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Estúdio Câmara | Convivendo com as diferenças: Família, política e respeito
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Estúdio Câmara | Convivendo com as diferenças: Família, política e respeito

24 views Publicado 06/10/2025 HD · 1:00:48

Descrição do vídeo

No Estúdio Câmara de hoje o tema é uma realidade presente em quase todos os lares: “Convivendo com as diferenças: quando cada um da família pensa de um jeito.” O programa discute como as divergências de opinião — sejam políticas, religiosas ou de valores pessoais — afetam as relações dentro de casa e também a convivência social. Em um mundo cada vez mais polarizado, o desafio é aprender a respeitar sem romper vínculos, equilibrando afeto, empatia e individualidade. Para esse bate-papo, a apresentadora Rubia de Oliveira recebe dois convidados especiais: 🧠 Davi Carvalho, sociólogo, doutor em Ciência Política pela Unicamp, autor da primeira tese sobre neurociência política no Brasil e membro da Rede de Blogs de Ciência da Unicamp; 💬 Danielle Martins, psicóloga clínica e pesquisadora da sensibilidade, com foco em famílias que convivem com pessoas altamente sensíveis, explorando como o sistema nervoso e as emoções moldam os vínculos familiares. 💡 O tema em destaque Em tempos de redes sociais e discussões acaloradas, é comum que pais, filhos, casais e irmãos enfrentem momentos de tensão por pensarem de maneiras diferentes. Mas será que essa diversidade de ideias é um problema — ou pode ser uma oportunidade de crescimento emocional e coletivo? Os convidados analisam como a convivência entre pessoas com visões opostas pode enriquecer o diálogo, fortalecer a empatia e ampliar o entendimento sobre o outro. Ao mesmo tempo, discutem os limites entre o respeito e o desgaste emocional, especialmente quando a diferença vira motivo de conflito constante. A psicóloga Danielle Martins traz o olhar da sensibilidade humana: como as pessoas altamente sensíveis reagem a discussões familiares, como o corpo e o sistema nervoso respondem às tensões emocionais e o que pode ser feito para encontrar equilíbrio mesmo diante da divergência. Já o sociólogo Davi Carvalho analisa o fenômeno da polarização política e seus impactos nas relações sociais e familiares. Ele explica como as diferenças ideológicas se ampliaram nos últimos anos e quais caminhos podem ajudar a reconstruir pontes entre pessoas que deixaram de se ouvir — inclusive dentro de casa. 💬 Principais reflexões do programa: ✔️ Como lidar com familiares que têm opiniões políticas diferentes? ✔️ Quando o diálogo saudável vira discussão desgastante? ✔️ É possível conviver bem com quem pensa o oposto de nós? ✔️ Por que as diferenças são mais difíceis com quem amamos? ✔️ O respeito às individualidades pode fortalecer a família? ✔️ A polarização está afetando a convivência e a empatia na sociedade? 🧘‍♀️ Um convite à reflexão O Estúdio Câmara mostra que conflito não precisa ser sinônimo de afastamento. Aprender a lidar com opiniões distintas é essencial para a saúde emocional, a convivência familiar e até o fortalecimento da democracia. Como destaca a psicóloga Danielle, “não é preciso pensar igual para viver em harmonia, mas é essencial aprender a escutar o outro sem tentar anulá-lo”. O sociólogo Davi complementa: “as diferenças de pensamento são parte da nossa humanidade. Quando transformadas em diálogo, podem gerar aprendizado, empatia e crescimento coletivo”. 🎥 Assista ao programa completo e descubra: Como transformar as diferenças em aprendizado; Dicas práticas para manter o respeito em meio a divergências; O papel da empatia no convívio familiar; Como a polarização política tem afetado a vida social e emocional das pessoas; Estratégias para negociar opiniões sem romper laços. 📺 O Estúdio Câmara é um programa da TV Câmara Campinas que discute temas atuais de comportamento, saúde mental, cidadania e relações humanas. Com apresentação de Rubia de Oliveira e produção de Lucas Badan, o programa traz semanalmente convidados especialistas para conversas profundas, acessíveis e cheias de informação. 💬 Participe do debate! Deixe seu comentário, conte como você lida com as diferenças dentro da sua família e compartilhe o vídeo com quem precisa refletir sobre o tema. Não esqueça de curtir, se inscrever no canal e ativar o sininho para acompanhar as próximas edições do Estúdio Câmara. Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

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[Música] Olá, muito bom dia para você que está aí com a gente aqui na programação da TV Câmara Campinas. Estamos chegando com o nosso estúdio Câmara nesta manhã de segunda-feira, 6 de outubro. Como você está? Tudo bem por aqui? Tudo ótimo. E para ficar melhor, a gente, claro, né, agradece a sua audiência, a sua companhia. Hoje nós vamos falar de convivência, convivência em família e também da intolerância em casa. Quando visões, crenças ou valores distintos quebram laços afetivos. Eu convido você a compartilhar com a gente a sua experiência, como é que tá a sua convivência em casa. Um torce pro Guarani, outro para o Ponte Preta. E aí, como é que fica quando é dia de derby? É mais ou menos sobre isso que nós vamos falar no programa de hoje, tá bom? Manda sua mensagem pra gente 1997829377. A nossa produção já está com o nosso WhatsApp aberto para receber a sua mensagem, a sua dúvida ou também eh para que você compartilhe a sua experiência com a gente. Daqui a pouquinho nós vamos conversar com você de casa e com os nossos entrevistados que já estão apostos. e já já a gente apresenta eh o nosso time de hoje para você, tá bom? Agora vamos atualizar algumas informações do legislativo. A Câmara Municipal de Campinas vota em definitivo na reunião ordinária de número 60, que acontece hoje a partir das 18 horas, o projeto de lei 124 de 2024 de autoria do vereador Luís Rossini. Essa proposta, gente, é aprovada em primeira disc foi aprovada, aliás, em primeira discussão em novembro de 2024 e determina a notificação compulsória imediata em até 24 horas de todos os atendimentos por intoxicação por metanol nas unidades de saúde pública e privada aqui do município de Campinas. De acordo com o projeto, as notificações devem ser encaminhadas à Secretaria Municipal de Saúde e registradas no sistema de informação de agravos de notificação. O texto também define que a Secretaria e o CATOs Campinas da Unicamp emitirão orientações técnicas sobre notificação, tratamento, investigação, epidemiologia, além de promoverem ações educativas sobre os riscos do metanol. Confirmada a intoxicação, as unidades deverão acionar os órgãos de segurança pública para a investigação criminal com possível atuação conjunta do Procom e da ANP. O descumprimento da lei poderá gerar sanções administrativas, tá? A reunião ordinária começa hoje às 6 da tarde no plenário da Câmara de Campinas, Avenida Engenheiro Roberto Mande, número 66, no bairro Ponte Preta. transmissão ao vivo aqui pela TV Câmara Campinas, também pelo canal da emissora no YouTube. Você pode participar, a gente conta com a sua