Transcrição automática gerada por IA. Pode conter pequenas imprecisões e ainda não
passou por revisão humana. Use Ctrl+F para buscar termos dentro do texto.
Olá, em pauta começando e o nosso entrevistado de hoje, o nosso convidado é o vereador Gustavo Peta, que já está aqui conosco. ele que está no seu quarto mandato e que agora assume a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Criança, Adolescente e da Juventude aqui na Câmara Municipal de Campinas. Seja muito bem-vindo, vereador. Muito, muito obrigado. Eu que agradeço a oportunidade de conversar com a população de Campinas através da TV Câmara. pra gente contextualizar, então, já falando aí da comissão, né, como que o senhor então enxerga essa sua, né, liderança como presidente e como Campinas também pode se consolidar nessa questão dos direitos, da violação, da desigualdade e violência focando aqui na cidade. Vereador, olha, primeiro que para mim é uma honra novamente presidir essa comissão. tive em uma outra oportunidade presidindo a comissão. É uma das comissões mais importantes da Câmara Municipal, uma comissão que tá muito vinculada a todo um sistema que existe de defesa, de proteção dos direitos da criança e do adolescente e também dos direitos da juventude. Eh, nós sabemos que nós temos uma grande conquista no Brasil, que foi o Estatuto da Criança e do Adolescente. A partir disso, se criou um sistema com conselhos tutelares, com conselhos municipais, com entidades que atuam na área, todas no sentido de garantir os direitos fundamentais da criança ou do adolescente. Eh, nós sabemos que ainda nós temos muitas violações a esses direitos. Uma das principais violações, por exemplo, a gente tá prestes a resolver na cidade, que é o déficit de vagas na educação infantil, falta de vagas em creches, mas nós temos problemas de violência, de trabalho infantil, de várias questões que precisam ser enfrentadas. Então, presidir essa comissão é uma grande oportunidade de reforçar a luta por esses direitos. Um tema também que eu quero tratar muito nessa comissão é a recém aprovada, o recém-apado ECA digital, que é um capítulo à parte do ECA, que fala do ambiente digital, né, que fala da proteção das crianças e dos adolescentes nesse ambiente. Nós sabemos que existe muita violência a partir desse ambiente digital. A internet não pode ser uma terra sem lei. A internet precisa seguir as regras, a legislação vigente para garantir a proteção aos cidadãos, especialmente à crianças, os adolescentes. Além disso, tem o debate sobre o uso consciente também das tecnologias por parte de crianças e adolescentes. Então é um tema bem interessante que a gente vai reforçar aqui na comissão durante esse ano, um tema contemporâneo, tema atual e que Campinas pode ser uma cidade de vanguarda nessa discussão. E vereador, cada vez mais, né, as crianças têm mais acesso hoje às redes sociais, à internet, né? Crianças com um ano, um aninho de idade já tem acesso ao celular, né? Isso acaba trazendo realmente mais eficaz essa temática para dentro aí das reuniões, né? Exatamente. Porque nós precisamos debater o tema, né? Eh, por exemplo, agora recentemente o governo federal, houve uma lei federal, depois também nos estados, do uso de restringir o uso de celular no ambiente escolar. No começo foi muito polêmica, mas depois se comprovou que era uma necessidade. O uso do celular dentro da sala de aula estava prejudicando o processo de aprendizagem e então se restringiu o uso do celular. Hoje a lei pegou, tá valendo e os números já mostram que a aprendizagem melhorou nas escolas. Então, eh, a chamada liberdade, ela ela é importante, mas ela tá condicionada também a outros direitos que são importantes, né? Então, o direito à educação ele é muito importante. Então, não é porque, ah, a criança ou o adolescente tem o direito de usar o celular, tem o direito nos horários adequados, não dentro da sala de aula em que ela tem que estar concentrada em aprender aquilo que o professor vai transmitir. É, então são muitas questões que nós precisamos, é um tema muito novo, mas que ele é muito importante ser tratado, porque há muitos perigos nesse uso eh dos das tecnologias sem nenhum tipo de conscientização sobre o uso adequado. É importante esse debate, né, continuar. Então esse vai ser um processo aí para esse ano, para 2026, o tema das reuniões aí da