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[Música] เ Olá, muito bom dia para você que tá ligadinho aqui na programação da TV Câmara Campinas. Com licença para entrar aí na sua casa, porque estamos chegando com mais uma edição do nosso estúdio Câmara. Hoje é quarta-feira, dia 1eo de outubro. Hoje comemoramos o dia internacional da música, dia nacional do idoso e dia internacional da terceira idade. Gente, parou para pensar? São 90 dias para o ano novo. Como é que você tá? Tudo bem? A gente espera que sim. Por aqui tudo ótimo. E a nossa conversa de hoje eh faz parte da vida de todos nós, né? Vamos falar sobre imprevistos. Quem nunca viu uma situação em que de repente tudo sai do planejado, desde uma pequena mudança na rotina até acontecimentos que transformam a nossa vida. Os imprevistos podem trazer sim ansiedade, estress, mas também podem nos ensinar sobre resiliência e adaptação. E você que tá acompanhando a nossa programação, tá ligadinho aqui no Estúdio Câmara, já passou por algum imprevisto que mudou a sua rotina? Como é que você lidou com isso? Conta pra gente, queremos te ouvir. Manda sua mensagem para o nosso WhatsApp. Enquanto você vai mandando a sua mensagem, a gente vai atualizando as nossas notícias. Telefone tá na tela 19978293776. As nossas convidadas também já estão no estúdio. Daqui a pouquinho vamos apresentá-las. Mas agora nós vamos com informação aqui da nossa cidade de Campinas. Informação muito boa para você que busca uma formação, qualificação, informática, inglês e muito mais. CPROCAMP tem vagas abertas em cursos gratuitos, tá? São oito cursos de qualificação profissional gratuitos em áreas como informática, atendimento, tecnologia, logística e inglês. As vagas estão distribuídas eh entre as unidades descentralizadas dos dos bairros, tá? Campo Belo, Campo Grande, Satélite Íris e Ouro Verde. As matrículas, gente, são presenciais por ordem de chegada, mediante a apresentação de documentos pessoais e comprovantes de residência. A duração dos cursos varia de acordo com a atividade escolhida e as aulas começam este mês. Então corre, bora lá fazer aí um curso para uma qualificação final do ano. Lá em dezembro você vai entender a importância de começar agora, mês de outubro, primeiro dia do mês. Vamos embora. Dá tempo para fazer muita coisa até o dia 30 de dezembro, tá? E olha, neste 1eiro de outubro é celebrado o Dia Nacional do Vereador. Eh, essa celebração, ela foi instituída pela Lei Federal 7212 de 1984. A data homenagei os parlamentares municipais que atuam como elo entre a população e o poder legislativo, representando os cidadãos, legislando em prol da comunidade e fiscalizando a aplicação dos recursos públicos. O vereador tem papel essencial no desenvolvimento da cidade, propondo leis, acompanhando a administração municipal e participando das comissões e audiências públicas sobre temas de interesse social. Então, parabéns aí a todos aqueles que escolheram representar a população. E falando nisso, a Câmara Municipal de Campinas aprovou em segunda discussão o refiz 2025, que oferece descontos de até 70% em juros e multas para dívidas tributárias, como IPTU, ISS e ITBI. As negociações previstas estão eh as negociações, aliás, estão previstas para começar este mês de outubro. Você pode acessar online o portal da prefeitura. Os descontos podem chegar até 70%. O projeto foi aprovado, né, na Câmara de Campinas e agora segue paraa sanção do prefeito Dário Saad. Muito bem, previsão do tempo chegando para você. Antes da gente entrar no nosso tema de hoje, a gente confere como fica a previsão do tempo aqui em Campinas. Ontem eu não sei vocês, mas eu vi um termômetro na rua marcando 39º. Eu tava fervendo e assim foi a tarde toda. E hoje não é diferente. Mínima foi de 19, a máxima de 34. Sensação térmica aí de 38. Eh, temos sol, algumas nuvens, mas não temos eh probabilidade de chuva para hoje, tá bom? De acordo com a previsão do tempo, pode ser que amanhã ou depois venha algum chuvisco, mas a previsão continua com calor extremo e muito seco. Então, muita hidratação, tome muita água, tá bom? Bom, agora sim, vamos ao nosso tema central. imprevistos fazem parte da nossa vida e muitas vezes nos tiram da zona de conforto. Eles podem ser pequenos, como perder o ônibus, esquecer um compromisso, mas também podem ser grandes, como uma mudança de emprego, um rompimento, uma perda ou uma doença inesperada. O fato, gente, é que não temos como controlar tudo na nossa vida e justamente por isso precisamos aprender a lidar com essas situações de forma mais saudável. Então, para nos ensinar e para conversar com a gente sobre o impacto dos imprevistos e como construir estratégias de resiliência. Recebemos hoje aqui, vamos dar as boas-vindas à nossa terapeuta familiar, Fernanda Lira Garcia. Seja muito bem-vinda. Bom dia. Bom dia, Rúbia. Obrigado pelo convite de estar aqui novamente com você. Maravilhosa. Muito bem. E para completar o nosso time de hoje, a terapeuta integrativa Patrícia Rosa. Seja muito bem-vinda. Obrigada pela sua presença. Obrigada, Rúbia. Bom dia. Bom dia para vocês também aí de casa. Vem com a gente, arrasta a cadeira, senta aí, puxa a almofada do sofá, se acomoda, porque vamos falar sobre imprevistos, ansiedade e controle. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, o Brasil é o país com o maior número de pessoas ansiosas no mundo, né? Cerca de 9,3% da população convive com esse transtorno. Essa necessidade excessiva de controle diante dos imprevistos pode ser justamente um dos fatores que intensificam os sintomas de ansiedade. A gente começa com a Fernanda. Fernanda, assim, muitas vezes o planejamento, né, eh, tudo certinho, mas um simples imprevisto diante daquilo que foi planejado pode desestabilizar o nosso dia. Por que que a gente tem tanta dificuldade da gente lidar com aquilo que foge ao nosso controle? A pessoa, as pessoas hoje elas têm uma necessidade de controlar tudo. Ela tem que tá sabendo tudo, controlar tudo, eh administrar tudo. Planeja alguma coisa, você sempre tem que planejar, mas sabendo que pode ter alguma coisa errada. A gente não pode ter o controle de tudo como um trânsito, como você falou que pegou um trânsito. Às vezes você pega um acidente no meio do caminho para trabalhar, né? Como você colocou, várias coisas que pode acontecer até no dia a dia da gente, né? De repente uma falta d'água e você tá com um monte de coisa para fazer em casa, entendeu? Então tem vários imprevistos que a gente tem que saber trabalhar. E o importante eh, na hora é você não perder o controle, é respirar fundo e falar: "Bom, o que eu tenho para hoje? como que eu vou resolver o problema. Não ficar alimentando o problema, mas dar solução pro problema. Isso é muito importante, entendeu? Porque senão você fica só lamentando e sofrendo com aquilo e as coisas ficam paradas. Então o imprevisto, ele faz parte da vida e a gente tem que saber que ele faz parte da vida. Nós não controlamos tudo. Nós temos que saber lidar com o imprevisto, saber lidar que pode acontecer alguma coisa e como que a gente vai reagir aquilo. A gente não pode estagnar no problema. Muito bem. Agora, Patrícia, quando a gente fala em imprevistos, né, como disse bem a Fernanda, a gente precisa aprender lidar com isso, mas a gente não sabe. Aí o que acontece? Vem ansiedade. Eh, o quanto essa tentativa de querer controlar tudo pode gerar um sofrimento na