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Em Pauta | Rubens Gás fala sobre Amarais, saúde, cultura e trabalho social
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Em Pauta | Rubens Gás fala sobre Amarais, saúde, cultura e trabalho social

34 views Publicado 08/03/2026 HD · 39:45
Resumo editorial

O programa Em Pauta recebe um vereador campineiro no terceiro mandato, presidente da Comissão de Administração Pública, para conversa sobre os trabalhos de 2025 e expectativas para 2026. O parlamentar destaca a importância da comissão no acompanhamento técnico da máquina pública municipal, com casos como a fiscalização da empresa terceirizada de iluminação pública que não estava cumprindo o contrato. A pauta atual de maior urgência para o colegiado é a licitação da mobilidade urbana, com presidente da EMDEC esperado para apresentação na casa. A conversa também aborda iniciativas do parlamentar relacionadas ao distrito dos Amarais, saúde pública, cultura, trabalho social e demandas concretas dos moradores da região norte de Campinas. O programa percorre ainda projetos do mandato sobre direitos das crianças, atendimento a famílias em vulnerabilidade e o papel da Câmara em construir pontes entre executivo e sociedade civil para entregar políticas públicas que atendam efetivamente o cotidiano dos campineiros em diferentes bairros e situações de vida.

Bairros mencionados

Descrição do vídeo

📺 No Em Pauta, a TV Câmara Campinas recebe o vereador Rubens Gás, em seu terceiro mandato, para uma conversa sobre os trabalhos realizados em 2025, as expectativas para 2026 e as principais pautas do seu mandato na Câmara Municipal de Campinas. Durante a entrevista, o parlamentar também fala sobre sua atuação como presidente da Comissão de Administração Pública, colegiado responsável por discutir temas importantes da gestão municipal e acompanhar demandas que impactam diretamente a população campineira. ​ 🏛️ Ao longo do programa, Rubens Gás comenta a expectativa para o novo ano legislativo, destacando a importância de projetos voltados ao atendimento de demandas emergenciais da cidade e ao fortalecimento das políticas públicas em Campinas. O vereador também reforça o papel estratégico da Comissão de Administração Pública, especialmente em temas ligados à mobilidade urbana, contratos públicos, infraestrutura e funcionamento da administração municipal. ​ 📍 Um dos principais destaques da entrevista é a atuação do vereador na região dos Amarais e do São Marcos, onde ele vive há décadas e mantém forte ligação com a comunidade. Rubens Gás relembra a trajetória da região, marcada historicamente por discriminação, ausência de oportunidades, crescimento desordenado e falta de infraestrutura, e destaca as transformações promovidas ao longo dos anos, sobretudo com ações de urbanização, regularização fundiária e investimentos em dignidade para os moradores. ​ 🏠 O programa também aborda a importância da regularização fundiária como instrumento de segurança jurídica, inclusão social e reconhecimento da cidadania. Na entrevista, o vereador destaca o impacto da entrega de matrículas, da organização urbana e da criação de condições mais dignas para famílias que durante muito tempo viveram sem CEP, sem documentação adequada e sem acesso pleno a serviços básicos. O tema aparece como uma das lutas históricas do mandato e como parte do processo de transformação da região. ​ ⚽ Outro ponto importante da conversa é o projeto de futebol Rubinho Gás, que promove esporte, integração e inclusão social em bairros da periferia. O vereador explica como a implantação de areninhas e a ocupação de espaços públicos ajudam a aproximar famílias, criar convivência comunitária e oferecer oportunidades para crianças e adolescentes, especialmente em territórios que por muito tempo conviveram com violência, segregação e falta de alternativas de lazer. ​ 🎵 A entrevista também trata de cultura e valorização dos talentos locais, com destaque para o projeto A Voz do Samba na Periferia. Rubens Gás defende mais apoio aos músicos e artistas das regiões periféricas de Campinas, ressaltando a importância de ampliar oportunidades, fortalecer a produção cultural local e garantir que espaços públicos e políticas de cultura também alcancem os bairros mais afastados do centro. ​ ​🏥 Na área da saúde, o vereador comenta recursos destinados ao Hospital Mário Gatti, com foco em melhorias tecnológicas para armazenamento e gestão de dados de pacientes. Segundo o parlamentar, o investimento busca contribuir para mais eficiência no histórico clínico dos usuários, apoiar diagnósticos e fortalecer o atendimento em uma rede pública que segue essencial para Campinas e para pacientes de outras cidades atendidos no município. 