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[Música] Olá, muito bom dia para você. Seja bem-vindo. Está no ar o estúdio Câmara hoje, terça-feira, dia 23 de setembro. Como é que você tá? Tudo bem por aqui? Tudo ótimo. Vamos lá. Vamos falar sobre um tema que atravessa todas as fases da nossa vida. Hoje a gente fala de amizades, né? Quem é que não tem aquela amizade maravilhosa, aquela amizade que dura, ó, há muito tempo, né? Homens e mulheres vivem esses vínculos de maneiras diferentes, mas todos nós já experimentamos amizades que impulsionam, que nos fortalecem e as outras que acabam pensando assim que também são amizades que sugam, né? Sugam a nossa energia e prejudicam a nossa saúde emocional. Afinal, como a gente reconhece que a amizade realmente vale a pena, que nós estamos em um relacionamento de amizade tóxica? Como é que a gente valoriza aquelas que realmente nos engrandecem? Sabe aquela amizade que nos coloca para cima? É sobre isso que a gente vai conversar hoje no programa, sobre amizade e aprender a valorizar e também de repente a entender aquele ponto chave em que essa amizade de repente não faz mais sentido. Vamos aprender com as nossas convidadas que já estão aqui no estúdio. Daqui a pouquinho a gente fala com elas e você manda pra gente a sua mensagem, tá? WhatsApp está na tela para você. 1997829377. Você tem uma amizade que dura quanto tempo? 40, 50 anos? Ou então você foi foi frustrado por uma amizade que você pensava que ã iria ser a amizade da sua vida e de repente você se deparou com uma amizade tóxica. Vamos entender um pouquinho sobre a amizade. Queremos a sua participação. 199729377. Manda pra gente a sua mensagem. Enquanto você vai mandando a sua mensagem, a gente vai atualizando algumas informações, a previsão do tempo, inclusive com registros, né, eh, do que aconteceu ontem no temporal, que a passou aqui por Campinas e também por todo o interior de São Paulo, e também a apresentação das nossas convidadas. Vamos lá, então, vamos falar de primavera que está movimentando o mercado de flores da Seasa Campinas. Gente, primavera chegou ontem trazendo cores e otimismo ao mercado de flores da Seasa Campinas, onde as vendas já cresceram 25%. Olha que legal, a expectativa é de um aumento médio de 20% até dezembro, consolidando o período como um dos mais importantes para o setor de floricultura. Entre as espécies em destaques estão as gérberas, crisântemos, margaridas, lírios e rosas, além de plantas ornamentais como begônias e petúias. Gente, o clima favorece o plantil de mudas frutíferas e o preparo de jardins para o verão, graças às temperaturas, amenas, né, e chuvas típicas dessa estação de primavera. É o que a gente espera, né? E para marcar a temporada, a SEASA promove a campanha Primavera de Promoções com descontos especiais, programação musical aos sábados e arrecadação solidária de alimentos, transformando aquele espaço em um ponto de lazer e oportunidades para toda a família. Ontem nós falamos sobre o impacto na nossa vida quando a gente tem eh plantas em casa, né? Então, aproveita essa oportunidade, bora pro César Campinas aproveitar, comprar a sua mudinha, aproveitar que choveu, fazer aí uma plantação e colorir essa nova estação que chegou ontem. Seja bem-vinda, né? Viva a primavera. Vamos lá, mais informação chegando para você. Olha só, ciência, né? Viva ciência reúne ã mais de 1800 alunos em Campinas, né? São 1800 estudantes do sexto ano do ensino fundamental das escolas municipais de Campinas, que participam hoje e quinta-feira da segunda edição do Viva Ciência. O evento eh acontece no Centro de Eventos da Secretaria Municipal de Educação, no Jardim do Vovô. Durante três dias, os alunos eles vão vivenciar a ciência na prática em 14 oficinas interativas com destaque a construção de foguetes. Que legal, de garrafa PET também. participam de exposições científicas com atividades de laboratório de física da Unicamp, do Emocentro, além de experiências de divulgação científica do Museu Exploratório de Ciências, realizado pela Secretaria Municipal de Educação, com parceria com a com a Unicamp, o Viva Campinas busca despertar vocações e ampliar o interesse dos estudantes pela ciência. Bem legal esse evento. Parabéns aí a todos os estudantes que estão eh participando, tá? E vão criar um foguete de garrafa PET. Essa eu quero ver. Vamos lá. Previsão do tempo para hoje, gente. Vamos falar que aconteceu ontem primeiro, né? temporais e rajadas de vento, castigar no estado de São Paulo ontde, eh, litoral, São Paulo e região metropolitana, além do interior paulista, inclusive aqui em Campinas, eh tivemos aí condições climáticas e registramos ocorrências de alaramentos e quedas de árvores. Segundo o boletim informativo da Defesa Civil do Estado de São Paulo, os ventos chegaram em 98 km/h em registro realizado na capital. Campinas aparece no entre eh na 13ª colocação do estado, né? Tivemos registros de ventos aqui em Campinas com 74 km/h. Pirascaba foi a segunda do estado a registrar maiores rajadas de vento. Gente, 95 km/h, hein? Que coisa. E para hoje nós temos nebulosidade variável. O tempo deve firmar ao longo do dia. Já temos um céu azul de brigadeiro, né? E abertura de sol. Então, mas os ventos devem soprar com intensidade de moderada a forte hoje, apesar de não termos eh nenhuma ocorrência de chuva, tá? Mínima 15, máxima 26. Então, assim, importante a gente guardar esses números porque a gente não sabe quanto a gente vai precisar e quando a gente precisa, às vezes a gente se confunde um pouco. Então, anota aí. 199 defesa civil para alaramentos, inundações e quedas de árvore. 