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Estúdio Câmara | Dinheiro e amor: diferença financeira pode destruir relacionamentos?
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Estúdio Câmara | Dinheiro e amor: diferença financeira pode destruir relacionamentos?

26 views Publicado 29/09/2025 HD · 57:54

Descrição do vídeo

💰❤️ A diferença financeira afeta os relacionamentos? Esse é o tema do Estúdio Câmara desta edição, que discute como as finanças estão diretamente ligadas à autoestima, segurança e aos planos futuros de um casal. A falta de comunicação sobre dinheiro, bem como a divergência em hábitos de consumo e objetivos financeiros, pode se tornar uma grande fonte de conflito — e até levar ao divórcio. 👉 Para debater o assunto, recebemos: Amanda Nunes – psicóloga, especialista em relacionamentos e casais, com mais de 15 anos de experiência clínica. Gean Cardoso – assessor de investimentos e especialista em finanças. 📌 Alguns pontos em destaque neste programa: Por que falar de dinheiro ainda é um tabu dentro dos relacionamentos? É possível manter um relacionamento saudável quando um parceiro ganha significativamente mais que o outro? Como lidar quando um é poupador e o outro é gastador? A falta de dinheiro pode abalar a autoestima e a segurança dentro da relação? Assista ao programa e reflita: até que ponto as finanças podem unir ou afastar um casal? 📲 Acompanhe a TV Câmara Campinas também nas redes sociais: Instagram: @tvcamaracampinas Facebook: fb.com/tvcamaracampinas YouTube: TV Câmara Campinas

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[Música] Olá, muito bom dia para você. Seja bem-vindo, seja bem-vinda. Você que tá aí acompanhando a programação da TV Câmara Campinas. Estamos chegando com o nosso estúdio Câmara na manhã desta segunda-feira, dia 29 de setembro. Gente, já parou para pensar? 29 de setembro, né? Como é que tá você? Tudo bem por aqui? Tudo ótimo. Vamos falar de família. Pois é, quando a gente pensa em família é impossível não lembrar deles, né? o vô, avó, ai sempre presentes com aquele abraço que conforta, o cuidado que protege, né? E a palavra cheia de sabedoria. São eles que guardam nossas histórias, nossas tradições e também nos oferecem os melhores conselhos. Nos últimos anos, esse papel de vô e vó ficou ainda mais intenso. Muitos avós passaram a estar no centro da organização da casa, ajudando financeiramente, cuidando da rotina da família e, em muitos casos, até assumindo a criação dos netos. um verdadeiro alicerce para todos nós. Mas junto com essa presença tão forte, também surgem desafios, diferenças de geração, formas distintas de educar e até conflitos sobre quem toma as decisões na criação da criança. Como administrar essas tensões e encontrar um equilíbrio dentro de casa? É sobre isso que a gente vai falar hoje, tá? Então, manda sua mensagem pra gente. O WhatsApp está aberto. Nossa produção já está com a gente também. E com você aí de casa é só mandar sua mensagem, fala pra gente, eu tenho uma experiência aí, você deixou os seus filhos, né, na na sobre a responsabilidade dos avós. Você, vô, você, vó, você tem essa responsabilidade, como é que tá sendo lidar com tudo isso, né? Eh, eh, sobre a educação, como que é? Tem uma educação na casa da avó, depois chega na casa do pai, é, da mãe, é um pouquinho diferente. Como é que vocês equilibram tudo isso? Tem alguma dificuldade? Manda pra gente a sua experiência, a sua dúvida. Tá? A gente tá aqui para responder porque nós estamos com dois convidados super especiais. Daqui a pouquinho eu vou apresentar eles para vocês. E olha, tenho certeza que o programa de hoje vai render muito, tá? O WhatsApp na tela. Então você manda a sua mensagem. Enquanto isso a gente vai atualizar algumas informações e daqui a pouquinho a apresentação dos nossos convidados e a gente fala sobre esse tema de hoje que é muito importante para todas as famílias. A Câmara Municipal de Campinas vota em definitivo na quem 48ª reunião ordinária de hoje, às 6 da tarde, né? O projeto que cria o Programa de Regularização Fiscal é o Refiz Campinas 2025. A proposta é de iniciativa do executivo, ela já foi aprovada em primeiro turno. Essa proposta a gente prevê condições especiais por prazo determinado e com regras detalhadas por decreto para quitação à vista ou parcelamento de créditos tributários e não tributários de pessoas físicas e jurídicas constituídos até a data da publicação da lei. Muito importante, acompanhe eh aqui com 48ª reunião ordinária que acontece hoje a partir das 6 da tarde no plenário da Câmara de Campinas. Será transmitida aqui pela TV Câmara Campinas também e ao vivo no YouTube ou você pode ir até a o plenário da Câmara, tá bom? Que fica na Avenida Engenheiro Roberto Mandes 66, no bairro Ponte Preta. A sua presença é sempre muito bem-vinda. E também na Câmara de Campinas temos a comissão para assuntos de segurança pública que promove hoje eh às 3 da tarde o debate atividade delegada em Campinas, caminhos para implementação. A reunião será presidida pelo vereador Nick Schneider e realizada em conjunto com a Frente Parlamentar de Acompanhamento e Fomento à atividade delegada presidida pelo vereador Igor Diego. O objetivo é discutir impactos operacionais, benefícios esperados e desafios legais do convênio, que permite a atuação remunerada de policiais militares em folga na fiscalização de estabelecimentos, combate ao comércio ambulante regular e controle de ruídos, mediante parceria entre o governo do estado de São Paulo e as prefeituras. O encontro ouvirá PM, Polícia Civil, Guarda Municipal e Autoridades Municipais. A comissão também vai analisar parecer favorável do vereador Herbert Ganém ao projeto do prefeito que trata dos critérios para instalação e funcion e funcionamento de instituições financeiras no município. Bom, você pode participar, né, a presencialmente no plenário da Câmara, repetindo para você, entrada pela Avenida Engenheiro Roberto Manjes, 66, no bairro Ponte Preta, transmissão ao vivo aqui pela TV Câmara Campinas e também no YouTube aqui da emissora, combinado? Muito bem, agora vamos com a previsão do tempo para hoje. Olha, vou falar o negócio, viu? Se agarra na garrafinha porque hoje o bicho vai pegar. Olha só, eh, nuvens durante o dia mais predomínio de sol, tá? Mínima de 18 e a máxima de 34. Quando a gente fala de máxima de 34, a gente sabe que podemos esperar aí uma sensação térmica de 40º, né? Então, vamos