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Estúdio Câmara | Por que temos manias? Pertencimento ou proteção?
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Estúdio Câmara | Por que temos manias? Pertencimento ou proteção?

38 views Publicado 25/09/2025 HD · 1:02:46

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As manias e hábitos fazem parte da vida de todos nós. Mas até que ponto eles representam um desejo de pertencimento a um grupo e até onde podem ser um mecanismo de proteção emocional? 🤔 No Estúdio Câmara, vamos refletir sobre como pequenas atitudes do cotidiano — como roer unhas, mexer no cabelo ou até usar moletom em dias quentes — podem estar ligadas à forma como lidamos com a ansiedade, à busca por identidade e ao desejo de aceitação social. Os psicólogos Luiz Augusto Araújo, especialista em neuropsicologia e com vasta experiência em avaliação psicológica e acolhimento de adolescentes, e Pâmella Correia, psicóloga clínica com mais de 12 anos de experiência em atendimentos de adolescentes e adultos, discutem: ✔️ Como as manias se formam e qual o impacto delas na vida social e emocional. ✔️ De que maneira esses comportamentos podem funcionar como barreira ou ponte para a socialização. ✔️ O papel das manias na adolescência e na vida adulta, no processo de aprendizagem e na construção da identidade. ✔️ A linha tênue entre manias inofensivas e hábitos que podem indicar sinais de alerta para a saúde mental. ✨ Um programa para quem quer compreender melhor a relação entre comportamento, emoções e convivência em sociedade. 📺 Assista ao Estúdio Câmara na TV Câmara Campinas e aqui no nosso canal do YouTube. 📲 Acompanhe também nossas redes sociais: @tvcamaracampinas

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[Música] Olá, muito bom dia para vocês. Estamos chegando aqui na TV Câmara Campinas com mais uma edição do nosso estúdio Câmara. Hoje é quinta-feira, dia 25 de setembro. Como é que você está? Tudo bem por aqui? Tudo ótimo. Nós vamos falar sobre um tema muito curioso e muito presente no nosso dia a dia. Vamos falar sobre as manias. Elas podem parecer apenas hábitos, né, sem importância, mas muitas vezes essas manias podem revelar traços da nossa identidade. Funcionam como uma forma de proteção emocional e até como um código de pertencimento no grupo. Nossos convidados já estão aqui no estúdio, daqui a pouquinho a gente apresenta para vocês. E você aí de casa, manda pra gente a sua pergunta, participa conosco através do nosso WhatsApp que já está na sua tela. nossa produção está a apostos para receber a sua mensagem, de repente a sua experiência. Você tem ou teve alguma mania? Qual? Tem alguma dúvida sobre isso? Fala conosco. Daqui a pouquinho a gente já começa a interagir com você. Fica com a gente. Obrigada pela sua participação e pela sua presença. Agora vamos atualizar algumas informações. Olha só, a INDEC vai bloquear treços de vias na região do Verde em Campinas hoje, tá? das 9 da manhã até às 5: da tarde para obras da rede de gás da Congás, a rua Faustino Vonzuben, no Jardim São Pedro de Viracopas, no Dique 5, eh, entre as ruas Santa Terezinha de Assis, eh, deixa eu ver, Santo Tomás e também José Pinto de Santos e também a rua Edson Arantes do Nascimento, no Jardim Profilurb, na altura do número 346, também entre as ruas Santo Dias da Silva e Nelson Barbosa da Silva, tá? Então, na região do Ouro Verde, agentes de trânsito da INDEC acompanharão as operações com desvios programados e também a possibilidade de circulação alternada. As linhas de ônibus não serão afetadas. Para você que circula aí pelo Ouro Verde ou mora, né, nessa região, tem alguma dúvida sobre eh essa intervenção, pode ligar no 11811, que é o telefone que você se comunica com a INDEC, combinado? Agora mais informações para você. Campinas inaugurou no Cambuí, gente, a primeira travessia inteligente do estado de São Paulo. Olha só que legal essa travessia. Ela foi instalada em frente ao Centro de Convivência Cultural. A tecnologia ela projeta feixes de laser e alertas luminosos para sinalizar a presença de pedestres, principalmente à noite. Isso acaba aumentando, né, a segurança e reduzindo aí o risco de acidentes. O projeto Piloto faz parte da semana da mobilidade urbana 2025. foi implantado pelo sem custos, né, pelo eh ao município em parceria com a Prefeitura de Campinas, a INDEC e uma empresa húngara chamada Visible Crossing, tá? Campinas é a segunda cidade do Brasil a receber esse sistema já utilizado em oito países da Europa. O teste vai ter a duração de 6 meses e poderá ser expandido para outras regiões da cidade. Bem legal essa iniciativa, né? eh, trazendo mais segurança para quem transita aqui na cidade de Campinas, né? Então, que esse projeto piloto possa aí render bons frutos. Previsão do tempo chegando. Vamos lá, gente. Vocês sentiram frio hoje de manhã, né? De manhã que eu digo é porque eu levando 5:30, mas tava frio, eu fiquei com frio e vai continuar assim, tá? Previsão para hoje é de céu parcialmente nublado. A entrada de ar frio de origem polar tem um reforço na região e as temperaturas caem. ficando entre 14, que foi a hora que eu falei que senti frio, né? Entre 5:30, 6 horas da manhã. E a máxima hoje, de acordo com a previsão, fica aí nos 21º. Os ventos ainda mais intensos reforçam a sensação de frio. Apesar de serem baixas as chances, existe a possibilidade de chuvas fracas e isoladas aqui na região e também na cidade de Campinas. Tá bom? Agora sim, vamos lá para o nosso tema central, a apresentação dos nossos convidados. E você participando com a gente, a gente fala de manias, né? Para entender melhor esse comportamento, a gente recebe aqui no estúdio o neuropsicólogo Luís Augusto Araújo. Seja muito bem-vindo. Bom dia para você. Bom dia, Rúbian. Prazer estar aqui com vocês. Vamos falar sobre esse tema. Vamos lá. Para completar o nosso time. Ela chega chegando. A psicóloga Pâela Correa. Bem-vinda. Obrigada pela sua participação. Obada. Obrigada pelo convite. É um prazer tá aqui. Prazer é todo nosso receber vocês. Prazer é todo nosso receber você aí de casa e bater um papo sobre mania, né? Então vamos lá. Pergunta para os dois. Eu gostaria que vocês definissem pra gente o que é mania. É correto a gente usar esse essa nomenclatura, né, esse nome para alguns comportamentos que a gente acaba eh repetindo em fases da nossa vida? Começando por você, Pâela, tá certo a gente falar: "Eu tenho mania de limpa casa, por exemplo." Tá certo. É mania mesmo. Tá certo. Tá certo. Sim. A gente vai falar, né, popularmente sobre mania, sobre nossa, eu tenho uma mania, eu tenho um ritual, não tem problema. A forma com que você utiliza dentro da clínica, né, para fazer um levantamento, um diagnóstico, aí a gente usa outros termos, né? Aí vem com outra intensidade, né, Lu? esses esses nomes, mas não se preocupem em usar esse termo para diferenciar o que é uma mania positiva de uma mania patológica, a gente vai sempre observar a intensidade e a frequência desse comportamento, tá? Mas usar a nomenclatura tá tudo bem, fiquem tranquilos. É, eu pergunto isso, Luiz, porque às vezes a gente fala assim: "Ah, você tem mania disso". E a pessoa fala assim: "Mas eu não sou maníaco, né?" É, então é por isso que a gente, antes de iniciar aí a nossa caminhada no tema de hoje, que é mania, a gente precisa entender se a