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[Música] Olá, muito bom dia para você que está aí acompanhando a programação da TV Câmara Campinas. Seja bem-vindo, seja bem-vinda. Como é que você tá? Tudo bem por aqui? Tudo ótimo. Quinta-feira, 9 de outubro, estamos chegando com mais uma edição do nosso estúdio Câmara. E hoje nós vamos falar sobre uma situação que mexem com muitas famílias, né? Filhos adultos que não saem da casa dos pais. Vamos falar aí 40 mais, 30 mais, seria uma escolha, uma necessidade ou apenas um comodismo? Você conhece alguém nessa situação ou vive algo parecido aí na sua casa? A gente vai tentar entender o que está por trás desse fenômeno que os especialistas chamam de síndrome do ninho cheio, ou seja, um ninho que está cheio da geração canguru, mas tem vários lados dessa história. E é por isso que nós temos aqui convidadas especiais que já estão no estúdio e vão conversar com a gente. E você participa conosco através do nosso WhatsApp, está na sua tela, você vive aí nessa geração canguru, você é da geração canguru? Você mora com os pais? Você tem 40 mais e acha interessante você ficar na casa dos seus pais. E você, pai, e você mãe, você entende a a que é importante que seu filho ou sua filha de 40 mais esteja morando contigo? Ou então tem alguma outra situação que se faz necessária, né, esse necessário essa convivência? mande pra gente. Queremos ouvir eh e e entender e claro vamos ter explicações dos nossos convidados, das nossas convidadas que daqui a pouquinho a gente apresenta para você. Vamos com algumas informações. Campinas vive uma semana marcada por grandes novidades culturais e ambientais. O Parque Taquaral, gente, recebeu ontem a inauguração da Estátua Oficial Adivinha de De? Da Galinha Pintadinha. É um presente simbólico dos criadores da personagem em agradecimento à cidade onde a Popó nasceu na região do castelo. Colorida, interativa, a escultura promete se tornar o novo cartão postal e o espaço de lazer, memória e turismo. A programação especial de inauguração integra as celebrações do mês das crianças. No dia 12, o Parque Itaquaral vai sediar um evento com o balão de 28 m da Popó, oficinas, contação de histórias, né? E o espetáculo top 10 da Galinha Pintadinha. Então você é convidado todo especial, mais uma atração lá no Taquaral. E olha, gente, na mesma data, a cidade passou a contar com mais uma estação meteorológica automática instalada no Parque Valença, região, região do Campo Grande. O equipamento foi instalado ontem, é fruto de parceria entre a prefeitura, eh, a Fundag e o Instituto Agronômico de Campinas, com o apoio da SANASA, que eh vai monitorar a temperatura, a umidade, a chuva e a radiação solar em tempo real. Os dados podem ser acessados pelo portal do Siagro, tá? Na estação Campinas, Campo Grande. Essa iniciativa integra aí o projeto de monitoramento de multiriscos da região metropolitana de Campinas, que prevê 120 estações distribuída entre os municípios da nossa região metropolitana. Muito bem. Previsão do tempo para hoje, como é que fica, hein? Eu não sei você, mas saiu de casa estava chuviscando. E o CPAGRE, gente, prevê um tempo estável aqui na região metropolitana de Campinas, devido à passagem de uma frente fria. O sol deve aparecer entre nuvens, mas há riscos de pancadas de chuva a qualquer hora, especialmente à tarde, né, acompanhadas de rajadas de vento e descargas elétricas. Muito bem, vamos lá. Temperatura máxima prevista para hoje é de 26º, sensação sensação térmica amena e aumento da umidade do ar. Que beleza. Muito bom, gente. Vamos lá, vamos falar da geração canguru. Você já ouviu falar sobre esse termo aí que é usado para descrever adultos que continuam morando com os pais mesmo apó após atingir a independência financeira? Então, mas o que antes era visto como exceção vem se tornando aí um comportamento cada vez mais comum no Brasil. Vamos lá. A última pesquisa do IBGE sobre o tema mostra que em cada quatro brasileiros, entre 25 e 34 anos, ainda vive com os pais, tá? Entre 2000, em 2004, essa proporção era de um em cada cinco. E o fenômeno tende a crescer, especialmente em grandes centros urbanos, onde o custo de vida é mais alto e os salários, gente, não acompanham as despesas. Então, muito bem, vamos apresentar para você agora as nossas convidadas que vão falar da síndrome do ninho cheio e tentar eh fazer com que a gente entenda essa convivência, né? Vamos então apresentar para você. Deixa eu ver aqui quem é que está conosco. Eh, aqui no estúdio eu recebo a psicóloga. Ela vai falar com a gente sobre essa questão aí da geração canguru. Seja muito bem-vinda, Camila Vilares. Obrigada pela sua participação. Muito obrigada pelo convite. Estou muito feliz de estar aqui com vocês hoje. Espero poder contribuir esse assunto tão importante. Muito bom. E olha só, gente, pesquisando esse tema, nós encontramos um estudo da professora e pesquisadora eh da Unicamp, a Joyce Melo Vieira, e acredito, a gente conseguiu trazer ela pelo Zoom para conversar com a gente sobre essa geração canguru. Seja