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Olá, muito bom dia para você que acompanha a programação da TV Câmara Campinas. Estamos chegando, sexamos, estúdio Câmara no ar ao vivo aqui na TV Câmara Campinas. Eu quero saber se você está bem. Tudo bem por aí? Por aqui tudo ótimo. Quero te convidar hoje para conversar sobre um tema que com certeza é polêmico. Vamos falar do julgamento sem autocrítica. Mas Rubel, o que é isso? Vamos explicar para você. Sabe aquele hábito de reparar rápido no erro dos outros e demorar a enxergar os nossos erros? Em segundos, a gente já tem uma opinião formada de alguém, mas será que usamos o mesmo rigor quando olhamos para as nossas próprias atitudes? Você de casa, repara no comportamento do seu vizinho? Já criticou a criação dos filhos de alguém? comentou o relacionamento de um amigo ou apontou apontou o erro de um colega? Hum. E quando o erro é seu, você usa o mesmo rigor? Gente, tá vendo como é polêmico? Hoje vamos abordar o tema julgamento sem autocrítica. Então, participe conosco, mande sua dúvida, sua experiência, conte pra gente qual foi a última vez que você criticou alguém de uma forma tão rápida e depois você parou para pensar nessa crítica. Então, precisamos conversar sobre isso. 199729377. Enquanto você manda sua mensagem, a gente atualiza algumas informações e daqui a pouquinho nós vamos apresentar as nossas convidadas do programa de hoje que já estão presente com a gente aqui no estúdio. E olha, o programa de hoje vai dar muito que falar porque nós vamos entender porque a gente age de forma inconsciente, como a gente faz para tornar essa ação consciente. Então, converse conosco, tá bom? WhatsApp aberto, nossa produção já postos para eh atender você e receber a sua mensagem. Agora vamos de informação. Pode subir TP, por gentileza. Vamos lá. O comércio do centro de Campinas vai ter um funcionamento eh facultativo no feriado, tá? A Associação Comercial Industrial de Campinas informa que na próxima segunda-feira, dia das crianças, as lojas da região central de Campinas poderão funcionar das 9 da manhã às 5: da tarde. O funcionamento, como eu disse, será facultativo, cabendo a cada loja decidir pela abertura do seu estabelecimento, tá certo? Então, aí você que tem uma oportunidade aí de dar uma passeada por pelo centro de Campinas, já sabe que algumas lojas podem ser que funcionem. Então já aproveite para tirar um dia, um tempo para você, tá bom? E olha só, gente, que legal, inaugurou ontem aqui em Campinas o Cine Teatro Bento Quirino, no centro da cidade, lá na rua Lusitana. O espaço vai oferecer sessões gratuitas de cinema para estudantes da rede municipal e paraa população em geral. A programação começa no dia 30 de outubro, às 2 da tarde, com seleção de filmes sobre o meio ambiente, cultura e diversidade. No mesmo dia, às 8 da noite, será exibido longa dona Elsa. Já no dia 31 às 7 da noite, o público poderá assistir o o documentário A fabulosa máquina do Tempo. O projeto é uma parceria das secretarias municipais de cultura e turismo e também de educação aqui da cidade de Campinas. Mais uma notinha rápida para você, porque é interessante. A gente tem o super feriado aí e o Sesc Campinas vai promover nos dias 10, 11 e 12 de outubro uma programação especial para celebrar o Dia das Crianças com atividades gratuitas de teatro, música, literatura, recreação e esportes. Entre as atrações estão brincadeiras tradicionais, cantigas, oficinas de bastões acrobáticos, atividades com bicicleta, skate, além do bloco de caixeirosas e o show do grupo Parlendo. Acho que é assim que fala, né? As atividades acontecem em diferentes unidades, então você pode entrar no site lá do Sesc Campinas, que inclusive vai ter rua fechada. Isso mesmo, pra galera ir pra rua para brincar. E eu convido você de casa a levar sua criança e também levar a sua criança interior. Você já pensou que delícia brincar na rua? Então acesse lá o site Sesc Campinas, veja aí o horário que dá para você aí e eu tenho certeza que vai ser um momento sensacional, tá bom? Previsão do tempo chegando. Vamos embora. Hoje, sexta-feira, é o que nós temos. Sol em Campinas com mínima de foi de 19, a máxima de 32º. Uau, muito calor, né? tem 30% de de chances de chuva. No sábado, a máxima fica em 29º com 20% de 20% de chance de chuva. E no domingo a máxima é de 28º, tem chance de chuva também, 20%. Então o que que a gente tem na previsão? Nós temos aí um final de semana muito bom, ensolarado. Pode ser que chove em alguns momentos, mas nada que vá atrapalhar aí o seu final de semana prolongado. Muito bem, agora sim, voltamos. Vamos para o nosso tema central. Ah, julgamento sem autocrítica. Bom, a gente é rápido para explicar porque o outro errou, mas aí a gente encontra mil justificativa quando o erro é nosso. Hoje a gente vai tentar entender de onde vem esse julgamento, o que ele causa em nós e nas nossas relações, né? E o que a autocrítica saudável pode nos ensinar. Então vamos lá. Para conversar com a gente, duas convidadas mega especiais. A gente quer dar as boas-vindas à neurocientista formada pela USP, pós-graduação em psicologia e negócios. É fundadora da Neuro 2B, que leva neurociência e alta performance para empresas e tem 17 anos de experiência e consultoria empresarial. Caramba, Carla Fernanda, que que é isso? Bom dia, seja bem-vindo. Muito bom dia. Obrigada. Nós que agradecemos a sua participação. E para completar a nossa dupla do programa de hoje, ela tá chegando com a gente, psicóloga, clínica social e docente. 