118, tá? 118 DEC para emergências de trânsito, 193 bombeiros para situação de emergência e 156 prefeitura para solicitar vistoria para a poda ou extração de árvores. Combinado? Vamos embora então ao nosso tema central. Agora 8:11 a gente fala de amizades. A gente sabe que as amizades são fundamentais para o desenvolvimento humano. Elas podem ser fonte de apoio, afeto, inspiração, mas também podem gerar dependência, frustração e dor. O desafio nosso é aprender a identificar a diferença entre os vínculos que fazem florescer e aqueles vínculos que adoecem. Então, a gente vai tentar entender junto como esses relacionamentos impactam homens e mulheres e de que forma a gente pode cultivar amizades saudáveis. Então, para a gente falar sobre isso, vamos apresentar as nossas convidadas. Eu recebo aqui no estúdio a Shirley Miguel. Ela é psicóloga, especialista em terapia cognitivo comportamental. Muito bom dia, seja bem-vinda. Obrigada pela sua presença. Bom dia. Esse é um tema que eu gosto muito, um tema que tem bastante no consultório. As pessoas não chegam falando de amizade, mas depois vão trazer as amizades, a importância. Então, gostei de ter sido convidada, viu? Ah, maravilha. A gente que gostou da sua presença. E para completar o nosso time, a Jamile, né? Jamile Ferrarço, ela é psicóloga, coach, palestrante, vai falar pra gente sobre as amizades e vai ajudar a gente a distinguir, né, se realmente nós temos uma amizade legal ou essa amizade está nos fazendo mal. Seja muito bem-vinda, Jamile. Bom dia. Bom dia. Muito obrigada pelo convite. Esse é um tema muito importante também, tá? Eh, relacionado com a saúde mental. Então vamos falar um pouquinho dele hoje. Bora falar sobre amizade. Então vamos lá. Algumas evidências sugerem que amizades entre mulheres são de melhor qualidade, mais íntimas, próximas e divertidas, envolvendo maior satisfação, enquanto os vínculos entre homens são mais instrumentais, valorizando o tempo investido na amizade. Você já parou para pensar que tem diferença na amizade das mulheres e dos homens? Vamos lá, Shirley. Vínculos masculinos são tidos como os mais confiáveis, mas menos afetuosos do que os femininos. Então, na sua visão, quem é mais amigo, o homem ou a mulher? Nossa, que pergunta. Vamos lá. Eu não vejo como um é mais amigo que o outro. Eu vejo como diferenças até de gênero, né, e de como as pessoas são criadas. Então, a gente percebe que as meninas desde crianças são criadas para ter vínculos, para conversar, falar de sentimentos e os meninos não. Então eles vão trazendo isso pra vida adulta e aí se transformam em amizades diferentes. Então as mulheres elas falam mais de si, falam mais dos seus problemas, elas compartilham mais e os homens ficam mais em atividades em conjunto, em coisas que gostam, afinidades. Então, eu não diria que uma amizade melhor que a outra ou mais profunda, mas é a facilidade que as mulheres têm de falar mais sobre si e aprofundar um pouquinho mais, né, as amizades. Muito bem. E Jamile, qual que é a sua avaliação sobre essa cordialidade com a amizade, essa entrega, de repente, uma proteção diferente, né? A gente às vezes percebe que o homem ele protege mais o o amigo, o homem. Eu não sei se isso também acontece com as mulheres, né? Eh, tem gente que fala que o homem quando ele é amigo, ele vai até o fim sendo amigo e não abre mão. E a mulher às vezes pode ser que dê uma titubeada. Qual que é a sua visão sobre eh os gêneros quando a gente fala em relação à amizade? Olha, depende muito também, né, da como ela colocou a criação, eh como essa pessoa ela avalia tanto ela como também a amizade, né? é que muitas vezes a mulher ela tem essa questão de ser mais crítica, né? Então ela acaba exigindo mais tanto dela como da amizade. Enquanto os homens muitas vezes têm um lado mais descontraído, então tem aquela questão, vamos jogar um futebol, então, mas na verdade e essa questão de gênero demanda muito de cada um. É uma coisa mais individual, né? Muito bem. Ser humano. Agora, falando em individual, vamos lá. Homens e mulheres podem ser amigos de verdade. Há largas décadas, pelos papéis distintos que os homens e as mulheres tinham na sociedade, achava-se impossível isso. Homens e mulheres eram vistos como os dois seres diferentes que quando se juntavam só poderiam ser para namorar, casar, ter filhos e partilharem a vida. Só após a Segunda Guerra Mundial, quando a mulher ela entrou em pleno no mercado de trabalho, as relações entre os sexos, né, entre os gêneros, se liberaram. Então, vamos lá. Homens e mulheres podem ser só amigos. Será que isso é verdade? Como que a gente vai fazer para poder entender essa pegada aí que tem gente que defende e tem gente que critica? E agora, Sh? Nossa, eu que vou falar duas. Vamos lá. Quero saber. Ai, nossa, é polêmico isso. Mas ainda bem que mudou, né? Ainda bem que hoje a gente pode ter amigos, tanto homens quanto mulheres, né? Hã, sim, acho que podem ser amigos, só que é uma amizade que tem certos limites, porque inegavelmente, né, a gente naturalmente pode se atrair por alguma coisa, então é um sexo oposto, então isso pode acontecer de ser uma atração. Então são amizades que exigem um pouquinho mais de limites, mas isso não significa que você vai ter uma amiga, eh, um homem ter uma amiga ou você ter um amigo que realmente isso vai virar algo sexual ou uma atração. Com certeza não é possível. Eh, são amizades às vezes muito boas, porque às vezes os homens vão ter amizades com mulheres que vão ser diferentes dos amigos homens deles. E aí eles vão conseguir trocar coisas que não trocam, né? Principalmente questão de afeto, de entendimento. Às vezes eles não falam com os amigos, mas falam com as amigas. E as mulheres muitas vezes vão lá entender esse mundo masculino, né, com as amizades, então com