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Em Pauta | Wagner romão: segurança hídrica em Campinas + neurodivergências e cinema
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Em Pauta | Wagner romão: segurança hídrica em Campinas + neurodivergências e cinema

36 views Publicado 22/03/2026 HD · 34:49
Resumo editorial

O programa Em Pauta recebe um vereador campineiro em seu primeiro mandato, professor universitário e presidente da Subcomissão de Segurança Hídrica vinculada à Comissão de Meio Ambiente da Câmara Municipal de Campinas. O parlamentar detalha as prioridades do colegiado para 2026, com foco na segurança hídrica da região metropolitana, considerada estratégica diante das mudanças climáticas e da escassez recorrente que afeta as bacias do Piracicaba, Capivari e Jundiaí, conhecidas como PCJ. A reportagem aborda o sistema Cantareira, que represa rios vindos do sul de Minas Gerais para a região e abastece grande parte da Região Metropolitana de São Paulo, com disputa política intensa pelo recurso entre as duas grandes regiões metropolitanas paulistas. O entrevistado também menciona o trabalho da Comissão Especial sobre Políticas Públicas para Pessoas Neurodivergentes, que ele preside, e a defesa da consolidação do polo audiovisual de Campinas com apoio público ao cinema independente, à formação de novos realizadores e à valorização do circuito de salas de exibição alternativas que conectam produção cultural e cidadania na cidade.

Descrição do vídeo

No programa Em Pauta, da TV Câmara Campinas, nesta sexta-feira, 20 de março de 2026, o vereador Wagner Romão (1º mandato, professor, presidente da Subcomissão de Segurança Hídrica na Comissão de Meio Ambiente, presidida por Luiz Yabiku) compartilha expectativas para 2026. Foco em escassez hídrica na região PCJ (Piracicaba-Capivari-Jundiaí), Sistema Cantareira (Sabesp privatizada), mudanças climáticas e impactos de data centers/polo industrial. 💧🏭 Segurança Hídrica (urgente!): Debate PPP estadual: Privatização de represas Duas Pontes (Amparo) e Pedreira (APA Campinas) + transposições de bacias (30 anos de concessão questionada). Representação ao MPF: Rios federais (Camanducaia/Jaguari) sob ANA (Agência Nacional de Águas), não SP Águas. Ano que vem: Renovação outorga Cantareira (define vazões para Campinas vs. RMSP). Visitas: SANASA, Sabesp, Comitê PCJ. Reunião amanhã! Reúso água: Obrigatório para data centers (6-7x mais caro que água bruta – priorize para resfriamento!). Crise: Disputa política RMSP x RMC (Replan Paulínia, obesidade industrial). Água como bem público, não mercadoria. Racionamento 2014/15 não pode repetir! 🚰⚠️ Educação e Neurodivergências (Comissão de Estudos): Representação MP: Falta cuidadores/professores de apoio em EE Dulce Bento (Guará) e EE Humberto de Alencar Castelo Branco (Nova Europa). Crianças autistas/TDAH/dislexia fora da escola – violação de direitos! Mães abandonam empregos; professores sobrecarregados. Exija qualificação + vagas (déficit creche: 1.000). Política integrada: Saúde, educação, esporte, trabalho para TEA/nível 2-3 + famílias. Educação infantil/fundamental: Obrigatória! 👨‍🏫🧠 Cultura - Cinecamp (Comissão de Estudos, rel. Paulo Haddad): 55 salas em shoppings (só MIS público). Faltam cinemas de rua! Inspiração: Santos/São Carlos (público concedido privado). Festivais, arte + comercial. Centro revitalizado (Fórum/Centro de Convivência). Produção local forte (Hércules Florence, pioneiro fotografia). 🎥🏙️ Outros projetos: Proteção profissionais enfermagem (violência no trabalho). Fim cinturões de segurança (cidade sem barreiras). Parques lineares + controle social. Extensão universitária (Unicamp/PUC x prefeitura/Câmara). 📚🌳 Expectativas 2026: Produção intensa em meio ambiente/educação/cultura. "Água escassa: Guerras do petróleo acabam, da água começam!" 📚 Assista até o fim para detalhes PPP/ANA e ações MP. Compartilhe para pressionar por água/reúso! 🔔 Comente: Preocupado com racionamento em Campinas? Apoia cinema de rua? Curta ❤️, compartilhe 📤 e inscreva-se para mais Em Pauta! Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