comissão. Ainda a gente falando, né, sobre essa temática também de crianças, agora a gente vai entrar na questão do projeto de lei sobre os nomes afetivos de crianças e adolescentes, né, é um processo de adoção, né, que vem também com essa iniciativa aí, com esse foco de proteger também a identidade da criança, vereador. É porque até para explicar isso pros telespectadores, quando você entra num processo de adoção de crianças, é primeiro você passa lá por todo um processo para você, os pais que pretendem adotar a criança serem eh aptos para adotar a partir de um sistema nacional de adoção. Então, o pai e a mãe precisam fazer cursos, precisam mostrar condição psicológica, boas condições sociais para poder receber essa criança que geralmente já foi eh já teve vários direitos violados na vida por conta da separação da da sua família original, né? Então você é apto. Depois há um processo de uma transição até a justiça formalizar e e vamos dizer assim e e concluir o processo de adoção. Nesse processo de transição, muitas vezes os pais optam pelo pela mudança do nome. Hoje até há uma recomendação por parte da justiça que não se mude o nome, mas é um direito do pai e da mãe, caso, principalmente o nome seja um nome que possa ferir a dignidade humana. Eh, são casos raros, mas existem. Eh, você pode mudar o nome da criança. É um direito do novo pai, da nova mãe mudar o nome. Uhum. Mas fica uma um momento de transição, porque no documento oficial ainda há um nome anterior, mas esse nome já é um nome afetivo, o nome na prática daquela criança. O que que essa lei propõe? Ela ela foi um pedido das mães e dos pais que ad que adotaram crianças. é que a escola, a rede municipal, a rede de educação, de saúde, respeitem o nome afetivo para não criar constrangimentos para essas crianças e para essas famílias, porque muitas vezes a escola só vai respeitar o nome que ainda é o nome oficial e ainda não foi a o processo judicial ainda não concluiu. Sim. Então, é uma lei que já existe no âmbito estadual. Uhum. que nós queremos no âmbito municipal para que não tenha nenhum problema na rede municipal de educação e no sistema Único de Saúde da Cidade. Por exemplo, chamada na na sala de aula. Se tá o nome antigo, confunde a criança que já tem o nome novo. Então a lei serve para isso. A gente espera que ela seja aprovada o quanto antes. E vai garantir também a integridade, né, tanto da criança e também dos pais adotivos para não ter o constrangimento para nenhum dos lados, né? Nenhum dos lados. Exatamente. Certo. A gente vai falar um pouquinho agora também sobre ainda na questão de educação de crianças sobre a lei do limite, né, de alunos dentro da sala de aula, superlotação. Isso também eh teve uma discussão, né, vereador, inclusive na última atualização, o senhor pediu vistas, né, desse projeto. Eh, vai ter alguma alteração no texto? Como que tá esse procedimento? É, é uma lei muito importante, gente, porque é o seguinte, nós precisamos ter limite de número de crianças por sala de aula. O que acontece? Há muitas medidas judiciais que os pais de maneira legítima entram para conseguir, por exemplo, vaga para suas crianças, principalmente na educação infantil. e a e o sistema educacional, ao invés de construir novas salas ou novas escolas, eh acaba superlotando as salas existentes. Esse problema acontece principalmente na região do região sul, ali na região do Campo Belo, mas também nós temos um problema na região do Campo Grande e alguns outros pontos da cidade. Nós queremos limitar. limitar é garantir qualidade, é garantir acesso de qualidade à educação, né? Então, por exemplo, no fundamental um, nós estamos falando falando em 25 crianças, né? No fundamental dois, 30 crianças. Eh, no AG1 são cinco crianças por adulto, que são as AG1 são as crianças eh até 1 ano são nas creches, né? No AG2, 10 crianças. No AG3 crianças por adulto. Então são limites que já são difíceis. Vocês imaginem, por exemplo, que é para um professor controlar uma sala de aula de de crianças, adolescentes de com 30 eh pessoas, né? Ultrapassar esse limite prejudica a educação e cria um ambiente de muitas vezes de indisciplina, de dificuldade, controle do processo de aprendizagem. Então, eh isso tá sendo discutido nacionalmente, mas nós achamos que Campinas pode sair na frente e ter esse limite por sala de aula. E esse eu pedi vistas