gente, né? E por que que o imprevisto ele está aliado com a ansiedade? Isso é falta de autoconhecimento, de preparo nosso ou faz parte? Faz parte, né? Faz parte totalmente. Eh, o que que é esse controle? O controle nada mais é do que uma, você quer ter uma previsibilidade de futuro. Uhum. Então, e você, como você mesma disse, a Fernanda também, nós não temos controle sobre as coisas, a gente tem controle sobre aquilo que a gente consegue planejar. Então, o planejamento ele é necessário, a gente pode ter um planejamento, eh, planejar a nossa semana, planejar como vai ser o nosso dia. Isso é muito importante e isso nos ajuda, inclusive com horários, né? A gente tem horários a cumprir, a gente pode planejar e sair um pouco mais cedo, isso vai ajudar demais. Mas quando vem o imprevisto, o que que acontece junto com o imprevisto? Você pode, Agora, eu queria fazer uma pergunta para vocês que estão aí. Quem é você diante de um imprevisto? Quem é você? Você, aquela pessoa que diante de um imprevisto você foge da situação, você se esconde, você quer sumir, você pode ser esse tipo de pessoa. Uhum. Isso representa uma dor, uma dor profunda que a pessoa tem. a pessoa, você também pode ser aquela pessoa que se vitimiza, meu Deus do céu, tudo acontece comigo. E você pode ser essa pessoa que se vitimiza, você também tá com uma dor aí por trás disso. Então tudo isso pode ser trabalhado com autoconhecimento, né? Desenvolvimento pessoal, terapia, né, Fernanda? Sim. E essa pessoa que que se esconde, essa pessoa que se vitimiza, também tem aquela pessoa que desconfia de tudo e de todos. Sim, ela desconfia, ela já aponta o dedo, ela culpa o outro porque ela não quer se responsabilizar. Então, quem é você de diante de um imprevisto, né? também tem aquela pessoa que ela é perfeita, ela não erra, ela não erra e ela, por ela ser perfeita, ela se sentir perfeita, ela não aceita ajuda. E aí essa pessoa sofre diante de um imprevisto. Então são situações, são casos, ah, queria até contar de um imprevisto, manda, pode tem a pessoa também que trava diante de um imprevisto, ela trava. O meu esposo certo dia, no fim do dia, voltando paraa casa do trabalho, ele me liga, eu bati o carro. Uau! Eu falei: "Tá e tá tudo bem?" Não, ele falou assim: "Bateram em mim e eu bati em outra pessoa". Falei: "Tá tudo bem, tá todo mundo bem?" Não, tá todo mundo bem. Ele, eu não sei o que fazer. É o tipo de pessoa que trava mediante é uma imprevista. É uma coisa que pode acontecer com qualquer pessoa, né? Ele travou mediante essa situação e eu tive que resolver tudo. Tive que ir lá, tive que ligar. para quem precisava ligar, né, e resolver para ele, porque travou diante daquela situação. Então, precisou de um terceiro, de uma outra pessoa para poder ajudá-lo. Então, quem é você mediante a um imprevisto? Nossa, dá uma folha no tema, né? Mas isso também pode acontecer, né? A pessoa, outra coisa, como as pessoas gostam de ter sempre o controle de tudo, ela tem que prestar atenção que às vezes a gente precisa do outro, a gente tem que pedir ajuda, né? Porque há essa, como seu marido que travou, né? Tem muitas pessoas que na hora fica assim, agora o que que eu faço? Então não pode temer ou ter vergonha ou se sentir menos porque vai pedir ajuda, né? A pessoa tem que ter assim: "Não, aconteceu, travei, tem que pedir ajuda e não ter medo de pedir ajuda ou vergonha disso, né? É importante isso, sabe?" Exato. Até porque os imprevistos, gente, eles fazem parte da vida, né? Quando a gente discutiu essa pauta eh com os a nossa direção, né? Eh, tá lá a pessoa, os jornalistas, os produtores, a direção. E a gente sempre busca trazer pro nosso programa pautas que fazem parte do nosso dia a dia, que tão estão dentro da nossa casa. E aí nós falavam: "Imprevisto, mas será, gente? Imprevisto acontece com todo mundo e ele está presente o tempo todo na nossa vida. É impressionante. É dentro de casa, é no trabalho, é na rua e eh em todo lugar. E tem uma pesquisa da Associação Internacional do Controle de Estress que mostrou que 72% dos brasileiros eles relatam sentir estress sendo que eh estress frequente, né? Sendo que grande parte disso está ligada a situações inesperadas, né, como trânsito, eh atrasos, mudanças repentinas de rotina. E isso mostra pra gente o quê? que os imprevistos podem ganhar um peso desproporcional no nosso dia. E a gente precisa estar preparado para ele. Ah, tá, Rúbia, mas imprevisto, como é que eu vou me preparar? Tem que ter o plano B. Fernanda falou para mim hoje de manhã, agora antes da gente iniciar o programa, a gente tava conversando em off aqui. Plano B. Yes. Você tem seu plano B aí, né? E aí, como é que faz o plano B? O B. O B não, o B. e os impactos psicológicos desses imprevistos maiores, né? A gente tá falando aqui de trânsito e tal, falta d'água, mas a gente tem os imprevistos maiores. Eu tenho um um caso muito triste até uma situação, uma um amigo um amigo nosso, já faz muito tempo isso, tava preparando o casamento e a festa ia cher numa chácara e o pai tinha ido para lá com algumas pessoas para arrumar a chácara, tal, não sei o quê. E na volta para ir pro casamento na igreja, tal, não sei o que, o pai sofre um acidente e falece. Uhum. Entendi. E aí isso foi um imprevisto assim que ele não tinha como trabalhar na hora porque foi ele teve que assumir, né? Na hora a situação foi, tava tudo pronto, né? pronto, fez o casamento e na hora do casamento ele anunciou que o pai nossa tava tinha falecido, que não ia ter mais o a festa, as coisas ali. Isso foi um grande imprevisto na vida da pessoa. Isso marcou a vida dele para sempre, né? No dia do casamento, ele perdeu o pai num acidente de carro e que foi causado por uma pessoa da festa. Uau, que tava vindo, né? E e houve esse acidente com o pessoal que tava vindo de São Paulo. Esse esse caso ocorreu numa outra cidade do interior. Uhum. Então isso é um imprevisto bem grande, né? É isso traz que ninguém conta com uma coisa dessa, né? Exato. E isso traz aí eh eh uma grande situação aí que a gente pode colocar de saúde mental aí, porque vamos é muito diferente dos imprevistos do dia a dia, né? como é que a gente lida com isso? Qual que é a saída, né? Se a gente tem esse imprevisto que nos paralisa a ponto de marcar a nossa vida para sempre, como é que a gente vai fazer para lidar com isso? Já que é o imprevisto, a gente não teve o plano B e nesse tipo de imprevisto não tem como ter o plano B. A gente precisa ter um uma ação, né? Mas depois a gente vai sentir e como a gente faz daí. Eh, existe algumas técnicas, né, que a gente pode, eh, fazer no dia a dia para conseguir lidar com essas fatalidades, né, com imprevistos do seu dia a dia, que é simplesmente parar tudo que você tá fazendo. A gente tá muito no automático. O nosso cérebro, ele trabalha com economia de energia, então ele tá sempre no piloto automático. Os nossos pensamentos nada mais são do que atividades mentais repetitivas, só isso. Então, a gente precisa dar uma parada. A gente não tem como controlar os nossos pensamentos, mas a gente tem como controlar a qualidade deles, o que a gente pensa. E isso é técnica. É técnica. E é muito fácil. É muito fácil. A gente tá aqui conversando agora e de repente eu tô conversando e tô fazendo um exercício agora de que é me conectar com o agora, estar no presente, é eu não ficar pensando lá na frente. Então eu tô aqui conversando com vocês e eu tô ao