ponte motivacional do seu do seu cliente do seu paciente para os grupos de anônimos porquê porque não estamos falando de uma doença crônica né é essa essa pessoa vai ficar comigo vai ficar no consultório vai ficar na clínica por um período x porém olha que ele tiver alta doença vai com ele confere ele não sarou não tem uma cura tem um estacionar ele vai ter acuidade isso a vida toda então eu acho extremamente irresponsável por parte do profissional fazendo a ponte motivacional com os grupos de anônimos com os grupos de apoio que é como que um programa de prevenção de recaída pra vida toda porque a doença é para a vida toda eu acho extremamente irresponsável eu não posso é ter um doente de estimação que ele vai com ele ele não tá bem ele volta e aí ele vai não é importante que eu possa prever pra ele uma perenidade de qualidade de vida então eu passei a ser fã dos grupos de apoio porque eu percebi que o meu trabalho não chegava nem de perto ao nível de recuperação de alcoólicos anônimos e de outros grupos das quais eu também só amiga e simpatizantes e aí conta o quinho como é que eu chego também no grupo d se exatamente pelo caminho do qual eu sugeria pros para as famílias é participarem eu é uma colega me procurou já eu já profissional trabalhando já com dependência e com alcoolismo uma amiga me procurou dizendo que o esposo estava com um problema muito sério com álcool e tav a é vai vai e e que ele não aceitava ajuda eu disse olha você procurar ajuda vai lá no grupo um grupo chama lá nó vai lá você vai aí falam lá é muito bom que é importante eu tenho aprendido aprende na faculdade que é muito impulso muito importante esses grupos vai falar amiga mas que aí comigo quer saber de uma vez esse grupo é esse lugar aí onde eu levo onde eu mando as pessoas vou com você cheguei lá é preciso que as pessoas aqui e fiquei não tive não teve outra alternativa né lógico que eu cheguei com najara falou em alguns momentos querendo mudar nós povo que está muito devagar vamos neva de tais aqui imagina aí uma pessoa falou assim meu nome é fulana graças a deus o familiar de água gelada anal agora agora agora eu vou ter que mudar alguma coisa aqui e aí na medida que eu fui sendo colocado no meu devido lugar fui saindo do lugar de profissional foi tentando aprender todas aquelas coisas e aí eu percebi o que realmente estava sugerindo para as pessoas buscarem que eu precisava realmente antes obter aquilo para mim pra poder ajudar no meu trabalho e ajudar a minha própria vida e etc então foi assim que eu cheguei é e que sou apaixonada sou fã é dos programas de recuperação então muito importante que o profissional é se envolva de alguma forma não necessariamente sempre gosto de chamar atenção não necessariamente freqüentando essa é a minha mas não quer dizer que o profissional precisa freqüentar mas conhecer como a doutora falou é ir lá assistir uma reunião ver como funciona é muito gratificante muito importante e você vai ter muito mais credibilidade de passar isso para o seu paciente pro pro familiar que você atender então a aprovar o código a outra família é fundamental mas a gente vai falar de recuperação não é isso que é a recuperação que porque recuperará que é recuperação tão assim recuperação é pressupõe-se que você perdeu alguma coisa para recuperar é algo que foi perdido mas perdido como é que isso se deu e aí quero compartilhar uma outra questão que foi importante pra mim também compreender que é a diferença ou a ou como funcionam as doenças crônicas e as doenças agudas isso me fez compreender passar com mais é propriedade para a família necessidade que ela tem de ter um tratamento como o que é isso as doenças é aguda gente de um modo geral alguém tem aí um exemplo de uma doença aguda que pode contar que é uma doença aguda a gente podia falar que algum médico aqui ou alguém que é uma doença aguda oi por exemplo né que acontece com uma doença aguda por exemplo como o sarampo é um episódio a característica que eu quero contar pra vocês que normalmente a doença aguda ela impacta o indivíduo é é de fácil diagnóstico você tem características objetivas do exame é de certo você sabe que a pessoa está doente é que aquele processo agudo e se for amor é abordados for cuidado via de regra ele emite ele sarah muitas vezes não deixou nem sequela então a doença aguda tem essa característica né mas tem uma característica interessante também a