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Em Pauta | Mariana Conti faz balanço do mandato e cobra defesa dos serviços públicos
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Em Pauta | Mariana Conti faz balanço do mandato e cobra defesa dos serviços públicos

50 views Publicado 15/02/2026 HD · 31:42

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No Em Pauta, programa voltado às ações dos parlamentares da Câmara Municipal de Campinas, a apresentadora Cassiene Alves entrevista a vereadora Mariana Conti, que está em seu terceiro mandato e preside a Comissão Permanente da Mulher. Durante a conversa, Mariana também comenta sua atuação à frente de iniciativas ligadas à saúde mental e ao enfrentamento das violências relacionadas ao trabalho, temas que, segundo ela, estão diretamente conectados ao cotidiano de quem vive e trabalha na cidade. Entre os destaques do episódio, a vereadora faz um panorama das pautas em andamento e reforça a importância de defender os serviços públicos como forma de garantir direitos básicos para a população. Ela aborda a luta pelo reconhecimento das trabalhadoras da educação infantil, argumentando que cuidar e educar são partes do mesmo processo e que a valorização profissional precisa acompanhar a responsabilidade do trabalho realizado. 🧒📚 Mariana também discute desafios enfrentados na saúde pública, com foco na organização do sistema e na distribuição de medicamentos, além de criticar modelos de terceirização que, na visão dela, geram falhas operacionais e impactam diretamente quem depende do atendimento na rede pública. O debate passa ainda pela sobrecarga dos trabalhadores e pela relação entre jornada exaustiva, adoecimento e saúde mental, com defesa de medidas que ampliem qualidade de vida e reduzam situações de assédio e violência no ambiente de trabalho. 🏥🧠 Outro tema de grande repercussão no programa é a necessidade de proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital e o enfrentamento da violência doméstica e do feminicídio, com ênfase na importância de políticas públicas, estrutura de atendimento e ações permanentes de prevenção. Mariana reforça que a escola e a rede de proteção têm papel essencial para identificar situações de risco e garantir acolhimento sem revitimização. 👩‍🦰🛡️ Assista ao episódio completo, acompanhe os debates e participe com sua opinião. Curta o vídeo 👍, comente 💬 e compartilhe 🔄. Inscreva-se no canal e ative as notificações 🔔 para acompanhar as próximas entrevistas do Em Pauta. Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

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Olá, [música] começa agora o Em Pauta, programa com foco nas ações dos parlamentares da Câmara Municipal de Campinas. E a nossa entrevistada de hoje é a vereadora Mariana Conte. Ela que já está no seu terceiro mandato, é presidente da Comissão Permanente da Mulher, também presidente de estudos, né, da comissão de estudos pela saúde mental e também da Frente Parlamentar de Enfrentamento às violências relacionadas ao trabalho. Seja muito bem-vinda, vereadora. Muito obrigada pela sua participação e disponibilidade em participar do Em Pauta. Obrigada, Cassie. Obrigada aos nossos telespectadores. É um prazer conversar com vocês. Bom, diante de tantos trabalhos, né, 2026 já está aí muitos projetos, né, eh os recentes também trabalhos, as ações, requerimentos, indicação, projetos de lei. a gente vai falar um pouquinho sobre um balanço, primeiramente, né, para para iniciar esse nosso bate-papo. Então, qual é o balanço que você faz até este momento? É, na verdade, a gente, o ano de 2026 começou agora, né? Mas tem muita coisa que está em curso, que não começa agora. 