🌸 O programa ainda aborda pautas sociais relevantes, como o enfrentamento à violência contra a mulher e a Semana de Combate ao Feminicídio, relacionada à memória de Thaís Fernanda Ribeiro. Rubens Gás também fala sobre projeto voltado à cobrança justa em restaurantes para crianças e adolescentes com TEA, além de ações ligadas à causa animal e ao apoio às castrações gratuitas, especialmente em regiões mais vulneráveis da cidade. ​ 💬 Assista à entrevista completa para entender as prioridades do mandato de Rubens Gás, conhecer mais sobre os trabalhos desenvolvidos nas periferias de Campinas e acompanhar temas como administração pública, mobilidade, regularização fundiária, esporte, cultura, saúde, inclusão social, causa animal e enfrentamento à violência contra a mulher. 👍 Deixe seu comentário, curta o vídeo e compartilhe com quem acompanha a política de Campinas. 🔔 Inscreva-se no canal da TV Câmara Campinas para mais entrevistas, debates e conteúdos sobre o Legislativo e a cidade. Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

Transcrição completa do vídeo

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Olá, em pauta começando e nosso entrevistado de hoje é o vereador Rubens Gás. Ele que já está no seu terceiro mandato e a presidente da comissão da administração pública. Seja muito bem-vindo, vereador. Obrigada por participar aqui do Empaut. Boa tarde. Eu que agradeço, Ciano. Estamos aqui aí à disposição para que nós possamos prestar os nossos esclarecimentos e principalmente aos munícipes da nossa cidade de Campinas. Vereador, vamos começar falando um pouquinho sobre os trabalhos, né, recentes de 2025 e a expectativa agora para esse ano 2026, já com bastante proposições aqui pela Câmara Municipal de Campinas. Qual que é a expectativa do senhor em relação aos trabalhos deste ano? A minha expectativa sempre elas são profíquas, né? esperando esperançoso de que as coisas possam acontecer em prol do nosso município e que a Câmara Municipal de Campinas possa ter êxito nesse ano com inúmeros projetos para que nós possamos atenuar sempre eh as situações que emergenciais que acontece de uma maneira ou outra na nossa cidade. E como, né, o senhor enxerga esse papel tão importante sendo o presidente, né, da comissão de administração, da administração pública, né, isso requer aí bastante também eh demandas, né, por parte da da administração e sendo presidente tem aí um papel muito importante, né, vereador? Sim, nós tivemos no no primeiro ano uma uma reunião muito importante com relação na época da iluminação que que a a empresa terciada eh não estava prestando os devidos os trabalhos que foram contratados. Muito importante. Eh, a gente se preocupa muito agora que é um termo emergente que é a licitação da mobilidade. Sim. Era era pra gente ter recebido aqui o presidente da INDEC a semana passada e estamos eh muito próximo a esses problemas, porque nós sabemos da importância, da relevância, que é um pilar com uma mobilidade numa cidade como Campinas. Tá certo? Agora a gente vai falar um pouquinho dos trabalhos, né, realizados em alguns pontos da cidade. Primeiramente a gente vai iniciar sobre a região ali dos Amarais. Vereador, queria que o senhor eh contextualizasse um pouquinho sobre os trabalhos e há quanto tempo que o senhor tem eh dedicado, né, eh um olhar diferenciado naquele cenário ali da região pros moradores na região dos Amaretes. Coincidentemente, no dia de ontem, 2 de março, há 50 anos que eu estou morando na região dos Amarais. Eu vim com 15 anos, estou com 65. Então eu tenho propriedade para falar daquela região. Sim. uma região totalmente esquemmatizada pela violência, totalmente discriminada ao longo dos tempos, sofre na pele, isso eu posso falar com muita propriedade. E graças a Deus, evidentemente, não pela minha pessoa, mas pelo mandato que é exercido na região há 9 anos, a evolução lá é enorme. e as demandas, né, que o senhor tem esse contato direto com a população, né, por morar ali na região, o pessoal acaba eh tendo esse contato, né, mais próximo para falar sobre as melhorias e falar também sobre o que a região está precisando no momento, né? Na realidade, algo que que chama atenção, não não só daquela região, mas como de todas as regiões, o que Campinas se preocupa os munícipes mais é com a zeladoria. Uhum. Porque a manutenção sempre é algo, é a premissa, né? Porque o que a gente vê, o que a gente percebe é quando você chega numa época de chuva, as