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Olá, muito bom dia para você. Seja bem-vindo, seja bem-vinda. Estúdio Câmara no ar. Hoje, quinta-feira já, hein, gente, 23 de outubro. Bom dia. Bom dia. Como é que você tá? Tudo bem por aqui? Tudo ótimo. E hoje nós vamos falar sobre as fases da vida. É, são muitas, mas hoje a gente vai especificar. A gente vai falar sobre a crise dos 40, né? É verdade. Você que tem 40 anos, você que já passou dos 40 anos, como é que você se sentiu, né? Eh, será que era isso mesmo que eu queria para minha vida? Eh, será que eu fiz tudo certo? Gente, é nesse ponto que muitos adultos se encontram, né, entre o passado e o futuro, entre o que sonharam e o que conseguiram. E o desafio é a gente conseguir ressignificar tudo isso e encontrar um novo sentido e propósito pra gente seguir em frente. Afinal de contas, a gente precisa seguir, não é uma crise, uma fase que vai nos parar. E quantas fases, né, permeiam nessa nossa vida. Então participa com a gente, manda sua mensagem através do nosso WhatsApp que já está na sua tela, 1997829377. Conta aí, você tá na fase dos 40 e aí, você está na crise dos 40 ou você nem percebeu isso e já passou, já tá nos ou já é 60 a mais? Conta pra gente a sua dúvida ou então a sua experiência. Compartilha conosco. Nós estamos aqui com dois entrevistados. Daqui a pouquinho eu apresento eles para você. E olha, tem muita coisa boa para entregar hoje, hein? Vamos lá. Assim como todos os programas, hoje a gente fala eh o que fazer quando chegar aos 40 e depois deles, né? Vamos lá, então, com informações chegando para você aqui na TV Câmara Campinas. Olha, hoje a Câmara de Campinas realiza às 7 da noite a solenidade de entrega do diploma de mérito médico Dr. Zeferino Vasem e homenagem a profissionais que se destacam na área da medicina. O evento será realizado no plenário, terá transmissão ao vivo aqui pela TV Câmara Campinas e também a retransmissão simultânea no Facebook e também no YouTube da TV Câmara Campinas, tá? Você é convidado para participar, assistir. Entre os homenageados estão nomes de referência na medicina campineira. Dr. Alessandro FranJot Chagas, ele é cardiologista formado pela USP, ex-professor da PUC Campinas e ex-presidente da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo, Regional Campinas. Doutor atua em hospitais como Veracruz, Samaritano, Madre Teodora e também Irmãos Penteado. Eh, Gilson Barreto é cirurgião oncológico, também será homenageado especializado em cabeça e pescoço, autor de estudos reconhecidos e inventor de diversas patentes médicas, como drenos e equipamentos hospitalares. Então, essa homenagem será realizada hoje em sessão solene na Câmara de Campinas. Muito bem, vamos lá. foi sancionada aqui em Campinas a lei municipal 16.813 1813 de 2025, que institui a semana do climatério na cidade. Gente, essa proposta é de autoria do vereador Aíton da Farmácia e foi publicada ontem no Diário Oficial do Município. A nova legislação tem como referência o dia 18 de outubro uma data que é reconhecida pela Organização Mundial da Saúde como dia da menopausa. A primeira edição da semana do climatério vai ocorrer então no ano que vem, no ano de 2026, né, sobre a coordenação da Secretaria da Mulher, conforme firmado entre a o parlamentar, né, autor da lei, e a secretária Alessandra Herman. O objetivo é levar informação, quebrar tabus e promover a humanização nos serviços de saúde com foco no acolhimento e cuidado individualizado às mulheres nessa fase de transição. A lei busca romper preconceitos sobre a menstruação e o corpo feminino, incentivando o diálogo e também a equidade de gênero. A partir de agora, Campinas passa a contar com uma legislação específica para debater, conscientizar e integrar profissionais de saúde, familiares e a comunidade no cuidado e apoio às mulheres durante o climatério, perimenopausa, menopausa e pós-menopausa. Importante demais, né, essa lei e que legal que foi sancionada pelo prefeito, que está disponível lá para você conferir em Diário Oficial da Prefeitura de Campinas. Previsão do tempo para hoje que temos, ah, dia de sol, aumento de nuvens, né? Hoje tem um ventinho, mas tá mais tranquilo. Eu senti frio logo quando acordei, a mínima foi de 13, mas a máxima chega aí até os 27º. Então, tempo bom, ensolarado, algumas nuvens, tudo certo, tudo tranquilo aqui na cidade de Campinas. Muito bem, agora vamos ao nosso tema central. A gente vive uma era em que a passagem para os 40 anos ou além deles, né, muitas vezes traz à tona aí questionamentos profundos. E se eu mudei de ideia sobre o que eu quero quando cheguei aos 40? Ixe, será que eu realizei meus sonhos? E agora? Para onde é que eu vou? Como é que eu vou fazer? Quem sou? Ai, gente, para conversar sobre como a gente vai ressignificar essa vida adulta, como a gente vai encarar essas transformações com mais consciência. A gente recebe aqui a psicóloga e neuropsicóloga Sena. Seja muito bem-vinda. Obrigada pela sua presença. Bom dia. Bom dia. Bom dia para você também. Agradeço o convite de estar por aqui e eu espero também poder contribuir aí para esse tema aí que a gente tem muito para conversar. maravilhosa. Para completar o nosso time de hoje, a gente recebe eh o psicanalista clínico Adriano Rocha, também é professor, vai nos ensinar que que a gente faz depois ou então quando nós estamos aí nessa fase da crise dos 40. Bom dia, professor, seja bem-vindo. Bom dia, Rúbia. Bom dia, Dayane. Para mim é uma honra e um privilégio estar com vocês, poder conhecê-las hoje e poder falar para tantas pessoas que vocês atingem no momento da humanidade tão ímpar e a gente poder levar aí esse conhecimento e compartilhar e construir alguma coisa juntos aqui hoje. Excelente. Vamos lá. Então, a gente vive numa era em que a passagem dos 40, né, eh, vai traz à tona questionamentos profundos, né? E será que eu vou realizar os sonhos, né? Que que eu vou fazer? E como escreveu e cantou Rixas, né? Eu devia estar contente porque eu tenho emprego, sou dito cidadão respeitável e ganho 4.000 cruzeiros por mês, né? E aí, como é que faz, né? Eu devia agradecer, mas às vezes eu estou reclamando. E como que a gente reclama? Porque essa fase dos 40, ela vem acompanhada de muitas dúvidas, né? Então, eu quero começar com você, eh, professor Adriano, o que que acontece quando a gente chega nessa fase dos 40 anos? Por que que a gente tem tanta dúvida de quem somos, o que queremos, para onde vamos? E muitas vezes a gente se pega pensando assim: "Eu não conseguia realizar tudo que eu queria". Mas se a gente for parar para pensar, poxa vida, chegamos nos 40, conseguimos sim, porque essa dúvida, esse questionamento que vem junto com essa idade tão importante. Muito bem, Rúbia. Eu penso que o ser humano, grande parte da das pessoas, elas não possuem um planejamento de vida, elas estão simplesmente existindo e sobrevivendo. Quando você não tem um planejamento amplo de vida, você não para para pensar na sua própria vida, no seu propósito, na sua trajetória de vida, eu acredito que chega o momento que já não consegue manter aquele mesmo estilo de vida do