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Se Liga na Profissão | Se liga na profissão: o que faz um artista visual?
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Se Liga na Profissão | Se liga na profissão: o que faz um artista visual?

349 views Publicado 18/06/2025 HD · 17:51

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Você já se perguntou o que realmente faz um artista visual? Ou pensou em seguir carreira nesse universo criativo e multifacetado? No quadro Se Liga na Profissão de hoje, apresentamos uma das áreas mais versáteis do campo das artes: a profissão de artista visual, que vai muito além de pincéis e telas. 🎨 O artista visual atua na criação de obras que expressam ideias, emoções e conceitos por meio de diversas linguagens como pintura, escultura, vídeo, fotografia, instalação e performance. Mais do que criar, esse profissional provoca reflexão, promove cultura e transforma espaços e percepções. Neste episódio, conversamos com dois nomes que entendem profundamente a área: Victor Kraide Corte Real, que fala sobre o curso de Artes Visuais, suas abordagens, desafios e possibilidades de formação. Rogério Pedro, artista visual renomado de Campinas, que compartilha sua trajetória profissional, os caminhos que percorreu e como consolidou sua carreira artística. 📌 Entre as principais atividades de um artista visual estão: Criação de obras originais e conceituais Pesquisa e experimentação de novos materiais e técnicas Curadoria e organização de exposições Produção de conteúdo para mídias digitais Ensino e orientação artística Consultoria para projetos culturais Além disso, a carreira pode incluir trabalhos autorais em ateliês, colaborações com agências de publicidade e audiovisual, atuação em escolas e universidades, e até mesmo em empresas de tecnologia e entretenimento, desenvolvendo conteúdo visual interativo para games e filmes. 👨‍🎓 Quer se tornar um artista visual? Veja por onde começar: Faça um curso de Artes Visuais (bacharelado ou licenciatura) Invista no desenvolvimento contínuo das suas habilidades técnicas Monte um portfólio atrativo e consistente Participe de exposições e eventos culturais Construa seu network com outros profissionais da arte Nunca pare de pesquisar, aprender e se reinventar A carreira é desafiadora, mas também extremamente gratificante para quem é apaixonado por arte e expressão visual. Criatividade, autenticidade e disciplina são ingredientes fundamentais para o sucesso nessa jornada. 📺 Então, se você tem um olhar sensível para o mundo, vontade de impactar pessoas por meio da arte e disposição para explorar caminhos não convencionais, não perca esse episódio! Assista, compartilhe, comente e inspire-se com quem vive da arte. Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

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[Música] Olá, minha gente. Começamos com mais um Se liga na profissão e dessa vez nós vamos falar sobre artista visual. Quem vai contar pra gente como ingressar nessa profissão é o professor Vittor Cide, inclusive diretor aqui da faculdade de artes, né, professor? Isso mesmo. É um prazer falar com vocês. Sempre bom quando a gente tem a oportunidade de falar sobre essa carreira, sobre essa profissão. Eh, abre, né, um pouco as perspectivas que as pessoas têm da atuação profissional em artes, né, que é como qualquer outra área, engenharia, medicina, farmácia, publicidade de propaganda, jornalismo. As artes visuais são uma carreira, representa uma carreira, é uma profissão, tem o percurso no ensino superior, como todas essas outras que eu mencionei. Então, a proposta, né, a perspectiva nossa é formar profissionais da área de artes visuais, seja para atuar como um artista profissional ou como um professor de artes. No caso da licenciatura são 4 anos. Na modalidade do bacharelado, que visa formar artistas profissionais, esses 4 anos acontecem dentro de uma distribuição de 2700 horas, mais ou menos essa quantidade de horas ao longo dos 4 anos. na licenciatura é um pouco maior, porque tem nos 4 anos também contida a carga de estágio e outras atividades específicas da formação de um professor, né? Então que é uma carga que vem da educação, da pedagogia. Então são 4 anos pros dois cursos, aulas de segunda a sexta, né? No nosso caso aqui aqui da PUC, que é um curso noturno, muitas dos muitos