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Estúdio Câmara | Linguagem do amor no trabalho
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Estúdio Câmara | Linguagem do amor no trabalho

25 views Publicado 22/10/2025 HD · 1:03:29

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No Estúdio Câmara desta semana, o tema é uma das tendências mais importantes da psicologia organizacional: a linguagem do amor dentro do trabalho. ❤️💼 Mas atenção: aqui, não estamos falando de romantização das relações profissionais, e sim da forma como empatia, reconhecimento e cuidado podem transformar ambientes corporativos, melhorar a produtividade e fortalecer a saúde mental das equipes. Com a presença da psicanalista Ana Lisboa e do psicólogo Alex Bassan, o programa mostra como relações mais humanas dentro das empresas podem gerar líderes mais conscientes, equipes mais engajadas e resultados mais sustentáveis. 💡 Amor como linguagem de respeito e conexão No ambiente de trabalho, o “amor” se traduz em respeito, colaboração, escuta e valorização mútua. Com base no conceito das “Cinco Linguagens do Amor” de Gary Chapman, os convidados adaptam a teoria para o universo corporativo: 1️⃣ Palavras de afirmação: reconhecer conquistas e oferecer feedbacks construtivos; 2️⃣ Tempo de qualidade: reuniões produtivas e escuta genuína; 3️⃣ Presentes simbólicos: gestos de valorização e reconhecimento; 4️⃣ Atos de serviço: colaboração e apoio entre colegas; 5️⃣ Toque (transformado aqui em apoio emocional): empatia e presença nos momentos difíceis. Essas linguagens, quando aplicadas à rotina das empresas, ajudam a construir culturas mais acolhedoras e transparentes, onde os profissionais se sentem vistos, ouvidos e valorizados. 🧠 A influência do clima organizacional na saúde mental Durante o programa, Ana Lisboa destaca que a linguagem do amor é uma ferramenta poderosa de gestão emocional, capaz de prevenir o esgotamento profissional e reduzir os índices de ansiedade e depressão nas empresas. “Quando o colaborador sente que é respeitado, ouvido e reconhecido, ele entrega mais — e melhor. Amor e produtividade não são opostos, são complementares”, afirma a psicanalista. Já Alex Bassan explica como o clima organizacional, o perfil das lideranças e a comunicação interna influenciam diretamente o desempenho e o bem-estar coletivo. Para ele, é possível medir o impacto da empatia e da escuta ativa no aumento da motivação, engajamento e senso de pertencimento nas equipes. 👥 Sobre os convidados 🧩 Ana Lisboa — Psicanalista, professora e CEO do Grupo Altis. Fundadora da UniAltis, universidade reconhecida pelo MEC e dedicada à saúde emocional nas empresas, já impactou mais de 100 mil mulheres em 72 países. Advogada e mestre em Ciências Jurídicas e Sociais pela Universidade Autónoma de Lisboa, é pós-graduada em Neurociências, Psicologia Positiva e Direito do Trabalho. Referência em liderança com propósito e terapias sistêmicas, Ana lidera o Movimento Feminino Moderno, maior comunidade de transformação emocional para mulheres. 🧠 Alex Bassan — Psicólogo com ampla experiência em atendimentos clínicos e corporativos. Pós-graduado em Psicologia Sistêmica, é consultor em clima organizacional, análise de perfil e relações interpessoais. Atua na área de Psicologia Positiva e da Personalidade e é criador da plataforma AcessaPsi, que oferece atendimentos psicológicos acessíveis online. 💬 Durante o programa, você vai descobrir: O que significa “linguagem do amor” dentro das empresas; Como empatia e reconhecimento impactam o desempenho; Por que líderes humanizados inspiram mais produtividade; De que forma a comunicação pode prevenir conflitos; Estratégias para transformar o clima organizacional; Como aplicar as 5 linguagens do amor na sua equipe; Por que empresas que cuidam das pessoas crescem mais. ✨ Mensagem central do episódio: O amor no trabalho não é romance — é respeito, empatia e presença. Quando os relacionamentos profissionais se baseiam em confiança, reconhecimento e diálogo, todos ganham: as pessoas, as equipes e as organizações. Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

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Olá, [Música] muito bom dia para você que está acompanhando a programação da TV Câmara Campinas. Seja bem-vindo. O estúdio Câmara está no ar nesta quarta-feira, metade da semana, quase finalzinho do mês. Já parou para pensar como tá voando? Hoje é dia 22 de outubro e hoje nós vamos falar de um tema, gente, que é um convite, a reflexão sobre o ambiente profissional e as relações humanas dentro das empresas. Nós vamos conversar sobre a linguagem do amor no ambiente de trabalho, como empatia, reconhecimento e cuidado, podem transformar as conexões entre os colegas. E mais do que isso, como esses valores impactam a produtividade, a motivação e a saúde mental no dia a dia corporativo. Então, participe conosco. Nosso WhatsApp está na sua tela. A nossa produção já está aí, ó, prontinha para receber a sua participação. Conta pra gente como é que é aí no seu ambiente de trabalho. Tem aquela linguagem do amor? Você conhecer essa linguagem? Você pratica isso? Conta pra gente 1997829377. manda pra gente a sua dúvida, eh, de repente a sua experiência, compartilha conosco. Daqui a pouquinho a gente começa a interagir com você e também com os nossos convidados que já estão apostos e já já a gente fala sobre a linguagem do amor no corporativo. Mas agora a gente atualiza algumas informações e a previsão do tempo para você. Vamos lá, então. A Comissão de Constituição e Legalidade da Câmara de Campinas realiza hoje às 3 da tarde a 16ª reunião ordinária para discutir pareceres de nove projetos de lei. Entre os os destaques está o projeto de lei ordinária 275 de 2021, de autoria da vereadora Mariana Conte, que cria o programa municipal de formação de doulas no SUS Campinas. O texto que recebeu parecer favorável do vereador Nelson Osere prevê que trabalhadores dos centros de saúde da cidade recebam formação de doulas com prioridade para agentes comunitários de saúde, podendo ser ampliado a outros profissionais da rede municipal. A Secretaria Municipal de Saúde, com aprovação do Conselho Municipal de Saúde, será responsável pela elaboração e oferta dos cursos como parte da formação continuada dos trabalhadores do SUS. A reunião é aberta ao público, acontece no plenário da Câmara. Você está convidadíssimo para participar. Também vamos ter transmissão aqui pela TV Câmara Campinas e pelo canal da emissora no YouTube. Participe, é importante a sua participação. E às 6 da tarde nós temos a reunião ordinária de número 65, né, início às 6 da tarde, onde será votado em definitivo o projeto de lei complementar número 3 de 2024, que define as regras de parcelamento, uso e ocupação de solo eh do polo de inovação para o desenvolvimento sustentável territorial ligado ao ecossistema de ciência e tecnologia formado pela Unicamp e Catec em conformidade com o Plano Diretor do Município. Segundo o executivo, o texto estabelece parâmetros urbanísticos e ambientais voltados à atração de pesquisas, inovação e empresas de alta tecnologia, conciliando o desenvolvimento econômico com a preservação ambiental. De acordo com a justificativa, a proposta busca estimular a ocupação equilibrada e sustentável da região, incentivando a instalação de centros de pesquisa, laboratórios e empresas industriais de alta tecnologia, além de projetos inovadores e empreendimentos de ciência e tecnologia em Campinas. A sessão será realizada a partir das 18 horas no plenário da Câmara. Você é convidado para participar, mas também teremos transmissão ao vivo aqui pela TV Câmara Campinas e pelo canal do YouTube da TV Câmara Campinas. Inclusive, já estamos ao vivo também no YouTube. Você pode compartilhar o nosso programa com o pessoal aí do do seu trabalho, porque nós vamos falar hoje sobre essa questão aí do eh eh do corporativismo e das linguagens do amor no ambiente de trabalho. Mas antes disso, vamos para a previsão do tempo. Como é que