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Estúdio Câmara | Andropausa: o que muda na vida dos homens após os 40
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Estúdio Câmara | Andropausa: o que muda na vida dos homens após os 40

88 views Publicado 10/10/2025 HD · 1:00:18

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O Estúdio Câmara desta semana traz um tema que ainda é cercado de tabus e desinformação, mas que afeta milhões de brasileiros: a andropausa, também chamada de Deficiência Androgênica do Envelhecimento Masculino (DAEM). Assim como a menopausa marca mudanças hormonais importantes nas mulheres, a andropausa representa um processo natural de redução gradual da testosterona nos homens, especialmente a partir dos 40 anos. No entanto, muitos ainda encaram o assunto com vergonha, preconceito ou negação, o que dificulta o diagnóstico e o tratamento adequados. 🧍‍♂️ O que é a andropausa? A condição é caracterizada por sintomas físicos e emocionais que incluem: fadiga crônica e perda de energia; irritabilidade e oscilações de humor; ganho de peso abdominal; diminuição da libido e disfunção erétil; redução da massa muscular e da densidade óssea; dificuldade de concentração e alterações no sono. Segundo estimativas mundiais, 1 em cada 4 homens acima de 40 anos pode estar passando pela andropausa. No Brasil, são 21,3 milhões de homens afetados — e só na região de Campinas, mais de 121 mil podem viver com os sintomas sem saber. 🩺 Convidados Para esclarecer os mitos e verdades sobre o tema, o programa conta com dois especialistas: 👨‍⚕️ Dr. Ubirajara Ferreira – Urologista da Sociedade de Medicina e Cirurgia de Campinas (SMCC), explica as causas fisiológicas, impactos hormonais e as opções de tratamento e reposição hormonal disponíveis. Ele reforça a importância da avaliação médica regular e de um acompanhamento individualizado, já que cada organismo reage de forma diferente à queda de testosterona. 🧠 Erick Mendes – Psicólogo clínico formado pela PUC-Campinas, com mais de 16 anos de experiência, fala sobre os efeitos emocionais e psicológicos da andropausa. Ele aborda questões como autoestima, sexualidade, relacionamentos e a dificuldade que muitos homens têm de falar sobre o próprio corpo. Erick defende que enfrentar o tema com naturalidade é o primeiro passo para o equilíbrio emocional e físico. 💬 Durante o programa, são discutidas perguntas como: A andropausa é inevitável? Todos os homens precisam de reposição hormonal? Quais hábitos ajudam a prevenir os sintomas? Por que ainda existe vergonha em falar sobre esse tema? Como o diálogo e o apoio psicológico podem ajudar nessa fase? O Estúdio Câmara reforça que falar sobre saúde masculina é um ato de autocuidado e prevenção. Ao abrir espaço para temas como a andropausa, o programa contribui para quebrar o silêncio e incentivar os homens a buscar informação, diagnóstico e qualidade de vida. Assista à íntegra do programa e descubra o que realmente acontece com o corpo masculino após os 40 anos. 🔔 Inscreva-se no canal, curta o vídeo e compartilhe para que mais pessoas entendam que cuidar da saúde não é sinal de fraqueza, e sim de maturidade e autoconhecimento. Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

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Olá, [Música] muito bom dia para você. Seja bem-vindo. Cestamos, né? Que maravilha. Você que tá aí ligadinho com a gente na TV Câmara Campinas. Estamos chegando com mais uma edição do nosso estúdio Câmara, dedicando aí o nosso programa hoje à saúde do homem. Gente, o nosso tema ainda é um tabu, mas é essencial. Hoje a gente fala de andropausa, mito ou realidade, né? Então, olha, chama todos os homens aí para assistir esse programa, porque tem muita troca, muito conhecimento. Nossos convidados já estão aqui no estúdio e aí a gente quer saber o que acontece com os homens após os 40 anos, né? A gente sabe que esse é um assunto cercado de dúvidas, negação e até de preconceito, mas eh acho que tá na hora da gente falar abertamente sobre isso, sobre o que a medicina chama de deficiência androgênica do envelhecimento masculino. É a menopausa. Você homem tem sentido mudanças de energia no humor, na libido? Você mulher percebeu essas mudanças no seu parceiro? Participe com a gente, aproveite, mande a sua pergunta, a sua experiência, tá? Olha, tá na tela, o nosso WhatsApp está aberto. Nossa produção tá aguardando a sua participação. 199729377. Bora falar de andropausa, mas antes vamos atualizar algumas informações e daqui a pouquinho a gente já apresenta os nossos convidados para você, tá bom? Vamos lá. Prefeitura de Campinas sanciona a lei que cria o Refiz 2025, o programa de renegociação de dívidas municipais com descontos de até 70%. em juros e multas. A medida a gente vale para débitos de IPTU, ISSQN, ITBI, taxa de lixo e multas ligadas a esses tributos. O decreto regulamenta o programa, eh, e você já pode começar a sua negociação. O refis terá validade de 60 dias e permite parcelamentos em até 96 vezes, conforme o valor da dívida, tá? Quem optar pelo pagamento à vista tem o maior desconto que é 70% sobre juros e multa. Já o parcelamento em duas a seis vezes garante 60% de desconto a partir da sétima parcela incida em juros compensatórios aí de 6% ao ano. Os contribuintes devem se cadastrar no ambiente exclusivo da Secretaria de Finanças que está no portal da prefeitura. Acessa lá, tá? A Prefeitura de Campinas. Lembrando que empresas precisam ter o certificado digital e CNPJ válido, tá? O programa é uma oportunidade de regularizar pendências com condições facilitadas. Nos casos de pagamento à vista, é possível emitir a guia diretamente no site da prefeitura. E olha, gente, a INDEC realiza operação especial de trânsito para o derby, né? Eita, temos derby esse final de semana. Ponte Preta e Guarani. É, pela última rodada do quadrangular decisivo da Série C do Campeonato Brasileiro 2025. Ponte Preto e Guarani se enfrentam. Neste sábado, às 5 da tarde, no estádio Moisés Lucarelli. E a empresa municipal de desenvolvimento de Campinas, a INDEC preparou uma operação especial de trânsito. As ações operacionais vão começar na madrugada com a reserva de vagas em preços das ruas Casper Líbero, Capitão Pedro de Alcântara e Fernando Costa. A partir das 7 da manhã, uma viatura vai coibir estacionamentos nas áreas reservadas, tá? os bloqueios vari eh vários bloqueios começam a partir das da do meio-dia. O objetivo, gente, desses bloqueios e dessa eh intermediação da INDEC é evitar a circulação de veículos pelo entorno do estádio. Ao todo, serão 14 pontos de bloqueios totais, cinco a mais do que em partidas normais no estádio, tá? e