TV Câmara Campinas
TV Câmara
Campinas
Estúdio Câmara | Impor limites: proteção da saúde mental e relações
Em destaque · HD Vídeo · ESTÚDIO CÂMARA

Estúdio Câmara | Impor limites: proteção da saúde mental e relações

40 views Publicado 24/09/2025 HD · 1:03:46

Descrição do vídeo

Impor limites é essencial em todas as fases da vida – da infância à vida adulta – para garantir respeito, equilíbrio emocional e relações mais saudáveis. No Estúdio Câmara, as psicólogas Amarílis Oliveira e Catherine Loures explicam como definir fronteiras de forma clara e assertiva pode proteger a saúde mental, preservar a autonomia e evitar o esgotamento. 👉 Descubra como dizer “não” pode ser um gesto de cuidado consigo mesmo e com os outros. 📺 Acompanhe o Estúdio Câmara, na TV Câmara Campinas e em nosso canal do YouTube. 📲 Siga também nossas redes sociais: @tvcamaracampinas

Transcrição completa do vídeo

60 mil caracteres · transcrição automática

Transcrição automática gerada por IA. Pode conter pequenas imprecisões e ainda não passou por revisão humana. Use Ctrl+F para buscar termos dentro do texto.

Olá, [Música] muito bom dia para você. Seja bem-vindo. TV Câmara Campinas, começando ao vivo mais uma edição do nosso estúdio Câmara nesta quarta-feira, 24 de setembro. Tudo bem por aí? Por aqui tudo ótimo. É sempre um prazer ter você com a gente para que a gente possa refletir e aprender. O tema de hoje, gente, é algo que atravessa nossas relações pessoais, familiares e até profissionais. Nós vamos falar sobre a importância de impor limites. Pode ser um gesto de amor próprio e também de respeito com o outro, mas por que tão difícil? Será que aprendemos desde cedo a lidar com os limites? Você sabe impor o limite? Aliás, onde começa o limite do outro? Fique com a gente, participe também através do nosso WhatsApp, mande sua pergunta, seu comentário, a sua voz faz parte da nossa conversa que está começando agora. As nossas entrevistadas já estão aqui no estúdio. Daqui a pouquinho a gente já apresenta elas para vocês, tá? E você vai mandando pra gente a sua mensagem. WhatsApp aberto, produção, apostos para receber você. 199729377. Enquanto você manda sua mensagem, eh, vamos atualizar algumas informações. A Câmara Municipal de Campinas instituiu uma comissão de estudos voltada à análise, ao debate sobre os postos de combustíveis aqui da cidade. A iniciativa é de autoria do vereador Arnaldo Salvete e terá o prazo inicial de 180 dias prorrogáveis por igual, né, período para apresentar um relatório com recomendações legislativas e administrativas. O grupo dessa comissão de estudos vai discutir temas como instalação, funcionamento, licenciamento, fiscalização, segurança, impacto ambiental e inovações tecnológicas. Também estão previstas audiências públicas para garantir a participação da sociedade. Além de Salvete, que vai presidir o colegiado, fazem parte da comissão os vereadores Permínio Monteiro, Vini Oliveira, Carmo Luiz e Dr. Ianco. E hoje nós temos reunião ordinária na Câmara de Campinas a partir das 6 da tarde, a 57ª reunião ordinária. Dois projetos estão em destaque, o que altera a lei 6849 de 1991, que criou o Conselho Municipal de Política sobre Drogas, o Comad e a criação da semana de conscientização sobre o climatério. São dois projetos, mais projetos serão analisados e votados também, mas a gente destaque esses dois. eh, de autoria do vereador Luiz Rossini, o que altera o mandato dos conselheiros do Comad para 2 anos, com possibilidade de recondução. Eh, de acordo com Rossine, eh essa medida ela foi sugerida pelo próprio conselho e segue práticas comuns em colegiados municipais de direitos, permitindo que integrantes dedicados sigam colaborando na formulação de políticas públicas. Já a proposta do vereador eh Aíton da Farmácia, que institui a semana de conscientização sobre o climatério, prevê campanhas educativas, ações de saúde e parcerias com instituições do terceiro setor. Essa iniciativa busca humanizar o atendimento às mulheres, reduzir diagnósticos equivocados e romper tabus ligados à menstruação e ao corpo feminino. A proposta recebeu o apoio da organização Mulheres de Fases, presididas por presidida, aliás, por Luciana Teixeira, que atua em Campinas desde 2023. Muito bem, a reunião será realizada hoje no plenário da Câmara. Você é convidado especial para participar ao vivo no plenário, Roberto, Avenida Engenheiro Roberto Mande, número 66, no bairro Ponte Preta. Nós também vamos transmitir pela TV Câmara Campinas, pelo canal do YouTube da Emissora e você é convidado especial para participar presencialmente e online também. Vamos com a previsão do tempo, gente. Olha, previsão do tempo para hoje é parcialmente nublado. A gente pode ter aí pancadas de chuva a partir da tarde. Eh, ou também pode ser que aconteça temporais isolados, tá? Embora não esperamos aí temporais tão intensos quanto o de segunda-feira e nem acumulados tão elevados de chuva, tá bom? As temperaturas hoje e mínima foi de 15, máxima de 27. Então aproveite o seu dia e tenha um excelente dia, né? E agora sim a gente vai ao nosso tema central. Vamos falar de impor limites. Quantas vezes você já pensou: "Ah, só mais um pouquinho, só mais uma vez, não custa nada ceder". Eh, muitas vezes, gente, esse pequeno excesso, ele vira um grande problema. Impor limites não é ser duro ou agressivo, mas sim se respeitar e mostrar ao outro até onde ele pode ir. Pesquisas da American Psicological Associator eh apontam que pessoas que não conseguem estabelecer limites claros tem 60% mais chances de desenvolver estresse crônico e sintomas de ansiedade. Tá vendo só? Bom, para nos ajudar a entender melhor esse tema, vamos dar as boas-vindas às nossas convidadas. Eu recebo aqui no estúdio a psicóloga a Mariles Oliveira. Seja muito bem-vinda, Mariles. Muito bom dia para você. Bom dia, Rúbia. Muito obrigada pelo convite. Muito bom estar aqui com vocês. Maravilha. O prazer é todo nosso te receber aqui. Tenho certeza que a gente tem muito para entregar. E também com a gente está a psicóloga Catarine Loures, especialista em terapia cognitivo comportamental. trabalha justamente com a forma de que como os nossos pensamentos influenciam as nossas atitudes, né, Catarine? Seja bem-vinda. Bom dia. Obrigada, Rúbia. Muito obrigada. Um prazer estar aqui com vocês. Bom dia. Olá, maravilhosas. E você aí de casa já mandou sua mensagem pra gente? Que que você acha de impor limites? Consegue? Não consegue? É difícil? Não é difícil? Já tentou? Pois é, gente. Comunicação assertiva é apontada por psicólogos como como o melhor caminho. Ela combina respeito com clareza, sem precisar levantar a voz. Hum, como faz essa comunicação assertiva, hein? A Maril, muitas vezes a gente pensa, acreditamos que impor limites é ser agressivo, né? E aí a gente acaba deixando, deixando, deixando só mais um pouquinho, amanhã muda, tal. Mas na sua visão, qual que é a diferença entre limite saudável e agressividade? Impor limites faz parte da vida? Sim, impor limites faz parte da vida, é necessário. Eh, como você mesma mencionou, gera muita ansiedade paraa pessoa que não consegue impor, mas em geral isso acontece muito. As pessoas têm muita dificuldade, Rubim, colocar limites por conta de medo de rejeição, abandono, né? Então a pessoa vai na vida virando um agradador de pessoas. Então ela fica dizendo sim, fica dizendo sim, sim, porque no fim do dia o grande receio dela é que ao dizer não, o outro vai embora, o outro vai fazer uma crítica, um julgamento com relação a a ela, né? Então ela não quer perder muitas vezes aquela imagem que ela criou dela mesmo para o outro. Eh, então na vida em geral é muito difícil a gente colocar esses limites, porque às vezes até na infância a gente aprende associar limite, como você bem bem disse, né, com às vezes eh os pais brigando, os pais eh ficando muito bravos, ficando muito irritados. Então, até o próprio nome limite é uma coisa que, em geral cria eh tem um estigma aí com relação ao nome, né? Então, por exemplo, vamos dar um exemplo aqui de uma pessoa que perde dinheiro e aí você tá acostumada a sempre emprestar porque você fica com receio, você fica com medo, eh, você sente que às vezes é egoísmo seu não emprestar, né? Então, como um exemplo de como a gente poderia colocar limites numa situação como essa de uma forma saudável e tranquila. Olha, eu não tenho a política de emprestar dinheiro em casa. Nós não temos a política. Porque em geral o que que a pessoa faz? ela começa eh a se explicar muito. Ah, esse não tenho, tá chegando no final do mês, eu não tenho dinheiro, eu tô um pouco apertada agora. E aí até às vezes nessa devolutiva, ela vai abrindo várias brechas pro outro insistir: "Ah, mas