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Estúdio Câmara | Doenças emocionais: quando o corpo fala o que a mente cala
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Estúdio Câmara | Doenças emocionais: quando o corpo fala o que a mente cala

219 views Publicado 08/10/2025 HD · 1:03:40

Descrição do vídeo

Você sabia que as emoções podem adoecer o corpo? No programa Estúdio Câmara, o tema em debate é “Doenças Emocionais – A Dor Vai Chegar: Como o Emocional Pode Afetar a Saúde do Corpo”, uma conversa profunda e necessária sobre a relação entre saúde mental e física. Com participação do Dr. Guilherme Vilas Bôas (especialista em clínica da dor, com formação em psicossomática e comportamento) e da psicóloga Patrycia Wolf, fundadora da Wolf Treinamentos e autora do livro Do Caos à Superação, o programa explica como emoções mal geridas — como estresse, raiva, luto, preocupação e ansiedade — podem se manifestar fisicamente, causando dores e até doenças crônicas. 🧠 Quando a mente adoece, o corpo grita. O corpo humano reage às emoções de forma real: músculos tensionam, hormônios se desequilibram, a imunidade cai. É nesse ponto que sentimentos reprimidos ou não compreendidos podem se transformar em sintomas físicos — dores de cabeça, gastrite, fadiga, insônia, palpitações, entre outros. Durante o programa, os convidados respondem questões como: Como o estresse se transforma em doença física? Quais sinais o corpo dá quando o problema é emocional? Existe diferença entre uma “doença psicossomática” e uma doença real? O que fazer para reconhecer e tratar a dor emocional antes que ela se torne física? 💬 “A dor é um pedido de escuta. Quando não ouvimos o que sentimos, o corpo fala.” Essa é uma das reflexões centrais do Estúdio Câmara, que traz uma abordagem humanizada sobre como cuidar da mente é também uma forma de prevenir e tratar doenças físicas. 🌿 Destaques do programa: A visão da psicossomática: quando emoções reprimidas se expressam por meio de sintomas físicos. Como o ambiente, o estilo de vida e as relações podem agravar o sofrimento emocional. O papel da consciência emocional no equilíbrio da saúde. Estratégias práticas para fortalecer a mente e o corpo em conjunto. A importância de buscar ajuda profissional e não normalizar o sofrimento. 👨‍⚕️ Convidado: Dr. Guilherme Vilas Bôas – Especialista em Clínica da Dor, com formação em Psicossomática e Comportamental. Atua na compreensão das causas emocionais e físicas da dor, ajudando pacientes a encontrar equilíbrio entre corpo e mente. 👩‍💼 Convidada: Patrycia Wolf – Psicóloga, escritora e mentora. Fundadora da Wolf Treinamentos, empresa dedicada ao desenvolvimento humano e à expansão do potencial pessoal e profissional. Autora do livro Do Caos à Superação, ministra palestras e treinamentos em todo o Brasil, incluindo o projeto EmpoderAÇÃO, voltado especialmente para mulheres. 💡 Reflexão: A verdadeira cura começa quando reconhecemos o que sentimos. Em muitos casos, a dor física é apenas o reflexo de algo emocional não resolvido. Este episódio convida o público a olhar para dentro e entender que saúde é equilíbrio entre corpo, mente e emoção. 📺 Assista ao Estúdio Câmara completo e descubra como transformar dor em autoconhecimento, e sofrimento em oportunidade de crescimento. Se identifique, comente e compartilhe essa mensagem — porque falar de emoção também é cuidar da saúde. Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

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Olá, muito bom dia para você que está acompanhando a programação da TV Câmara Campinas. Estamos chegando com mais uma edição do nosso Estúdio Câmara, na manhã desta quarta-feira, dia 8 de outubro. E o nosso tema fala direto com o nosso corpo, né? E com a nossa alma também. Nós vamos conversar hoje, gente, sobre as doenças psicossomáticas. Quando o corpo fala, o que a mente insiste em calar? Você sabe aquela dor que aparece do nada, o cansaço que não passa, ou o coração que acelera mesmo em repouso? Pois é, às vezes o corpo está tentando dizer o que a gente ainda não consegue colocar em palavras. E você aí de casa, já passou por algo assim? Conta pra gente, manda sua mensagem, nosso WhatsApp está na sua tela, 19 978 29 37 76, gostaríamos de ouvir a sua experiência ou então a sua dúvida, porque hoje nós temos dois convidados muito especiais que vão falar com a gente sobre as doenças psicossomáticas. Enquanto você vai mandando a sua mensagem, nós vamos atualizando algumas informações do Legislativo. Começão de Constituição e Legalidade da Câmara de Campinas realiza hoje, às 3 da tarde, a 15ª Reunião Ordinária para discutir pareceres de 16 projetos de lei. Entre os destaques está o parecer favorável ao Projeto de Lei Ordinária 324 de 2025 de Autoria da Prefeitura, que institui o Plano Plurianual para o Quadrênio 2026-2029. O PPA é o principal instrumento de planejamento de médio prazo da administração pública, definindo diretrizes, objetivos e programas que orientam as políticas municipais pelos próximos quatro anos, segundo o projeto encaminhado pelo Executivo. As diretrizes centrais são qualidade de vida, desenvolvimento econômico e sustentabilidade. Entre os programas transversais previstos estão o Primeira Infância Campineira, o PIC, voltado à proteção integral das crianças de 0 a 6 anos e o plano local de ação climática que busca integrar políticas públicas de mitigação de gases de efeito estufa e adaptação às mudanças climáticas. A reunião é aberta ao público, será realizada no plenarinho da Câmara, você pode participar. Transmissão ao vivo aqui pela TV Câmara Campinas, também pelo canal da emissora no YouTube. E mais tarde, às seis da tarde, o Plenário da Câmara realiza a reunião ordinária de número 61, que terá entre os destaques a votação em primeiro turno do Projeto de Lei 125 de 2024, de autoria do vereador Nelson Osseri, que cria a Semana Carlos Teixeira para combate ao bullying na rede de educação básica do município. Essa proposta a gente busca promover conscientização, prevenção e combate ao bullying escolar, abrangendo desde a educação infantil até o ensino médio. A data escolhida, 16 de abril, homenageia o jovem Carlos Teixeira, vítima de violência escolar. De acordo com o texto, o projeto prevê capacitação de professores, diagnóstico contínuo dos casos e o envolvimento das famílias para o fortalecimento da convivência harmônica nas escolas. Durante a semana poderão ser realizadas palestras, debates, distribuição de cartilhas informativas a alunos, pais e educadores A reunião ordinária começa às 6 da tarde, entrada pela Avenida Engenheiro Roberto Mande, acontece no plenário Número 66, bairro Ponte Preta, você pode participar, é só chegar, você é muito bem-vindo Também tem transmissão ao vivo pela TV Câmara Campinas e pelo YouTube E lembrando que antes da sessão ordinária, às 5 da tarde, ocorre a primeira parte da reunião ordinária dedicada ao encerramento da 20ª semana em defesa da proteção da vida por iniciativa do vereador Nick Schneider. O evento é instituído pela Lei nº 12.413, de 2005, também celebra o dia do Nascituro e reunirá autoridades civis e religiosas engajadas na defesa da vida e também será transmitido ao vivo pela TV Câmara Campinas. Vou lembrar os canais para você. 11.3, TV Digital, 4 da Claro, 9 da Vivo Fibra e pelas redes oficiais da Câmara e também canal do YouTube da TV Camara Campinas. Muito bem, informação ok, previsão do tempo para hoje. Como é que será que fica o tempo hoje? Sol com muitas nuvens agora de manhã, à tarde temos possibilidade de pancadas de chuva. E de acordo com a previsão do tempo, gente, a noite vai estar bom pra dormir mesmo, né? O tempo passa pra chuvoso, mínima de 17 graus, máxima de 24. Essa é a previsão do tempo, de acordo com o CEPAGRE, aqui pra nossa Campinas e a nossa região metropolitana. Vamos lá? Falar agora de doenças psicossomáticas, apresentar