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[Música] [Aplausos] [Música] Olá, muito bom dia para você. Seja bem-vindo, seja bem-vinda. Estúdio Câmara no ar aqui na TV Câmara Campinas. Hoje, terça-feira, dia 21 de outubro e tá frio lá fora, hein? Quem diz que é primavera? Bom, gente, o assunto do nosso programa de hoje é um desafio moderno que afeta praticamente todo mundo. Eh, o tempo que a gente passa diante das telas, né? A gente vai falar aí de todas as telas, celular, computador, redes sociais, streaming. Estamos conectados o tempo todo, já percebeu? Mas será que a gente sabe momento que a gente deve parar? O tema de hoje é desintoxicação digital. Quando o uso das telas passa do limite, nós vamos tentar entender como o uso excessivo da tecnologia pode impactar o sono, o foco, a produtividade e a nossa saúde mental. E além disso, vamos tentar também descobrir o que é um uso saudável das telas e como fazer uma limpeza digital equilibrada. E você aí de casa, quanto tempo por dia você passa no celular e à noite, quanto tempo você fica na tela? Seja ela computador, de repente assistindo um filme ou até, né, com o celular na cama, com a luz apagada, com aquela e e a luz, né, do do quarto apagado e a luz do celular todinha, né, no seu rosto ali. Quanto tempo você passa? Já parou para pensar? Já fez o cálculo de horas, minutos? Ah, então conta pra gente, interage conosco, daqui a pouquinho a gente conversa com as nossas entrevistadas que já estão aqui no estúdio e nós vamos debater sobre essa desintoxicação digital. Telefone tá na tela para você, 19979377. Enquanto você manda sua mensagem, a gente vai atualizando algumas informações. Olha só, o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo aprovou as contas da Câmara Municipal de Campinas referente ao exercício de 2023. O parecer favorável do relator Renato Martins Costa foi acompanhado pelos conselheiros Sidney Beraldo e Maxuel Vieira. Com isso, a Câmara mantém um histórico positivo. Todas as contas desde 2014. receberam aprovação do TCE. Muito bom. Agora, falando de outubro rosa, nós temos uma programação bem interessante nos centros de saúde. Essa programação segue esta semana com atividades voltadas à saúde integral da mulher. Eh, hoje o centro de saúde do DIC6 vai promover um atendimento aí eh agora de manhã a partir das 9 da até ao meio 30 eh uma coleta de Papa Nicolau, inserção de Dil, tal, de cobre e o Mirena, testes rápidos, além de auricoloterapia, bingo, tranças e um café da manhã bem legal. A partir das 9 tem apresentação de dança com o grupo Liangong e ações educativas com profissionais de ginecologia, nutrição e assistência social. As UBS Santa Lúcia, Dick 3 e São Quirino também realizam campanhas de vacinação contra o HPV em escolas estaduais, ampliando o alcance da prevenção entre os jovens. Amanhã, quarta-feira, o Centro de Referência da Assistência Integral à Mulher, Hospital da Mulher, vai promover uma programação especial das 8 da manhã até à 5 da tarde, com mamografias, coleta de papa Nicolau, inserção de Dil e Implanon, testes rápidos, além de palestras e oficinas sobre autocuidado, autoestima e saúde feminina. A lista completa das atividades está disponível no portal da prefeitura, tá? Acessa lá campinas.gov.br/sitesotubro. br/sitesotubrorosanotícias, porque você tem todas as informações de todos os centros de saúde. Acho bem legal, bem interessante se você puder participar dessa ação e fazer aí o seu Papa Nicolau, né, o seu preventivo, a mamografia, os testes rápidos, sempre é muito bom. E quando a gente trabalha com prevenção, a gente tem uma grande chance, né, de ter a saúde aí eh eh bem alinhada quando a gente fala de outubro rosa e de saúde da mulher, combinado? Vamos lá pra previsão do tempo hoje. Ah, eu tô com frio, amanheceu um vento, saí quase voando. Que coisa de louco, né? Esse vento que tava todo lá restrito em agosto, resolveu vir vir agora porque agosto que é época de vento, né? Mas olha, nós estamos em outubro e o negócio tá doido. Muito vento aqui em Campinas. Mínima de frio 11º, né? A máxima 24. Então, olha só, a previsão do tempo diz que tem possibilidade de rajadas de vento moderado a forte ao longo do dia. Então, quer dizer, o vento deixa o tempo e a temperatura ainda mais e fria, né? Fica mais friozinho. Então, mínima de 11, máxima de 24º. Vamos simbora então, né? Vamos lá, se hidrata, vamos curtir. Pega aí um casaquinho, né? E vamos trabalhar porque hoje é terça-feira e a gente vai falar de desintoxicação. É, mas é digital, é das telas. Dados estatísticos do governo federal mostram que no Brasil 88% das crianças de 9 a 17 anos acessam a internet todos os dias ou quase todos os dias. 420 milhões de pessoas são dependentes da internet pelo mundo. Essa dependência de internet afeta 6% da população mundial. O Brasil fica apenas atrás das Filipinas em termos de horas gastas na internet. Os brasileiros passam um total de 9 eh 9 horas e 29 por dia na internet, bem acima da média global, que é 6:42. É tempo de sobra, né? Pensa, gente, mais de 9 horas, maratonar séries, acompanhar notícia, rolar infinitamente os feeds pelas redes sociais, mas esse tempo todo em frente às telas também levanta o sinal de alerta. E para entender como a gente vai equilibrar, né, esse uso de tecnologia no dia a dia, a gente recebe aqui especialistas que vão nos ajudar a gente a repensar essa relação com as telas, né? Quero dar as boas-vindas, um bom dia especial paraa Renata Rodrigues. Ela é psicoterapeuta, tá aqui com a gente. Seja muito bem-vinda. Obrigada pela sua participação. Obrigada, Rúbia, pelo convite e de poder estar participando de um tema muito importante, principalmente no contexto atual. Maravilha. Então vamos lá. Antes, antes da gente começar, vamos repetir aquela aquele testezinho que eu passei para você lá no início, tá? Vamos observar hoje quantas vezes a gente verifica o telefone, quantas horas a gente passa navegando na internet ou assistindo uma TV. Aí no final da tarde você vai fazer um comparativo, tá? Então a gente pergunta eh eh paraa nossa eh psicoterapeuta, né? A gente ouve muito sobre vício digital, mas o que realmente se caracteriza esse comportamento e quando que o uso das telas ele começa a sair do nosso controle? Quando que a gente começa a perceber que a gente tá passando dos limites ou a gente quase nem percebe? Então, Rubi, esse é um ponto muito importante. Eh, praticamente a gente não percebe. Uhum. E a gente vai simplesmente se conectando, se conectando. E o ponto, sinal principal de alerta é quando, ã, essa impulsividade de preciso estar na tela, preciso olhar o feed, enfim, está ali, ele vem e essa impulsividade ela ultrapassa, né, aquele momento onde a gente para conosco mesmo. Uhum. Né? Então, olha, eu acordei, ã, em vez de eu sentir, estou acordando, como