muito bem-vinda, Joice. Bom dia. Bom dia. Muito obrigada. Maravilha. Vamos lá, então, gente. Vamos falar dessa galera que já passou dos 35 anos. Vamos lá, 25. Tudo bem. 35 um 40 mais. Se casou, separou e volta a morar nas na casa dos pais. Até combinou, né? Os dados do IBGE apontam que essa convivência prolongada é mais comum entre homens. Olha só, cerca de 60% dos casos, tá? E predomina região Sudeste, onde o custo de vida é mais alto, é na nossa região. Mas o interessante é que em geral esses jovens também são mais escolarizados. Segundo o instituto, uma parcela significativa deles tinha ao menos o ensino superior incompleto, né? Uma taxa eh maior do que a observada entre o as pessoas que já viviam sozinhos. Ou seja, a gente tá diante de um novo tipo de dependência, não apenas financeira, mas que envolve aspectos emocionais e culturais complexos. Então, eh, eu começo perguntando para Joyce o que exatamente é a síndrome do ninho cheio e é o oposto do ninho vazio e quais são os fatores, né, que explicam o aumento desses adultos de acordo com EBGE que permanecem na casa dos pais. Jorice, bom, é um assunto realmente complexo, tem muitas camadas, eu diria, tem essa motivação realmente econômica. né, o custo de vida, o custo da moradia, a o comprometimento financeiro que representa isso. Eh, mas também a gente tem que destacar um certo adençamento do do relacionamento entre pais e filhos. A gente pode eh imaginar também que nesses grandes centros a, digamos, os laços sociais, a convivência ela ela é um pouco esgarçada. a família também se torna um grande foco desse desse referencial eh emocional e também de acolhimento. Eh, também nos surpreende que sejam as camadas médias, né, onde se observa mais esse esse fenômeno. Eh, principalmente você imagina as pessoas mais velhas na fase já da na faixa dos 40, 50 anos. esses pais têm que estar com 70, 80 anos muitas vezes. Então, eh, as pessoas pobres também podem, na média perder os pais mais cedo. Então, assim, para ter esse esse fenômeno do ninho cheio, você vê aí também o efeito do aumento da expectativa de vida. Então você tem uma uma um período de convivência maior entre gerações eh de uma mesma família. Então tem aí um uma questão demográfica que é, por um lado, o aumento de expectativa, mas também eh muitas vezes um adiamento da entrada eh da idade de entrada no casamento, a menor duração dos relacionamentos, as rupturas, né, ao longo da vida. E isso contribui eh pra gente observar isso. Eh, eu acho que é muito difícil eh avaliar categoricamente se é positivo ou se é negativo. Eu acho que isso depende muito do tempo das pessoas, né? Eh, e também a com o tempo surge a necessidade dos pais também de cuidar. Então, eu tem uma certa simbiose, eu vejo mais nessa perspectiva, eh, que pode ser realmente uma relação muito complementar, mas também muito conflituosa. Muito bem. É, depende muito do do que foi esse relacionamento também ao longo da vida. Excelente. Muito bem, né, Camila? porque tem impacto emocional, né? E esse impacto emocional, de repente, é diante de todas essas situações que foi pontuada pela Joyce, eh, morar com os pais eh depois dos 35 anos tem os seus impactos, né? E esse impacto pode ser tanto para os filhos quanto para os pais. Na visão psicológica, o que que você traz pra gente quando a gente fala de geração canguru, de pessoas eh 40 a mais que moram com os pais hoje? Claro que tem vários pontos aí que a gente precisa esclarecer e é o que estávamos falando antes de iniciarmos o programa, não é? Sim. É, eu acho que não é simples, né, a gente afirmar, né, se é bom ou ruim, como acabou de dizer, porém, claro que eh tem uma desorganização funcional, vamos pensar assim, né? Porque é natural que o adulto cresça, saia de casa, né? Cuide da sua própria estrutura, se autopreserve, se autorregule, né? E quando isso não acontece, normalmente pode ter uma desorganização e uma disfuncionalidade psíquica em alguns casos, não necessariamente em todas, né? Então a gente não pode levar isso como uma verdade absoluta, porque em algum caso tem questão de desemprego, né? Questões de de doenças, né? Como eu também a gente estava falando, tem questões de doenças psíquicas, né? uma um adulto disfuncional com uma depressão profunda, uma bipolaridade, uma esquizofrenia que incapacita esse ser de viver socialmente, né? Ele precisa voltar para esse lugar desse acolhimento, né? Ou pessoas que t carregam questões de vício também, muitas vezes acabam voltando para essa casa desses pais, né? porque perdem a funcionalidade. Então, acho que são vários motivos, né, que levam a isso. Porém, sim, tem um lugar que aí é uma questão que pode criar-se um vínculo simbiótico, né, em que não é bom para ninguém, na verdade, né, não é bom para para esses pais que recebem e não é bom para esse adulto que tá ali, que de alguma forma não consegue sair, né? Uhum. Eh, cria-se uma uma certa dependência de ambas as partes, não é? Porque eh o pai, a família, né, os pais acabam acostumando com aquele adulto ali e aquele adulto acaba também