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Olá, está no ar mais uma edição do programa em Pauta, dedicado aos trabalhos dos vereadores da Câmara Municipal de Campinas. E o nosso convidado de hoje é o vereador Wagner Romão, que está no seu primeiro mandato e é presidente da subcomissão de segurança hídrica. Seja muito bem-vindo, vereador. Obrigado. Bom, pra gente iniciar então o nosso bate-papo falando um pouquinho sobre os trabalhos, né, legislativos agora 2026, ainda estamos no início, né, do ano praticamente, mas como presidente também da subcomissão, queria que o senhor deixasse pra gente quais são as expectativas para os trabalhos ao longo do ano. Bom, eu faço parte da comissão de meio ambiente aqui da casa, que é presidida pelo vereador Luiz Yabico. E dentro da comissão de meio ambiente nós percebemos a necessidade, a urgência de tratarmos de segurança hídrica. A gente vive numa região, né, acho que a região de Campinas, a região da capital da cidade de São Paulo, né, eh, uma região de uma escassez hídrica muito forte, né, quer dizer, a gente passa, é uma região que tem ah uma densidade populacional muito grande e poucos rios, né, que circundam aqui a nossa região, que existem aqui na nossa região. Nós estamos dentro das bacias PCJ, Piracicaba, Capivari e Jundiaí. São os rios que eh nos fornecem água, né, pra nossa região, mas que são represados no famoso sistema Cantareira, né? O sistema cantareira ele represa os rios que vêm de norte do sul de Minas Gerais pra nossa região. E aí o sistema cantareira vai abastecer eh uma grande parte da região metropolitana de São Paulo. Então há uma disputa política mesmo muito intensa com relação a isso, né? E isso rebate muito na nossa segurança hídrica, né? Eh, ao mesmo tempo a gente tá vivendo um um momento de mudança climática. Então o regime de chuva se alterou bastante, né? A gente já não tem mais a segurança de que o período de novembro a março, abril vai ser o período de chuvas intensas, em que nós vamos poder abastecer o sistema, abastecer as represas e eh dar conta de passar pelo período de estiagem, né, que é o período de inverno principalmente. E ao mesmo tempo tem um outro elemento que é importante, a Sabesp, que é a atual e a aquela empresa, né? que eh opera o sistema cantareiro, tem a outorga, né, a chamada outorga do sistema cantareira, é uma empresa que foi privatizada recentemente pelo governo do estado, né? Então, a gente tem uma situação muito eh assim que requer muito cuidado. E eu conversei com o presidente da comissão, o vereador Luiz Abico e disse: "Presidente, nós precisamos olhar, tem um olhar especial pra segurança hídrica da nossa região". E aí o presidente logo acolheu e inclusive vai eh o relator dessa subcomissão, né? Eh, e nós iniciamos os trabalhos. Quarta passada a gente fez uma um debate muito importante eh a respeito da de uma proposta de parceria público-privada do governo estadual que pretende eh privatizar, né, passar para uma empresa a operação de alguns equipamentos muito importantes paraa nossa região com relação à questão da água. as duas represas, a de duas pontes em Amparo e a represa que tá finalizando, né, tá em processo de construção ainda, que é a represa a a represa de Pedreira, que é aqui na na APA de Campinas, na região e e além de alguns tramos, né, que são essas conexões que se fazem entre os rios, entre as bacias, para que haja uma maior segurança hídrica, para que eh a partir ali da operação desse sistema todo se possa possa destinar mais ou menos água para onde falta, né? Então, essa essa esse tema apareceu pra gente assim com muita surpresa, né? Foi na virada do ano que nós ficamos sabendo desse projeto que veio à toa, né? que veio atu nesse projeto e aí a gente trouxe também para essa pro debate da nossa subcomissão. Quarta-feira foi um dia importante, quarta passada, porque nós reunimos presidente da SANASA, representantes da SP Águas, que é a agência de águas do estado de São Paulo e da Agência Nacional de Águas também, né? Eh, então a gente passou a detectar problemas nesse processo. Eh, o rio Camand Caio e o rio Jaguari que compõe essas bacias, eles são rios federais, nascem em Minas Gerais e, né, e desaguam em São Paulo. E por esse motivo eles dentro da política nacional de águas e de recursos hídricos, né, política nacional de recursos hídricos, e esses rios eles devem ser eh, digamos assim, eh, geridos pela Agência Nacional de Águas, né? Então, ele tá numa outra esfera. Isso não tava sendo observado pela SP Águas, né, que tava fazendo essa