que eu estou, como está o dia, como eu estou nesse lugar, eu já vou pro celular e já vou ver. É muito automático. É automático, né? E, e o mais importante é entender o que leva isso, né? A partir do momento que há essa percepção, não só ah, eu vou modular o meu comportamento, então eu vou acordar, vou pensar que eu preciso espreguiçar, respirar, não. Mas entender primeiro qual que é o motivo de haver essa impulsividade de eu precisar, a necessidade de eu ir para lá e rolar um feed, de ver uma notícia, ver se eu recebi uma notificação, uma mensagem. Esse que é o ponto fundamental. É impressionante porque a gente faz isso tão no automático. Gente, eu faço isso, não é todos os dias, mas tem dias assim que você acorda, abre o olho assim, ó, pega o celular e já vai dar uma olhada, né? Então assim, eh, isso é comigo, é contigo. E a gente tem dados aí que comprovam que, olha, é muita gente que tem essa eh esse uso excessivo, né? Só que daí também muita gente confunde o uso intenso por causa do trabalho, né, como a tal da dependência, mas tem sinais claros quando o uso deixa de ser saudável. A gente tem aquela impulsividade, aquela ansiedade. E essa questão do trabalho, quando a gente leva isso para casa, acaba sendo uma desculpa. Tipo assim, no trabalho você utiliza as telas, né? Tem gente que trabalha com celular, pessoal trabalha online. Hoje não dá para negar. O acesso à tecnologia é fundamental pra gente trabalhar, mas quando a gente leva isso para casa, a gente acaba dando uma desculpa pra gente eh continuar nesse ciclo vicioso, na sua opinião? É um ponto importantíssimo, porque eh a partir do momento a tecnologia ela vem como algo, tanto a tela, o computador, smartphone, tablet, ele vem como um acessório importante, funcional, né? eh que precisa pro trabalho. Enfim, só que o que acontece, chega um um período que a gente começa a perceber, Rúbio, que quando a gente se depara com o momento de um vazio, de uma ausência, é aí que que está o motivo pelo qual a gente leva, né, a essa impulsividade. Eu me dou conta que nesse momento eu parei, eu sou na minha ausência, né? E por que que eu preciso dessa, eu tenho essa necessidade de acessar? Esse que é o ponto principal. E aí vem o trabalho, vem outras questões que nos levam, não, mas eu preciso ver o trabalho ou preciso ver a notícia, mas não. Eh, e esse contato com com esse essa ausência, né? É muito interessante que Freud é um psicanalista, pai da psicanálise, ele falava que o pensamento ele vem dessa ausência. Só que essa ausência hoje, como a gente tá num num engajamento muito acelerado, então percebe, a gente tá toda hora, precisa tá conectado, precisa estar performando, eh, né, eh, trabalhando, produzindo. Quando a gente faz essa parada, né, essa ausência que ela é produtiva, ela é importante pra gente criar, pra gente ter contato com o nosso próprio psiquismo, ela incomoda, ela assusta, mas aí isso gera culpa. Não, eu estou parada, eu tenho que tá ali produzindo, tenho que tá. E isso gera um incômodo, gera essa culpa que leva, não. Aí que que acontece? vem a tela, deixe lá, eu vou preencher, eu vou tamponar, né, essa questão do vazio que eu me incomoda, porque eu preciso estar ali, né, ativo. Então esse é um ponto muito que a gente precisa ficar muito atento, muito alerta e que é um sinal de que sim, isso tá levando a um excesso, um excesso de tela aa o trabalho, aa questão utilitária e funcional das telas. Excelente. Você fez uma leitura, né, de do dia a dia de muitas pessoas. É mais ou menos isso que acontece e a gente precisa estar atento, né? Agora, para completar o nosso time, eu quero dar as boas-vindas, então, pra Adriana Peliçari, ela é psicóloga, eh, chegou aqui, vai falar com a gente sobre essa questão da desintoxicação digital. Seja muito bem-vinda. Bom dia, Deana. Obrigada. É um prazer estar aqui com vocês. E eu quero falar um pouquinho então, né, que hoje tem sido uma questão muito importante na nossa sociedade, tanto para criança como para adolescente, como para os adultos também. E é uma preocupação muito grande, né? Porque eh as pessoas hoje elas estão tanto em telas que elas acabam ficando com a necessidade de estar na tela e deixando até de se socializar, de estar com os outros, de estar fazendo outras atividades que podem também eh que podem ser favoráveis para o seu desenvolvimento, para a sua vida, pro seu cotidiano. Então, desintoxicar, deixar de estar nas telas, pode favorecer com que o sujeito ele possa realmente estar interagindo muito mais e deixando até, né, a questão da ansiedade, que hoje tem sido ah bastante intensa, a questão de falta de socialização, de estar solitário. Por quê? Porque é muito, a tela, ela faz com que você tenha muitos prazeres ali só com ela, né? Tenha a logo que ela que você vai vendo, você vai tendo já retornos positivos. ao estar jogando, ao estar de eh procurando, acessando alguma curiosidade, então às vezes você deixa muito de interagir com o outro. Acho que essa seria a contribuição imediata. Excelente. Você sabe que a revista Abril publicou uma matéria com o título Detetox digital vira a tendência em tempos de uso exagerado do celular. Olha só que interessante, né? As pessoas estão buscando a a esse detoques, né? E e e essa matéria destaque que hoje é necessário ter uma consciência digital. Afinal, a vida na era digital é um caminho sem volta. A gente precisa estar conectado. E sendo assim, a melhor opção é viver esse mundo de uma forma consciente, né? Mas agora como é que eu vou viver de forma consciente se eu não consigo desconectar? Às vezes a gente nem percebe, mas o celular a cada minuto pode usar, né, e checar o celular a cada minuto pode ser um um momento de uma forma de fuga, né? Às vezes a gente acha que, ah, vou tirar um tempinho aqui de descanso e vou usar o celular, mas pode ser sim uma forma de fuga, né? Existe uma relação, Adriana, entre o uso exagerado das telas e os sintomas de burnout. de ansiedade crônica, já que a gente não se dá conta do que nós estamos fazendo com a gente mesmo, né? Com essa mania que a gente tem de ficar grudadinho na tela o tempo todo. Ah, existe sim, né? é uma grande relação hoje, porque as pessoas estando nessa conexão, elas estão fazendo as coisas automaticamente. Então, a tela também vira uma forma de ser automático, deixa de ser coisas que dão prazer, eh, um prazer ah no sentido racional. Então, a gente precisa parar eh falar: "Bom, agora eu vou fazer uma atividade que possa favorecer com que eu descanse." Então, a tela, como ela já tá sendo usada no trabalho, ela tá sendo usada ah para outras atividades de estudo, também acaba entrando no mesmo ritmo quando você utiliza pensando que você tá fazendo um descanso. Então, por isso, ao pensar que está desestressando, não, você tá se estressando um pouco mais, né, com