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Estúdio Câmara | Sexta animada, domingo de ansiedade: como lidar com o “Sunday Blues”?
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Estúdio Câmara | Sexta animada, domingo de ansiedade: como lidar com o “Sunday Blues”?

34 views Publicado 17/10/2025 HD · 49:57

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No Estúdio Câmara desta sexta-feira, o tema é algo que quase todo mundo já sentiu, mas poucos falam abertamente: o “Sunday Blues”, também conhecido como a ansiedade do domingo à noite. 🌙💭 Sabe aquela mistura de tristeza, irritação e apreensão que aparece no fim do domingo — junto com a insônia e o peso da segunda-feira chegando? Pois é, esse mal-estar emocional é muito mais comum do que se imagina. Neste programa, vamos entender por que o corpo e a mente reagem de forma tão diferente entre sexta e domingo, e o que fazer para transformar o fim de semana em um momento de descanso real e não de preocupação antecipada. As convidadas são: 🧠 Daniela Cipriano – Psicóloga clínica e mestre em Psicologia Clínica pela PUC-Campinas. Especialista no Controle do Stress de Adultos e em Terapia Cognitivo-Comportamental, atua como psicoterapeuta no IPCS e realiza palestras sobre o tema em instituições e escolas. 💬 Marina Santangelo – Psicóloga com abordagem em Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), com experiência em clínica e em Recursos Humanos. Atua online, ajudando pessoas a compreender e modificar padrões de pensamento e comportamento que geram sofrimento emocional, especialmente em contextos de estresse e sobrecarga. 💡 Temas do programa: • Quais são os sintomas emocionais e físicos mais comuns do “Sunday Blues”? • Existe relação entre essa sensação e ansiedade ou burnout? • Como a cultura do trabalho e o ritmo acelerado da semana contribuem para o mal-estar? • Há diferenças entre gerações, como jovens que ainda estão se adaptando à vida profissional e adultos sobrecarregados? • Quais hábitos ajudam a aliviar a tensão e preparar a mente para a segunda-feira? • O papel do autocuidado, da organização e do lazer no fim de semana. • E, principalmente: quando é hora de buscar ajuda profissional? 😌 Durante a conversa, nossas convidadas explicam como o cérebro reage à mudança de rotina entre o descanso e o trabalho, por que sentimos o “peso do recomeço” e como pequenas atitudes — como planejar a segunda de forma leve, cuidar do sono e separar um tempo para si — podem reduzir a ansiedade dominical. ✨ O objetivo é normalizar o tema, mostrar que esse desconforto não é sinal de fraqueza, e oferecer estratégias práticas para lidar com ele de maneira saudável. Afinal, todo mundo merece encerrar o domingo com tranquilidade e propósito, e não com culpa ou angústia. Assista ao vídeo completo e descubra como reprogramar sua mente para viver o fim de semana com mais equilíbrio emocional e começar a semana com mais energia e clareza. 🌻 Apresentação: Rubia de Oliveira Produção: Lucas Badan 📍 Programa Estúdio Câmara – TV Câmara Campinas Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

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[Música] [Aplausos] [Música] Olá, muito bom dia para você que acompanha a programação da TV Câmara Campinas. Estamos, dia 17 de outubro, estamos chegando com mais uma edição do nosso estúdio Câmara. E claro, hoje a gente entra no clima de fim de semana com o tema que todo mundo conhece e muito bem, aquela euforia de sexta-feira e a melancolia que chega no domingo à noite. Por que será que a gente muda tanto de humor nesses dias, né? É só cansaço ou tem algo mais profundo por trás dessa oscilação emocional? O tema de hoje é sexta animada e domingo de ansiedade. A alegria da chegada do fim de semana e o peso do recomeço na segunda. E você, como que funciona aí para você? Você sente isso também? Não são todas as pessoas, né? Mas a maioria delas diz que sim. Então conta pra gente se esses dias também te influenciam, tá bom? Manda para nós aí a sua mensagem. Nosso WhatsApp tá na tela. A produção já está conectada com você. 1997293776. Nós queremos te ouvir, queremos a sua opinião, a sua experiência, né? Compartilha conosco que daqui a pouquinho nós vamos apresentar as nossas convidadas que vão trazer pra gente uma super aula dessa oscilação de humor no final de semana. Agora vamos atualizar algumas informações. Vamos lá, então. Atenção, gente, falando em final de semana, a companhia de Habitação Popular de Campinas, a COAB realiza amanhã, sábado, o primeiro verão Árbore CoAB, Minha Casa, Minha Vida. Esse evento acontece das 8 da manhã até às 3 da tarde na sede da COAB. de interessados em moradia da COAB, Campinas, terão benefícios adicionais como desconto no ITBI. O destaque do evento é o empreendimento Link Vila União, que conta com apartamentos de dois dormitórios, varanda, garagem e área lazer de lazer completa. A ação integra o programa Minha Casa, Minha Vida e tem como objetivo ampliar o acesso à moradia de qualidade para as famílias campineiras. Atualmente, a COAB Campinas mantém diversas parcerias com empreendimentos do município, somando aí mais de 6.000 unidades habitacionais. Além de subsídios e taxas de juros reduzidas oferecidas pelo governo federal, a COAB também garante incentivos municipais, como isenção do ITBI para famílias com renda de até seis salários mínimos. Mais informação