21 anos de atuação na clínica e na assistência social, especialização e dependência química pela Unicamp, pedagogia social e psicologia jurídica. Ela integra aí a comissão de relações étnico-raciais eh do CRP Campinas. Lis Cunha, seja bem-vinda. Bom dia. Bom dia, Rúbia. Bom dia, você que tá em casa. É muito bom estar aqui. Tô muito feliz com o convite. Espero que a gente possa contribuir aí com essa reflexão que às vezes é meio polêmica, mas a gente precisa falar disso também, né? Exatamente. Bom, vocês a de casa já perceberam como é que tá a energia, como é que tá o clima aqui no estúdio hoje, né? Então, a gente vai conversar sobre isso sem julgamentos, porque isso acontece comigo, acontece com você, acontece com todos nós. A gente só precisa aprender como a gente faz para melhorar um pouquinho essa situação. Bom, a psicologia fala em projeção. A psicologia fala em projeção. Eh, Jung falava em sombra. A frase, atenção, o que mais te irrita nos outros é o que você precisa corrigir em si mesmo. Resume bem aí essa dinâmica entre os dois conceitos, mostrando como usamos o outro de espelho para o que a gente rejeita em nós mesmos. Acho que deu para você entender, né? Mas será que todo esse incômodo tem essa origem? A gente começa com a Alice perguntando na prática, Lis, o que é julgar sem autocrítica e como isso aparece no nosso dia a dia? Isso é natural do ser humano? Uhum. Então, é natural, sim. Eh, na verdade a gente utiliza a projeção, ela é um, ela é um mecanismo de defesa muito específico da psicanálise, por exemplo, né? E junto com a projeção, a gente tem outros mecanismos de defesa que a gente utiliza no dia a dia. Eh, e o mecanismo de defesa, ele serve para quê? Para que a gente consiga lidar melhor internamente na nossa realidade interna com aquele cômodo que tá sendo trazido, que tá sendo causado, né? Eh, ah, é possível ter uma autocrítica saudável? É porque se a gente pensar que a gente nunca pode fazer julgamento sobre nada, nós também não vamos ter senso crítico. Uhum. Então nós também precisamos estabelecer isso, né? Mas que a partir de que momento eu tô passando daquele pontinho? Uhum. Né? A partir de que momento aquilo pode ficar patológico, né? Ah, isso indica sempre que o meu ego tá se defendendo. Não, às vezes a pessoa traz muito mais nela uma insegurança, uma questão que é dela de baixa autoestima às vezes, né, outras questões pessoais. E aí eu também desfoco da minha própria realidade interna. E nós temos incômodos internos o tempo inteiro. Então, quando eu tô falando de outra pessoa, eu tô deslocando isso de mim e tô colocando em outro lugar, né? Eh, mas a gente precisa ter o julgamento, sim, como senso, né? A gente precisa fazer isso. Excelente. Agora, a gente conhece essa cena, né? Para e analisa comigo. O erro do outro salta aos olhos, né? a gente percebe rapidamente e o nosso erro, hum, às vezes passa batido. Uhum. Vamos lá, Carla. Em poucos segundos, olhando para alguém, a gente já forma uma opinião. Uhum. O que que acontece no nosso cérebro para que esse julgamento seja tão rápido e automático? Porque às vezes a gente tem dificuldade de criar um conceito sobre algo, mas para o julgamento, pá, questão de segundos. Exatamente. Então, Rúbia, é o que a Lise estava falando, o julgamento ele vem eh de toda a nossa história, toda a experiência, toda aquela bagagem que a gente já carrega. E além disso, o nosso cérebro funciona procurando padrões, porque ele quer proteger a gente, né? Nosso primeiro ímpeto do ser humano é sobrevivência. Então, a gente procura os padrões para conseguir se proteger, né? Então, o julgamento ele vem eh como uma proteção inicial, só que a forma como a gente fala eh julgando, porque a gente pode julgar, mas segurar e se comunicar de forma diferente. Mas quando a gente já julga e julga não só o fato, mas julga principalmente a identidade do outro, o caráter do outro, aí a gente complica, porque o outro vai receber isso como uma ameaça, não como uma reflexão, né? Então, eh, quando a gente, a gente percebe isso porque quando fazem com a gente, a gente sente assim, né? Então, alguém falou mal de você, falou: "Você é mentiroso, você faz tudo errado". Aí em vez de você parar para pensar, "Pera, o que aconteceu com aquela situação que estão falando isso?" Vou falar: "Pera tão tão me agredindo aqui, eu preciso me defender". Então, a sua amídala ela fica ativada. E quando a amídala, né, que é a sensação de medo, ansiedade, quando ela ativa, o que acontece? a gente tem uma redução do do funcionamento do córtex pré-frontal, que é onde segura, freia os impulsos, que analisa, que reflete, e que faz estratégias finas pro nosso comportamento, né? Então, eh, a primeira coisa é a gente vai começar a se comunicar, porque julgamento e autocrítica tem a ver com a forma como a gente se comunica. Então, a gente tem que repensar a nossa comunicação e a Alice vai até poder eh falar um pouco mais, porque hoje a gente tem técnicas de comunicação não violenta, que a gente fala sobre os fatos, a gente fala sobre como a gente se sente, as nossas necessidades e um pedido ao invés de uma crítica, né? E aí a gente consegue falar de uma forma muito mais tranquila, né? E muitas vezes a gente julga eh a outra pessoa e para outra pessoa a gente aponta o dedo. E aí tem aquele ditado infantil, né, que eu acho muito bonitinho, que você aponta o dedo, um dedo para lá e os outros dedos estão apontados para você, né? Eh, e a autocrítica pra gente, ao mesmo fato, a gente justifica, a gente não critica, a gente justifica, porque a gente entende as circunstâncias em que a gente passou. Por isso a empatia é tão importante para reduzir o julgamento e entender também que o outro pode ter tido um imprevisto, pode ter tido algum problema e que ele também tem uma vida toda ali, né? Eh, então, completando aqui o que a Carla tá falando, a questão da comunicação, né, de como a gente faz a comunicação, eh, a gente precisa marcar limites no nosso dia a dia, marcar limites às vezes daquilo que vai ou não nos afetar demasiadamente e desestabilizar a gente, né? Mas eh essa questão do julgamento é um verbinho que muda. Você é irresponsável. A gente não pensa que aquela situação é um recorte. Naquele momento, aquela pessoa optou por agir daquela forma. E aí quando a gente vai se justificar sobre nós, nós falamos isso. Ah, não, eu agi desta forma porque eu estava muito estressado com o trabalho, por exemplo, né? Então assim, essa é uma estratégia que sempre ajuda a gente a pensar, isso é um recorte, né? Isso é o que a pessoa é, o que que eu conheço dessa pessoa para poder julgar dessa forma tão categórica? Você é assim como a Carla falou, você é mentiroso, você é não, aquela pessoa pode ter. E outra, psicologicamente falando, pensando inclusive no que a Rúbia trouxe sobre a nossa sombra, nós somos perfeitamente capazes de ter valores que são aceitáveis, que são saudáveis e ao mesmo tempo agir de uma forma diferente daqueles valores. Por quê? Porque aquilo é o recorte. Aquilo não é o que eu sou. Uhum. aquilo não me resume como pessoa, né? Então é justamente nesse ponto que a gente precisa