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Estúdio Câmara | Falta de profissionais qualificados preocupa o mercado
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Estúdio Câmara | Falta de profissionais qualificados preocupa o mercado

26 views Publicado 30/09/2025 HD · 59:21

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O Brasil vive uma contradição: enquanto o desemprego ainda preocupa, milhares de vagas deixam de ser preenchidas por falta de profissionais qualificados. 📉💼 Um levantamento da ABRH (Associação Brasileira de Recursos Humanos) revelou que 72% das empresas não conseguem contratar porque os candidatos não possuem as habilidades necessárias. 👉 Afinal, por que isso acontece? 👉 A falta de profissionalização realmente interfere nas chances de conseguir um emprego? 👉 O que empresas e poder público podem fazer para reverter esse cenário? No Estúdio Câmara, recebemos: Roseli Fernandes – Diretoria de Associados da Regional Campinas da ABRH-SP, psicóloga organizacional e especialista em RH, com carreira executiva em grandes empresas nacionais e multinacionais. Guilherme Damasceno – Diretor de Trabalho e Renda de Campinas. 🔹 Um debate sobre os desafios da formação profissional, as novas exigências do mercado e os caminhos para conectar trabalhadores às oportunidades. 📺 Acompanhe na TV Câmara Campinas e no canal do YouTube. ✨ Redes sociais TV Câmara Campinas 🔹 Instagram: @tvcamaracampinas 🔹 Facebook: tvcamaracampinas 🔹 YouTube: TV Câmara Campinas

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[Música] Olá, muito bom dia para vocês. Estamos chegando aqui na TV Câmara Campinas com mais uma edição do nosso estúdio Câmara. Hoje, gente, é terça-feira, dia 30 de setembro, percebe? Estamos já encaminhando, né? Daqui a pouquinho é Natal. E você como está? Tudo bem por aqui? Tudo ótimo. Bom, a nossa missão de hoje é desvendar uma das maiores contradições da economia brasileira, o paradoxo do emprego. De um lado, temos grande número de brasileiros buscando uma chance. Do outro empresas, vamos falar aqui de nós, né? Campinas, São Paulo, que não conseguem preencher suas vagas. Afinal, por que que isso acontece? A falta de qualificação é o grande vilão. E o que você pode fazer para virar este jogo? Vamos lá, vamos conversar. Nossos convidados já estão aqui no estúdio. A gente quer conversar com você também. Manda pra gente a sua mensagem. WhatsApp aberto para você a partir de agora. 199729377. A gente quer saber de você. Tem dificuldade eh em arrumar o emprego, né? Você tá procurando emprego faz quanto tempo? E você tem qualificação? Ã, você já tentou fazer algum curso? Deu certo? Não deu certo? Manda sua experiência pra gente. Queremos te ouvir também. Enquanto você vai mandando a sua mensagem, a gente agora atualiza algumas informações. Vamos falar da Câmara de Campinas, a prestação de contas da saúde. A comissão da política social e saúde da Câmara de Campinas vai realizar hoje às 4:30 da tarde a 47ª audiência pública para a prestação de contas da Secretaria Municipal de Saúde referente ao segundo quadrimestre deste ano. A audiência cumpre a Lei Complementar Federal 141 de 2012 e possibilita a discussão eh sobre a aplicação dos recursos mínimos em ações e serviços de saúde, garantindo transparência na gestão pública. O encontro vai ser no plenarinho, tá? Tem transmissão ao vivo aqui pela TV Câmara Campinas, pelo canal da emissora no YouTube. Você também pode participar presencialmente ou enviar manifestações pelo portal da Câmara. Então participe. E hoje também na Câmara de Campinas nós temos diploma de mérito empresarial. É iniciativa da vereadora Débora Palermo e a Câmara entrega hoje às 7 da noite o diploma de mérito empresarial José Bonifácio Coutinho Nogueira, a ABCAMP, a Associação de Empresas do Setor Imobiliário e Habitacional da cidade de Campinas e região. Essa solenidade acontece no plenário da Câmara, né? Avenida Engenheiro Roberto Mande, número 66, bairro Ponte Preta. Tem transmissão ao vivo aqui pela TV Câmara Campinas, também pelas redes sociais, né, da TV Câmara e da Câmara. São 32 anos de atuação. A ABCAMP reúne construtoras, imobiliárias, incorporadoras, loteadoras, administradoras de condomínio e fornecedores do setor, abrangendo aí 30 cidades da região e cerca de 4 milhões de habitantes. De cerca de 4 milhões de habitantes, né? Essa associação, gente, ela é reconhecida como entidade de utilidade pública e atua de forma integrada com prefeituras, órgãos públicos e demais entidades ligadas ao setor imobiliário da a e da habitação. Então você pode participar dos eventos que acontecem hoje no plenário da Câmara aqui pela TV Câmara, pelo canal da TV Câmara Campinas no YouTube e também ao vivo presencialmente. Chega lá, você será muito bem recebido, tá bom? Previsão do tempo para hoje. Vamos lá, né? de ensolarado. Ontem eu não sei o que aconteceu, mas eu vi um termômetro na cidade, tava lá 39º, gente. Mas será que deu tudo isso, né? Hoje o dia ensolarado, com algumas nuvens. À noite as nuvens prevalecem, porém sem possibilidade de chuva, tá? Hoje mínima 17, máxima 35. Então quando a máxima dá 35, a gente sabe que a sensação térmica pode variar aí entre 38 e 40º. Importante a gente tomar muita água, fazer a hidratação, porque nós estamos com tempo muito seco e isso acaba eh prejudicando a nossa saúde. Então, hidratação sempre, principalmente agora nesse tempo seco e de muito calor. Vamos lá, então. Vamos lá. Agora 8:06. Vamos para o nosso tema central. Emprego. Vagas abertas de um lado, profissionais em busca de oportunidade de outro. O que falta muitas vezes não é vontade de trabalhar, mas sim o encaixe entre as exigências das empresas e as competências dos candidatos. É um desafio, gente, que mexe com a vida das pessoas, impacta a produtividade das empresas e compromete o desenvolvimento da economia. E é sobre esse cenário que a gente conversa hoje, né? Eh, buscando caminhos para aproximar os dois lados dessa equação, quem precisa trabalhar e quem precisa contratar. E para nos guiar nesse debate, a gente recebe duas vozes essenciais no mercado de trabalho aqui na cidade de Campinas, a Rosele Fernandes, da Associação Brasileira de Recursos Humanos, que traz uma visão clara das empresas e as exigências do setor corporativo. Muito bom dia, seja bem-vinda. Que satisfação receber você aqui de novo com a gente. Obrigada, muito obrigada. Prazer estar aqui com vocês. Maravilhosa com a gente também. Eh, vamos falar com ele, o Guilherme da Maceno. Ele é diretor de trabalho e renda de Campinas. Ele lida diariamente, gente, com ofertas, né, de de curso, qualificação e também lida diretamente com o trabalhador aqui da cidade. Seja muito bem-vindo. Bom dia. Bom dia. Obrigado. Um prazer estar com vocês aqui