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E aí uma hora mais 23 minutos muito obrigado pela sua companhia pela sua audiência você que acompanha a programação da TV Câmara Campinas sabe que no programa em pauta eu entrevisto os vereadores sobre o trabalho que é realizado, dos projetos de lei que são protocolados, sancionados, as indicações, requerimentos, moções. Hoje o Em Pauta veio pra cá, dentro do nosso jornal Câmara Notícia, é uma edição especial com o vereador professor Alberto, que está no último mandato. O vereador já está aqui nos nossos estúdios, nós trouxemos ele pra cá pra ele explicar pra gente e principalmente para você que está nos acompanhando. Que história é essa de último dia de mandato? Então, primeiramente, vereador professor Alberto, muito obrigado por ter aceito o convite para participar, por estar aqui nos nossos estúdios. E é o último dia, então, seja bem-vindo e boa tarde. Boa tarde, é uma alegria, Gabriel, estar aqui. Esse é o espaço que eu passei, basicamente, os últimos 12 anos, né? Dois, quatorze anos. E eu tenho um carinho muito grande pelo Legislativo Campineiro, local onde a gente pode ver o desenvolvimento da cidade, de toda uma legislação tão relevante, tão importante para você que está nos acompanhando. E projetos importantes são debatidos nessa casa Eu sempre tive a oportunidade de pontuar, apresentar as minhas ideias, os meus pensamentos Mas sempre trazendo os valores que eu represento Que é o segmento da sociedade que eu represento Grande parte desse segmento é o segmento cristão, é o segmento evangélico E também outros valores que o nosso partido representa, que é o PL que são valores como a defesa do Estado democrático de direitos, a proteção à iniciativa privada, a liberdade de expressão, são princípios extremamente relevantes para mim e nesse período todo que eu estive aqui nessa casa eu pude defendê-los, especificamente a bandeira da educação. Eu sempre utilizei a tribuna da Câmara para dizer que a educação é o mais poderoso instrumento de exerção social. Continuo acreditando nisso, em políticas preventivas, em políticas educacionais, é onde a gente consegue, e eu estou ainda com as mesmas ideias de que uma gestão pública só tem sentido se ela tiver face humana. Já já nós vamos falar sobre, então, o novo cargo do vereador professor Alberto, que está indo para o Executivo, por isso que a gente fala que é o último dia de mandato. Antes de nós falarmos sobre o trabalho que fora realizado nessa atual legislatura, vereador, nós temos algumas imagens do seu trabalho, digamos que em um passado recente. Então, enquanto você vai falando, a gente vai vendo essas imagens, Como é que foi esse período de quatro mandatos consecutivos? Lá em 2009 até esse 2 de junho de 2023, espera ter deixado um legado, como é que foi esse período aí de quatro mandatos? Período muito feliz, eu sou muito realizado com tudo que faço, eu coloco muito paixão, muita vida, porque eu gosto do que faço. Olha o senhor novinho na imagem, vereador. Poxa vida, hein? Muito novinho. Eu vim com muita expectativa. Eu sou oriundo da cidade de Jundiaí, vim morar em Campinas, que eu casei com uma moça aqui de Campinas, que é minha esposa, minha inspiração, que é a professora Eliana Renato. Temos duas filhas lindas e eu sempre lutei porque eu quero que a cidade seja boa para os meus filhos. A ideia do legado é muito importante. Eu tenho essa percepção e luto sempre para que as mulheres sejam respeitadas. Eu convivo com três mulheres, minha esposa e minhas duas filhas, e eu quero uma sociedade que respeite a mulher, que valorize a sua capacidade, as suas potencialidades, uma sociedade mais solidária. Eu acredito nos princípios cristãos, eu vejo que as sociedades que foram influenciadas com princípios de amor, são as que desenvolveram mais os direitos humanos. Todas as sociedades que foram influenciadas pelo cristianismo, das mais variantes tendências, são as sociedades mais democráticas hoje. Então eu acredito muito num legado, bons projetos que vão ficar, o foco que nós trabalhamos na área da educação, eu sempre falei muito de educação, sempre participei muito disso, Fui voluntário como professor em muitas instituições, como, por exemplo, o Instituto Paulo Freire de Ação Social e outras