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[Música] [Aplausos] [Música] [Aplausos] [Música] Olá, minha gente. Mais um Se liga na profissão e dessa vez nós vamos falar sobre engenharia de alimentos. Eu estou com o professor Luís Henrique Fazolin, que vai esclarecer pra gente, né, qual é a importância dessa profissão pra sociedade. Tudo bem, professor? Tudo bem, Carla. Então, eu gosto de começar justamente entendendo, né, o que é essa profissão, engenharia de alimentos, o que o engenheiro de alimentos faz. Então, a a engenharia de alimentos, ela é uma engenharia bem, como a gente diz, generalista, né? o aluno que cursa eh a engenheira de alimentos, ele vai passar eh por diferentes eh formações aqui dentro, vai ter disciplinas de diferentes conteúdos, onde ele fica apto para atuar em diversos setores da sociedade, né? Então a gente tem aí desde aluno que vai atuar em instalação de planta de na indústria de alimentos, gente que vai trabalhar com qualidade, gente que vai trabalhar com certificação, com consultoria, gente que vai trabalhar com vendas, né? Então a gente consegue eh a formação permite que ele atue em diferentes segmentos da sociedade. Me parece uma área assim bastante vasta, né? Como é que tá o mercado de trabalho hoje em dia? O mercado de trabalho, a gente por a gente tá hoje numa na região Sudeste, a gente tá na região metropolitana de Campinas, a gente tem uma região muito industrializada, né? Então, além de todas essas outras oportunidades que eu comentei com você, onde ele pode atuar, os alunos a gente percebe que eles saem daqui eh com o estágio já feito, né? tem que fazer o estágio na na graduação e na sequência, né, muitos deles, a maioria sai empregado eh no setor de alimentos mesmo. Legal. E é uma área assim, pensando financeiramente, porque toda todo mundo que sai da faculdade pensa no retorno, né? Como é que é o retorno financeiro? É uma área promissora. É uma área promissora, né? a o profissional da de alimentos, ele tem a possibilidade de de crescer dentro de um, de uma empresa, dentro de uma indústria, né? E a gente tem hoje eh grandes profissionais, né, trabalhando em desde pequenas, médias e grandes empresas, né, a gente tem aí eh uma região muito rica em multinacionais, né, a que eles ocupam cargos de liderança, então tem toda essa questão de crescimento dentro da profissão que a gente consegue vislumbrar, né, nos nossos alunos quando eles estão quando se formam, né, professor, e quanto tempo leva para que o aluno se forme? Qual a duração dessa graduação? O curso em si, né, acho que todos os cursos de engenharia eles são 5 anos, né? Nós aqui temos o período noturno. Então, quando você tem uma engenharia no período noturno, você não consegue fazer em 5 anos. E são geralmente 6 anos de curso, né, que é onde ele vai eh eu falo que a engenharia de alimentos ela é mais uma das engenharias, né? E a, apesar de eu sempre puxar, né, a fascinação que eu tenho pela área de alimentos, mas a gente parte do mesmo princípio eh básico, né, que é é uma exigência inclusive do Ministério da Educação, né, que a gente precisa ter as disciplinas básicas de engenharia, né? Então, a gente passa por todo um ciclo básico, onde ele vai ver os cálculos, as físicas, isso qualquer pessoa que for fazer engenharia vai ter que fazer, né? eh, e depois essa especialização. Então, todo esse caminho, né, que ele vai ter disciplinas de eh desde projetos no final do curso, onde ele agrega todo o conhecimento que ele foi levando no durante o período de formação, né, mas ele vai passar pelas fundamentais de engenharia. Depois, eh, na engenharia de alimentos, nós temos todas as operações unitárias. Operações unitárias são todos os processos que a gente tem na indústria. Então você vai fazer uma fasteização do leite, você tem a etapa de homogenização, operação, uma centrifugação, outra