tudo bem, então pode ser no final do mês, pode ser no começo do mês que vem". Então é muito comum a gente ver também a pessoa começar a se explicar muito e nessa grande explicação ela gera várias brechas e ela acaba cedendo porque a comunicação dela não foi objetiva. Uhum. Não foi assertiva. Muito bom. Um agradador de pessoas. Pegou a chave? É. Pega essa chavinha para você, né? Um agradador de pessoas. Você tem sido isso. Tá agradando todo mundo. E você como fica, né, nessa situação? Vamos lá, Caterine. Catarine, perdão. Na terapia cognitivo comportamental, eh, quais crenças mais comuns fazem com que as pessoas tenham dificuldade de impor limites, né? A Mariles falou da questão da infância, eh, na TCC, a gente, vocês trabalham mais assim essa questão, né, lá atrás, vamos lá, vamos buscar lá atrás o que aconteceu e isso reflete no adulto que sou hoje. Sim e não. Uhum. Hum. É, é muito do que complementando o que a Mariles falou. Sim. Eh, nós temos crenças centrais e dentro das nossas crenças nós acabamos tentando fazer e tentando agradar as pessoas. Então, tem sempre um ser com um. Então, então, se eu não conseguir dizer não, se eu disser sim, na verdade, então as pessoas vão gostar de mim. Então, nós temos muito uma crença central. Nós temos muito essa crença nuclear de nós precisamos agradar as pessoas, não sabemos desagradar. Não necessariamente eu vou voltar nesse passado, mas eu vou entender esse pensamento, o que eu tenho de construção na minha vida que foi formado lá atrás, que eu vou começar a trabalhar e reestruturar. Isso é uma disfunção, a gente fala dentro da nossa cultura. Perfeito. Algumas pessoas elas sentem dificuldade de impor limites por medo de rejeição ou julgamento social, né, Mariles? Você disse. E quando a gente fala em limites, a gente percebe também que às vezes eh você disse das pessoas elas eh falarem demais, explicarem, se explicarem demais, né? Porque você não sabe o que fazer, você começa a se explicar. Mas tem pessoas que ficam em silêncio também diante das situações que incomodam. Isso pode parecer eh tolerância, né? Mas na prática gera um sofrimento, é uma passividade disfarçada, né, que leva tantas pessoas a aceitar as situações desconfortáveis sem uma reação, né? Ah, qual que é a sua avaliação sobre o silêncio diante da imposição do limite, né? Se você tá ali numa situação que te chegou no seu limite, você precisa parar com aquilo, você precisa expor, você precisa falar para que algo mude, mas aí você para e silencia. Qual é a sua avaliação sobre esse silêncio? A questão do silêncio, ela pode vir também por uma falta de repertório de como eu manejo aquela situação, né? Então, como eu nunca às vezes fiz o enfrentamento, né? Não sei como dizer, não sei como lidar com essa situação. Entend? Então, quando eu me deparo, por exemplo, com essa situação, uma situação, por exemplo, de pedir dinheiro aqui que eu mencionei, né? a gente pode usar a mesma. Eh, às vezes o silêncio é eu não respondo, mas ao mesmo tempo eu vou eh quase que autorizando ao outro continuar pedindo, porque aí eu acabo dando, não falo. Eh, então às vezes o silêncio é uma falta de reação. Fico meio Uhum. É, paralisado mesmo diante da situação, né? Então é muito do não ter o repertório para manejar e para lidar. E às vezes a pessoa acaba engolindo aquilo, né? que ela acaba guardando para ela, ela acaba às vezes não conversando com outras pessoas, às vezes para ouvir outros pontos de vista. Será que isso faz sentido? Olha, isso tem acontecido. Então, o silêncio às vezes é uma paralisação mesmo, um mecanismo ali que a pessoa tem de defesa, ela paralisa e não sabe reagir. E o que acontece, eh, Catarine, na nossa reação silenciosa mediante a necessidade de impor limite, eh, como que a pessoa que está do outro lado recebe esse nosso silêncio? Eh, aí a gente volta um pouquinho novamente à interpretação, né? Uhum. Porque muitas vezes essa paralisação, igual a Maril falou, não necessariamente é eu não eh é uma não saber o que fazer. Uhum. Mas não necessariamente elas não está pensando porque ela paralisou, mas na cabeça dela pode estar passando um turbilhão de de situações. Então essa não reação pode ser uma interpretação do outro. Por exemplo, vou pegar a Mariles aqui de de exemplo. Ela me fala que vamos pegar essa situação do dinheiro. Ela vem e ela me fala que ela precisa do dinheiro e eu não tenho uma reação. Dependendo do da minha expressão facial, da forma como eu exponho para ela, mesmo não sendo verbal, eu acabo passando já uma mensagem. Então ela vai ter uma reação diante dessa minha não eh expressão verbal. Uhum. Pode ser diversas interpretações. Às vezes eu posso fazer uma cara de assustada, às vezes eu posso fazer uma cara de brava. E essa interpretação já gera, querendo ou não, um limite positivo ou não. Positivo. Uhum. O silêncio, ele qual que é assim o grau aí da assertividade do silêncio quando a gente está numa situação de que precisa de imposição do limite, ele é assertivo ou não? O silêncio acho que depende muito da situação, né? Eh, dependendo eh uma situação que a pessoa quer compra, quer uma briga, né? Ela vai, ela vai estimulando, ela quer eh uma situação de eh tentar estimular uma coisa que não faz sentido para você. Ah, então uma discussão, então a pessoa fica te questionando, querendo brigar, mandando várias mensagens ali, por exemplo, uma situação do WhatsApp, às vezes o silêncio é não quero, né? Não vou avançar aqui nesse sentido, né? Então esse nesse nesse sentido isso comunica algo, né? Não vou entrar nesse lugar que você tá, a gente pode conversar disso eh em um outro momento, mas o bom é quando a pessoa desenvolve o repertório de dizer aquilo que ela tá sentindo. Uhum. O silêncio nem sempre ajuda em algumas situações, né? Ela é importante que ela saiba, desenvolva eh esse lugar onde ela consegue verbalizar aquilo, a necessidade dela, o que ela precisa. Olha, agora não quero conversar, agora não é o momento. A gente pode conversar em outra situação, mas agora para mim não dá. Nossa, Catarina, esse o desenvolver essa verbalização é um pouco é um pouco eh desafiador, não é? Porque quando a gente tá falando de limite, você vai precisar ã externalizar, falar pro outro que chega, que que você ali parou. E às vezes é difícil, é, eu não gosto da palavra difícil, mas é desafiador a gente ã colocar para fora e falar pra pessoa que não é mais assim, que acabou, que fim, que aqui foi o limite, né? Como é que a gente aprende fazer isso? Aprendendo a se comunicar de uma forma assertiva. Aham. Existem três formas de comunicação, a comunicação passiva, a agressiva e a assertiva. tem a quarta, mas eu vou me focar nessas três. E aí qualquer coisa a gente entra um pouquinho nessa. A passiva é o que a gente tava falando sobre talvez a pessoa que não consiga se posicionar, é a pessoa que não consegue dizer não. Então ela acaba sendo muito calma, muito tranquila, não consegue impor os limites que muitas vezes a gente precisa para ter relações saudáveis, porque até onde vale amar pessoas e se diminuir em função disso. Uhum. Aí vem a pessoa muitas vezes agressiva, éonde só se fala não ou só se impõe o a opinião dessa pessoa. Então eu diminuo, por exemplo, a Marilha opinião é a única que vale. Então esse tipo de comunicação também acaba machucando muito a si mesmo e ao outro, porque isso traz prejuízo paraas duas das relações. E é onde vem a assertividade da gente não se calar ou se calar no momento certo. Porque existem situações quando você está diante de uma pessoa agressiva, por exemplo, que você precisa se fechar, porque se você continuar aquele diálogo que já se tornou uma briga, uma discussão, não vai prosperar, não vai ser frutífero. Então, quando você consegue se posicionar, quando você consegue falar, não, a Mariles, né, vou usar a Mariles muito de exemplo, já que a gente tá aqui ou até a Rúbia. Sim. Você percebe que se você continuar se expressando dessa forma, expondo desse jeito, você vai acabar se machucando, oferindo outro. Você percebe que você continuar tendo esse tipo de atitude, você tá se machucando ou você tá me machucando ou numa situação de trabalho, por exemplo, né? Nós nos sobrecarregamos muito, muito, muito com o trabalho porque não conseguimos dizer não, porque temos medo de chefe Ruben, eu não vou conseguir entregar esse projeto hoje, mas eu consigo te entregar amanhã. Uhum. Porque eu estou finalizando x outro projeto agora e eu não vou conseguir fazer isso. Então isso é saudável, isso é conseguir ser assertivo, você falar o seu limite. Uhum. Hum. Ótimo. Outro ponto importante é que tem também uma linha tênue, né, entre ser generoso e ser permissivo. Às vezes a gente acha que a gente tá ajudando, mas