passado. Enquanto se está mantendo ali eh, pagando as contas, enquanto os filhos estão crescendo, talvez vai ficando sustentável esse processo, mas chega o momento que os filhos vão embora, chega o momento que a empresa despede e os ciclos de vida eles se finalizam e tem pessoas que não conseguem ter ali um balanceamento nas saúdes da vida dela para conseguir eh sobressair essa fase, né, que é uma fase que é que muitas pessoas podem aproveitar para poder ter tempo para si, mas muitas pessoas não sabem o que fazer com esse tempo para si e elas se perdem, né? E e quando a gente começa a estudar a parte da saúde mental, as pessoas eh na terapia, quando atendendo os pacientes, as pessoas começam a perceber que a vida não era simplesmente uma sequência de rotinas e elas começam a perceber realmente a o propósito de vida delas e um olhar para si, porque é muito difícil a pessoa parar para olhar para si na vida com uma sequência de tarefas e o dinamismo que a gente tá vivendo. Então entra em crise. O que que eu vou fazer com a gaiola que abriu? né? Eu aposentei, o que que eu faço agora, né? Com essa liberdade. Muitas pessoas não foram treinadas para lidar com a liberdade, elas foram treinadas para ficar no aprisionamento psíquico. Eu fiz uma palestra recente trazendo um exemplo, né, de um presídio, né, e a terceira vez que eu vou e aí eu trouxe para eles, olha, talvez o maior prisão que tem não é a prisão física. Eu sei que é importante a gente ter o nosso espaço, mas é a prisão psíquica. Eu levei para eles assim, enquanto a gente não saber lidar com as nossas questões interiores ou pelo menos encarar elas, a gente pode ir lá para fora, pode mudar de país, pode mudar de cidade, pode mudar de bairro, de casa, que a gente talvez vai sentir uma angústia tremenda, porque a prisão psíquica, ela nos aprisiona em qualquer local. A gente pode ir para onde for, independente da idade de que nós tivermos, e a gente pode sentir uma angústia muito grande. Uhum. São ciclos da vida que que eles vão se alternando e se a gente não olhar para isso, né, buscar esse autoconhecimento, esse autorecimento, que é objeto de pesquisa da psicanálise, é mais o inconsciente. Uhum. A gente vai se perder e pode ter a idade que for, a gente vai ficar perdido, né? Uau! Sim. Eh, Daane, como que a psicologia traz pra gente essa questão da crise dos 40? A nossa vida ela é cheia de fases, né? Mas a gente fala muito sobre essa crise dos 40, porque é uma fase de transição assim que você chegou no topo, né, da vida ali e daí você olha para trás e olha pra frente. E agora o que que a psicologia traz pra gente? Por que essa essa confusão, essa dúvida, esse de repente não acreditar que você é capaz e o que você fez, sim, tem valor. Sim, né? É muito interessante isso porque primeiro, eu acho que o primeiro ponto que a gente pode pode entender é que essa crise dos 40, ela não é um não é universal. Então isso não não vai para todas as nossas para todas as culturas, né? Então isso é sentido de forma diferente em cada cultura. E eu percebo que no Brasil a gente tem uma tem muito forte essa crise, né? Então o que acontece, o que pode acontecer muitas vezes é que nos 40, 50 anos, né, a gente tem um pouquinho mais de controle sobre a nossa vida. Uhum. Né? Sobre as nossas emoções. A gente espera, né? A gente espera que tenha um pouquinho mais de controle, né? O que acontece é que nos 20 e tantos anos, nos 30 anos, muitas vezes a gente tá ali no corre e aí eu tô correndo. Então eu tô vivendo muito mais no automatismo. E aí chega nos 40, nos 40 e 50 anos, quando eu tenho um pouco mais de controle sobre a minha vida, eu posso parar e pensar: "Caramba, que que eu fiz até aqui?" Né? Porque muitas vezes h nos 20 tanto e 30 anos a gente vai fazendo coisas que são aquilo que esperam de nós, né? Então são desejos muitas vezes que não são nossos. Então são desejos que eu carrego, que é na verdade um desejo do outro, uma expectativa social, né? que esperam de mim que eu atinja isso aqui. E aí eu vou vivendo sem fazer essa reflexão, sem um autoconhecimento. Então eu carrego desejos que não são meus, mas por eu não ter esse autoconhecimento, eu internalizo isso como meu. Então eu vou vou fazendo coisas, vou fazendo exatamente aquilo que esperam de mim, atendendo essas expectativas sociais. Então, chega nos meus 40 ali, nos meus 50 anos, parece que as coisas não estão fazendo mais tanto sentido assim, porque quando eu começo a ter uma introspecção, então eu começo a perceber algumas coisas sobre a minha vida e aí eu posso pensar, caramba, o que que eu fiz até aqui? E aí esse sentimento começa a aparecer, né? Porque o nosso cérebro aí neuroafetivamente falando, o nosso cérebro ele não quer, ele não busca só prazer, ele vai buscar também eh conexões reais, vínculos. E aí chega nesse momento da vida que eu que o meu cérebro ele tá falando: "Ó, tá bom, tem prazer aqui, eu conquistei isso e aquilo, OK, mas e os meus afetos? Como é que estão? E os meus vínculos? e a conexão comigo mesmo, com o mundo e com o outro. E aí que entra esses questionamentos. Esses questionamentos, professor, eles nessa fase, a gente fala 40, mas pode ser 40, 50 mais, enfim, esses questionamentos internos, eles podem ser confundidos com depressão? Sim, podem, né? Sim, podem. A Daana tava trazendo para nós aqui eh conteúdo muito bom, né? E eu queria agregar o seguinte, e como a nossa longevidade tá se ampliando cada vez mais, né? E e pode ser confundido, sim, Rúbio. Eh, geralmente um estado melancólico, né? Inclusive as pessoas às vezes elas querem afastar um pouco a tristeza. Uhum. Hum. Que nos compõe. A tristeza é um momento de reflexão. A psicanálise ela traz exatamente assim, não é sobre lhe buscar sempre o prazer e a felicidade, a plenitude, é sobre também lidar com o desconforto. Porque se tem uma coisa que é constante na vida e a gente tem poucas certezas na vida, né? Uhum. É que a gente sempre vai lidar com as dificuldades. Ela permeia a nossa vida. e saber lidar com a tristeza e não tentar afastar ela com a ultra medicalização, por exemplo. A gente tá numa sociedade que busca o prazer a todo custo. Hum. De modo que vamos falar da tristeza. A tristeza, ela pode ser, como a Daano trouxe, um ponto de conexão entre nós. Quando eu me vulnerabilizo, quando eu estou frágil, é quando a fraternidade, a solidariedade, ela abre caminho nas nossas vidas. E talvez a gente pode pensar como que é importante as conexões para manter a nossa saúde física, a nossa saúde espiritual, nossa saúde mental e tantas outras saúdes. E quanto a gente tá se afastando dela? Me parece que quanto mais a tecnologia ela está se acendendo, mais o fator da humanidade, as conexões elas estão declinando. E é só olhar isso através de evidências. A nossa sociedade, ela nunca esteve tão doente física e psicamente. E a seri as doenças físicas, boa parte delas com início na questão psicológica e emocional. Então a gente pode fazer um grande questionamento, independente de qualquer fase. Claro que a gente tá focando mais na fase dos 40, mas será que a pessoa que chega aos 40 com o vazio existencial, será que não foi aquela