doença aguda o indivíduo aceita que ele está doente né ele aceita ele você oferece ajuda imediatamente eita ea família as pessoas que estão no entorno também também compreendem rapidamente que ele está doente as doenças crônicas gente não é elas são primeiro de um percurso lento insidioso né gradual segundo o indivíduo não aceita que está doente é particularmente no caso do alcoolismo não eu bebo quando eu quero para quando eu quero não tenho problema eu bem porque eu gosto não é porque eu sou doente o bebo porque eu gosto então ele não aceita a família de uma certa forma nega também então os problemas vão se somando vão avançando sem que se perceba naquele quadro que tem um processo doente wsi instalando né então compreender a diferença entre doença crônica e doença aguda foi fundamental para mim pra ajudar a família percebeu a necessidade que ela tem de ajuda então esse aspecto da doença o fato o fato dela ser crônica o fato do indivíduo não aceitar ajuda o fato de ser é de confundir a a família olha para o indivíduo a será que é mesmo doente ser aquilo que que será que não ele não é como todos os outros que bebe um pouco e etc é tão tem uma coisa que engana né esse aspecto é que vai adoecer uma família e que atinge a família de uma forma devastator devastadora né então assim da mesma forma que alcoólico alguns membros da família geralmente a esposa o filho mais velho etc estão muito presos expostos a instalação dessa doença emocional de conviver com a doença do alcoolismo né a família portanto adoece desenvolve também uma doença emocional é que vai precisar de abordagem e vai precisar de ajuda através de uma série d é de de tecnologias de instrumentos né nós profissionais conseguimos abordar e ofereceu uma proposta de tratamento mas perenizar esse tratamento é fazer com que eles se tornem cada vez mais parte do indivíduo e que ajude que não recaia como os grupos e os programas de de anônimos não tem né então eu fui descobrindo o quanto é importante a família é participar desse programa porque porque koa a ação do alcoolismo naquela família a família primeiro passa a ser uma família disfuncional as funções se perdem naquela família né o pai o filho cuida do pai é enfim as funções vão se perdendo é ea família vai adoecendo de maneira muito importante de maneira que vão perdendo o controle da vida nem os indivíduos e particularmente essa esposa né vai perdendo o controle da própria vida porque vive uma relação comprometida com o alcoólico entando controlar o incontrolável porque quem é que pode controlar a doença do alcoolismo gente quem pode o próprio alcoólico se ele não quiser pode fazer pode bem ser a camisa como falar ele pode pode fazer gororoba porque se ele não quiser e ele querer depende muito do comportamento das pessoas que estão no seu entorno dos limites da capacidade da família colocar os limites para esse indivíduo que perdeu a capacidade de limitar a sua própria vida e extrapola o limite das pessoas com as quais ele convive então a família precisa resgatar essa capacidade de colocar esses limites né através do então do programa ela vai aprendendo a resgatar essa possibilidade de colocar o limite né a busca do equilíbrio individual pode resultar na realização do lá de que forma através dos instrumentos que o programa oferece da mesma forma que os 12 passos são importantes para o tratamento para a recuperação do alcoólico também o programa de 12 passos é fundamental para a recuperação dessa família não só os 12 passos como todos os instrumentos né ad alanon em latim mas principalmente né não a gente não vai conseguir falar é de todos os outros é de todas as outras áreas mas principalmente os passos e as tradições contribui para o crescimento pessoal muito importante assim como as tradições contribui para o crescimento e propor a época o funcionamento do grupo e isso por si só é uma ferramenta importante é vou mostrar um pouquinho pra vocês com isso por si só é muito importante pra ir recuperando e harmonizando e equilibrando essa pessoa outro os conceitos a literatura tudo isso é fundamental mas eu vou me ater um pouquinho aqui na questão dos passos como uma ferramenta importante pra tratar da família primeiro gente fala do alicerce a família precisa ter pra ela o programa de recuperação ela precisa identificar aonde ela adoeceu há onde ela perdeu o controle onde ela perdeu a capacidade de colocar os limites