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Se Liga na Profissão | A arte do tempo: a profissão de relojoeiro
Em destaque · HD Vídeo · SE LIGA NA PROFISSÃO

Se Liga na Profissão | A arte do tempo: a profissão de relojoeiro

346 views Publicado 14/10/2025 HD · 16:19

Descrição do vídeo

No quadro Se Liga na Profissão, conheça o universo fascinante da relojoaria, uma das carreiras mais minuciosas e admiradas do mundo. A profissão de relojoeiro envolve técnica, paciência e precisão — qualidades indispensáveis para quem trabalha com o tempo em suas mãos. O relojoeiro é o responsável por fabricar, reparar e manter relógios, desde os modelos mecânicos tradicionais até os mais modernos e tecnológicos. O ofício exige habilidade manual e atenção aos detalhes, já que cada engrenagem, mola ou ponteiro precisa funcionar em perfeita harmonia para marcar o tempo com exatidão. ⌚ O que faz um relojoeiro? O trabalho desse profissional vai muito além do conserto. Ele realiza reparos e manutenções completas, desmontando e limpando mecanismos delicados, aplicando lubrificantes específicos e remontando cada peça com cuidado cirúrgico. Muitos também se dedicam à fabricação artesanal, criando relógios únicos que unem design e tradição. Outros se especializam em restauração de relógios antigos, preservando a história e o valor sentimental de peças raras. Parte essencial do ofício é a calibração e o teste de precisão, garantindo que cada relógio funcione com pontualidade absoluta. O relojoeiro também precisa dominar os diferentes tipos de mecanismos — desde os relógios mecânicos manuais e automáticos, até os modelos a quartzo e os que utilizam tecnologias híbridas. 🔩 Habilidades e qualidades essenciais A profissão requer um perfil paciente e detalhista. Trabalhar com peças minúsculas e mecanismos complexos exige concentração total e coordenação motora fina. Além disso, é fundamental ter conhecimento técnico sobre sistemas mecânicos e eletrônicos, já que a relojoaria moderna une tradição artesanal e inovação tecnológica. 🧭 Como iniciar na profissão Quem deseja seguir carreira pode começar com cursos técnicos ou formações especializadas que ensinam desde conceitos básicos até técnicas avançadas. Há escolas reconhecidas internacionalmente, como o WOSTEP (Watchmakers of Switzerland Training and Educational Program), que formam profissionais para atuar em nível global. A prática constante também é indispensável — desmontar, montar e testar mecanismos é o melhor caminho para desenvolver a precisão e o domínio necessários. 💼 Mercado de trabalho e oportunidades Mesmo com o avanço dos relógios digitais e smartwatches, o relojoeiro segue sendo um profissional altamente valorizado. O mercado mantém demanda constante por especialistas capazes de restaurar e conservar relógios mecânicos e de luxo. As oportunidades vão desde o trabalho em joalherias e oficinas especializadas, até atuações em laboratórios industriais e fábricas de relojoaria, ou mesmo carreiras autônomas, prestando serviços personalizados. 🕰️ A relojoaria é mais que uma profissão — é uma arte que atravessa gerações, combinando precisão técnica e sensibilidade estética. Cada relógio restaurado ou criado é um testemunho do cuidado humano em medir o tempo e preservar sua passagem. Assista ao vídeo completo e descubra tudo sobre essa profissão que une engenharia, arte e tradição. Saiba como se tornar um relojoeiro, quais são os caminhos de formação e por que essa carreira continua encantando o mundo há séculos. Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

