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[Música] Olá, minha gente. Eu quero saber em você já parou para pensar quem é o responsável pelo saneamento básico da sua cidade? Não se liga na profissão de hoje. Nós vamos conversar com uma profissional muito especial, engenheira sanitarista. Vem comigo e você vai conhecer essa profissão. O engenheiro sanitarista é um agente que promove a saúde pública e a preservação do meio ambiente. E a gente deve entender aí a saúde como numa visão única de saúde humana, saúde ambiental, saúde vegetal e saúde animal. Nesse contexto nós promovemos então a saúde. E através do que a gente promove essa saúde? Através do contexto do saneamento básico. E o que é saneamento básico? Segundo a Ana, que é Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico, ela traz que Saneamento Básico é um conjunto de serviços públicos de e de infraestrutura e de instalações operacionais, de abastecimento de água, de esgotamento sanitário, eh de coleta, eh, e tratamento e de exposição de resíduos sólido e de drenagem de águas pluviais. e o manejo dessas águas pluviais, que são sistemas eh com as suas peculiaridades, mas que que interagem e promovem, portanto, a a melhoria da condição de vida da população e a preservação do meio ambiente. Sobre esse aspecto, né, o nosso trabalho no dia a dia é atuar de forma preventiva, elaborar normas, é procedimentos, projetos, fazer a gestão de forma que nós atinjamos esse objetivo da qualidade de vida da população, promovendo a qualidade de vida, promovendo uma cidade construída de forma sustentável, né, promovendo a preservação do meio ambiente e, enfim, dando condições de eh um progresso, o progresso da própria cidade em si, mas pautado em sustentabilidade. Silvia, nós estamos aqui, né, eh, com diante de uma estação de tratamento, né, esse espaço ele é coordenado, programado pelo engenheiro sanitarista? Sim, é uma das atribuições do engenheiro sanitarista a o projeto, a obra, fiscalização, enfim, eh a operação de um sistema de tratamento como esse em que nós estamos. A gente pode participar, portanto, desde o projeto até a gestão da própria operação, da própria operação desse sistema. E quando a gente pensa numa estação de tratamento, obviamente que esse esgoto que tá sendo tratado, ele vai deixar alguns resíduos. Cabe também ao engenheiro sanitarista saber aonde descartar esse resíduo. Exatamente. Quando a gente fala ensamento básico, busquemos os serviços, né? A gente fala da água potável, a gente fala do esgotamento sanitário, a gente fala da drenagem pluvial e a gente fala, portanto, da coleta e tratamento do resíduo sólido. Então é essa a interação desses serviços. Ao mesmo tempo que eu faço aqui o tratamento do esgoto, eu gero um resíduo que eu também preciso da destinação correta ambientalmente para esse resíduo. Então isso compõe certamente as atribuições de um engenheiro sanitarista. Pensando no dia a dia do profissional. é um trabalho que é executado de forma mais externa, mais operacional ou tem também aquela parte administrativa, aquela parte de escritório? O que nos encanta na engenharia sanitária, sanitária e ambiental, é essa, eh condição de que nós desempenhemos as nossas funções tanto dentro, tanto dentro de um ambiente como um escritório, né, com cálculos e planejamento, tanto dentro de um laboratório, fazendo monitoramentos, né, indicadores de qualidade dos sistemas que a gente tá operando, como fora buscando informações, eh, digamos, eh, numa expedição, né, e junto ao meio ambiente, buscando informações eh eh do ecossistema como um todo. Então, engenharia sanitária nos proporciona essa escolha, né, essas eh eh várias opções de trabalho dentro e fora, né, em ambientes abertos, em ambientes fechados, no meio ambiente, na operação de um sistema e e a gestão também, né, nos proporciona, aliás, é uma busca do mercado por profissionais que façam essa gestão do serviço. Quando a gente fala de saneamento, principalmente nos dias de hoje, né, saneamento, meio ambiente, não é difícil a gente lembrar dessas drásticas mudanças climáticas que a gente tem vivido, né? Eu acredito que seja também uma importante atenção que vocês dão, né, no dia a dia, no trabalho de vocês. Com isso, com essa demanda de situações climáticas, isso torna a profissão, a profissão do engenheiro sanitarista mais promissora, mais procurada, talvez até mais atual? Certamente é uma profissão, eu diria, contemporânea, né? Nós ainda estamos desenvolvendo ferramenta, eh, ferramentas nesse sentido de dar conta de todos esses aspectos, né? as mudanças climáticas impactam eh severamente eh na disponibilização dos recursos hídricos, por exemplo, e, portanto, a necessidade de se tratar o esgoto. Busquemos eh eh passar para esses jovens que é importante que as vagas eh ocorrem, mas que nós não nos tornemos profissionais medíocres de forma. Busquemos uma formação robusta e busquemos sempre a atualização, a pesquisa, a interação com outras áreas, de forma de que todos juntos tenhamos mais êxito aí na nossa no nosso sucesso, que é o sucesso do ser vivo, que é o sucesso