no fundo a gente acaba nos desgastando. Como é que a gente diferencia isso, a Mariles? Eh, um comportamento de generosidade verdadeira e um comportamento permissivo que acaba desgastando a gente e na hora de impor o limite. Uhum. É, quando a gente é generoso, é algo que a gente faz do nosso coração, né? Então, a gente sempre vai sentir muito isso. Então, eu tô fazendo do coração, não tem uma cobrança com relação à aquilo. Eu estou fazendo porque eu estou com vontade de fazer. Então, eu tô fazendo do meu coração, né? Quando eh esse lugar vai para esse lugar da permissividade, em geral, é uma coisa que eu tô fazendo, mas tá me atravessando. Eu tô fazendo, mas porque já virou uma uma dependência desse outro precisar de mim. Eu tô fazendo porque às vezes eu me sinto culpado por não fazer, né? Então eu vou me tornando permissivo nessa nessa dinâmica, por exemplo, de novo do emprestar dinheiro. Eu empresto, porque às vezes eu começo a sentir culpa se eu não empresto, aquele outro faz com que eu sinta a culpa e aí eu vou cedendo a esse funcionamento. Eh, também porque eh aquele outro que ficou dependente às vezes de mim, de receber esse dinheiro ou de receber esse sim, né? Ou esse chefe, como a própria Catarine disse, né? eh, que fica que tá acostumado que eu trabalhe até sábado, trabalhe sempre, faça horas extras, vai esticando sempre a corda, às vezes nem cobro a hora extra, fico lá várias horas. Então, assim, eu fico até com receio de se eu dizer não, o que que será que essa pessoa vai pensar se até aqui eu estiquei essa corda, né? Então, de novo, essa permissividade é quando você faz, mas você também se sente mal ao fazer. Aquilo não está mais OK para você. Isso te gera uma ansiedade, te gera uma angústia. Eh, na empresa, né, a gente fala muito que no mundo corporativo, no trabalho, quem desenvolve burnout são pessoas que têm dificuldade de falar não, de colocar os limites. Eu nunca vi uma pessoa que consiga falar não, consiga colocar os limites no campo profissional, desenvolver burnout. Então acho que o próprio burnout, ele tá muito relacionado essa dificuldade de impor os limites, logo você e sendo muito permissivo e isso tá te causando, tá te afetando, tá afetando seu campo emocional. Às vezes a pessoa nem dorme à noite, né, porque ela ela fica eh com altos níveis aí de estress, cortisol, enfim. Eh, então tem um impacto. Acho que então de novo, em resumo, sempre quando eu sou generoso, eu tô fazendo do coração e se só me gera sentimentos bons. A medida que muda esse teor é porque em geral tô sendo permissivo. É uma pergunta, né? Por exemplo, até para concluir um pouquinho, somar Mariles, é, estou fazendo porque é algo que eu gosto por você, porque é algo genuíno ou estou fazendo porque eu estou com medo de dizer não? Não. Nossa, gente, que pergunta, hein? Vamos falar a verdade. E dentro da família, dentro da família, esse desafio ele se intensifica porque a gente precisa educar. E educar envolve ensinar o que é permitido, o que não é, mas sem recorrer aí ao autoritarismo, né? no ambiente familiar, especialmente na educação dos filhos, né, com os pais, eh, é bem delicado. Como é que os pais, eh, Catarine, podem ensinar limites para os filhos sem cair no autoritarismo, sem ser autoritário, né? precisa, é preciso ensinar o que é limite e executar isso com destreza e com assertividade. Então, o que que você traz aí na questão da educação no ambiente familiar? Eu digo que é algo que nós estamos aprendendo muito agora. Uhum. Porque antigamente a gente percebe muito que as famílias elas ou eram muito permissivas, na verdade volta, as famílias eram muito rígidas, muito autoritárias, como você mesma disse, Rúbia. Então, não se tinha uma opinião. A opinião era sempre a hierárquica entre pai, principalmente pai, depois mãe, depois as crianças. A gente foi ocupando, está ocupando um lugar de igual de gênero. Tanto o pai quanto a mãe, eles têm o mesmo, eu digo, papel parental, né? A gente tá construindo muito isso, só que dessa autoridade a gente vê que aos longos dos anos a gente passou a ser muito permissivo em deixar com que as crianças sejam livres porque não ter regras, não ter limites. Entre aspas, a gente não sabia isso naquela época, as pessoas foram construindo isso ao longo do tempo. seria positivo, só que na verdade é justamente estar nesse meio, que é o que a gente chama hoje de uma parentalidade mais democrática entre acolher o sentimento das crianças e sim impor essas regras, impor esses limites, igual o exemplo que a Maris veio trazendo do dinheiro. Meu filho chega para mim e fala assim: "É, mãe, eu preciso de dinheiro para comprar um lanche da escola e todos os dias essa criança vem me pedir, sendo que ela já tem o lanchinho em casa." É, eu falar: "Filha, eu entendo que por que que você tá me pedindo esse dinheiro?" Eu entendo que você está me pedindo esse dinheiro porque o seu amigo todos os dias compra lanche na escola, só que a mamãe compra lanche em casa para você. Então, vamos fazer um combinado. Eu vou te dar o dinheiro toda sexta-feira, mas nos outros dias você vai compr comer o lanchinho que você escolher no mercado. E aí você acaba criando uma um acolhimento e uma regra, porque você não vai dizer não, você não vai ter esse dinheiro porque não é porque seu amigo tem que você vai ter também. Não, você vai conseguir impor quê, tá? Eu sei que você está com vontade porque seu amiguinho tem, só que eu não tenho condição de todos os dias se dar esse dinheiro. Então a gente vai comprar o que você gostaria de uma forma saudável também, né, no mercado e uma vez por semana você vai ter esse dinheiro para você comprar na escola o lanche que você quer. Então, é você conseguir construir esse diálogo desde pequeno, porque a gente também evita lá na frente, igual situação do trabalho, essa falta de comunicação, esse falta de diálogo, ou você se tornar muito passivo ou você se tornar muito agressivo diante das mesmas situações. Nossa, gente, que abertura de visão, hein? Nossa, que maravilhoso. Você quer e pontuar, completar, por favor? É, e nisso que a Catarine falou, eu acho que à medida que você a gente vai construindo esse diálogo, esse acolhimento, eh, com a criança, a gente vai dando para ela também os caminhos, a gente vai mostrando como a gente tá conduzindo e porque a gente tá conduzindo, não só, né, quando tem esse autoritarismo de é assim e pronto, a criança não consegue fazer uma estrutura. Então, quando a gente tá fazendo eh isso que ela menciona, a gente também tá ensinando sobre habilidade social, sobre inteligência emocional. Então, a gente tá passando para ela a construção desse caminho, desse pensamento. Então, ela vai conseguindo entender as coisas eh de uma forma mais saudável. Nossa, gente, que coisa, né? E aí, em casa, como está, como estão os limites, né? Então, manda pra gente a sua mensagem, daqui a pouquinho a gente começa a conversar com você que tá aí do outro lado. Aliás, já estamos conversando, né? Mas já já a gente vai ler aí a sua mensagem, a sua dúvida, de repente até a sua experiência referente a limite nessa nossa vida, né? Vamos lá, então. Olha só, Mariles, no trabalho que você pontuou, né? É uma situação também delicada porque às vezes a pessoa assume mais do que pode porque tem medo de perder espaço ou oportunidades, né? Como impor limites profissionais sem prejudicar a nossa carreira? A gente precisa verbalizar. Uhum. É isso. Como que a gente deve fazer isso? Como verbalizar assertivamente? Eh, eh, e qual que é a gente precisa verbalizar, mas para alguém que esteja eh pronto e preparado para ouvir o que estamos verbalizando também, né? Então, tem aí os dois lados da moeda nessa questão quando a gente fala do trabalho pra gente impor limites profissionais, mas sem prejudicar a carreira e sim visando a o nosso bem-estar e a nossa saúde mental. Sim. Então, vamos pensar de uma pessoa que tá com muitas demandas de trabalho, com muitos projetos, com prazos curtos, né? Eh, e ela já percebeu que ela não vai conseguir entregar tudo naquele prazo, porque realmente o volume é muito alto. Então, nesse sentido, o ideal é que ela converse, nesse caso, seria com o superior imediato, por exemplo, porque a pessoa tomadora de decisão ali, né? Pode ser que em outros contextos sejam outras figuras, né? par eh, uma outra pessoa que esteja ali na cadeira do chefe enquanto o líder tá, por exemplo, de férias, mas ela chegar e propor também alternativas, né? Então isso também facilita essa construção. Então, olha, a gente tá com todas essas demandas aqui, eu não vou conseguir, a gente não vai conseguir cumprir o prazo eh dessas demandas aqui. Então, antecipadamente, eu queria alinhar com você. Eh, tem