chegando para você. Agora a gente traz a informação do legislativo por iniciativa da vereadora Paula Miguel e a autoria do ex-vereador eh Cecílio Santos. A Câmara de Campinas realiza hoje, às 7 da noite, a entrega do diploma de mérito médico Dr. Zeferino Vas ao médico Bernardino Vieira de Lima Luz. Ele é natural de Tocantins, integra aí o programa Federal Mais Médicos e atua na região do Campo Grande aqui em Campinas, uma das mais populosas da cidade. A solenidade será realizada no plenário da Câmara, você pode participar, tá? Entrada pela Avenida da Saudade 4, bairro Ponte Preta, vai ter aí a transmissão eh da TV Câmara Campinas, sinal digital 11.3, 4, Claro, 9 Vivo Fibra, além da retransmissão simultânea nas fanpages da Câmara e também no Facebook e pelo canal da emissora a no YouTube. Então você participe, é convidado especial, tá bom? Previsão do tempo para esse final de semana. Vamos lá ver o que que acontece no final de semana. Vai ter uma oscilação também de temperatura, viu? Olha, vamos saber. Sexta-feira, sol entre nuvens. Hoje a mínima de 18, máxima de 34. Tudo bem, tudo tranquilo, como o normal, né, dessa primavera. Agora, sábado, gente, nublado, amanhecendo nublado e a possibilidade de chuva na parte da manhã. Aí à tarde e à noite, a previsão marca possibilidade de temporal com a probabilidade de 98% de chance de chuva. Então isso resumindo, vai ter chuva simbado, à tarde e à noite, tá? E só que a temperatura, olha só, mínima 20, máxima 30 para sábado, viu? Para domingo, nublado com chuva de manhã, as nuvens diminuem à tarde, mínima de 13, olha aí como passou, máxima de 19º. oscilação também na temperatura do final de semana e a nossa oscilação do humor, né? Vamos lá, então. A depressão de domingo à noite, gente, você sabe que é considerada muito forte para 62,% das pessoas no mundo. Isso é o que revelou uma pesquisa da empresa Monster nos Estados Unidos. E teve uma pesquisa que bateu aí 76% das pessoas, né, tem essa oscilação de humor no final de semana. Bom, a gente precisa entender sobre esse sobe desce emocional entre sexta e domingo. É por isso que a gente convidou duas pessoas especiais. Pelo Zoom comigo está a Daniela Cipriano. Seja muito bem-vinda. Ela é psicóloga. Bom dia. Vai falar com a gente sobre essa oscilação de final de semana. Prazer em te receber. Prazer é todo meu. Muito obrigada pelo convite. Maravilhosa. E comigo aqui no estúdio está a Marina Santâelo. Ela é psicoterapeuta, vai falar com a gente também sobre essa questão da oscilação, né, de final de semana. Nosso emocional vai e volta. É uma loucura. Bom dia. Bom dia, Rúbia. Tá bom. Gostaria de agradecer o convite da gente tá ativa. Então, eu sou contribuir hoje na nossa conversa. Excelente, porque quando a gente fala de RH, a gente pensa no nosso profissional, no corporativo. E você sabe que esse mau humor, né, que afeta muitas pessoas na segunda-feira de manhã tem a ver com a ansiedade do domingo à noite. Tem gente que chega domingo à noite, entra num casula e não quer sair mais. Agora a gente precisa entender o que acontece. Quando isso eh passa do normal, o que que pode acontecer com a gente, né? tá? Quando tá na hora de buscar uma ajuda. Então, é por isso que a gente vai falar sobre eh essa questão aí da alegria da sexta-feira. Uhu! Se estamos e da tristeza do domingo. Ô, Daniela, vamos começar com você. Então, responde pra gente por que que a sexta-feira ela tem esse poder de transformar o nosso humor. O simples fato de encerrar a semana já é suficiente para gerar essa euforia em muitas pessoas? Acontece alguma coisa eh química no nosso cérebro? Como que você explica? essa alegria do cestamos. Eh, bom, eu vou fazer uma breve apresentação minha, né? Eu trabalho com estress, eh, né? Eu trabalho com a Dra. Marilda Lip no Instituto de Psicologia e Controle de Estress e nós sabemos o quanto o estress afeta o cotidiano de todos nós, né, das pessoas. Então, quando chega na sexta-feira, as pessoas têm dentro de si aquela expectativa, né, aquela ansiedade positiva de que ele vai sair daquela rotina, né, que ele vai ter oportunidade de descansar, oportunidade de relaxar, de fazer coisas novas, de estar mais com os familiares, né, de estar mais com os amigos. Então tudo isso cria uma expectativa muito positiva nas pessoas. Excelente. Muito bem. Agora, Marina, essa expectativa, ela cria uma certa ansiedade, não é? E até que ponto essa ansiedade ela é benéfica? Porque quando a gente fala de ansiedade, todos nós sentimos ansiedade, né? Mas a gente precisa entender e saber diferenciar a ansiedade natural da ansiedade clínica. Seria isso? Uhum. Exatamente, Rúbia. Quando a gente olha para sexta-feira, né, acho que é aquela sensação de liberdade. Então, a dopamina, que é o hormônio do bem-estar, sobe muito, eleva. E aí é natural que a gente se sinta eh eufórico, feliz, que tá chegando ali o período de descanso, de pausa. Eu vejo que o problema é quando a sexta-feira é um escape e não parte da vida, né? Acho que a gente tem que encarar a sexta-feira como parte, assim como domingo, enfim. Então, eu acho que o problema começa a aparecer quando a gente encara como uma fuga ali, né, da da semana, como se a segunda sexta-feira foi um período de sobrevivência e aí a gente vai chegar no final de semana como uma única pausa, né, durante essa semana, né? Então eu vejo que é uma falta de equilíbrio ali e