a você os nossos convidados. E aquela situação quando o corpo fala, o que a mente cala, né? De acordo com o jornal da USP, a psicanálise chama isso de a expressão do não dito. Quando as emoções reprimidas ganham força no corpo, dores de cabeça, dores musculares, alterações digestivas, nada disso é coisa da sua cabeça. São manifestações físicas de um sofrimento emocional. Hoje a gente vai entender como a mente e o corpo se conectam e como podemos aprender a escutar os sinais do nosso corpo antes que ele precise gritar por socorro. Vamos lá? Vamos dar as boas-vindas aos nossos convidados. Quero receber com muita satisfação e alegria a psicóloga Patrícia Wolff. Ela é fundadora da Wolff Treinamentos, mentora e escritora do livro Do Causa à Superação, com uma trajetória dedicada a despertar o potencial humano e transformar vidas e carreiras. Seja muito bem-vinda, satisfaçante a receber. Obrigada, obrigada, Rúmbia. Bom dia a todos. Maravilhosa, gente. temos muitos que conversar hoje, porque para completar o nosso time, nós temos ele, o Guilherme Vilas Boas, especialista clínico em dor, com formação em psicossomática e comportamento, vai explicar para a gente essas dores que aparecem do nada, né? Do nada, será que é isso mesmo? Seja muito bem-vindo, bom dia! Bom dia a todos, muito obrigado pelo convite e ótimo encontro para a gente. Vamos lá então, a gente já começa perguntando para a Patrícia, que trabalha com essa ideia de superação emocional e autodesenvolvimento. Como é que é esse processo, Patrícia, de escutar o corpo? Isso pode se transformar em uma jornada de autoconhecimento? Realmente o nosso corpo fala com a gente? Com certeza, Rúbia, o nosso corpo ele fala com a gente e o processo de autoconhecimento tem tudo a ver com isso. Quando a gente fala hoje sobre o nosso cérebro, quando ele está em contato com frustrações, dores, Isso torna um terreno muito fértil, porque nós temos respostas químicas, como cortisol e adrenalina, e a longo prazo, isso acaba atingindo o nosso sistema imunológico. Então, o nosso sistema imunológico enfraquece e torna um solo fértil para doenças físicas, então. Olha só que interessante, é bonito a gente perceber que a dor, quando compreendida, ela pode se tornar um ponto de virada e não apenas um sinal de fraqueza, a gente precisa entender sobre elas. As doenças psicossomáticas, Guilherme, elas costumam estar ligadas a emoções reprimidas, raiva, culpa, medo, tristeza, do ponto de vista clínico, O que acontece no corpo quando esses sentimentos não são elaborados? Você tem atendido pessoas com dores que não sabem de onde vêm? E aí, como é que você trabalha? Qual é a sua avaliação referente ao nosso tema de hoje? Então, Rúbia, na verdade, hoje a grande maioria dos atendimentos tem envolvimento psicosomático. Porque se a gente for ver a grande base de toda avaliação clínica, a gente nunca pode chegar para um paciente, principalmente no atendimento generalista, e avaliar ele somente o corpo, ou somente a mente, né, eu costumo dizer que o CERN, né, a base de um bom resultado, né, um resultado realmente efetivo, ele precisa ser um trabalho multiprofissional, então a gente precisa entender as bases fisiológicas do paciente, então analisar um bom exame de sangue, fazer análises clínicas, o exame de sangue é algum começo, e a estrutura física do paciente, entender, olha, esse físico realmente tem alguma alteração, não tem, e as questões psicosomáticas, né? Então é como se fosse a bioquímica, a base fisiológica, a estrutura física e a mente agindo em conjunto. Quando a gente tem uma avaliação generalista a esse ponto, a gente consegue chegar na raiz do problema, na verdadeira causa, e aí fazer um tratamento realmente efetivo. Que interessante, né? Parece que o corpo se torna um fiel tradutor das nossas emoções, só que em outra linguagem. E falando em traduzir emoções, a Patrícia é escritora do livro Caos à Superação, e nesse livro você fala sobre o poder de transformar dor em força. Então, eu queria conversar com você sobre como uma pessoa pode sair do ciclo de adoecimento emocional e encontrar esse caminho da resiliência, porque quando a gente fala de dores psicossomáticas, realmente é por conta de um adoecimento emocional que vai mostrar no nosso corpo, nas dores físicas, não é? Mas como é que a gente faz para entender sobre que estamos adoecendo emocionalmente E aí a gente precisa entender que precisamos buscar ajuda e que precisamos ter resiliência para sair desse ciclo, para que o nosso corpo responda de maneira positiva. Uau! Uau! Rúbia, eu digo assim, até completando o que o Guilherme está falando, corpo e mente formam um só sistema e ambos se influenciam. Então, o quanto é importante a gente entender o nosso ambiente como um todo, um ambiente, então, psicológico e um ambiente físico. a gente entender quais são as coisas que a gente vem carregando aí com a gente, porque muitas vezes eu escuto, e eu escuto bastante isso como psicóloga, algo do tipo assim, ai, tal coisa eu nunca vou contar pra ninguém, isso aqui vai morrer comigo. E eu costumo dizer assim pras pessoas, o que você não fala, não morre com você, te mata, que são coisas completamente diferentes. Então, a primeira coisa é a gente perceber quais são as coisas que a gente vem carregando aí nas nossas vidas. Todos nós temos uma história, eu costumo dizer que dor não se compara, cada um tem a sua e a que dói em mim é a minha e a que dói em você é a sua. Então, dor não se compara, mas nós temos uma trajetória, nós temos acontecimentos e fatos que nos trouxeram até aqui e todos esses acontecimentos e fatos deixam marcas. E por isso é importante a gente perceber o quanto de mágoa, de não perdão existe dentro de nós. Porque o perdão, as pessoas olham muito como uma bondade. Mas na verdade, o perdão ele é inteligência e liberdade. Porque somente pessoas que realmente querem viver, olham para aquilo e falam assim, eu não sou boazinha por ter perdoado, não. Eu simplesmente quero viver e entendo que na vida existem dores, porque hoje também tudo que a gente vê com as redes sociais, com a internet, essa coisa da vida maravilhosa, então você olha e fala, nossa, mas só eu tenho problemas, não, todas as pessoas têm problemas, todas as pessoas têm dores, e nós estamos aqui para evoluir, e se eu estou aqui para evoluir, realmente passando por essas dores, eu saio daqui ainda maior, né? nossa, eu ia falar exatamente isso porque o ser humano ele é um ser que ele precisa evoluir se ele não evolui se ele fica estagnado ele vai ter problemas e isso, quando a gente pensa numa questão psicosomática a gente também tem que entender, enquanto ser humano que se a gente não evolui nas questões emocionais aquilo se torna como qualquer processo crônico e inflamatório então pensa assim pensa como se tivesse um espinho aqui na sua carne. Esse espinho, ele vai ficar gerando um processo inflamatório. Se você não tira aquele espinho, vai gerar um processo de infecção. Aquele processo de infecção vai gerar algumas bactérias que vão ser mutáveis. Essas bactérias mutáveis vão ampliar essa infecção. Vai chegar um ponto que você vai ter que amputar. Então, a dor, ela só começa a aumentar quando você não resolve realmente a causa do problema. E quando um psicólogo ele entra em ação, é pra aprofundar, dar pra gerar mecanismos, né, pra que a pessoa consiga evoluir desse processo. Então, é assim, é ilusório e o ser humano, ele é muito factível, né, porque ele enxerga só o que tá à frente, né, o que é palpável, né, e é por isso que é tão difícil um trabalho quando a gente entra na psicossomática, porque ele tem que tratar o que ele não tá enxergando, né, mas ele precisa tratar, porque como qualquer problema crônico, né, seja um machucado, que ele deixa ali, ele não cuida, vai gerar problemas fisiológicos. Então, vai gerar alterações químicas, vai gerar alterações que, se passar de um certo ponto, né, a