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Olá, [música] muito bom dia para você que está acompanhando a programação da TV Câmara Campinas. Estamos chegando. Estúdio Câmara no ar. Olha só, né? Hoje já é quinta-feira, dia 16 de outubro. Seja bem-vindo. Hoje a gente vai conversar sobre os nossos animais de estimação, [música] alegria, desafios e tudo que envolve conviver com esses companheirinhos tão especiais, desde o cachorro que late à noite até a divisão das tarefas e entre a família e como equilibrar afeto, rotina e limites no dia a dia com os nossos pets. Eu tenho certeza que você deve ter um pet aí, então manda sua mensagem pra gente. Como é que é sua rotina aí na sua casa com os petezinhos e a sua família? Quem é que faz a limpeza? É o mesmo que oferece a ração, que sai para passear, né? Que compra a ração, tá tudo junto, misturado? Ou é só um que tem eh essa rotina diária dentro da sua casa? Aí conta pra gente, porque hoje eh nós vamos falar sobre a divisão de tarefas referente à vida dos nossos pets e as nossas vidas também. 199729377. [música] Esse é o nosso contato. WhatsApp tá na tela. Qcode também. A nossa produção [música] já está com WhatsApp aberto, aguardando a sua participação. As nossas convidadas já no estúdio. Daqui a pouquinho vou apresentá-las, mas antes vamos algumas informações. Câmara Municipal de Campinas está entre os finalistas de duas premiações promovidas pela Câmara dos Deputados, que reconhecem instituições públicas pelos avanços em transparência e boas práticas de gestão. No prêmio Transparência e Fiscalização Pública organizado pela Comissão de Fiscalização Financeira e Controle, a Casa apresentou resultados expressivos, como a ampliação dos dados disponíveis no Portal da Transparência, a participação no Programa Nacional de Transparência Pública e o aumento nos índices de transparência, 66,76% em 2023 e 95,18% em 2024, o que garantiu a instituição o selo diamante. A indicação foi feita pelo deputado Pedro Campos. Entre os concorrentes estão Banco do Brasil, o Comitê Olímpico Brasileiro, [música] a Prefeitura de Mogi das Cruzes e a Secretaria de Integridade e Transparência do Rio de Janeiro. A votação acontece no dia 22 agora, tá? E no prêmio Governador Eduardo Campos de Excelência em Gestão Pública, que é promovido pela Comissão de Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados, a Câmara de Campinas foi indicada pelo deputado Jonas Donizete pelos resultados obtidos no Programa Nacional de Transparência Pública, que reconheceu o legislativo como referência nacional em governança e acesso à informação. Nesta categoria concorrem também o vice-presidente da República, quatro governadores do estado, um ex-senador e ex-governador e o programa de mestrado profissional em administração pública da FGV. A votação deste prêmio será no dia 28 de outubro. Então acessa lá o site da Câmara de Campinas, você vai conferir todas essas informações e também como votar na sede do legislativo aqui de Campinas. E vamos com mais informações da Câmara Municipal que vai [música] ser palco amanhã, sexta-feira, do 16º Encontro da Associação Paulista das Escolas do Legislativo e de Contas a Apel. O evento vai reunir representantes de todo o estado de São Paulo para um dia de debates, palestras e troca de experiências [música] sobre inovação, cidadania e fortalecimento institucional. Promovido pela Apel, em parceria com a Escola do Legislativo de Campinas, a Elecamp, e também a Escola do Legislativo de Araras. [música] O encontro destaca o papel das escolas do legislativo na formação cidadã e também na modernização do serviço público. A proposta é estimular estratégias conjuntas entre câmaras, assembleias e tribunais de [música] contas, ampliando a cooperação institucional e fortalecendo as ações de educação legislativa e a participação social. A programação inclui palestras sobre intraendedorismo no setor público, saúde mental, educação legislativa, além da apresentação de projetos inovadores como o aplicativo Eleges PC e o premiado Constituição em Miúdos. Durante o evento também será entregue o selo apel 2025 e reconhece boas práticas [música] das escolas legislativas e de contas paulistas. Previsto no tempo para hoje. Vamos lá. Ô gente, aproveita, viu? Hoje é quinta-feira, então aproveita hoje amanhã, porque eu tô sabendo que final de semana vai ficar frio e vai chover, tá bom? E a previsão do tempo hoje é dia nublado, mas tem aí é um sol, né, no céu, mas tem uma nuvenzinha também. Então, a mínima de 17, máxima de 30, [música] não tem previsão de chuva, tá hoje. Tá bom? Então aguarda, final de semana vai ser literalmente para descanso. Isso [música] de acordo com a previsão do tempo. Vamos embora então com o nosso tema central aqui do programa, apresentação das nossas convidadas. A gente fala da convivência com os animais de estimação, que vai muito além do carinho e da brincadeira, né? Para muitos, um pet companhia, consolo, estímulo emocional [música] e a ciência confirma, a interação dos animais reduz o estress, a ansiedade e a sensação de solidão. Eh, e ao mesmo tempo, viver com o animal, ah, exige limite, rotina, respeito, muita atenção. Quando a desconexão entre expectativa e realidade, por falta de tempo, manejo inadequado ou desentendimentos familiares, o afeto pode virar conflito. É isso mesmo. Hoje a gente vai explorar os benefícios reais da convivência com os pets, os desafios mais comuns na rotina doméstica e como que a gente pode estruturar uma relação saudável entre os humanos e os nossos petezinhos. Então vamos apresentar as nossas convidadas de hoje que estão aqui para nos orientar como lidar com os desafios práticos e comportamentais. A gente recebe a médica veterinária comportamental, a Camila Volock. Eh, seja muito bem-vinda. Obrigada pela sua participação. Muito obrigada. Obrigada pelo convite. Muito bem. Com a gente também a psicóloga Elisa Porcat. Seja bem-vinda. Obrigada, Elisa. Bom dia. Obrigada. Vamos lá. Vale lembrar, tá? Antes da gente começar as perguntas aqui para as nossas entrevistadas, que os pets também têm seus limites, tá? Respeitar o comportamento natural deles evita sofrimento e fortalece a relação entre os humanos e os petezinhos. Então, eu vou começar com a Camila e perguntar para ela quais são os principais benefícios emocionais para uma pessoa, uma família que convive com pet e como que a presença do animal pode fortalecer a autoestima, a empatia e o bem-estar emocional. Eles são sensacionais e nos fazem um bem que acho que não tem palavras para definir, né? Exatamente. Então, do pet a gente fala, né? Só vem carinho, só vem amor, desde que ele não tenha uma doença, né? Então, eu que trabalho com a parte de comportamento, com a parte da psiquiatria, da saúde mental, a gente tem sim estudos que mostram que esse pet, né, pode ajudar uma pessoa a se cuidar em relação à própria saúde mental, mas também é importante considerar que a gente precisa estar preparado para precisar lidar com esse indivíduo caso ele também adoeça. E aí já muda um pouco o cenário, né? Então aquele