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Olá, [Música] [Aplausos] [Música] minha gente. Começando mais um Se Liga na profissão. E esse tá um pouco diferente, né? Vocês estão vendo que eu tô subindo uma escada juntamente com o relojoeiro, porque a profissão de hoje é o se liga na profissão relojoeiro. Ele vai contar como é que ele cuida. do relógio mais importante da cidade de Campinas, o relógio da catedral. Vamos lá, Wagner. Então, aqui já começa a primeira parte do relógio, né? Que parte que é essa? Aqui é a casa do peso. O peso é o que faz o funcionamento do relógio. Esse relógio que nós vamos ver ele lá agora é um carrilhão, né? Eh, datado aí mais ou menos no meio do século XVI. já tem seus mais de 250 anos esse relógio. Aqui nós temos o peso, né, que é o que faz o funcionamento do carrilhão, que é o que quando dá as horas e cada 15 minutos o sino bate, né? Esse é um dos pesos do carrilhão. Legal. E você comentou também, Wagner, que existe uma possibilidade desse relógio ser mais antigo que a catedral. É isso. Sim. Nós não temos na platina desse relógio lá na uma marcação específica. Nós não temos datas lá marcado, mas é possível que ele seja mais antigo que a catedral. Esse relógio que nós vamos ver ele lá em cima agora. E aí, como é que o relógio entrou na sua vida, né? Como é que você decidiu se tornar relojoeiro? Eu com 8 anos de idade eu tive o privilégio de entrar trabalhar. Eu conheci um conhecia um vizinho, joeiro, né? Eu comecei a trabalhar com ele pivotando eixinho de despertador, que naquela época era muito comum, usava aqueles despertadores mecânicos, né? Então, pivotando eixinho. E aí comecei a trabalhar com essa pessoa, né? e trabalhei anos com ela. É através dessa pessoa que eu tive a oportunidade de ir para fora e estudar fora a relojaria. Você é formado na Suíça? Na Suíça. Relogaria em nanomecânica. Que legal. E como é que você sente essa profissão hoje? Você acha que é uma das profissões que está acabando ou que tá já meio que entrando em extinção, né? Não sei se a gente pode falar assim, mas já não vemos tantos relojiros como antigamente. Nós podemos dizer que essa parte onde eu trabalho dos relógios mecânicos, ela tá praticamente extinta, né? Já quase não tem mais. Se a gente rodar o Brasil inteiro, poucos lugares nós vamos achar o relojiro mecânico. Hoje se vê muito esses relógios moderno, digital, entrou na moda agora os smarts, né? Mas a área mecânica, tanto de bolso quanto de pedestal, eh, carrilhão igual esse que nós vamos ver agora, que são os relógios de campanário, já quase não tem mais e profissional que atua nessa área. Bom, aí fica uma expectativa pro público, né? Como ficaremos daqui alguns anos, daqui uns 20 anos, talvez, sem esses relojoeiros. Nós não vamos ter profissionais mais que porque a juventude dos jovens de hoje não se interessa para ver até mais ou menos o início dos anos 80 acho que até 85 o Senai tinha um curso de relojiro, se ensinava, né, trabalhar com relógio, não existe mais, né? Ah, aqui no Brasil nós tínhamos em São Paulo uma escola que era do Dimas Melo Pimenta, né, que também tinha o curso de relo também não existe mais. Então, quer dizer, acabou a área mecânica, realmente nós não temos mais. E aí esses relógios, tipo esse aqui da catedral, pode ser então que ele permaneça no espaço onde ele está, mas como um enfeite. Não vai ter mais o mesmo funcionamento. Enfeito. A hora que sumir os relojoeiros, acabar, não vai ter mais quem. A Campinas, eu acho que nessa área a gente conta com uns três ou quatro relojoeiros só, né? E alguns aí já aposentou, outros estão com problema de saúde também não estão trabalhando mais, né? É eu e algum outro que tá trabalhando com isso aí. Bom, então vamos lá conhecer o famoso relógio da catedral. [Música] Chegamos. É uma máquina e tanto, né? Isso é uma máquina, né? É um, não posso dizer que é o maior, mas é um do dos mecanismos maior de de relógio de campanário. Uhum. Eh, tá. E não tá montado todo ele ainda, né? Mas já foi feito toda a parte da limpeza, alguma coisa que tinha que ser feito de usinagem, né? Eh, algumas peças já foram substituídas ao longo dos anos, né? né? Por exemplo, isso aqui foi substituído em 24/4/ 1959. Caramba, né? E aí, por exemplo, uma peça como essa que precisou em algum momento ser substituída nesse momento, né? Nós estamos falando de 1959, era fácil encontrar essas peças aqui no Brasil ou precisava buscar fora? Não, nem buscar fora. Sempre