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[Música] Olá, minha gente. Começamos com mais um Se Liga na profissão e desta vez a gente vai falar sobre uma profissão que é primordial na vida do ser humano, dos grupos, da comunidade. E quem vai explicar pra gente um pouco dessa profissão que tem crescido cada vez mais é a professora D. Janete Lia Martins de Sá. Professora, essa é uma profissão que, graças a Deus não para nunca, né? Não, não para nunca. Revendo alguns documentos históricos, eu encontrei um folheto dizendo serviço social, profissão do futuro. Isso há alguns anos atrás, eu diria serviço social, uma profissão do passado, do presente e do futuro. extremamente necessária, mesmo que surjam outras profissões, ela continua sendo importante, porque o assistente social atua diretamente com a população em situação de vulnerabilidade, de injustiça social, de violência. E é o que a sociedade apresenta nos dias de hoje, sempre está apresentando. Ele é exprissional extremamente necessário para os dias atuais. Professora, quais são as principais características desse profissional? Qual perfil o aluno deve ter para ele ingressar nesse curso, exercer a profissão? Bom, uma identidade com a área de humanas, eh, sensibilidade em relação às expressões da questão social, não é, que são muitas. E você vai também eh requerer desse aluno uma leitura crítica da realidade, uma capacidade de relacionamento com as pessoas, de intervenção nas políticas públicas, de operacionalização dessas políticas públicas. Também eh se pede desse profissional que ele saiba trabalhar em equipe, né, interdisciplinar, enfim. Eh, é preciso alguém que tenha resiliência e uma identidade cada vez maior com o sujeito de direitos. Por quê? Ele vai atuar exatamente na operacionalização das políticas públicas que atendem aos direitos de cidadania, seja na área da saúde, da educação, da habitação, eh do transporte, do lazer, na área sociojurídica, que é uma área que tem crescido muito. Então você vai encontrar profissionais atuando no Ministério Público, no Tribunal de Justiça, no sistema penitenciário, em medidas socioeducativas. Também se pede do profissional que ele saiba redigir um parecer, um laudo. Isso é muito importante, não é? eh que ele participe de pesquisas, que ele seja um pesquisador, esteja sempre atento a às mudanças que ocorrem na sociedade, enfim, que ele também tenha uma capacidade de trabalhar em rede, mobilizando a, claro, atuando na rede socioassistencial, mas mobilizando a rede da saúde, rede da educação, rede da habitação. Isso é muito importante. A gente escuta muitas pessoas comentarem: "Olha, o assistente social da prefeitura de Cidade X, do hospital Y, não é apenas nesses locais que o assistente social vai trabalhar, né? O espaço de trabalho também é bastante abrangente, é muito amplo, é um leque de possibilidades. A área da saúde é que mais emprega assistentes sociais. E diga-se de passagem, nós temos hoje cerca de 250.000 e profissionais nativa. O Brasil só perde em número de assistentes sociais para os Estados Unidos e aproximadamente 190.000 estudantes. Então você vê que é um contingente imenso e há espaço, não é, para de trabalho eh para todos, não é? Então você vê que não é só na área sociociaassistencial da saúde. Nós temos assistentes sociais dando consultoria nas Forças Armadas, não é? na Marinha, na Abim. Então você vê aí uma possibilidade imensa, não é? E prefeituras, as prefeituras de municípios pequenos, porque com suas, não é? Nós temos aí os CR as CREAS na área da saúde, CAPS. Então você vê um uma abertura imensa aí de atuação para o profissional na área da educação básica agora, um concurso inclusive recente aqui em Campinas. eh, para psicólogos e assistentes sociais atuarem juntos, não é, nas escolas. Então, veja você que o leque é muito aberto, é muito grande. Tem uma curiosidade também, as pessoas já perguntaram o seguinte: para ser assistente social precisa ser mulher ou homem também pode entrar? Porque é uma área que a maioria das eh a maioria dos profissionais são mulheres, né? Perfeito, perfeito. 