e construir pra ela um programa de recuperação cujo alicerce eu costumo dizer que é pelo menos o primeiro o segundo eo terceiro passo é é dos 12 passos de recuperação onde o primeiro passo a família ou esse indivíduo vai discutir vai assumir que ela perdeu o controle da própria vida por viver essa relação ou seja é impotente diante do alcoólico é a partir do momento que eu acolhi o alcoólico é não consegue parar ou não se decide por pará não é ela sozinha que vai conseguir fazer alguma coisa é preciso que ela é aceite a sua impotência diante das decisões que o alcoólico tomou o segundo passo e se aceitar esse primeiro passo abri o que gente um vazio né porque qual que é a principal que é o principal instrumento que o doente que a gente chama de co dependente tem o controle ou pelo menos a ilusão o controle ela acha que ela como ela vinha equivocadamente tentando controlar jogando a bebida fora né fazendo ameaça fazendo chantagem eu vou embora e vai de manhã em volta da hora do almoço né é separar vou embora pra casa da minha mãe não chega nem no portão ela volta é com a última vez em vou te dar essa última chance e com isso ela vai perdendo dignidade vai perder no auto estima vai perdendo é a força de controlar a sua própria vida né então quando ela descobre quando ela chega num grupo chega no profissional ou chega num grupo que disse para ela você nada pode fazer a respeito disso vai falar com uma pessoa que o ofício dela é controlar que ela não pode controlar ela não pode fazer nada é desesperador é desesperador então abra um vazio dentro dela que o programa sugere que ela preenche esse vazio com poder maior que ela um poder superior é o melhor da história para alguns de nós nem pessoalmente os profissionais que a religião é uma coisa menor é porque agora eu sei tudo né mas lá eu descobri que tinha um poder superior que não está a falar na religião de ninguém em especial nem precisa falar qual seria minha religião e descobri que dizer isso para a família em por lá mas eu vou lá minha religião não mas não é religião você descobre que você tem um poder maior do que você mesmo e que vai te ajudar a lidar com essa impotência de não ter potência nenhuma sobre o alcoólico um poder maior que você que até já está em você que não tinha se dado conta e aí tem uma terceira parte para você completar o alicerce você precisa entregar de fato sua vida e os seus desejos da sua vontade na mão diz poder de empregar não é entregar a bolsa e segurar a alça você sabe deus como é que ele é não faz as coisas direito né eu entrego a bolsa mas fico com a qual se vai que ele não faz as coisas direito eu puxo de volta pra mim que é o que acontece com a família o tempo todo e pega de volta entrega e pega de volta que o alcoolista fica com isso nada de engraçado e sub ama isso não isso não vai daqui ali né então é importante que ela através dos passos através da espiritualidade ela descubra que ela pode sim se desligar emocionalmente daquele da que é daquela doença não daquela pessoa essa é a riqueza porque parece que eu estou fazendo um discurso de separação não parece a separar já que não pára de beber dão pelo contrário se reencontre mas não com a doença dele se desligue da doença de f como indivíduo descubra e onde está a pessoa onde tal ser humano que se perdeu na doença tenta resgatar isso então através da xuxa superimportante a o alicerce na base que o 1º 2º e 3º passo trás e uma outra questão é dentro de dia do a lom que ajuda bastante é um trabalho que a gente tenta fazer um consultório e tem dificuldade que é resgatar a capacidade da família disse autogerenciar financeira mela vive gente família de alcoólico vive de empréstimo vive de casa cedida pode fazer estudos socioeconômicos de alcoolista mora em casa própria sede da lugar cedida mora no fundo da casa da sogra mas trabalha na empresa x multinacional há 20 anos e não tem uma casa para morar em uma casa para morar porque perde a capacidade de gerenciar sua família seus recursos pois vai pôr mais parcos que ele seja né então pode emprestar eu tenho trabalhado isso nos grupos de família da 7ª tradição essa capacidade de auto suficiência só gasta o que tem só vai até onde pode ir o dinheiro não supre aquele vazio comprar compulsivamente não vai suprir o vazio da perda de controle né então é pelos recursos são finitos eles acaba o dinheiro acaba não é preciso e à sétima edição ela