participação, que aliás é muito importante. E olha só, Campinas, hein? Campinas é destaque nacional em qualidade de vida e conquista segundo lugar no ranking IPS Brasil 2025. A cidade obteve nota 68,7 no índice que varia de 0 a 100. O índice de progresso social, o IPS, é calculado com base em 57 indicadores sociais e ambientais, distribuídos em três dimensões principais: necessidades humanas básicas, fundamentos do bem-estar e oportunidades. O levantamento utiliza dados públicos atualizados, abrangendo mais de 95% dos municípios brasileiros. O melhor desempenho foi registrado no eixo Água e Saneamento com 92 93,2 pontos, reflexo direto dos investimentos realizados pela prefeitura e pela SANASA nos últimos anos. Em 2025, a cidade também conquistou o primeiro lugar no ranking Trata Brasil em saneamento básico, o estudo que utiliza dados do Sistema Nacional de Informações em saneamento básico básico, ano base de 2023. Muito bom, parabéns aí pra cidade de Campinas. Vamos com a previsão do tempo para hoje. Sol, né, gente? Precisa nem falar muito. Dia de sol com muitas nuvens, mas o que prevalece é o solzão lá em cima, né? E olha, gente, temperatura máxima de 35º, a mínima foi de 20. Então vamos nos hidratar, tá? Protetor solar, sol muito quente, muito seco, então a gente precisa tomar água, respirar e vamos embora para mais uma semana, que ela seja linda e muito produtiva para você. Vamos para a nossa eh eh base do programa, né? Vamos falar sobre as divergências. Em casa a gente pensa que o lar é o nosso refúgio seguro, mas quando existem divergências de ideias, né? Eh, tem um silêncio pesado, tem um afastamento, tem um sofrimento. Para muitos brasileiros o conflito começa pela política, sabia? De acordo com o levantamento da IPS, que foi realizado a pedido da BBC e do observatório do terceiro setor, para 54% dos brasileiros entrevistados, a maior fonte de tensão no país estava nas divergências políticas. É um peso social que acaba sendo levado para dentro do nosso lar. Então, pra gente tentar entender, tentar desarmar e reconstruir as nossas relações, a gente recebe hoje duas pessoas muito importantes para tratar desse tema. Eu quero dar as boas-vindas para a psicóloga Daniele Martins. Ela participa com a gente pelo Zoom. Muito bom dia, Daniele. Seja muito bem-vinda. Obrigada pela sua presença aqui no estúdio Câmara. Olá, bom dia. Eu que agradeço o convite. Eh, é um prazer estar aqui com vocês falando sobre esse tema tão importante, maravilhosa. E para completar o nosso time presencialmente aqui no estúdio, ele que é um uma pessoa que entende muito sobre essa questão aí da política, né? é um cientista político, é o David Carvalho, também é sociólogo, vai falar com a gente o que que acontece, o que que acontece nesse meio nosso. A gente vive na numa sociedade e se a gente parar para analisar, a nossa família é a nossa primeira sociedade. Então, a gente precisa entender e regular essas emoções e ter um pouquinho mais de paciência, né? Seja muito bem-vindo, Davi. Bom dia. Bom dia, Rúbia. Bom dia quem tá em casa nos assistindo. Obrigado pelo convite. Tô muito contente de estar aqui na condição de cientista político, como você apresentou. Eu acho que essa temática muito interessante, muito complexa também e adoro conversar sobre isso. Então vamos à conversa, vamos embora. E você aí de casa manda sua mensagem pra gente. Tem divergência aí? Eh, vamos falar de time, vamos falar de política. delicado falar de política, principalmente dentro de casa. Aí eu pergunto paraa Dani, né, a Daniele, nossa psicóloga, quando as diferenças de opiniões dentro de casa, seja sobre política, religião ou até pequenas escolhas do nosso dia a dia, elas não encontram o espaço saudável de diálogo, muitas famílias acabam se distanciando, né? Agora, como que a psicologia, Daniele, explica esse impacto emocional e afetivo? E às vezes a gente não tem o controle e isso acontece dentro da nossa própria casa? Você pode explicar pra gente, por favor? Fúbia, muito importante que você falou ali no começo, né, na entrada sobre o quanto que o clima fica pesado quando existem essas diferenças. O problema não é as diferenças em si, né? O que o que destrói as relações é quando vira ameaça, né, pras nossas pro ambiente. O sistema nervoso entende que tem tem um risco, a gente não tá seguro. E quando não tá seguro, a gente não consegue negociar, a gente não consegue conversar, se expor. E aí que se torna o grande problema, esse peso que você falou no começo. É, exatamente. É interessante a gente falar disso porque às vezes não é o tema em si que que rompe, mas a forma como as pessoas se relacionam diante desse tema, né? A rigidez ou a falta de escuta acabam minando a convivência. Agora, Davi, olhando pela lente eh da sociologia, eh olhando pela lente da política, você que é um cientista político, né? A gente pode dizer que esses conflitos dentro de casa, eles refletem de certa forma as divisões que a gente vê na sociedade, a gente traz o que a gente vive lá fora para dentro da nossa casa, em especial a intolerância. Ah, sem dúvida, Rúbia, essa complexidade da política atual, ainda mais nos últimos anos que no Brasil a gente tem vivido tempos mais polarizados, né? A casa da gente, a nossa família, ela não tá em colum, ela não é fechada em relação a isso. Ao contrário, como você bem apontou, essas questões vêm parar no interior do convívio familiar. E aí você citou uma palavra bem interessante aí que ajuda a gente entender o que tem acontecido no âmbito das famílias, que é a ideia da rigidez. Uhum. Por quê? Porque eu costumo dizer o seguinte, Rúbia, a diversidade de ideias no âmbito da política, ela é muito bem-vinda, na verdade, porque ela tem um potencial bem interessante de nas trocas, nos diálogos, nas interlocuções entre as pessoas, de que as pessoas evoluam juntas e aprendam juntas quando tem diferenças de opinião. Mas tem um porém aí, um porém muito interessante que é o seguinte: isso requer certa flexibilidade, certa tolerância e infelizmente naturalmente algumas pessoas não conseguem não conseguem lidar muito bem com o contraditório, com a opinião divergente, a pessoas um pouco mais dogmáticas e aí isso gera, com toda certeza, um potencial enorme de conflito que tem ido parar no âmbito das famílias, sem dúvida, que mais uma vez elas não estão separadas do restante da sociedade. Exatamente, né? A a nossa primeira socialização, no meu ponto de vista, e acontece dentro da família, porque se você não é capaz de conviver em harmonia com a sua família, como é que você vai conviver em harmonia lá fora, né? Dentro de casa, mais do que vencer a discussão, eh, o que tá em jogo, na verdade, é preservar esse vínculo familiar que a gente precisa ter. E isso nem sempre é fácil quando o tema é carregado de emoção, né? Porque são as emoções que falam quando a gente acaba tendo intolerância um com o outro. Agora, Dani, quando o silêncio se instala, né? Porque daí eu não concordo com o que meu irmão ou então minha tia, enfim, a minha família eh eh vive ou ou fala ou prega, enfim, aí cria aquele clima pesado em casa, né? E aí o silêncio