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Estúdio Câmara | Rir faz Bem à saúde? O papel do humor e seus limites
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Estúdio Câmara | Rir faz Bem à saúde? O papel do humor e seus limites

19 views Publicado 03/10/2025 HD · 1:05:27

Descrição do vídeo

O riso é um dos remédios mais poderosos para o corpo e para a mente. Ele ajuda a aliviar o estresse, melhora o humor, fortalece vínculos e até traz benefícios para a saúde física. Mas será que toda piada é saudável? Onde está a linha entre o humor que cura e aquele que machuca? No Estúdio Câmara, recebemos: 🎤 João da Nica – humorista 🧠 Elisa Maria Scognamiglio Pereira – psicóloga Eles conversam sobre: ✔️ O impacto do riso no cérebro e no corpo. ✔️ Como o bom humor pode melhorar as relações pessoais e profissionais. ✔️ Quando a piada ultrapassa o limite e deixa de ser saudável. ✔️ O papel do “politicamente correto”: censura ou evolução do humor? ✔️ Como transformar situações delicadas em boas risadas sem perder o respeito. 👉 Um bate-papo leve, informativo e cheio de reflexões sobre o papel do humor em nossas vidas.

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[Música] Ol, Olá, muito bom dia, seja bem-vindo, seja bem-vinda. Estamos chegando com mais uma edição do nosso estúdio Câmara aqui na TV Câmara Campinas. Uau, estamos, né, 3 de outubro. Você sabia que hoje é dia do sorriso? Muito bem. E no programa de hoje nós vamos entender como rir pode ajudar a enfrentar o estresse, animar o nosso dia e até fortalecer o nosso cérebro. Fique com a gente, participe do nosso programa. Você já sorriu hoje? E aí, você sorri de verdade ou você só faz de conta que sorri? Conta pra gente. Queremos conversar com você. Mande pra gente a sua experiência. De repente você teve um ataque de riso em um lugar nada propício ou de repente também você não sorri. É, tem gente que não sorri. Sabia disso? A gente vai entender o porquê. Porque nós temos aqui dois convidados especiais. Daqui a pouquinho a gente apresenta para vocês os nossos convidados do programa de hoje. WhatsApp tá na tela 1997829377. É muito importante a sua participação no programa de hoje porque hoje é dia do sorriso. Vamos embora agora com algumas informações de Campinas. Daqui a pouquinho a previsão do tempo e já já o nosso tema central e a apresentação dos nossos convidados. Vamos falar de Outubro Rosa. Centros de saúde oferecem ações integradas para a saúde da mulher durante todo o mês de outubro, né? Os centros de saúde vão realizar atividades especiais voltadas para a saúde da mulher dentro dessa programação do outubro rosa. A campanha tem como objetivo conscientizar sobre a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de mama, além de promover cuidados integrais com o bem-estar feminino. Essa programação, gente, inclui coletas de exames, mamografias, testes rápidos para infecções sexualmente transmissíveis, vacinação, colocação de Dil e também atualização do Papa Nicolau. Também serão ofertados momentos de autocuidado, como massagem, heik, auriculoterapia, aromaterapia e oficinas de dança. No Centro de Referência de Assistência Integral à Mulher, o Hospital da Mulher, também haverá rodas de conversa sobre temas como menopausa, alimentação em diferentes fases da vida, direito das mulheres e prevenção da violência doméstica. Dados do Ministério da Saúde indicam que o câncer de mama é mais incidente entre mulheres e o e a principal causa de morte por câncer no Brasil. A recomendação é realizar a mamografia anualmente dos 40 aos 49 anos e dos 50 aos 74 a cada 2 anos. Mais informações acessa lá Prefeitura de Campinas para você conferir toda a programação, tá? deste mês especial que é o outubro rosa. Mais informações chegando. Procom Campinas orienta consumidores sobre cuidados na compra de bebidas alcoólicas, tá? O Procon emitiu um alerta para reforçar os cuidados na compra dessas bebidas. O aviso ocorre após o Ministério da Saúde registrar 43 casos suspeitos de intoxicação por metanol no país associados ao consumo de destilados adulterados. A recomendação é desconfiar de preços muitos muito abaixo do mercado e nunca comprar produtos sem rótulo, sem lacre de segurança ou sem selo fiscal. Também é importante observar se o rótulo contém informações como número de lote, dados do fabricante e se não há erros de ortografia. O órgão destaca ainda que o consumidor deve exigir nota fiscal em todas as compras, o que garante direitos e facilita rastreabilidade do produto. Em bares e restaurantes, a orientação é escolher locais que de confiança e preferir que o drink seja preparado na frente do cliente. Caso ocorram sintomas após a ingestão, é fundamental procurar imediatamente atendimento médico e guardar tanto a embalagem quanto a nota fiscal para apresentar as autoridades competentes. Bom, todo mundo já sabe que eh eh o alerta eh é que você não consuma, né, bebida alcoólica eh nesse tempo que a gente não sabe o que que tá acontecendo realmente. Vamos deixar as autoridades competentes trabalharem neste caso, que tem sido eh um caso assim bem importante e que acende aí um alerta de saúde pública. Previsão do tempo para sexta, sábado é domingo. Será que a gente tem chuva? Então, olha só, previsão do tempo para hoje diz que teremos muitas nuvens pancadas de chuva à tarde e à noite o tempo passa para chuvoso. Então, parece que vamos ter uma noite com chuva aqui em Campinas. Bom, para dormir e descansar na sexta-feira, mínima 18, máxima 33º. Para sábado, a previsão do tempo é de nublado com chuvinha de manhã, sol e diminuição de nuvens à tarde e noite com poucas nuvens. Então, a temperatura prevista para sábado é a máxima de 29, a mínima de 20º. E aí domingo previsão passa eh para um domingo ensolarado o dia todo, céu azul de brigadeiro, noite com tempo aberto e domingo mínima 21, máxima 33º. Essa foi a previsão do tempo para você. É uma previsão, tá gente? Não é precisão não, tá bom? Pro finalo nosso tema central e a apresentação dos nossos convidados. Bom, meio a tantos desafios, rir se torna um ato de resistência emocional, mas será que só rir basta? Eh, pesquisas indicam que eh o riso é uma coisa muito séria. Ele diminui a adrenalina e o cortisol e aumenta neurotransmissores de bem-estar, como dopamina, seratonina e endorfina. É importante falar sobre sorrir, já que o Brasil tem a maior taxa de prevalência de transtornos de ansiedade do mundo e a quinta maior de depressão, segundo dados recentes da Organização Mundial de Saúde. Esse quadro torna a busca pelo bem-estar emocional como humor crucial. Mas atenção, o humor saudável exige sensibilidade e a gente precisa falar sobre isso. Bom, para nos para nos eh eh falar sobre essa questão do humor e o que acontece no nosso cérebro quando a gente sorri, nós recebemos a psicóloga Elisa Maria. Seja muito bem-vinda. Bom dia, Elisa. Bom dia, Rúbia. Muito feliz de estar aqui e poder sorrir nessa manhã, né? Se maravilha seestamos. Olha aí. E olha, esse negócio de sorrir contagia, viu? Eu sei bem disso. E aí nós estamos recebendo também o humorista João Nica. E eu pergunto para ele, claro que dou muito bom dia, obrigada pela sua presença. João, onde é que você tá hoje? E aí, beleza? Todos os estúdios em Nova York aqui fazendo dando essa entrevista legal para vocês aí. Obrigado pelo convite, viu Rúber? É legal, legal poder falar sobre isso, né? Tem muita, muita coisa em pauta aí para dizer. Verdade. Vamos lá, vamos desenrolar esse programa no dia em que a gente celebra o dia do sorriso. Muita gente sorri no automático, por cortesia, mas há uma diferença entre o sorriso social e o sorriso genuíno. Elisa, o nosso cérebro ele consegue distinguir esses dois tipos de sorriso. E será que forçar o sorriso, mesmo que artificialmente, pode de alguma forma nos fazer sentir mais felizes ou menos estressados? Então, Rúbia, o cérebro ele consegue distinguir, sim. Uau. Ele consegue distinguir porque são áreas diferentes do