ter atenção. Uau! É, posso complementar mais um pouquinho? Tá adorando aqui. Vai lá, cara. Então, da mesma forma, né? Eh, a gente julga o outro e a gente também sabe as nossas circunstâncias. Mas também acontece muitas vezes do que a gente chama de voz interna, né? que a forma como a gente se comunica com a gente mesmo, de muitas vezes ela eh não ser eh compassiva, né? Muitas vezes ela ser eh violenta. Então você fala, você cometeu um erro, né? A coisa não aconteceu como você gostaria que ela funcionasse e você fala: "Ah, você faz tudo errado, eh você não faz nada certo". E leva essa crítica pra sua identidade, né? E o correto é você falar: "Isso não aconteceu da forma como eu gostaria". Que que eu aprendi com essa situação? como eu posso fazer melhor da próxima vez, né? Então, essa mentalidade de aprendizagem, de crescimento, é isso que vai fazendo a gente se tornando melhor. Uhum. A mentalidade de de olhar para aquilo que a gente fez e saber fazer essa autoanálise. Eh, uma pergunta muito boa que eu falo paraas pessoas que eu atendo é assim: qual que é a minha participação nessa situação, né? Eh, eu tenho alguma? Se eu tenho, o que que eu posso fazer com isso? Porque o que a Carla traz aqui sobre essa coisa da gente trazer paraa gente a questão do que as pessoas vão falando ou que a gente mesmo se impõe, ela vai gerando um sentimento que é paralisante, que é a culpa. Uhum. Né? E aí a gente não muda. Então a gente precisa eh utilizar uma outra palavra no lugar, é a responsabilidade. Uhum. E qual é a diferença? A responsabilidade, ela vem com essa análise que a gente tá propondo aqui e também vem em alguns casos com a possibilidade de reparar aquela situação que de repente eu não fui tão legal, que de repente teve algum erro ali. Sim, eu lembrei de um estudo, se eu puder trazer aqui, se eu não me engano é Pigma Leão, que ele fala sobre como a a as palavras, né, foram professores que falaram sobre expectativas que tinham sobre alunos, eram alunos medianos. E para alguns eles falaram: "Não, vocês são muito especiais, vocês são muito melhores, né?" E aí o desempenho deles cresceu um absurdo. E para aqueles que falaram falaram mesmo sendo medianos, né? Falaram: "Não, vocês eh não sabem nada, aí o desempenho foi pior". E a mesma coisa aconteceu também, né? Não só na forma cognitiva, mas como na forma de desempenho, eh, com um jogo de tênis. Então, pegaram um jogador profissional e falaram para ele: "Você não é tão bom assim, não é? É, você acha que você é, mas você é ruim. E para um amador que foi jogar com ele e falaram: "Não, você vai dar certo, você é muito bom". E o amador conseguiu ganhar do jogador profissional. Então, a forma como a gente se comunica e aquilo que a gente acredita muda muito a nossa performance. Excelente, gente, que aula. vocês são maravilhosas e e vocês vão falando e a gente vai entendendo e são coisas que estão presentes no nosso dia a dia. E aí de repente uma uma alteração na forma de agir que no caso seria que ah na forma de se comunicar a gente consegue fazer a diferença e minimizar algumas situações que que podem sair um pouquinho do entre aspas controle, né? Agora, quando a gente fala em julgamento sem autocrítica, essa rapidez, né? vocês explicaram pra gente tudo, mas é algo inconsciente, né? É inconsciente porque a gente não pensa para fazer. Só que depois que a gente fez, a gente vai pensar e vai gerar uma culpa, vai gerar de repente uma uma vergonha até por que eu fiz isso, né? Então, se é algo inconsciente que a gente não pensa para fazer, a Carla falou, você diz que é inconsciente e a Carla disse que a gente pode trazer pro consciente. Então agora vocês precisam explicar pra gente como é que a gente traz isso pro consciente e começa a minimizar, porque tem gente que tem mania de julgar e criticar as pessoas eh sem eh eh tipo assim, sem limite mesmo, né? Eh, tudo que tá na frente dela, a pessoa vai julgando, vai julgando e vai falando e vai falando. Isso não é bom para quem recebe, nem para quem pratica essa ação. Então, então, Rúbia, eu acho que isso vem eh da nossa cultura. Então, desde novo a gente aprende assim, né? Então, eh a gente escuta as pessoas falando, julgando e a gente aprendeu a se comunicar dessa forma. Existem outras formas de se comunicar, né? Eh, mas a gente aprende assim e vai replicando isso de forma inconsciente, porque você aprendeu assim. a partir do momento, por exemplo, a pessoa está assistindo aqui hoje, né, eh, essa essa apresentação aqui, né, a gente falando, então ela já torna consciente, ela fala: "Pera, eu faço isso, eu faço isso". Então, a partir do momento em que eu identifico, a parte mais difícil sempre do nosso comportamento é identificar esse comportamento. Então, a partir do momento que eu identifico, eu posso pensar sobre e isso é treinável, né? Então a gente fala: "Tá, eu quero fazer diferente". Como eu faço diferente? Primeira coisa, eu vou observar o meu comportamento. Então eu comecei a falar isso. Pera, eu estou fazendo uma comunicação jogadora. Então, para, reflete, vem para o córtex pré-frontal. Então, eu começo a analisar, não estou fazendo a forma certa, como eu vou fazer para me comunicar. E aí é um treino porque no começo é muito difícil, né? a comunicação não violenta, ela passa esse método que são as quatro etapas, né? Então, eh, por exemplo, eh, ah, você é incompetente, você sempre faz esse relatório errado. Aí eu pego o fato, né? Então, não vou falar dessa forma, eu vou falar: "Olha, eu estou vendo que os relatórios das últimas semanas estão vindo com erros, né? Então esse é o fato. E aí eu falo o sentimento, isso está me preocupando. Então eu falo a necessidade, eu preciso que os relatórios sejam precisos e aí eu comunico o meu pedido, né? Então nós podemos revisar juntos os próximos relatórios antes da entrega, né? Aí quando eu tenho um pedido, eu sei o que eu quero. A pessoa reflete, ela consegue pensar sobre, sem a ameaça e consegue te dar uma resposta. Se eu falo, você é muito incompetente, você faz tudo errado, a pessoa vai para aquele estado de ameaça e vai entrar na defensiva, né? Ela não vai pensar sobre, não vai ser uma comunicação construtiva. E o interessante da comunicação é que seja construtiva. E outra coisa muito interessante sobre a comunicação é que fizeram um estudo sobre atenção na