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Olá, [Música] minha gente. Começando mais um Se liga na profissão e nós vamos entender um pouco mais sobre os cuidados com o corpo. Dessa vez o nosso profissional é osteopata Juliana Terra. Juliana, eu já vou pedir para você revelar esse segredo, né? Porque assim, para muita gente de casa, as pessoas ficam perguntando, mas o que o osteopata faz? Eu quero que você explica pra gente. Vamos lá. Então, o osteopata, Carla, na verdade é uma especialidade do fisioterapeuta, tá? Então, eu sou uma fisioterapeuta osteopata. Todos os osteopatas do Brasil necessariamente têm que ser fisioterapeuta. É uma exigência para fazer essa especialização. É certo. E é a osteopatia é um método de tratamento, diagnóstico, onde a gente enxerga o corpo do paciente como um todo, tá? Então nós tratamos todos os sistemas do corpo humano. Na verdade é uma medicina que fazemos com as mãos. E nós, embora vejamos o corpo do paciente como um todo, nós tratamos o paciente na sua individualidade, né? Considerando que cada paciente chega com uma queixa, chega com uma história. Uhum. E com técnicas muito específicas da osteopatia, nós avaliamos o corpo todo do paciente para identificar as regiões de restrição, de perda de movimento, porque no corpo tudo tem que ter movimento, todos os sistemas têm que ter movimento. Então, por meio dessas avaliações, nós identificamos as restrições de movimento e aplicamos técnicas para devolver a mobilidade dessas estruturas para que então o corpo do paciente entre num equilíbrio. Entendeu? Entendi, doutora. E aí, no caso deste paciente, ele vem pela primeira vez com uma queixa lombar. Uhum. Nesse caso, a senhora vai eh avaliar o corpo dele de forma interina ou já vai direto no ponto que ele tem dor? Não, eu avalio o corpo dele como um todo. Na verdade, a história que ele me traz é importante. Então, a escuta que o osteopata tem para o o paciente é importante para eu entender, além do sintoma físico dele, o contexto que ele tá inserido, né? E eh depois de entender a história do paciente, eh se teve algum trauma que ele sofreu físico, eh se ele vive num ambiente de estress crônico, como ele se alimenta, como ele dorme e depois dessa história muito bem tirada, é que então eu vou avaliar todos os sistemas do corpo dele para identificar justamente qual é a região que está em disfunção, que não necessariamente está na lombar. Entendi. Essa é a grande diferença da osteopatia pros outros métodos de tratamento. Nós tratamos a origem da lesão e não o sintoma. Hum. Entendeu? É porque às vezes a gente escuta as pessoas comentando, né? A dor está em um determinado lugar, mas na verdade ela nasceu em outro, né? Então acho que tem que fazer todo o tratamento. É isso exato. Tem que fazer toda uma avaliação para identificar aonde começou o sintoma, né? Porque na verdade o sintoma é uma união de fatores Uhum. que pode estar no local da lesão propriamente dito, mas pode, como você diz, pode estar à distância. Pode ter começado por um entorce de tornozelo, por exemplo, que ele teve há 5 anos. Olha só, entendeu? E aí a lombar teve que se adaptar com uma pisada que se modificou devido a esse entorse. Tô te dando só um exemplo para você entender como que a gente pensa. Sim. Eu vou pedir pra senhora mostrar então um pouco desse trabalho que vocês fazem já aplicando aí no paciente. Pode ser? Pode. Aqui eu vou considerar que eu já avaliei, né? Então eu já vou a eleger aqui uma técnica que eu aplicaria para esse paciente com o quadro de dor lombar. Tá bom? Tá bom. Tá bom. Então como eu disse, a gente sempre busca por regiões de perda de movimento, tá? Então aqui eu tô avaliando a pel desse paciente para identificar como que a estrutura tá organizada. Então agora eu vou pedir para você virar de lado, de frente para mim, que eu vou ter que fazer uma técnica para restabelecer a mobilidade desta parte da pelva do paciente, tá? Então você vem mais pertinho do meu braço. Isso. Eu vou posicionando você. Você vai ficando na posição [Música] [Risadas] [Música] [Risadas] [Música] Então aqui Uhum. Uma das técnicas que nós temos são as manipulações articulares, tá? Que é o que eu vou fazer aqui agora. Puxa o ar, solta isso. E aí eu testo a estrutura depois que eu fiz a técnica. Uhum. Vira de barriga para cima para identificar se eu consegui restabelecer a mobilidade Uhum. dessa estrutura, entendeu? E aí assim é uma uma medicina, né, que pode atender qualquer pessoa em qualquer idade ou tem algumas regras, porque a gente vê que vocês mexem bastante com o corpo da pessoa, né? Eu confesso que de casa a gente