cérebro, né, que são ativadas, porque a gente ativa o sistema límbico, né, quando você tem aquele sorriso espontâneo, aquele sorriso que vem, né, de você realmente estar feliz. Uhum. E o sorriso, que é aquele que que a gente tem que demonstrar paraa sociedade muitas vezes, né, ele usa uma área mais motora, né? Então, eh o cérebro sabe e a gente sabe quando a gente ri, né? Forçado, porque tem que forçar e é porque é algo muito consciente, né? E aí você falou se a gente tem que Como que é essa outra pergunta? Eh, eu perguntei para você se tem alguma forma de nos fazer eh sentir mais felizes ou menos estressados se a gente sorrir assim eh é de forma genuína mesmo, sem forçar, porque a gente sabe que aquele sorriso assim, né, sorriso amarelo, como dizia a minha avó, né? Agora, se a gente sorrir mesmo e tal, a gente isso ativa algum mecanismo no nosso cérebro que faz a gente sentir eh eh mais felicidade ou então nem tanta felicidade, mas pelo menos estresse. Sim. Se se nós, né, tivermos este hábito, né, de de sorrir paraa vida, a gente só sorrir pra vida, isso ativa sim e nos ajuda a lidar até com adversidades do nosso dia a dia, da nossa vida. Uhum. Então é é positivo, é positivo utilizar sim o sorriso. Olha aí, falamos então do sorriso forçado, do sorriso verdadeiro e agora a gente fala com o João, que é um especialista em fazer o sorrir. Eu queria saber se ele também sorri. O que que significa o sorriso para você, João? Olha, eu sou, eu sempre fui um cara muito bem humorado, assim, desde criança, sabe? Desde criança, talvez porque eu vivi muito, é tipo a pessoa que ouve música a vida inteira desde criança, ela tem mais facilidade para executar depois, né? Eu como desde criança eu sempre consumi Vivo Gordo, Chico City, meu pai tinha muito disco do Golias. Eu tenho uns até hoje em casa, escolinha do Golias, Eva Concelos. Então eu sempre me alimentei muito de piada durante a vida toda. Então eu sempre tive essa facilidade de ter de conseguir naturalmente eh estruturar o que eu falo de forma que eu fazia as pessoas darem risada isso desde muito cedo, entendeu? Então, por exemplo, na escola, desde criança, eu sempre fui o cara que fazia as graças lá, que todo mundo ficava dando risada, usando muito o bullying, né, confesso, na época de ficar ocrinando alguém, né, zoando alguém, enfim. Eh, mas eh eu acho que também depende muito de com quem você anda, né? Eu sempre andei com gente muito mais engraçada do que eu, até eu acho assim, meus amigos que eu que eram as minhas companhias na escola, na rua, sempre eram caram muito mais engraçados. Talvez me inspirei um pouco neles também. Olha que legal. E eu acho que é isso. O riso é bom, né? É, é muito melhor ser alegre que ser triste, né? Como já dizia Vinícius de Moraes Mas eh, eu nem lembro o que que você perguntou, eu comecei a falar. Pronto, conseguiu o que você queria. Conseguiu o que você queria. O sorriso da gente dá risada. Eu perguntei o que que significa o sorriso para você. Eu acho que é isso. Eu acho que é, eu acho que quem sorri mais vive melhor, né? Você quer. Eu acho, eu acho que sim. E o sorriso é sempre eh vem de fora, né? Assim, não é uma coisa que você não consegue sorrir sozinho, né? Mesmo que você esteja sozinho, você se você sorriu é porque você pensou em alguma coisa, né? Então sempre tem uma força externa que te faz dar risada, né? Um acontecimento ou um amigo mais engraçado ou uma coisa que você lembrou, né? Que você pensa, né? Às vezes você olha para alguém assim e fica rindo por dentro sem a pessoa nem imaginar que você tá rindo de alguma coisa que você viu nela, né? Rindo por dentro. Muito bom. em silêncio. Ei, ô João, então, mas é eh essa você como é que como é que é para você? Você faz standup e aí você conversa, você faz ali os movimentos, você tem, né, a sua tática eh eh para ah fazer as pessoas sorrirem, é algo natural de você, como você disse que né, desde pequeno assim. Ah, mas o que que você percebe na sua plateia? Ah, o sorriso ele vem naturalmente e quando você percebe que alguém não está sorrindo, você tem consegue ter essa visão quando você tá diante do público. É, então assim, vou começar de trás pra frente. Quando você percebe que tem uma pessoa que não tá dando risada, é a pessoa que mais que você mais olha, é a que parece, é, parece que assim, tá todo mundo rindo, mas tem uma pessoa na mesa ali que tá assim na tua cara, ó, o tempo todo. Às vezes acontece. E aí aparece que você não consegue tirar o olho mais daquela pessoa assim. Você fala assim: "Caramba, eu preciso tirar uma risada dessa mulher. Não é possível. Geralmente é mulher. Geralmente é mulher." Sério? Olha aí. E e eu no meu standup, na verdade, eu trabalhei 10 anos como motoboy, né? Uhum. E aí eu passei por muito perrengue na minha vida, assim. E as pessoas gostam de rir da desgraça dos outros. É um elemento da piada que a desgraça é engraçada, né? Até o Chico Anío já disse entrevista que o velório de hoje é a piada de amanhã, né? Então assim, como eu eu conto os perrengues que eu passei nas entregas, as dificuldades que eu tinha, então é fácil das pessoas rirem disso assim. E como eh tem gente que a princípio pensaria assim, pô, mas só motoboy vai entender o que você fala, né, das pessoas. Mas é que eu eu conto, eu falo muito dos clientes também, né, as dificuldades que os clientes me entregavam, assim, como eu tenho raiva dos clientes em alguns momentos assim, e eu tenho uma persona, né, a persona é você aumentado, né? Então assim, eu fico muito nervoso no palco assim, eu fico muito, parece que eu tô pistola de verdade mesmo, assim, todas as pessoas ram muito disso, né? Falam assim: "Caramba, o cara faz cada situação aí ruim, né?" Então, pá, i poxa vida, que coisa, né? As pessoas riraas dos outros, não ri é natural isso, né? Você vai, por isso que a gente cacetada era um sucesso. Gente caindo estava risada, né? Exato. Por que isso, Elisa? O que acontece com a nossa mente, né? Por que que isso incentiva o nosso sorriso? É porque é algo assim que você vê, né, e e te motiva, né, assim, você olha e fala assim: "Nossa, olha, passou". Olha que engraçado, né? Aquele Aham. Perrengue do outro, né? Eu acho que é é um pouco por aí, né? Você olha e vê que aquilo que era uma coisa que poderia ser ruim assim, difícil, acaba se tornando engraçado, né? Eu acho que tem a ver com as nossas emoções, mas porque toca, né, nas nossas emoções, porque toca também a eh situações que você também já viveu, né? Então, a gente tem essa empatia, quando a gente consegue ter a empatia pelo outro, né, pela história do outro e ver também você pensa assim: "Ah, aconteceu já comigo". Sim, sim. É, engraçado. A identificação funciona muito, você contar coisas que são gerais assim, né? Todo mundo já passou por aquilo, né? Sim. As pessoas precisam se identificar, né? Sempre. Interessante, gente. O sorriso, ele é ele ele é um gesto que a gente aprende ou é inato? Porque o João falou que ele e eh desde criança, né, e e coisa que ele trouxe da família do pai, né, então ele já vem com essa questão de de sorrir. Ele não precisa um botão ali para poder, vamos lá, hoje você vai sorrir, amanhã você não vai sorrir, né? Então eh eh qual que é o papel dos neurônios e espelho, né, nessa questão do sorriso? E quando a gente fala que o riso ele é contagioso, tem mesmo essa capacidade de pegar riso do outro. Eh, eh, a gente vê alguns vídeos assim, eu gosto de ver os vídeos, eu acabo dando risada também, né? Alguns vídeos que as pessoas, uma pessoa começa a dar risada e de repente todo mundo que tá à volta dela começa a rir também e você que tá vendo o río do vídeo também ri, né? Então, assim, isso é contagioso mesmo. Isso o o ri pega. Então vamos eh lá de início, né? Se é inato, né, ou aprendido. O sorriso, ele é inato, hum, mas também aprendido aí, porque você vê eh você observa crianças, bebezinhos, né? Bebê cego que nasce cego de nascença. Uhum. Ele, se ele estiver aconchegado, é, alimentado e se sentindo