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Estúdio Câmara | A nova geração quebra tabus estéticos? Beleza, identidade e liberdade
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Estúdio Câmara | A nova geração quebra tabus estéticos? Beleza, identidade e liberdade

21 views Publicado 14/10/2025 HD · 1:05:17

Descrição do vídeo

A busca pela beleza nunca deixou de existir — mas o que realmente significa ser bonito nos dias de hoje? No programa Estúdio Câmara, discutimos o tema “A nova geração quebra tabus estéticos? Beleza, identidade e liberdade de escolha”, refletindo sobre como os padrões estão mudando e o que isso revela sobre nossa sociedade contemporânea. Homens e mulheres estão cada vez mais livres para se expressar e romper estereótipos. A estética deixou de ser apenas uma questão de aparência e passou a representar autenticidade, identidade e autocuidado emocional. Hoje, é comum ver homens que frequentam salões de beleza, fazem skincare, se depilam ou pintam as unhas — atitudes que, há poucos anos, eram vistas como “não masculinas”. Da mesma forma, mulheres estão rompendo com a obrigação da juventude eterna, assumindo cabelos brancos, corpos reais e imperfeições naturais como símbolos de liberdade. O programa destaca como a beleza tem sido ressignificada por meio da aceitação e do amor-próprio, além de analisar o papel das redes sociais na propagação dessa nova estética. Se, por um lado, o ambiente digital amplia vozes e valoriza a diversidade, por outro, ainda impõe padrões e comparações constantes que podem afetar a autoestima e a saúde mental de quem consome esses conteúdos. Nosso bate-papo conta com dois convidados que trazem visões complementares: 🧠 Fábio Pessoa, psicanalista e hipnoterapeuta, explica como a relação com a imagem pessoal vai muito além do espelho. Ele aborda o impacto do olhar social sobre o corpo, os efeitos da comparação e a importância de se libertar das amarras impostas por um padrão inalcançável. Fábio fala ainda sobre como a mente influencia a forma como nos enxergamos e como a autoestima reflete diretamente na saúde emocional. 💄 Vera Lúcia Silva, esteticista, fala sobre o novo papel dos profissionais da beleza, que hoje vão além da estética e atuam também na autoconfiança e no bem-estar. Ela comenta como o mercado vem se transformando para atender clientes que buscam naturalidade, autenticidade e liberdade de escolha. Vera reforça que cuidar da aparência é, antes de tudo, um ato de amor-próprio, e não de submissão a padrões. O Estúdio Câmara traz essa conversa necessária sobre o que é ser belo em um mundo em constante transformação — e como cada pessoa pode ressignificar sua própria imagem sem medo de julgamentos. Entre os temas abordados estão: ✨ A quebra de estereótipos de gênero e comportamento; 💬 A influência das redes sociais e dos influenciadores digitais; 💆‍♀️ O autocuidado como forma de saúde mental; 💪 O empoderamento de corpos reais e da beleza natural; 🎭 A liberdade estética como expressão da identidade individual. Assista ao programa completo e participe dessa reflexão sobre autoestima, autenticidade e aceitação. Deixe seu comentário: o que, para você, significa ser bonito hoje? 🕗 Estúdio Câmara – ao vivo das 8h às 9h, com apresentação de Rubia de Oliveira e produção de Lucas Badan. 📍 Transmissão pela TV Câmara Campinas e no canal oficial do YouTube. Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

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[Música] Olá, muito bom dia para você que está acompanhando a programação da TV Câmara Campinas. Estamos chegando aqui com o nosso estúdio Câmara, como você está? Tudo bem por aqui? Tudo ótimo. Hoje é terça-feira e a gente começa o nosso programa de hoje falando sobre beleza, né? uma conversa leve sobre comportamento, autoestima, os novos olhares sobre a beleza. Você já percebeu como o conceito de beleza está mudando? Tem até pessoas tirando o que foi colocado, homens, mulheres estão cada vez mais livres, né? para escolher como se expressar, seja no visual, na forma de cuidar do corpo ou simplesmente em aceitar quem são. Hoje a gente fala sobre essa geração que está quebrando tabus estéticos e ressignificando o que é ser bonito. Nós estamos aqui no estúdio recebendo um psicólogo, também temos uma esteticista, uma pessoa que é especialista na estética, vai conversar com a gente para falar como que está acontecendo essa mudança para o mais natural. possível. E você aí de casa, conta pra gente, tem uma experiência, de repente fez um procedimento e aí retirou esse procedimento, passou pela retirada ou então eh pensou em fazer um procedimento e e busca uma naturalidade, conta pra gente o que que você pensa sobre esses procedimentos estéticos e o que isso tem a ver com a nossa saúde mental. Vamos falar sobre isso. Então, telefone tá na tela. WhatsApp é 1997829377. manda sua mensagem pra gente contando a sua experiência ou de repente até a sua dúvida, porque daqui a pouquinho a gente começa a conversar com você que tá aí do outro lado, respondendo a sua mensagem. Por enquanto vamos com algumas informações do legislativo. Comissão de cinema integra entrega relatório final e propõe criação do sistema setorial audiovisual de Campinas. Foram 180 dias de debate, escuta e construção coletiva e a comissão especial de estudos do complexo municipal de Salas de Cinema aqui de Campinas concluiu seus trabalhos e apresentou o relatório final ontem à noite na reunião ordinária de número 62. O documento com mais de 200 páginas foi entregue oficialmente ao presidente da casa, vereador Luiz Rossini. Além do relatório elaborado pelo relator, vereador Paulo Hadad, os trabalhos da comissão resultaram na formulação de um projeto de lei ordinária que propõe a criação do sistema setorial audiovisual de cinema de Campinas, o Cinecamp, no âmbito do sistema nacional de cultura. O objetivo é garantir esse democrático, valorizar a produção local e também fortalecer a identidade cultural da cidade. A comissão realizou audiências públicas, visitas técnicas para levantar um panorama completo dos cinemas aqui na cidade. O grupo reuniu representantes do poder público, profissionais da cultura, especialistas, membros da sociedade civil em torno de uma discussão ampla para os desafios e potencialidades do setor audiovisual. O levantamento apontou que todas as salas de cinema da cidade estão localizadas em shopping centers e que restringe o acesso da população e empobrece a vida urbana. A ausência de cinemas de rua e esvaziamento do centro histórico foram identificados como fatores centrais dessa exclusão cultural. A comissão também destacou o papel fundamental dos cineclubes, universidades, o Sesc e o Museu da Imagem e Som. Muito bem, mais uma informação do legislativo chegando para você. Comissão de Educação e Esporte da Câmara realiza hoje, às 2 da tarde, a oitava reunião ordinária deste ano para analisar pareceres de 43 projetos. Entre os destaques da pauta está a análise do parecer favorável do projeto de lei de autoria do vereador Rubens Gás, que consegue concede gratuidade de transporte eh de tarifa, aliás, no transporte coletivo municipal aos candidatos inscritos no Enem durante as datas de realização das provas. Segundo a proposta, para ter direito ao benefício, o estudante deverá apresentar ao condutor o comprovante de inscrição no Enem formato impresso ou digital com o nome do inscrito, data, local e horário da aplicação das provas, além do documento pessoal com foto. Além desse projeto, a comissão também vai analisar propostas de denominações de ruas, praças e equipamentos públicos, bem como a criação de datas comemorativas e campanhas de conscientização. A reunião será aberta ao público, vai ser realizada no plenarinho da Câmara. Você é convidado especial para participar. Uau, quanta informação. Agora, previsão do tempo chegando para você, né? Tínhamos aí uma previsão de muito vento ontem. Essa previsão ela continua