se instala. Isso deve ser muito ruim. que caminhos a gente pode construir aí para tentar retomar um diálogo, né, sem que cada um se sinta obrigado a abrir abrir mão da da sua opinião, da sua convicção. E por que esse silêncio ele se instala quando há divergências e não conseguimos entrar em um senso comum, Daniele? Uhum. Eh, esse silêncio ele pode vir vir de diversos lugares, né? Pode vir dessa rigidez, como o Davi comentou, pode vir de um lugar em que alguém, né, as pessoas envolvidas já desistiram de serem entendidas. Então, né, acho eh o lugar em que já tentou-se de tudo ou tudo que se conhecia, né, dos recursos que cada um tinha e não se teve espaço para essa escuta, né, essa essa essa abertura paraa conexão. E aí os caminhos que a gente que pode envolver, né, que pode ajudar eh a gente retornar a uma escuta mesmo. Só que tem um cuidado que a gente precisa ter aqui, porque a gente, né, tanto na psicologia, como o Davi também falou ali, né, na nas ciências políticas, a importância das diferenças às vezes da gente flexibilizar. Uhum. O cuidado que a gente precisa tomar aqui é que geralmente quem é mais flexível acaba levando mais o peso da relação, né, para de fazer a relação dar certo. Então sim, a gente precisa de escuta, ampliar o espaço de escuta, ter ferramentas, né? na no meu trabalho, eu trabalho muito com eh reuniões de família em que a gente traz esse espaço como se fosse o trabalho na na numa câmara e tal, para que todo mundo exponha suas opiniões, principalmente relacionadas à convivência, mas que seja um espaço em que exista a escuta e que a gente tem que tomar cuidado para que a pessoa que é mais flexível, ela não seja eh engolida nessas relações. Exatamente, né? Eh, Davi, porque assim, se você é muito flexível, a sua flexibilidade vai acabar sendo engolido, como a Dani colocou, porque daí as pessoas, ah, concorda com tudo mesmo, vamos embora, né? É, o que vale é o que eu tô falando. E a questão da escuta também é muito importante, porque ouvir nem é sempre escutar, não é? Sem dúvida. E eu acho, Rúbia, que a Daniele chamou atenção para um ponto muito importante, a esse essa diferença, essa, digamos, esse desbalanço entre uma pessoa mais flexível e uma um pouco mais rígida pode ser tóxico até, né? Ela não usou essa palavra, mas muito comum na psicologia. E sem dúvida isso pode ser um enorme problema no âmbito das famílias. Por quê? Vamos observar a realidade brasileira recente. Inúmeras, inúmeras famílias têm severos problemas com isso. Chegaram a rachar, né, em função do contexto político mesmo. Essa questão foi parar no âmbito das famílias, chegou num nível tóxico a ponto de pessoas simplesmente primeiro acontece no âmbito virtual, as famílias dissolvem o grupo do WhatsApp, né, ou alguém sai lá do grupo, mas isso acaba indo pra vida real, vida concreta. E tem gente que deixou de falar com um parente muito próximo, com o irmão, com um pai, uma mãe, porque a coisa chega às vezes nesse nível da toxicidade mesmo, infelizmente. Então, né, e os assuntos que acabam afastando as famílias, geralmente política, né, religião também, futebol, gente, como pode e na prática, como é que a gente pode transformar aí essa diferença em, de repente um aprendizado dentro da família, né? Em vez de permitir que e essa diferença que eu tenho, de repente do meu irmão, da minha tia, da minha mãe, se torne um muro para separar a gente, né? A gente precisa, na verdade, conviver com a diversidade de ideias diferentes, é dentro de casa. Como é que a gente faz isso? Conversando, ouvindo, respeitando. Qual que é o primeiro passo que a gente deve tomar, Davi? Como é que a gente, qual é o olhar, né? A gente às vezes fica num olhar micro, né? olhar assim só aqui no meu no meu cantinho e o que eu falo e o que eu penso é o que vale. Mas pera aí, a gente tá convivendo, a gente socializa e essa socialização é dentro da família. Então o que que a gente tem que fazer quando a gente fala em respeito? O que que é o respeito? O que que é o respeitar a a a o ponto de vista diferente daquela pessoa que mora no mesmo ambiente que o meu? Legal. Então, Rúbia, você usou uma palavra interessante aí também, respeito, que é muito próxima à ideia de tolerância. Eu diria o seguinte, e também apontou muito bem que a família ela traz essa socialização primária. Aliás, isso é um assunto assim, digamos, o primeiro numa aula de sociologia, né? a gente explica como a família que traz os primeiros valores, a primeira forma de ver o mundo para as pessoas e traz essa socialização primária. E aí a própria ideia de tolerância e de respeito tem que ser ensinada no âmbito das famílias. Hum. Porém, muita gente não tem essa instrução. Então, eu vejo uma falha, inclusive, no sistema educacional que deveria trazer mais desse aspecto para além da educação formal também algo no campo emocional, né, na na no sentido de ensinar, de educar as pessoas a serem mais tolerantes, a serem mais respeitosas umas com as outras. E no campo que eu trabalho na ciência política, Rúbia, eh, em especial, eu estou numa subárea da ciência política que é a neurociência política. Inclusive, fiquei contente de ver que a Daniele é psicóloga, porque tem uma proximidade muito grande com a psicologia, esse subcampo que eu trabalho. E aí uma conclusão dessa área de estudo é a seguinte: as pessoas não mudam umas às outras, né? Inclusive isso há há repercussões no nível neural do ponto de vista da opinião política. a estudos modernos com ressonância magnética que mostram diferenças assim substantivas mesmo entre pessoas de ponto de vista opostos ou ou ou diferentes apenas. E aí se você conclui que isso chega a influenciar até no nível biológico então significa que ninguém muda ninguém numa conversa, num debate. Logo a gente tem que, né, ampliar essa tolerância porque senão ninguém chega a lugar algum e apenas a gente fica apenas no campo do conflito, né? Ninguém, ninguém se transforma, ninguém muda o outro por completo, porque muitas vezes as pessoas engajam em debates nessa perspectiva, achando que vão mudar completamente a visão do outro, justamente por não ter essa tolerância de entender que o outro tem uma opinião diferente e tá tudo bem, né? Interessante. Eh, você falando isso me faz questionar a Daniele referente a nós seres humanos, né? Ô Dana, por que que nós temos a ideia de que o outro precisa se comportar de acordo com o que eu acho correto e que o outro precisa mudar de acordo com a minha visão? Porque sempre a gente quer mudar o outro, porque sempre nós apontamos os defeitos do outro. O que que acontece com o nosso cérebro? O que que acontece com o nosso psiquê? Por que que a gente sempre está olhando pro outro e achando que o outro tem um defeito, achando que o outro precisa melhorar, achando que o outro precisa mudar? Por que que a gente não consegue olhar para nós mesmos e tentar equilibrar o meu eu e o outro? Muito interessante essa pergunta. Eh, eu acho que eh, quando a gente olha, né, para essas relações e o quanto que a gente tá muitas vezes de uma maneira tão inconsciente tentando mudar o outro, Uhum. É porque a gente não tá