estresse que era amenizado pela presença do animal passa a ser otimizado e intensificado, porque aquele animal está tendo um problema. Então eu acho que é muito sobre se responsabilizar em relação a a esse contexto. Pode ser que ele me ajude, mas pode ser que em algum momento eu precise ajudá-lo, né? Então é mais ou menos por aí ter esse equilíbrio. Muito bem, Elisa, você tem os pets, mostrou pra gente aqui. A Elisa tem o Michael Jackson, gente, Vou contar. Muito bom. Agora, qual que é a importância desse relacionamento, né, entre pets e humanos? E daqui a pouquinho a gente fala sobre como a gente vai ter que dividir esses cuidados, porque os pets eles exigem cuidados, são seres, né? E a gente precisa de cuidar dos bichinhos. Então, qual que é essa a importância dessa relação em equilíbrio? Bom dia a todos. Obrigada. eh a importância dessa dessa relação ter um equilíbrio saudável eh exatamente, né, como foi mencionado, e ainda mais eh otimizado pelo fato de que nós aumentamos a vida dos pets, né, em em número mesmo, né? Então nós temos assim produtos muito bons, rações, cuidados com os veterinários, né? Cuidados com a saúde, então a vida deles acabou se tornando mais longa. Uhum. E por esse motivo temos aí uma previsão de convivência de 15, 16, 17 anos com o animal. Eh, em algum momento, como foi dito, ele ficará mais idoso, né? Ele vai ali precisar dos nossos cuidados. A relação em si, ela é ótima porque ela nos ensina o que é também empatia, compaixão, eh lutar por eles em alguns momentos, né, que a gente faz isso muito. Eh, eu sou extremamente suspeita, adoro os meus cachorros, sempre tive e também gatos, cachorros, enfim, né? Acho que eu sou uma apaixonada por bichos a vida toda e não não nem sei viver sem, né? Então é uma relação de amor, de carinho, de troca, de muita responsabilidade. Isso é algo que eu aprendi desde pequena, né, com a minha família. E nesse sentido, a presença do animal de estimação, ela é muito importante. Ela ensina a criança a conviver e ter responsabilidades também, inclusive na família. importante. Acho que depois nós vamos falar sobre isso, a divisão dessas tarefas e dos cuidados com eles também, mas é uma construção de troca o tempo todo, né, onde ele nos apoia, mas nós também apoiamos, respeitando a personalidade de cada pet, porque eles têm temperamentos ali diferentes e a gente precisa levar isso em consideração também. Exatamente, né? Quando a gente fala eh do pet, que ele traz ali aquele senso de responsabilidade, principalmente para as crianças, vale a gente lembrar que quando a gente adota um um bicho ou então o pessoal tem sonho de comprar um cachorro, vai lá e compra, tá tudo bem. A gente precisa lembrar que nós estamos trazendo um ser para dentro de casa que é humano, né? e que ele vai viver sim um tempo que hoje eh que bom que está a gente tá conseguindo estender um pouco mais a vida dos pets, né? Então vamos lá. Você trouxe o bicho para dentro de casa, ele é filhote, bonitinho, cheirinho de leite, tch belezinha, mas ele vai fazer as necessidades fisiológicas, ele vai precisar ser ensinado, alimentado, bem cuidado, vacinado. Você tá tá parando para entender, né? Ah, vamos comparar aí o que você precisa e a a atenção que você precisa dar para o seu filho, né? Para um filho quando nasce, gente, é eh é bem parecido, sabe? E aí essa atenção, ela vai perdurar por toda a vida desse animal. Então, por isso que a gente fala antes de de de adotar um pet, antes de de ter esse pet, lembra se você realmente pode ter cuidado com esse bicho, né? E isso inclui dividir as tarefas e as responsabilidades, porque eles precisam de muito cuidado. Então, o pet vai precisar de banho, de alimentação, eh se é bebezinho, vai precisar de repente [limpando a garganta] da amamentação, vai ter que dar mamazinho na mamadeira para esse petezinho. Então, eu gostaria que você falasse pra gente eh sobre esse esse cuidado. Existe uma maneira ideal pra gente dividir a tarefa, né, entre os membros da família? a importância dessa divisão, qual que é a sua avaliação como veterinária comportamental, né? Porque você me diz que você é psiquiatra, tem psiquiatria pet. Ontem eu tava pesquisando e encontrei, gente, olha só que interessante a importância da gente cuidar desses bichos com todo o carinho e a necessidade que eles têm de cuidado. Exatamente. Então, vale ressaltar, né, que apesar de ser extremamente normal e aceitável, né, a gente considerar que eles sejam parte da família e que eles sejam nossos filhos, a gente precisa ter a consciência e a responsabilidade de entender que eles são de outra espécie, né? Eu costumo dizer, é seu filho, mas é seu filho ou cachorro. é seu filho gato, né? Então, entender as necessidades de cada espécie ajuda bastante nesse aspecto, né, de conseguir organizar melhor tudo isso, porque muitas vezes a gente acredita que apenas colocar a comida, a água e levar uma volta no quarteirão é suficiente. E aí o que que começa a acontecer? esse animal começa a apresentar problemas emocionais, né, problemas psiquiátricos de comportamento, ansiedade, agressividade, medo, fobia, comportamentos compulsivos e aí dá aquele susto, né? Porque eu nem sabia que isso era possível. Eu fiz tudo que eu podia, eu dei comida, dei água, passeava. Isso foi suficiente? Não foi suficiente. Então, quando a gente fala de deir tarefas, é muito importante realmente essa divisão, porque é muita coisa para ser feita, não é simplesmente o básico, né? Então, a área da psiquiatria na veterinária vem para ajudar essas famílias a compreender o que de fato um cão precisa que seja realizado todo santo dia para que ele tenha qualidade de vida. E é muita coisa, é muita atividade, atividade cognitiva, atividade física, atividade de enriquecimento, né? Então, nada disso é frescura. Tudo isso é uma base para que aquele indivíduo de fato tenha saúde emocional principalmente, né, e cognitiva. Então eu acho sim que faz sentido a gente pensar nesse nessa estrutura. Um ponto que eu queria levantar também, por gentileza, é dizer que é muito é muito importante, né, a gente pensar muito antes de, por exemplo, oferecer um animal de estimação como presente para uma criança, porque a criança ela não tem esse senso de responsabilidade ainda, né? Essa criança, ela tem a responsabilidade de talvez brincar, né? De talvez fazer as tarefas da escola, né? organizar ali as próprias coisinhas, o próprio quarto, mas cuidar de outro ser muita responsabilidade que exige e às vezes a criança não tem esse preparo, né? Então ter essa consciência também nos ajuda nesse sentido a depois também não cobrar dessa criança que ela faça tudo aquilo, porque é só uma criança, né? Então eu acho muito importante de fato primeiro o conhecimento daquilo que aquela espécie necessita para depois a gente conseguir fazer essa divisão da melhor maneira possível para evitar os conflitos aí dentro da família. Excelente, né, Elisa? A Elisa, além de psicóloga, também é bióloga, né? E pode falar pra gente da importância dessa dessa divisão de tarefas, igual a Camila trouxe. E são tantos cuidados