gente está realmente eh falando certo sobre esses hábitos diários que a gente acaba fazendo às vezes sem perceber e a gente entende como mania. É isso mesmo, né? Isso mesmo. O senso comum estabelece, né, o a fala de mania ou termo mania como ritual, comportamentos, aquilo que a gente faz várias e várias vezes, repetidas vezes. Na clínica, né, como Pâmela falou, nós entendemos que mania faz parte de um comportamento dentro de uma agitação, de um transtorno, dentro de uma fase um pouco mais incontrolável do comportamento. Mas é perfeitamente compreensível que a pessoa que não é da área da saúde, quando ela fala mania, ela está falando de comportamentos e rituais. Isso é muito claro para nós. Legal. Então assim, gente, é importante a gente ficar atento, né, ao limite entre hábito, né, e a a o sintoma. Então, gostaria, Pâila, que você explicasse pra gente referente às manias. Então são eh ações repetitivas, né, que a gente acabam, hábitos que a gente repete no dia a dia, só que a gente precisa ficar atento também a essa repetição e alguns sintomas que podem aparecer mediante essa ação repetitiva. Isso, com certeza. Então assim, é uma mania, é algo pontual. Então, nossa, eu tenho mania de todos os dias tomar o meu café numa mesma xícara, não tem problema. Isso não traz um transtorno pra sua vida, é uma coisinha que te regula, que te traz um aconchego, tá tudo bem, né? Isso pode ser utilizado. Agora não, eu não consigo me alimentar se não for exatamente com aquele talher, exatamente com aquela xícara. Isso tá trazendo uma complicação, um transtorno paraa minha vida. Então isso precisa ser visto, né? A gente precisa se atentar. Então são essas, né, avaliações de intensidade que a gente precisa ficar de olho. Eh, e sobre essas intensidades, eu pergunto para você, Luiz, eh, temos manias compartilhadas, né? Eh, a convivência faz isso acontecer, né? E a gente pode olhar eh como exemplo de mania compartilhada, as manias dos adolescentes, né, de roupas iguais nesses grupos de adolescentes que de alguma forma elas ajudam, parece que pelo, eu não tenho todo esse entendimento, mas parece que reforça eh a identidade, o senso de pertencimento. Eh, eu gostaria que você explicasse pra gente o que que acontece, principalmente nessa fase da adolescência, que a gente vê que, vamos lá, fala de mãe agora, tá? Entre aspas, adolescente é cheio de mania. Exatamente. Adolescente tem muitas manias porque eles incorporam o que nós chamamos de manias de pertencimento. Uhum. são comportamentos que eles elegem como rituais que os associam a este ou aquele grupo. Então, quando eles estão envolvidos em determinados grupos sociais, os comportamentos típicos daquele grupo fazem parte dos comportamentos deles agora, como uma busca de identificação, de pertencimento. E aí nós vamos falar aí de comportamentos de fala, comportamentos de atitudes e comportamentos de vestuário. Uhum. Então, muitas vezes, escolha de roupa, escolha de marcas, o uso de um boné para um estilo, pro outro, para trás, pro lado, um tênis, um dialeto, algumas falas começam a aparecer, algumas linguagens que os adultos não fazem ideia do que aparece em outro idioma. Então, esses comportamentos buscam pertencimento com grupos específicos. Então é muito comum entre os adolescentes porque eles estão nessa fase de buscar um pertencimento, buscar uma identificação e criar sua própria identidade. Eles estão saindo da infância onde eles eram submetidos à vontade do adulto, onde eles estavam encaixados dentro de princípios e diretrizes que o adulto determinava. Eles começam a ter vontade própria, começam a buscar quem eles realmente são e eles fazem experiências. experimentando, eles vão adquirindo hábitos e aqueles que fazem sentido, principalmente pro grupo que eles querem fazer parte, eles incorporam de forma mais sólida. Interessante, né? Porque isso mostra que até um hábito simples pode ter uma função social importante, né, que é a função da socialização, né, de de pertencer a algum grupo. Agora, vamos focar em uma situação que acontece muito, que a gente vê muito, que às vezes a gente não entende, que às vezes tem pessoas que até julgam, né, porque tem o pré-julgamento. Nós estamos suscetíveis a isso a todo momento. Vamos falar do moletom. Quantas vezes e quantos adolescentes você não vê com moletom? Pode estar um calor, tá rachando lá fora o adolescente tá de moletom e de repente até com o capuz, né? Isso pode simbolizar uma proteção emocional em adolescentes, funciona como de repente um um certo uma certa sensação de segurança ou é uma mania simplesmente para ter aí o pertencimento a algum grupo que ele esteja eh desenvolvendo aí uma uma experiência nova. Qual que é a sua avaliação sobre essa situação eh do moletom? Isso a gente vai ter cada caso um caso, né? uma eh alguns casos vai ser estilo mesmo, né? Eu me identifico com esse estilo, então tenho moletom, né? Uma coisa que me deixa mais cool, mais legal, mais interessante. E tem a questão da autoproteção também, né? De um aconchego, um acolhimento, uma um me esconder, né? A gente precisa entender que na adolescência, como o Luiz falou, é uma transição de uma fase da infância, né, para uma fase onde ocorrem muitas mudanças, né, psíquicas, muitas mudanças físicas. Então, é um cérebro para lidar com diferentes quantidades de neurotransmissores, uma bomba de hormônios. a partir daquele momento, eles passam a ter um outro corpo, um outro cheiro, um outro formato, uma outra dimensão e uma dificuldade de se reconhecer também. É aos pouquinhos que isso acontece, né? Então é eu me comparando com os meus colegas, com outros corpos, com outras identidades e às vezes fica difícil para eu me, né, me encontrar ali. Então eu me escondo um pouquinho em determinados lugares, né? eu vou ali usar como uma proteção. Então, em alguns casos, de fato, é uma proteção e em outros é questão de estilo mesmo. Pois é, né? Uma coisa simples, que é uma peça de roupa que eh na avaliação psicológica a gente pode entender que pode carregar uma carga emocional. Então, não é? Agora, Luís, até que ponto esses eh repetir determinados comportamentos pode ser considerado uma forma de autorregulação psicológica, né? Porque assim, eh, ele, a, o adolescente, ele utiliza o moletom, de repente para se sentir acolhido, para ter um acolhimento. Mas por que a necessidade desse acolhimento? Perfeito. Ah, os hábitos ou rituais, manias, como nós estamos falando aqui, que promovem uma interação com o meio, eles são de regulação. Eles me ajudam a interagir com o meio. Eles criam uma ponte entre eu e o espaço onde eu estou, as pessoas daquele espaço. O moletom, quando ele me protege, por exemplo, né, dentro do moletom que nós falamos aqui, quando o moletom me protege, eu posso estar um pouquinho acima do peso dentro da minha avaliação. Às vezes uma perna que começou a crescer demais antes do as crianças começam a crescer, ele começa a ficar com uma perna maior que a maior do que os outros colegas, ele começa a ter os braços mais compridos, ele começa a achar que a orelha dele tá muito grande. Então ele usa o moletom, cobre a cabeça com a touca, se protege fisicamente daquele espaço e por não estar sendo avaliado ou julgado por esses por essas diferenças físicas que ele se incomoda quando olha no espelho, ele consegue interagir com o espaço. Passa a ser então um fator de