fica o tempo hoje aqui em Campinas? Olha, parece que nós temos aí um aumento, né, de temperatura, porque temos vento, friozinho. Hoje pela manhã, olha, bem no início da manhã estávamos aí com 12º, agora já melhorou um pouquinho, né? Mas a previsão diz que nós temos hoje sol com aumento de nuvens à tarde, porém não chove. O sol prevalece agora pela manhã, a mínima foi de 12, a máxima de 25º aqui na metrópole. Muito bem, vamos ao nosso tema central, a apresentação dos nossos convidados. a gente fala sobre linguagem do amor no trabalho. Pode parecer difícil à primeira vista, né? Mas a verdade é que a gente tá falando de empatia, de escuta ativa e de reconhecimento humano. Para se ter uma ideia, uma pesquisa de Harvard Business Review mostra que ambientes afetivos e colaborativos reduzem os índices de burnout e aumentam o sentimento de propósito nas equipes. Isso é legal. E pra gente entender essa linguagem do amor, a gente vai conversar com os nossos convidados que a gente dá as boas-vindas. Primeiro começando pelo nosso link do Zoom, que é a Ana Lisboa. Ela é psicanalista, está com a gente aqui. Seja muito bem-vinda, Ana. Bom dia. Obrigada pela sua participação e presença. Bom dia. Bom dia, Rúbia. Bom dia. Bom dia a todos os presentes. Vamos lá, então. Obrigada pela sua presença. Daqui a pouquinho a gente já começa o nosso bate-papo, porque a gente precisa apresentar ele que completa o nosso time de hoje. Aqui no estúdio, o Alex Baçan, nosso psicólogo. Seja muito bem-vindo. Bom dia para você. Obrigada pela sua participação. Ra e bom dia. Bom dia a todos que estão que estão assistindo aí. Muito bem. Vamos lá então, gente. Olha só, linguagem do amor, né? você que tá indo trabalhar aí, você já parou para pensar se tem alguma linguagem do amor eh no seu local de trabalho? Esse termo linguagem do amor é mais conhecido como contexto afetivo, né? Linguagem do amor entre relacionamento de duas pessoas. Mas isso pode ser traduzido sim para o ambiente de trabalho, não é? Então eu gostaria que você falasse pra gente, Alex, sobre essa questão, como que a gente transmite, né, eh, essa linguagem do amor no ambiente corporativo. Eu eu gostaria de iniciar uma uma breve apresentação, né, R? Como eu como quando eu sou convidado para falar de alguma temática, o primeiro pensamento que me vem é o que que eu teria de relevante para contribuir dentro desses processos. Uhum. E eu tava até fazendo o levantamento antes de vir para cá, que nesse ano mais de 1000 horas do meu tempo foi dedicado à escuta de pessoas. E coincidentemente ou não, né, dentro da nossa problemática de mundo, a questão do trabalho é uma das temáticas que mais se apresenta no na escuta clínica, seja de pessoas, indivíduos, grupos, casais, instituições. Uhum. E, e quando a gente pensa na complexidade desse tema, a gente, eu tava até pegando também um estudo da USP recente, trazendo do Brasil enquanto segundo país com mais índices de burnout, né, no mundo, só perdendo pro Japão. E e se a gente for pensar inclusive nas diferenças do Brasil pro Japão, a gente tem diferenças significativas de estrutura. Eh, e aí quando a gente pensa numa temática voltada para um contraponto disso, né? O que, o que emoções positivas, o que sentimentos como o amor podem contribuir para processos de trabalho que estão com tantas complexidades, com tantas dificuldades, trazendo processos de adoecimento. E o amor, inclusive, com uma uma palavra de uma de uma de uma de uma profundidade gigantesca. Se a gente perguntar para cada pessoa o que que ela define por amor, a gente vai ter definições diferentes. Inclusive, isso pode ser um um fator de se usar dentro do campo do trabalho, demonstrações diferentes de amor, sentimentos diferentes de amor, como como o antídoto para esses processos caóticos de trabalho, assim, excelente. Eh, eh, eh, você bem pontuou, né? Cada um tem uma forma de amar, né? E a gente precisa reconhecer isso. De repente, no ambiente de trabalho, você tá recebendo um carinho, um amor de uma pessoa. Isso pela pessoa que você é. Não tô dizendo o amor de relacionamento, né, e entre duas pessoas. Eh, eh, eu tô dizendo um amor de de amizade mesmo, de consideração. De repente você recebe isso e nem percebe. E a gente precisa entender o que é a linguagem do amor. E hoje nós estamos falando dela no ambiente corporativo, no ambiente do trabalho. A ideia é olhar para o amor com um cuidado humano, uma forma de expressar respeito, empatia no ambiente profissional, né? como o reconhecimento das diferentes linguagens do amor, ele contribui e muito na empresa e fortalece a liderança, né, dentro eh eh das equipes e com eh todas as pessoas que formam aquela corporação. Agora pergunto pra Ana, existem diferentes linguagens do amor, né? eh palavras de afirmação, gestos, tempo de qualidade até de que forma nessas expressões elas podem ser adaptadas no cotidiano do corporativo e na sua avaliação, qual é a importância dessa linguagem do amor no ambiente de trabalho? Bom, hoje nós temos cinco linguagens do amor. Então, nós vamos lá falar de atos de serviço. Já vou trazendo aqui para as pessoas se identificarem. São aquelas pessoas que dificilmente elas vão dizer: "Eu te amo" ou elas vão demonstrar tocando ou elas vão entregar presentes. Mas dentro do ambiente de trabalho ela vai fazer uma tarefa. Então, possivelmente essa pessoa que tem atos de serviço, ela também vai ter uma postura um pouco mais de liderança. Ela vai arrecadar os trabalhos dos outros, ela vai aquela que vai preparar o aniversário surpresa. Então, ela vai demonstrar fazendo. A pessoa que tem linguagem de atos de serviço, ela vai demonstrar fazendo o a gente tem o toque fío, que são aquelas pessoas que gostam de abraçar, que falam tocando nos outros. Tem o presente, que são aquelas pessoas que vão viajar, leva alguma coisa para alguém. Eh, muitas vezes o RH que chega datas comemorativas de aniversário, ele quer dar um presente, quer dar um bombom. Só que imagina só que você é palavras de afirmação, você gosta de elogios e você fica o ano inteiro sem receber um elogio. Uhum. E chega o RH e te dá um bombom de Dia da Mulher, isso não vai saciar. Isso não vai me fazer eu me sentir reconhecida, me sentir amada, me sentir motivada no ambiente de trabalho, porque a nível psicológico eu não reconheço essa linguagem, eu não reconheço essa comunicação. Da mesma forma que tem pessoas que têm linguagens do amor, de tempo, de qualidade. Então você é um líder que pede tudo em cima da hora, que quer tudo para ontem. E essa pessoa precisa de tempo de qualidade, ou seja, ela quer estar com você, ela quer aprender com a liderança, ela quer ouvir o líder falar. Para ela se sentir motivada, ela precisa de tempo. E esse líder não dá tempo para ela. Ou seja, cada um de nós necessita e possui internamente uma forma de se sentir reconhecido e amado diferente uns dos outros. E isso é extremamente importante no trabalho, porque muitas vezes nós tratamos as pessoas de formas todas iguais, esperando que elas produzam assim como robôs. E hoje nós temos aí a inteligência artificial para demonstrar isso, né, sendo ocupada e trazendo novo panorama dentro do das organizações, das indústrias, mas nós não somos como os robôs, nós somos únicos. E a por essa razão, inclusive, como o Alex trouxe muito bem, né? No ano passado, nós tivemos índices alarmantes de burnout. Só no ano passado foram 500.000 pessoas afastadas por pedido no INSS, com ansiedade, depressão, síndrome do pânico. Mas o que tem por trás disso? Porque a linguagem do amor, ela é preida no ambiente familiar. Então, a forma com que a pessoa não recebeu, e isso é muito importante, não recebeu ou se sentiu negligenciado ou foi acostumada em casa, é que ela leva pro mundo. Então, essa linguagem do amor é a forma com que ela comunica, é a forma com que ela se sente reconhecida, amada e pertencente. E dentro das organizações, é aquela história, sabe, o Rubia do vestir a camisa. Uhum. O colaborador só vai vestir a camisa se ele se sentir pertencente. E para isso acontecer, as