oportunidades que tive para palestrar, levando uma palestra, uma palavra de esperança. E eu acredito nisso. Eu acredito muito no ser humano. Eu olho para o ser humano e vejo uma potencialidade enorme, principalmente quando ele tem oportunidades. Isso foi só um pequeno anúncio do que virá, porque hoje o professor Alberto tem uma gravação no podcast Na Casa do Povo, apresentado pela Mirna Abreu, que vai relembrar bastante sobre a vida do professor Alberto, que vai ser muito bacana. Então você fique ligadinho aí, porque ao longo das próximas semanas irá ao ar este programa. Agora, vereador, falando um pouquinho sobre o seu trabalho, que foi desenvolvido aqui na Câmara de Campinas, quarto mandato, o senhor foi o presidente da Comissão de Constituição e Legalidade, foi membro na Comissão de Política Social e Saúde, de Ciência e Tecnologia, até o dia desta gravação. O senhor protocolou 26 indicações só neste ano, 4 moções, 15 projetos, 49 requerimentos. Trabalho desta quarta legislatura, eu imagino que foi diferente das demais, porque foi enfrentada uma pandemia no meio desse caminho também, com trabalho à distância, com reuniões remotas. Então, como é que foi este quarto mandato, a avaliação que o senhor faz, dos números que eu citei, mas também do período difícil que nós enfrentamos? Foi muito atípico, acho que você pontuou muito bem quando você fala que foi muito diferente de tudo. Nós precisamos criar novas respostas, não só no Legislativo Municipal. Acho que na sua casa, você que está nos acompanhando, no seu trabalho, nas suas atividades, no relacionamento familiar, todo mundo que precisou se reinventar e não foi diferente no trabalho do Legislativo. Nós tivemos cuidados especiais porque nós somos os guardiões da lei. Então, nós precisávamos dar exemplo para a sociedade em vários aspectos. E aqui é uma casa muito plural, muito dispare. Nós vivenciamos também um momento na sociedade de extremismos. E tudo isso gera, embora há um enriquecimento no debate, mas também gera um desgaste natural. Eu, particularmente, sofri muito na pandemia, porque eu fui acometido da doença, Fiquei 26 dias entubado E eu me considero um milagre da parte de Deus Eu estar aqui, hoje me despedindo do Legislativo Municipal Mas para um novo desafio Eu vejo como a misericórdia de Deus sobre a minha vida E eu quero aproveitar esse programa Para agradecer você que acompanhou os momentos mais difíceis da minha vida Acolheu minha esposa Fez suas preces, suas orações Seus pensamentos positivos Tudo isso foi muito importante porque eu literalmente saí de um vale de sombra da morte, eu estou aqui com um milagre de Deus, eu agradeço a Deus, eu agradeço você que orou por mim, você que torceu por mim, você que enviou palavras de apoio, pessoas foram em frente do hospital, clamaram a Deus pela minha vida, então eu agradeço você, agradeço os vereadores dessa casa, todos, independentemente de ideologia, me abraçaram, me apoiaram, me acolheram, Foram mais de 20 vereadores me receber quando eu saí 20 quilos mais magro da casa de saúde, os médicos, os enfermeiros. Então foi muito difícil e eu sei que muita gente teve perdas. Eu tive perdas nessa Covid, perdi o meu sogro, eu sei que muita gente perdeu o filho, perdeu o pai, perdeu o irmão. Tudo isso é muito doloroso. Nós não vamos ser as mesmas pessoas depois de uma pandemia tão traumática como nós passamos. Mas o mais importante é que nós conseguimos, nós somos sobreviventes. E é claro que nós teremos que dar novas respostas. Eu estou indo para o Executivo Municipal com o coração cheio de alegria. Primeiro lugar, pelo dom da vida. Segundo lugar, porque eu tive a oportunidade de me capacitar. Eu conheço a legislação, eu conheço as relações e eu posso contribuir ainda muito mais com a minha cidade, que é a cidade de Campinas, a cidade da minha esposa, a cidade das minhas filhas, a cidade que eu amo. Eu me sinto uma pessoa como se sempre morasse em Campinas, pelo carinho, pelo amor que eu tenho pela cidade, porque eu recebi esse amor do povo num momento mais traumático da minha vida, que foi exatamente o período pandêmico. E mesmo assim, apesar dos pesares, a gente continuou produzindo, discutindo, fomentando as ideias, embate sempre no campo das ideias. Eu sempre tomei esse cuidado. Nunca, em