mais de 13 agentes de mobilidade urbana em campo, com apoio à distância dos dos técnicos do Centro de Controle Operacional e uma equipe semfórica estarão trabalhando aí em torno do estádio. A previsão é que a operação termine às 9 da noite, combinado? Bora pro derby. E agora a previsão do tempo para este final de semana. Vamos ver como é que vai ficar aí o tempo hoje, amanhã e depois, sexta, sábado e domingo. Vamos dar uma espiadinha. Hoje, sol com algumas nuvens, alta probabilidade de chuvar à noite bom para dormir e descansar. Mínima 17, máxima 27. Amanhã vamos ver dia de derby, então, como é que fica para sábado. Previsão do tempo é de dos ruai tá legal para assistir jogo em mínima 17, máxima 28 e domingo para descansar. A previsão do tempo aí é de sol com muitas nuvens, passando a chuvoso à tarde, bom para descansar mesmo. E olha, mínima 18, máxima 30 no domingão. Previsão do tempo legal para este final de semana. Bora então falar de andropausa. Esse tema, gente, esse esse termo, aliás, andropausa, né, foi popularizado com a menopausa masculina, mas na verdade ele é cientificamente conhecido, como eu já havia dito antes, como deficiência androgênica do envelhecimento masculino. Estudos mostram que uma queda acentuada de testosterona com sintomas clínicos ocorre em cerca de 5 a 7% dos homens após os 40 anos, aumentando para 20% ou mais após os 60. Os sintomas físicos são vários, emocionais também. E a falta de informação e o preconceito é o pior sintoma que existe, né? Porque os homens acabam ignorando isso e acabam eh associando todos esses sintomas ao estress. E o programa de hoje é um convite à conscientização e ao cuidado para você, homem. Vamos desmistificar, vamos falar sobre a importância do diagnóstico e as formas de tratamento. É por isso que a gente recebe aqui hoje comigo no estúdio o psicólogo Eric Mendes, vai falar pra gente da importância do desse trabalho em conjunto, né, com o médico urologista e também com o profissional da saúde mental quando a gente se refere à andropausa. Muito bom dia, seja bem-vindo, Eric. Bom dia, Rúbia. Tudo bem? Ótimo. E hoje a gente tem muito para trocar aqui sobre andopausa, muito para trocar sobre andropausa, né? O reflexo na questão do cotidiano, das emoções ali no homem. Maravilha. E olha, gente, para falar da andropausa, né, assim, o que que acontece, se pode fazer reposição, eh, quando você tá não tá legal e daí depois da reposição, como é que você fica, todos os mitos e verdades sobre andropausa, a gente recebe o Dr. Ubirajara Ferreira, ele é urologista da Sociedade de Medicina e Cirurgia de Campinas. vem com a gente pelo Zoom. Doutor, seja muito bem-vindo. Obrigada pela sua presença com a gente aqui no estúdio Câmara. Bom, muito obrigado pela pelo convite. Eu acho que foi muito feliz a ideia de falar sobre esse assunto que realmente ainda é um mito, né? muita gente ainda feita aqui no marita que isso às vezes faz parte de do próprio envelhecimento, mas a gente sabe que eh fazendo diagnóstico eh mais ou menos seguro de que haja uma baixa de testosterona, nós conseguimos na reposição melhorar muito a vida do paciente do homem, né? Então temos conversar. Excelente. Excelente, doutor. E você aí de casa já viu que vai render muito hoje? Então, chama todo mundo. Vamos desmistificar essa questão aí da andropausa, né? Como o Dr. Birajara falou, é um mito ainda, né? Então, esse termo eh andropausa, né? Ele atinge todos os homens da mesma forma que a menopausa atinge as mulheres. Doutor, como que funciona? Não, ele não atinge 100% dos homens depois de uma certa idade, 40, 50, 60. é muito variável. Nós colocamos esse tema como se fosse a menopausa masculina, mas na realidade a coisa é muito errática, digamos. Sim. Tem alguns homens que têm sintomas muito importantes, muito parecidos com o da mulher, esse fogacho, esse calor excessivo com o disturbo hormonal. E tem homens que têm sintomas muito leves. O que a o a sintomatologia geralmente não indica uma necessidade absoluta de reposição, às vezes não tem nada a ver com com a parte testosterona. Por isso que nós não damos o nome de andropausa. Antropausa é mais conhecido assim publicamente, mas na o que a gente realmente fala é uma um hipogonadismo tardio do homem. Ou seja, as gonases começam a não funcionar depois de uma certa idade, porque no testículo que é formado a testosterona ou então esse da, né, que é a deficiência androgênica do envelhecimento masculino. Então, depende do caso. Muito bem. Olha só, a gente já começa eh eh um caminho aí eh bem interessante, né, nessa desmistificação do Ding ou da andropausa, como a gente conhece. Agora, Eric, eh esse momento da vida do homem, ele tem um impacto na saúde emocional e mental também, não é? Porque é uma falta de informação, é um mito e também aquela questão cultural que nós temos, né, que o homem ele difícil o homem no médico hoje, hein? Vamos falar a verdade, né? O que que acontece com vocês? Difícil de ir no médico, imagina no psicólogo. Exato. Eh, mas o que acontece também, Rúbia, eh, bem dentro do que o Dr. Birajara trouxe, mas com o decorrer do, né, do do tempo, né, do o homem, né, ele tem o corpo dele dentro de uma questão existencialista, o corpo dele é o que faz com que ele se relacione com o mundo. Sim, né? Então, quando vem essa questão da juventude, então é aquele corpo másculo, aquele corpo forte, viril. E conforme a idade vai chegando, essa virilidade, essa potência, ele vai se perdendo. E neste se perder esta potência, né, aí entra, começa a entrar as questões emocionais do homem, muitas vezes refletindo primeiramente em casa, através de uma irritabilidade, através de algum outro comportamento. Uhum. né, que que tá indo contra, né, esse self ideal. O que que é esse self ideal? A percepção que ele tem, percepção ideal que o indivíduo tem sobre ele, aquela questão do homem másculo, só que ele vai perdendo, vai ficando, vem um corpo mais limitado e ele não sabe lidar com isso. Olha só, interessante, né? É por isso que é importante essa essa junção, né, de um médico, eh, de um psicólogo, pra gente poder realmente entender o que acontece. Agora, Dr. Birajara, eh, a idade, né, em que a Da ou a andropausa acontece, eh, ela vem aparecendo aos poucos? O homem ele já sabe quando ele está nesse período, como que funciona? Porque para nós mulheres a gente tem ali um marco, porque a nós começamos aí com uma menstruação irregular, depois a o encerramento da menstruação, então a gente sabe o que está acontecendo, né? Claro que nós precisamos de de uma endocrinologista, de um ginecologista, mas a gente sabe e o homem ele ele sabe quando isso começa a acontecer, quando os hormônios começam a