regulação. Quando este elemento, o moletom, por exemplo, ele inibe isso, eu me fecho dentro do moletom, o moletom se torna uma armadura, um casulo e eu me recuo, eu fico fechado, eu me isolo. Aí nós vamos falar de um comportamento que ficou cristalizado. É a única forma de interação que ele tem é se ele tiver usando e ele nem interage e ele nem busca essa interação, ele fica totalmente fechado. Ele interage com o meio, sim, mas não interage com as pessoas. A, o jovem precisa ir pra escola. Então, pra escola ele coloca o moletom e vai pra escola. Mas chegando lá ele não interage com ninguém. Ele começa a ficar isolado. Os pais começam a receber relatos. Ó, seu filho não tá interagindo tão bem, tá ficando mais quieto, tá sempre de moletom. E ir sem moletom é algo absurdo para esse jovem. Então, esse é o exemplo. Ele consegue interagir com o espaço, mas ele não interage com as pessoas. Então, o moletom se tornou um fator de rigidez. Ele só faz daquele jeito, mas ele não conseguiu explanar. ee não conseguiu explorar novas possibilidades, ele não conseguiu ir além daquele recurso e aí deixou de ser um fator regulatório, passou a ser um fator de rigidez e aí a gente olha como uma possível patologia. Olha, importante, né, para as famílias e as escolas perceberem quando essa mania de, de repente usar moletom, né, ela deixa de ser uma mania inofensiva, né, algo que tipo, tá tudo bem, tô usando moletom e aí tá calor, tira o moletom, interage com a galera. Agora quando fica com mais rigidez, a gente precisa eh se atentar. E aí eu pergunto para você, eh, Pâela, qual é o papel dos pais ou dos cuidadores, enfim, né, nesse momento, eh, do alerta, como que a gente precisa agir, como que a gente deve fazer, porque eu tava lendo alguns artigos referente a essa questão de moletom e eh tem depoimentos de pais que eles não sabem o que fazer porque o adolescente ele usa o mesmo moletom e ele não quer nem tirar para lavar. Uhum. né? Então assim, como agir mediante esse comportamento? Ah, como conversar sem ofender, sem julgar, sem ferir para acolher o papel, né, dos pais? Nós pais somos o ego auxiliar dos nossos filhos. Então, assim, vai ter resistência de tirar aquele objeto que tá trazendo conforto, mas tem questões que são inegociáveis, né? Então, é mostrar causa e consequência. Humum. Se eu permitir que você fique só com esse moletom, que você não lave, que você não vá para outros cantos, que você não tome um sol, isso não está normal, né? A gente precisa rever. Então, vai causar mau cheiro, vai causar, né, uma dificuldade aí de tomar sol mesmo, de contato com a pele, de vitamina, de tudo mais. Então, é explicar. Às vezes o adolescente de imediato ele não vai aceitar e é um mecanismo natural, né, Luiz, que tem a rejeição, mas é o nosso papel, explicar, colocar limite e conduzir e se preciso buscar ajuda profissional também, tá? Então é essencial que a gente vá para esses caminhos. É importante, né? A ajuda profissional, ela é muito importante e faz parte, né, do dia a dia do ser humano. De repente tá acontecendo uma situação como essa e você viu viu que já passou do limite. Ontem nós falamos aqui no programa sobre limite, né? Então tudo tem aí um certo limite. Aí a gente tem que se atentar para não viver no limite. A gente tem que ter aí uma uma prevenção de todas as situações e todos os atos que a gente vai executar durante a nossa vida pra gente não viver no limite. Porque quando chega no limite aí fica um pouco mais delicado pra gente poder ajustar toda essa questão. E no caso das manias exacerbadas que podem eh de repente vir a ser casos clínicos, a gente precisa de se atentar, né, aos detalhes e não deixar o negócio chegar no limite. Então por isso que é bom eh uma prevenção, né? E que que você vai fazer? Vamos lá, vamos fazer uma terapia, vamos conversar, vamos ouvir, né? Agora, eh, eu, Luí, esses rituais coletivos, né, de festas, hábitos culturais, eles ajudam a fortalecer o sentimento de pertencimento eh dos dos adolescentes, né? Agora, as memórias afetivas, elas, experiências de vida, né, elas têm eh manutenção, elas têm uma conexão com certas manias eh dos adolescentes e até de nós adultos. Sim. Ah, além das manias de pertencimento, que tem o papel de fazer parte do grupo de identificação, as manias de regulação, que são essas qual você citou, elas trazem emoções de bem-estar, elas trazem uma emoção que permite que a pessoa regule emoções que ela ainda não sabe lidar. A ansiedade é um comportamento perfeitamente natural, uma emoção, né, completamente natural. Quando nós falamos sobre ansiedade, até no senso comum pensa-se muito sobre a doença ansiedade, mas vamos lembrar que a doença ansiedade tem um nome que é transtorno de ansiedade. A ansiedade é um comportamento normal, uma expectativa. E muitas vezes esse jovem diante de várias experiências sociais, eles ficam ansiosos e eles precisam de experiências de regulação para ficar mais calmos. Então, uma festa, uma formatura, aquele evento que aquela pessoa que o coração bate mais forte vai estar presente. Então, alguns comportamentos servem para acalmar esse jovem. E aí quando ele fica calmo e ele tem o sucesso, aí a emoção serve de consolidada, deste comportamento, porque eu fiz isso e deu certo. Então, eu vou fazer de novo. E na próxima já não vai ser tão assim forte. a sensação de ansiedade. Exatamente. Porque o comportamento de ritual, a mania, ele tem um papel enquanto regulador de criar uma previsibilidade. Então, ele cria um certo padrão em que eu sei exatamente como as coisas vão acontecer. E este padrão me acalma, esse padrão me leva a ter sucesso, porque eu sei exatamente o que fazer, eu sigo aqueles passos e isso me acalma. Onde isso vira um problema? É quando eu só faço daquele jeito. Quando eu começo a rigidez, sempre a rigidez é o grande problema, né? Quando eu começo a entender que existe uma única forma de se fazer e aí eu faço sempre do mesmo jeito, do mesmo jeito, e não consigo conceber novas possibilidades. Mas enquanto eu vejo que o ritual me traz um alívio, me traz uma perspectiva de sucesso, uma previsibilidade, isso me acalma. Então essa emoção do sucesso, emoção da calma após a a ação, sim, traz essa emoção que consolida o comportamento, que faz com que o hábito fique instalado com mais com mais segurança, com mais leveza pra pessoa. Isso é saudável. Bom, muito bom. São as memórias, né? Porque você eh imagina eh eh passa por situa diversas situações, né? infinitas situações durante a vida. E aí é a primeira vez, claro, vai te dar. Aí todo mundo fala, você falou uma um um ponto bem interessante, a gente fala assim: "Ah, eh, tô com ansiedade." Não, mas você tem ansiedade? Não. Transtorno de ansiedade é uma coisa e ansiedade é algo natural que a gente sente. Eu, por exemplo, eu sinto uma ansiedade todos os dias antes de entrar no ar. Você imagina senão, né? Olha só, eu vou conversar com profissionais sobre um assunto novo todos os dias. Então eu sinto aquela regulação, aquele negócio assim, dá uma borboleta no estômago, mas depois que a gente tá no ar passa e a gente consegue conversar. Então isso é algo que eh são as memórias, as experiências, né, que a gente eh tem durante a vida que vai nos regulando. Muito interessante. Agora, Pâela, o ambiente digital, né? Vamos lá, vamos falar do ambiente digital, porque eh traz aí rituais simbólicos criados