preocupações com com a com os matos, com os com os insetos, com com a dengue e e animais pessoos que normalmente eles acabam invadindo as casas dos moradores e em detrimento daquela falta de uma limpeza, de uma manutenção que a cidade de Campinas é uma metrópole enorme e a gente sabe da dificuldade muit das vezes que o serviços público tem para atender de forma eh equalitária, né, em todos os cantos. é muito difícil, é muito difícil ele ter essa essa essa visão, mas a gente como morador da região dos Amarais, evidentemente que nossos olhos são incisivos para essa região, na maneira que a gente consegue conhecer todos os quadrantes do da nossa região, tá certo? Agora a gente vai falar um pouquinho sobre a questão da regularização, né, fundiária, dignidade e segurança jurídica aí que eh né dos maiores avanços foi de fato nessa regularização fundiária. Nos últimos anos queria que o senhor comentasse um pouquinho sobre eh quantas matrículas foram realizadas, né, que foram entregues nesse sentido. Bom, Cassiano, isso aí dá uma novela, né? Porque se a gente falar disso, a gente tem que buscar lá atrás, sim, todo aquele povo que lutou, que já se foram, que não são poucos, são mais de mais de meio século, 60 anos ou mais de luta de um povo que cuja superação é algo eh que que mexe muito com a gente e e nos emociona muito. Uhum. Porque a região dos Amarais, ela foi uma região que houve uma ocupação, um adensamento enorme e não houve não houve espaço para praças e as pessoas começaram a construir de forma desordenadas, como Campinas na época do êxodo rural. Então o que se tinha na região era labirintos formados por por casas de de madeiras. né? O que mais se tinha era isso. Então, as pessoas chegavam de fora, não tinham onde morar, comprava lá seu material, suas madeiras, suas telhas brasilites e fazia seu barraco. A faverização no São Marcos foi talvez a maior que nós tivemos em Campina e com isso trouxe a discriminação, trouxe a falta de oportunidade, os preconceitos. E eu vivi e vivenciei uma época que a gente era muito cobrado, que a gente eh era como se fosse a lepra da sociedade campineira. Então, quando se fala no São Marcos, eh não se via outra coisa senão violência e um povo que era considerado todo mundo palpérrimo sem nenhuma cultura, que não era verdade, certo? Que era um povo que veio com sonhos, com intenção de melhorar a vida, de melhorar a vida das suas famílias. Isso nós sofremos muito na pele para desmistificar isso. Foi muito difícil e ainda é difícil, mas foi um avanço, né? E tem sido foi é gratificante, né, essas famílias terem essa regularização e esse olhar para aquela região. Tudo começou com PAC Quilombo 2009. Uhum. Eh, houve muitas famílias migraram para outras regiões, inclusive famílias foram colocado eh no Bassole, que ao meu ver foi uma das maiores atrocidades que aconteceu na cidade de Campinas, porque pegaram as famílias como se fosse gados e levaram os para os currais sem dar nenhuma infraestrutura, sem dar nenhuma condição mínima social para que eles pudessem sobreviver. Eu conheço e conheci inúmeras pessoas que já se foram, que moravam na região, eram trabalhadores, trabalhavam no Ceas e quando chegaram no Bassol, sem nenhuma condição, sem nenhuma logística, numa distância enorme para chegar ao seu ponto de trabalho, se marginalizaram e hoje já não está no meio de nós. Então o bassore foi a maior atrocidade que foi feito na região de Campinas, que a gente não pode mais aceitar isso. Não é possível, é inadmissível que as pessoas saiam do seu meio sem nenhuma infraestrutura e simplesmente é jogado em outro canto. Mas nossa região, ela ela viveu um labirinto, conforme eu já havia dito. Uhum. E aproximadamente mais de 1000 famílias saíram de lá, foram pro Bassores, Círio, Tacanos e outros núcleos que foram eh Vila Olímpia que foram que foram ofertados. Vilaha Esperança, que é lá próximo, para que nós pudéssemos hoje ter uma região totalmente asfaltada e que todo mundo hoje tem a dignidade de poder ter eh ter acesso à sua casa sem se sem precisar se preocupar, que já estamos nessa fase, de não ter um CEP, de não poder receber uma mercadoria. Então isso é um avanço enorme. Criou-se ali naquela região algo totalmente diferenciado, porque deu dignidade a um povo que tanto lutou há mais de 50 anos. Sim, é uma história, né, que de fato que traz essa dignidade, né, e povos existentes, né, que eles existem, porque até então, né, os o bairro ali, as ruas, sem o CEP, sem a nomeação das ruas, isso acabava deixando um pouquinho um povo invisível, né? Eh, eu eu costumo dizer, o que mais mata não