oscilar e que ele entrou nesse período. Como que funciona? Ah, sua pergunta muito boa, Riel. O que nós temos como orientação é a seguinte maneira de pensar e agir do homem, do do paciente, no caso. Veja, eh, o que a gente sabe é que o a o que o Eric já explicou, as atividades que ele costumava fazer, ele começa a não fazer. Isso traz um trauma porque ele foi forjado em ser o mantenedor da família, que trabalha, que tem, faz esportes, de repente ele começa a não ter mais isso. A primeira pergunta que a gente faz quando o paciente chega, e essa pergunta assim, ela é mágica, mas ao mesmo tempo ela ela é muito abrangente, é perguntar: "O senhor está passando por uma fase de estress?" Aí você fala: "Bom, quem é que não passa por uma fase de estress nessa na atual conjuntura?" Então é assim, é óbvio que o stress ele vai ter. Então esse stress não delimita nada, porque o stress ele é é uma estrutura latente na vida do ser humano e principalmente nos homens e no brasileiro até, né? Então a gente eh eh não dá para você tirar alguma conclusão pelo fato de sentir alguma coisa. A gente tem que jogar isso como algo mais abrangente. Então, por exemplo, o indivíduo, ele vai falar: "Sim, estou estressado, estou cansado." Você costuma fazer o esporte que você fazia? "Não, eu começo não fazer mais esporte. Como é que tá a sua vida sexual?" Bom, aí começa um divisor de águas. O indivíduo com aos 40, 50, 60 anos, normalmente, se ele tiver uma testosterona nível aceitável, a questão da libido, a questão da da atividade sexual pode diminuir, mas o o a intencionalidade dele continua. ele ainda tem a a tendência de de ter sexo, de ter um prazer no sexual, latente. Quando isso também começa a afetar, opa, então já existe uma esfera maior. Nessa situação a gente já orienta a fazer um um tipo de avaliação. Não sei se eu fui claro em relação a isso. É uma coisa abrangente e geralmente o indivíduo que tem ele entra nessa questão da neuropausa, ele também tem uma atitude sexual diferente. Não, não é só o stress, é uma um conjunto grande, inclusive da área sexual. Interessante. E muito importante a sua colocação, doutor, porque é um combo, né, que vem junto. E às vezes, eh, ele, e, o homem ele associa e esse combo, né, esse combo de sintomas, de repente com estress mesmo, o estress, a correria do dia a dia, o homem tem que ser provedor, né? E a gente precisa quebrar esse tabu, ô Eric, eh, vergonha, negação, falta de informação. Por favor, homens, busquem informações, sabe? Busquem se conhecer e busquem ajuda, porque a gente sabe que essa vergonha e essa negação e essa cultura que a gente tem, infelizmente, eu eu quero entender que isso esteja se caindo por terra, né? essa cultura de que homem não chora, de que só o homem é o provedor, de que o homem faz, de que o homem é isso, homem é aquilo. Ô gente, somos seres humanos, não é? E aí a gente precisa entender que o homem também ele ele em alguns momentos da vida ele está fragilizado. Sim. E aí o homem, mais do que a gente, o homem precisa entender disso e ele precisa de pegar essas informações e buscar ajuda. Ô, Eric, você tem eh homens que são seus seus pacientes, seus clientes, eh você vê esse enfrentamento, né, dessa cultura machista que nós temos ainda hoje em relação à área psicológica? É, a questão é o homem não chora, né? É, quem disse, gente? Eh, acho que isso também, assim como a andropausa também é é um mito, né? Eu acho que o homem ele sente e nesse sentir ele sofre calado. Uhum. E esse sofrer calado do homem como é prejudicial a ele e as relações, né? Então, eh, tem aumentado muito, né, no meu consultório tem chego cada dia mais homens de várias idades, ainda mais para lidar com este novo corpo com relação à andropausa, né? Então, é um corpo, né, que vem ali apresentando um novo funcionamento. Uhum. Né? e a necessidade dele se ajustar, né, a este novo corpo, né, trazer uma nova rotina, novas atividades para ele, retomar, talvez, é, de uma forma diferente uma atividade física ou até mesmo trazer aí um novo hobby, né, assim como tem tem clientes, eh, ou pessoas que aí que eu escuto narração, né, dela assim, ah, trouxe um novo, uma nova dinâmica para minha vida. Eu arrumei um brinquedo, né, que aí é um carro, é um jogo de futebol diferente. Mas olha só que interessante, isso tá relacionado à aquela potência, né, masculina. O carro é uma potência masculina, é uma é um símbolo da masculinidade. Então as pessoas vão se reinventando, né, se regulando, né, o que a gente chama de autorregulação neste novo formato de viver. E você percebe eh eh uma uma chegada, né, uma proximidade maior dos homens hoje no consultório, né, em relação à psicologia. Isso tem quebrado um pouco esse esse tabu de que homem nem tem problema de saúde mental, tem quebrado, sim. Eh, muita até alguns casos realmente por essas questões emocionais, a pessoa já não aguenta mais guardar essas angústias, né? Então, e tem encontrado, tem buscado profissionais, né, terapeutas, eh, com o intuito de ter o espaço dele. E isso tem ressignificado muitas vidas, viu, Rub? Muito bom. essa eh eh eu pergunto pro doutor, né, de que forma essa combinação, doutor, multidisciplinar, né, ela e eh combinado aí o o acompanhamento médico e o acompanhamento psicológico, pode otimizar, de que forma pode otimizar assim assim no nesse momento da vida do homem? É importante esse esse acompanhamento multidisciplinar, doutor Rúbia, esse aspecto é muito importante e eh obviamente quem lida com o homem nessa situação, ele tem que ter um pouco de traquejo psicológico. Eh, a gente tem que entrar na vida do paciente, tem que se transpor ao que está que ele está querendo falar. Muitas vezes o paciente chega, ele não de cara, ele não vai falar que o problema dele é, por exemplo, uma disfunção erétil, que ele perdeu o interesse e vai falar alguma outra coisa, depois ele entra nesse assunto até com o médico, com o profissional, ele tem dificuldade. Aliás, eu queria só tomar um pouquinho tempo com vocês e mostrar uma teoria que eu pessoalmente tenho da do por ele é ele ele foge do médico pelo indivíduo que não tá acostumado a ir a médico. Isso para mim e começa na terridade. Se você comparar, por exemplo, vejo, vamos lá, a evolução da menina quando ela chega na puberdade, quando ela chega numa puberdade, 11, 12, 13 anos, o seio cresce, ela começa a menstruar. O que que a mãe faz? A primeira coisa que ela faz leva a menina a um ginecologista. Então, a menina começa a ter contato com o médico muito cedo, ela começa a ter contato com duas coisas são muito importantes que se trazem tabu pro ser humano. Primeiro, o médico, segundo, o samento. Ela senda todo mês. Então, para ela, aquela