o uso das telas. Então, o ideal é você ter de forma racional. Bom, agora nesse minuto eu vou parar. Quanto em quanto tempo eu vou utilizar para ver minhas redes sociais? Então, eu vou pensar na forma de utilizar a tela para eu poder tê-la como uma um a favor de mim e não desencadeando ainda mais essa correria, essa coisa. Nossa, eu tenho que ver, eu tenho que estar e olhando, né? vou perder o time. Eu acho que dentro disso favoreceria então você não estar se estressando dentro desse contexto de da utilização das telas. Excelente, né, Renata? Quando a Adriana traz essa questão do stress, a gente precisa se atentar muito a isso, porque a gente vive falando: "Nossa, eu não aguento mais, tô estressado, tô estressado, só que nós estamos causando o nosso próprio estresse." Isso, exatamente, Rúbia. o que acontece, eh, e aí entra muito na questão dos sintomas físicos e emocionais psíquicos, né? E tem estudos assim já desde 2015, 2017 vem eh já mostrando o impacto neurofisiológico mesmo, né, do uso excessivo dessas telas, eh, nessa questão eh biológica. Então assim, tem um estudo até recente da Cury eh Medical, é um um jornal, né, de uma revista científica que ele chega a associar que o nível de substâncias que são produzidas, né, devido ao uso da tela, né, da hiperestimulação, ela se compara, né, à dependência química de drogas mesmo, né? Então você tem um aumento de dopamina, que é o sistema de recompensa que aumenta, né, como a Adriana falou, a questão do prazer imediato. Isso vem sintomas, aumento de pressão arterial, eh diminuição de insulina produzida pelo pâncreas, tudo isso eh melotonina também é é uma substância que ela é muito importante pro sono, por exemplo, né? Então o que que acontece? a tela azul, né, ela vai, ela diminui essa produção e aí você causa insônia. Eh, tem estudos até de Harvard agora janeiro de 2025 eles fizeram um relatório mostrando que esse excesso de telas, além dessas substâncias que vão sendo produzidas, esses hormônios que podem causar até puberdade precoce nas crianças em fase de desenvolvimento, ela atinge também eh como se danificasse o córtex préfrontal cerebral, que é essa parte de fora, onde você vai ter uma falta de concentração, memória, eh capacidade de decisão, de raciocínio e tudo isso vai alterar essa regulação emocional também. E aí vem os transtornos de déficit de atenção, enfim, de ansiedade. Então, tudo isso corrobora muito, né, esse fato de de que eh o excesso de tela, ela traz sintomas que são prejudiciais. E é justamente isso que é como equilibrar isso de maneira que não é como eu vou eh que que eu vou fazer para diminuir, mas como que eu vou fazer isso? fazer uma caminhada sem fone, vou ler um livro no papel. Então são esses, né, esses ferramentas que a gente vai tentando fazer para diminuir justamente esses sintomas. Excelente. Agora, eh, quando a Renata traz, Adriana, essa questão de algo semelhante ao vício, eu gostaria que você pontuasse isso, porque me chama muita atenção assim, a questão eh da quando você a gente percebe e vê informações que a pessoa que ela é viciada, ela precisa de um tratamento, né, e que não é de uma hora para outra que ela vai se libertar a questão do detox aqui do das redes ou do celular ou e da internet. Enfim, se eu decido hoje, eu vou abandonar meu celular, não vou mais rolar feed, não vou mais ver nada e passo aí três dias, eu vou ter os sintomas de abstinência e depois quando eu voltar vai ser pior ainda. Explica pra gente como é que nosso cérebro funciona nessa tentativa de retirada abrupta das telas. Isso. Então, como a Renata colocou, a questão da dopamina, ela vem toda vez que você desencadeia, né, essa sensação de prazer, mas se é exagerado, vai gerar o vício e constantemente. Então, assim como acontece na cocaína, ocorre também com as telas. Então, você começa a ver uma coisa natural, quando intensifica, se torna o vício, tem essa ruptura dentro do cérebro. Então, quando eh uma pessoa que tem um vício, no caso de drogas, ela vai eh tem essa parada abrupta, ela não tem abstinência, que são alguns sintomas, irritabilidade, insônia, ela acaba desencadeando ansiedade e chega até a delírios. Então o mesmo pode ocorrer sim nesse uso exagerado com as telas, porque também ocorreu a mesma coisa dentro do seu cérebro. Então, o que a gente recomenda é que não tem essa parada abrupta, mas que primeiro a gente coloque como se fosse uma educação até, né, aos poucos a com estratégias para que você possa deixar de utilizar as telas com tanta intensidade e passe a utilizar, né, dentro de um padrão que seja um padrão adequado para o seu uso. Por exemplo, ah, em casa você pode colocar e lugares. Olha, aqui a gente não usa tela, por exemplo, na cozinha, no quarto, ah, meio uma hora antes de dormir, até por questão quando ela fala da insônia, porque a se você coloca 60 minutos antes de você dormir, isso significa que, eh, toda a luz já, aquela luz azul vai deixar de entrar no seu sistema e aí você já vai acalmando e todo o seu corpo ele começa a responder exatamente para o descanso, tá? Então tem também a você estabelecer a cada durante um dia o dia eu vou olhar as redes sociais três vezes ao dia. O período que você vai tá olhando, coloca até um time, né, para poder Deu a hora, gente que a hora que ponto chegamos, que ponto chegamos. Então a gente começa a perceber, né, que você e você começa a se perceber nessa situação, então a ficando um pouco menos ansioso, conseguindo lidar com essas pequenas ações que você vai estabelecendo e aí sim você vai diminuindo aos poucos. Nossa, gente, quando foi que nós perdemos a linha, hein? Quando foi que a gente deixou de gringolar esse negócio de uso de telas, o que que aconteceu? Qual que é a avaliação psicológica de vocês sobre isso? Ô, Renata. Então, eu acho justamente eh por todo esse eh como que eu posso dizer, essa atualidade que a gente vive, eh onde a gente precisa estar nesse momento acelerado, produzindo. Eh e também uma coisa muito importante, eu acho que isso até Adriana depois até pode Uhum. falar também é muito importante. A gente vê na clínica isso, né, Adriana? Eh, depois da pandemia vieram muitas questões eh que ficaram, digamos ali guardadinhas, né? Então, lutos não feitos assim eh distâncias, o distanciamento, tudo era pela tela também. a gente não tinha essa conexão. E aí a gente volta pra vida, volta pro cotidiano, já carregando essa questão emocional, psíquica e junto já lá com essa produção, com esse engajamento, vamos performar e lá. Então isso é quando a gente quando a gente se perde, quando a gente para e tem essa pausa, essa ausência que eu falei e a gente volta para nós mesmos e aí o que acontece? Eu vou ter o meu contato com tudo aquilo que tá lá guardadinho, os meus conflitos, os meus sofrimentos psíquicos. E isso assusta, né? Isso