conseguindo eh olhar paraa nossa própria desregulação, né? Que que eu falo, né? Que que eu quero falar com desregulação? Eh, a diferença ela traz na gente uma sensação de incoerência, desconforto, incômodo. Uhum. Os conflitos trazem pra gente uma sensação de desconforto, principalmente em nossa sociedade, até no no na cultura brasileira, em que a gente eh é educado a agradar o outro, né? E aí, eh, só que assim, isso tira da gente o nosso olhar pra gente mesmo, paraas nossas necessidades. É muito mais fácil eu apontar pro outro, por exemplo, ah, eu tô no trânsito e eu tô com pressa, né? Tem que chegar em tal lugar rápido. E aí a pessoa que tá na minha frente, ela tá numa velocidade OK ali dentro do do parâmetro. E aí a minha tendência, né, enquanto ser humano, é eu ficar com raiva e falar: "Olha só que pessoa alerda". Mas se é o contrário, eu tô no trânsito e a pessoa que tá atrás de mim tá apressada e tá ali, né, demonstrando que tá com pressa, eh, eu vou falar que aquela pessoa é é muito apressadinha, muito impulsiva. Então, parece que o o olhar é sempre outro. Quando a gente olha pra gente mesmo, a gente tem que se responsabilizar. Nossa, eu estou com pressa. Eu, nossa, eu estou sempre atesado. Então, tenho que sair mais cedo antes antes, né, para para chegar nos lugares a tempo e sem pressa, sem ficar prestando os outros. Então, eu tenho que voltar para mim. E a autorresponsabilidade é algo que é difícil. Hum. É, é muito difícil a gente olhar o que que a gente pode fazer na nossa vida ao invés de apontar pro outro. Interessante, não é, Davi? Porque a gente fala assim, eh eh quando a gente fala da convivência familiar e desses conflitos que acontecem aí por conta, vamos colocar os três pontos que eu falei, vou retomar, eh, a religião, a a política e o futebol, né? Eh, é sempre a nossa visão que que tem que assertiva, é sempre a minha visão que que que eu que tenho razão. E aí o outro ele precisa se moldar de acordo com o que eu penso para que as coisas possam acontecer. E se a gente for parar para pensar em questão de família, então vamos lá. E eh educação dos filhos, né? Muitas vezes a gente eh tem filhos que pensam de forma muito diferente dos pais. Isso acaba gerando um atrito. É um choque de gerações que a gente fala, né? Eh, como que pode, o que que pode acontecer eh eh esse crescimento de uma, de uma criança que vai virar um adolescente, que vai virar um adulto, que ele vive dentro de uma família que tem esse choque de geração e que tem a falta eh de equilíbrio, né, quando a gente fala do respeito eh da minha opinião, né, da a família, cada um tem a sua opinião, aí já não tem o respeito das opiniões, tem uma falta de equilíbrio, daí tem o filho que pensa diferente do pai, diferente da mãe, daí tem um choque de gerações. Poxa, se você parar para analisar o cenário, ele fica um pouquinho conturbado. Como é que faz para aprender a conviver com isso dentro de casa? Porque imagina uma pessoa dessa dentro de casa, como é que ela vai pra rua daí? Como é que ela vai socializar lá no externo? Vai sair dando pancada em todo mundo? Acho que sim, viu, Rúber? Vai mesmo, porque como você bem disse e reitero aqui a ideia da socialização primária trazida pela família, se os primeiros valores, as primeiras formas de ver o mundo, os primeiros comportamentos são de certa forma moldados no âmbito da família, esse tipo de conflito pode gerar um indivíduo disfuncional que na vida em sociedade não vai saber lidar direito de forma razoável, melhor dizendo, com divergências em qualquer âmbito, né? Vai levar esse potencial de conflito para outras esferas da vida e pode ter sérios problemas no campo profissional, no campo amoroso, porque ali no núcleo familiar não teve uma socialização. Eh, não, não preciso nem ir pro campo do ideal, né, do do do idílico e tal, no campo mesmo do razoável. Não teve uma socialização primária interessante ali, minimamente razoável para seguir como um indivíduo funcional. Esse choque de gerações, ele tem impactado muito, você acredita, nessa questão eh eh das diferenças, de conviver com as diferenças? Sem dúvida, sem dúvida. Tem esse problema do choque de gerações, porque as gerações recentes elas vão abraçando, aderindo a valores da nossa época. Então, vou dar um exemplo aqui bastante comum. Conversava ainda ontem com um amigo sobre isso, né? eh, no campo das diferenças de gênero, que são super discutidas no âmbito da sociologia, da ciência política. Eh, peguem, peguemos gerações, vamos colocar umas duas, três para trás, nossos avós ou nossos bisavós. Eh, muitas vezes os homens da família tinham uma visão muito eh diferente em relação às mulheres do que os homens das gerações atuais têm. por exemplo, a ideia de que a mulher não pode trabalhar fora de casa, as gerações atuais já não aceitam isso. Então, esse tipo de choque de valor acontece o tempo todo, porque os valores da sociedade como um todo, vão se transformando e cada geração tende a ter os seus. Então, essa é mais uma fonte de conflito, né, essa essas diferenças de geração. Interessante, né? Esse ponto é importante porque o lar também é um espaço de aprendizado. Quando a gente fala de choque de gerações, a gente precisa entender que conviver com gerações que pensam diferente pode ser enriquecedor, né, se houver uma abertura, não é, Dani? Porque essa questão do choque de gerações, quando a gente eh fala das diferenças, né, que a gente precisa conviver com elas, a gente precisa respeitar as diferenças das pessoas que vivem no mesmo ambiente que a gente, né, a nossa família, tem aí o choque de gerações que tem um pouquinho de dificuldade, não sei se essa é a palavra correta, para aceitar as diferenças. Sim, existe muita dificuldade, né? Eh, se a gente for olhar num ponto de vista eh político no Brasil, durante alguns anos, né, até alguns anos atrás, essa dificuldade ela tava sendada, tinha alguns avanços e aí parece que a gente teve alguns retrocessos, né, nos últimos anos. Parece que eu vejo muito até no consultório assim, ai até tal ano minha mãe entendia a minha escolha, a minha escolha, né, a minha orientação sexual, mas chegou em algum momento, parece que virou mais tradicional. Isso tá muito relacionado a a momento político que a gente viveu, né? E e aí, né, acaba influenciando, trazendo sim esses esses choques de valores. Exato. Agora vamos pra rede social. Você viu que a gente traçou um caminhozinho, né? Nós falamos lá da base, aí vamos lá. Choque de de de diferenças, né, da das idades. Então, e agora vamos paraa rede social, porque a rede social é um cenário polarizado, cada um reforça a sua bolha de opinião, né? Um ambiente digital, ele interfere nas relações dentro de casa. É curioso a gente perceber que muitos consumidores nas telas eh muitas vezes pautam as conversas da sala de jantar às vezes, né? Então o digital acaba invadindo o doméstico e isso eh exige ainda mais preparo para lidar com os conflitos, para lidar com as diferenças na família. Imagina alguém lá eh uma família que vai sentar na mesa para poder sentar lá para poder fazer um jantar, né? todo mundo junto. Aí vem o bendito celular