confortável, ele sorri. Aham. né? Então é inato, vem, né, lá do nascimento, só que existe uma idade, né, um pouquinho depois de um ano e tal, aí também pode ser aprendido. Então, as duas formas, né, pode ser porque um ambiente onde todos sorriem, né, ambiente que que todos estão sérios também a criança ela aprende com o nosso comportamento. Perfeito. Ela observa porque os pais são modelo, sempre. Então ela tende a imitar, que também tem, né, a questão dos neurônios de espelho que servem para isso, que é para imitar. Então, quando a gente olha para alguém que está sorrindo, a gente tende a sorrir. Olha aí, que legal, né? Porque o nosso neuro, né, nosso cérebro capta aquele a aquele comportamento e ele imita. Por isso que a gente fala que sorrir contagia, né? E como contagia, né? Às vezes, se você pensar numa reunião onde todos estão muito sérios, né? E se um sorrir, ele acaba levando a quebrar um pouco aquele ambiente, né? mais tenso. Então é, contagia, é contagioso, sim. Poxa, que legal, né? Ô João, a sua inspiração pro humor, né? Você diz que é eh desde criança e tal e mas o que que faz você rir no seu dia a dia, né? Eh, como que você leva a vida? A gente vê o João feliz, o João alegre, o João rindo e fazendo as pessoas sorrir? Eu, na verdade, só queria fazer um uma observação sobre esse negócio do ris do riso pegar. Eu tenho dois amigos que eu que eu lembro agora assim, o Nelsinho Serra e o Beda Moteiro, que eram seguidores que acabaram virando amigos, né? E eles já foram em vários shows meus assim, vários. E o meu show, eu tenho um show de uma hora, é o mesmo, né? Eu conto, eu tenho mais ou menos um roteiro que eu sigo lá, as histórias que eu conto, não necessariamente sempre na mesma ordem, né? Eu vou conversando com a plateia lá, enfim, e eles já foram várias vezes. Então, assim, eu sei, quando eles vão no show assim, que eles falam: "Vou no teu show tal semana que vem". Eles já foram, eles sabem as piadas que contar. Então, eu as histórias, né, que que acabam virando piada. E aí eu sempre falo para eles assim, então vocês fazem o seguinte, vocês ri, você já foi, já ri alto, a hora que eu fui contar as histórias, vocês ri alto, porque a hora que vocês ri alto, a plateia vem para trás e ri funciona muito, funciona e eles puxam a risada para mim, sabe assim, para dar uma uma levantada. O que me faz rir assim, eu, por exemplo, eu tenho um passatempo que assim, eu tô em vários grupos de WhatsApp aqui de amigos da adolescência, amigos da, né? E a gente a gente se zoava muito na adolescência, assim, a gente não tinha muito limite assim, a gente, né, era outra época, enfim. Então, por exemplo, esses grupos de WhatsApp fazem rir muito, porque a gente se ofende demais nos grupos. E é terapêutico isso, né? Às vezes chega aquele momento do dia que eu acabei, tava fui fazer um negócio ali, o negócio ali e tal, eu tenho um tempo, pego aqui, dou uma acompanhada na conversa do grupo, tem lá uma troca de ofensas, eu entro no meio da briga, a gente quebra o pau, né? E aí uma coisa que me faz rir, por exemplo, no meio do dia. Mas eu consumo muita coisa assim de eu consumo um pouco de standup, né? Eu vejo Roque Santiro, que eu rio muito com o senhorzinho Malta. Pela sexta vez eu tô vendo essa novela. Tá brincando. Tem gente que fala assim: "Jô só vê Rock Santiro." Alguém fala assim: "Jô, você já viu tal série?" Aí alguém que tá perto fal assim: "O João só vê Rock Santiro. Eu só vejo Rock Santir". Então assim, eu me divirto com muita coisa do dia a dia também, né? Como eu te falei, eu conheço muita gente engraçada, né? Eu acho que eu tive essa essa esse privilégio de ter muitos amigos engraçados. Uhum. que eu até considero eles mais engraçados do que eu. Até falo assim para alguns, mano, você que tinha que fazer vídeo pra internet porque você fala muita bobagem, né? Sabes assim? Então assim, o que me fia é isso, as coisas do dia a dia. Eu passei muito perrengue trabalhando com o motoboy que eu transformava em víde, né? Que eu montava uma sket e isso acaba fazendo as pessoas darem risada também. Então assim, eu pegava situações ruins que me deixavam muito chateado durante o dia assim, muito, né? Coisas que me atrapalhavam, né? Gente que me deixava esperando muito tempo para procurar um cheque na época, né? E 15 minutos o tempo passando e o baú cheio de entregue, eu querendo ir embora, aquilo que me deixava muito, né, irritado durante o dia. No final de semana eu chamava um amigo meu, duas câmeras, minha filha me ajudando ali, pum, eu fazia uma novelinha e jogava na internet. Isso, eu acabava dando risada disso depois porque tinha passado e ficava tentando conscientizar as pessoas a não deixar o motoboy esperando, por exemplo, através do riso, né? Mais uma vez mostrando uma situação difícil, fazendo a pessoa rir da desgraça alheia, né? Então assim, o que me faz rir é esse humor, acho que mais carregado, né, do dia a dia e essa troca de ofensas entre nós aí no grupo de que para mim é uma terapia. A troca de ofensas é uma terapia. Daqui a pouquinho a gente vai falar desse riso aí de troca de ofensas, hein? Geralmente é homem que tem esse tipo de coisa. Mulher não tem. Mulherul não tem. É, é. Mulher já é mais assim delicadinha e tal. A minha esposa até fala assim, às vezes ela vê algum áudio que tá no grupo assim, né? Assim, gente, se tem um um grupo de mulher, esse troca esse tipo de áudio, acaba o grupo, a gente nem se fala mais. Sim, acaba a verdade, né? A gente fala: "Não, mas a gente tá final de semana a gente tá bebendo junto, não tem." Olha aí, isso é interessante também, né, Elisa, porque eh faz parte do perfil masculino, né, esse esse tipo de situação que o João acabou de de falar pra gente, não é? É verdade. Eu acho que tem esse perfil mais, né, dessa dessa figura masculina, né, do que que traz mais esse riso dessa forma, né? Ah, é. Porque realmente nós mulheres aí talvez a gente não achasse tanta graça. É verdade. Por por coisas que E você sabe que eu tenho feedback assim de alguns seguidores meus que falam assim da quando eu conheço o casal, por exemplo, e aí eu sempre tenho uma coisa da mulher falar assim: "Ah, eu não aguento mais meu marido ver teus vídeos porque eu fico escutando tua voz e assim". Aí o cara fala assim: "Ela não, ela não ri assim, meu, tanto é que meu público no Instagram é 90% homem." Olha só, né? Então assim, o meu tipo de humor também não, a mulher não compra muito assim, sabe? Uhum. Por isso que eu tenho muito esse negócio também, às vezes de eu xingar, né? Eu eu eu às vezes eu parece que nem eu te falei da persona, parece que eu tô nervoso no vídeo, parece que eu tô falando de uma forma violenta, mas eu sou uma persona, né? Eu não tô nervoso de verdade, né? Tem gente que às vezes comenta lá, fala assim: "É, você tá muito irritado". E eu nem tava irritado a hora que eu fiz o vídeo. Ah, eu não tava, mas agora tô ficando. Porque se eu tiver irritado de verdade, eu nem pego no celular. Eu não vou fazer um vídeo se eu tô nervoso de verdade, se acontecer alguma coisa, eu não nem penso em celular, entende? Muito bom. Então é isso. Acho que peg a mulher, ela tem um humor diferente do meu assim. Aham. É verdade, é verdade. Mas independente do humor, a gente fala que o riso é algo que traz uma sensação de bem-estar muito gostosa, né? Você consegue transformar o seu dia. Se você consegue, começa o dia sorrindo, agora alto lá, como é que eu vou começar o dia sorrindo? Poxa, faz alguma coisa, dá um sorrisinho aí, porque com certeza o seu cérebro vai entender que você tá feliz e isso vai fazer muita diferença no seu dia. Você sabe que tem algumas pessoas que não conseguem sorrir ou t dificuldade de mostrar alegria, muitas vezes por experiência, trauma ou dor emocional, né? Nesses casos, o humor forçado, ele é bem-vindo ou ele pode ser invasivo ou até atrapalhar aí o processo de cura? Elisa, explica pra gente, porque assim, a gente fala: "Ah, sorri, né? Todo mundo dá risada, você vê alguma coisa