do meio ambiente. Bom, agora então nós vamos entender como é que funciona o curso de engenharia sanitária. Eu estou aqui no laboratório de solos e geologia e você vem comigo para entender como funciona esse curso. Vamos lá. Bom, aqui na PUC, né, o curso de engenharia ambiental e sanitária, ele é um curso de exatas, né, como toda engenharia. Eh, é voltado para pras pessoas que têm interesse, né, numa uma parte importante atual, né, de questões de como mitigar os impactos ambientais, né, a gente sabe que toda ação do ser humano acaba provocando um impacto ambiental, né? Então, a ideia do curso é essa, né? eh como minimizar esses impactos ambientais causados pela ação do ser humano. Então, é um curso bem atual, né, um curso que tem que a temática é bem atual, né? Atualmente a gente tá bem, o pessoal tá bem preocupado com essas questões ambientais, então acho que todos que estão interessados nessa área se interessariam pelo curso. É um curso que ele tem como uma da um dos leques profissionais é trabalhar com saneamento básico, né? essa questão de de saneamento público, né? Isso é muito comum dentro dessa área de engenharia? Sim. Eh, uma parte, né, a parte sanitária do curso, né, ela é voltada para essa área, né? Então, questão de tratamento de água, tratamento de esgoto também essas questões relacionadas a resíduos sólidos, né? Eh, o manejo desses resíduos sólidos. Então, toda essa área de saneamento básico, né, que é que é fundamental, né, para paraa convivência na sociedade, né, nos meios urbanos, ela tá relacionado com o curso. Ele tem 5 anos de duração, né, eh, como a maioria das engenharias. E, e daí ele acaba envolvendo essas questões todas de tanto da parte ambiental quanto da parte sanitária. O curso ele tem estágio obrigatório, né? Então, nos nos últimos dois semestres do curso é obrigatório o aluno fazer o estágio, né? E quando o aluno se forma, ele não precisa escolher uma das duas áreas, né? Ele sai com habilitação tanto na parte ambiental quanto na parte sanitarista. O estágio pode escolher, né? Ele pode fazer um estágio, de repente o ano todo em uma determinada empresa e validar pros dois semestres. não precisa ser um um semestre em cada área. Algumas disciplinas são essenciais para este curso. É, acho que as principais disciplinas, né, como tem a parte ambiental e sanitária, né, tem a parte ambiental que envolve ali as questões relacionadas a a manejo de de áreas florestais, né? Então, de repente eu tenho uma área degradada, né, a floresta foi degradada, como que eu vou fazer esse esse manejo desse local, né, remediar essa situação, né, recuperar essa essa esse esse local. Então ele tem também uma interface com a biologia, né? O curso ele ele tem um pouco de interdisciplinaridade, né? Ele é uma engenharia ambiental e sanitária, mas ele conversa um pouco com a biologia para para essas questões de reflorestamento, de áreas degradadas, né? E também com tem uma interface com área de química, principalmente na parte sanitária aí, né? Então, para pro aluno conseguir fazer um projeto de uma estação e tratamento de esgoto, tratamento de água ou para ele entender o que que ele tem que fazer num num solo, por exemplo, que foi contaminado com algum resíduo químico, né, fazer essa remediação desse local. Então, tudo isso envolve a parte de química também. Então, é um curso que tem uma certa interdisciplinaridade com essas duas áreas e também com um pouco com a engenharia civil, né? Eh, as questões relacionadas a impactos causados no nos meios urbanos, né, de deslizamento de terras e enchentes, que é algo que a gente tá vendo atualmente, né, em várias situações, né, causadas por mudanças climáticas, né? Eh, então esse esse essas soluções que o engenheiro ambiental e sanitarista pode dar no meio urbano para minimizar esses impactos estão também relacionados um pouco com a engenharia civil que trata, né, do meio urbano, né? E e também tem um curso que trabalha bastante com a inovação, né? A ideia principal do curso é essa de propor soluções inovadoras para esses impactos ambientais, né? Então, é um curso que estimula bastante os alunos a fazerem esse eh proporem essas soluções inovadoras, tá? E sempre contando também com atividades práticas, né? Então, a gente tem aqui, por exemplo, esse laboratório que a gente tá, o laboratório de solos, né, que vai estudar as questões relacionadas, como eu comentei, ao solo, que pode provocar deslizamento de terra, infiltração de água, tudo mais. Tem o laboratório de hidráulica que vai trabalhar com as questões relacionadas à drenagem de águas superficiais, chuva, escoamento para evitar essas enchentes. Tem o laboratório de saneamento que vai tratar das questões de tratamento de água, tratamento de esgoto, resíduos sólidos, né? E tem o laboratório de materiais que também tá relacionado com as questões de inovação, como eu comentei, né? Como usar, né, resíduos de construção, por exemplo, para para propor um novo material que causa menos impactos ambientais. É isso, gente. Esse foi mais um Se Liga na profissão. E a profissão de hoje, engenheiro sanitarista. [Música]