criança que já teve indício de depressão, que a semente da depressão ela é semeada principalmente na infância. Uhum. Quando o papai e a mamãe está tão sobrecarregado, trabalhando em dois, três trabalhos e fazendo um monte de curso e fazendo tantas coisas, será que a Lin tá sendo semeada involuntariamente nesse ser, a semente da depressão? E será que essa criança depois não vai repetir um padrão com os seus, porque ela tá percebendo esse modelo relacional lá da infância? Eu digo que eu tive o privilégio de ter uma educação e uma criação na área rural, onde não tinha energia elétrica. na região da Serra da Canastra, hoje é Parque Nacional da Canastra. E eu vi fazer a ligação da energia elétrica, vi os potes da SEMIG e colocar os pó de luz. Então a gente brincava em rios, a gente brincava na área natural, eu tinha os pais por perto, a gente finalizava o dia conversando, né, no fogão à lenha com o meu pai, com a minha mãe e ouvia rádio, não tinha nem TV. Então, eu tive o privilégio de ter esse parâmetro de conexão humana e hoje eu sei o quanto isso é importante. E como eu tenho essa referência, eu vejo o quanto a geração atual está sendo privada de algo que é que é transformador. A gente precisa desse referencial dos pais para lá na frente não se perder. Uhum. Então eu penso que tem tudo a ver sim com a questão da depressão, né? Esse quadro depressivo, ele é construído não só por uma pessoa, mas por um ambiente. Um ambiente. E quando nós temos pessoas preocupados, por exemplo, como a Ruben, como a Daane com essa questão, puxa é minoria, mas essa minoria que acende a luz da informação, a luz da transformação, com esse veículo incrível que é a televisão, a internet também, e a gente consegue fazer uma transformação gigantesca. Eu acredito que parte hoje das pessoas elas estão adormecidas com relação à consciência da importância da saúde mental, da saúde relacional. Mas esses veículos e essas poucas pessoas que estão fazendo esse trabalho, eles conseguem ter um uma reverberação, uma ressonância muito grande. E apesar de atuar pouco tempo na área, faz só 4 anos que eu estou nessa área, eu percebo que o resultado que eu faço diretamente com a pessoa interfere na família, no sistema familiar dela, que reverbera com mais, sei lá, 10, 50 pessoas e aquilo vai e tem crescido muito interesse pela área da saúde mental, até as pessoas sendo obrigadas, né, a ter que gostar disso e pesquisar isso, né? É verdade. Não dá mais para calar os nossos sintomas, a nossa angústia da nossa alma, o nosso mundo intraps psíquico e com remédio. Não tá fechando a conta. É importante o medicamento, mas curto prazo. A gente tem que fazer a lição de casa, que é o nosso relacional. A gente precisa do olhar do outro e menos olhar em telas. Maravilha. É isso mesmo, professor. Nosso professor dando uma aula pra gente, né, Dayane? Agora nós falamos aqui sobre essa questão da fase, né, da crise dos 40. Aí nós puxamos que essa crise dos 40 pode ser confundida eh com depressão. E agora vamos falar da crise dos 40 e relacionamentos. Gente, é impressionante como nós temos aí vários depoimentos de pessoas que acabam se separando após os 40 anos e relatam essa essa crise no relacionamento e a separação por conta de ter chegado aos 40. Tipo assim, quantas vezes eu já ouvi: "Ah, cheguei aos 40 anos, agora não quero mais que eh passar pelo que eu passei, então daqui para frente eu sou outra pessoa." Realmente isso acontece? O que que o o a psicologia traz referente a essa eh tanto a interrogação que fica quando você chega na fase dos 40, tanto aquela vontade de voar que você tem e largar tudo para trás? E, ó, cheguei nos 40, ninguém me segura, né? Dizem que tem a fase da loba, da mulher e tal. Aí depois dos 40 também já vi a menopausa. Aí você acaba com tudo. Mas vamos lá, Daiana, explica pra gente toda essa transição referente a relacionamentos. Sim, né? É, é muito interessante, realmente isso acaba acontecendo, né? Algo que a gente vê muito aqui na cultura, né? Do do brasileiro. Uhum. E como eu trouxe, né? É, a neurociência vai trazer aí que o nosso cérebro ele não busca apenas prazer, né? Então ele vai buscar também conexões, conexões reais, vínculos, né? Afetos. Então pode ser que o que acontece que chega nessa fase da vida dos 40 e tantos anos, mas isso também não é uma um número exato. Pode ocorrer antes, pode ocorrer depois, né? Mas o que acontece é que a gente faz uma revisão ali, né? E aí a gente vai entendendo como que está esse meu vínculo. Esse meu vínculo, como que ele foi construído, né? Ele foi construído baseado no quê? Em quê? Então, quando eu tenho, né, nos 40 e 50 anos ali, mais ou menos, eu tenho um pouco mais de controle na minha vida, eu consigo então perceber algumas coisas que antes eu não percebia. Talvez para novamente cumprir uma expectativa social, né? Então, ficar nesta relação, eu estou cumprindo uma expectativa social, aquele casamento para sempre, né? Uhum. que a minha família, todo mundo ama aquela coisa toda, mas que na verdade eu não me sinto tão feliz e tão bem assim dentro dessa relação. Então meu cérebro ali ele tá me jogando sinais e o meu corpo vai sentindo que talvez aquilo não me caiba mais, talvez aquilo ali não faça mais tanto sentido assim, porque o que eu tô buscando hoje já não é mais essa correria, é algo realmente verdadeiro, é algo que me traz um sentido. E aí eu percebo no outro, né, que talvez também tenha muito das nossas expectativas sobre o outro, né? Então eu crio expectativas sobre o outro e eu me frustro nesse processo, né? Então isso pode acabar acontecendo porque essas separações ocorrem porque talvez o processo de construção dessa relação, ela foi muito baseada ali em aquilo que eu acho que deveria ser. Uhum. Né? Né? E aí eu falo lá nos meus 20 e tantos anos e 30 e poucos anos. Então é aquela relação que eu construí baseada talvez nas expectativas sociais, naquilo que esperavam de mim, que esperavam da relação. Então chega o momento que isso entra em conflito com o que eu realmente quero. Então assim, com a minha autenticidade, né? Com aquilo que eu sou de verdade. Então eu e aí eu quero entrar em contato comigo mesma. Só que entrar em contato comigo mesma vai fazer com que eu vou eu vou precisar perder algumas coisas. Uhum. E aí, mas essa perda para esse momento faz sentido. E aí é é essa direção que a gente vai. Então é essas mudanças que podem acontecer. Excelente, né, professor? Muito bem explicado. A gente consegue ter noção do que acontece nessa fase com essas falas de vocês. Muito bom. Sim. A a Daane trouxe a questão relacional. da do eu idealizado, da expectativa no outro, né? A gente pode pensar o seguinte, a os nossos relacionais eles são pautados por referenciais e modelos infantis. Uhum. O quanto que tem pessoas que elas estão involuntariamente ali pela mente mais profunda delas, buscando no outro uma expectativa e uma uma reparação de alguma questão do passado. Então, por exemplo, eh no na psicanálise a gente tem uma conceituação que é o complexo de edem que a gente vai muitas vezes buscar no nosso companheiro ou companheira questões e características que