e a Camila abordou muito bem aqui essa questão da saúde mental dos bichinhos que acabou sendo afetada. Eu acredito, me corrija se eu estiver errada por esse motivo. A gente acha, às vezes, por não conhecer de repente aquele aquele animal que está com a gente, a gente acha que coloquei água, dei uma volta no quarteirão, dei uma bolinha e um petisco, OK, tá tudo bem. E aí vem aquela questão aí da ansiedade, do estress. Mas se nós tivermos membros dentro da nossa família e a gente puder eh dividir essa tarefa com assertividade, a gente minimiza o o sofrimento do animal também, né? Sim. Sim. E é interessante que a gente consiga minimizar o sofrimento para todos, né? Exato. Então, eh, quando ela coloca essa questão que é extremamente importante, o animal não deve ser ofertado a uma criança, aí entro como terapeuta infantil, né, que minha área especialidade, não deve ser oferecido como um presente, nem de Natal, nem de aniversário, nem nada. Eh, tem que ser uma escolha pensada, né? E aí vou um pouco além, que acredito que que ela poderá contribuir, né? Sim. Eh, a gente precisa também pensar no local que a gente tem, no tamanho desse animal, né, da previsão de de vida que ele tenha, das necessidades e do temperamento, né? Mas, eh, retornando para aquilo que você havia me perguntado, a importância é que nós tivemos uma mudança também de pensamento e de proximidade com o animal. O animal era visto como um cão de guarda, como alguém que guarda a casa, né? fora do fora no quintal ficava fora. E à medida em que nós tivemos necessidade dele por perto, ele foi entrando nas nossas casas cada vez mais e se aproximando. Uhum. Essa proximidade ela tem realmente muitos benefícios, né? Desde que sejam respeitadas as devidas proporções de convivência. A divisão de tarefas, ela pode ser feita por todos da casa, né? E aí vale lembrar, se você mora sozinho, lembre-se, você que vai arcar com todas as tarefas, não haverá divisão. [risadas] Verdade. E quando nós temos crianças em casa, deve ser respeitada a faixa etária dessa criança e aquilo em que ela pode contribuir. Então, se ela pode contribuir trocando a água do cachorro, que bom, é isso que ela consegue fazer e pode fazer. É importante que ela se sinta contribuindo. Essa responsabilidade criada desde cedo, sim. Ajuda muito no sentido de que este é um ser vivo que precisa de mim também, né? E também acompanhar a faixa etária. Da mesma forma que nós temos uma criança em casa e ela tá na fase oral em que ela põe tudo na boca, os nossos pets também passam por essa fase. Então eles roem tudo que tá pela frente, né? eles destróem eh os móveis e tal e não adianta ficar nervoso. É uma fase do crescimento deles e a gente precisa ofertar coisas para cada fase, inclusive a da Velice, né, aonde eles precisarão que a gente eh torne acessível o local. E aí todos os membros da família precisam contribuir com isso, né, desde talvez um um piso mais eh fácil para que ele possa andar uma rampinha, né? Então, nisso é possível dividir todas as tarefas desde a alimentação, cada um dentro das suas possibilidades e horários também, com os compromissos que todos temos, né? A vida muito corrida, é necessário que a gente consiga se adaptar a isso. Lembrando, se você estiver só, é você quem toma conta de tudo isso. Então, é necessário ter um animal que lhe gerea, né? entre os dois. Então é verdade, né? Quando a gente fala de relação tensa, é importante a gente salientar que os pets, gente, eles latem, [risadas] não é? Ele late, o cachorro late e aí o gato mia, claro, o cachorro late, o gatumia, a vaca mujo, né? e assim por diante. Então, o bicho ele emite som e aí a gente para e pensa uma casa, né, que tem a família, que tem os bichinhos e que tem os vizinhos. Óbvio, nós temos vizinhos. Aí nós temos o artigo 42 da Lei de Contravões Penais, né, que prevê que é uma contravenção penal perturbar o trabalho ou sossego alheio, o que pode ocorrer inclusive provocando ou não, procurando impedir barulho eh produzido por um animal de que de de que tem a guarda. Essa conduta pode resultar aí em detenção de 15 dias a 3 meses ou multa. Bom, esso aí é um trecho, né, que eu peguei dessa dessa lei. Então, resumindo, né, o petar perturbação de suego. OK. Muito bem. Bom, nós precisamos alimentar, nós precisamos cuidar, mas também nós precisamos equilibrar a qualidade de vida com as pessoas que nos cercam, né, a partir do momento que a gente tem um pet. Camila socorro. E aí, como é que o tutor vai equilibrar essa necessidade que ele tem de controlar o barulho causado pelo pet, sem prejudicar o bem-estar do animal, né, e das pessoas ao redor? Exatamente. Como é que faz isso? Porque o bicho late, bicho, o gato mia, enfim, faz barulho, emite som, gente. Só não fala. Exato. E como é? Então, o que que acontece? A gente precisa entender que o latido é uma manifestação comportamental. comunicativa, assim como o miado pros gatos, né? Só que quando esse comportamento é extrapolado para um latido excessivo, que incomoda a galera, a gente precisa entender por que esse latido excessivo tá acontecendo. Então, a excessividade é um sinal clínico de que a saúde desse indivíduo está comprometida. Então, o cão que late demais ou o gato que late demais a ponto de incomodar vizinhos, ele não está bem, né? Então, muitas vezes é um indivíduo que vai ser punido, é um indivíduo que vai levar bronca, vai levar xingo, vai levar grito, vai ficar preso para não incomodar. E no fim das contas a gente tá falhando no principal, que é acolher, olhar para aquele indivíduo e compreender porque esse latido tá acontecendo com tanta frequência e tanta intensidade ou esse miado, tá? Então, além para além disso, né, para além da perturbação através desse dessa vocalização excessiva, a gente também precisa compreender, no caso dos cães, principalmente que passeiam, né, a importância de ter esse indivíduo sempre numa peitoral e numa guia para poder fazer os acessos quando a gente pensa, por exemplo, num condomínio de prédios, de apartamentos, né? Então, a gente vê tutores sem esse senso de responsabilidade. Ah, o meu cachorro é treinado, ele anda perto de mim. Mas eu preciso pensar também naquele vizinho que eventualmente pode ter medo de cachorro, né? Um problema emocional em relação à aquele indivíduo. Então, né, a responsabilidade de mantê-lo junto a você numa peitoral, uma guia, né, próximo do seu corpo também é importante de ser considerada pensando nessa convivência coletiva, né? Então, percebe que nós temos que ser educados para termos um pet. É mais ou menos isso, não é, Elisa? Porque você vê, as pessoas reclamam do cachorro latindo, mas a Camila muito bem trouxe que de repente o cachorro latir, o bicho latir, emitira sons em excesso, pode ser um sinal de alerta que o bicho não tá legal. Olha quanta responsabilidade. Olha como que nós precisamos aprender ah e conhecer esses esses animaizinhos, não é? É, acho que o comportamento, né? Inclusive quando nós estamos com humanos, a gente fala muito da linguagem não verbal. o revela. Sim. E pros nossos pets vale essa mesma observação. Quando