porque o IMET emitiu um alerta ontem à tarde e de ventos fortes aqui pra nossa cidade, pra nossa região. Até hoje às 10 da manhã, então continua esse alerta. Mas é a previsão para hoje, mínima de 19, máxima de 28. Passando aí esse eh tempo, né, do alerta até às 10 da manhã, nós teremos um tempo ã nublado, né, com possibilidade de chuva no decorrer do período. Muito bem, agora sim vamos ao nosso tema central aqui do nosso estúdio Câmara, né? A ideia de beleza, gente, vem mudando ao longo dos anos. Hoje a gente vê homens que se depilam, fazem skincare, frequentam salões de beleza sem tabu. Que bom isso. E mulheres que assumiam os cabelos brancos, os corpos reais e abandonaram o peso dos padrões impostos, né? As redes sociais, elas têm um papel importante nesse processo, tanto na construção quanto na desconstrução dos estereótipos. Mas até que ponto essa liberdade é real e como ela impacta a autoestima e a nossa saúde mental? Vamos falar sobre isso. Então, vamos receber a esteticista pela Lúcia. Ela é especialista em estética ortomolecular e harmonização facial e corporal. Vai falar pra gente como é que está sendo o movimento e o que que o pessoal está buscando na clínica de estética. Seja muito bem-vinda. Bom dia para você. Olá, bom dia. Quero agradecer aí o convite, né, de estar aqui de novo. Eh, e eu quero te apresentar. Bom, eu sou a Dra. Vera Lúcia. Hoje eu trabalho na estética ortomolecular. Ajudo homens e mulheres a recuperarem energia, saúde, autoestima, eh através da terapia ortomolecular. ah, a gente consegue investigar o que tá acontecendo com o corpo humano, porque a parte estética ela também tá envolvida a parte mental, como ele vai falar também, e também a saúde interna, não é só externo. Então, quando a gente começa a ter qualquer eh sintoma, seja uma flacidez, uma ruga, isso também tá impactando que a sua saúde interna está comprometida. E através da horta molecular a gente consegue descobrir isso. Muitas pessoas dormem cansada, acorda cansada, fadigada, eh depressiva. Tudo isso tem um porquê. E a nossa pele, como né, foi falado, ela também impacta, porque a nossa autoestima, a gente olhar no espelho, ver aquela arruga, vê aquela mancha, eh isso também acaba impactando com a nossa saúde mental, não é? Exatamente. Muito bem, Vera, obrigada pela sua participação. A gente tem muito que conversar, mas nós vamos apresentar também o nosso psicólogo e hipnoterapeuta, eh, o Fábio Borges. Seja muito bem-vindo. Obrigada pela sua participação, saúde mental e esse relacionamento conosco, com a nossa estética tem tudo a ver, né? Bom dia. Com certeza. Bom dia. Quero agradecer a oportunidade de estar aqui com você. Oi, gente, tudo bem? Bom, exatamente. Acho que essa correlação que a amiga que tá falando sobre a estética saúde tem tudo a ver com a saúde mental, as redes sociais, que provavelmente a gente vai aprofundar um pouquinho. Eh, a gente vê muita demanda hoje em dia, vê muita gente também, grandes influenciadores falando sobre essas pautas que são extremamente importantes e o quanto isso impacta às vezes negativamente e também positivamente. E sobre essa relação, sobre estar um pouco mais desconstruído e de quebrar tabus, é muito mais válido hoje em dia, justamente por conta desse alcance que a mídia social nos traz. Excelente. Dois convidados especialistas que vão conversar com a gente a partir de agora para falar sobre essa questão. Então a gente já começa perguntando pra Vera, né, o que que que você observa hoje nos clientes? A busca pela estética, ela está mais ligada à aparência ou ao bem-estar pessoal, né? O que que as pessoas buscam, qual que é a sua avaliação? E você percebeu realmente uma mudança nos padrões? As duas coisas, né? v até aí a gente acaba orientando, perguntando como é sua saúde. Aí eles começam a explicar que também isso, como eu falei, vai acabar impactando. Então a gente acaba explicando, eu como terapeuta ortomolecular, para mim poder fazer um tratamento de manchas, um por investigar porque que uma pessoa tão jovem às vezes tá cheia de rugas, flacidez, estria, porque uma coisa tá envolvida a outra. Então é a consciência de saber que tem que mudar os hábitos alimentares e não é somente aplicar um botox, fazer um preenchimento, um bioestimulador. Então uma coisa tá ligada à outra. E hoje, como a gente vê aí falando muito, né, de vitaminas, minerais, aminoácidos, eu noto que tá todo mundo em busca disso também e auto, eles mesmo estão suplementando da maneira que eles acham que é correto sem o profissional. Então, quando a gente vê um jovem com 30 anos com rugas, que tá é normal hoje, né? Eh, a gente vê que isso tá envolvido a parte alimentar, excesso de açúcar, eh, carboidratos e aonde acaba impactando aí a falta de memória, depressão, fadiga, etc., né? Poxa vida, né? E e aquelas pessoas que buscam de repente um preenchimento, um botox, ela a gente percebeu que muitas pessoas até levavam paraas clínicas fotos, né, de de de repente artistas falando: "Olha, eu quero que você desenhe o meu rosto dessa forma". Isso mudou? Isso tem mudado? As pessoas estão realmente buscando ser mais natural possível? estão tão buscando a naturalidade. Até eles me procuram por conta disso. Eles olham meu Instagram e falam: "Nossa, eu noto que você eh é preza, né, pela naturalidade, né? Ninguém mais quer ficar exagerado. Ai, eu quero pôr um ml, será que não vai ficar exagerado? Será que eu não vou ficar com bocão? Ai, o Botox, eu não tem uns que nem quer que trava muito para, né, para ainda ter aquele movimento e etc. Realmente eles estão buscando. Interessante isso, né? Segundo dados da Organização Mundial de Saúde, mais de 30% das pessoas no mundo já relataram sofrimento emocional relacionado a própria imagem. Por isso que é importante a gente entender que autoestima e saúde mental elas caminham juntas e não dependem apenas de aparência, né, Fábio? Então vamos lá. A gente fala muito sobre libertação dos padrões, né, os padrões de beleza, mas ao mesmo tempo as redes sociais ainda impõe novas comparações. Como é que a gente equilibra essa busca por aceitação com a pressão por perfeição, que infelizmente ainda existe, apesar de ter diminuído um pouquinho as pessoas buscando algo mais natural, mas a gente tem a tal da rede social que mostra lá e e é uma pressão pela busca da perfeição, não é exatamente? Até porque hoje nas redes sociais a gente tem as páginas de jornalismo que são muito mais imediatas. Eh, e a gente tem acesso muito rápido e o jovem hoje em dia ele tem esse acesso mais imediato porque ele é mais ansioso. E quando a gente vê essa comparação, eu acredito que isso exista para realmente para conseguir vender, para colocar uma referência, porque nós eh seres humanos, nós somos movidos a seres de autoridade e essas autoridades são aquelas pessoas que representam um valor, uma importância. E hoje isso é direcionado paraa internet. através de número de influência de quantidade de seguidores, eh, do engajamento e a retenção do público. Então, a gente vê sim muita disseminação de comparação em relação à beleza. Obviamente a gente tem sempre as partes positivas porque isso vai ir diretamente com atrelado à saúde mental. Às vezes você precisa se renovar. Eu tenho um lente de contato no dente, eu sempre quis ter. Então, traz uma estética diferente, traz uma segurança para você. Mas desde que você tenha essa consciência, porque às vezes a gente confunde um pouco da liberdade com a influência e a gente tá lá rolando a tela e a gente acredita que a gente não é influenciado, mas é tanta eh informação ao mesmo tempo, são bombas de dopamina ao mesmo tempo que às vezes a gente acaba se perdendo um pouquinho. Então, nesse ponto de extravazar e de trazer a saúde mental atrelado à influência, eu vejo hoje que sim, talvez essa liberdade que a gente costuma dizer, ela é um pouco mais ilusória, porque a gente tem um caminho para conseguir atrelar e se condicionar e mudar a aparência, mas ainda