hoje. Maravilha, gente. Bom, para começar, vou trazer uma pesquisinha básica que eu sei que os nossos entrevistados são gabaritados, eles são são expertes nessa questão eh de pesquisas referente a contrato, trabalho, curso. E tem uma pesquisa que eu encontrei que é do LinkedIn, né? Então, segundo o LinkedIn, 72% dos RGS afirmam que contratar profissionais ficou mais desafiador no último ano. As principais dificuldades, de acordo com o Lquidin, seriam um aumento no volume de aplicações sem a qualificação adequada e a escassez de candidatos com habilidades técnicas e comportamentais necessárias. Olha só, técnicas e comportamentais. Olha o equilíbrio aí. Bom, o número que expõe o enorme desalinhamento entre quem busca emprego e quem oferece. Vamos começar com você, Roseli. O que que avaliação que você faz sobre esse número, né? Eh, e esse percentual é a dor do RH. Hoje tem empregos, vocês querem contratar, mas vocês não encontram profissionais, mas aí em contrapartida tem cursos, é um pouco meio desconexo. Qual que é a sua avaliação sobre toda essa situação, esse cenário do paradoxo aí que a gente tá vivendo hoje entre emprego, curso, contratação e gente desempregada? Bom, primeiro lugar queria me apresentar. Sou Roseli Fernandes, sou psicóloga profissional de RH, atuo há 42 anos já nesse mercado. Eh, hoje consultora, atuo com várias empresas, mas já fui de grandes empresas e percebo que essa é uma realidade dominante em todos os setores. Eh, hoje, pela Associação Brasileira de Recursos Humanos, da qual eu sou diretora de associados, a gente discute muito esse tema, muito em público, etc. Eh, estamos vivendo um tema que a gente costuma chamar de apagão de mão de obra, né? Por quê? Porque ao mesmo tempo em que as empresas estão com vagas, com necessidades, com demandas abertas, eu que também atuo como head hunter, tenho visto muito isso. Ah, você busca as pessoas e muitas vezes sequer respondem. Uau! Por quê? Porque estamos vivendo uma situação de maior emprego, né? Então, falando em termos de vagas abertas, muitas vagas abertas e nem sempre tantas vagas fechadas. Ontem eu li uma pesquisa eh que falava sobre isso, esse mês, esse primeiro, o primeiro semestre e agora até agosto, eh nós tivemos comparativamente uma pequena redução de vagas fechadas, segundo o próprio Cajede. Mas isso significa porque tem muitas empresas com vagas abertas, tem muitas pessoas que partiram pro mercado informal e ao partir pro mercado informal não estão em busca de emprego. Vão para trabalhos de transporte, trabalhos como MEI, como empresas simples, enfim, uma série de outras situações e não em busca efetivamente de trabalho. Quando buscamos e vamos avaliar as pessoas, as as pessoas para as demandas que temos, a gente percebe que o mercado durante algum tempo não investiu tanto em capacitação. As posições hoje demandam um perfil eh comportamental e técnico com competências, porque quando falamos de competências falamos de conhecimentos, habilidades e atitudes, né? esse cruzamento de conhecimento, habilidade e atitude tem que casar. E hoje nós vemos que tá difícil. Eh, procuramos muitas pessoas e vimos isso eh em que faltam as competências técnicas, a capacitação técnica necessária, mas muitas vezes o problema não é só esse, é o perfil comportamental. Exato. É algo que entra em divergência muitas vezes, porque a pessoa ela é capacitada, mas o perfil comportamental dela hoje para uma empresa, eu acredito que ela tá está acima da capacitação, né? Porque se você é capacitado e você não tem o perfil para aquela empresa, infelizmente com certeza não tem como, né? Agora, Guilherme, vamos lá, vamos botar em prática aqui na cidade de Campinas como é que essa falta de encaixe se manifesta na vida real do trabalhador. Você que tá à frente, você que tá todo dia aí lidando com vagas abertas de emprego, de qualificação, de capacitação e de pessoas desempregadas. Uhum. Qual a avaliação que você faz sobre esse desequilíbrio que a gente tem? Legal, Rúbia. Só me apresentar rapidamente para vocês também. Eu sou Guilherme da Maceno, sou economista de formação, tenho especialização em gestão pública, mestrado em gestão e políticas públicas, 15 anos aí de experiência entre público e privado e atualmente ocupa esse cargo de diretor de trabalho e renda aqui em Campinas. Uma das áreas que a gente cuida aqui na cidade é o CEPAT, o Centro Público de Apoio ao Trabalhador. E o CEPAT ele realiza diariamente essa intermediação de mão de obra. Então, as empresas que querem contratar oferecem suas vagas através do CEPAT e os trabalhadores que estão buscando emprego recorrem até lá para poder acessar essas vagas de emprego. E a gente já faz essa triagem do trabalhador e direciona, encaminha o trabalhador para aquelas vagas que ele tem mais perfil. Uhum. Que a gente tem percebido hoje? Hoje a cidade tá bastante aquecida, tem gerado muitos empregos. Para vocês terem uma ideia, o saldo positivo de novas vagas de emprego aqui em Campinas esse ano, segundo dados do novo Cajed, é de mais de 8.900 vagas. Então, a cidade tem gerado muitas vagas de emprego e a gente tem percebido uma dificuldade aí de preenchimento dessas vagas. e essa dificuldade por uma série de razões. A questão da qualificação é um desses problemas, obviamente quando a gente fala de vagas de emprego, a gente não tá falando só de vagas de ensino superior, por exemplo, que exigem uma qualificação mais específica, mas a gente tá falando muitas vezes de vagas que exigem apenas o ensino fundamental, mas que exigem alguma competência técnica. A gente tem algumas vagas de difícil preenchimento aqui no município, que são vagas que são eh eh vagas que exigem uma qualificação, uma habilidade específica que eh não é uma habilidade que exige um curso de longa duração. Por exemplo, a gente tem uma dificuldade muito grande aqui no município hoje de contratar açoogueiro, contratar padeiro, confeiteiro, que são algumas vagas que exigem alguma experiência, alguma habilidade manual e que hoje esses trabalhadores eventualmente que possuem essas habilidades podem optar por outros caminhos. Então a gente vê muitos desses trabalhadores, por exemplo, abrindo uma meia e montando seu próprio negócio ao invés de acessar um mercado de trabalho formal. Então esse é um aspecto que dificulta esse casamento de vagas. Outro aspecto é o seguinte, a gente percebe que o mercado tá bastante aquecido no município. Segundo os dados do Ministério do Trabalho, Emprego, Campinas vive uma situação próxima de pleno emprego. Então hoje existem basicamente mais vagas disponíveis do que trabalhadores querendo acessar essas vagas. Então, os trabalhadores estão mais seletivos nas escolhas das vagas que eles querem preencher. A gente percebe, por exemplo, que vagas que exigem uma jornada de trabalho noturna