empresta esse olhar né da auto suficiência para essa família além dos lemas né dentre os muitos que eu gosto é a questão do bem estar comum é preciso que é o que o familiar que essa esposa leva em conta não só a sua dor seja reparar o escola chegam para o grupo por um consultório não aguenta o mágico sofrendo louis marido bebe até porque ela demorou para descobrir que é por causa disso né e tal e da impressão que só ela sofre ela esqueceu que os filhos então onde é tão né porque também a codependência a doença do egocentrismo a doença da colina é só do umbigo e só vê o umbigo dele é o mundo gira porque ele existe para o mundo para o independente também assim só tem só ele só deus né então ela descobre que é preciso cuidado bem estar comum dos filhos do próprio alcoólico dela própria né então através da vivência no grupo ela vai aprendendo a resgatar essas possibilidades dentro do seu lar então ela não que vai vai acontecer ela vai aprender a aceitar que o alcoolismo afetou a sua vida mas a questão é que afetou por que por que ela permitiu que afetasse ela vai descobrir que não é obra do acaso netão o alcoolismo afetou e o quanto ela permitiu que essa doença lhe afetasse o quanto ela se envolveu junto na doença né ela vai descobrir como funciona um grupo familiar saudável que ela já perdeu de vista o que é um grupo harmonioso que que é uma vida saudável que é um domingo de almoço sem terminar daquele jeito que a maior parte conhece né ela vai perdendo de vista isso não ela não ela descobre que ela pode resgatar isso até pelo próprio funcionamento do grupo que é um monte de gente doente funciona é que pode isso todo mundo cada um do seu problema e funciona a máquina funciona leva aquilo para a realidade da casa dela que é o respeito ao outro é deixar o outro falar olha coisas pequenininhos que lá todo mundo fala nada na casa do alcoólico é um pega pra capar todo mundo fala e ninguém tem razão é ela grita ele grita é o desrespeito né e no grupo ela aprende que ela precisa ouvir que ter um tempo né é que não tem culpa mas têm responsabilidade de cada um tem que assumir a sua responsabilidade e ela vai aos poucos vê que ela pode fazer isso no seu lar também na sua casa também né então ela vai aprendendo a se desligarem emocionalmente da doença e não do doente né é um problema dele é a doença dele então ele enquanto pessoa vai se desligando emocionalmente ela vai ganhando até de uma certa forma por mais paradoxal que possa parecer uma certa racionalidade para lidar deixar de ser passional uma racionalidade porque é uma doença do ex agente trata como vai o médico vai pedir ajuda para os profissionais para de ficar tentando sozinho claro gente que tem orgulho tenha vergonha eu costumo lembrar às pessoas que já me ouvir falar aí eu falo não é fácil né gente disputou aquele caboca vizinhança inteira é meu isso aqui é meu e seu namorado né ele descobre a bença que levou pra casa aí eu vou contar para alguém ficou quietinha só nosso e mail a adelson uma nota ótimo ele é um amor tão tão carinhoso tudo bom aquele barulho que a eu ti meu time ganhou a gente grita esconde vai escondendo as são segredos que você falou né os segredos e aí começa a se esconder não conta pra ninguém não conta para os amigos porque é vergonhoso não conta pra minha mãe porque geralmente a mãe sabia geralmente a mãe olha isso aí não vai a vida é minha quem vai casar sou eu né então ela não conta pra ninguém então ela vai vendo que ela não tem que ter vergonha que ela não tem culpa né ela vai se desligando emocionalmente vai se respeitando mas também vai respeitando o outro para com os apelidos para com os xingamentos para de de considerar um inútil vai lá e fala com aquele inútil do teu pai né e ela para ela trata como um ser humano a mãe vou falar com você porque o pai não fala com ele né qualquer coisa depois a gente conversa mas pode falar com ele né não com a doença ela assume o lugar não adianta falar com ele mesmo pode deixar que eu resolvo né então ela vai aprendendo que ela pode é é assumiu seu devido lugar no grupo familiar e aí gente uma coisa boa ela vai se aliviando daquela necessidade de dominar e controlar se controlar tudo e não tá tudo na minha mão posso dividir né é posso falar disso né então isso dentro do grupo também ela vai entendendo a sua própria importância para o processo portanto ela vai desenvolvendo a sua auto-estima ela vai aprendendo