os homens, né, como que funciona. E então é uma amizade, eu acho que muito rica, é uma troca, na verdade, né, James? Sim, sim. A a gente precisa olhar pra base, né, da amizade. Então, independente do gênero. Então, a base da amizade é o quê? a confiança, o respeito, o apoio, o acolhimento. Então isso independente de gênero, você tendo essa base, ela vai ser uma boa amizade. Muito bem. É isso mesmo, gente. Agora vamos lá. Falamos da amizade entre homens e mulheres, né? Falamos da amizade de homens do clubinho ali do Bolinha, do clubinho da Luluzinha. Agora a gente precisa aprender a reconhecer problemas, né? Muitas vezes a gente só percebe que essa amizade não faz bem quando a gente tá sofrendo. Então você tem uma amizade, você vai levando, tem um escorregão aqui, outro ali, você vai levando, vai achando que, ah, é a personalidade, ah, tá tudo bem, ah, não está num dia bom. Só que você pode est tendo um sentimento que não tá fazendo sentido para você e você acha que de repente o problema é contigo. Será que existem sinais de alerta? sutis que nos ajudam a identificar quando essa amizade ela não está legal pra gente, Shirley. A gente consegue pontuar alguns sentimentos, algumas situações que a gente tá vivendo uma amizade que está começando a nos fazer mal. Eu sempre gosto de dizer que os sentimentos são nossos termômetros, né? Uhum. Aquilo que mostra, né, como que a gente tá vivendo algumas coisas. E aí na amizade, exatamente a mesma coisa. eh nosso sentimento sobre aquele amigos, como a gente está com aquele amigo, vai acabar mostrando, né, como que tá a relação. Ah, mas existem sinais, né? Então, se a gente sempre se encontra com aquelas amizades e a gente se sai desses encontros chateado, de repente se sente muito criticada, algum sinal de alerta, né? Se a gente é muito cobrado ou tem muitas expectativas ali frustradas, a gente também precisa ter esse sinal de alerta, né? Porque a relação precisa ser leve, né? A amizade é uma relação mais leve, uma relação que envolve muita diversão, muita troca, não necessariamente cobrança ou expectativa e muitas vezes expectativa que vem só de um lado, não do outro, né? Então, Jamile, eh, amizades tóxicas, né? Isso muito se fala. Antes, vamos colocar uns 20 anos atrás, não se falava muito em amizades tóxicas. De repente, era porque não tínhamos tanta abertura referente à saúde mental. E hoje a gente consegue perceber quando uma amizade ela está começando a nos intoxicar, né? Mas essa amizade tóxica, ela pode causar danos se a gente não identificara? não identificá-la e traçar um plano estratégico para sair dela pode causar algum dano pra gente no nosso dia a dia, reflexo na saúde mental, pode. E assim, a gente precisa ficar bem alerta a isso, né? Porque uma amizade tóxica, no caso, eh, ela pode muitas vezes influenciar e atrapalhar a sua autoestima. Então, se você sempre é criticada, como ela colocou, se você sai de uma relação cansada, eh, que você se sente que você não não você não tem realmente nada a agregar, nada positivo, né? Então, você vai realmente eh não apostando mais em você, não acreditando mais no seu potencial. Então isso que é importante, né, a gente pensar, porque uma amizade que ela é tóxica, ela é aquela amizade competitiva, aquela amizade que sempre vai eh te criticar, te colocar para baixo, aquela amizade pesada. Então você muitas vezes pode acabar acreditando nisso, né? Então até por você achar que é uma amizade, né? E que confia na pessoa, então você pode acreditar o que ela tá falando é verdade. E na verdade não, né? na verdade não é saudável. Então você pode prejudicar emocionalmente eh você e aí você acaba não acreditando mais no seu potencial, né? E aí você vai minando a sua autoestima. Sim. Então agora nem nem sempre é fácil a gente perceber quando a gente tá sendo influenciado, especialmente quando a gente tem um vínculo afetivo muito forte envolvido com essa amizade, né? Então, Shirley, por que que a gente demora a reconhecer que estamos em uma amizade que está sendo prejudicial paraa nossa vida, paraa nossa saúde mental? Esse envolvimento, ele cria um vínculo tão forte que a gente demora a despertar. Por que isso acontece? Primeiro porque quando a gente escolhe alguém para ser amigo e como dizem, né, os amigos são a família que a gente escolhe, a gente escolhe porque eh a relação vai ser construída por uma afinidade, por algo bom. Então, e a princípio toda a relação ela é boa. Uhum. E aí a gente vai investir nessa relação, vai ver, talvez focar mais em coisas boas. E aí a gente muitas vezes demora para perceber que toda a relação, né, de perto vão ter coisas que nem tão boas assim. Uhum. E às vezes a gente precisa tomar algumas atitudes quando a gente percebe isso e a gente não quer, né? Porque a gente gosta, a gente colocou energia, colocou afeto naquela relação. E aí é muito difícil, né, perceber, nossa, acho que não tá legal, não tô me sentindo bem, tomar uma atitude, né, com aquela pessoa, né, e de repente se afastar ou ou puxar uma conversa, que nem sempre o outro vai entender, né? É uma é uma situação muito delicada. Eh, como se f é um relacionamento, na verdade, só não é um relacionamento amoroso, né, de dois parceiros ali, mas é um relacionamento e que você vai sentir se você precisar sair e vai ter que tomar uma atitude, né? E para isso a gente precisa ter aí um certo conhecimento e um certo equilíbrio também, porque senão a gente vai ficar a mercer dessa e amizade tóxica, né, Jamil? Isso, a gente precisa separar o que que é meu e o que que é do outro, né? E isso eh você tem numa boa base de autoconhecimento quem sou eu, né? E então você consegue realmente identificar esses sinais, você consegue identificar que