TV Câmara Campinas
TV Câmara
Campinas
Saúde é Vida | Campanha Outubro Rosa
Em destaque · HD Vídeo · SAÚDE É VIDA

Saúde é Vida | Campanha Outubro Rosa

159 views Publicado semana passada HD · 33:04
Resumo editorial

O programa apresenta a campanha Outubro Rosa com enfoque em prevenção e diagnóstico precoce do câncer de mama. O mastologista Giuliano Duarte explica a importância do rastreamento, da atividade física e do acesso à saúde. A Sociedade Brasileira de Mastologia reforça que a prevenção deve ser uma prioridade permanente, não apenas em outubro.

Citados nesta edição

Descrição do vídeo

O mastologista Giuliano Duarte, coordenador de educação continuada da Sociedade Brasileira de Mastologia, detalha a campanha Outubro Rosa e a importância do rastreamento e do diagnóstico precoce do câncer de mama. Ele cita dados do INCA: a estimativa de novos casos no país subiu de 63 mil para mais de 78 mil por triênio, e a cada 100 mulheres diagnosticadas há 1 homem com a doença. Giuliano Duarte explica sinais de alerta, prevenção e acesso ao tratamento neste quadro de saúde com entrevista médica.

Transcrição completa do vídeo

26 mil caracteres · transcrição automática

Transcrição automática gerada por IA. Pode conter pequenas imprecisões e ainda não passou por revisão humana. Use Ctrl+F para buscar termos dentro do texto.