ou aos finais de semana, uma escala 61, essas vagas acabam sendo preteridas pelo trabalhador, que acaba optando por vagas que às vezes pagam uma remuneração menor, mas que estão restritas ao horário comercial, de segunda a sexta, das 8, 9 até 5 horas da tarde. Enfim, são uma série de fatores aí que provocam esse descasamento. Acho que a gente vai ter oportunidade de conversar bastante sobre isso hoje. Poxa, vida, quantas pontuações interessantíssimas essa questão eh eh você trouxe pra gente, eh que as pessoas elas estão preferindo ganhar menos e trabalhar, tipo, de segunda a sexta e ter uma melhor qualidade de vida. É isso mesmo que tá acontecendo. Exatamente. Exatamente. Estamos vivendo uma situação em que falando um pouco de saúde emocional, né? Eh, eu já estive aqui falando sobre salário emocional, mas falando sobre saúde emocional, a questão de preferir uma melhor qualidade de vida, isso eu eu tenho observado, tá? Eh, as pessoas, nós estamos vivendo situações, por exemplo, em que eh o aumento de burnout, o aumento de do estress no ambiente profissional, a as questões voltadas à pressão por resultados levam muitas pessoas a dizer: "Eu quero isso para minha vida, é isso que eu estou buscando". Então, algumas coisas voltadas eh também a como eu vou, que tempo eu vou ter para me deslocar ao trabalho. Começamos alguns anos atrás dentro da pandemia, eh, as pessoas partiram muito para esquemas eh ou em home office ou híbridos hoje. E aí, ao buscarmos profissionais hoje vemos o esquema é híbrido, eu posso ter uma uma certa flexibilidade? Se eu não posso, muitas vezes eu digo: "Muito obrigado, eu não quero". Principalmente nos jovens. Eh, esse é um outro tema que faz parte dessa questão. Ah, a os jovens hoje falando da geração Y, da geração Z, tendem a priorizar mais a questão da qualidade de vida. e ao priorizar mais a qualidade de vida, eh, dizem não, com mais facilidade as propostas de mercado. Eh, a questão que o Guilherme colocou sobre a trabalhos noturnos, trabalhos em fim de semana, né? O mercado de restaurantes, de bares, está sofrendo com muito com isso. HH mercados de serviços também estão sofrendo muito com isso, pessoas eh muitas empresas buscando pessoas voltadas à área de limpeza ou serviços gerais. Não, prefiro trabalhar por conta própria com isso. Eh, mercados, eh, você falou sobre a e outras coisas assim, eh, eu tenho visto também costureiras, não tem, não tem mais costureiras, as pessoas não querem esse tipo de trabalho. Então, vai ficando, são vagas, como você disse, menos qualificação, mas que demandam eh outros esforços, características pessoais e um perfil para ser centrado, concentrado, prestar atenção, eh, que são atividades que às vezes a pessoa não quer, não vou fazer isso. cuida também outras atividades que demandam você ir para um local mais longe, mais tempo de deslocamento, trabalhar nos fins de semana ou outros tantos trabalhos que demandam eh que você foque mais na parte hã de de da característica pessoal mesmo, né? eh a pessoa ficar mais horas trabalhando ou demandar mais você estar em sintonia com a empresa. E algumas pessoas dizem: "Não quero, não quero esse estress, não quero viver isso para minha vida mais". Né? Então o que a gente percebe que isso tá acontecendo e também a questão da capacitação. Existem demandas que envolvem maior capacitação tecnológica. Tecnológica. E hoje já, por exemplo, com a IA, com a inteligência artificial, que não é um futuro, é uma realidade, é presente, está aí demanda que algumas pessoas tenham capacitações tecnológicas diferenciadas que nem sempre tem, tá? Então esse é também um outro ponto importante para esse mercado. E quando se fala de saúde, o que que eu quero para mim? Qual é o que que é importante para mim? Qual é a minha demanda neste momento? Eu posso ter escolha? Muitas pessoas partem para essa busca da escolha. Interessante. Falando nessa parte da busca da escolha, Guilherme, eh nós temos tantos cursos hoje, quando a a Rosili toca em questão de inteligência artificial, o próprio governo, né, ele ele oferece cursos de inteligência artificial gratuita, tem cursos de edição de vídeo, tem cursos, se você procurar, gente, tem tanto curso gratuito e de qualificação, porque é é inteligência artificial. você vai fazer o curso módulo 1, 2, 3, 4. Quando você vê, você tá trabalhando, você tá brincando com a IA. E isso acaba fazendo o quê? Fazendo com que a pessoa ela já o curso é gratuito, ela vai fazer o curso e daqui a pouquinho ela tá trabalhando, mas tá trabalhando no híbrido, tá trabalhando no home office e isso acaba afetando a questão do mercado de trabalho físico, né, externo. E qual qual a avaliação que você faz diante dessa dessa contramão, né? Porque as empresas elas vão ter que se reinventar. Como que fica? Se hoje nós temos uma grande oferta e pouca procura, olha só a contramão do negócio. Grande oferta de trabalho, pouca procura de trabalho. Então, só que aí do outro lado nós temos pessoas desempregadas ou então pessoas que foram para informalidade. E aí faz uma avaliação pra gente na visão de economista que você também é, por favor. Legal. Tem um outro ponto aí, né? Além da questão da dos desempregados e das pessoas que buscam uma uma um emprego não formal, né, buscam a informalidade, abrem o meio, enfim, tem um dado interessante também que é o da subutilização. O que que é subutilização? Existem algumas pessoas que estão trabalhando, ou seja, estão empregados, não compõe o grupo de desempregados, mas não estão trabalhando tanto quanto gostariam de estar trabalhando, ou seja, trabalham às vezes uma numa jornada de meio período, um trabalho parcial, então poderiam estar mais produtivas, mais inseridas no mercado de trabalho. Esse número é um número eh expressivo, então existe oportunidade. as empresas conseguem absorver mão de obra caso elas necessitem. As empresas elas precisam eh entender que o mercado tem passado por algumas transformações. A pandemia foi um grande vetor de transformação desse mercado. A pandemia acelerou muito essa questão do trabalho híbrido, né, do home office. Algumas empresas pós-pandemia já voltaram atrás porque entenderam que o trabalho remoto híbrido não tava funcionando de forma adequada. Por incrível que eu pareça, até grandes empresas de tecnologia deram esse passo para trás, né? É de se esperar que as empresas de tecnologia, por conta dessa vocação inovadora, seriam empresas que manteriam esse modelo de trabalho. Mas essas empresas, muitas delas voltaram para trás. A gente costuma ver notícias sobre isso diariamente aí nos jornais, né? Mas as empresas precisam entender que o mercado ele passa por uma transformação. Uma questão eh que pega muito ainda no nosso país. Eu tive recentemente até em Brasília participando de um encontro dos