ele está muito quieto, quando ele late demais, tudo, né, em excessivo ou até em falta nos chama atenção. Quando o bichinho tá muito quietinho e a gente fica atento, algo está errado, né? Sim. É, mas quando ele também tá muito agitado e latino demais, deve chamar nossa atenção até para para algum problema possível de saúde que a gente não esteja identificando, né, de forma tão fácil. Eh, a convivência é uma arte. [risadas] Sei bem. E aí nós precisamos exercitar também e é a possibilidade, inclusive que esses animais nos trazem de exercitar a nossa convivência enquanto seres humanos, né? Eles nos trazem a possibilidade de conviver melhor com outros seres humanos. Sim. Sim. Eh, então, se temos um vizinho, se temos alguém, a primeira atitude é conversar, né? Sempre conversar, eh, perceber se isso realmente tem acontecido de forma muito insistente e de repente conversar se isso esteja atrapalhando o seu trabalho, esteja atrapalhando sua rotina de alguma forma. Primeiro a conversa, entendeu? o que que pode ser feito. Eh, muitas vezes os donos se mudam de uma casa para outra e o animal ele tem um tempo para se adaptar. Exatamente como nós nós mudamos de uma casa para outra até que tudo se ajeite, até que a gente coloque tudo no lugar. O animal também estranha esse novo espaço e pode demonstrar isso através do comportamento. Então, é necessário compreender também, né, sempre o diálogo em primeiro lugar e o bom senso do tutor, né? Hoje em dia a gente nem usa mais a palavra proprietário, né? Nós usamos tutor. Então assim, o tutor ele é o responsável por se estiver na rua, como foi falado, muito bem observado, eh use uma peitoral, uma boa coleira, uma focinheira, se for o caso. As pessoas podem ter medo, não é aconselhável que você ande com o seu pet solto, né? Existem tantas coisas que podem acontecer de imprevisíveis na rua, não é bom, né? Acho que faz parte também da da parte da responsabilidade que nós temos com eles, né? E dentro de casa também a melhor coisa, principalmente para quem mora em apartamentos, onde o barulho ecoa para todos os lados, é sempre chegar eh de forma assertiva tanto com o seu animal, entender porque ele tem esse comportamento e se for o caso de, né, ter ali um uma conversa, né, um conflito, uma resolução de conflito, conflito, conversar, né, e procurar compreender melhor eh os barulhos hoje em dia também, embora eles estejam muito próximos da gente também assustam. Então, fogos, sons de alarme, sons de ambulância, coisas para alguns animais extremamente estressor. Então, eles se comportam de uma maneira que a gente às vezes não compreende, mas para ele é a maneira de se expressar, né? Então, a gente precisa estar atento aos pequenos detalhes. Sim. você fala dos sons, né, que acaba incomodando, né, sendo estressante pros animais. Camila, eh, eles ouvem mais do que a gente mesmo. Todo mundo fala isso, mas eu não tenho esse entendimento no SOVET. E é a Camila que é nossa veterinária então do dia e temos também uma bióloga, então vamos tirar as dúvidas. Eles ouvem mais que a gente quantas vezes? Como é que é esse senso de audição dos animais? Eles ouvem mais que a gente uma média de 12.000, 20.000 vezes mais, pensando em MHz, assim. Au! Então, considerar que eh um ruído que para nós já parece perturbador, nossa, para eles é muito mais perturbador, né? Então, de novo, considerar se esse indivíduo que tá se comportando mal, entre milhões de aspas, Uhum. se de fato esse comportamento ruim não é um sinal de um problema, né? não é um sinal clínico de que ele não esteja bem, de que a qualidade de vida dele não está boa, de que esse bem-estar tem algum grau de comprometimento, né? Então isso ajuda também no sentido de como olhar e como lidar, né? Porque eu vejo na minha rotina diária que na grande maioria das vezes o cão que se comporta mal, ele é de novo punido, né? Então ele sofre mais ainda porque ele já tá em sofrimento. Aí eu vou puno esse cachorro, esse gato, brigo, bato, enforco, coisas nesse sentido para corrigir um comportamento sem olhar a base desse comportamento, a causa desse comportamento, que sim é uma causa de baixa de qualidade de vida, né? Então, muitas vezes a gente tá errando num manejo, a gente tá errando numa maneira de lidar, a gente tá errando em alguma condição que leve esse indivíduo a sofrer com isso e aí ele sofre de novo porque ele tá se comportando mal, né? Então o lance da empatia, né? O lance de se colocar no lugar é fundamental nessa convivência, né? Então eu preciso me colocar no lugar daquele cachorro, ele não fala, né? Ele não consegue se expressar verbalmente. Então, qual é a maneira de expressar? é se manifestando de forma agressiva, muitas vezes é se manifestando, né, ficando acuado em algumas situações. Então eu acho que é muito importante de novo a gente se colocar nesse lugar em relação aos ruídos, né? Então, pô, se tá me incomodando esse essa moto que estoura o escapamento, imagina o incômodo que causa nele, né? E o que que ele faz com isso? Ele fica apreensivo, ele reage, né? Então, a reatividade é um comportamento, né, de medo muitas vezes. Então, eu sinto medo, eu reajo para tentar afastar esse estímulo e aí ele vai lá e leva uma bela de uma bronca, uma bela de uma chinelada. Então assim, é um é um ciclo, né, que se retroalimenta se a gente não para de fato para refletir sobre aquilo, né, para considerar por que que ele tá assim, né? Fugiu de um padrão. Ele tem um padrão de comportamento que eu conheço, tá saindo desse padrão, né? algum comportamento tá mais exacerbado ou menos tá mais contido, né? Então, que que tá acontecendo com você? Vamos lá, vamos olhar para isso que é o diálogo que a gente teria com uma criança, né? Que que tá acontecendo? Conta para mim para eu te ajudar. Então, levar isso, extrapolar isso, né? Pro pet é muito importante. Maravilha, gente. Vamos combinar, né? Eles são tão fofinhos que quase é impossível a gente dizer não para esses bichos. Primeiro é o sofá, depois é a cama. E antes que a gente perceba, eles já estão tomando conta de tudo, do nosso coração, da nossa casa. Quem é que nunca cedeu aquela carinha pidona? Sabe aquele, eu falo assim, eu vou falar o português, vou falar errado agora, Zoinho Branquinho, sabe? Assim, quando ele levanta assim, fica só aquele branquinho assim, aquela carinha pedidon. O gatinho do Shrek, gente, do céu, eu amo. E hoje em dia os nossos pets são praticamente os donos da nossa casa. A gente acaba se perguntando quem realmente tá no comando. Às vezes eles até levam a gente para passear, agora a gente precisa equilibrar, afeto autoridade sem que o pet mande demais na casa também, né? Então a gente tem os limites de segurança para garantir o respeito. Elisa, como é que a gente faz? Porque olha, tem gente que fala: "O pet manda tem hora que meu cachorro ele manda na minha casa". Falo: "Cara, qual que é a sua, [risadas] né? E como é que a gente equilibra isso? Eh, a gente fala da humanização dos animais, né, conhecida pelo nome de antropomorfismo. E a a Camila vai falar pra gente sobre isso, mas eu queria que você explicasse