essa relação ela não tá sendo produtiva, ela não tá se você não tá se beneficiando, né? Nem nem o outro, porque quando é uma relação tóxica também, muitas vezes a outra pessoa não percebe, né? Então é importante para ambas as partes refletirem e realmente, né, ver se realmente essa amizade ela ela vai, né, continuar ou não, né? Nesse sentido a gente ter esse equilíbrio, né, essa visão. É, é quando a gente fala de relacionamento, né, de pessoas, de socialização, de amizades. A gente lembra que nós temos amizades antigas, né? Amizades da infância, do da adolescência, só que tem aquelas amizades da infância, da adolescência que a gente cativou e e cuidou e ela cresceu, né? E fazem bem danado pra gente, mas tem algumas que não fazem tão bem assim e a gente sente dificuldade de desligar, né? Então, eh, o tempo de convivência, ele pode ser um dos fatores que nos prende a essas amizades tóxicas. Então, a gente precisa entender as consequências e os limites, né? A amizade verdadeira, ela costuma ser recíproca, mas às vezes a relação fica desequilibrada eh com o amigo sempre dando mais do que recebe. Então, a gente tem que identificar quando uma amizade deixou de ser troca e virou apenas uma cobrança de uma cobrança ou uma dependência. E você percebe que a gente vem trazendo o nosso eh o nosso assunto, né? Eh, nós falamos sobre a dificuldade de se desligar daquela daquele relacionamento, daquela amizade e aquela amizade que está nos fazendo mal. E aí vem essa questão que eu acabei de falar para vocês agora, né? Nem toda a relação precisa terminar, mas a gente precisa entender se a gente está ou não dependente daquela amizade, assim como a gente pode também estar dependente de um relacionamento amoroso. Gente, como as coisas ligam, né, Shirley? E existe também dependência eh do amigo. A gente fica dependente do outro no relacionamento da amizade. Como a gente faz para entender que estamos dependente e como sair dessa dependência? Existe dependência. Eh, na verdade são os tipos de apego das pessoas. Então isso começa lá na infância de novo, né? Como a gente aprendeu a se relacionar. Nossos primeiros amigos são nossos irmãos, aí tem os coleguinhas da escola. Então, a gente vai aprendendo a se relacionar e sim, a gente pode ser um pouco mais carente, de repente tem algumas faltas na nossa vida que a gente tenta tapar com algumas amizades. Então, a dependência ela tem a ver com isso, com essa questão de eh como é que a gente encara as nossas faltas, em quem a gente coloca isso. Então, a gente precisa ver a dependência nesse sentido de eu me conheço e eu busco eh em minhas respostas ou eu busco a resposta no outro, nesse amigo, e que nem sempre vai nos dar uma resposta boa ou vai realmente nos ajudar, né? Então, existe dependência assim. Uau, Jamil. E até onde vale a pena a gente tentar, né, em uma amizade que de repente você vê que a outra pessoa, porque eu acredito que as duas pessoas são prejudicadas aí. Isso, né? Eu que dependo e e ele que, tipo, ele é vítima da minha dependência, entre aspas. Eu não sei se é assim que fala, mas é é como que faz? Os dois sofrem, não é? Sim, os dois sofrem, né? Porque é como você estava colocando, então um que é dependente emocionalmente e o outro que muitas vezes reforça esse comportamento de dependência. Então, na verdade uma amizade é um apoiando o outro e o crescimento pessoal também. Mas se tem essa relação de dependência, então é como se os dois ficassem amarrados ali, né? Então eles não conseguem, na verdade evoluir nessa questão da amizade, né? Então eh fica muito cansativa essa dependência, tudo vai fazer, é uma insegurança muito grande. Então a pessoa o tempo todo vai exigir a atenção do outro amigo, né? Vai exigir eh sempre ali ele presente, porque tudo ela vai buscar. é uma dependência muito grande, ela não consegue fazer escolhas, né? Ter essa autonomia da escolha, né? Então isso que é importante a pessoa trabalhar, reconhecer isso nela, essa insegurança, ela trabalhar isso para que ela consiga, né, por si só caminhar, né, evoluir. E muitas vezes esse reflexo na amizade não é só na amizade, porque uma pessoa dependente, ela é assim em outros momentos da vida dela, com outros relacionamentos, o amoroso ou no trabalho, não só com a amizade. Então, a dependência emocional ela é muito importante a gente identificar. né? Tanto a pessoa como também o amigo. Muito bem. É verdade, gente. Precisamos identificar quando estamos dependente do outro. E quando a gente percebe isso, a gente precisa, né? Opa, pera aí, não é por aí que a gente caminha. Precisamos voltar um pouquinho para poder entender o que tá acontecendo. Agora, quando essa relação lá já tá pesada, Chilha, o que que é melhor a gente fazer? Resgatar a amizade, tentar resgatar ou se afastar de vez, hein? Como é que a gente faz? Eu penso que sempre uma boa conversa é o primeiro passo. Então acho que a gente precisa tentar resgatar aquela pessoa importante na nossa vida. A gente tem história com ela muitas vezes de infância, muitas vezes de situações em conjunto. Então é uma boa conversa chamar para falar: "Olha, estou me sentindo de determinada forma, não tô gostando do que tá acontecendo, o meu limite é aqui, você tem ultrapassado." Então não é fácil falar porque nem sempre outro quer ouvir. Essa fala é outro tema de programa, né? É porque não é fácil você chegar e colocar para fora realmente o que você tá sentindo. A gente falar aqui, ah, tá bom, vai lá, conversa. Mas precisa ter um preparo emocional muito grande, até porque você não sabe como a outra pessoa vai receber aquilo que você tá falando, não é, Jamil? Sim. É muito difícil, né? Até porque eh você fica com medo de magoar, então você não quer