questão toda é uma coisa natural. Vamos a um homem, o menino chega aos 11, 12, 13 anos, ele começa a ter a voz engrossa, ele começa a crescer pelo, ele começa a ter interesse sexual eh por uma menina. ele começa a ter eh se masturbar, que é uma coisa natural na juventude. O que que fazem com esse menino? Raramente levam ele a um profissional, a um psicólogo, um urologista, um biatra, que é o que é o profissional que lida com com a a criança, o menino, né? a na puberdade. Então esse menino ele vai ter uma desinformação muito grande, porque às vezes não tem diálogo com o pai, às vezes tem uma ideia, Rúvel, quem traz o menino é a mãe, porque o pai não liga para isso, porque ele também não foi no urologista, não foi no profissional. E ele chega, vai passando a vida dele, aos 40 anos, ele tem algum problema, tem que ir ao médico, começa um medo ou aos 25, que ele tem que tomar uma injeção, tirar sangue, ele ele desmaia sangue, ele ele começa a ter suador, né? Ele só vira os olhos. Se alguma menina que vai tirar sangue, ela vai virar os Não tem isso. Então, o homem ele tem um impacto muito grande social e cultural que também ninguém o ajudou. A sociedade não ajuda, não incentiva que ele procura um médico antes dos 40. Quando ele vai aos 40, ele ele começa a fugir. Ao invés dele lá, ele só vai quando tem sintoma. E esse é o problema, né? Você procurar um profissional só quando sintoma, você pode ter uma coisa muito mais grave, seja na área de andologia, seja, por exemplo, nas doenças sexualmente transmissíveis, seja no problema da próstata, né? Nós estamos aí nos avisinhando do novembro azul, tem as doenças prostáticas depois os 45, 50 anos. É bom que o o paciente vá. Então a gente tem que mudar toda essa cultura. Quando ele chega a nós, ele tem todo esse esse esse mito que você se referiu. Eu acho que é por conta dessa dessa história que que mal contada durante o início da vida dele. Nossa, que perfeito, que interessante esse ponto que o Dr. Birajera traz. muito, né, essa questão cultural, né, os introjetos sociais que são ali colocados no na figura masculina, né, a mulher sempre tendo ali um trato, né, de cuidado, de preservação. E por qual motivo que na figura masculina não se tem isso, é um corpo biológico tanto quanto. Exato, né? E é necessário ter este cuidado. O masculino sente tanto quanto uma mulher. tem as mesmas emoções. O homem não tá desprovido de emoções, né? E então é muito interessante o a questão do lidar com as emoções. Ele vai lidar, né, seja com o corpo, indo regularmente ali no nos médicos, né, na nos especialistas e das suas emoções no ambiente terapêutico. E ele tem todo esse acesso, né, e é necessário para, claro, se ter uma vida saudável. Excelente, né? Um ponto que eu gostaria de colocar aqui é sobre a criação, né? Como o Dr. Birajara muito bem nos explicou e trouxe pra gente um cenário que faz a gente parar para pensar, né? A gente fala hoje: "Ah, o homem ele não vai ao médico, aí o doutor trouxe aqui, mas será que essa e e esse essa figura masculina foi ensinada ou foi levada, né, pelo pai ou cuidador, né, não pela mãe? Atenção pais, né? Vocês são homens, então vamos lá, pega esse mini homenzinho aí e vamos levar pro médico, ensinar para ele que ele precisa se cuidar e que faz parte da vida, esse autocuidado, né, doutor? Muito bem colocou aqui. Nós meninas, né, as mulheres, elas a as mães levam as meninas ao médico, principalmente nessa idade aí da puberdade, quando menstrua, porque precisa ver, precisa olhar e fazer exame e tal. E o homem não, o homem ele quando está na idade da puberdade, o que que mais a gente ouve falar, né? Olha, cabracha. É isso mesmo, filhão. Mas o que que esse cabracha, esse filhão, tem, né, dentro aqui do coraçãozinho, da mente? Quais são os sentimentos que ele está guardando, que ele está retraindo e que ele vai guardar nesse perdurar da vida? E aí ele só vai conseguir expor isso quando chegar lá nos 40 anos que ele vai entender que ele precisa de ter um um autocuidado, que ele precisa de ser cuidado, ele não vai, ele vai ter uma confusão, aí vai procurar um psicólogo e aí vai começar a tua sua trajetória nos consultórios para fazer um um exame, para fazer um checkup. Gente, olha só, precisou passar por todo esse tempo, né, guardando, reprimindo suas emoções para depois entender que sim, ele precisa de um autocuidado. Então, a gente precisa falar sobre essa andropausa, a gente precisa entender, porque além dos desafios psicológicos, eh, tem um desafio na vida profissional nesse momento, tem um desafio na vida social. E eu gostaria de perguntar pro Dr. Ubi Birajara sobre essa saúde no momento da andropausa, ela pode trazer sintomas além desses sintomas da baixa libido, né, dessa dessa questão que o senhor trouxe pra gente. Quais são os outros sintomas que eles vêm junto com esse momento da da andropausa, né, eh, que seria essa baixa aí hormonal do homem? É muito importante essa questão. E eu vou pegar um gancho que que o Eric tocou na questão da parte psicológica do homem. Uma outra coisa importante, eh, Rúbia, que a gente tem que entender é assim, quando o homem ele tem, ele tem lá aquele vigor dele, vai passando a vida naquele vigor, ele faz um monte de coisa, ele ele é um indivíduo que trabalha, que faz esporte e que tem uma atividade sexual esperada. Espera-se dele uma atividade sexual. A gente não pode esquecer que a te sexual do homem é muito mais eh ativa no ponto de vista de demonstrar do que da mulher. Ele tem que ter uma ereção, que sempre a ereção não tem relação. A mulher nem sempre ela pode estar numa fase que ela não tem muito interesse, mas ela vai ter uma relação sexual. Homem não. Então aí já começa uma questão muito difícil, não é? Raro. Talvez eu diria para você, 50% dos homens que nos procuram com essa queixa de baixa de libido, desempenho ruim, ele vem falando o seguinte. A hora que você começa a conversar, você percebe que ele vem com uma culpa. Às vezes a mulher culpa, traz a culpa o fato dele não ter uma ereção, não só pela porque ele está falhando na ereção, falhando na vontade, mas é que a desconfiança. Exato. Ela vai achar, se ela for uma parceira de longa data que ele tem outra, que ele não tá mais interessado por ela. E essa queixa também é muito recorrente. Talvez o Eric tenha isso. E ele chega e a mulher dele tá está ou está acusando dele não tá desempenhando, que talvez ele não tenha interesse, porque ela começa a trazer um outro problema além do que ele já tem. Essa questão, eh, às vezes eu, eu gosto de conversar como casal, eu peço para vir, a esposa, se a coisa for grave, pra gente conversar a três. E é bom que ela fica fique esclarecida que a coisa não é