[música] Olá, começa agora o Saúde à Vida aqui na programação da TV Câmara Campinas e hoje vamos falar sobre a campanha [música] Outubro Rosa que envolve prevença. identificação de sinais, diagnóstico precoce, tratamento e também acesso à saúde. Para isso, convidamos o Dr. Giuliano Duarte, mastologista da Sociedade Brasileira de Mastologia da Regional São Paulo e também coordenador de educação continuada [música] da sociedade brasileira. Seja muito bem-vindo. Obrigada pela sua participação, Dr. Juliano. Eu que agradeço o convite. É um prazer estar com vocês. Nós eh vamos falar um pouquinho então sobre a campanha Outubro Rosa, né, que envolve toda essa prevenção. A gente até fala sobre eh que parece, né, notícia repetida, mas é bom a gente informar exatamente como que funciona essa campanha Outubro Rosa. Então, pra gente iniciar e contextualizar, por favor, fale um pouquinho sobre a campanha e o principal objetivo dela. Doutor, o Odobrosa foi uma campanha que que iniciou há muitos anos atrás nos Estados Unidos, em São Francisco. E, e o objetivo dela é alertar as pessoas sobre o câncer de mama, eh conscientizá-las para que a gente tente de alguma forma eh minimizar as consequências dessa doença, que na verdade é a que mais frequentemente acomete mulheres, é o câncer que mais acomete mulheres. Isso foi criado há muito tempo e hoje difundiu-se pelo mundo todo. adotou-se outubro como mês dessa campanha de prevenção contra esse tipo de câncer e hoje a gente tem o mundo no mês de outubro vestido de rosa para lembrar da importância dessa doença. E doutora, além do câncer de mama, o outubro rosa, ele também abraça a saúde da mulher como um todo, né, falando sobre também as as prevenções, como a gente fala, né, constantemente sobre isso. É, ou apenas envolve somente o câncer de mama, como ele é aí o mais incidente entre as mulheres. Eu vejo que o o câncer de mama, como é o mais frequente, ele é o foco desse mês, mas a saúde geral da mulher acaba sendo abordada, né? Eh, a mulher acaba sendo representada muito fortemente nesse mês, porque embora o câncer de mama também possa atingir homens, a frequência disso é muito baixa. A cada 100 mulheres tem um homem com câncer de mama. Então, eh, a campanha ela foca no câncer de mama especificamente, porque existem outros meses do ano que a gente faz campanhas para outros tipos de cânceres ginecológicos, né, os cânceres femininos. Mas a saúde da mulher em geral é muito importante e acaba sendo relembrada nesse mês também. E Dr. Inca, né, Instituto Nacional de Câncer, projeta aí mais de 78.000 novos casos, né, eh, falando um pouquinho sobre esse triênio aqui no Brasil, né? O câncer de mama, como você já mencionou, ele continua sendo o tipo mais incidente aí entre as mulheres, mas falando em um cenário em números, né, como que tem sido esse esse avanço, né, da dos casos, né, como que a gente pode trazer pro Brasil e principalmente falando sobre esses novos casos de câncer aqui para alertar a população. A gente tem visto nos últimos anos uma incidência aumentada da doença. Todas essas estimativas que o Inca faz, ele a cada triênio ele acaba tem demonstrado ao longo dos anos um aumento na incidência. Então, por exemplo, há uns anos atrás tava com 63, hoje a gente já tá com 78.000 casos novos esperados no ano no Brasil. Além disso, o impacto que traz não é só de ter a doença, tem um impacto na mortalidade. Quanto mais mulheres com câncer, mais tem mortalidade pelo problema, né? Isso é um problema de saúde pública, porque você tem uma doença que atinge a mulher, que é mais da metade da população, e acaba trazendo, além de mortalidade, quando a pessoa tem um problema, às vezes uma morbidade, ou seja, sequelas relacionadas ao problema, né? Então, o foco desse mês é trazer para que para que todas as mulheres e até os homens se conscientize de que para que a gente consiga melhorar esses esses números, às vezes a gente não vai conseguir melhorar o número de incidência da doença, mas a gente pode de alguma forma melhorar o número de mortalidade e o número de morbidade causado pelo problema. Aí a forma de fazer é fazer o diagnóstico precoce, porque a gente sabe que existe uma relação direta entre fazer o diagnóstico mais cedo da doença e redução na mortalidade. Bom, pra gente deixar o público então, né, eh, consciente dos riscos também, doutor, vamos falar sobre os principais fatores, né, que podem aí aumentar a chance de desenvolver a doença, né, falando também sobre a questão de genética e estilo de vida também com foco nos fatores de risco, por favor. Eu sempre, eu sempre digo assim, eh, todo câncer tem uma origem genética. O que que é o câncer? São células do nosso próprio corpo que causam uma alteração no seu DNA e começa a se multiplicar de uma forma desordenada. E, ou seja, ela sempre é de uma origem genética, não necessariamente de uma genética hereditária, ou seja, que você recebeu dos seus antepassados, né? Então, a o fator genético é um fator de risco. Significa que as mulheres que têm parênteses de primeiro grau ou muitos parentes em idade jovem com câncer de mama tem mais risco de desenvolver a