interessante, você vê alguma coisa legal, você vai lá no standup do João, você vai dar risada." Mas tem pessoas que mesmo fazendo eh eh tendo acesso ao que nós temos e que o que pra gente é legal e que faz a gente rir, essa outra pessoa ela não consegue sorrir por nenhum motivo. A pessoa simplesmente, literalmente, ela não sorri. Isso existe de verdade, isso precisa ser tratado. Tem um nome isso? Sim, sim, Rúbia. Esse tem pessoas que eh já por traumas Uhum. Por experiências, né, da da sua história de vida, elas vão desenvolvendo um tipo de caráter, um tipo de personalidade que ela não que ela travou. Uhum. Né? Então, eh, eu sou, eu tenho abordagem haixeiana, eu sigo a a abordagem haixeiana dentro da psicologia que vai trabalhar o corpo e mente. Então, quando eh a gente avalia também o corpo, o corpo diz a sua mente. Então, assim, um corpo mais rígido, eh, uma pessoa que veio, talvez, né, de uma educação mais rígida, então ela bloqueou muitas, muitos músculos, né, que eh seriam pro sorriso e tanto pro choro. Muitas vezes essa pessoa que não consegue sorrir, muitas vezes também não consegue chorar porque travou realmente a emoção. E na terapia até a gente vai buscando desbloqueio dessas áreas, né? Através, claro, de unindo a história dessa pessoa, né? Porque ela tem uma história, ela vem de algum lugar que ela não nasceu assim. A gente vê que os bebês sorriem, né? Então, eh, houve sim alguma coisa ou um trauma também que a marcou. Então, como que ela vai sorrir, né? que ela tem um trauma muito sério, então ela não consegue realmente a um bloqueio. Então a gente precisa compreender toda essa história, né? O que que ela apresenta? Talvez ela precise primeiro chorar para depois vir este riso que é aquele riso da alma, aquele riso espontâneo, aquele riso que vem mesmo porque foi ativado, porque ela se sente feliz, não porque ela tem que demonstrar. Então assim, a gente observa no nosso dia a dia pessoas que você tá rindo e ela tá séria, né? Não tem. A gente já encontrou pessoas assim. Então, eh, você vai entendendo que ela tem uma estrutura mais rígida. Uhum. Né? Um caráter mais rígido que precisa ser compreendido e tratado. Então, aí a gente pode pensar que se essa pessoa não sorrir, já é um sintoma. Deixa eu só perguntar. Ela falou sobre começar o dia rindo. A pessoa que começa o dia rindo tem problema psicológico. Acordar feliz. Gente, eu não consigo. Eu demoro para embalar, sabe? Eu acordo, eu não quero conversar muito. A hora que eu acordo, quero tomar o café meio quieto ali, vejo umas notícias no celular ali para ver se tem alguma acontecer, alguma coisa aí, porque todo dia acontece alguma coisa. A internet é um, um, né, um mundo de acontecimento. Mas eu não quero muita conversa de manhã não de ficar rindo não. Pois é, essa é uma outra questão, né? Tem gente que começa o dia gritando. Eu fiz o caminho da fé de bicicleta, a gente dormia 17 pessoas no mesmo quarto, pô. 5 horas da manhã, a pessoa numa felicidade, sabe? Eu acordei porque estava lá naquele momento. Você, mas aquilo me dava uma raiva que que os cara tá gritando essa ótima. Bora, bora, bora. Falei: "Não, não é assim não." Pois é. Então é a estrutura dela. É é um uma outro, né? Que quer pessoas muito espontâneas ou até tem pessoas que por de trás e que isso é uma máscara. Sim, verdade. Então, então, eh, então não dá para afirmar que ela está muito animada. Uhum. Ela pode sim genuinamente já ter muita energia e já acordar assim. Tem pessoas que é que são assim, né? Mas tem pessoas que aquilo é uma máscara. Ela põe: "Ai, você tá bem?" "Tô bem. Tá sempre bem. Tá sempre bem. tá sempre sorrindo. Aí a até na terapia muitas vezes você pergunta de algum fato ou a pessoa vai contar algum fato que foi triste, mas ela fica sorrindo o tempo todo. Então isso também a gente observa que algo está errado. Olha que ela não tá conectada realmente com as suas emoções. Porque aquilo que a gente fala, se a pessoa teve uma perda, né, um luto, ela vai chorar o luto. não tem como ela ficar sorrindo naquele momento, né? E e essa questão também de acordar, né? Tem pessoas que acordam super bem, então isso é de cada um, da personalidade, do caráter da pessoa. Tem pessoas que acordam super bem e tem pessoas que vão demorar um tempo para poder, né, eh eh estar bem. Ela tem que eh acordar, né? E e tem pessoas que estão melhor de manhã, tem pessoas que estão melhor à noite, né? Mas eh sempre tem por de trás um caráter, né? Uma forma de ser que ela aprendeu, que ela trouxe. Por exemplo, uma uma mãe que fala para um filho: "Engole o choro". Quer dizer, engole o choro, engole sua emoção. Uhum. Né? bloqueia as suas emoções. Ela já tá falando isso. Então, engole o choro, talvez também ela vai engolir o sorriso. Eu tenho uma coisa assim de que é que é sem querer que eu faço, obviamente, de rir às vezes quando a quando a desgraça é muito absurda, quando a história é muito absurda, eu acabo dando risada sem querer, mas não porque eu achei graça naquilo, porque eu eu rio do que do absurdo. Eu lembro que uma vez eu passei, eu fiquei até meio constrangido assim, que eu tava conversando com um amigo meu e uma amiga dele que não era minha conhecida minha e ela tava contando de uma situação que ela passou. que ela apanhou de um motorista de aplicativo. O cara bateu e quando ela começou a contar a discussão que a hora que ela contou que o cara virou para trás e bateu nela, eu soltei uma gargalhada. Poxa vida, mas eu soltei a gargalhada porque eu achei aquilo, tava falou um absurdo a história assim, sabe? E ela ainda a hora que eu ri, ela falou para mim assim: "Não é para rir, não, foi sério". Eu falei: "Não, me perdoa, mas é que eu costumo rir às vezes do que uma coisa que é muito absurda, né? Mas eu é sem querer isso, entende? Não é porque eu achei graça, claro. Perfeito. Eu entendi. E tem essa situação, né, Elisa? Pode dizer que é um ato falho, né? Porque veio muito espontaneamente, né? Não foi tão absurdo que você dá risada, né? Sim. Então é um ato falho. Sabe aquelas coisas que você faz sem entender porquê, né? Mas devia ter, se a gente fosse analisar, devia ter alguma coisa que tocou, né, nele, alguma coisa que ela falou que que deve ter mexido com alguma experiência. Olha só, né? Então, porque assim, o nosso o nosso cérebro ele é muito interessante. Às vezes a gente eh eh comete alguma eh faz alguma situação, tá? Participa de algum algum fato e depois a gente não entende. É isso que você falou. É bem interessante porque a situação ela não era para para ser motivo de riso jamais. Só que você riu espontaneamente e você sabe que essa sua, o seu ato de sorrir não foi legal, mas você fez isso e você fez espontâneo. Então é algo assim que é meio que incontrolável, né? É meio que incontrolável. E o que que a gente faz para aprender a controlar quando isso acontece? Porque isso comigo já aconteceu também em algumas situações onde eu não podia rir. E aí eu acabei dando risada, mas gargalhada. E isso não, tipo assim, simplesmente saiu. E às vezes a gente fica constrangido nesse momento porque a gente não teve um autocontrole. O que que acontece quando a gente passa por isso? Então aí eh, a gente só vai contornar como, né? É, eu me desculpe, pedir desculpa, falei: "Achei engraçado não, eu achei absurdo." Exato. Eh, a gente não consegue controlar o tempo todo. Uhum. Né? É aquilo que você falou, o cérebro é algo que tá lá, né? A gente tá observando, a gente tá aqui, mas o cérebro ele já capta coisas que a gente, né, aquelas mensagens subliminares, ela capta. Uhum. Né? Então são coisas que muitas vezes a gente não consegue controlar mesmo. Só se desculpar. E se a gente parar para pensar, o cérebro ele não consegue distinguir o que é certo e o que é errado, né? Tem tem momentos ali. O nosso sub é o é o consciente e subconsciente é o inconsciente. O inconsciente ele não distingue o que é certo, que é errado. Então ele só capta, só capta. E daí se de repente tem algo que você captou e e que fez aí uma