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Advogado explica em Campinas regras do CFM para uso de IA na medicina

Especialista Gustavo Clemente detalha resolução do Conselho Federal de Medicina que permite paciente recusar uso da IA no diagnóstico e tratamento.

Por Redação TV Câmara Campinas
Advogado Gustavo Clemente durante entrevista sobre uso de inteligência artificial na medicina no quadro É Seu Direito da TV Câmara Campinas
Advogado Gustavo Clemente durante entrevista sobre uso de inteligência artificial na medicina no quadro É Seu Direito da TV Câmara Campinas

O Conselho Federal de Medicina (CFM) publicou uma nova resolução que estabelece regras para o uso da inteligência artificial em consultórios e hospitais. A norma foi detalhada pelo advogado Gustavo Clemente, especialista em direito médico e da saúde, no quadro É Seu Direito, exibido pela TV Câmara Campinas em 9 de outubro de 2026.

Segundo Clemente, a resolução normatiza uma prática que já estava presente no dia a dia da medicina. Pela nova regra, o paciente deve ser informado sempre que procurar atendimento médico ou hospitalar sobre o uso da inteligência artificial e qual o nível de integração da ferramenta no seu caso. O paciente também tem o direito de recusar o uso da tecnologia tanto no diagnóstico quanto no tratamento.

"A regulamentação trouxe essa transparência da relação entre médico e paciente e trouxe também a participação efetiva do paciente na decisão de seu tratamento e como ele será realizado", afirma o advogado Gustavo Clemente.

Caso o paciente discorde ou não autorize o uso da inteligência artificial, o médico deve seguir com o atendimento da forma convencional, sem a ferramenta, utilizando os recursos disponíveis no consultório.

A resolução também define que a responsabilidade pelo diagnóstico e pela conduta médica continua sendo exclusivamente do profissional, mesmo quando a inteligência artificial participa da análise. De acordo com Clemente, a tecnologia não tem poder de decisão e funciona apenas como ferramenta de apoio, trazendo agilidade e maior abrangência de pesquisa, mas sem substituir o olhar médico humano.

Como dados de saúde são considerados informações sensíveis pela legislação, Clemente orienta que médicos e instituições avaliem o sistema de inteligência artificial adotado antes de utilizá-lo. Os cuidados recomendados incluem verificar se a ferramenta possui certificações internacionais de segurança e proteção de dados, se tem capacidade de anonimização que impeça a identificação do paciente em caso de compartilhamento de informações, e se o banco de dados utilizado conta com certificação internacional de criptografia.

Segundo o advogado, a adoção dessas medidas ajuda o médico e a instituição de saúde a evitar problemas judiciais relacionados ao uso indevido de informações dos pacientes.

O tema integra o quadro jurídico de orientação ao cidadão da TV Câmara Campinas.

Assista à íntegra

A matéria completa foi ao ar no É SEU DIREITO da TV Câmara Campinas. Assista ao vídeo original: É Seu Direito | Uso Inteligência Artificial Medicina.

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É Seu Direito | Uso Inteligência Artificial Medicina

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