são as balas perdidas, são as faltas de oportunidade que as pessoas acabam não adquirindo. Isso é muito triste. Se você pegar a falta de oportunidade que teve a região dos Amarais há tanto tempo e e autoestima totalmente baixa, fez com que muita gente se marginalizasse e vivesse condicionado a um mundo que realmente não condiz com o que nós queremos para os nossos filhos. para os nossos netos, para nossos familiares. E diante disso tudo, vereador, né, falando sobre essa importância, esse impacto positivo, né, perante essas pessoas, até a lá também nessa região, a questão do esporte, da cultura, que também eh a gente pode falar sobre o bem-estar, né, um investimento grande ali também para eles, no caso, o projeto de futebol Rubinho Gás, né? Tá, mas abrindo mais um parênteses nessa situação, porque quando a gente fala da luta, que é uma luta que veio desde o instante que as pessoas saíram de suas terras acreditando no no mundo melhor paraos seus familiares, é interessante a gente entender que o PAC quilombo é algo divino, porque quando ele era para ser efetivado da maneira correta, nós entramos na pandemia e aí houve contenção pelo Ministério da Cidade que aqueles valores que o aporte não viriam. Não obstante isso, tínhamos também outro problema. Como que o pessoal iria trabalhar no meio do povo, correndo-se o risco de ser contaminado. Então, Deus trabalhou de forma tão tremenda que tudo isso a gente conseguiu superar. E o PAC quilombo na nossa região é algo que que trouxe uma transformação, uma mudança que as pessoas hojeem elas visualizam ali como como se saísse de um inferno e fosse ao céu. as mudanças são são enormes no na questão social, cultural, na preservação da da existência, do sonho, das melhorias dos seus tiros. E tem acontecido, sabe? Nossa região hoje, para quem eh para quem não a não a conhece ou para quem a conheceu lá atrás, eu gostaria que visitasse para ver a diferença drástica das mudanças ocorrido através do P Quilombo, como era antes e hoje, né? como que ficou. E com relação ao projeto, isso, o projeto futebol Rubinho Gás, tá? Então, isso é algo que mexe muito comigo. Eu era para ser talvez o segundo Pelé ou talvez o primeiro, tá? Eu não, eu gosto muito de de esporte, de joguei muita bola muito joguei muito futebol. Então, naquela época, quando eu mudei para cá, o que nós tínhamos era campo. Tínhamos vários campos na região que não foram adensado, que com o tempo foi ocupado por uma instituição religiosa ou por uma instituição e de ensino e também por por por moradia. Então, nós tínhamos muito campo e naquela época o que faltava era bola, porque bola era difícil de ter. Com o tempo, todas essas áreas elas foram ocupadas e e nossa região ficou sem espaço para que as pessoas pudessem praticar o esporte, o lazer, o entretentimento. Eh, isso mexe muito com a gente, porque na medida que o PAC quilômetro foi acontecendo, foram sobrando áreas de APA, áreas que poderiam, que estavam ociosas, que poderiam ser usadas para que a gente pudesse trabalhar nesse sentido. Foi aí que que durante esse esse mandato nosso nós colocamos conseguimos através de emenda impositiva Uhum. implantar quatro areninas na região, tentando criar uma conexão entre os bairros, né? Isso é importante. E o projeto hoje ele se encontra nessas áreas, trazendo os pais, as mães. E essa interação aí é algo que mexe com a região, porque criança é tudo, né? Não. E assim, é a questão da inclusão social, né? das das famílias que estão, né, em situação de vulnerabilidade, acaba tendo essa essa atividade também que inclui, né, vários adolescentes e jovens, alguns que saem, né, das ruas ou da própria casa, que não tem assim um acesso, né, ao esporte, vereador. Então, e e eu posso traçar um paralelo que eu acho interessante porque eu vivi isso. Eu vivi uma época naquela região. Eu vivi uma época na região que matava-se três, quatro por semana. Por semana. Aí você multiplica aí. Uhum. As pessoas queriam vender suas casas. E morria-se, morriam-se muitos enganado. Ou às vezes por questões tão tão insignificativa, irrelevantes, as pessoas perdiam a vida. Eu vivi uma época que 20, 30 viaturas, helicópteros, eles andavam todos os dias à procura de um ou outro elemento e não conseguia achar pelo labirinto que ali vivia. Então hoje quando você vê a região, uma região totalmente voltada, uma região com fácil acesso, que todo mundo tem seu domicílio, é impressionante. E nessa época o que acontecia na região? Eh, você tinha um limite para andar, tinha certas era segregados que dependendo o local você não poderia ir porque você não morava ali, você