por influenciadores, né? que impactam a identidade dos nossos jovens. Gostaria que você falasse sobre isso e até que ponto isso pode ser natural e quando isso deixa de ser natural e começa a ser algo um pouco mais agressivo, porque a gente sabe que a internet ela veio para influenciar mesmo, a gente sabe que influencia, não adianta você falar que não, principalmente os jovens que estão todo o tempo ali, né? Se é algo que você vê eh eh de vez em quando, tudo bem, mas os jovens eles estão todo o tempo dentro desse desse desse mundo, dessa rede e eles acabam sendo influenciados, né? E essa influência pode desenvolver uma mania e essa mania pode não ser tão saudável assim. gostaria que você trouxesse pra gente assim a visão psicológica dessa situação. Por isso que é importante nós pais estarmos sempre atentos, né, ao consumo dos nossos filhos, do conteúdo que eles olham, né, porque tem uma parte saudável que tem aquele ritual, aquela forma de falar pro pertencimento, pra comunidade. Nós, seres humanos, é meio de sobrevivência a gente viver em comunidade, a gente pertencer. Então, é natural. Agora foge um pouquinho quando esses influenciadores usam isso de forma perversa, então de forma para criar, né, eh ganhos e e único exclusivamente para eles. Então aumentar o hábito de consumo, aumentar o nível de ansiedade, né, aumentar aquela visibilidade de forma negativa. Mas enquanto é uma comunicação, enquanto é uma musiquinha, enquanto é uma forma de, né, se expressar saudável, tá tudo bem, é natural. né? É até importante porque eles vão vendo que olha, né, eu eu faço isso, outras pessoas também fazem e eles vão se identificando. Faz parte do desenvolvimento deles. Agora essa atenção de até que ponto isso não tá, né, fazendo mal, agredindo, é muito importante que nós pais estejamos atentos. É muito bem. Agora, Luía, a gente para eh seguir padrões de um grupo, a gente precisa ter uma autenticidade, né? né? E a gente também tem que ter a nossa identidade. Como é que a gente faz, principalmente os jovens, quando a gente percebe que eles estão perdendo a identidade, apesar de que eles estão se desenvolvendo. E a fase do adolescente é uma fase bem crítica, né? porque está em transição, mas apesar de estar desenvolvendo a identidade, eles já têm noção de quem são. E aí, de repente, em determinada situação de ter pertencimento, de querer pertencer a algum grupo, esse jovem, mesmo com a identidade não eh criada, né, por inteiro, ele acaba perdendo isso. Como é que a gente percebe e o que que a gente precisa fazer? Quais são os pontos principais que a gente consegue entender que tá na hora de chamar atenção e buscar uma ajuda profissional? Sim. O jovem quando ele constrói a sua identidade, ele tá nessa fase de construção da identidade, ele sabe sim quem ele é. Mesmo em construção, ele sabe quem ele é. E ele observa que o meio em que ele está inserido ou aquele grupo onde ele gostaria de estar inserido quer outra coisa, quer outra identidade. Não é a identidade que ele tem. E aí o grupo almejado passa a ser alvo de comportamentos dele. Então ele começa a adotar comportamentos daquele grupo almejado para ele ser visto como. Muitas vezes ele não se identifica daquela forma, mas ele quer ser visto como. E essa busca constante muitas vezes leva a frustrações. E essa frustração cria um abismo de identidade que o jovem muitas vezes não consegue preencher. E ao não conseguir preencher esse abismo, esse buraco vai crescendo e aí algumas angústias ganham espaço, alguns mal, algumas alguns males emocionais, um mal-estar, um senso de ausência, um senso de falta que nada preenche, porque existe um desejo e existe uma realidade e eles não estão conectados. Eu quero fazer parte de um determinado grupo, eu tenho esses mesmos comportamentos, mas eu não me sinto bem. Eu quero estar lá, mas eu não me sinto bem fazendo essas coisas, eu não me sinto bem tendo esses hábitos, né? Então, para dar uns exemplos bem simples, eh um jovem que tem um padrão cultural, tem um padrão eh prática dentro da sua família e ele quer fazer parte de um outro grupo. Então, começa a ouvir músicas diferentes, usar roupas diferentes daquilo que fazia parte de quem ele era até então. Mas ele não se identifica dessa forma, mas ele queria estar lá porque os amigos estão ali, pessoas significativas para eles estão ali. e ele começa a adotar isso, ele passa a ter muitos conflitos, não só social com os pais, com pares, mas também consigo mesmo. E na clínica a gente percebe que essa esse espaço, esse vazio entre quem eu sou, quem eu quero ser, acaba sendo um campo fértil pras angústias, pros problemas emocionais que nós vemos na adolescência. Pode completar também. Pode completar. Tô aqui, né? Você quer pontuar? Vai lá, podem falar. A fala é toda de vocês. Eu adoro ver vocês falarem, explicarem, compartilhar conhecimento para que a gente possa seguir uma vida mais leve. Isso é bom demais, por favor. Isso. E é de assim suma importância, né, o papel de nós psicólogos às vezes ali na clínica com os nossos pacientes, adolescentes principalmente, né, toda a rede de apoio com quem esses adolescentes convivem, é o nosso papel ser um espelho para eles. E espelho no sentido não do nosso comportamento, mas sim daquilo que a gente tá enxergando neles, que a gente verbalize, né? Então, filho, sobrinho, meu afiliado, cara, eu tô vendo que você é tão bom em tal coisa. Ou olha como você se comunica bem, ou olha, né, sua habilidade em desenho ou fortalecer aquilo que a gente enxerga neles de positivo. Isso vai dando um senso de, cara, como eu sou legal, como eu tenho valores, como eu sou importante, como eu não preciso estar a todo tempo me escondendo ou buscando modelos fora. Eu também já tenho algo aqui dentro de mim que eu mesmo preciso reforçar, que isso mesmo eu preciso mostrar, né? Isso chama atenção, isso é interessante. Deixa eu validar isso aqui também. E aí a busca incessante por, né, eh, replicar comportamentos externos dá uma amenizada também, né? Isso é importante. Ol desse ponto até que a jogou luz, quando o jovem ele ignora habilidades que ele já tem, ele não explora essas habilidades, ele não as expressa. E muitas vezes são essas habilidades que o meio mais aprecia. Olha isso. Isso. E por ele suprimir essas habilidades, pelo julgamento dele de que aquilo não é adequado, de que aquilo não é o desejado, ele perde oportunidades riquíssimas de se conectar com o meio, de se conectar com pessoas, porque as pessoas sequer sabem que ele tem aquelas habilidades, que ele tem aqueles comportamentos. Às vezes, algum jovem que foi introduzido na música desde cedo, toca um instrumento, ele acha aquilo super chato e não mostra. E aí quando o grupo descobre que ele sabe tocar uma bateria, um violão, sabe tocar um instrumento, o pessoal, nossa, que legal. E esse jovem ele se depara, caramba, tudo que eu precisava eu já tinha e eu tô buscando em outro lugar. Olha só, gente, que interessante, né? O sentimento de pertencimento, ele então só é verdadeiro quando a pessoa se sente valorizada por quem realmente ela é. É isso, né? Isso é, gente, olha que bom, né? a gente falar sobre isso, porque a gente tá falando aqui de de adolescentes, porque a gente observa, né, e tem, meu Deus, quantos adolescentes aí é uma fase de transição da vida eh tão delicada e aí a gente precisa que os pais, né, sejam