precisou. Se tivesse, por exemplo, um uma peça danificada, uma roda danificada, o embuxamento todo de bronze, tudo isso aí retira para o relógio, desmonta, retira a peça e manda para um centro de usinagem para ser feito. Não tem, não existe mais peça de reposição. Na verdade, desde a sua época de construção já quase não existe. Então, tem que se usinar a peça, porque é muito específico, né? Acho que cada um tem uma estrutura diferente. É isso. É, são várias estruturas. Por exemplo, se pegar esse relógio aqui, ele tem um mecanismo preciso dele para ele. Uhum. Né? A a quantidade de dentes de engrenagem e tudo isso aí para ele, tá? E aí, assim, a sua formação, eu gostaria que você falasse um pouquinho, Wagner, porque ela foi bem específica, né? você se voltou realmente para essa parte de relógios. É porque na na na época que eu me interessei por isso, eh, existia muitos relógios mecânicos, mas eu não sei, foi meio que, como eu vou te explicar, foi algo que surgiu, né? E aí veio as oportunidades, eu me agarrei a elas, né? Fui para fora, estudei lá fora, tive uma formação um pouco diferente de muitos relojiros que nós temos aqui na na região. Uhum. Né? Eh, para mim morar lá fora e estudar isso aqui foi muito prazeroso, né? Aprendi muito e tô aí nessa profissão já 35 anos. E aí, assim, eu imagino que o público de casa fica muito interessado em saber o que se aprende no curso, como você fez, né? você fez na Suíça, o que você aprendeu? Quais eram as disciplinas? Quais eram as atividades que você fazia ali no dia a dia até se formar? É, lá nós temos todo um trabalho desde da parte eh teórica, né, que é uma parte de engenharia, né, da usinagem, né? Por exemplo, o camarada que vai lá para poder estudar a arte da relojaria, ele tem que aprender a fazer uma peça, ele tem que estudar a usinagem, ele tem que estudar a parte da engenharia mecânica, que consiste em quê? Eh, no trabalho da dentição, na contagem dos dentes, né? Todo o trabalho de manufatura do relógio. Uhum. E assim, quando vocês saem de lá, eh, dá para aproveitar, por exemplo, você até comentou no início da nossa conversa, né, que essa profissão ela já está entrando em extinção. Você consegue aproveitar o seu curso, a sua formação, a sua expertise em outras áreas? Em outras áreas eu acho que não. Por exemplo, se eu participo uma área que não fosse da relojaria, não, para mim a formação que eu tive não tem não tem muito êxito. É específico voltado para isso, para todo tipo de relógio mecânico, né? Uhum. Desde do relógio de parede, desde o carrilhão de pedestal, o relógio de campanário, tudo isso aí. Mas para uma outra área não tem especificação, não serviria. E quando a gente fala de de relógios, né, fala da profissão do relojoeiro e fala de relógios tão importantes, né, para cidades como como Campinas, por exemplo, que é o relógio da catedral, como é que você imagina o futuro desses objetos? Eu para ser sincero, não vejo um futuro assim bem com muito êxito, porque eh não existe mais formação, né? Não tem quase mais relojo porque os que aprenderam se foram, que é uma profissão antiga, né? Eh, eu acredito que mais aí uns 10, 20 anos nós não vamos ter profissionais que trabalhe com isso, que cuide dessa área, né? É uma pena porque se a gente for pegar o acervo existente, né, de relógio de campanário, por exemplo, Campinas, a gente consegue contar os relógios de campanário que nós temos. Por exemplo, um a escola Carlos Gomes, que tá abandonado o relógio há décadas, né? Tá lá eh a estação, a igreja da vila industrial. Quer dizer, nós temos aí, eu acho que uns cinco ou seis lojas na cidade de Campinas que vai ficar aí sem sem manutenção. Virou um enfeite. Virou um enfeite. E também hoje já virou moda, por exemplo, não a moda, mas a a a as igrejas, eh os locais onde tem esse tipo de relógio, estão procurando se adequar. Hoje, eh, existe já um sistema totalmente digital, é um relógio digital que se coloca lá na frente, a pessoa, né, eh, já tem música, tem todo um aparato, mas é tudo eletrônico. É