porque eu tô num processo também de construção, isso junto ao governo. Uhum. O governo, por enquanto, não tá aceitando essa proposta, por mais que ela seja uma proposta legal, constitucional. Mas a a prefeitura municipal, por enquanto, acha que a proposta não é possível de ser aprovada, porque eles enfrentam dificuldades em garantir esse limite. Mas a gente pode inclusive ter um artigo que condicione um prazo para isso, né? Eu acho que isso está em aberto, pode ser discutido. O importante é a gente alcançar esse objetivo e colocar ele na lei para que os governos tenham que seguir a lei e obedecer as metas estabelecidas. Vereador, em em um outro ponto também contrapartida, né, a esse projeto tem também a questão dos professores, né, que ficaram sem a sem salas de aula para atuar. Isso também teve aí um um uma discussão muito forte aí no seu mandato em relação a essas professoras, né, esses professores da educação infantil que ficaram sem aula. Como que o senhor enxerga essa questão? Então tá um transtorno isso, porque a prefeitura mudou a sua forma de alocar os professores paraas escolas e muitos professores ainda estão esperando, aguardando para que escolas irão. Uhum. Isso causa um transtorno na vida dos professores, evidentemente, porque nós já estamos aí eh o ano letivo já o ano letivo já acontecendo e ao mesmo tempo também diminui o vínculo do professor com os alunos, com a sala de aula. Então nós fizemos requerimentos, estamos pressionando a prefeitura para resolver esse problema o quanto antes e dar estabilidade aos professores e reforçar o vínculo dos professores com seus alunos e com seus territórios. Agora vamos mudar um pouquinho a temática, então falando um pouquinho sobre atuação forte, né, nas na causa aí de proteção animal, falando da lei Caramelo, que também teve, né, uma discussão eh na última semana também, inclusive um artigo foi vetado. Queria que o senhor falasse sobre esse, essa lei também e esse veto que aconteceu e como que tá o processo de agora. Não, muito legal. vocês veem que assim, né, o papel do vereador é legislar e além disso fiscalizar o poder executivo. Então, nós estamos falando aqui de leis que eu sou autor, eh algumas já aprovadas, outras em processo de discussão. E essa lei específico, que a gente chamou de lei caramelo, é uma lei que eu trabalho aqui nessa casa há mais de 3 anos. Sim, né? Foi um esforço grande convencer os outros vereadores paraa importância da gente colocar no Estatuto dos Direitos dos dos animais o animal comunitário. Quem é o animal comunitário? O animal comunitário é aquele que não tem um tutor único. Ele vive num território, numa comunidade e ele é cuidado por vários tutores, por várias pessoas. É muito comum. Todo mundo conhece um animal comunitário no seu bairro, às vezes numa escola. num determinado território, tal, e ele vai sendo cuidado por uma coletividade. Esse animal, esse o cão, pode ser o gato, ele geralmente ele é o mais vulnerável à violência, às agressões gratuitas. O exemplo disso foi agora o cão orelha, né, que chocou o Brasil por ter sido eh agredido e morto por um grupo de adolescentes em Santa Catarina. Eh, infelizmente isso não é tão incomum. Isso isso acontece, né? Então nós queremos, porque a gente colocou no estatuto para garantir mais proteção a esse animal e para garantir também que os tutores possam cuidar desse animal sem serem às vezes até perseguidos pelo poder público. Então, por exemplo, a pessoa vai lá, começa, coloca a casinha, coloca uma água, a Cetec vem, ah, não, tá no meio, tá na rua, não pode ficar na rua, tira da rua. Então nós colocamos, claro, que existem restrições, desde que não atrapalha a mobilidade urbana, desde que você também tenha regras. Então nós aprovamos essa lei, uma lei minha, vereador Rossini, vereador Arnaldo Salvete, o prefeito sancionou, então é uma lei, mas ele vetou um artigo da lei que eles tiveram entendimento na prefeitura, que eu não concordei, mas que a lei poderia permitir que um cidadão tivesse o direito de cuidar de um animal comunitário em um condomínio privado, que não fosse o dele, em um clube privado. Não era esse o nosso atendimento, mas tudo bem, eles vetaram, eu votei contra o veto, mas agora nós chegamos a um acordo político da apresentação de uma emenda que vai ser aprovado quanto antes para devolver a essência desse artigo e garantir