operação, pasteorização, depois. Então, tudo isso são operações individuais que quando a gente coloca essas unidades, elas formam processo industrial, né? Então, o aluno passa por todas essas essas operações, passa por questões eh de controle de qualidade, gestão da qualidade, né? passa pelas eh desenvolvimento de produtos. A gente tem projeto de desenvolvimento aqui para aprender a desenvolver um produto, pensando que também a indústria de alimentos ela sempre tá se renovando, né? Então toda essa formação, ela dura aí eh 5 anos, né, no no período normal, integral e em média 6 anos no noturno. Legal. E aí, pensando, né, um pouco mais eh no dia a dia, né, das disciplinas, o aluno de engenharia de alimentos, ele precisa gostar de cozinhar, entender de alimentos? Tem tem alguma relação com isso? Olha, tem e não tem, digamos assim, né? Eh, a gente tá muito fora do que a gente fala de da cozinha do dia a dia, mas existem algumas, como que eu digo? eh conhecimentos gerais, conhecimentos que a gente traz de casa, que a gente consegue associar com os processos que a gente tem eh num num processo fabril, digamos assim, de produção de alimentos, né? A própria o que acontece com o material alimentício quando é aquecido, isso a gente consegue ver dentro de casa, né? Nós temos as grandes autoclaves, né? que a gente faz processamento, eh, caldeiras para fazer linhas de vapor nas indústrias para aquecimento, que nada mais assim, de uma forma bem geral, ela é uma grande panela de pressão. Então, a gente tem eh a engenharia, a engenharia de alimentos, ela consegue fazer uma associação com alguns conhecimentos que a pessoa traz da vivência dela, né? Mas obviamente que você não precisa gostar de cozinhar, você não precisa ter familiaridade com isso, você tem que ter eh espírito curioso, né? Porque a engenharia eh não só na alimentos, né? Todas, eu acho que é que é parte desse princípio, a pessoa tem que ser curiosa e está disposta a solucionar problemas, né? A engenharia vem para ela solucionar problemas à sociedade. Tá ótimo, professor? Muito obrigada. E agora você continua comigo que eu vou entender como é essa profissão no dia a dia com um engenheiro de alimentos. [Música] Bom, gente, então, como eu disse a vocês, né, a gente vai entender agora como funciona o dia a dia, o cotidiano, né, do profissional engenheiro de alimentos. Neste caso, estou com a engenheira Gisele Banvarte. Gisele, conta pra gente como que a engenharia chegou em sua vida. Olá, Carla. Prazer táar aqui contando um pouquinho da minha profissão para você e para vocês que estão aí nos acompanhando. Bom, a engenharia de alimentos, assim como as outras engenharias, né, ela tem uma base de cálculos, uma base de exatas e a partir daí as engenharias vão se derivando. No caso da nossa, ela trata do quê? Dos alimentos. E o que que são os alimentos? são matrizes bastante complexas que envolvem muito a química, a biologia, né, por conta da própria complexidade envolvida aí com o nosso objeto de estudo e de produção, que são os alimentos. Então, o que que faz o engenheiro de alimentos, né? Ele se ocupa de desenvolver produtos, de criar processos paraa gente entregar paraas pessoas que estão lá esperando por esses produtos, produtos que sejam gostosos, estáveis, nutritivos e que possam atender as demandas daquele mercado que a gente tá buscando atender, né? Então, no dia a dia ele engloba várias disciplinas, a fábrica, o laboratório de desenvolvimento, o laboratório de controle de qualidade, sem falar das parcerias, né? Eu pessoalmente acredito muito nesse trabalho em conjunto com a universidade, com outras indústrias, com startups, né, que são hoje em dia aí uma mola propulsora aí da inovação, né? Então é, na verdade um ecossistema trabalhando junto. Por exemplo, uma maçã, quando eu tiro a maçã da árvore, ela começa a sofrer