observatórios nacionais do trabalho e emprego. A gente aqui em Campinas tem um órgão de assessoramento estatístico que é Observatório Municipal que a gente acompanha eh esses dados do mercado de trabalho, né? Tá monitorando, tem dialogado com as empresas. A gente percebe que uma questão que tem influenciado muito nas contratações hoje é a remuneração. Uhum. Hoje a gente percebe um achatamento eh dos salários eh de forma geral no nosso país. Então as empresas buscam bons trabalhadores, trabalhadores qualificados, mas nem sempre estão dispostas a pagar os salários esperados por esses trabalhadores. É verdade. Eu eu acredito muito que se a gente conseguir realizar pequenos ajustes aí no mercado de trabalho, a gente procura fazer isso no CEPAT, quando as empresas trazem pra gente demandas de contratação, demandas de vagas, a gente costuma fazer uma análise de mercado e falar: "Olha, para essa vaga que você busca preencher, esse salário que você tá propondo, você vai ter dificuldade de preenchimento. Vamos subir um pouco essa remuneração." Então a gente faz esse trabalho porque a gente entende que isso é importante esa conseguir equilibrar aquilo que ela tá propondo com o restante do mercado e dessa forma conseguir preencher essas vagas, né? É esse equilíbrio, né, Roseli, faz a diferença, acredito. Com certeza faz a diferença. E hoje não só eh como o Guilherme comentou, a parte da remuneração, mas também a parte de benefícios. Eh, hoje as pessoas quando eh atendem a demandas, a contatos ou vêm para entrevistas, é muito comum perguntarem qual é o pacote de benefícios da empresa, o que que a empresa me oferece, né? Qual é o ambiente de trabalho? As pessoas vão procurar saber qual é o clima de trabalho dentro da empresa, pensando no que vai favorecer também a sua saúde emocional. Então são aspectos importantes. Eh, hoje a gente percebe h que a, como você disse, algumas empresas estão voltando, não, muitas já voltaram e já não falam mais em esquema híbrido, só no presencial mesmo. E isso faz com que a seletividade aumente, as pessoas decidem onde eu vou ou onde eu não vou, o que eu quero ou o que eu não quero, ou já dizem não de antemão. E ao mesmo tempo, o que a gente percebe é que as os setores que estão buscando, por exemplo, tem pesquisas eh pesquisa da Price Waterhouse, que o setor de varejo eh tem impactado em tem sido impactado em 2025. A pesquisa da FGV que a construção civil tava está com 82% de dificuldade. Ã, FIESP, SENAI, 77% de dificuldade pro setor industrial. Então não é algo específico de um dos setores, mas de vários setores. Óbvio que as empresas maiores têm condições a pensar num range maior de remuneração, numa faixa maior de remuneração. Mas quando você pega setores um pouco menores ou empresas em que o o custo não dá para trabalhar com valores diferenciados, ficam complexas. Então como fazer? Eh, aí vamos pro como fazer, porque esse descompasso tá existindo. Então, pensar em alternativas, dar formações internas. Muitas empresas estão h acabando por demanda, por necessidade, contratando pessoas que não têm a total capacidade, a total eh capacitação técnica em termos das competências técnicas, mas que percebe-se um perfil comportamental melhor de aprendizagem. um perfil de força de vontade, de arregaçar a manga, porque isso é fundamental, e trabalhar na formação interna, mas precisa muito projeto de parceria, parcerias público-privadas, parcerias porque as empresas não conseguem pôr si só bancar todos os custos de formação. Então, há vai existir uma necessidade desse trabalho de parcerias para desenvolver capacitações tecnológicas. eh complementações técnicas e ao mesmo tempo também desenvolver competências comportamentais. Isso é fundamental. Então, precisa investir também no desenvolvimento das competências de liderança, das competências dos skills, como nós chamamos, comportamentais, que são necessários nesse lado que envolve produtividade, que envolve proatividade, iniciativa, eh sentimento de dono, porque isso faz a diferença quando você contrata alguém, dentre outras tantas competências, Uau! Olha isso, né? Os skills, né? O que que é um soft skills, né? E e por que que vocês que trabalham nessa no RH, nessa linha, vocês dizem que o soft skill se tornam um divisor de águas, né? O que que é isso? Como que vocês avaliam isso? Explica pra gente, pessoal que tá em casa, soft skill, você sabe o que é? Olha só, pega a dica. OK, vamos lá. Nós falamos de soft skills que não são soft, mas tem a ver com as características mais comportamentais, com o lado comportamental, com o equilíbrio emocional, com a inteligência emocional, com a resiliência, que é a capacidade de elasticidade, de aguentar o tranco, vamos dizer assim, eh senso de dono. Isso é algo fundamental e importante para que a pessoa não diga: "Ah, isso não é meu mesmo, é dele, então eu se vira, eu faço de qualquer jeito". eh essa flexibilidade, a a trabalhar de uma forma que possa agregar valor ao negócio. Isso é o que nós chamamos, dentre outras, claro, chamamos de soft skills. em contrapartida, falamos dos hardills, são os eh as habilidades mais firmes que nós chamamos da familiaridade com tecnologia, nós falamos de conhecimento técnico, a até aprendizagem de máquina hoje em dia entra muito nessa questão tecnológica, eh gestão de projetos, gestão de tempo, eh são várias características e que tem a ver com o seu conhecimento técnico. para o trabalho. Uau, né? São os hard. Uhum. Dizer que um é independe do outro não é verdade. Ambos se entrelaçam. Ambos são extremamente importantes pro mercado de trabalho e são o que nós profissionais, os head hunters, buscamos para atender as demandas das empresas. É um universo muito complexo, gente. É muito complexo. O que a gente que tá aqui de fora sabe é que tem vaga e tem gente que não tá trabalhando. E aí, o Guilherme, eu pergunto para você, qual que é o maior obstáculo? você que trabalha com CPAT, né, que o CEPAT a gente sabe, a gente fala direto do CEPAT aqui na TV Câmara, porque a gente presta serviço. E o CEPAT, gente, eh tem curso, né, qualificação, tem emprego. Então, qual que é o maior obstáculo que vocês enfrentam no dia a dia em matricular uma pessoa que está desempregada em cursos de alta demanda, né? Tipo assim, vem cursos ali para você se qualificar e você vai terminar em qu 5 meses e você puff já tá pronto pro mercado de trabalho. Mas aí o que que acontece? Não vai por conta do custo, né, de de da distância, né, ou por conta da falta de informação. Eh, o que o que qual que é a sua avaliação? Não. O que você vê no dia a dia, na sua frente ali, o que que dificulta? Porque a pessoa, ela se acostuma ficar em casa, tipo assim, ah, deixa para lá, eu vou tentando aqui, tentando ali, vai pra informalidade, busca fazer uma coisa que já