têm ligação com o nosso papai e nossa mamãe do passado. Então o que que a gente pode pensar nisso? muito do outro que a gente busca é uma idealização nossa, não é o outro real. Então a gente tá buscando na realidade alguém que vai suprir alguma coisa pro nosso próprio ego. Então seria isso realmente amor? Vamos pensar, vamos pensar, né? Principalmente nos 40 anos. Tem pessoas que estão com trocas relacionais frequentes, termina um ciclo, começa outro, entra outro relacionamento e e aí será que essa busca é uma busca mítica, né? em que eu tô pegando no outro, na realidade algo que eu nunca vou encontrar, porque na realidade tô buscando um reparo mais profundo com uma questão que eu tenho com o meu pai e com a minha mãe. Então aí entra a psicoterapia, eu vou ter que fazer na realidade uma um uma viagem aí na minha na minha infância, eu vou ter que fazer uma busca, um entendimento para que eu pare de transferir, para que eu pare de deslocar, para que eu pare de projetar questões minhas no outro. Isso é um ciclo sem fim. Eu faço aquela, eu trago aquela metáfora do cachorro, né, que ele fica correndo no em volta do próprio rabo ali tentando, peg, isso não termina nunca. Isso cansa as pessoas, elas e cada relacionamento que as pessoas saem, se sentem frustradas, vítimas às vezes da sua própria mente que mente, querendo nos proteger, levar a gente pra sobrevivência, a gente acaba ficando sempre sentindo talvez o caminho da depressão. Puxa, ninguém me entende. Nossa, eu saí agora pior financeiramente, eu saí pior emocionalmente. Nossa, eu saí machucado. e aí acha que o problema é no outro, mas grande parte do que a gente acha que é problema aí fora, na realidade é algo que a gente queria dentro da nossa própria mente. E a gente só sai desse mecanismo automatizado, que foi a palavra que você trouxe, Dane, quando a gente começa a trazer pra consciência esse automatismo. A nossa mente, grande parte dela, ela está além da consciência, ela foge do que a gente recebe pelo sensorial. Então, a gente tem que começar a entender esse mecanismo, é o primeiro passo para depois saber o que eu vou fazer com isso. Excelente. Muito bom. Então, veja bem, vamos lá. Cheguei aos 40, né? Um um ponto de interrogação e uma vontade de voar. E aí os conflitos, né, que eu vou criando na minha própria cabeça. Relacionamento pode ser que termine nesse momento. OK. E agora eu vou voar. Mas vou vó para onde? Eu preciso de um autoconhecimento. Porque nessa fase, pelo que vocês falaram, nós estamos eh de repente num ponto máximo de entendimento sobre o que somos, o que queremos, para onde vamos. Mas se eu não tenho autoconhecimento, eu não vou saber disso. Detalhe. E aí vem a transição de carreira também, gente. Você percebe quanta coisa? Olha só. E a transição de carreira, quando eu estou na fase dos 40 ou 40 mais ou 50 mais, a partir dos 40 anos, eu tenho aí uma dúvida. Eu estudei, eu fiz faculdade, eu me dediquei 20 anos em uma profissão, mas eu olho para trás e vejo, não é o que eu queria, não tô satisfeita, já tenho 40 anos, eu vou seguir até a minha aposentadoria fazendo a mesma coisa. E aí vem a a a transição, né, a troca, o novo estudo, o novo curso, eu vou mudar de carreira. A gente precisa se atentar com isso, porque a gente não pode também agir por impulso, porque pode ser, como as pessoas dizem, um tiro no pé, não é, professor? Sim. Perfeito. É isso mesmo. H, eu queria conectar tudo isso que você trouxe, Rúbia, com exatamente ali o que apareceu, né? Mudanças na vida. Exato. Eh, o quanto que as pessoas elas tentam lutar contra as mudanças, esse movimento tão natural da vida, né? Então, a gente pode pensar o seguinte, essa crise que vem, que advém dessas mudanças com expectativa de vida no Brasil ali, né, partindo há mais de 70 anos, então quem tá nos 40 ainda, gente, tem muito tem muito chão, tem muito chão, se acalma. E a medicina tá avançando rapidamente com o inteligente artificial. Aí tem muita coisa que tá por ver. É verdade. Vamos pensar o seguinte, como lidar com as mudanças, não evitar as mudanças, crise sanitária, crise financeira, crise relacional, o que não falta é criseum. As mudanças nos permeiam. Agora, o que fazer com tudo isso, né? E a gente falou bastante também dos relacionais, né? Quantas pessoas elas estão num rela será que o amor não é a segunda vista? Será que o amor ele não vem exatamente a partir do momento da convivência, do conhecimento e não o canto da sereia? Será que ele não vem exatamente em saber lidar com as mudanças da vida, as a as questões do outro que talvez não me agradem tanto, mas minha oportunidade de identificar em mim o que eu posso mudar e crescer? Ou será que eu tô buscando pelo meu próprio ego um espelho ideal do que eu quero para mim vai me servir, né? Então, a gente pode pensar nessas mudanças, o que elas fazem com que eu, como ser humano, possa evoluir? Será que a gente não tá no melhor momento de evolução da humanidade? Puxa, mas com tanta coisa que tá acontecendo, sim, mas elas nos permitem identificar questões profundas em nós, né? E poder falar disso abertamente já é um primeiro passo maravilhoso, porque há culturas, há há há governos por aí que a gente não pode falar disso, né? Não se pode falar de diversidade. E se tem uma coisa que tem na nossa mente, eh, que é um universo, é a diversidade. Não tem um ser único biologicamente, psicologicamente que seja igual. Nós podemos, nós temos que poder falar abertamente disso. E quando a gente pode falar disso, talvez a gente se estimula. Quem não ainda procurou a psicoterapia, procure, procure. Ah, mas a psicoterapia não é só para louco. Eu penso que hoje em dia é louco quem não faz. Eu considero o melhor investimento que o ser humano pode fazer é a psicoterapia, é esse trabalho de mergulho interno, né? E isso começa nesse movimento. Uhum. Sim. E eu gostaria de complementar, né, que para além disso, né, então assim, as mudanças da da vida adulta, né, eh, tem um filósofo e neuropsiquiatra, o Víctor Frankel. Perfeito. Ele ele traz assim para ele eh eu vou trazer aqui quatro fatores, né? Então, para ele é importante. Então, ele vai trazer quatro fatores que nos levam aí a uma direção para darmos um sentido paraa nossa vida. Uhum. Então, um desses fatores, né, é a valorização do que é importante pra pessoa. Então, tudo bem, eu quero mudar, eu tô eh eh sentindo essa necessidade, mas que tenhamos consciência dessas mudanças. Então assim, que a gente possa fazer um trabalho interno para eu entender que mudança é essa que eu tô que eu estou buscando, né? Essa mudança, né? Um desejo meu real ali, é um desejo do outro. Tudo bem, às vezes o nosso desejo esbarra no desejo do outro, né? Mas eu sou autora daquele meu desejo ali, né? eu eu me aproprio daquilo ali. Então ele fala sobre a valorização, um dos fatores é a valorização do que é importante pra pessoa. Então aquilo que é importante para mim e aquilo que foi importante para mim, mesmo os grandes e pequenos eventos da minha vida. Então quais são os significados que eu dei pros eventos que me ocorreram? Qual era a importância desses desses eventos que me ocorreram? Eh, então