corria o risco de morrer e e foi repatriado aí vári vários locais. Então isso isso foi foi algo que aconteceu durante muito tempo. E com esse projeto aí, uma coisa que me chamou muita atenção, uma das areninha, ela é feita exatamente na divisa entre dois locais que há muito tempo atrás não tinha essa relação. Então você consegue interagir toda uma região. Sim. você consegue trazer a algo que que para mim é muito forte, é que as pessoas possam entender que a gente vive tudo num bem comum e somos todos irmãos ali, não tem essa divisão mais isso. Isso, isso para quem conhece, para quem viveu, para quem sentiu na pele, é muito forte você ver essa transformação. você vê uma criança do bairro A, do bairro B, do bairro C jogando juntos, que isso não acontecia na época que eu acabei de descrever. Então isso para mim tem um valor inestimável e isso faz parte do seu mandato, né? Então olhando esse cenário hoje, é só gratidão, né, vereador? É só gratidão. No primeiro ano eu eu que que eu me candidatei, veio um rapaz de Barão Geraldo e ele falou: "É necessário que haja mudanças aqui porque eu fui agora mesmo, eu eu fui parado pela polícia e eles me perguntaram onde é que eu morava." E eu falei que morava em Barão Geraldo. Ele falou: "Se você, você mora em Barão Geraldo, o que você tá fazendo no São Marcos?" Porque é algo condicionante, não é que a polícia ela ela ela ela ela tinha essa essa mentalidade de mas porque era era normal que ninguém frequentava nossa região. Para frequentar a nossa região tinha que ter um motivo. E é interessante isso, essas mudanças. Eu sofri na pele discriminação dentro de hospitais que quando falava que eu morava no São Marcos, eu era deixado de lado e atendia outros dentro das escolas, trabalho, as pessoas não conseguiam trabalhar, poderiam ter o melhor currículo, mas quando falava que era do São Marcos, já via aquela situação de deixar de lado. Não só eu, como todos aqueles que que superaram, né? Então, a região do Somar, uma região de superação e graças a Deus eu me orgulho muito de fazer parte dessa história. E ainda falando, né, dos projetos sobre cultura ainda que é o tema que nós estamos, tem o projeto A Voz do Samba na periferia também, né? Então, a gente fala do gênero do samba, que é um que o samba é um é algo secular aí, que nós sabemos da origem do samba e da força do samba. Uhum. O intuito do projeto, ele quando a gente tá jogando o gênero do samba, mas a gente fala de uma maneira eclética. Por quê? Porque o que o que a gente vê, e eu gosto muito de música, né, e e e frequento a noite, porque a gente vê que nós temos muitos talentos na na nossa região que acaba não sendo potencializado da maneira como deveria. Não que os demais não mereçam, né, que a sua credibilidade, mas nós precisamos valorizar mais nossos músicos, nossos cantores regionais, porque muitos deles, muitos pararam, muitos não têm não tem incentivo. Eu acho isso que a Câmara Municipal de Campinas ou a própria Secretaria de Cultura, que eu sei que tem esse olhar, tem que olhar de forma mais contundente para essa situação, porque nós temos músicos excelentes na nossa regienda e a gente sempre acaba na questão da oportunidade, como o senhor mesmo mencionou, né? Sim. oportunidade, a oportunidade, oportunidade para muitos que cantam até melhores que muitos aí, só que é aquela situação, muit das vezes as pessoas são maquiadas, são feitas e eu sei porque eu conheço vários, várias pessoas que acabam e na no naquele velho ditado vendendo o almoço para comer a janta e muitos deles eh acabam parando e são realmente músicos bons, cantores bons que merecem que a gente dê esse empurrão, tá certo? Muito bom, mudando um pouquinho o tema agora, a gente vai falar sobre saúde, vereador, que é um ponto também, né, que é um gargalo aqui na cidade de Campinas. Vamos falar um pouquinho sobre os investimentos, principalmente na rede Mario Gate, que o senhor destinou aí também a emenda essa, né, queria que o senhor esclarecesse, pra gente falasse um pouquinho sobre essa questão aí do Mario Gatti. Então, Mário Gat, a a construtora que que que busca captar os valores aqui na casa. Estivemos com ela e e eu perguntei para ela o que que é o que que é a o que que é que o Margate precisaria. Uhum. Que que é aquilo que há algum tempo ela eles não conseguiram eh concluir? que fosse de suma importância. Aí ela me disse eh, no caso da TI que era necessário um aparelho no valor de R$ 850.000 R$ 1000 storage, que esse aparelho é aquele que consegue eh captar todos os dados dos usuários, né, e ter aqueles dados ali para que possa fazer realmente o