tendo uma zona de conforto muito favorável, né? Então, eh, isso quando as coisas acontecem, vamos colocar uma aspas aqui, como a naturalidade, né? O exemplo, eh, uma pessoa que teve aí um relacionamento, foi casado e hoje já está com seus 40 mais, vamos colocar 45 anos, né? Aí a houve a ruptura do relacionamento e essa pessoa ela volta paraa casa dos pais após a separação. Será que isso é normal? Eh, eh, por que que isso acontece, né? E a gente tem aqui eh o dado da pesquisa do IBGE que mostra que esse fenômeno ele é mais forte entre os homens. Aí, eh, eu pergunto paraa Joy se isso tem relação com os padrões culturais e educacionais de gênero aqui do nosso país, por eh, na sua avaliação como professora, como pesquisadora, Joyce, eh essa eh os homens, né, eh são é considerada aí eh eh a as pessoas que mais voltam para a casa eh dos pais depois aí de uma de uma certa idade ou então que ficam, né, na casa dos pais e ficam aí nessa zona de conforto sem prospectar uma possível mudança. Por que esse perfil masculino? Bom, eh, no caso do Brasil, a gente costuma dizer que existe uma revolução inacabada de gênero. Que que significa isso? Eh, em geral, quando a gente pensa em processos de modernização da sociedade, nessas últimas décadas, as mulheres avançaram muito mais rápido. Então assim, ocuparam posições mercado de trabalho, eh aspiram eh com formações familiares eh mais igualitárias e os homens um pouco que têm ainda o modelo de família mais tradicional, que ele não encontra necessariamente na esposa, mas encontra na mãe. Então assim, quando há uma ruptura, é mais, digamos, aceitável ou ou as mulheres aceitam mais rapidamente a ideia de que elas vão cumprir uma dupla função dentro de casa e no mercado de trabalho. Pro homem, ele vai procurar alguém que supra, né, essas necessidades domésticas e ele vai voltar paraa família de origem para encontrar isso. E, então acho que um grande elemento aí cultural, como você nomeou, é muito essa revolução inacabada de gênero. Interessante essa pontuação da da Joyce, né, Camila, porque essa essa pesquisa de IBGE traz pra gente algo que faz a gente parar para pensar, né, por ainda eh os homens. É, então a revolução veio, está vindo de nós mulheres, né? O incômodo social, né? De não ter um lugar de posição, né? No seja no trabalho, seja na vida, veio de nós. Sim, né? Então vamos pensar, o homem ele tava de alguma forma lugar confortável. Sim. Uhum. Né? Ele tava sendo cuidado, né? Tinha a mulher. Então, a socialmente falando, a mulher nasce para cuidar e o homem para ser cuidado, né? Então, a gente sentiu esse incômodo de tá tendo que cuidar o tempo inteiro de tudo e todos na vida e conjuntamente a isso trabalhar, porque, né, foi se colocado, a gente desejou esse lugar no mercado de trabalho, então a gente somou funções, a gente não dividiu funções, né, e o homem se manteve no mesmo lugar. né, de alguma forma confortáveis, porque queríamos nós sermos cuidados, não é verdade? Não é o caso. Então, quando a gente vai para esse lugar de mexer, se locomover, né, gera desconforto social. Uhum. Então, a mulher, ela, querendo ou não, atualmente, ela tem um lugar, né, difícil, de sobrecarga. Sim. O homem ficou, foi vendo esse movimento e de alguma forma está sem lugar. Uhum. Né? Quem sou eu? Quem é esse masculino hoje? Qual lugar que eu habito socialmente falando, né? E aí quando ele eh algum em muitos casos as separações estão acontecendo e não, e a maioria das vezes vem pela necessidade da mulher porque ela já não se encaixa mais naquele lugar daquelas relações antigas, né? Então ela vai, o homem fica e ela vai embora e dá conta da própria vida. Na maioria das vezes que a gente foi ensinada a dar conta da própria e da vida do outro. O homem não. Então ou ele busca outra mulher, ele volta para casa dos pais na maioria das vezes. Porque a porcentagem de homens que dão conta da sua própria vida sozinha é muito baixa ainda, né? poxa, eh, acende um alerta aí e faz a gente parar para pensar sobre a educação que nós estamos dando para os nossos filhos, né? De repente você aí de casa, tem um menino, né? Tem um filho lindão e aí daqui a pouco ele está um rapazinho e aí já ele já vem um adolescente, né? vem um homem adulto. E se a gente parar para pensar, tudo isso depende de nós mulheres, da educação que nós vamos dar para os nossos filhos, né? Porque é tão legal e é tão bom ver o nosso filho voar, não é? Eh, que está pronto pro mundo e e vai voar. Ah, pode retornar. Claro, nós mães, os pais, né, os cuidadores, sempre estaremos de portas abertas, né, para quando precisarem voltar. Mas que bom se não precisarem voltar, não é? Eh, eu acho importante pontuar que muito sempre cai sobre nós, mulheres e mães, né? Sim. É, é verdade. Então, é social, é cultural, né? Porque hoje eu vejo mães amigas, eu não sou mãe de homens apenas de mulheres, mas que tão tentando, mas a sociedade volta, sabe? Então, é, é, não é tão simples quanto parece. Não existe um responsável. Sim. né? É cultural, é transgeracional, é social, é muito mais profundo do que a gente