doença. Essas mulheres têm que ficar mais atentas ao rastreamento. Outros fatores de risco que estão envolvidos são fatores relacionados ao estilo de vida da mulher. Então, por exemplo, mulheres que têm poucos filhos, mulheres que têm filhos tardiamente, mulheres que t uma menopausa tardia, mulheres que t a primeira menstruação muito cedo, mulheres que usam terapia hormonal. Todos esses são fatores que estão associados ao aumento do risco da do câncer de mama. E aí a gente vê claramente que tudo isso que eu falei são fatores inerentes hoje da mulher moderna. A mulher de hoje, ela tem poucos filhos, ela vai ter filho mais tardiamente porque ela quer ter sua carreira, ela quer constituir um patrimônio. E que mais? Ela quando ela entra na menopausa, ela deseja ter uma melhor qualidade de vida. Aí utiliza um pouco de terapia hormonal. Então, esses são os fatores de de risco, alcoolismo, né? O consumo, não o alcoolismo, mas o consumo de álcool também aumenta o risco para câncer de mama. Então, a eh nós precisamos alertar essas esses fatores de risco para que a pessoa tente mudar um pouco o seu estilo, né? a gente não vai influenciar a pessoa mudar o completamente a vida dela só por conta do câncer de mama, mas entender que esses são eh fatores que a gente chama modificáveis de aumento do risco da doença. E talvez alguns desses fatores a gente consiga claramente eh ser evitado, por exemplo, o consumo de álcool, usar terapia hormonal para quem precisa, mesmo, não de uma forma indiscriminada e não por longos anos. Então são fatores que a mulher entendendo isso pode se cuidar um pouco mais, né? E doutora, eh você mencionou sobre o diagnóstico precoce e também o rastreamento, né? São dois termos que usa-se muito, né, sobre o câncer de mama, entre outros também, outras doenças, obviamente. Mas o que vem a ser então esse rastreamento? Em que momento essa mulher ela precisa eh dar início ao rastreamento para começar aí essa identificação? Quais são os sinais, né, que ela precisa observar? Tem uma idade recomendada? Sim. Essa sua pergunta é fundamental. O que que é rastreamento? Rastreamento é você fazer exames antes de alguém sentir sintoma, tá? E como é feito esse rastreamento no caso do câncer de mama? Hoje o que se tem de recomendação é a realização da mamografia, tá? E ela deve ser iniciada no geral a partir dos 40 anos e deve ser feita com uma periodicidade anual. Algumas instituições às vezes fazem a cada dois anos, mas no mínimo, né, a gente gostaria que todas fizessem a mamografia uma vez por ano. Por que isso? E aí para para você, mulher que tá escutando a gente, é importante entender. Quando se faz um exame, provavelmente o diagnóstico vai ser feito antes que você palpe aquele nódulo, que é o principal sintoma do câncer de mama. É um nódulo palpável. O câncer de mama é uma doença que não traz dor, né, principalmente nas estágios mais iniciais. E aí, fazendo o exame antes de você ter algum sintoma, isso é o rastreamento. Acaba fazendo o diagnóstico bem cedo e, portanto, os tratamentos acabam sendo menores e as chances de sobrevivência se tornam muito maiores. Então, isso é o rastreamento que a gente recomenda depois dos 40 anos, uma mamografia anual. E doutor eh falou sobre apalpar o nódulo. Isso seria o autoexame, que também ele é uma orientação. Eh eh as pessoas hoje elas têm, né, esse acesso fácil às informações na internet, eh como fazer esse autoexame e prestar atenção, então se sentir esse nódulo. É isso. Isso. O autoexame ele é uma recomendação, mas ele não deve atualmente ser utilizado como uma forma de rastreamento. E é muito fácil entender o porquê. Quando palp nódulo, quando a mulher palpa, o nódulo, ele já tá num num tamanho que no mínimo com uns 2 cm, 3 cm de tamanho. De forma que quando eu faço uma mamografia de rastreamento e sem que a pessoa palpe nada, é bem provável que eu faça o diagnóstico num tamanho de tumor um pouco menor. E quanto menor, melhor, menos eh tratamento, os tratamentos são menores e a mortalidade diminui. Então esse é o pensamento. A gente recomenda hoje o autoexame como uma forma de autoconhecimento, a mulher sempre se tocar, porque a gente sabe que a mulher que faz o autoexame, que ele deve ser feito pelo menos uma vez por mês, né? E a gente recomenda fazer durante o banho, tocando toda a mama. A pessoa que faz isso, ela faz a mamografia também, porque ela se cuida. Então, a mulher precisa se cuidar. E o autoexâim é uma forma de autocuidado e não deve ser usado como método exclusivo para para redução de mortalidade pro câncer de mama, né? E a gente tem recomendado a realização, mas não de uma forma única. Isso que tem que ficar muito claro. Fazer os exames, eles acabam tendo sendo mais efetivos. do que só fazer a palpação e que não substitui, né? Não, não deve ser substituído, né? Isso que que às vezes não fica muito claro. A mulher acha que tá palpando a mama, então ela tá se cuidando e tá fazendo um rastreamento. Então precisa passar no mastologista, precisa assim que ela, claro, assim que ela tocar um nódulo, ela deve procurar o serviço médico. Já aí, a partir desse momento, a gente muda o o conceito