embora. Muito calor hoje, sem previsão de chuva e a semana promete muito calor aqui na nossa metrópole. Então, bora fazer a hidratação aí. pega a sua garrafinha, coloca embaixo do braço, vamos tomar garrafinha, tomar água, né? E vamos hidratar, tá bom? Agora sim, vamos ao nosso tema central, a apresentação dos nossos convidados. Você é avó ou avô e sente que o seu papel mudou? É, você é pai ou mãe e vive conflito entre a gratidão pela ajuda e a dificuldade em manter suas próprias regras de criação? De repente, os avós se tornam os grandes pilares do apoio familiar, mas essa ajuda, embora essencial, também tenha tem gerado aí tensões sobre disciplina, alimentação e até o uso da tecnologia. Como é que faz para amar e apoiar sem desautorizar? Como ajudar sem se sobrecarregar? Gente, o que que é isso? para nos ajudar a entender melhor essas dinâmicas bem complexas dessa nova realidade familiar. A gente recebe aqui no estúdio dois especialistas que tratam desses conflitos todos os dias, vão nos ensinar e também responder algumas dúvidas. Eu tenho o prazer de receber aqui no estúdio ao vivo a Fernanda Rocha. Ela é psicóloga, trabalha na construção de pontes entre diferentes visões de educação. Seja muito bem-vinda. Bom dia para você. Obrigada, Rúbia. Bom dia a vocês. Que tenhamos um programa muito alegre, profundo, cheio de coisas boas para todos nós. Maravilha. E para completar o nosso time dessa manhã, a gente recebe o Wendon Noronha, psicólogo clínico e neuropsicólogo. Seja muito bem-vindo. Bom dia, obrigado. Muito, muito obrigado pelo convite, né? É um prazer estar aqui falar de um tema que, como você colocou, extremamente importante para o desenvolvimento e crescimento das crianças. Hoje em dia. Maravilha. E vamos embora. Temos aí você de casa que é muito importante pra gente. Vem conosco nessa caminhada pra gente tentar entender, né? Olha, tem um dado que mostra a relevância do nosso tema. Segundo o IBGE, mais de 10% dos lares brasileiros têm os avós como responsáveis principais pela criação dos netos. É, Fernanda, vamos lá. Esse número, né, que o IBG traz, mostra o quanto o apoio dos avós se tornou essencial. mas também traz uma urgência paraa gente discutir os limites, né, desse novo papel. Por onde a gente começa eh para transformar esse apoio vital em uma parceria saudável, já que a gente vai discutir aqui os os desafios dessa parceria, não é? Sim. Eh, essa parceria para ela ser saudável, a gente não pode esquecer de uma palavra, a sobrecarga. Eh, muitas vezes os avós entram ali como esse apoio, como esse esse essa ajuda pros pais às vezes fundamental para que eles possam exercer as atividades deles e passa um pouquinho do ponto, pesa um pouquinho a mão e aí fica essa eh por de uma de um possível conflito, né? Porque se os avós eh será que quando eles se imaginavam nesse envelhecer, esse envelhecer fazia parte cuidar desses netos, participar dessa criação desses netos tão intensamente? E em outro ponto, e esses pais, né? Poxa, quando eu tiver os meus filhos, será que eu como é que vai ser, né? Se eu que vou cuidar ou será que eu vou precisar de ajuda para isso? Então, eh, tem todo esse terreno de expectativas e realidades. Quem seria o meu avô ideal, eu, o avô, eh, idealizado e quem eu estou conseguindo ser agora. Será que eu tô conseguindo exercer de um jeito que eu imaginava ser? Então, eh, a grande questão é essa sobrecarga, né? Que os avós não fiquem eh tão tão à frente desse processo e e se sentindo sufocados com isso. É. verdade, né? Essa essa sensação aí de sufocamento, né? Porque será, como você diz, será que estavam preparados nesse envelhecer, começar tudo de novo? Porque afinal de contas você cuidar de uma criança é você começar novamente. Será que esse tem um peso sobre isso? E aí a regra da casa, né? Vamos lá. Tem a a criança vive na casa dos pais, tem uma regra. E aí vive na casa do avô e do avó é outra regra. Aí a criança acaba vivendo um conflito de lealdade, né? Porque e aí eu sou leal a quem? Ao o que diz avó e vou ou a que diz o pai, a mãe e pode abalar essa segurança emocional. Na prática clínica, Wendel, qual que é o principal sinal de que essa relação, né, entre avós, pais e netos, elas estão começando a ficar um pouquinho abalada? Eh, sobre a criança, a gente começa a perceber porque a criança fica muito confusa emocionalmente, causa grande confusão. A gente encontra pessoas e a voz que eles conseguem manter um equilíbrio num ambiente. A dinâmica familiar é um pouco mais equilibrada no sentido de regras, de normas. Há um consenso entre os pais, entre os avós, mas a gente nota também um outro grupo onde há os conflitos. Uhum. conflito sobre alimentação, conflito sobre horl eh o uso das telas. Então, nesses conflitos, ele começa a a influenciar o desenvolvimento, o crescimento da criança, não só emocional, porque os avós, como você que colocou hoje, eles estão mais de 10% eles estão ali à frente desse desenvolvimento e crescimento das crianças. Influencia diretamente, né? Então, né, tem um estudo publicado pela Sociedade Brasileira de Pediatria que mostra que crianças que que recebem orientações contraditórias em casa, elas podem desenvolver ansiedade, insegurança e até dificuldades escolares. Então, isso reforça como é importante que os avós e os pais eles caminhem juntos, né, nessa definição de regras. Agora, indo ao cerne do conflito de gerações, Fernanda, por que que é tão difícil para muitos avós aceitarem as regras atuais, né, eh, como restrição do açúcar ou aquela disciplina, né, sem as palmadas, né, eh, a resistência à ciência ou eh apego ao que funcionou no passado, porque a gente sabe, as coisas mudaram, né, a criação também mudou. E aí de repente você vai e e você vai precisar desse apoio, né, do vo e da vó, mas a visão de criação deles é diferente da visão de criação atual. E aí, como que faz? Eu acho que eh a primeira questão é que a gente não pode desqualificar o que eles fizeram. Boa. Uhum. aquilo era completamente contextualizado naquele momento histórico e deu certo com os filhos deles. Então, eh, se a gente conseguir com todo acolhimento a como eles fizeram, olha, vocês fizeram dessa forma, podia comer açúcar ou poderia eh colocar os limites através de palmada, mas vamos ver junto os pais apresentando pros avós de maneira simples, eh, acolhedora. Olha o que dizem hoje. Olha, olha que legal. Se a gente der o açúcar, pode ter esse tipo de consequência. E se a gente tentasse evitar, né, essa