fala: "Não, não quero, né?" Eh, eh, Freud até falava, né? Do que inquietante familiar, que é o que? Algo que é íntimo nosso, mas que traz inquietude. Então, eu deixo de lado, não quero acessar. E aí a tela vem justamente, ela perde aquela questão funcional, ela perde aquela questão do entretenimento, às vezes eu quero ver alguma coisa e vem como um tamponamento mesmo para tentar, olha, deixa de lado e vamos lá, vamos rodar um feed, vamos ver um vídeo. Então acho que é nesse ponto principal e que a gente percebe na clínica, né, que acontece essa onde a gente se perde. É, acho que esse ponto importante, né, acho que sim, muito. E essa questão, né, a gente falar da pandemia, ela foi um desvisor de águas para muitas coisas, então, realmente a gente percebe que acelerou muito esse processo na pandemia para todos nós. Até a gente enquanto psicólogo, a gente não atendia online e passou a ser autorizado e hoje virou uma questão, né, normal. Então esse penso que é um dos fatores. Mas um que eu vejo muito gritante, as famílias hoje elas não têm mais tempo para si, para os outros. Então, quando a gente vê a dependência, ela sempre está relacionada à perda de relacionamentos. Então, a falta de comunicação com um com o outro, né, dentro de casa, principalmente com as crianças. A gente tem visto bebês ah, com o celular na mão, com com a tela, né, já visivelmente. Então, qual é o momento que se perde? Se perde quando a gente não olha para o outro, quando a gente não tem tempo de conversar, a gente não tem tempo de dialogar. E esse momento é muito importante para que as telas elas fiquem no lugar onde que elas têm que estar. Então a gente tem percebido que com a globalização a gente também tem tido essa necessidade de estar conectado com o mundo, querendo saber tudo que acontece. Só que a gente fica sabendo disso de forma fragmentada. A gente não consegue parar, compreender, se aprofundar. E as pessoas elas acabam hoje tendo essa esse desejo só de saber o superficial e não necessariamente saber realmente o que acontece. ter essa profundidade. Então, nesse momento que o nosso mundo ele leva para essa questão, né, tem o Balmer, ele falava da a sociedade líquida que nós estamos vivendo e não a sólida mais. Então, antigamente a gente tinha essa necessidade de ter as coisas bem estabilizadas, agora é líquido, tudo vai dentro do movimento. Então, a gente se pede nessa nossa sociedade que hoje a sociedade dá informação e a gente quer estar dentro dela também, eh, querendo até superar com mais rapidez do que o próprio sistema coloca. a gente quer sempre estar à frente dessa competitividade para com o outro, para conosco também. Isso também faz com que a gente se perca dentro das telas, tá? Então, tanto criança, adultos, né? E essa questão quando eu falei dos bebês, a gente sabe que isso já prejudica, porque as crianças elas estão formando seus neurônios. Se elas começam a ter o contato com a tela, como a Renata tinha falado que essa luz que entra, ela queima, né? os neurônios, ela prejudica e muito dentro do próprio desenvolvimento. Isso vai acontecer com as crianças eh 2 anos e a gente fala até os adolescentes e na verdade seria até 18 a 21 anos. né? Então, vejo que é uma coisa muito importante a gente tá atento a esse fator que hoje tem sido um fator que muitos dizem: "Nossa, que legal, eu sei que tem esse jogo novo, tem essa novidade dentro da das questões digitais, mas essa novidade tem que ela está sendo bem trabalhada, com cuidado sendo apresentado, principalmente para as crianças, pros adolescentes. E a gente vê o próprio adulto também, né, que é nesse, quando você coloca a questão do desestresse, do burnout, ele não sabe muito bem como sair dessa linha, então ele entra nas telas. E até a gente tem quando a gente mesmo fala, né, sobre as telas, a gente já vai fazendo assim com o celular com a mão. E realmente ele desenvolveu toda a propriedade pra gente fazer isso, só que isso daqui vicia, já vira um sistema. Então, por isso que a criança ela quer estar ou o adulto ele tem a necessidade de segurar o aparelho. É do tamanho da nossa mão. Ele é ótimo, né? Quando hoje se você perde aquele celular, você fica desesperado às vezes porque parece que ele já está incorporado, faz parte de você. Então tudo aquilo que faz parte da gente, a gente se adaptou para não dizer que viciou. Gente, faz parte. Então quando ele sai de perto, você tem toda a sensação de uma perda e a gente não quer perder. Então, nesse momento que a gente percebe o quanto que a essas telas, né, principalmente o celular, ele está fazendo parte do nosso cotidiano, do nosso dia a dia e realmente só de uma forma racional, pensada que a gente consegue desintoxicar dessas telas. Que impressionante. Tô de boca aberta aqui porque vocês fazem a leitura do dia a dia. É esse negócio de segurar o celular, o dedinho aqui, né? E você vê as crianças, os pequenininhos, eles pegam assim, sem saber ler, sem nada, já vai assim, gente, que coisa mais doida, porque faz parte da gente e a gente nem percebeu, mas que e é isso, quando você tá no celular, não tá perto, você sente a necessidade de estar com ele e nas mãos, né? Bem, bem delicado. Que situação, viu? E é muito interessante isso que a Adriana coloca dessa falta do espaço do diálogo, da falta do olhar do para o outro, né, e do olhar consigo mesmo. Eh, a gente vê eh dentro do consultório que nem nós adultos, né? Então, a gente tem essa questão como a gente vai desintoxicar, como que eu vou regular esse uso, né? Mas a gente vê algo muito empírico, muito concreto nas crianças e adolescentes. Claro, né? tem todo esse desenvolvimento, é muito prejudicial, só que quando as famílias chegam, olha, tá tendo agressividade, eh, se eu tento tirar e faz a birra e quebra as coisas e a gente faz todo um processo, né, de deseoxicação da criança, ou seja, só que o adulto ele vai, ele consegue dar o limite e aqui tirei o celular. É muito interessante e muito bonito de ver que depois desse momento de abstinência, digamos assim, onde a agressividade ela vai ter um pico, ela vai, né, começa a ter aquele espaço, né, Adriana, que é o do criar, né, é o de eh conseguir. Então, a criança, a mãe fala: "Nossa, mas agora ela começa a pintar, ela desenha, ela pega lá os brinquedinhos e monta a cidade e vai coisas que antes não era. não fazia parte, né, do dia a dia daquela criança, porque a hora que vim o tédio, né, que o tédio é tão importante, o momento que para, vou pro celular, vou fazer um joguinho, vou, enfim, e não agora dá espaço para que venha todo esse desenvolvimento que é importantíssimo, principalmente pra criança, pro adolescente, esse espaço de criar, esse espaço de se expressar a criatividade, né? Então, é muito empírico e visível isso, sabe, Rúbio? É impressionante, né? Você vê a importância que é