dependendo da intensidade de como a pessoa chega ali no domingo, a frequência desse sentimento é é um alerta assim, né? Apesar de ser um sentimento normal que muitas pessoas sentem, porque acho que é uma quebra, né? Uma é uma transição ali, entre o momento de pausa paraas responsabilidades, para prazos, né? diversos comprimentos que a gente tem que fazer ao longo da semana. Então é um sentimento normal, mas acho que dependendo da da intensidade, sim, a gente precisa ficar mais em alerta. Excelente. É bem interessante fazendo fazendo uma uma só uma complementação, né, pelo que a pelo que a Marina falou, por isso que é tão importante com que nós eh saibamos fazer um balanço da nossa qualidade de vida. isso, né, que se divide em quadrantes. Então, nós temos a nossa qualidade de vida social, afetiva, profissional e a saúde. Então, seria extremamente importante que a pessoa saiba administrar os quadrantes para que a parte profissional não acabe sendo um peso tão grande, né, algo assim, tão pesado no dia a dia que a pessoa não consiga ter prazer no trabalho, né? Então fica fica eh procrastinando durante a semana e só consegue ser feliz de sexta a domingo à noite. Aí o já começa novamente o sofrimento. Então isso precisa ser bastante trabalhado. Excelente. E era isso que eu ia falar para vocês de casa, que a gente precisa prestar atenção. E e a Daniela pontuou algo é é maravilhoso, porque assim, tem muita gente que inicia a semana pensando na sexta. Pera aí, gente, ó, segunda, terça, quarta, quinta e sexta. Tem gente que inicia o mês pensando já no final do mês, né? Tem gente que começa a trabalhar pensando assim: "Nossa, eu vou receber meu salário". Então assim, lá daqui um mês, então fica pensando lá na frente. E esse pensar lá na frente é o problema, né? Se você pensa muito lá na frente, você pensa, você quer que chega logo, você você cria uma certa ansiedade que já não é considerada aí uma ansiedade natural. A gente associa o fim de semana liberdade, mas às vezes isso vem junto com um peso, né? esse peso da ansiedade. E é importante a gente falar também, como a Daniela trouxe, né, Marina, por se a gente não se dá bem, se a gente não tá no lugar que a gente se sente à vontade para executar as nossas funções, né, executar o nosso profissional, a gente tá falando aqui do trabalho, eh, você chega na segunda-feira e já quer sair logo, porque você quer que chega a sexta-feira. Então essa essa vontade, essa ansiedade, ela vai interferir na sua qualidade, na qualidade do da sua entrega, na qualidade do seu desempenho diário, não é exatamente, Rúbia? Eh, eu vejo muito que quando a gente tem esse sentimento no domingo à noite, a primeira coisa é a gente acolher esse sentimento, né? não negar aquilo que tá sentindo. Então, acolher e a partir do momento que eu acolho, me questionar, então, por que que será que eu tô com esse sentimento tão intenso? Será que é eu tô com uma insatisfação no trabalho? Será que o meu trabalho não tá gerando nada de algum projeto social, alguma algum propósito? Será que eu tô ali eh apenas trabalhando, mas sem ver um objetivo? Então, é claro, acho a gente tem que se questionar. Acho que tem coisas que são muito individuais também da história de vida da pessoa e é importante a gente fazer esses questionamentos para entender da onde que tá vindo, né? Isso. Então, é claro que a gente pode, de forma generalizada eh trazer alguns pontos, né, de como eh lidar melhor com esse sentimento, mas é importante também se questionar se de fato tá fazendo sentido aquele trabalho, né? Exatamente. Agora, eh, Daniela, sobre essa questão do domingo à noite, né? Tem gente que começa a sentir uma irritação, uma tristeza já no domingo à tarde. O que que acontece com o nosso cérebro? Por que que a gente tem esse esse sentimento? Muda alguma coisa aqui no nosso psiquê? O porquê disso? E e como que a gente equilibra, né, esses sintomas emocionais? Então, Rúbia, a a os sentimentos que eu mais escuto, né, dos meus pacientes do domingo, é, seria a angústia. Uhum. Né? A angústia de pensar em começar a rotina. Muitas vezes a pessoa está muito sobrecarregada dentro do seu ambiente de trabalho, muitas vezes está desenvolvendo uma atividade da qual não gosta, então não tem prazer naquela atividade. Então a pessoa ou a pessoa tá se sentindo desrespeitada dentro do ambiente de trabalho. Então, a pessoa precisa parar e fazer uma análise assim, o que está me gerando tantos sentimentos eh ruins, né? Sentimentos negativos, digamos, de angústia, de tristeza, de irritabilidade, de falta de tolerância. Eu estou estressada. Será que o meu nível de estressivo? Porque se o stress estiver excessivo, a pessoa não consegue olhar para para algo e ver os pontos eh positivos, né? A probabilidade é enxergar mais tudo aquilo de negativo que existe dentro de uma situação, né? E o que que eu acredito, né? Que os estudos mostram que eu atuo na abordagem cognitiva comportamental. Uhum. Então, o que que a nossa abordagem acredita? Que o que controla o nosso comportamento é o nosso pensamento. Então, primeiro pensamos, depois sentimos e depois consequentemente nos comportamos. Então, a partir do momento que nós aprendemos, né, a ter autocontrole sobre os nossos pensamentos, conseguimos organizar os pensamentos, né, conseguimos validar a veracidade daqueles pensamentos, consequentemente aprendemos a mudar sentimentos e