pessoas têm que falar a língua dele. Caso contrário, ele não entende. Então, muitas vezes a pessoa entrega, entrega, entrega. Ah, a gente faz festa de fim de ano, a gente entrega placa, a gente dá bombom. A pessoa não quer isso, ela quer um abraço. É diferente. Exatamente, né? Às vezes alguns gestos simples, né? como agradecer, ouvir sem julgar, pode criar sim um ambiente de confiança e de respeito. Agora, Alex, eh a gente fala da importância dessa linguagem do amor, né, no ambiente de trabalho. E esse essa linguagem do amor envolve todos, né, desde eh o alto escalão até o chão de fábrica. Agora, a ausência de reconhecimento é um dos principais motivos de desengajamento nas empresas, né? Agora, por que que a falta de afeto ou de escuta pode gerar tanto impacto na motivação profissional? Qual que é a sua avaliação disso? Traz muito do que a Ana tava comentando, né? você se sentir pertencente à aquilo, você se sentir parte do de um processo de trabalho, seja de uma de um de um espaço de produção, de uma produção de conhecimento, de uma produção de serviço. E com com o que a Ana tava falando, eu fiquei pensando muito na personalidade de cada indivíduo, né, nas características da personalidade. muito preciso eh cada pessoa com as suas características como se conhecer e ser conhecido pelo outro, porque is tem pessoas que vão ser mais extrovertida, as mais introvertidas e a motivação vai ser muito a partir do indivíduo. Não tem muito como você ter uma regra geral. Algumas coisas funcionam no coletivo, como a Ana tava falando, alguma ação coletiva, um um um reconhecimento coletivo, ele vai ser funcional até determinado ponto. Mas como você se sentir parte daquilo, né? como como você se sentir alguém importante para aquele espaço, a sua motivação, o seu sentido dentro da instituição e acredito que isso perpassa muito também as experiências de vida, como a Ana tava comentando, né? como eu estou vivendo fora, o que que eu tô carregando para dentro e qual o sentido daquilo que eu estou fazendo dentro do meu espaço de trabalho, não só pro espaço de trabalho, que pode ser onde eu eu destino todas as minhas energias, como para fora, se aquilo for um processo temporário e eu tiver pensando em outras coisas, não temporário porque tem um tempo de encerramento, mas porque eu tô ali por uma proposta específica do trabalho, mas o que eu tenho para fora. E de de fato é extremamente complexo e desafiador a gente pensar nesses processos de motivação, que se expande tanto pro pro pra questão dentro dos ambientes de trabalho como nos processos de vida, né? A gente tá com muita dificuldade de encontrar sentido e motivação naquilo que a gente tá fazendo e a gente pensar no no contraponto, né? porque a gente conseguiria pensar emoções negativas eh de de elevado número para pensar que estão associadas ao ambiente de trabalho e pensar emoções positivas, aquilo que sustenta, aquilo que eh que me dá sentido, quais características que são reconhecidas dentro do processo de trabalho, ou por mim mesmo ou pelos meus colegas ou pela minha gestão. Isso é um antidotor importantíssimo para para essas demandas que a gente traz da saúde, da ansiedade, do burnout. Excelente, né? Muitas vezes eh não é o trabalho que cansa, né? Mas é a falta de sentido e de valorização dentro desse ambiente. Por isso que é importante a gente aprender a desenvolver essa linguagem do amor. Ana, e quando a gente fala de liderança, né, de que forma essa liderança pode desenvolver essa linguagem do amor sem cair na romantização ou na falta de limite também que a gente precisa falar sobre isso. Exatamente. Nós temos e necessitamos compreender que existem as reivindicações familiares, que são essas coisas que as pessoas não receberam. Cada um de nós tem dentro de si crianças interiores, né, necessidades infantis que muitas vezes os pais não conseguiram suprir por conta de questões de trabalho, questões da vida, ausências, negligências ou simplesmente porque são seres humanos imperfeitos, assim como nós. No entanto, quando essas pessoas ainda têm essa necessidade infantil de serem reconhecidas o tempo inteiro, de serem amadas o tempo inteiro, elas vão deslocar isso pro ambiente de trabalho. E é papel da liderança ter compreensão dessas dinâmicas e entender, até aqui eu consigo suprir. No entanto, tem pessoas que vão para o trabalho e depositam ali dentro a necessidade de serem amadas e reconhecidas o tempo todo. E a empresa não vai conseguir fazer isso. E aí são aquelas pessoas que se decepcionam, que muitas vezes eh se exaurem trabalhando, pegam 1 milhão de coisas, porque internamente elas só se sentem valorizadas quando elas performam na expectativa de que esse amor retorne. Só que o líder não vai conseguir reconhecer aquilo que o pai ou a mãe não deu. E essa pessoa vai precisar de um tratamento, de um acompanhamento com o psicólogo. ela vai precisar entender que o ambiente de trabalho não é o lugar onde ela vai se sentir preenchida existencialmente por completo. Ele faz parte da nossa vida, mas a vida não pode ser o nosso trabalho. Então a motivação ela tem que vir de uma forma intrínseca do meu desejo de expressar os meus talentos no mundo, de expressar aquilo que eu sou, de pertencer a uma empresa que faz sentido para mim. E existem alguns estudos de Harvard também que foram feitos pós pandemia. trazendo essa perspectiva que as pessoas começaram a observar se vale a pena. Ficou muito conhecido justamente por esse título, né? O estudo do vale a pena. Será que vale a pena eu voltar? E aí as pessoas começaram a trabalhar de casa, a diminuir muitas vezes salários e determinados cargos e abrir mão de cargas horárias imensas. Então, hoje em dia a gente tá inclusive com uma dificuldade muito grande na mão de obra. Um, a nível de motivação, dois a nível de dificuldade de relacionamento, três, das pessoas se contestando se vale ou não vale a pena, porque é como se estivéssemos todos em uma grande transição. Eu sinto esse movimento, até que gostaria de saber a opinião do Alex também, se ele percebe isso no consultório, onde as pessoas estão se questionando, será que vale a pena? Então o corporativo, ele vai ter que trazer não só a função e o dever, mas também instituir como liderança princípios a nível de conhecimento básico de gestão emocional e terapêutico. e compreender que essas pessoas têm uma linguagem diferente, que elas precisam de uma motivação diferente, que inclusive esses testes podem ser podem ser rodados na empresa para que as pessoas consigam entender o que é papel da empresa e o que é papel da família. Porque se fala aí, né, dessas 470 pessoas que pediram afastamento, mas será mesmo que elas adoeceram no ambiente de trabalho? Será que elas não vieram já vazias do seio familiar e buscavam isso no ambiente de trabalho? Então eu sinto que a gente chegou num momento de integração, onde através do conhecimento psicológico a gente vai conseguir ajudar as pessoas. Excelente. Pode completar, Alex, por favor. É, você me remeteu até acho que talvez uma das maiores crises que a gente esteja vivenciando. E olha que tem crise para todo lado e de todo tipo de contexto, é a crise do sentido, né? a gente, as pessoas não estão encontrando sentido naquilo que elas estão fazendo das suas vidas. E instituições, a gente pode até pensar em instituições enquanto um indivíduo próprio também teria poderia ter um sentido, um destino daquilo que ele tá fazendo. Então, ajuda mais ainda quando a gente perpassa eh perpassa pelo ambiente de trabalho uma crise de por quê? Porque eu estou fazendo, se a gente vai fazendo essa pergunta, por qu, né? Por que que a Rúbia trabalha com trabalha com com mídia, com comunicação com pessoas? E a gente vai perguntando o porqu e vai aprofundando e vai chegando quase que num num processo de angústia do por a gente faz o que a gente faz. E é isso, pelo menos não estamos sós, né? Uma crise geral do do sentido. E é muito desafiador porque esse processo ele vai ser tanto de cima para baixo quanto de baixo para cima para