essa conversa pra gente entender como precisamos olhar com mais atenção essa questão do celular. Para nós adultos, a gente precisa ter uma autorregulação. Agora, para as nossas crianças é imprescindível, até porque a criança ela não vai ir lá comprar o celular, né? A gente que insere o celular na vida dos nossos pequenos, não é, Adriana? Sim. Inclusive o celular a gente começou a utilizar como aparelho para como telefônico de comunicação. Como é que a criança utiliza criança de 2 anos, de três, de 10 como um brinquedo. Então, passou a ser um brinquedo pra criança. Por isso que o pai fala: "Ah, eu vou te dar um celular de presente, um novo brinquedinho que ela vai ficar ali." Por isso que a criança fica a maior parte do tempo, então, no celular, porque ela tá entendendo que ela está brincando, os pais também, né? que ela está brincando. Então, é importante notar o que que esse celular, né, ele é para você, o que que ele é paraa criança. Não só o celular, é só você olhar também cada aplicativo que você tem, como é que você usa esse aplicativo, para que é que tá servindo esse aplicativo, né? E a gente fala muito da criança, mas a gente tem o modelo. Então, tem uma época, a criança com 4, 5 anos, é interessante que a gente vê que ela tá imitando seu familiar. Sim, somos espelhos. Os espelhos. É verdade. Então você vê lá o pai com o celular na mãe, vê o filho também tirando a foto igual, né? Assim como ele faz todas as outras coisas. Então às vezes os pais estão falando: "Não, vamos tirar o celular, não sei quê". Só que o pai tá com o celular na mesa, o pai tá segurando o celular o tempo todo, o pai fala: "Não, é minha hora de trabalho, é minha hora de trabalho". Mas ele não consegue desconectar para olhar pra criança Uhum. Então, eh, quando você começa a perceber que essa criança às vezes ela deixa de comer para ficar no celular, deixa de dormir para ficar no celular, né? Então tem um dos fatores que além da irritabilidade, da ansiedade, é você olhar essa criança, ela não tá se alimentando direito, ela senta na mesa, come rapidinho, isso se senta na mesa, né? Porque a gente tá falando do celular, mas tem a tela TV. Exato. Ela sai do celular, vai pra TV. Quem tem a TV logo tem PS também e não se contenta. Tem que ser o três, o qu c né entrando no seis. Então ela sai de um e vai para o outro. E os pais falam: "Não, ele eu tirei o celular. Tirei o celular, mas tá na TV". Saiu da TV, foi PS. Saiu da PS, volta pro celular. Então é muito importante a gente tá com essa atenção, né? O que essa tela tem sido somente um brinquedo? A gente não tá dizendo que vai tirar totalmente, porque na era da informação é necessário. E paraas nossas crianças, elas vão lidar realmente de uma forma diferente com essas telas do que nós lidamos. Mas é importante também ter outras atividades que venham complementar o seu dia e que venha favorecer o seu desenvolvimento de modo integral. Nossa, gente, que bate-papo gostoso, né? Pessoal de casa participando conosco, né? Daqui a pouquinho a produção já coloca as perguntas pra gente. A gente tá falando aqui hoje de desintoxicação digital das telas, mas a gente não fala só de celular, não, como muito bem colocou a Adriana, né? É o videogame, é a televisão, são os filmes, é o celular, é o tablet, é o notebook, é tudo, é tela, gente, é tela. E a gente precisa estar atento a essa questão porque a gente pode estar perdendo um tempo muito grande, né? só rolando feed, só vendo coisas que você nem lembra que você viu, até porque tem uma estratégia, né, e que essa estratégia deu muito certo, que são os vídeos curtos. E esses vídeos curtos acabam trazendo mais ansiedade pra gente. A gente quer ver mais e mais e mais e mais, né, Renato? É isso mesmo. E faz parte de de todo esse sistema. Eh, até tem alguns estudos que mostram que para um aplicativo ser colocado no mercado, por exemplo, ele tem que dentro de um ser determinado tempo produzir algumas reações eh físicas que vê a partir daquilo que a gente falou, das reações bioquímicas, neuronais, enfim, né? E agora tem a questão que eh o próprio sistema, o próprio aplicativo, ele vai conseguir entender aquilo que te interessa, aquilo que você gosta, aquilo que você para um pouquinho mais de tempo, ele vai alimentando, a, né, os algoritmos, né? Então aquilo vai levando, né? Eu falo que até um uma é meio paradoxal, porque é algo que faz, você vai para falta, você vai tentar suprir, aquilo volta e a ou uma outra necessidade, uma um feedback paradoxal mesmo de um ciclo que não para e cada vez mais a gente vai, né, rodando, fe, olhando e mesmo é é automático, a gente não percebe, é algo que a gente precisa parar para analisar. Eu vivo me cobrando, gente, de verdade, nós somos seres humanos, né? A gente erra, a gente acerta e tá tudo bem. E só que quando a gente erra, a gente precisa tentar ajustar para não ficar cometendo esse erro várias vezes, porque daí não é legal. E eu fico me policiando, gente, direto, direto mesmo, referente a essa questão do celular. Durante o meu dia não não pego muito celular, até por conta do trabalho e tal, mas estou na frente do computador. Trabalho na frente do computador, beleza? Só que chegou em casa, eu tenho a mania de sentar e enrolar o feed. Gente, é impressionante. E aí, às vezes eu venho parou aqui agora, falo: "Ó, o que que tu tá fazendo, gente? Para com isso. Larga esse celular, beleza? Larga o celular, vou lá, passeio com o cachorro, faça uma outra coisa, limpo uma casa, escuto uma música, daqui a pouco, parei, parei, eu vou lá, faço o quê? pego o celular, vou rolar o feed. Então isso quer dizer para mim, eu tiro para mim que eu preciso estar me movimentando de uma outra forma do que estar movimentando aqui o dedo, né, no feed. Então, se eu eh vou preencher de repente um tempo com andar com cachorro, fazer uma caminhada, limpar uma casa, eh ler um livro, não sei, você acaba conseguindo essa desconexão. Agora basta um tempo ocioso que eu vou de volta cair ali no ciclo vicioso do feed. Gente, isso é impressionante. É o nosso cérebro é algo magnífico e o negócio é tão tenso e tão sério que o governo federal lançou em julho de 2019. Olha só desde quando isso acontece, né? O programa Reconecte com propósito de reconectar as famílias, tá? eh a e os relacionamentos sociais em geral. A ideia reúne uma série de projetos em diversos eixos com a finalidade de promover ações que vão desde a educação, né, nos nos diversos aspectos aí da dignidade humana, até as que visam uma reeducação tecnológica, fortalecendo relações sociais reais, em especial com a família, incentivando o uso dos recursos tecnológicos de maneira inteligente. Então, é importante entender que não se trata apenas eh de força de vontade, mas de uma reeducação. A gente precisa reeducar a mente para um novo padrão. Olha, como que a