assertivos e ninguém vem com manual, não, nem para ser pai, nem para ser filho, nem para ser adolescente, nem para nada. A gente aprende dia a dia, né? é errando, é acertando. E aí e quando a gente fala de adolescente, o pessoal pensa assim de manias, fala assim: "Ah, é adolescente que tem mania". Mas não sabia, nós também erramos e nós também temos manias, nós adultos, né? Então eu gostaria que vocês falassem um pouquinho sobre nós. Agora o adolescente a gente já entendeu um pouco, né? né? E a gente sabe que ele precisa de nós e precisa eh da nossa eh do nosso posicionamento e de dizer para ele: "Você é show, você consegue, a gente precisa sempre estar eh reafirmando isso, né? Porque o adolescente ele está em fase de construção e quem já está construído." Pois é, você comentou até de memória afetiva, né? momento. Então tem muito isso. Às vezes a gente desenvolve manias porque dá um aconchego, traz uma memória afetiva. Então o meu jeito de fazer uma certa comida me remete a minha madrinha que hoje em dia não tá mais aqui, né? A forma com que eu vou lidar com meu filho de ir lá, de botar ele para dormir, dar um beijinho, né, e cobrir isso, né, me resgata ali de quando eu recebia isso também. Então, algumas manias, alguns rituais trazem um conforto pra gente, né? Você tá aqui todo dia de manhã, você falou que sente as borboletas no estômago. Provavelmente tenha um ritual de como você se senta primeiro, de como você, né, se posiciona, porque vai trazer uma regulação para você também. Então é normal, né? Traz esse equilíbrio pra gente. E mais uma vez é só observar qual é a intensidade e a frequência. E se essa mania tá tirando ali algumas coisas do meu dia a dia, se tá transtornando o meu dia. É só a gente ficar atento com isso, né? Mas a mania é importante também. Vocês falando parece tudo tão fácil. Luí Pela, fala sério, hein? Vamos lá. Quando chega na fase adulta, né, que a gente já está construído. Será que a gente já tá construído quando a gente está na fase adulta ou a gente se constrói a cada dia, Luí? e sobre as manias nessa nossa fase aí de adulto, né, de 40 mais, 50 mais, depois 60 mais. E vamos de mania, vamos lá. Vamos de mania e continuamos nos construindo constantemente. A adolescência ela foi aquela fase da construção do alicerce, né? Mas a grande obra vem depois. Então o alicerce tem dois, três andares para baixo, né? Nós somos grandes edifícios com vários e vários andares, com várias e várias fases de desenvolvimento e as manias nos ajudam a construir cada uma dessas fases de desenvolvimento. As manias têm um papel muito importante na adolescência, mas na vida adulta ela tem um papel ainda mais importante que nós carregamos desde a infância, mas que ela ganha mais visibilidade na vida adulta, que é automatizar comportamentos. Nossa, a mania é aquilo que você para de pensar, você só faz por fazer. Uhum. simpmente faz aquele caminho para ir trabalhar, aquele ritual do do acordar, sua higiene matinal, o seu café da manhã, o seu arrumar-se e ir para o trabalho, tem uma certa ordem, tem um certo ritual e ele automatiza comportamentos que antes você precisava pensar para fazer. Uhum. Eh, basta lembrar quando você foi tirar CNH, né, que você olhava tudo, olhava espelho, olhava, regulava volante, regulava banco, regulava a altura de tudo. Tudo você regulava, demorava uns 3 minutos para você dar partida no carro. Com o tempo, isso cai para frações de segundos, não só porque o carro já tá todo regulado para você, porque você deve se lembrar quando você entra num carro que não é o seu, também rapidamente regula tudo rapidinho, né? Já tudo tá pronto. Por quê? porque fica automático. E aí você começa a fazer um caminho, você começa no trabalho, faz um caminho, sempre aquele mesmo caminho, sempre o mesmo caminho, você para de pensar, você não pensa mais, isso fica automático. E não pensar tem uma função. Você relaxa o córtex préfrontal, região que da frente da testa, e é uma região que gasta muita energia e por não usá-la para pensar em atividades corriqueiras e repetitivas, você gasta essa energia com outras atividades que exijam mais de você. Então, o ritual tem esse papel de automatizar comportamentos. Ao automatizar você pensa menos ele, gasta menos energia. Uma parte do cérebro que gasta muita energia não processa mais essas informações e aí você libera espaço aqui no HD mental para processar informações do dia a dia, desafios, problemas que você precisa resolver, grandes conflitos, isso que surge, que não faz parte do seu dia a dia, ganha espaço de processamento na sua mente. Uau, que show, hein? Agora, quando as nossas manias elas começam a incomodar quem a gente convive, né? Eh, qual que é ação daquela pessoa que está sendo incomodada? E o que que a gente deve fazer? Porque é natural, se você tem uma mania, você vai conviver com alguém sempre do seu lado, né? Tem lá o ciclo de amizade familiar e tal e tem alguém que está mais próximo de você. e a sua mania começa a incomodar essa pessoa que está próxima de você. O que que a gente tem que fazer, tá? A gente precisa avaliar que mania é essa. Então, é algo que eu estou fazendo que é muito importante para mim, que se eu deixar de fazer, eu vou me desregular, então eu vou passar a ter esse comportamento distante da pessoa, né? a gente morar junto, a gente conviver, é compartilhar ambiente. Então, a partir daí, eu vou tomar consciência que eu estou afetando outras pessoas. E aí, se eu tô afetando outras pessoas, eu vou utilizar esse, né, essa mania no meu espaço reservado. Agora, se é algo que também está me prejudicando, é algo que eu preciso me comunicar com essa pessoa e buscar ajuda, né? Então é é diferenciar isso. É uma simples mania ou a gente volta de novo a avaliar intensidade, frequência e observar que isso tá prejudicando a gente também. Então, quando você fala em observar e a gente fala de mania e da convivência, vou passar pro Luís agora. E quando a gente ã executa, né, o a o ato da mania, seja lá qual for, sem perceber, como é que a gente vai entender que isso tá incomodando a outra pessoa se a gente não percebe? Aí também é um um ponto de alerta quando a gente faz a aquilo repetidamente, mas a gente não tem nem noção que a gente fez. E aí outra pessoa fala: "Poxa vida, mas você fez de novo, né? Você não percebeu o que você fez?" Não, não percebi. Isso pode acontecer, pode até dentro do do processo da automatização que eu mencionei. Sim. Quando determinados comportamentos são automatizados, é porque ele teve uma função e ele teve um ganho. Você ganhou algo com ele e isso fez com que ele se instalasse. Seja bom ou ruim. Seja bom ou ruim. Você teve um ganho. Então existe ganhos secundários. Comportamentos que não são bons, são desagradáveis, são ruins, eles têm algum ganho secundário. Você sempre ganha alguma coisa com ele, mesmo que você não consiga mensurar, mesmo que você não consiga identificar claramente na na clínica, a gente consegue ter este olhar e investigar isso profundamente. E a nós chegamos invariavelmente, né, a conclusões que existem ganhos secundários, que são os ganhos que permanecem, que faz com que esse comportamento se se instale, tá? Mas quando isso é incômodo, quando isso atrapalha alguém e essa pessoa começa a apontar para você, geralmente esses apontamentos vem com provas, né? Olha, você fez agora, você viu? Porque