é entender e hoje o que que importa para mim, o que que realmente é importante aquilo que era importante lá no meus 20 tantinhos anos, tentando continua sendo importante ou isso mudou, né? Então ele vai trazer que é a gente entender o que que é importante, o que que me importa hoje, né? E isso nos ajuda nesse processo. Um outro fator também eh são as escolhas, né? Então nós somos responsáveis por todas as escolhas que a gente faz. Então, é ter essa consciência, né? Então, por isso ele fala muito sobre esse trabalho interno, né? Então, ter essa consciência para que eu possa escolher de forma mais autêntica ali possível. Então, as minhas escolhas também, né? O que que eu quero para mim? Essa escolha realmente a minha, né? É do outro, como que tá? Outro fator, né, que também nos ajuda nesse nesse sentido, né, pra gente ter um sentido paraa nossa vida, é responsabilidade. Então assim, quão responsável eu me sinto pela minha vida hoje? Eu me coloco com nesse lugar de ser responsável por mim, né, pelos eventos ali que me ocorreram. Claro, eu não tô falando de controle, né? A gente não controla tudo, mas o quanto que eu me sinto responsável pro norte, dando um norte para minha vida, né? Meus tanto 20 tantos anos ali, eu me sentia responsável, né? Porque às vezes a gente escolhe, mas a gente não se sente responsável por aquilo. Então eu jogo, eu terceirizo isso, né? Então eu jogo para o outro e aí vira uma angústia tremenda disso, né? Então, é o quão responsável eu me sinto e aí responsável também, até mesmo pelas escolhas que eu fiz que não deram certo. Uhum. Mas aí eu me coloco como responsável por isso, por pra gente poder fazer escolhas conscientes, a gente esbarra na nossa responsabilidade, né? Então eu sou livre dentro de um contexto para fazer escolhas e essas escolhas eu esbarro em consequências, né? E ali eu tenho minha responsabilidade para lidar com essas consequências, sejam elas positivas, elas desafiadoras, negativas. Então, as minhas, a minha responsabilidade perante as coisas que me acontecem. E o quarto fator que ele traz aqui são a a o significado imediato. Então, são os significados que eu dou aos eventos, à situações que me acontecem. E aí, nesse significado vai tá muito associado também às minhas crenças, aquilo que eu acredito, os meus valores, as interpretações também que eu tenho sobre mim, sobre o outro e sobre o mundo, né? Porque são essas interpretações aí que vão eh eh estar ali no fundo, né, do significado que eu dou aos eventos que me acontecem. Então tudo isso daí precisa ser muito bem trabalhado, né, em terapia para que a gente possa então ter esse processo de mudança mais congruente possível com aquilo que eu estou buscando, com a a com aquilo que tá me fazendo sentido hoje. Então esse sentido paraa vida, ele nos dá um propósito, uma direção, né, um uma percepção da minha identidade pessoal e interesses sociais, além de satisfação eh da vida, com a minha própria vida. Então, são esses fatores que a gente vai trabalhando, entendendo esse processo de mudanças. Excelente. Autoconhecimento e autoaceitação. Seria isso, né, professor? Sim. Perfeito. A Daen trouxe o Víctor Franklin, né, esse médico que sobrevou vários campos de concentração. Então ele pode falar com propriedade. Ele viu a família dele, né, ser dizimada ali pelo nazismo e ele foi estudar o sentido da vida. E ele percebeu que algumas pessoas conseguiam estar lá em campo concentração, mas elas ficavam ali firmes, elas conseguiam sobrever as dificuldades. E aí começou a perceber que elas tinham uma conexão aqui fora, alguém que elas se preocupavam, alguém que elas amavam e fazia com que elas tinham que aguentar firme, né? Então, há um grande paralelo entre a história do Vittor Frank e o que a gente tá vivendo agora, que a gente possa, a gente precisa estar num campo de concentração para começar a pensar sobre o sentido da vida, né? E sobre o sentido da vida, eu queria também trazer uma coisa bacana. Tem alguns alunos que estão em formação e eu pergunto para eles assim: "Você já parou para pensar numa pergunta tão importante existencialmente que é: qual o sentido da sua vida? Qual o propósito da sua vida?" Uhum. E alguns trazem para mim assim: "Ah, eu penso que é ajudar pessoas". Aí eu digo assim: "Você nessa posição de ajudar pessoas, vai chegar um momento que você pode se cansar, né? Você sofrendo aí uma espécie de síndrome de herói, síndrome de salvador ou salvadora, né? Mulher heroína, principalmente pessoas que já estão naquela idade avançada, que que cuida até dos netos e os filhos fazem um puxadinho na casa e mora lá no fundo da casa e cuida dos netos. os filhos estão trabalhando e estão estudando. Aí eu digo assim: "Não cansa isso de ficar ajudando as pessoas?" Pessoal assim: "Cansa, cansa muito, me sinto exaurido." Então, muito bem. Será que a gente pode pensar assim que a gente pode ajudar as pessoas a se ajudarem? Isso fica um processo orgânico sustentável, porque cansa a gente ser eh aquelas aquela pessoa que fica sempre sendo demandada. Uhum. É, né? A síndrome do síndrome do bonzinho. E aí a gente vê tanta somatização, né? É paciente que chega com muita dor de cabeça, paciente que chega com muitas dores no pescoço, dores nas costas, dor no joelho. Então assim, já tá no nível de somatização. Vamos pensar exatamente nessa busca pelo autoconhecimento pra gente conseguir chegar a esses parâmetros de de para tomar melhores decisões, né? Muito bem, gente, que que aula estamos tendo aqui hoje com vocês, né? Fico super feliz. uma entrega magnífica. Agora 8:42. Daqui a pouquinho a gente já começa a eh colocar no arguntas. Eh, sobre a transição de carreira, professor, qual que é a avaliação eh que o senhor faz referente a esse momento em que a pessoa se pega pensando, né, saio, troco ou não troco? Vou continuar fazendo o que eu iniciei, o que eu aprendi lá na faculdade, o que eu comecei e que eu fiz toda a minha vida até aos 40 anos na mesma profissão e agora vou trocar. E aí o o o que que a gente faz quando vem essa dúvida? A gente troca, a gente não troca ou a gente vai aos poucos? Qual que é? Porque tem uma interrogação aí, não tem como negar. Sim. É o mercado de trabalho. Devido à longividade, as pessoas cada vez mais elas estão trabalhando mais, né? E aí eu conheço algumas pessoas que já estão aí na terceira idade, continuam trabalhando. E aí essa resposta é uma resposta muito subjetiva, muito singular, né? Uhum. A gente pode pensar assim, quais as pulsões de vida? É um conceito da psicanálise que faz com que esse sujeito sinta-se que ele está vivendo. Sim. Se a o trabalho dele cumpre um propósito na vida dele, dá um sentido pra vida dele, mais do que só ajudar pessoas ou ganhar dinheiro, que tem um sentido existencial dele se melhorar, ajudar o entorno dele, então também a gente pode pensar que esse trabalho é uma pulsão de vida saudável. E o ser humano tem um um psicanalista, o francês Jax Lacan, que ele vai dizer que o ser humano tá sempre trocando os seus desejos. Uhum. Então, eh nós somos, eh, da estrutura, grande parte da humanidade é da estrutura na psicaná chama de neurótico. São