2025 foi um ano também bastante trabalho. Eh, entendo que a gente tem aí muitos desafios colocados paraa cidade de Campinas. o desafio, por exemplo, aqui na cidade de Campinas de defesa dos serviços públicos e defender o serviço público é defender o trabalhador que faz o serviço público acontecer. Então, nós estamos na luta pelo enquadramento das trabalhadoras da educação infantil como professoras. E aí parte-se de uma ideia muito importante de que cuidar das crianças não tá separado de educar. Quem cuida educa. Trabalhar de no cuidado é um trabalho de educação. E as trabalhadoras da educação infantil, elas exercem esse trabalho como são professoras, educam as crianças, mas não recebem os mesmos direitos do que as como professora. E aí teve uma lei federal, foi sancionada pelo presidente Lula, que coloca, faz o reenquadramento das profissionais e a gente tá lutando aqui em Campinas para que o Dário faça essa transição, faça essa mudança. Eu e a vereadora Guida Calisto, que inclusive é trabalhadora da educação infantil, nós apresentamos um projeto para obrigar o prefeito Dio Saad a cumprir a lei federal e fazer o reenquadramento. Também estamos em luta pelo descongela, que é a reposição do tempo trabalhado durante a pandemia do COVID-19. Os servidores públicos trabalharam, enfrentaram na unha aquele processo. Vocês se lembra? todos aí na linha de frente, trabalhadores que estavam enfrentando o vírus, o medo, eh todo aquele caos e eh os os benefícios, o cálculo dos benefícios ficou paralisado por a decisão do governo Bolsonaro. Na época nós enfrentamos muitas coisas, inclusive o governo Bolsonaro, que conspirava a favor do vírus, né? Então, e aí a gente tá nessa luta pelo descongela para que a gente tenha então o tempo trabalhado seja contado, né? E eu já tinha apresentado um projeto em 2023 que já fazia essa reposição, agora também teve uma uma lei federal aprovada e sancionada. Eh, e vamos aí a gente, eu reatualizei esse projeto, então apresentei um novo projeto atualizando para que o tempo de trabalho feito na pandemia seja contado, porque é uma injustiça com esses trabalhadores. Também tem alguns desafios, como por exemplo, a questão da da distribuição de remédios. Campinas vive vivenciou de forma muito aguda, mas ainda vive falta de remédios nos centros de saúde e nos hospitais. Isso tá relacionado à terceirização do homoxarifado da saúde em novembro. Em novembro foi terceirizado uma homocharifado da saúde e agora no começo do ano itens básicos, sabe? como insulina, que é uma coisa necessária, não não chegou nos no nos CAPs, nos centros de saúde, não porque não tivesse o remédio, mas porque não foi distribuído. E aí a gente, esse é um problema da terceirização, porque é um contrato de quase 20 milhões, um contrato que dura 3 anos e que e que a empresa visivelmente falhou. Então não é não é uma coincidência que logo depois a terceirização do almoxarifado, a gente tem essa crise da falta de remédios. Lembrando que também já tem uma crise instalada por conta da terceirização da FURP que o governador Tarcísio fez. Aliás, Dario e Tarcísio estão assim, né, no projeto de terceirização e acabar com serviços públicos. Ele terceirizou a fundação do remédio popular, que foi uma e isso tá gerando falta de remédios e tudo mais. Então são muitos desafios que estão colocados, mas eu fiz questão de frisar a questão do serviço público, porque isso afeta a vida de todo mundo, né? Quer dizer, e a questão de saúde sempre foi um gargalo, né? Com certeza. Na verdade, a gente, o Brasil teve tem uma uma preciosidade que é o SUS. Países do mundo que não tem o SUS vive uma situação ainda mais dramática, porque o SUS é um SUS, ele é eficiente. Eficiente no sentido, ele ele se pauta na ideia de que é mais barato humano e inteligente você evitar o adoecimento. Então é muito melhor você distribuir vacina do que você combater a uma uma pandemia, né? É muito mais, muito mais humano você ampliar a cobertura vacinal do que você ter um monte de gente com gripe morrendo, né? Aí que a gente sabe que a gripe pode chegar a morrer, né? Ou você ter um monte de gente internada por problemas respiratórios. E que e por isso que os centros de saúde deveriam ser as a o investimento prioritário para evitar o adoecimento, centro de saúde especialidades. E exatamente isso que não tá não tá acontecendo. Muito pelo contrário, os centros de saúde vão sendo desmontados, você diminui o número de equipes, falta eh profissionais, como por exemplo, médicos especialistas e aí as pessoas procuram os hospitais e aí os hospitais ficam superlotados. Mas o hospital é muito mais caro. O hospital ele é muito ele, o hospital ele deveria ser voltado para atendimentos de coisas