assim. ele não é porque ele perdeu o interesse dela, é uma coisa muito mais eh profunda, orgânica. Então assim, o na realidade, pra gente chegar nesse ponto de de fazer uma uma intervenção em relação à dosagem hormonal, seja testosterona total ou livre, a gente divide essas duas coisas. tá livre, ela é mais ativa, mas normalmente a gente começa fazendo uma dosagem de testosterona circulante, que é o hormônio que leva a todas as atividades. É importante e isso vai trazer, se a gente tem essa desconfiança, que é, volto a dizer, um combo, né? O indivíduo perde interesse pelo mundo, ele começa a não eh ter mais cansaço fácil, ele não tem interesse pelo sexo oposto, ele tá desinteressado de maneira geral pela vida. E aí começa a ter uma uma uma um suspeita muito forte da andropausa que nós chamamos clínica. Mas se a gente afasta essa questão aí é uma questão do Eric que é mais psicológica, que não é tão incomum. Muitos homens com todas essas queixas não tem uma alteração de testosterana. O que o pior que existe hoje, desculpa me me prolongar um pouco, Rubert, é a você muitos profissionais hoje ainda fazem reposição em indivíduos que têm testosterona normal. Aí começa um risco, esse superuso da testosterona eh acaba acaba tendo efeito e acaba tendo eh algumas complicações com efeitos colaterais. ou esse uso ou uso, por exemplo, para melhora do perfil orgânico, né, muscular. Eles fazem eh a musculação, eles vão coloc muitos usam testosterona com uma dosagem alta para ter uma um um desempenho muscular melhor também. É um risco. Excelente, doutor. Muito bom. É, é informação, é conhecimento, é uma eh educação para saúde, né? saúde mental e saúde física do homem. Agora Eric, o doutor muito bem pontuou, colocou muito bem essa situação por conta de que o homem já tá passando por uma situação aí da andropausa que ele não entende muito porque não foi informado sobre isso, não foi ensinado ir ao médico e aí no casamento, né, quando a pessoa ela tem o relacionamento, aí aí vem essa desconfiança que é mais um problema e que gera mais problema de doença, de situação da da saúde mental, gente. E e o homem não foi ensinado, né, que ele precisa cuidar da cabecinha também, né? Tem que tem que dar um olhar especial aí pra saúde mental, porque vem ansiedade, pode vir a depressão nesse momento de transição dessa vida masculina. é muito muito muito bem pontuado, né, isso que o Dr. Beira trouxe, porque até mesmo hoje a o nosso estilo de vida, né, formado por essas questões tecnológicas, eh, alta dedicação ao trabalho, que acaba levando a questões ansiosas, questões estressantes. Uhum. Como que isso reflete dentro de casa, na vida conjugal? Sim. como o doutor trouxe, ah, essa questão sexual masculina, ela é muito sensível, né, dentro de uma dentro de um estress, dentro de uma angústia, né, o meninão ali já não pode funcionar direito. Uhum. Né? E claro, e vai dar todo esse conflito familiar, olha só, né? Uma questão emocional trazendo conflitos para dentro de casa. Então, a importância, né, dessa conscientização de que o homem tem que se cuidar, né, emocionalmente, né, não só clinicamente, mas também emocionalmente, estar dentro de um consultório terapêutico, né, para ir caminhando tudo junto, porque o ser, né, o o ser vivo, ele é ele precisa da mente e do corpo, né, para se sustentar. Então, eh, os dois têm que caminhar juntos. Exatamente. E Dr. Birajara, diagnóstico, né, para esse momento da vida do homem, como é feito e apenas exame de sangue basta? E qual que é o papel do urologista, de um endocrinologista, eh, desse, desse nesse processo da vida desse homem que tá aí entre os 35, 40, 40 a mais. Bom, ah, a uma medida que ele se queixa, como eu falei, ele tem uma queixa assim abrangente, né, mais pest, uma coisa mais abrangente, tá atrapalhando a vida sexual e assim por diante, nós orientamos que faça uma dosagem de testosteronica, né? Ah, existe um um um uma variação da dosagem normal que vai entre 200, enfim, 700, 800. Eh, isso é uma dosagem que nessa nessa faixa tem uma testosterona normal. O que nós fazemos é o indivíduo que tem uma queixa muito muito importante nessa queixa que eu disse mais global e que tenha uma testosterona num nível eh inferior, está normal, mas ele está num nível normal, mas muito baixo, muito próximo da anormalidade. Nós ainda fazemos a a substituição ou a reposição hormonal. Então, nessas duas condições, se tiver uma anormalidade ou se ele tiver ainda um nível baixo, que ainda está naquele nível, digamos, aceitável de de normalidade, mas ele tem muita queixa. Então, o que nós fazemos? Existem várias maneiras de fazer a reposição. Essa reposição pode ser feita eh ou com gel. Existem gel, um gel testosterona, que ele passa na pele. Essa, esse gel vai secar depois de 10, 15 minutos e ele tem que passar esse gel ah todos os dias. Existem a abordagens que são medicamentos injetáveis. Existe uma testosterona que ela tem um ela é de depósito, não vou ficar falando nome aqui científico que não interessa, mas é uma uma droga injetável que a gente faz uma reposição a cada 3s meses e ela tem ela é muito mais fisiológica. Existe algumas aí no mercado que tem que fazer uma injeção a cada duas, três semanas. O que acontece nessa é que ele tem ele ele fica assim subindo e descendo em termos do humor, em termos da melhora. Se você for uma injeção a cada três semanas, ele passa eh bem na segunda semana, chega na terceira, começa a piorar, depois a gente aplica, ele melhora. Então, é melhor a gente fazer uma uma de de eh uma testo de depósito que ela dura 3s meses. Aí tem uma vida melhora de vida, mais apropriada com o fisiológico. Então é o que a gente recomenda é essa reposição de uma injeção de uma de uma testosterona aplicada a cada 3 meses. E a gente vai observando essa melhora. Como é que eu consigo fazer? Geralmente eu dou duas aplicações para esses homens e depois quando está chegando na fase da terceira aplicação, eu peço que eles voltem, porque às vezes você tem, você pode ter uma subida da testosterona sem melhora clínica acontece. É óbvio que é mais raro, mas a gente o que interessa é ver se ele teve melhora. Ele ele vai se ele teve melhora, ele vai sentir essa melhora. E é uma coisa que ele vai falar, realmente eu eu meu desempenho melhorou, eu estou trabalhando melhor, a questão de estress eu estou administrando esse problema, a questão sexual melhorou, então a gente repõe e tem essa disposição. O que a gente não tem é quando parar, ó não parar nunca, porque o indivíduo é uma baixa da da produção da testosterona e muitos medicamentos a gente tenta em alguns casos fazer uma estimulação. Então a gente não dá a testostera, dá um estímulo, uma