a ser assertiva falar não não quero não voo precisamos de ajuda vamos buscar ajuda sim né então vai aprender da seletiva e deixa de ser ou passiva que muitas coroas do conhecimento ficam passivos falam no meio para tudo ou agressivas né que tem um monte de exemplo que chega no consultório nos grupos que bate é nuno ele deixa é bater novo bebê do mesmo jeito eu bater né então ela sai desse papel né e passa ser assertiva falando as coisas com coerência é ela vai adquirindo como consequência disso tudo a serenidade e consequentemente a sabedoria para saber quando ela deve quando ela deve ficar né eu devo fazer alguma coisa na hora de tomar uma atitude ou não né eu ainda espero mais um pouco e eu acredito naquela promessa que ele fez ou não essa promessa está se repetindo e nós temos sim que tomar uma atitude mais através do grupo através da espiritualidade da serenidade ela toma essa atitude na hora certa na medida tá né e então gente que ela vai encontrar lá no leblon para ajudar em tudo isso na long não se dá conselhos né na verdade que você vai ter é uma troca de experiência que vai desenvolvendo auto-domínio alto equilíbrio e que isso pode levar essa pessoa essa família esse indivíduo a tomar atitudes com relação a ele próprio a família aos filhos muitas vezes contribuindo para que aquele alcoólico possa tomar uma atitude em relação à sua doença ou seja a família abandona facilitação essas atitudes de todas que eu falei elas acabam atuando como facilitadores para o bebê dele ela não percebe que aquela atitude dela justifica o bebê está vendo que o bebê ninguém merece né essa mulher então eu bebi pronta já tem um bom motivo que ele precisava quando você muda o comportamento ele pode até continuar mas aí não é por responsabilidade do comportamento quando a gente tá falando se percebem gente que a gente vai falando o tempo todo ela ele ela ele porque até nós profissionais ou vou falar de mim profissional é uma presença muito massive muito importante dos homens é enquanto doentes ea família enquanto mulheres porque sim são elas que assumem é o cuidado ainda que doentiamente assumir o cuidado o acompanhamento desses doentes né eu até estou muito feliz hoje é particularmente porque no meu trabalho que eu faço de prevenção de recaída ontem nós vemos alta para uma menina má fé uma um artigo de luxo nem os meninos o tempo todo compreende o período compreende o período e tal e tem alta e vão para os grupos nem se integram la no ar e etc e da consequente e as mulheres um mês dois de tratamento recai é 2 de tratamento recai então é uma luta sim pra que as mulheres cada vez mais buscam ao próprio crescimento entre o próprio despertar da sociedade não aceitando mais as diferenças que são impostas para nós mulheres vai fazer com que seja qualquer doença não só o alcoolismo mas qualquer patologia as mulheres vão ter coragem de ter de procurar o seu espaço de ajuda de tratamento etc então ontem foi uma coisa muito gostosa poder da alta uma garota jovem ainda com o filho já com nove anos tendo uma vida inteira pela frente já engajada no grupo de anônimo é muito satisfatório muito é muito bom né então é eu queria terminar falando também da importância de se usar tudo o que existe é os equipamentos públicos e sociais que se tem para buscar ajuda o alcoolismo é um problema de saúde não é um problema é de polícia não é antes de mais nada um problema de saúde mas que produz diversas dificuldades a violência o estupro uma série de coisas é importante até essa serenidade você ganha no grupo chegou a hora de eu tomar uma providência mais séria de buscar uma proteção eu pedi que esse indivíduo não se aproxime mais de mim até que ele é aceite o tratamento é preciso que eu vá buscar dentro da sociedade tudo isso compartilhar com vocês é uma foto permitida nesta até ali a frase que ele falou de uma família de verdade não é falta de internet uma família de verdade que eu tive o privilégio de acompanhar e ele freqüentando os grupos de apoio e ela também freqüentando um programa resgatar uma família que estava totalmente quebrada totalmente desfacelado e aí puder ué é retomar a vida deles eu eu pude ver essa família como chegou e agora como eles estão agora e me autorizaram sempre que tenho oportunidade eu compartilho com as pessoas essa fotografia muito obrigada [Aplausos] nós agradecemos as palavras da doutora e convidamos agora um familiar da