dos componentes curriculares são compartilhados. Então, o estudante do bacharelado da licenciatura cursa praticamente o mesmo curso na formação do artista, mas no caso da licenciatura, ele tem mais horas para exercer a profissão de professor, né, dentro da do que a legislação exige, eh, de cargas da área da pedagogia e da educação. Professor, quando a gente fala de cursos de profissão, a gente imagina que é importante ter um perfil, né? Cada profissional tem um perfil. Uhum. Qual deve ser o perfil desse aluno? É, o nosso aluno, o aluno de artes visuais, seja aqui na nossa universidade ou em qualquer outro ambiente eh de ensino superior, eh tem algo que já vem pronto nele, né, que a gente fala que inclusive vem da infância. A gente nasce artista, a gente brinca, brinca falando sério, né? Que na verdade essa, esse dom vem com a gente, seja com a dança, com a música, com o teatro, com com a atuação ou com a parte do visual, que é desenho, pintura, escultura. Então, nós nascemos fazendo arte. Essa brincadeira a gente pode eh dizer que é verdade, só que com o passar do tempo a gente vai se desinteressando, vão surgindo outras coisas, né? e a gente deixa de ser artista. O que o curso de artes visuais promove é esse resgate do estudante que já manteve de alguma forma, mesmo na vida de adolescente, de jovem, ele continua desenhando, ele continua fazendo fotografias e se eh interessa por isso, percebe que tem um diferencial, seja pai, mãe, tio, avô, alguém, vai e dar um empurrão. E aí a busca pelo ensino superior é justamente para trazer toda a carga teórica. científica, de conceitos, como você disse, né, na abertura das cores, das formas. Tudo isso tem um porquê que muitas vezes fora do ensino superior é muito intuitivo e muitas vezes equivocado algumas escolhas artísticas dentro do ensino superior. Essas essas técnicas, esses conceitos são lapidados e o artista amador passa por um processo de profissionalização. Agora tem um ponto interessante que essa nomenclatura, ela é relativamente nova, né? Artista visual. Antigamente a gente conhecia os artistas plásticos, né? A gente pode citar Tarcila do Amaral, Anita Malfat, aquela época era um tipo de pintura, era um tipo de arte e foi mudando, por isso mudou o nome do curso. Isso. Exatamente. No Brasil nós temos cursos profissionais hoje que se você olha o diploma dele, mesmo tendo passado por uma faculdade, tá lá como artista plástico. É, essa nomenclatura mudou relativamente recente, de maneira recente, pelo Ministério da Educação, para contemplar uma linguagem mais abrangente, que não é só da plástica ou da plasticidade, que vem muito da tinta, né? Eh, as artes visuais, eh, a gente pode considerar que é uma evolução natural das artes plásticas por uma visualidade mais abrangente do que a tinta, do que a argila, do que outros materiaisteis dessa maneira. Então, com a entrada principalmente da computação, eh, ou da computação gráfica ou das linguagens do mundo digital, essa visualidade se ampliou. Então, nós temos aqui no curso a formação dos pintores, dos escultores, das pessoas que trabalham com gravura, com fotografia analógica, mas também da fotografia digital, do desenho no computador, da pintura digital. Então, é essa digitalização vai ser a entrada da computação gráfica que ampliou o conceito de artes plásticas para as artes visuais. Ou seja, o curso de artes visuais proporciona para esse aluno, para o profissional vários campos de trabalho, né? Isso. Exatamente. Além dessa parte toda aqui que é tida como conhecida pelo senso comum, vamos colocar assim, né? do pintor, do escultor. Eh, nós temos uma gama enorme eh que envolve justamente essa atuação no mundo digital, seja em produção de filmes de animação, seja na produção de ilustrações ou pinturas para uso no mundo digital, produção de conteúdo para sites, redes sociais, eh conteúdo audiovisual como um todo. Então nós podemos dizer que as artes visuais hoje enquanto formação em nível superior traz essa ampliação dessa de gama de possibilidades de atuação. Então não se descarta, nós não deixamos de ter os profissionais que trabalham de maneira autônoma, eh, como artista de galeria, de obra de arte, vai participar de editais, de exposições e vai viver vendendo a sua arte, como a gente já conhece, como os exemplos que você trouxe da carreira da Tarcila, por exemplo. Mas