concessão de 30 anos, né, para essa empresa. E é muito tempo, né, muito tempo. Então a gente fica numa situação em que a gente realmente precisa olhar com muito cuidado tudo isso, né? Então, eh, esse foi o motivo de uma representação ao Ministério Público Federal que eu, eh, protocolei na semana passada, em que a gente basicamente propõe a a Agência Nacional de Águas, que o Ministério Público Federal possa consultar a Ana, né, a respeito dessa questão, que a gente aponta também eh o um momento inoportuno de realização dessa parceria público-privada, uma vez que a renovação da outorga do sistema que ocorre de 10 em 10 anos, eh, deverá acontecer na no ano que vem e é a outorga, exatamente que estabelece os os limites eh mínimos de vazão da água. O grande a água é uma questão bastante complexa, né? Sim. Eh, assim, basicamente eh a outorga ela define aquilo que tem que vir ou tem que ser eh, mantido pro pro sistema das bacias PCJ e aquilo que vai pra região metropolitana de São Paulo. Então, é uma disputa muito intensa, porque isso além do consumo humano, do consumo animal, nós temos o consumo das empresas também, né? Então, a nossa região que tem eh o o polo petroquímico de Paulíia, né, com a Replan com a com a refinaria de Paulini, uma das maiores da América Latina, eh todo aquele todo aquele parque petroquímico de Paulíia. Uhum. Hoje nós temos um problema seríssimo que é a questão dos eh dos data centers, né? Campinas é uma cidade que que tem muitos data centers, tem um estímulo a essa vinda dos data centers na nossa cidade. Isso consome água demais da conta e Campinas é o polo industrial também, né? Tem um distrito todo que tem empresas, né, nesses exatamente. Exatamente. Então nós estamos numa situação muito assim que requer muito cuidado. Autoga vai ser de 10 anos. essa PPP, se realmente for à frente, concede para essa empresa a gestão, a operação de de pontos muito nevrálgicos assim do sistema por 30 anos. Então, a a eu penso que a cidade de Campinas precisa se precaver a respeito disso. A Câmara Municipal tem uma importância grande nessa tarefa, né, como até como um elemento de crítica às vezes da própria gestão eh municipal. E e se trata, como eu disse, de um tema de difícil acesso, assim, não é não é fácil a gente compreender toda essa malha e o que que tá em jogo nesse sistema, mas basicamente o que que importa pra população? Se ela vai pagar mais, se ela vai ter primeiro segurança hídrica, se vai chegar a água nas torneiras, se nós não vamos ter que passar por um novo racionamento, como ocorreu em 2014, 2015. E qual que é o preço dessa água, né? Nós temos uma boa empresa importante que é a Sanasa, mas o custo da água é caro, né? A gente sabe que Campinas tem uma das tarifas de água mais caras do Brasil. Isso aqui tá envolvendo o nosso trabalho. Isso acaba vai então impactar negativamente a população, né, diante dessa situação, vereador? É muito provável que sim. Claro que a existência dessas duas barragens, né? Eu lembro, eu lembro que houve, eu não era vereador ainda, mas acompanhei muito, né, a polêmica em torno da construção da barragem de pedreira dentro de uma área de proteção ambiental, né? Eh, ali teve milhares de hectares de matas, de remanescentes, de matas que foram tanto a Mata Atlântica como de serrado, que foram destruídos, né? Então ali tem um impacto muito importante, tem uma questão de segurança também para as pessoas, porque ela tá numa distância bastante pequena da do município de Pedreira, né? Então a gente também tem que ter muito cuidado com relação a isso. Mas de fato são obras que podem gerar uma boa uma boa segurança hídrica, uma melhoria na segurança hídrica da nossa população. Uhum. Mas para isso acontecer, elas precisam também ser operadas de uma maneira condizente com o que seja a necessidade da população, né? A ideia de da água como um bem público. Água não como mercadoria, mas água como um bem público. E isso precisa ser o norte da nossa da nossa discussão, né? né, precisa organizar a nossa discussão eh aquilo que tá na Constituição, essa a água como um bem público e que a gente possa ter, enfim, todas as garantias de que a gente vai ter acesso, a gente vai ter transparência, a gente vai ter controle público, né, controle social e e claro, quando você remete isso para uma empresa, tudo isso fica eh em