assim a gente é influenciado, até porque quando a gente vê os próprios artistas, eles estão se mudando e se repaginando o tempo inteiro, porque a condição vai editar. Uma hora, a condição da beleza tá assim, depois ela muda, vem um procedimento novo, vem outro procedimento novo e as coisas vão se readaptando. Tudo é assim, na verdade. Então, acho que isso é válido, mas a gente tem que sempre prestar atenção eh no contexto geral, porque às vezes a gente tá buscando eh externamente uma figura, mas internamente é um deslocamento de uma dor que a gente talvez não esteja conseguindo saber lidar. Então, eh, na sua avaliação como psicólogo, eh, uma busca incessante pela estética, que tem muita, muita gente que, que busca e faz um procedimento, daí não tá legal, daí faz outro e faz outro, mas pra gente a pessoa tá maravilhosa, né? Mas pra pessoa ela ela se olha no espelho, ela não se reconhece. Isso tem muito a ver com a questão psicológica. Com certeza. a gente tem uma diosforia eh corporal muito grande. A gente vê vários segmentos, eu também sou gerente de academia, então eu consigo perceber muito disso. Às vezes você não tem consciência do seu corpo, não tem consciência do seu rosto, mesmo que a visão do outro passe para você que você tá legal, que você tá num corpo perfeito, mas eh é uma profundidade rasa, eu costumo dizer assim, porque você vai buscando e tentando resgatar fragmentos de quem você é, porque você acaba se perdendo com todo esse essa pressão, essa influência de que você precisa fazer uma dieta super revolucionária, que você precisa de um processo procedimento. E tem gente que às vezes acaba exagerando e a gente pensa assim, como essa pessoa não consegue identificar que ela está bem e de fato ela não está bem. Então, toda maneira em excesso, tudo que é em excesso sempre vai fazer mal, mas toda vez que isso reverbera para fora, pro externo, por mais que a gente saiba que as pessoas estão fazendo isso para chocar, elas também estão pedindo socorro e automaticamente elas sabem que o público vai ter essa adesão, porque essas coisas vão acabar impactando, o público compra e isso só vai retroalimentando até um ponto em que a dependendo da circunstância, dependendo da quantidade de procedimentos, essa pessoa sempre vai continuar buscando o que a gente sempre vai procurar, que é a validação. E a internet, ela valida a gente, ela vai dizer aquilo que a gente quer e o que precisa ouvir, mas a gente tem que tomar cuidado porque também por conta do rate, do cancelamento, essa liberdade em busca eh dessa diferença, né, de você quebrar um tabu, pode ser um poço sem fundo. Interessante. Como que você avalia essa fala do Fábio Vera? É verdade o que ele tá falando. Muita gente chega na clínica, tá linda, tá maravilhosa. A gente fala: "Nossa, você não precisa. Não, eu preciso". Às vezes é até eles precisam de uma opinião, né, de um profissional. Quando você fala, eles vão dizer: "Ah, verdade, não tinha reparado isso ou aquilo". Eu procuro até nem ficar colocando defeito, tipo assim, o que tá te incomodando quando ela chega para com avaliação, porque se você pontuar outros pontos, talvez a mexer com o psicológico de da pessoa, porque você vê que a pessoa tá ali buscando algo para se preencher, né? Aí se você falar, não, não é a boca, é o mento, é o queixo, é tal, a pessoa começa a ver outras, você vai tirar, você abre um leque daí também, um leque, aí aquilo vai acabar prejudicando. Então não é para todo mundo que a gente pode falar. Eu pergunto antes, o que tá te incomodando? Porque o que incomoda ela não é o que me incomoda. Sim, porque, né, senão fica naquela, naquela busca que nunca termina. Eu não sei se para você é assim também, mas por exemplo, a gente tem uma a nossa percepção de quem nós somos e a gente tem o viés que é o olhar do outro. Uhum. Então, quando eu estou em atendimento, eu sempre tenho que virar a chave e desligar e a partir do momento, eu tenho que adentrar na mente do meu paciente. Então, não existe um pré-julgamento, porque eu preciso trazer o conteúdo dele, analisar o conteúdo dele de fora. A gente, né, os profissionais hoje em dia precisam direcionar e mostrar pro paciente aquilo. Por isso que é importante buscar sempre uma validação de um profissional reconhecido. E a internet hoje, infelizmente, tem muita gente que acaba indo para outros lados e fazendo procedimentos em lugares ou pessoas que não tem renome, não são formadas, inclusive acaba dando errado. Sim, porque igual eu falei, a pessoa chega ali, já tem um trauma, pode dizer que ele não tá satisfeito com ou o lábio ou com o mento, ou com o nariz, porque tem gente que tá nariz perfeito, fala: "Tá tudo torto, não é?" Aí você vai lá e coloca mais efeito nela. Não dá, né? Porque eu não posso pensar só no dinheiro, eu não posso pensar só na venda. Eu tenho que pensar que eu tô mexendo com o psicológico de uma pessoa, com a autoestima dela, né? Então você vai ter que falar o quê? A verdade, dizer: "Olha, talvez, vamos dizer o nariz, ah, vamos, né, dá ali uma luz e tal, vai ficar perfeito. Beleza, agora se você começar, nossa, a tua pele tá flácida, é, o seu olhar tá caído, eh, o a boca tá murcha, o mento, como é que vai ficar o psicológico dessa pessoa?" abalado, totalmente abalado. E daí só quer voltar e fazer mais e mais e mais. É um ciclo vicioso, não é? É, infelizmente, muita gente acaba usando desse terror psicológico para conseguir fazer a venda. Uhum. É mais comum do que a gente imagina. Olha aí, excelente, né? A a visão aí dos nossos profissionais. Agora, quando a gente fala em estética, a gente se arremete sempre às mulheres, né? Mas apesar do crescimento, muitos homens que, né, eles vão paraas clínicas de estética, mas ainda eles enfrentam o medo do julgamento. É uma mudança cultural que está em andamento, mas ainda falta um pouco. Os homens estão cada vez mais presentes nos espaços de estética. Isso é uma mudança real, Vera, ou ainda é um comportamento eh onde há muita resistência, muito preconceito? qual que é a sua avaliação sobre esses esse cuidado que o homem tem buscado? Mas é interessante que é um cuidado, mas que remete a naturalidade, né? Você não vê um homem aí eh eh quer dizer, eu eu procurei, mas não achei tanta diferença assim. Alguns artistas e tal fazem aquela mudança que fica radical, mas a pessoa normal, a pessoa do dia a dia que busca a estética que é homem, né, o sexo masculino, eh o que que eles buscam, o que que eles procuram e que você vê sobre isso ainda? Eh, eh, tem aquele preconceito por conta de ser homem? Sim, ainda existe o preconceito. Até eles chegam lá, eles perguntam: "Ai, homem faz estética?" Sim, faz. Aumentou bastante. Acho que aumentou 35%, né, dos homens hoje, né, que se cuidam. E homem fazendo preenchimento labial, porque muitos ainda tem aquele tabu, né? Homem faz preenchimento labial. Sim, faz com naturalidade, né? Então, faz o botox. Sim, com naturalidade, nada de exageros. Portanto, você não viu, né? Por isso que você não encontrou. Então, é muito natural. Os homens hoje estão se cuidando tanto quanto as mulheres. Tem, eu tenho muitos pacientes, homens que eles se cuidam e as mulheres ainda não. Você acredita no negócio desse? É até fala interessante, porque antigamente o homem tinha vergonha de fazer uma unha. Uhum. Exatamente. Ia no podólogo. Nossa, morrendo de vergonha. hoje eh fazer o nipo de peles perguntam, estão lá, não filma não porque não fala para ninguém, é normal, sim, é normal. Aí pronto, daí eles já começam a ter aquela rotina, né, de fazer um lip de pele a cada 30, 40 dias, se for necessário. Eh, fazer repor, né, tipo um preenchimento ali bem sutil, cuidar da cicatri acne, eh, a gente pode ver até que estão pintando cabelo, né? Sim, né? Hoje não, as mulheres, né? assumindo cabelo branco, os homens ao contrário, né? Cuidando, né, da saúde, tipo, gordura física. Física. Ah, é, hoje tá, mas tá sim, não tá, tá, os homens estão se cuidando mais, com certeza. Que legal. E