ali e alguém começa a rolar a tela e tem um ponto específico, vamos falar lá um um algo, uma guerra que tá acontecendo e aí vem a questão da política e um tem uma opinião, o outro tem outra. Então o que era para ser um ambiente ali gostoso, né? uma troca de energia positiva, de carinho, porque a comida, né, um um um jantar significa uma troca de amor, de carinho, vira um uma um negócio totalmente distorcido por conta de um assunto que estava ali no celular e que essa rede social fez virar uma bagunça dentro de casa. Eu gostaria que você, como cientista político, trouxesse pra gente o poder da influência, né, dessa dessa questão aí da rede social, da internet e dessa polarização que a gente vê e acaba trazendo, perdão, ó, o bichinho do ã tá seco. E acaba trazendo para dentro de casa em um momento em que as pessoas estão reunidas e era para ser um momento de troca de afeto. Sim. Olha, Rúb, eu acho que você trouxe um ponto centralíssimo na discussão. As redes sociais, elas não são só o cenário onde isso acontece, né, o terreno onde isso acontece. Elas são a causa dessa polarização. E a gente precisa lembrar que elas vieram para ficar. Não tem como, no âmbito da tecnologia, a gente retroceder. Isso não vai mudar. Então, a internet ali a partir do começo do século XX e aí depois com o desenvolvimento das redes sociais que são super abrangentes, aliás, o Brasil é o país que mais usa o WhatsApp do mundo, né? Então isso acirra os ânimos porque as pessoas vão começar a se posicionar e inclusive vão encontrar seus semelhantes que acabam reverberando muito. A gente tem um um conceito na ciência política que é a ideia de câmera de eco que acontece dentro das redes sociais. as pessoas acabam recebendo informações apenas dentro do seu grupo ali. Uhum. Há até uma vertente da da ciência política que chama isso de tribalismo, né? Você encontra os da sua tribo e aí toda a informação que você recebe vem do seu grupo. Quando você se depara com outro grupo, com a outra tribo, fica muito difícil o diálogo. E essa polarização, portanto, ela é muito acirrada no momento em que as redes sociais vão ganhando o mundo e se tornando tão presentes na nossa vida. Tanto que hoje nem dá mais para falar em vida virtual e e vida offline, porque é praticamente a mesma coisa, né? Como você bem mencionou, no âmbito de uma de um jantar familiar, alguém pega o celular e pronto. Esses dois mundos se encontraram e a gente precisa aprender a lidar com isso porque não tem volta. As redes sociais vieram para ficar e elas, sem dúvida, por causa das câmeras de eco, radicalizam até as pessoas, infelizmente. E radicalizam mesmo, né? Agora você imagina o cenário, né, Daniele? Eh, um jantar em família, tá todo mundo lá feliz e contente, matando saudade, batendo papo, de repente vem um alguém com o celular lá e pronto, polariza e e joga e e a informação e aí vem um comentário aqui, outro comentário ali, um que concorda, um que não concorda e aí um já perde a fome, outro já sai. Acabou a paz. O que que é isso, minha psicóloga? Eu eu fico, né, quando a gente olha para para esses cenários, eu fico pensando assim, nossa, quanto que falta alguém às vezes nesse ambiente que consiga fazer uma leitura do que tá acontecendo ali e e verbalizar, né, gente? Vocês repararam que a gente entrou nesse assunto e a gente já falou sobre isso tantas vezes, sempre leva a gente para uns lugares que não são eh agradáveis pra gente. Ninguém mudou de opinião até hoje. Vamos falar de e daí redirecionar para algo que seja mais prazeroso e que cumpra a função daquele daquele jantar, daquele momento. Quando a gente fala, né, da importância da escuta, eh, eu vejo que sim é muito importante a escuta, mas quando são assuntos que a gente sabe que vai levar pro crescimento, que são indispensáveis, né? Então, assim, quando a gente pensa na família, como que a gente vai utilizar os recursos financeiros que a gente tem? Opa, isso é muito importante a gente ter um um consenso. Agora, religião, a política, o time de futebol, eh apesar de serem assuntos muito importantes, eh se a gente não tem uma base, né, eh, e a escuta, vamos redirecionar, né, vamos olhar pro todo e e valorizar o que é mais importante, principalmente naquele ambiente de troca, que é a conexão. É verdade, né? Às vezes seria interessante alguém de fora, né, observar essa essa situação. É verdade. Uma ideia aí, colocam a câmera em cima assim quando vocês forem se reunir e aí depois dá uma olhadinha em tudo que aconteceu. É bem delicado essa situação, né? e o porquê, né, que a política, a gente tá falando dos três pontos, mas tem outras situações que que levam sim essa essa questão da divergência dentro de casa, né, da intolerância. Mas por quê? Por que que a gente não entende que tudo bem, eu vou pro lado A, você vai pro lado B e tá tudo certo? O que que acontece, né, com o ser humano e qual a melhor forma de se viver? Então, eh, você que é cientista político, o que que a ciência da política traz pra gente? Por que que a gente é tão intolerante? E com os nossos, né, com os nossos, que hoje a gente tá falando da intolerância dentro de casa. Não quero nem começar a falar da intolerância no exterior, da intolerância lá fora. Quando você passa do portão para fora, aí o bicho pega. É no trânsito, é é no supermercado, é no posto de gasolina. Eh, gente, é em todo lugar. A gente percebe, a gente vê, se você ficar parado num lugar, você consegue observar como as pessoas são intolerantes. Isso começa a partir de uma buzina, né? Alguém passa aqui de um, você não sabe se aquela pessoa tá correndo porque ela tá atrasada, se ela passou na sua frente porque de repente ela tá precisando ir para um hospital, a gente não sabe do outro, a gente só sabe o que aconteceu, né? E aí você tem uma reação, o simples fato de se colocar a mão na buzinha, bebê, ali já é uma intolerância. você já, tipo assim, se mostrou irritado por conta de uma ação do outro. O que que acontece? É assim mesmo? Vai ser assim sempre? A gente pode mudar o que que a a a ciência da política traz pra gente referente ao nosso comportamento do dia a dia. Então, Rúbia, no âmbito da política que acaba congregando outras que é super amplo, né? Eh, o que eu posso te dizer? Porque como disse, eu tenho esse objeto de estudo e dentro da área trabalho com neurociência política. Estudos recentes mostram que se as pessoas são diferentes e isso acaba reverberando de fato no âmbito psicológico, cognitivo e até mesmo fisiológico, o que fazer diante dessas diferenças? É entender que elas podem chegar num nível visceral e que não há como de fato mudarmos uns aos outros. Uhum. E aí a própria ideia de tolerância entra em cheque e como mudar isso que foi o final do da sua fala anterior. É muito complicado e a gente precisaria de investimento pesado, não só no sentido financeiro, né? Tô falando no sentido de energia, em educar as pessoas para tolerância, né? Isso tem sido feito, sem dúvida. Tanto que a gente não pode dizer hoje, penso eu, que o Brasil, por exemplo, é um país mais intolerante do que no passado. Pelo menos em relação a alguns pontos. A Daniele citou, por