haver, né, em suspenso. Então é um trabalho que a gente pretende fazer aí ao longo desse primeiro semestre, provavelmente entrando pelo segundo semestre também, mas para que a gente possa ter garantia de segurança hídrica, de abastecimento de água paraa nossa população. e como que é um tema que obviamente vai ser vai fazer parte, né, dos debates, das sessões, mas na prática, como que eh eh o senhor vai ter esse olhar, né, em relação a essas políticas? Eh, como que vai acompanhar de perto isto? Primeiro foi essa atividade que nós fizemos relativa, especialmente a essa proposta de parceria público-privada. Ah, há todo um trabalho, né? Caiu, foi o meu mandato realmente que fez esse essa representação junto ao Ministério Público Federal. tem todo um acompanhamento nesse campo jurídico a respeito da legalidade desses processos, se eles estão obedecendo a legislação. Tem toda uma outra ação que nós vamos fazer aí sim enquanto subcomissão de visita a SANASA, a própria Sabesp que detém a outorga do sistema cantareira, né, nesse momento e que eh detém também a operação de da do abastecimento de água, né, de água e também do esgoto em vários municípios da nossa região. Tem um diálogo que a gente precisa fazer com outras câmaras de vereadores e vereadoras pela região também. Eh, a gente quer acompanhar as reuniões do comitê PCJ, que é onde essas decisões são tomadas e onde eh nós não temos essa informação, né? Então, eh amanhã mesmo haverá uma reunião desse comitê, né? E a gente vai participar dessa reunião. Então, eh eh são esses movimentos que a gente tem que fazer. Claro que isso culmina, no nosso entender, no processo de renovação ou de substituição da outorga lá em 2000 em 2027, né? Uhum. Eh, mas aqui eh acabam entrando outros temas também. Por exemplo, um tema que apareceu na quarta-feira foi a questão do reuso da água, né? Que que é falado também, é super falado, mas pouco feito porque ele é caro, né? Custa muito mais barato a empresa retirar a água do rio, né? Ah, e uma água que eh passa, né? Tem a água bruta que vem do rio, ela passa por um tratamento, por uma estação de tratamento de água e ela vai a um determinado preço. A água que é reutilizada, ela tem um preço seis, sete vezes maior do que essa água tratada e que às vezes é utilizada, por exemplo, pros data centers. Uhum. que não faz sentido nenhum ambientalmente, né? É um uso absolutamente incorreto eh desse bem tão precioso que é água e é utilizado para refrigerar computadores, né? Então é é muito evidente que esse tipo de serviço pode ser utilizado, deve ser utilizado eh com água de reusum, mas isso é muito caro para as empresas, elas não querem gastar, né? Então, elas estão em busca do lucro delas e elas não querem gastar com relação a isso. E aí é o cabe o nosso papel, tanto eh em nível municipal, talvez não seja a legislação mais adequada, mas a gente pode fazer uma interface com a o Congresso Nacional, a quem cabe exatamente dentro de novo da política nacional de recursos hídricos, estimular, obrigar as empresas a terem uma outra cultura, né, na sua relação com a água. A gente tem que compreender que a água é um bem escasso, é um bem público, custa caro. Eh, as as guerras que estão acontecendo hoje no planeta, né, elas ainda são guerras do petróleo, mas as guerras da água elas já tão, né, quer dizer, já estão aparecendo aí também, né? Então é um bem super escasso e se a gente não mudar o modo como a gente tá lidando com a água e reutilizar, reciclar, né? quer dizer, utilizar toda essa ideia também da da reciclagem, né, da reutilização do da diminuição dessa desse consumo, nós vamos ter problemas seríssimos em muito pouco tempo. E acaba também, como a gente estava mencionando, refletindo no na ponta final que é o consumidor, o pessoal que tá em casa, né? Uhum. Aquela pessoa que utiliza ali água no dia a dia, porque é uma coisa que, claro, está constantemente no na nossa rotina. Então, é realmente algo a se pensar que isso é em caráter de urgência, né? Urgência. Urgência. A gente tem uma urgência em tratar dessa questão. Acho que todas as questões que envolvem o a questão ambiental, né, o meio ambiente, eh as florestas, as matas, eh os a própria uso da terra, realmente, né? eh a questão do ar, a questão, enfim, né, de tantas tantas facetas da da questão ambiental, mas a água me parece que é