acabar com essa amizade, né? Então você não é tão simples assim você ter essa conversa, mas é necessária, né? Hum. Amizade. Uhum. Né? Esse relacionamento. Exatamente. Agora, eh, tem gente que fala que nós somos as pessoas, nós somos a média da pessoa, da das cinco pessoas que nós convivemos. Não sei se isso é verdade ou não. Nós se parecemos, a gente acaba se moldando. Eh, eh, né? As amizades elas moldam nossos hábitos, né? desde pequenos pequenos hábitos até as escolhas do dia a dia, elas influenciam nas nossas decisões, né? O jeito de falar, de se vestir, até mesmo eh o de se cuidar pode mudar a influência de quem está por perto. Então, assim, eh, as amizades têm muito peso sobre os nossos hábitos. Então, até que ponto um amigo ele pode influenciar nossas escolhas de vida, né? Vem, tem aquele amigo que ele vem e fala para você: "Vai, voa, eu quero te ver longe, impulsiona e te ajuda" e tal. Só que, por outro lado, pode ter um amigo que quando você tá pegando o embalo para voar, ele olha para você e fala: "Mas tem certeza que você vai voar? Você não tá preparado para voar? Não volta, você precisa ir devagar." E aí a gente acaba se frustrando. Eu gostaria que vocês falasse pra gente eh essa situação da amizade dessa forma que ela pesa no momento das nossas escolhas de vida, no momento nosso eh de um alavancar profissional, no momento de uma decisão importante, porque tem amizade que te empurra e tem amizade que te puxa de volta, né? É, então gostaria que da fala de vocês referente a isso. Chile, veja, a gente é produto do nosso meio, então se a gente convive ali num ambiente, né, a gente vai ser influenciado por ele. Uhum. Então, com certeza, os amigos nos influenciam para coisas boas e ruins. Claro que nem sempre esse amigo faz este propósito, pode ser, mas nem sempre. Às vezes ele é uma pessoa negativa e aí você convivendo com ele, ele vai te passar questões negativas, críticas, porque ele é assim, né? Então, na verdade, o autoconhecimento, né, quando a gente tem autoconhecimento, a gente pode discernir: "Olha, o que essa pessoa tá me falando não é legal, não serve para mim ou então, né, bacana, é uma crítica, mas é algo que eu posso ouvir." E claro, tem amigos que precisam eh nos puxar para baixo, senão a gente vai longe demais. E tem aqueles que tm que dizer: "Olha, vamos, vamos, você consegue", né? Então, eh, depende do momento, depende do que tanto que você conhece, o que você precisa naquele momento, né? E aí a gente precisa identificar também, né? É, depende do momento a gente consegue fazer a identificação e ter certeza se realmente cidadão é seu amigo ou se realmente está do seu lado, de repente para saber da sua vida ou para ficar especulando ou porque você oferece algo para ele que para ele estar confortável. A gente tem que ter o autoconhecimento pra gente poder ter o equilíbrio. Ai ai que é desafiador, né, Jamile? Muito, né? é um, é algo que a gente precisa buscar constantemente, o autoconhecimento, né? Então ele é um processo. Por isso que não adianta as pessoas falarem: "Ah, eu vou, né, ler esse livro e buscar autoconhecimento". Não é assim. O autoconhecimento ele é construído, né? Então, por isso que é um processo. O tempo todo você precisa eh investir, refletir e trabalhar isso em você. É um aprendizado constante, eu costumo colocar, né, durante toda a vida. Muito bem. Agora 8:34. Produção tá me avisando que a gente tem algumas perguntas e acabar não de me avisar que nós temos que entregar 5 para as 9. Então tá bom. A gente vai correr aqui para falar sobre amizades. E agora em tempo de redes sociais, muitas amizades acontecem também ah no ambiente digital, né? Mais no digital do que no presencial. Eu vou falar um negócio para vocês, eu sou mais presencial. Esse negócio digital aí não sei se sirvo para isso, mas as amizades virtuais elas podem impulsionar tanto quanto as presenciais. ou elas tendem a ser mais frágeis? Shirley, qual que é a sua visão sobre essas amizades virtuais? Porque na verdade, se você parar para analisar, vamos lá, vamos colocar uma rede social, 5000 amigos. Uau, tenho 5.000 amigos. Não tem, né? Ah, gente, ô, vamos falar a verdade. Bom dia, acorda aí, né? Não tem, não tem. Na verdade, a rede social virtual facilitou muita coisa, né? Eh, a gente pode ter contato com gente longe, com amigos antigos. a gente encontrou gente que a gente não vi muito tempo. Então é uma coisa bacana, legal, porém eh do mesmo jeito que a gente pode começar, a gente pode terminar. Então acho que aí é a questão da profundidade, né? Toda a amizade ou toda a relação precisa de investimento e muitas vezes no virtual a gente vai até um certo ponto. A partir dali a gente não quer ir, né? E aí pode ficar um pouco mais frágil. Sim. Sim. Você já pensou? Porque assim, tem amizade que não precisa de manutenção. É aquela amizade de baixa manutenção. Você fala um oito correndo aqui, mas essa amizade de baixa manutenção, creio eu, que seja para amigos bem antigos, que um conhece o outro e sabe e viu a transformação e sabe da correria do dia e entende, né? Então assim, não precisa de muita manutenção. Agora tem amizade que precisa de manutenção para ela sobreviver. Agora vamos lá, Jamil. Como é que você vai dar manutenção em uma amizade e em um círculo de amigos onde você tem 5.000 amigos, 10.000 amigos, tá lotado de muitos amigos? Essa amizade virtual, ela realmente ela é algo que eu acho que é só mesmo para eh, vamos colocar assim, inflar o nosso ego, deixar o nosso super ego mais quentinho, porque na verdade ela não existe. Vamos ser frios e calculistas. Verdade. Não tem como, né? Até se você, por exemplo, fazer uma festa e convidar os seus amigos, você não consegue 5000 amigos. Então, realmente, então