processos bioquímicos ali que a gente precisa entender, né? Um leite depois que ele é extraído lá da vaca, ele começa, ele pode ter uma contaminação microbiológica que a gente precisa gerenciar, né? Então, qual o processo que eu vou aplicar naquele leite? Pra gente ilustrar um pouco na prática, né? A a vida aí do engenheiro de alimentos na forma de um produto. Então aqui eu trouxe para mostrar um pouco para vocês. Leite é leite, né? Quando ele tá no copo e a gente vai tomar o nosso café da manhã. Mas aqui quando a gente pensa lá na fábrica, na cadeia produtiva e na cadeia de distribuição também, as coisas não são nada parecidas. Se a gente pega esse produto que é um leite em pó, né, que a gente tá acostumado a consumir em casa, seja reconstituído no cafezinho, ele tem um processo completamente diferente, porque aqui a gente pegou o leite, que era assim fluido, e a gente secou. E a secagem nada mais é do que retirar água desse produto. Para preparar a gente coloca essa água de volta. Então eu não preciso de refrigeração. Eu transporto isso, né, sem sem tá refrigerado a temperatura ambiente. Eu não tenho água aqui, eu só tenho pó. Esses dois aqui eles parecem o mesmo produto, não? Só que eles não são. Na verdade, o que tem por trás até eles chegarem aqui é bastante diferente porque esse produto ele é refrigerado. E esse é o que a gente chama de shelf stable do inglês, que ele fica bem estável a temperatura ambiente. Então esse eu encontro lá na gôndula do supermercado, não frio, mas na temperatura normal. E esse está lá na geladeira do supermercado ou do varejão, onde nós vamos comprar. Então, o processo que tem por trás é muito diferente. Esse aqui que é em pó, ele pode vir ainda num numa embalagem que a gente chama de PT, que é um o famoso pacotinho. E essa estrutura que a gente vê dentro, toda laminada, na verdade ela tem camadas. Então, o engenheiro que se ocupa de desenvolver embalagens, ele vai pensar nessa embalagem para manter esse produto que pode estar na lata ou pode estar aqui nesse pacotinho também estável, mantendo suas propriedades até chegar na mesa do consumidor. Igualmente o famoso leite de caixinha, né? Eu fiz questão de trazer assim para mostrar para vocês também que essa famosa embalagem ela é feita de camadas e tá aqui a engenharia também na parte da embalagem, não somente no produto. E eu acho que é legal comentar sobre desenvolvimento de produto, que é uma linguagem muito nossa, né, nessa área, que quando a gente desenvolve um produto, vamos pensar lá no nosso café, né, nós vamos desenvolver um pó para cappuccino, por exemplo. Nós temos várias etapas, então isso de uma ideia virou um projeto e aí nós vamos começar com o desenvolvimento. A gente começa normalmente em escala pequena, né, num laboratório, misturando ali as matérias primas e o produto vai tomando forma. Só que aí onde é que eu vou produzir? na minha fábrica, na fábrica de um parceiro, na minha fábrica A, na minha fábrica B, neste país, em outro país, percebam que a coisa vai tomando forma e complexidade. Então, desse pequenininho onde a gente começou, a gente vai para uma escala que a gente chama escala piloto. Então, esse esse pozinho do cappuccino, ele vai para um equipamento que é maior do que aquele, mas menor que a fábrica. E a gente vai fazendo esse esse escalonamento até eu chegar na minha fábrica, onde é a ponto final, onde eu vou produzir o produto, eu valido, tá tudo bem o processo, o produto ficou como deveria, a vida útil dele está garantida, a segurança, o sabor, a legislação tá cumprida, todos os quadradinhos que eu tinha que ticar estão OK. Então é meio que uma vida aí que ele segue dentro desse caminho até ele virar um produto disponível pro consumidor. Gisélio, muito obrigada pela sua participação. Esse foi mais um Se liga na profissão. Profissão Engenharia de Alimentos. [Música]