alguma coisa que a gente consegue esticar um pouquinho mais, que a gente pode deixar um pouco eh mais para frente? Então, acho que não só colocar, não vou conseguir entregar, mas propor alternativas e saídas. Olha, esse projeto aqui, pela minha análise, eh, não tem tanto impacto se a gente renegociar o prazo com a outra área. Então, a gente pode fazer dessa forma, então também propor soluções, porque aí você também convida o seu líder a participar dessa construção, né? Então não é só uma forma de não vou fazer e pronto, não dou conta, porque às vezes a pessoa vai deixando, ela mesma vai chegando no limite dela porque ela tá exausta, ela tá cansada, é muita tarefa, ela vai ficando estressada. Então quando a pessoa deixa para falar, quando de fato ela também tá no limite, isso às vezes gera ruptura, né? Então o ponto aqui é eu tentar falar, tentar fazer esse entendimento antes de eu chegar no meu limite, né? Então, propondo soluções alternativas e vamos pensar junto que que você que que você acha, né? A pessoa pergunta pro líder: "Eh, podemos fazer dessa forma?" Então, nesse sentido, vai construindo algo um pouco mais natural. É, porque chegar no limite não é legal, né? É interessante a gente pensar que quando a gente coloca limite nos outros, de certa forma também, a gente coloca eh limite em nós mesmos, né? Existe uma diferença entre impor limites a si e impor limite aos outros. Eu gostaria que você explicasse pra gente um pouquinho sobre isso e qual que é aí o peso da gente chegar ao nosso limite. A gente não precisa viver no limite, né? Não, não, né? A gente precisa viver tranquilo, em paz, saudável. Não é saudável chegar no limite, né? Não. Hum. Não é porque quando a pessoa chega, ela já tá num nível de estress, às vezes num nível de ansiedade que às vezes até já cronificou, né? Humum. Então, eu acho que quando a gente fala de nós mesmos, às vezes a gente fazer uma avaliação de até onde eu consigo ir nas coisas, né? O que que eu flexibilizo, o que que não, o que que é razoável para mim e o que que não é razoável para mim. Então, eu acho que o autoconhecimento é algo que nos ajuda muito nesse lugar, né? Até aqui, então, no relacionamento, eu consigo ir até aqui, com a família eu consigo ir até aqui. Isso aqui para mim é aceitável. Isso aqui para mim não é aceitável. Então eu acho que quando a gente consegue olhar um pouquinho pra gente e entender até onde a gente consegue ir e onde a gente precisa começar a dar contorno ao outro e sinalizar, olha, a partir daqui começa a ficar eh desgastante para mim, começa a demandar muito de mim, a gente consegue também com mais firmeza e colocando os limites, porque é isso, como você disse, né? Como a gente muitas vezes não sabe qual é o nosso limite, a gente fica um pouco perdido, a gente fica um pouco sem essa bússola interna, né? Então, acho que fazer o movimento da gente olhar pra gente mesmo e da gente tentar entender até onde a gente consegue ir com as coisas, até onde funciona ou não. E às vezes a gente consegue fazer isso olhando pro nosso próprio passado, pras próprias situações que deram errado. Onde na minha vida eu ultrapassei o meu limite e não foi legal? Por que que eu ultrapassei meu limite ali? O que que tava acontecendo, né? Então, a partir desse aprendizado, daquele estress que me gerou, daquela ansiedade que aquilo me gerou, o que que eu preciso fazer diferente a partir daqui? Porque cada sim que eu digo pro outro, querendo dizer um não, é um não que eu digo para mim. Uau, que forte, que forte isso. Verdade, hein, Catarine. É fortíssimo. E a questão de de viver no limite é viver a sobrevivência, né? Você tá sobrevivendo ali, você não tá vivendo, gente. E aí também tem a questão da culpa, né? Porque às vezes a gente a gente evita dizer não porque a gente teme de decepcional ou magoar alguém. E aí a gente precisa impor limite, lidar com a culpa e ser assertivo na fala. E aí, como faz? É, é desafiador. Ensina a gente porque é desafiador. Agora, esse negócio de viver no limite, gente, a gente precisa aprender mesmo a chegar no momento que e dizer: "Não vou passar daqui porque senão eu vou explodir". Né? Exatamente. E como que a gente entende isso? Eu digo que a gente tem que criar separações. Então, vamos dizer assim, a culpa existem duas dois tipos de culpa. A culpa que é a culpa criada social, que é a culpa para agradar os outros e a culpa real, que é a culpa. Eu fiz algo de mal a alguém, a Mariles e a Rúbia. E eu me sinto culpada porque eu menti, porque eu fui injusta. Então isso é uma culpa minha, é um sentimento individual meu e não um sentimento com relação aos outros. E aí linca muito com o que a Mariles falou, porque antes da gente pensar no em dizer sim, nós temos que olhar para nós primeiro, né? Então, o que um erro muito da sociedade em si é que nós externalizamos muitas vezes os nossos sentimentos de uma forma muito negativa, porque não aprendemos a externalizar de uma forma positiva, ao invés de enxergar e trazer essas autorreflexões para si mesma. E aí é onde a gente entra com o autoconhecimento. Eh, por eu estou tendo esse tipo de atitude, até onde é o limite disso para mim? Qual é o limite que eu quero impor, seja no trabalho, seja com meus filhos, seja na minha vida. O que é bom e é satisfatório para mim como pessoa, como indivíduo. A partir dessas reflexões, desses trabalhos, a gente vai conseguindo enxergar pensamentos que a gente chama na TCC como disfuncionais, que são as crenças que não são reais e que nós muitas vezes criamos. Eh, nós conseguimos desconstruir e ressignificar isso para ter uma vida mais leve. Por mais que eu tenha uma demanda gigantesca no trabalho, é o que está no meu controle e o que não está no meu controle. Eu tenho um problema, eu vou só chegar pro meu chefe, vou falar assim: "Chefe, eu não aguento mais. Tome a carta de demissão, acabou". Não, eu vou falar: "Chefe, eu não aguento porque eu tô fazendo isso, isso e isso." Não pensei numa solução. Você me ajuda? Ou pensei nesse tipo de solução A, B, C. Qual você acha que é o melhor caminho? a gente volta de novo para um diálogo e uma comunicação assertiva. Então é sempre voltar para si paraa gente depois externalizar pro meio. Gente, elas falando aqui, eu assim, ó. Ah, ó. Fecha a boca, com a boca aberta. Eh, eh, o ser humano é magnífico, né? A gente entender como funciona a nossa mente, ã, entender os nossos sentimentos. Isso é maravilhoso, gente. Agora quando tô falando de sentimento, vamos falar de limite. Você já pensa logo o quê? Relação amorosa, né? É, esse assunto ganha ainda mais sensibilidade quando a gente fala de limite. O excesso de tolerância pode parecer amor, mas muitas vezes abre espaço para abusos, né? Então vamos lá. A Maril em relacionamentos amorosos, quando o excesso de tolerância pode se tornar em um ciclo de abuso? E qual que é a importância da gente colocar limite dentro da relação? É fundamental que a gente coloca esses limites. Eh, e as relações elas vão sendo construídas, né? Então, a gente fala que o relacionamento é ajuste constante. E, em geral, toda vez eh que a gente se atravessa, né, ou que a gente é permissivo, o nosso corpo dá sinais, né? Então, se eu tô sendo excessivamente tolerante ou se eu tô sendo permissiva com algum comportamento que eu sinto que não tá me fazendo bem, que não tá me agradando, que tá me gerando angústia, que tá me gerando ansiedade, isso é um sinalizador, né, importante e simbólico, né, porque o corpo ele sempre vai falar, né, ele sempre vai revelar aquilo que às vezes a gente fica questionando também dentro da nossa cabeça, né? Então, é importante que a gente eh consiga dizer ao outro, e por isso que é muito importante o autoconhecimento aqui, da gente saber o que que eu negocio, o que que eu não negocio nas relações. Então, quando eu tenho isso aqui é inegociável para mim, respeito é inegociável, por exemplo, né? Então, quando eu deparar com o desrespeito, eu vou dizer ao outro: "Olha, isso para mim eu não gosto, eu não aceito, eh eu vou pedir para você não me tratar assim", né? E aí você conseguir colocar os seus limites de uma forma ponderada, de uma forma calma. Então, eh, sempre, eu acho que quando a gente consegue dentro do campo adfetivo a gente colocar o limite, quando a gente tá calmo, é melhor do que quando às vezes a gente deixa para colocar o limite no momento de estress, no momento de caos, no momento da briga, porque o outro não vai ouvir. Eh, você tem poucas chances do outro capturar aquilo que você tá sentindo. Então também é muito importante que no campo afetivo a gente consiga comunicar esse limite falando para o outro como a gente se sente quando o outro age daquela forma. Então focar também como