isso você como psicólogo arremete a qu e e essa quebra de padrões, né, de tabu que o homem, antigamente, o pessoal falava assim: "Ah, homem tem que ser o homem para ser homem tem que tem cabelo comprido e barba para fazer e tal". Tudo bem? A barbinha arrumadinha, bonitinha, desenhadinha, o cabelo comprido, legal, cortadinho, ajeitadinho. Hoje a gente tá vendo muito isso, né? O a aqui você deve você e acredita que se deve essa quebra de padrões? Olha, eu acredito que a sociedade como um todo, ela teve uma ruptura muito grande, ela teve uma mudança drástica e eu sempre costumo dizer que as mudanças quando elas são muito drásticas, elas realmente moldam a sociedade. Então hoje olhar com essa quebra de tabus sobre o homem estar em em espaços onde ele não estava, onde ele não se permitia, vem muito de encontro com a as pautas que são levantadas, a forma como a educação é direcionada, como os nossos pais cuidaram da gente. Hoje os pais estando mais jovens, como eles têm essa liberdade para cuidar dos seus filhos, né? Então isso muda totalmente o comportamento dessas pessoas. E como eu tava dizendo, a gente tá meio cansado também. Então a sociedade ela vai mudando. Hoje a gente tem inteligência artificial, então é muita informação, muita coisa ao mesmo tempo. E os homens estão se cuidando, cuidam muito do corpo. Então não é só sobre mais a não é necessariamente só sobre a estética, mas é também sobre um bem-estar, um estado de espírito, uma forma de você extravazar as suas angústias. Então isso tem mais a ver com o fato também de você se sentir bem, de hoje muitos homens acabam brincando com isso, né? Vira piada de quinta série com quando estão na rodinha com outros amigos. Então não tem problema você se estar bem com você. Acho que também essa questão do homem assumir a sua masculinidade frágil no sentido de também entender que dentro dele existe o feminino, que é a parte sensível, ele não pode deslocar ou rejeitar essa parte que existe nele. Não é porque ele aprendeu lá na cultura ou no passado com os pais ou os avós que o homem da sociedade, ele era o homem que precisava gerir a casa e a mulher ficar em casa. Como eu disse, a sociedade ela tá totalmente mudando o comportamento. Então, hoje a mulher é muito mais empoderada. Ela pode também estar em todos os lugares onde ela esteja, inclusive em grandes patamares. Assim como o homem também pode ter o seu lado feminino, assumir a sua feminilidade e conseguir compactuar para que a gente consiga desconstruir cada vez mais todos esses estereótipos. Excelente, né, Vera? É, e ele, a gente falando dos homens agora, você falou das mulheres que deixam os brancos, né, os platinados. Eh, essas mulheres que vem assumindo os fios brancos e os corpos reais, né? Essa essa escolha vem acompanhada de um empoderamento ou ainda enfrenta um um julgamento? Qual que é a sua avaliação? Você acha que eh a gente vê as mulheres que deixaram os cabelos todos brancos, platinados e tal? Você acha que é empoderador mesmo? é a mulher empoderada que faz isso. Ou tem aí um julgamento e essa mulher que opta por ser natural, ela ainda sofre um preconceito? Eu acho que ainda ela sofre o preconceito sim. Por a minha mãe deixou o cabelo branco. Uhum. Ela falou: "Não vou assumir o cabelo branco porque a sociedade, né, todo mundo tava assumindo de vinha as amigas e falava, os parentes falavam: "Por que você não assume o seu cabelo branco?" Ela resolveu assumir o cabelo branco, ficou uns se meses. Aí ela falou assim: "Nossa, não me aguento mais eh ver esse cabelo branco". Falei: "Porou". Falou: "Por que que eu usei o cabelo branco?" Então é é relativo, né? Uns se aceitam, outros não. Outro tá cansado de pintar o cabelo. É complicado, né? Julgar. Eu acho que a sociedade, igual ele falou, tá mudando mesmo. Eh, antes tinha aquele corpo perfeito, hoje tem gente que não tá nem aí pro corpo, né? se assume. Eu acho que é meio difícil julgar isso, né? Eu posso falar aqui que todo mundo tá assumido e o outro dizia: "Não, não é, eu já não ficaria com o meu cabelo branco." Hum. E também porque nós nós amadurecemos, mudamos, o nosso comportamento muda, as nossas atitudes mudam, dependendo de como a sociedade também vai mudando. Vai mudando, né? Porque você vai muito pela modinha, né? É, o Amodinha é o cabelo branco, então você acaba, ah, vou deixar meu cabelo também branco. É, e pode ser que exista muita influência, né? Às vezes a gente se se inspira naquele artista que a gente gosta e aí isso vai fazer com que a gente assuma aquela persona e aí ao ao assumir aquela persona naquele momento, a gente vai trazer esse empoderamento, vai se sentir mais seguro. Mas pode ser que passe meses a gente já enjoou dessa vestimenta e fala: "Ah, eu não quero mais essa roupa, vou agora procurar uma outra inspiração". Bem, às vezes você não quer procurar mais inspiração, você fica no seu casulo, fala: "Ah, eu vou ficar desse jeito mesmo e eu vou me amar assim". É isso mesmo. Quando a gente fala em liberdade, né? Liberdade estética, a gente também fala de identidade, não é? Então, eh, como a forma de se vestir também, de usar cabelo, de cuidar do corpo, tudo isso influencia na nossa saúde emocional e também na autopercepção das pessoas. Fábio, essa essa essa identidade, né? né? Qual que é a importância da gente manter a identidade, manter quem somos, independente eh do que a gente vai fazer na questão estética, mas a gente precisa manter a nossa identidade. Até que ponto isso é importante? É, é o, antes de responder, eu quero dizer que pra gente evitar a frustração, na maioria das vezes, como a gente tem esse acesso e essa validação, como eu disse lá no começo, às vezes a gente muda pelos outros. a gente fala sobre eh seguir os nossos próprios pensamentos, o nosso próprio a nossa própria vida e o destino, mas nós somos influenciados o tempo inteiro. A sociedade sabe usar isso muito bem, as cores, o visual, a música, tá tudo aí para que a gente de fato faça escolhas. Às vezes não são escolhas nossas, tá? são escolhas inconscientes. Então, eh quando a gente olha para para isso que você trouxe de assumir a sua identidade, eh, de assumir o seu cabelo, é porque cansa. Eu vejo muita gente levantando as pautas de que realmente você não precisa se enquadrar dentro de um estereótipo que a sociedade tá te impondo. Acho que as pessoas estão rompendo essas bolhas num nível muito grande e através desse rompimento, a gente tá vendo muita diversidade de pessoas. E eu vou arriscar em dizer que eu tenho 31 anos, mas assim, em 10 anos eu vejo que muita gente diferente que eu vejo hoje eu não costumava ver. Talvez as a internet obviamente tenha facilitado esse acesso, mas eu acho que as pessoas estão mais corajosas e elas estão querendo sair daquele padrão de que elas têm que seguido o senso comum. Eh, hoje eu vejo muita gente, inclusive mais novo na minha idade, os meus amigos, muita gente não quer ter filhos, muita gente, muitas mulheres não querem eh engravidar, muitos caras não querem casamento às vezes. Ou a gente também vê muitas escolhas diferentes em assumir a sua liberdade. Eh, muita gente tem a questão com a religião. Antigamente você crescia com uma crença já definida e isso ia se passando em gerações. Hoje você vê muita gente que acredita em Deus ou em outras e religiões, mas você não vê pessoas que t uma mesma frequência em uma crença específica. Na minha idade, pelo menos é o que eu vejo, assim, tem muita gente da minha idade que eu vejo que não tem uma crença definida. Então essa liberdade de pensamento talvez seja uma válvula de escape para falar assim: "Poxa, eu preciso me libertar de todas essas amarras porque a sociedade tá espremendo todo mundo." Eh, e quando a gente fala sobre árvore, árvore genealógica, sabe quando você eh passa por um trauma? Não sei se vocês já viram isso, mas passa por um trauma. Aí você vai repetindo porque o meu pai e a minha mãe me trataram desse jeito e aí você tem um filho e aí você trata