comportamentos. E uma outra coisa que é muito importante, que eu trabalho com os pacientes, é a pessoa viver o agora, não ter aquela ansiedade antecipatória do futuro. Ai, como vai ser minha segunda-feira? Eu vou chegar no escritório ou eu vou chegar à empresa, o que que eu vou fazer? Não, vamos viver o domingo, vamos aproveitar o domingo para relaxar, para assistir um filme, para praticar esportes, né, que ajuda muito no controle do stress, né? Então, vamos estar com pessoas que gostamos, vamos fazer algo que seja benéfico para nós, para que nós consigamos descansar no final de semana, consigamos relaxar. para estarmos prontos para iniciar uma nova semana. Muito bem. Tem sinais que passam despercebidos, né? Mas eh a gente às vezes acha que a gente só tá com preguiça mesmo, mas pode ser algo bem mais sério essa apatia que acontece eh no domingo, né? a gente pode relacionar até eh com um burnout, uma uma ansiedade generalizada que acontece no domingo eh por conta da expectativa que a gente tem de enfrentar a segunda-feira, não é, Marin? Sim. O burnout nada mais é que um esgotamento mental, né? Então, a gente vai encarar o trabalho como totalmente aversivo ali. Então, ir para o trabalho vai demandar uma energia muito grande. Então, eh, de fato, isso precisa ser olhado, a pessoa precisa buscar até esse diagnóstico, né, importante para poder ter um tratamento direcionado para isso. Então, o quanto que o trabalho ali tá contribuindo para para que a pessoa não tenha eh plenitude ali, né, durante a semana dela. E até Rúbia, pegando um pouco o gancho do que a Daniela trouxe sobre o domingo à noite, eh, eu vejo, né, eu trato muito com os meus pacientes exatamente isso que ela trouxe sobre estar no presente, né? Então, a importância da gente viver ali o domingo como domingo e não como uma pré- segunda-feira, já adiantando, né, o dia seguinte. Então, é importante que estejamos presentes. Então, quando eu estou em casa, estou em casa. Quando estou no trabalho, eu estou no trabalho. Eh, e não viver lá no futuro, né? Não estar nem num lugar nem no outro. É isso mesmo. Exatamente. Porque a gente vive dias tão acelerados, né? entregar entregar entregar e somos todos nós. Hoje eh o mundo está eh eh a 1000 por hora. E aí vem a culpa do descanso, né? Será que você consegue realmente descansar na sexta-feira à noite, no sábado, no domingo para se preparar para a segunda-feira? Aí quando a gente fala da alegria da sexta e da tristeza do domingo, vem esse questionamento, não é, Dani? O que que seria realmente a gente descansar? Igual e sexta-feira à noite eu vou dormir, legal, mas daí sábado de manhã eu vou fazer faxina na minha casa, eu vou organizar as minhas coisas. Domingo nós temos um almoço em família e aí no domingo à noite eu já estou já me preparando para trabalhar na segunda-feira e vem todo aquele turbilhão na minha cabeça. Isso realmente seria um descanso ou a gente não aprendeu o que é o descanso? O descanso, Rúbia, seria muito individual para cada um, né? Tem pessoas que descansam fazendo atividades, né? Então assim, ah, Dani, eu não consigo, por exemplo, deitar num final de semana e ver um filme ou eh deitar o sol para ler um livro. Eu tenho que estar sempre em movimento, né? Então eu vou arrumar armários, eh, eu vou fazer compras, eu vou ao supermercado. Então esse conceito do descanso é algo muito individualizado, né? Agora cabe a nós, se a pessoa não souber fazer isso sozinho, cabe ao ao profissional da saúde mental ajudar cada indivíduo a identificar aquilo que o relaxa. Então, muitas vezes o que me relaxa, eu não relaxo a você. Uhum. Depende muito de cada um. Então, tem pessoas que falam: "Ah, eu gosto de ir ao cinema." A outra gosta de fazer uma caminhada, né? é ao sol. O outro gosta de visitar familiares, então é algo muito individual, mas muitas vezes quando nós questionamos os pacientes, eles nem conseguem identificar aquilo que os faz relaxar. Uhum. Então, cabe a nós, profissionais da saúde ajudarmos os pacientes a identificar, olha, o seu marido ou a sua esposa conseguem relaxar fazendo determinada atividade. E você, o que que relaxa pros seus filhos? Ah, eu gosto, por exemplo, de ajudar meus filhos a fazerem a lição os as tarefas de casa. é uma forma que eu me relaxo, que eu me sinto útil. Então é algo muito individual de cada um. Excelente. Mas é importante a gente parar e analisar que nós temos o sábado e domingo realmente para relaxar, né, de uma forma ou de outra, da forma que você entender que seja melhor para você. São eh dois dias que a gente precisa tirar para se olhar com mais carinho, se olhar com mais cuidado e de repente eh Marina, um planejamento, claro, a gente não vai ficar olhando pra segunda-feira, senão a gente vai pirar, né? Mas um planejamento para começar a segunda-feira seria benéfico no domingo, no finzinho da tarde? Com certeza, Rúbia. Eh, o planejamento a gente tem a sensação de que tá mais sob controle do que vai acontecer. E quando a gente tá sob controle, a ansiedade tende a diminuir. Então, a gente consegue visualizar eh o que que eu vou conseguir fazer na terça, na quarta, na quinta, desmembrar isso durante a semana. E até uma dica, Rub, é que não seja exatamente no final do domingo para não ser uma pré-segunda, mas poderia ser, por exemplo, na própria sexta-feira. Então eu tô finalizando ali o trabalho, deixa eu já planejar como que vai ser a