medicação que estimularia a produção da testosterona pelo testículo do paciente. Às vezes isso não funciona. Então a gente tem que partir direto pra reposição. A questão da reposição, ela deve funcionar e não tem um tempo determinado para a gente eh parar com a reposição. Então, muitos pacientes acabam fazendo sua reposição pro resto da vida. Excelente, doutor. Agora, falando em reposição hormonal para os homens, tem alguma contraindicação dessa terapia de reposição? Porque nós mulheres quando chegamos na menopausa, né, e precisamos fazer a reposição hormonal, tem algumas contraindicações e tem algumas mulheres que elas não podem usar a terapia de reposição com o homem. Isso acontece também? Sua pergunta é boa e e me dá a oportunidade de explicar uma coisa. Eh, existe até na classe médica um tabô dizendo que a testosterona eh dada de maneira extógena, né, a gestão testa, pode levar ao câncer da próstata. Isso não é verdade. A gente tem com a noção de que o a testosterona aumentada na circulação não leva ao câncer da próstata. São indivíduos que já têm o câncer da próstata e a dando testosterona pode haver uma piora. Por quê? O câncer da próstata ele é estimulado pela testosterona circulante. E aí em algumas situações, geralmente nas na fase mais tardia avançada do câncer da próa, nós temos que tirar a testosterona porque essa testosterona estimula o crescimento celular das células cerígenas. Mas a testosterona por si só não leva câncer, ela só estimula um câncer já que estão por exemplo, quando me procura um homem de 70 anos que perce eu percebo que ele realmente tá sofrendo, ele tá jovial, joga tênis, mas ele quer melhorar o desempenho sexual dele, alguma coisa do tipo, a gente faz a reposição, mas tem que ter segurança que ele não tem câncer de prósta. Então é preciso fazer o toque prostático, gerado toque prostático para ver se ele não tem alguma alteração a ao toque, que é endurecimento da glândula. Segundo fazer o exame de PSA, que é uma substância que se eleva na circulação quando tem risco de câncer de pró. Se o indivíduo tiver um PSA normal e o toque normal, você pode fazer a reposição. Se tiver alguma alteração de um dois, nós temos que fazer uma uma biópsia da próstata para ver se ele tem câncer da próst. Aí a reposição tem que ser eh feita com muito cuidado quando ainda não éicado em arcado. Excelente, muito importante eh eh toda essa essa colocação, né, tanto da psicologia quanto da urologia, porque a gente precisa entender como é que o homem funciona, né? Vocês, homens, precisam se entender e se olhar com mais carinho, mais cuidado. 8:45. Produção tá me avisando aqui que nós temos algumas perguntas, então a gente começa a responder você que tá aí do outro lado. Agradecemos a sua audiência, a sua companhia. O tema de hoje é a andropausa, né? Vamos lá, pode colocar na tela pra gente, produção, por favor. Vamos ver quem é que tá conosco. E o qual é a dúvida? O Eduardo Franco do Campus Elíse: Como a terapia pode ajudar o homem a lidar melhor com a perda da libido e a sensação de estar ficando para trás? em relação aos mais jovens. Dr. Ubi Birajara, olha aí pro senhor essa pergunta do Eduardo. É interessante. O Eric mostrou isso, né, na questão dele se sentir não tão, digamos jovial, né? E isso vai trazendo um problema psicológico. Mas assim, também tem uma outra história. Não dá para você imaginar que você vai ser um jovem eh pro resto da vida, né? A gente diz geralmente pros pacientes assim, eh, ah, mas eu já não tenho aquele vigor de ter três relações por semana, aquela coisa que eu fazia antiga, fale assim, ó, agora você também não tem mais cabelo preto, o cabelo tá branco, né? Série de coisas que acontecem tem car também que is normal, né? Bem-vindo ao envelhecimento e é bom que você envelheça, né? porque senão você a a alternativa não é ruim, você estaria morto. Então a gente tem que também levar essa coisa, a questão um pouco mais com uma com uma realidade, né? Não dá pra gente sempre eh digamos que a gente fala dourar a pírula, né? É o envelhecimento. É envelhecimento. Agora nós temos muita coisa a fazer. Quando o indivíduo faz a reposição normal, ele se sente melhor. Normalmente ele se sente melhor. Ah, às vezes ele não recupera a a potência que ele tem, a função herétil que ele tinha, que às vezes é uma questão mais orgânica, a testosterona reposta ela não vai melhorar muito a ereção, melhora a vontade. Existem remédios hoje, nós sabemos, né, alguns medicamentos que levam e propõe uma ereção melhor. São vaso dilatadores. A gente dá esse remédio, chega mais sangue. Sangue é o que leva à ereção do pênis, né? Então, chegando mais cena, ele vai ter uma ereção melhor, eh, às vezes até mais prolongado. E se tudo der errado, a gente tem que ser bem prático. Às vezes colocar uma prótese peniana, tem tudo bem, ele tá com textura normal, tomou um remédio noentor, às vezes a prótese peniana vai ser aquele aquela Ferrari que ele comprou que ele tava tanto querendo. Então, a gente também tem que desistificar essa questão de que o homem eh chega numa idade que ele não tem mais tempo ter relação sexual. Não é assim, a questão tá ligada a vigor físico, a parte clinical, mas se ele tiver um vigor físico aos 75 anos, mesmo muito bem clinicamente e ele quer continuar tendo relação e a testosterona foi anormalizada, mas ele ainda continua não tendo uma uma resposta boa, por exemplo, a tomando esses vasos dilatadores porque ele tem um diabetes, por exemplo. Ah, o indivíduo podear, nós podemos sugerir uma colocar uma prótese de pênis com bastões que coloquem no pênis, ele vai ter relações normais e vai satisfazer a companheira, ele também. Então, eh, a gente pode fazer muita coisa pelo paciente, mas também ele tem que aceitar que não vai ser a mesma coisa os 18, que ele tinha 18 anos, né? Tem que ter uma uma modificação e isso tem que ser aceitado por ele. É. E para aceitar toda essa modificação, nós precisamos que o homem entenda a questão do autoconhecimento e a questão que a gente precisa da busca eh de um psicólogo para fazer entender toda todo esse movimento da vida, não é, Eric? Exato. O aceitar, né? Vocês foram é muito bem colocado esse esse termo, né? Muito assertivo, né? Que é a autoaceitação, não é? o indivíduo aceitar a si mesmo para que ele possa então eh se modificar ou se ajustar, né, que é o melhor o melhor termo para se trazer, é o ajustamento, né, seja dentro, né, daquilo que o Dr. Jáara trouxe, né? Mas essa questão do da aceitação é acontece, né, dentro do ambiente terapeutico, né, ali dentro da do consultório, né, psicológico, trazendo ali as suas angústias e tomando a consciência da sua das suas limitações ou de uma