nenhum embate, em qualquer discussão que eu fiz no plenário da cama ou fora, nunca foi pessoal. Eu sempre fui respeitador, eu sempre respeito as pessoas, por mais que tivesse pensamentos diferentes, pensamentos que não tem nada a ver com o que eu acredito, eu respeito o ser humano. Porque independentemente das nossas ideologias serem diferentes, nós somos da mesma família, a família humana. É isso, passamos por esse passado difícil, mas agora um novo momento. Vereador, falando sobre este momento, porque agora em maio foi comemorado o mês da África e a Câmara cediou a Mostra Cultural Afrofuturista, exposição que incluiu quadros modernos de centros urbanos de cidades do continente, esculturas, pinturas feitas à mão, e o senhor foi responsável por trazer ao Legislativo. Qual foi esse intuito de mostrar aos munícipes que visitaram aqui o Legislativo e mesmo para os funcionários aqui da Câmara? Eu sou professor de história, eu sempre falo nas oportunidades, eu estou vereador, eu por vocação sou professor, eu gosto da sala de aula. E na época que eu estava ministrando aulas, nós tínhamos uma carência de material pedagógico sobre África. O que nós temos da África? Tem muito material sobre colonialismo, exploração humana, que é a escravidão, a biodiversidade da África, mas faltavam outros elementos. O professor Odair Marques, da Unicamp, doutor, trouxe o seu atras geográficos da África, uma novidade enorme. E através dele eu descobri que ele tinha muito material da África. Ele mostra a África num aspecto muito interessante que não era trabalhado, que são os países pós-independência, o seu potencial de desenvolvimento humano, científico, cultural, é uma riqueza extraordinária, a África é linda, a África é cheia de vibração, de vida, de ânimo, de cores, e a gente não trabalhava muito isso, e o professor Odair esteve aqui na Câmara, e ele compartilhou que ele tinha muito material da África, E aí eu sugestionei a presidência da casa, os vereadores, eles acolheram e dia 25 de maio foi o dia internacional da África que os próprios estados africanos escolheram. E nós fomos abençoados e privilegiados com uma exposição muito bonita, singela, mas muito significativa, muito simbólica. Tem na entrada da câmara, você já viu um mapa da África com recortes da roupa das muitas nações africanas. Tinha um ovo de avestruz trabalhado, máscaras cerimoniais, então foi uma exposição muito linda, mostrando uma África pujante, futurista, que tem uma capacidade científica, tem grandes universidades, uma das universidades mais antigas do mundo está no Cairo, no Egito, e outros centros de excelência na África do Sul, em outros países africanos, e nós temos também que ter esse olhar sobre a África, e não simplesmente um olhar do passado muito triste, em partes obscuro, mas tem também um futuro brilhante, os países africanos são os que mais crescem economicamente na atualidade. É importante você dizer isso, porque normalmente quando se fala de África, o foco é sempre nesse passado, na questão da pobreza, da miséria, mas hoje existe, então, uma modernidade e culturas distintas desses 54 países que estão no continente, né? E cientistas africanos relevantes que têm contribuído, um dos cientistas africanos mais importantes foi o que fez o transplante de coração na África do Sul, grandes biólogos, gente que conhece muito de fauna e de flora, Até porque eles vivem basicamente em um continente privilegiado, com uma diversidade extraordinária. O patrimônio da África é enorme. O senador Darcy Ribeiro, de saudosa memória, ele é antropólogo, escreveu um livro lindo chamado O Povo Brasileiro. Vale a pena ler. E ele fala como a África contribui para o nosso ser brasileiro, como a África, até a língua nossa, a língua portuguesa do Brasil é amaciada graças ao impacto cultural dos povos africanos. É isso. E vereador, infelizmente a gente fala sobre um assunto relacionado que é a questão do racismo, né? Você já citou aqui a questão de escravidão, a gente vai para um assunto que é relacionado que é a questão do racismo. Acho que todo mundo acompanhou o que aconteceu com o brasileiro Vini Júnior, que joga no Real Madrid e constantemente é chamado de macaco, entre outros insultos, em várias cidades da Espanha. Aqui no Brasil também existem