a proteção dos animais comunitários na cidade. que fica estabelecido, então, vereador, que qualquer cidadão pode alimentar, pode cuidar desse cão que está abandonado também em locais que não seja na rua, por exemplo. Sim, mas é claro que os anima o o cidadão, por exemplo, que mora num condomínio, ele tem o dire ele tem o direito, mas claro que existem também as regras do do condomínio. Então, isso tudo tem que ter um equilíbrio entre uma coisa e outra. Nós não queríamos a lei para que um cidadão pudesse adentrar um condomínio que ele não pertence para cuidar de um animal comunitário. Isso isso seria até inconstitucional, porque você não pode eh ferir o direito eh das pessoas que moram naquele condomínio eh eh terem restrições à entrada de outras pessoas eh por conta de questões de segurança, por exemplo, ou outras questões, né? Então, mas isso foi corrigido e tá resolvido, tá certo? Agora a gente vai falar sobre a questão das segurança, da segurança pública também, né? Um projeto da Guarda Municipal de Campinas, usar agora então uma câmera, né, acoplada na farda. Como que tá esse projeto, vereador? Como que eh o senhor vê essa questão da segurança, né, mais transparência aqui pra cidade de Campinas em relação aos guardas? Olha, esse projeto, na verdade, gente, é um projeto que já está em curso em várias polícias, guardas municipais no Brasil e ele diminuiu a letalidade dos policiais e das pessoas que foram eventualmente abordadas pelos policiais. A diminuição da letalidade não é um benefício só para o cidadão que eventualmente é abordado pela polícia, mas é também um benefício para a própria polícia. Isso são os números comprovados inclusive na Polícia Militar do Estado de São Paulo. O governo atual do estado de São Paulo um governo conservador. O antigo secretário se posicionou contra, mas o atual secretário do governador Tarcísio se posicionou a favor e tá implementando essa política também eh eh voltando a implementar com força essa política na Polícia Militar de São Paulo. O que eu estou propondo é que nós tenhamos essa mesma política na Guarda Municipal. Isso traz mais transparência para as abordagens da Guarda Municipal, eh protege e e ajuda na na diminuição da violência policial e ao mesmo tempo também eh beneficia os próprios guardas municipais que terão mais segurança nas suas abordagens e muitas vezes inclusive a comprovação de que não fizeram nada errado nas suas as abordagens, caso sejam acusados de um de um abuso na abordagem policial. Então, é um é um projeto muito positivo, que tem amplo apoio da população, as pesquisas mostram isso e que a gente gostaria que fosse aprovado o quanto antes aqui na Câmara de Campinas. inclusive entrou, né, na ordem do dia dessa última reunião também, né, como foi bem positivo, né, vereador, é, nós devemos eh pós carnaval já tá na pauta para ser votado, certo? falando um pouquinho agora sobre cultura na cidade de Campinas, o senhor também é bastante atuante, né, nesse sentido da da cultura, do turismo, eh, da incluiu no calendário oficial, né, de eventos aí do município a feira literária riustianas. Também foi bastante, né, debatido também aqui na Câmara sobre esse projeto Campinas, como é um polo também cultural, né, como que o senhor enxerga também essa inclusão? É, nós temos ao longo do tempo vários projetos na área da cultura aqui em Campinas, né? A lei cultura viva, que instituiu os pontos de cultura na cidade, eh a lei da galeria da arte urbana, que é uma lei que estimula eh a arte urbana em Campinas, que a gente, vocês viram que no último período nós tivemos vários editais frutos dessa lei que permitiram uma cidade muito mais colorida. Hoje nós temos várias penas, né, que são aqueles painéis de grafite que cobrem o prédio todo na cidade. A gente quer que a cidade tenha cada vez mais. É Glicério mesmo, Francisco e Glicério, na minha opinião, pode virar em algum tempo, tipo um museu ao céu aberto com vários painéis, vários grafites nos prédios, colorindo, trazendo vida, reflexão. A arte ajuda muito a fazer o nosso dia a dia um pouco mais leve, um pouco mais reflexivo, menos pesado, né? Então, nós temos várias leis e essa é mais uma. Essa feira aí, Ruianas, é o seguinte. A escritora Hilda Hils, uma das maiores escritoras da história do Brasil, morou muitos anos em Campinas. Ela não nasceu em Campinas, mas ela morou