imagina, né? Às vezes a própria namorada do filho atual Aham. Eh, faz e fala coisas extremamente machistas ainda, de cuidado, de achar que ela é responsável. Não tô dizendo que na relação homem e a mulher não devam se cuidar, não é isso, né? Acho que a relação é para isso. Ambos se cuidando, se olhando, não é isso, mas de um mesmo lugar. né, com o mesmo olhar, com a mesma preocupação e não, mas parece que a mulher ela carrega esse peso muito maior. Uhum. Né? Então é uma luta de eu acho, constante diária de todos nós, né? Inclusive da sociedade. Exatamente. Agora a gente falando sobre a geração canguru, né? Falando sobre as pessoas, né? Eh, adultas que moram ainda com os pais ou que voltaram para a casa dos pais. Quero deixar bem claro aqui que é importante a gente pontuar como eh eh a Joice e a Camila trouxeram. São várias vertentes, né, várias situações. De repente, por uma questão de doença ou por uma questão financeira, tá tudo certo. Agora, a gente tá falando aqui, eu quero pontuar que nós estamos falando de pessoas que têm uma vida eh eh que trabalham, que tem uma vida ativa e que de repente fala: "Pera aí, não deu certo aqui, não deu certo lá, vou voltar pra casa da mãe, hein?" Poxa vida. Ô, ô, professora, conta pra gente o que que te levou a buscar, a pesquisar sobre essa geração canguru, a a a tentar entender, a trazer essas informações. Eu eu acabei lendo algumas publicações, né, sua e achei bem interessante. Eu gostaria de saber o que levou a professora a fazer essa pesquisa referente à Geração Canguru. Bom, eh, na verdade aqui na Unicamp, eh, eu tenho uma linha de estudos que é um pouco mais geral, que é transição paraa vida adulta. Uhum. Que aí engloba tanto a saída da casa dos pais, mas também a questãoal, inserção do mercado de trabalho. E, na verdade, o meu foco principal hoje, né, e eu enfim, eu dou aula, na verdade, é de educação em questões demográficas. E a essa dificuldade de inserção no mercado de trabalho, alongamento do período de formação, a gente observava que esse período de convivência na Casa dos Pais estava aumentando. Uhum. Então foi um pouco daí que surgiu o interesse pelo tema. Mas sim, é um fenômeno crescente, não só no Brasil, né? Eh, Itália, Espanha, enfim, Sud Europa, de uma maneira geral, é bem comum também. Muito bem. E até que ponto essa convivência, Joyce, ela é saudável, né? E quando que ela se começa a se tornar prejudicial para ambas as partes e essa convivência entre adultos na casa dos pais? É uma excelente pergunta. Eh, eu eu acho que o principal é primeiro são os pais perceberem que eles estão convivendo agora com adultos, não mais com adolescentes ou com crianças, né? Então, acho que a questão do espaço muito importante e também do lado dos filhos, eh, perceberem que esses pais também estão envelhecendo, então comportamentos vão mudar, os interesses podem mudar, então isso coloca desafios também paraa convivência, né? Então assim, um homem que vai buscar viver na casa dos pais porque a mãe faz o trabalho doméstico, essa também tá envelhecendo e ela vai precisar de ajuda. Então acho que a questão principal é as pessoas também não perderem os seus projetos de vida individuais. Uhum. Né? E por mais que tenham as necessidades mútuas ali que podem ser cumpridas no grupo doméstico, você também não perdeu o seu objetivo de vida, as suas motivações, né, e buscar esses objetivos. Muito bem. Agora, eh, Camila, alguns especialistas afirmam que a geração atual ela amadurece mais tarde. A Joyce trouxe isso pra gente também, né? Eh, na visão psicológica, esse amadurecimento tardio, eh, é uma mudança na noção de vida adulta no Brasil. Por que que essa as pessoas estão amadurecendo mais tarde? Poxa, antes vamos colocar lá, eu não gosto muito de voltar atrás no tempo, mas poxa, eh, as pessoas amadureciam mais cedo, tinham uma responsabilidade, né, bem mais cedo. E hoje tem uma uma galera aí que tá bem tranquila, bem sossegada nesse mundo automático e e é muito rápido, né? Eu não consigo fazer aí aí o equilíbrio desse amadurecimento tardio e dessa velocidade fulgá que a gente vive. Então, a gente tem um fenômeno que tem se falado chama família geração helicóptero, né? Que é a família helicóptero? O que que é isso? São as famílias atualmente. Claro que a gente tá falando de uma classe social, né? Especifica, né? Vamos lembrar porque, né? Não é não são todas, né? Exatamente. Vamos falar de classes sociais mais privilegiadas aqui, né, que têm condições disso, que ficam cerceando e rondando essas crianças o tempo inteiro. E ao fazerem isso, impossibilitam de crescer e trazer autonomia e independência. Humum. Né? Então, no momento em que a criança, por exemplo, já pode comer sozinha, se vestir sozinha, se responsabilizar na escola por conflitos, lições de casa. Hoje em dia, gente, grupos de mães de escola que ficam o tempo inteiro perguntando sobre trabalho, né? Que que tem de lição, me manda o número da página, né? Por quê? Porque as crianças deixaram de ter a possibilidade de se responsabilizar pel aquilo que é dela. Então, se