do exame que vai ser feito. Já não é mais um exame de rastreamento porque ela palpou alguma coisa. São exames que vão ser feitos para fazer um diagnóstico. Aí pode se incluir mamografia. Uma outra dúvida muito frequente, se não pode substituir a mamografia por ultrassonografia, que é um exame que às vezes incomoda um pouco menos a mulher. Os estudos atualmente mostram que a ultrassonografia, ela não é um exame que deve ser utilizada para esse rastreamento, porque os estudos mostraram o que fazer. Somente a ultrassonografia não tem redução na mortalidade pelo câncer de mama, que afinal é o nosso objetivo. A gente quer que a pessoa às vezes, claro que não tenha doença, mas se tiver que não morra pela doença. Então essa é o nosso objetivo. A mamografia ela continua sendo então a principal aí forma, né, de do diagnóstico, né, doutor? Isso é a mamografia não do diagnóstico, do rastreamento para fazer diagnóstico. Então é um método de escolha pro diagnóstico. Eh, e um outro detalhe muito importante que também a gente tem que colocar, a mamografia, ela não é um exame também eh completamente isento de falhas, tá? no sentido assim, se eu fizer a mamografia eh e e não tiver nada, eu não tô com a doença. Não é assim, todo o exame tem falha, a mamografia pode falhar também, mas os estudos científicos mostraram que ela acerta muito mais do que falha. Então é importante fazer o exame. Isso eu digo porque tem pessoas que palcam alguma coisa e acabam fazendo uma mamografia e eh por a mamografia tá normal, ela acha que tá tudo normal. Então não. Além da mamografia, quando se você sentir alguma coisa, precisa procurar o mastologista, que é o médico especialista da mama para seguir e investigar um pouco melhor, porque às vezes o exame pode falhar também. a gente vê de vez em quando isso acontecendo, mas ele acerta mais do que do que falha. É isso que é importante. Certo? E doutora, falando um pouquinho, só voltando um pouquinho falando sobre os sintomas, né? na fase inicial não tem esses sintomas, apenas esse nódulo, mas, né, em pesquisas e também conversa com pessoas, né, pacientes que já tiveram, fala-se muito sobre também o formato da mama ou então quando coça muito ou sente uma ardência ou esquenta. Isso realmente faz parte de alguns sintomas que já está em uma fase mais avançada, doutor? É, vamos lá, ó. O principal no sintoma é o nódulo palpável. Então, diante de um nódulo palpável, recomendamos procurar o médico o mais rápido possível. Outros sintomas que podem estar associados, mas são menos associados a câncer de mama, é o quê? alteração de formato, endurecimento de de uma das mamas, mudança de coloração da mama ficando um pouco avermelhada, eh saída de secreção pelo mamilo de uma cor de sangue ou uma cor muito transparente. Eh, que mais? Ganglos, né? Línguas palpáveis na axila também são sinais que podem estar associados a câncer de mama. Então, diante de todos esses achatos que eu falei, que a gente recomenda procurar o médico, procurar o seu médico. Eh, o mastologista é o médico especialista em mama, mas tem o seu ginecologista, tem os médicos da família que podem primeiro fazer uma um rastreamento verificando se aquele achado que a pessoa tá sentindo pode estar associado ao câncer de mama e direcionar aí pro especialista. Quando a mulher encontra esse nódulo, doutor, já tem aquele sentimento, né, de susto, né, já ela já fica pensando naquela situação, nossa, estou com um nódulo e é maligno e agora o que que eu faço? Já é o primeiro susto que essa pessoa tem. Mas falando sobre o câncer de mama, né, especificamente sobre os nódulos, todo nódulo encontrado, ele vai ser maligno ou não? Tem essa dúvida também do paciente? Tem não. Então, a grande maioria dos nódulos palpáveis não são câncer, mas só pela palpação, nós não conseguimos diferenciar se é o câncer ou se é outras alterações que são benignas, né? O câncer nós chamamos de tumor maligno. As outras a gente nós chamamos de doenças benignas da mama. Então, o nódulo palpável pode ser um nódulo benigno, pode ser, por exemplo, um cisto, que é um uma bolinha com líquido dentro da mama, mas pode ser o câncer. E o que que vai diferenciar? A partir do momento que a pessoa palpa, a busca do médico é tão importante, por quê? [música] Aí entra os exames que vai diferenciar se aquilo é um nódulo suspeito para câncer ou não suspeito para câncer, tá? E depois se aquele nó for suspeito para câncer para fazer o diagnóstico, não é só com exame de imagem. Então ninguém pode falar que tá com câncer baseado numa mamografia, num ultrassom ou até numa ressonância de mama. O diagnóstico do câncer, ele é feito através de um procedimento chamado biópsia. Miópsia é a retirada de um pequeno pedaço do do nódulo, que normalmente hoje em dia nós fazemos com uma agulha, um procedimento muito simples, mas esse procedimento ele só é feito quando se existe uma suspeita através dos exames de imagem daquele nódância. não se faz nos nódulos que a gente já olha na imagem e vê que aquilo é benigno. E doutor, uma vez então que o paciente recebe esse diagnóstico, né, já foi feito então essa biópsia e deu positivo, como que