gente chama de ponto de inflexão, ele não vai conseguir voltar atrás. Por exemplo, é o caso da diabetes tipo 2. Sim. Ele tá ali, o corpo tá lutando, tá lutando, tá lutando, tá lutando, vai chegar um ponto que ele vai ficar dependente da insulina. Mas se ele conseguir antes resolver aquela questão, ele pode reverter o processo. Né, então, pras doenças psicosomáticas, é exatamente isso. A grande maioria, por exemplo, se a gente for pensar no caso de uma fibromialgia, por exemplo, que hoje em dia tem muito diagnóstico, né? É porque muitos processos de dor ou processos inflamatórios começaram a se juntar, daí tecido muscular ficou inflamado, tecido articular ficou inflamado, tecido neural ficou sensibilizado, e por juntar todos esses fatores, acabou gerando algo que a gente chama de dor mista, que seria essa dor psicosomática. O corpo entra em colapso, não é? Por isso que a gente precisa realmente resolver principalmente esse eixo corpo e mente. Nossa, gente, que interessante, Patrícia. Pode pontuar, por favor. De alguma maneira precisa sair. Tudo que você carrega, de alguma maneira precisa sair. E se você não colocar isso para fora, o seu corpo vai fazer isso por você. E muitas vezes, justamente dessa maneira, às vezes a gente fica com raiva da doença que a gente está. E, na verdade, a doença, ela tá te mostrando algo. Como o Guilherme falou, lá no começo, se você olhar praquilo desde lá do começo, talvez não chegue a algo tão sério lá na frente. Se a gente consegue perceber os sinais ali no começo, realmente perceber aquilo que eu falei pra você lá no começo, a gente perceber como a gente vem vivendo, qual é o meu estilo de vida, o que que eu estou fazendo nesse mundo, onde parece que cada vez que você faz mais, eu preciso chegar antes, eu preciso fazer primeiro, e na verdade muitas vezes o que você precisa é respirar, é estar no momento presente, é olhar para si, é conseguir se perceber, se ouvir, isso faz uma enorme diferença na nossa saúde física e emocional, porque corpo e mente, eles estão juntos, não tem como a gente fazer essa separação, né? Já foi-se o tempo, quando a gente olhava para uma doença você pensando somente na medicação hoje em dia a gente sabe que a gente tratar é somente isso é como você lá quando o carro tá ali é mostrando que tem algum problema em vez de você resolver você corta o fio e a luz vai apagar só que na verdade você não vai tratar ali a causa né muito bem doenças psicossomáticas né como a gente entende que nós estamos passando por isso a precisa entender para poder buscar ajuda. Agora, como eu posso saber que eu já estou entrando em colapso? Por conta de sentimentos, porque na verdade são sentimentos reprimidos, não é? Quando o Guilherme trouxe a questão da diabetes, eu me lembro que a minha mãe dizia assim, eu fui, fiz a medição da diabetes, mas daí o médico disse para mim que ela alterou por conta as emoções. Isso é algo muito interessante e que acontece e que às vezes a gente não se atenta, mas é um exemplo bem importante que a gente pode trazer hoje aqui no programa, não é? Sim, com certeza. Porque assim, por mais que é difícil a gente compreender, porque muitas vezes o ser humano ele tá muito conectado com aquilo que ele sente e aquilo. Então a realidade de mundo dele, da visão de mundo dele é aquilo, né? É o que ele sente, o que ele tem de experiência e de vida. Quando a gente olha pro organismo como qualquer outro organismo vivo, a gente entende que o ser humano, ele é um organismo que precisa sobreviver. Então, ele tem algumas conexões que não adianta, a gente pode fazer o que for, a gente não vai conseguir alterar. Então, quando a gente pensa em bases fisiológicas, processo inflamatório é processo inflamatório. Então, quando a gente tem alteração celular, ele vai ser por uma lesão, então trauma, algo que aconteceu físico, mas também pode ser por algo químico que a nossa própria mente está gerando. Porque a resposta neurológica a qualquer estímulo está acontecendo aqui. Então, se ele vai fugir de um leão, ou se ele vai ter um estresse diário no trânsito, ou se o trabalho dele vai ser esse leão, que ele vai ter que fugir todos os dias, vai causar o mesmo processo inflamatório que ele está em um processo de fuga. então esse processo fisiológico vai gerar um processo crônico inflamatório no corpo dele, que vai gerar alterações metabólicas então a gente tem que entender que é um organismo ele é puramente sobrevivência, a gente tem que fazer algo pra sobreviver quando a gente pensa em tratamento, por exemplo dessas situações, a gente pensa, por exemplo, no ritmo circadiano, eu sempre costumo dizer pros meus pacientes assim, quanto mais próximo do ritmo circadiano o que seria o ritmo circadiano? o começo e o fim de um dia então, o dia amanhece seis horas da manhã, oito horas da manhã a gente fica mais ativo chega na hora do almoço a gente começa a sentir fome aí depois a gente fica um pouco mais sonolento mas depois a gente tem que ficar ativo de novo pra chegar próximo das dezoito horas e começar acalmando pra adormecer o corpo, pra lá umas nove e meia, dez horas da noite a gente tá adormecido pra no outro dia acordar quando o dia raiar, quem faz isso? Nossa, que bom seria se fosse assim, né? Nossa, você falou Olha aqui, me deu até uma... Assim, sabe aquela decoração quentinha? Que bom seria se fosse assim. Mas esse seria o melhor cenário possível. E aí, com certeza, as pessoas seriam mais saudáveis. Então, quanto mais próximo do ritmo circadiana, e a gente respeitar isso, mais saudável a gente vai ser. Que coisa impressionante, né? E aí, Patrícia, como é que a gente entende as doenças psicossomáticas, né? Vamos lá, uma raiva, um estresse que acontece hoje, um estresse que acontece amanhã, a gente vai somando, mas aí isso se transforma em quê pra gente entender que você tá passando por esse processo de uma doença psicosomática? Você sabe que quando o Guilherme tava falando, é aquela coisa da gente, nós seres humanos, a gente procurar o que que tá acontecendo. Então o que que tá acontecendo no meu corpo, eu procuro o que eu tô sentindo, mas normalmente eu sempre tô voltado pro externo, Para algo que eu preciso ver, o que está acontecendo? Ah, é uma alergia, é uma alergia que eu estou, é uma alergia de algo que eu estou usando, é uma alergia, e às vezes a gente deixa de olhar para o lado de dentro. Às vezes a gente deixa de olhar, porque eu costumo dizer assim, a gente está olhando todo o externo, mas como é olhar para dentro de você? As coisas que você vem carregando, é aí que começa o verdadeiro olhar para o autoconhecimento, para entender como algumas pessoas dão significados pra algumas coisas e outras de maneira diferente. Como colocou um estresse no dia. Às vezes, a mesma pessoa pega o mesmo trânsito que você, só que ela talvez não tenha o mesmo estresse que você. E justamente é por conta de significados e de estilo de vida. Você sabe que quando a gente fala sobre o ciclo cicardiano, muito hoje é diagnosticado, muitas pessoas são diagnosticadas com TDAH. A gente vê hoje um boom, assim, De TDAH, de ansiedade generalizada e tudo mais. E a primeira coisa que eu falo como psicóloga é, se você recebeu esse diagnóstico e você não tratou ainda do seu sono, talvez esse diagnóstico não esteja completamente correto. Porque quando a gente não tem o ciclo cicardiano ali minimamente ali controlado, vamos dizer assim, acaba afetando uma área do seu cérebro que tem tudo a ver com a tensão e ansiedade. Então, às vezes, o que você precisa é regular o seu sono. Você não tem TDAH, talvez você não tenha uma ansiedade generalizada, talvez o seu estilo de vida esteja te levando lá. Não quer dizer que você não tem, mas o seu estilo de vida te levou lá. Então, enquanto você for tomar somente medicamento, então, seja para ansiedade, eu não estou dizendo que o medicamento não é importante. Em alguns casos, ele é importantíssimo