conexão com alguma sensação ali que você tem um pensamento subconsciente, né, você acaba é uma mensagem, né, você acaba explodindo e eh colocando para fora algo que nem você entendeu, que nem você entendeu. V, ó, na, não posso falar às vezes a marca, né, mas refrigerante às vezes e tem mensagens subliminares bem pequenininhas que vão passando. E acho que todo mundo já ouvi falar disso, né? E mas você não leu, mas você o seu cérebro captou e você vai ter vontade de eh tomar aquele refrigerante. Olha aí, tá vendo só? Então, é incrível o cérebro. Eu amo estudar porque é incrível a o a nossa capacidade, né? Olha, você vê a falando do sorriso falso, né? estudos foram realizados e observou-se que se a pessoa, isso por neuroimagem, se a pessoa te der um sorriso que não é verdadeiro, o cérebro tem reações diferentes. E de um verdadeiro foi feito, né, estudo mesmo, né, lá olhando o cérebro, a neuroimagem e e são reações diferentes. Por isso que a gente consegue captar, né? conseguimos captar até eh micro, né, eh movimentos do do nosso do nosso rosto. Então, quando a gente olha se a gente é acolhida ou não, né, através do nosso olhar e e os o outra coisa também, o falso, né, sorriso, ele engloba mais a nossa região aqui da boca. Já o sorriso espontâneo, ele já traz aqui os olhos também. A gente muitas vezes a gente fala sorrir com os olhos. Sim. A gente tem gente na pandemia, né? Uhum. Sorrir. É, era o o meio, né, de se comunicar. Então, assim, sorrir com os olhos, então o espontâneo ele engloba toda toda a nossa face. Muito bom. Muito bom. Agora, e aquele sorriso que eh, bom, a gente tava falando aqui dessa situação, né, que que o João trouxe e aí eu gostaria de de eh aprofundar um pouquinho mais com você, Lisa, sobre aquilo que é engraçado para mim, mas não é engraçado pro outro. E quando a gente fala disso, a gente pode ir lá na infância, porque as crianças aprendem, né? Nós temos espelhos. E aí o que que acontece em principalmente em escolas e tal, como é que a gente regula isso, né? Como é que a gente ensina isso paraas crianças? Como é que a gente faz para explicar? Porque hoje as coisas já são mais um pouquinho mais delicadas, né? Hoje já não é como antes. Eu antes eh na minha época de menina, ah, a amiguinha caía da árvore, me botava dar risada, entendeu? Tipo assim, ah, né? E dá e ria. Hoje já não é mais assim, né? Então assim, a gente precisa ter um pouquinho de de tem que ponderar. E aí a gente precisa ensinar paraas nossas crianças o que é legal e o que não é que não é legal. Se é legal para você, mas não é legal pro outro, de repente você tá agindo de forma errada. Então como é que a gente trata essa questão do bullying? E quando eu falo disso, eu falo lá lá dos pequenos, porque, né, a gente precisa trazer isso também paraa gente poder eh orientar as nossas crianças, porque hoje o bullying é algo que tem aí uma proporção enorme. Aí todo mundo fala assim: "Ah, mas na minha época, nossa, a nossa faixa etária na minha época não tinha bullying não. A gente falava, resolvia na pancada depois, né, na, ó, lá fora eu te pego, hein? resolvia na pancada e daqui a pouco tava todo mundo brincando na rua de novo. Então, foram as formas de criação, as formas de educação que elas também tiveram uma certa mudança. E a gente chegou nesse momento aqui de hoje, do aqui e agora que a gente precisa ensinar as nossas crianças a melhor forma de se conviverem em sociedade. Sim, não é? Sim. Eu acho que a melhor forma assim de a gente ajudar as nossas crianças é desde cedo ensinar valores. Uhum. Que é trabalhar inteligência emocional. Sim. Não tem como você trazer os valores. E hoje nós vemos escolas também que trazem, né, tem aula, né, sobre valores. Então, acho que isso é muito importante, né, a gente eh tomar cuidado, né, eh, com a diversidade. Hoje, né, a gente hoje não sempre tivemos pessoas diferentes, somos diferentes, né? Então, a gente precisa eh tratar isso com mais naturalidade, eu penso. E aquilo que eu falei, R, ou os pais são modelo. Não adianta ele comunicar algo, falar para a criança e também ele não fazer. Uhum. Então ele precisa também eh ter enraizado esses valores. Eu acho que é a melhor forma da gente cuidar desses casos, né, de bullying que aparecem, que que geram mesmo feridas sérias nas pessoas, né? Então, eu acho que é a melhor forma hoje de sempre eh através às vezes de jogos, dinâmicas, a gente pode trazer paraa criança bem pequenininha, né? Desde divide o que você tem com seu amiguinho, né? Desde olha, respeita o amiguinho, vai lá, pede desculpa. Então, tem muitas coisas que podem ser feitas. Hum. Muito bem. Agora, João, eh, você é humorista faz tempo? Desde que eu nasci, eu acho. Desde que nasceu, né? Então assim, muito falei, eu sempre agora viver de humor desde 2000. Ah, eu trabalhei no teatro do Hop, uma época, né, que eu fazia em 2006. Aí eu saí, mas que eu vivo agora de humor assim na internet desde 2017. Então, e você adaptou a sua forma de trabalhar mediante essa questão, né, que a gente eh hoje tem, né, no aqui e no agora, vamos para cá. Eh, essa questão do bullying tá muito eh exacerbada, eu acredito, mas isso por conta do mundo que a gente vive, né, por conta da criação que as crianças têm hoje, tudo tudo se modificou. E aí você modificou a sua forma de trabalhar, a sua forma de fazer humor? Eu, na verdade, como eu sempre me zoei muito, como eu sempre usei a autodepreciação, como te falei, né? Eu conto as minhas histórias de motoboy lá, eu tô acabando comigo mesmo. Aham. É. E as pessoas riem disso. Como eu uso muito essa coisa que a gente chama de autodepreciação, como eu me zohando um aval para zoar os outros. Então lá no final do show, quando eu vou zoar alguma situação que não se zoa mais, vamos dizer assim, né? Contar uma piada mais pessoas riem disso, porque eu me zoei tanto que elas me dão esse direito de eu zoar, zoar as pessoas. E essa história de que assim, você falou, né, na nossa época, eu sou de 73, na nossa, então eu vivi a escola ali de 78 até 80, 90, né? Final realmente a gente se zoava muito, mas esse negócio assim, antigamente podia zoar e não tinha problema e agora tem. Eu acho que naquela época tinha problema também. Eh, se você pensa, puxar pela memória assim, sempre você vai lembrar de uma pessoa que chorava quando você doava, de gente que sumiu da escola e você nem sa na época você nem se deu conta porque que a pessoa não foi mais. is tinha sempre o cara que queria te bater, que também era o cara que não não queria, não gostava das brincadeiras, esse negócio de, ah, vou te pegar na porrada, às vezes era o cara que não gostava, né? E a reação era essa, né? É. Então assim, eu às vezes eu zoava, zoava, zoava, zoava, acabava apanhando de um cara maior do que eu. E eu sempre apanhei rindo. Quando eu apanhava, eu apanhava rindo, eu apanhava, dava risada, achava engraçado. É. E o cara, o cara virava as costas, eu zoava de novo. Olha isso, né? Mas assim, é, eu não tenho muito esse problema nas nos vídeos que eu faço não, como eu te falei, porque assim, eu misleo, esse personagem meu que ficou muito conhecido do E aí, mano, sabe onde eu tô? Tô em Nova York, que é o cara mentindo, que é o cara e eu falo assim: "Vai ter invejoso falando assim: "É, você tá fazendo entregue em vinhedo, quer dizer, eu tô fazendo entregue em vinhedo de baixo do sol, sabe? Eu tô me ferrando, entendeu? Então, como eu me autodecio muito, eu ganho meio que um aval para poder zoar. E outra, eu tenho batido muito no em quem tá mais em cima assim, né? A o engraçado é isso, é você parar de bater no cara que já é, já sofre, né, nas minorias, né? Você vai fazer piada com preto, com mulher, com com homossexual. Não, vamos fazer piada com o milionário, né? Com o cara que tá em cima, com esse com político, né? Eu acho que zoar político é uma coisa que sempre teve, né? Chicoiso já fazia piada com político e eu acho que político é um cara que tá lá em cima, né? Ele não sofre as os perrengues da vida, né? As