90% mulheres, mas temos homens também e excelentes profissionais. Há um campo aí aberto para os homens, não é? Mas historicamente é uma profissão e eh que se identifica com o feminino, não é? Com as mulheres. Sim, exatamente. Eu acho que tem muito a ver assim a a questão do cuidar, né, de dar essa atenção e isso envolve muito o lado feminino, né? Exato. Se bem que mudamos muito, não é? Esse cuidado que antigamente era visto como um assistencialismo, isso caiu por terra. Hoje você vê eh a pessoa o usuário como um sujeito de direitos que deve ter acesso às políticas públicas para que ele possa, né, eh, se empoderar até politicamente e ele tem que ser visto como um sujeito com dignidade, um cidadão, não é? uma pessoa que precisa crescer, caminhar com suas próprias pernas. Então, há todo um trabalho no sentido também da emancipação desse sujeito para que ele não fique eh eternamente na dependência de um de um trabalho assistencial ou programas assistenciais, não é? Mas para que ele cresça e eh tenha inclusão, né? Então, há essa eh possibilidade, essa perspectiva de incluir o cidadão no contexto, na sociedade e de maneira emancipatória. Professora, falando um pouquinho mais do curso, ele é um curso de quanto tempo de duração? O curso dura 4 anos. é um curso que tem estágio supervisionado desde o terceiro período. Eh, praticamente todos os estágios são remunerados, pouquíssimos não, não é? E esses estágios permitem um contato direto com a população, uma relação estreita entre teoria e prática, uma relação com a a comunidade, com a população. Nós temos eh eh os projetos também de curricularização da extensão, em que o aluno também presta serviços paraa comunidade, monitoria, iniciação científica. é um curso muito dinâmico, traz uma formação eh muito ampla além da da especificidade da profissão também um aspecto cultural muito amplo, porque o aluno vai ter acesso a à sociologia, economia, políticas política social, né, teoria do estado, eh direito, são disciplinas subsidiárias básicas, não é? para que ele tenha essa leitura de realidade, possa intervir de uma maneira eficiente, eficaz, efetiva. Professora, para quem se interessa em cursar, em se tornar um assistente social, quais são as principais dicas? Bom, nós temos aí, tem um dado também, corre pela Câmara dos Deputados um projeto de lei para o piso salarial, não é, que tá por volta de 5.500, esse é o básico. Temos também uma grande conquista de 30 horas semanais, uma grande conquista. Então, eu acho que se eh o telespectador se identificou com esse curso, deve realmente procurar, né, se inscrever no próximo vestibular. A PUC eh é considerada uma das melhores universidades aqui do país e o nosso curso recebeu nota cinco no ENAD, considerado, vamos colocar entre os oito melhores do Brasil. Então, vale a pena fazer serviço social, que é uma profissão que realiza muitíssimo, né, eh, as pessoas. Muito bem, professora, eu agradeço. Bom, agora a gente vai procurar entender na prática como é que funciona o dia a dia do profissional assistente social. [Música] Bom, então agora nós vamos entender como funciona o dia a dia do assistente social. Ao meu lado está a assistente social da PUC, Aline Barreto. Aline, conta pra gente qual é o dia a dia do seu trabalho, como funciona, como é sua rotina. O assistente social hospitalar, ele tem um papel muito importante na assistência ao paciente. Ele tá integrado junto à equipe multi, faz avaliação ali do paciente e ele integra o plano terapêutico, né? O médico desenvolve e define um plano terapêutico e o assistente social como membro da equipe multi também vai desenvolver e desenhar assim o projeto terapêutico dele frente aos cuidados com o paciente. Eh, tem um papel muito importante em olhar o paciente em sua totalidade, né? Então, frente ao diagnóstico que o paciente estiver enfrentando, a gente vai olhar pra dor social dele. O que que a gente pode contribuir tecnicamente na no tratamento do paciente para que ele possa viver esse momento com mais qualidade de vida? O paciente hospitalizado, ele tá num momento de muita fragilidade, né? Eh, é importante citar que o assistente social tem um papel na vida das pessoas, não só voltada pra questão socioeconômica. Esse é uma das situações, mas toda pessoa tem direito e o nosso acesso ao cidadão é voltado para garantia de acesso ao direito, especificamente pro paciente hospitalizado, ele tá num momento de fragilidade, um momento delicado, no sentido de que durante a internação ele perde um pouco direito a dignidade dele. Em que sentido? Ele tá despido de roupa, despido dos seus horários. Não é ele que define a rotina, não é ele que define o horário que ele vai tomar medicação, o horário que ele vai comer, o horário que ele vai tomar banho, porque isso ele entra na rotina hospitalar, isso tudo fragiliza ele. E uma coisa que fragiliza ainda mais é o contexto lá fora. A maioria dos pacientes que tão internado, maioria não, todos eles têm uma