crucial que a gente dê conta dessa questão e mude, né, a nossa cultura. E acho que nesse caso da água de reúo obriga as empresas a lidar com essa questão de uma maneira condizente com a urgência do momento. É, senhor tava comentando sobre a questão que hoje a gente enfrenta essas dificuldades, essas mudanças climáticas que hoje a gente já não consegue mesmo discernir eh como que tá esses fatores externos mudaram tanto, né, que a gente não tem como mensurar como que vai ser daqui pra frente. Exato. Nos últimos 10. Por isso que a gente questionou muito essa parceria público-privada nesse momento, porque no ano que vem toda essa esse regime de chuvas que veio de 2017 até 2027, né, que virá até 2027, ele é um regime já diferente daquele da década anterior. Então, os cálculos sobre capacidade dessas represas, capacidade do próprio sistema Cantareira, a vazão, né? Quantos metros cúbicos por segundo tá direcionado para tal cidade, quantos tá para outra cidade. Eh, isso tem a ver com desenvolvimento também, porque se você direciona a pouca água para uma determinada região, eh, vai faltar, vai faltar. E assim, quais empresas vão querer se instalar? Uhum. Opa, a gente não sabe se a gente vai ter água suficiente para dar conta das nossas necessidades, né? Então é um debate absolutamente estratégico. Eu não tenho dúvida de que tem uma queda de braço também entre a nossa região metropolitana de Campinas, pega a cidade de Piracicaba, americana, Santa Bárbara, eh eh Indaiatuba, né, Paulíia e a região eh metropolitana da capital da cidade de São Paulo, que é muito forte politicamente, a gente sabe disso, né? Eh, a quantidade de de deputados estaduais e federais de todos os partidos que são da região metropolitana de São Paulo é muito superior à nossa região metropolitana de Campinas, né? Isso é uma questão populacional, uma questão de tamanho, dimensão do eleitorado, né? Então, se a gente não ficar muito esperto realmente, né? e e e não eh direcionar nossos olhares para essa questão, a tendência é que a gente eh acabe numa posição subalterna e a gente não pode não pode concordar com isso, né? E é uma questão a longo prazo, né, que precisa ser pensada com detalhes, né, vereador, para poder eh tentar aí suprir alguns gargalos nesse sentido aí do meio ambiente, né? Sim. É, e que a gente não seja surpreendido, né, numa daqui alguns anos com essa escassez ainda mais eh ainda com com ainda maior volume, né, essa escassez hídrica, é, com mais dificuldade ainda para nós. Tá certo? Agora mudando um pouquinho o tema, né, aqui do nosso bate-papo, também focado na educação, né, com bastante ações, assim, envolvendo a questão da educação, com debates aqui na Câmara, também teve uma representação sobre a falta de cuidadores e professores, né, de apoio aí na rede municipal de algumas escolas aqui na cidade de Campinas, né, vereador, como que foi isso? A gente, bom, primeiro que eu sou professor, a gente acompanha muito a questão da educação na cidade. Eh, e de outro lado, nós criamos também no ano passado a uma comissão de estudo sobre as neurodivergências. Uhum. Então, eh, a questão do transtorno do espectro autista, TDAH, dislexia, diversas neurodivergências, eh, que é um tema que nós temos que olhar tanto para criança, adolescente, pessoa adulta que tem as neurodivergências, como paraas suas famílias, né? Eh, especialmente as mães, que são as principais cuidadoras. As mães, em geral, elas quando elas têm um um, né, um um filho autista, eh, de nível de suporte dois ou três, ela a gente sabe de muitos e muitos casos, talvez a grande maioria dos casos, eh, em que a mãe praticamente abandona a o seu trabalho, né, abandona a sua vida para cuidar dessa criança. Então nós temos que ter uma uma visão de política integrada a respeito disso, né? Em que a criança possa, em que a gente possa olhar pr pra criança e adolescente também pra pessoa adulta na saúde, na educação, no esporte, no lazer, no trabalho, na geração de trabalho e renda, na colocação profissional dessas pessoas, né? Eh, enfim, diversos aspectos. Mas a questão da educação pega muito, né? Todas as crianças têm direito à educação. Sim. Eh, então às vezes você pode não passar pelo centro de saúde, a não ser no momento de vacinação ali das campanhas de massa, né? Mas toda criança vai passar pela escola. Se ela não tá