geralmente geram alguns conflitos especificamente em relacionamentos dentro de casa com marido e mulher, casais de namorados, eh pai e mãe, filhos. Essa pessoa mostra para você esse comportamento. O primeiro relato é: "Eu não faço isso". Exato. Só que com a recorrência essa pessoa passa a mostrar com provas. Olha, você fez agora, você viu? Olha, você deixou aquilo daquele jeito, você fez novamente aquilo que eu falei. Essas provas elas precisam ser analisadas pelo indivíduo e ele repensar a sua ação. Quando o indivíduo nega Uhum. que aquilo tá sendo feito, aí é um sinal, sinal de que ele está evitando se deparar com o que está envolvido naquele hábito. Temos aí então um alerta que precisa ser olhado com muita calma, com muita cautela. Então, se a pessoa tá em negação e esse comportamento traz prejuízos sociais, a gente volta no nosso tópico inicial de regulação por meio de hábitos. Uhum. Só que quando o hábito ele tem um fator de engajamento, de interação social, ele é legal, bacana. Se ele não tá permitindo interação, ele tá criando conflitos, vira um problema. Muito bem. Quando você fala de eh que teve recompensa, né, e tal, quando a gente faz uma tem um hábito repetitivo e tal, a gente teve uma recompensa em algum momento, seja bom ou ruim. Mas o nosso cérebro, ele é bem interessante pelas conversas que a gente tem aqui com os nossos convidados de segunda a sexta. O nosso cérebro ele gosta de recompensa, né? Ele gosta, né? E não interessa se a recompensa é boa, se é ruim, mas ele gosta de recompensa e ele vai só processando aquilo, né? É impressionante. Quanto mais rápida a recompensa, melhor. Que que é isso? Ah, então o que que você tá fazendo aí para você dar, qual a recompensa que você tá oferecendo aí pro seu cérebro? É importante a gente parar para pensar nisso, né? Às vezes a às vezes não, a gente não para pensar sobre isso, né? A gente tá falando aqui porque estamos com profissionais e que nos ensinam eh eh sobre essa situação do nosso cérebro que adora recompensa. Então, vamos cuidar aí o que que você tá oferecendo pro cerebrinho, tá bom? É muito importante. O cérebro ele faz assim um uma diferença total nossa vida. A saúde mental ela é primordial e a e dá sinais, né? dá sinais de quando a gente tá bem, quando a gente tá não está, quando a gente precisa da prevenção e a gente precisa ficar atento a esses sinais, combinado? Agora 8:45, a produção tá me falando aqui que nós temos participação, então a gente vai atender você que tá acompanhando o nosso programa e está querendo saber sobre manias, né? Você tem mania do quê aí na sua casa, né? Ou você convive com alguém que tem uma mania, você já apontou essa mania, a pessoa nega, ou então você tem uma mania e de repente você quer aprender um caminho para que você consiga se desvincilhar dessa mania. É, é fácil. Será a gente perder uma mania? Você tem que tá disposto, né, a mudar esse comportamento. Se é uma mania que tá instalada há muito tempo, vai causar um desconforto. Então, precisa da sua determinação também. Nossa, gente, tá vendo só? Vamos lá então produção, pode mandar pra gente 8:45. Produção, avisando que vamos até 95 da manhã. Obrigada aí pela sua audiência, pela sua companhia. Bora interagir com a gente. A Daniela Rocha do Jardim Aurélia. Sempre tive mania de conferir. Vixe, é verdade. Olha aí, me pegou agora, hein. Sempre tive a mania de conferir várias vezes se fechei a porta de casa. Me pergunto, isso é apenas cuidado ou pode revelar uma insegurança maior? Que coisa, Dani? #tamojunto. Que que é isso, hein, Paela? Isso é o clássico ritual de checagem, né? Tô checando se tá seguro, se tal. Às vezes pode ser até uma ansiedade pro compromisso que vai, ou pode ser ali um medo mesmo, meu Deus, será que eu tô esquecendo alguma coisa? Será, né? É uma checagem. Tudo bem. É ali naquele momento que você vai e tranca e, né, checa de novo. Se é alguma coisa rápida que não tá atrapalhando o seu horário, que não faz com que você de repente esteja a caminho de sair de casa, tenha que parar tudo e voltar para checar, né? Se for algo pontual, beleza. É aquela maniazinha, sabe, né? Que a gente faz, dei duas voltas, não dei duas voltas, tá tudo bem. Agora, se tá trazendo isso para você, né, de eu me perco no horário, eu volto, eu vou para para checar isso, aí precisa de uma observação maior quando tem um número específico de checagens, né, Pâela? Começa, não tem que ser oito. É, puxa, pera aí. Foi seis ou oito? Não, pera aí. Começa de novo. Um, dois. É. Aí nós chegamos em situações de checagem que são complicadas, mas são manias em geral. Checagem são manias, olha só, fazem parte da regulação do dia a dia. Bem tranquilo. Então essa nossa telespectadora levantou algo assim que eu acho que faz parte da nossa vida, de todo mundo, eu acho. Quem nunca? Agora eu vou te falar, eu já voltei, hein. Já voltava no caminho de casa, já voltei para ver se eu fechei o portão, gente, que isso? E eu sabia que eu tinha fechado, mas algo dizia para mim: "Não, você não fechou". Sabe por quê? Porque eu não coloquei o controle no mesmo lugar de sempre dentro do carro. Então eu coloco o controle no em cima no console. E aí o dia que eu fechei o portão e não coloquei o controle lá e o controle ficou do lado eh do meu lado no banco, quando eu olhei o controle falei: "Eu não fechei o portão". E eu tive que voltar 4 km para ver se o portão estava fechado. Então agora toda vez que eu fecho o portão, eu olho para o controle, coloco aqui. Aí eu olho pro controle aqui, eu fechei o portão. Gente, o que é isso? É regulação? É manil ou tô fora da caixa mesmo? E esse é justamente um retrato do comportamento automatizado, porque quando você automatiza, você não pensa sobre ele, você só faz. Só que quando uma coisa tá fora, você precisa pensar sobre aquilo, só que ele não foi registrado na memória. Olha só, porque como ele é automático, você só executou e ao não ser registrado na memória, você Eu não fiz. E aí você precisa voltar. Essa dúvida é terrível, gente. Essa dúvida é terrível. Mas não chega a ser patológico, né? Uma questão. Ah, tá bom. Então, então tá certo, ó. esquecer aí, pensar que fechou o portão e aí voltar e ver que, aliás, pensar que não fechou o portão, voltar e ver que tá fechado, tá tudo bem. Tá bom, vamos lá. 8:49, pode mandar mais pergunta pra gente, produção, tá vendo só como a gente vai se entendendo, como a gente vai aprendendo todos os dias. Isso aqui é magnífico. A Paula Menezes do Jardim Santa Lúcia. Percebo que criei a mania de mexer no celular. Vixe, antes de dormir e acabo dormindo tarde, acordando cansado, como treinar o meu corpo e minha mente para adotar o hábito de dormir mais cedo? Paula, do céu. Vamos lá, Luiz. Tem, olha, vai fala aí, porque você tem a expertise para falar disso lá, disso aí que afeta muita gente. É, a higiene do sono é um fator extremamente importante para dormir bem e o uso de celulares, né, telas de modo geral à noite afeta o nosso funcionamento cerebral. Nosso corpo ele foi programado para ser sensível à luminosidade. Então os antigos dormiam 7 horas da noite quando o sol se punha e acordavam às 4 quando o sol nascia. Então o nosso organismo, nosso cérebro, ele é programado para captar luminosidades. Quando nós passamos a usar as telas, a gente nós começamos a boicotar o cérebro, começamos a enganá-lo, mostrando que existe luminosidade, que