é uma criança tem 7 anos e tá indo pra escola e tá em situação de casa, ela precisa se responsabilizar por aquela lição do início ao fim, que é anotar, saber que tem lição, sentar, estudar, se organizar. Claro, ela talvez precise de ajuda para isso acontecer, mas não alguém resolvendo por ela, né? Então, quando os pais vão delimitando essa autonomia, vão cerceando, vão fazendo com que essa criança que no momento que ela já tem o desenvolvimento emocional e psíquico para isso e ela não faz, ou seja, ela não aprende essa habilidade, certo? Quando ele vai para o filho na escola reclamar que o filho está com problema na relacionamento e que que a escola vai fazer em vez de desenvolver nesse filho a capacidade de lidar com os conflitos? né? Então é sempre o outro que tem que resolver paraa criança. A criança não. Ele vai chegar um adulto que na hora que vai chegar no mercado vai para faculdades a mesma coisa, não sabe como lidar, não resolve os problemas, não não gera discussão, não tem argumentação, não vai atrás no mercado de trabalho. É isso. No primeiro desafio, o que que ele faz? Ele desiste. Ai, tem que trabalhar muito. Ai, o meu chefe falou assim comigo. Gente, o mundo perfeito não existe. Isso é uma ilusão, né? O a vida ela é difícil, existe esforço, né? Às vezes engoli um pouco de sapo, não tô dizendo todos, né? Mas alguns e aí não, aí pede demissão, ai não vou ficar, não tá legal, é muito excesso, não sei que. Então assim, eu acho que a gente saiu de uma geração que trabalhou muito, que a gente fez além da conta, né? Fomos por burnout para uma geração agora que não quer nada, ou seja, tá faltando equilíbrio. E não quer nada por quê? Porque não desenvolveu essa habilidade para dar conta da vida. Uau, né? E aí que que acontece? Demora mais tempo para sair de casa. Os pais continuam passando, não sei se vocês viram, pesquisa de pais indo fazer entrevista de emprego com filho. Sim. Até falamos sobre isso aqui no programa. Aham. Né? Então assim, gente, vou ali na entrevista de emprego com meu filho, né? Só falta responder para ele as habilidades do próprio filho, né? E aí é um é um lugar que fica, né? O esse pai passa a ter um lugar na vida porque é confortável para esse pai também. Sim. Né? Ter esse filho ali de alguma forma. Então essa coisa do ninho vazio, deixar o filho ir, eu sinto que os pais querem que o filho fique cada vez mais. Olha só, né? Eh, a gente vai aí, é um desequilíbrio que acaba acontecendo. A produção tá me avisando aqui que nós temos algumas perguntas, eh, e a gente precisa encerrar com a Joice, que ela tem um compromisso. Então, a gente encerra com a Joice primeiro, depois a gente fala um pouquinho mais, tá, Camila? porque a o pessoal tá participando. Então a gente vai atender você porque as nossas convidadas vão eh passar a informação que você tá pedindo aí. Eu quero mandar um bom dia especial paraa Juliana Prado da Vila Industrial. Olha só que interessante. A Juliana ela deu um depoimento aqui. Vamos lá. Tenho 32 anos, ainda moro com meus pais. Às vezes sinto que isso me prende, mas também me dá segurança. Como entender se é uma escolha consciente ou puro medo de crescer? Olha só que legal. Eh, vamos vamos pedir pr pra Joyce responder a nossa telespectadora, por gentileza, por favor. E aí, é o medo de crescer, será? Então, acho que aí eh é é uma autoavaliação muito profunda que precisa ser feita. Eu acho que se eu tivesse no lugar dela, eu começaria a pensar quais que são os meus objetivos, se eu estou me aproximando dos objetivos, se apesar de viver com os meus pais eu estou eh tendo ações que me aproximem deles ou não. Por exemplo, se ela tem o objetivo de ter um apartamento, será que ela tá fazendo poupança ou ela tá gastando esse dinheiro com outras coisas, com lazer, e não consegue evoluir e se aproximar do objetivo maior dela? Então assim, realmente a segurança é algo que a gente busca, né? Isso isso é uma característica também da da vida adulta. A gente não quer se arriscar, mas a a gente precisa ir para frente, né? Então, eh ter ter impulsos, né, de de progresso. Então, acho que é isso, ter muito claro quais são os seus objetivos e se você tá tendo ações para se aproximar deles. Às vezes estar com os pais é o que a gente chama de um período de latência, ou seja, você poupa a energia para depois dar um salto maior na sua vida. Quer dizer, você sabe qual esse salto que você quer dar? Você tá trabalhando para dar esse salto? Eu acho que é um pouco isso. Excelente. Muito bom. Olha só, nós temos mais uma pergunta do Renato, Renato Almeida do Jardim Flamboian. Renato, só um pouquinho que a gente precisa se despedir da Joyce, né, Joyce? Porque você tem um compromisso. Então assim, eh, eu quero agradecer demais a sua participação com a gente aqui no estúdio Câmara. né, pelo compromisso que a Joy tem. Ela nem poderia estar aqui, porque o compromisso dela é às 9. Mas assim, eh eh obrigada pela sua presença, eh parabéns pelo pelo pela sua pelo seu estudo. Continue buscando, continue pesquisando. A gente precisa de pessoas como