a Renata muito bem colocou, eh de acordo com o governo federal, por conta desse programa Reconecta, eh tem testemunhos de pessoas que voltaram a desenhar, ouvir música, cozinhar. Tem gente que fala que se sentiu mais presente no mundo real. Então, gente, é importante demais a gente trazer isso, né, pro nosso aqui, nosso agora, com a o posicionamento, a visão de duas profissionais que falam sobre a saúde mental, que que nos ensinam, porque ah se a gente parar para pensar, é cada vez mais pessoas ficando dependentes das telas e as crianças estão nascendo e crescendo, grudados em telas. Então, se agora tá difícil, qual que é a sua visão daqui uns 5, 6, 10 anos? Olha, acho que principalmente Rúbia, uma distorção da realidade. Uhum. Por eh da onde vem, a gente pode ver que as redes sociais elas é como se a gente imaginasse que fosse um espelho coletivo. Então a gente olha, né, pr pra rede social, então a gente vê aquela perfeição, o sorriso, a alegria, a felicidade. E quando a gente se dá conta que pra nossa realidade a gente tem um sofrimento, a gente tem um conflito, a gente tem algo que nos dá medo, que, né, que incomoda, fal, mas esa aí, que que tá tudo bem lá e por que que eu sou assim? Então a gente nega, né, a nossa própria realidade, né? Então a partir do momento que a gente nega aquilo, a gente elimina, a gente distorce uma realidade, acaba indo em busca de um ideal que na verdade não é um ideal coerente, né? ideal que ele écarado, ele é filtrado, ele é então assim, eh, algo muito importante que a gente precisa ficar atento é esse cuidado para que não haja essa distorção da realidade com e que desvalide o nosso próprio sentimento, o nosso próprio psiquismo, né? E aí em função desse olhar, né, desse coletivo, desse espelho coletivo que a própria rede social ela nos traz. Poxa vida, que coisa, Adriana. Eh, tem muita solicitação, né, pedidos e busca de de consultas, atendimentos, não sei é qual a palavra correta de usar, né, mas de pessoas que que passam por essa situação de de uso excessivo de telas, porque a gente tá aqui de um outro lado. Vocês têm uma outra realidade que, né, que que é a realidade do consultório. Então assim, eh, não sei se vocês podem falar, mas tem muita busca e um pedido de socorro referente a essa questão do uso excessivo, do vício das telas. Então, no meu caso, como quando ela fala do aplicativo que traz em cadeia esse vício e esse prazer, eu tenho algumas solicitações em relação ao jogo. Uhum. Porque o jogo ele tá ligado a um aplicativo que ele vai e tanto nas etapas, né? Tá? Então você vai subindo etapas, subindo etapas e ganhando isso quando não ganha dinheiro. Então no caso que eu tenho tido é essa questão quando ganha mesmo dinheiro, né? Um jogo que o pessoal tem conhecido e adultos t perdido, sim muitas coisas. H bens, né? E além de perder os bens, é coisa de segundos. Eles falam: "Gente, mas foi um segundo, foi uma jogada e tem a compensação porque eu ganho, ganho, ganho e de repente eu perco tudo." Mas eu quando eu começo a ganhar, eu acho que eu vou ganhar muito e aí depois eu perco tudo de uma vez. E isso tem desencadeado muitos problemas dentro de relacionamentos, né? O cônjuge ou mães me procurando também em relação a esse fator e mas principalmente a questão do no casamento, né? E ocorre muitos problemas sérios porque daí encadeia em um segundo problema que é o problema familiar. Então, eh, o problema financeiro e esse problema financeiro se agravando por conta de uma questão de um jogo digital. E se a gente parar para analisar, o jogo digital começou com o uso das telas. Exatamente, né? Então, olha, sem ter a questão financeira. Exatamente. É, então isso é o que tem mais me procurado. Na segundo momento, às vezes a família, né, a mãe ou me procura ou então vem adolescente contando do que tem acontecido dentro de casa. E aí a gente na conversa a gente percebe o que que acontece. Tem a questão das telas que tem implicado nessa falta de relacionamento, de comunicação com a família, né? Porque as crianças, os adolescentes, hoje eles têm entrado muito em depressão também. E aí a gente começa a ver porque tão eh depressão e ansiedade, ansiedade até maior do que a depressão, né? Ou uma causando a outra, mas por conta, por que essa irritabilidade? Por que essa ansiedade? E aí a gente vai descobrir também que é a questão dos jogos, das telas que estão implicando nessa falta de comunicação. E até por isso que o governo estabelece essa questão da reeducação, né? E dentro do contexto familiar. Nossa, é sério demais, gente. A gente às vezes nem se dá conta, né? Que um, ah, todo mundo, vamos lá, tá todo mundo hoje domingo em casa, daí você olha, um tá na tela, o outro tá na tela, o outro tá na tela, outro tá na tela. Ah, tá tudo bem, tá tudo normal, tô no celular. Ô, gente, né? É fácil falar, é bem fácil falar. Quero ver fazer, né? Mas a gente tenta aí de alguma forma, de um jeito ou de outro. Não vamos ser hipócrita aqui de dizer, né? Ah, não, eu não faço, eu faço, eu faço, mas eu tô tentando. Eu estou tentando, eu estou conseguindo. Tem dia que eu consigo, tudo bem. Tem dia que eu não consigo, tá tudo bem também. O importante é você ter aí a consciência, né, de que você precisa sim diminuir essa conexão. É legal tá conectado, mas a gente precisa viver o aqui e o agora. 8:48. Produção, tem perguntas pra gente? Vamos ver o que que o pessoal de casa tá falando e aí as nossas eh entrevistadas vão responder. Acho muito legal essa conexão dos nossos das nossas convidadas, dos nossos convidados aqui que acabam eh eh trazendo um conteúdo riquíssimo pra gente. A gente fica muito feliz. Vamos lá. Bruna Nogueira do Taquaral. Sinto que fico mais ansiosa quando o celular está longe. Parece que estou perdendo algo importante. Verdade. Como treinar a mente para lidar com essa sensação? Bruna, você não tá sozinha não, viu? É #tamos junto. Muita gente fica com essa sensação, não é, Renata? Sim. Até porque justamente aquele ponto que a gente coloca onde a gente usa o celular, a tela para algo funcional, né, utilitário, só que quando isso se transforma num meio de fuga, né, num momento de eh eu preciso daquele momento para dar aquela relaxada eh ilusória, digamos, né? E aí vem realmente porque vem a angústia e vem essa angústia um pouco mais eh eh potencializada, como a Bruna coloca, que assim, se eu não estou com o celular, como que eu vou lidar com essa angústia que veio, né, que pegou nesse momento e agora eu não estou e essa angústia vem mais. Eu preciso estar com o celular ou na bolsa ou perto ou no, né, no bolso para qualquer coisa eu pego e já faço esse alívio rápido, esse alívio imediato dessa angústia que vem. Então é algo que potencializa, né? Então, quando ele passa para um para um mecanismo de defesa, um mecanismo de fuga, é aí sim que tem essa