de uma cólica boa tarde a todos sou ela não recuperação marido de uma mulher alcoólica muito obrigado por pelo convite por abrir um espaço para falar um pouquinho aqui gostei muito de ter vindo de vista das palestras anteriores os depoimentos anteriores identifico muito com eles né e um pouquinho da minha história começou a passar e nos telões né sim o alcoolismo é uma doença que vem chegando ela não se apresenta cheguei foi o cartãozinho e ele foi comendo pelas beiradas no começo era divertido esposa nunca será comigo ela começou a sair eu falei olha que legal né que bacana e daí eu comecei a perceber que algo estava errado porque eu julgava que eu bebia muito só que ela começou a vender mais que eu creio mas eu continuava naquele trem assim aquela coisa fora do controle quando percebeu comecei a negar também como minha esposa linda maravilhosa supermãe mega inteligente profissional em especial é raríssimo não não é possível que ela seja uma alcoólica eu vou dar um jeito né então o pensamento de muitos eu vou dar um jeito então controlá lo porque demorou mais 15 minutos para chegar porque eu já cheguei e já tá bebendo que está acontecendo aí ela ficou mais irritado ainda eu não tinha ferramentas não tinha informação então vejo downtown piorando muito indo junto com ela e quem ficou vendo tudo isso pra minha filha e até o momento ela foi internada não teve jeito não foi uma internação tranquila mas teve que ser quando ela foi internada eu já não existia mais ela não existe há mais nada a gente estava ali rolando em cima do alcoolismo e eu como dependente completa e total ele instalava mãos ea correndo e ela já não tinha mais percepção das coisas daí a minha sogra falou olha não foi internada numa quinta para sexta e sábado tinha uma sala nessa hora tem uma lona e nem que nem a familiar vamos lá num vamos qualquer lugar eu quero chinês resolveu não tinha inclusive chá café ela foi interessante entrar na sala não conhecia ninguém lá só com essas pessoas pelo primeiro nome é aquela coisa você é a pessoa mais importante aqui hoje todo mundo me recebeu todo mundo me acolheu todo mundo pergunta por que eu estava ali o que tinha acontecido cobra uma história e naquela altura já tinha falado com psicólogos médicos especialistas amigos parentes mundo inteiro e aí eu comecei a ver que tinha gente falava do mesmo jeito que eu porque ali não tinham médicos psicólogos engenheiros ou existiam pessoas com o problema do alcoolismo e só assim que as pessoas é é o que une e então o ala não foi essencial na minha vida eu não sei onde eu estaria não ser a minha família agora é eu me lembro que eu falava que o meu nome eu não tinha nem mas percebi que meu nome era marido da neta porque eu ligava né na clínica ou eu sou o marido precisa mandar os documentos a água psicólogo sim ela foi internada que o marido né não eu não tinha nem mais nome eu não existia era zero né e eu também pensei eu vou entrar aqui pra aprender a fazer é parar de beber é uma coisa mágica eu percebi que lá eu estava pra mim e que o programa é tão legal que eu estava lá por mim para ajudar os outros então eu comecei a perceber que o alcoolismo é uma doença que várias ações que ela tomou foram por conta do álcool o jeito que ela se transformou foi por causa do álcool comecei a entender tudo aquilo que eu comecei a perceber além do que aconteceu com ela comecei a finalmente percebeu que era avô dela um alcoólico durante 60 anos eu nem sei como foi possível tanto tempo que eu não percebia que a família não percebia amigos meus comecei a perceber falei caras estão passando bastante do remédio e foi assim de uma ajuda incrível mesmo eu voltei a ser eu e eu aprendi o que estava acontecendo com ela finalmente eu tinha ferramentas a informação é tão preciosa que é a informação ela voltou para casa ela não bebe mais eu também o bebo mais do que excelente depois de tudo que aconteceu falando com amigos meus eles ficaram tão impressionados com a minha história dois deles pararam também né um deles teve uma recaída recente mas eu acredito que vai continuar mas agora eu sei agora eu sei eu fico às vezes eu pego o folheto dólar não pára mostrar uma pessoa nova e falou olha aqui né tem informação e eu pensei se eu tivesse essa informação antes como teria sido a minha vida não sei ela foi como teve que ser né estamos sempre no lugar certo na hora certa e é isso com ela não aprende eu