você, porque através dessas pesquisas a gente vai tentando entender como as coisas estão funcionando, né? às vezes tem um desequilíbrio aí, mas a gente pega a visão sua, pega a visão da nossa psicologia, da nossa psicóloga que tá aqui hoje e a gente consegue desenvolver aí uma uma visão um pouquinho mais ampliada sobre algumas situações que a gente vive no dia a dia. Então, muito obrigada pela sua participação, obrigada mesmo por estar com a gente e um excelente dia para você. Obrigada. Nós aqui na Unicamp estamos abertos para vocês, paraa comunidade. Qualquer coisa só nos procurar. Bom dia. Bom dia, maravilhosa. Olha só, gente, que gostoso, né? Falei com a produção, gente, precisamos trazer a professora para falar um pouquinho conosco, né? E ela com compromisso, mas mesmo assim se dispôs para falar com a gente no programa. Nota 10, super entrega. Valeu. Obrigada aí, pessoal da Unicamp também. Agora a gente continua aqui com a Camila, que também se dispôs, né, deu uma mexidinha na agenda para estar com a gente aqui. E o Renato Almeida do Jardim Flamboian, ele tá pedindo assim, ó, vejo amigos que saíram de casa cedo e outros que ainda ainda vivem com os pais. Eu fico dividido entre economizar dinheiro e conquistar independência. Existe o momento certo para sair? E agora queria, né, que tivesse a bola de cristal, né? Pera aí, Renato, deixa eu pegar aqui. Não tem a hora certa, infelizmente, mas tem a sua hora, né? Cada um tem o seu tempo e a sua hora. É difícil mesmo, né? Porque economicamente a vida tá cada vez mais complicada, né? E a gente fica tentando esperar essa hora certa e esperar uma segurança. Mas a vida às vezes também pode ser ir andar com as próprias pernas, mesmo que às vezes elas ela não esteja tão segura. Uhum. né? Porque às vezes a gente tem que dar um passo, tem que arriscar, tem que tentar, tem que saber o que é andar com a própria estrutura. Exato. Né? Saber o que a gente dá conta, né? Porque uma coisa é dar conta dentro da casa dos pais e outra coisa é dar conta em cima daquilo que a gente dá conta. A gente às vezes precisa diminuir padrão, precisa organizar aqui ocular. E às vezes a gente também não quer muito, né? Exato. Porque tem que abrir mão de algumas coisas, né? É interessante, né? você falando aí eh é o que a gente dá conta fora da casa dos pais e o que a gente dá conta dentro das da casa dos pais. É algo bem interessante. Eu tava vendo um vídeo eh referente a a a os jovens e depois o adulto, né, que sai da casa dos pais. E aí nesse vídeo o o o a pessoa que estava gravando dizia assim: "Mãe, por que que você não disse para mim que eu ia abrir a geladeira e eu ia encontrar apenas um ovo? Mãe, por que que você não disse para mim que para eu lavar roupa eu precisava comprar um sabão e o sabão custa caro e ele acaba muito rápido? Eu pensava que o uma caixinha de sabão durava por dois meses e assim ele vai falando, sabe, dos percalços da vida, coisas simples do nosso dia a dia e que de repente dentro da casa dos pais a gente nem percebe. E aí quando a gente se depara com essa situação, a gente não tem a reação, né? não tem ali aquele start, vou vou agir, sei como é, vou economizar, vou buscar aqui, vou buscar ali. Então, a gente precisa realmente parar, pensar e analisar sobre essa questão da educação dos nossos filhos, né, de dar para e eh e oferecer para os nossos filhos a oportunidade de serem responsáveis, não é? E aí a Patrícia Gomes de Barão Geraldo tá com a gente aqui também e ela diz assim: "Vamos ver, morar e Patrícia, né? Tá, morar com os pais depois dos 30 tem um lado confortável, mas também gera culpa. Como lidar com a sensação de não estar evoluindo como os outros? Olha só o que a Patrícia coloca pra gente aqui, né? Porque de repente vê as pessoas evoluindo, mas você sente que você não tá nessa evolução, porque você ainda está confortável dentro de uma zona de conforto ali que de repente não tem aquele conforto que você imagina. Então, né, essa questão da comparação tá num momento muito sério assim, né, essa coisa das mídias sociais, né, sim, é muito, né, então assim, a gente tá o tempo inteiro olhando a o outro, né, o que o outro tem, o que o outro não tem. Então, Patrícia, assim, cuida disso, né, porque a sua vida é que só você viveu, só você construiu, só você sabe o que é e o por que você tá aí na casa dos seus pais. Mas se você sente que você não está evoluindo, não em relação ao outro, não em comparação ao outro, mas a si própria, né, aquilo que você tá fazendo, aí eu acho que cabe você procurar uma ajuda, entender o que que tá te faltando, porque às vezes faltam ferramentas psíquicas, emocionais, que no decorrer da nossa vida a gente não desenvolveu, por educação que a regist recebeu, pela história da nossa vida. Então, às vezes é importante a gente parar, buscar uma terapia, uma ajuda, olhar para nos reestruturarmos, pra gente conseguir dar o passo que a gente precisa, né? Porque o adulto precisa conseguir pelo menos se sustentar, né? É, exatamente. E aquela questão da comparação, né, sempre vem a cabeça, gente, minha, sua, de