possibilidade da não rigidez, rúbia, porque se você chega com uma pá de cal, com uma com uma mão de ferro em cima, primeiro que a melhor defesa é o ataque, né? Então o outro vai se sentir, poxa, mas só tá falando que eu tô errado, que eu não tô fazendo nada certo, que eu não sei, que eu sou teimoso. Não é teimosia, é identificação com o momento cultural. Não é teimosia. Não tá querendo eh que o que o neto não cresça bem. É uma tentativa de ampliar um pouquinho a consciência, chamar, vamos ler junto, mostra, apresenta essa parte. Eh, todo mundo tá disposto a aprender coisas. Uhum. E os estudos mostram, né, tem pesquisas estrangeiras que muitas vezes não é a dificuldade da pessoa querer participar e colaborar, mas aqui não sabe qual o passo. Exato. E comportamentos nossos, do ponto de vista cerebral, né, de comportamento, eles vão sendo solidificado no decorrer da nossa história. O que que é isso? Você foi exposto, os nossos avóz tinham uma determinada cultura. Eu fui criado por avóz, fui criado por avóz, então tinha uma determinada cultura, aquela cultura da palmatória, né? Aquela cultura de olha, tem que estudar, senão você vai isso, você vai aquilo. Isso é solidificado por mecanismos cerebrais também. Então é difícil de modificar. Quando chega para nós, que a gente percebe esses conflitos, como a colega falou, nós precisamos flexibilizar essa pessoa. Sim. Não tem como a gente ter um bom eh um bom trabalho com a criança se não inserir esses avós para fazer esse processo de flexibilização do comportamento. E não é fácil mudar qualquer comportamento nosso. Não é fácil. A gente precisa reconhecer. Sim, vai reconhecer como essa dinâmica familiar. Olha o que a mãe tá falando aqui, o que a avó fala aqui ou o avô. você identifica onde tá sendo o conflito, as informações que está eh que cada um tá passando. E aí a gente começa um processo de psicoeducação. Você falou a palavra no começo, psicoeducação. É exatamente isso, porque vai mostrando pras pessoas, pros avós, os pais, eh, alguns caminhos que podem favorecer a todos. Uhum. E uma coisa importante é que para os avós também é fundamental eh essa parte exatamente por essa etapa. Isso dá uma vivacidade para eles cuidar dessas crianças. Uhum. Porém, quando ultrapassa os seus limites para os próprios avós, a sobrecarga, ansiedade, sintomas emocionais significativos. Exato. Né? Aquela questão eh só na hora de cuidar da de da minha aposentadoria. Vou tentar viver com mais leveza, né? Mas aí meu filho, minha filha estão precisando de mim. E lembrar que mãe, pai é mãe e pai, não adianta, ela vai abrir mão. Eles vão abrir mão para poder ajudar, né, o filho que tá precisando. Só que aí se a gente parar para pensar, será que eles queriam, né, lá no fundo, será que é isso mesmo que eles estavam programando para essa fase, né? Então vem ali aquele conflito de pensamentos e aí se tem eh conflitos também externos com a questão eh eh das regras, a questão da educação, né? toda essa essa mecânica que envolve eh esse esse essa nova fase da vida dos avós, se é assim que a gente pode dizer, a gente tem que tomar muito cuidado com a saúde mental dessas pessoas que já criaram, já trabalharam e hoje estão aí já num momento de eh, vamos colocar entre aspas tranquilidade de se reinventar. Poxa vida, agora eu vou fazer um exercício físico, vou cuidar de mim, vou curtir minha aposentadoria, vou viver de uma forma mais leve, mas agora eu preciso ajudar quem pediu socorro e vou ter que dar sequência em uma vida que eu já estava achando que ela já tinha passado. Como é que fica a saúde mental do vô e da avó? Olha só, eh, vô e vó, por favor, não tenham medo de dizer não. Eh, o não, ele é uma possibilidade tão boa de se colocar, de se de se comunicar, eh, de colocar os seus limites. Limite, não é porque eu tô te dizendo um não que eu não gosto de você, é, né? Então assim, o mais importante é isso, eh, como a gente tava conversando, eh, viva na medida do possível esse envelhecer do jeito que você se programou, né? Tem essa essa atividade também, né? cuidar dos netos também, mas vai cuidar de você, vai encontrar os seus pares, vai pros seus grupos de comunidade, curta a sua vida, porque eh chegou a hora, né, da gente colher essas esses frutinhos. Então, não tenha medo em dizer não, desse jeito não vai dar, assim eu não consigo. Isso para mim passa do meu ponto. Muito importante a sua colocação, né, Wendel? Porque às vezes eh o medo e o receio, né? Poxa, eu vou abrir mão, eu vou dizer não, ela não vai conseguir se eu não estender a mão nesse momento. Vai conseguir sim, porque tem outras opções também, dependendo da situação. Claro, a gente tem outras opções, tem escola pública em período integral, ah, difícil conseguir vagar, é, mas de repente vamos fazer assim, a gente a vó, eu vou fica agora e aí a gente vai atrás e vamos buscar conseguir uma escola em período integral. Ah, mas meu filho vai ficar em período integral. Mas pera aí, então, calma lá. A vó e o vô, eles não são responsáveis. Eles não têm a responsabilidade. Eles podem querer ajudar, sim ou não, mas a responsabilidade não é dele. Essa responsabilidade, ela não pode ser transferida, né, Wend? Exatamente. E vai depender muito dessa dinâmica familiar. Aqueles 10%, muita parte dele, eles estão, eles tomam toda a direção. Sim. Muitos avós usa eh colabora na parte da atividade prática diária, né? Muitos avós na sustentação da família, independentemente de de condições socioeconômicas, a gente observa isso. Então, chega crianças para nós que são os avós que levam, poxa, são eles que acompanham, né? São eles que participam, leva pra escola, os pais levam, ó, mas hoje vai ser minha mãe que vai levar, hoje vai ser meu pai que vai levar, n? Então, a grande questão é em compreender essa dinâmica para quê? Para quando eu perceba que tá extrapolando demais, eu consiga ter um diálogo com a família. E como você falou, eh nós temos vários meios que nós podemos e devemos procurar. E um ponto importante sobre essa educação também dos avós, olha, mas meu filho vai pra escola integral, vai ficar o dia todo lá, pode não ser o bom. A gente tem que ponderar. Nós trabalhamos do ponto de vista cerebral em que nós temos o seguinte, nós temos desenvolvimento de habilidade cerebral. Uhum. as crianças, nós seres humanos somos, né, uma espécie que precisamos de mais apoio e cuidado durante a importância dos avós no desenvolvimento da linguagem, no desenvolvimento