a maior parte da sua vida em Campinas. E ela morava na Casa do Sol, que foi tombada pelo Condepacque, que hoje é um patrimônio da cidade, fica ali perto do condomínio Xangrilá, né? Eh, essa casa que hoje é tombada é um centro cultural. e passou a realizar eh de maneira ordinária as feiras rtianas, que são que é uma feira literária. Tá vindo gente do Brasil inteiro para essa feira. Ela começou pequena, mas tá crescendo. Então eu fiz essa essa proposta de instituir no calendário, exatamente para incentivar a feira, trazer mais apoio. Um uma feira como essa, ela tem o a sua importância literária, cultural, mas também econômica. Ela faz a economia gerar. Muita gente vem pra cidade, muitas coisas são a economia circula, né? Veja, por exemplo, a feira literária de Parati, é um dos maiores eventos do Brasil, né? E Campinas tem uma tradição cultural e pode cada vez mais receber eventos de grande repercussão nacional. Uhum. desenvolvendo também, né, com base nas outras secretarias também, né, de turismo, própria economia, isso acaba movimentando e trazendo pessoas aqui paraa cidade, né, mostrar como que a cidade também ela pode ser beneficiada com essas questões culturais, né, vereador? É exatamente essa coisa, né? A às vezes as pessoas vêm com uma certo uma certa preconceito à cultura, achando que é um gasto desnecessário, mas a gente não pode olhar dessa forma. É claro que uma, a prioridade numa cidade como Campinas é a educação, é a saúde, é a segurança. São temas que são eh muito gritantes, né, que as pessoas eh sentem no dia a dia. Mas o investimento em cultura, ele torna a cidade mais humana, torna a cidade eh melhor eh e ele impacta na economia. Isso eu não tenho dúvida nenhuma. impacto, o retorno paraa cidade é muito grande. E Campinas, por ser o centro de uma região metropolitana, ele também é o centro cultural, centro de entretenimento eh da cidade, da região, né? Então, a gente tem que aproveitar esse potencial para gerar mais qualidade de vida para as pessoas e também fazer a economia circular, gerando eh mais empregos, mais renda pro conjunto da população. E e nessa linha também a gente fala sobre os recursos, né, destinados, que o senhor também destinou recursos aí para paraa Secretaria de Cultura também, turismo batendo bastante forte nessa questão, tem o projeto Camp Cri, né, CRI, né, eh, contratação de serviços aí falando um pouquinho sobre essa questão de de um projeto, né, da prefeitura que utiliza aí a arte urbana, que vem muito também em relação com essa questão do da cultura aqui na cidade de Campinas mesmo. É verdade. É, o Camp criou um projeto da Coordenadoria de juventude da prefeitura que trabalha com jovens na arte urbana. Então nós temos colocado recursos porque isso ajuda, principalmente jovens da periferia a poderem realizar a sua arte, que muitas vezes são murais, grafites. Então isso tem acontecido nas escolas eh públicas eh em terminais urbanos, né? O último último grande projeto do Camp Crio que nós apoiamos foi uma um grande painel, grafite que foi feito lá no terminal de Barão Geraldo, terminal de ônibus, mas nós já fizemos em várias escolas, em associação de moradores, em centros de saúde, sempre no sentido de valorizar a arte urbana, apoiando jovens da periferia que muitas vezes têm a sua arte ilimitada por não terem recursos e condição. de fazer. E também tem um outro lado de mostrar que é uma arte, né? Não é algo que as pessoas, muitas pessoas acabam vendo também com preconceito, com discriminação, por conta de estar numa área mais vulnerável, em situação de vulnerabilidade, talvez, né, vereador? Não, com certeza. E você vê a cidade vai ficando mais bonita, mais alegre, mais colorida. Eh, eh, e, e com certeza o poder público tem que apoiar, porque muitas vezes ainda, infelizmente, discriminação, preconceito, exatamente por ser uma arte que é realizada por jovens, por gente vinda da periferia, né? E muitas vezes a elite da cidade não aceita isso, mas a gente tem que enfrentar esses preconceitos, discriminações e abrir as portas para esses artistas que são muito valorosos na nossa cidade. Recursos também na área da saúde, que ainda é um gargalo, né, aqui na cidade, como tantos outros lugares também. O senhor também tem destinado bastante na questão de saúde, né? É, os dois maiores problemas de Campinas, eu não tenho dúvida, é saúde e