encontrar um caminho, um melhor caminho que preenche esses esses vazios gigantes, pelo menos com algumas coisinhas aí. Eu, por favor, pode continuar. Eu tava me lembrando muito do Vctor Frankel, que é eh ele tem um livro justamente, inclusive chama em busca do sentido, já vou sugerir para mim, ele é um livro que tem que ser de cabeceira e ser relido constantemente pelas pessoas. Eh, e ele tá num contexto de um campo de concentração e ele consegue pensar nessa nessa questão do sentido dentro do espaço mais perverso, talvez, que uma pessoa possa ter vivenciado. Eh, e ele fala disso com muito afeto, com muito carinho, até para encontrar o amor ali dentro do processo de diálogo dele. Ele não faz um processo de culpa determinante para as pessoas que estavam fazendo ele vivenciar as violências que ele sofria. E ele traça pelo menos três caminhos pro pra nossa experiência enquanto sentido, né, que é o sentido da criação, de fazer algo pro mundo e que isso vai preencher um vazio gigantesco que a gente tem. O sentido da experiência, de experienciar o amor, de experienciar eh a arte, a beleza do mundo, né, de poder ter algo dentro das relações ou ou com aquilo que se que se pratica, né? não precisa nem ser um contexto eh diretamente direcionado para fazer tudo aquilo. Pode ser um hobby, uma experiência que seja alguns momentos daquela experiência já com templo vazio. E ele também fala do sentido da nossa atitude perante o sofrimento. E se a gente for pensar, né, as pessoas hoje, pessoas que trabalham o dia todo, têm as suas complexidades nas relações de trabalho, às vezes conseguem ter relações afetivas, redes de apoio dentro do trabalho, às vezes as pessoas estão com as únicas relações sociais construtivas dentro do próprio processo de trabalho e e encontrar sentido no sofrimento. Então, você passa por aquele dia de trabalho e às vezes você tem mais coisas a lidar, né? Cuidar de uma pessoa enferma da família, continuar com responsabilidades gigantescas para dar conta das demandas de vida. E o Frankel, ele fala que isso também dá um sentido. O sofrimento e em determinado momento, quando ele tem um significado, ele passa a ser eh ele passa a dar um sentido pra vida. O sofrimento para para de ser sofrimento e passa a ser uma atitude. Perfeito. Excelente, né? Eh, quando a gente fala de linguagem de amor do amor, a gente precisa entender o que é. a gente precisa entender a questão do pertencimento e a gente precisa entender também, né, Ana, que a gente transborda, como você disse anteriormente, eh as pessoas que eh estão adoecendo por burnout, será que elas adoeceram no ambiente de trabalho ou será que elas transbordaram no ambiente de trabalho e isso acabou completando e levando a um afastamento? Então, é importante a gente aprender, porque todos os dias estamos aí em aprendizado e a gente precisa entender sobre isso. Agora, Ana, eu gostaria de falar com você sobre eh a os pequenos momentos de linguagem do amor eh dentro de um de um corporativo, entre os colaboradores. Qual que é a importância disso, né? A gente pode pontuar aquela questão, ah, colega tá com uma dor de cabeça, eu tenho um remédio, vamos dividir uma marmita, essas coisas do dia a dia. Qual que é a importância disso para o corporativo? Você pode explicar pra gente, por favor? Com certeza. Eu acho isso extremamente necessário e o primeiro de tudo é a pessoa reconhecer a sua linguagem. Eu, por exemplo, tinha várias questões de relacionamento com o meu marido até eu conseguir entender que eu tinha uma linguagem e ele tinha outra. Então, a primeira coisa que a gente precisa entender é qual é a nossa linguagem, o que eu entendo sobre o amor, como eu me sinto reconhecida e vista. Então, os líderes, RHs e você que tá assistindo esse programa, pega o teste que tá lá no livro e faz com as pessoas que estão no seu setor. Eu acredito que isso seja indispensável, muito mais do que a gente conhecer às vezes o perfil comportamental da pessoa, que é como ela performa, as características que ela tem, é entender como essa pessoa pode ser suprida. E a gente tem essa metáfora, né? É como se fosse um tanque de um tanque de combustível. Então, cada um tem um tipo de gasolina, que é a motivação. E no ambiente de trabalho, quando a pessoa identifica qual é a linguagem dela, como ela sente esse reconhecimento, essa motivação e como os colegas também têm, ela pode ali colaborar com pequenas coisas. Então são justamente isso, né? A pessoa que é presente, nossa, se se ela chegar e ter um papel escrito ou uma florzinha da rua ou qualquer coisa onde você deixou algo para ela, ela se sentiu lembrada, nossa, aquilo vai marcar ela dentro do ambiente de trabalho. a pessoa quer palavras de afirmação, esse líder precisa entender que não importa que ela tenha sido elogiada 100 vezes, se esse feedback vem como uma crítica ríspida, ela vai lembrar só da crítica durante meses. Então, eh, ele vai criticar, ele vai trazer o feedback, mas ele precisa já trazer junto do feedback um elogio. Ou ele vai ter que elogiar essa pessoa, porque quanto mais elogia ela, mais ela performa. o tempo de qualidades, entender que essa pessoa ela vai precisar de um tempo de explicação maior ou pronto, nós temos aqui na empresa, eu sou líder de muitas pessoas, o que acontece, eu percebo muito isso. E aí tem pessoas que t uma performance muito grande de determinado período de tempo, então elas estão lá há 10 dias em um grande projeto trabalhando muito. O que a gente faz? Ah, vamos presentear ela com DPA. A gente faz reuniões também aqui na empresa, né, o Café com CEO, onde eu não entro como líder para cobrar, mas eu entro para fazer dinâmicas em grupo com o time, porque as pessoas que precisam de tempo de qualidade e admiram a liderança por conta desse tempo, elas já se sentem preenchidas. No entanto, tem pessoas que são palavras de afirmação, devem achar muito chato uma reunião de uma hora. Então, elas gostam de se sentirem úteis. o que a gente faz convoca elas para determinados eh posições de liderança. Então, é saber se comunicar e isso vem de uma necessidade que o líder vai ter que desenvolver. O líder hoje ele não é só a pessoa que sabe a quantidade de performance, que metrifica. Ele precisa ser um líder humano. Nós estamos entrando em uma nova era onde o conhecimento sistêmico, psicológico, ele precisa estar dentro das empresas. Caso contrário, as pessoas vão perder aquilo de mais valioso que nós temos, que é a nossa humanidade. Então, as pessoas não vão conseguir mais pensar, elas não conseguem mais ser criativas, elas não conseguem mais entregar, não porque elas não querem ou porque não tem conhecimento ou porque simplesmente estão cansadas, é porque, como o Alex falou, às vezes ela só tem o ambiente de trabalho para ser o posto de combustível dela. E se nem isso é, ela fica completamente vazia. Então, não é tarefa do líder encher o tanque, mas também dá para ele ir abastecendo aos pouquinhos para que essa pessoa consiga se compreender melhor e se transformar. Eu acredito em empresas que curam, empresas que têm essa missão. Pode ser algo ilusório, não sei, mas nós estamos fazendo a nossa parte. Uau, muito bom. Empresas que curam, né? interessante, muito boa a sua frase, a sua colocação e se a gente for parar para analisar, a gente passa a maior parte do nosso tempo dentro da corporação, né, na empresa. A gente passa a maior parte do nosso tempo trabalhando. E se você tem a sensação de pertencimento, se você tem é você vive ali momentos, né, que que tem linguagens do amor sendo reconhecidas e expressadas, a saúde mental ela fica mais tranquila, né? Eu gostaria que você falasse pra gente, Alex, do impacto da saúde eh mental, eh dessa falta de comunicação, né? eh os desentendimentos e a falta dessa linguagem do amor no corporativo, começando lá desde o líder até o show de fábrica mesmo, porque não adianta o líder trazer essa linguagem do amor dentro da corporação, mas aquelas pessoas que estão ali se relacionando entre si no dia a dia, elas geram conflitos entre elas. Então tem