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Se Liga na Profissão | Revelador de fotos: a arte de transformar imagens em memórias
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Se Liga na Profissão | Revelador de fotos: a arte de transformar imagens em memórias

137 views Publicado 29/10/2025 HD · 13:07

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No quadro “Se Liga na Profissão” o convidado é Waldemar Mauro Neto, revelador de fotos com longa trajetória no setor fotográfico e profissional da tradicional empresa Bella Foto, referência em Campinas desde 1986. Com décadas de experiência, Waldemar compartilha a rotina, os desafios e a evolução de uma profissão que, mesmo com o avanço da tecnologia digital, continua preservando a magia da fotografia impressa e o valor da imagem como registro de histórias e emoções. 🎞️ A história da Bella Foto e o legado da revelação fotográfica Fundada há quase 40 anos, a Bella Foto se consolidou como um dos principais laboratórios fotográficos de Campinas. A empresa utiliza Minilabs Noritsu, reconhecidos internacionalmente pela precisão e qualidade, além de insumos Kodak e Fuji — marcas sinônimo de excelência em papel fotográfico e produtos químicos. A loja combina tradição e inovação, oferecendo quiosques Kodak de autoatendimento e um laboratório de padrão profissional, que atende tanto clientes finais quanto outros estabelecimentos parceiros e fotógrafos especializados. 💡 O que faz um revelador de fotos O revelador de fotos, também chamado de técnico de laboratório fotográfico, é o responsável por transformar negativos, filmes e arquivos digitais em imagens impressas de alta qualidade. É um trabalho que une técnica, precisão e sensibilidade estética. O profissional atua em dois grandes universos: o analógico, baseado em processos químicos, e o digital, voltado à edição e impressão de imagens por software. 📷 Na revelação analógica, o trabalho envolve: Operar câmaras escuras com técnicas químicas específicas. Preparar soluções de revelador, banho de interrupção e fixador. Processar filmes preto e branco e coloridos. Fazer ampliações fotográficas com controle manual de luz e tempo de exposição. Utilizar equipamentos para secagem, transporte e manutenção dos filmes. 💻 Na revelação digital, o foco é: Usar softwares de edição para correção de cor, contraste e brilho. Operar máquinas de impressão fotográfica de alta resolução. Trabalhar em gráficas rápidas, estúdios e laboratórios especializados. Garantir que o produto final mantenha fidelidade de cor e qualidade técnica. ⚙️ Ambiente e condições de trabalho O trabalho em laboratório analógico exige cuidados com produtos químicos e uso de equipamentos de proteção individual (EPIs), enquanto o ambiente digital é mais limpo, controlado e voltado à operação de sistemas e impressoras. Em ambos os casos, o revelador precisa de atenção aos detalhes e domínio técnico para evitar perdas de material e garantir resultados precisos. 🎓 Formação e habilidades necessárias Não é exigida formação universitária para atuar na área, mas há cursos livres de fotografia analógica, digital e tratamento de imagem que qualificam o profissional. As principais competências são: Conhecimento técnico em revelação química e digital. Atenção e precisão para corrigir defeitos em imagens. Sensibilidade artística para retoques e composições visuais. Capacidade de manutenção e calibração de equipamentos fotográficos. 💰 Mercado de trabalho e remuneração Com o avanço da fotografia digital, o mercado tradicional se tornou mais restrito, mas ainda há forte demanda em laboratórios especializados e estúdios de fotografia artística. A popularidade da estética vintage e a busca por registros físicos de momentos marcantes mantêm viva a profissão. Além disso, o crescimento do e-commerce e das redes sociais impulsiona o mercado de tratamento e impressão digital de imagens. Os salários variam conforme a experiência e o porte do laboratório, mas a valorização do trabalho manual e a personalização do atendimento garantem boas oportunidades a quem se especializa. 🚀 O futuro da profissão Mesmo com o avanço da inteligência artificial, o olhar humano continua indispensável. A tecnologia pode auxiliar no tratamento de imagem e automação de processos, mas não substitui o senso estético, a delicadeza e o toque pessoal do profissional que entende o valor emocional de uma fotografia. 📺 Assista ao quadro completo e descubra: Como é o dia a dia de um revelador de fotos. A diferença entre revelação analógica e digital. Como funciona um minilab profissional. Quais as tendências e oportunidades da fotografia impressa. E o que mantém viva a paixão por transformar imagens em memórias eternas. ✨ “Se Liga na Profissão” é o quadro da TV Câmara Campinas que mostra o dia a dia de quem faz a diferença no mercado de trabalho, revelando histórias, talentos e o valor das profissões que unem tradição e inovação. Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