comunicação, né? E 55% do que a gente presta atenção é a comunicação não verbal. Então, eh, a apresentação, as microexpressões sociais, os gestos, né? Então, a maior parte da comunicação, ela é não verbal. Aí a gente tem 38% da comunicação, que é o tom de voz, né? Então, eu posso falar a mesma coisa em tons diferentes, posso falar: "Não, tá tudo tranquilo, né? Beleza. Ah, tá, tá tranquilo. Não, não sei. Tá tranquilo, tá tranquilo, né?" Então, a a forma como a gente faz o tom modifica o entendimento da mensagem e apenas 7% de fato é a mensagem verbal, que são as palavras, aquilo que de fato a gente tá falando, né? Então, eh, como é importante a gente entender a comunicação paraa comunicação ser de fato construtiva, porque eh comunicação são expectativas. Eu falo, espero que o outro me entenda, o outro quer entender e quer falar a mensagem dele, quer que eu entenda, né? Então, pra gente construir isso, a gente precisa entender um pouco de comunicação, observar e aí então construir isso de forma eh consciente e racional. Uau! Uhum. É, então eu queria trazer uma coisinha que eu acho importante, que às vezes a população confunde um pouquinho quando a gente fala de psicanálise, porque eh a psicanálise trabalha muito com essa ideia do inconsciente, né? E as pessoas acreditam que aquilo que é inconsciente eu não consigo trazer para minha mente. E eu gosto muito de uma psicanalista que ela diz assim: "Você tem que usar o seu aparelho para pensar". Uhum. Para trazer isso pra consciência, que é o nosso cérebro, que é isso que a Carola tá falando agora, né? E como é que eu faço isso? Aprimorando e treinando o meu diálogo interno. Uhum. Como é o meu diálogo interno? ele é, eu faço diálogo interno, será que eu faço? Eh, ele tem que começar a ser positivo para daí eu conseguir fazer isso que a Carla tá sugerindo agora. Então, eh, na hora de freiar, muitas pessoas falam assim, né, na clínica, no consultório, ah, eu não consigo freiar. Quando eu vejo, eu já falei já saiu, já foi pelo impulso. Então, eu não posso esperar o momento da crítica e do julgamento para treinar esse diálogo interno. Eu tenho que fazer isso o tempo inteiro comigo. Quando eu tô pensando aqui em coisas negativas sobre mim ou sobre o meu trabalho ou sobre alguém, eu já preciso fazer esse diálogo interno. É, é interessante que às vezes situações muito cotidianas, a gente vê pessoas paradas e aí você pensa assim: "Nossa, por que que aquela pessoa tá ali? Eu e sempre passo perto de construções, obras que estão acontecendo aqui em Campinas. Aí eu vejo aquele monte de homem ali parado. Eu fico pensando, gente, por que que eles estão parados?" Mas ao mesmo tempo essa prática do diálogo interno já me traz assim: "Lis, para de ser doida". Uhum. a pessoa tá trabalhando, você não sabe como é dinâmica do trabalho dessa pessoa. Então veja, esse diálogo interno, ele pode ser treinado constantemente. E é só fazendo isso igual ao nosso corpo, né? Você vai pra academia, você faz o quê? Você chega lá arrasando, sabendo fazer todos os movimentos? Não. Então assim, tem que treinar para você fazer um movimento certinho. É a mesma coisa cerebralmente falando, psiquicamente falando. A gente precisa ir treinando para chegar nesse lugar que a gente consegue utilizar a técnica do Marshall, né, que é a comunicação não violenta. Porque se a gente não fizer isso, e gente, eu tenho uma novidade para contar para vocês. O sentimento é sempre nosso, não é o outro que causa, não. Exatamente. Tem uma coisa disso que é muito importante, né? Quando vem a crítica, o julgamento, é como um presente que a pessoa tá te dando. Se é um presente bom, você recebe. Se é um presente ruim, você fala: "Não, não quero", né? Então você, o sentimento, a crítica vem do outro. Se você vai receber aquilo ou não, aí a decisão é sua, né? Então isso é muito importante. E o que ali estava falando, né? A TCC, ela fala sobre as crenças, os pensamentos e os comportamentos, né? Então aquilo que a gente acredita, que a gente falou, né? Às vezes os professores falam: "Você é muito bom e aí você tem um resultado melhor". Então a crença, aquilo que você acredita, vai moldar seus pensamentos que vão mudar os seus comportamentos, né? E aí quando a gente fala da dessa parte de julgamento e de comunicação, são os nossos comportamentos. A gente pensa sobre e como a gente vai se comportar, como a gente vai de fato se comunicar, né? E os comportamentos a gente muda assim, percebendo, analisando, tornando consciente e treinando e treinando muito e não esperando a situação chegar crítica, né? Tem aquela coisa que às vezes você dá um apelido para alguém, né, que não poderia, né, ou pro chefe ou alguma coisa assim e aí numa reunião acaba saindo o apelido que não era para sair, porque você ficou treinando aquele comportamento e aí no momento aconteceu a mesma coisa, comportamentos assertivos, né? Então, se você treina antes como fazer o comportamento da forma correta, como ser assertivo, em uma hora crítica você vai conseguir fazer da forma correta. Se você não treina e deixa pra última hora, eh, vai ser muito difícil você conseguir. Se eu ficar esperando só a hora do julgamento, sabe? Só aquela hora específica em que eu percebo que eu tô julgando, porque também tem isso. Uhum. A gente é resistente em perceber que a gente tá julgando. Uhum. Né? Essa semana foi semana de prova lá na faculdade que eu leciono. E os alunos estavam muito preocupados porque a gente já deu a devolutiva, tal. Ai professora, eu não vou conseguir. Ai professora, não sei o quê. Gente, vocês vão conseguir. Vamos estabelecer uma metodologia de estudo. Vamos pensar como é que a gente vai fazer daqui pra frente esse diálogo inter porque o seu cérebro, se você falar eu não vou conseguir, ele vai falar: "Amém, muito obrigado, é isso. Não preciso fazer mais nada". É. Agora, se eu digo assim, como eu vou fazer isso? O meu cérebro vai me ajudar a pensar estratégias. E se a gente pensar, a comunicação julgadora, ela não é estratégica, porque no fundo, como a Carla falou, você tá fazendo um, você quer fazer um pedido pra pessoa, só que atacando a pessoa vai atender meu pedido. Não, ela não vai. E aí tem uma outra coisa que tá por trás disso, que é a questão do pertencimento. Uhum. E da comparação social, que tá muito em boga por causa das redes sociais. Nós