sabe. Vamos colocar um exemplo aqui. Ah, eu sei fazer pão muito bem, então vou fazer meu pão e vou no sinal vender, porque vai me trazer uma renda que eu preciso, que que vai me suprir a necessidade hoje. Eu não vou me disponibilizar o tempo de gastar, aliás, de investir, né, com ônibus, enfim, com alimentação, porque você vai para um curso, vai ficar o dia inteiro, você vai precisar se alimentar e tal, porque isso vai demandar tempo, eu não vou conseguir me manter, né? Então assim, o que que você vê no dia a dia referente às pessoas ã que já estão desempregadas, mas que de repente se recusam em fazer um curso de qualificação, que estão ali, ó, na frente delas de graça. A a Rosel falou bastante dessa parceria público-privada, né, que é essencial. Hoje no município a gente tem uma oferta muito grande de curso de qualificação profissional. A gente aqui no município tem o CPROCAMP vinculado a Fumec, Secretaria de Educação, que faz um trabalho importantíssimo, é referência em qualificação profissional, não só em Campinas, estado de São Paulo, mas no Brasil. a gente tem uma oferta muito grande de cursos e a Secretaria de Trabalho e Renda atua muito próxima do CPROCAMP, gerando informações de que cursos, de que áreas fazem mais sentido a gente desenvolver aqui no município. Fora o CPROCAMP, a gente enquanto secretaria de trabalho e renda tem uma parceria muito próxima com outras instituições públicas ou privadas para oferta de cursos gratuitos pra população. Então, por exemplo, o sistema S, SENAI, SES, Senat, Senac são grandes parceiros que mensalmente ofertam uma gama de cursos gratuitos muito grande pra população. A gente tem parceiros privados também, algumas empresas de tecnologia, por exemplo, que ofertam cursos na área de informática, desenvolvimento de software, desenvolvimento de games, tem essas opções. Para vocês terem uma ideia, a Secretaria de Trabalho e Renda, ela realiza mensalmente um ferão da qualificação profissional que a gente fala. Então, a gente abre um edital pras empresas, instituições públicas ou privadas que querem ofertar vagas gratuitas no município se cadastrarem, a gente poder fazer essa divulgação. São quase 4.000 vagas todos os meses que a gente consegue oferecer através desse ferão de qualificação. Aí entra a questão dos obstáculos, né? A gente tem vagas de qualificação sendo oferecidas também. A gente acredita que muitas vezes a população não não toma conhecimento disso. Uhum. Por isso que é tão importante a gente tá aqui hoje, por exemplo, participando desse programa. A imprensa pode ser um grande parceiro, um grande aliado da população, da administração pública. De nada adianta a gente ter as vagas e as pessoas não saberem que elas estão ali disponíveis. Então essa divulgação é muito importante. Acredito que a falta de acesso à informação pode ser um dos obstáculos que a gente enfrenta. Outra questão que a gente enfrenta, né, eu comentei aí da questão da subutilização da mão de obra, a gente sabe que a taxa de desemprego é baixa, então essas pessoas em tese não estão eh trabalhando, poderiam acessar o curso de qualificação. Às vezes tem essa questão do dispêndio, né? Eu, por estar desempregado, eu não tenho recurso para poder pegar um ônibus, para poder eh me alimentar. Então, eu deixo de acessar o curso por conta disso. A CP Procamp, pessoal, é legal comentar isso, ela tem apoios nesse sentido, tá? Então, o pessoal que tá hoje desempregado, em situação de vulnerabilidade, quer acessar os cursos de qualificação profissional, muitas vezes consegue ter um apoio aí eh com o Vale de Transporte, com alimentação para poder realizar esses cursos. Outra outro aspecto, né, eu ia falar da subutilização. Tem algumas pessoas que elas gostariam de buscar outras vagas de emprego, gostariam às vezes de fazer um curso de qualificação, mas elas não conseguem abandonar um emprego que elas já têm. Então, muitas vezes ela elas acabam preferindo continuar onde elas estão, ganhando menos do que acessar esses cursos que estão disponíveis. Eu acho que esse também é um outro obstáculo que a gente tem que colocar. E por fim, por último, a gente falou um pouco aqui do mercado informal. né, que algumas pessoas acabam eh resolvendo abrir um mês. Você citou, né, Rúbia, o exemplo da pessoa que faz pão, ela quer vender o pão dela. Existem cursos para essas pessoas também. Hoje a gente tem parcerias com o Sebrai, por exemplo, com uma oferta grande de cursos na área de empreendedorismo, planejamento financeiro, como montar seu próprio negócio. A Secretaria de Trabalho e Renda tem um equipamento público que chama a Casa do Empreendedor. Então, a gente presta um acessamento aí para as pessoas que querem montar seu próprio negócio, não sabem por onde começar. Existem linhas de microcrédito disponíveis no município. Existe o Banco do Povo, por exemplo, que é uma linha de microcrédito que num primeiro empréstimo pode emprestar até R$ 12.000 para aquele empreendedor a uma taxa de juros de 0,35% ao mês. É uma taxa de juros baixíssima, uma taxa subsidiada justamente para fortalecer, incentivar os novos negócios, enfim. Então mesmo para as pessoas que querem empreender, existem cursos disponíveis e esses cursos, essas vagas não estão sendo preenchidas. Então a gente percebe que realmente existe uma barreira de acesso e essa barreira não é porque não existem vagas essa barreira porque às vezes as pessoas não ficam sabendo da existência desses cursos. Então queria convidar quem tá assistindo esse programa com a gente acessar o site da prefeitura, site da Secretaria de Trabalho e Renda. tem muita coisa disponível para vocês que querem voltar a estudar, querem buscar novas oportunidades no mercado de trabalho. E tem sim, sempre no nosso jornal do meio-dia, no Câmara Notícia, eh, temos as vagas disponíveis, os cursos disponíveis e aí por conta disso, a nossa produção falou: "Opa, pera aí, se tem vaga, tem curso, por que que tem gente desempregado? Vamos trazer um estúdio câmara referente a esse tema, né? Porque daí a gente tem aí os dois lados. Nós temos quem oferece, quem capacita, né? E temos o RH para poder trazer pra gente um ponto de equilíbrio, pra gente poder entender o que que tá acontecendo, né? Será que as pessoas estão acomodadas demais? Será que é falta mesmo de informação? Roseli, o bom da Roselia sabe o que que é? É que ela trabalha na RH, né? É nossa RH. E e também ela é psicóloga, então ela consegue manter todo o equilíbrio assim. Eu não sei como, mas ela consegue, né, Rosel? Porque vamos, vamos e venhamos. Olha que área delicadíssima para se trabalhar, não é? Delicadíssima, mas apaixonte, tanto que faz mais de 40 anos que eu estou nela. Exatamente. Isso mesmo. É. E e eu percebo que nós estamos vivendo algumas situações de descas des descasamento, vamos