minha semana que vem, então para eu conseguir colocar, elaborar isso no papel, numa agenda, por exemplo, para que eh só na segunda-feira eu volte a olhar para isso, né? Então, com certeza, o planejamento faz total diferença. Muito bom. Olha só, né? Que dica legal você se planejar pra semana que vem, né? na hoje, sexta-feira, porque aí você fica tranquilo para curtir o seu final de semana, né? Ô, Daniela, e aquela pessoa que curte a sexta, curte o sábado, curte o domingo e não tá nem aí, daí chega na segunda-feira, está improdutivo, também é um problema da sexta e do domingo, não é? Com toda a certeza, Rúbia. Tem pessoas que usam o final de semana de uma forma tão acelerada, tão desorganizada, digamos assim. Então não, agora se é aquele famoso cestou de hoje em dia, então literalmente. Então assim, eu vou pisar no acelerador e vou fazer tudo aquilo que eu não fiz de segunda até sexta às 6 horas da tarde. Então eu vou fazer noitado, eu vou sair, eu vou beber, eu vou não tenho uma vida arregrada. Lógico que esse essa descompensação, esse exagero, com toda a certeza, vai comprometer a semana. A pessoa vai iniciar a segunda-feira exausto, eh eh cansado. Muitas vezes as pessoas acabam exagerando muito, né, em bebida e tudo mais. Chegam para trabalhar assim, parece que passou um caminhão em cima. Então a pessoa precisa tanto organizar a semana quanto, não é uma coisa obsessiva, mas a pessoa precisa organizar o final de semana. O que que eu vou fazer? Que que qual é a minha programação do final de semana? Então, eu vou visitar amigos, eu vou fazer uma festa de aniversário, eu tenho vários convites para várias coisas. O que que eu vou escolher? qual vai ser a minha prioridade, porque se não fica algo assim muito desgovernado. Uhum e em vez do final de semana ser algo que vai repor a energia, que a pessoa vai estar relaxado para iniciar uma nova semana de trabalho, ela vai iniciar a semana exaurida, sem energia nenhuma. Exatamente. É isso que acontece com você que tá do outro lado. Manda pra gente a sua mensagem. Como é que você tem se equilibrado aí no sextamos e no domingamos, não é? Porque são dias que nos oferecem aí uma pausa, mas que se a gente não cuidar, a gente pode ter um grande problema na semana seguinte, não é, Marina? Sim, com certeza, Rúbia. E até algo que eu vejo como que eu percebo que os pacientes conseguem diminuir esse sentimento no domingo à noite. É importante que durante a semana também ele tem atividades prazerosas. Então, eh, quando eu falo prazerosa, não precisa ser nada mirabolante, gastar dinheiro, mas eu digo, por exemplo, eh, ter um período ali do dia, meia hora, ou eu vou fazer alguma atividade física que eu gosto, ou eu vou visitar um amigo, ou eu vou fazer uma ligação para alguém falar de sobre coisas que eu tô sentindo, ou eu vou andar com meu cachorro e estar presente ali com o meu cachorro. Então é importante que ao longo da semana a gente também consiga trazer paraa nossa rotina atividades que nos dão prazer. Então tem muito também eh que se fala de, por exemplo, pegar o meio da semana, que é a quarta-feira. Então, pega quarta-feira e nesse dia eu vou fazer um jantar mais elaborado. Eu vou convidar alguém para vir para minha casa para jantar comigo. Eu vou fazer algo de diferente ali e tornar mesmo isso uma rotina, porque aí quebra um pouco aquela rigidez da semana e a gente não precisa ficar tão eufórico esperando a sexta-feira. Então, chega na segunda-feira, eu já posso pensar: "Poxa, na quarta eu vou ter um jantar diferente? Eu vou ter um encontro com um amigo. Então eu acho que é legal a gente também ter essa quebra durante a rotina para exatamente poder equilibrar melhor esses sentimentos assim. Muito, muito. Olha, legal demais essa sua pontuação, porque tem gente que vive igual um ratinho na rodinha, né? Qual? Levanta, trabalha, deita, dorme. Levanta, trabalha, deita, dorme. E aí chega na sexta-feira tá super tá tá sobrecarregado, gente. E aí é é muita energia, é muita, é muita coisa em casa, não conseguiu fazer nada, deixou tudo final de semana e aí simplesmente causa um desequilíbrio. Por quê? Porque você não sabe o que você vai fazer primeiro. Você quer descansar, você quer organizar, você quer arrumar, você quer consertar, você quer tudo no final de semana. Aí eu pergunto para você, Dani, eh, quando que é hora da gente buscar ajuda profissional? O que o que indica pra gente um desequilíbrio, né, que a gente tá eh realmente vivendo aí um desequilíbrio emocional na sexta-feira, né? Como que a gente entende isso? Porque eh cada um é cada um, mas chega um momento que a gente precisa se atentar se realmente esse final de semana está me trazendo uma ansiedade e um desequilíbrio emocional. como que a gente entende o que o nosso corpo e nossa mente está tentando nos mostrar. Então, Rúbia, muitas vezes o paciente chega ao consultório do psicólogo quando ele eh eh já adoeceu ou fisicamente ou emocionalmente, né, com uma ansiedade generalizada, uma tristeza profunda, uma depressão, né, muitas vezes um conjunto de sentimentos, né, e a pessoa não sabe nem identificar muito bem. Quais são esses sentimentos, mas sente uma insatisfação de modo geral. Então, como a minha especialidade é o treino de controle do stress no consultório, então nós fazemos uma bateria de testes, uma avaliação aonde podemos identificar se todos esses sintomas vêm eh devido a um