passando, tem aí é um uma questão grave, né, de de uma violação de direito. Exatamente, né? Os pais, as mães responsáveis que não levam a criança à escola estão cometendo um crime, né? E aí a gente recebe muito eh essa essa demanda. Eh, vou falar de duas escolas, né? a a Dulce Maia ali e da região do de Barão Geraldo. Uhum. E a a escola Humberto de Alencar Castelo Branco ali no Nova Europa, né? Eh, essas escolas elas têm casos eh graves, né, de crianças que estão precisando muito eh desse apoio desse profissional. A gente sabe que isso é generalizado nas escolas. Eh, desculpa, Dulce Bento, eu falei Dulce Maia, me equivoquei. A Dulce Bento ali no Guará e a a Humberto de Alencar Castelo Branco ali no Nova Europa. Foram famílias que chegaram até nós com essa demanda. Olha, eh, o meu filho tem uma necessidade importante, ele precisa de um de um profissional, de um cuidador e de um professor de apoio, porque senão ele não vai desenvolver as suas potencialidades, né, no campo da educação. Eh, às vezes essa criança deixa de ir pra escola porque os pais já não têm coragem de deixar essa criança eh na escola sem esse profissional de apoio, né? E aí a gente tá perpetuando a violação de direitos, né? Então, a gente entrou eh a partir daí com uma representação também no Ministério Público. O Ministério Público em geral tem sido parceiro assim do nosso mandato, né, naquilo que a gente demanda. E agora estamos aguardando um pouco esse estudo preliminar que o Ministério Público faz, eh, de modo a perceber, a questionar a prefeitura a respeito disso, né? A gente teve um caso eh muito importante no início da década de da década passada ali, mais ou menos 2013, 2014, havia um déficit grande, acho que de cerca de 7.000 vagas de creche, né, de educação infantil. Uhum. Houve todo um trabalho que o Ministério Público fez, né? E eh isso gerou um taque, um termo de ajuste de conduta. A prefeitura teve que fazer um aporte ao longo desses últimos anos, né? Hoje o déficit de vagas tá em torno de 1000 vagas. É bastante ainda, né? Mas já melhorou bastante do que era a realidade na década passada. E agora esse tá que a prefeitura vai ter que pagar precatório disso, né? Eh, porque ela tava violando direitos, ela tava atuando, infelizmente, na violação de direitos dessas crianças, né? Então, é do mesmo modo a gente entende com relação às crianças que necessitam de educação especial. Essa é uma tarefa da prefeitura. A educação infantil, ela tá e a educação infantil e ensino fundamental eles são oferecidos pela prefeitura. Claro que o estado também oferece parte do ensino fundamental dois, sobretudo e do ensino médio. Também tem a sua responsabilidade. Eh, mas eh isso não pode ficar essas essas famílias, essas crianças não podem ficar desamparadas, né? Então a gente tem trabalhado bastante conhecendo esse problema. eh e acolhendo essas famílias, né, tentando acolher essas famílias e exigindo do Ministério Público também uma ação. O Ministério Público ele vai agir se ele for questionado, se ele for demandado, representado, né? Então essa tem sido uma ação importante em que a gente conecta o campo da educação com a questão das neurodivergências, que tem sido uma atuação nossa. E vereador, em muitos casos, né, a gente ouve falar que tem mães que até precisam ficar com a criança em sala de aula, né, por não ter esse acompanhamento de um profissional. É, e acaba tendo essa necessidade para não deixar a criança fora do âmbito escolar, a mãe precisa ficar junto. Isso também é uma realidade, né? É, mas não pode acontecer, né? A a mãe, ela tem que ter a tranquilidade, a segurança de deixar a criança na escola, né, e de poder depois receber essa criança sem que ela sofra algum tipo de violência, sem que ela cause algum tipo de, né, de situação também que possa gerar mal-estar para as outras crianças. Eh, os professores, né, eles também tão sobrecarregados, porque quando você não tem um um cuidador ou um professor de apoio Uhum. o professor da da daquela sala de aula, daquela matéria, daquela disciplina, ele vai ficar sobrecarregado porque ele vai ter que dar algum tipo de atenção, né, maior para aquela criança, uma criança que tá no espectro autista, que tem um PDH, que tem algum tipo de neurodivergência ou mesmo deficiência, né, motora, eh, eh, física e tal. E e não é justo também que a gente