Transcrição automática gerada por IA. Pode conter pequenas imprecisões e ainda não
passou por revisão humana. Use Ctrl+F para buscar termos dentro do texto.
Olá, quem está em pauta hoje é o vereador Nelson Os, ele que está no terceiro mandato consecutivo e no último ano protocolou 257 indicações, 78 requerimentos, 37 projetos e 17. Vereador Nelson Ostre, primeiramente muito obrigado por ter aceito o convite para participar aqui do programa Em Pauta. E de que maneira você avalia o trabalho realizado até aqui quando eu falo sobre esses números, relembrando as reuniões. Seja bem-vindo. Eu que agradeço mais uma vez a oportunidade, né, de estar trazendo eh para todos, né, o o nosso mandato, que é um mandato muito participativo e eu vejo com bons olhos, né, todo o trabalho que não só eu, Nelson, vereadores, estou fazendo, mas toda a minha equipe, né? É um trabalho que envolve ali muita responsabilidade. Costumo dizer para todos os assessores que a gente não pode errar. Uhum. que a gente sabe como eh a oposição está de olho, né? Então, um tropeço é motivo às vezes até para uma comissão processante. Então, a gente toma muito cuidado apresentando sempre projetos voltado paraa cidade ou então para uma eh denominação, como por exemplo, autismo ou então dependência química, prevenção de drogas, mas a gente tenta sempre abranger toda a cidade, né? O nosso mandato ele envolve as cinco regiões de Campinas. Então nós estamos de todos os lados, sempre atendendo da melhor maneira possível a população campineira. E já já nós vamos falar bastante sobre estes projetos que foram protocolados. Tem alguns que já até viraram lei aqui na cidade de Campinas. Só antes da gente entrar, eh, vereador, eu falei na minha abertura que você está no terceiro mandato consecutivo. Muda muito de um mandato para outro? muda bastante porque as cobranças elas acabam, né, vindo de uma forma mais forte. Uhum. Né, porque é tudo muito difícil, né? Às vezes as pessoas têm um olhar que o vereador ele vai lá, pede pro prefeito, o prefeito vai lá e resolve, né? Não é bem assim. Uhum. Então, tem muitas coisas, eu vou dar um exemplo aqui, né? Um exemplo bem raso. Poda de árvore não é simples, não é fácil. Eu acho que falta funcionário, falta veículos e falta também eh pessoas capacitadas para fazerem a poda certa e a a poda correta. Então essa é uma situação, por exemplo, que não se resolve. Eu tenho árvores que foram solicitadas paraa extração, como também paraa poda. Uhum. E passaram-se um mandato, 4 anos. e a árvore não foi podada. Então assim, eu tô falando de algo muito simples, né? Uma cidade como Campinas, ela não pode pecar em algo tão simples. Tapa buraco, a mesma coisa. Por mais caminhões de massa asfáltica que chegam nas regionais, a gente sabe que muitas regionais não conseguem atender os bairros. Então, o terceiro mandato, graças a Deus, a minha votação sempre aumentou. Eu tive uma votação aí muito alta, né? Até por conta da outra eleição que foi pandemia e tudo mais, menos pessoas foram votar, mas mesmo assim minha votação aumentou e agora aumentou bem mais do que a de 2020, as eleições de 2020. que isso mostra que o nosso trabalho tá correto, o nosso trabalho eh tá ajudando a população de Campinas e a gente também aproveita eh do terceiro mandato, como já é um mandato mais eh construído e sólido, sólido, onde consegue já eh entender os procedimentos para encaminhar pro executivo, né, com quem você fala, você conhece muitas pessoas dentro da prefeitura, então isso tudo facilita. Mas a gente adotou agora um sistema que deixa com que eu, vereador, possa gerenciar todos os casos que chegam na no gabinete. Então, qualquer demanda que chega, seja um filho que tem problema com droga, que tá precisando de um tratamento, ou seja, por exemplo, uma poda de árvore, um tapa buraco, tudo chega no nosso gabinete e passa por mim, porque assim a gente consegue ter um controle, né, e demandar para as pessoas corretas, técnicas que possam ali, eh, fazer acontecer, né, atender aquela demanda o mais rápido possível, porque é isso que o munícipe espera. Uhum. Ele não espera só ser bem atendido, ele espera o resultado, né, a entrega. Então é isso que nós tentamos fazer com mais agilidade. E isso tudo é uma questão de experiência, né? O primeiro mandato a gente vai aprendendo, o segundo a gente já estava sólido e o terceiro a gente não pode errar. Então, graças a Deus, eu eu agradeço a Deus mesmo, porque eu tenho uma equipe muito eh fiel ao mandato e muito responsável. Assim como esta ferramenta que você colocou, né, dentro do seu gabinete, tem uma outra que vocês também aprenderam a utilizar, que são as emendas impositivas. pelo terceiro ano consecutivo, vocês têm esta ferramenta à disposição. São valores, né, 1,2% da receita líquida do município, que foi aí de 113 milhões dividido aqui entre vocês vereadores. E aí cada parlamentar então