pessoas que t as angústias, tem ansiedade, tem medo. São pessoas comuns. A gente não usa o termo normal, a gente usa comuns. Então, a gente tá sempre trocando de desejo. A gente nunca vai ser feliz quando? Uhum. Uhum. Ser feliz é o estar sendo feliz. É um estado que a gente se coloca a partir da nossa mentalidade, nosso mapa mental. Então, não existe esse eh essa utopia. Vamos ser feliz quando eu tiver o emprego dos sonhos, quando eu tiver na numa empresa grande, quando eu tiver numa casa grande, quando eu tiver uma família grande. Isso é uma utopia. O ser humano, ele vai estar sempre igual o cachorro lá atrás do próprio rabo. Ele vai estar numa busca infinita. A gente vai embora da terra com angústias e buscas. Então o trabalho por crescer, por crescer, talvez ele não vai fechar essa conta nunca. Mas o trabalho com o sentido, com o propósito, ele vai trazer um preenchimento emocional na nossa alma, que na psicanálise a alma é esse mundo intrapsíquico. E aí faz sentido transição de carreira, né? Eu eu cito o meu exemplo, por exemplo, até pré-pandemia 2019, eu trabalhei mais de 20 dias na área mais de 20 anos na área de tecnologia. Uhum. E resolvi fazer uma transição de carreira totalmente diferente. Fui paraa saúde mental, que era um assunto hobby e se tornou uma profissão, né? Eu falo que é minha profissão de amor hoje. Então, para cada pessoa, ela tem que se questionar e se perceber. Aí entra novamente a psicoterapia para que ela veja o que faça sentido para ela. Não é o que o outro quer que você faça, que a Daxe muito bem também. Mas o que faz sentido para mim, eu digo assim, a gente só tem uma vida. Sim, a gente chegou nesse mundo, banguelo, nu, não sabia fazer nada dependente da mamãe. Uhum. Não escolher a primeira roupinha e a gente vai embora desse mundo. Mesma coisa. a gente não vai escolher a última roupa, vai nas mãos de um desconhecido. Então assim, a vida é uma jornada única, de evolução própria. A gente tem que entender esse nosso sentido. Eu penso que o universo não vai gastar energia colocando, por exemplo, a minha vida aqui. Gastar energia simplesmente para eu ficar pagando boleto sobrevivendo. Tem que ter algo mais, né? Uhum. E aí, puxa, professor, mas você tá falando talvez de uma transcendência espiritual. Se fizer sentido para você, tudo bem. Uhum. É uma jornada única. A gente pode pensar na saúde espiritual como uma das saúdes que compõe a nossa saúde mental, né, e a nossa jornada de vida. Então, se fizer sentido para você, né, R, como você perguntou, a transição de carreira, faça. Eu vou falar de mim. Eu não me vejo aposentado parado. Eu me vejo atuante, fazendo consultoria, fazendo palestra. A minha vida tem que seguir o meu propósito. E isso vai ser até os últimos. Eu falo que eu vou ser aquele velhinho assim com bem galinha. que eu vou onde eu puder ir, eu vou. Eu não que quero ficar parada em casa sem fazer nada, porque isso não faz sentido para mim. Muito bom, né? A gente costuma falar que a vida é movimento, né? Então é isso, é é bom demais, gente. E bom também é saber que o pessoal tá aí participando com a gente. E nós temos perguntas e agora já são 8:46. Não falei para vocês? falando de coisas e desenhando, né, um um um caminho mais leve pra gente tentar seguir, gente. Que bom, quanta entrega maravilhosa. Ô, produção, pode colocar na tela pra gente, por favor, a primeira pergunta. Vamos então com as perguntas para os nossos eh convidados aqui. A Isabela Mourão do Cambuí. Depois dos 30, comecei a me comparar com pessoas mais novas e percebo que conquistei menos do que imaginei. Como lidar com essa sensação de atraso na vida? Ô Isa, vamos lá, Dayane. Ajuda a Isa aí, responde ela, por favor. Olha, é muito interessante a pergunta, né? Então, como você mesma trouxe, né, que depois dos 30 você começou a se comparar com pessoas mais novas e conquistou menos do que você imaginou. Então, é muito interessante isso, porque o que que de fato ali você imaginou para você, essa imaginação, né? Então assim, ah, eu cheguei nos meus 30 9 anos, 38 anos e aí eu não tive uma casa, não, não comprei uma casa, não comprei um carro, não. Então, a gente tá falando aqui de algo que é seu realmente. Isso é uma expectativa sua? Isso é aquilo que você imaginou genuinamente seu ou isso que é o que você acha que precisa nessa nessa idade ter conquistado e a partir disso não tem mais nada para fazer, né? Então eu não consigo conquistar mais nada. Depois dos 40, se eu não conquistei até hoje, se eu não fiz até agora, eu não faço mais. Mas gente, a como o Adiano mesmo trouxe, a expectativa de vida hoje do brasileiro tá muito maior. Então a gente tem muito tempo para conquistar, pra gente ter essas conexões. Só que eu preciso entender, né, que o outro é um outro e esse outro não tem a mesma realidade que eu. São realidade diferente. E aí o que acontece é que há um conflito. O meu cérebro, ele entra em conflito com aquilo que é idealizado com a minha realidade. E aquilo que é idealizado muitas vezes é é não faz nem parte da minha realidade, não é nem algo que eu quero. Mas aí eu vejo nas redes sociais, né, aquela pessoa que com 30 anos tá comprou uma casa na beira da praia e tem dois carros e e três filhos. É uma realidade da qual você quer viver? Você você quer realmente isso? né? Então, fazer esses questionamentos mesmo pra gente tá alinhado se isso é uma expectativa de fato sua uma expectativa que colocaram para você atender. Exatamente. Ou você está seguindo uma uma linha cultural que nós temos, né, do Brasil, de eh tal com tantos anos você entra na faculdade, daí você se casa, você compra uma casa, você compra um carro, você tem filhos. Quem diz que tem que ser assim? Cada um tem o seu tempo, né? E e cada um tem o seu jeito de desenvolver a vida. A gente precisa se atentar com essa questão da comparação, porque isso não é bom. A gente fala sempre aqui no programa sobre a comparação. Você é você, o outro é o outro e tá tudo bem. Agora, faltando 10 minutinhos para as 9, vamos com mais uma perguntinha, então, pra gente. Vai lá, produção. Pode colocar. Eduardo Ramos do Jardim Chapadão. Sinto que a rotina me engoliu. Trabalho, contas e obrigação me deixam sem tempo para mim. Como voltar a me conectar com quem eu era antes? Ô, Eduardo, professora, contigo. OK. Muito bem. Eduardo Ramos, obrigado pela sua pergunta. A Isabela também que mandou anteriormente, obrigado. H, aqui tá falando sobre rotina, né? Uhum. E e ali faz uma comparação com o que eu era antes. Então, muito bem. A gente pode pensar, né, como que no nosso movimento de vida, que a Rúbia trouxe, muito bem, a gente tá sempre se transformando o tempo todo. Então, o outro de antes nunca vai ser o outro de hoje. Então, comparar, né, com o outro, comparar até com a minha versão anterior, talvez realmente a gente não vai chegar à conclusão nenhuma. a gente tá evoluindo e tá se movimentando o tempo todo. E saber lidar com essa mudança constante e não tentar controlar ela, talvez nos alinha muito mais com o movimento da vida, né? E se a rotina me engoliu, a gente pode pensar o seguinte: em que momento que eu deixei a minha vida