complexas. Claro que a gente precisa de hospital, mas agora qual é qual é a o X da questão? O X da questão é que o hospital é o é o hoje Campinas foi os hospitais, a Rede Mariugate virou um guarda-chuva de negócios os hospitais. Você faz contratos, contratos, contratos, contratos para aquilo. No Mario Gart, por exemplo, você tem inúmeras empresas trabalhando, cada uma tem um contrato. Uhum. E isso drena todo o recurso que deveria ser investido paraa saúde para evitar que as pessoas precisem de hospital e cada vez mais com com lotação, né, com excesso, poucas pessoas na linha de frente e como foi mencionado em relação ao Centro de Saúdes, por exemplo, o Sistema Único de Saúde, acabam que os profissionais também ficam sobrecarregados, né? a questão de qualidade de saúde para eles também por conta, né, desse excesso de trabalho e muita lotação, porque o trabalho tá adoecendo. Por isso que nós criamos a Frente Parlamentar de Combate às violências relacionadas ao trabalho, porque os trabalhadores estão adoecidos. A gente tem uma luta muito importante que é pelo fim da escala 6 por1. Uhum. E nós sabemos que o Qual é a grande questão do trabalho terceirizado? O trabalho terceirizado, como o trabalhador tem mais fragilidade e as empresas têm mais facilidade de mandar os trabalhadores embora, a gente tem muito mais assédio, tem muito mais desrespeito aos direitos trabalhistas e muit a grande maioria das pessoas trabalham com escala 6, que é adoecedor. Adoecedor, sim. E aí o que a a reivindicação do fim da escala 6 por1, e essa é uma pauta, uma luta nacional para que as pessoas tenham tempo de vida para estudar, para ficar com a família, para sabe para fazer nada. Tempo de lazer, tempo de ósseo, porque a gente não nasceu para se matar de trabalhar. Essa ideia, vida além do trabalho. As pessoas precisam ter vida além do trabalho. E isso é uma questão de saúde pública, porque as pessoas estão adoecidas, as pessoas estão transtornadas. Quer dizer, é lógico nessa nesse mundo que a gente tá vivendo. E é por isso que eu também apresentei um projeto de lei aqui no município de Campinas para acabar com a escala 61 nos contratos da prefeitura. Porque a prefeitura precisa dar o exemplo. Então, todos os contratos da prefeitura e dos órgãos públicos também, a Câmara também, né? Então, esses contratos que vão sendo feitos, a gente acha que precisa aumentar o número de trabalhadores próprios e ir absorvendo esses trabalhadores na rede própria. E tem espaço, não vem, ai tem esse papo, ai não tem, não dá para contratar trabalhador público. Tem, tem margem. o a o a gente tá Campinas tá cerca de 34% de do do comprometimento do orçamento com com trabalhad servidores públicos. Então tem margem, mas nós precisamos aumentar para ir absorvendo, né? Mas ao mesmo tempo, para os trabalhadores que já trabalham eh nessa prestação de serviço contrato, precisa dar o exemplo e reduzir a jornada de trabalho para que as pessoas tenham vida além do trabalho, possam na igreja, possam estudar, possam, sabe, fazer o que quiserem da vida. conseguir ter uma escolha de fazer algo diferente ou não fazer nada. E também isso acaba afetando a produtividade no ambiente de trabalho. Claro, claro, né? Na verdade assim, todo todos os países que reduziram a jornada de trabalho foi já tá comprovado. As pessoas assim, não cai a produtividade, a produtividade aumenta porque não é o o o a produtividade não é dada pelo número, né? Mas qual é a questão? A questão é que não se quer contratar mais trabalhador, porque reduzir a jornada assim fica aumentar o número de trabalhadores, o que geraria emprego, o que proporcionaria emprego, né? Você aumenta, reduz a jornada, aumenta as vagas de trabalho, mas aí é uma questão de ganância. Exatamente. E Mariana, a gente vai falar também um pouquinho sobre a questão eh dos últimos trabalhos, né, os projetos eh recentes de 2025, falando também sobre o a lei Felca, que isso acabou repercutindo bastante até hoje, né, com certeza repercute aí nas redes sociais. a imprensa também, né, bateu muito em cima disso, da lei fel, dessa proteção mesmo das crianças e adolescentes e ainda mais agora, né, com o retorno das atividades escolares também, que as crianças