que ter um equilíbrio, né? O que que isso traz pra nossa saúde mental? Qual que é o benefício e como é que a gente faz para poder vivenciar isso? Eh, queria eu que fosse todos os dias, mas na maior parte dos nossos dias. Quando quando a Ana tava comentando, eu fiquei pensando muito no contágio emocional e é uma uma temática que, novamente, né, a gente tem muito o referencial oposto, o referencial das emoções negativas, do quanto quem tá ansioso, quem tá estressado, quem quem tá com raiva, quem isso é transmitido é ponto a ponto dentro dos ambientes de trabalho e e em contrapartido como as emoções positivas elas elas também podem ter esse contágio emocional, né? você estar bem, você estar se cuidando, se a empresa dá recursos, né, dá dá estímulo e e abertura para processos de cuidado, isso vai ficar muito mais presente. E você também contagiar, né, também contaminar os colegas com as emoções positivas dentro do do ambiente de trabalho. A gente sabe que a emoção positiva ela passa muito rápido, né, uma conquista, uma felicidade e a emoção negativa fica dias, meses, anos, fica vidas. Eh, e é muito a partir de treino, né? Então, se se nós treinarmos a elogiar, a ser um apoio estratégico pro colega, às vezes a gente não sabe nem o que falar, né? O estar, o estar é analgésico. Você tá perto de uma pessoa, mesmo sem você saber o que falar, só estar ali, já dá um sentido de um sentido de não estou só. Isso já é um um poder terapêutico ali dentro do processo. Então, o exercício do do eh se cuidar, né? cuidar de si mesmo, arrumar a sua casa, arrumar o seu quarto mental, emocional, para que você possa contaminar isso aos outros. Eh, e também tava pensando muito na escuta, quanto é desafiador escutar mais uma coisa que precisa de muito treinamento, né? A gente silenciar as vozes internas. Hoje em dia é muito comum a gente escutar alguém só pensando no que eu vou responder depois ou pensando, nossa, deixa eu ver o que que ele vai falar de errado aqui para eu para eu fazer um apontamento para ele eh ou não escutar, né? Você tá lá, tá falando com alguém, a pessoa tá fazendo alguma coisa ou fazendo alguma outra coisa e você percebe que ela nem tá ali. Ou escutadores que você tá falando de um tema, ele interrompe e já fala alguma coisa: "Ah, mas eu fiz melhor do que isso". Ah, não, mas eu sofri mais do que isso? Então, o desafio da escuta é um também é uma problemática gigantesca, assim, né? Eh, a gente tá num momento em que eh a gente para que a gente possa pensar, a gente tem que correr o risco de falar algo que incomode ao outro. Aí para que a gente possa escutar, a gente tem que correr o risco de que o outro traga alguma coisa que me traga algum incômodo também. Então esse processo de escuta é um é um um é um é um ponto para mim muito muito central dentro da comunicação humana e que vai estar perpassando todas essas relações, né? Às vezes o o o chefe, o gestor ou o próprio colega de trabalho vai tentar dar um feedback. A gente pode até subentender esse feedback e trazer como uma crítica, como algo negativo, porque a nossa comunicação tá muito empobrecida. Se a gente trabalha nas nossas bases, né, nas nossas estruturas em estar bem, estar cuidando de si mesmo, estar refletindo sobre quem nós somos, também levando em consideração que cada pessoa é um indivíduo próprio, ele vai ter todo o repertório, a história de vida, a personalidade e isso vai dando elementos de facilitar um pouquinho esse processo de comunicação, eh, entender que estamos juntos nas angústias, no e e que podemos estar juntos também nas felicidades. Acho que isso é mais difícil ainda, né, de das emoções positivas elas tomarem um ponto eh um ponto de um compartilhamento não não narcisista, de compartilhar as emoções positivas para contaminar o outro com isso, porque é possível, porque tem coisas boas acontecendo, sabe? É, se a gente conseguir ter essa visão, né, esse esse olhar macro para o ambiente, a gente consegue melhorar muita coisa e o nosso dia passa a ser mais leve, né? E a gente vai aprendendo. Isso é é um aprendizado diário, um aprendizado constante. E essa comunicação assertiva, ela é desafiadora. E você ouvir com assertividade também é desafiador. Como o Alex muito bem pontou, a gente precisa aprender a ouvir, porque às vezes a gente vai ouvir coisas que a gente não quer, coisa que a gente não gosta. Mas se a gente tá na escutativa, a gente precisa ouvir, entender, né? guardar o que for, que não é deleta e deixa a pessoa falar. É mais ou menos isso que acontece eh no no dia a dia, né, na questão da escuta ativa, né, porque se você tem uma escuta ativa legal, você tem ambiente mais saudável, equipe mais engajada, não é, Ana? E e tem aquele limite também, né, entre o cuidado e a invasão da vida pessoal, que a gente precisa pontuar também nessa questão aí quando a gente fala de linguagem do amor e quando a gente tá falando de liderança, a gente tem que pontuar aí para eh eh tem que ter empatia, mas não pode ultrapassar as fronteiras da ética. É mais ou menos por aí, Ana? Aí sim, a gente precisa só pode a gente precisa observar muito qual é o limite de novo, né, daqu do que a pessoa exige na questão familiar e do que ela recebe na empresa. Então eu gosto muito de trazer isso como base, a não pessoalização. Não pessoaliza, não é nada pessoal, porque dentro da família eu tô falando de quem você é. dentro da empresa, eu estou falando do que você está fazendo. Então, eu tô falando da sua tarefa. Eu tô falando daquilo que não foi cumprido, eu tô falando do prazo, eu tô falando do horário, eu tô falando sobre a qualidade da sua entrega e não sobre quem você é. O problema é que quando as pessoas levam tudo pro pessoal, elas pensam que a crítica é sobre quem elas são. E isso é o que dói. Porque a pessoa pensa: "Nossa, eu sou incompetente, eu sou fraca, eu sou burra, eu sou ignorante, não é sobre quem eu sou, é sobre o que eu faço e sobre aquilo que está sendo entregue. Então, a comunicação do líder também precisa ser muito assertiva para trazer essa não pessoalização, porque senão a pessoa ela vai ficar como um todo se sentindo mal. Uhum. Ela não vai conseguir entregar, ela vai começar a criar histórias, muitas vezes neuroseas, e aí vem as fofocas, vem os problemas, vem as questões de comunicação, vem as dores emocionais, porque ela tá conectando tudo a quem ela é. Mas de novo, o nosso trabalho não é quem nós somos. É só aquilo que a gente faz com aquilo que a gente é. Então a comunicação do líder precisa ser muito pontual. Não é sobre você, é sobre o que você entregou neste momento ou sobre aquilo que você não entregou nesse momento e fazer as pessoas entenderem que também é um desafio muito grande. Excelente, né, Alex? Verdade. É importante a sua colocação, a sua pontuação, porque isso acontece, né? E e tudo bem, mas a gente precisa entender o porqu acontece e se ajustar para que não continue acontecendo, né? Essa questão não é sobre o que eu sou, mas sim isso no ambiente de trabalho, mas sim sobre o que eu entrego. Não é isso? Que legal. Gostei dessa pontuação. Gostaria que você completasse pra gente. É, eu tava tava me recordando de um de um referencial teórico do do Marshall Rosenberg, que é o da comunicação não violenta. Não sei se as pessoas estão tendo acesso. Eu vejo que algumas empresas estão se atualizando, tem tido alguns processos formativos que ele fala direciona muito para essa para para uma comunicação muito objetiva dentro das instituições, dentro das relações, na verdade, né? ele é muito mais amplo, é um é um conteúdo muito interessante de se acessar assim e tá muito disponível, tá muito acessível também eh tanto por por bibliografia impressa quanto na internet, assim, em vídeos. E ele traz justamente isso, né, de você se comunicar com as pessoas e no ambiente de trabalho isso faz mais sentido ainda, né, porque a afetividade ela vai est num contexto mais específico, mas muito a partir do observável. Então não é falar: "Ah, nossa, você, nossa, você não chegou no horário que você deveria chegar, você