finitude, né, e para que haja o aceite ali do indivíduo. Excelente. A partir do aceite, você consegue trilhar um caminho melhor, né, mais tranquilo, eh eh mais leve, acredito. Vamos lá, agora faltando 10 minutinhos para as 9 da manhã. Pode colocar mais, produção, mais uma pergunta pra gente, por favor. Estamos aqui com urologista, o Dr. Birajara Ferreira, também com o psicólogo Eric Mendes, falando hoje sobre a andropausa e a Carla Nogueira do Parque das Flores está com a gente. Tenho notado que meu pai ficou mais calado e impaciente nos últimos anos. Como saber se ele está passando por andropausa ou por uma tristeza emocional? Vamos lá, Eric. Qual como que ela consegue diferenciar isso? e e eh tem uma diferença, a pessoa ela ela dá sinais como é muito interessante, né? se a essa pessoa, né, esse pai, né, com essa tristeza, eh, se ele conseguir, eh, trazer, colocar para fora aquilo que ele está sentindo, que ele está pensando, fazer o jogo aberto mesmo com a família, né, que isso, claro, é o jogo aberto com ele mesmo que vai estar refletindo ali nas relações. se ele tem dificuldade de se abrir com a família, se ele tem dificuldade de se abrir com os amigos sobre as dificuldades que ele tá sentindo, né, tem hoje, né, os tem convênios que permitem o acesso à psicoterapia, né? tem o o SUS, né, também tem acesso ao psicoterapeuta, ele permite esse acesso, né, e tem os psicoterapeutas também particulares, que vai dar ali, vai propiciar para este pai, né, um ambiente acolhedor, né, que vai não vai ter julgamento, que muitas vezes o homem teme essa questão do ser julgado, né, e ser fragilizado. E dentro da psicoterapia não tem, né, essa questão de ser julgado ali. Então, Carla, importante é procurar um um psicólogo. O teu pai, na verdade, eh eh pelo que o Eric falou aqui, ele precisa falar, ele precisa eh colocar para fora aquele sentimento dele que de repente vem lá de trás, como o Dr. Mirajara apontuou pra gente aqui, né, que não foi ensinado a ir ao médico, que não não teve esse acompanhamento e hoje ele simplesmente se fecha e deixa a vida me levar. É mais ou menos isso, né, Eric? Como eu costumo dizer, Ana, a, o indivíduo, ele é compreendido a partir do momento que ele verbaliza. Exato. A partir do diálogo. Havendo diálogo, haverá compreensão. Havendo compreensão, tenho é possível direcioná-lo para o melhor tratamento. É isso aí. Vamos lá. Mais uma pergunta pra gente, produção, pode mandar. 8:53. Estamos aqui na sexta-feira falando eh sobre a andropausa, né? Rogério Mendes do Jardim Chapadão. Vamos lá. Depois dos 40 comecei a sentir uma queda na energia e na vontade de fazer as coisas. Como saber se é só cansaço da rotina ou algo ligado à andropausa? Dr. Ubi Birajara. Vamos lá. O Rogério Mendes com a dúvida. Bem, Rogério, o que a gente tem que notar é assim, eh, você obviamente como homem normal tem várias atividades, né? eh trabalho, esporte, relacionamento, a parte sexual. Então, como nós frisamos, a a questão da andropausa, ela não afeta só um ponto, ela vai afetar um total. Se você falar assim: "Não, eu sou cansado, eu eu tô meio desanimado para trabalhar, mas ainda a parte sexual tá boa, eu ainda eh gosto de fazer meu esporte". Geralmente se você tem esse tipo de comportamento, não deve ser uma andropa, deve ser um stress, alguma coisa momentânea, mais psicológica. Agora, se você tiver uma uma coisa mais abrangente, aí nós temos começa a dúvida. Eh, e essa isso tem que ser feito uma consulta com um profissional. E vem a questão da dosagem da testosterônica. Dosagem é simples, é um exame muito simples e por essa dosagem a gente vai saber se você tem realmente alguma coisa orgânica e que necessitará de uma reposição. Vou frisar a, eu tô falando no começo que a maioria dos homens aos 40 anos que t queixa, geralmente são queixas mais leves, é mais a questão emocional do que orgânica, mas ainda temos indivíduos com seus 40 anos que t uma queda muito importante da testosterona e às vezes você não faz o diagnóstico, já passando 5, 10, 15 anos achando que você realmente chegou numa fase ruim da vida, que o cansaço é natural e não é. né? E você faz uma reposição, você melhora muito. Então, o que a gente orienta é que procure um profissional e solicite a dosagem da testosterona para ver como é que tá o seu caso. Excelente. Ô, doutor, é possível eh prevenir essa questão da da andropausa, da queda de testosterona, eh dessa perda gradual? Tem como prevenir isso ou é só mesmo em um determinado momento da vida? Então, Roberto, a gente não tem como, porque a gente não sabe a causa, né, dessa deficiência hormonal, a gente não tem, óbvio que tem algumas coisas, são patentes. Tem homens, por exemplo, que tem, eu vou, uma das doenças que pode acontecer, o indivíduo tem ele, ele, ele na infância os testículos não estavam na bolsa do testicular, ela os testículos estavam na no abdômen dele, que o o testículo ele se origina no abdômen e com o no feto ele desce e vai até a bolsa. Alguns indivíduos nascem com um ou dois tecidos fora da bolsa. Se isso acontece, às vezes ele pode ter uma atrofia, os testicos, mesmo depois colocados na bolsa através de uma cirurgia, de um tratamento, mas eles atrofiam. Então o indivíduo pode passar a ter uma dificuldade para fecundar porque ele não tem mais espermatozoides sendo produzidos, porque ele atrofeou e pode também não ter uma secreção hormonal. indivíduos que acabam ficando uma um hipogonadismo eh precoce e eles vão não vão produzir testosterona. Então, muitos dos homens meninos ou jovens, a gente faz a reposição desde a dos 15 anos, por exemplo, porque esse testiculo não funciona. Então, essa é uma causa conhecida. Só que é é raro, não é comum você ter esse problema. Geralmente são indivíduos que têm testículos normais. Provavelmente eles deveriam ser normais também na função de produzir testosterona, mas não acontece. Eles não produz testosterona, a gente sabe por quê, né? Saindo dessas alteressas alterações conhecidas, né? e atrofia testicular por algum motivo. Excelente, doutor. Vamos para a última pergunta então dos nossos telespectadores. 