exemplo, a questão da orientação sexual, penso eu, que hoje na média, né, somos um pouco mais tolerantes em relação a essas diferenças do que no passado, as diferenças de gênero e outras discussões modernas. Mas é realmente bastante difícil. E daí o papel, como eu apontava em fala anterior, do sistema educacional. a gente precisa ser educado a viver em sociedade de forma cívica, tolerante, respeitosa. E isso acontece no âmbito, tem que acontecer no âmbito das famílias, mas também no sistema educacional, porque muitas dessas famílias não são aparelhadas com essas ideias, com até mesmo do ponto de vista teórico isso pode ser trazido. Então assim, daí a importância, por exemplo, das ciências humanas, na no ensino fundamental, no ensino médio, da sociologia, da filosofia, para trazer esse tipo de reflexão e as pessoas irem aprendendo a serem mais tolerantes. Poxa vida, a gente vai ter que aprender a ser mais tolerante, cara do céu. Agora, quando a gente fala em política, política, política mesmo, partido, política, né? Essa intolerância, ela tem uma dimensão que é impressionante, né? O que que acontece? Por que disso? Que que o por que não aceitar que você é do partido A, eu sou do partido B e a gente vai trabalhar junto para um bem comum, independente da tal da bandeira. Política, estou falando de política mesmo. Qual que é a sua visão sobre isso? Então, no âmbito específico da política, por exemplo, partidária, que acaba envolvendo o aspecto ideológico. Vamos usar os termos que surgiram desde lá da Revolução Francesa, no final do século XVI, a divisão entre esquerda e direita. Nossa, tem aí uma fonte inesgotável de conflito. Por quê? Porque elas dizem respeito a como a sociedade deve funcionar. E aí, muitas vezes as visões são completamente opostas. Uhum. E aí, o que que seria o ideal nesse caso, Rúbia? Não é tentar dourar a pílula e fingir que essa diferença não existe ou de que ela pode ser minimizada, porque muitas vezes a diferença é completa assim, de 100%, um acha X, o outro acha Y e ponto final. Daí diante disso, a gente tem que lembrar da ideia de busca de consenso, né? No no inglês, a ciência política nasce nos Estados Unidos, usa-se muito o termo compromise, que seria mais ou menos isso. Ninguém vai convencer o outro lado 100%. Então, o que que a gente pode fazer? Cada um faz um pouco de concessão e a gente tenta chegar num consenso, lembrando que as diferenças vão permanecer e não tem problema. A vida democrática, inclusive, ela pressupõe a existência dessas diferenças. Teoricamente não teria problema, né? Vou até me autorregir, acaba tendo justamente porque as pessoas são intolerantes, mas deveremos aprender que sendo muito firmes essas diferenças, a gente deveria tentar levá-las à frente, fazendo concessões de lado a lado para chegar em consensos ainda que mínimos, né? 100% isso não acontece de fato. Então, né? Mas tem como chegar em um consenso, nem que seja mínimo, né? E aí a gente fala da divergência dentro de casa, porque gente, é, deve ser tão ruim quando você convive em família e aí você chega num nível em que a comunicação ela não é mais possível, o olho no olho não é mais possível, as pessoas convivendo na mesma casa e vocês estão brigando por conta de uma opinião diferente, né? Mas e aí o restante? Tudo isso cai por terra? Então eu pergunto para você, Daniele, qual que é o melhor, qual que é o momento melhor não, qual que é o momento, né, de buscar apoio, de entender que precisa de um apoio psicológico, de repente precisa de alguém para poder falar: "Olha, pera aí, não é por aqui, é por ali, vamos lá". O que que tem mais valor para você? A forma com que eh a sua irmã, por exemplo, pensa ou que ela representa na sua vida, né? É, qual que é o momento da gente buscar um apoio e pedir um socorro aí nessa questão da intolerância dentro de casa entre as famílias? você sabe que eh eu acho que o natural, né, seria dizer que ah, é quando já tá percebendo que as coisas estão ficando insustentáveis e tal, mas a gente tem falado tanto aqui, né, o Davi falou sobre a importância de eh a gente olhar paraa educação, né, o nosso sistema educacional. Uhum. E eu vejo muito eh urgente hoje a gente olhar paraa prevenção, sim, né? A gente prevenir antes que o que os problemas se instalem. Então assim, às vezes é o casal que tá ali, tá pensando num relacionamento, num casamento, eh ao invés de procurar uma terapia de casal, quando já tá insustentável a relação, por que não procurar uma terapia de casal antes mesmo de casar? Uhum. né? Para alinhar alguns pontos, alinhar os contratos, eu olho e falo assim: "Nossa, se determinados coisas fossem conversados antes do casamento, tantos problemas seriam evitados, né, dentro da do do ambiente familiar, depois que já tem filhos. Eh, então eu acho que o melhor momento é quando a as coisas ainda a gente começa a perceber algumas divergências, né? Então, eh, no relacionamento que tá começando, às vezes, eh, na família que já tá ali, né, já tem os filhos e já se percebe algumas diferenças eh fundamentais e procurar uma terapia, procurar alguma forma de cuidar disso, olhar isso antes que aquilo se torne um problema, antes que aquilo se torne uma doença, antes que aquilo se torne uma ansiedade, um conflito generalizado. Muito bem. Conflito generalizado. Que coisa é isso que pode acontecer mesmo, não é, Davi? Conflito generalizado entre as pessoas que formam aí essa determinada família por conta de uma intolerância de eu não entender que você pode ser diferente de mim e tá tudo bem. Sim. E essa esse tipo, esse a profundidade, né, dessas diferenças pode ser tão grande que tem um potencial inesgotável realmente de conflito. E aí eu queria comentar um pouco no sentido do que a Daniele apontava em relação ao que pode ser feito sobre isso, né? Obviamente como psicóloga ela aponta na própria ideia de terapia, que óbvio, é uma saída, mas eu diria, Rúbia, que no âmbito das famílias é possível também as pessoas fazerem algo que muitas famílias já fazem de um ponto de vista tasto, ou seja, sem falar, que é o seguinte, é um acordo que muitas delas têm silencioso de não vamos comentar sobre tais tópicos. E isso pode ser explicitado, inclusive numa reunião familiar. Olha, pessoal, a gente entendeu que temos diferenças aqui e vamos simplesmente passar por cima delas. Cada um tem a sua, tal como no âmbito religioso no Brasil sempre se fez isso, é possível ser feito isso também no âmbito da política. a gente não vai convencer de fato uns aos outros e vamos conviver considerando que essas diferenças existem, mas a gente simplesmente não toca no assunto. Porém, eu colocaria aqui um porém, voltando no tópico lá atrás que a gente conversou, que é o ponto da toxicidade, que se chega num nível, né, em que, sei lá, uma pessoa da família tem uma visão um pouco mais extremista, aí às vezes essa ideia de de simplesmente não vamos falar disso não funciona, porque aquela pessoa vai insistir em trazer os pontos ali e muitas vezes a saída muito infelizmente é a ruptura até de você abrir mão de uma relação porque o outro é tão intolerante que não é possível fingir