é um irresponsável e você sempre foi um responsável". Como que a pessoa vai pegar aquilo para ela, né? Nossa, eu sou irresponsável minha vida toda, mas espera aí, né? Vai vai ter uma influência em todos os processos de vida. Mas isso é muito específico de falar: "Olha, você chegou às 9:45 e a gente tinha combinado de chegar às 9:30. Eu me senti frustrado a partir de você ter chegado às 9:45". Você apresenta uma necessidade, né? com, desculpa, você apresenta um sentimento a partir daquilo que aconteceu e depois você pode completar com uma necessidade. Olha, para mim seria muito importante a previsibilidade. Então, eh, podemos ter uma ação que aí vem pro quarto ponto. Então, se você for atrasar em algum momento, você consegue avisar acontecendo isso ou tentar evitar que isso aconteça. Fica uma comunicação muito mais objetiva, despessoalizada, eh, reforçando. É isso. Então, é uma um comportamento observado. Você apresenta o sentimento que aquele comportamento eh te causou, te mobilizou. você apresenta uma necessidade a partir desse sentimento e uma proposta de ação. Inclusive, você pode chegar com a pessoa se essa ação é possível de ser realizada. É possível que você não que você avise com antecedência caso você for atrasar. Então é um é um campo muito eh tem tem toda uma teoria e tem toda tem diversas teorias que amparam essa possibilidade de uma comunicação mais efetiva, não violenta, como nessa especificidade, né? E enfim, a gente tem é é isso sempre vai partir do treino, né? da disponibilidade para evoluir, para para se tornar algo para se tornar algo melhor do que a gente tem hoje ou do que a gente é hoje, assim, nossa, é interessante, né? A nossa vida ela é é um eterno movimento, né? A gente vive em movimento, a gente vive a gente aprende todos os dias, a gente erra, a gente conserta, a gente ajusta. E essa questão da comunicação não violenta, acredito eu que é um aprendizado constante, né? a gente aprende uma maneira de se comunicar de forma com que a gente não cometa uma agressão ao outro e de uma forma eh com que o outro entenda o que a gente tá querendo dizer sem que ele se sinta agredido, né? Então, a comunicação violenta no ambiente de trabalho seria também, eu posso colocar aqui, me corrija se eu tiver errada, Ana, uma linguagem de amor, né? a comunicação não violenta, é uma linguagem do amor, quando a gente fala é a do ambiente do trabalho do corporativo. Totalmente. Porque a gente precisa entender que, por exemplo, até mesmo a ironia, ela é uma violência. Exato. A quando a gente tem comunicações passivo-agressivas, o que que são passivo agressivas? Eu estou ali, a pessoa, por exemplo, como colega trouxe, né? chegou atrasado. E ao invés de eu dizer isso, olha, nós nos frustramos com esse comportamento, esperávamos essa atitude, isso prejudica neste fato da empresa, é possível que você venha ou avise quando tiver algum empecílio? Pronto, a pessoa fala assim: "Ih, de novo, né? Nossa, sempre é assim". ou é esse comportamento que não tem um uma é uma mensagem final, sabe? Ele fica subentendido, ele fica no ar. Isso também é uma violência, porque esse líder ele não quer que a pessoa realmente melhore, ele não quer que a pessoa desenvolva, ele só quer demonstrar os sentimentos reprimidos dele, a sua raiva, a sua tristeza. E por não conseguir nem ele mesmo desenvolver a fala, ele se torna passivo agressivo, ou ele faz piadas, ou ele traz ironias. E isso vai fazendo com que a pessoa no ambiente de trabalho fique com aquele looping aberto. Ou seja, não existe uma atitude final que é: "Eu gostaria que você avisasse quando fosse chegar atrasado ou eu gostaria que você não fizesse mais isso. Não existe um recado final, a conversa não se fecha. Então isso faz com que a pessoa fique com aquele looping aberto e através disso ela vai criando histórias mentais, onde ela vai se sentindo rejeitada, onde isso muitas vezes gera um comportamento punitivo que é o castigo de silêncio, onde nada é dito e aí geram as fofocas, geram umas intrigas dentro do ambiente corporativo, essa pessoa vai se sentindo deslocada, se sentindo rejeitada. Então é muito melhor que as coisas sejam ditas e de forma clara e sem pessoal. Isso faz com que o ambiente realmente funcione, que o fluxo volte a fluir dentro da empresa. Caso contrário, isso tudo fica retido na mão da liderança ou dos colegas de trabalho. Então, são coisas que não nos ensinam na escola, que nós gostaríamos muito que fossem ensinadas daqui em diante, porque as pessoas não sabem, infelizmente, se comunicar. Elas pessoalizam muita coisa, elas não sabem desenvolver seus emoções, seus sentimentos, dizendo: "Eu fiquei frustrado". Porque penso muitas vezes que é uma fraqueza ou isso me atingiu desta forma porque pensam que se falarem isso vai ser uma grosseria. No entanto, é realmente olhar para si o que aconteceu comigo, o como eu me senti, o que você pode fazer para melhorar e se é possível ou não. Isso vai fazer com que as pessoas tenham realmente comportamentos adultos. Caso contrário, elas vão ficar no mundo da expectativa, do que eu esperava, do que eu queria. E isso é extremamente infantil. E aí eu volto para aquele ponto, né? O que é esperado em casa e é dever de casa e o que pode ser feito no trabalho. No trabalho, crianças não são bem-vindas, né? Crianças não trabalham. Uhum. É muito nesse ponto. Excelente. Excelente, né? Ótimo. Crianças não trabalham, né? somos adultos e a gente eh determina e temos eh poder sobre a nossa criança interior, né? Então, a gente precisa ter aí uma assertividade na nossa eh na nossa fala, na nossa escuta e na nossa linguagem do amor dentro do corporativo. Produção, tá me avisando aqui que nós temos algumas perguntas, então a gente atende os nossos telespectadores, pessoal que interage com a gente. Agradecemos desde já você que participa, né? Estamos aqui com a Alexa e com a Ana. Nós estamos falando sobre linguagem do amor no ambiente corporativo e você percebe que são detalhes, né, e que fazem toda a diferença. E principalmente nesse momento que a gente vê muita situação de burnout, de afastamento, né, pessoas se afastando, gente, eu acho que é o recorde, né, o recorde que temos aí no Brasil de afastamento de pessoas por conta de adoecimento da questão da saúde mental, eh, mediante o trabalho. Então isso é muito importante a gente trazer essa essa conversa, essa discussão e aprender, né, o que é uma linguagem do amor no ambiente corporativo, como é que a gente pode fazer para melhorar isso e estarmos aprendendo e melhorando todos os dias. Pode colocar, produção, tem perguntas? Beleza, Amanda Ver. Vamos lá. Rogério Almeida do Jardim Chapadão. Sempre ouvi que o ambiente de trabalho deve ser profissional, mas até que ponto isso impede a gente de demonstrar empatia e cuidado com o outro, Alex? E agora? OK. Pergunta muito interessante. Como, como que é o nome? É o Rogério Almeida do Jardim Chapadão. É profissional. E aí a gente tá falando de profissionalismo. Daí de repente vem alguém fala de linguagem do amor. Como é que pode empatia de linguagem do amor? Eh, eu penso hoje, hoje a gente se apresenta com o nosso lado profissional, né? O que geralmente quando a gente vai iniciar uma conversa é o que você faz, né? Que quem a gente é tá associado ao processo de trabalho. Eu eu penso que essa cisão de profissional e pessoal, ela é muito sutil, se é que existe, né? nós nós somos pessoas dentro do do das funções profissionais, das responsabilidades que aquilo eh que aquilo nos nos apresenta. E a gente pode pensar até estrategicamente, né? você você tratar o outro, você ser empático com o outro, você ter a linguagem do amor com o outro dentro dos processos de trabalho, isso vai voltar para você como algo positivo, isso vai voltar pro seu local de trabalho como algo positivo. Eh, então, a a eh todos os indicativos são de quanto melhores melhores forem as relações estabelecidas ali, mais vai ser vai mais vai ser algo de crescimento para todos os envolvidos. Então é desafiador. Eh, acho que a Ana trouxe com muita