dizer assim, como o Guilherme colocou. Ah, tem oferta para formação, tem. Eh, algumas pessoas dizem: "Não, não é isso que eu quero, não é o que eu quero para mim". E ao mesmo tempo tem um outro mercado que é o mercado dos profissionais 50 mais. Sim, que eu quero trazer esse tema, graças a Deus tá voltando a ter eh demanda para esses profissionais e precisam. Só que também eu vejo vários profissionais já nessa fase que fala: "Será eu vou conseguir aprender? Eu vou conseguir me capacitar, eu tenho condições para isso? Eu vou ter emprego, eu vou ter oferta de trabalho para mim, porque ainda existe sim preconceito. Eu não adianta a gente dizer que não existe. Eu pertenço a essa classe e vejo que existe sim. Óbvio que a pessoa tem que aprender por toda a vida. É o long life learning que como nós falamos, é a aprendizagem de toda a vida. Não é porque a pessoa passou dos 50 que ah, eu já aprendi tudo que eu preciso. Não, é aprender a vida inteira. Então eu convido e incentivo também a essa população buscar em várias frentes, como eh varejo, comércio, ah coisas voltadas à logística, o segmento de logística, empresas, eu tenho visto vagas e eu tenho buscado profissionais 50 mais para algumas demandas de empresas também. Eh, e gosto de divulgar isso quando eh eu tenho essas demandas nos grupos eh 50 mais, porque é uma oportunidade para pessoas voltarem ao mercado. Com a nossa situação hoje, cada vez mais a previdência alongando a vida útil do profissional, precisa ter emprego, precisa ter alternativas de trabalho para as pessoas dentro dessa faixa. E eu acho que essas pessoas aí é a minha dica, né, para quem pertence a essa faixa, acredite em você, busque também se aprimorar, busque também continuar se capacitando. A internet tá aí, os cursos oferecidos pelo CPROCAMP e por outras tantas atividades, pelo CESP, CESC, CNAI e assim sucessivamente. São muitos. Então são alternativas e que você pode buscar buscar informações, buscar se aprimorar, mas se abra pro mercado, se abra novamente, né? Essa é uma demanda muito importante. Agora, precisa trabalhar o autoconhecimento, precisa trabalhar a autoconfiança. Eu sou capaz. Se eu sou capaz, eu vou à luta, eu vou procurar me aprimorar, eu tenho condições de aprender, então vamos à luta. É uma oportunidade ímpar e que as pessoas precisam trabalhar em cima disso. E no outro lado, o jovem que tá entrando no mercado de trabalho. Hã, eu participei de um podcast recentemente que eu falava sobre o que é importante quando o jovem vai fazer um currículo, vai se preparar, né? Eh, eu vejo alguns e até filhos que às vezes dizem: "Ah, como que nós montamos um primeiro currículo? Eu vou montar em termos de estudos, eu vou montar em termos de outras habilidades, projetos voluntários, atividades que eu tive na escola, participações de de projetos especiais, projetos de pesquisa. Essas atividades voluntárias fazem a diferença. Conhecimento de idiomas pros jovens. Hoje é essencial você começar a buscar o inglês. Ah, eu não tenho dinheiro para pagar um curso. Procura o que tem de parceria ligado aos órgãos públicos. A internet tá aí. Procure ver filme em que você possa ouvir inglês. Eh, então isso tudo é importante. Só o inglês não, o espanhol também. Então, hoje muitas vagas eh pedem inglês, pedem espanhol, precisa ser fluente, o que não é fácil, talvez não, precisa ter alguns conhecimentos. Então, a pessoa tem que ter jogo de cintura, tem que tentar buscar esses conhecimentos e isso é fundamental. experiências, falando pros jovens, experiências que eu tive no exterior, eh, alguma viagem, ah, mas eu só fui a passeio, mas você foi ter integração com a cultura, com o idioma, com a língua. Isso é importante, óbvio. Outras viagens, tudo isso é aprendizagem. Tudo isso entra no seu no seu eh cabedal, vamos dizer, de conhecimentos como um todo, na sua mochilinha, né, que é experiência. Muito bom, gente. 8:42, bate-papo bem interessante, bem importante. É troca de conhecimentos, né? É, você é tendo acesso à informação com pessoas aqui de um nohow excepcional e e que podem eh direcionar, né, para que você possa de repente sair da informalidade ou então ah levantar, né, respirar e falar: "Uau, eu posso a partir de agora vou fazer um curso e vou me preparar para o mercado de trabalho. de repente é uma oportunidade ou aquele empurrão que estava faltando que você tá aí pegando agora com o nosso programa Estúdio Câmara e com os nossos convidados. Falando nisso, 8:43, nós temos algumas perguntas, Roseli, depois você pode completar seu raciocínio aí. A Roselia, interessante, ela trouxe alguns tópicos para trazer para você, para nós, né? Porque é um aprendizado contínuo, como você disse, né? né? Ô Guilherme, a gente aprende todos os dias e aqui no estúdio Câmara, eu sou a primeira aprendiza. Gente, como eu aprendo. Você é delicioso demais. Então eu vi que você trouxe alguns algumas pontuações aí depois você, por favor, pode explanar, tá bom? Vamos lá, então. 8:44 a gente vai até às 9. É isso, produção? Então tá, tem perguntas, vamos fazer assim, joga uma para cada um e aí depois a Roseli explana a as pontuações dela, o Guilherme complementa e a gente vê até que horas a gente consegue isso e qualquer coisa a gente vai para as considerações finais, combinado? Então tá bom. Ao vivo é assim mesmo, a gente vai se ajustando. Rafael Gomes da Vilita Pura. Vamos lá. Com o avanço da inteligência artificial e o crescimento das faculdades EAD, eu fico em dúvida se as vagas de emprego vão ficar ainda mais exigentes. Opa. para nós que estamos entrando no mercado. Boa colocação, Rafael. É porque é tudo à distância, né? Inteligência artificial e aí você quer entrar no mercado de trabalho. Tem mais exên exigência, Roseline? Eh, tem. E é óbvio que a gente não pode dar uma diavestruz e enfiar a cabeça no buraco, né? Eh, com a o avanço da inteligência artificial, a gente sabe que algumas funções que são muito mais operacionais eh ao longo do tempo elas tendem a deixar de existir. Por exemplo, o próprio processo da inteligência artificial, ele nos poupa tempo em algumas coisas, algumas funções, como fazer pesquisa, buscar dados, eh trazer alguns insightes, algumas ideias pra gente começar a trabalhar. O que não pode ter é um copiacola, né, a partir daquilo, até porque tem LGPD e tudo mais, Lei Geral de Proteção de Dados que a gente precisa cuidar, mas eh a inteligência artificial nos ajuda a trazer algumas bases para trabalhos, para refinamento, para análises, para pesquisas. Então, óbvio, outras funções começam a existir no mercado de trabalho, cientista de dados, eh, a trabalhos voltados à análise de dados em ciência da computação. H, eh, são funções que começam a existir e ter demandas. Muitos cursos de EAD, como a pessoa fez a pergunta, trazem algumas noções, algumas