estamos sim num momento que a gente compara tudo o tempo inteiro, né? Muitas vezes o julgamento ele vem por essa comparação e a gente se compara porque a gente tem um narcisismo original que é meu, que me impulsiona paraas ações que eu quero fazer. Eu preciso ter esse narcisismo primário. Se eu não tiver isso, eu não tenho essa agressividade para ir atrás das coisas que eu quero, né? Então, assim, a gente tem esse narcisismo, a gente quer se colocar num lugar de mais igualdade que o outro, né? E aí a gente vai desenvolvendo ou não, né, uma habilidade de se comunicar melhor. Se eu fico preocupado só comigo e só com o meu ego e não pensando nos pedidos que eu tô fazendo, na estratégia que eu quero utilizar para isso, eu nunca vou conseguir ter os meus pedidos atendidos. E aí fica totalmente contraproducente assim, né? Fica totalmente contrário. Uhum. E aí a gente entra também, né, naquela questão da inteligência emocional, né, que a gente vai chegando ali. E aí tem o Daniel Goleman, que ele passa cinco pilares, né, da inteligência emocional, que é autoconsciência, autorregulação, eh, esse livro, motivação, empatia e habilidades sociais. E a empatia entra nessa parte do julgamento, né? Então, autoconsciência, você se conhecer tanto a sua voz interna que você sente, como você eh pensa, o auto autorregulação, como eu controlo esse sentimento e vou pro bom comportamento, motivação, né? O que me motiva, entender o que me motiva, a empatia, que aí a gente chegou, né, no ponto chave. Então, para eu conseguir ter um julgamento mais ameno, quando eu tenho a minha autocrítica, ah, eu cheguei atrasado, ah, mas a minha filha tava doente, então, né? Agora o outro chegou atrasado. Ah, mas ele é responsável. Pera, será que é o que que aconteceu? Deixa eu perguntar para ele primeiro. Aconteceu alguma coisa? Tá tudo bem, né? Ah, eu tive um imprevisto, meu carro quebrou, né? Então, eh, entender o lado do outro antes da gente julgar e a gente quando for comunicar não colocar isso como uma identidade, seja do outro, seja a nossa, né? Fatos são fatos, identidade é identidade. Gente, o que é isso? Lise e Carla dando um show de conhecimento pra gente aqui no estúdio Câmara. Nessa manhã de sexta-feira, nós estamos falando sobre o julgamento sem autocrítica. é algo que acontece com a gente no nosso cotidiano e tá tudo bem porque é do ser humano, mas nós estamos aqui com duas profissionais excelentes nos orientando como que a gente vai fazer para diminuir, né, essa mania que a gente tem de viver julgando as pessoas. Eu quero lembrar você que esse programa ele tá disponível já no YouTube. Super vale você compartilhar com a sua rede de apoio, com seus amigos, com quem faz sentido para você, porque olha gente, é um show de conhecimento que nós estamos tendo a oportunidade de eh presenciar nessa manhã de sexta-feira aqui no estúdio Câmara. Eu, você percebeu que eu nem falei muito, né? Eu só tô aqui de boca aberta. Duas tagarelas. essas duas maravilhosas, gente. Muito obrigada por por tanto conhecimento, por tanta tanta palavra interessante que faz sentido pras nossas vidas. Agora 8:40, pessoal da produção tá dizendo que nós temos algumas perguntas. Eu nem vi o tempo passar. Eu só fiquei aqui de boca aberta olhando para vocês. Bora, bora. Muito bom, gente. Pode colocar pergunta na tela. Produção, a produção tá lá, todo mundo de boca aberta também. Bora trabalhar, time. Vamos lá. Felipe Rodrigues, o Taquaral. Ó, já aconteceu de eu perceber que estava errado numa discussão, mas continuar defendendo a minha opinião. Porque é tão difícil voltar atrás? Vai lá, Louer, vou trazer. Já reconheceu isso? Já é o primeiro, o primeiro passo. Sim. A primeira coisa do treino, né, do julgamento interno. É eu reconhecer. Eh, olha só, a gente resiste porque essa coisa do narcisismo, do nosso ego, é de querer tá nesse lugar, né? de querer estar nesse lugar, de ter a razão. E aí, se eu não puder abrir mão disso, de que eu não vou conseguir ter sempre razão e que tá tudo certo. Uhum. Ontem mesmo uma aluna falou assim para mim: "Ah, eu tive aula Xx", mas a professora ela não sabia explicar exatamente o genograma do jeito que você tá explicando, mas ela não teve, ela ficou sem graça, constrangida de assumir isso. E aí o que que ela fez? Ela continuou defendendo a opinião dela. Então, às vezes a gente não percebe pelo constrangimento também que é causado. A gente fica com vergonha daquilo. Tem uma, né? A gente tem aqui o nosso supere eu que fica aqui, ó, que é o nosso, né? Ele ele fica aqui na nossa cabeça. Ué, mas não tá certo isso aí que você tá falando? E aí a gente fica com vergonha. Então, eh, eu vou dizer que aquele copinho de humildade, né, de dizer assim: "Nossa, realmente eu não tinha pensado sobre essa perspectiva". Uhum. Nossa, pode ser que você esteja realmente certo. Eu vou pesquisar mais sobre isso, a gente volta a conversar, porque você pode ter muita razão no que você tá falando, né? Esse lugar de perceber que eu estou aprendendo com o outro. Por exemplo, nós estamos aqui com a Rúbia, ela tava falando no início antes de começar, ai vocês vão vir aqui com muito conhecimento, mas ela tem todo o conhecimento de expressão, de TV que a gente não tem. E aí a gente tá trocando isso aqui. Se você olhar para as relações sempre como uma troca, facilita muito Uhum. esse lugar de que você não precisa saber tudo, né? esse lugar diminuir tanto internamente a nossa autocobrança. Por isso que a é difícil fazer autocrítica, porque a autocobrança fica ali, ó, aquela régua. E o momento que a gente vive histórico também é um momento que o quê? Hiperprodutividade. Eu tenho que fazer, eu tenho que otimizar meu tempo, eu tenho que ser melhor, porque senão eu fico para trás, eu tenho que competir. Você só compete com você, você é único. Uhum. Não tem outra pessoa como você. Nem se for gêmeo não tem igual a você. Então, sensacional, maravilhosas. Nossa, eu já vou passar outra pergunta para você, tá, Carla? Vamos lá, mais uma pergunta na tela. Produção, por favor. Olha que dupla, hein, gente. Que que é isso? Pode colocar agora 8:43. A Carla e a Alice nos orientando sobre essa questão do julgamento, da autocrítica, enfim. Vamos lá. Camila Oliveira do Swift. Olá, Carla. Quando alguém muda de comportamento e tenta melhorar, sempre aparece alguém lembrando, ai se