e imprescindível. Porém, você só tomar os medicamentos achando que isso vai melhorar, às vezes você está tomando medicamento e nem é isso que você tem, o que você precisa é justamente regular o seu sono, que isso já dá uma grande diferença aí na qualidade de vida. Nossa, gente, tratamento das doenças psicossomáticas. A gente pode perceber aqui, na fala dos nossos dois convidados, que esse tratamento exige uma abordagem multidisciplinar. Vocês dois aqui completam esse tema de uma forma ilustre, muito bom. Porque tem o médico, tem quem vai tratar da dor, mas tem o psicólogo que vai orientar para você se olhar, olhar para dentro. E aí, quando a gente fala dessa conexão, como seria essa questão do autoconhecimento? Qual que é a importância do autoconhecimento nesse processo das doenças psicossomáticas, né? Porque eu acho que tudo começa pelo autoconhecimento, não é, Guilherme? Sim, com certeza. Eu gosto muito de filosofia, eu gosto muito de te ler, né? E eu tenho até um processo que eu faço com os meus pacientes, que antes deles iniciarem a psicoterapia ou fazer passar por um processo, tem muito paciente que tem resistência ainda, infelizmente. Eu levo pra eles o que eu chamo de exercícios mentais atemporais. Uau, muito bom! Se a gente olhar ao longo da história, a gente vê os grandes filósofos, as pessoas que fizeram marcos na história, sempre elas silenciavam pra conseguir ter um raciocínio mais claro das coisas, pra conseguir levar e partilhar isso, né? Então, por exemplo assim, quando a gente pensa em grandes filósofos, eles ficavam só, e aí eles ficavam ali tempos meditando, conversando consigo, né? E aí depois eles levavam aqueles raciocínios e compartilhavam, né? Nas rodas de conversa, nas partilhas ali. Você pode ver, por exemplo, a figura de Jesus Cristo, né? Ele subia o monte, silenciava, e depois ele descia para conversar com os apóstolos e depois com as multidões, né? Então esse processo de silenciar é muito importante. E quando a gente fala de exercício mental, eu acho que a parte mais difícil é a gente conseguir ter um raciocínio lógico para entender o que pode estar acontecendo com a gente e ter mais autoconhecimento. E se a gente quiser fazer isso no meio de um barulho, eu costumo dizer que é mais ou menos assim, você está numa balada, se você quiser conversar com uma pessoa, um papo mais profundo, você está no lugar errado, você nunca vai conseguir, porque é muito barulho, e a sua mente é mais ou menos isso, se você tiver uma balada dentro da sua cabeça, você nunca vai conversar com você mesmo, você nunca vai ter autoconhecimento. aí essas ferramentas de silenciar a mente essas ferramentas de você conseguir gerar esse autoconhecimento então práticas de respiração tudo isso, o psicólogo ele é ferramenta essencial pra isso ele vai conseguir direcionar você pra algo que você nem imagina que você consegue fazer então pra você fazer a grande diferença pra você e pros outros primeiro eu acredito que você precisa silenciar pra você poder ter um olhar mais racional pra você e acho que esse é o primeiro passo aí depois até a Patrícia pode dizer aí um pouco mais profundo com certeza como o Guilherme colocou e muitos filósofos dizem isso, eu também gosto muito de filosofia temos muitas coisas em comum e muitos filósofos dizem que realmente o que nos causa realmente dano não são os fatos mas são as nossas interpretações do fato como você reage àquilo Exato, porque se a gente pegar, o fato ele é apenas um fato, algo aconteceu, só que a todo momento nós estamos interpretando a realidade, nós estamos fazendo uma leitura do mundo, é como se a gente dissesse, a gente está vendo ali o mundo, mas o mundo que a gente está vivendo não é o mundo real, é o mundo que eu crio dentro da minha mente, e o quanto isso realmente é forte, como o Guilherme trouxe, esses exercícios, eles fazem a gente ter esse olhar, justamente o autoconhecimento, ele vai trazer, a gente hoje em dia se fala muito sobre a saúde física, as academias nunca estiveram tão lotadas, e é muito legal, eu sou uma pessoa que pratica o exercício físico, e assim, é imprescindível pra vida, só que ao mesmo tempo, o quanto você pratica de exercício físico, você tá praticando com a sua mente, Porque a nossa mente também dá para fazer exercícios, também dá para a gente treinar resiliência, as pessoas não nascem simplesmente com resiliência, nossa, uau, sou uma pessoa resiliente, não, tudo isso ele é construído, então do mesmo jeito que a gente treina o nosso corpo, a gente deve treinar a nossa mente todos os dias. diálogo, né? Entre o corpo e a mente, né? Gente, que interessante. Agora, às vezes, a culpa vem nesses momentos de autoconhecimento, de entendimento, e a gente aqui está falando hoje das doenças psicossomáticas, e aí a culpa vem por a gente não dar conta, né? E aí a gente acaba somatizando ainda mais. Então, como é que a gente pode acolher as nossas fragilidades nesse meio termo do autoentendimento das doenças psicossomáticas, a gente acolher as nossas fragilidades sem a gente pressionar nós mesmos, porque você não dá conta, porque você, agora você não conseguiu, e aí eu acho que se a gente conseguir acolher, a gente pode ter um sucesso melhor no processo do autoconhecimento e na identificação das doenças psicossomáticas e no tratamento. Mas como a gente faz esse acolhimento, essa culpa, ela sempre vem quando a gente busca o autoconhecimento e a gente começa a interiorizar, porque aí o autoconhecimento é olhar para nós mesmos, né? E aí o autoconhecimento, ele é doído às vezes, não é não? Muito, ele é muito doído e a gente precisa de uma vez por todas entender que a dor faz parte da vida. é muito interessante a gente perceber o quanto às vezes a gente foge dessa dor como a gente está fugindo de algo que realmente vai fazer muito mal para a gente e na verdade essa dor quando acolhida e quando olhada com esse carinho ela justamente vai fazer com que a gente alavanque, com que a gente cresça ainda mais ela não está aqui para nos prejudicar, ela está aqui justamente para nos mostrar algo essa coisa da gente querer ser perfeito de não nos permitir errar então eu preciso dar conta de tudo eu preciso ser o melhor e tá tudo bem errar e tá tudo bem não dar conta de tudo e tá tudo bem aquela dor você deixar ela vir e falar deixa ela vir com toda a intensidade que ela merece se você deixa ela vir com toda a intensidade vai doer eu não tô dizendo que vai ser agradável vai ser dolorido mas ela vai doer apenas uma vez Agora, se você ficar fugindo dela, você vai sentindo ela por doses homeopáticas, mas por anos da sua vida isso vai trazer dores ainda maiores. Enquanto você não parar e sentir aquela dor, realmente falar, deixa ver, o quanto vier e tá tudo bem, vai doer. Eu não vou dar conta, muitas vezes eu vou chorar, eu vou gritar, eu vou precisar de ajuda, eu vou colocar pra fora de alguma maneira, mas eu vou deixar ela ver. Porque se ela não vier agora, lá pra frente ela vai me matando aos poucos. Nossa, interessante, muito interessante. Guilherme, tem um perfil de pessoa mais suscetível, assim, a desenvolver essas doenças psicossomáticas? O que você, como você vê, o que chega para você? Ou todos nós, assim, em algum grau, a gente está sujeito a isso, independente do contexto emocional? É, como a Patrícia falou, eu acho que as experiências de vida, a visão de mundo, isso vai fazer com que a pessoa tenha mais ou não propensão de ter uma doença psicosomática, né? A visão da dor, realmente, ela é transformadora. Se a gente conseguir entender que ela é um processo fisiológico que o nosso cérebro tá gerando, e é a resposta a algo, a gente não vai querer tratar a dor. porque o tratamento de qualquer dor ou qualquer doença psicossomática, se a gente olhar só para os sintomas, lembrando, dor é um sintoma, a dor é como se fosse um alarme que está pegando fogo e ela está ativada se você apaga o fogo, o