mesmo tempo escutando os sons que tem. A gente nem percebe, né? Mas eu tô escutando um sonzinho lá, parecendo um ratinho. E isso já é, já me traz pro presente. Já me traz pro presente. Eu pego e eu foco. Estou focando ali em um objeto e eu começo a analisar esse objeto. Quando eu começo, começo a pensar, nossa, mas de onde ele veio? Quando será que ele foi comprado? já virou julgamento. Aí eu já mudo de objeto, já vou só simplesmente observar, ver textura, cor, mudo de objeto. Isso nos traz pro presente. São técnicas, é coisa muito simples, é coisa muito fácil que nos traz pro agora. Olha só que interessante, né? Eh, respiração, meditação, práticas corporais ajuda muito mesmo. Então, nesse nesse momento que a gente precisa se conectar, isso ter sempre o pensamento também positivo, né? Eh, mesmo na hora de de que acontece alguma coisa, o tal do imprevisto, você ter o pensamento positivo, que às vezes até um imprevisto ele pode ocasionar uma coisa boa. Às vezes a gente pensa que não, mas às vezes a gente pode conhecer uma pessoa, ter outras coisas que podem vir dali. E ter sempre pensamento positivo, não ficar se lamentando. Isso é muito importante, não ficar se lamentando e parar naquele momento. É você ter um pensamento positivo que aquilo vai solucionar, aquilo vai resolver e seralmente, geralmente resolve, né? Então qualquer coisa a gente acaba, mesmo que você não tenha planejado, né? tenha pensado no plano B, mas na hora tem que ter calma, tem que respirar fundo, ter o pensamento positivo e falar: "Não, vamos resolver assim e seguir o barco. A gente não pode é estacionar". Muito bem. Olha só, nós temos aqui um estudo da Fio Cruz que apontam que pessoas que desenvolvem estratégias de resiliência, como manter rotinas flexíveis, investir em autocuidado, tem até 40% menos eh chance de desenvolver sintomas graves de estress diante de imprevistos maiores, como perda perdas, né, ou mudanças de vida. Ou seja, a forma com que a gente lida com isso faz toda a diferença, né? E eh existe diferença entre pessoas que enfrentaram muitas adversidades e aquelas que tiveram uma vida mais estável no momento em de lidar com imprevistos. Existe existe a pessoa que sofreu, né, que teve uma vida mais entre altos e baixos, vamos colocar assim, ela tem mais eh flexibilidade no trato do dia a dia. Sim. A pessoa que teve uma vida mais acomodada, quando acontece o imprevisto, ela trava. É sério. É, ela não tem essa essa dinâmica, sabe, de pensar. A pessoa fica mais estagnada assim agora, porque ela não teve esse altos e baixo, ela não teve uma eh uma vida que com muitos imprevistos, né, para ela trabalhar os imprevistos. Então, a pessoa com uma vida muito parada, uma vida muito linear, ela sofre mais no imprevisto. Quanto mais cobrado você foi, por exemplo, na infância, né, você foi muito cobrado, aquela criança que a mãe cobrava demais, né, menina, faz isso, faz aquilo, você já pega essa dinâmica, você já pega esse esse estilo e vai preparando, você já vai se preparando, porque tudo começa na infância, né? a gente tá tá lá se moldando até a primeira infância, até os 7 anos de idade. E se você é muito cobrado nessa idade, você vê a mãe, né, muito dinâmica, aquela mãe que faz tudo, eh, a a dinâmica da casa ela é muito ativa, então a criança ela já desenvolve essa habilidade de lidar, de saber lidar com esses imprevistos, né, no futuro. Então, é uma coisa que já é desenvolvida, como a Fernanda falou, eh, ser muito pacata, né, já tem mais essa dificuldade, ela pode desenvolver, porque tudo é desenvolvido, tudo é aprendido. É, entendo quando criança, a mãe que tem aquela necessidade de cuidar muito do filho, sabe? que tá ali o tempo todo, não se machuca, eh, cuidado, tal, isso é ruim, porque você tá tá evitando que a criança sofra momentos da vida que eles têm que trabalhar com a dor, que ele caiu da bicicleta, né? Caiu do berço, né? Até a gente fala assim, caiu da cama, mas é uma coisa que tem que acontecer, é o tal dos imprevistos que a criança começa também a trabalhar, entendeu? Uhum. O amiguinho não veio, o amiguinho que bateu, sabe? Não, não pode bater, mas acontece na vida. E ele tem que saber lidar com essas coisas. Então é desde criança você tá trabalhando isso. Nossa, que interessante. Agora aquela criança que ela é super eh cuidada, super protegida, isso atrapalha o adulto que ela vai ser. A mãe castra a criança, né? Ela acha que ela tá cuidando, que ela tá dando amor, mas ela tá castrando ali um adulto que ele vai se tornar. Ele pode se pode se desenvolver caindo, caindo, chorando, ralando o joelho, aprendendo. Mas aí vem a mãe com toda essa super proteção que é amor e carinho. E essa super proteção, ela é fundamental nos primeiros meses de vida. Nos primeiros meses de vida, onde o bebê ele precisa 100% da mãe, ele precisa desse amor, dessa nutrição emocional, mas depois ele tem que aprender a se virar. cada fase, né, com conforme a idade que ele tem, ele vai tendo que que aprender a lidar com os desafios da vida para se tornar um adulto que lida bem com os imprevistos. Então, se a gente parar para analisar, imprevistos a gente tem, né, desde quando a gente nasce, né, cada um com a sua e o seu teor de acordo com o perfil, a sua faixa etária, né, mas nós temos aí os imprevistos e a gente precisa ter um plano B. E aí é esse negócio de criança até aconteceu esse fim de semana eu tava com o meu netinho no num parquinho e ele foi correr lá para no escorrega e ele bateu a cabeça e eu saí correndo assim o que que foi? Nada vovó tudo bem tudo bem nada. Olha aí ó. Olha que E ao mesmo tempo teve uma menininha que aconteceu a mesma coisa, mas a menina chorou tanto. Chorou tanto que saiu no colo. Sabe aquela coisa? Porque ele sabia que se eu ficar chorando, eu vou vou acabar indo embora. Vou perder o meu momento. Eu não, vovó, deixa, tá? Não foi nada. Não foi nada. Tudo bem. Olha aí, aprendendo a lidar com imprevist. Aprendendo a lidar com os imprevistas, né? De cedo, né? Agora do plano B, Patrícia. Ah, um plano B, ou então a gente criar rotas alternativas mentais realmente eh ajudam a gente reduzir a sensação de desamparo, né? Porque quando a gente quando acontece o imprevisto, a gente tem essa sensação de desamparo, né? Agora, como é que a gente cria um plano B aqui na nossa mente, né, pra gente saber, tipo assim, opa, pera aí, a tal da resiliência, né? Essa resiliência ela funciona mesmo, funciona. Tudo que a gente foca aumenta. Então, onde que tá o meu foco? O meu foco ele tá no BO, no problema, no imprevisto. Ou o meu, ou eu paro e penso, você tem que parar e respirar, né? Respira. E aí você vai pensar quais são as alternativas. você vai começar a se fazer perguntas. Você se faz perguntas, o que que eu posso fazer? Como pode ser? Como que vai ser lá na frente? É uma visão positiva de futuro, né? Acaba sendo uma visão. Como que vai ser lá na frente? O que que eu posso fazer? As alternativas, você não ficar focada no problema, porque tudo que a gente foca aumenta. Então, se você focar no problema, o problema vai virar um monstro. Então, é focar nas alternativas. E a gente é inteligente, a gente tem essa inteligência de conseguir puxar essas informações e e conseguir trazer as alternativas que são necessárias para você sair daquele momento ali que tá que pode até paralisar. Então, a inteligência emocional ela é fundamental. Eh, ter uma uma rotina aí, né, uma rotina diária de tá