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Neste curto espaço de tempo que a música dura, os bailarinos enxergam aquilo que os olhos não veem, a verdadeira arte. Com exceção de apenas uma bailarina, todos têm deficiência visual e fazem parte da Associação Fernanda Bianchini Companhia Balé de Cegos de São Paulo. O corpo esteve em Campinas para uma rápida apresentação para crianças de uma escola municipal com todos os protocolos de prevenção. Eu me sinto realizada estando no palco, eu me sinto livre, feliz, eu não tenho que ficar escondendo a minha deficiência. Eu me sinto a pessoa mais feliz do mundo mesmo, porque eu amo a dança. Eu sempre gostei muito de dançar, eu falo que eu já dançava na barriga da minha mãe, né? porque minha mãe dançava, não profissionalmente, mas ela sempre gostava de dançar, a minha família toda é muito alegre, muito festiva, então a gente sempre dançou muito. E aí quando, primeiro eu tive uma decepção, assim, né, porque no primeiro momento eu pensei que isso não seria possível, né, levar como uma profissão, e aí quando eu conheci a Associação Fernanda Bianchini, E eu fiquei realizada porque foi um sonho que se transformou em realidade. É entender esses corpos diversos na dança. Então, entender a pessoa com deficiência, entender essa pluralidade que a dança traz, entender isso como naturalizar isso cada vez mais, entender essa diversidade como potência, e não colocar como lugar do extraordinário, como lugar do excepcional, como lugar do diferente, para cada vez mais a gente construir uma equidade entre os corpos e entre as práticas de dança mesmo. Comecei ensinando essas meninas através do toque, da percepção corporal. Criamos uma metodologia única e hoje essa metodologia já está em outras capitais e estados brasileiros e também na Polônia, nos Estados Unidos, na Argentina, Portugal, na Austrália. Então nós queremos hoje ser o sim de tantas pessoas que recebem não pela deficiência. O nosso sonho é que a deficiência seja vista como uma característica do ser humano e não como um impedimento para eles realizarem seus sonhos, seus dons, seus ideais, seus objetivos principalmente. A visita da associação foi realizada por meio do Instituto REMI, Rede de Mães Inclusivas, por meio do projeto Sementes do Futuro. E foi recebida com muita emoção pelo vereador da Câmara de Campinas, Marron Cunha, que é presidente da Comissão das Pessoas com Deficiência ou Mobilidade Reduzida. Então nós fizemos um convite para a Associação da Fernanda Bianchini e esse projeto Sementes do Futuro para que realmente viesse aqui, que mostrasse realmente aqui em Campinas o que é realmente esse projeto, o que realmente, como que eles chegaram, viajaram o país, viajaram o mundo. Então contando com pessoas realmente que hoje é nada impossível Hoje eu acho que tudo nessa vida, se você lutar por um ideal, por um objetivo Se os seus pais realmente entenderem que seu filho é normal diante da sociedade Então através desses projetos que você vê realmente que são pessoas hoje realizadas São pessoas com os pais super felizes Então eu acho assim, nada que a Câmara Municipal, o Legislativo, o Poder Executivo hoje, que pudesse nos ajudar também, que nós trazer esses projetos para Campinas, projetos culturais olha esse espaço maravilhoso que nós temos aqui para nós reativar, que realmente possa fazer, através desses projetos realmente, que faça acontecer tirar as crianças das ruas e que nossa comunidade hoje seja mais saudável e mostrar para as pessoas mais carentes na hora que acabar essa pandemia aí, que realmente é complicado aí nós vamos trazer novamente esse evento aqui, conversamos já com a Fernanda Bianchini, para que nós possamos trazer isso aqui para Campinas, um mega evento, para que o público chegue lá e prestigie essa maravilha que foi aqui hoje. Eu acredito que a inclusão, ela parte do coração, de você acreditar no ser humano e dar oportunidades iguais. Mas sem as leis, as coisas não acontecem. Eu estou muito feliz e muito feliz também de ter pessoas dentro da Câmara, dentro da TV Câmara, esses deputados, vereadores, com esse olhar além do que os olhos físicos são capazes de enxergar. É isso que a gente precisa. A importância é trazer visibilidade da pessoa com deficiência, da causa pessoa com deficiência, mas mostrar também que essas pessoas têm direito a ter acesso à educação, à saúde, à lazer, à cultura, à dança. E que assim, além delas terem esse direito, elas são capazes, elas podem fazer isso.