virar uma rotina e não uma experiência única, incrível, uma jornada maravilhosa em que eu cuido de várias áreas diferentes para que quando uma área não tá legal, eu consiga ter uma outra área que consiga ter um pilar forte também na minha vida, né? E e todo esse preenchimento, tanto da pergunta da Isabela Mourão, como do Eduardo Ramos, eu queria fazer um questionamento para vocês. A psicanálise era muito disruptiva e questionadora, né? o quanto que esse suprimento, esse preenchimento, essa plenitude, ela vai estar em rotinas ou ela vai estar em conquistas, que foi a palavra que a Isabela usou e e mais são importantes, né, paraa sobrevivência, mas no nível de hierarquias humanas, a gente pode pensar, talvez o maior preenchimento humano, ele vai estar no sentir, ele não vai ter, não vai estar no ter. O ter é um suporte pra vida, pra gente conseguir algo maior, né? Então a gente pode pensar assim, em que momento que eu preciso de me conectar com o meu sentir para que a minha autocobrança diminua? que é a pergunta anterior. E nesse momento a rotina me engoliu? em que o momento que eu como ser humano estou no modo sobrevivência e o meu a meu meu neocórtex, que é a minha evolução humana, meus sentimentos mais nobres, ele não tá sendo tão utilizado, que são as conexões. Então, nesse momento, eu tenho que talvez entrar em contato comigo e o outro ajuda muito, a psicoterapia, esses trabalhos que a gente faz, essas discussões, para que eu consiga perceber como que eu deixo de fazer o que eu não quero, que o comportamento é só a ponta de uma mentalidade que é construída mais profunda. Eu sou vítima da minha própria mente. sua vítima. E tem pessoas que vão embora da da Terra sem saber porque sentem, porque se comportam e porque fazem o que fazem. E o motor principal disso está no sentir. A força da nossa mente está no sentir. Isso a gente trabalha com a ajuda do outro. Olha que beleza que é a natureza. A gente não faz nada sozinho. A gente tem trilhões de células no corpo que se integram em sistemas perfeitamente funcionais. Estamos aqui com essa máquina evolutiva maravilhosa. Então a gente precisa do outro. A cela do nosso corpo é assim, aqui fora a gente vai querer fazer algo sozinho, né? Porque a gente vê, as pessoas estão cada dia nas suas casas trancadas, cada uma no sua televisão, com o seu celular, com a sua, com o seu streaming, com o seu próprio carro. As pessoas estão buscando ali alguma coisa no mais egoísta. Uhum. E será que a gente não tá no movimento de fechamento? E a gente precisa de um movimento de expansão de energia, de amor, de conexão? E aí entra as grandes tragédias acabam tendo um efeito colateral, que é as pessoas se perceberem. Quando cai a internet, quando cai a energia elétrica, que teve recentemente, as pessoas saem de casa, vizinho, acabou a energia elétrica aí, vizinho tá sem, as pessoas procuram, né? Interessante isso, né? A gente procura no outro, né? E e assim, a a única certeza que nós temos na vida é a morte, que a gente sabe que vai morrer, né? Não sabemos quando. Então assim, a vida é uma grande espera. É uma grande espera deste momento, que é a única certeza que a gente tem. Então, que possamos fazer dessa espera uma boa vida, uma vida em que eu possa ser autêntico, que eu possa eh dar sentido. E aqui sentido não são as grandes coisas, são sentidos na minha vida diária mesmo, né? É, é um acordar, é abrir a janela, é ver como que o sol, o dia tá bonito. Eu me permitir sentir isso, é me conectar, criar vínculos com as pessoas e talvez até mesmo eu conseguir criar vínculos. E aí eu não falo nem no sentido de de ah, eu tenho que fazer amizade e se tornar algo obrigatório, não. Mas eu posso ajudar as pessoas, eu posso eh estar em ambientes em que, por exemplo, eh ser voluntária, eu posso fazer da minha existência uma boa existência para mim e para o outro também. Então isso vai dando sentido, isso vai suprindo também ali as minhas necessidades de autenticidade, de vínculo, de segurança, de afeto, de apego, que tudo isso é que nos norteiam também para uma vida satisfatória e que muitas vezes, infelizmente, isso acaba se perdendo nessa vida tão eh automatizada, em que eu vivo sem me perceber, sabe? Eu só vivo por ali. Sobrevivo, na verdade, essa palavra. Eu estou somente sobrevivendo e não vivendo. Eh, eu eu costumo falar assim que às vezes a gente parece um ratinho correndo na rodinha, sabe? E uma hora a gente vai cair, entendeu? E vai ter que ter que alguém que vinha ali pegar a gente, colocar de volta, mas a gente vai continuar correndo. E tipo, correndo para onde? Para quê? Qual o sentido, né? Então, a gente precisa assim eh encontrar o sentido da vida. E quando você fala de de viver assim com com plenitude, com abundância, sabe o quê, gente? Eh, comemorar as pequenas conquistas, né? Eu super comemoro quando termino o programa, porque para mim e eu levantei, eu acordei, eu consegui chegar até aqui, colocamos o programa no ar, tem uma equipe massa por trás disso, tá todo mundo conectado, as pessoas em casa estão assistindo, vocês estão entregando. Uau, terminou 9 horas da manhã. Uhum. comemorando a conquista, sabe? Aí a partir daqui, vamos lá, tem mais uma matéria para fazer, tem todo o processo. Terminei, uau, conquista, cheguei em casa, conquista. Jantei, conquista, fui pra academia, conquista. Você começa a ver sentido na vida, você começa a ver sentido nas coisas, né? Então a gente precisa se atentar a tudo que acontece durante o nosso dia. Às vezes a gente se apega muito em coisas materiais, pô, legal, legal ter uma casa, legal ter um carro, mas a gente vai embora e fica tudo aí. E aí, o que que você viveu? Qual o legado que você deixou? E aí quando você chega nessa crise dos 40, você quer meter o pé e quer voar, mas espera aí lá primeiro se autoconhecer para ver se você tá fazendo por você ou se você tá fazendo pelo outro, né? se conecta, entra no caminho e se for para voar, vai voar, se for para ficar fica, mas com consciência, com constância e acreditando que é possível e que você tem que comemorar assim cada dia, porque isso vai fazer uma soma lá quando você tiver indo embora daqui. Eu acho que é isso, né, professor? Perfeito, Rúb. É muito bom a sua consideração. E se for voar como você trouxe, perfeito, que voe, mas não voe como fuga. Exato. Não transicionem a eh de carreira como fuga emocional, né? Porque grande parte das compulsões, elas são fugas emocionais. Faça com consciência. Exatamente esse é é perfeito. É isso aí. Que legal, gente. Nossa, muito bom. Adorei. Dá tempo para mais uma, produção? Se der, me avisa aí. Ob, dá tempo antes da gente encerrar. Tem mais uma. Então, a Vanessa Moura do Parque Via Norte. Eh, tento deixar o passado de relacionamento para trás, mas ele sempre volta nos meus pensamentos. Como desapegar de algo que já não faz mais parte da minha vida? E Vanessa, vamos lá, então, a gente para encerrar então com essa essa eh essa pergunta, a gente precisa aí da fala dos dois. Eu gostaria que vocês eh falassem e aí um contrapõe o outro aí pra gente poder responder a Vanessa e tantas outras pessoas que de repente tá passando