pra gente como é que a gente se equilibra, porque nós temos que equilibrar, a gente precisa mandar, nós estamos no comando. E muitas vezes a gente entender e fazer e eh a ter essa autoridade, ela é importante pra educação dos nossos pets também para não reverter a situação, porque também não é legal o pet ficar em casa e fazer aquela bagunça toda. E você tem que ajudar ele entender, mas também tem que ter um limite. Como é que equilibra isso tudo? Olha que [risadas] difícil, né? Não, eu tô meio em choque com essa pergunta, com medo do que virar. Vou vou precisar fazer alguns comentários. Vamos lá. Olha, eh eu acho que assim, uma das coisas fundamentais assim, eh, o comportamento deles é muito semelhante ao de crianças, né? Nesse, no sentido em que eu vou dizer agora, tá? Não é no sentido da gente colocar eh o mesmo tratamento, mas assim, claro. Aham. Eh, nós fizemos isso, gente, não adianta. Agora a gente precisa aprender a lidar. Fizemos fizemos. E aí, assim, eu sempre lembro o seguinte, eh, pros pais, né, eu trabalho com crianças, assim, eh, a sua criança reflete o seu comportamento. Sim. O nosso animal de estimação reflete o nosso comportamento. Perfeito. Então, se ele está em com em ambientes estressores, com muitos estressores, com pessoas que gritam, com pessoas que eles fatalmente terão comportamentos muito parecidos. É aquela coisa, né? Ai, filha, é tão feio mentir. Não mente não. O telefone toca, fala que eu não tô, né? Fica difícil, né? Então assim, a gente precisa ter coerência. Se eu quero do meu pet um comportamento um pouco mais tranquilo, eu também preciso passar tranquilidade. Isso. E muitas vezes eu não preciso gritar para que eu consiga um bom comportamento. Basta que eu fale e nem deve. Exatamente. Como a gente não gostaria que alguém gritasse conosco. É a empatia, né, que a gente acabou de falar, né? também com eles, né? É tão desagradável isso, né? Tanto que assim, até no trânsito, né? Nós assustamos com o barulho de uma buzina, mas com com um sinal luminoso a gente presta atenção. Então, se você vira um cão pela rua, não precisa buzinada. E um sinal luminoso que ele vai se assustar menos, vai sair da frente do carro. E aí a mesma coisa em casa, na educação, a gente precisa ser firme, saber se posicionar com carinho, né? ou não é não. E a gente precisa manter um padrão também para que eles se organizem. Por exemplo, os gatos, né, os cães, eles precisam de uma rotina. Isso também ajuda muito na manutenção de um bom comportamento. E quando a gente diz não, aí uma hora eu digo sim, aí uma hora eu digo não. Aquele aquele cachorro vai falar oxe, mas essa menina tá indecisa. E ele também vai começar a ficar indeciso em tomar as decisões dele, né? Então assim, eh, criar comportamentos desejáveis e um pet é manutenção de rotina, disciplina, carinho e firmeza. Não é necessário eh intervenções de eh bater, gritar, isso é completamente desnecessário, são maus tratos, né? O do contrário também, deixar sem a comida, deixa sem Isso. A negligência também é uma outra forma de violência. Sim. E aí assim, o que você precisa é ser firme na hora que estiver falando. Embora ele vá te olhar com a carinha do Shrek, né, para te desmanchar. É normal, até uma criança faz isso com a gente, né? Eh, é se manter naquele momento, é se manter, ficar sério. E principalmente, que é uma coisa que eu vejo, né, os relatos, a a o cachorro fez xixi pela manhã, onde ele não deveria. Hum. Você chegar à tarde e dá essa bronca nele, o tempo já passou, é o timing. Você tem que fazer isso no momento correto, na hora certa. Depois disso, outros estímulos já aconteceram. É uma um outro padrão de raciocínio. Ele vai falar: "Nossa, puxa vida, de manhã não devia ter feito". Não é assim, né? Então a gente precisa ajustar também o timing para conversar com eles na hora em que precisa ser feito, né? Depois aí fica difícil. Vamos lá. Vai. Ah, é toda a sua palavra. [risadas] Vai lá, a Camila tá aqui ansiosa. Quero falar, quero falar. Vai lá, manda ver. Nossa. Então, vamos trazer, falou [risadas] direitinhos. Vamos trazer aqui alguns dados científicos. Eh, a teoria da dominância, que é o que moveu muito por muito tempo esse lance de eu preciso me mostrar o líder, o dominante, eu que mando, a casa é minha, você é só um cachorro. Hã, essa teoria ela já caiu por terra, cientificamente falando, meados dos anos 2000. Uhum. Né? Uma média de 25 anos aí para trás. Tá. Então, ah, por muito tempo, isso foi a base fundamental, inclusive do adestramento de cães. Então, eu preciso ser o líder, esse cachorro precisa respeitar, precisa, ele não precisa nada, ele nem tem essa compreensão. Tudo bem? Então, a o o lance de dominância, né, que é uma relação ecológica, né, que é uma relação que existe, só acontece entre indivíduos da mesma espécie. Então, o cão, ele jamais vai reconhecer um ser humano como líder ou como submisso. Isso simplesmente não existe. Então, por muito tempo, considerando que isso existia, a gente precisou, né, eh eh lançar mão, lançar mão das broncas, lançar mão das ferramentas aversivas. tipo, das coleiras de qualquer tipo, porque eu preciso fazer entender que sou eu que mando, eu vou fazer isso com base na força e na repreensão. Então, não é bem por aí, não deve ser por aí, né? O lance da bronca de corrigir, a gente costuma dizer que o não ensina nada pro cachorro, né? Então, eu preciso ter essa consciência, como que um cão aprende, como que o cachorro aprende, né? Então eu nem sei como ele aprende. Eu vou fazendo só o que eu vejo na internet, o que eu vi a minha avó fazer, minha mãe fazer com o cachorro do quintal. Não é assim que deve acontecer. Então assim como hoje a gente vê, né, a educação empática e a educação positiva para crianças, porque antes também tinha as palmatórias, o cinto, o chinelo, né? Aham. E que bom que as coisas vêm, bom que as coisas estão mudando, né? Porque se eu apanhei e não morri, não morri, mas eu tenho um milhão de traumas que eu preciso levar pra terapia e eu preciso tomar medicações psiquiátricas por conta do malefício que isso me causou emocionalmente. Perfeito. É a mesma condição com o pet. A fisiologia é basicamente a mesma, né? Então fech no lugar errado. Mas esa aí você ensinou o lugar certo? Às vezes você nem ensinou o lugar certo, você esperou que ele aprendesse sozinho, né? Então aí fez errado, leva uma bronca. Não é isso, fez errado, eu vou ajudá-lo a acertar da próxima vez. Então, o mecanismo de aprendizado que precisa existir hoje deve ser um só, que é o adestramento positivo, que é a educação positiva, né? Então eu queria só colocar essas questões, né, que são dados que a ciência traz pra gente, porque senão às vezes confunde o telespectador que vai olhar e falar: "Ah, então a casa é minha, eu devo mandar e o cachorro só me obedece". Não existe mais um lance de eu mando, você obedece. Inclusive na psicologia, né, a gente vê isso, eu costumo dizer isso em atendimento. Qual o tipo de relação que você gostaria de ter com a pessoa que você mais ama no mundo? Uma relação tóxica e abusiva ou uma relação de respeito, empatia, cuidado