precisão essa experiência, né? Você vai ter que considerar muito a experiência do outro, qual que é a personalidade do outro, como que aquilo vai ser recebido pelo outro. Óbvio que vai ter as diretrizes, a gestão, como que é a organização interna dos processos de trabalho. Eh, mas eh parece-me que todos os indícios é de que quanto melhor forem as relações e quanto mais empatia você tiver, a tendência é que isso seja melhor. E não é romantizando, né? do am e à vezes o amor é colocar um limite, às vezes o amor é apontar uma coisa que que precisa ser apontado pro outro, né? Então o amor não precisa ser romantizado, né? Assim como a empatia também é algo muito construído, é algo pensar pensar na melhor ação possível para para eh para um processo que seja construtivo para as pessoas, assim, maravilha. Muito bom. A gente agradece o Rogério pela pergunta, né? E bem interessante e deixa um ponto de interrogação mesmo, né? Se a gente para para analisar, que legal e que bom que a gente tem vocês para nos orientar, né? Pra gente seguir uma linha de de raciocínio aqui. Vamos lá, mais uma participação, por gentileza. Produção, vamos bora. A Patrícia Ribeiro do Jardim Flamboian, como transformar um ambiente competitivo. Ai ai ai. Em um lugar mais colaborativo, onde as pessoas valorizem o grupo e não só os próprios resultados. Ana, Ana, vamos lá. Esse é um grande desafio, porque nós fomos treinados até o presente momento dentro das empresas para buscar o resultado e ponto. Então, eu acredito que nós estamos vivendo, como eu falei, uma grande transição, onde as lideranças vão começar a perceber que, por mais que elas tenham cargos superiores, elas não são seres humanos superiores, porque sem o operacional a liderança não consegue fazer nada. Então, quando a empresa para de entregar resultado, eles não têm que olhar simplesmente paraa estratégia, eles vão ter que olhar para as pessoas. Então, se você está no escargo de liderança, primeiro passo é se vê como humana. E isso vem também, é claro que o líder tem aquele senso de responsabilidade de que ele tem que dar conta de tudo. Muitas vezes as pessoas, as pessoas que mais tem burnout são os cargos de liderança, porque são aqueles que sofrem muitas vezes em silêncio. No entanto, é quando você começa a se ver parte do time. E eu gosto muito de falar que ninguém compete sozinho. Então, se eu tô sentindo que existe um ambiente violento, né, passivo agressivo, silencioso, existe aquela competição velada, existe aquela intriga, existem aqueles movimentos, eu vou fazer parte disso. E aí vem desse lugar interno de eu tô fazendo bem a minha parte, eu tô entregando o meu resultado, eu tô feliz comigo, eu tô cuidando da minha própria vida. pode tentar competir comigo, você não vai conseguir. Eu tô seguindo aqui o meu fluxo, o meu movimento e aí a competição ela vai ruindo. No entanto, é muito desafiador para uma pessoa que tá no âmbito operacional tentar guiar um grupo, porque não é o lugar dela. A pessoa responsável por acabar com o ambiente competitivo é o líder. E aí ele vai ter que trazer novas formas de motivação, porque a competição geralmente ela é colocada no ambiente de trabalho, né? Competição de metas para que exista performance. Só que se a gente tem a consciência da linguagem do amor e a gente começa a incentivar outras competições, por exemplo, nós temos dentro da empresa um grupo que se chama indorfinados, que é uma competição entre eles para ver no final do ano quem mais foi na academia, porque é uma preocupação nossa que eles tenham saúde física, porque através da saúde física eles também têm um um maior rendimento emocional. Então tem algumas competições dentro do time comercial e através dessas competições que são semanais eles ganham determinadas premiações. Mas isso vai fazendo com que eles se motivem, no entanto, que eles se auxiliem, porque por mais que exista a meta individual, a meta coletiva é a maior, que é o bem-estar, que é o desenvolvimento, que é a meta do da empresa como um todo. E isso vem de novo da liderança. Se a liderança não tiver um foco macro e for olhar só para um, o ambiente de competição ele se instala, que aí as pessoas vão querer atenção, sabe? Vira de novo família, o líder é o pai ou a mãe e eu quero agradá-lo. E aí os irmãozinhos todos ficam brigando pela atenção do papai e da mamãe e isso não dá certo nunca. Excelente, não é? E e toda toda competição ela é colaborativa, né? você estabelece um conjunto de regras, você se compromete a seguir aquelas regras, você tem eh eh se a gente for pensar, você vai se desenvolver a partir daquele processo conforme como o outro joga, né, como o outro participa. Então, às vezes a gente tem uma visão muito negativa da competitividade e ela é é ela é isso, ela é colaborativa. A competitividade faz parte. Mesmo você competindo, você tá colaborando com o outro, você tá sendo respeitoso, você tá seguindo regras, você tá você tá eh interagindo com o outro de uma forma justa, correta, organizada. Então, desenvolve inúmeros fatores assim. E que interessante ter experiências como essa da empresa que a Ana tá compartilhando, né? Que isso se que isso se se dissemine mais, que isso aconteça mais, né? Muito bom. Adorei. Fica a dica aí, né? Que legal. Os endorfinados. Gostei, né? Aí no final vamos ver quem que foi mais pra academia. Isso é uma competição super saudável e acaba trazendo eh as pessoas uma mais próximas das outras. Isso vai melhorar no ambiente de trabalho, né, na socialização. Ó, show de bola. Adorei, viu, Ana? Parabéns. Agora vamos lá, mais uma pra gente, produção. Vamos ver quem que tá conosco. A Márcia Silva da Vila Industrial. Às vezes tenho medo de demonstrar carinho ou preocupação com colegas e isso ser mal interpretado. Existe um limite saudável paraa empatia. É, quando a gente fala em linguagem do amor, a gente não tá romantizando, né? A gente não tá falando de amor e de relacionamento entre duas pessoas e tipo assim, de de namorar, de linguagem do amor, de ah e tal. Não, a gente tá falando de linguagem do amor, eh, a forma com que você expressa, com que você fala, com que você se comunica, né, Alex? Me explica um pouquinho mais, porque isso é essa essa inversão aí pode acontecer, né? Pode acontecer. Eh, quando a gente entra no campo dos sentimentos, a gente tá abrindo um um um multiverso ali das experiências, né? Eh, novamente uma pergunta muito interessante e eu fico pensando muito que o limite ele a partir da comunicação e do diálogo, ele pode ser muito muito melhor estabelecido, né? Você pode dialogar com o outro. Eh, olha, eu tô percebendo isso. Como eu posso como eu posso auxiliar sem ser invasivo, né? Olha, eu tô tô sentindo essa necessidade. Eu posso posso podemos pensar nesse tipo de interação, isso vai fazer sentido para você? Então, a comunicação sempre vai permear os processos assim. E é muito interessante você ser cuidadoso com isso, porque novamente, né, a gente tá vivendo o processos de comunicação muito empobrecidos, eh, relações fragilizadas, então todo o cuidado, perguntar pro outro, é não inferir sobre o outro. Eh, e é, e isso é super desafiador, né? Às vezes não é perguntar, falar assim: "Ó, você tá triste hoje", né? Pergunta, você está triste hoje? Eu tô percebendo, tô pensando, será que você tá triste? A gente pode até atribuir um sentimento, mas perguntar pro outro, né? Sim. É, e tentar sempre ter abertura para que o outro possa falar até que ponto você pode você pode se aproximar daquela experiência assim, né? Tentar ler as as comunicações não verbais é uma estratégia, mas a comunicação verbal é o melhor ponto, né? A precisão na comunicação. E é muito difícil alcançar isso, mas é um exercício muito eh muito importante pra gente, né? Perguntar pro outro, escutar o retorno do outro, eh se precisar perguntar novamente, né? ser curioso e não julgador. A gente ter curiosidade pelo que o outro tá vivenciando e não julgar e não pré-julgar. Uhum. Excelente. E quando a gente fala de comunicação, é um ponto importante da gente ressaltar é que as