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[música] Olá, minha gente. Começando mais um Se Liga na profissão. E essa é bem diferente, viu? Muito antes de você aí da tela fazer assim com o celular, uma super foto e postar no seu Instagram, por exemplo, a gente precisava de um profissional diferenciado, o revelador de fotos, como está aqui do meu lado, Valdemar Neto. Valdemar, essa profissão faz parte da sua vida inteira, né? Mais do que a vida inteira, né? Já vem lá de trás, né? É uma paixão, né? E sim, eh, eu carrego isso assim com não como profissão, mas com prazer mesmo, né? Uma coisa gostosa ser feito. Tanto que antes de ter loja, comércio, já era fotógrafo. Desde pequenininho eu já fotografava, já vem dos meus avós, bisavós, [música] né? É uma coisa muito prazerosa mesmo. E o curioso do revelador de fotos é que ele passou por períodos diferentes, né, durante a profissão. Lá [música] atrás o revelador de fotos tinha aquele trabalho mais analógico, né? Era um processo, acho que diferente, talvez um pouco mais difícil. Você diria que ele era mais difícil [música] antes do que hoje ou não? Eh, sim, sim. revelava-se bem menos e no começo, mas isso nem década de [música] 70, isso é coisa muito antiga, usava seus processo é o mesmo, mas com cestos, coisas desse tipo, né? Por sorte, logo vieram as reveladoras grandes, né? Ampliadores, que então já trabalhava assim papéis de rolo e depois começaram a aparecer os minilabs na década de 80, né? Uhum. E eles estão aqui até hoje. Aí quando o digital apareceu, melhorou mais ainda, né? Porque manteve-se a parte da impressão que não mudou nada, [música] mas a a parte de de imprimir mesmo melhorou por causa do do da impressão [música] a laser, né? Aí o processo continua mesmo, né? E aí assim, quando que o senhor percebeu [música] que queria trabalhar com fotografia, que queria eh revelar fotos, porque tem uma curiosidade, as pessoas falam muito do produto químico que se usava antigamente, [música] né? Para revelar uma foto precisava ter ali uma sala escura. Sim, a sala escura na hora de imprimir na imagem, no papel, mas depois na hora de passar na química, já avançando pras processadoras, né, já não havia necessidade da sala escura. A sala escura é realmente coisa bem antiga, né? Eh, eu cheguei a pegar para fotos grandes, para fotos de casamento, né? A gente até tinha um laboratório assim, mas ou pro amador mesmo, os minilabs [música] trouxeram assim a facilidade de poder imprimir com a parte de cá, né? Eh, já projetando no papel e o papel dando prosseguimento sem precisar ser uma câmera escura nem nada, né? Ah, e isso trouxe muito avanço, né? Pois a tecnologia trouxe então, né, esses avanços, mas por outro lado ainda tem muita gente que que sente saudades, que gosta de fazer, por exemplo, aquelas fotos mais caseiras, como era feito antigamente, já não liga tanto pro celular, né? Acho que é muito do da profissão mesmo, né? Perceber melhor até para mexer na câmera, depois fazer o processo de revelação. Isso ainda acontece com o senhor? bastante, porque [música] as pessoas tão tão eh reativando as máquinas de de negativo e é um negócio que ninguém tava esperando. Ah, eles estão indo atrás de máquinas assim de negativo para poder usar os os recursos, né? Abertura, velocidade, o filme que compra já vem com ISO. Então tem aumentado e a gente inclusive revela filme aqui, né? Sim. Eh, eu mantive ela ligada e agora mais do que nunca assim no balcão, a garotada, ele chama de vintage, né? Para mim não tem nada de vintage, né? E a gente mantém revelando e os filmes revelados a gente escaneia no scanner próprio para ampliar, né, no minilab. E com os avanços tecnológicos, essa área também enfrentou mudanças. Muito legal isso, porque o povo tá percebendo a a o que eles andaram perdendo nesses últimos 10, 13 anos, né, com esse avanço aí do celular que é excelente, permite [música] fotos ótimas, mas trouxe uma uma perda muito significativa, porque tem pessoas perdendo aí anos de fotografia porque tão deixando na nuvem em notebook que são roubados, HD que pifa. É, então agora que tá caindo a ficha de muita gente e eles estão percebendo a importância de colocar pelo menos de cada evento um pouquinho que seja no papel fotográfico. Então a gente percebe agora um aumento, um retorno ah das pessoas voltando a ampliar, só que usando tecnologia. Hoje você não precisa vir com o filminho, a não ser aqueles os nostálgicos que trazem o filme na loja, né? Mas as pessoas, os arquivos digitais manda para nós pelo sistema de envio, chega para nós, a gente avisa que tá tudo OK, avisa assim que fica pronto, que é rapidinho, né, com a das máquinas, e a pessoa recebe em casa pelo correio, manda um Uber ou vem retirar na loja, né? Então elas estão vendo essa essa mudança e voltando como era antigamente. Então isso tá tá me dando um prazer de novo. Eu andava triste, né, de ver as pessoas deixando cada vez mais, mas agora eu percebo que tá começando a voltar. Isso é muito bacana, né? Quais foram as principais mudanças na sua profissão de de revelador fotográfico até como comerciante, né? A loja já existe há quase 40 anos, então assim, é muito tempo trabalhando com fotografia. O