milhares de casos que são noticiados, outros milhares que não aparecem. A visibilidade que esse caso teve, você entende que é suficiente para mudarmos essa situação? Como é que você assistiu essa cena? Você que citou bastante a questão de educação. Passa por essa questão de educação, passa por uma questão de leis. Como é que você enxerga, vereador? Educação e leis severas. É uma ignorância a pessoa trabalhar a ideia racial, porque raça é só uma, humana. Todos nós somos humanos. Existem etnias, etnias diferentes, povos, etnias. Agora, raça é humanidade. Então, já começa por aí a questão exegética da palavra. Segundo lugar, é uma ignorância o indivíduo não conseguir respeitar o outro. Todos nós somos diferentes. Até na casa da gente, um filho é diferente do outro. Todos nós temos nossas diferenças, mas isso não pode ser motivo de cor de pele, preferência sexual, escolha religiosa. Não pode ser motivo de divisão. Independente disso, nós somos seres humanos e nós temos que nos respeitar. Você não precisa concordar comigo, eu não preciso concordar com você, mas nós temos que nos respeitar. Isso a gente precisa trabalhar na área da educação, mas também os pais com os filhos, na maneira que os adultos respondem às situações adversas. Eu lamento muito o senador do meu partido, o senador Magno Malta, que eu respeito a maneira que ele trabalhou o assunto. Foi infeliz, eu não posso concordar com falas daquela natureza. todo tipo de palavra pejorativa, todo tipo de palavras que você possa até substituir, existem palavras já consagradas, mas são palavras que ofendem, de alguma maneira atacam, expressam uma espécie de preconceito oculto, nós temos que nos policiar, nós temos que respeitar as pessoas, independentemente das suas etnias, das suas culturas, das suas profissões religiosas, nós temos que entender que todos nós somos humanos, Precisamos ser mais solidários, ter mais empatia pelas pessoas. Nós precisamos entender o sofrimento das pessoas quando elas são classificadas e depreciadas ou desconstruídas por causa da cor da pele, por causa da sua confissão religiosa, por causa da sua preferência em qualquer outro aspecto. Não, as pessoas têm que ser acolhidas, elas têm que ser apoiadas e vamos olhar para a potencialidade de cada uma delas. E o preconceito tem em todos os aspectos. Nós temos que policiar sim. Se a pessoa não quer acolher na perspectiva educacional, puna. Punibilidade tem que ser punida. Eu sou completamente favorável de uma legislação forte, radical, severa, mas também um trabalho educacional. A educação aí é a primeira resposta e depois, obviamente, a necessidade da punibilidade com coercitividade mesmo. O vereador, ainda na área da educação, o senhor realizou um debate sobre a campanha anual pela erradicação do analfabetismo e valorização da cidadania. A gente lembra aqui que, de acordo com o Tribunal Superior Eleitoral, atualmente Campinas tem mais de 15 mil pessoas que são consideradas analfabetas absolutas. O número representa 1,72% da população. Qual que é o tamanho desse desafio? É um desafio enorme, porque as pessoas que não tiveram oportunidade de serem alfabetizadas, normalmente é um motivo justo que levou elas não irem para a escola. Ou foi o trabalho precoce, ou motivo de enfermidade, ou as dificuldades não terem acesso, ou infelizmente, o mais terrível de tudo, o patrimônio cultural que ela recebeu. Pais adultos que disseram, você não precisa estudar menino, você não precisa estudar menino. E proibiu a criança ter acesso à educação. A educação é libertatória. Saber ler, saber dominar o idioma é fundamental para você se desenvolver. Todas as nações que desenvolveram investiram na educação. Não tem jeito. A chave do desenvolvimento é a educação, dar condições da pessoa ter capacidade de interpretar. E infelizmente, em todas as cidades do Brasil, índices ainda perturbadores de pessoas que não tiveram a oportunidade de ter o domínio da linguagem ou mesmo basicamente ler ou se situar. Campinas tem um histórico bonito Desde quando eu tornei vereador Eu sempre trabalhei com a FEAC Ou mesmo com os programas da FUMEC E da Secretaria da Educação Eu sempre fui muito parceiro Toda campanha que a FUMEC colocava como educação Para adultos ou para alfabetização Estava lá o professor