socioemocional, no desenvolvimento moral, social, são eles que passam história, que contam, né, todo aquele aspecto cultural que vivenciaram. estava dando uma aula ontem na pós-graduação e a gente falando, nossa, na minha época assim, assado, meu avô, essa fruta tal tinha, agora é totalmente diferente, né? E desse ponto de vista cerebral, está lá no ambiente escolar, tem um uma questão importante, porque nós desenvolvemos habilidades de raciocínio, habilidades de intelectuais, habilidades de atenção, memória, socialização na na escola também, no aspecto cultural. Então, quanto mais eu recebo de informação cultural ali dos avós da escola acadêmica, melhor pro meu funcionamento cerebral, melhor para eu conseguir regular as minhas emoções futuramente, melhor para eu socializar com meus pares e um eh eh acrescentando e muito melhor paraa autoestima também, porque você se vê amado nos olhos daquele avô, daquela avó, você tendo a chance de se sentir continuidade daquela família, né? Porque é um encontro de gerações. Então, tem a parte psíquica, cerebral e essa parte da autoestima. Sim, que é super importante pra criança. Então, é um convívio muito rico, muito maravilhoso. Se a gente conseguir ficar dentro das quatro linhas do limite que não te agrida, que não te sobrecar, não te sobrecarregue, desculpa, é isso, é um gol para todo mundo. Uau! E é verdade, porque se a gente para para analisar aqui, nós estamos falando ah da sobrecarga, né, do peso pros avós, que pode acontecer sim, mas se a gente parar para olhar o outro lado, gente, casa de vó é tudo de bom, né? Casa de vó é tudo de bom. E aí tem aquela a aquele ditado que diz, né, vó vem para estragar mesmo, né? Tipo assim, o que não pode em casa pode na casa da avó. Só que aí isso é quando você vai esporadicamente na casa da avó e do vô, né? Quando você vai lá um final de semana, eu quando chegar final de semana na casa da avó, não tô nem aí. A vó vem com tudo, bora vó. E é isso. Mas isso é aos finais de semana que você vai fazer uma visita. Agora, quando a criança ela fica sob a responsabilidade desses avós, aí a gente precisa ter um limite, aí é que a gente tá falando, porque vó e vô é a melhor coisa do mundo, né? É tudo de bom que existe. Eu acho que para uma criança e para nós adultos. Quando a casa da avó se fecha, gente, isso é triste demais. Então, a gente precisa aproveitar esse momento delicioso da nossa vida, que é ter os nossos avós ao nosso lado. E aí, quando são os filhos, né, dos avós, no caso, os pais e mães, a gente precisa também ter um pouquinho de noção, né, se a gente não está invadindo a privacidade desses pais, né, desses nossos pais que são os avós dos nossos filhos. Sim. E uma coisa interessante é que assim, se a gente pensar, pai e mãe educa e avô e avó são apoio, sim, isso dá uma liberdade para inclusive não a todo tempo ter que educar com uma mão tão firme, né? Então, essa possibilidade de eu estou apoiando, eu e os meus filhos, a gente a gente nós sentamos, eh, discutimos quais serão as regras, o que é para eu fazer, eu vou executar o que ele não pode, eu não tenho que tomar frente, eu não tenho que pensar se isso é certo ou errado, eu estou aqui como um apoio. Isso é é isso dá liberdade para pros dois lados. E assim, os pais também precisam entender que quando eles delegam, quando eles dizem, eh, vou e vó, meus pais, né, vocês podem me dar esse apoio? Gente, não adianta. A gente tem que ser flexível a isso, porque do outro lado da linha tem um vô e vó que também quer dar feto, que também quer dar uma bolacha recheada numa hora dessas, né? Eh, filho, hoje eu posso dar tudo bem. Essa conversa faz com que tudo fique tão bom. e sem conflitos. É interessante quando você fala isso, porque assim, a gente não pode pensar, não, não podemos ter na nossa mente que o vô e a avó, eles estão prestando um serviço pra gente, né, Wendel? Exatamente. Exatamente. Como ela colocou, um dos grande ponto é você ter essa conciliação com as regras, com as normas. E na verdade é o ponto, porque é difícil, né? Nossa, eu vou precisar que você, pai, mãe, eu preciso que você, especialmente as avós, né? Eu preciso que você fique com o Joãozinho aqui, porque vou ter que trabalhar o dia todo. Aí leva para lá. OK. Sim. Mas não há essa conversa, esse diálogo. Olha, eu não estou dando doce para ele. Aí a criança vai paraa casa dos avós, os avós tá o doce, a criança gosta, a mãe vai e descobre, não gosta, fala com a avó, só que não foi conversado antes. Exato. A avó se sente injustiçada porque ela está ajudando, ela está apoiando. A mãe se sente injustiçada porque ela não tá sendo escutada também. Sim. A criança fica confusa e como a gente gosta de doces, a criança vai se sentir injustiçada também. Então você cria um ciclo de manutenção de comportamentos que só a delimitação de regras, né? Regras não quer dizer algo muito rígido, mas olha, nesse momento a gente não está dando doces o tempo todo para ele. Por quê? Porque pode prejudicar. Sim, inclusive é comum na alimentação e os estudos mostram, os avós eles introduzem alimentação com a criança antes do tempo esperado. Então, a criança está passando por amamentação, aí os avós vamos dar o chazinho, vamos fazinho, passa não sei o quê. Nossa, na minha época, olha só, a gente fazia desse jeito, tá? E isso não é bom para o desenvolvimento da criança. OK. Mas claro, por falta de uma orientação, de uma psicoeducação, a partir do momento que chega lá, olha, a gente entende como ela falou, a gente precisa acolher qualquer situação, pode ser eu, pode ser você adulto, se você não é acolhido, a gente fica defensivo. Então, a gente entende, acolhe eles e começa a oferecer ali uma outra alternativa. Uhum. Quando ele enxerga essa outra alternativa, vai fazendo sentido. Mas aqui é quando a gente escuta, mas gente, era só uma palmada resolvia. Sim. Verdade. Então é é essa essa dinâmica, essa dinâmica de regra é importante. Por quê? Porque ela vai ajudar a não sobrecarregar os pais. Uhum. Vai ajudar a não sobrecarregar, especialmente aqui no nosso contexto, os avós, porque ele vai assumindo, vai assumindo responsabilidades, né? Daqui primeiro é ficar, é, daqui a pouco você leva e busca pra escola, leva e busca pro hospital. Isso acaba tomando as réas, o direcionamento da da educação da criança, de todo o suporte da criança. Exatamente. E aí quando a gente fala de vô, né, de vó, eh vamos falar dessas dessas avós aí que mimam os netos, né? E aí sem perceber