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Você [Música] [Aplausos] [Música] [Aplausos] [Música] já se imaginou trabalhando com animal, mas de uma forma diferente, mais voltada pra ciência e educação? No se liga na profissão de hoje. Você vai aprender o que faz um profissional da taxidermia. E para começar, eu estou ao lado do Paulo, que é docente e profissional da área há muitos anos. Para eh Paulo, o que que faz um taxidermista? Bom, um taxidermista ele é responsável pela preparação e preservação de pele de animais que morrem esporadicamente ou encontrados mortos ou em zoológicos. E eles servem para conservação também. Sim, ele serve, ele prepara e conserva o material em questão, né? Inclusive, para quem eh vem aqui, visita o Museu de Biologia da Unicamp, grande parte do material ali dos animais taxidermizados é é obra sua? Sim, a grande maioria que tá ali. Eu tô aqui desde 83, mas assim, tenho 43 anos de casa, né? Mas na verdade nessa área eu tô há uns 38 anos. Como que funciona isso, Paulo? Como que você começou nessa área profissionalmente? Porque você vê, é normal, né? Muito comum a gente que tá em casa ou visita museus, eh, laboratórios de ciência, ver esses animais empalhados, até mesmo em escolas. Eu tive isso na minha escola que eu estudei nos laboratórios de ciência. Como que é feito esse trabalho? você já pega o animal ali que foi morto. Vamos, vamos desvendar alguns mitos aí da dessa questão da área. Sim. Bom, na verdade, eh pode acontecer de várias formas. O material tá chegando até a mim. Então, por exemplo, na maioria das vezes, eu recebo um material daqui mesmo, da de dentro da Unicamp, os bichos que são coletados aqui dentro. Ou pode tá vindo de zoológicos, ou pode tá vindo de alguém que tá vindo numa estrada, encontrou o bicho e e coleta ele traz traz para mim, porque ele conhece esse setor, né? Normalmente esses animais eles são mortos por acidentes e causas naturais. Sim, na maioria das vezes, ultimamente tem chegado muito bicho com um acidente, né, de carro ou às vezes eletricados. E como consiste esse trabalho? Você pega o animal e já começa a fazer ou tem aquele processo? Como que o profissional tem que agir nesse processo? Tem que pôr numa geladeira? Na verdade, isso aí vai eh tá relacionado com o tempo do taxidermista, né? Por exemplo, se chega um material no meio do dia para mim, não tenho como mexer nele. Então, por exemplo, eu vou fazer o processo, né, de preservação, que é enrolar ele no jornal, colocar ele dentro de um saco plástico e congelar. Uhum. Aí, num tempo hábil, eu vou descongelar, vou tirar ele um dia antes do freezer para ele ir descongelando gradativamente à noite e no outro dia eu começo o processo da taxidermia. E como que você descobriu esse processo e essa profissão de taxidermista? Ah, eu descobri, abrindo a porta, vim trazer um um envelope para uma pessoa que tava aqui antes, que era o seu correia, e ele tava virando a uma saíra sete cores aqui do outro lado da bancada. Aqui no corredor era cheio de animais taxidermizados em vitrine. Uhum. De de toda a parte do mundo aí, África. Eh, a Europa aqui mesmo da nossa fauna tinha muita muitas peças. E mas o que mais me chamou atenção nesse nesse nessa área eh foi ver ele tirar a pele, ele tirando a pele. A hora que eu abri a porta, eu me deparei com ele virando a passarinho estava com a pele do avesso. Uhum. Aquilo me chamou atenção. Ah, não, eu não tinha tanto interesse em saber, em conhecer, em saber dos bichos que estavam no corredor, mas de conhecer os espês aqui da nossa fauna, principalmente. E aí quando eu abri essa porta, que eu me deparei com ele, é, com a pele virada, eu queria entender o que que estava acontecendo ali, porque estava virado aquela pele do avesso e as penas não caía nenhuma. Ali eu comecei pegar paixão pela taxidermia. Então tem que ter uma