Alberto Eu sempre participei e continuo apoiando Chamei os líderes religiosos Chamei os líderes comunitários, muitas vezes, para que eles levassem um projeto que o governo municipal, e aqui eu quero reconhecer a importância desde o governo Hélio até o atual governo, especialmente o governo Jonas Donizete, mas o governo do Dário Sá, de que permaneceram em uma batalha contínua, porque nós recebemos pessoas. Então não é só a pessoa que nasce em Campinas, pessoas que vêm de fora, continuamente. E nós temos que estar sempre oferecendo condições. E a Secretaria da Educação, sempre, através da FUMEC, sempre ofereceu todas as condições para a pessoa se educar. Mas o que acontece? Para a pessoa se alfabetizar. Mas o que acontece? Uma pessoa que já está com a sua vida estabilizada, ela dificilmente volta para um banco escolar. Nós temos que desconstruir essa ideia e dizer que não é tarde para você voltar para um banco escolar, se alfabetizar, continuar os seus estudos. Eu soube um dado muito interessante que eu estava observando A Universidade Hebraica de Jerusalém fez um apontamento fantástico Ela nos seus estudos diz que quanto mais idade a gente tem, mais a gente tem que estudar De preferência um outro idioma, porque isso faz bem para a nossa mente É uma luta contra a demência, contra doenças de mente Então é muito importante nós incentivarmos o estudo E as pessoas que estão ainda nesse estágio de não alfabetização têm que voltar para a escola porque é oferecido a elas todas as condições para ela vencer esse desafio. E nesse sentido eu reconheço que tanto Câmara de Campinas, através da imprensa, a TV Câmara, sempre divulgou, sempre apoiou, sempre abriu o debate. Eu estive em vários debates aqui em semanas de educação, a Câmara sempre se abriu para isso, sempre foi uma parceira incentivadora e eu reconheço as políticas públicas dos governos municipais na luta da erradicação do analfabetismo. É isso, vereador. Professor Alberto, uma hora mais 45 minutos. Nós estamos ao vivo. Tem mais dois assuntos que eu quero tratar com o senhor. Lembrando que daqui a pouco, às duas horas da tarde, tem reunião da Comissão Especial de Estudos sobre as pessoas em situação de rua. Mas vereador, eu falei na minha abertura que o senhor é o presidente da Comissão de Constituição e Legalidade, uma comissão importantíssima, porque os projetos passam por ela, vocês precisam analisar os aspectos constitucional, legal, regimental. Conte como é que foi este trabalho para quem está nos acompanhando e não conhece presidir esta comissão. Bom, em primeiro lugar eu quero agradecer os membros da comissão, vereador Zé Carlos, vereador Carmo Luiz, vereador Felipe Marquesi, vereador Nelson Rossi, vereadora Mariana Conte e vereador Cecílio Santos. Companheiros, me ajudaram muito, a comissão tem uma dinâmica própria e os vereadores são autônomos para expressar suas opiniões, mas tem que seguir uma linha. A nossa comissão é de constituição e de legalidade e eu tive o privilégio, nesses seis meses, últimos seis meses, presidir essa relevantíssima comissão e isso me trouxe muito orgulho, muito alegria, porque foi uma equipe dinâmica, comprometida, a maior parte dos vereadores sempre presente, quando não podiam estar, enviavam seus suplentes e a comissão é muito importante, porque ela vai pautar, então, os projetos que poderão ser analisados em primeira e segunda discussão. Então, é o meu agradecimento aos membros dessa comissão que me elegeram presidente e tive momentos muito memoráveis. Eu tenho uma boa memória de todos os debates, todos os assuntos que foram levados e discutidos E sem dúvida alguma, isso enriquece a discussão política na cidade, até aqueles projetos que tinham algum óbice, algum vício, nós, através do nosso trabalho, dos demais vereadores, nós conseguimos sanar e trazer e permitir que esses assuntos fossem levados para discussão em plenário. E para nós encerrarmos, a partir de segunda-feira, o senhor assume a Secretaria Municipal de Gestão e Controle, atualmente responsável pelo Sistema de Controle Interno da Administração Pública, direta e indireta aqui em Campinas. Vereador, você entende que o atual conceito de gestão pública exige ultrapassar o conceito primário de administração voltada exclusivamente para o controle