também tem esse artista hoje trabalhando dentro do ambiente corporativo, dentro de empresas em departamentos de comunicação, de marketing, produzindo materiais de comunicação ou mesmo de campanhas publicitárias, é ilustração para para livros, por exemplo. Então, nós temos hoje aqui no curso estudantes que estão nessa vertente, eles trabalham com desenho e a sua produção remunerada é ilustração para livros didáticos, por exemplo, em editoras. Tarcila do Amaral. Leonardo da 20, Anita Malfate são alguns dos artistas visuais que contam histórias e registram momentos por meio de sua criatividade. [Música] Bom, então, como prometido, a gente vai entender agora como funciona na prática a profissão do artista visual. Rogério Pedro aqui com a gente. Bom, essa pintura aqui ao nosso fundo foi uma pintura encomendada, né? Então assim, você também como artista visual recebe algumas encomendas para pinturas comerciais, empresas. Como é que funciona essa parte? Exato. Eh, toda todo o trabalho que eu faço, eu tenho uma conversa preliminar com o cliente e me passa um briefing, eu desenvolvo essa arte eh com características da ou do do daquela empresa ou de uma visão dos valores da empresa e eu faço um projeto e depois desse projeto aprovado é que a gente vem aqui pra parede executar. Rogério Pedro é o nosso profissional de hoje, artista visual que desde 2012 atua com o denominado moralismo. É um moralismo, né? É uma arte de parede e a gente define, a gente cria ela em escala pequena. Eh, uso vários processos. Às vezes eu começo sempre na mão, no papel, com lápis. Às vezes eu uso, eh, computador para poder criar as as composições, né, as cores, até colocar as paletas de de cor. E aí a gente vem para cá, passa o desenho para pro muro e é uma arte mural, né? Um muralismo. Eh, ela é feita aqui nesse caso, aqui num posto, mas eu já fiz em prédios, eh, dentro de escritórios, né? Eh, dentro de residências. Então, tem várias vários locais que você pode fazer esse tipo de trabalho, né? você comentou, né, que você fez em outras empresas, fez inclusive em residências, né, e isso tem tomado gosto, né, porque as pessoas elas estão mudando um pouco daquela pintura tradicional da casa, né, parede branquinha, né, querem colorir mais, né? E aí quando eles pedem, o que até uma parte curiosa da sua profissão, eles já te dão um briefing ou você pode chegar lá e criar? você faz tipo médico, né? Faz uma namnese ali de quem mora na casa e cria um desenho. Olha, a gente sempre tem uma conversa. Eh, e nessa conversa é o que a gente sempre tem uma uma ideia e e a gente começa por essa conversa entender os gostos, né? E geralmente são experiências, são coisas que eles que a família gosta de eh então tem situações assim eh de clientes que eh vieram de outro estado, moram em São Paulo e queriam trazer um pouquinho da de lembrança da cidade natal para dentro da casa deles. Fala: "Puxa, pinta uma tela para mim com características lá da minha cidade de Belo Horizonte ou de outra cidade". Enfim. E aí ela tem aquela lembrança, é uma coisa bem assim afetiva, né, vamos dizer assim. E eu tenho outras, tenho outras situações onde eu tenho séries que eu crio e a pessoa gosta, eu já faço aquele trabalho, já tenho ele pronto, vamos dizer assim, e o cliente olha na minha na minha loja, no meu site e compra aquele trabalho do jeito que ele é. Legal. Então ele pode ser encomendado sobre, né, criando características, eh, de inclusive com o tamanho que ele, que ele quer e ou ele ele compra o trabalho já pronto, né? Tem essas duas situações. Você comentou, né, que você tá aí mais próximo das tintas desde 2012, né, mas você saiu da faculdade com um outro caminho, né? Você tinha um outro direcionamento, né? conta pra gente um pouquinho desse passo a passo, porque é uma área bem abrangente, né? É uma área muito abrangente. Quando eu fiz a faculdade de artes, eh, isso foi em, eh, 99 que eu saí da faculdade, me formei e era uma área mais complicada, né? até pela não tinha internet, não tinha como você divulgar seu trabalho. E aí eu eh fui trabalhar como designer gráfico em agências de propaganda e eu fiquei muito tempo, bastante tempo nessa área. Gosto muito, né? design gráfico, eh, por vivência, por eh e de mais de 15 anos de vivência nessa área. E aí, com o tempo fui sentindo falta, né, de retomar as tintas, retomar as