estress excessivo e mal administrado. Por quê? Eh, um pouco de estress no nosso dia a dia, dentro da nossa qualidade de vida, de uma forma geral, ele é benéfico, né? é uma pessoa que não tem estresse, que não tem um pouquinho de ansiedade, fica uma pessoa muito apática, muito sem iniciativa. Mas quando esses estressores, essa ansiedade começa a se acumular e ela não é bem administrada, a pessoa não tem estratégias de enfrentamento para lidar com todas essas essas dificuldades, a pessoa começa a ter problemas que podem ser físicos ou emocionais. E aí a pessoa fala: "Não, algo está errado comigo". Ou às vezes não é nem a própria pessoa que tem essa identidade, né? Se identifica assim, às vezes os familiares, os amigos que convivem com aquela pessoa verbalizam para ela. Olha, você não tá legal, tô percebendo que você mudou muito, né? Você tá muito para baixo ou você tá muito acelerado, alguma coisa, você tá muito apático, alguma coisa tá errada. E aí isso faz com que a pessoa desperte e vá procurar uma ajuda. Excelente. Agora tem algumas pessoas também que elas não querem que chegue o final de semana, né? Aí é ao contrário, né? Tem situações, eu estava lendo ontem sobre essa questão do final de semana, né? A maioria das pessoas elas ficam eufóricas na sexta, né? Curtem aí o sábado, domingo à tarde ficam com uma ansiedade para iniciar a segunda. Agora tem algumas pessoas que é ao contrário. O que que acontece, Marina? A gente consegue explicar o porquê disso? Tem gente que fala: "Poxa vida, chegou sexta-feira, final de semana de novo, né? Isso é natural ou tem alguma parte aí eh algum lado que precisa de uma atenção especial?" Uhum. É, provavelmente essa pessoa que não quer que chegue ali ao final de semana, ela tem algumas responsabilidades. Então, por exemplo, ah, eu tenho uma avó que precisa de cuidados, então no meu final de semana eu tenho que me dedicar a isso. Eu tenho alguns compromissos, então eu tenho eh tem gente que tem a obrigação de visitar algum parente, tem gente que cumpre algumas obrigações ali, então o final de semana se torna aversível pra pessoa e não uma pausa, um descanso, um momento de autocuidado. É como se eh as obrigações ali familiares, enfim, estão no final de semana. Então, por conta disso, começa a gerar a ansiedade do final de semana, porque quando eu tô de segunda a sexta, eu tô ali cumprindo o meu horário, eu não estou disponível para outras pautas sem ser trabalho, mas no final de semana eu tenho essas outras obrigações. Então, acaba acontecendo esse sentimento exatamente por isso. E o que a gente deve fazer nesse momento em que a gente identifica, né, eh, o que está acontecendo? Ou a euforia ou a tristeza de chegar no fim de semana? Vamos lá, Dani, por favor, eh qual que é a sua avaliação eh desse sentimento e esse essa falta de equilíbrio, na verdade, né? Exatamente. Eh, fazendo uma complementação pelo que a Marina acabou de colocar, o que eu vejo muito que acontece também além dessas obrigações familiares, né, no final de semana que não deixam de ser estressores externos quando é demasiado, né, esse comprometimento familiar. muito que eu vejo que acontece as pessoas que não têm uma vida social ativa, eu já tive pacientes que verbalizam isso ai, pelo menos eu tô no meu trabalho convivendo com as pessoas, alié ali do meu do meu âmbito profissional, mas não tem amigos fora do trabalho, né? não tem uma vida social ativa ou tem problemas de relacionamentos familiares, relacionamentos com amigos, então o final de semana se torna a versível. Por isso que eu coloquei no início da nossa conversa de hoje o quanto é importante ter o equilíbrio dentro da nossa qualidade de vida. Uhum. Né? que se a pessoa foca, por exemplo, toda a energia dela só no âmbito profissional, né? Então assim, eu, se eu pego o meu gráfico da qualidade de vida, eu dou um valor paraa parte profissional tão grande que os outros aspectos social, afetivo e saúde ficam com um pedacinho pequenininho assim do do quadrante da qualidade de vida. E aí, evidentemente, o final de semana vai se tornar aversivo. Então, ter o equilíbrio na qualidade de vida, sabendo dividir, né, as a nossa a nossa atenção, a nossa disposição, seria, digamos assim, o ideal para todos nós, né? Muito bom. Nós estamos falando aqui de adultos, né? Agora, quando a gente fala de gerações, Marina, eh você vê diferença eh eh nas gerações referente a esse comportamento de final de semana? Uhum. Olha, Rúbia, essa questão da segunda-feira, por exemplo, é algo que eu vejo eh como memes em lugares até publicitários, né? Então, ah, segunda-feira é o dia pesado, então, segunda-feira brava, a gente tem isso como cultura, né? Verdade. Então, eu vejo que até essa questão cultural acaba afetando todas as gerações ali. Então, até crianças mesmo, nossa, eh, a gente tá no no final do domingo, amanhã eu vou ter que ir pra escola, não queria ir pra escola. Então, acaba acontecendo também às vezes, né, em todas as gerações, acho que muito pelo significado cultural que a gente dá para segunda-feira, pra própria sexta-feira, até, né, quando a gente vê nas escolas, tem um dia mais descontraído na sexta-feira, então é o dia de levar brinquedo, é o dia do cabelo maluco, coisas diferentes assim. Então eu acho que até nessas gerações mais novas tem também essa questão. Eh, diferente, claro, acho que o significado é diferente, mas também eu sinto