pessoas elas estão perdendo, né, essa questão de se comunicar. O pessoal tá se falando muito pelas redes sociais e aí aplicativos e a gente acaba perdendo o olho no olho, acaba perdendo essa essa questão. E daí quando a gente fala em linguagem do amor, eh, às vezes a gente pensa assim: "Ah, é romance, né, que você tá falando?" Não, não, não é romance, é linguagem do amor, é comunicação, né? é troca, é é respeito, é é escuta, é é ser humano. Assim, eu acredito que a gente precisa entender essa diferença e começar a inserir essa linguagem do amor no ambiente de trabalho, em casa, no social, porque nós estamos muito robotizados ultimamente e a gente precisa quebrar isso porque o negócio tá indo ladeira abaixo. A gente precisa voltar a se comunicar assertivamente. Agora pontualmente 9 horas. Dá tempo para mais uma produção? Dá tempo ou não? Hum. Uma. Uma. Se for rápido, tá bom, vamos bora então. Adoro essa produção, né? Sempre deixo um pouquinho mais. Vamos lá. Vai lá. É a Carla Mendes do Parque São Quirino. Meu, no meu time percebo que o simples bom dia mais, pera aí, deixa eu começar de novo. No meu time percebo que um simples bom dia mais alegre já faz a diferença. Pequenos gestos assim realmente podem melhorar o clima organizacional ou se pode. Eu chego chegando, chego chegando falando bom dia, dando risada. Ah, tô bem todos os dias. Eu não, né? Mas eu vou chegar lá e vou fazer o melhor que eu posso, porque eu sei que isso vai retornar para mim. É ou não é, Ana? Com certeza. Muito que o Alex falou, né? As emoções negativas elas ficam no espaço. Então, quando existe aquele silêncio, aquela tensão, é como se nuvem ali se instalasse, né? Uma tempestade. Mas quando uma pessoa chega também bem morada, isso faz com que todas as pessoas ressoem. Então, o sorriso, o bom dia, a educação, por favor, com licença, obrigada, é muito importante, porque isso que as pessoas esqueceram de dizer obrigada, né? Todo mundo tá fazendo nada mais do que a sua obrigação, será? Então, é, obrigada, com licença. Nossa, isso foi ótimo. Se policiar, eu acho que dá pra gente deixar um tema de casa para as pessoas que estão aqui nos ouvindo, né? delas começarem a elogiar os colegas de trabalho, delas começarem a agradecer as coisas, pedir um por favor, um obrigada, que são coisas que a gente vai esquecendo ao longo do tempo, mas que precisa relembrar sempre. Excelente, gente. Olha só, eu quando falo com o meu líder, eu falo: "Bom dia, olha o carro da alegria passando na sua rua". E é assim, gente, é assim. Olha, todos os dias nós temos eh desafios, né? E são desafios que às vezes não nos trazem assim boas situações e a gente aprende com isso e a gente vai se fortalecendo e aí você vai chegar no ambiente de trabalho que às vezes você vive ali mais do que você vive na sua casa com as pessoas, né? Aí você vai chegar amarrado, com a cara amarrada. Tem o problema, tudo bem, a gente tem sim, mas a gente vai chegar com a cara amarrada e aí vai ficar o dia todo com essa cara amarrada e todo mundo vai amarrar a cara também e vai ficar uma energia horrível. E isso vai acontecer o quê? Vai trazer para você um adoecimento, gente, mental. Então, a vida é um desafio. Tá tudo bem, se não está tudo bem, mas a gente precisa fazer o melhor que a gente pode. E quando a gente fala em linguagem do amor, é importante a gente falar da linguagem do amor que nós estamos falando para nós mesmos, né? Qual é a sua linguagem do amor e o que você transborda. E no ambiente de trabalho, a linguagem do amor é isso. A respeito a escuta humanidade, um ambiente afetivo não é luxo, é uma necessidade paraa saúde mental. e a sustentabilidade das relações profissionais. A gente precisa pensar sobre isso. E que programa legal, gente. Quanto ensinamento. Só agradecer, só agradecer. Gratidão. Obrigada pelo compartilhamento, viu, Alex? Adorei. Tudo isso aqui foi maravilhoso. Obrigada. Eu agradeço. Agradeço o convite, agradeço a Ana. Eh, a gente é sempre é uma via de mão dupla, né? você dialogar sobre temas, você sai daqui eh evoluído, a gente sai dos processos com novas experiências, com novos conhecimentos. Isso é isso é bem interessante. Assim, eu reforçaria, finalizando, reforçaria muito a importância das coisas pequenas. Acho que a a colega que perguntou, né? Então, o que é pequeno é importante, as pequenas rotinas são importantes, as pequenas ações, porque se você soma uma a outra, se você acrescenta uma uma ação pequena na rotina, ela já se torna gigantesca. Imagina ela multiplicada por todos os dias daquilo que você faz. Eh, então, eh, a gente, as microrrotinas, as microações, elas são muito importantes. Eh, o elogio é é de um poder incrível, né? Ao mesmo tempo que a gente falou, o a emoção negativa, a gente vai ficar pensando o tempo todo, o ano todo, um elogio, você vai estar em algum momento lá, 10 anos depois que você recebeu aquele, nossa, aquele dia aquela pessoa me elogiou. Então tem fica também, fica, apesar da gente acessar em em com menos frequência. É, exatamente. É isso. Obrigada, excelente a sua participação, uma entrega magnífica e o nosso time super completo aqui com a Ana. Ana, que legal essa e a a iniciativa da sua empresa com os colaboradores, né, com o pessoal da organização, que isso possa ser copiado, porque o que é bom a gente precisa copiar mesmo. Então, muito obrigada pela sua entrega, parabéns pela iniciativa e gratidão pela sua participação com a gente. Obrigada, foi um prazer estar aqui com vocês e aproveito inclusive para relembrar que nessa semana a gente tá participando de um programa que se chama Virada Zen dentro do de São Paulo são mais de 800 atividades de saúde mental e no dia 26 quem quiser vir pro Parque do Birapuera, a gente vai estar lá com mais de 1000 atendimentos gratuitos terapêuticos e muita coisa boa para as pessoas que talvez não tenham acesso à saúde mental, não saibam, nunca tenham feito algum atendimento, precisa precisem conversar, precisem respirar, né? Então eu acho que é muito importante a gente também fazer essas ações, fazer a nossa parte, porque como eu falei, né, começa em casa, vai pra empresa e quando vê nós estamos todos integrados. Então, saúde mental é um tema extremamente necessário. Muito obrigada por trazer essa pauta para esse convite, que esse programa seja visto por muitas pessoas também. Maravilhosa. Muito obrigada a você também. E você aí de casa. Gratidão. A gente aprendeu mais um pouco hoje, tá vendo só? Que gostoso? Obrigada pela sua audiência, pela sua companhia. Daqui a pouquinho nós temos a Íria, a nossa eh inteligência artificial. Ela é jornalista e ela traz informações eh atualizadas aqui de Campinas, do Brasil e do mundo para você. Ao meio-dia temos Câmara Notícia, informações aqui do Legislativo e também da nossa cidade de Campinas. Lembrando que às 6 da tarde temos reunião ordinária, votação, análise e votação de projetos. importante a sua participação e a programação da TV Câmara Campinas é desse jeito, feito com muito carinho, especialmente para você que tá aí do outro lado. E amanhã, quinta-feira, amanhã a gente fala sobre crises de transição. Hum. Ressignificando a vida adulta. Quem nunca parou para pensar, ai, cheguei nos 40 e agora, né? Pois é, olha, cheguei nos 40. Boa carreira, né? Mas eu sinto um vazio. Tenho tudo, mas parece que eu não tenho nada. Será que era isso mesmo que eu pensava que eu ia viver ao chegar aos 40 anos? Amanhã a gente vai falar sobre um questão de autoaceitação, de reconstrução de caminhos e como lidar com a crise da meia de forma saudável, porque ela chega, mas a gente precisa aprender a lidar com ela, porque ela vai passar. E é sobre isso que a gente fala amanhã a partir das 8 da manhã ao vivo aqui no estúdio Câmara. E claro, contamos com a sua audiência, com a sua companhia. Beijo grande para você, fique bem e não esqueça, olha o trem da alegria passando na sua rua, gente. Vamos sorrir porque isso contagia, tá bom? Beijão e até amanhã, se Deus quiser. เฮ [Música] [Música]
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