perfil, o retrato, né, os diagnósticos futuros em decorrência daquilo que que já tem de origem do paciente. E eles disseram que essa área aí é uma área que, infelizmente, não houve durante todo esse tempo evolução, uma área de extrema relevância para que os usuários pudessem ter realmente seu histórico ali. Então eu eu falei para ela que eu olha, poxa vida, é inadmissível se a gente não entrar com um recurso para que vocês possam através da tecnologia eh colocar isso em pauta aí. as pessoas possam estar todas informatizadas. Então o esse valor principal de 850.000 mais 150.000 Aí também referente a a esse a a esse a esse a esse propósito, a gente eh mandou para para eh para para pro Mário Gat e eu feliz sabendo que isso aí vai causar um resultado enorme para aqueles que estão lá muito tempo sem os seus devidos histórico. é, garantindo mais aquão genética de de poder rastrear, né, rastrear as condições de saúde do usuário. Isso garante a eficiência também ali, né, num diagnóstico mais precoce, né, vereador? É o que que é importante e e e se a gente analisar é o alicerço de tudo, né? as pessoas cheg, eu estive, achei interessante porque ainda sou do tempo da caverna, eu fui num médico, eu nem imaginei que tinha passado por ele. Aí quando eu cheguei no médico com um problema que jogando bola no tornozelo em 2022, na época que Brasa, machuquei o tornozelo. 2022, não, perdão, 1922, vamos para um um século atrás, um pouco antes. E aí ele falou: "Você já passou aqui 10, 12 anos?" Falou: "Poxa vida, eu fiquei admirado porque eu nem relembrava daquilo". E e era um problema recorrente, né? Então isso é interessante, né? Se talvez eh houvesse essa essa mesma dinâmica há muito tempo no Hospital Mario Gate, muitas pessoas poderiam, né, ter um diagnóstico mais preciso e eu vejo por aí. Então eu acho que essa essa nossa essa nossa entrega pro Mário Gat, eu eu fico muito feliz sabendo que é algo que eles estavam procurando há muito e muito tempo e e é uma questão assim que nunca vai parar essa luta, né, em questão da saúde aqui no município, né, vereador, nos centros de saúde saúde, a saúde é algo dinâmico, né, que cada vez o o que o que tem ocorrido e graças a Deus a gente sabe é que hoje em dia com a tecnologia as coisas coisa tem avançado muito, né? O que a gente espera, eh, a gente sabe que é um saco sem fundo, que a gente espera que chegue um dia que as coisas possam evoluir de tal maneira que as pessoas não reclamem tanto, né? Porque é difícil. Eu tenho um plano de saúde, eu pago um absurdo assim na ao meu ver. E às vezes tem consulta mesmo. Outro dia eu fui, eu fui pedir uma consulta, minha filha pediu eh fugiu até o especialista aqui que eu precisaria passar, só teria para julho. Olha que coisa louca. E meu plano de saúde é um plano bom, né? Que nem todo mundo tem, né? E ainda tem que ficar esperando. Teria que operar da coluna. Uhum. Eh, e fui e fui desaprovado por uma questão às vezes até de custo mesmo. Então é difícil, a gente sabe como funciona, principalmente na rede pública. E também a gente tem que se ressaltar que o SUS ele ele faz um excelente trabalho, tanto na saúde básica como na complexidade. Nós temos que levantar a mão pro céu e agradecer o trabalho do Sul. É que às vezes a gente, a ingratidão ela impera na vida da gente muit das vezes. Não que o o usuário não tenha razão, mas muuit das vezes impera na vida da gente e a gente acaba não valorizando um trabalho tão digno como é o SUS do centro do Sistema Único de Saúde, né, que ainda vários usuários têm, né, essa dificuldade, mas ainda assim são profissionais qualificados, né, dentro do sistema. As demandas elas eh elas tendem a crescer, né? a gente sabe como funciona, principalmente Campinas, que recebe um uma porcentagem enorme de pacientes que não são da nossa região e acaba não tendo o apoio necessário do governo estadual e nem do federal na proporcionalidade que deveria. Certo, vereador? Agora a gente vai falar um pouquinho sobre a reforma também, um valor destinado pra reforma do espaço da Thaís Fernanda Ribeiro, né? uma estrutura eh localizada ali na Vila Esperança, né, que também é algo muito importante aí do seu mandá. Eh, é uma eh eu também foi denominada em em detrimento da morte dela. Uhum. da da Thaí, o nome dela é espaço cultural Thaís Fernanda Ribeiro, no céu da Vila Esperança. É um espaço que, ao nosso ver, eh, tão tanto quanto a Céfalo, porque houve-se uma época que várias secretariam fariam a gestão. Hoje a cultura que está na frente. Uhum. Mas a gente sabe que a cultura também depende de recursos que, infelizmente, elas não conseguem eh