sobrecarregue o professor com relação a isso quando há legislação, existe legislação que eh possibilita que a, né, que exige, na verdade, que garante que as crianças têm direito à educação especial, tem direito a um profissional qualificado. Sim, esse é um outro elemento também. Não pode ser qualquer profissional, tem que ser um profissional qualificado que tenha formação nessa nesse campo, né? E então essa e é uma luta difícil que a gente sabe que falta professor, professores não são bem remunerados, né? Eh, e ainda assim a gente precisa melhorar, qualificar melhor esse profissional que tenha profissional em todas as escolas e para todas as crianças que têm essa necessidade. A gente o a questão do direito à educação, ela é inegociável, né? A gente não pode, ah, mas é muito caro, ah, mas é uma criança só com um professor. Não importa, né? essa criança, a escola ela tem que dar conta e a prefeitura, a Secretaria Municipal de Educação, ela tem que prover esse direito. Ela não pode, a gente não pode, permitir que um direito de uma criança seja violado. Tá certo, vereador? Isso é um tema também que vai ser bastante debatido, né, aqui na Câmara Municipal. Agora a gente vai falar um pouquinho sobre a questão cultural aqui na cidade de Campinas, né? Um outro tema também, eh, tem a comissão de estudos, né, sobre esse complexo municipal de salas de cinema. Como que é isso, vereador? Isso foi uma ação. Veja, a gente tá falando de comissão de estudos, né? Então, tudo tudo é um trabalho coletivo aqui na Câmara. Acho que isso é importante. A gente recebeu uma demanda do do da comissão técnica do audiovisual ligada a ao Conselho Municipal de Políticas Culturais. Então, todo a turma do audiovisual que se mobiliza em torno dessa desse dessa questão dessa arte, né, eh, dentro do campo cultural, eh, eles vieram nos procurar preocupados com a questão das salas de cinema, né? Quer dizer, Campinas tem uma grande produção audiovisual desde muito tempo, né? Foi uma das pioneiras assim cidades, né? o Hércul Florense, né, que vai fazer 200 anos agora do seu nascimento em 2033, né, o Eculi Florense foi um dos pioneiros em nível mundial sobre a questão da fotografia, né? Então, a questão do audiovisual, né, do visual dessas artes, né, ela vem de muito tempo. E Campinas sempre foi um polo de cinema assim, muito rico, muito importante pro país. Eh, então a produção, nós temos produção cinematográfica de muita qualidade, mas cada vez mais as salas de cinema tê se concentrado nos shopping centers, né? Nós temos hoje 55 salas de cinema, a não ser a do Miss, do Museu da Imagem do Som. Todas as outras estão nos shopping centers, né? Então, acaba, acabaram os cinemas de rua na cidade de Campinas, né? Os mais nem tão antigos assim, né? Mas lembram dos cinemas na região central, em várias outros locais da cidade e grandes salas de cinema, tá? Então isso tem toda uma mudança tecnológica, tem hoje o streaming, né? as pessoas acabam eh fluindo da da arte cinematográfica nas suas casas. Sim. Mas eh eh a gente entende, quer dizer, existem experiências em outras cidades. A gente teve na nossa comissão de estudos, né, que aconteceu no ano passado. Santos veio aqui falar da sua experiência. A gente foi visitar São Carlos, que hoje mantém um cinema de rua, eh, que é propriedade da prefeitura e passada a uma concessão da iniciativa privada. Então, eh, existem esses eh filmes, passam filmes comerciais e também filmes, né, digamos assim, mais conceituais de arte, eh, festivais, alguns festivais, então a prefeit muita metragem, então a prefeitura tem também detém alguns uma uma um quantidade de ingressos, né? Mas o mais importante é que o cinema tá lá na rua, né? O cinema ele é um ele pode ser um fomentador de eh da de viver as ruas da cidade. Isso no centro é muito importante. Claro que em outros bairros, né? Também nos bairros, nas periferias é muito importante também, mas a gente tem falado muito sobre a importância do centro da cidade, né? Dessa número possível de pessoas e que isso não fique no shopping center, porque o shopping center você tem que pagar estacionamento, o ingresso é caro, né? Eh, se às vezes a pipoca e a Coca-Cola, o combo já começa a ficar mais, né? Já começa a ficar mais caro ainda. E é mais acesso, né, pra população, né, esse projeto garante o acesso e também de repente