alarme vai parar, só que se você desligar o alarme o fogo vai continuar, então por isso que a gente não pode tratar só o alarme, só a dor a gente tem que realmente tratar o fogo que é a causa, né? Quando a gente pensa nas pessoas que têm mais essas causas ativas, primeiro é porque elas estão olhando muito mais só pra dor. Então, geralmente são pessoas que não tiveram grandes experiências dolorosas ao longo da vida, isso conta também. Então, por isso que eu falo sempre pros pacientes, o esporte ele é algo maravilhoso muitas vezes pras pessoas porque através da dor ali diária, né? a competição também eu acho que é algo saudável dentro dos limites, né, eu acho que isso é importante, né, a gente nunca chegar nos extremos, né, levar ali com equilíbrio, porque quando a gente pensa numa competição você vai perder, você vai ganhar, tem dias que vão ser mais positivos, mais negativos, tem dias que vai estar disposto ou não, né, então a disciplina em cima de você ter uma rotina, ela vai ser importante, então geralmente pessoas que são mais suscetíveis às dores psicosomáticas, geralmente são pessoas mais sedentárias, são pessoas que não têm experiências dolorosas ao longo e não souberam lidar ou compreender o que realmente estava acontecendo, simplesmente foram lá tomar o remédio e apagaram aquele alarme, desligaram o alarme. São pessoas que entram numa rotina muito fora desse ritmo circadiano, então o sono está alterado, hidratação está alterada, uma alimentação extremamente inflamatória, né, então, assim, a gente não julga os pacientes, porque a gente sabe quanto hoje, financeiramente é difícil você ter uma alimentação saudável, né? Então, por exemplo, se você hoje vai e come uma coxinha com uma coca uma coca, desculpa falar de... com refrigerante que tem açúcar é algo que é muito mais barato do que você fazer um preparo de um alimento é você saber o que realmente tá acontecendo, o tempo tá muito atribulado a gente precisa pensar em produzir, produzir produzir, né? Então, esse estresse, né? Quando a gente junta esses diversos fatores, é a pessoa que vai ter uma dor ou uma doença psicosomática, né? A bagunça de todos esses fatores. Poxa vida, né? Esse ritmo da vida atual, né? Acelerado, exigente e deixa a gente cada vez mais adoecendo sem perceber. É isso, a gente não se dá conta, porque o corpo grita, né? Ele fala, ele grita, às vezes você acorda com dor de cabeça. Eu, quantas vezes, né? Vou dormir bem e acordo com dor de cabeça. Mas o que está acontecendo? Mas a minha cabeça às vezes não parou durante a noite, o meu corpo dormiu, mas o meu cérebro continuou trabalhando ali, então a gente precisa se olhar com mais carinho, mas por que meu cérebro não parou? Tem alguma coisa acontecendo aí, então preciso respirar, voltar para mim e aí tentar equilibrar e ajustar toda essa situação, porque a dor sentida hoje, vamos lá tomar um remédio, maquia ela, a dor sentida amanhã, vamos lá tomar um remédio, maquia ela, daqui três meses como é que estarei? se eu não cuidar disso, né, então é bem interessante a gente prestar atenção nos sinais. Agora, Patrícia, você trabalha com treinamentos, né, voltados ao desenvolvimento humano, são práticas, né, de respiração, eu pesquisei um pouquinho sobre você, então achei bem muito interessante, sobre você também, viu, Guilherme? E aí, assim, respiração, pausas conscientes, escrita terapêutica, achei muito interessante, E isso pode ajudar na prevenção dessas doenças psicossomáticas. Essa questão da escrita terapêutica, eu falei, gente, eu vou escrever um livro! Isso pode dar um bom livro. Olha só! Você sabe, Rubem, que a escrita terapêutica é algo que justamente o que você falou. Eu acordei com dor de cabeça e percebi que minha cabeça não parou. Muitas vezes a gente escrever antes de dormir, ter essa consciência, colocar lá, já resolve muita coisa. Às vezes, a gente dorme com aquilo assim, o que eu preciso fazer amanhã? Aí você tá lá dormindo e você tá assim, na cabeça. Não, amanhã é a hora que eu acordar, vou fazer tal coisa, vou isso, vou aquilo, vou aquilo outro. Se você, em vez de ficar com isso na sua cabeça, pegar antes de dormir, um caderninho ali e colocar. Amanhã às nove horas eu vou fazer tal coisa, tal coisa. Colocar tudo que tá na sua mente no papel. Isso já vai fazer uma grande diferença no seu sono. Alivia. Com certeza. E quando a gente pensa no sono, na qualidade do sono, a gente pensa em antes de dormir. mas na verdade, começa na hora que você acorda, a sua preparação durante o dia todo, até o final, o que você faz em cada parte do seu dia, e justamente a gente entender que não existem, tem muitas pessoas que falam assim, ah, mas sabe o que é? Eu funciono melhor à noite, eu sou uma pessoa mais noturna. Sim, já ouvi, é. E isso é uma grande inverdade, vamos dizer assim. Talvez você tenha feito isso e isso está acabando com você aos poucos. Por quê? Porque nós somos seres que fomos feitos tanto que a gente não enxerga à noite. Se a gente apagar todas as luzes e ficar aqui tudo escuro, a gente não vai enxergar. Porque nossos olhos não foram preparados para estar abertos à noite. Senão a gente seria igual uma coruja que consegue enxergar à noite. Gente, que impressionante. Olha só os pontos que vocês trazem e que traz a gente para analisar com mais clareza. O ser humano é incrível. Incrível, incrível. E a doença, como a gente está colocando, ela não é, e acredito que na minha visão, ela não pode ser vista como uma grande vilã. Porque a doença, ela vem justamente para que você não morra. Ela vem mostrar para você que algo está acontecendo e se você não tratar, isso vai te levar a. Então, a doença, ela não é um grande vilão, ela é um sinal, um alerta pra você olhar praquilo. Poxa vida, por favor. Exatamente. Que coisa impressionante, gente. É assim, é um assunto que se a gente for conversar, tem muita coisa pra conversar, né? Quando a gente, por exemplo, a gente analisa, hoje em dia ainda se fala muito do sono, né? E o sono, ele é uma base importantíssima. a síntese hormonal hormônio de crescimento, hormônios inflamatórios, a gente tem que entender assim, quando a Patrícia fala também da doença, ela ser uma medida de transformação, porque ela vai te mostrar, e é um processo de defesa, da gente entender olha, realmente está acontecendo alguma coisa errada, isso é algo muito importante, eu falo para os meus pacientes entenda a dor, abraça a dor, sabe, tipo entenda o que ela está querendo mostrar para você Porque, por exemplo, se a gente tem um sono alterado, né, hoje em dia qual que é a grande realidade? A gente não procura mecanismos igual hoje se fala da higiene do sono, né? Então, você desligar as luzes, né, trocar muitas vezes luzes brancas por luzes mais amarelas, você não acessar a tela depois de um certo horário para não ativar alguns neurônios que dão percepção para a luz, que vão ativar outras sínteses hormonais, né? E a gente tem que entender assim, para a gente se manter ativo, em pé, se movimentando, o corpo vai gerar processos químicos que vão gerar uma liberação de hormônios totalmente diferente dos hormônios que a gente tem no repouso. Quando a gente mantém o corpo durante muito tempo ativo e a gente não dá o repouso, é como uma máquina, ela está movimentando e está se gastando muito mais do que deveria. O nosso desgaste vai ser precoce. Hoje em dia a gente tem muito medicamento, a gente tem muito que prolonga a vida. Só que o que a gente tem percebido hoje, até em análises de estudos a longo prazo, é que o ser humano vai viver mais, só que com menos qualidade. Então, esse fator de menos qualidade é dores psicosomáticas, doenças que antigamente não estavam sendo tão diagnosticadas, hoje em dia estão sendo mais diagnosticadas. Por quê? O ritmo circadiano está sendo deixado de lado, As dores estão sendo o foco do tratamento e a raiz do problema, que muitas vezes é uma alteração dos hábitos, não está