também. E aí você fala: "Aí, calma aí, eu quero romper esse ciclo aqui. Não é porque eu fui tratado assim que eu preciso repetir. Só que essa coragem que você tem para assumir, eh, precisa de força, porque quando você assume todas as suas mazelas, você enfrenta o mundo. O fato de você se assumir e ter a sua independência, a sua liberdade, assumir o seu cabelo, assumir o seu corpo, a sua gordura, isso vai incomodar muita gente, porque a gente sempre vai olhar o outro com a projeção de algo que a gente gostaria que essa pessoa fosse, mas a gente sempre vai estar falando da gente. Uau, interessante. Muito bom. Excelente, não é, Vera? Sim, excelente. Isso é mesmo, né? E você falando isso, eu noto assim que muita gente vem porque a amiga fez um preenchimento, né? Aí ele vem, ela vem, ai minha amiga fez um preenchimento com você, que você acha meu lábio e tal. Aí acaba sendo o quê? Se espelhando no outro, né? Sim. Sim. Que gera identificação. Identificação. Porque muita gente não tem a opinião própria ainda, né? Formada. É, é, é interessante isso, porque agora ela falou a rede social, às vezes você vê lá um artista, você vê um amigo, você vê o colega que você tá seguindo, que ele pinta o cabelo daquela cor da você quer se espelhar nele ou fez um preenchimento, fez um bicho estimulador ou tem uma pele mais lisinha, porque eu sou a favor, claro, da estética, você envelhecer bem su autoestima lá em cima, porque mexe com a nossa autoestima, não é? A gente chega lá, eu falo assim que a crise depois dos 40. Uh, nem fala. A gente, eu acho que vai ver, vai mexendo com neurotransmissores, vai abaixando e você começa a entrar numa depressão. Aí você começa a ficar insatisfeita com tudo que você vê na frente do espelho. Você começa a ver aquela ruga, você começa a ver que a pele tá caindo, né? Então é difícil aceitar. O corpo vai mudando, você vai ganhando mais gordura localizada. Aí você vê a sua colega às vezes com a mesma idade que a sua, tá bem melhor que você. Aí você vai buscar malhar, eh, tratamento estético, você começa a investigar até, né? Que que você tá fazendo, amiga? É, que que você tá tomando? Passa receita. Tomando, me passa, me passa a receita. Então, isso me acende o alerta aqui. A questão da comparação, muito bom, bem pontuado que a Vera trouxe pra gente, porque assim, eh, é a comparação que faz a gente às vezes, ã, vacilar nesses procedimentos estéticos e a gente precisa de um profissional que nos eh acenda uma luz, fala: "Opa, pera aí, né? É realmente isso mesmo que você quer? Realmente, será que isso combina com você? Porque o que nós vimos aqui recentemente, Vera, foi é que algumas atrizes ou então eh eh dançarinas, enfim, não vou falar nomes aqui, mas que retiraram os procedimentos que fizeram há um tempo atrás em busca da naturalidade, né? Isso você vê como uma modinha também? Ou então a idade dessas mulheres trouxeram uma maturidade e uma eh de repente um autoconhecimento fez com que elas entendessem que elas não precisavam de tudo aquilo para serem bem vistas. Ah, eu acho que tava um exagero, né? As pessoas estavam mudando a identidade, não era mais aquela pessoa, não era. Por exemplo, eu se exagerar, não sou mais a Vera, muda totalmente o rosto, né? Ah. a gente vê ali a eh alguns eh atores, né, atrizes, que eles exageraram tanto que mudou totalmente a identidade. Então eles tiraram por quê? Porque às vezes você vê uma foto da infância, creio eu, né? Você que é psicólogo, você fala: "Mas eu não sou mais essa pessoa". Exato. Eu mudei muito e eu sei por mim hoje, claro, que a gente vai mudando, eu não tenho exageros, né? vaiendo massa a parte óssea, a parte gordura. Então a gente vai repondo, ajustando aos poucos, não mudando sua identidade. Então vem uma pessoa com uma foto, uma atriz ou um amigo que fez, a gente avalia, ó, para você não vai ficar legal, porque você vai mudar a sua essência. Então, porque isso mexe com o nosso psicológico, né? a gente olhar no espelho e você não se identificar. Quando vem uma pessoa acabou de separar do marido, ela tá totalmente perdida ou perdeu um filho, um ente querido, ele chega ali, ele quer uma mudança. Por quê? Porque ele não tá se reconhecendo na frente do espelho. Aí você vai lá, ah, eu quero mudar, quero mudança. Ele já chega com com esse propósito. Aí você vai lá, você tá preparada para mudar? Porque na hora que você olhar na frente do espelho, você não vai se reconhecer que acontece muito com a cirurgia plástica. Uhum. Né? Aí até os médicos levam processos e tudo por conta disso. Então a gente, eu faço o quê? Vamos começar aos pouquinhos, vamos pôr 1 ml, você vai voltar pro retorno daqui 15 dias, a gente vai reavaliar novamente. Ou sou sincera. Se pego o espelho, vamos olhar aqui na frente do espelho. Você tá vendo se eu aumentar o seu malar? Não vai ficar desproporcional. Aí você vai o lábio, ó, você já tem uma estrutura labial. Legal. Vamos fazer só um refino, não 2 ml, porque tem gente já quer dois. Exagero. Só que você concorda que ele não sabe como vai ficar o resultado. Quem sabe é o profissional que vai fazer. Exato. Então a gente tem que ter essa consciência porque se eu pôr 2 ml num lábio que já tem estrutura, ele vai ficar exagerado. Aí aí muita gente fala: "Eu vou ficar com aquele lábio de linguiça". Verdade. Duas linguiças. É verdade. Aí, né? Então isso tem que ter levar para ele. Será que você tá preparado para isso? Uhum. Porque daí acontece o que eu exagero, porque daí a pessoa não gosta, chega no profissional e fala assim: "Ah, vamos pôr mais malar pra gente poder vai tentando ajustar e vai piorando. Piorando." Uhum. Exatamente. A onde chegou um ponto, todo mundo tá retirando e recomeçando, né? Começando tudo do zero, porque ele não tá sem, ele não tá zero. Não, não é, é importante a gente salientar aqui que retirou, mas não retirou 100%, né? ou de repente retirou 100%, mas foi recolocando para poder ajustar, né? Recolando. Eu conheço muitas pessoas que tiraram o lábio, aquele lábio de linguiça que fala, o exagero. E aí foi colocando, ficando um lábio natural, a uma lar, mandíbula. Interessante, né? Agora o botox a gente nunca fala que alguém retirou, né? Porque não tem como retirar. O vestimulador também não, porque você precisa de estrutura. Mas o preenchimento ele chegou, meu Deus, exagero do exagero do exagero, né? Então, eh, a Vera trouxe para gente um ponto legal, interessante pra gente debater referente à psicologia de pessoas que vão à clínica e que, de repente, passaram por um trauma, né, da perda de um ente querido, enfim, uma separação, né, e aí chega para pra profissional fala: "Eu quero mudar". Isso é uma total perda de identidade, de repente momentânea. O que que acontece? Por que que isso acontece? E quando a gente tem que se atentar que de repente pode ser uma válvula de escape e a gente pode ter um prejuízo lá na frente? Olha, é isso é muito grave porque é como se fosse um, eu falo que é um deslocamento, eu pego eh uma dor muito grande e eu coloco ela num lugar que eu não quero olhar para ela e mexer para ela. É como se fosse um processo de luto. Primeiro vem a negação, tá? passei por um processo de término de relacionamento onde duas pessoas se amavam e passaram a se odiar no final. Então eu vou deslocar essa dor, eu vou tentar achar uma culpa para justificar as atitudes envolvendo ambas as pessoas, porque sempre quando a gente termina o relacionamento, a gente sempre vai achar que a culpa é do outro. É sempre assim, né? É, a gente nunca fez nada errado. Então, quando a gente busca dessa dessa maneira para conseguir conseguir através da estética preencher, fazer alguma coisa para mudar, você quer de fato mudar, você quer trazer esteticamente uma outra pessoa, acreditando que essa pessoa vai te salvar daquela frustração ou daquela dor? Mas quando você olha para para isso, é só um deslocamento, é algo que você não quer mexer agora. Hum. Quando a gente tá fazendo sessão, por exemplo, tem muito paciente que tem