mazelas. Então ele tá bem. Então vamos bater nesses caras, né? Vamos zoar esse, tirar sarro dessa gente, né? Então eu eu me autodecio e procuro bater em quem tá em cima, né? E eu sempre fui assim, né? Agora na época da escola. Exatamente. Realmente eu fui muito zoado. O meu cabelo é crespo. Hoje eu não tenho mais de tanto capacete, eu não tenho mais cabelo. Mas meu cabelo é crespo. Eu tenho o cabelo enrolado. Então assim, o pessoal falava que meu cabelo parecia uma árvore, que meu cabelo parecia uma moita, cabelo de mola, tchupon. Tinha um amigo que fala assim: "Tupin, tupin." Fazia assim na minha cabeça, tupin. Mas eu sempre levei na boa, nunca sofri. Eu devolvia, falava: "Pô, teu pescoço é parece uma girafa". Então assim, eu zoava o cara que tinha o pescoço comprido também. Ele zoava o meu cabelo, zoava o pescoço dele, por exemplo. E eu sempre vivi bem com isso, né? Eu nunca tive problema de levar para casa e ficar triste. Muito pelo contrário, eu recebi e batia, recebi e batiia, recebi e batia. E sou assim até hoje, tá? Nada me afeta. Para mim, humor não tem limite. As pessoas têm. Então assim, se você não gosta de certo tipo de brincadeira, eu não vou fazer com você. Aconteceu um negócio muito interessante esses dias num desses grupos de WhatsApp que o o cara foi falar da eu fui eu tem um dos caras lá que tem esse discurso que humor não tem limite, que o humor não tem limite, que hoje é muito mimimi, que a gente não pode falar mais nada, que o mundo tá muito chato, bá. Aí um dia eu mandei uma, eu fiz uma tatuagem nova e mostrei uma foto, botei no grupo uma foto de lado assim da tatuagem e eu sopei tudo. E ele escreveu assim: "É, tá, tá precisando usar sutiã, hein?" E aí eu disse para ele assim, eu falei assim: "A tua mãe esqueceu dela aqui e eu vou experimentar". Aí ele falou: "Pô, esse tipo de brincadeira com mãe eu não gosto". Eu falei: "Tá, então encontramos o seu limite aí, né? Você tinha tava falando até ontem que o humor não tinha limite. Hora que eu zoei a mãe, que é clássico. Zoar a mãe é clássico, não fui eu que inventei. Zoar a mãe vem desde Gênesis, já se zoava a mãe lá atrás. E aí ele falou que brincadeira com mãe, ele não gostava. Então a gente, todo mundo tem um limite. Não vem falar esse negócio que ah, não pode zoar à vontade, que não, né? Eu particularmente, para mim, você pode zoar minha mãe, você pode falar tudo que você quiser. Eu vou te zoar na mesma proporção. É isso. Eu vou, não vou ficar bravo com você, não vou perder amizade jamais, né? Teve uma, a minha filha deixa o cabelo do sovaco crescer, por exemplo. Aham. E aí um cara num vídeo lá veio, veio zoar da dela. Falou assim: "É, olha os cabelos do sovaco da tua filha aí, não sei o que, zoando, fez uma brincadeira lá". E aí eu entrei no perfil do cara porque mexeu com a minha filha, né? Entrei no perfil do cara, ó limite, ó o limite aí, ó o limite aí. Mas eu entrei no perfil do cara, não fiquei bravo assim disso. É, eu vou vou devolver, é, eu vou eu vou buscar, né, subsídios entrei no perfil do cara, tinha uma foto da filha dele lá. Ai, ai, ai. E os dentes da menina, uma criança. E os dentes da menina, tudo torto. Aí eu respondi o comentário dele assim, eu falei: "Quando a tua filha crescer, ela vai te perguntar: "Por que os dentes dela são tortos?" E você vai responder para ela que em vez de se preocupar com os dentes dela, você estava preocupado com o sovaco da minha filha. Ele ficou bravo comigo. Ele falou assim: "É uma criança". Falou: "Uma criança, mas os dentes estão tortos". Então se preocupa mais com os dentes da tua filha do que com o sovaco da minha, que eu acho que vai ser melhor para você. Ele me bloqueou, me bloqueou. Os comentários sumiram lá. Quer dizer, ele ficou bravo, mas eu devolvi. Ele não veio zoar a minha filha, eu zoei a dele. E para mim tá tudo bem. Eu não ia perder amizade por causa disso. Vamos pra frente, entendeu? Então acho que assim, esse negócio da zoeira tem que tá bom para todo mundo. Uhum. Né? Eu respeito. Se a pessoa fala assim: "João, tem certo tipo de brincadeira que eu não gosto, eu não faço." Quando eu era moleque, eu fazia até o cara chorar. Mas eu era moleque, era criança. Mas eu era criança, né? A criança é tonta, né? A criança, o adolescente é tonto. Adolescente pior ainda. Meus amigos da época da escola da Etec, Deus me livra. Aquilo não era para hoje se aquilo se tornasse público ia um monte de gente responder processo. É que a gente era menor, né? Mas ia um monte de gente presa, porque a gente não tinha limite pra zoeira, não era pesado mesmo. Era pesado. Um escolhambando com o outro, obviamente. Como eu te falei, tem aquele cara que você lembra hoje, fala assim: "Pô, aquele moleque sumiu da escola no segundo ano, né? Será que era porque a gente zoava demais ele?" De repente era. É. Mas com 14, 15 anos você nem tá levando isso em consideração, né? Exatamente. E antes não tinha muito esse olhar pra questão psicológica, né? Não se falava muito porque a psicologia agora que está sendo quebrada esse tabu, que tá ficando um pouco mais natural, principalmente depois da pandemia, que as pessoas entenderam que a gente precisa de cuidar da nossa saúde mental, mas antes a há vamos colocar aí uns 25 anos atrás ou 30 anos atrás, não, ou mais, né? Mas assim, ã, não se falava muito em naturalizar, olha, vamos pra terapia, vamos tentar entender o porquê, vamos cuidar disso, vamos saber porque você tá se sentindo magoado por um uma situação que seu amigo falou de você e tal. Então, não tinha muito esse cuidado e aí as coisas iam acontecendo e tá tudo bem. É mais ou menos isso, né? E hoje as coisas já tão pouquinho diferente, né, Elisa? Eh, a gente fala, ai antigamente a gente costuma falar muito isso, mas eh também gerava eh problemas emocionais. Uhum. É que, como você falou, Rúbia, não era tão divulgado, não se dava nome, né? Ou isso era só para que nem a psicologia, era era paraa gente que tava louca. Sim, sim. Exatamente, né? Então, ai tinha eh até vergonha de falar ai que teve que ir para uma psicoterapia. Agora todo mundo tem o seu psicoterapeuta, né? Ah, eu faço terapia, eu faço terapia. Que bom, que bom. Eu fico muito feliz, né? porque ah precisa se divulgar. Então, foi mais divulgado, as pessoas foram vendo, né, o resultado, foram indo paraa terapia, mas eh antigamente não, né, deixava-se muitas questões mesmo do lado. Essa questão, né, que o João falou, teve e teve algumas pessoas que saíram às vezes, então você vai saber o que gerou, né, na cabeça daquela daquela criança, daquele adolescente. a gente não tem ideia o que gera, né, um bullying na pessoa. E às vezes não é só uma vez, é sempre, né, aquela pessoa que tá sempre sendo exposta, porque é se a gente pensar, é expor um defeito. E quando a gente é criança, adolescente, quanto mais a pessoa se se chateava, quanto mais você percebia que a pessoa se incomodava com aquilo, mais você fazia. Pois é, né? Porque não tinha graça você ficar esculhambando o cara que te escolhamba também, né? Dependendo da situação. Você queria escolhambar o cara que nem eu falei no final vocês i acabar até chorando. Uhum. É. É a questão da reação, né? A gente só que daí para para a gente ter uma reação assertiva, a gente tem que ter uma saúde emocional. Mas a criança ainda não tem essa essa essa expertise, né? E tá tá o cérebro dela, a o córtex pré-frontal está sendo desenvolvido ainda, não é? Então, eh eh é algo bem bem delicado. Há tempos atrás era de um jeito. Hoje vamos lá, nosso aqui agora é totalmente diferente. A gente precisa sim estar atento, né, a como os nossos filhos eh eh convivem, quem são os amigos, o que acontece, se de repente ele ri de algo que não é legal ou então se de repente ele não sorri também, né? Porque quando o humor torna-se negativo, tóxico ou perigoso, né, a gente precisa estar atento. Isso eu falo eh não no caso do João, que já é um homem formado, já tem a sua eh eh a sua profissão, é uma pessoa que trabalha com humor, ele já tem