retroalimentação da angústia, gera angústia, ansiedade gera ansiedade pelo fato de não estar perto. Cadê onde está aquilo que me ajuda? Hum. E como que a gente faz para, tipo, igual a pergunta aqui, treinamente pra gente lidar com essa essa sensação, Adriana, a gente vai ter uma sensação ruim no momento que a gente eh resolver tipo assim, vou deixar esse celular de lado, ai vou pegar, não, não vou pegar, né? Como que a gente treina a nossa mente para entender? Deixa esse celular ali bom, quando nós falamos aqui do óscio, a gente tem uma dificuldade em lidar com o óssio, que a gente fala assim: "Ai, tô sem fazer nada, né?" É, vou pegar o celular e ninguém quer falar, tô sem fazer nada. Mas tem até um livro, né, que fala sobre o ósseo criativo. Eu antigo, mas a gente tem que ter um ósseo criativo. Então, quando você coloca também a questão, bom, o meu óscio vai ser para o descanso, já é uma forma de treinar a mente para dizer, pera aí, eu preciso desse tempo porque não é o não fazer nada, mas é um fazer nada criativo para um descanso, para eu poder produzir até muito mais depois. Então, e como é que você faz isso? Eu, a gente fala muito, olha, você fala agora estrategicamente, eu vou colocar aqui porque eu vou descansar. Então, seu pensamento ele começa a entender, pera aí, eu vou descansar e ele vai responder também. Seu corpo começa a responder da mesma forma, porque você começa a sentir aquele descanso e daí você começa a agir de forma descansar. Então, como se fosse um planejamento, quando você expressa aquilo que você tá pensando, você começa, aquilo lá já faz com que você consiga eh desenvolver ações para tal. Então, já a Bruna colocando, né, e percebendo e sabendo dessa desse hábito, isso é importantíssimo, porque a primeira coisa é você descrever quanto tempo você tá ficando em telas para você ficar ou não nesse momento. Pera aí, eu tô ficando muito tempo, então agora eu vou criar um plano de ação. Primeiro isso. E segundo, né, como desencadeando ansiedade, a gente pode trazer estratégias que possam diminuir a ansiedade. uma delas, relaxamento, uma meditação, né? Fazer uma ginástica, alguma coisa que vai também desencadear a mesma sensação de prazer, não só você ficar com esse celular e perdendo aquele tempo ali nas telas. Exatamente. Você sabe que um dia eu fiz um negócio, eu cheguei do trabalho e assim, como a gente trabalha com a cabeça e tal e você pensa muito, pesquisa muito, tem dias que você tá com o seu mental cansado. Aí eu cheguei em casa, falei: "Você quer saber de uma coisa? Eu vou desligar esse celular e vou dormir. Daí olha o que aconteceu, gente. Vou contar. Eu desliguei e deitei. Ah, adivinha, né? Olhei para ele, liguei, liguei o celular de novo. Daí eu falei: "Não, eu vou descansar". Desliguei o celular, coloquei lá na cozinha e eu vou falar um negócio para vocês. Eu consegui descansar tão bem, eu acordei renovada, sabe? Então assim, tenta fazer isso com você, desliga, mas desliga mesmo. E se você sentir, você vai sentir vontade de ligar. Aí você liga, dá uma olhada, desliga de novo, mas coloca em outro cômodo da casa, coloca lá longe e tenta sair. Gente, isso é bom demais. Outra coisa que é bom também é você esquecer o celular em algum lugar. Nós temos dois estúdios, esse aqui e o outro lá no legislativo. Um dia eu esqueci o celular aqui, eu passei meio período sem o meu celular. Eu só vim buscar aqui na hora do almoço e eu vou te falar que eu consegui, gente, super 10. Então, a gente precisa comemorar as pequenas vitórias, que é assim que a gente vai entendendo, é que tá tudo bem, né? Você não ficar o tempo todo com É dependente disso e a gente consegue, é só a gente tentar dar uma dorzinha no coração, mas que a gente consegue, a gente consegue. 8:54, mais uma pergunta pra gente, produção, por favor. A Mariana Lopes do Jardim Chapadão. Até que ponto o detox digital é realmente saudável? Será que se afastar totalmente das telas e das redes eh não pode se tornar um tipo de isolamento perigoso? Também eh então isolamento perigoso, isso me faz eh pensar e dar um alerta aí para saber como é que tá a nossa saúde mental, né? Porque se você tá eh se afasta e aí você pensa nessa situação aí de um isolamento perigoso, é porque você não tá socializando e que tem alguma coisa aí. Me corrija se eu estiver errado e por favor me deem aí a visão e o posicionamento de vocês como profissionais da saúde mental sobre a pergunta da Mariana. Vamos lá, Adriana. É, eu acho que você tá certa nessa questão, quer dizer, eu vou ficar isolada por esse meio período que eu fiquei sem ver o celular, então não necessariamente. Ah, ao mesmo tempo, eu eu entendi o que ela quis dizer. Se eu tirar totalmente que nós colocamos, nós estamos na era da informação, nós não vamos tirar totalmente, nós vamos diminuir e tentar equacionar o quanto que realmente eu preciso. Eh, você precisa responder a mensagem nesse momento, se for meio-dia, por exemplo, se eu responder, olhar meio-dia, como que eu coloquei a cada três vezes por dia, você olhar a suas redes sociais, né, o WhatsApp lá, você vai precisa toda hora, OK? Porque você tem que responder naquela hora, será que realmente o outro de lá não pode esperar ou é você que não pode esperar nessa sociedade imediata? A gente não tá podendo esperar. Tem que responder, tem que responder, tem que fazer tudo rapidamente. Então, real, você não vai estar se isolando socialmente, até mesmo porque o ideal é você usar o celular mar com café e vai tomar café da pessoa que vai ser muito maiso, muito. Vamos socializar. É muito melhor nós estarmos aqui do que se a gente tivesse na tela fazendo online. Isso que é o gostoso, né? Ver o outro. Agora, o que pode fazer para iniciar com essa questão para não ter essa sensação? Desliga o celular como você colocou à noite. Aham. Você já vai dormir melhor por causa das ondas, né? Isso é verdade mesmo. É verdade. Tanto por causa da luz azul e você, o ideal é você desligar a rede, a internet. A internet. chegou o horário, você desliga tudo, né? Que tipo não vai acontecer nada, mas nós estamos tanto assim, nossa, aí se aconteceu com alguém, isso aqui, quer dizer, a gente não tá dormindo tranquilo, né? Então, para começar a ser também só virando o celular, a tela para baixo, isso já ajuda bastante. Então, começa devagarzinho, né? você não vai estar isolado socialmente, até mesmo porque a gente se encontra com intensidade com os nossos amigos normalmente à noite e final de semana, né? Já combina. Se você tiver um familiar, você fala: "Olha, nesse momento eu não vou estar podendo ver o celular, eh, eu vou te respondo mais tarde". Ou você olha e já dá essa dica paraas pessoas, né? Para você não deixar tudo na mão e achar que as pessoas não estão sendo correspondidas. E ao mesmo tempo, às vezes, a gente tem, a gente olha