que que elas sentem ali aquele peso. É algo cultural mesmo que a gente traz, né? Eh, eh, de de muito tempo essa questão eh do final de semana, né, Dani? Com toda a certeza. Eh, isso hoje é muito falado, né? muito divulgado. Nossa, chegou a sexta, então é o final de semana, é onde tudo acontece. Ai, nossa, agora começa a semana. Então, isso que vocês colocaram, eu acho que tem muito a ver, sim, algo assim muito cultural. Então eu pergunto assim pros meus pacientes, por que não ser feliz de segunda a sexta, né? O que que eu posso fazer na minha semana que vai me trazer um bem-estar muito grande? Eu não preciso ser feliz só de sexta às 18 horas até domingo à noite. Eu posso ser feliz durante a semana? Qual é a minha própria contribuição para encontrar momentos de felicidade durante a semana? Isso mesmo. Foi como a Marina colocou, né? na quarta-feira, de repente fazer um jantar, ir a um cinema. Quarta-feira, meio da semana, vamos lá dar uma uma quebrada, né? Vai dar uma passeada, vai relaxar, porque aí você já se carrega mais um pouquinho para poder trabalhar até sexta e na sexta-feira aí você descansa sexta-feira à noite, enfim, cada um tem aquilo que te faz bem, não é? Agora 8:40. A produção tá me avisando aqui que nós temos algumas perguntas e acaba de me avisar também que nós precisamos entregar o programa hoje, faltando 10 minutos para as 9 da manhã. Então a gente tem apenas 10 minutos de programa, tá certo? Mas acredito que a gente tá aqui entregando um conteúdo bem legal para você que tá em casa parar e analisar. E hoje é sexta-feira, então como é que tá seu coraçãozinho? Sexta-feira de manhã, tá tudo bem? Opa, meio-dia já começa um ritmo mais acelerado. Final do dia, então, seestamos. E aí, como é que vai ser o seu final de semana? Vamos se planejar para que a segunda-feira seja um pouco mais leve, que seja um dia gostoso, um dia natural para você. Mas para isso, como você viu aqui que as nossas profissionais trouxeram, importante ficar atento aos sinais e também um planejamento, né? um planejamento para que você consiga fazer uma segunda-feira bem diferente, tá bom? Vamos lá, produção, pode colocar pra gente na tela, por gentileza. Vamos ver o que que o pessoal de casa tá falando com a gente. Meninas, olha aí. O André Oliveira de Barão Geraldo diz: "Trabalho com o que gosto, mas mesmo assim sinto um vazio no domingo à noite, porque o corpo parece entender o domingo como um alerta". Verdade, né, Dani? É isso mesmo. Exatamente isso. É como se o corpo, né, estivesse preparado assim, olha, eu vou começar minha rotina, as minhas obrigações, as minhas responsabilidades. Então, assim, é natural que a pessoa tenha essas preocupações, que esses pensamentos passem pela mente. O que começa a ser preocupante é quando isso começa a ser exacerbável, exagerável, né? Eh, quando porque ele usou uma palavra aí muito importante, é como se o corpo estivesse em alerta. Isso que eu chamo de uma dosagem positiva de estress, né? Então assim, eu estou me preparando para novos desafios, né? para para para entrega de prazos, responsabilidades dentro do trabalho. Então, não vejo isso como um problema. Isso torna-se um problema se a pessoa começar assim: "Ah, eu nem vou curtir o meu domingo, né? Eu vou ficar deitado, não me convide para nada, nada eu vou aceitar, porque domingo é um dia sagrado para mim que eu tenho que ficar deitado, intacto, porque senão atrapalha a minha segunda-feira. Aí já tá sendo exagerado, entende? Tem que ver um meio termo aí. Excelente. Muito bom. E além de querer ficar deitado no domingo, também a gente tem que se atentar à questão da insônia, né? Porque essa ansiedade ela pode gerar uma insônia. Aí você não conseguir dormir no domingo, de domingo para segunda, chega segunda-feira, você descansou no sábado, descansou no domingo, mas não dormiu no domingo, de domingo para segunda, segunda-feira está quebrado de novo. Então precisa sim de uma atenção especial. Vamos lá. 8:43. Mais uma pergunta pra gente. Essa vai ser pra Mari. Vamos lá. Eduardo Rosa do Parque Industrial. Sempre fico muito impulsivo na sexta, querendo, querendo sair, gastar, viver tudo de uma vez. Isso é uma forma de compensar o estresse da semana. Boa, Eduardo. Essa impulsividade, né? Vamos lá. O mundo tá acabando. Pensei que o mundo ia acabar na sexta, mas sábado tá eu aqui de novo. Mais ou menos isso, né? Exatamente. É o sexou, né? aperta o botão ali, vira uma chavinha. Eh, com certeza, Eduarda, essa impulsividade ela tá muito ligada a desequilíbrio que você tá vivendo durante a semana, né? Então, quando a gente viveu tão intensamente a segunda sexta-feira, chegou ali na sexta, no final do dia, nossa, agora eu tenho a minha pausa, agora eu vou extravazar, agora eu vou fazer tudo que eu queria ter feito, tempo livre, enfim. Eh, então essa impossibilidade de querer viver tudo é porque não teve ali na segunda sexta foi muito pesado, foi muito intenso. Você não teve nenhum momento que parou e olhou para si, que fez algo eh prazeroso. Então, chega na sexta-feira e você tem que fechar a conta ali da semana, né? E isso acaba eh gerando mesmo até uma ansiedade para viver tudo isso. Tem gente que chegou sexta-feira não consegue nem ficar em casa. ten que no meio social, enfim. É claro que isso é muito bom, mas acho que quando é exacerbado, né? Preciso estar, preciso viver tudo muito intensamente, é o momento de