a gente eh é algo mais superficial, né? Então é isso que tá acontecendo muito, né? As pessoas, ah, eu tenho muitos amigos, eu converso com muitas pessoas, mas você não consegue aprofundar eh os assuntos, então eles não te conhecem e você também não conhece tão bem assim o seu amigo, não tem tanta afinidade assim, né? Então, eh, a rede social, o online, o virtual, ele ele facilita em alguns momentos por conta dessa troca, essa facilidade de mandar mensagens, né, eh, vídeos, fotos, porém se você não aprofundar, ela vai ser superficial. É, gente, não tem como manter não. Você pode até ter ali, né, na na sua tela, na sua rede social, mas manter. E outra, se você conseguir manter também, vai lá, faz um casamento, faz o aniversário, convide 5.000 amigos, quero ver dar conta, né? Então é bem delicada essa situação e a gente precisa ser pé no chão e entender que a amizade realmente as verdadeiras cabem na palma da mão. Isso mesmo. Isso mesmo. E e aparece muito no consultório essa demanda, né, de que eu não tenho amigos verdadeiros, eh, eu quase não tenho amigos, o que que eu faço? Então também é importante a pessoa refletir, né, se ela realmente tá dando esse espaço, se ela realmente tá dando essa abertura para as pessoas chegarem, se aproximarem, eh se conhecerem também, né? Porque muitas vezes ela tem essa dificuldade de relacionar porque ela fica sempre na defensiva. Então também é importante essa reflexão, se ela realmente tá se entregando, se ela realmente tá compartilhando a vida dela, os sentimentos, os pensamentos. Então assim, realmente ela ela tá investindo nessa amizade, isso que é importante, né? Para que ele realmente consiga fazer bons amigos e aí ter uma rede aí bacana de amizades e que ele possa contar tanto momentos tanto eh positivos como negativos da vida dele, né? Porque os amigos são para isso, os momentos felizes e os momentos que você desafiadores da vida, né? É. Então, e aí você falando de momentos felizes e não tão felizes assim, desafiadores, eu pergunto pra Shirley, a gente reconhece um amigo quando ele é quando a gente está passando por um momento maravilhoso ou quando a gente está lá no fundo do poço? Opa, outra pergunta, né? E aí, porque são duas vertentes bem diferentes, né? É fácil ser meu amigo quando eu tô feliz, quando eu tô de bem com a vida e tal, tá tudo fluindo, mas e quando eu tô no fundo do poço, será que é mais fácil chegar? Porque eu tô precisando de um apoio, então vou lá, qualquer apoio é bem-vindo. Olha que interessante. O que a psicologia traz pra gente sobre isso? Olha que interessante isso. Na verdade, é mais difícil ser amigo de alguém que tá muito bem. É isso. Tudo bem. A gente às vezes tem algumas situações que a gente não tá bem e aí alguns amigos realmente não dou conta. Então, às vezes eles não conseguem, não é nem por mal, né? Mas quando a gente tá bem, aí testa a amizade, porque nem sempre o outro tá naquela fase com as coisas fluindo, indo bem. Então eles também têm que lidar com isso, né? Tô vendo você bem, mas poxa, não tô no mesmo momento. Então aí é mais difícil, eu acredito, de sustentar a amizade. Então a gente tem são dois momentos que você tem um teste na amizade. Quando você não tá bem, porque para ver quem ali dá conta, quem pode ficar do seu lado e quando você tá muito bem, e aí o outro precisa vibrar com você sobre as suas conquistas, né? Exato. E aí quando existe a necessidade de vibrar com você sobre as suas conquistas, você consegue entender que de repente o outro não é aquilo que você imaginava. Porque se ele não é, se eu não sou capaz de vibrar com o meu amigo, a conquista que o meu amigo teve, tem algum sentimento estranho aí que pode ser uma inveja ou de repente eu não estou bem comigo mesmo e não tô aim celebrar a conquista dele. Mas daí será que a gente pode considerar isso uma amizade? É complexo demais esse negócio. A gente precisa da psicologia para ajudar a gente a entender isso. Sim. Eu costumo colocar aqui que quando você realmente é amigo de verdade, aquela amizade verdadeira, você fica feliz em ver o seu amigo feliz, isso, né? Então, eh, se você tá tendo ciúme, se você tá tendo inveja, se você não tá conseguindo, eh, ficar feliz com a vitória do seu amigo, é algo para você pensar, é algo para você refletir, né? Será que é assim com todas as minhas relações, né? Será que eu sou assim? Eu tenho esse sentimento, eu não consigo realmente vibrar e e ficar feliz com esses momentos, né, dos dos meus amigos ou não. É algo específico com aquela pessoa, né? Talvez seja um assunto difícil para você. Por exemplo, eh, eu tô desempregado, né? E aí o meu amigo, ele tá ali contando do trabalho dele, das viagens, das conquistas, das promoções. Então, é um um um tema bem delicado para mim, OK? Então é algo pontual. Agora, não, sempre que um amigo fala, comprei um carro, fui viajar, eh eh eh fui promovido no trabalho e aí eu não consigo compartilhar isso, né, e e aproveitar esse momento e ficar feliz por ele. Então é algo que eu preciso refletir sobre mim. Olha aí, tá vendo, gente? É, precisamos nos cuidar, ter um autoconhecimento. E o autoconhecimento começa nesses momentos assim, né, que você fala: "Opa, pera aí, o que tá acontecendo? Eu não tô conseguindo retribuir, né, o sentimento, então tem alguma coisa errada comigo, né? E aí preciso cuidar. E cuidar é o quê? É buscar um atendimento, buscar uma terapia, vai ler, vai se autoentender, vai se olhar no espelho, faz uma reflexão, né? Veja quem você é, vai para dentro, volta lá para dentro, fala: "Opa, que tá acontecendo comigo? Quem sou eu? O que quero aqui? Né? Para onde vou? Quem sou?" E é isso. A gente precisa. Eu eu tô fazendo essas perguntas, mas assim é