fazer a manutenção da maneira como como deveria e também os os próprios eventos ou utilizar aquele espaço, aquele equipamento ali é necessário, existe até uma possibilidade de um convênio aí com a FEAC, que eu acho muito bom. Precisamos trazer terceiro setor para que aquele espaço ali realmente deixe de ser um elefante branco. Uhum. Então, precisa trabalhar muito em cima daquilo ali, porque a cultura, quando se fala em cultura, principalmente aquele espaço ali, a gente já já volta para pro centro, né? Eh, pra Estação Cultura, pra Concha Acústica, Arnalto da Paz. E são lugares que a gente sabe que que realmente tem que ser potencializado, mas não podemos deixar a periferia de lado. Nós temos um afeteatro lá pouco usado, precisando de reforma, tem uma Então, eh aquela região ali, aquele espaço ali precisa ser cuidado e ocupado, ocupado pela população. E tem que ser algo de baixo para cima, nunca de cima para baixo. Uhum. Do início, né? É, começo, vereador, são muitas proposições aí, a gente eh fala, né, de alguns eh projetos, de alguns trabalhos realizados. Agora a gente falando, né, da Thaís Fernanda Ribeiro aí, que foi um um caso que chamou atenção, chocou mesmo, né, aqui a cidade. Tem o projeto de lei 15.848 848 de 2019, que fala sobre essa questão aí do enfrentamento, né, no caso de feminicídio, enfrentamento contra, né, a violência e contra a mulher, enfrentamento contra eh a violência contra a mulher. queria que o senhor falasse um pouquinho sobre essa semana aí do feminicídio que engloba esse projeto. Eh, a Thaís Fernanda Ribeiro, eu a conheci, conheci também conheço o o algós dessa, desse ato, né? Uhum. Eh, quando se fala em feminicídio é algo totalmente revoltante. Eh, o homem nunca mata uma mulher. que mata é um monstro, um covarde, porque os homens defendem as mulheres, né? E generaliza desse jeito. É um crime de ondo, é um crime já secular, milenar, onde a diferença aí de gênero aí ela é latente, né? Nós sabemos a cultura que leva a isso. O homem, se tem várias mulheres, é um garanhão. E a mulher, se tiver um ou outro caso, é uma protesta. Eh, são situações totalmente diferentes que não vai mudar. Infelizmente não se muda do dia paraa noite. Não acredito que esse comportamento se mude. Eh, evidente que é necessário criar condições para que nós possamos mudar, principalmente a internet hoje, ela ela fomenta muito isso, né? Nós sofremos muito com tudo isso, porque as pessoas têm ticar muitas mentes, né, e levar ainda tudo aquilo que foi aprendido com os pais, com os avós, etc, etc. Infelizmente as mulheres sofrem muito. E o caso da Thaís foi um caso de uma de uma moça que levou 11 tiros. Um absurdo a morte dela da maneira como foi. Uma moça dócil, eh, cujo pai depois até o dia, os dias de hoje, ele ele levantou essa bandeira. é muito reconhecido o pai dela, né, na região. E tem até um espaço lá que ele fez um canteiro lá que Thaí vive e Thaís vive tomou-se uma dimensão enorme. Thaí morreu no dia 10 de maio, dois dias após o seu aniversário, quando completou 21 anos. Eh, e a gente teve essa propositura da semana do filme em 2019 e achamos por bem que essa semana fosse fosse celebrada, né, na no segundo na no no no segunda semana de maio que engloba vida e morte de Thaís, que é a vida do seu nascimento, porque na segunda semana também caiu o dia 8 e o dia 10 sua morte. morte. Então, essa semana é uma semana que as secretarias de saúde de assistência social, as outras secretarias aí, elas procuram promover vários eventos, sempre enfatizando esse tema. E é um tema emergente aí, um tema contemporâneo aí que tem tomado cada dia mais uma dimensão que não deveria tomar. É, é interessante que quanto mais você trabalha, as coisas t é um paradoxo, né? tem surgido muitos casos, infelizmente. É, infelizmente é um tema recorrente e é como o senhor mencionou mesmo, né? A cada desfecho de uma história o surgem outros, né? Então assim, é uma luta que infelizmente aí tem acontecido. E e não existe uma receita. Eu vejo não existe uma receita porque é uma coisa comportamental, é do homem ainda que que e não é nem uma questão de cultura, tá? Quando se fala, tenta vitimizar que é no pobre, é evidente que é no pobre, porque a proporcionalidade é maior, mas são nas pessoas que t conhecimento, são pessoas cultas, são pessoas, é uma questão muito intrínseca dela. Exatamente. Vereador, a gente tem alguns outros temas aqui pra gente, tá? A gente tá chegando no final do programa, mas a gente vai falar um pouquinho também sobre um outro projeto, é sobre a taxa, né, cobrança de taxa mínima de alimentação para crianças e adolescentes