habilidade, uma outra curiosidade com relação ao profissional, que muita gente deve ter também. O animal ele vem, por exemplo, atropelado ou por morte natural. Se o taxidermista, o profissional nunca viu aquela aquela espécie eh olho a olho mesmo realista, algum animal que veio da África de repente ou de outro continente, é como que o taxidermista profissional tem que lidar com a forma para deixar ali aquela peça o mais real, mais realista possível. Ah, ele tem que ter um contato com a natureza, né? tá, tá sempre observando o bicho se ele já tem aquilo incrustado nele. Então, qualquer movimento diferente ao lado dele, ele vai tá prestando atenção e ser cuidadoso na hora de est tirando a pele, observar a anatomia do bicho antes de est abrindo. Eh, por exemplo, para esse é um trabalho mais básico. Agora, um trabalho mais específico que são que seria a coleção científica, eh, ele teria que tá prestando atenção no comprimento do bicho, no nas cores nuas, eh na biometria que tem que ser feito, que é um trabalho mais focado e específico, né? Então tem que tomar todos esses cuidados e tá ligado, ele tem que ser um, na verdade ele tem que ter um pouquinho de artista de cada de cada área, né? Eh, porque ele tem que se virar com o que ele tem na mão e não é todos os dias que você prepara a mesma peça, então ele tem que tá sempre, né, com a resiliência dele ativa. Uma das características ter ter tranquilidade, então, e muita atenção. Paulo, hoje tem curso técnico, eh, tem pós-graduação, como que tá essa área ali na parte de de docências, de carreira para uma pessoa que se interessa em se tornar taxidermista? Bom, eu sou biólogo formado, mas necessariamente essa profissão de taxidermista, ele não exige assim uma graduação, né? Ele ele pode ser se formar um técnico em taxidermia, não é tão exigente. Em que área um taxidermista pode trabalhar? Até empresarial, na parte também de eh na parte de biologia, zoológico, órgãos ambientais? Sim, todos esses nomes que você citou, ele tá relacionado. Agora, na em questão à minha área, eu trabalho mais focado, todo o trabalho que eu preparo aqui no laboratório é é focado pro museu, pras coleções do Museu de Zoologia aqui da Unicamp. Tem a coleção didática, onde eu preparo materiais para estudo, né, para paraa aula. Uhum. Específico, pra aula. Tem a coleção científica, que já é um material mais voltado para ciência, né? eh material científico e tem a a extensão, coleção de extensão, que é ligado à educação ambiental, eh feira de ciências, educação ambiental. Para ser aluno, né, o futuro profissional da eh da taxidermia, qual a qualidade ali, a característica que a pessoa tem que ter? É, como eu já disse, ele tem que ter um pouquinho de artista de cada coisa, né? Sempre tá prestando atenção em detalhes, eh, conhecer a biologia da do animal, eh, e assim, envolve vários, vários detalhes, né? Ele também pode ser um profissional autônomo, né, Paulo? Sim, pode. Ele pode ter um atelier na casa dele e tá prestando serviço particular, né? Com relação a investimento também, pra pessoa eh ter uma noção se pode eh é muito caro para você se tornar um taxidermista. O retorno também depois da carreira como profissional vale a pena? Bom, no meu caso, como eu sou funcionário público, assim, eu não tenho tanto problema porque eu já tenho o meu salário fixo, né? Claro. Então para mim, se entra algum material extra, eu eh é melhor porque ajuda no no no orçamento, mas assim, não é um trabalho que aparece o tempo todo. Então se a pessoa for querer seguir essa área, ele vai ter que ter muita paciência. Paulo, muito obrigada. Eu que agradeço a mais uma oportunidade. Muito obrigada. Mais do que uma técnica, a taxidermia exige também muita resiliência e respeito à vida do animal. No próximo, se liga na profissão, a gente já traz mais uma nova jornada profissional. Até já. เฮ [Música]