fazendo como aquele exercício que eu falei, né, que é simples. Você você pode fazer isso várias vezes ao dia, todos os dias. Isso vai te trazer pro seu estado de presença, vai te trazer pro seu centro. Você não vai ficar com essas atividades mentais repetitivas e normalmente elas são negativas. Ah, sim, verdade. Agora, nessa nessa sua fala me me chamou atenção uma coisa. A gente precisa eh se centralizar, né, buscar aí o centro e não focar no problema, mas buscar alternativas para resolver. Fernanda, nessa busca de alternativa para resolver o meu problema ou o meu imprevisto, eu posso bater de frente com ansiedade, porque eu tô buscando algo futuro para trazer para o presente, para resolver algo imprevisto. O imprevisto já me deu ansiedade. A busca paraa solução desse imprevisto também vai me trazer ansiedade. Como é que eu lido com todas essas emoções? Por isso que a gente fala, quando você surge um problema, você não pode eh eh ir no impulso de um jeito, ah, vou resolver assim. Não. Quando surge um problema, a gente tem que respirar fundo, centrar, pensar ali, ó, problema é esse, tal, quais são as alternativas que eu tenho agora para resolver esse problema? Uhum. Como eu posso resolver esse problema agora? Então eu posso resolver assim, assim, assim. Então eu tenho que resolver desse jeito. Por isso que eu falo, a gente tem que respirar fundo. A gente não pode ser impulsiva, não pode resolver correndo, porque às vezes, às vezes você resolvendo, correndo atrapalha mais. Quando você fala respirar fundo, Fernanda, eh isso realmente funciona? Porque às vezes as pessoas falam: "Ah, tá falando para respirar fundo, é só parar e ai agora que que vou fazer?" Mas não é isso, é o exercício um exercício. Eu falo assim que tem um exercício que eu sempre falo paraos meus pacientes que é o exercício do 426. Uhum. Que que é o 426? É você aspirar contando até quatro, segurar contando dois e soltando contando até seis. Esse exercício ele faz você eh centrar o seu corpo, centrar a sua mente. Eu falo, você pode fazer isso várias vezes ao dia ou mesmo ali no momento, vão vou vou pensar. E você vai nesse momento se centrar, pensar em você, pensar ali agora como eu vou resolver isso? Calma, não vou fazer nada correndo. Vou resolver com calma e vou pensar com calma. Ah, tem ansiedade, sim, tem ansiedade. Que a gente também controla com esse com essa respiração. Eu trabalho muito com o negócio de respiração. Então, você tem que controlar, aprender a controlar. Você não pode deixar que a ansiedade tome conta de você. É você que tem que tomar conta da sua ansiedade. A ansiedade é um, eu vou, todo mundo tem, ela é necessária. A pessoa, todo mundo tem ansiedade. Uns mais, outro menos. Então, a gente tem que saber controlar a ansiedade. A gente não pode deixar a ansiedade tomar conta da gente. Então, quando surge o imprevisto, a gente tem que trabalhar essa ansiedade. Por isso que eu falo, é muito importante a respiração. É você respirar, centrar e não ser impulsivo no problema e tentar resolver aquilo e agora, entendeu? Num que que eu posso fazer agora, porque eu tenho agora para fazer. Eu tenho que resolver isso agora. como, né? O seu marido não, o que que ele falou? Pô, tô parado aqui, não consigo resolver. Ele tomou uma atitude, ele ligou para você, mas ele tomou uma atitude. Eu vou pedir ajuda. É aquilo, quando na hora você fala: "Não tô com cabeça para pensar, não tô com cabeça para resolver, que que eu faço?" "Ah, eu vou ligar para uma pessoa que tá fora do problema, que tá com a cabeça fria e que essa pessoa pode me trazer uma solução, entendeu? Então é isso, você tem que primeiro centrar no que você pode fazer naquele momento e segurar sua ansiedade, porque é isso, a ansiedade faz com que você tome atitudes impulsivas, né? Então, por isso que eu falo, respira fundo, pensa bem naquilo, cuida de você. Não, pera aí, não posso me desestabilizar, pera um pouquinho. E aí você trabalha e você resolve. Magnífico. É bem interessante isso que a Fernanda falou de uma pessoa de fora, né? Uma pessoa de fora, ela sempre tem a solução, ela sempre consegue olhar com olhar, olhar de fora. Então, para eh o meu problema, para mim, ele é um problema. Para você, você pode olhar para mim, falar: "Não, faz isso, isso e isso é mais fácil". E a gente pode treinar a nossa mente. A gente pode se treinar também para nós sermos os nossos próprios observadores. Então, a gente pode se treinar. Pera aí, eu deixa eu olhar essa situação de fora. Eu saio de cena e eu me vejo como uma observadora. Deixa eu ver o que que eu tô passando. E aí eu, quando eu me coloco como observadora do que eu tô passando, eu consigo ter mais clareza, eu consigo voltar pro centro. Essa questão da respiração que a Fernanda falou é muito importante. A gente usa muito em terapia, né, Fernanda? A respiração, a expiração ela é sempre maior que a inspiração. Então por isso que ela falou 4 2 6. Inspira, segura e sempre que soltar sempre é mais. Pode ser mais que seis. Sempre ela é mais porque isso vai esvaziar. Aí você puxa de novo, isso te acalma de fato, isso te traz pro centro de verdade. Exato. Agora, bem interessante, vamos fazer uma comparação aí nossa do dia a dia, da nossa vida corrida, do nosso cotidiano. Você tá respirando aí, né? Eu também tô. Você percebeu isso? Não, a gente não percebeu. Sabe por quê? Porque a gente respira no automático também. E na verdade, eh, uma psicóloga falou, conversando sobre respiração, ela falou algo que me chamou muita atenção e que eu trouxe paraa vida. Eh, a gente não respira, a gente só faz assim, a gente não faz, é, a gente não respira, a gente a gente respira no automático, a gente não exerce a, a, o exercício da respiração. E a gente vive ansioso, a gente vive na ansiedade. Precisamos respirar, né? principalmente no momento em que a gente tem uma situação inesperada da vida. Agora, quando esses imprevistos, Patrícia e Fernanda, eles se acumulam, né? Tipo assim, nossa, mas eu sou perita em imprevisto, né? Só acontece comigo imprevisto agora, imprevisto daqui a pouco. Se eu for contar quantos imprevistos eu tive no dia, poxa, eu tô com energia lá embaixo. Tô totalmente desgastada por conta dos imprevistos. Então isso pode acontecer também. Quais os sinais de alerta que a gente precisa observar pra gente não chegar a um esgotamento por conta dos imprevistos da vida? Fernanda, bom, eu penso o seguinte, você quando você acorda, você planeja o seu dia, você tem que também pensar nos imprevistos que pode ocorrer, imprevistos. E isso você já tem que ter essa esse pensamento que é o pensamento. Você é um pensamento positivo de como você vai lidar o dia a dia. Se acontecer as coisas, você não vai ficar toda hora. Se acontecer isso, tem plano B. Ah, é assisa que você tem que trabalhar o seu dia, né? A sua, a sua agenda tá lá e se surgir um imprevisto, você vai ter que trabalhar aquilo na hora. Eu não tenho é um imprevisto, eu não tenho como pensar de manhã, como é que eu vou resolver um negócio que vai acontecer para mim 4 horas da tarde, entendeu? Então eu tenho que pensar o que vai acontecer. Aconteceu nas 4 horas da tarde, como que eu vou resolver agora? Aí você coloca assim: "Ah, e aí chega de noite, eu tô esgotada com tanto imprevistos". Você tem que saber trabalhar a sua flexibilidade por imprevisto. Ser flexível, não ser aquela pessoa aconteceu isso e você ficar batendo naquilo. Vocês t