que aquilo não existe, né? E simplesmente viver com base no nos outros pontos de comunhão de uma família, por exemplo. Ah, nós seres humanos, né? Precisamos ser estudados, não tem jeito. Que coisa, gente. É importante a gente reconhecer os limites, né? Nem sempre a família consegue ir sozinha, resolver os impasses, buscar ajuda pode ser um ato aí de de cuidado, sabia? você pode estar cuidando da sua família ou de repente você se autor reconhecer, se autorregular, fazer alguma coisa, não deixar chegar ao extremo, né? Porque é é notícia, a gente vê aí pessoas de família hoje com a rede social, né? Tem muita informação eh eh de famílias que acabam se desfazendo por conta de intolerância, gente. E e não é disso que que a família, né? Eh é é não é isso que é o propósito da família, na verdade, né? Então, a gente precisa entender que cada um tem a sua opinião. Nós somos seres diferentes. Tá tudo bem? Ah, não tá. Mas então, né, vamos hoje não vamos falar disso e vamos curtir aí a a presença, né, eh do outro. Eu acho que isso é um ponto muito importante quando a gente fala de família. Não se reúne, né? Cada um tem a sua função. Daí quando se reúne, vamos se reunir para discutir situações que a gente sabe que não vai mudar, porque você tem a sua opinião e eu tenho a minha. Qual é o intuito da discussão, né? Se a gente para para analisar friamente, é isso. Ah, Rub, é fácil falar, né? Vem cá para você ver. Ah, gente, fala sério. Vamos lá, mais tolerância, né? Vamos, vamos eh eh ter mais carinho e cuidado uns com os outros. A produção tá me avisando aqui que nós temos algumas perguntas. 8:52, a gente vai até 9:5, então a gente tem aí um bom tempo para responder o pessoal que tá com a gente. A gente já agradece você que tá aí do outro lado nesta manhã de segunda-feira acompanhando o nosso estúdio Câmara. Estamos falando eh eh de família, né? Como lidar com opiniões, rotinas e valores diferentes dentro de casa. Isso acontece na minha, na sua e em 90% das famílias, porque somos seres únicos. Cada um tem a sua forma de pensar. Então a gente precisa ter respeito, né? Tolerância. Vamos lá, produção. Pode colocar pra gente a primeira pergunta, por favor. Danilo Moreira do Jardim Flamboian. Sinto que as redes sociais deixaram as pessoas mais intolerantes. Isso também afeta o modo como convivemos dentro de casa. Vai para você, Davi. Vamos lá. Ótima pergunta do Danilo. Sem dúvida que isso afeta. Como eu dizia no começo da minha fala aqui na nossa conversa, o âmbito da família ele não é separado do resto do mundo e nem podemos mais falar numa divisão entre vida virtual e e modo offline ou vida real e concreta, porque esses dois mundos se misturaram completamente. Eu dizia também aqui a Rúbia que o WhatsApp é o é o aplicativo, o Brasil é o país que mais utiliza o WhatsApp, que é uma rede social. a gente acaba se esquecendo, né, que aquilo também é uma rede social, porque as pessoas formam os grupos e tal. E aí, por causa, Danilo, dessa criação das chamadas câmaras de eco, que é o fato de que as pessoas encontram seus semelhantes, gente que pensa parecido, e aí é gostoso estar entre quem pensa parecido, né? você sente um conforto psicológico até e aí as pessoas vão sendo retroalimentadas, vão ficando cada vez mais convictas de suas opiniões e aí isso acaba gerando, sem dúvida, uma polarização ainda mais acirrada. E eu dizia, as redes sociais não são só o terreno onde isso acontece, elas são a causa desse acirramento, do conflito, da polarização. Isso acaba sendo um problema para convivência. Sem dúvida. Sem dúvida. Então, e por isso que a gente chega no debate aqui a a no ponto de pensar o que pode ser feito diante disso, porque sem sombra de dúvida o mundo das redes sociais aumenta. É uma das causas centrais do acirramento desse conflito. Poxa vida, né? Abandona o celular, põe na gaveta e bora aí confraternizar com a família agora. 8:54. Vamos lá. Eh, mais uma pergunta pra gente, por favor. Agora a gente passa pra nossa psicóloga. Quem tá com a gente? Ana Paula Siqueira do Jardim Aurélia. Tem um irmão com ideias opostas às minhas e a discussão vira um campo de guerra. Como manter o respeito sem cortar o contato? Eh, Ana Paula, vamos lá. A nossa psicóloga ajuda a Ana Paula lá do Jardim Aurélia. Eh, eu sei como que é ter um irmão com ideias opostas. Eh, e eu acho muito interessante assim, né, porque olha que o como vem do mesmo lugar, vem da mesma educação e com ideias, né, tão diferentes. E muitas vezes a gente até se assusta, né, como que essa pessoa com ideias tão diferentes conviveu comigo eh por tanto tempo assim. Só que muitas vezes a gente tá olhando paraas estratégias que aquela pessoa tá utilizando para atender alguma necessidade ou algum valor pessoal. E qual que é a diferença? Então assim, ah, eu tenho eh a necessidade de tomar água. Eu posso escolher tomar em um copo ou eu posso escolher tomar em uma xícara, uma caneca. são estratégias diferentes, são escolhas diferentes de atender a mesma necessidade. E muitas vezes, eh, a gente tá olhando muito mais para estratégias e brigando muito mais relacionadas a a a questões, a forma com que a pessoa tá utilizando, né, para atender aquela estratégia, aquela necessidade. Então, muitas vezes, quando a gente olha para uma diferença política ali, eh, cotas raciais, né, muitas vezes os valores são os mesmos, né, a gente quer mais igualdade, mas uma pessoa vê, né, pelo viés de cotas raciais vai trazer mais igualdade. Outra pessoa entende que não é, as cotas raciais e outras políticas vão trazer mais igualdade. Mas quando a gente olha, tá todo mundo olhando para a busca pela igualdade, a gente vê que o conflito ele não é tão grotesco assim, né? O problema é quando os valores realmente são muito diferentes. E aí quando a gente olha quando os valores são muito diferentes, é importante fazer aquilo que o Davi falou, que é eh, né, limitar o quanto que a gente vai conversar sobre alguns assuntos ou até mesmo, né, limitar a convivência. Ah, que ponto chegamos, né? É isso, gente. Limitar o que o assunto que vai ser conversado eh eh em uma reunião familiar, eu acho top, porque aí você acaba evitando confusão, né? E confusão em família é delicado demais. Vamos lá. 8:57. Eh, mais uma pergunta. Dá tempo, né, produção? Vamos, então. Vamos lá, mais uma, por favor. A Juliana Teles do Parque São Quirino. Na minha casa a gente evita falar de política para não brigar, mas sinto que isso nos afasta. Existe um jeito saudável de conversar sobre esse assunto. Vamos lá, Davi. E aí? Nossa, que pergunta difícil, Juliana. Mas vamos lá. Eh, se você acha que isso chega a afastar, então de fato precisa tomar alguma estratégia para falar de política sem gerar esse afastamento. O ideal, como a gente vem dizendo aqui, eu falo a gente porque a Daniele aparentemente concorda comigo que seria alguns pontos você deixa de lado e simplesmente não discute se na sua casa isso gera afastamento. Então, realmente o ideal é pensar numa estratégia de discussão, digamos, de tópicos mínimos, razoáveis. aqueles que você percebe que vai gerar, que tem um potencial de conflito maior, deixa de