aprendi sobre o alcoolismo não pôde ajudar as pessoas a prestar serviço eu ajudei pessoas também fora do organismo em termos de uma colega de trabalho brigou com o namorado eu comecei a usar várias coisas do do programa para animá la e ela nem faz idéia do que seja não precisa saber no trabalho às vezes quando alguém perde qualquer falar de gente calma né mas dá pra fazer não está nem deu cartão só falta eu ficar tranquilo é isso o o 1 não adianta o código sozinho eu já vi pessoas que o código foi pro a o marido continua bebendo num não tem a gente tem que fazer um esforço conjunto e não ela não a gente aprende a fazer isso esse esforço conjunto aprender o que é o alcoolismo o que são os passos passam maravilhosas nem um programa que é é algo do lap dado durante décadas por tantas pessoas a gente viu aqui as estatísticas que trouxeram tantos tantos grupos tantas pessoas foram vamos melhorando aprimorando isso então é uma coisa incrível de uma coisa que eu sempre também gostei ela não foi a independência dos grupos anônimos não estamos aqui por nós quando a gente passa a sétima é pra gente nós estamos aqui por nós nós temos que construir isso nós mantemos isso que nós queremos manter isso porque nós queremos a operação e pra todo mundo que eu posso eu indico falo lá não vai resolver os problemas não sair informação você vai ter mas você vai ter que trabalhar um pouquinho nela também mas se ela não eu não sei o que aconteceu na minha vida me ajudou muito muito mesmo a minha mulher voltou à minha filha percebeu que ela tinha passado poder conversar direito com ela lembra que ela existia porque quando o alcoolismo estava instalado minha filha ficava só vêm dos países nó cruz pela casa e acho que muito obrigado é só porque há um aviso tem uma hrv preta com placa de minas em frente à loja de diamantes tintin the edge amante tintas que chama é se for de alguém é e então tá correndo o risco de estão pedindo para retirar ea gente chama novamente a autora já era [Aplausos] o microfone pois é eu acho que sim josué tá então a surgir num tribunal saiu logo me incomodo chutou por cima a mata é para fazer a interação onde há alguma interação joão vai tocar só encerramento bom pessoal boa tarde mais uma vez né é houve uma solicitação para que eu pudesse está a falar a vocês agora um pouco sobre a colcha de retalho né é eu particularmente conheci a coxa na convenção nacional em maceió um momento único que marcou profundamente a minha vida mas eu queria é falar um pouco dessa história a colcha de retalhos brasil a primeira vez que aconteceu a reunião temática colcha de retalhos tratando da mulher alcoólica em recuperação no brasil foi em 2012 em são paulo enquanto compartilharão experiências no evento feminino de a companheiros costuravam uma colcha com retalhos o que passou a ser a representação lúdica da dinâmica que aborda alcoolismo feminino em suas múltiplas facetas a experiência tomou força e repetiu se em vários grupos que se inspiravam no formato dinâmico e inovador adaptando os às suas próprias necessidades nesse mesmo ano a 18ª convenção nacional de adubo brasil em cuiabá incluiu na sua programação a colcha de retalhos e em 2016 onde estava a iniciativa se repete durante a 19ª convenção nacional de adubo brasil realizado em maceió alagoas não está escrito aqui mas eu vou falar naquela oportunidade nós tomamos a decisão de que a coxa poderia sair das paredes de uma convenção para um espaço maior não precisaríamos esperar mais seis anos para termos a colcha de retalhos no brasil daí o surgiu a proposta da colcha de retalhos que aconteceu o ano passado em são paulo e agora aqui em campinas mas voltando na convenção nacional en 4 em cuiabá onde a dinâmica colcha de retalho estava em andamento a coordenadora de literatura da ju na be enviou um bilhete guardado como relíquia história que uma relíquia histórica que sugeria a publicação de um livreto brasileiro com título colcha de retalhos a ser publicado pela jornada e com algumas histórias de recuperação de mulheres brasileiras e que hoje está em sua segunda edição a pena não ter ele aqui em mãos mas vocês vão tê lo né porque esse foi um momento muito marcante para nós né eu não estava ainda na junta era doutora sandra como presidente da junta mas a partir desse livreto muitas coisas tomaram uma outra formatação dentro da questão que envolve o alcoolismo feminino e da participação