o que eles estão fazendo, substituindo o mecânico, o antigo pelo moderno. A verdade é essa. deixa o relógio, né, com aquela cara de de relógio antigo, mas com as novas tecnologias. Exatamente. É, é o que eu acho que tira um pouco daquela coisa da da antiguidade, né? Nem, por exemplo, esse relógio aqui, nós não podemos mexer nem na estrutura dele. Isso aqui é um patrimônio tombado. Essa caixa de madeira, nós não podemos mexer, nós não podemos tirar nada. Tudo aqui existe uma autorização para fazer. Até o conserto do relógio precisou de uma autorização de um órgão que cuida do relógio, né, que é o condepat, né, para poder fazer a a manutenção do relógio. E aí, esse relógio, atualmente, ele está em manutenção? Ainda tem alguma coisa a ser feita ou não? Já está funcionando? Sim. Não, ainda não tá pronto. Nós temos algumas coisas para terminar na parte do relógio, né? E esse relógio, com o passar dos anos, ele foi eh mudado algumas coisas, porque existe uma antigamente existe uma manivela que se encaixava aqui, onde uma pessoa vinha, né, subia os pesos, ou seja, dava a corda, como a gente costuma falar, né, para que se funcione o relógio. Depois disso foi adaptado esses motores, né, porque era difícil para uma pessoa vir aqui e subir tudo na mão. Tinha que comer muito feijão, né? Muito feijão. Esse relógio aqui, mecanicamente, ele tem autonomia de peso para funcionar 28 dias. 28 dias direto, sem precisar de nenhuma manutenção. Sim, sem precisar de nenhuma manutenção. Ao final dos 28 dias, uma pessoa vinha, dava corda, lá na frente tinha uma chave, né, que é uma borboleta, onde soltava aquilo lá para destravar o relógio, porque conforme ele ia funcionando o mês inteiro, ele travava para não ter nenhum problema. Uhum. Tá. E agora com essas mudanças, né, que com com essas reformas que vocês estão fazendo, quais as mudanças esse relógio vai ter? É, ele vai existir uma mudança eh visual aqui, né? Vai ser colocado que futuramente vai ser feito uma caixa de vidro acrílico, porque a intenção é abrir a visitação ao público para poder subir até o ponto do sino. Uhum. Né? vão subir por essa escada aqui até o ponto do cío e quando passarem por aqui poder ver o relógio, tá? Então, e a outra modificação que vai ser feita, vai ser feita uma modificação que eu tô esperando agora o pessoal da automação fazer, que é a da parte elétrica do motor. Uhum. Né? Por exemplo, isso aqui vai deixar de existir, vai ser todo feito de outro sistema. Não, os cabos permanecem, mas a a parte elétrica, tudo isso aí vai ser feito de uma outra forma. de forma digital, possivelmente, possivelmente vai ser feito um painel lá, vai trocar o painel que tá, vai ser tudo um sinal digital, peso sobe, desce, aciona com timer, ser tudo assim, tudo moderno. É, vem a modernidade, mas fica ali um pouco da da saudade, porque é um objeto que faz parte da história, né? Que faz parte da história, né? para ver. Já pensou um mecanismo desse aí funcionando aí 250 anos, né? É muita coisa, né? Conseguimos assim marginal 250 anos, isso aí tá aí. Se fosse um desses de hoje moderno, não vai. Ah, já teria virado descarte, né? E aí o que é legal a gente pensar também é nas pessoas, né, que movimentaram esse relógio em 250 anos. Imagina quantos relojiros tiveram acesso a esse relógio. Sim. Hoje a igreja tem uma cobrança, né? Por exemplo, a população cobra, vive ligando aí na redação dos jornais, né? Para poder o relógio não tá funcionando, a gente não ouve o sino bater, principalmente os senhores e senhoras que moram aqui na na região, né? É o que eles estão sempre aí batendo na tecla. Sim. Faz parte da vida das pessoas, né? Parte da vida das pessoas. Wagner, muito obrigada por você compartilhar comigo sua experiência, sua profissão e esse relógio tão importante pra cidade de Campinas. Campinas. Isso aí. Obrigada a você que nos acompanhou pelas telas e fica aí até o próximo. Se liga na profissão. Aqui foi relojoeiro. [Música] [Aplausos] [Música]
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