funciona então a linha de cuidado, né, e a importância de iniciar esse tratamento? Quais são hoje, né, as alternativas para essa paciente? Doutor, hoje para tratar o câncer de mama, eh, a tecnologia tá muito evoluída. Hoje a gente tem cinco modalidades básicas de tratamento para câncer de mama. Eh, as mais conhecidas são a cirurgia. A grande maioria das pacientes precisam de cirurgia. Outro é a quimioterapia, outro a radioterapia, um outro tratamento que se chama hormônioterapia. e a imunoterapia. Então, basicamente, são cinco modalidades de tratamento. Nem todo mundo precisa de todos esses. A ordem também que é feito é individual, né? Porque quando nós falamos em câncer de mama parece que é uma coisa só, mas existem vários subtipos de câncer de mama. E o o tratamento tá tão desenvolvido de forma que hoje a gente faz um tratamento chamado tratamento personalizado de uma medicina de precisão. A gente avalia o tumor e alguns marcadores nesse tumor que respondem a certas terapias. Então o tratamento é individualizado, mas basicamente algum desses tratamentos que eu citei, desses cinco, as pessoas vão fazer e a ordem também ela se modifica, né? Mas o que é mais importante, a mensagem que a gente tem que passar, e aí vem a questão do diagnóstico precoce, é que o diagnóstico feito inicialmente é bem provável que eh ou alguns desses tratamentos não vão ser precisos, por exemplo, ah, não vai ser preciso uma quinoterapia, não vai ser preciso uma radioterapia ou eh quando preciso faço um tratamento um pouco mais leve. Então o diagnóstico precoce é tão importante que além de reduzir mortalidade, ele traz também uma redução no tratamento que por vezes s a a paciente sofre um pouco com o tratamento. Então eh são dois pontos importantes, reduzir mortalidade e reduzir tratamento. Isso reduz sequelas do tratamento e reduz custos dos tratamentos também. paciente, doutora, ela precisa também de uma equipe multidisciplinar nesse acompanhamento, né, junto com esse tratamento também, porque são outras eh outras áreas também da vida dessa paciente, elas mudam, né, como a rotina, a questão da saúde mental, é um conjunto de de mudanças, né, de um cenário totalmente diferente, que ela precisa desse acompanhamento também, né? É, hoje ninguém trata câncer de mama sozinho um médico, só um profissional. Por exemplo, dessas três modalidades de tratamento, dessas cinco modalidades que eu acabei de citar, aí a gente já tem só de médico para tratar o câncer de mama. O mastologista, que normalmente faz a o gerenciamento de todo o tratamento, um oncologista que é o responsável por realização de quimioterapia, um rádio oncologista que é o médico que faz a radioterapia, os enfermeiros, a psicóloga, o educador físico que faz com que essa pessoa mude seu estilo de vida e começa a fazer atividade física. o nutricionista, então é um um o psicólogo, porque a gente sabe que diante desse diagnóstico existem várias eh interferências no psicológico da pessoa [música] e o psicólogo é muito importante. Então essa equipe multidisciplinar ela é, podemos dizer, fundamental para que a gente tenha bons resultados nos tratamentos, né? Eh, e o apoio da família, você a o paciente tá com a família junto, com amigos, porque a gente precisa também desmistificar o câncer. Hoje em dia a gente tem um um conceito que vem de uma época que o câncer não tinha cura e que a maioria das pessoas morriam. Hoje a gente tá numa numa fase diferente. A grande maioria das pessoas [música] ficam curadas do problema, tratam e nunca tem mais nada. E a gente acaba vivendo um luto, a pessoa que tem um diagnóstico antes mesmo de ter alguma consequência, né, baseado nesse estigma que a gente tem que tirar do câncer de mama. Então é importante ficar a mensagem que a grande maioria das pessoas que têm o problema da mama acabam sendo curadas e a o óbito é o menos frequente. Mas é muito interessante isso. E eu sempre digo, a gente só fica sabendo daquela que teve um desfecho negativo, daquela que morreu. aquela mulher que teve câncer de mão e tá curada e é minha vizinha, é o meu colega de trabalho, elas acabam não falando muito sobre isso e acaba continuando essa mística de que o câncer de mama e os outros câncer só mata, né? E não é isso. Hoje em dia a imensa maioria cura do problema, né? E essa cura, ela tá eh totalmente relacionada ao diagnóstico precoce. É porque quando a gente fala sobre os óbitos, né, doutor, esses óbitos, é, eh, são os que viram, né, estatística, né, falando assim de de das notícias, né, enfim. Então, o óbito ele realmente entra como estatística, né, mas a cura ainda fica naquela questão, será que realmente a medicina está avançada, que tem esse cenário atual, né, de cura para o câncer de mama. E aí o senhor já respondeu, né, essa pergunta que sim. E outro detalhe também que eu gostaria de de esclarecer uma curiosidade, né? A gente fala sobre eh essa questão da cura e do acompanhamento do tratamento. Hoje eh ainda esse acompanhamento é de 5 anos, doutor, ou ele foi reduzido para não voltar o câncer? Como que está? Mudou alguma alguma resolução aí nas diretrizes, né, de tratamento, de