eles acabam desautorizando os filhos. Isso tem um impacto psicológico, né, eh, nesses pais que tentam estabelecer a sua autoridade na criança e nos avós. E aí o negócio muda de figura. Aí o pai ou a mãe começa a a ter autoridade sobre o vô e a avó, no caso, fica é um pouco inverso a situação. Então, a gente precisa cuidar também com esses mimos, né? Aí, e acho que a conversa e o diálogo é a chave de tudo, porque se a avó vai mimar o filho e vai de repente desautorizar, quer dizer, a avó vai mimar o neto e vai desautorizar o filho, isso vai trazer o conflito. Eu acho que a gente precisa entender um pouquinho o que que a gente chama de mimar. Uhum. Né? Eh, mimar, é fazer todas as vontades, é não dizer não, é não colocar limite. Ah, não, aí vai ser muito ruim, vai, né? Agora mimar é sentar junto, é brincar, é dar aquele carinho, é é é participar de pertinho. Aí vai ser ótimo. Eh, e acho que a melhor coisa sempre que a gente, quando a gente tá pedindo, como é que é na escola? Então, vamos lá. Eh, a escola ela conta pra gente como é que ela vai funcionar. A escola é um outro apoio. Então, a escola conta pra gente como é que ela vai funcionar. Os pais escolhem aquela escola porque acham que aquele funcionamento daquela escola vai ser algo que combina com a forma como eles entendem, entendem de educação. Por que é que com os avós a gente não pode conversar? Por que é que a gente não pode sentar e combinar? Eh, essa. E aí, olha que interessante, isso pode ser inclusive uma nova forma de comunicação entre pais e filhos que talvez em outro momento não tivesse tido a chance. É verdade. Sentar junto ali com o seu pai, com a sua mãe, agora num lugar de pai e mãe, dizendo: "Olha, vocês agora que são avós, olha como eu que você me formou, olha como é que eu penso isso. Que que você acha? Vamos construir juntos. É isso. Deixa a criança segura. Que aí não chega nessa questão que você disse, né, da criança que tá mimada, da criança que tá sem limite, porque é uma criança que tem uma educação consistente, combinada para ela. Uhum. É, imagina. É, é a, vamos dar um exemplo aqui. Bom, levantei de manhã, levei meu filho na casa da avó e aí fui trabalhada. Aí o filho na casa da avó ficou foi mimado, comeu doce, fez, aconteceu. Pode vó, pode, pode vó. Aí depois final do trabalho vou lá, pego o filho, levo para casa. Aí o filho quer repetir tudo que ele fez na casa da avó. Mas não pode. Você sabe que não pode não. Mas a avó deixa, né? pensa a confusão na cabeça dessa criança e também a confusão na cabeça dos adultos, né? E também agora a gente vai tocar no ponto da exaustão, da sobrecarga. O Wendel falou isso no início e eu acho que a gente precisa tocar nesse ponto porque às vezes a gente não se dá conta que a gente tá sobrecarregando, né? Segundo uma pesquisa da Fundação Osvaldo Cruz, mais de 30% dos avós que cuidam diariamente dos netos relatam sentir algum nível de exaustão física e emocional. Ou seja, o apoio é fundamental, mas se não houver esse equilíbrio que a gente tá traz falando aqui, pode trazer consequências sérias paraa saúde dos próprios avós, né? Os avós eles assumem a rotina em tempo integral, quase virando novos pais novamente. Uhum. E aí, como é que faz? O que acontece com a identidade desse avô, desse dessa avó que abre mão, né, do que nós falamos aqui, do lazer, dos planos da aposentadoria para voltar a ao papel do cuidador, a identidade. Eles têm um conflito de identidade. E como é que a gente percebe isso? E e como que a gente tem que agir? Porque o o o pai e a mãe que deixa o filho com a avó, ele não vai ficar com a avô com os pais dele todo dia lá. ele não vai ver, ele não vai perceber. E claro também que de repente pode ser que o avô e a avó não relate isso e a identidade vai se perdendo e essa pessoa ela vai se afundando num problema muito grande de saúde mental que a gente precisa entender como começa e como que a gente diagnostica em casa. Poxa, ó, pera aí, tá precisando de ajuda, vamos parar aqui que agora a gente vai traçar um novo caminho ainda. Uhum. Geralmente pelas verbalizações, quando o avô traz a criança, a avó e a gente conversa diretamente, então a gente vai fazer ali alguma sessão diretamente com esses avós. Primeiro por se eu não inserir eles aqui nesse ponto, não vai ter avanço ali, não vai ter avanço com a criança, não vai até avanço no trabalho que a gente quer realizar. Então eles começam a relatar, eles vão falar: "Olha, Mino fica o dia todo comigo". É isso. Você vai percebendo na verbalização dele o relato de cansaço. Você consegue notar a dinâmica, porque se tá lá o dia todo, é eles que assumiram toda a responsabilidade, já me faz pressupor que ele tá ficando sobrecarregado. Total. Aí a gente percebe, conversa, você faz a pergunta para ele, tá sobrecarregando, você toma de conta todas as tarefas, né? Sim. Aí eles vão falando, vai soltando aos pouquinhos, né? Mas existe muito isso, porque eles sentem às vezes na obrigação, no apoio e porque eles são esse apoio, eles são a rede de apoio de suporte, né? Fundamental. E aí ele fica calado, vai levando, vai levar a criança para cá, leva para lá, cuida em casa e tem os cuidados deles. E eles não têm eh aquela vitalidade de os jovens, então eles não vão fazer aquilo com toda aquela rapide. Cri tem uma energia que diga de passagem que é mega master, né? Uhum. tem os cuidados próprios com eles, cuidado com a casa deles, eh a alimentação deles, tudo. Aí eles ficam, começam a ficar sobrecarregado, eles vão verbalizando alguma coisa ou outra. E essa sobrecarreg sobrecarga ela vai gerando o quê? Ansiedade, irritabilidade. Porque em alguns momentos vão falar: "Ah, obriga com a criança, né? começa a ter algumas atitudes diferentes. Aí a gente começa a perceber, tá sobrecarregado demais, tá ficando ansioso, tá tomando muita responsabilidade para si. É um momento da gente parar, chamar os pais, chamar os avós. Olha, tá acontecendo isso, isso, isso. É o que a gente faz. Uhum. Né? Não, porque a gente tá querendo corrigir só a questão pensando na dinâmica familiar, mas olha, estamos lá trabalhando com a criança, mas tem o papel do avô e tem o papel da avó, o papel da mãe. Então vamos aqui, ó, vamos tentar entender como cada um pode contribuir para que não fique sobrecarregado. Mãe, nossa, eu trabalho o dia todo, eu vou paraa empresa, fico o dia todo na empresa, tá? Então vamos pensar o seguinte, colocar essa criança numa atividade extracurricular, esse momentinho