burocrático e financeiro? É importante oferecer qualidade, inovação, otimização na oferta dos serviços públicos? Sem dúvida. Eu sei que o Estado não tem alma e que ele tem que sempre ser provocado para andar. Eu acho que nós, humanos, podemos mudar a cara do Estado, dar uma oportunidade de ele ser mais humano, mais afetivo, mais acolhedor, dar condições para os seus funcionários fazerem um bom trabalho. Eu estou indo com muito ânimo, com uma boa expectativa de ajudar esse trabalho que já vem sendo feito. Eu quero aqui reconhecer o excelente trabalho do secretário André von Zubin, um homem muito sério, foi meu companheiro aqui na Câmara, uma pessoa muito capaz, muito íntegra, e que eu tenho uma especial admiração e pretendo levar esse estilo meu de trabalho. Cada pessoa tem uma maneira de analisar as coisas. Eu acho, é minha opinião, que a máquina pública, de um modo geral, embora essa secretaria tenha uma visão mais interna, mas eu penso que nós temos que dinamizar o trabalho das estruturas funcionais para que, efetivamente, nós tenhamos respostas mais sérias, economia real, do que realmente é necessário. estar fiscalizando com cuidado, porque o que é a República? É o bem de todos. Eu dizia isso para o meu aluninho lá na Escola Estadual Dom Barreto, quando eu era professor do Estado, eu falava, olha, cuidado, não vamos danificar o banco da praça, não vamos danificar os bens públicos, que é nosso, é nosso. Você quer danificar alguma coisa, danifica o que é seu, é a sua cadeira, ótimo, picha a sua cadeira, é a sua geladeira, mas não faça isso com a praça, a praça é nossa, a rua é nossa. Então, o que é nosso, o que é a Rés Pública, nós temos que cuidar, proteger, ter paixão por isso, porque é de todos, é o patrimônio das pessoas. É uma secretaria muito importante, porque ela cuida basicamente de todas as demais no sentido de estar olhando os contratos, a transparência, os taques. Então tem muita coisa para ser feito e eu estou indo com muita motivação, com muita fé, com muita força, sabedor de que eu estou fazendo para o bem da minha cidade, para o bem de você que acredita em uma cidade melhor. Eu quero aproveitar também a oportunidade para agradecer todas as pessoas que me elegeram primeiro suplente do Senado Federal. Nosso senador Marcos Pontes, o astronauta Marcos Pontes, continua fazendo um grande trabalho em Brasília e eu sou seu primeiro suplente, com muito orgulho, de um homem que é um herói, não só do Brasil, mas de toda a América Latina. Professor Alberto, muito obrigado pela disponibilidade de sempre atender a nossa equipe, de explicar os projetos. Boa sorte como secretário de Gestão e Controle nesta tarefa de mecanismos de inovação, de comunicação com órgãos de controle externo, colaboração técnica no equilíbrio fiscal, melhoria da qualidade dos serviços prestados. E, ó, você está indo para o Executivo, mas a gente vai continuar te ligando, viu? Porque nós temos aqui as notícias da Metrópole no nosso telejornal, então o senhor não vai se livrar da TV Câmara Campinas. Tudo bem? E um último recado para o senhor, para quem está nos acompanhando. TV Câmara é nossa paixão. Nós vimos ela aparecer e como ela cresceu, como desenvolveu todos os funcionários. Nós somos uma grande família aqui na Câmara. Pode contar comigo, eu quero continuar trabalhando, eu continuo com essa mesma linha desde o início. Eu gosto de gente, eu gosto de Campinas, eu gosto das pessoas E eu quero continuar a serviço da nossa população. Muitíssimo obrigado por tudo. Eu conto com o seu apoio, com as suas orações, com os seus pensamentos positivos. Estou e continuarei sendo um servidor público, com o coração aberto, com as mãos prontas para trabalhar, respeitando todas as pessoas. Como eu disse, eu gosto de gente. Um abraço, muitíssimo obrigado. Obrigado, Gabriel. Obrigado para toda a Câmara. presidente Luiz Rocine, meu amigo os 33 vereadores dessa casa que eu tenho um particular relacionamento respeitoso, carinhoso pra todos, eu estarei lá aberto para recebê-los porque eu sei que quem vem pra política, quem vem pra esse desafio público, é porque gosta de gente, é porque quer fazer algo é porque quer trabalhar porque nós trabalhamos mesmo 24 horas, muitíssimo Obrigado, obrigado por esse programa, por essa oportunidade.