estão mais suscetíveis, né, a ficar fora do ambiente de casa, mas também com acesso à internet, que muitas escolas têm esse contato, né, de de informática. Eh, é um desafio ainda grande. a gente precisa regulamentar as redes sociais, precisa regulamentar, precisa ter ter parâmetros, porque o a o que, né, o Felca deu publicidade a isso, mas assim, isso já era um tema muito recorrente e eh que é o aliciamento de crianças, crianças sendo expostas a questões que que não é próprio paraa idade, questões eh pessoas redes de pedofilia que utilizam jogos para fazerem ter acesso às crianças diretamente. Então isso é muito sério, muito grave. Até recentemente teve o caso do Orelha, né, do cachorrinho que foi eh, enfim, aquela brutalidade e tudo mais. E aí eu v acho que tem um aspecto disso que é precisa ser falado, que começou a se falar, por exemplo, da questão do Discord, né, que tem aqueles aqueles eh desafios no Discord. E é muito comum desafios que vão colocando em questões cada vez mais limite. E uma modalidade desses desafios é inclusive a agressão e violência contra animais. Então, a regulamentação das redes sociais, colocar regras de acesso de crianças e de adolescentes, mas mais que isso também, nós precisamos que o Brasil tenha legislação para derrubar eh certas certos perfis, para impedir a monetização de perfis que utilizam, por exemplo, eh a violência como parâmetro, como como espetáculo. né? Utilizar a violência, utilizar o racismo, a misogenia, eh a exploração do do da de imagens de crianças, por exemplo, para ganhar mais seguidores, para ganhar likes e para ganhar dinheiro, porque é disso que tá se falando, né? Então, a gente precisa eh é muito sério, a gente sabe que a que as bigtechs, né, que a gente as as grandes empresas de tecnologia tem muito poder, não apenas no país, mas no mundo. Aliás, não dá para não é importante dizer que boa parte desses bilionários das bigtechs, como El Musk, foi citado no caso Epstein, né? O caso EPS tem, que é um caso terrível, que tá vindo, que foi divulgado, eh, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos divulgou milhões de documentos associando políticos e e empresários a uma rede internacional de pedofilia, de tráfico de mulheres e e meninas. E figuras dessas bigtexs estão associadas com essa rede. E o Brasil foi citado como um dos países onde essa rede internacional operava. Então é assim, é muito sério o que tá acontecendo. É uma a e aí essa essa legislação que é para proibir monetização, para regulamentar, é parte desse processo. E é uma situação também que assim, todo mundo precisa ter essa conscientização, né? O trabalho também ele é realizado dentro de casa. Tem que ter essa esse acesso limitado. Os pais precisam estar atentos, tem que ter uma uma vigilância maior mesmo, né? Em contrapartida também com as escolas. Eu acho. É, sim. Mas é que eu acho que assim, acho que tem duas coisas. Primeiro cai de novo na questão do trabalho, porque as pessoas se matam de trabalhar. Uma das questões que acho que a gente precisa reduzir a jornada de trabalho é para que as pessoas possam ter mais contato com a família, com os filhos. As pessoas não têm nem tempo para ficar e isso recai muito sobre as mulheres, né? Porque muito mais muito mais. Aí a gente as coisas se ligam, né? A gente vai falar do cuidado, né? O cuidado das crianças está hoje ainda no Brasil, o cuidado das crianças está concentrado na mão das mulheres. E as mulheres são as mulheres são as que estão nos piores postos de trabalho onde se mais se exige e as mulheres ainda fazem o trabalho doméstico, concentra exclusivamente o trabalho doméstico. Então assim, a verdade é que as mulheres quase não t tempo, né? As famílias quase não têm tempo para ficar com os filhos. Então eu acho que é sim, a gente precisa fazer conscientização para que os pais e tenham acesso a a ferramentas para isso, mas existe uma questão que é o espaço da escola, certo? A educação para esse mundo digital, para a proteção das fam das crianças, precisa estar presente na escola. Por isso que a gente e e não apenas assim, nesse caso, né, da a gente tá falando da desse da violência que pode ser proporcionada pelas redes sociais, eh, mas também