ideias, não só EAD, mas a universidade como um todo, ela traz conceitos e conteúdos, mas que cabe ao aluno buscar se aprimorar, se aperfeiçoar, não ficar só naquele conteúdo que tá sendo ministrado, ir em busca, né? É isso que faz um bom profissional, não é simplesmente, ah, eu completei a faculdade, eu tenho um cartucho, eu tenho diploma, mas como é que eu ponho isso em prática? Qual é a capacidade analítica que eu tenho? Então, sim, muitas demandas estão sendo aprimoradas no mercado de trabalho, muitas demandas eh começam a pedir custos complementares. Hoje, eh, se há alguns anos atrás, ah, precisa ter Excel para trabalhar em atividades administrativas e tudo mais, hoje o Excel mais avançado com mais funções, mas Power BI, outros aplicativos de análise e tratamento de dados são importantes e vem sendo demandados, sim. Então, além de buscar o idioma, procura buscar como é que eu trabalho com dados, porque a demanda por dados vai ser cada vez mais intensa nas posições que existem, que já existem abertas no mercado. Muito bem, vamos lá. 8:47. Agora a próxima pergunta vai para o Guilherme. Vamos ver o que vem por aí. Carlos Souza da Vila Industrial. Depois de mais de 10 anos atuando em um setor, decidi tentar uma nova profissão. O mercado costuma dar chances reais para essa mudança. Opa, é migrando aí, trocando, fazendo uma substituição, né, na carreira. E aí, qual que é a sua avaliação, Guilherme? Como que você vê essa questão aí da troca, né? você tava atuando em um setor, daí de repente vamos estudar, vamos embora para uma nova profissão. O mercado ele dá chances reais para essa mudança? O mercado tem dado muita chance sim, até por conta de tudo isso que a gente conversou hoje, né? O mercado tem encontrado dificuldades para preencher algumas vagas, buscando algumas mão de obras específicas, né? Então tem muito espaço para essas transições de carreira no dia de hoje. Lógico, a gente buscar uma nova qualificação, por exemplo, ah, deixa fazer um novo curso, buscar um novo conhecimento. Isso ajuda muito nessa transição, mas esse não é o único fator essencial para que isso aconteça. A gente falou um pouquinho aqui da soft skills, né? Então, um profissional que tem uma boa habilidade de comunicação, uma boa habilidade de liderança, tem resiliência, mostra que tá realmente disposto a realizar essa transição, quer vestir a camisa da nova empresa, da nova vaga que tá buscando esse tipo de profissional, com certeza vai ter mais facilidade na hora de realizar essa transição de carreira. Então, isso é algo muito viável, muito factível. E se você realmente tá buscando isso, a gente vive um excelente momento para que essa transição aconteça. Legal. E quando a gente fala em transição de carreira, me lembra a pontuação que a Roseli fez das pessoas 50 mais, né? Como que tá a busca? Tem alguém, o pessoal 50 mais quando vocês fazem feirões. Eu vi que teve um feirão para eh pessoas eh PCD, né? E foi sucesso, gente. Que legal. Muito bom. assim, a oportunidade chegando, só que aí a divulgação e as pessoas se encontrando com o seu emprego. Então, a a porta está aberta, foi feita a divulgação, a pessoa foi até lá e deu uma conexão magnífica. Aquilo foi muito sensacional, porque, gente, emprego é vida. Eu não sei vocês, mas eu amo o que eu faço, eu adoro trabalhar e isso para mim eu preciso. Quando eu tiro férias, as férias têm que ser assim, ó. Cheguei, tirei férias hoje. Então, dois dias em casa para organizar as coisas de casa, saio, vou viajar, fico cinco dias fora, volto dois dias para reorganizar. Opa, paraora trabalhar, porque se eu não estiver trabalhando, eu não me reconheço. Então, assim, a pessoa 50 mais ela precisa eh eh hoje tá bem diferente. As pessoas 50 mais elas estão buscando oportunidade. Eu queria saber como é que tá a questão da busca nesses cursos gratuitos, né? Você tem a algum dado algo que você pode trazer pra gente de Campinas referente a essa busca das pessoas 50 mais no emprego ou na qualificação? A gente tem percebido uma procura das pessoas acima de 50 anos por novas oportunidades do mercado de trabalho e as próprias empresas estão abrindo vagas para esse público também. A gente mensalmente realiza os ferões de emprego e oportunidades, né? pelo menos dois ferões ao mês. E a gente percebe que muitas vezes as empresas colocam que elas gostariam de preencher aquelas vagas com um público 50 mais. Mas por que o 50 mais, né? Ah, a gente tava falando, voltando no assunto de soft skills e hard skills, uma coisa que a gente não comentou e é importante trazer para vocês, a soft skill é mais difícil de ser treinada, ela demanda mais tempo. É difícil você ensinar para uma pessoa como ser resiliente, como que ela pode exercer bem um papel de liderança. São skills que a gente vai aprendendo, vai desenvolvendo ao longo da nossa vida. A hard skill, a habilidade técnica é uma habilidade mais fácil de ser treinada e é uma habilidade que até por conta do avanço da inteligência artificial é mais fácil dela ser não substituída, mas complementada no dias de hoje. Então a soft skill é mais difícil da gente poder treinar, poder desenvolver. As pessoas 50 a mais, por terem mais tempo de vida, mais experiência, elas tiveram oportunidade de desenvolver mais essas habilidades. Então, a gente percebe que essas pessoas com 50 mais, normalmente elas têm mais resiliência, elas têm mais disposição, mais motivação, tem mais inteligência emocional para lidar com algumas situações de conflito, estresse do dia a dia. E essas pessoas acabam sendo um ótimo contraponto dentro das empresas. Quando a gente fala de pessoas mais jovens ingressando no mercado de trabalho, o jovem de hoje é muito ansioso, tem muita energia, que é que as coisas aconteçam de forma muito rápida. a gente ter esse contponto das pessoas do público 50 mais ajuda muito a equilibrar essa dinâmica dentro das corporações. Então a gente percebe sim que existe uma procura muito grande hoje, tanto das pessoas que querem acessar as vagas quanto das próprias empresas e tem muita vaga sendo ofertada aqui no município voltada para esse público 50 mais. Uau, que interessante, né, Roseli? Que bom, a gente fica feliz com isso. É importante que você levante, né? Vamos lá. Você pode, como a Rosel disse, aprender todos os dias. Roseli, a gente tá quase chegando nas considerações finais. 