que ser flexível no seu dia a dia. O dia vai correndo e você tem que ser flexível nas coisas que vão acontecendo. Não tem uma reação eh muito pesada, sabe, com as coisas que acontecem no dia, né? Às vezes a gente tem um dia mais pesado, o dia tem outros dias estão mais leve. Mas é é o é o dia a dia, é que nem a gente fala, né? O nosso coração. Para você tá vivo, o coração não tem que estar nos altos e baixos. O seu dia tem um dia que vai ser legal, vai ser muito tranquilo, vai fluir bem, vai ter o dia que vai ter um monte de imprevisto e você saber lidar com isso. Você tem que saber lidar com a vida. Exatamente. E a vida é isso. Ela é cheia de imprevistos. E os impr E você tem que trabalhar isso em você. Isso mesmo. E os imprevistos eles nos trazem resiliência, não é? nos trazem resiliência. Exatamente. A gente vai aprender, a gente tem que aprender, né? Para tudo, a gente tem que tirar uma lição. Então, dos imprevistos a gente tira a lição também. E como a Fernanda falou, a gente pode programar o nosso dia, planejar o nosso dia. Como que uma coisa que a gente também pode fazer é agradecer. Ai sempre o simples gesto de buscar motivos de gratidão. Então é planejar o nosso dia desde a hora que a gente acorda. Eu costumo dizer que a primeira hora do seu dia, ela determina como vai ser o seu dia todo. Então o que que você faz na hora, na primeira hora do seu dia? Acorda atrasado, chutando aqui na da cama ou você acorda agradecendo? Agradecendo porque você acordou. Agradecendo a Deus porque você acordou. E aí você já vai buscando motivos de gratidão, porque quanto, gente, parece clichê, né, gratidão, mas quanto mais agradece, mais coisas boas acontecem. Então você já vai condicionando a sua mente num positivo, né, na no pensamento positivo. Sim. Funciona, funciona. É muito bom ser grato. Funciona mesmo. E nós somos seres, nós somos seres únicos e integrais. dizem que somos corpo, alma e espírito. De verdade. Eh, existe uma ordem que é espírito, alma e corpo, porque primeiro vem de lá. Uhum. Primeiro vem de Deus e é ele que dá o comando pra nossa alma e o nosso corpo só obedece. Então, se a gente deixar o corpo em primeiro, a ansiedade vai tomar conta. Olha isso. Então, a gente tem que ter essa ordem aí. Controle, né? O controle. Controle, né? Eh, e esse exercício de de gratidão, de levantar já planejando um dia e acreditando que o dia vai ser maravilhoso e que você vai conseguir, porque a gente sempre consegue. É, é algo assim bem interessante que eu tava vendo um vídeo sobre neurociência e a pessoa explicava que quando a gente acorda é importante a gente acordar e fazer o movimento do sorriso. Ah, não tô com vontade de sorrir. Vou acordar sorrindo para quê? Eu já acordo malmorada, né? E aí acordo de madrugada? Não, não é. Você não precisa sorrir, faz o movimento do sorriso. A neurociência diz que o simples fato de nós fazermos o movimento do sorriso e ficarmos alguns segundos assim, a gente manda para o nosso cérebro um sinal de que nós estamos alegres, felizes. O nosso cérebro não consegue entender que a gente tá enganando ele. E assim ele ativa de uma forma que a gente consegue eh realmente sentir essa felicidade. Isso é interessante demais. enganando, porque na hora que você faz o sorriso, eh você no fundo você vai ter que lembrar alguma coisa para você, para você sorrir, nem tá enganando sério, a gente tá levando para ele algo assim, tipo, ah, vamos lá, vamos sorrir, né? Então, e você vê como é importante que você coloca também que você tá colocando que a partir do nosso movimento o cérebro vai trabalhar. Ah, isso. Então, é isso, é agradecer, é sorrir, sabe? É amanhecer feliz. Foi interessante você falar nisso que eu tava falando, conversando com o meu marido, que eu falei assim, eh, eu nunca levantei de manhã de mau humor. Eu não me lembro de eu ter levantado assim de mau humor de eu ir pra escola ou eu ir trabalhar. Não me lembro desse momento de mau humor e que às vezes eu vejo pessoas acordarem ou pessoas di que saco, tenho que trabalhar que eu tenho que fazer isso falam: "Gente, eu sempre acordei com tão bem com a vida de fazer as coisas porque eu acho que que é legal, é porque você fazendo você tá vivendo, sabe? Se você tá estudando, você tá vivendo. Se você tá trabalhando, você tá vivendo, você tá brincando, não é? Que tá lá brincandá, tá vivendo. Então eu sempre achei que a vida é essa alegria, viendo, né? É essa coisa que a gente tem que viver bem assim. Não é que você tem que viver bem bem porque você tem que viver bem forçado, mas você tem que viver bem porque você tá vivo ali, você tá curtindo a vida. Isso é importante. Então não é a gente enganar o cérebro, é a gente amanhecer e agradecer e sorrir, porque eu tô viva e eu tô aqui para curtir a minha vida e fazer o meu dia melhor do que ontem. Exato. Isso. Muito bem. Agora, se não der vontade de sorrir, faça o movimento. É isso. É uma ativação de estado de recurso, esse esse sorrir, né? E ele você pode fazer propositalmente, deve fazer propositalmente, não só na hora que acorda, mas várias vezes durante o dia. Sério? Ou você fazendo, você faz porque isso já vai mandando essa informação. A gente a gente sabe que a gente estudou isso, né? Mas é uma coisa que nem pra Fernanda falou, é natural pra gente a assim, né? Nós que somos, ah, vocês têm o conhecimento e estão ensinando a gente. Vamos lá, quero aprender. Não, eu digo assim pra nós, pra nossa geração, né? Essa geração de hoje, ela nasceu com a tela na cara. Ela nasceu com a tela na cara. Então, a gente tá tendo que ensinar de uma maneira científica, digamos assim, como se viver normal. Nossa, como se vi como se vive normal. Tem que ensinar como vive normal, porque eles não sabem viver normal. A geração de hoje nasceu com a tela na mão, então eles não brincaram descalço na terra, nunca sujaram o pé, nunca sujaram a roupa, nunca caíram e ralar o joelho. Não existe isso. E aí como que vai ter uma ação diante de um imprevisto? Não vai saber. Não vai saber. O sofrimento é muito grande. Qualquer coisa nesse dia do nesse dia que eu tava lá no parquinho com o meu neto, um senhor falou assim: "Antes a gente via tanta criança com braço quebrado, perna quebrada, tal, não sei o qu. Hoje não não era tão legal colocar um gesso, a galera assinava e tudo. Deixa assinar no porque hoje não tem tem vida. E se e se acontece o mundo cai porque nem a família está preparada para lidar com o imprevisto de repente de quebrar um braço, de, né? Porque antes isso era coisa de criança. Eu me lembro, a minha avó falava assim: "Isso vai subir na árvore, vai cair, vai quebrar um braço". Daí minha tia, deixa coisa de criança. Isso há uns 30 anos atrás. Hoje a gente nem vê mais criança subindo em árvore. Ela não sabe cair. E se ela cair, de repente aquela criança que subia na árvore lá 30 anos atrás, ela até sabia cair, porque ela caía tantas vezes que já sabia cair, lidar com o imprevisto de cair. E hoje você imagina uma criança caindo de uma árvore hoje? Não sabe? E você, eu não sei, né? Não sei se você não não tem criança. Eu comecei a gente começa a observar mais quando a gente eu tenho observado muito quando eu levo meu neto nesses nesses brinquedos. Tem um um escorrega que agora é um túnel, né? Tem. Verdade. E aí eu tava percebendo que as crianças elas não estavam mais contentes só de subir descendo no escorrega. Elas estavam subindo em cima. Sub. Ah, em cima. E aí