resistência e aí você vai devagar tentando tocar no assunto. Às vezes ele até sabe que aquele assunto é um assunto que dói nele, só que ele cria tanta resistência que às vezes ele não volta, porque a gente tem medo do desconhecido. Então, o eh o que que aconteceria caso eu terminasse a o meu relacionamento e lidasse com essas faltas? Como que eu vou ser uma pessoa diferente se eu já estava habituado a conver uma pessoa antes, com rotina e etc? Ah, eu vou paraa estética porque eu vi que as famosas de Hollywood agora tiraram as bocas de linguiça e colocaram um negocinho mais bonitinho. Agora tô mexendo na maçãzinha do rosto. Aí tá fazendo um negócio que puxa aqui. Então, poxa, como ela ficou bonita. E aí vai encontrar ponto com o que você disse aquela hora. Mas às vezes eu faço uma comparação com o outro, nossa, nela ficou tão legal ou nele ficou tão legal, por que que em mim ficou diferente? Porque talvez, né, são coisas diferentes, além de pessoas diferentes, corpo, genética, estrutura e por aí vai. Então, é muito mais um deslocamento de uma frustração. E quando a gente toma qualquer tipo de atitude à base de uma emoção não resolvida, a gente sempre se arrepende depois. Exato. E aí a importância de um profissional que realmente olhe, né, para o o cliente ou o paciente de uma maneira eh que ele possa olhar para o lado psicológico, né, o que que a pessoa tá sentindo naquele momento, o que que a pessoa realmente está buscando naquele momento, porque depois vai ter que vai pedir para reverter e aí vai dar problema. Então é importante isso que você pontuou, a forma com que você trabalha e a forma com que você aborda os seus pacientes, não é? Sim, porque eu tô mexendo com o psicológico dele, causa estima. Eu já fiz isso quando eu me separei a primeira vez, primeira coisa que eu fui fazer mudar meu cabelo. Eu não sei qual ele falou, é a mudança que você quer uma eh quer, você quer mudar, você quer ser uma uma nova pessoa, uma outra pessoa. E aí você acha que cortando o cabelo, né? mudança exterior, na verdade, né? Que você é uma nova pessoa, você acabou de separar, então você não quer mais se comparar com aquela pessoa. Eu não queria me comparar com a Vera que tava casada, né? Que tava ali num sofrimento, porque como você falou sempre a culpa do outro, não, mas eu sempre falo que 50% é minha culpa e 50% é do outro. Mas você quer uma mudança, você fala: "Não, eu tenho uma vida nova, então vou lá, vou mudar meu cabelo, né?" Naquela época, quando eu me separei, não tinha tratamento estético assim na palma da mão. Então você quer e pôr um fazer o preenchimento labial, mudar a pontinha do nariz, alguma coisa, porque isso também mexe eh com a nossa personalidade, né? Sim, até li um livro esses tempos atrás. Cada a gente tem um nariz torto por conta de uma personalidade, a gente tem um dente mais afastado por conta da personalidade. Eh, então a gente, quando a gente faz um tratamento estético, a gente muda a nossa personalidade. Então, aí é que eu cuido do meu paciente. Será que ele tá preparado para mudar a personalidade dele? É interessante porque imagina, você vai lá, muda a pontinha do nariz, você mudou uma personalidade, você pôs lábio, você ficou mais sensual, você mudou uma personalidade, você pôs lá maçãzinha do rosto, agora ele falou uma lar, você mudou a sua personalidade e aí você tá preparada para isso, você é uma nova pessoa. Então eu antes de eu fazer o procedimento, eu avalio muito esse paciente. Eu fico ali conversando uma meia hora com ele, avaliando tudo. Eu não sou psicólogo, mas a gente tem que avaliar. Por que que ele veio fazer o o preenchimento, por que que ele veio buscar o procedimento? Ele tá bem psicologicamente? Porque a gente na área da estética a gente pega de tudo, tá? Uhum. De tudo. Teve gente assim de sair de Limeira, vim correndo porque naquele momento ele queria fazer um tratamento. Pois por que que ele queria fazer naquele momento? Momento. Momento porque ele não tava bem com ele mesmo. Momento. Uhum. É uma válvula de escape às vezes. É uma válvula de escape. E daí eu vou lá, vou fazer. Você chega amanhã, ele olha na frente do espelho, ele começa a ficar insatisfeito. Aí ele vai voltar às vezes até para fazer a retirada porque ele não gostou. Exato. Porque isso acontece, nunca aconteceu comigo, graças a Deus. Mas acontece do quê? Como eu falei, da personalidade de fazer ali um preenchimento labial, olhar no espelho e dizer: "Nossa, eu estranhei totalmente, não era o que eu pensa, né, que eu pensei de ser tal". Aí eu fala: "Calma, calma, que tá meio com edema, tá inchadinho, espera 15 dias." Nesses 15 dias é 10 dias. máximo dizer: "Nossa, amei". Ficou perfeito mas aquele momento ele estranhou. É, mexe muito com a nossa personalidade, né? É um choque de identidade. E é por isso que a gente precisa tá aí quando vai buscar um procedimento estético, tá com a cabecinha em dia, né? Não fazendo impulso e buscar profissionais que realmente vão olhar você e e com carinho mesmo, né? com assertividade, não só, ah, eu quero lá colocar 5 ml, vai lá, vamos colocar 5 ml, não, né? A gente precisa de pessoas que realmente entendam, né, da da estética e também tem aquela pegada psicológica que todo mundo tem um pouquinho, né? E aí eu acho que isso faz toda a diferença, né, velho? E hoje em dia, né, tá todo mundo se alimentando mal. É, eh, a parte então acaba mexendo com a parte psicológica, com neurotransmissores, porque serotonina nós temos 90% é produzida no nosso intestino. Então, a gente tá com intestino inflamado, não tá fazendo absorção de vitaminas, minerais, dos nutrientes necessários. Então, tudo isso vai acabar abalando o corpo inteiro. Então, você olhar na frente do espelho não tá satisfeita com a gordura localizada. Tem gente magra que chega lá que tem uma gordurinha assim que você fala: "Não, não é essa gordurinha que tá prejudicando toda a parte psicológica dela". A gente sabe que não é, né? Ela não tá bem resolvida. Então, eh, é importante uma boa alimentação, é importante atividade física pra parte psicológica também. É importante procurar um profissional quando você, porque é difícil a gente assumir que a gente não tá bem. Exatamente. É difícil, né? a gente dizer assim, não, eu preciso de um psicólogo, eu preciso de uma terapia, é difícil. Então você vai procurar outros outras alternativas. Você vai procurar estética. Eu sei porê eu já eu atendi já sou 15 anos na área. Tem gente que chega chorando, eu pergunto: "E aí, me conta como você está, o que que você quer melhorar?" A pessoa começa a contar uma história. Ai, eu perdi meu pai, eu perdi minha mãe, começa a chorar. Aí você pensa assim: "Nossa, aqui é um consultório de estética, mas você tá entendendo que tá mais profundo ainda, mas é difícil você chegar pro paciente e dizer: "Vai procurar um psicólogo". Não é, ele não vai aceitar. Ele acha que ele fazendo um procedimento estético tá tudo bem que ele vai melhorar essa parte psicológica. Ah, porque até porque a parte psicológica eh às vezes a pessoa fala assim: "Ai, a minha amiga precisa de um psicólogo, eu indiquei você". E aí, às vezes, eu faço anamnese para tentar entender. E aí eu vejo assim: "Nossa, esse paciente não vai fluir." Por quê? Porque o paciente ele precisa querer. É. Hum. Verdade. Exatamente. Esse é o ponto. Aí, se a amiga que quis por você já já começou errado, não vai funcionar. Uhum. Aí você vai olhar pro profissional e falar: "Aí não tá funcionando comigo, profissional é ruim". Não, você tem que aceitar e você tem que querer. Mas para chegar nesse processo, eu costumo dizer que o a parte de chegar no atendimento com com uma terapia é o ponto do basta. Você já tentou de todas as possibilidades, você não aguenta mais e você não sabe o que fazer. Você fala: "Meu Deus, eu preciso de terapia". Aí você busca a terapia por vontade própria e quando você busca com essa intenção, ela flui, ela funciona. E como você disse e você também tem muitos profissionais na