das mulheres na nossa irmandade em maceió na convenção em unidade com dezenas de mulheres como ele estava começamos a pensar no evento e aí surgiu em 2018 agora em 2019 agora em campinas realizamos a quarta colcha de retalhos brasil evento sobre alcoolismo feminino e recuperação em alcoólicos anônimos uma ação para celebrar a vida sobra divulgar o programa de a ea recuperação possível para a mulher alcoólica ditos essas palavras eu quero dizer para vocês que a coxa está estendida a partir desse momento ela já está estendida lá no clube andorinha e nós vamos estar esperando você você já tem em mãos a programação mas eu quero reforçar que a partir de hoje às 20 horas teremos a abertura depois um espaço às 20 20 com a mulher em alcoólicos anônimos pelo uma companheira da bahia e as 21 horas começa o momento festivo sim porque em a nós a pra aprendemos a aplaudi a celebrar a vida porque trocamos um projeto de morte por um projeto de vida então celebramos e encerramos o dia de hoje e amanhã a partir das 7 30 estaremos esperando a todos para a recepção e credenciamento muitos serão os temas alcoolismo feminino relacionamentos e sexualidade a madrinha mento uma questão de confiança multa embriagada vulnerável física mental e emocionalmente perdão culpa e reparação painel nacional de veteranas uma radiografia à mulher em a no brasil o acolhimento das mulheres que estão chegando em a a mulher alcoólica e os três delegados de a capacitação de servidores às minorias em alcoólicos anônimos o fundamental em ar um deus amantíssimo um só mundo um só há uma só linguagem do coração e voltamos a ter um outro momento artístico como a peça teatral no domingo nos reencontramos às 8 30 uma nova abertura depois teremos histórias de c&t ordem dirigida que é o comitê trabalhando com os outros a mulheres em alcoólicas em clínicas e presídios eventos internacionais uma história de espelhos reflexão alcoolismo feminino e recuperação e alcoólicos anônimos quero chamar a atenção para esse painel porque ele será composto por é é a custódio não alcoólicos que assumiram a presidência e os serviços em a está lá presente doutor viotti que foi o nosso primeiro custódio não o código de uma junta eleito no brasil doutor money fontes é o senhor fernando ribeiro souza que também foi o estúdio não alcoólico e eu estaremos fazendo esse painel né teremos também as custódias não alcoólicas de ar que também se farão presente né e às 12 15 a apresentação das comissões da quarta colcha de retalhos brasil ea transmissão da sede da 5ª colcha de retalhos brasil eu convido vocês realmente a estarem conosco né juntando os nossos retalhos construir nessa história a entrada é aberta a todos que desejam conhecer alcoólicos anônimos e desejam levar a mensagem então não é um evento fechado aos membros de a então todos aqueles que tenham interesse de participar há mas eu não fiz a minha inscrição ela está aberta né pode acontecer a partir de amanhã no clube andorinha e lá nós estaremos como falei anteriormente acolhendo através da construção da continuação dessa coxa é quando eu junto o meu retalho ao teu assim como eu uno o meu coração ao teu para que juntos possamos fazer esse a cada vez mais forte no brasil e no mundo eu gosto sempre de lembrar uma mensagem que uma vez eu ouvi que dizia assim em a deus esse poder superior amantíssimo pede o meu coração emprestado pra te ama e pede o coração da jô pra me amar e assim nós vamos criando essa rede verdadeiramente plena do amor de deus com muito carinho eu quero estender esse convite também aos familiares aqui presente ea todos aqueles como eu falei que desejam que nós possamos cada vez mais levar a mensagem de alcoólicos anônimos adiante e dizer aquele as alcoólico que sofre que existe ajuda e que existe esperança muito obrigado a câmara municipal de vereadores de campinas obrigado em nome de toda a comissão organizadora e muito obrigado pela presença de vocês e vamos continuar nessa caminhada amanhã estamos unindo os nossos retalhos na quarta colcha de retalhos brasil ou melhor ainda hoje à noite nos reencontramos um abraço a todos vocês obrigado agradecemos a presença de todos e as atividades da 4ª colcha de retalho continuar esta noite né como dito e se estende até o fim de semana encerramos então agora esta reunião informativa tenham todos uma boa tarde um bom fim de semana esse hábito de fazer se até lá só gente de boca