eu fiquei observando e aí eu falei assim: "É porque eles não têm onde subir num muro, num árvore, num telhado. E eu como subi em telhado, eu subi em árvores, entendeu? Eu brinquei de carrinho de roleman, sabe? Eu brinquei com essas coisas todas. Eles não têm isso. Eles estão procurando coisas para desafiar nesses brinquedos eh que são colocados em shopping, essas coisas para eles poderem desafiar. É porque eles precisam de deserto, porque eles precisam, eles precisam dessa experiência que eles não têm para poder criar os imprevistos que caiu, que torceu um pé, que se machucou, que a criança, os imprevistos dela são esses. Uhum. Entendeu? E não tem mais. Nossa, gente, eh, da conversa do imprevisto, a gente percebe que são tantas coisas, né, que a gente precisa se atentar quando a gente fala de um imprevisto, né, nós começamos a falar de imprevisto do dia a dia, do adulto, tal, daí fomos pra criança e olha, fomos lá há 30 anos atrás, a gente subindo em árvore, caindo, de repente quebrando um braço. Nossa, quebrou o braço. Ah, vamos lá, inessa, tá tudo bem. Hoje já não é assim mais. Tudo bem. Precisamos acompanhar a evolução, precisamos eh acompanhar a forma que se vive hoje, mas precisamos ensinar também que os imprevistos acontecem e fazem parte da vida e a gente precisa aprender a cair, porque se a gente não cai, a gente não levanta, não sabe levantar. Exatamente. Não sabe levantar. É perfeito. Não me corrija, por favor. Se a gente não cai, a gente não sabe levantar. E se você não souber levantar, daí fica bem difícil a gente conseguir levar uma vida com tranquilidade, com leveza, com assertividade, não é? E a importância de vocês aqui no programa é isso, ajudar a gente a entender a necessidade de aprender a lidar com os altos e baixos da vida. Eu fico tão feliz, é tanto ensinamento que vocês trazem pra gente todo dia. Maravilhoso. A produção tá me avisando aqui que nós temos algumas perguntas agora. 8:44. H, a gente tá falando hoje aqui sobre aprender a lidar com os imprevistos. Você que tá assistindo o programa, pode mandar sua pergunta pra gente. A pergunta de repente, eh, o seu depoimento, né? Você tem lidado com imprevistos, como é que você reage mediante a um imprevisto? E aí o pessoal que tá participando, a gente responde vocês a partir de agora. Nós vamos até 9:5, né, produção? Tá bom. Então, muito obrigada aí você que tá ligadinho, participando com a gente. Pode colocar na tela, por gentileza. Bora que bora. Vamos falar então com o pessoal de casa para saber se alguém tem o imprevisto. João Pedro Lima de Barão Geraldo, bom dia para você, João. Perder o emprego de repente foi um choque enorme para mim. Hum. Como transformar uma situação de perda inesperada em uma oportunidade de recomeço. Vamos lá, João. Vamos responder o João, então. Vamos lá. Vai com você, então, Patrícia. Toda a perda, ela você passa por um processo de luto. Toda perda é um luto. Então tem os processos do luto, né, que a pessoa vai passar. Primeiro ela vai estar naquele processo de dor e é normal, tá tudo bem você sentir dor porque você acabou de perder inesperadamente. E aí logo em seguida cai a ficha, não, pera aí, agora eu preciso fazer alguma coisa. Aí você já tem que ter uma atitude. Então você vai passando por esses processos e a primeira fase, como eu disse, é a dor. É normal ter dor, como você falou, né, Pedro, que que foi um choque. De fato, é esse choque mesmo, mas logo em seguida você já precisa retomar a sua vida. A vida já é o próximo passo, já é o segundo passo, que é de acordar, de fazer o que tem que ser feito. Precisa ir atrás e ver que que realmente entender isso, que realmente não vai voltar aquele emprego, que existem outros empregos. Então, agora é fazer as perguntas, o que que eu posso fazer, aonde eu posso ir? Começar a buscar essas essas perguntas que estão dentro de você, se olhar como um observador. Sai da cena. Pera aí, que que você pode fazer, Pedro? Fala para você mesmo, o cérebro entende isso. Uma coisa muito interessante é que o nosso cérebro ele entende quando a gente fala o nosso nome. Ele é uma é um comando. É uma voz de comando. E você fala para você: "Pedro, o que que você pode fazer agora, Pedro? O que que você sabe fazer, Pedro? Quais contatos você tem que você poderia mandar o seu currículo?" E vai aí por diante. Uau! Eu sempre coloco que quando uma acontece uma coisa assim de uma perda de emprego, é porque é um ciclo que tá terminando e você tem que começar outro. Então é aquele negócio que fala assim, sempre quando uma porta fecha, abre outra. Eu sempre acredito nisso. E eu acho que isso é uma oportunidade eh pra pessoa se movimentar. Uhum. Porque às vezes também a pessoa tá naquele emprego e ela vira numa zona de conforto. Sim. E ela não faz mais nada. Ela não faz um curso, ela não cresce em mais nada. E hoje a gente precisa crescer. Uhum. Tem que fazer cursos, tem que que tá sempre eh aprendendo alguma coisa nova, porque a gente tá conversando aqui, mas coisas maravilhosas estão surgindo por aí, entendeu? Então a gente tem que tá sempre eh como diz update, né? Tá ali no no subindo na vida. Então quando tem essa a pessoa perde o emprego, parece que é assim um um saco falar assim: "Me cara, acorda, vamos procurar outra coisa, tá na hora de você crescer na vida, sair daquela zona de conforto." E eu vejo que quase todas as pessoas que eu vejo ao meu redor, que perder emprego, tal, ele sempre consegue uma coisa melhor. Uau! Muito bom. Então eu e eu sempre trabalho assim, agora mesmo eu tenho com um paciente que ele não esperava, é mais ou menos assim que perdeu o emprego. E ele tá num processo numa empresa que ele sempre sonhou em trabalhar e ele não não não achava que não dá ia dar conta, vamos colocar assim. E hoje ele já tá passando por todos os processos. Cada vez que tem uma entrevista ele passa para outra. E eu falei: "Ó, tá vendo como você é capaz?" E aí ele começou a perceber que ele tava numa empresa há 6 anos e ele tava numa zona de conforto. Uhum. Entendeu? Então às vezes o perder o emprego não é uma perda, é para você abrir os olhos para outras coisas que podem surgir boas na sua vida, entendeu? Eu acredito muito nisso. Então a gente tem que trabalhar quando a perder o emprego inesperado. Não, como ela colocou, né, Patrícia, pera aí, vamos lá. Que que eu posso fazer? E aí correr atrás do que você quer, do seu sonho, de você trabalhar onde você quer, você sempre ter uma porta aberta e vai ter, viu? Muito bem. Tá vendo só, Pedro? É isso. Agora é importante você viver esse momento da perda, né? Se permite viver, se permite sofrer, se permite chorar, só que daí no outro dia levanta e bora, vamos lá. Vamos, vamos buscar. A vida tá aí para viver, né? Exatamente. É isso. Fé, hein, Pedro? Você vai conseguir. 