área da estética, eu sou super a favor, gosto também bastante, inclusive tem que pegar o contato, mas eu sou super a favor, desde que isso faça a gente bem. É claro que eu quero ficar mais bonito, mais belo o meu rosto, tirar umas ruguinhas aqui, talvez mexer um pouquinho no nariz, mas isso é um desejo meu, né, de deixar um pouco mais uniforme para ficar mais feliz comigo mesmo. Nada além, não vou fazer porque alguém disse que o meu rosto é feio, não. É um desejo. Então, assim como existem profissionais bons, existem ruins também. Então, por isso que é importante você diz: "Ah, eu não sou psicóloga". Mas se você souber eh ser eh uma pessoa que ouve o seu cliente, com certeza você vai perdurar muito mais na sua profissão, porque ele vai voltar, ele vai trazer boas referências e sempre vai compartilhar para você. E agora você falou, mexe com a parte estética. Teve um rapaz que me chamou muita atenção, ele tinha uma marca, uma cicatriz de acne muito profunda. Uhum. E ele tinha quase 50 anos. Aí ele foi em tod várias clínicas fizeram laser, fizeram todo o procedimento que não resolveu o problema dele. Eu falei: "Não, eu vou fazer um leve pr preenchimento nessa região, vai ficar legal". Quando eu fiz, ele se emocionou, ele chorava porque ele falou assim: "A vida inteira eu tentei, eu busquei isso e você conseguiu resolver". Então a gente sabe que ah, é uma cicatriz de acne para que para muitos podem falar assim: "Ah, uma cicatriz de acne, mas para ele mexeu com a autoestima." dele. E aí teve um caso também que eu atendi, a pessoa já chegou chorando, coloquei ela, fui fazer o preenchimento, eu perguntei: "Tá doendo?" Ela falou assim: "Mais que a minha dor na alma, impossível". Olha isso. Aí eu falei assim: "Será que não não é melhor você procurar um psicólogo? Porque você acha que eu preciso de um psicólogo? Vem, não é que você tá falando a dor da alma, né? Ela já colocou para fora. Ela já colocou para fora. Então quer dizer, não era estética que ia resolver o problema da dor que ela estava sentindo. Só é camuflar, né? É, mas você viu que ele ela não aceita, eles não aceitam a gente mandar pro psicólogo, entendeu? É uma resistência. Uma resistência, né? É porque na verdade tem que trabalhar um autoconhecimento para você ter o entendimento do que está acontecendo contigo naquele momento. Isso demanda muito tempo, né? Não é assim de uma hora para outra. Mas eu fico feliz que você dá esse acolhimento diferenciado, porque a gente precisa. De repente você eh não entende que você precisa de um psicólogo, mas você vai buscar uma um um uma válvula de escape na estética, aí você vai, de repente encontra ali um um conforto e isso faz bem, né? Então a gente precisa, é isso mesmo, é isso mesmo. Só que precisamos tomar cuidado também com essa questão aí de agir no impulso. Agora 8:58. Vamos lá, então tem algumas perguntas. Mas vamos lá, produção, pode mandar a pergunta pra gente, por favor? Vamos ver quem é que tá conosco. A gente vai até, deixa eu ver, eh, 910, né? Tá bom, então vamos lá. Pode mandar, por favor. Gustavo Pereira do Jardim São Gabriel. Quando a estética deixa de ser escolha e vira obrigação social, quais são os sinais que ultrapassamos esse limite? Uau! E agora quem responde? Você vai lá então, nosso psicólogo, acho que é o psicólogo, estética deixa de ser escolha e vira obrigação social. É para você estar bem para a sociedade, não é? Quando você perde a essência de quem você é, quando você tá perdido no mundo e você acredita que a vida acabou para você e que nada de que você faça vai dar certo, porque a gente passa por esses conflitos internos e a gente tenta de todas as maneiras buscar essas mudanças. a gente tá falando sobre as mudanças estéticas quando se torna uma disforia corporal, onde você não se enxerga mais, onde você não aceita o seu rosto, a sua identidade, a sua personalidade, aí já ultrapassou o limite e você precisa entender que você precisa de ajuda. Como eu disse, não é um problema você buscar procedimentos estéticos para você fazer um retoque aqui e elevar a sua autoestima. Mas quando chega nesse patamar de você ter essa disforia corporal da sua imagem ou que você precisa agradar o outro, você está vivendo a sua vida em prol do outro, infelizmente você tá deixando de viver em função do que você precisa viver, que é a tua vida, né? Excelente. 9 horas pontualmente, mais uma produção pode mandar pra gente, por favor. Vamos lá para ver quem tá conosco. Renata Souza do Parque Itália. Depois da gravidez, meu corpo mudou e passei a evitar o espelho. Procedimentos estéticos podem realmente ajudar a resgatar o amor próprio? Vamos lá ver. Com certeza. A gente precisa antes avaliar, ver o que que é a sua insatisfação, porque que você falou que teve essa mudança. Claro que o tratamento estético ajuda assim sem cirurgia plástica, a gente tem diversos tipos de tratamentos que pode te ajudar, mas antes a gente precisa, claro, fazer uma avaliação para ver se é possível a gente tratar você através da dos tratamentos estéticos sem precisar de uma cirurgia plástica, porque eu não sei o quanto você engordou também, quanto ficou de flacidez e o que tá te incomodando. Exatamente. Muito bem, obrigada, Renata pela sua participação. Vamos lá, mais uma pergunta pra gente. Vamos ver quem tá conosco. Pode mandar a produção, por favor. Vanessa Rocha Nova Campinas. As redes sociais ajudam a quebrar padrões ou acabam gerando novos modelos de beleza ideal? Vamos lá, então. Nosso psicólogo, acredito que os dois, eh, a gente sempre tem a balança, a gente vê muita rede social utilizada para gerar influências positivas e também a gente vê o outro lado que é paraa venda de todos os segmentos. Uhum. Então, quando é é usado essa questão de dessa beleza ideal, a gente vê sim muita gente diferente, muita gente saindo da caixa de um padrão do olho claro, cabelo assim, corpo assado. Então é como a moda, o que era muito usável nos anos 80, 90, hoje pra pra galera, pros jovens é cringe, né? Mas daqui 10 anos isso pode voltar à tona. A moda sempre costuma trazer referências. Então, o que foi utilizado lá hoje é novamente é utilizado e a beleza também ela se encaixa muito nisso. Essa esse padrão da beleza ideal muda muito. Então, há 10 anos atrás a gente tinha uma referência de um rosto masculino, uma referência de um rosto feminino. Hoje é totalmente o inverso. Então, assim como os procedimentos, o auge dos procedimentos foi trazer eh uma aparência mais chocante, né, com bastante harmonização pros homens, o os preenchimentos de forma geral, a gente viu que aquilo era referência em algum momento e aí a galera voltou atrás e agora não é mais uma referência porque mudou. Então esse rompimento ele vai te levar para vários lugares. Sim. Muito bem. 9 horas mais 2 minutos. Tem mais perguntas? mudar. Você que quer mudar um pouquinho e que opta por algo mais natural, né? Tem mudado as coisas, o que tá acontecendo, né? Por que que a gente tá buscando mais naturalidade? Vamos lá. A Marina Lopes do Nova Europa. Como a estética pode atuar junto à saúde mental, ajudando pessoas que sofrem com baixa autoestima e distorção da autoimagem. Uau, que conexão, né, estética. E a questão da psicologia aí, muito bom. Os dois agora, por favor. Então, acho, né? Eu acho que é é bem legal. Pode pode começar, Vera. Tá. A estética, como a gente falou, claro que aumentando a autoestima, isso vai à saúde mental, vamos dizer assim, né? como você relatou, a gente primeiro precisa descobrir o que que tá te incomodando exatamente, porque muitas vezes realmente você precisa do tratamento estético, como a gente já até abordou aqui, às vezes é um nariz que tá tortinho, que te incomoda, às vezes é um lábio que tá muito fininho, que acaba te incomodando. Então a gente ou as rugas ali as expressão, não sei o que que você tem, o que tá te incomodando. a gente avaliar isso e se for necessário, é claro, a gente ver o que que tá acontecendo com a sua saúde mental, porque