aquilo te afeta, né? Eh, porque em geral às vezes a gente vai muito para um caminho da crítica e do julgamento e aí a gente dá poucas chance pro outro também nos ouvir. A gente fica apontando. E quando a gente fica apontando nesse campo relacional, seja qual campo for, o outro vai num para um comportamento mais de reativo, de tentar se justificar, de tentar se explicar, eh, e ter uma rede de apoio. Acho que nesse caminho também, quando a pessoa sente que a coisa tá eh tomou uma proporção um pouco maior para ela conseguir ouvir outras pessoas, porque às vezes ela ela até sente, olha, talvez eu esteja aqui numa relação um pouco abusiva, mas também não sei, talvez não, talvez seja normal, talvez essa pessoa tá um pouco mais irritada por conta do trabalho, mas mês que vem ela também tá irritada, no outro mês também ela tem. Então, quando ela também não tá com uma estrutura emocional para dar conta de avaliar esse cenário, né, ela já tá mais fragilizada, é importante talvez que ela tenha uma rede de apoio para ela conseguir conversar, porque às vezes esse outro fora tem mais condições de sinalizar a ela, né? E aí às vezes com isso ela ganha uma força interna para conseguir verbalizar e colocar o limite, né? Olha, realmente isso daqui não tá bom. Eu não quero que você me trate assim. Eu não aceito isso. Isso para mim a gente não vai conseguir caminhar juntos. Isso não tá sendo benéfico. Não tá sendo benéfico pro nosso filho que tá vendo essa briga, esses conflitos. Então, se a gente quer discutir que ou se a gente tem algo para acertar, alguma aresta aqui pra gente acertar, vamos colocar o filho para dormir, vamos conversar fora, vamos conversar em outro momento. Então, mas a pessoa tem que dizer, mas eu acho que o autoconhecimento aqui, como a Catarine disse anteriormente, ele é fundamental, porque senão a gente não consegue entender o que que eu aceito, o que que eu não aceito, o que que é razoável, o que que não é, porque às vezes para mim o que é negociável dentro de uma relação não é para você. Exato. Sim, né? o que é talvez para Catarina e não é para mim, né? Então eu acho que a gente entendendo como a gente funciona, a gente tem muito mais condição de falar com mais propriedade e com mais segurança pro outro, com mais firmeza. Isso eu não vou aceitar. Uhum. Uau! Ai, vamos lá, Catarine, coloca aí a sua a sua avaliação de terapeuta cognitivo comportamental, né? Essa é a sua área. Eh, o que que a TCC traz pra gente referente aos limites em relações, né, relações amorosas mesmo, eh, de casais aí que estão desenvolvendo, né, a vida juntos. Mas, gente, é maravilhoso. Só que chega o momento que você precisa impor limite, porque se você não impor limite, você vai sofrer. Vai sofrer, não adianta, sabe? Ah, mas é legal. É legal, mas vai chegar um momento. Se você não impõe, vai chegar um momento que é vai extrapolar em algum momento, vai e aí você não vai saber como lidar, né? Então é bem delicado. Por isso que quando a gente trabalha muito o relacionamento eh amoroso no consultório, né, que é a demanda, uma das demandas que mais surgem também, eh trabalhando principalmente esse autoconhecimento, mas basicamente em quais são os seus limites em se desagradar para agradar o outro. Nossa. Quando eu penso que tá melhorando, como é que é? Repete pra gente olhando para essa câmera aqui e fala lá pro pessoal de casa. Eh, que a gente precisa na verdade pensar antes de entrar nesse relacionamento. Quando você está no relacionamento em porque eu irei me desagradar para agradar o outro. Então é muito quando estamos no relacionamento também é muito sobre você, como quem é você fora do relacionamento, quem vai ser você dentro desse relacionamento sem se anular. Claro que dentro de uma relação a gente nunca vai estar só as nossas próprias escolhas, quem nós somos. nós vamos ter que aprender a dividir e ceder o que é importante para mim, passar a ser importante pro outro dentro do limite dos dois, sem os dois estarem eh sufocando o outro. Porque muitas vezes a gente percebe que em algumas construções, quando elas não são saudáveis, quando elas não são assertivas e passam a ser relações até abusivas, essas relações eh você se diminui, você se não existe mais dentro desse relacionamento, justamente porque igual a Mariles falou, são muitos para você dizer muitos não para você. Então você acaba perdendo a sua autoconfiança a quem você é e deixa de existir dentro desse relacionamento. Então antes mesmo de entrar, você tem que já começar a mostrar quem eu verdadeiramente sou antes de você se anular para querer agradar o outro. Uau! Que que é isso, gente? Do céu! Por favor, complementando o que a Catarina tá falando, né? Mencionou, eh, tem um ponto aqui que é é isso, né? a pessoa vai se embotando quando ela vai silenciando muito, né? Ela vai eh se desconectando dela, se desconectando da essência dela, às vezes vai ficando mais melancólica, mais triste. E aí quando existe uma configuração de um relacionamento abusivo, isso vai ficando mais intenso, porque o outro vai se sentindo muito diminuído. Eu sempre tô inadequada, tudo que eu faço é ruim, tudo que eu falo é ruim. E às vezes o outro vai crescendo nessa dinâmica e aí vai ficando mais difícil pro outro sair, pra pessoa que tá enfraquecida, com a com a autoestima mais baixa, né, onde gera nossa dependência emocional. Exatamente. Vai ficando mais depressiva, né? Vai ficando já com humor um pouco eh mais baixo e aí ela vai tendo mais menos condição ainda de ser firme, porque ela acha começa a achar muitas vezes que o problema realmente é ela. Às vezes ela começa, quando ela tenta colocar o não, o outro fala: "Não, você que tá errada, né? não tem esse espaço de escuta, de compreensão, de diálogo, de construção, a outra pessoa vai realmente procurar, não, realmente eu que tô errada, ela vai começa a se culpar, ela começa a entrar nesse ciclo, eh, e aí vai ficando mais difícil de sair. Então, quanto antes a gente tem consciência de até onde a gente pode ir, eh, até onde aquilo é saudável e quando começa a ser disfuncional e a gente já começar colocar o limite ali, mais fácil é. Nossa, gente, muito bom, muito bom que quanto quanta troca, quanto ensinamento, né? Agora, se a gente for parar para analisar também existe o outro lado, né? Vamos lá. A gente tá falando de nós impormos limites. Agora, quando o limite é do outro e acaba nos incomodando, quando o limite é imposto, né? E aí, como é que a gente deve agir e respeitar sem entender que a gente tá perdendo o espaço? O limite é uma via de mão dupla. Então a gente tem que aprender a respeitar o limite do outro e acaba, isso acaba fortalecendo aí a nossa responsabilidade afetiva nas relações. Então a gente tá dizendo aqui, nós falamos sobre limite nas relações, mas nós, eu impor o limite. Agora, quando o outro impõe um limite para mim, como é que eu devo me comportar? Qual é a visão que eu devo ter? Como aceitar que eu estou sendo limitado? Eh, acho que é essa a pergunta, não? Sim. E é algo muito difícil, porque aquilo sobre o outro nós não temos uma está fora do nosso controle, sim, o que diz respeito a nós, mas eu vejo que o principal é a comunicação. Uhum. Conseguir ter uma comunicação assertiva, por exemplo, igual o que a Mariles falou, né, sobre uma pessoa que chega e ela impõe o que eu devo fazer. Uhum. Uhum. Se eu não estou bem comigo mesmo, eu não vou conseguir me posicionar nessa relação. Então, eu não vou conseguir também falar: "Olha, eu entendo o que você está me dizendo, mas isso não se não é coerente para mim". Vamos supor, eh, trazer uma relac às vezes em em casais. Eu, Catarine, tenho um trabalho em uma empresa e eu vou ter um um evento social com meus colegas, com meus chefes e eu não posso levar meu companheiro, meu namorado. E aí, eu vou ou eu não vou? Então, [Risadas] e aí? Aí a gente tem um ponto do outro. Eu acho que o que eu vejo, né, o que eu penso é a relação e esse evento, por exemplo, a minha relação com esse meu companheiro é uma relação saudável? Sim. Ele pode ficar com ciúmes e é um sentimento genuíno? Sim, claro que sim. Ciúmes não é um sentimento ruim. Tudo em exagero se torna ruim. Mas os ciúmes é algo positivo de que eu tenho um afeto, um sentimento de cuidado com a outra pessoa e vou querer protegê-la de tudo, né? Então, se eu tenho esse evento, qual é o tipo de evento? Ah, é um evento corporativo, onde eu vou fazer muito network, eu vou conseguir ter muitas trocas, eu vou crescer profissionalmente, porque eu vou ter um não desse meu parceiro. Então, meu parceiro, ah, não, mas eu não gosto por causa de tal colega seu que vai junto. Isso também acontece. A gente volta no diálogo. Companheiro, eu tenho esse colega, ele é