olha e fala: "Ai, meu Deus do céu, será que torceu a pessoa demais?" Sim, sim. Porque tem isso, né? A gente olha, dá essa impressão, mas eu já sei que para quem recebe é um alívio, né? Ex. Exato. E isso pode ser feito, por exemplo, em criança, em pessoas mais idosas. Pode. Aqui eu fiz uma manipulação articular, tá? Que é uma das inúmeras técnicas que nós temos. Então, de fato, a osteopatia está indicado para todas as idades. Inclusive, nós temos uma atuação muito importante sobre bebês, tá? Aqui no Brasil, ela vem se consolidando cada vez mais nos adultos e nos bebês. Nos Estados Unidos, na Europa, isso já está muito mais consolidado, tá? Então, do bebê ao idoso, justamente porque temos muitas técnicas extremamente suaves. Então, a manipulação articular, ela é uma, como eu disse, uma da uma alternativa que nós temos de tratamento. Eh, na verdade, a osteopatia as pessoas buscam mais quando, assim, elas já esgotaram todas as possibilidades de tratamento que elas tiveram na medicina convencional, tá? Eh, ou com outros métodos. Eh, e por não encontrar essas respostas, por não encontrar o alívio dos seus sintomas, por fim, elas chegam ao consultório do osteopata. Uhum. Eh, então, de assim, o grosso do nosso dia a dia é tratar pacientes com dores e com lesões, tá? muitas vezes dores crônicas e lesões crônicas, mas a partir do momento que o paciente entende o que nós fazemos e conhece o nosso trabalho, eles acabam vindo sim eh numa situação dessa que ele tá inserido num ambiente de estress, ele trabalha o dia inteiro sentado e ele tem as tensões e ele vem à consulta do osteopata justamente porque ele sabe que essa organização que fazemos do corpo todo vai trazer equilíbrio e alívio. Doutor, eu vou pedir para você mostrar mais algumas técnicas que são aplicadas por vocês, OK? Vamos lá. Então, agora eu vou eh fazer uma técnica para liberar o músculo diafragma, né, que é o principal músculo da respiração e que tem íntima relação com uma série de estruturas. Um dos principais fundamentos da osteopatia é a o que o Dr. Stil, que foi o médico que desenvolveu esse método, chamou de unidade do corpo. A unidade do corpo é uma estrutura influenciando sobre a outra, tá? Então, o músculo diafragma, ele não tem a função só de fazer a gente respirar, ele se relaciona com as víceras, ele tem relação com dores no pescoço, com dor na própria lombar do paciente. Então, num caso como esse, de dor lombar, é fundamental a gente organizar e liberar o músculo diafragma. Uhum. Então, vou pedir para você dobrar as duas pernas. Então, como você pode ver, é uma técnica suave. Uhum. onde eu vou sentindo a tensão do músculo e vou liberando. [Música] E sempre vocês fazem as técnicas eh pele com pele, né? a sua mão diretamente em contato com o corpo do paciente, costuma usar algum creme, algum gel ou não é necessário? É só a técnica de de movimento das mãos. Não é necessário, é a pele com pele, porque eu enxergo com as minhas mãos quando eu tô trabalhando, né? Então eu preciso do contato da pele. A pele do paciente diz muito a respeito da disfunção que que tá instalada, né? Ela é um sistema do corpo e então eu não posso aplicar cremes e porque senão isso altera a minha percepção da mobilidade do tecido. Por isso é importante ter esse conhecimento total do corpo humano. Sim. E aí vem de encontro a escolha de uma boa formação em osteopatia. Eh, a exigência mínima aqui do Brasil, eh, que é estabelecido pelos órgãos pela Associação dos Osteopatas do Brasil, eh, no mínimo 1000 horas de ensino teórico prático e mais 500 horas no mínimo de prática supervisionada. Então, a gente tá falando aí de no mínimo um curso de no mínimo de 4 anos. O que você diria pro público de casa? É uma área promissora? É uma área em que o mercado de trabalho é abrangente? Sim, é uma área extremamente promissora. A osteopatia, ela vem se consolidando inclusive no meio científico, né, com estudos científicos mostrando a eficácia do seu tratamento, da da dos resultados do tratamento osteopático. Então, sim, é promissor, mas é fundamental que o estudante de fisioterapia busque por uma boa formação, né? Um uma formação que de fato prepare ele para eh conseguir atender pacientes que em sua grande maioria são pacientes complexos. Então não pode ser um curso simples, não pode ser qualquer formação. Doutora, eu agradeço por você participar do nosso quadro, compartilhar aí a sua experiência, o seu conhecimento. Eu que agradeço, foi uma honra. Espero ter ajudado. Muito obrigada a você também que nos acompanhou pelas telas. Esse foi mais um Se liga na profissão Osteopata. Ciao. [Música] [Música]