todo mundo. Não adianta. Com as coisas acontecendo, é, na velocidade da luz, essa internet, a rede social, trazendo tanta coisa pra gente, tantas pessoas que vivem de uma maneira magnífica e e assim, gente, astronômica, né? Vamos falar a verdade. E aí você fala assim: "Ah, mas por que ele não pera aí, lá? Olha no espelho. O que que você conquistou até agora para você como pessoa? se olha com mais carinho, com mais cuidado e bora, ó, vamos pra vida, vamos lá. Não fica na zona de conforto. É só isso que eu te digo, mas não se compare, né? A gente precisa muito falar sobre isso, né? A Camila Rezende do Parque Via Norte. Meus pais dizem que gostam da minha companhia, mas às vezes percebo que esperam que eu continue ali para sempre. Como conversar sobre isso sem magoá-los? Tem isso, né? Então tem aquela parte que os pais não querem que os filhos saiam, né? A gente falou sobre isso. É, como é que ela chama? É Camila, né? Camila. Ô Camila, me chorar. É Camila, eu acho. É Camila Rezende. Ó lá. Camila Rezende, Parque Viia Norte. Então, Camila, olha, eu acho que nesse momento é importante você olhar para você, né? Os seus pais querendo que você fique te segura com certeza, né? Faz com que você não vá, que você não evolua. E os pais, né? às vezes por esse amor eles acabam segurando a gente. Então é importante que você vá dando seus passos, vá conversando com eles sobre a importância de você ir, né, e que você consiga. Muito bem. É isso. Você que participou com a gente, a gente agradece, viu? Você participando. É bem interessante que as pessoas elas têm dúvidas, né? Elas têm perguntas e a gente abre aqui um espaço para as pessoas participarem. E que bom que a gente tem profissionais tão maravilhosos assim que que respondem, que nos orientam, né? Então, eh, a gente precisa entender a diferença, né, da necessidade de morar e na na casa dos pais e da tranquilidade de estar morando na casa dos pais. Eu gostaria que você pontuasse pra gente agora. A gente tá quase encerrando. Então, eh, explica pra gente a as diferenças. O que que a gente tem que analisar quando a gente tá diante eh dessa situação, né? Ah, vou ter que voltar paraa casa dos meus pais. Será que você precisa mesmo? Se não for um caso de doença, como a gente bem explicou aqui, né? A questão financeira também, que às vezes afeta muitas famílias, que é mais conveniente e pr pra saúde financeira da família estar tudo junto, tá tudo bem. A gente tá falando aqui de pessoas que t uma condição financeira, não mega master, né, mas que consegue sobreviver. De repente, pessoas que se casaram depois se separaram e voltaram para casas dos dos pais por conta de uma conveniência. Então, eu gostaria que você explicasse pra gente o que que a gente precisa analisar, avaliar. se aceita ou não esse retorno e o que que a gente pode também causar eh na saúde mental dos nossos pais mediante esse retorno abrupto. O pai e a mãe tá lá tranquilo, né? A o cuidador, vamos colocar assim hoje, porque são famílias bem eh eh eu acho que se expandiu tanto esse negócio de família e é tão gostoso saber que a gente pode ter cuidadores que fazem o papel ali, que estão cuidando com carinho e tal. Então, enfim, famílias, né? Ahã. Tô em casa tranquilo, sabendo que o meu filho e a minha filha estão vivendo, estão voando, estão evoluindo. De repente, do nada, a mãe tô voltando para casa. Como os pais vão receber isso? Claro que a gente sabe que mãe e pai que que o cuidador ele sempre está pronto para nos receber, né? Mas psicologicamente falando, dá um impacto, não é? Dá. Eu acho o seguinte, não existe esse lugar do que é certo ou errado, né? A gente não tá falando assim sobre o que é certo, o que é errado, né? A gente tá falando sobre o que é saudável ou não saudável, né? E não necessariamente estar ou sair é saudável ou não saudável. Não existe uma regra. É, são situações, né? Cada situação é única e deve ser avaliada, né? Mas é importante pensar que sim, para esses pais que recebem esse adulto tem um impacto, sempre tem, né? Porque esses pais eles trabalham uma vida, educam para quê? Para chegar o momento e poder relaxar. Sim. Né? Não ter que mais se preocupar, não ter que cuidar, não ter que, né? E aí é o momento desses pais cuidarem de si, viverem para si, ter um tempo para si. Aí volta esse adulto para casa, tomando um espaço, um tempo financeiro, psíquico, estrutural da casa. Então, a funcionalidade da casa muda, a rotina muda, aquele coisa muda. Então, se é se faz necessário, OK. Uhum. Mas se é uma questão de comodidade para esse adulto, né, esses pais também são responsáveis por receber esse adulto, porque cabe esses pais dizerem não. E como dizer não para um filho? Olha isso. Esse é esse é a primeira coisa que a gente precisa aprender como pai, né, mãe. Porque assim, se a gente não aprende a dizer não para um filho, a gente vai criar quem? Se a vida, a vida diz não, né? Exatamente. A vida é não atrás de não. Se a gente como pais não ensina os nossos filhos, não fala o não, ele é o tipo de filho que vai voltar para casa. E a