tem de como essa pessoa era antes. Ah, porque você isso? Ah, porque você é aquilo? Porque é tão difícil aceitar que alguém mudou. Poxa vida, o que acontece, cara? É uma verdade, né? Essa é uma verdade. A gente cria uma identidade da outra pessoa e a gente torna isso como concreto, como fixo. Só que a gente tem neuroplasticidade, então a gente muda de acordo com as circunstâncias ao longo do tempo, né? E a gente tem que entender isso, né? Que a gente tá em constante mudança. E essa mentalidade de crescimento, de aprendizagem, é o comportamento inteligente, né? Então, eh, muitas vezes, na verdade, a maioria das vezes, a maioria das pessoas se importa muito com a opinião alheia, né? Então, você tá sempre, eh, precisando de validação exterior, né? Sempre se preocupando com o que o outro vai pensar, com o que o outro vai falar. E o que a Alice falou é muito importante, né? a gente eh conversar eh com a gente mesmo, a gente rir da gente mesmo, a gente aprender que a gente pode rir da gente mesmo, a gente falar eh eu já estudei muito, mas eu não tenho medo nenhum de falar, não sei, vou procurar, vou estudar, porque a gente não sabe tudo o tempo todo, né? A gente tá em aprendizagem o tempo todo, né? A gente tem um período aí, uma vida toda para ir aprendendo e a gente vai chegar lá no final e não vai saber tudo, né? Então, é ter essa humildade de falar, estou em aprendizado, né, e vou estar sempre em aprendizado, porque quando eu aprender uma coisa, vai ter mais outras coisas para eu aprender, né? Eh, e a gente conseguir entender que o outro também tem essa mentalidade, pode ter essa mentalidade, tá buscando crescer e ser outra pessoa, né? E diz que a mesma pessoa nunca entra dentro do mesmo rio, né? porque não é nem a mesma pessoa, nem o mesmo rio. Então, as coisas estão em constante mudança e a única coisa fixa é a mudança. Então, eh tentar entender eh essas questões também. Excelente, né? A gente tá em constante movimento, né? Então, eh, hoje sou eu, a Rúbia aqui, mas amanhã eu já sou diferente, né? Isso faz parte do autoconhecimento. E o autoconhecimento é algo que a gente não para nunca de buscar, né? Porque a gente está em plena mudança e é assim, as pessoas mudam e a gente não pode eh fixar, né, que a pessoa seja daquele jeito e a pessoa busca mudança. Isso é importante porque se a pessoa tá mudando é porque ela tá tendo entendimento, conhecimento e tentando de repente pode ser que melhorar. Então a gente precisa entender, né? Tem uma coisa interessante nisso, eh, que nós vamos, psicologicamente nós vamos fazendo idealizações nas relações românticas. A gente vê muito isso, né? Uh, a gente muito mais fica apaixonado pelo idealização que a gente faz daquela pessoa do que efetivamente porque a pessoa pelo que ela é. E é interessante que a psicanálise diz que inconscientemente a gente vai se apaixonando por coisas que são próximas a nós, que são familiares à gente, né? Então assim, quando eu quero fixar uma identidade no outro, é justamente porque eu tô lidando com o outro idealizado que tá na minha mente e não com o outro que a pessoa é. Então aí eu também preciso fazer um passo atrás. Considerando a pergunta, né, eh, do telespectador, acho que é importante pensar o seguinte, hã, quando a pessoa vier e dizer para você, olha, mas você é assim, você é, sabe, você pode sugerir essa pergunta. Você já parou para pensar que de repente você tá com uma idealização de mim, de alguém que eu já não sou mais? Uhum. Né? E aí essa pessoa de repente vai poder refletir sobre um espectro que ela nunca tinha pensado antes. E aí a gente faz essa comunicação que a Carla trouxe, que é tão construtiva, que é tão assertiva. A gente não se comunica só para estar num lugar de superioridade, não. A gente se comunica para aprender. Se eu aprendi tudo, por que que eu posso morrer? Uai, já prendi Deus, já virei Deus. Já quem sabe tudo, é perfeito, vai pra glória, não é, gente? 8:48, gente. Mais uma pergunta, produção, pode colocar na tela. Que delícia isso aqui. Quanto aprendizado, quanto conhecimento com essas duas maravilhosas aqui no estúdio Câmara. A Vanessa Martins do Parque São Quirino, uma pessoa que passou a vida sendo muito criticada, ela pode acabar repetindo esse comportamento com os outros, mesmo sem perceber? E aí, Carla? Olha isso, né? É algo bem interessante que acontece, principalmente nas famílias aí, né? Sim. Ela pode e é como ela prende, ela reproduz, né? muito poucas pessoas eh conseguem eh ser criticadas e mudar esse comportamento e isso é muito inteligente, mas eh em algum momento você consegue, mas quando você é criança, por isso que é tão importante essa conversa para mães, professoras, né? Porque eh a forma como você vai falar com uma criança, ela ainda não tem todos os recursos cognitivos, né? O nosso cótex, ele é formado ao longo do tempo, começa aí com os 4, 5 anos a maturação e termina com 25 anos. Então, eh, que é essa parte que a gente realmente consegue refletir, pensar, analisar. Então, o que você fala para uma criança, ela recebe, né? Então, a gente tem que cuidar muito a forma como a gente faz, como a gente incentiva, evitar críticas que não sejam construtivas. E críticas construtivas a gente faz da forma correta, né? Então, mostrando para ela qual é o caminho certo, né, para seguir, porque ela não sabe, ela não tem autorregulação. Quem tem são os adultos, né? E tem muito adulto se fazendo de criança, né? Fazendo birra para uma criança. O adulto tem que ser a o responsável pela situação, né? Então, sim, pode acontecer dessa pessoa eh repetir esse comportamento, mas pode acontecer também dela observar, analisar e falar: "Pera, eu tô fazendo um comportamento, igual a gente falou, inconsciente, que eu aprendi dessa forma, mas eu quero fazer diferente." E então ela começar a treinar e fazer diferente. E isso é muito importante. Isso é muito importante pra gente criar aquele mundo que a gente quer viver, né? Uhum. Inclusive, eh, as crianças elas não têm ainda uma autoestima. Ela tá sendo formada, né? E ela tá sendo formada pelo que a gente fala. Vocês já perceberam crianças que elas estão, por exemplo, dançando uma música, elas nem sabem o que tá falando aquela música, mas o adulto a prova, ele sorri. Eh, a Carla falou isso no começo, né? A linguagem corporal do adulto transmite pra criança