violência doméstica e familiar, porque muitas vezes a violência tá dentro de casa, né? E aí quando a violência tá dentro de casa, para você ter uma ideia, os as estatísticas são aterrorizadoras, porque a o maior parte dos abusos de crianças e adolescentes tem o pai biológico como autor da violência, né? Então a gente tá falando de coisas que podem acontecer dentro de casa, dentro da família. E quando a gente tá tratando disso, a gente por isso que a gente precisa ter a pessoas externas a família. E o qual onde é o ambiente onde a criança circula além da família? É na escola. Na escola. Por isso que a gente fala precisa ter. Eu sou, eu fiz a autoria no meu primeiro mandato da Lei Maria da Penha nas escolas. Uhum. Para você formar professores, para você formar formar pessoas, para as crianças precisam ter ferramentas para isso. E e aí aí assim, eh, a gente vê que muitas vezes isso é combatido. Tem professores são punidos, perseguidos nas escolas porque estão falando sobre violência. Porque estão falando sobre sobre o direito das mulheres. O feminismo tem sido atacado, muito atacado, né, pela extrema direita, pelos políticos conservadores, pelas as redes sociais, por influencers que odeiam as mulheres. A verdade é essa, eles odeiam as mulheres. E essa campanha de ataque ao feminismo é uma campanha ao a a uma reação que o feminismo tem de combate à violência, porque eles querem a perpetuação da violência. Eles querem a perpetuação da violência cada vez mais estendendo isso pras redes sociais e isso acaba chegando cada vez mais pra população, propagando ódio, propagando ódio, propagando ah ideias que eh submetem e colocam as mulheres em situação submissa. E quando a gente tá falando de violência doméstica, a gente fala necessariamente de violência contra a criança. Eu acho que é importante dizer que 2025 teve um recorde de feminicídios no Brasil. Não é toa que teve um movimento mulheres vivas, as mulheres saíram pra rua. Isso diz respeito à questão da propagação do ódio contra as mulheres e o ataque ao feminismo nas redes sociais. Então, nesse ponto também precisa ter regulamentação das redes sociais. a gente precisa ter regulamentação das bigtecs, eh, mas também diz respeito à ausência de políticas públicas. O Tarcísio destinou só R$ 10 para as mulheres em situação de vulnerabilidade. R$ 10 no estado de São Paulo. Aqui em Campinas a gente tem feito muita luta. O SEAMO é um órgão importantíssimo, mas não funciona contento. Precisa contratar mais gente com o número de profissionais do SEAMO. não consegue atender uma cidade que nem a cidade, uma uma cidade como a cidade de Campinas. Há alguns anos atrás nós conseguimos por meio de luta, por meio do trabalho da comissão da mulher com o movimento feminista, nós conseguimos a criação do Serav, que é o Centro de Responsabilização do Autor de Violência, mas ele estava fechado, não tinha tava sem conseguir funcionar e agora nós conseguimos via emenda parlamentar também a reabertura do SERAV. Eh, então eu tenho destinado, eu e a Sâmia Bonfim, a nossa deputada Smia Bonfim, nós temos destinado bastante eh temos feito luta para que o governo eh em vista a criação da Secretaria da Mulher agora, né, não até agora não resultou no aumento do investimento, no aumento dos profissionais. Então a gente, nossa luta é para que tem investimento no combate à violência, mas que também temos destinado eh recursos também paraa área do combate à violência contra as mulheres. E falando, né, da dos recursos também destinados, já aproveitando o gancho também na área de saúde, né, nesse grande gargalo aí, a gente já falou no comecinho aqui do programa, mas também tem focado muito nessa questão, né, saúde e educação também. Sim. Eh, a, gente, eu tenho feito muita destinação pra área da saúde, para a saúde pública e isso assim é uma decisão, é uma decisão que nós temos nosso mandato, destinar recursos para saúde pública, apenas paraa saúde pública. Nós não fazemos destinação pra rede privada, porque eu acho que a rede privada já tem muitos contratos na prefeitura. O que tá precisando mesmo é a saúde pública. Então, destinamos pro centro de saúde, para reformas, para aquisição de materiais. Eh, ao todo, contando