meu colega de trabalho, você sabe que não tem nada. já teve outro eventos que nós participamos juntos, ele vai estar comigo lá, mas não tem por você ter ciúmes dele. Tudo bem, se eu for, eu vou estar com a Marías, vou estar com a Rúbia, nós vamos estar para trabalhar um ponto X, porque nós estamos com projeto e vamos vender isso para outra empresa. Você consegue entender o motivo de eu estar indo lá? Então você começa a ter essas trocas no seu relacionamento, por exemplo, para esse namorado, esse companheiro, entender os motivos desse de eu estar nesse evento. Uhum. Se ele entender e aceitar, ok. Se ele não entender, e aí você pode gerar um conflito deí o que é mais importante para mim, ter o meu crescimento profissional ou ter uma relação eh talvez até controladora, pensando nesse ponto. Uhum. Então, ou se fosse uma outra situação que pode envolver outros fatores, aí sim eu vou ter compaixão e aceitar os limites do meu companheiro ou não. Por exemplo, que a gente vê muito disso agora trazendo um outro contexto, é famílias, né? e essas comunicações entre ter um novo companheiro, conversar com a ex-mulher ou ex-marido e como a gente tentar ter esse respeito dentro dessas relações. Esse é outro desafio. É verdade, né? Vamos trazer isso então para a Mariles, essa questão da de famílias, né, reconstruídas. Então, eh, aí tem o casal, aí tem o ex-marido, tem a ex-mulher, tem o filho, né, da mulher, a filha do o filho dos filhos do homem ou então, enfim, dos casais, né? Ufa. É desafiador, não é? Quando tem essa essa nova construção, né? Então existe uma ruptura e falando principalmente aqui quando tem crianças nessas dinâmicas, eu acho que o que facilita e o que ajuda é a gente sempre olhar paraa criança. Uhum. Né? Porque se as pessoas, os adultos, eles são os responsáveis ali, então a gente espera que eles tenham um pouco mais de maturidade para lidar com a situação. Então eu acho que quando a gente volta pra criança, o que que é o melhor para essa criança, né? Então, por exemplo, uma situação onde a pessoa se separa, ela tem um filho ou tem dois filhos, ela vai para uma outra relação onde a outra pessoa também já tem um filho e aí ela vai morar na casa com essa pessoa, o filho fica às vezes com a outra mãe, eh, com a mãe, né? Eh, então como a gente vai compondo? Ah, tem um ciúme dessa nova mulher, às vezes com relação à mãe, quando precisa ir pro médico, a mãe que liga pedindo notícias quando o filho tá comigo no final de semana. Então acho que o um ponto que ajuda de fato muito aqui a gente pensar o que é melhor paraa criança, a gente tirar da gente mesmo, porque no fundo a prioridade ali é a criança, né, que tá em construção, que precisa viver num espaço de harmonia, de construção, de diálogo. Tem uma questão toda da saúde mental da criança também. Então, como a gente pode olha, eu preciso me comunicar com a minha ex-esposa porque meu filho tá doente. Isso é muito importante, né, para mim. Então, desde o início, eu acho que quando essas construções acontecem, é desde o início você deixar claro que aquilo é muito importante para você, que o seu filho é prioridade, que ele é muito importante, que a relação também é importante, né? essa nova construção é importante, mas que o seu filho depende de você, que ele depende do seu apoio, que ele depende da sua atenção, do seu suporte, que você vai tá disponível sempre que preciso, mas também conseguir eh lidar com sinto que tem um exagero do outro lado. Uhum. Né? Então, um excesso de contato quando não há necessidade e aí o o marido, o ex-marido ou a ex-mulher conseguir falar, fazer esse entendimento de realmente, ó, tá me mandando mensagem aqui fora de contexto, não tem necessidade, tá tudo bem com o meu filho. Eh, porque aí você também vai passando segurança pro outro lado, para essa nova construção, para essa nova relação. Mas é muito importante eh pensar na criança, porque às vezes o que eu vejo na clínica que às vezes é comum acontecer, as pessoas ficam tão animadas no início das relações, né? Elas querem entregar tanto no início das relações, a gente fala que fica muito dopaminérgico inclusive, né? Muita dopamina ali no início, né? De de uma coisa que você fica mais eufórico, de fazer dar certo, de fazer acontecer. Sim. Eh, que você acaba focando muito ali. Uhum. E aí você acaba negociando outras coisas. E aí depois com o passar do tempo você fala: "Não, isso aqui não é mais negociável. Você quer ajustar a roda, você quer trocar a roda com o carro andando e aí aquilo que você tava dizendo sim para aquela exesposa, você começa a dizer não". E aí começa a virar um desagrado, porque a pessoa também não entende porque você mudou o comportamento, né? Então acho que focar na criança aqui, na necessidade da criança, quando for necessidade, quando for importante, quando for prioridade, não tem muito como assim, eu vou, vou ter que fazer pronto. Exato, né? É o que eu percebo muito, até completando o que você falou, é as pessoas misturarem o que era o casal para o que é a necessidade do filho. Então, a partir do momento que o casal se separa e a gente tem as construções, os comportamentos, as crenças ali dentro do relacionamento e passa a ter que olhar ele separadamente, às vezes num novos relacionamentos, cuidando da mesma criança com educações até diferentes, se torna o grande desafio. É o que a Mariles vem falando de conseguir ter essa comunicação assertiva pensando no melhor da criança, tanto para as novas pessoas que vão entrar nesse relacionamento, quanto para esses pais que já existem nessa relação. Uau, quanta troca, gente. Olha, pega a visão, porque o programa de hoje, assim como todos os outros, sensacional, gente. Riquíssimo, muita informação ah de coisas que fazem parte, né, do nosso dia a dia. V uma palavra limite. A gente conseguiu ficar falando aqui sem parar 53 minutos, agora são 8:53. Passou tão rápido, né? Então é para você ver como a gente tem como são coisas gostosas de de de discutir, de conversar e como as nossas convidadas têm para entregar, né? E e e é legal porque a gente tá falando aqui e aí o comportamento do ser humano. E o comportamento do ser humano ele é a gente muda todos os dias, a gente aprende todos os dias. E que bom que nós temos eh eh profissionais, né, assim como a a as nossas convidadas aqui que estão presentes no nosso dia a dia e que nos ajudam a seguir a vida com mais leveza. E é por isso que a gente tá aqui mostrando, falando para você. A gente precisa desmistificar. Eu acho que hoje já tá bem bem assim, já caiu por terra nesse negócio de, ah, não vou na psicólogo, ah, não vou no psiquiatra, gente, isso é maravilhoso, é ensinamento, é ensinamento, é conhecimento. Isso é muito bom quando a gente pode trocar, né? Quando a gente troca conhecimentos e quando a gente repassa informação assertiva. Vamos lá. 8:54, a gente vai até 9:5. Então, temos aí ã 9 minutinhos. Dá para atender e responder os nossos, eu ia falar dos nossos pacientes. É, a gente tá Não deixa de ser, né? são os nossos telespectadores, pacientes, porque quem vai responder são as nossas convidadas, né? Vamos lá. 8:54 pode mandar, produção, manda ver pra gente aí. Quero saber quem tá conosco. A Patrícia Duarte da Vila Industrial. Quando digo não, sinto que minha imagem muda no trabalho ou na família. Como não me sentir culpada por proteger o meu espaço? Ô Patrícia, bom dia para você. Vamos lá, Maríles, responder a Patrícia. Então, eh, como não me sentir culpada? Muitas vezes pode ser que esse sentimento venha, né? Porque você tá aprendendo, né? Se é uma coisa que você começou a dizer recentemente, é uma coisa nova na sua vida, pode gerar algum sentimento de desconforto, né? Mas eu acho que é olhar e acolher um pouquinho esse sentimento. Eu fiz algo errado, né? Ou eu simplesmente tô eh dando um contorno aqui para uma situação que de fato tava me machucando, né? Então acho que acolhendo esse sentimento, mas culpada porque de fato eu fiz alguma coisa errada ou eu fiz aquilo que era necessário fazer, porque como a Catarine disse eh anteriormente, a culpa tá relacionada a um comportamento. Então eu fiz algo ruim? Não, não fiz. Então eu acho que começar eh com amorosidade, acolher eh e ressignificar essa culpa dentro de você, porque a gente vai ter que dizer, muitas vezes vai ser desconfortável, a verdade que é essa, né? né? Até que isso vire um um aprendizado mais automatizado na nossa vida, que a gente igual aprender a dirigir, que eu aprendo a fazer já sem ter que pensar, vai gerar alguns sentimentos desconfortáveis. Mas por que da culpa? Ela cabe aqui, né? Ou é um sentimento que eu tô? Ou porque o chefe fez uma cara de desagrado, né? Porque em geral quando a gente diz não, a gente