o jeito dele de trabalhar, é uma pessoa que vive, nasceu já eh sorrindo pra vida, né? É é um humorista, as pessoas conhecem, sabem da linha, né? aqui que ele que ele que ele trabalha, né? Porque é um trabalho, né? Então sabem a linha que ele trabalha. Ele não pede para ninguém ir show dele. Então vai quem gosta e quem entende que o show dele tem essa determinada linha e tá tudo certo, tá tudo bem. Agora, quando a gente fala das crianças, quando a gente fala desse bullying que, infelizmente, tem judiado de muitas crianças, a gente precisa assim ficar eh atento, porque às vezes o riso ele pode ser utilizado como uma arma, né? E essa arma é o quê? É o bullying em um ambiente eh eh onde ele é usado para machucar, para judiar. E aí a gente tem que estar atento, porque somos adultos e a gente tem que ver e sentir a diferença nessa criança, porque isso vai refletir lá na frente. Quando essa criança que passou por esse buling, ela tiver adulto, ela pode ter um bloqueio. Não é o caso do João, né? Porque ele passou por bullying, fez o bullying e aí tá tudo certo e ele continua bem. Eu sempre bulinei, fui bulinado, sempre fui vítima e sempre fui o agressor. Exato. E que bom que deu certo, que bom que é assim. Mas a gente precisa ter eh um olhar atento, não é, Elisa? Sim, sim. Porque depende muito da estrutura da pessoa. Exato. Depende muito assim dessa estrutura se ela tem como lidar. Tem muita gente que você pode falar diversas coisas para ela e tudo bem. Uhum. Né? E tudo bem. Então, ela tem estrutura para lidar, né, com todas essas situações, mas tem algumas que não é, né? Então, como diferenciar também, né? E o João falou uma coisa, né, que é o limite. A gente precisa ter esse discernimento da onde que eu chego, até onde que eu chego, né, com aquela pessoa. E a gente percebe, tem pessoas que você pode brincar, outras que você não pode. Então, eh, e criança também. Eh, tem crianças mais sensíveis, então essas crianças realmente elas sentem mais o externo, o que vem do externo, né? Agora, uma criança que, claro, tem uma estrutura emocional que ela dá conta, que ela lida bem, né, com com todo o seu interno, quando vem algo do externo, para ela tá tudo bem também. E isso vai depender muito do que os pais passam para essa criança, né? os cuidadores, na verdade, passam para essa criança, porque a gente é espelho. Se a gente demonstra e passa algo que não dá firmeza, confiança, né, resiliência para essa criança, ela vai externalizar isso lá no no mundo social dela, não é? Exatamente. Você falou tudo que a gente vai entrar até na autoestima, né? Uhum. Dessa criança, de como ela se enxerga, de como que é, se ela se ama, né? Então, eh, é, são, é isso que você falou, Rubé, é os pais que vão est oferecendo todo toda essa estrutura para essa criança, né? E também essa observação do comportamento da criança, né? Isso é muito importante. Se tá mais reclusa, se a criança eh criança adolescente, né? O io adolescente tende a ficar mais isolado também. fica difícil eh eh detectar, ver os sinais que eles emitem, né? A gente precisa ter uma visão muito eh assertiva, bem delicada, bem detalhada, porque o adolescente, ô bichinho, difícil da gente conseguir sentir, né, o que que eles estão querendo passar, porque às vezes eles não falam e aí a gente precisa estar atento aos sinais que eles emitem, né? E a tela ela não atrapalhou muito essa coisa da convivência, né? Porque a tela faz a pessoa se isolar, né? Total. Esse até dentro de casa, né? Eu costumo usar o exemplo do rádio, a TV e o celular, né? Na época do rádio sentava todo mundo em volta do rádio, todo mundo se olhando. A TV fez essa roda brífica, todo mundo olhando para lá. O celular fez cada um ir para um quarto. Ó, e assim, a pessoa ficou sozinha, né? E na agora na escola proibiram, né? Mas até pouco tempo atrás não era proibido. Essa coisa da pessoa ficar no mundo só dela ali, vendo rede social, vendo vídeo, isso aí acho que inibe um pouco essa capacidade que você tem de se defender no offline, sabe? Socializarizar. Aí daria um, acho que é um outro programa. É outro programa porque aí, né, tem muita coisa, né, hoje em dia que a gente tem que lidar, que antigamente não tinha, né, e as informações chegam para pras crianças, para os adolescentes, muito rápido, né? Então aí a gente vai um para um outro programa logo em breve. Outro programa podemos. Olha só, gente. 8:50. Tá vendo só como passou rápido? a gente tá aqui conversando, falando do dia do riso, né, e a importância de sorrir, as pessoas que não sorriem, o cuidado que você tem que ter, né, com com o limite, né, da pessoa que tá aí do seu lado. Eh, os pais, os educadores, a gente pode transformar ambientes, a gente pode ensinar a sorrir, a gente pode eh eh melhorar, né, a qualidade de vida das pessoas sendo eh indo num show de humor ou então fazendo uma terapia. É o importante a gente fazer aquilo que nos agrada e ter uma assertividade para que a gente possa viver com mais tranquilidade, com mais leveza e que a gente possa sorrir de verdade. E o pessoal da produção tá falando aqui que tem gente que já tá, já participou com a gente aqui, já mandou mensagem e já é quase 9 horas, a gente não respondeu ainda e vocês estão bravos comigo. Então vamos lá, vamos bora. Pode colocar na tela produção quem é que tá conosco e o que que vem por aí, será, né? Vamos ver. Carolina Mendes do Jardim Aurélia. Quando passo por dias muito pesados, sinto que rir me dá um alívio imediato, mas isso é só uma distração ou realmente ajuda na saúde mental? Nossa psicóloga Elisa responde a Carol, por favor. Sim, isso ajuda, ajuda. É Carol, né, Carolina? Aham. Então, nossa, isso auda. Eh, mas é claro, eh, ajuda, mas não é tudo. Então, eh, você tá num dia pesado, vai sorrir e tal, mas é uma coisa que, eh, precisa verificar o que está acontecendo dentro de você, né? o que você eh tá passando, esse momento que você tá passando para que você possa se entender melhor e aí tem esse sorriso espontâneo, mas ajuda sim, viu? Pode pode continuar. Bem, legal. 8:52. Pode colocar mais uma, por favor, pra gente, produção? Vamos lá. A Giovana Dias do Parque Prado, já reparei que quando o rio de um vídeo é seu. Ah, deve ser seu. Esqueço dos problemas por algum alguns minutos. Se você sente que o humor funciona como uma terapia rápida, Giovana Dias deve conhecer você do Parque Prado, João. Giovana, é, na verdade eu recebo muito feedback desse tipo assim, né, de gente escrever assim: "Meu, tive um dia tão ruim hoje". Aí eu vi um vídeo teu assim, pô, melhorei tanto. Eu até printo alguns que eu ponho no story e escrevo assim: "Nem só de paulada vive motoba, porque quando me xinga ou eu printo e coloco também". Muita gente me xinga às vezes a pessoa não entende o vídeo que eu faço que eu fico me xingando à toa lá. Uhum. Mas é legal esse tipo de feedback assim, porque você chega, você, pô, melhorou a vida de alguém, né? Você quer coisa melhor do que você melhorou a vida de alguém, né? Pô, acho muito legal assim. Tem bastante gente que, pô, obrigado, Geovana, muito obrigado mesmo. Continua vendo, tem mais de 1000 lá no YouTube. Show de bola Giovana, obrigada pela sua participação. 