sendo resolvido. Eu entendo que é difícil, é muito difícil. É desafiador, claro. É desafiador, a gente conseguir colocar uma rotina saudável, foi o que a Patrícia falou, se você anota, você materializa aquilo e você tem um norte, você traz aquela consciência para você diariamente. Então, se você coloca pequenas pílulas diárias, olha, hoje eu vou tentar fazer isso, e você gera uma rotina em cima daquilo, uma constância em cima daquilo, o seu organismo vai se adaptando e você vai conseguindo, passo a passo, você não gera o sentimento de culpa, você não gera o sentimento de frustração, porque, por exemplo, eu sou uma pessoa que eu gosto de colocar grandes metas, mas eu aprendi que se eu colocar grandes metas sempre na minha vida, eu vou me frustrar. Eu não vou conseguir cumprir. Então, para não ter esse sentimento você não desistir da jornada, pequenas pílulas diárias, né? E o trabalho multiprofissional é muito importante. Porque, assim, ó, eu peço pras pessoas, deixem esse olhar que é um olhar negativo pro psicólogo, né? E procure ele como ferramenta pra você conseguir cumprir esses pequenos objetivos, porque é essencial. A gente tem que realmente dar valor pra nós e através dos psicólogos a gente consegue chegar onde a gente quer chegar, com certeza. Muito bom, Patrícia. Você sabe, Robert, que o Guilherme falando me veio algo na mente que eu trabalho bastante, que são os de-repentes da vida. Porque muito se chega lá no meu consultório algo do tipo assim, de repente, Pat, eu comecei a ter crises de ansiedade, de repente eu comecei, ou às vezes as pessoas dizem algo do tipo, ai, fulano, de repente teve um infarto. E eu costumo dizer, nada na nossa vida acontece de repente. Você está construindo todos os seus de repente hoje, que você vai colher lá na frente. Então a pergunta que fica é, quais os de repente que você vem construindo na sua vida? Uau, as nossas ações que geram as reações, não é? Perfeito. É isso. Sempre tem consequências. Sempre, né? Ô Guilherme, como é que é o tratamento dessas doenças psicossomáticas? Porque se eu estou com uma dor de cabeça, eu vou tomar um remédio. Se eu tenho uma outra doença, eu vou lá, faço uma cirurgia, enfim. E a doença psicossomática, como é que trata? Eu penso assim, toda doença, todo problema, toda dor, a gente tem que compreender que ela é multifatorial, como tudo na nossa vida. Ela nunca é unidirecional. Então, vou dar um exemplo de algo que pode ser unidirecional e que é multifatorial. Por exemplo, você sofreu um acidente e se quebrou uma perna. Sim. Então, você tem um osso quebrado. Você vai ter que fazer uma cirurgia, um tratamento unidirecional. Você vai com um médico ortopedista, ele vai fazer sua cirurgia e você vai recuperar aquele osso. Perfeito. Só que pra você recuperar aquele osso, você precisa de uma boa alimentação. Senão você não vai ter nutriente suficiente pra esse osso. Ele vai demorar muito mais tempo pra se recuperar. Se você não fizer atividade física, esse músculo que está envolvendo esse osso, ele não vai recuperar. Então você vai ter muito mais tempo de demora nesse tratamento e aí você vai conseguir uma fratura muitas vezes fragilizada. Quando a gente pensa num tratamento de uma doença psicosomática, a gente sempre tem que pensar nessa questão multifatorial. Então a base é, eu preciso analisar como está a sua rotina de vida. Preciso entender como está o seu sono, como está a sua alimentação, como está a sua hidratação, como está a relação pessoal com as pessoas ao seu redor no seu trabalho, o que te causa estresse o que não te causa, porque a partir do momento que você tem uma dor mista que dentro da classificação geral de dores a psicossomática entra como uma dor mista, você tem todo o seu corpo agindo em detrimento a qualquer estímulo, seja externo ou interno então eu tenho pacientes que chegam pra mim e falam assim, Guilherme eu tô mais estressado, a minha dor piora, o frio piora a minha dor eu durmo mal, piora a minha dor eu tomo álcool no final de semana, piora a minha dor, porque todo o corpo dele já está muito sensibilizado, então todo o fator mais inflamatório, ou todo o fator que vai agredir o sistema, vai ser um processo de gerar mais dor, então a dor psicosomática, ela é muito complexa o tratamento, e isso a gente tem uma desistência grande, né, dos pacientes, né, você aderir a um tratamento é muito complexo, eu falo para os pacientes, né, eu falo para você que está sentindo dor hoje, entenda que o processo não vai ser fácil mas ele vai ser a sua grande vitória no final desse processo porque se você conseguir em pequenos passos mudar, e o grande problema é que quando a gente tem uma dor, e a dor geralmente é psicosomática ela é insuportável ela é uma dor que ela vem pra derrubar acaba com o seu dia e vai virando um ciclo de dor em cima de dor de processos onde a própria mente da pessoa não vai saber lidar com aquilo então ela precisa de ajuda profissional e aí quando a gente entra num fator multifatorial como a dor psicosomática, a gente precisa de um atendimento multiprofissional então por exemplo, muitas vezes esse paciente ele vai ter que passar com um psiquiatra porque ele já está numa fase que ele não aguenta mais a dor, então ele vai precisar controlar tanto a parte de emoção, quanto também controlar fatores, por exemplo, esse paciente precisa dormir, com a dor ele não consegue dormir infelizmente mas a gente hoje tem mecanismos, ele vai precisar de um medicamento para fazer com que ele durma é o melhor cenário? Não, mas é o que ele precisa naquele momento, depois ele vai fazer um desmame pra voltar pra um sono natural mas ele precisa fazer esse processo então ele vai passar com a equipe de psicologia ele precisa passar com o psicólogo pra trazer essas ferramentas diárias pra que ele entenda o que realmente tá acontecendo dentro dele e ele consiga agir na resposta sensorial dele, né, de como ele tá convivendo com as pessoas, as ações diárias algo mais positivo e aí a gente, na base de medicamentosa a gente precisa saber qual realmente são os primórdios, a raiz do que gerou aquela doença psicosomática, pra gente entrar com o medicamento correto pra dor, porque senão a gente fica dando tiro de canhão numa formiguinha e aí a gente muitas vezes só piora o quadro daquela pessoa né, por exemplo, eu vejo hoje, o paciente, ele chega pra mim com uma cascata medicamentosa muito grande, então ele tá tomando antinflamatório, ele tá tomando antidepressivo relaxante muscular Ele está tomando muito medicamento E muitas vezes ele não está tratando E uma base Essencial Atividade física A gente precisa colocar o corpo em movimento Porque quando a gente pensa Lá na angiogênese, na nossa formação Pensa assim, quando a gente está na barriga da mãe Nossa formação Nós não temos muito movimento Quando a gente sai da barriga da mãe A gente começa a ter muito movimento Só que a gente não tem raciocínio. O corpo, gerando ativações sensoriais, vai fazer com que a mente se desenvolva. Então, uma criança que tem muito estímulo externo, vai ser uma criança que vai ter mais raciocínio. Então, e quando a gente fala de experiências dolorosas, é aquilo, né? A criança, ela precisa não ter experiências dolorosas, mas ela precisa ter experiências. Por isso, quando a gente vê uma criança muito na frente da tela, vai ser uma criança que futuramente vai ser um paciente que vai ter uma dor psicosomática. por isso que é importante juntar esses fatos e se movimentar então a base do tratamento é eu chego lá junto com a equipe educador físico, fisioterapeuta a base medicamentosa invasiva ou não invasiva então às vezes algumas aplicações precisam ser feitas para controle daqueles processos inflamatórios, medicamento o trabalho com psicólogo é essencial e o controle de fatores essenciais como sono junto com o psiquiatra Então, é um trabalho multiprofissional, não tem como não ser. Por isso que é difícil