tendência nossa como pais e cuidadores é dizer sim, principalmente nessa situação que nós estamos desenhando aqui no programa. de um filho adulto que passou por uma situação e tal e que quer e tipo assim acha conveniente voltar paraa casa dos pais. Esse pai e essa mãe, esse cuidador, ele vai receber aquilo, vai causar um impacto e ele vai pensar rapidamente em tudo isso que você falou, não é? Poxa vida, mas eh ele tem a casa dele, ele pode muito bem morar sozinho, ele tem o trabalho dele, ele tem a vida dele, porque vai voltar para cá agora que a gente tava planejando e de repente ir passear na casa do outro filho, tem uma responsabilidade a mais ali no momento em que os pais ou cuidadores teriam uma maior tranquilidade, não é? Mas o papel de hierarquia e de cuidado muitas vezes faz esses pais ou cuidadores passar por cima dos seus próprio, da sua própria vontade e ceder, trazendo aí o ninho cheio de volta. É, e eu acho que isso é o lugar dos pais, né, de avaliarem e e pensarem, realmente é necessário essa volta ou tá vindo para uma comid, né, porque é comidade, porque é mais fácil, né? E aí esse é o limite que cabe os pais darem ou não, porque às vezes não vem do filho, né, quando Exatamente. É, tem, né? Então, às vezes pro filho ali tá bom e se tá bom, tá tudo bem, mas será que está tudo bem, né? Então, acho que hoje a gente conseguiu eh eh trazer um uma abertura, uma linha de pensamento bem interessante quando a gente fala de de geração canguru. Tem várias vertentes, gente, deixa bem claro aqui, porque tem aquela questão do perfil social, do perfil econômico, da questão da saúde também. Mas hoje nós falamos aqui, tirando todas essas questões, nós falamos eh da pessoa que se desenvolveu, que estudou, que cresceu, que se casou e que de repente se separou e que acha conveniente por tranquilidade, sossego, é morar na casa da mãe e do pai de novo. Então, gente, tem que tomar cuidado com isso. E nós que somos cuidadores, nós precisamos sim ensinar os nossos filhos a ter mais responsabilidade sobre eles, mais responsabilidade sobre a vida. E a gente precisa tomar muito cuidado com essa essa questão da super proteção que vai influenciar no adulto lá na frente, não é? Sim, com certeza. É isso aí. Isso é isso aí. Eu quero agradecer a sua participação, a sua presença com a gente. Muito obrigada. Deixa aí uma mensagem então para os pais e para os filhos que estão pensando: "Ah, se nada der certo, largo tudo e volto pra casa da mãe". Gente, a vida não é confortável, né? A vida ela é um eterno desconforto, conforto, eu falo um desconforto, conforto muito bom. É, a gente fica oscilando, mas a gente achar que a vida vai ser sempre linear, sempre vai, não, a vida é desafio, né? é a gente crescer, crescer dói, então acho que e fazer um filho crescer dói no nossos pais também, né? Então é isso, a vida é isso. Bora pra vida. Ah, Camila, obrigada. Obrigada pela sua participação, né? Agradecer mais uma vez aí a nossa professora que teve com a gente também. E é isso, gente. O Lar é o primeiro espaço de convivência, mas também pode se tornar um espelho, né, das nossas inseguranças e afetos. A verdadeira dependência, independência, aliás, começa dentro da gente, quando a gente aprende a nos responsabilizar pelas próprias escolhas, mesmo morando sobre o mesmo teto. Então, de repente, ó, tá na hora, vamos lá e vamos seguir o nosso caminho, tá certo? Um grande abraço para você, obrigada pela sua audiência, pela sua companhia. Lembrando que amanhã é sexta-feira e amanhã a gente vai falar sobre a saúde do homem. Gente, a gente fala tanto sobre a nossa saúde, a saúde da mulher. Você sabia que o homem tem a tal da andropausa? E aí, é mito ou é realidade? O que que acontece com os homens após os 40 anos? A gente vai tentar entender o que que é a andropausa, quais são os sintomas, como é que ela afeta a saúde física e emocional dos homens, além dos tratamentos e as formas de prevenção que existem sim, muitos homens eles evitam falar sobre o tema por vergonha, por tabu. Gente, por favor, a gente precisa falar sobre isso. Vamos discutir como a falta de informação atrasa o diagnóstico e o tratamento para você homem. Não é só a mulher que tem queda hormonal, não. O homem também tem, mas tem uma grande diferença aí e a gente explica para você amanhã porque vamos falar sobre andropausa no estúdio Câmara a partir das 8 da manhã aqui na TV Câmara Campinas. Combinado? A gente agradece então você que esteve conosco. Lembrando que daqui a pouquinho tem a ÍRA eh direto da nossa central de informações, trazendo informações aqui de Campinas, do estado de São Paulo, Brasil e também cotação do dólar, informação referente à economia e muito mais para você. Ao meio-dia temos Câmara Notícia com informações aqui do legislativo e também tudo que aconteceu na reunião ordinária de ontem você confere no Câmara Notícia a partir do meio-dia. Grande abraço para você. Fique bem. Obrigada pela sua audiência, pela sua companhia. Preste atenção aí na Geração Canguru e a gente se vê amanhã. ช [Música] [Música] [Música]