senhor viveu várias fases, né? Quais foram as principais [música] mudanças na sua carreira? A principal mesmo seria, a gente teve toda a fase do crescimento, né, em algumas décadas, mas em 2012, 2013, aí quando embora quando começou o digital houve um boom muito grande com as maquininhas, a Sony, né, muita gente adquirindo, mas aí com o celular indo pra nuvem ou salvando em HD, aí de repente quando as pessoas começaram em vez de fotografar É, antigamente um filme de 36, viajava com dois, três, né, filmes. Aí veio a maquininha digital, começaram a tirar 50, 100, ampliavam tudo, eram pilhas e pilhas. Aí progrediu ainda mais ainda, foi pro celular, começaram as nuvens, começou a viajar tirando 400, 600, 1000, chega em casa, ai eu separo. E nunca separava as fotos. Então aí começou realmente a queda. A Campinas, que era o centro de referência de revelação, né? Chegou a ter mais de 100, 120 [música] minilabs, como essas aqui ampliando, não eram a laser ainda. Eh, de repente o declínio grande da da da parte de revelação de foto, né? Então isso para mim foi muito triste, porque vendo os outros fecharem as lojas, eu fechando as lojas, né? concentrando tudo nessa. [música] Eh, então, para quem tem essa paixão assim no sangue, né, é muito triste mesmo. Mas agora eu fiz bem e em manter, né, eh, minha vida e agora eu tô percebendo assim esse retorno gradativo, né, [música] indo voltando. E você sente que é uma profissão que ela está acabando, está entrando em extinção ou agora com essa situação aí que o senhor comentou, pode ser que ela tenha uma retomada no mercado? Eu vejo que os que ficaram se mantém retomada. Acho difícil. O, eu vou, a gente vai ter que aguardar alguns anos para ver se realmente [música] o povo volta a a imprimir num volume que justifique [música] realmente lojas de foto, coisas desse tipo, né? Então é difícil prever. Ah, eu acho que vão se [música] manter as que ainda estão abertas. Campinas, nós estamos acho que em dois só em loja de rua e laboratório de coleta também devem existir ainda uns dois aqui na região que faz todo o apanho porque Campinas sempre foi o centro, né? Ah, laboratórios antigos como referência antes de eu ter loja Seatsugo, que era uma referência do interior, né? E outras também. Eh, ele inclusive aí o pessoal foi migrando paraa ótica, as lojas de foto, ótica e foto, depo agora só ótica, né? [música] Eu mantive ali firme, né? A parte de foto. Então, eu acredito que nos próximos anos a gente vai ver se realmente continua aumentando. Daqui a pouco pode até aparecer um ou outro ainda arriscando [música] nesse mercado. É mais para quem já tá, você já tem os equipamentos, coisas assim, né? durante esse seu tempo de trabalho, o que que o que o senhor julga como prós e contra do trabalho do revelador? Pró e contras. É, quais Quais são as [música] Qual a melhor parte e qual a parte mais difícil? difícil foi se manter, mas eu como já tinha muito volume por causa de coleta, laboratório central, várias lojas, então o que eu fiz foi trazendo para cá, né? Então essa é a dificuldade, foi se adequar a essa essa nova realidade, [música] mas na parte de equipamentos não. Agora próx muitos, né? Porque a gente trabalha com uma coisa muito bonita, né? que é a parte assim de emoções das pessoas. Qualquer fotografia, qualquer imagem, ela tem um valor assim inestimável para as pessoas. Ah, quando você pega fotos de nascimento, união das pessoas, de viagem, né? Então, eh, você vê saindo, entregando paraas pessoas, né? Não tem aquele gostinho de levava o filme, né? a pessoa não via hora de voltar para pegar e poder olhar. Então, a pessoa já sabe o que tá enviando. [música] Mas mesmo assim, eh, ainda é gratificante na hora que elas pegam elas olhando e já você vê despertar o sorriso. Isso não, não, não, não, não perdeu. Então, eh, desde que foto é foto, lá trás, quando inventaram que tinha que fazer uma por uma no ampliador, isso aí não mudou nada mesmo, né? o prazer de receber uma foto na mão. É verdade, né? Assim, a gente que trabalha com imagem, a gente sabe, né, o quanto isso [música] revela a memória que a gente viveu naquele momento, né? Então, acho que por isso que a foto é tão importante, é porque você congela uma emoção. Exato. Então, com uma fotografia na mão [música] de um bebê recém-nascido, dos teus filhos, você vê eles crescendo, etapas, isso não tem preço, né? É uma coisa muito linda. Ah, e você colocar no papel e poder depois ficar com calma. Até quando veio o vídeo, né, lá atrás. Nossa, isso vai acabar com fotografia. Zero. E o digital deu essa guinada para baixo, mas [música] não acabou. E agora dá sinais aí, tá recuperando, né? Isso que é gostoso de ver. Muito bem, Valdemar. Eu agradeço por o senhor me receber aqui na sua loja, contar um pouquinho da sua profissão. Muito obrigada. Nada. Agradeço você também que nos acompanhou pelas telas. Quem sabe se você revelou alguma foto muito importante para você, manda pra gente. A gente vai adorar rever esse momento com você. [música] Ciao [música] [música] [música] [música]
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