e amor? Uhum. É mais ou menos por aí. Por que eu devo construir uma relação tóxica e abusiva com o meu cachorro, onde só ele obedece, só eu mando, ele faz só o que eu permito. Cadê a oportunidade de escolha desse cachorro e desse gato? Cadê a oportunidade de fazer o que ele sente vontade de fazer? Claro, nos seus limites, no sentido de não, né, destruir a sua casa inteira. Óbvio que não, mas por que que ele tá destruindo? Alguém já parou para se perguntar por que que ele tá errando o tapetinho? Às vezes erra o tapetinho porque tá com problema em sistema urinário e tá levando bronca, né? Então eu acho que a observação que eu queria fazer é nesse sentido, né? de deixar bem explícito que a gente não deve em ocasião alguma, usar recursos aversivos e punitivos na educação desses animais. Excelente. Muito bom. Agora tem impactos psicológicos, Camila, pro PET, quando o tutor eh humaniza em excesso esse animal. explica pra gente o que que é essa humanização que todo mundo fala, mas eu não sei se todo mundo entende. Então, a humanização não é sobre fazer a festa de aniversário pro cachorro, não é sobre deixar o cachorro dormir na sua cama, não é sobre colocar o lacinho, desde que nenhum desses exemplos interfira na qualidade de vida desse animal. Então, se ele tá acostumado e habituado ao lacinho, o lacinho não é humanização. Se ele tá acostumado, habituado a dormir na sua cama, não precisa tirar. Isso não vai prejudicar, né, de nenhum modo o comportamento desse indivíduo. A gente ouve muito isso, né, e é balela. Então, o que é humanizar de fato, tá? Qual é o a descrição da humanização? É a gente reconhecer um cão ou um gato como sendo um humano. Isso é humanizar, né? Então eu costumo dizer o seguinte, se a pessoa tem, né, eh, alguma questão psicológica de apego, hiperapego e tudo mais, e começa a enxergar aquele indivíduo de fato como sendo um humano pequenininho ou um humano que late, se é humanizar, porque no fim o que que acaba acontecendo? Eu acabo negligenciando as necessidades da espécie à qual ele pertence, né? Então, muitas vezes a gente vê, por exemplo, um cachorro de pelo branco que não passeia para não sujar a patinha. Hum. Isso é humanizar, isso é problemático, porque ele precisa passear e ele vai eventualmente se sujar. Ele é um cachorro, ele vai rolar na no pombo que tá morto na praça. Ele é cachorro. Que que a gente faz depois? Faça um lencinho umedecido. Deixa ele ser cachorro. Permita que ele seja cachorro. Faça o lencinho umedecido, né? Então, a humanização ela está para além de cuidar muito bem. Eu quero que todo mundo cuide muito bem. Eu quero que esse amor seja extremamente explícito, né? Eu começo a falhar quando? Quando eu extrapolo, quando eu não deixo passear para não se sujar, quando eu não deixo, enfim, fazer alguma coisa que é um comportamento natural da espécie, porque vai me causar algum problema. Então vamos redirecionar esse comportamento, né? Vamos ensinar aquilo que eu espero que seja realizado. Então, a humanização em regra é isso. E de fato, quando eu eh não permito que aquele cão seja cão, que aquele gato seja gato, aí a gente começa a ter problema de comportamento sendo apresentado. Uau, hein, Elisa? E um problema de comportamento tanto do tutor quanto do animal, né? Porque se a pessoa ela ela faz e eh pratica esse tipo de ação, essa humanização que a Camila trouxe pra gente, é porque realmente algo não está bem com ela. Exatamente. É algo que a gente vê muito, né, em clínica, é todo o apego excessivo, seja a um ser inanimado, né, uma uma boneca, como vimos tempos atrás, aos cães ou qualquer coisa assim, nos chama a atenção de que a pessoa que está ofertando esse apego é que precisa de ajuda, né? E provavelmente, se ela não cuidar disso, quem está por perto vai acabar sofrendo também. O animal sofre porque ele não compreende esse apego excessivo. Ele não vai compreender a festa de aniversário, como bem, né? E ela falou, acho que assim, é um que nos chama atenção é assim, [limpando a garganta] isso é um momento de diversão, de pura diversão para ambos. Uhum. Você fez a festinha, você, né, obviamente dentro dos limites do seu cachorro, né? Claro. E ofertou, todo mundo ficou feliz. Divers foi uma diversão, um momento. OK. Agora, se isso foi algo que te estressou porque tinha um e eh todo um preparo como se fosse para um humano, aí nos chama atenção. Então, fique atento ao tipo de vínculo que você tem. Eh, eu sou especialista em luto animal, né? luto pet e a gente percebe que as pessoas têm e é saudável ter o luto, né, por exemplo. Mas aí a gente estuda como foi o vínculo durante a vida com esse animal para gerar um luto não elaborado ou um luto não saudável, por exemplo. Então, a gente começa a entender que aquela relação não foi bem construída, ela foi feita de uma humanização completamente errônea, né? Eh, nós temos um vídeo que circula viral, né, em que um cachorro fiapinho de manga, né, Uhum. tá ali num can, alguns cães se desentendendo, ele chega, ele põe ordem em tudo. Um outro cão até se abaixa como se fosse uma reverência. Muito bem colocado por você, né? E esse tipo de intimidação ou medo para para se impor como o alfa, né? Isso acontece na espécie. a gente não deve de fato fazer a mesma coisa. Somos espécies diferentes, n é necessário ter outro tipo de cuidado. E a mesma coisa no sentido do medo que a gente não deve provocar, a gente também não deve provocar nada excessivo em amor, porque em algum momento da vida você precisa viajar a trabalho, você precisa fazer suas coisas e como esse animal vai ficar na sua ausência, né? Na sua ausência. Alguns animais entram em estress tão profundo que os pelos caem, né? que ele não come, ele não se alimenta, ele não não faz nada, tem vômito, tem diarreia, tem sintomas n de estress como nós teríamos, né, em situações que são ameaçadoras da nossa vida. Ele também compreende dessa [limpando a garganta] forma, né? Então, eh, a gente precisa tomar muito cuidado na relação, observando todos esses pontos. Não parece, né? Porque é como foi muito bem colocado, a relação mudou ao longo dos anos. Uhum. Então, agora que a nossa relação é tão próxima, eh, grandes poderes trazem grandes responsabilidades no filme [risadas] do Homem Aranha. Então, a gente tem que ter essa responsabilidade grande e entender o quanto nós somos às vezes os próprios agentes estressores do cão, né, do cão ou do gato ou enfim, de pitacídios, né? Hoje em dia as pessoas têm muito eh eh pássaros também. Isso também ambientes estressoros também fazem mal para eles. Então, eh, aqui a gente fala do cão porque é um um mais comum, né, na nossa vida, mas de maneira alguma todos os animais sofrem com estresse ambiental, eh, com barulhos, com cheiros, com várias coisas. E a gente precisa estar atento a isso para tê-los com qualidade de vida pra gente e pro animal. Nossa gente, excelente. Quanto ensinamento dessas duas mulheres aqui, né? Olha só. Psicóloga, bióloga e especialista em luto animal. Gente, que maravilha isso, né? E aqui uma veterinária e ela é, repete de novo para mim, você é psiquiatra