a aderência, geralmente a rede pública não oferece isso, porque quando a gente vai para a rede pública, a gente vê, ó, o psiquiatra não trabalha junto com o ortopedista. O ortopedista não trabalha junto com o fisioterapeuta, você tem que pegar a guia aqui, levar ali e tal, aí seis meses para você conseguir a ativação de um plano e não sei o que e tal, para você começar, é muito complexo. Então, eu sei que é um, geralmente é um tratamento que é oneroso, Então, tipo, é caro quando você principalmente vai pra rede particular. Existem hospitais hoje que oferecem esse trabalho multiprofissional, mas são raros. São poucos hospitais. Então, o que eu digo pra você, até como trabalho preventivo, se você não quer sofrer com a sua dor psicosomática ou você não quer adquirir uma doença psicosomática, já comece mudando esses hábitos. Atividade física, procure um psicólogo se você tá com dificuldade de remoer essas coisas que estão internas, e olhe para os seus hábitos, sono, hidratação, alimentação. Isso vai ser a maior prevenção. Foi o que a Patrícia disse, né? O que você está gerando ao longo do seu dia a dia, né? Talvez, se você passar daquele limite, não vai ter volta. Gente, vocês são espetaculares. Que delícia ouvir vocês falarem. Ah, muito bom! Olha só, tinha muito o que falar, tem muito o que falar sobre isso, mas a gente já deu o pontapé inicial para um entendimento legal, né? Então, Tanto é que o pessoal está perguntando, tem perguntas e agora são 8h52min, olha só como o tempo passou, a gente aqui falando, é muito bom, estou dizendo gente, todos os dias é um aprendizado maravilhoso nesse programa e graças a vocês, que são profissionais e que se dispõem a estar com a gente aqui, já muito obrigada desde já, viu? Vamos lá, 8h53. Produção, pode colocar para a gente? Eu acho que dá tempo. Vamos tentar responder quatro, pelo menos, porque a gente precisa ver o que o pessoal de casa está falando, o que o pessoal de casa tem para trazer para a gente. Pode colocar na tela, vamos embora. Vamos lá, desculpa, gente, peixinho do... A Bruna Nascimento, do Jardim Jambeiro, Parque Jambeiro, né? Tenho dificuldade em desacelerar, sinto culpa quando descanso. Essa exigência pode ser vista como uma forma de autossabotagem emocional? Vamos lá então, Patrícia. Vamos responder a pergunta. Perfeito, ótima pergunta. Olha só, quando a gente fala sobre culpa, é uma coisa que muitas pessoas trazem. A culpa quando eu descanso. A exigência constante é aquilo que a gente está falando sobre toda aquela pressão que hoje a gente vive. Ah, eu preciso chegar antes, eu preciso ser primeiro, eu preciso fazer isso, eu preciso fazer aquilo. com toda essa internet, toda essa coisa. O autoconhecimento, ele é algo que é pro resto da vida. Eu diria que, assim, é um caminho onde não existe chegada. Existe somente o caminho. Por quê? Uma coisa que é interessante, até pra responder essa pergunta, é quantas vezes a gente, na nossa vida, por exemplo, vou ver se eu chegar aqui agora e te entregar o meu RG. Um RG que eu fiz lá quando eu tinha oito anos, você talvez olhar e falar assim, nossa, mas a gente precisa atualizar esse RG, já não condiz mais, porque quando eu tinha oito anos eu era uma criança. Quantas vezes nas nossas vidas a gente deixa de fazer o que a gente faz externamente e internamente? Quantas pessoas aqui já fizeram, por exemplo, o que eu chamo de atualização de identidade que é um trabalho que eu como psicóloga faço, que é entender qual é o seu momento quem é você naquele momento quais são as coisas que você gosta as coisas que você não gosta, porque ao longo do tempo, quando eu falo que o autoconhecimento é um caminho, é porque hoje você pode gostar de uma coisa, lá na frente você pode mudar completamente esse gosto e não gostar mais. Então, com certeza, existe uma autossabotagem emocional e o importante é a gente olhar para quem sou eu nesse momento. Será que eu estou exigindo demais de mim? Será que realmente, lá atrás, talvez, hoje, por exemplo, eu tenho 41 anos. Não adianta eu acreditar, é claro que a minha performance é condizente a uma pessoa de 41 anos Que tem uma excelente saúde física e emocional, porque trabalho para isso Ao mesmo tempo, é importante eu entender que quando eu, por exemplo, tinha 20 anos ou 18 anos Talvez eu passar uma noite em claro numa balada não me afetasse tanto quanto afeta hoje E aí talvez eu esteja exigindo de mim que se eu passar uma noite inteira acordada eu tenha a mesma performance que eu teria quando eu tinha 18 anos, por quê? Porque eu não fiz essa atualização da identidade, então é normal ao longo da vida a gente ir precisando de coisas que talvez a gente não precisava. Ótimo, a gente tá em constante mudança e movimento, não é? Então, é sobre isso mesmo. Nossa, gente, é verdade, esse negócio da balada aí, né? Pessoal lá com a turma dos 40 a mais, né? Ai, nossa, a gente ouve muito isso. Ah, quando eu tinha 20 anos, eu ia pra balada, no outro dia ia trabalhar, hoje se você fica acordado até uma hora da manhã no outro dia você vai se arrastando trabalhar, por quê? Atualiza a sua identidade, gostei. Pega a visão, hein, ó, virada de chave. Vamos lá, 8h56, pode mandar mais uma pra gente, produção? Vamos ver quem é que tá conosco. Daniel Campos do Jardim Aurelia. Trabalhar sobre pressão constante pode causar doenças invisíveis? O corpo reage de forma diferente a cada tipo de emoção? Vamos lá, então, Guilherme, vamos responder o Daniel. Trabalhar sobre pressão, ninguém merece, né? Doenças invisíveis causam, a gente vai gulir. Com certeza, foi o que a gente falou, né? Na verdade, a gente tem que entender. Nós temos o que chamamos de sistema nervoso autônomo. Ele vai funcionar independente de você querer ou não. E ele responde, ele é sensível a todos os fatores externos e internos. O que você come, o que você consome de pensamento, o que você traduz, aquilo como a Patrícia falou. Quando a gente tem uma alteração do sistema nervoso autônomo, é basicamente assim, é mais complexo. Então vamos pensar assim, existe aquele que ativa e aquele que acalma. É como se a gente estivesse fugindo de um leão, então a gente tem que ativar o sistema nervoso simpático, a gente precisa correr, a gente precisa estar ativo. O sistema nervoso parasimpático, a gente precisa acalmar, relaxar, descansar para recuperar. Luta e fuga. Exatamente, luta e fuga. Se você está sempre em luta e fuga, sempre em simpatotonia, você vai gerar alterações fisiológicas que vão gerar doenças invisíveis. e a gente precisa de mecanismos ao longo do dia pra gente ter uma visão diferente de mundo inclusive você tem um livro né nesse livro você fala sobre sobre esses mecanismos o livro na verdade chama do caos à superação e eu falo que ele é mais do que um livro porque dá pra você entender um pouco da minha história pessoal dá pra você entender no livro mas ele não é um livro que conta somente a minha história, ele é um princípio de vida pra você colocar em prática e realmente mudar e transformar qualquer problema que você esteja passando na sua vida, é praticidade pra você entender, é um guia de um novo olhar pra vida. Nossa, que maravilha gente, muito bem 8h58, dá tempo pra mais uma produção? Diz que sim, vai, vamos lá mais uma Mariana Lopes da Vila Padre Anchieta Por que é tão difícil admitir que a gente precisa de ajuda emocional? A sociedade ainda enxerga a saúde mental como fraqueza, tá mudando, né, Patrícia? Rúbia, eu olhei essa pergunta e me veio uma coisa muito forte, na hora me veio isso. A minha irmã, ela é dentista. E há muitos anos atrás, isso a gente tá falando de bastante tempo, ainda bem, era visto como cada um da sua casa ter uma escova de dente sua como frescura. As pessoas dividiam a mesma escova de dente. E você a falar assim, ah, não, eu tenho a minha escova, era visto como, ai, que frescura isso e hoje em dia a gente sabe que, gente, inadmissível você dividir uma