pode dar um descanso pro pai, pro avô, pra avó, né? Ah, não precisa. tem avó e avó, o avô leva hoje, avó amanhã, porque a gente vai criando as estratégias, ainda mais que a gente vive numa sociedade que é é muito, a gente chama até de perativa, uma sociedade cheio de demanda, cheio de correria o tempo todo. Imagine o avô, né, que viveu um outra cultura, chega nesse momento, ele tem que se adaptar, nossa ficar correndo para lá e para cá, leva o filho, o neto para isso, o neto para o neto para aula de natação, o neto para aula daquilo. vai ficando muita tarefa, muita sobrecarga, então vai ficando mais ansioso, mais estresse, mais irritado. E não tem como eu esconder isso. Se eu esconder isso na verbalização, o meu corpo começa a mostrar, é porque eu começo a ficar mais tenso, começo a ficar, sabe, mais cansado, mais devagar nas atividades. Então, na dinâmica, quando a gente tá trabalhando com as crianças, né, e os adolescentes, vai transparecendo. Basta a gente ter um olhar que, olha, vou vou investigar isso daqui, vai transparecendo pelas características, pela fala, né, do dos avózos. Então, né, você vê, a gente fala eh eh traz uma discussão sobre esse tema que às vezes a gente fala assim: "Ah, um tema deixei minha filha com a avó e daí qual que é o problema?" A gente parou para pensar o que o trouxe pra gente agora. passou um filme na minha cabeça assim, tipo, poxa, mas será, né, que não é injusto a gente fazer isso com os nossos pais, que são os avós dos nossos filhos. De repente a gente tá privando eles de viverem um momento especial da vida e de repente até contribuindo para que esses avós, que são os nossos pais venham a adoecer com uma maior rapidez até por conta desse estress, né, que essa essa eh ajuda que eles estão, essa colaboração que eles estão dando pros filhos, pode causar neles, não é? Sim. Eu tava aqui pensando num no outro lado da história. Aham. Pensem comigo. Vamos lá. Eh, aí a criança é pequena, tá o dia inteiro com o avô, com a avó. O avô e a avó que já trabalharam, já cuidaram dos filhos, agora estão com os netos, tá? Aí a criança apareceu a vaga na creche. Isso. E a criança vai vai começar a ir pra escola. E do nada toda aquela atribuição, toda aquela vida enl tiram dele. Acabou. Então essa falta de dose da coisa ser dosada, com limite, com a chance de dizer isso eu consigo, isso eu não consigo, isso eu posso, se eu não posso, eh, esse excesso em algum momento vai ser prejudicial, porque aí o avô e a avó se sentem obsoletos. Agora eu não sirvo para mais nada. Vai para um outro ponto. Eu não sirvo para mais nada. Agora eu que não vou ajudar nada. É, ah, eu tô velho mesmo. Ah, eu não tô bom. Então, no decorrer deste processo, vamos fazer que a coisa seja gostosa, prazerosa, eh, com todo esse apoio. Pais educam, avós apoiam. Isso aí. a criança vai ser uma criança eh feliz de estar convivendo nesses dois contextos, tendo a chance de est ali de perto com toda a bagagem da identidade, da cultura familiar que ela vive. Uhum. É, é um ganha ganha, é um ganha ganha dentro dos limites. Nossa, a gente chama de fator protetivo, né? Tanto para os avós, exatamente esse cuidado, ele se manter, porque parte das pessoas quando chegam no processo de aposentadoria vai perquele sentimento de perda de autonomia. Isso é verdade. Isso impacta o funcionamento dos avós. E aí quando eles começam a ter essas ações, essas tarefas, de alguma forma é um fator protetor para eles, protetivo, que a gente chama do funcionamento cerebral, que tá ligado ao nosso comportamento, à nossas emoções, é pra vida, né? Porém, se sobrecarrega esse fator protetivo, ele vai perdendo a carnidade. Então, ele tem maior vulnerabilidade para quê? Vulnerabilidade para doença, vulnerabilidade para ansiedade, depressão, maior vulnerabilidade para questões déficit cognitivo. Como se a gente falasse, a gente fala assim: "Nossa, envelhecia um pouquinho mais rápido, alguma coisa assim". Porque tá desgastando demais o organismo dele, o funcionamento cerebral, o comportamento dele? Então, a gente tem que entender o que é fator protetivo. Ele cuidar da criança é um fator protetivo pra criança. Por quê? Porque ela tá tendo esse apoio. Ela tem uma rede de apego mais amplo. Não é só o pai e a mãe. Uhum. Ela tem uma rede de suporte emocional, de apego. Apego é uma das coisas mais importantes para o desenvolvimento nosso em termos emocionais e sociais. Crianças que não recebem esse apego adequadamente, elas ficam adultos mais ansiosas, mais vulneráveis à depressão, né? Então é protetivo para a criança e é protetivo para o avô e a avó, porque ele tá ali participando naquela dinâmica, né? E o os pais eles costumam falar: "Olha, vai quando eu ainda não tenho netinho, vai me dar um netinho quando?" É, eu quero um netinho, quero cuidar do netinho etc. Aí às vezes os pais falam: "É, mas olha, cuidar vai dar trabalho, não importa, tem que ter. Eu cuidei de você, eu cuidei dos seus irmãos, né? Então eles falam isso, eles querem. O problema está nessa sobrecarga. E o que ocorre? Nós precisamos ter uma rede de apoio. Em alguns países nós temos assim um um uma ampliação dessa rede de apoio. Então o pai eh o avô e a avó é uma rede de apoio, só que é necessário outras. Aí então entra as políticas públicas, então vai entrar a creche, a escola, né? Então a gente consegue tirar essa sobrecarga desde que a gente identifique e note. Olha, tá passando do limite seu o o avô, a avó tá cuidando o tempo todo, tá cuidando integral. Vamos tentar, vamos chamar conversar mãe, vamos tentar estruturar aqui, reestruturarum para não ter essa sobrecarga, porque ela vai afetar a saúde dos avós, né? E quando afeta, quando a gente tá sobre estress eh, estresse crônico, a gente chama maior vulnerabilidade a doenças, doenças cardíacas, doenças diversas. Muito bem. Então, o que a gente pode entender dessa nossa conversa até agora é que assim, vou e vó é uma delícia, que legal que a gente pode tê-los e sim, tudo bem cuidar dos nossos filhos, mas a gente precisa estabelecer limite, precisa também ter um olhar atento, né, referente à saúde desse vô e dessa avó e também dessa criança. E nada melhor, gente, que o diálogo. É o diálogo. a gente vai conversar e colocar tudo dentro da da regrinha que deve ser aí o funcionamento para que não fique pesado, né? Nem pro vô, nem pra avó, nem pra mãe, nem pro pai e também para criança, porque a gente tá falando aqui de uma criança que está em sobre uma rede de apoio. E