de animais. Qual é o nome da da sua profissão? O que que é assim mesmo que fala? É, ainda não temos um reconhecimento para nos intitularmos como comportamentalistas, mas vamos chegar lá, né? Então, é uma área análoga à psiquiatria, né? Em que a gente dá voz e cuida da saúde mental e emocional também desses indivíduos, que como muito bem foi colocado, quais são os principais fatores estressantes, quem é o principal agente que promove o estresse para eles? Nós. Nossa. Então a gente começou a perceber que esses animais foram introduzidos numa rotina doméstica, né, numa residência que não foi preparada para eles, eles passam a desenvolver problema de comportamento. E aí a gente quer fazer o quê? Corrigir. A gente quer fazer o quê? Dar a bronca. A gente quer fazer o quê? Enforcar e bater. Mas esa aí, por que que ele tá assim? Por que que ele tá agressivo? Agressividade muitas vezes é um sinal clínico de dor e aí tá apanhando. Eu tô promovendo mais dor no indivíduo que já sente dor por conta da dor, tá sendo agressivo. Ai gente, meu coração. A gente tá falando de responsabilidade. Olha o tamanho dessa responsabilidade. Uma responsabilidade, gente. É importante a gente saber disso. Que legal essa essa troca de vocês aqui conosco hoje. Super. Valeu. Agora 8:52 nós temos algumas perguntas, pode colocar. Eu acho que dá tempo aí de responder umas três, né? A gente vai até 9:5, então acredito que dá tempo de responder umas três perguntas. Gente, olha só que maravilhoso. Quanto ensinamento, adorei. Bruno Ferreira do Nova Europa. Sempre quis ter um pet, mas tenho medo de não dar conta da rotina. Como saber se realmente estou pronto para assumir essa responsabilidade? Ai, ai, ai. Bruno, Bruno, Bruno. E [risadas] aí, Bruno? ficado assustada, né? Vai desistir. [risadas] Bruno, não desista. Não desista, Bruno, não desista. Da minha perspectiva, né? A nossa área também, Bruno, ela serve para montarmos um manual de instruções. Costumo dizer, né? O seu celular veio com manual, a sua TV veio com manual, o PET não vai vir com manual. Então nós comportamentalistas, né, a gente também assume essa responsabilidade de fazer um atendimento prévio para tirar todas as dúvidas desse tutor que tá nessa nessa, né? Será que eu pego? Será que eu não pego? Se eu for pegar, eu pego um cachorro ou um gato. Se eu escolhi a espécie, eu devo adotar um adulto, um filhote, eu compro de um canil. Então assim, a gente também faz esse mapeamento todo. A gente também passa todas, né? havia comentado das atividades que não apenas eh se restringe ao passeio. Então, quais são essas atividades? A gente desenvolve todo um planejamento de atividades, frequência, a gente monta uma rotina para você, você vai olhar para aquele panorama, para aquele mapa, aí você vai conseguir entender. Será que eu dou conta de tudo isso? Às vezes dá, na grande maioria das vezes dá, né? É coisa que nem é tão complicada assim, né? Às vezes eu falo: "Meu, você não vai conseguir passear 40 minutos que você tá habituada a fazer". Exatamente. Sai cinco sim, mais fácil. Sai oito. Nossa, eu tenho 3 minutos. Atravessa a rua e volta, né? Então às vezes a gente se organiza nesse sentido de pensar que, pô, para passear eu preciso ter 45 minutos disponíveis. Às vezes nem é isso. Às vezes é mais sobre a frequência do que sobre a intensidade daquela atividade, né? Então, Bruno, se você achar que faz sentido, né, depois só entrar em contato aí com a gente, a gente te ajuda de alguma forma a tomar essa decisão. Muito bom. Olha, mais uma pergunta pra gente. Enquanto isso, eu vou eh dar um toque aqui. Esse negócio de passear, a gente tem que tomar eh ficar muito atento, viu? Porque passear não é arrastar o doguinho não, viu? Tem que deixar ele cheirar, tem que deixar ele fazer o xixizinho, tem que deixar ele fazer o cocozinho, juntar o cocô principalmente. Mas deixa o bicho cheirar, gente. É, é exatamente. Deixa o bicho cheirar. Eu eu passei com os meus doguinhos à e às vezes a gente encontra outros dogs com outros tutores. Aí eu vejo um outro puxando o bicho e o bicho quer cheirar, quer cheirar. Gente, é cheiro. Quando a gente coloca eles no carro assim, claro que não é certo, né? Mas eu abro um pouquinho do vidro e o narizinho vai assim. É cheiro, gente. Deixa o bicho cheirar. Deixa o bicho cheirar, pelo amor de Deus. Deixa cheir, por favor. É isso mesmo. 8:55. Vamos lá, mais uma pergunta pra gente na tela. Alívia Fernandes do Jardim Floresta. Notei que minha cadela destrói brinquedos e almofadas quando fico fora. Isso pode ser ansiedade de separação e como aliviar esse estress. Vamos lá. Eh, pra gente, você que também tem de animais, então explica pra gente, por favor. Aí depois você completa, tá bom? Camila. Olha, gente, eh, a gente precisa estar atento ao temperamento do do nosso animal, né? E assim, só para eh fazer um um parêntese aqui interessante, não compare, tá? Então, se um dia você teve um animal, ah, ele era tão calmo e ser tão agitado, cada um tem seu temperamento, tá? Não aguarde o mesmo temperamento do antigo para esse, né? Importante a gente lembrar. Pode ser sim, pode ser sim. Por algum momento assim, ele tem o estresse de que, nossa, quando ela volta, né? Surge essa essa sensação de ameaça, tá? E aí pode haver a destruição de de coisas de quando você sai, o ideal é que você deixe ele num ambiente confortável para ele, com as coisinhas dele por perto. Se você tiver aqueles aparatos que eh imitam uma gaiolinha, né, alguma coisa assim, que ele fique um pouco mais confinado, pelo menos no começo, para compreender, né? E e o ideal é que assim ele possa conhecer toda a casa e cheirar, né, todo o ambiente, saber o ambiente que ele tem. Mas se você sai e percebe que ele se perde nessa imensidão, que para ele se torna, né, um casarão [risadas] de repente, né, um casarão abandonado, né, então ele pode ficar num espaço menor, né, e você ofertar coisas que ele goste, né? Isso assim, experimente primeiro. É tudo por, a gente faz muito por tentativa, né? E vê a reação do animal. Não força, experimenta primeiro, vê como ele vai reagir, depois você vai introduzindo outras coisas, se for necessário, ou retirando. Mas precisa ver primeiro a reação do animal, tá? E tenta também, de preferência, não fazer muita aquela coisa que às vezes a gente faz, tá? Quer ver? É comigo que você tá falando. Ai, a mãe vai sair. Não fica triste. [risadas] A gente deve evitar da mesma forma quando a gente chega. Aham. Porque isso hipercita, né, o animal e às vezes a gente desequilibra uma uma harmonia que tava se seguindo ali no ambiente. Então a gente evita, tá, para não ter isso. Se você sair, óbvio que ele, a gente tem que criar uma relação que ele saiba quando o meu dono está e não está, mas não intensificar isso de forma que acabe gerando estresse, né? Nem mesmo na hora que a gente chega também, tá? Porque senão ele vai começar a ficar muito descontrolado. O nosso comportamento ele corregula. Uhum. dos nossos animais. É verdade. Agora, Camila, eh existe mesmo essa tese de que o cão ele começa a sentir essa essa ansiedade da separação, a