8:49. pode mandar pra gente mais uma perguntinha. Vamos lá, produção. Quem é que tá conosco? A Larissa Oliveira. Oi, Larissa do Campo Grande. Quando quando surge uma situação inesperada, sinto vergonha de pedir ajuda, porque acho que vou parecer fraca. Ô Patri, ô Larissa, que é isso? Essa dificuldade em compartilhar pode piorar o problema? Vamos lá, Patrícia, responde a Larissa pra gente. Olha só, ela sente vergonha de pedir ajuda porque vai parecer fraca. Quem diz que você tem que ser forte o tempo todo? Exatamente, Larissa. Quem disse que você tem que ser forte o tempo todo? Essa vergonha esconde aí atrás de você, né? Um algo que precisa ser visto, né? Que precisa ser olhado, que por que que eu tenho essa vergonha? E você deve ser uma pessoa jovem, né? Para tá com essa essa vergonha toda. Pode ser uma característica sua. E você vai trabalhando isso, né? Você vai eh trabalhando essa vergonha. Você pode simplesmente olhar pra frente, olhar no espelho, olhar nos seus olhos e falar palavras de afirmação para você. Larissa, você pode. Larissa, você é incrível. Larissa, você consegue. Isso vai te ajudar demais. Então não tenha vergonha. Mas para isso você vai precisar fazer um treino. Para tudo a gente precisa fazer um treino, né? Para ficar forte tem que ir na academia treinar. Para ficar bom em qualquer coisa, estudar. Para entrar numa faculdade, você tem que treinar. Treinar como? Estudando, estudando, estudando, estudando para passar num vestibular. Então tudo é treino. Para sair dessa situação de vergonha e não se sentir fraca, você vai ter que treinar. Vai pra frente do espelho. Ol, você já fez isso? É difícil. Eu acho que é bem difícil. A pessoa, eh, a maioria das pessoas que eu atendo falam que tem muita dificuldade de se olhar nos olhos e falar palavras positivas para si mesma. Então, isso pode ser porque você não ouviu lá na sua infância. Na infância você pode ter sido reprimida. Normalmente quando a gente traz essa característica de vergonha, você foi reprimida na infância, você era só uma criança e você pode não lembrar disso. E não foi por mal, mamãe e papai fizeram sempre o melhor que eles puderam e tudo foi por amor. Mas a criança pode ter interpretado, pode ter ficado com vergonha às vezes no xixi, sabe? Quando tá saindo da fraldinha e tá na calcinha, aí faz o xixi, faz o número dois também. E a criança se sente reprimida, ela começa a ter vergonha, desenvolver vergonha nessa fase, porque ela que ela percebe que ela produz coisas e aí vem a vergonha. E isso como é form, como isso foi registrado lá na infância, isso depois vai trazendo pra vida toda como verdade absoluta. Eu tenho vergonha, eu sou fraca, se eu pedir ajuda, eu sou fraca, eu não consigo. Então eu tenho que aguentar isso sozinha e não externar. Essa pode ser a raiz. Então vai pra frente do espelho e se elogiar. Uau, gente, que delícia. Tá vendo quanto ensinamento? Ai, adoro isso. 8:52. Vamos lá, mais uma pergunta. Por gentileza, produção, tá rendendo. Vamos lá. Que legal, né? Isso é bom demais, gente. E é aprender a levar uma vida mais leve, né? A Cláudia Mendes da Vila Industrial tá com a gente. Quando passo por imprevistos, sinto dores no corpo, como tensão nos ombros e no estômago. É normal o corpo reagir assim ou preciso de mais uma atenção médica ou Fernanda, nosso corpo reagir, normal corpo reagir, né? Normal que são os pontos de tensão da pessoa, né? Então tem pessoas que t problema no ombro porque puxa, né? Se repuxa aqui, que tem aquela tensão no ombro. problemas de estômago, que a pessoa começa a ter dor de estômago, é normal o corpo reagir, né? A gente fala assim, o que a boca não fala, o corpo responde. Uhum. Então, às vezes a pessoa tá lá passando com, você falou, por um imprevisto, uma coisa, uma dor, e ela não consegue externalizar, falar, pô pela boca, falar o que ela tá sentindo, a dor que ela tá sentindo. Então, o corpo responde. E é aí que vem a psicossomática, que são aquelas doenças que a gente tem por problemas psicológicos e não físicos, né? É a hora que a pessoa não consegue externar pela boca a dor que ela tá passando. Então é normal sim você sentir dor no corpo, né? Tem pessoas que t várias vezes tem dor de cabeça, dor de estômago, tem diarreia, tem várias maneiras de externalizar uma coisa que você não conseguiu pôr para fora, não conseguiu trabalhar até criar uma doença séria. Isso é importante dizer, né? Precisa de um olhar atento na olhar atento. Falando de psicossomática, né? Essa atenção no ombro é uma pessoa controladora, sabe? A gente quer controlar tudo. A gente quer controlar, controlar e a gente não dá conta. E aí quando você percebe aqui tá tudo tenso, coluna fica tensa. Por quê? Porque você não tem controle. A gente não tem controle e a gente quer ter o controle e a gente não tem o controle. Aí f vem a tensão no ombro. E o estômago é engolir emoções, né? É engolir emoções. Engolir emoções. Você não digere. Então tudo começa no emocional. A dor física manifestada no corpo, ela começou no emocional. Então, sempre tem uma raiz, sempre, sempre tem uma raiz emocional. Uau, que coisa, né? 8:54. Dá tempo para a última, produção? Então, vamos lá. Ah, vamos para a última pergunta. Eu sei que tem mais, mas a gente consegue eh eh atender você que tá aí. Aí hoje atende um, amanhã atende outro. E que legal que você tá do outro lado participando conosco. Vamos lá. Eh, André Moraes do Taquaral, eu planejo tudo com antecedência, mas basta o imprevisto e já fico ansioso. É possível aprender a lidar melhor com situações fora do meu controle? Ô, André, olha, respira, não é isso, Fernanda? Isso, respira. A gente não tem o controle de tudo. É impossível. Ninguém consegue controlar tudo. Eh, a gente tem que escolher o que que é mais importante pra gente trabalhar naquele dia, né? o que é primordial naquele dia, porque controlar tudo não dá. Então, a gente tem que falar: "Bom, hoje eu tenho isso, isso isso o que é o importante de hoje". É isso. Então, é isso que eu vou trabalhar, porque tudo não dá conta. Eh, antes eu falava assim, né, uma dona de casa, né, principalmente depois que as mulheres saíram para trabalhar, então ficou a casa, o filho, né, o marido, o trabalho, é a roupa para lavar, é para passar, essas coisas todas não dá. Vocês têm que, a mulher que ela tem que focar numa coisa, porque dar conta de tudo não dá. Então, em nenhum trabalho você consegue dar conta de tudo. Então, você tem que ver o que é a prioridade na sua vida e trabalhar com a sua prioridade. E não adianta, a ansiedade faz parte da nossa vida e você também vai ter que respirar para controlar sua ansiedade e saber o que é importante hoje pro meu trabalho, o que que eu tenho que fazer hoje para para amanhã, né, para as coisas fluírem. Então é isso que tem que ser colocado, as prioridades e trabalhar as prioridades que você vê na vida e respirar fundo e saber que não dá conta de tudo. E a pessoa tem que aceitar que ela não consegue dar conta de tudo, não consegue controlar tudo. Então você tem que se aceitar como você é. Não adianta a gente querer ser super homem ou a super mulher, a mulher maravilha, né? Porque não dá conta. Nem eles não, viu? Isso é história. Nem eles não. É verdade, né? E você vê, nós conversamos aqui, falamos sobre imprevisto e eu pude perceber que a nós seres humanos, nós queremos estar no controle de tudo, tudo, gente. É isso mesmo, né? Às vezes é algo que é inconsciente, eu acredito, você quer estar no controle, mas a realidade é que nós não estamos no controle. E aí quando surge um imprevisto, a gente percebe e tem entendimento que não, que não estamos no controle e a gente precisa lidar com os imprevistos. E hoje hoje nós aprendemos um pouquinho de como a gente pode lidar com os pequenos e grandes imprevistos que possam acontecer na nossa vida. Mas o importante é você saber que tem profissionais que podem te orientar e que você pode buscar para seguir, né, com esse conhecimento e que vai transformar em autoconhecimento e que vai te garantir uma vida com mais leveza, não é isso? É muito