escova de dente não importa, mesmo que seja com seu parceiro, com a sua parceira, inadmissível então, o que eu vejo é cada vez mais ainda bem, e eu quero que isso fique cada vez mais aí visível como eu falei, exercício físico a gente não precisa ir muito longe quando eu era criança, era uma coisa assim era um luxo, você ir na academia, nossa, que luxo, a pessoa pode pagar uma academia pode ter esse luxo. Hoje a gente vê que é extremamente mais acessível, que as pessoas devem fazer isso, então hoje foi muito mais difundido, até eu falo que vem aí uma coisa muito mais pelo aquele corpo escultural e tudo mais, mas seja pelo qual motivo que for, o importante é que você está praticando o exercício físico. E eu vejo que cada vez mais ainda se tem hoje, tudo isso de pensar que é frescura, um psicólogo e tudo mais, infelizmente, a gente ainda vê a questão das dores emocionais como sendo fraqueza ou qualquer outra coisa, mas eu vejo a gente chegando num ponto, e o quanto é importante esse espaço que você nos dá aqui, de realmente colocar essa conscientização nas pessoas, porque o que a gente precisa é de conscientização, pra que de uma vez por todas a gente entenda que não é fraqueza, não é frescura, é algo realmente importantíssimo e que a gente precisa cuidar. Muito bom. Ah, é sério mesmo que a gente precisa encerrar? Dá tempo Pra mais uma ou não? Oi. Diz que sim, vai, coloca aí na tela. Mais uma, daí a gente encerra rapidão, pode ser? Dá tempo? Legal. Ah, dá. Muito bem. A pessoa fala comigo aqui, ó, Rúbia, tem que encerrar. Aí só mais uma, vai. Lucas Almeida, do Parque Via Norte. Existe alguma área do corpo que costuma falar mais alto quando o emocional está abalado? Tipo dor no pescoço, estômago ou costas? Vamos lá, Guilherme. Isso é muito específico, né? cada pessoa, ela vai ter um processo, então é muito difícil a gente falar assim, olha, vai ser uma área específica né, a gente, por mais que temos um organismo de base em comum, que é esse organismo que eu disse lá atrás, que ele vai lutar pra sobreviver mas cada pessoa ela vai lidar de um jeito e a resposta vai ser de um jeito, né, então eu tenho pessoas que, por exemplo, junto o fato dela estar muito tempo sentada na frente do computador trabalhando as questões emocionais e a resposta dela vai ser uma dor que pode ser psicosomática, mas vai ser mais postural. Então, ela vai sentir costas, vai sentir pescoço, vai sentir mão. Então, assim, depende muito. Tem pessoas que, muitas vezes, têm esse padrão de ficar muito tempo sentada, de fazer, não fazer tanto exercício, não quebrar esse padrão postural, mas o corpo dela tem uma boa estrutura básica. Algum dia ela já fez algum esporte, o corpo já foi ativado, e a resposta dela de dor vai ser no estômago, uma má digestão. Dentro da psicanálise, Dentro da psicosomática, existem medicinas que estudam, né, ó, tal sentimento vai se traduzir em tal parte do corpo. Existe uma subjetividade, e é importante a gente entender, a gente não pode, de maneira alguma, descaracterizar esses estudos, a gente tem que pegar esses estudos e entender a individualidade de cada um, e fazer com que a gente vá cruzando informações, para entender se é realmente isso. Então, por exemplo, a gente fala assim, olha, eu tenho uma dor no ombro, pode ser estômago ou fígado. Se for estômago ou fígado, pode ser raiva ou preocupação. Depende. A gente precisa entender. Nós não somos tão cruz assim. Então, por isso que não existe uma área específica. Cada ser humano é único, precisa ser olhado como único. Muito bem. Maravilha. Nove horas e dois minutos. A gente vai, então, para as considerações finais, né? Tem que encerrar, tá tudo bem. Então, a conversa de hoje mostrou pra gente que cuidar do corpo e da mente não são coisas separadas. Quando a emoção cala, o corpo fala. E o autoconhecimento pode ser o caminho para o equilíbrio. E eu quero agradecer a presença da Patrícia Wolff. Muito obrigada pela sua participação. Obrigada, Rubem. Obrigada a cada pessoa que esteve aí com a gente. Seu livro a gente encontra onde você tá divulgando. Ah, muito bem. O meu livro tá lá no meu Instagram. patrícia.ynutri.wolf w-o-l-f você pode lá mandar uma mensagem pra mim, eu envio o livro pra você a gente tem uma página também de venda desse livro, tá tudo lá no meu Instagram é só me seguir lá pra você ter acesso muito obrigada pela sua participação e com a gente também que completou o nosso timaço de hoje, que legal Guilherme, muito obrigada pela sua participação que bom ter vocês e que bom sentir a conexão aqui, né, dos dois das profissões, isso é muito importante pra gente ajudar, pra vocês, aliás, ajudarem a nós a tentar um reequilíbrio aí da vida, seguir uma vida mais leve. Maravilhosos. Muito obrigada. Eu que agradeço, Patrícia. Obrigado pela parceria. Obrigado a todos vocês que nos acompanharam. E eu costumo dizer assim, muitas vezes o acesso ao tratamento é difícil. Nós temos um instituto ali em Nova Campinas, chama Instituto Mahalo. O Mahalo vem de agradecimento em havaiano, é um agradecimento profundo, né? É diferente de um obrigado. E por conta dessa questão, a gente saber o quanto é difícil o acesso, nós fazemos tratamentos mais acessíveis. Então, se você é uma pessoa que tá com dor psicosomática ou alguma doença psicosomática e não tá conseguindo chegar no diagnóstico, tá difícil de compreender, pode procurar a gente. Nas redes sociais a gente tá como arroba Mahalo Saúde. E o meu Instagram pode me chamar lá. Adoro tirar dúvida, conversar, bater papo. Arroba Dr. Guilherme Mahalo. E aí a gente consegue ajudar vocês, o que for possível, todo mundo. E realmente, muito obrigado por estar aqui junto com vocês. Nossa, a gente que agradece por essa troca. E já que Mahalo é um agradecimento mais profundo, então Mahalo pra vocês. É isso, gente. Vamos ficando por aqui. Lembrando que amanhã tem Estúdio Câmara. A gente vai debater um ponto bem interessante, né? Até que ponto, até que momento morar com os pais pode ser saudável. E quando isso começa a comprometer a autonomia dos filhos e o equilíbrio emocional das famílias, né? O que está por trás dessa escolha de morar com os pais? Isso depois de adulto é uma decisão consciente ou é um sinal de dependência que impede o amadurecimento? Você já ouviu falar da geração canguru? O ninho cheio e o dilema da autonomia. autonomia, isso a gente traz amanhã ao vivo para você, com profissionais excelentes de alto gabarito que vão nos explicar o porquê que pessoas mais velhas ainda optam por morar com os pais. Será a síndrome do canguru? A síndrome do canguru, não quer largar do pai e da mãe? Por que será? Vamos descobrir amanhã a partir das 8 da manhã ao vivo com mais uma edição do nosso Estúdio Câmara. A gente agradece a sua audiência, a sua companhia, agradecimento também aos nossos convidados e a nossa produção que olha sensacional, viu? Nota 10. Quanto conteúdo maravilhoso você encontra também no YouTube, já está disponível lá, tá certo? Pode assistir, pode repassar, a gente super agradece aí você estar compartilhando as nossas redes sociais. Também daqui a pouquinho o Íria, a nossa jornalista inteligência artificial direto da Central IA de Informações aqui da TV Câmara Campinas, atualizando informações de Campinas, Brasil e mundo pra você, também ao meio dia Câmara Notícia com atualizações do Legislativo e da nossa Metrópole lembrando que hoje também nós temos reunião ordinária a partir das seis da tarde no plenário você é convidado especial para participar ao vivo presencialmente e também através das nossas redes sociais, do nosso Youtube e claro que a programação da TV Câmara Campinas é feita com muito carinho especialmente para você então é só gratidão pela sua audiência e pela sua companhia, uma ótima quarta-feira, cuide-se, olhe pra você com mais carinho e até amanhã. Tchau, tchau. Legenda Adriana Zanotto
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