recursos municipais e recursos federais com via a deputada Samia Bonfim, nós conseguimos ao todo destinar aqui em Campinas mais de 4 milhões, deu quase 5 milhões, 4.700.000. Então, foi um bom recurso que nós conseguimos destinar, ainda é insuficiente. Uhum. Precisamos lutar para que essa reverba seja executada, porque nem sempre a verba, a verdade que assim, eh, a gente muitas vezes destina a verba, mas a prefeitura não executa por inúmeros motivos. Então, nós precisamos estar de olho. Então, é bastante trabalho. Mas assim, eh, eu, eu sou a vereadora que mais destinou recurso paraa saúde pública no ano de 2025. Eu tenho muito orgulho disso. É um orgulho mesmo, [risadas] né? essa representatividade também, né, Mariana? Bom, a gente tava falando sobre a questão também aí, né, desse assunto que é desafiador, questão de violência doméstica, feminicídio. E esses temas só foram relevantes e foram temas centrais, né, das reuniões de comissão, né, da da que você lidera né, presidente aí da comissão e vai ser ainda tema central para este ano, pros próxim paraas próximas reuniões de comissão. Com certeza, porque é isso, né? O feminicídio, a gente bateu recorde de feminicídios no Brasil, eh, são mais de 1500 mulheres assassinadas. O feminicídio é a última, é, é a é a é o desfecho trágico de uma ciclo de violência. Muitas vezes as mulheres que são mortas, elas carregam anos, né, e, né, de de violência sistemática, violência psicológica, violência física. Também é preciso dizer que aumentou, tem aumentado o número de feminicídios que é acompanhado da morte das crianças, dos filhos. Uhum. Eh, nós passamos por isso aqui na casa, né? Eh, nós tivemos uma uma servidora da casa que foi morta, ela e o filho. Então, infelizmente isso não é não tá longe da gente, tá muito perto da gente. E para o a gente sempre fala que o feminicídio e o infanticídio, porque no caso, né, a gente tá falando de dois de dois fatores que andam juntos, poderia ser evitado. Poderia ser evitado. São mortes que poderiam ser evitadas. Se você tem destinação de políticas públicas, o SEAMO, por exemplo, é é um centro de atendimento muito importante. Acho que é importante que as pessoas saibam, você pode procurar o SEAMO, você não, o SEAMO não tá condicionado a fazer boletim de ocorrência. Sim, porque para uma mulher fazer um boletim de ocorrência é uma decisão grande na vida. Muitas mulheres têm medo disso. Elas têm medo. Muitas delas, a gente conversa, a gente sabe, elas têm medo. E também por isso é é um absurdo que uma denúncia de violência contra vereador, por exemplo, a gente eh recentemente foi eh enterrado a comissão processante contra o vereador Alto Alejandro, eu votei contra esse eh essa esse arquivamento. É um absurdo isso. Tinha que acontecer, tinha que prosseguir a comissão processante, tinha que se abrir as oitivas. tinha que ter o momento do da dos depoimentos, porque é dever do estado. O estado tem a obrigação de investigar as denúncias de violência doméstica. É um absurdo isso, porque se uma pessoa que tá em situação de visibilidade, poder, não tem, a gente não vai até o fim dessa investigação, qual é o exemplo que passa? é o exemplo de que é é uma forma de de de contribuir para paraa continuidade da impunidade dos agressores. Então o a gente tem muita, o trabalho da Comissão da Mulher tem sido feito para combater a misogenia, combater o machismo, combater a cultura do estupro, combater essas ideias que circulam no nosso mundo, né, que circulam aí a ideias de que as mulheres podem são um objeto, que as mulheres são desprezíveis e e eu acho que às vezes tem uma um grau de refinamento, né, nesse discurso Porque aquele, ah, é a mulher bela arrecatada e do lar, né? É a mulher que é a mulher que vale a valorosa é a Bela recatada e do lar. E a Bela recatada do lar, quando a Bela recrecatada do lar ou você é desviante desse padrão, ah, não, aí merece apanhar. É esse o discurso que se faz, muda tudo, né? É esse discurso que se faz. Então eu acho que a gente precisa, a gente precisa combater essas ideias que circulam, precisa regulamentar redes sociais e a gente precisa ampliar o investimento, precisa ter gente, precisa aumentar o número de trabalhadores, no caso