transporte, né? Eh, a saúde é um problema crônico, antigo. Eh, hoje eu estive mesmo no centro de saúde do satélite íris. Faltam médicos, faltam enfermeiros, eh as pessoas sofrem medicamentos. Então, a gente eh tem que ter uma atenção grande para isso. Primeiro exigir, fiscalizar a prefeitura para que ela cumpra a sua função e ao mesmo tempo também a partir das emendas parlamentares e destinar recursos para melhorar o Sistema Único de Saúde, né? O SUS é uma grande conquista do nosso povo. Muito importante ter um sistema público. Tem países por aí que não tem sistema público. Quem é pobre não tem acesso à saúde, né? Eh, aqui nós temos um sistema público, mas nós temos que lutar para que ele tenha melhores condições eh de oferecer qualidade para a vida das pessoas. Então, a saúde sempre vai ser uma prioridade em Campinas somada a questão do transporte público, porque é uma crise de anos que a prefeitura, infelizmente, não consegue resolver. Bom, queria que o senhor falasse um pouquinho a respeito então dos próximos planos, né, projetos para 2026 agora, né, que as reuniões estão acontecendo, né, terminado o recesso aí, como que o senhor enxerga esse ano com os projetos, com as reuniões da comissão agora, que o senhor faz parte como presidente? Olha, a nossa expectativa, a nossa luta aqui dentro da Câmara é para que a Câmara cumpra a sua função de fiscalizar o poder executivo. Eh, isso vai para além do debate situação e oposição. É porque assim, é claro que ninguém pode subestimar isso. Na política existe aqueles vereadores que defendem o atual prefeito, os que são contra. OK. Isso tá dentro da luta política que é eh objeto do da do campo da luta democrática. Agora, isso não pode impedir que a Câmara cumpra a sua função, que muitas vezes só ela pode cumprir. Então, por exemplo, tá tendo uma grande crise da saúde pública, nós temos obrigação de convocar o secretário de saúde para ele prestar esclarecimento do que tá acontecendo, porque o ano, por exemplo, começou com as farmácias dos postos de saúde sem 80% dos medicamentos que geralmente ela oferece. O secretário tem que prestar esclarecimento na Câmara. Aí vão ter aqueles que vão defender o secretário porque acham que o secret vão ter aqueles que vão criticar. O problema, sabe o que acontece muitas vezes é que a maioria dos vereadores não permitem a convocação do secretário. Aí eu tô dando um exemplo para dizer que aí a Câmara passa deixar de cumprir a sua função. Eh, quem vai defender o secretário e quem vai criticar o secretário, aí é objeto de decisão de cada vereador. Cada vereador foi eleito pelo seu partido, etc. Então eu tô dizendo isso porque eu espero, a minha luta aqui esse ano vai ser que a Câmara cumpra sua função eh de além de legislar, como ela já faz, votando projetos que são relevantes paraa cidade, que ela também fiscalize o poder executivo, eh porque muitas vezes, como ela não fiscaliza, a única instituição que passa a fiscalizar é o Ministério Público a partir dos seus instrumentos. Mas é muito melhor que do ponto de vista democrático que a Câmara também cumpra a sua função e o Ministério Público cumpre a função em situações extremadas, né? O que quando você não tem esse canal aqui de fiscalização, só fica o Ministério Público fiscalizando na prática a prefeitura o que não é adequado, né? Então, a gente tá nessa batalha, além de discutir todos esses projetos, esses que eu também já falei aqui na entrevista, que são muitos dos projetos que nós queremos aprovar durante esse ano. Tá certo, vereador? muito obrigada pela sua participação aqui no Empal trazendo eh um pouquinho dos trabalhos anteriores, né, a conclusão deles também e a sua expectativa mesmo para esse ano de 2026 com novos projetos e novos planos aqui na Câmara Municipal de Campinas. Quero agradecer a sua participação novamente. Muito obrigada. Eu que eu que agradeço e fico à disposição sempre aqui da TV Câmara. A TV Câmara é um instrumento muito importante, né? né? A principal TV pública na nossa cidade tem que ser fortalecida, exatamente porque ela traz transparência e a possibilidade da gente se comunicar diretamente com os cidadãos e com as e com toda a população da nossa cidade. Obrigado. Bom, conversamos então com o vereador Gustavo Peta para você aí de casa. Espero que tenha gostado e até a próxima edição. O em pauta fica por aqui. เฮ [música]