tá claro, luz artificial, tudo isso faz com que o cérebro processe a luminosidade e ele resista a dormir. E aí nós vamos empurrando isso. Então, o uso das telas, principalmente próximo, muito próximo ao rosto, ele projeta uma claridade que o cérebro processa como claridade natural. O cérebro nos distingue se a gente tá usando o celular ou se é luz do sol. E isso faz com que você fique mais acordado, mais acordado, até a pessoa apagar. Então, ela dorme, adormece com o celular. Muitas vezes, quem nunca dormiu e com o celular caindo em cima do seu rosto, né? Então, a pessoa adormece porque o cérebro desliga, o cérebro apagou, né? Isso não é um sono de qualidade, é um sono de cansaço. Então, como regular isso? Primeiro, obedecendo um pouco a fisiologia. Acordou pela manhã, tome luz natural. em vez de ir pro celular, luz artificial, luz natural, abra a janela, tome sol, 20 minutos de sol matinal, já começa a regular seu sono. E um ponto importante que muitas vezes é negligenciado, e eu falo muito sobre isso com meus pacientes, quando a gente precisa trabalhar, higiene do sono. A higiene do sono não começa no dormir, ela começa no acordar. Então, você quer dormir bem, acorde cedo, comece o dia planejando dormir bem. Não adianta planejar um dormir cedo se você acordou 1 da tarde. Uau! Então, acorde cedo para dormir bem. Planeje o seu sono quando você acorda. Começa assim, em dois, tr dias você começa a perceber que num horário ideal você já está adormecendo. Olha aí, super dica, né? Porque hoje é é uma situação que está presente em 90% do das das famílias, das casas, né, das pessoas. E é interessante a fala de que o nosso cérebro ele não distingue se a gente tá vendo celular, se a gente tá vendo televisão, ele está vendo claridade e para ele a gente tá em ação, não é? E aí a gente vai ficar acordado e aí de repente você desliga. Aí você fala assim no outro dia pro colega: "Nossa, não sei o que aconteceu ontem, apaguei". Claro, foi vencido pelo cansaço, não é? E aí você está totalmente fora de regulação e não consegue desempenhar o seu papel com assertividade no outro dia. E aí é por isso que às vezes a pessoa fala assim: "Nossa, mas hoje eu não sei, tô lenta, não consegui, não tô conseguindo processar, não tô conseguindo entender, precisa dormir melhor, larga o celular, né?" Aí eu tô tentando. Tá bom. 8:53 e eu vou te falar quando eu largo, quando eu consigo assim, tem dia que eu falo: "Não, hoje não" e abandono, eu durmo rápido como um anjo. Gente, maravilhoso. E aí quando eu insisto em ficar com o celular, eu não vejo a hora passar e eu tenho uma noite mal dormida. Sim. Porque o dormir não é o apagar, não. Então existe uma ideia de que ah, eu vou apagar. Então, até quando a pessoa usa de medicamentos para dormir, ela acaba atropelando o processo. Dormir, ele é uma fase. Então, você precisa transicionar as fases para chegar no adormecimento. Quando você usa uma medicação, quando você faz até recurso muitas vezes, de álcool para dormir, quando você espera apagar, você pula fases e você só tá descansando o corpo e a mente continua ativa. Quando você acorda, a mente tá cansada e a energia que a mente usa, ela cansa tanto quanto atividades físicas. Olha isso, gente. É um músculo também, né? É um músculo. Nosso corpo, nossa mente, nosso cérebro é maravilhoso. A gente aprender sobre como funcionamos é melhor ainda, né? 8:54. Dá tempo para mais uma, daí a gente vai para as considerações finais. Pode mandar, por favor. Produção, quem é que está conosco ali do outro lado? Você aí de casa, bom dia. Obrigada, viu, por estar com a gente aqui na TV Câmara Campinas, estúdio Câmara ao vivo. Tatiane Moura do Parque São Quirino. Tenho mania de analis, anotar listas para tudo, até tarefas simples. Isso é só organização ou revela o medo de perder o controle da rotina? Paulo, isso é excelente, tá? Isso aqui você tá gastando, você tá economizando energia do seu cérebro. Às vezes você quer guardar tudo na memória, guardar tudo aqui, você esvaziar esse HD interno, né, e colocar na lista, né, numa lista, no papel, no aplicativo, no celular. Você tá economizando energia, você tá colocando essa função. Pera aí, eu posso automatizar isso aqui, eu tô colocando aqui e aí eu tô guardando espaço depois para uma estratégia de qual é o horário que eu vou no mercado, qual o horário que eu vou executar essa tarefa. Então, tá tudo bem, eu sou dessa. Olha aí, hein? Eu eu anoto também, eh, porque no dia a dia da correria você pode esquecer e daí você vai parar para lembrar. E, e olha só, quando você fala que você tá economizando a energia do cérebro, é legal a gente parar para pensar no que acontece com a gente no dia a dia, né? Ah, dá lá 3 horas da tarde, você fala: "Tô esquecendo alguma coisa. Tô esquecendo alguma coisa". Você não anotou. E aí você para assim e fala assim: "Não, eu preciso lembrar. Você tá fazendo o seu cérebro correr uma maratona". Não é? Você até enruga o rosto mesmo. Você faz um esforço, né? Pr para lembrar. É. É isso. Olha só que interessante. Aprendi mais uma, hein? Então, eu anoto, mas vou continuar anotando mais e mais e mais, porque o cérebrinho aqui precisa descansar. Às vezes a gente fala, né? Meu corpo tá eh eu tô cansado, mas eu tô cansado eh mental. Eu tô com cansaço mental. Meu corpo aguenta correr uma maratona, mas o meu cérebro não aguenta mais, né? Então a gente precisa também dessa autorregulação no dia pra gente poder levar a vida com mais leveza, né, Luiz? Precisa mesmo. E e anotar tudo é extremamente saudável. Agendas, é isso que a agenda faz, né? E você só precisa lembrar de olhar a agenda. Você não precisa lembrar de todas as tarefas do dia. Olha isso. Só precisa lembrar de olhar a agenda. problema quando esquece de pôr na agenda. Então, e nós precisamos ter esse alívio, esse essa tranquilidade, porque várias e várias tarefas do dia a dia não fazem parte do nosso planejamento. Muitas coisas surgem, simplesmente aparecem e precisa da sua energia para resolver. Se você tá envolvido em coisas simples que poderiam ser deixadas eh não deixadas de lado, mas poderiam ser deixadas, anotadas numa lista para que você consulte depois, você economiza muita coisa. Então nós precisamos ter recursos, sim que economizam energia para que a gente possa viver com qualidade e executar bem tarefas que exigem da gente. Então o corpo muitas vezes está disposto, tá inteiro, mas a mente tá em frangalhos. É o exemplo é atividade física. A gente sempre indica a atividade física como um recurso, um parceiro da saúde mental. Então quando você busca atividade física, você tá equilibrando a mente e o corpo. O corpo tá trabalhando e a mente tem a oportunidade de só contar. Uau, né? É verdade. Tem muita gente que fala assim: "É, como é que é? Ã, onde o meu corpo cansa e minha mente descansa". Isso é verdade, né? Olha aí, que legal. Produção tá avisando que tem mais perguntas e a gente consegue atender mais uma. Então, vamos lá. 8:57. Pode mandar pra gente, produção. A Cláudia Ferreira do Jardim Nova Europa. Como posso treinar meu cérebro para seguir hábitos saudáveis todos os dias? Eu sempre começo animada, mas acabo desistindo no meio do caminho. Hábitos saudáveis. Olha aí, a gente tava falando de exercício físico, de repente, né, deu um gatilho na Cláudia. Aí vamos lá, então, Pâela, e Luís, vamos ajudar a Cláudia e ensinar para ela