com o transtorno do espectro autista, né? Nós conversamos já sobre essa questão também, né, lá no plenário, sobre esse projeto que é também importante, né, pro senhor em relação a essa questão, né? É porque o a gente vê que o tem uns projetos obsoletos aí que que com o tempo eles perdem o seu real significado e a política ela é sempre buscando projetos que essa sistemática, né, do do dia a dia, das mudanças, da dinâmica. E o projeto ele ele ele é sempre criado através de um de uma de uma de uma dependência, de uma de uma fraqueza, de uma de uma de uma de uma precisão que o munícipe e o a sociedade eh consegue dectar. No caso específico aí, não que os outras pessoas não tenham, aconteceu comigo. Eu tenho um filho de 6 anos autista e muito seletivo na alimentação e e ele vive em a base de batatas. O que acontece? Eh, eu vou aos restaurantes com ele, ele senta e ele só ele quer batatas. Ele só quer batata e poucas batatas e uma colher de arroz. Então eu eu não achei e por várias vezes eu questionei com a com a gerente, com o pessoal, não vejo lógica ele pagar o mesmo valor de uma criança da idade dele que tem uma alimentação Uhum. regular. Então, no meu caso e no caso de tantas outras crianças autistas, tantos pais que passam porque eu passei, é necessário que haja uma equidade, uma realmente um valor condizente com aquilo que a criança que a criança tá tá consumindo, né? Então, foi nesse intuito aí. Acredito que esse projeto aí eh tem uma relevância enorme, porque é algo que não vai trazer constrangimento para ninguém, pros pais e principalmente, né, a gente vê que a justiça tá sendo feito no caso de a criança com teia. O vereador também, o vereador também é atuante bastante aí na causa animal também, né? Saúde pública, tem os serviços, né, aqui na cidade dos castramóveis também. E eu queria que o senhor falasse um pouquinho sobre um valor destinado também a esse serviço de PBE. Inclusive, com a nossa com com o pessoal que trabalha comigo, eu tenho eu tenho um rapaz que ele é ativista da causa animal, ele é impressionante. Eu acho isso é um dom de Deus, tá? Uhum. porque ele pega o salário dele, praticamente, ele dá o salário dele em troca de compra ração pros animais, passa às vezes necessidade. Olha, então eu eu eu vejo muito louvável quando as pessoas se entregam da maneira como entregam. Eu acredito que isso é um dom de Deus. Eh, a gente através da TD dele, a gente tem procurado aí atender inúmeros casos e não são poucos, né, que toma conta da região, né, e a gente consegue ter sucesso. Quero aqui agradecer o DPBE, o meio ambiente que tem que tem no nos dado o suporte. E na nossa região sempre foi uma premissa que as primeiras castrações sempre ocorrem lá. Quero dizer aqui paraa nossa região que normalmente os os anos passados nós tínhamos 1000 castrações em média que que sempre foram feitas no mês de abril de abril ou fevereiro. Esse mês de de março, eh abril, não, fevereiro e março, esse mês de março nós teremos na região lá cerca de 3.000 Castações e recorrente de de varures adquirido através de deputado federal, federal, deputado estadual. Então eu tenho certeza que essa demanda aí eh na nossa região será muito bem assistido agora nesse mês de março. Eu fico muito feliz porque nós sabemos da real importância da castração que é necessário. E é importante chegar esse serviço, né, pra população, muitas que não têm tanto acesso e esse serviço gratuito que possibilita aí as pessoas continuarem. Sim, a gente publiciza de uma maneira tremenda, né? e a gente busca eh tentar eh apoiar e e tá nessa nesse gerenciamento com a com a região para que as pessoas possam realmente levar seu seus animais para serem castrado. Eh eh será uma semana, né? Se eu não me engano, é do dia 13 até o dia 23 de maio. Perfeito, vereador. Queria que o senhor deixasse aí uma mensagem então para quem tá assistindo em pauta. São muitas proposições, a gente falou só um pouquinho. E quais são as lutas permanentes, né, do seu mandato, dos trabalhos agora ao longo deste ano? Eu queria que o senhor colocasse aí uma, falasse um pouquinho sobre essas, sobre os trabalhos mesmo que estão por vir, já que são muitos, né? A minha luta sempre vai ser pro povo mais vulnerável, para aqueles que realmente não tem a voz devida como deveriam, né? E para finalizar, além de um rapaz bonito aqui que tá na frente da Câmara, tem um coração enorme e um beijão para todos vocês. Muito obrigada, vereador, pela sua participação. O Em Pauta fica por aqui. Nós temos um encontro marcado na próxima edição. Até lá.
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