ali, aí aparece o azulzinho lá, aí você fala: "Pronto, o outro lado do outro lado não quer me responder, não vai pensar isso." Então a gente precisa de ter uma reeducação digital aí também, né? Porque assim, tem gente que manda uma mensagem, eu acha que você tem que responder na hora, mas pera aí, quem diz que eu tenho que responder na hora? Poxa vida, e se você não responde na hora, dá problema. Então, o que que eu fiz com o meu? Eu tirei o visto por último, tirei o barulhinho de notificação. Meu celular é no silencioso, entendeu? Tem gente que me liga, nem vejo, depois eu olho e assim eu tirei assim para mim: "Ah, vamos lá, uma uma eh de hora em hora eu olho para ver se tem alguma mensagem, porque senão se você ficar você vai ficar dependente daquilo". E aí, quanto mais você responde, mais você acha que tem que responder e vai. E é outra coisa que chama atenção também, né? Sim, exatamente. Vem muito de encontro que a Mariana colocou nessa pergunta, né? Porque não é o fato assim, por que que tirar de vez, né? Se isolar pode ser perigoso? Então, mais do que não vou mais ver, desliguei. É por que que eu estou precisando disso? O que que isso vai me causar? É o que que essa falta vai me causar. E aí entra uma questão importante do desse perigo, porque se algo, se ele está usando como uma fuga, sendo usado como uma fuga, algo não está legal, tá desajustado. E aí quando você se isola, acabou tudo, você entra em contato muito intensamente com essas questões ali que estão, né, borbulhando, onde o celular estava sendo uma fuga. E aí sim que entra muito importante a questão do autoconhecimento, do cuidado da saúde mental para que isso, né, sustente o fato de, ó, fiquei um pouco sem o celular, ok, tá tudo certo, ó, hoje não vou responder, hoje não vou ver notícias, enfim, e que isso se sustente de uma maneira saudável, que não se torne perigoso. É, exatamente. Agora, nessa questão também, a gente tá falando do celular, mas eu tenho casos de pessoas que só se relacionam por meio dos jogos. Uau! Jovem e adolescente. Então eles depois da pandemia perderam realmente o contato com eh físico e eles se socializam somente através dos jogos. Então, nesse caso, realmente acontece e tem casos até de alguns que namoram somente virtualmente e se for necessário eh socializar, não sabe nem falar um oi, não sabe nem puxar uma conversa, não consegue conversar mais. Isso. Então isso tem sido interessante eles estarem vindo na clínica porque tem sido o primeiro contato às vezes com outra pessoa fora fora o familiar que às vezes nem tem contato com o familiar. Aí a partir daí que a gente começa um trabalho paraa pessoa compreender que ela pode sim ter outros relacionamentos, voltar a ter um convívio físico, né, social com as pessoas independente da tela. E que trabalho de vocês, né, gente? Que trabalho, olha que programa de hoje maravilhoso. Quanto ensinamento, quanta, quanta psicoeducação pra gente, né, de algo tão simples do nosso dia a dia, que é um celularzinho, né, parelhinho assim e que tá deixando as pessoas dependente. E a gente precisa se atentar a isso, tomar cuidado, prestar atenção, né, e ouvir pessoas especialistas sobre saúde mental pra gente entender o quanto mal faz pra gente essa esse uso sem medida, né, de um aparelho tão importante na nossa vida e que a tecnologia veio para ficar, não tem jeito, faz parte da nossa vida, não precisa ser a vilã, né? O desafio é a gente aprender a usar essa tecnologia a favor da nossa saúde, né? Sem deixar que tudo isso dite o ritmo da nossa vida. E é sobre isso que a gente falou hoje. Agora 9:1 a gente vai encerrando, mas eu quero agradecer demais a presença de vocês quanto ensinamento. Muito obrigada, viu, Renata, pela sua participação. Foi show de bola. Adorei. E eu acho que a gente precisa mesmo de de entender mais sobre o que essa desintoxicação vai nos trazer de benefício. Obrigada. Obrigada. Eu que agradeço o convite, principalmente a oportunidade da gente tá podendo conversar ter esse bate-papo tão importante sobre, né, sedes virtuais, as telas que é essencial atualmente. Maravilhosa. Obrigada mesmo, Adriana. Obrigada pela sua participação, pela sua contribuição. A conexão de vocês é maravilhosa. Fico muito feliz quando dá quando dá esse M, né? Porque vocês têm toda a informação, né? Toda a sabedoria referente a essa questão da saúde mental e vocês eh conversando entre si, eh pontuando, completando, enfim, pra gente é magnífico e a gente torna o nosso conteúdo ainda mais mais grande, né? mais com peso assim maior pra gente poder analisar com muito carinho o que que a gente tá fazendo da nossa vida. Obrigada, viu, Adriana? Obrigada. Eu que agradeço essa oportunidade porque para mim além da questão da psicologia que a saúde mental, mais o ensino e o programa ele vem para ensinar e essa é a grande contribuição, né, que a gente pode trazer pra sociedade. E a gente só consegue isso com a presença de vocês e a disponibilidade do tempo. Então, mais uma vez muito obrigada. Obrigada a você de casa. E olha, gente, é isso mesmo, né? Tecnologia faz parte da vida e não precisa ser a vilã. A gente já falou isso, vou repetir para você porque é importante você saber. O descanso e a presença são formas de reconexão com o que realmente importa, tá bom? Então, não esqueça disso. E olha, gente, amanhã nós temos o Estúdio Câmara. Amanhã já é quarta-feira, né? Amanhã a gente vai falar sobre um tema que promete mexer com ambiente profissional. A gente vai falar de um negócio bem legal, ó. a linguagem do amor dentro da nossa da da da corporação, dentro do nosso ambiente de trabalho, como empatia, reconhecimento, cuidado podem transformar os relacionamentos dentro das empresas. A gente vai mostrar que a linguagem do amor, aquela forma com que a gente expressa respeito, humanidade no ambiente corporativo, é interessante. A gente vai discutir o impacto disso na produtividade, na motivação e na saúde mental. Você lembra que você ofereceu de repente um remédio para um colega de trabalho que tava com dor de cabeça ou de repente você até trocou uma marmita? Você sabia que isso é uma linguagem de de amor dentro do espaço corporativo? Isso é legal e a gente fala com você sobre isso amanhã a partir das 8 da manhã aqui na TV Câmara Campinas com mais uma edição do nosso estúdio Câmara. Agora você fica com a nossa central de informações, com a ÍRA, a nossa inteligência artificial, atualizando todas as informações para você. Ao meio-dia nós temos Câmara Notícia, também com informações do Legislativo e aqui de Campinas. E você segue com a programação da TV Câmara Campinas feita com muito carinho, especialmente para você que tá aí do outro lado, tá bom? Grande abraço, se cuide, fique atento nas telas, desliga o celular para dormir e até amanhã. Ciao [Música] [Música] [Música]