telas, né, e isso foi acontecendo, foi gradualmente. E hoje eu, além das telas, eu tenho muito dessa eh desse período que eu fui desar gráfico, eu sou ilustrador também, né? Então, a ilustração é uma coisa que eu gosto muito. Todo mural ele passa por uma fase de projeto que ela ele é uma ilustração, né? Antes de virar uma pintura, ele é uma ilustração, ele é um um projeto gráfico ali, né? Uma composição gráfica. E eu uso muito digital para isso. Eh, e no digital eu acabo eh eu acabo sendo eh convidado, chamado para fazer para trabalhar com campanhas publicitárias, eh ilustrações de livros, né? Eu fiz um livro próprio, assim, há dois anos eu fiz um livro sobre folclore, foi bem bacana de fazer com personagens do folclore. É, fiz, faço campanhas, né? né? Fiz uma campanha agora para uma empresa de chocolates que foi foram várias ilustrações, aí foram tiveram animações desses desenhos, né? Então, dá para conciliar eh tudo que é arte visual, né? Tanto tanto ela física assim como como uma pintura, quanto como ela digital, né? Tudo depende da técnica, né? Do seu conhecimento técnico para aplicar cada uma delas. E mas você tem uma gama assim, um leque de de opções, né, de mercados, né, que você pode atingir caso de moda, né, que desenhei muita estampa para roupa, já fiz quebra-cabeça, eh, produto, já fiz estampas para produtos diversos, licenciamento, é uma área muito, muito grande. Rogério, para quem tá pensando em ingressar nessa área, né, ingressar no curso, por exemplo, qual a sua principal dica? Porque pra gente que tá de fora, a gente imagina assim, poxa, minimamente precisa ser criativo. Você sente isso que tem que ter a criatividade no DNA e aí chega na faculdade, vai ser lapidado. Olha, eu acho que eh precisa, né, ter uma uma criatividade assim para você poder eh conseguir criar eh estampas ou desenhos eh que tem uma identidade ali, que tem uma uma característica que você consiga eh que as pessoas identifiquem que tem uma um diferencial ali naquele trabalho, né, para não ser um trabalho muito parecido com tudo que já existe ou que é feito, enfim. Então acho que a criatividade ela entra nesse nesse diferencial, né? Quando você cria algo que é diferente do que já existe, né? Precisa ter uma criatividade nesse sentido. E e isso acho que vem de um exercício, né? Você do que você consome, né? Do que você estuda, do que você lê, do que você vê e pesquisa, né? E aí às vezes isso surge uma ideia, né? né? Às vezes uma pesquisa surge uma ideia ou às vezes isso é lapidado de um briefing. Eh, é assim, a criatividade é é necessária, né? E e o estilo, né, de de de desenho que você vai fazer, a pesquisa, enfim, é um conjunto de coisas. As pessoas também costumam pensar, refletir antes de escolher uma profissão na questão financeira, o que é natural. Sim. Você considera sua profissão artista visual como uma profissão promissora? Você consegue orientar esse público que tá chegando agora no mercado assim, se é uma área que vai trazer um retorno rápido, se demora um pouco? Qual sua sua dica? Então, bom, o que eu posso dizer como experiência, né? Eu acho que toda a profissão que você tá iniciando existe um pouco de de um pouco de medo, de preocupação, se vai dar certo, né? Como é que vai ser e em qualquer área, né? Mas é uma área é uma área muito interessante, muito, muito ampla, tem muita oportunidade. Eh, você tem que batalhar bastante, né? Correr atrás para as coisas acontecerem. Elas não vão aparecer, né? É, não vão parecer assim bombejada, mas eu acho que você batalhando, estudando, eh, criando um trabalho único, né, que as pessoas se identifiquem com ele, é uma área muito boa. A arte acaba sendo a cereja, né? Cereja do bolo. É o que as pessoas olham, né? A arte, o design, né? A arquitetura, né? acabam prestando mais atenção nessa parte assim mais estética, mais artística, né? Então é é legal mesmo, ela chama atenção mesmo numa numa obra, né? Num num prédio, né? Tá ótimo. Então, Rogério, muito obrigada, parabéns. Obrigado. Obrigado pela oportunidade. Valeu. Imagino. Eu que agradeço. Bom, a gente fica por aqui mostrando um pouquinho do trabalho do Rogério Pedro. Ele é artista visual e, é claro, a gente segue por aí com outras profissões. É só você ficar de olho, não se liga na profissão. Ciao. Ciao. Ciao. [Música] [Música] Yeah.
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