acompanhamento? Ó, hoje o que é feito eh para após o tratamento é preciso fazer um acompanhamento. Esse acompanhamento serve para monitorizar o risco da doença voltar. O risco da doença voltar tá associado ao estágio que ele fez o diagnóstico inicialmente e alguns e agressividade da doença. Então, os mais agressivos t mais risco de voltar, os que foram diagnosticados um tamanho maior tem mais risco de voltar. E por isso a gente faz uma monitorização após o tratamento. Normalmente um acompanhamento um pouco mais intensivo é feito nesses primeiros 5 anos. E aí não são consultas semestrais com exames que podem ser pedidos de vez em quando. Depois dos 5 anos, a gente fala que o risco diminui da doença voltar. Uhum. Existe o risco ainda, claro, ninguém tá isento disso. E aí a gente acaba trocando um acompanhamento para uma consulta anual, como a rotina de todas as mulheres. Eh, mas o acompanhamento ele fica assim pro resto da vida. sempre tem um riscozinho eh que está relacionado realmente ao estágio inicial que foi feito o diagnóstico e a agressividade do tumor. E doutor, eh, enquanto, né, falando sobre a o Inca e também a Sociedade, né, Brasileira de Mastologia, falar um pouquinho sobre os hábitos, então esses hábitos, né, como o estilo de vida, da prevenção mesmo, isso faz toda a diferença pra redução dos riscos mesmo, doutor? faz, faz, faz toda a diferença. Hoje a gente tem recomendado a realização de atividade física, uma alimentação balanceada, rica em proteínas, pobre em em gorduras, eh uma alimentação que que tem uma uma proporção correta de carboidratos. Ah, a gente tem recomendado o não consumo de álcool ou em doses muito baixas. Toda esse contexto, ele tem um impacto tremendo no risco de desenvolvimento da doença. E é importante deixar claro que uma pessoa que tem todos esses hábitos, ela pode ter o problema, eh, a para que as pessoas não falam: "Ó, o Dr. Juliano falou que se eu fizer assim eu não vou ter câncer". Não é isso, existe o risco, mas a gente sabe que quem faz, quem faz a lição de casa, faz atividade física, se alimenta direito, tem uma vida menos estressada, comparado com aquela que tem tudo isso, o risco de ter o problema, ele é menor. Então, e são e e todas esses hábitos que eu disse, ele tá inerente à saúde da pessoa, não é só pro câncer de mama. Esses hábitos que eu disse, melhora risco, diminui risco de problemas no coração, diminui risco de problemas cerebrais, diminui risco de problemas de outros tipos de câncer. Então, a vida saudável hoje a gente tá estimulando cada vez mais com atividade física e boa alimentação. Então, eh, importantíssimo isso. Dr. Juliane, pra gente encerrar, né, já estamos chegando ao final do programa. Qual o papel da Sociedade Brasileira de Mastologia? Então, nesse cenário, gostaria que eh o senhor fizesse as suas considerações, né, falando sobre a sociedade brasileira e não só sobre a campanha, né, porque isso a gente precisa levar aí para todos os meses, todos os dias do ano, né? E isso que você disse é é bem tocante, porque a gente tem a mania de falar sobre o câncer de ruma só em outubro e porque já tem o outubro rosa, tem as campanhas, tem eh aumento do número de rastreamento com carretas, tendo mamografias a mais, mas o problema é o ano inteiro. Hoje a sociedade de mastologia, ela tem cada vez mais estimulado o, como eu posso dizer, o objetivo do diagnóstico precoce. A campanha desse ano do outubro rosa da sociedade, ela tem um um direcionamento do movimento-se. Tanto que a Milene Dominguez é hoje ela ela ela é a artista que tá fazendo a campanha desse ano pra gente, que é uma atleta, né, ex-atleta e outros atletas, para que a pessoa saiba que também a atividade física é uma forma de se cuidar. Então, esse ano estamos tocando nesse assunto da atividade física, mas não deixando de tocar no assunto do rastreamento, da mamografia, de uma boa alimentação, eh, da pessoa ser feliz. Então, tudo isso é o que a sociedade tem proposto, né, de em forma de campanhas, eh, e também quando preciso para que a população procure um mastologista, que é o médico responsável pela mama, é o médico que trata dos das doenças da mama, não só o câncer de mama, mas as doenças também benignas da mama. Então, uma especialidade às vezes que as pessoas não conhecem. Então, a sociedade tem também feito uma forma de mostrar que existe um médico que foi eh estudou, que é especialista, que treinou para saber tudo sobre problemas da mama. Eles os mastologistas são esses médicos, né? Perfeitamente, Dr. Juliano, muito obrigada pela sua participação, por deixar todas as suas explicações, os esclarecimentos e essa mensagem, né, sobre a importância então do diagnóstico precoce e para as mulheres, né, se cuidarem e prestar atenção no corpo e não deixar para trás, né, procurar o especialistas e correr aí atrás do bem-estar, [música] da qualidade de vida. Muito obrigada pela sua participação. Eu que agradeço o convite. Bom, o nosso programa chegou ao fim. Você pode acompanhar esse conteúdo na íntegra pelo portal tvcamaracampinas.com.br. Eu te espero na próxima edição. [música] Até lá. [música] [música] [música]
A seguir