contribuir até para aquela questão de dar oportunidade para artistas locais também, né, da cidade. Sim, sim. Isso porque assim, todo produtor cultural, local, né, e no caso aqui do cinema, do audiovisual, eh, e Campinas tem muitos, tem uma comunidade muito forte, quer que os seus vejam, claro que quer participar dos festivais internacionais também, mas trazer eh para Campinas, né, ou manter em Campinas isso. Ah, ah, e tem uma coisa importante que eu esqueci de falar. A gente tem também, a gente chegou a essa, a essa ideia de que importantíssimo você ter o Mis como um grande polo. Uhum. Uhum. Você ter os equipamentos, as salas espalhadas pela cidade, eh, e mais ter um cinema de rua público, né, de muita qualidade no centro da cidade, né, financiado com dinheiro público, financium pode ser concedido pra iniciativa privada ou se mantém público. Bom, aí esse mecanismo a gente pode discutir o que fazer, né? Mas acho que a acho que a gente saiu muito desse processo todo, né? Vereador Paulo Hadad foi relator desse dessa dessa comissão de estudos, assina comigo esse projeto de lei, né? A gente saiu com essa essa perspectiva da importância de ter um cinema de rua que possa fazer parte inclusive de de um movimento que a gente percebe que que se tenta fazer. Eu acho que o caso, por exemplo, do Fórum da Cidade, né, desse espaço que em que a Câmara até disputou o espaço lá do fórum, né, do Tribunal de do Palácio da Justiça, Pal Justiça, eh, que acabamos indo para lá e que vai se tornar uma espécie de poupaempo, né, dos serviços da prefeitura municipal. Pô, acho acho que super legal. Acho que você é mais uma forma de você trazer pro centro uma vida, né, e um movimento que já foi muito forte. né, tempos atrás, em outras épocas, em outra época, e reforçar isso no centro. E eu tenho certeza que o cinema é, né, uma um elemento crucial, super importante disso. O Centro de Convivência ficou fechado durante quase uma década, né, se eu não me engano, até mais um pouco. Ficou até mais, até mais do que uma década, né? E hoje tá aberto novamente, então importante, mas também tá ali, né, na praça, na imprensa fluminense, ali na praça lá no Cambui, que é centro, mas não é exatamente ali lago do Rosário, área central, não é Largo do Rosário, não é a praça ali da catedral. Então, eh, ter ali um um cinema seria muito legal. Então, a gente tá batalhando de outras formas também para que isso aconteça. E o Cinecamp é uma iniciativa legislativa nesse sentido, tá certo? um dos projetos, né, vereador, tem muito aí pela frente, tem nosso programa tá chegando ao fim. Então, quero agradecer a sua participação, compartilhar todos esses projetos que ao longo de 2026, né, será serão trabalhados e discutidos aqui na Câmara. Então, muito obrigada. Queria que deixasse as suas considerações aqui também. Eu que agradeço a toda a equipe, né, da TV Câmara, todos os profissionais aqui e dizer que tô à disposição. A gente realmente tem várias outras possibilidades. A gente tem um projeto de lei sobre segurança contra profissionais de enfermagem que sofrem violência no seu ambiente de trabalho. Tem o debate sobre os chamados cinturões de segurança. a gente tem um projeto que visa ter acabar com isso na cidade de Campinas, pensando numa cidade que possa eh ser, né, ser uma cidade sem barreiras para as pessoas, né, livre para todo mundo. Livre, né? Eh, a gente tem um projeto eh que tá em andamento, a gente tá começando a elaborar esse projeto sobre parques lineares, controle social, né, sobre os parques lineares na cidade. Tem um projeto que eu quero, tem me dedicado bastante, que é o sobre extensão universitária também, que a gente possa aproximar universidades eh do da prefeitura municipal, também da Câmara Municipal, né? Então, tem bastante coisa. Acho que esse ano vai ser um ano muito de muito trabalho, de muito de muita produção também, vai ser um ano promissor. Então, mais uma vez muito obrigada pela sua participação aqui no Empalta. Bom, pessoal, nós conversamos então com o vereador Wagner Romão. Nosso programa fica por aqui. Te espero na próxima edição do Empalta. Você pode acompanhar esse episódio pelo canal do YouTube TV Câmara Campinas e continue aproveitando a programação ao vivo da TV Câmara. Até a próxima edição. Tchau. Tchau. เฮ
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