8:57 falando sobre andropausa, mitos e verdades, né? A Patrícia Moraes do Cambuí. Percebo que muitos homens da minha família mudaram o jeito de agir depois dos 40. Como as mulheres podem apoiar sem que eles se sintam cobrados ou frágeis? Poxa vida, uma pergunta interessante e para os dois profissionais aqui do nosso estúdio Câmara, começando por você, Eric, por favor. Muito boa essa questão da Patrícia. Eh, parceria, né? Hoje percebo que os homens assim eles têm uma dificuldade, né, de de serem julgados, né, de demonstrar, de se abrirem com eles têm essa dificuldade de se abrir por conta da questão de fragilidade, se sentir frágeis. Então, eh, dentro dessa familiar, percebeu que o homem não tá fora ali totalmente da rotina, convidá-lo para um diálogo. Uhum. Né? Eh, como até disse um pouquinho mais cedo, né? através do diálogo que há compreensão, mas o homem se sentir acolhido, esse é um ponto muito importante, né, que até mesmo o homem é aquele que protege também. Sim, né? E a mulher fazendo esse movimento de acolher o homem, né? Tem que ser também com muito cuidado, porque às vezes o homem também não aceita tanto e ele acaba também se se fechando mais. Não, não quero falar sobre isso, não tenho nada, tá tudo bem. Mas a cabeça dele tá ali, milhas coisas pensando ao mesmo tempo, 1000 sentimentos surgindo e ele não consegue lidar com tudo aquilo. Então ele recorre essa defesa que é a negação, né? Mas ser insistente, né, no acolher esse esse homem que está tendo ali a os comportamentos diferentes. Excelente, Eric. Dr. Birajara, é um momento bem interessante do nosso programa, já estamos quase chegando ao final, mas acredito que o senhor tem algum recado para as mulheres, né, que estão eh eh convivendo com homens eh eh nesse momento, né, que é um pouco frágil para o sexo masculino. E eu acho que a questão toda é uma tendência do homem achar que ou a mulher achar que ele tem outra. Essa questão é fundamental. Uhum. Eu acho que a gente, o, a mulher inteligente, ela tem que usar aquela, olha, o indivíduo, ele é ele é ele é inocente até prova contrário. Não desconfie dele. O homem sabe quando ele tá sob um um um ambiente de desconfiança. Isso é a pior coisa que existe, que se ele não tiver, ele só vai afundar. Então é o que eu é a mesma coisa. você vai ler um livro, você não vai ficar desconfiando do autor. Vai, você vai tentar entender o livro, depois você pode ter uma opinião diferente, mas leia o livro com um todo, achando assim, ele tem razão. É a mesma coisa. Escute o homem como se ele fosse, tivesse razão e como se não tivesse nada a ver com o fato dele tá tendo outra pessoa desinteressante. É, acredite nele. Acho que a primeira coisa é essa, porque ele ele vai se sentir mais acolhido e talvez só com isso já melhore o problema. Excelente. Nossa, nossa conversa tá muito boa. Quanto ensinamento, quanto informação. A gente fecha a nossa sexta-feira muito bem com os nossos dois convidados, o Eric Mendes, psicólogo, Dr. Birajara Ferreira, urologista. Eu quero agradecer muito a participação de vocês, começando por você, Eric. Considerações finais. Muito obrigada pela sua presença. Eu que agradeço, né, a oportunidade de poder compartilhar, estar aqui com vocês. Eh, acolham, homens, se permitam serem acolhidos, né, seja dentro de casa, seja no processo terapêutico. Maravilha. A gente também agradece a participação via Zoom do Dr. Birajara disponibilizou de um tempo para trazer pra gente informações e e tentar desmistificar toda essa situação que ocorre do processo natural da vida. Doutor, muito obrigada pela sua presença. Muito obrigado pela pelo convite. Eu agradeço bastante, parabenizo pela ideia, parabenizo o Éric pelas informações, você também para ter preparado um assunto muito importante. Eu acho que a gente tem que simular um pouco mais. Eh, eu sou um crítico. Eu acho que o homem é muito, de maneira geral, ele é maltratado na sociedade. É só você ver quantos centros de atendimento nós temos para criança, mulheres e velhos, idosos. E a gente tem muito pouco para homem. O homem geralmente ele é o último da fila no tratamento. Eu sei que um pouco é culpa dele, eu sei que um pouco ele ele foge disso, mas nós temos que simular um pouco mais na questão da saúde do homem. Então, eh, eu acho que esses esses assuntos, né, já mais abordados aqui no num ambiente que tem uma uma visibilidade muito grande, eu eu acho muito importante e mais uma vez parabenizo pela ideia. Muito obrigado. Muito obrigada. Nós que agradecemos, doutor, pela sua contribuição. E é isso, gente. Olha só, o tema da andropausa é um convite à quebra de um silêncio histórico na saúde masculina. Não se trata de negar o envelhecimento, mas sim de garantir qualidade de vida. né? Após os 40 anos, a chave está na informação correta, no acompanhamento médico. O declínio da testosterona é natural, mas os sintomas têm tratamento, né? Então, a você homem, a você mulher, vamos nos atentar, vamos falar mais, vamos expor a situação e buscar ajuda quando necessário, tá bom? Grande abraço para vocês, muito obrigado pela participação de todos e na segunda-feira a gente vai conversar de novo a partir das 8 da manhã ao vivo, se Deus quiser. E a gente vai falar do amor do final de semana. Então faz o seguinte, vive o seu amor de fim de semana nesse finalzinho de semana, segunda-feira você volta com a gente, porque nós vamos tentar entender como manter o relacionamento do amor do final de semana, nesse pouco tempo, né, de convívio. Aí é possível manter uma chama acesa vendo outro parceiro apenas nos fins de semana? O amor amadurece com o tempo ou a distância transforma o vínculo em costume? até que ponto a sociedade fortalece, né? A saudade, aliás, perdão, até que ponto a saudade fortalece e quando essa saudade começa a desgastar e essa rotina, quando ela passa de conforto para uma rotina desinteressante. Tema de segunda-feira, relacionamentos à distância. Será que funcionam aos finais de semana? Então passa o seu final de semana e vem com a gente na segunda-feira a partir das 8 da manhã com mais uma edição do nosso estúdio Câmara. Agradecendo a sua audiência, a sua companhia. Olha você que ficou durante a semana com a gente, maravilha, quanto ensinamento, né? Quanta coisa boa a gente conseguiu absorver. Obrigada, viu? Lembrando que final de semana tem estreias, né, dos programas e quadros na TV Câmara Campinas que foram produzidos pela nossa equipe especialmente para você com muita responsabilidade e com muito carinho. Daqui a pouquinho tem a Iria da nossa central de inteligência artificial. Aria, nossa jornalista, né, Iá, trazendo informações aqui de Campinas, do Legislativo, Brasil, Mundo para você também ao meio-dia Câmara Notícia com informações do legislativo aqui de Campinas e da nossa metrópole. E é isso, gente. Chegamos ao final de mais uma semana, agradecendo a Deus aí, né, por tanta informação e tanto compartilhamento. Beijo grande para você, fiquem bem, se cuide no final de semana. Eh, curta aí o seu relacionamento de final de semana e segunda-feira você volta contando pra gente o que que você acha disso. Tá bom? Beijo grande, fique bem e até segunda, se Deus quiser. Ciao [Música] que vai reto à direita. He.
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