ficou com R$ 3.450.000. Primeiro, como é que o senhor enxerga o papel das emendas impositivas? Foi um processo também de aprendizado daquela primeira oportunidade para essa que é a terceira vez. Então, Gabriel, na primeira oportunidade tudo era novo, tanto pros vereadores quanto paraa prefeitura. Por isso que chegaram várias denúncias de uso irregular, porque na verdade nem o vereador e nem os vereadores e nem o executivo sabia lidar com essa novidade. Uhum. Porém, eh, a gente sempre teve uma prioridade para aquela causa que é a mais nobre, no meu entender, e a gente tenta ao máximo ajudar essas pessoas, que é as políticas de prevenção à drogas, que envolve aí as entidades sociais, né? né? E quando eu falo entidades sociais, eu não tô falando só entidade do padre Aroldo, eu tô falando das entidades como um todo, de um grupo primavera, dos patrulheiros, da guardinha. Eu tô me referindo ao PAICA, que atende autistas. Então, as entidades sociais, elas são prioridades. Nós temos aí, acho que mais de cento e poucas eh entidades sociais cofinanciadas com o município que não recebe o que deveriam receber, considerando que a Secretaria de Assistência Social, ela é a segunda secretaria com maior número de receita, só perde paraa saúde. Então assim, eu paro e penso todos os mandatos, né? Quando chega a emenda impositiva e a gente tem que distribuir. Imagina-se, imagina se as entidades sociais fecham as portas, o que que seria do poder público? Ele ia quebrar, ia ficar um monte de criança fora de creche, ia ficar um monte de eh autistas sem atendimento, ia ficar um monte de dependente químico pelas ruas, famílias destruídas, mais gasto no SUS, mais pessoas procurando pela saúde pública. Então, a gente deu prioridade eh nessa questão das emendas para as entidades sociais e naturalmente paraa saúde, como já é de regra, metade da emenda, né? 1.700.000 e 50.000 eh destinado paraa saúde. Nós encaminhamos esse valor para investimento em mais de 20 postos, né, e centros de saúde espalhados pela cidade inteira e hospitais também. Ali vai ter a aquisição de computadores, que eu acho que é muito importante, a informatização, né, desses desses postos de saúde. E isso só se faz com computador. Bom, não adianta chegar a qualquer coisa que daí não adianta você informatizar que você vai ficar lento. Ar condicionado mobiliário, que eu acho que todo serviço público ele tem que ter cara de particular. Eu sempre atuei assim na própria Coordenadoria de Prevenção às Drogas, quando eu fui coordenador lá atrás, nos últimos anos, quando eu trabalhei como coordenador, a gente deixou aquela coordenadoria, por mais que seja a única coordenadoria que tenha porta aberta atendimento ao público, né, de todas as coordenadorias que tem na prefeitura, a gente deixou ela bem caracterizada como um espaço particular, né, com uma cafeteira, com pão de queijo, com um armário decente, bonito. com uma recepção organizada, né, com um tapete, com uma cadeira pro pro dependente químico, pra família que tá chegando pedindo ajuda adequada. Então, assim, parece que são coisas eh muito superficiais, mas não são. É a cara do negócio. Na hora que você entra num lugar, você tem que se sentir gente e não assim: "Ah, eu tô aqui me arrastando para pedir ajuda. Aí, será que vai me ajudar? Será que vai acontecer alguma coisa?" porque ele já chegou com autoestima abaixo. Então eu acho que eh investir no mobiliário, né, nos equipamentos, isso tudo dá uma uma melhora na autoestima das pessoas que estão sendo atendidas, ainda mais nas pessoas menos favorecidas, porque tem muita pessoa carente de bom dia, tem gente carente de boa tarde, de boa noite, de oi, tudo bem? Uhum. Isso melhora a autoestima das pessoas e você está num ambiente eh bem recebido, né, com com um espaço bem adequado, eh você melhora a vida dessa pessoa, o atendimento fica mais suave, não fica uma coisa agressiva. Então 1 milhão 750 foi pra saúde para ajudar 20 postos, centros de saúde e hospitais. Como que surgiu esta necessidade? Esta demanda chega até você dos centros de saúde ou você visita centros de saúde, você visita os hospitais e você percebe esta demanda, esta carência aqui na cidade de Campinas? Olha, eu confesso para você que no primeiro mandato, eh, eu acho que até por falta de experiência, as nossas visitas, que não deixa de ser uma fiscalização, elas eram um pouco mais fervorosas. a gente chegava já filmando, eh, xingando todo mundo, que não é a forma adequada, né? Porque ali tem pessoas trabalhando, então a gente não tinha essa experiência, não tinha esse conhecimento, a gente chegava só com a dor do munícipe. Uhum. Entendeu? Então o munícipe nos procurava e falava: "Ó, o posto de saúde lá não quer atender minha filha, não tem médico, não tem isso, não tem aquilo". A gente já chegava com as duas com os dois pés na porta, né? Hoje a gente faz uma fiscalização