difícil responder, viu? Nossa, como é difícil a gente entender quem somos, o que queremos, para onde vamos, né? E como a gente se vê daqui a 5 anos, por exemplo. E a gente precisa eh eh eu acho que fazer essas perguntas diariamente quando nos olhamos no espelho, porque ah cada dia somos uma pessoa diferente, né? Então, estamos em plena, mudança o tempo todo. Nossa, olha só, tô aprendendo tanto que tô até falando aqui, filosofando. Gente, vocês são magníficas, sabia? Como vocês ensinam muito a gente todo dia de manhã. É isso aqui. A gente aprende demais com os nossos entrevistados, as nossas entrevistadas, os psicólogos, psiquiatras, psicopedagogos, é tudo psi que passa por aqui. E a gente fica muito feliz com essa entrega de vocês, viu? Agora 8:43. Produção, pode mandar pra gente. Então, nós temos perguntas, se tiver vai mandando aí, por gentileza. Pessoal participa muito com a gente. Acho que eh eh a gente vai eh entregando esses conteúdos e as pessoas vão querendo saber um pouco mais sobre autoconhecimento, sobre a vida. Isso é importante demais. A Patrícia Melo do Nova Campinas, olha só, já vivi uma fase em que me comparava muito com os meus amigos. Isso é saudável ou a ou a comparação é um alerta de que algo está errado na relação. É a comparação, né? Vamos responder ela. Eh, Shirley, por favor. Todo ser humano se compara, né? Sério, a gente se compara mesmo. Se compara. É uma forma de classificação, né? Então, a gente se compara naturalmente. Agora, não pode ser um exagero, porque se a gente tá se comparando, geralmente a gente não se compara nessa situação pro bem, né? a gente se compara para um negativo significa que a nossa autoestima não tá legal, que a gente tá se comparando já perdendo, né? Não, nem ganhando. Sempre tô lá, olha, o outro tá melhor do que eu, conseguiu algo que eu não tenho. Então, aí a pessoa tem é um alerta pra pessoa buscar uma ajuda aí para trabalhar essa autoestima, ver o que que tá acontecendo com ela. É verdade. É isso, Patrícia. Obrigada pela sua participação, tá? Vamos ver quem mais. Agora a gente passa paraa Jamile. Vamos ver quem é que tá com a gente. A Mariana Santos do Jardim Aurélia. Já tive uma amizade que parecia me apoiar, mas depois percebi que me deixava insegura. Como entender se isso se isso é ciúme normal ou algo tóxico? Hum. E aí, olha, eh, dos sentimentos a gente acaba tendo todos sentimentos, né? Então, tanto de felicidade como também de ciúmes. Ela colocou, né? essa questão. Então, assim, sentir faz parte do ser humano. Agora, o que a gente precisa ficar atento é essa intensidade e essa frequência. Então, é sempre que você percebe isso, né? Então, eh, em todos os momentos, então é algo para você pensar. Agora, não, aconteceu uma situação isolada que eu percebi essa questão dos ciúmes, que eu percebi que aconteceu eh isso, OK, tá tudo bem, né? Então, o sentir ele faz parte do ser humano. A gente vai realmente sentir eh ciúmes e muitas vezes a gente vai sentir tristeza, muitas vezes a gente vai sentir eh vai est feliz. Então tá tudo bem. Agora precisa ficar atento a essa frequência e intensidade desse sentimento. Exato. Exatamente. Sentir faz parte da vida. Estamos vivos, então a gente sente. Agora por quanto tempo, né, dura esse sentimento, né? Então, se durar, perdurar aí por um tempo indeterminado, tem alguma coisa errada. Isso e ter um cuidado, não é se ai, então tem ciúmes, é tóxico, não, não é isso, né? Então precisa realmente avaliar se tá acontecendo isso. É, a gente não pode demonizar também os sentimentos, né? Porque somos pessoas diferentes, sentimos coisas diferentes e de repente senti um negocinho assim, é, tá tudo bem, mas é só sentir um pouquinho, tá? Pode sentir muitão não, porque senão aí ó, já era, precisamos nos cuidar. 8:47 pode colocar mais uma pra gente, produção, por favor. Vamos lá. Eduardo Silva do Jardim São Vicente. Tenho amigos que se afastaram quando conquistei algo importante. Uh, Eduardo, isso é sinal de que nunca foram amigos de verdade ou só é imaturidade? É, também pode ser, né? Vai lá, Ch. Manda ver. E agora imaturidade é, chamou minha atenção, né? Pode ser, é uma boa hipótese, né? Eh, porque lidar com o outro exige muita maturidade. Aí lidar tanto no bom quanto no ruim, né? Então, às vezes, esses amigos estão passando situações difíceis ou de repente eh não sei, tem algo ali que precisa ser conversado, né? Nem nem sempre isso significa que aquele amigo não é amigo. Talvez seja uma coisa mais momentânea mesmo. É, é aquilo, né? O que que uma conversa não resolve, né? Claro que você não vai virar paraa pessoa e falar: "Olha, você tá sendo, né, de repente imaturo comigo". Mas você vai perguntar: "Olha, eu tô percebendo determinadas situações, eu te conto. Você não fica feliz comigo? Você não torce?" E aí a pessoa vai dizer: "Ah, realmente tô passando uma situação difícil". E, né? Eu acho que é sempre a abertura da conversa. Não, não significa que porque eu tô incomodado sempre eh eh aquela amizade nunca existiu, não pode ser uma questão da pessoa mesmo. Pois é. até uma questão colocando aqui, né, que é da pergunta. Ele conquistou algumas coisas e ele percebeu que os amigos se afastaram, mas será que ele também não mudou? É, né? Então também tem uma questão para para se pensar muitas vezes, porque pode ser que ele seja em outro momento da vida, né? Ah, as pessoas mudam, né? E as pessoas mudam e aí não pode as afinidades talvez não esteja só vinculado ao que ele conquistou, mas talvez a fase da vida dele, ele pode ter mudado também. E os amigos estão estranhando, né? Então, sim. É porque se a gente parar, é, se a gente parar para analisar, dependendo do contexto, da vida, do movimento, os amigos também mudam, né? De