se essa rede de apoio está desestruturada, obviamente a criança vai ter aí uma desestrutura emocional. Então a gente precisa de diálogo, né? E se de repente tá meio ruim, você não tá conseguindo entender o que que você tá fazendo, se tá sobrecarregando, se a alimentação não tá adequada, se a avó tá passando do limite, se o filho tá passando do limite, essa confusão toda, você tem o quê? Especialistas como esses aqui que nós estamos recebendo aqui no estúdio hoje que podem te orientar para como você vai fazer para seguir um caminho mais leve para todos. Então, a gente precisa aí do tal do equilíbrio que a gente fala todos os dias aqui no programa. Que bom poder receber vocês, que que gostoso é ouvir vocês falarem, que sim, a gente pode equilibrar e viver de uma forma mais tranquila. Agora 8:46. Produção tá avisando aqui, temos algumas perguntas. Vamos ver o que que o pessoal fala é dessa criação aí de voi, de voz. Gente, voi, vó é tudo de bom. Eu, olha, sinceramente, é a coisa mais gostosa da vida, né? A avó fala: "Ai, você não vai passar aqui hoje?" Aí você passa na casa da avó. A minha avó tinha um costume, enquanto a produção vai colocando, ajeitando as perguntas pra gente. A minha avó tinha um costume, quando eu ia na casa dela, ela pegava e eu ia me despedir, ela dava a mão para mim e daí ela punha a mão assim e colocava um dinheirinho da minha mãe e falava: "Não conta pra sua mãe". Eu: "Tá bom, vó." Nunca contei. Coisa de vó, gente. Coisa de vó. É uma delícia isso e faz parte da nossa história. A gente precisa viver isso, só que a gente precisa olhar com carinho para eles também, porque a gente precisa que eles estejam bem, né? Vamos lá, produção. Pode colocar na tela. Simone Andrade de Nova Aparecida. Se os avós são rígidos demais e não aceitam as regras modernas. É a gente tava falando sobre isso. Como evitar que essa rigidez se transforme em traumas? Ah, nos netos. Muito bem, Simoneel, pode acontecer. Acontece com frequência, né? Eh, tem avós que são mais rígidos, característica de funcionamento dos avós e pode por quê? Porque o cérebro da criança no começo, essa maturação dele biológica, ela vai levar muito tempo, muito tempo. Então aquilo que ela recebe, aquele estresse, pode impactar, pode gerar coisa, pode gerar um adulto mais eh ansioso, um adulto mais perfeccionista, um adulto mais autocrítico, com problema na autoimagem. Então, da onde parte o ponto inicial? A identificação da rigidez, certo? A identificação da rigidez. Às vezes, por exemplo, tem a voz e que nossa, na minha época é uma palmadinha. Então ele vem com a palmadinha, né? Vem com na na época nossa tinha um cipó de goiaba, alguma coisa assim, né? Tinha um cipolzinho de goiaba, minha avó arrancava um cipozinho de tamarindo, um cipó de goiaba e, ó, fazia desse jeito. A criança eh ela recebe esse tipo de rigidez e ela não sabe identificar ali os problemas, onde ela tá errando, como que ela precisa se comportar. Por quê? porque ela não tem um aparato cerebral ainda necessário para conseguir analisar todo o contexto, falar: "Olha, eu preciso me comportar, eu preciso fazer isso, eu preciso fazer aquilo". E o avô, ele também não consegue olhar para si fala: "Poxa, eu tô eu tô agindo de forma muito rígida". Não, ele tem a percepção de que aquela é a melhor educação. Isso, né? essa questão, ele pensa, é, é desse jeito, funcionou, olha como é que tá aí, você tá trabalhando, você aprova que funcionou, verdade, mas o avô também não sabe os aspectos psicológicos do filho, dos filhos, né? Não sabe o que funcionou, o que não funcionou, mas o filho tá lá, tá trabalhando, tá tomando as réas. Então essa rigidez a gente precisa identificar quando o pai relata, né, ou quando a gente vai percebendo no comportamento do avô, porque ele vai falar assim: "Nossa, não, não, não tem que ser dessa forma, não, tem que ser assim assado, é dessa maneira que a gente tem que fazer com ele. É o horário disso, o horário daquilo, vai almoçar, pronto, numa extrema rigidez. Hum. Ou os pais chegam, né, as mães chegam e falam para nós: "Olha, a minha mãe, o meu pai tá agindo dessa e dessa forma". Então, a gente detecta o comportamento rígido, vai chamar para conversar, aí entra aquele processo de acolhimento. Sim. Como fazer com que isso não se expanda? Eu preciso agir de maneira mais rápida. O que que é agir de maneira mais rápida? A partir do momento que eu tenho essa informação, eu não preciso esperar que a coisa elas vá se corrigindo por conta. Uhum. Né? Eu não preciso esperar que a criança de 5 anos espere ela ter 9, 10 anos de idade para eu buscar esse suporte, esse apoio, porque nesse tempo ela já aprendeu diversos comportamentos inadequados. Ela já teve que criar vários esquemas cognitivos dela de funcionamento para lidar com situações, né? Que é essa rigidez do avóz. Então vai ser um trabalho que é possível, sempre é possível realizar, mas vai demandar um pouco mais de energia nossa. Então parte da identificação inicial pra gente fazer esse processo. Quando a gente tem informação, vocês estão recebendo a informação, né? Então significa eu posso começar a agir. Percebi, eu vou procurar um suporte, eu vou procurar um apoio que vai me favorecer essa intervenção, tá? Perfeito. Muito bem. 850 respondido. Vamos lá. Mais uma pergunta. Vamos ver quem que tá com a gente. Pode mandar, produção. A Cláudia Ferreira do Jardim Aurélia. Quando os avós passam muito mais tempo com os netos que os próprios pais, isso pode mudar a percepção Aham. Da criança sobre quem é a referência? Vamos lá, Fernanda. Gente, que coisa de novo. A gente chega na grande questão dos papéis bem definidos, né? Eh, a criança pode e deve participar dessa negociação junto com os pais e os avós de que assim, olha, eh, a mamãe e o papai precisam trabalhar cedo, você vem aqui paraa casa da vovó, eh, eu e a vovó combinamos que tá tá eu e o vovô combinamos que pra criança entenda que ali é um apoio. Uhum. Então, eh, por mais que, eh, para que a criança não fique confusa de quem é a figura de autoridade e que os avós também fiquem nesse lugar, não fiquem, né, nesse lugar de serem os grandes responsáveis por tudo. Eh, essa conversa tem que tá muito clara, papéis definidos e a criança entendo bem por onde ela está. Muito bem. Muitas vezes a a nesse contexto a criança ela passa a ter a avó como figura de autoridade porque ela está ali, ela tá, né, direcionando o comportamento da criança. E os pais passam a ser o quê? aqueles