8:53 pode colocar, acho que dá tempo para mais duas produção. Daí a gente vai para as considerações finais, tá bom? A gente já entrega o Paulo Nogueira do Bom Fim. Eh, no meu trabalho, o bom humor ajuda a quebrar o clima pesado, mas como evitar que uma piada seja mal interpretada e crie conflito? Vamos lá, nossa psicóloga. É, então é é sempre essa questão do limite que a gente falou, né? E observar sempre se tá bem pro outro, se tá ficando bom pro outro ou não. É sempre essa questão que a gente falou aqui, né? Eu tenho uma dificuldade de não fazer a piada. Às vezes a gente até faz a metáfora com a bola, né? Quando a bola vem quicando, é difícil você não chutar, né? Como é que você não chuta uma bola que vem pingando bonito na tua frente assim, né? Então, às vezes quando abre, uma vez eu eu fiz uma piada perto do presidente de uma empresa que eu trabalhava lá e aí um um amigo meu que tava do meu lado falou assim: "Eu eu escolhi B e o presidente na frente dele, sabe?" E aí o meu amigo falou assim: "Pô, você perde o amigo, mas não perde a piada, né?" Aí o presidente falou assim: "É, perde o emprego, mas não perde a piada". Au, olha aí a que ponto chegamos, hein? Desculpa, irmão, era irmã do nome del irmã do Pereira. Desculpa, irmanda, desculpa, não faço mais. Ai, vamos lá. 8:54. Vamos ver quem é que tá com a gente aí. Pode mandar, produção. Olha aí, ó, para você, João. Carla Souza, do Jardim Chapadão. João, sempre fico curiosa sobre o processo criativo. Quando você cria vídeos engraçados, as ideias surgem de improviso no dia a dia? Ou existe um roteiro bem planejado por trás? Olha que legal a Carla do do Chapadão. Todos os meus vídeos, Carla, são por observação, né? Eu trabalhando de motoboy, 10 anos na rua, vendo coisa, vendo coisa, vendo coisa, a cabeça fica fervilhando você sozinho em cima da moto dentro do capacete, né? Sozinho a gente pensa muita besteira, né? Então assim, esse era o insite assim de ficar observando coisas que aconteciam e mas eu passava às vezes alguns dias eh criando uma coisa em volta daquilo para ter uma Nunca escrevi nada de escrever mesmo, mas eu sempre passei, geralmente eu passava muitos dias eh estruturando a piada dentro da minha cabeça, o vídeo todo para depois ir no lugar e gravar, entende? Então assim, começa de um process, começa de uma observação, mas não é só improvisação, não. Tem uma coisa que eu vou pensando, pensando, pensando, pensando até estruturar a história toda. Olha aí, você tá vendo a galera da TV Câmara Campinas, os nossos telespectadores acompanham você também, viu só? Que legal, muito bom. Agora 8:55, a produção tá avisando que a gente precisa entregar, então tá bom, a gente agradece a sua audiência, a sua companhia. Espero que você possa sorrir muito, não só hoje, mas todos os dias da sua vida. E assim, se você acorda e não consegue sorrir, vai aos poucos, né? Levanta, dá uma olhadinha para cá, outra olhadinha para lá, tenta se autorregular. Eh, o convite a é a leveza consciente, né? R sem ferir, rir com presença, reforçar o poder do sorriso no cérebro e a importância aí de um ambiente que estimule a sua alegria, né? Muito importante a gente estar eh eh em um ambiente, porque o ambiente nos molda, né? Então, a gente é moldado todos os dias e o ambiente tem poder de moldar o nosso humor e tomara que você esteja um ambiente que possa trazer para você alegria, né? E a gente sabe que a alegria não vem toda hora, mas em algumas pitadinhas de alegria e bom humor durante o dia é maravilhoso. A gente agradece, Elis, a sua participação. Muito obrigada. Considerações finais, por favor. Eu que agradeço, viu? Agradeço o convite, agradeço, né, por estar aqui hoje e assim, importante viver a vida com leveza mesmo todos os nossos dias e agradecer, né, agradecer a Deus todos os dias. Acho que é uma coisa que eu faço muito e que me ajuda a gratidão, porque muitas vezes nós nos focamos mais nas coisas ruins. Então, vamos trazer a gratidão, né, já por estarmos aqui por respirar, tá bom? e agradeço muito. Maravilha. A gente que agradece eh a sua o seu compartilhamento com a gente, né, da sua experiência de clínica, a sua expertise como psicóloga. Muito obrigada pela sua presença. E a gente agradece você também, João, por compartilhar conosco, né, momentos vividos aí, coisas que você compartilha também a a nas suas redes sociais, coisas que você compartilha no seu show. Muito obrigada pela sua participação. Muito importante, legal saber como funciona, né, toda essa esse esse mundo que você vive. E importante também saber que você é humorista desde quando nasceu, desde criança. Isso é importante demais, que isso é uma coisa tua, isso isso está com você. E é bom a gente saber que que legal. Você é alguém que faz sorrir, faz alguém, é uma pessoa que faz as pessoas sorrir, mas que você também sorrir e o seu sorriso é verdadeiro, porque traz, você traz isso desde a infância. Isso é muito importante saber. Então, obrigada pela sua participação, né? E deixa aí um recado pra galera. Onde é que você vai tá? O que que você tá fazendo da vida, qualidade? Meus meus filhos cresceram, eu não tenho mais muito o que fazer não. Agora eu v uma vida mais tranquila. 52 anos já, né? Esses dias o gerente do banco, que eu tenho conta, ela falou assim: "Você não quer um empréstimo para de repente pagar uma dívida mais alta?" Aí eu falei: "Eu tenho 52 anos. Se eu tivesse uma dívida alta com 52 anos, eu devo ter feito alguma coisa muito errada na vida, né? Terívida alta mais, né?" Que beleza. Então, gente, é isso. Eu acho que procura ver menos coisa, menos desgraça na internet assim e e caça mais humor, né? Tem tanto humorista fazendo coisa legal para caramba aí no standup, skets, né? Eu acho que tem um João Danica, que é um motoboy campineiro aí também, que faz muita coisa boa. Ah, mas ele vive lá em Nova York, ele vive lá em outro, ele vive viajando, né? Vive mentindo. Você que a internet é uma uma terra onde as pessoas podem falar tanto que elas quiserem, que meu personagem que fez mais sucesso foi o que mente compulsivamente o tempo todo, né? É o cara mais mentiroso da internet. Ô, João, obrigado. Obrigado aí. Valeu, muito obrigado pela sua participação, nossa psicóloga também. Assim, a gente encerra a nossa semana falando sobre o ato de sorrir, que é algo genuíno, né? Algo que a gente traz, que a gente nasce sorrindo e que a gente pode seguir sorrindo, como o exemplo do João aqui. E se você não sorrir, eh, dá uma olhadinha dentro de você, né? Volta o seu olhar para dentro, porque a gente precisa ver o mundo de uma forma mais leve. E quando a gente consegue ver, a gente consegue externar eh eh com um sorriso. De repente é isso que tá faltando, tá bom? Um abraço grande para você, obrigada pela sua companhia. Ah, segunda-feira, é porque a gente sexta-feira é hoje, né, gente? Se estamos segunda-feira a gente volta então com mais uma edição do nosso estúdio Câmara. E a gente vai falar de um tema que se tornou um desafio silencioso em muitos lares, né? A gente vai falar do impacto da intolerância no ambiente doméstico. Porque discordar não precisa separar. Você entendeu? Eu discordo de você, mas por eu discordar de você, eu não preciso ir embora, não preciso separar. A gente vai debater com a polarização política, as diferenças religiosas e os abismos ideológicos estão fraturando as famílias. Você consegue manter respeito à mesa com quem pensa oposto de você, né? Como lidar com aquela briga por causa da fake news ou de crenças distintas? Você convive em família? Já pensou aquela família que que tem lá seis pessoas vivendo na mesma casa? E aí as cada uma dessas pessoas elas pensam diferente? E como é que se convive com essas diferenças, hein? É, a gente vai falar sobre isso na segunda-feira, a partir das 8 da manhã ao vivo aqui no nosso estúdio Câmara. Entregando agora, então, agradecendo a sua audiência pela semana, pela companhia de todos os dias, desejando a você um final de semana excelente. Continue ligado programação da TV Câmara Campinas, como você sabe tem a ÍRA daqui a pouco com informações e aqui de Campinas, também informação do estado, Brasil, mundo, cotação de dólar, enfim, a ÍRA, nossa inteligência artificial, trazendo atualização para você. Depois também meio-dia temos Câmara Notícia e a programação de final de semana da TV Câmara Campinas está sensacional. Nossa equipe trabalhou bastante durante a semana para entregar para você. Olha, conteúdo maravilhoso. Tenho certeza que você vai adorar. Então é só ficar com a gente, tá bom? Até segunda-feira, se Deus quiser, a partir das 8 da manhã com mais uma edição do nosso estúdio Câmara aqui na TV Câmara Campinas. Sorria, tem um excelente dia e até lá. [Música] [Música] [Música]
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