história de vida lá fora. Então, o papel do assistente social é fazer essa avaliação, olhar pro todo, pro contexto familiar, pro contexto, pra história de vida deste paciente e encontrar aí enquanto política pública, enquanto legislação, o que que ele tem de acesso neste momento que possa facilitar e ele possa estar mais doado para o tratamento, ter a atenção necessária para o tratamento e não ficar aqui hospitalizado enquanto ele vivencia um problema de saúde, preocupado com as situações que ele precisa resolver lá fora. Esse atendimento do assistente social hospitalar, ele vai durar enquanto o paciente está internado. Quando ele recebe alta, recebe alta também da assistência social ou não? Ele dura enquanto o paciente está internado. O assistente social tem um papel muito importante na alta. Por quê? a gente avalia o paciente a partir do momento que ele entra no hospital, faz essa avaliação do contexto, de tudo aquilo que a gente vai poder orientar enquanto direito para ele, né, viver esse momento de tratamento. E no momento da alta, o profissional assistente social tem um papel na organização deste processo. Aqui nós falamos de um serviço de alta complexidade, então eh são doenças graves, é um paciente da rede terciária. É, esse paciente normalmente ele sai demandando cuidado. Esse cuidado é organizado pelo serviço social em conjunto com a equipe multiprofissional. Mas quem faz a transição pra rede, quem avalia a rede de apoio familiar, eh, é tudo profissional do assistente social. A gente tem muitas situações que o paciente idoso, interna no nosso serviço, ele não tem uma rede de apoio ativa pela história de vida que ele tem aí no decorrer, às vezes perdeu o vínculo. Então a gente vai identificar quem são essas pessoas, qual as possibilidades pra gente tá aí restabelecendo esse vínculo. Tem situações que não é possível restabelecer por causa da história, que esse vínculo já se perdeu há muito tempo. Então, a gente vai precisar construir aí uma rede comunitária, seja com serviços disponíveis na rede, lá no território, de quem vai ofertar esse cuidado, ou seja, com a comunidade, amigos, quem esse paciente tiver. Então, na deshospitalização do paciente não tem um segmento do assistente social posterior. O que tem é a transição para outro serviço que o faça. Sobre o dia a dia do profissional, nós estamos aqui falando de um profissional que atua dentro de um hospital. Em outras instituições é parecido o trabalho. O trabalho do assistente social, ele sempre vai ser voltado pra garantia do acesso aos direitos, independente de onde ele estiver. Eh, avaliação social é um instrumental técnico que a gente usa independente do local que esteja e aí muda de acordo com o perfil de cada local. Ou seja, é uma área bastante ampla, né? Agora, a gente pode considerar que eh é uma área promissora, pensando pelo lado financeiro, né? As pessoas sempre que buscam uma profissão, elas querem saber do retorno financeiro. O que você diz sobre isso? é uma área que tem possibilidade sim de crescimento profissional, uma área promissora. A gente precisa estudar, precisa se especializar, né, para ter essas oportunidades. E eu gosto de falar muito que, acima de tudo, a tecnologia tá aí, a inteligência artificial, né? Mas eu falo que o serviço social, a atuação do assistente social não vai poder ser substituída por essa tecnologia porque é um atendimento de humano para humano e isso é insubstituível. Então, acredito que seja promissora sim também uma promissão do uma profissão do futuro, pensando que a gente olha para o ser humano e precisa tocá-lo enquanto o outro ser humano. A inteligência artificial não vai ser capaz de fazer isso. Ou seja, eu acho que é uma área, é uma função, além de ser super importante para a população, é gratificante para o profissional. Sim, sim. A gente aprende todos os dias com a nossa atuação. A gente atua muito em situações paciente em cuidado paliativo, paciente, situações que acompanha com a gente um tempo, evolui a óbito, a gente precisa acolher essa família, dar os devidos direcionamentos e a gente lida com pacientes com doenças muito graves, enfrentando isso no dia no seu dia a dia. Então a gente poder fazer a diferença na vida desses pacientes nos ensina todos os dias. Melhor a gente enquanto pessoa também, tá? Ótimo, Aline, muito obrigada. Espero que você tenha gostado também deste Se liga na profissão, falando sobre o profissional assistente social e continue com a gente para acompanhar outras profissões. Ciao [Música] [Música]