8:53. A conversa tá tão boa com vocês, é tão gostoso, sabe, a gente abrir os nossos olhos, ampliar os nossos horizontes. Gente, vamos lá, a gente pode. Então, por favor, traz pra gente o que você tem anotado aí, que eu sei que é super dica. e você de casa, ó, pega a visão. Eh, um, um ponto importante, eh, falando, complementando a questão da soft skills, que eu acho que isso é fundamental, o pensamento crítico. Uma coisa que a gente percebe essa capacidade de análise, o pensamento crítico, a a fazer uma uma trazer a sua visão com elementos passados, com a experiência passada para analisar situações presentes de uma forma mais madura, mais equilibrada. é uma característica que em geral os profissionais 50 mais têm, não só, né, mas eu tô dizendo como um todo, a pessoa pode trabalhar e aprimorar isso e buscar ser menos ansioso, trazer um pouco mais eh dessa visão analítica que ela é importante e também o lado de eh ser um pouco mais eh perseverante, vamos dizer assim. Eu acho que isso é importante, ver um pouco mais o lado positivo e buscar em tudo, não apenas o lado crítico, mas o lado construtivo, que eu acho que isso é essencial no ambiente de trabalho. E ao mesmo tempo, um outro lado que eu quero comentar é das empresas seriem um pouco mais flexíveis nas suas demandas, nas suas exigências para as posições. Eu trabalho muito com isso e digo isso para as empresas. Olha, ótimo, eu busco isto, mas já que eu não tenho, em vez, qual é a demanda que eu, quanto tempo eu vou ficar sem a posição, qual o custo, qual o impacto na minha produtividade? Então vamos baixar um pouquinho e vamos trabalhar para que esse equilíbrio aconteça. São coisas que eu tenho trabalhado e é um é um ponto complementar que eu queria colocar aqui. Tem que ter esforço conjunto de ambos os lados, das pessoas buscando das ofertas e para que tenha esse casamento e não o descasamento que nós estamos vivendo hoje em dia. Nossa, gente, quanta entrega. Que programa gostoso. Guilherme Roseli trazendo uma virada de chave pra sua vida. você que tá aí de repente desempregado, vamos lá, né? Não tá tão ruim assim não. Olha, olha só quanta oportunidade, quanto conhecimento nós trouxemos aqui no programa de hoje. A gente precisa encerrar. Dá tempo para mais uma produção ou ten que encerrar agora? Manda aí, fala para mim. Hã, a gente tá tão gostoso conversar aqui falando, falando sobre capacitação. É tão gostoso, a gente aprende todos os dias, né? Se tiver mais uma. Ah, dá tempo. Oba. Larissa Nunes de Barão Geraldo. Muitos falam de competências comportamentais. Como eu posso mostrar em uma entrevista que eu tenho essas habilidades valorizadas pela RH? E agora? Vamos lá então os dois, um pouquinho de cada um. Vai. Começamos por você, Guilherme, porque daí a gente já vai ter que encerrar. Então vamos. você fala um pouco, a Rosel fala um pouco. Vai lá rapidinho, então, pra gente poder ir pro encerramento. Eu acho que a melhor forma da gente demonstrar, né, as nossas competências comportamentais é através de exemplos. Então, por exemplo, eu quero demonstrar que eu tenho uma boa habilidade de liderança de equipe. Eu contar um exemplo, olha, porque numa ocasião, num outro emprego, eu tive um desafio, eu assumi a responsabilidade por esse desafio, eu organizei com a equipe a forma como a gente ia resolver aquele problema através de um exemplo concreto, alguma experiência de vida que você tenha passado. É uma boa forma de você conseguir demonstrar, evidenciar essa competência. comportamental. Muito bem. E complementando também não adianta não ser verdadeiro, porque quem está ali entrevistando vai perceber o quanto é verdadeiro. Claro, claro. São anos, né? Eh, e aí a gente observa o se a pessoa tá sendo verdadeira ou se ela faz de conta. Quantas vezes eu vejo aquelas pessoas dizem: "Eu sou extremamente calma. Nossa, eu sou eu não sou ansioso, eu sou calmo". E aí você vê pela característica, pelo jeito da pessoa, que aquilo não é verdadeiro. Então os exemplos sim são essenciais e o bom profissional que vai te entrevistar vai pesquisar isso. É a avaliação situacional que a gente faz, mas ao mesmo tempo não adianta dizer o que não é verdade. Ah, eu tenho conhecimento intermediário de inglês, é muito comum, ok, let's talk. E aí você vê a pessoa de fato não tem, mas diz que tem. Exatamente. Às vezes nem on, então a gente percebe isso. Verdade, sinceridade, ser você, autenticidade. Eu acho que isso é importante porque também não adianta partir para o emprego dizendo que eu tenho tudo aquilo e eu vou chegar lá e não tenho, não tenho como mostrar e aí não vou ser feliz. E às vezes acaba não ficando na empresa e frustrando também, né? Porque daí você vai acabar ficando com vergonha, tipo, não deu certo aí e aí como é que vai fazer? Não é exatamente? Ótimas dicas. Pega essa visão do programa de hoje. A gente vai agradecendo então, Roseli, gratidão. Sempre é muito bom receber você com a gente. Obrigada. Obrigado. Um prazer estar aqui com vocês. Chamem outras vezes que eu venho. A gente chama assim maravilhosa. E você, Guilherme, trazendo tantas informações, tantas dicas, né? compartilhando, gente. O mundão tá aí esperando por você. O Guilherme trouxe isso. Aproveita. Muito obrigada por compartilhar, viu? Obrigado. Prazer estar com vocês e reforçar que a Prefeitura de Campinas, através da Secretaria de Trabalho e Renda, tá à disposição para auxiliar as pessoas que estão querendo se inserir no mercado de trabalho. Podem acessar o CEPAT, tem muitas vagas disponíveis, vagas de qualificação e quem quer empreender também tem essa oportunidade através da Casa do Empreendedor. Muito bem. E assim a gente vai encerrando o nosso programa de hoje aí, ó, bem certinho. 8:59. A gente agradece a sua audiência, a sua companhia. Lembrando que ao meio-dia nós temos Câmara Notícia com informações do legislativo para você e também da nossa cidade de Campinas. Daqui a pouquinho nós temos ela, a nossa jornalista de inteligência artificial, sabia? É, a Íria, vem direto da Central Iá, trazendo informações aqui de Campinas, do estado, Brasil, mundo, cotação do dólar, euro e muito mais para você ficar atualizado e muito bem informado. Sem contar a programação da TV Câmara Campinas, que é feita com muito carinho, especialmente para você aí de casa. E amanhã nós temos mais estúdio Câmara a partir das 8 da manhã ao vivo. E amanhã a gente vai falar de um, olha gente do céu, o imprevisto aconteceu e agora? Quem nunca se sentiu engolido por um imprevisto? Aquele pneu furado um plano que muda de repente? A vida que foge do controle? Amanhã nós vamos falar sobre as ferramentas para dominar o caos e entender como a necessidade de ter as coisas planejadinhas alimenta a nossa ansiedade. É um verdadeiro treinamento pra nossa mente. Amanhã a gente vai falar como lidar com imprevistos. Então não tem como prever. Aconteceu. Como é que você reage? Vamos aprender. É amanhã a partir das 8 da manhã em mais uma edição do nosso estúdio Câmara ao vivo aqui na TV Câmara Campinas. Beijo grande para você. Obrigada mais uma vez aos nossos convidados, a você de casa. Fique com a gente e até lá. Tchau. Tchau. Até lá. Ciao [Música] [Música] [Música]
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