vamos dizer assim que se te incomoda é a parte estética, a gente consegue resolver a parte da saúde mental. Mas se aquilo ali a gente fez lá um preenchimento labial, por exemplo, e aquilo não tá se satisfazendo, aquilo foi uma válvula de escape, como a gente falou aqui, aí a gente tem que investigar e ver se isso também não tá aí com a sua eh com a parte mental, né, com a sua autoestima, com falta também de nutrientes, minerais, que isso acaba eh também prejudicando. É, eu trato muitos pacientes também que eu tenho, por exemplo, o ser mais pleno, onde a gente consegue investigar através de uma ficha namnese que é gratuita até se você quiser, tá? Vou te dar de presente para você estar lá preenchendo, aonde a gente vai investigar se não tá com falta de vitaminas, minerais, aminoácidos, tá levando aí também a eh prejudicar neurotransmissores, né, que a gente precisa aí e também investigar aí a parte estética. Você tá bem pertinho aí da clínica, né? Uhum. Muito bom, muito bom. Olha aí que legal. Agora a psicologia aliada à estética para melhorar a qualidade de vida, a baixa autoestima, a distorção da imagem. Que legal, né? Uma conexão bem interessante aí das duas profissões. Exato. E a Vera falou muito bem. Acho que mais para complementar mesmo. A gente também faz anamnese com o paciente para entender e aprofundar, porque tem muito conteúdo. Então, em apenas uma conversa a gente não consegue identificar. Então a gente precisa ir aprofundando camada por camada, porque às vezes o paciente ele vai ter essa resistência, ele acredita que o terapeuta ele vai estar julgando ou que o terapeuta ele vai pegar aquela conversa e passar para outra pessoa, isso não pode. Então o para construir esse elo de confiança leva um tempinho e na namnese a gente consegue pegar bastante informação importante. Só para complementar o que a Vera disse, é extremamente importante, né, a gente ter esses procedimentos em alguma deficiência. Por exemplo, eu tenho lentes de contato no dente, eu usei aparelho por muito tempo e aí de tanto ficar com aparelho, acaba manchando dos dois dentes da frente. Isso me traz um desconforto muito grande e não consegui arrumar mesmo fazendo clareamento. E aí eu fui pra estética e eu coloquei e falei, fiquei super satisfeito com isso. Agora, quando a gente vai pra parte da autodistorção, se você já identifica que você tem não só a a baixa autoestima, mas uma distorção de imagem, aí é um pouquinho mais agravante. Então, antes de você procurar um procedimento estético, procure um profissional da saúde mental para você avaliar como que tá essa sua eh relação com a imagem na qual você está vendo, porque uma coisa é autoestima baixa e outra coisa é uma distorção de imagem que aí pode se desenvolver por uma depressão e pode ir para mais agravantes. Então, se você sente, já entende como você pontuou, eh, para fazer os dois ficarem aliados, você pode começar a passar para pela terapia e, obviamente, você também pode fazer um procedimento estético ali, desde que você sempre investigue as causas, tá bom? Excelente. Muito bom, gente, nosso bate-papo de hoje aí riquíssimo, né? com bastante conteúdo. Acredito que a participação eh dos nossos telespectadores fecha com chave de ouro o nosso programa de hoje. E fica claro que a beleza ela vai muito além da estética, ela passa pela autoestima, pela aceitação, pelo equilíbrio, que cuidar da aparência pode ser sim uma forma de saúde, mas desde que venha de dentro para fora, né? aí com muita cautela, com muito equilíbrio, procurando profissionais especializados que realmente são gabaritados para executar todo esse procedimento, seja da estética ou da saúde mental. Quero agradecer muito a participação de vocês, Vera, mais uma vez, gratidão, obrigada pela troca, né, pelas informações, pelo conhecimento e por responder aí os nossos telespectadores. Gratidão. Eu que agradeço aí pelo convite. Foi um prazer poder responder, poder ajudar a trazer esse conteúdo, porque com certeza vai ajudar e muita gente, né, os ouvintes, porque é um conteúdo bem relevante, é, são coisas que estão acontecendo no momento e para você também poder se identificar aí o que tá acontecendo com a sua autoestima. Será que é o tratamento estético que você tá precisando ou será que é a parte mental, a parte da psicologia procurar um profissional qualificado? Quero mais uma vez agradecer a vocês. Maravilha. Você falou que tem eh atendimento gratuito, né? Você pode falar pra gente? Isso é legal, gente. Vamos lá. Isso. Eu tenho um método que chama ser mais pleno. É o quê? É uma ficha anamnese que você preenche online. Ela é gratuita. Através dessa ficha namnés eu consigo identificar o que está acontecendo, porque você tá com falta de energia, você dorme cansado, acorda cansado, eh você não tá conseguindo emagrecer. Muitas vezes você come lá uma folha de alface, mesmo assim você está engordando. Tudo isso tem a ver com a parte eh eh da parte sistêmica, às vezes é falta de vitaminas, minerais. E através dessa ficha eu consigo identificar, te passar um um parâmetro do que tá acontecendo com você, o que você precisa procurar, às vezes a parte alimentar ou a parte de nutrição. Então eu tô dando gratuitamente. Se vocês quiserem podem mandar o WhatsApp ali, a gente manda a ficha de namnés, vou mandar pra pra produção para eles poder estar enviando para vocês. Então você que é ouvinte, tá ouvindo esse programa, eu estou te dando gratuitamente. Maravilhosa. Obrigada. Obrigada, sucesso, viu? A gente agradece também o nosso psicólogo hipnoterapeuta, né? Depois a gente vai eh trazer um programa para falar de hipnose, que é bem interessante também e você trouxe aí um grande conteúdo, uma grande contribuição. Então é só gratidão. Obrigada pela sua participação. Sinta-se convidado para mais vezes também, assim como a Vera. Olha só, agradeço novamente aqui e acho que é importante porque a hipnoterapia, a hipnose aliado aí com a psicologia, com a psicanálise, é fundamental às vezes para aquele paciente que quer uma um tratamento um pouco mais rápido, então a gente consegue aprofundar aí com a hipnose. É muito, muito legal. Gostaria de agradecer novamente a todo mundo que assistiu, a minha colega Vera, você. Fiquei muito feliz de ter vindo aqui. Espero conseguir ter contribuído aqui pra audiência. E é isso, gente. A gente se vê. A gente tem aqui a lista da Vera que depois eu vou pedir também. Então é isso. Busquem sempre profissionais capacitados e profissionais que estão com um olhar além do dinheiro, porque mais importante o dinheiro é a sua saúde, a sua vida. Não adianta você ficar bonito e ficar feio emocionalmente. Acho que as duas coisas têm que sempre estar atreladas. Uau, muito bom, que legal. Muito obrigada aos dois mais uma vez. Você de casa, muito obrigada. E amanhã Estúdio Câmara a gente traz um assunto que mexe com coração, viu? Pais ausentes, mas ausentes emocionalmente. Quando estar presente não é o suficiente. Amanhã a gente fala sobre a diferença entre a ausência física e a ausência emocional e os impactos no desenvolvimento dos filhos e os caminhos também para reconstruir vínculos. Então não perca Estúdio Câmara amanhã a partir das 8 da manhã é ao vivo. E você que tá ligadinho aqui na TV Câmara Campinas continue com a gente porque daqui a pouquinho tem direto da central de informação, né, eh, da inteligência artificial aqui da TV Câmara Campinas, a nossa jornalista e a a Íria, trazendo informações aqui de Campinas, do estado, Brasil, mundo também cotação do dólar, euro e muito mais. E ao meio-dia nós temos Câmara Notícia com informações do Legislativo e aqui de Campinas. E claro, a programação da TV Câmara Campinas feita por toda a nossa equipe com muito carinho, especialmente para você que tá aí do outro lado. Obrigado pela sua audiência, pela sua companhia. Uma ótima terça-feira. Se cuide e até amanhã, se Deus quiser. Ciao [Música] [Música] [Música]
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