por isso hoje. Uhum. Vamos lá. OK. A Vanessa Amoro, muito obrigado pela sua participação. Eu penso que a o teor da pergunta da Vanessa é um teor muito com a questão do luto, né? E fechamentos de ciclo. A gente pode pensar, Vanessa, que a nossa vida ela vai ser sempre uma sucessão de ciclos que se iniciam e ciclos que se findam. Isso é um movimento natural da vida e a gente tem que aprender a lidar com isso. Muitas vezes a gente não é treinado para isso. A nossa cultura, a nossa educação, ela não treina para lidar com as perdas, né? Agora eu queria trazer para você o seguinte, Vanessa, o quanto que eh esses pensamentos desse relacionamento do passado, eles te voltam, mas como um sintoma em que você talvez pode pensar que esse é o seu problema atual, só que com ajuda aí da psicoterapia, ajuda de um profissional, talvez você perceba que essa é a ponta do iceberg de algo muito maior na sua vida. Uhum. é uma provocação para você procurar cada vez mais se entender e evoluir, tá? E porque se me dói tanto o ser eh a quebra relacional e talvez ali acentua uma uma dor emocional de injustiça, de abandono, algo assim, na realidade que ele tá sendo porta-voz de algo muito mais profundo. O Titanic ele afundou foi porque o casco bateu foi na parte imersa do iceberg, não foi a parte de cima que era visível. Hum. Vamos pegar essa metáfora, a gente cai, a gente tropeça na realidade e afunda é pelo que está oculto, é aquilo que eu não estou vendo e eu não estou buscando. E afundou o navio que não afundava, né? A nossa mente também tem essa concepção. Grande parte do que a gente acha que se conhece, na verdade, é só uma grande ilusão. E a gente precisa desse processo de de imersão na nossa mente pra gente se entender que o seu, a sua quebra relacional, esse desapego, a palavra você ficou muito interessante. Tem um simbolismo aí, tá? Tem que ser investigado isso, desapegar, né? Será que eu tenho que desapegar? Será que eu não posso na realidade aferir aprendizados e e tudo mais, né? Será que não precisa, eu tenho que excluir o passado. Então vamos trabalhar isso junto. Me coloca à disposição, tá? Muito colocação. E complementando, Adriana, né, esse desapegar, né, eh, talvez esse desapegar ele esteja apontando para alguma coisa que é importante. Perfeito. Será que a gente tem que realmente desapegar disso, né? Eh, tá, isso tá vindo, né? né? Então essa relação passada ela vem e talvez é a pergunta que a gente vai fazer aí pra gente questionar, pra gente refletir, é o que que foi importante ali? Uhum. O que que foi importante? Porque aquilo que foi importante, não no sentido do outro, mas da relação. Ah, foi importante para mim a atenção, o contato, né, o apoio. Por quê? Porque eu extraio da relação aquilo que é importante para mim, para eu dar um outro significado e seguir em frente pras próximas relações. O que que é importante para mim? O que que é importante para uma relação, né? Para que então eu possa buscar numa nova num novo relacionamento, né, aquilo que eu percebo que é uma necessidade importante para mim. Então, talvez não é sobre desapegar, mas é a gente olhar para isso e para o que que isso tá me apontando. E e outra coisa também que é importante é dar outra relação. O que que faltou, o que que não se teve, né? O que que não aconteceu, porque esse o que não aconteceu também apronta para algo que é importante. O que que não aconteceu? E aí a gente vai destrinchando, né, entendendo esse não acontecimento. Por quê? Porque isso também nos ajuda a olhar para o hoje e como que daqui paraa frente eu posso lidar com isso, eu posso ter melhores relacionamentos, né? Ou eu posso criar vínculos e entender quais são as minhas necessidades, como que eu passo isso para o outro, como também eu recebo a necessidade do outro. E a gente vai fazendo esses ajustamentos. Então, não é sobre talvez esse desapegar, mas a gente entender o que realmente importa para você. Uau! Dayane Sena e Adriano Rocha. Que dupla, quanto ensinamento. E você aí de casa participando com a gente. Super valeu a sua participação. E assim, gente, as crises de transição não são o fim de um capítulo, não. São convites para recomeçar de um jeito mais consciente, ressignificar a vida encontrar um novo sentido, mesmo nas incertezas, né? E que cada fase seja a oportunidade de reencontro com quem somos de verdade. A gente agradece muito a troca, o ensinamento, conhecimento dos nossos convidados. Diane, considerações finais, nossa gente esperadora. E todos os programas são, o conteúdo é muito bom e vocês entregaram magnificamente tanta coisa boa. Gratidão. Gratidão também. Obrigada pela oportunidade. Foi foi um prazer conhecer você também. né? Foi uma troca muito interessante, muito bacana. E gente, isso é vínculo, isso é afeto, sabe? Isso é amor também. E como que eu percebo que a gente precisa dissoum, sabe? Se conectar, muito bem. Obrigado. Exatamente. Adriano, por favor, professor, fica à vontade. Obrigada pela sua participação e pelos ensinamentos dessa manhã. Eu que agradeço, Fúbia. Obrigada, Iane, pelos pelo momento. A vida é feita esses momentos, né? me coloca à disposição para outros encontros e bate-papos, tá? Quem aí é os pessoal que nos assiste, se quiser pedir pra produção pra gente voltar, eu volto, tá, pessoal? Eu vou ter prazer de estar aqui novamente. Um prazer, tá? Estar com vocês e eu estou aqui para colaborar, tá? Estou aqui para colaborar. É uma uma área que eu amo e tem transformado a vida de muitas pessoas. Eh, eu calculo assim que atuei mais ou menos diretamente com 2.000 pessoas nos últimos 2 anos, né? E se você coloca isso em capilaridade, então a gente tá transformando bastante vidas. E esse veículo aqui é incrível, tá? Então me coloco à disposição de vocês e obrigado por esse momento. Bom, maravilhoso. Muito obrigada aos convidados, você aí de casa, gente, sensacional, tá? Amanhã nós temos estúdio câmera de novo a partir das 8 da manhã. ao vivo. E a gente fala amanhã sobre um tema que afeta diariamente, eh, diretamente, aliás, o nosso corpo e a nossa disposição. Amanhã a gente vai falar como a alimentação influencia a nossa energia. Você já parou para pensar que quando tem coisa que a gente come impacta o nosso humor, a nossa concentração, a motivação do dia, tem coisas que a gente come a gente quer dormir, tem coisas que a gente come a gente fica voando. Então, se você não parou para pensar, presta atenção nisso. Amanhã a gente vai receber especialistas para explicar pra gente como escolher alimentos que fortalecem o nosso corpo e a nossa mente. Não perca ao vivo amanhã a partir das 8 da manhã, Estúdio Câmara. E daqui a pouquinho tem Íria da nossa central de inteligência artificial trazendo informações atualizadas de Campinas, estado, Brasil e para você. Ao meio-dia nós temos Câmara Notícia trazendo informações do legislativo e também da nossa metrópole. E claro, né, continue ligadinhos aqui na programação da TV Câmara Campinas, sempre feita com muito carinho e muita responsabilidade, especialmente para você que tá aí do outro lado. Vejo grande, uma ótima quinta-feira, comemore as pequenas conquistas e até amanhã.