partir de um determinado tempo, ele o nosso cheiro ele vai eh eh sendo dissipado e aí não ou não tem nada a ver com isso. Tem nada a ver com isso. Olha só, muita gente fala que o animal ele sente o nosso cheiro e aí da repente o cheiro vai indo embora e ele vai ficando mais ansioso. Não, não tem nada a ver. E o que que acontece? Por que que ele sente essa essa essa ansiedade da separação? A ansiedade de separação, né? Hoje a gente chama de problema relacionado à separação, porque nem sempre é ansiedade. Às vezes é medo ao estar isolado, às vezes é frustração por estar isolado, às vezes é ansiedade. Sim, né? Por que que isso ocorre, né? porque houve um hiperapego que se desenvolveu entre esse tutor e esse indivíduo. Então, a gente costuma ver, né, manifestações comportamentais de sofrimento na ausência desse tutor, o que é muito importante de ser dito. A ansiedade por separação ou os problemas de separação tem relação direta com uma figura de referência humana. Então, eu vejo muito erroneamente ser essa pessoa ser orientada a pegar mais um. Hum. Eu atendi uma vez uma casa que eram três cães com ansiedade de separação. Os três desesperados, os três arranhando a porta, os três vocalizando em excesso. Então não é sobre ter outro cachorro outro para fazer companhia, né? Não é sobre isso. É sobre eh esse vínculo de apego, não extrapolar, né? No sentido de não causar esse hiperapego e esse cão sofrer quando na ausência desse desse ser humano, tá? Então, muito bem, muito bem colocado o lance da gente não perecitar na saída nem na chegada. Eu sempre falo, cumprimenta de uma forma que você cumprimentaria um humano. Você não vai chegar pro seu esposo em casa, amor, cheguei. Uhu, né? Não vira aquele evento. Então, da mesma maneira, não deve ser um evento para com o cão, para com o gato. Você vai cumprimentar sim. Você não vai ignorar completamente, nem deve ignorar completamente. Mas um oi, mamãe chegou. Oi, papai chegou. Tchau, mamãe tá indo. Já volta. É isso, né? Então, sim, pode ser um sinal, né? Como a pergunta ali trouxe, a espectadora trouxe, pode ser um sinal sim, a destruição de coisas, mas para além disso, a gente precisa avaliar outras situações, se existem outros sinais associados ou se foi uma destruição, porque ele ficou entediado e não tinha o que fazer, né? Como que tava esse ambiente? Tinha recursos disponíveis para serem utilizados ou era um ambiente, a gente fala, né, os apartamentos clean de atualmente, né? Tem nada, só tem o sofá. a mesa. O que que sobrou? Almofada para eu rasgar. E rasgar é o comportamento natural da espécie. E RER é um comportamento natural da espécie, né? Então, às vezes pode ser só por tédio, não tinha o que fazer, não tinha recurso, mas pode ser um sinal sim de ansiedade de separação. Então, uma análise aí mais profunda faz sentido que aconteça. Nossa, gente, que delícia de programa, hein? Falando dos petezinhos, eu sou suspeita para falar, né? Porque eu amo os meus bichinhos, a minha Priscila e o meu Bzé. Vamos lá agora 91. Produção falando que a gente tem que encerrar. Ah, mas tá bom. Então, né? Esse programa vai ficar eh no YouTube, já está disponível. Você pode repassar paraa sua família aí para vocês entenderem um pouquinho sobre esse universo, né? Então, acho que é uma incógnita pra gente e universo PET, porque quem somos nós para entender o que passa na cabeça dos bichinhos, né? E que legal. É, e que legal que a gente tem pessoas que estão eh estudando para poder tentar eh oferecer para esses companheiros nossos uma melhor qualidade de vida, né? E a gente conseguiu trazer essas duas preciosidades aqui no estúdio Câmara. Quero agradecer, Lisa. Obrigada pela sua participação, pela sua contribuição. Super. Valeu. Obrigada mesmo. Eu é quem agradeço. Espero que nós não tenhamos desencorajado ninguém [risadas] adoção. Eh, [limpando a garganta] por favor, adote também, né? Uma delícia. Eh, é uma convivência maravilhosa. Eu espero ter colaborado, né, com vocês. Tô à disposição para outras dúvidas que surgirem. Estamos, né? Sim. E muito obrigada pelo convite. Foi muito, muito gostoso. A gente nem vê a hora passar. Ah, é verdade. Eu que digo, nem vejo a hora passar. Eu, por mim, ficava aqui falando mais e mais e mais sobre esses seres maravilhosos que são nossos pets. Camila, obrigada pela sua participação. Parabéns, né? Porque tentar entender ã o que passa na cabecinha, no coraçãozinho desses bichinhos. Deve ser magnífico. Que legal. Parabéns. Obrigada também pela sua contribuição com a gente. Eu que agradeço. Eu amo falar sobre isso, [música] principalmente porque é uma área nova, né? Então falta esse conhecimento, falta essas fontes confiáveis de será que tá falando, será que é isso mesmo, né? Então eu fico sempre muito lisongeada, muito honrada de participar, né? De poder contribuir com o meu conhecimento. Obrigada. [música] Maravilhosas. É, gente, ter um pet, né? É receber mais do que latidos e meados. Você é aprender a amar com responsabilidade, equilíbrio, carinho, rotina boa, liberdade, escuta também. Ah, sabia que precisamos ouvi-los? É assim que a gente constrói uma relação saudável e duradora. Se você já convive com o animal, pare, faça isso com consciência, compromisso, responsabilidade e muito coração. Eu te garanto, eles são magníficos. Tá bom, gente? Amanhã, nossa, é tão estranho falar que amanhã é sexta-feira, não sei para vocês, mas para mim passou tão rápido, até parece que eu tô falando da da data errada, né? Mas amanhã, sexta-feira, o estúdio Câmara entra num clima do final de semana com um tema que todo mundo conhece bem. Sexta-feira animada, né? Eh, seestamos, domingo, ansiedade, ai amanhã segunda-feira, [música] a alegria da chegada do fim de semana e o peso do recomeço na segunda. Você é assim? Amanhã a gente conversa sobre como o nosso humor muda ao longo desses dias e o que está por trás da euforia da sexta e da melancolia do domingo e como a gente vai encontrar um equilíbrio emocional para aproveitar melhor o nosso descanso sem ter a ansiedade no domingo. Domingo é dia de descansar. Esquece segunda-feira, depois você lembra dela aí, ó, manda ver. Tá bom? Vamos conversar sobre isso. Amanhã a partir das 8 da manhã é ao vivo aqui na TV Câmara Campinas. O nosso estúdio Câmara volta. Então, para falar sobre fim de semana, né? Sexta [música] e domingo. Ah, são dias maravilhosos. E daqui a pouquinho nós temos da direto da Central IA de Informações, a Íria, a nossa inteligência artificial, trazendo informações aqui de Campinas, do estado de São Paulo, Brasil, mundo, cotação do dólar e muito mais. Temos também ao meio-dia a Câmara Notícia com informações do legislativo e de toda a nossa metrópole. sem falar que a programação da TV Câmara Campinas está maravilhosa, feita com muito carinho por toda a nossa equipe aqui do grupo Mais. Tá bom? Desejo a você um ótimo dia. Dá uma olhadinha lá no seu pet, vai jogar [música] uma bolinha, vai dar uma voltinha, deixa ele cheirar, tá bom? [risadas] E fica bem. Até amanhã, gente. Beijo, beijo. Valeu, [música] [música] [música] [música] [música] [música]