olhar. Bom, acho que eu preciso olhar melhor pra minha vida como um todo, né? Qual que é o significado que eu tô dando pra minha semana e qual é o significado que eu tô dando pro meu final de semana, né? Será que eu preciso avaliar melhor a minha rotina e conseguir dar um equilíbrio melhor para isso? É legal. E aí vai de encontro com aquilo que você falou no meio do programa, eh, Marina, sobre a questão de parar um pouquinho na quarta-feira, de repente, não necessariamente na quarta, mas eh em algum dia da semana fazer algo que você gosta, né? Socializar com algumas pessoas, porque isso vai diminuir um pouquinho essa euforia da sexta-feira, né? Com certeza. Exatamente isso mesmo. Vamos lá. 8:46. Vai lá, produção. Dá tempo para mais duas, não, mais uma, né? E aí a gente já vai para as considerações finais. A Patrícia Almeida do Jardim do Trevo: "Às vezes me pega ansiosa até em feriados, como se o corpo não soubesse relaxar. Dá para reeducar a mente para sentir um prazer em pausar?" Nossa, é interessante isso. Às vezes a gente sente culpa de parar, né, Dani? A gente consegue nos reeducar, tipo assim, para você pode se permita. A Dani, opa, tá aqui. Eu pensei que você tinha ido embora. Pensei que a Dani já tinha ido cestar. Dani, vamos lá. Não, ainda não. Então, e a Patrícia tá perguntando isso. A gente consegue se reeducar para sentir prazer na nossa pausa, porque é o nosso momento. A gente aprende sim. A partir do momento que nós aprendemos, né, a ter autocontrole sobre os nossos pensamentos, né, Patrícia, de trabalharmos os nossos pensamentos. Nossa, mas por que que eu tô pensando de uma forma tão pessimista? Por que que eu tô tão preocupada? Deixa as coisas acontecerem primeiro, né? Você tem que conversar consigo mesma. Patrícia, eu vou viver o momento. Então, eu tô aqui no feriado, eu vou curtir o feriado com a minha família ou com os meus amigos ou mesmo sozinha. Vou tirar o dia para fazer coisas que sejam prazerosas para mim. Agora, lógico, se a pessoa não conseguir reeducar essa mente sozinha, tem que procurar ajuda de um psicólogo, né, de um profissional da saúde mental para que possa ajudá-la a reeducar a sua mente. Mas é possível sim, com toda certeza. Muito bom. É isso, gente, né? Seestamos, a gente tá aí já encerrando o programa. Dá tempo para mais uma, produção? Não, precisa encerrar, né? Fala comigo, bebê. Vamos lá. se dá tempo. Tá bom, precisamos encerrar. Então, tá, eu quero agradecer demais a presença de vocês duas aqui, né, a Dani e a Marina. Muito obrigada pela participação e pela entrega de um conteúdo bem legal, justamente hoje na sexta-feira, que vai fazer a gente repensar aí as nossas ações durante a semana. Marina, muito obrigada então pela sua participação, tá? E gratidão por estar com a gente. Obrigada, Rúbia. Eu que agradeço e aproveitem o final de semana com equilíbrio. Pensem nas pausas durante a semana pra gente conseguir equilibrar melhor as coisas. Maravilha. Ô Dani, obrigada a você também por estar presente com a gente. Obrigada aí eh pela contribuição das suas falas, viu? Obrigada a vocês pelo convite, pela oportunidade de est colocando aqui os meus conhecimentos. Bom final de semana a todos. Aproveitem, né, com com muita prudência, com muita cautela e muita alegria no coração. Valeu. Muito obrigada a você também que está aí do outro lado acompanhando a programação da TV Câmara Campinas. A gente aprendeu hoje que o fim de semana não é só intervalo entre duas semanas de trabalho, é um espelho do nosso ritmo, das nossas emoções e da forma com que a gente se cuida, viu? Então cuide-se muito bem, continue ligadinhos com a gente aqui na TV Câmara Campinas. Nós temos informação para você daqui a pouquinho direto da Central de Inteligência Artificial com a Iria, né, a nossa jornalista da inteligência artificial, trazendo informações do legislativo também Brasil, mundo, estado, enfim, ela atualiza você de tudo que está acontecendo. Ao meio-dia temos eh temos Câmara Notícia e também quero lembrar que no final de semana nós temos estreias maravilhosas dos nossos quadros e programas que são produzidos especialmente para você. com todo o carinho da nossa equipe da TV Câmara Campinas. E segunda-feira o estúdio Câmara traz um tema importante. A gente vai falar de incidentes domésticos que podem causar traumas. É o que acontece aí na sua casa, né? Situações que parecem simples, como quedas, queimaduras, sustos dentro de casa. Você já ficou preso no elevador? Tem medo de jantar de escada rolante? Sabe assim, essas coisas que parecem simples para alguns, mas para outros não. São marcas emocionais que podem ter também eh um grande sentido, principalmente em crianças. E a gente vai entender como identificar esses sinais e quando é preciso buscar ajuda. Vamos falar dos incidentes que acontecem dentro da nossa casa e daqueles medos que só a gente sabe, né, a importância deles, tá bom? Então, eh, segunda-feira a partir das 8 da manhã, estúdio Câmara ao vivo para você. aqui na TV Câmara Campinas. Faltando 10 para as 9. A gente se despede por aqui. Beijo grande. Aproveite seu final de semana, faça uma programação aí da próxima semana e curte muito e com muita responsabilidade o sábado e o domingo. Afinal de contas, cestamos. Valeu, pessoal. Fique bem e até segunda-feira. [Música] [Música] [Música] [Aplausos] [Música]
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