gera frustração no outro. O outro fica frustrado porque é muito gostoso você lidar com pessoas que dizem sim o tempo todo, né? Então, até quando você começa a fazer essa mudança no relacionamento, na família, no trabalho, vai ter uma frustração do outro. E aí você entender que aquela frustração do outro é do outro e quem tem que lidar com a frustração do outro é o outro e não é você, né? Porque às vezes a gente quer dizer o não, quer que o outro faça uma cara ou seja receptivo a esse nome, muito às vezes não vai acontecer, né? Então, como que eu lido com a frustração do outro diante do meu não? E aí, na verdade, você não tem que lidar. Quem tem que lidar com a frustração do outro é o outro mesmo. Eita, muito, né? Então, pacificar seu coração nesse lugar. É verdade. Acalma o coraçãozinho aí, segue a vida, né? É por isso que é importante o autoconhecimento. E a gente tá se conhecendo todos os dias, viu? É isso mesmo. A gente muda sempre, então a gente precisa de autoconhecimento contínuo. Vamos lá. 8:57. Mais uma pergunta pra gente, produção, por favor. Quem é que tá conosco agora? Andreia Souza do Nova Europa. Oi, Andreia. Bom dia. Tenho dificuldade em aceitar quando alguém coloca limites comigo. Hum. Como respeitar o espaço do outro sem sentir que perdi espaço? Boa, Andreia. Vamos lá, Catarina. Vamos trabalhar a empatia, Andreia, e o respeito, né? Quando a gente pensa eh que est que foi aquilo que nós demos aqui, o outro até, deixa eu ver a pergunta de novo. Tenho dificuldade em aceitar quando quando alguém coloca limites comigo, como respeitar o espaço sem sentir que eu perdi espaço? E aí, continuando a fala do respeito e da empatia, esse limite você, tanto você quanto essa pessoa, vocês precisam analisar se ele está sendo saudável ou não, se está restringindo também as suas vezes liberdade perante a a sua ao seu livre arbítrio, seus seus direitos, por exemplo, ou também se você também não está querendo exagerar demais e querer que as coisas sejam exatamente do seu modo, do seu jeito. Por isso que a gente sempre tem, a única coisa que nós temos controle é sobre nós. E nós sempre temos que também pensar no outro e colocar o outro diante dessa relação para isso se tornar saudável para vocês. Então, se você está se sentindo podada de certa forma, no que o que isso precisaríamos até de mais informação, né, Maril? Precisaríamos de entender melhor esse contexto para Está sendo saudável. Sim. Então, será que essa pessoa não está pensando no melhor para mim ou não? Essa pessoa está me podando, me limitando a questões que antes eu tinha liberdade, permitir com que isso no início, às vezes dessa relação, seja de trabalho ou seja amorosa, eu fosse me diminuindo para eu conseguir me encaixar nesse espaço. E isso agora você também não está conseguindo sair desse desse posicionamento desse local. Então isso tem que ser analisado desde lá de trás até esse momento presente para você conseguir saber e identificar melhor se você pode estar perdendo esse espaço, se isso já foi construído lá atrás ou se essa pessoa tá pensando em te ajudar também e você não tá enxergando dessa forma. Nossa! Uau! Mais uma produção. Vamos lá, gente. Olha, é impressionante a a vai abrindo os caminhos, vai abrindo a visão, vai abrindo a nossa forma de pensar. Vocês não t noção do que vocês trazem pra gente, assim, eu acho que tem, eu digo, não tem porque assim, vocês estão, vocês vivem isso, né, no dia de vocês. E para nós, a gente quando escolhe um tema, né, a gente vai buscar e tal e a gente busca informação para poder repassar e geralmente é o que acontece no dia a dia das pessoas. E aí uma palavrinha tão simples que a gente pensa que é simples, entre aspas, limite, gente, que maravilha, quanto conteúdo, que entrega riquíssima, viu? Muito obrigada. Eu já vou agradecendo já, porque eu tô adorando isso aqui. Vai lá, coloca mais uma pra gente, produção, quero saber quem tá com a gente. O Leonardo Alves da Vila Marieta. Penso sempre que se eu disser não, vão achar que eu sou egoísta. Como trabalhar esse medo de julgamento social que me paralisa? Ô Leonardo, vamos lá, Mariles. Aqui a gente tem um ponto importante, até voltando pra questão da empatia, né? Hoje em dia a gente fala muito de empatia e muito pouco de autoempatia, né? Então a gente vai aprendendo também nessa construção social eh de que a gente tem que agradar, de que a gente tem que agradar o tempo todo, de que a gente tem que performar o tempo todo, eh que a gente tá o tempo todo sendo medido pela nossa performance no mundo que eu faço pelo outro, né? Eh, então aqui lendo a pergunta também de novo, né? Vou achar que sou egoísta. E muitas pessoas trazem isso no consultório. Ah, Mar, mas se eu falar não, não tô sendo egoísta, não tô tô pensando só em mim, né? Porque isso acho que vai vindo dessa nossa construção, às vezes desde a infância, né? Não, se você disser não, você não está sendo egoísta, né? Isso também é sobre amor próprio, também é sobre autoconhecimento, também é sobre ter essa inteligência emocional, essa habilidade de eu me escutar, eu entender. Então não, se você tá colocando o limite dentro de um contexto que você analisou, que é razoável, que o limite de fato cabe, né? Não, você não tá sendo egoísta. Eu vou te trazer um exemplo aqui de uma criança que acabou de ganhar um brinquedo e ela não quer emprestar o brinquedo porque ela acabou de ganhar. Ela não quer emprestar pro primo o brinquedo. Ela tá sendo egoísta o não querer emprestar, não é o brinquedo dela, o momento dela curtir o brinquedo, né? E às vezes sem querer um adulto ali, porque ele não quer sentir o desconforto, ele fala: "Não, filho, empresta um pouquinho o brinquedo pro primo, empresta um pouquinho". Então, às vezes, esses funcionamentos que às vezes a gente vivencia na criança, não, tudo bem prestar, né? que a gente não tem o próprio acolhimento do adulto, faz com que quando a gente chega na vida adulta, a gente se depare com essa situação de achar que a gente tá errado, né, por contas do que a gente escutou lá atrás. Mas não, se você analisou, se aquilo, aquele limite é necessário, eh, não colocar o limite faz com que você se sinta mal, não é egoismo, tá? Fique com seu coração tranquilo. Uau! Lembra lá do começo, né? Se eu disser não, eh, eu vou desagradar alguém. Não necessariamente é isso. A gente precisa desconstruir essa crença que foi construída ao longo de muitos anos. Uau! Ai! Ai! O programa tá maravilhoso, mas a gente precisa encerrar. Nossa, gente, que delícia o programa de hoje, assim como todos. Quanta entrega, que maravilhoso. Eu quero agradecer demais a presença de vocês duas aqui. Amarilles, gratidão pela pelo conheci por compartilhar o conhecimento com a gente, com os nossos telespectadores. Muito obrigada pela sua presença. Muito obrigada pelo convite por estar aqui com vocês hoje. Maravilhosa você, Catarine. Que legal. Muito, muito. E eh pesado demais, assim, pesado que eu digo no sentido bom, sabe? que vai pesar na hora que a gente parar para pensar e fala assim: "Ela falou isso, tá? Vamos colocar limite." Parabéns, obrigada pela sua participação. Muito obrigada. Obrigada, Mariles também por compartilhar comigo. Obrigada, Rúb pelo convite, pelo programa. Fico muito feliz de poder compartilhar um pouquinho disso com vocês. Gente, que coisa, viu? Carrega isso aí, vai pra vida. Impor limites é, antes de tudo, um gesto de respeito consigo mesmo. Quando a gente aprende a dizer sim para as nossas necessidades, o não para o outro se torna mais leve, né, mais claro e mais saudável. Lembre-se, a vida trata a gente da mesma forma que a gente se trata. Então, aprenda a impor limites. Amanhã Estúdio Câmara ao vivo, a partir das 8 da manhã nós vamos falar sobre manias, pertencimento ou proteção. Você já parou para pensar porque algumas manias fazem parte da nossa identidade e até nos trazem conforto, enquanto outras podem virar uma espécie de escudo contra as nossas inseguranças? Amanhã a gente vai entender como esses comportamentos podem ser inofensivos, sinais de quem somos. ou indícios de dificuldades emocionais que precisam de atenção. Então, amanhã a partir das 8 da manhã esperamos por você ao vivo aqui na TV Câmara Campinas. Não perca. Lembrando que hoje tem reunião ordinária às 6 da tarde, temos também Câmara Notícia ao meio-dia trazendo informações do legislativo. Temos a IRA que traz informação para você também, a nossa inteligência artificial e a programação da TV Câmara Campinas que está sempre muito impecável, preparada com todo o carinho de toda a nossa equipe do grupo Mais para você, tá bom? Beijo grande, fique bem e aprendem por limites. Até amanhã. Ciao ciao. [Música] [Música] [Música]
A seguir