como é que ela faz, porque começa animada e desiste. Lembra que o nosso cérebro gosta de recompensas, né? Uhum. E ele gosta de coisas gostosinhas, coisas mais fáceis, né? Coisas que vão exigir mais energia, coisas que vão, né, trazer um mínimo de desconforto. Às vezes ele quer pular. Hum. O que vai te ajudar é a persistência. Coloque metas, busque pessoas que também t objetivos parecidos com o seu. Então, eu tenho uma amiga, eu tenho, né, alguém que também tem esse objetivo, que quer uma rotina mais saudável, compartilha, troca foto. Olha, hoje eu fui pra academia, hoje manda foto do prato, olha como eu tô comendo bem hoje, né? Hoje eu tomei tanto de água. Busque parcerias, persista, coloque meta, eu vou fazer isso por uma semana e vai estendendo, né, o seu desafio. É aos pouquinhos, mas é com muita persistência que você vai atingir esse sucesso. Isso é uma situação que acontece com a maioria das pessoas que tentar algo novo, né, Luiz? Sim. A busca pela novidade exige a persistência, como bem a Pamela falou, né? A companhia consolida isso. Muito bom, muito bem. Eh, imagine que pessoas que fazem treinamento com personal fazem treinamentos mais tempo. Então, se você faz um treinamento sozinho, se ficou chuvoso, caiu caiu meia dúzia de pingo, você hoje eu já não vou. Só que se você tem uma companhia, o amigo liga para você e fala assim: "Pô, vamos lá, não tá nem chovendo, você vai". E você vai e depois você pensa: "Ainda bem que eu fui". É isso mesmo. Então, quando você come saudável, você olha aquele prato gostoso de uma lasanha, mas não é no dia que você pode comer uma lasanha, mas você olha aquela lasanha. Se você tá sozinho sem compromisso, você come a lasanha. Uhum. Agora, se você tem alguém para prestar conta, você tem alguém com quem compartilhar, você consegue não comer a lasanha, come a salada, posta, olha, e tinha uma lasanha aqui, eu comi a salada. E isso faz com que você faça mais vezes. E a sensação de que eu venci o desafio, eu venci a tentação, eu não desisti, faz com que eu persista. E aí eu supero essa fase inicial da resistência, essa fase inicial da dificuldade, da quebra de um padrão anterior. Porque muitas vezes não fazer nada ou ficar em óscio é uma mania. Você já tá com a mania de ficar maratonando série, já tá com a mania de ficar zapeando no celular, tá com a mania de ficar lá sentado na sala de casa ou deitada na cama e aí você traz um novo comportamento. Quebrar essa mania não é fácil. Até esse novo comportamento que é saudável virar mania, ele precisa ter recompensas. Então, essas recompensas vêm de validação de amigos, de você começar a ver um resultado estético, se essa se esse for o alvo, começar a ter o resultado de superação. Então, pessoas que falam que querem começar a correr, começa a caminhar, pelo menos. Eh, caminhe, caminhe, poxa, dê uma volta, depois dê duas voltas, três voltas, agora dê voltas mais rápidas. Aham. até nossa correr, joga correria lá paraa frente, você vai chegar lá, mas vai tendo, vá tendo o prazer do sucesso. É isso que faz a gente quebrar o essa mania de não fazer. É, né? E aí o cérebro na, na, na questão da recompensa, eu quero correr. Daí um lado do cérebro fala assim: "Não, da cabeça, né? Não sei se é sério, cabeça que é, mas é um anjinho bom ouinho ruim". Fala assim: "Vou correr 5 km hoje". Ah, correr 5 km você não aguenta. Daí o outro vai correr 5 k. Começa caminhando, daqui a pouco você consegue correr 5 km. Daí o outro, hein? Dá uma olhadinha na geladeira, tem uma lasanha tão gostosa ali, vai coloca no forno, senta ali, vai maratonar uma série. Você acha que você vai conseguir correr 5 km? É mais ou menos assim que funcionou. Para quem você vai dar a voz, né? Para quem você vai dar? Por isso que a parceria é importante. A gente tende a nos comprometermos mais com o outro do que com nós mesmos à vezes. Então assim, levantar, você precisa levantar às 6 da manhã para ir trabalhar. Por mais que não seja gostosinho o levantar, o despertar, você vai, agora hoje você não vai trabalhar, mas você vai pra sua atividade física, você vai pro seu compromisso saudável. Ninguém vai me cobrar, é comigo esse compromisso, deixa para amanhã. É isso mesmo. Então a gente construir parcerias é importante, pelo menos no começo. Uau, que legal, que programa gostoso, quanto ensinamento, quanta coisa boa que a gente pode levar para essa nossa vida, né? E é isso. Cada dia a gente vai pegando ali um ponto chave e vamos colocando na nossa na nossa gavetinha, né, de entusiasmo. Isso é tão bom. Eu só até agradecer aí a presença de vocês. Luiz, obrigada pela sua participação. Que entrega gostosa. Gratidão. Agradeço pelo convite. Prazer estar aqui com você, com a Pâmela. Super. Valeu, Pâmela. Muito bom. Que troca legal, que compartilhamento vocês compartilham com a gente, ah, o que vocês compartilham com o os eh clientes, né, os pacientes no no consultório. E assim, claro que é o mínimo, mas esse mínimo que vocês entregam pra gente é o máximo, porque faz a gente virar a chave e falar: "Opa, é assim que funciona, então é assim que eu vou seguir." Muito obrigada. Eu que agradeço. Um prazer tá aqui, viu? Maravilha. E é isso, gente. Falamos sobre como as manias podem expressar identidade, proteger emocionalmente e reforçar o pertencimento a um grupo. Um tema que mostra que até pequenos hábitos tem um grande impacto na nossa vida social, na nossa vida emocional. E é muito bom conversar com você que tá aí do outro lado. A gente agradece a sua interação, a sua participação. Obrigada. Obrigada por estar conosco. Compartilha esse programa, já está no YouTube e amanhã, sexta-feira, a gente fala sobre um tema que mexe com todos os casais. Amanhã o bicho vai pegar. Tá polêmico demais o dinheiro, gente, nos relacionamentos. E aí, por que que o dinheiro ainda é um tabu tão grande quando a gente fala de relacionamento, né? É possível ter relacionamento saudável quando um parceiro ganha mais do que o outro. O que acontece quando os hábitos de consumo são completamente diferentes? Um exemplo, uma pessoa que poupa demais e uma pessoa que gasta demais. Como é que fica o conflito, né, que essa questão dinheiro traz para o relacionamento, para dentro de uma família inteira, mãe, pai, filhos, cuidadores, enfim, a gente vai falar amanhã sobre dinheiro. E aí, tem uma pergunta já? Guarda na caixinha, amanhã manda pra gente, tá bom? É ao vivo, é a partir das 8 da manhã, Estúdio Câmara de volta e amanhã cestamos, né? É isso mesmo. Mas enquanto é a quinta-feira, você acompanha a programação da TV Câmara Campinas. Nossa programação está maravilhosa, feito pela nossa equipe, feita pela nossa equipe com muito carinho, especialmente para você. Nós temos ao meio-dia o Câmara Notícia trazendo informações do legislativo de Campinas e também da nossa metrópole. Daqui a pouquinho a Íria vem direto da Central IA de informações. A ÍRA é nossa jornalista de inteligência artificial e ela traz informações do legislativo, informações de Campinas, do estado, Brasil, mundo, cotação de dólar, euro, enfim, muitas informações para você atualizadíssimas em instantes. Continue com a gente. Eu vou entregando, vou ficando por aqui, lembrando que amanhã voltamos a partir das 8 da manhã. Muito obrigada a você por estar conosco. Beijo grande e até lá. [Música] [Música] [Música]
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