que aquilo é algo legal. Então assim, ela não tem, ela vai pelo que a gente fala, né? E aí essas coisas vão sendo internalizadas, porque ao mesmo tempo que o cérebro em termos orgânicos e tá está se maturando, a nossa personalidade está sendo formada até 6, 7 anos de idade. Então isso vai fazer muita diferença em como a gente vai se comportar. Você vai levar isso pra vida toda depois, né? Então, eh, nessa formação infantil, aquilo que você aprende, você vai criando conexões neurais, né? Você vai eh tem algumas podas que acontecem, que são os neurônios que não estão sendo usados e o reforço daqueles que caminhos que foram aprendidos. E aí isso vai ficando mais difícil de mudar conforme eles são reforçados ao longo da da vida, né? Por isso que é interessante a gente observar comportamentos que não estão sendo legais e não dar atenção para eles reforçar novos comportamentos bons pra gente formando outras conexões, né, pela neuroplasticidade e fortalecendo essas novas conexões que são saudáveis. Muito bem. 8:51. Produção me avisando aqui que a gente vai até 9:05, então dá tempo para acho que mais duas perguntas. Pode colocar na tela então produção, por favor. A gente manda aquele abraço especial para você que tá acompanhando o Estúdio Câmara na manhã desta sexta-feira. Estamos ao vivo, tá? A Simone Ribeiro do Jardim do Trevo. Quando alguém me pede desculpas, às vezes continuo lembrando do erro por muito tempo. Como aprender a dar uma segunda chance sem ficar desconfiando de tudo. É. E aí eu faria uma pergunta. Eu faria uma pergunta para É, Simone, né? faria uma pergunta para Simone. Simone, eh, você desconfia de você? Porque muitas vezes a questão não é nem mais o que o outro fez. Se a pessoa já se desculpou e a gente continua lembrando, é assim, eu preciso me perguntar por que aquilo ainda tá conversando comigo internamente. E aí, às vezes, a desconfiança de não querer dar chance pro outro pode vir porque eu já fui muito machucado, pode vir porque eu já dei segundas chances e não valeu a pena. Mas eu preciso fazer uma pergunta principal que é essa: Eu desconfio de mim? Porque talvez eu tô espelhando no outro, né? Nem sempre é com relação ao outro. E aí, se eu tenho essa perspectiva de que a comunicação é para aprender e as relações são para troca, eu não vou ficar preocupada de aprender novas coisas com quem tá vindo de diferente. Então assim, se essa pessoa tá conseguindo ter essa neuroplasticidade, será que eu também não posso ter? Será que eu desconfio das minhas próprias atitudes e aí eu tô desconfiando do outro por conta disso também? Uhum. Então eu deixaria uma perguntinha bem capiciosa, apimentada para para refletir, porque é sobre a gente mesmo, né? Muito bem. Olha só, hein? Uma perguntinha, uma interrogação no ar que serve, eu acho que para todos nós, né? Então, ó, pega a visão. Vamos lá. 8:53. A última pergunta, então pode colocar na tela. direciona para Carla, Patrícia Lopes do Flamboian. Já deixei de contar uma conquista para algumas pessoas porque sabia que encontrariam algum defeito. Como lidar com quem parece nunca feliz pelos outros? Olha isso. Olha que isso acontece muito. Eu imaginalizo, psicanalista aqui, né? Você vai falar depois também. Eh, mas isso acontece realmente bastante e é uma situação muito difícil porque a gente a gente quer compartilhar coisas positivas, mas muitas vezes chega aquela pessoa que quebra o clima, né? Então você quer compartilhar, mas se você sabe, se você compartilhar, vai vir uma crítica, vai vir um porém, vai vir alguma outra coisa que vai eh te te tornar aquela situação desconfortável, né? Então, eh, como que você lida com essas pessoas, né? O ideal é a gente se entender, se conhecer, conhecer nossos limites. Nossos limites. Eh, os psicólogos falam muito, mas as pessoas têm um pouco de dificuldade de entender, né? Limite é aquele ponto que a gente começa a ficar desconfortável, né? Então, eu comecei a ficar desconfortável, ó, tô mapeando os meus limites. Isso não significa que você não possa ficar desconfortável. Algumas vezes a gente precisa ficar um pouco desconfortável, mas você não pode aceitar estar desconfortável o tempo todo e sempre nas mesmas situações, né? Então, conseguir entender os onde estão os nossos limites, ter posicionamento, então, eh, chegar e saber quem você é, né? Tem que ter uma identidade para você saber quem você é e se posicionar, né? Então, eh, se é uma situação que se repete sempre com a mesma pessoa, tem coisas erradas aí. Primeiro, eu não tô definindo meus limites. Segundo, eu não estou me posicionando. Terceiro, se mesmo eu me posicionando ou chegando para essa pessoa, fala: "Poxa, você nunca fica feliz por mim, se é meu amigo ou não é?", né? E terceira coisa, se mesmo se posicionando, se mesmo conversando, a pessoa continua, ela não é sua amiga, né? Então não tem por continuar eh dividindo a sua vida com alguém que não gosta de você. Uhum. Uhum. E essa coisa de eh estar feliz pelo outro, né? De ficar feliz pelo outro. Eh, aí a gente tá entrando num campo que é o campo da inveja. Uhum. Né? E aí as pessoas dizem: "E inveja, gente, é um dos sentimentos mais primitivos que a gente tem." Uhum. Porque ele tá ligado à primeiríssima infância, aquela fase em que a gente é o rei bebê. Uhum. Tudo está ao nosso redor, ao nosso favor. E quando isso não acontece, a gente começa, ficar, mas pera aí, por que que isso daqui não tá acontecendo do jeito que acontecia? Por que que agora minha mãe não vem quando eu choro? Uhum. Né? E aí eu começo a ter inveja daquele que, ai, ó lá, a mãe dele tá toda hora fazendo tudo para ele. É um dos sentimentos mais primitivos. E a inveja, na verdade, não é do que a gente tem, é da fruição que a gente dá. A gente chama em psicanálise de fruição. É de como eu faço o uso daquilo. Então, por exemplo, eu posso ter, eu tava comentando com a Rúbia que eu tenho um blazer verde muito parecido com o dela antes de começar. E aí eu falei para ela, eu quase vim com esse blazer rub. A gente, mesmo a gente tendo a mesma peça de roupa, eu falei para ela como eu gostaria de usar. Eu ia colocar ele com essa saia que eu estou com um cinto e ia ficar totalmente diferente da rúbia. Então, quando uma pessoa tem inveja, ela tem inveja do uso que você faz da sua potência e daquilo que você consegue usufruir com