Continue assistindo

Próximas horas na grade ao vivo
Programação completa →
Ao vivo
Plenário · 13h

Câmara Notícia — Edição da Tarde

13:00 - 14:00 · Ao vivo
28:32
Matérias · 14h

Matérias — Especial da Semana

14:00 - 14:30
58:12
Perfil · 15h

Perfil — Entrevista da semana

15:00 - 16:00 · T03:E18
45:08
Bairros · 17h

Meu Bairro na TV — Vila Padre Manoel

17:00 - 18:00 · T05:E12
Estreia 1:32:00
Especial · 19h

O Ano em Plenário — Ep 1: Mobilidade

19:00 - 20:30 · Estreia
Ao vivo
Plenário · 20h30

Sessão Ordinária da Câmara Municipal

20:30 - 23:00 · Ao vivo
Mesmo programa

Mais do ESTÚDIO CÂMARA

Edições anteriores do programa
Todas as edições →
1:03:23

Estúdio Câmara

1:06:59

Estúdio Câmara

1:07:37

Estúdio Câmara

56:39

Estúdio Câmara

1:04:35

Estúdio Câmara

1:08:02

Estúdio Câmara

1:04:24

Estúdio Câmara

1:04:33

Estúdio Câmara

55:29

Estúdio Câmara | Por que precisamos beber para socializar?

54:46

Estúdio Câmara | O medo do erro e a relação com fracassos e frustrações

54:23

Estúdio Câmara | Food noise: o ruído alimentar que invade a mente

1:03:46

Estúdio Câmara | A Geração Z e as dificuldades emocionais do mundo acelerado

59:55

Estúdio Câmara | Autoanulação: quando agradar os outros vira esgotamento emocional

1:01:04

Estúdio Câmara | Por que gritamos com quem amamos?

1:01:16

Estúdio Câmara | Whey e creatina para crianças: até onde vai a busca por performance?

56:39

Estúdio Câmara | Convivência com animais transforma a vida na terceira idade

1:02:39

Estúdio Câmara | Fadiga da decisão: o cansaço de escolher o tempo todo

1:00:26

Estúdio Câmara | Psicologia da ambição: quando o desejo vira prisão emocional

1:03:52

Estúdio Câmara | Veganismo antissocial? Verdade ou mito?

1:01:12

Estúdio Câmara | Dormindo com desconhecido: casais sem conexão emocional

Recomendados

Você pode gostar

Outros vídeos selecionados a partir do conteúdo que você acabou de ver
Mais recomendações →
16:38

Câmara Na Copa | Copa do Mundo FIFA 2026: Tudo Sobre a Maior Edição da História

4:22

Câmara Notícia | Parlamento Jovem 2026

8:59

Notícias da Metrópole

16:39

Notícias do Legislativo

2:43

Agora é Lei | Semana da Força Expedicionária

10:27

Agenda Cultural Campinas: Shows, Teatro, Cinema e Exposições para o Fim de Semana!

56:15

Câmara Notícia

9:55

Central I.A | Notícias de Campinas, Brasil e Mundo