que a criança, olha, mas você é ruim, mas você é chato, você é aquilo. Então esse cuidado quando a gente percebe, como ela falou, a gente identifica, passa a delimitar melhor os papéis. Inclusive conversando com os avós, olha, se a gente agir dessa forma, ele vai ter conflito com os pais, vai ter problema com os pais. Por quê? Porque os pais não vão conseguir mais ter autoridade. Ele fala: "Olha, é horário de dormir". Não, mas minha avó deixou assistir um pouquinho mais, né? Olha, é horário de fazer a tarefa. Não, mas a avó deixou brincar um pouco mais. A identificação tá toda lá. É muito melhor ali, né? o nosso comportamento, o nosso funcionamento, a gente quer sempre uma coisa mais prazerosa. Quanto mais prazerosa, mais legal, muito melhor. Coisas que são regras, que existem esforço, é um pouco mais difícil para nós. Exato. E aqui a gente tá falando eh eh de eh filhos que precisam dos pais para cuidar dos filhos, né? Mas a gente não tocou naquele assunto que de repente uma família se desestrutura e essa criança ela é inserida na vida da avó e do vô. E essa mãe e esse pai acabam cada um indo para um lado. E essa criança ela fica sobre total e plena responsabilidade desses avós. Tem essa questão também e que precisa ser olhada com muita atenção, com muito carinho e muita responsabilidade, né, Fernando? Sim. E aí, se aconteceu isso nesta família, a os avós mais uma vez não se sintam eh completamente embebecidos dessa situação, submersos nisso, sem ter o que fazer. Hum. Tem um tio, tem uma uma irmã da avó, de apoio, uma outra rede de apoio. Se esses pais, se esse pai e essa mãe neste momento estão passando por algum conflito que a criança não pode ficar sob responsabilidade deles, foi pra casa dos avós, eh, avô, avó, eh, isso não, não é um fardo, né? Isso é uma questão que aconteceu. E aí nós vamos lidar com isso da melhor maneira. Eh, chamem, recrutem outras pessoas da família para serem aí os seus apoios. Muito bem. Muito bem, gente. Agora 8:54. A gente precisa encerrar. A produção tá avisando aqui que a gente tem que entregar. Nossa, tinha mais perguntas, tem mais coisa que a gente precisa conversar aqui. Mas que legal, né? esse esse pontapé inicial eh sobre esse assunto que é importante. De repente você tá aí na sua casa, nem percebeu e aqui com a fala dos nossos entrevistados, você pegou um gancho, falou: "Opa, isso aqui é para mim, que legal, né? Que a gente possa ter entregado para você isso que você estava precisando nesse momento." Eu quero somente agradecer e muito. Gratidão, Fernanda. Obrigada pela contribuição, pela sua entrega, pelo seu ensinamento, pelo seu conhecimento com a gente. Obrigada, Rúbia. Foi muito bom estar aqui com vocês. Espero ter ajudado bastante as pessoas que estavam aqui nos ouvindo e que seja um pontapé inicial para que eles olhem para si e pensem: "Hum, talvez seja bom eu fazer desse jeito." Saúde mental é sempre muito importante de ser cuidada. Excelente, Wendel, muito obrigada. É o seu conhecimento, a sua expertise e o que você trouxe pra gente. Eu acredito que dá pra gente puxar um pouquinho para nós e ver lá em casa como é que tá. tá bagunçado, estamos precisando de ajuda, a gente tem profissionais e temos o programa que olha que bom trazer vocês e ter essa esse compartilhamento de informação. É só gratidão. É, eu que agradeço, tá, pelo convite. E como você falou, temos o programa, ele passa as informações e a gente tem uma questão da psicologia que é assim, olha, tudo bem quando você não tem informação, mas a partir do momento que você tem informação, você tem um um um pontapé inicial para você tentar agir, né? Ah, olha, tá acontecendo isso aqui em casa. Eu não tô conseguindo dialogar com minha mãe. Vou procurar uma alternativa. Vou tentar outra forma de conversar com ela, ver se dá certo. Vou buscar apoio profissional para ver se dá certo também aí. Eh, porque é importante para todos nós. Nós precisamos desse suporte, desse apoio, né? É assim que funcionamos socialmente. É maravilhoso. Muito obrigada mais uma vez vocês dois, tá? Vocês estão fazendo aqui uma psicoeducação. Já percebeu isso? Todos os dias segunda a sexta de manhã, nós temos psicoeducação aqui na TV Câmara Campinas com profissionais excelentes que nos ajudam a levar aí a vida mais leve. 8:56. Bom, vamos lá então, né? A chave, né? A chave, como vimos hoje, está na comunicação, no respeito aos limites e no reconhecimento mútuo. Os avós, gente, são presente, mas eles precisam eh de autonomia e de respeito. Já os pais precisam de coerência e coragem para exercer a sua autoridade. O vô e a avó de hoje não são mais coaduvantes, são protagonistas de uma nova estrutura familiar. O desafio é garantir que essa atuação seja de apoio e não de anulação, tá bom? Obrigada, avô. Obrigada, avó. Gente, para amanhã nós temos estúdio Câmara e a gente vai falar de um tema de grande interesse público e econômico. A gente fala amanhã do paradoxo do emprego no Brasil, porque temos milhões de desempregados, mas tantas empresas dizem não conseguir preencher as vagas. Que que tá acontecendo? Será que é falta de qualificação? Será que essa é a barreira? Amanhã a gente vai tentar analisar esse abismo que separa ofertas de emprego e candidatos. A nossa equipe te espera amanhã com um programa cheio de conteúdo e de informação, assim como foi esse de hoje. A nossa semana vai ser assim, a gente conta nossa audiência com a sua participação. 8:58. Daqui a pouquinho nós temos a nossa central eh da nossa central de inteligência artificial, Aíria, nossa parceira, jornalista, inteligência artificial, trazendo informações aqui de Campinas, do Brasil e do mundo, informações de economia também, cotação de dólar, euro e muito mais para você. Ao meio-dia nós temos Câmara Notícia com informações do legislativo e de toda a nossa metrópole. às 18 horas, não esqueça, temos reunião ordinária, você pode participar presencialmente no plenário ou então pelo e YouTube da TV Câmara Campinas ou também assistindo a nossa programação. Nós vamos sempre, né, ao vivo para você. Então continue com a gente, uma semana maravilhosa, linda. Produção, valeu, super obrigada. A gente tá começando a semana com pé direito, com chave de ouro e vamos embora que a semana vai ser linda e produtiva para todos nós. Aos nossos convidados mais uma vez, gratidão a você de casa. Muito obrigada e até amanhã, se Deus quiser. [Música] [Música]
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