bom. Vamos encerrar então, produção. Dá tempo para mais uma? Ah, eu acho que dá. 8:57. Vai, dá mais uma aí, por favor. Só mais uminha. Dá tempo para dar mais uma. Oba! Obrigada, Rafael Moreira do Nova Europa. Eh, costumo reagir com piadas quando algo sai do controle, mas às vezes parece que estou massacrando meu nervosismo. Humor é defesa ou pode ser estratégia saudável? Boa, Rafael. Tem gente que numa dessa começa a dar uma gargalhada, crise de riso e tudo, não é, Patrícia? É, é o famoso rir de nervoso. É o rir de nervoso. Isso é uma característica de uma pessoa que tem uma dor aí e como ele falou, parece que eu estou mascarado. De fato, éum. Essa é uma máscara que essa a pessoa que tem essa dor registrada, ela usa a máscara da dependência. Então ela tem aí uma máscara de dependente. E com essa máscara ela em situações que ela não consegue lidar, ela ela rindo, ela tá rindo de nervoso porque aquilo não tá confortável para ela. Ela não tá conseguindo lidar com aquela situação. Tem no fundo no fundo aí tem uma dependência emocional, tem uma dor de abandono aí no fundo. Isso tudo é resolvível. a gente consegue trabalhar isso, eh, esse tudo que a gente falou aqui, esse respirar fundo, essas técnicas de respiração, esse voltar pro centro, estar no agora, tudo isso vai te trazer, vai te trazer pro agora, pro momento presente. Mas dá uma olhadinha para, para essa dor de fundo, essa dor, essa dor existencial que tem no fundo aí desse rir de nervoso. É, né? É, é estranho, mas acontece, não é, Fernanda? Acontece. Eu tenho uma amiga que ela não gosta de nem a emperra essas coisas que ela começa, ela começa a dar risada. Olha só, ela tem, ela fala, gente, desculpa, ela fica, desculpa, mas fog do nosso controle também, né? Foge do controle, né? Foge do controle, foge do controle. Ela pede desculpa, mas ela fica rindo, rindo, rindo direto. Olha só, sabe? É como a, como se ela tivesse chorando, ela começa a rir. Então, tem pessoas que fogem do do padrão, vamos colocar assim, né? vezando tal, ela começa a rir. É uma maneira dela reagir a um acontecimento, né? A uma coisa dolorosa, ela reage rindo, uau, né? Ou contando piada. É uma forma que eh ele usou para ele trabalhar essa essa dor dele. Então, na hora da que acontece alguma coisa inesperada, para ele contar uma piada, sair daquela situação, eh, alivia, né, a dor ali na hora dele, né? Não que ele deu, como ela, Patrícia colocou, né? Alguma coisa tá por trás, mas naquele momento a piada alivia a a tensão, a dor dele. É, a máscara é quando a gente não consegue encarar, quando a gente não consegue olhar, né, para para dentro de fato que tem algo para resolver. E aí existem várias máscaras, né? Aquelas pessoas que eu trouxe lá no começo, que cada uma reage de um jeito, cada uma ali usa uma máscara, cada uma, a gente usa essas máscaras o tempo inteiro, enquanto a gente não consegue olhar para dentro e resolver o que precisa ser resolvido para viver mais leve. Uau! As pessoas têm medo de se olhar, né? Iss eu já falei em outra em outras outras oportunidades. A a pessoa ela tem medo de se conhecer, a pessoa tem medo de se olhar. Então é muito mais fácil a gente viver no automático, né? O automático facilita a vida. Você levanta, sai, vai trabalhar, deixa a criança na escola, tará. Então isso é, vai vivendo. Então quando surge o imprevisto, às vezes não sabe trabalhar porque também nem se conhece para trabalhar, sabe? nem se conhece para ter uma atitude de resolver um problema, porque vive tanto no automático que o imprevisto e agora o que que eu vou fazer? Porque não se conhece, não sabe como trabalhar aquilo. Muito bem. Infelizmente não temos como controlar tudo que acontece ao nosso redor, mas podemos escolher como reagir. Aprender a lidar com os imprevistos é tentar aprender a ser mais flexível, mais resiliente, menos rígido com a vida. e com nós mesmos, tá bom? Quero agradecer imensamente a participação de vocês. Nossa, Fernanda, obrigada mais uma vez. Tanta entrega, vocês são maravilhosas. Gratidão. Muito obrigado. A hora que você quiser, tô aqui de volta. Gosto muito de participar do programa. Bom, que bom. E é como você coloca, né? Toda vez que a gente vem, a gente fala um pouquinho e as pessoas que estão assistindo, elas estão adquirindo conhecimento. E eu acho que o conhecimento é o é a grande riqueza do mundo. Quanto mais conhecimento a gente possa passar paraas pessoas, mais elas vão adquirir maneiras mais fáceis de viver. Uhum. É isso, sabe? Então isso é enriquecer as pessoas, né? Trazer o conhecimento. Então a hora que você quiser, nossa obrigada. A gente agradece também você, Patrícia. Muito obrigada pela sua participação, pela sua presença e pela sua contribuição com a gente. Gratidão. Eu que agradeço. Agradeço a oportunidade. Primeira vez aqui. Espero que a primeira de muitas. Ah, com certeza. Estou disponível. E é isso. Eu que agradeço. Maravilha. Maravilha. É isso. Nós agradecemos você aí do outro lado, a nossa produção, a nossa equipe. Ninguém faz nada sozinho. Isso aqui é uma baita de uma equipe. Isso aqui é um time grande, gente. E hoje nós falamos então sobre a como aprender a lidar com os imprevistos, né? Os imprevistos acontecem, vamos aprender a lidar com eles, tá bom? É o seguinte, amanhã nós temos estúdio Câmara a partir das 8 da manhã e a gente vai falar de algo eh bem delicado. Nós vamos falar sobre herança, né? Heranças e conflitos familiares que muitas vezes surgem, né? E e aí quando alguém parte, gente, além da dor da perda, é comum que apareçam divergências sobre a divisão de bens. E não são apenas questões financeiras, não. A gente tá falando também de sentimentos, de relações e até de histórias de vida, né, que vem à tona. Como é que a gente lida com esse processo de maneira mais justa e menos dolorosa? Quais são os caminhos que podem evitar uma questão eh que uma questão de patrimônio se transforme em briga de família? E outros eh eh pontos também que envolve a questão da herança, né? ser como é que tá a questão aí da dessa eh divisão de heranças na sua família? Tem gente, tem histórias que a gente ouve contar de de filhos que pedem para os pais vender a propriedade para fazer a partilha e os pais se obrigam a sair da casa, que é o único bem, para poder vender, para fazer a vontade do filho, né? né? E aí vão morar em uma casa alugada porque precisam dividir aquilo, aquilo que eles conquistaram. Gente, isso é uma coisa muito delicada. Mas amanhã nós, claro, né, com os profissionais expertos no assunto, com a expertise aí da psicologia, da saúde mental, vão entender, vão vão nos ensinar a entender o que acontece nesse processo, né? por o desejo, por que a briga de repente por conta dessa questão da herança familiar. Então não perca amanhã a partir das 8 da manhã mais uma edição do estúdio Câmara. A gente vai encerrando por aqui, agradecendo a sua audiência, a sua companhia, as nossas convidadas, mais uma vez, gratidão. Lembrando que nós temos a Central de Informação com a Íria, a nossa jornalista de inteligência artificial, que traz informações aqui de Campinas, do Legislativo, eh, Estado, Brasil e também ao meio-dia nós temos Câmara Notícia com informações do legislativo e aqui da nossa metrópole. Continue ligadinhos aqui na TV Câmara Campinas e nós esperamos você amanhã a partir das 8 ao vivo com mais uma edição do nosso estúdio Camp. Valeu, beijo e até lá. [Música] [Música] [Música]