do seama de trabalhadoras, porque as pessoas são são as coisas assim, a coisa mais valiosa são as pessoas, as coisas você pode tentar fazer qualquer qualquer coisa, qualquer serviço, Você precisa das pessoas sem as pessoas para fazer o serviço, esse serviço não vai, o serviço não anda. E isso que a gente precisa, a gente precisa investir no aumento de equipes, número de pessoas. E essa é a nossa luta. É, essa é a luta e é o desafio para esse começo de ano, né, que tá aí, tão muitos trabalhos, estão por vir, muitas ações. E falando ainda das crianças e adolescentes, também tem o projeto, né, do plano de enfrentamento à violência sexual contra crianças e adolescentes, mas na questão eh que garante, né, direito à informação também de assistência médica, psicossocial, né, que também é um desafio grande, né, dentro porque a assistência psicossocial é um drama, né? Porque afinal a rede de saúde mental, de novo, o SUS ele é ele é protagonista nisso, ele tem eh digamos assim exemplos bem-sucedidos a partir da reforma antimanicomial, a partir do fim dos dos manicômios. Só que o SUS tem sido todos os dias debilitado, né? Então, a gente teve aí uma, a gente teve aqui, aqui em Campinas, na verdade, boa parte da assistência em saúde mental era via Cândido Ferreira, que não é rede própria, é um convênio, teve uma quebra dessa dessa dessa desse, né, uma foi uma diminuição muito grande recursos e e a rede de assistência psicossocial, numa situação em que as pessoas estão cada vez mais adoecidas não consegue dar conta. Então, nós precisamos aumentar o investimento também da rede de saúde mental, eh, e para uma e para as pessoas que estão em situação de violência, isso é fundamental. Isso é isso é tipo assim, quem já viveu violência, sobretudo violência íntima, que a gente chama, né? É a violência, porque tem a violência que acontece lá fora, né? E aí tem a violência íntima, que essa violência é muito difícil de se liar, porque a gente pensa que no espaço de casa seria o espaço que a gente tá seguro. O espaço das pessoas que a gente tem relação afetiva seria para proteção, para companheirismo, mas muitas vezes, em muitos casos, a violência acontece dentro de casa e tem como autor de violência alguém que a pessoa tem uma relação afetiva e isso é muito, muito, muito sensível. Então, a gente precisa da da atenção psicossocial, precisamos também, e essa eu acho que é um assunto muito importante, que é a garantia de de atenção atenção médica, no caso, por exemplo, de violência sexual. Isso é muito sério, né? A gente precisa ampliar isso para que as mulheres não sejam revitimizadas quando elas sofrem violência sexual. E a violência sexual pode acontecer de novo, de forma externa, mas pode acontecer internamente a à família dentro de casa também. a garantia do aborto legal e seguro no caso de violência sexual, porque as principais vítimas de violência sexual no Brasil são meninas, são crianças e adolescentes. Esse caso EPS tem só um retrato do que infelizmente acontece no mundo. E aí a gente precisa garantir todos esses direitos para que as mulheres e as meninas possam ter ser ter o direito de ser gente, né? Essa é a nossa, essa é a luta eh diária e e o assunto ele acaba interligando um com o outro, né? Porque tem essa ligação, né? Como é presidente da da Comissão da Mulher e também eh da do enfrentamento, né, contra a violência. Então, acaba um assunto puxando o outro e não tem como sair fora dessa sistemática, né? É como um uma um novelo, não, mas uma eh uma trança, né? as coisas vão se entrançando, se laçando, então precisa desatar esse nó aí. É exato. [risadas] Muito obrigada pela sua participação, por trazer aqui todos os seus trabalhos. Nem todos, né, porque infelizmente não dá tempo da gente falar de todos, mas só uma pontinha dos trabalhos aqui da vereadora Mariana Conte, que foi a nossa convidada aqui do Empauta. Obrigada. Obrigada. Eh, foi um prazer estar com vocês. É, o tempo é curto da gente falar de tudo, mas eu tô sempre à disposição. Bom, gente, é isso. Então, a gente conversou com a vereadora Mariana Conte. [música] Eu te espero na próxima edição do Emtauta. Até o próximo. Ciao
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