Continue assistindo

Próximas horas na grade ao vivo
Programação completa →
Ao vivo
Plenário · 13h

Câmara Notícia — Edição da Tarde

13:00 - 14:00 · Ao vivo
28:32
Matérias · 14h

Matérias — Especial da Semana

14:00 - 14:30
58:12
Perfil · 15h

Perfil — Entrevista da semana

15:00 - 16:00 · T03:E18
45:08
Bairros · 17h

Meu Bairro na TV — Vila Padre Manoel

17:00 - 18:00 · T05:E12
Estreia 1:32:00
Especial · 19h

O Ano em Plenário — Ep 1: Mobilidade

19:00 - 20:30 · Estreia
Ao vivo
Plenário · 20h30

Sessão Ordinária da Câmara Municipal

20:30 - 23:00 · Ao vivo
Mesmo programa

Mais do SAÚDE É VIDA

Edições anteriores do programa
Todas as edições →
32:34

Saúde é Vida | Apneia e Saúde do Sono

39:34

Saúde é Vida | Transtorno do Processamento Sensorial (TPS)

31:29

Saúde é Vida | Fibrose Cística

36:06

Saúde é Vida | Bruxismo

34:22

Saúde é Vida | Câncer Infantojuvenil

36:05

Saúde é Vida | Setembro Amarelo: Campanha de Conscientização Sobre Saúde Mental

31:33

Saúde é Vida | Narcolepsia e Catalepsia: Fenômenos Neurológicos Que Merecem Atenção

34:50

Saúde é Vida | Agosto Branco - Conscientização Sobre o Câncer de Pulmão

35:20

Saúde é Vida | Agosto Cinza - Catarata

35:49

Saúde é Vida | Agosto Dourado - Campanha de Conscientização Sobre Aleitamento Materno

33:58

Saúde é Vida | Síndrome Ovariana Metabólica Poliendócrina - SOMP

35:59

Saúde é Vida | Transtorno Bipolar

34:11

Saúde é Vida | Puberdade Precoce

30:24

Saúde é Vida | Transtorno Bipolar

33:25

Saúde é Vida | Trio Base Saúde

33:06

Saúde é Vida | Junho Laranja - Leucemia

32:12

Saúde é Vida | Adenomiose

31:28

Saúde é Vida | Tumores Cerebrais - Tipos /diagnósticos e Tratamento

30:47

Saúde é Vida | Osteoporose

31:43

Saúde é Vida | Depressão Em Crianças e Adolescentes

Recomendados

Você pode gostar

Outros vídeos selecionados a partir do conteúdo que você acabou de ver
Mais recomendações →
12:48

Notícias da Metrópole

15:00

Notícias do Legislativo

57:35

Câmara Notícia

7:02

Câmara Notícia | Nome Galeria Ex-Presidentes

13:01

Na Ponta do Lápis | Investimento Imobiliário

3:23

Eleições | Calendário Eleitoral 2º Turno

10:41

Agenda Cultural Campinas: Shows, Teatro, Cinema e Exposições para o Fim de Semana!

59:29

Estúdio Câmara | Sua Mãe Já Te Disse “Você Não é Todo Mundo”?