aquilo. Uhum. Então, por exemplo, eu posso também ter um carro, eh, e você ir lá e ter o mesmo carro, mas o uso que eu faço daquele carro é totalmente diferente do uso que você faz. Então, assim, eu acrescentaria aí na fala da Carla essa questão de que às vezes, gente, tem uma inveja mesmo. Uhum. Né? Às vezes a inveja tá ali, às vezes é uma pessoa que, infelizmente, ainda não consegue alcançar as boas coisas na vida. E aí talvez seja isso também assim, eh, nós temos, e aí, ai gente, psicanalista tem que falar essas coisas. A gente tem um eu ideal. Uhum. Então, quando a gente fica falando pro outro, ah, mas falta isso aqui Uhum. Mas ai, você podia ter falado de X for, ah, você foi lá no programa, você falou muito, Lis, tinha que falar menos. Eu tô em busca desse eu ideal pro outro também. Uhum. Então, muitas vezes pode, isso é inconsciente, tá, gente? Então, às vezes a pessoa também faz por isso, porque ela quer que você chegue nesse ideal que ela tem na cabeça dela, entendeu? E aí é é interessante refletir com ela assim: "Ué, mas para mim foi tão bom, mas para mim tava tão legal eu tá lá e falar bastante, eu tava tão confortável e tá lá com a Rúbia e com a Carla e falar um monte. E por que que não pode ser assim? Uhum. Por que que precisa ser desse jeito que você tá idealizando né? Então mesmo assim ainda é possível algum diálogo. Gente, o que que é isso? Vocês são maravilhosas. Você também isso? Quanto ensinamento, quanto conhecimento. 859. Ah, tem mais 5 minutos. Que que a gente faz com esses 5 minutos? Tem mais pergunta aí, produção? Tem mais? Mais uma. Ah, é? Ah, então tá bom. Tá certo. Então, a gente vai ter que encerrar. Mas pra gente encerrar, claro, depois de tanta informação, tanto conhecimento compartilhado, eu acho que fica, né, pra gente essa questão da gente parar, fazer uma autoanálise e se cuidar um pouquinho quando a gente for fazer um julgamento, quando a gente for fazer uma uma crítica, né, para alguém, porque de repente a gente pode estar diante de um espelho a gente pode criticando algo em alguém que a gente não goste na gente mesmo. Então é importante a gente parar, fazer uma análise e ir com mais calma, né? Dá um passo atrás, dá uma olhadinha como é que tá o ambiente. Eh, tenta conversar com você, como nós aprendemos hoje, a comunicação assertiva com o outro para que as coisas possam fluir com mais tranquilidade. Eu só quero agradecer, agradecer demais a participação da Alice, da Carla, considerações finais. Então, a gente começa com a Carla. Obrigada pela sua participação, por dividir tanto conhecimento com a gente, por fazer essa manhã de sexta-feira ser magnífica. Ro que agradeço a oportunidade e como a gente tava falando no começo, né? Se a gente puder ajudar uma pessoa já valeu a pena. Nossa, gente, que delícia, que maravilha. Lis, maravilhosa, quanto conhecimento também, quanta coisa boa, ã, que faz sentido para nossa vida e que às vezes a gente não tem a oportunidade de conversar com alguém que coloque esses insightes, porque de repente a partir de uma fala de vocês, a gente abra uma aba de conhecimento, fala: "Nossa, é aí que eu precisava entender o que acontece comigo". Então, muito obrigada por trazer pra gente essa oportunidade de um, de repente, o início de um autoconhecimento. Gratidão. Isso. Eu que agradeço muito. Eu tô muito feliz de estar aqui. Espero que a gente possa voltar outras vezes, eh, e continuar falando de outros e outros assuntos. Eh, e gente, assim, eu vou deixar uma mensagem, né? Eh, gostaria que a gente pudesse ser mais acolhedor. Uhum. com os outros e com a gente. Começando com a gente, fica fácil ser acolhedor com o outro. Uhum. Então, exerça isso com você mesmo, mas não é aquele acolhimento que te exenta da responsabilidade, que te exenta de reparar um dano, se você percebeu, ou que te exenta de assumir efetivamente, nossa, isso não foi tão legal que eu fiz, mas esse lugar em que a gente consegue acolher e consegue saber o que que eu posso fazer a partir disso. Uhum. Né? Então, eu vou deixar essa mensagem. Eh, a autocrítica faz parte, eh, o julgamento também, mas a gente precisa que eles conversem de uma forma mais acolhedora dentro de nós primeiro, para daí a gente conseguir isso externamente. Não deixe que a sociedade, a forma como o mundo funciona, o individualismo, enfim, todas essas questões poluam aquilo que você tem com você, porque a sua realidade interna é a coisa principal que você tem que dar conta. Uhum. Você dando conta disso, vai ficar tão fácil as outras coisas. Então eu agradeço muito, viu, a paciência com as tagarelas. Adorei, gente. Adorei. Eu fiquei aqui só observando e captando, né? Eh, eh, adquirindo conhecimento. Isso é bom demais. Olha, mais uma vez, gratidão a vocês, pessoal de casa, muito obrigada pelo carinho, né? Por estar com a gente também, compartilhando aí a sua dúvida, de repente a sua experiência. É muito importante. A gente fecha a semana com chave de ouro. Programa tá disponível no YouTube. Faça isso, compartilhe, assista novamente, porque é muito interessante a gente ouvir de novo tudo que foi dito aqui, porque com certeza você vai se encontrar aí entre essas palavras que foram ditas aqui no programa, viu? Ó, um ótimo final de semana. Segunda-feira a gente tem programa novamente. Eh, a partir das 8 da manhã nós vamos falar sobre uma relação bem interessante. Trabalho, casa, casa, trabalho. Você sai do trabalho e deixa as questões de trabalho lá ou você leva tudo paraa sua casa? E aí, quando você sai de casa, você deixa seus problemas de casa em casa e vai trabalhar? Ou você pega os problemas de casa e leva para o trabalho? Aí você me pergunta como é que a gente vai separar isso se a gente é um só e está tudo interligado? Então a gente precisa ter um certo equilíbrio. Mas como a gente faz para chegar ao equilíbrio? Vamos conversar e descobrir na segunda-feira a partir das 8 da manhã em mais uma edição do nosso estúdio Câmara. Lembrando, final de semana, programação especial com várias estreias para você aqui na TV Câmara Campinas. Hoje ao meio-dia, Gabriel Castro com Câmara Notícia. A gente vai ficando por aqui. Um grande abraço, um ótimo final de semana, feliz dia das crianças. Aproveite para levar sua criança interior para dar aquela alegrada, aquela diversão para ela, tá bom? Se cuide e até segunda-feira. Ciao