repente não cabem, não encaixa mais nesse momento que estou vivendo agora, mas daí faz como para equilibrar, mantém aquela amizade, mas conquista novos amigos, né? E isso faz parte porque é o movimento, é a nossa vida. E a gente precisa entender também que de repente a outra pessoa não tá preparada para receber o que a gente tá entregando, né? E tá tudo certo, tá tudo bem. Cada um tem o seu tempo, né? Isso. Agora 8:49. Eh, dá tempo para mais duas e a gente vai pro encerramento. Mais uma, né? É isso. Tá bom. Então, 8:49. Mais uma então, por favor. Vamos lá. Ah, o Vinícius Lopes do Taquaral. Algumas amizades virtuais se mostram mais sinceras do que as presenciais. Isso é tendência ou um risco de ilusão? Ah, Vinícius. Ô, Vinícius, vai, Shirley. Eu acho que é mais fácil muitas vezes as pessoas se abrirem pela internet, né? Você acaba falando coisas, às vezes não tem aquela coisa do copia lá uma mensagem linda do chat GPT e joga lá. Ô, Vinícius, fala sério, hein? Vamos ser real. Vocês fazem, viu? Aham. Não tem um olho no olho, né? Tem olho no olho. Não sei se são mais sinceros, né? Mas muitas vezes a gente se abre mais, aí o outro também tem essa abertura e também se abre mais. Então eu acho que é mais nesse sentido, né? É verdade. É tão fácil, né? Ser alguma pessoa que você quer ser, mas não é. Então você vai lá e faz no virtual e tipo assim, ah, olha só que amigo maravilhoso, convivência limitada, né? No virtual vai até onde a gente deixa. Examente. É isso. Não é olho no olho, né? Daí fica mais fácil a gente e é maquiar o que somos, não é? Sim. Muitas vezes a pessoa tá colocando risos ali, mas ela não tá feliz, ela não tá sorrindo, mas ela tá escrevendo, né? Então essa questão muitas vezes que parece é uma ilusão, né? Que a pessoa é muito mais verdadeira no virtual, porque você não tá vendo. Então o corpo fala, né? As expressões elas falam muito. Exato. É uma comunicação também, né? Exatamente, gente, olho no olho é melhor, né? E lembre-se, nem tudo que você vê ou lê na internet é verdadeiro. Então, precisamos tomar cuidado. Gente, antes da gente encerrar, então, peço que cada uma de vocês deixe uma mensagem para quem tá assistindo hoje, percebe que pode estar preso em uma amizade que não faz bem, né? A gente precisa estar atento o que a gente entrega, o que a gente recebe e a gente vai então para as considerações finais com essa diquinha aí das nossas psicólogas, né? Vamos lá. Ô Shirley, obrigada pela sua participação, obrigada pela sua presença. Deixa uma mensagem então para os nossos telespectadores pra gente encerrar. Acho que é importante a gente ser bom amigo também, né? Às vezes a gente tá falando tanto do outro, mas a gente precisa se questionar se a gente é um bom amigo, né? E aí começar a medir essa reciprocidade a partir também do que a gente entrega, né? E outra coisa que eu acho importante é entender que as amizades elas têm seus limites. Existem amigos para sair, amigos para intimidades, amigos para conversar coisas de trabalho. A gente não vai encontrar tudo numa pessoa só. Então a gente pode diversificar um pouco mais as coisas. E daí essa amizade tem a tendência a ser menos tóxica. A gente também não pode ser tóxico, né? Não é só o outro. Exatamente. É verdade. Muito bem. Obrigada pela sua participação, pela sua presença, viu, Shirley? Legal. Agora a gente encerra também com você. Jamil, obrigada mais uma vez pela entrega maravilhosa. É muito bom conversar com vocês. Gratidão. Obrigada. Eu que agradeço. Essa troca de conhecimento nessa manhã foi muito boa, muito produtiva. Eh, e aí em relação à amizade, né, muita gente fala: "Nossa, mas dá muito trabalho, né, amizade?" E mas eu sempre coloco, o ser humano, ele ele precisa de se relacionar, né? Então, cada vez mais as pessoas estão distantes uma das outras. E isso é é muito importante a gente ficar atento, porque o ser humano, ele precisa desse relacionamento até pro desenvolvimento dele, né? Então a gente precisa sim investir nas amizades, um boa amizade, uma amizade verdadeira, porque a gente vai se desenvolver muito e vai eh acrescentar muito na nossa vida. Então, seja um bom amigo. Ai, que legal, meninas. Obrigada pela participação de vocês. Gratidão. Que troca maravilhosa. E assim a gente vai encerrando o nosso estúdio Câmara de hoje. Foi uma conversa sobre vínculos que pode transformar nossa vida para melhor, mas que também exige cuidado e atenção. E amanhã quarta-feira, gente, o nosso tema do estúdio Câmara será: É preciso impor limites de forma contínua durante toda a vida, começando na infância, para garantir a vida, eh, garantir a segurança, saúde mental e desenvolvimento de um ser humano responsável e autônomo. A gente vai descobrir discutir, gente, ah, os limites sobre limite, como eles protegem o bem-estar, preservam a autonomia e criam relacionamentos saudáveis, né? você tem limite e aí até quando vai o meu limite, quando termino o meu começo do outro? A gente vai entender sobre isso amanhã com as nossas convidadas que estão presentes aqui no Estúdio Câmara. E a gente convida você para participar conosco do nosso programa Estúdio Câmara às 8 da manhã, é ao vivo aqui na TV Câmara Campinas. Agradeço a sua audiência, a sua companhia agora 8:54. Olha, não esqueça, viu? Nós temos eh Câmara Notícia ao meio-dia e daqui a pouquinho a Íria, a nossa jornalista inteligência artificial, chega direto da Central Iá, trazendo informações aqui de Campinas e do estado de São Paulo, Brasil e mundo. Beijo grande para você, fique bem e até amanhã às 8 da manhã ao vivo aqui na TV Câmara Campinas com mais uma edição do nosso estúdio Câmara. Valeu, gente. Obrigada pela participação. Até lá. ช [Música] [Música] [Música] [Música] เ