lado, mas discuta livremente os aspectos outros que vocês conseguem discutir sem elevar o tom de conflito. Lembrando, e aí eu eu comento também no sentido da pergunta anterior, acho que da Ana Paula, que serve paraa sua pergunta, Juliana, e para qualquer outro telespectador que tem essa preocupação dos conflitos na família. E eu tenho dito para muita gente, Rúbia, a seguinte frase, ó. A sua chance de convencer a pessoa que pensa muito diferente de você é a mesma que ela tem de te convencer. Então, tenha isso em mente, que na prática fica muito difícil, né? Se você perceber que a sua chance de mudar o outro é a mesma que o outro tem de te mudar, você vai notar: "Nossa, é praticamente impossível a pessoa me convencer da minha que eu estou errado". Então eu também tenho praticamente uma impossibilidade de transformá-lo. Isso tende a gerar um um campo mais tranquilo de de troca, de diálogo, de debate, mas mais especificamente pro seu ponto, tópicos mínimos que você perceba perceba que que vocês conseguem dialogar sem grande conflito. Os mais conflituosos deixa de lado, porque realmente não vai ser possível, ninguém vai mudar ninguém. E aí vocês ficam no âmbito do mais razoável ali para não gerar esse afastamento. É isso mesmo. Numa profunda conversa, né? Não profunda conversa, fica superficial e bora viver. 8:59, a última. Então vamos lá. Pode trazer, produção, por favor. Bruna Costa do Parque das ã Parque Industrial ou Parque das Indústrias. É assim mesmo. Então tá bom. Sou muito sensível e me abalo fácil quando alguém me confronta. Como posso aprender a discordar sem me sentir atacada emocionalmente? É verdade, né? Eh, eh, Daniele, a gente acho que nem tocou nesse, nesse assunto. Foi bom a Bruna ter trazido porque, eh, de repente, igual ela aqui, ó, ela é sensível, alguém confronta, ela não concorda, ela acaba eh ficando emocionalmente fragilizada. Como é que lida com isso? Uhum. Que legal essa pergunta. é um dos meus temas de pesquisa que eu tenho me aprofundado e existe realmente, né, a o Davi tava falando sobre eh diferenças neurobiológicas, né, existem realmente pessoas que são mais sensíveis, né, e isso é um sistema nervoso mais sensível que diante de algum confronto eh vai liberar mais eh eh cortisol e daí vai ter uma sensibilidade maior ao estress, né? Eh, eu acho que nesse nesse sentido os grupos, né, que a gente falou, eles ajudam muito da gente conseguir também eh estar em lugares e só escolher a o as batalhas que a gente vai enfrentar, né? Se você é mais sensível ter discussões com pessoas que tão muito intolerantes, vai trazer esse stresse totalmente desnecessário, né? Então, eh, ter o seu ponto de apoio, sua própria segurança, te ajuda a você se regular, né, e estar com pessoas que também tenham, não precisa pensar igual, mas que tenham respeito à diferenças ajuda bastante. Muito bem. É isso, gente. Casa não é lugar onde a gente concorda sempre, não, né? Mas a casa é um espaço onde a gente precisa aprender a eh discordar com cuidado, não é mesmo? A tolerância ela não é fraqueza, mas é uma coragem para acolher o outro, né? E que a gente precisa entender que a nossa casa, a gente é um lar, não é um campo de batalha não, né? Se você viveu ou vive esse desafio, para, pensa, respira. Não coloca a conversa, né, que você sabe que o assunto que você sabe que vai dar problema, né, em cheque, vamos lá, vamos respirar, vamos tolerar, vamos respeitar as diferenças, né, que elas sejam muros e não eh eh que elas não sejam, aliás, muros e sejam pontes pra gente poder eh se aproximar do outro e fazer uma troca saudável. A gente vai encerrando o programa por aqui. Eu quero agradecer os nossos convidados de hoje, um bate-papo bem interessante, bem legal, de algo que realmente acontece nas famílias e que realmente a gente precisa entender o limite de tudo isso para não virar bagunça, né? Eu agradeço a sua participação, Davi. Obrigada mesmo pela sua contribuição. Acho que é bem importante esse tema e é claro que a gente podia conversar mais sobre isso, mas a gente já deu aí uma pincelada, uma virada de chave para quem tá em casa parar a pensar, falar: "Opa, eu acho que eu vou pegar esse tema aí, essa essa esse assunto, né? Vou colocar na sacolinha, guardar ele e conviver com mais tranquilidade. Exato. Eu que agradeço, Rúbia. Um bom dia a todos. Valeu. Obrigada. Agradeço você também, nossa psicóloga Daniele. Obrigada, viu, por ter contribuído, colaborado com a gente e e eh deixar aí algumas situações que faz a gente parar e pensar a importância, né, eh, do assunto ou daquela pessoa que, qual que é a importância, colocar um um na balança, né, e e ver o que que representa mais para mim, o assunto em tese ou a pessoa que vai falar sobre esse assunto, né? Então, muito obrigada aí pela sua participação. Obrigada, Rúbia. Obrigada, Davi, também né, pela troca e pessoal aí de casa que acompanhando. Valeu. É isso, gente. Hoje nós falamos sobre a intolerância, né, dentro da família, como que a gente lida com as opiniões, com as rotinas e com os valores dentro de casa. A gente agradece a sua audiência, a sua companhia. Eu quero lembrar você que amanhã a gente continua falando de família. A gente vai falar de família estendida. Gente, quantas pessoas moram aí na sua casa? Então, quando os parentes vão morar junto com o casal, né? Vamos lá, a convivência pode ser uma fonte de apoio, mas também pode gerar conflitos. A gente vai conversar sobre como as diferenças de valores, gerações e expectativas podem provocar atritos ou até mesmo transformar esses momentos em oportunidades de união. É isso, ó. Sogros. cunhados, avós, tios, primos. Você já pensou uma casa onde toda essa galera convive? E aí, quais os limites que precisam ser estabelecidos, né, para preservar a saúde das pessoas que vivem nessa casa, principalmente de um casal. De repente você tá lá, poxa, né? Tá, tem gente precisando disso, daquilo. Vamos se reunir, vamos orar todo mundo junto. Aí você, seu marido, você, sua esposa, enfim, o casal, né? E aí vem tio, sobrinho, primo, todo mundo. Mas como para evitar conflitos? A gente vai tentar entender isso aí amanhã, a partir das 8 da manhã em mais uma edição do nosso estúdio Câmara. A gente vai ficando por aqui, agradecendo você de casa, agradecendo aos nossos convidados. Semana tá começando. Programação da TV Câmara Campinas feita com muito carinho, especialmente para você. Nós temos a Íria daqui a pouquinho da nossa central de inteligência artificial atualizando as informações. Ao meio-dia também nós temos o nosso Câmara Notícia com informações do legislativo aqui da nossa cidade de Campinas e claro a programação da TV Câmara Campinas sensacional, feita com muito carinho e com muita responsabilidade de toda a nossa equipe, especialmente para você que acompanha então a nossa programação. Grande abraço, fique bem, uma semana linda e produtiva para todos nós. guarda o assunto polêmico na caixinha, tá bom? E bora socializar com a família. Esse é o nosso ponto de equilíbrio, que seja o seu também, tá bom? Valeu, tchau, tchau e até amanhã. 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