diferente, sem muita mídia, porque não dá para brincar com isso. A internet é uma ferramenta que ajuda e também atrapalha, né? Nós estamos vendo aí tantos casos, né, de vereadores que fazem vídeo entrando, invadindo hospital, atrapalhando com isso, achando que tá ajudando e tá piorando. E isso tudo vai para pra rede e cada um tem um entendimento. E muito da população que tá com dor, que tá na fila de espera, ela acaba concordando com aquele vídeo, porque tá mais ou menos o que ela tá passando. Uhum. Mas a realidade dentro da da recepção para dentro é outra. A enfermeira que tá lá, de repente ela tá lá mais de 12 horas fazendo vaquinha com a outra enfermeira para comprar bandade, porque a estrutura não ofereceu bandeade. Então assim, nós temos que entender o outro lado também, né? e a a gente acaba eh fiscalizando esses postos de saúde, vendo as necessidades até que esses 20 postos de saúde, centro de saúde, nós verificamos antes quais já tinham a fiação para instalar o ar condicionado. Sim. Então não adianta destinar se ele não tem condição de receber. Exatamente, porque nós já tivemos aí denúncias, eu mesmo já denunciei ar condicionado parado lá no depósito e no almoxarifado e sabendo que o postos de saúde estavam com necessidade. Só que esse ar condicionado ficou parado porque lá não tinha estrutura, não tinha a elétrica para poder eh receber receber o ar condicionado. Então a gente procurou ver isso para que realmente tenha utilidade o ar condicionado. Então a gente faz a fiscalização, a gente conversa com a população, a população conversa com a gente também, traz demandas através do celular do gabinete, do WhatsApp, através do meu celular e dos celulares dos assessores. E nós vamos entendendo, conversando e destinando para que seja utilizado da melhor maneira possível. sobre essa destinação. Numa resposta anterior, você falou sobre a assistência social, né? O senhor destinou 1 milhão, que é um valor muito significativo, 1 milhão 150.000 para entidades como Patrulheiros, o Paica, Casa Maria de Nazaré, o Grupo Primavera. Como é que você enxerga o papel dessas instituições e o que que tem que ser feito com este dinheiro? Esse dinheiro foi destinado para algumas entidades sociais, né? E a gente percebeu ali algumas prioridades que nem o Patrulheiros, eu já tenho uma ligação com eles há muito tempo, desde 2007, quando nem estava na política, né? Eu fui entrar pra política, entrar para um mandato eh em 2017. Hum. Eu estou no Patrulheiros desde 2007, fazendo palestras, atendendo jovens, atendendo famílias e também já fui patrono do Patrulheiros, como também já fui da guardinha, né? Então assim, eu não poderia esquecer essa entidade. E ela tem um um problema ali que foi durante a pandemia, diante uma forte chuva, o ginásio, onde eles fazem a atividade física, caiu teto, caiu a estrutura, o piso já ficou todo danificado. Então eu destinei R 1 milhão deais para que possa atender esse espaço, revitalizar, reformar, né, e poder assim eh atender esses esses jovens. Uhum. Né? E também toda a população de Campinas que por muitas vezes usa desse espaço para atividade física. Ô vereador, vários dos projetos que você tem voltar para recomeçar, eh, prioridade de atendimento psicossocial, são dessa área, né, da assistência? É, eu tenho um olhar muito forte paraa assistência social, primeiro por conta das entidades, que eu acho que elas precisam ser beneficiadas, né? Nós precisamos ajudar. Acho que todos os vereadores aqui têm que ter um olhar paraa assistência social, principalmente paraas entidades que estão lá cofinanciadas e também a entidade Paica que trabalha com autismo, também destinei valor. Ali tem uma carência da questão assistência social. Então, a gente vira e mexe tá sempre encaminhando algum voluntário que possa eh ajudar numa das atividades que eles têm, ou um psicólogo ou um psiquiatra ou um monitor, alguém que possa ali complementar e dar uma força para eles. A Casa Maria de Nazaré, né, que fica na região do Campo Grande e tem outras ligações como a Casa Betel, de atendimento a crianças, né, invulnerabilidade e o grupo Primavera. Então nós tentamos atender o máximo de pessoas pra própria entidade guardinha, nós encaminhamos lá, se eu não me engano, 65 computadores, laptop, né, para os alunos. Então, a sala de informática deles ficou tinindo, até porque eu fui lá visitar, conhecer, ver a entrega do computador. Então, todas essas essas frentes que envolve a assistência social, elas precisam eh ter um olhar diferenciado dos vereadores, dos deputados que encaminham emenda. E vejo assim também com bons olhos, porque essa bandeira das da das políticas de prevenção às drogas que eu atuo, sempre atuei desde 2005 com o padre Aroldo, que envolve o tratamento, o acolhimento, o atendimento, né, personalizado. Quantas pessoas eu não atendo dentro do gabinete, pais, mães, dependentes químicos que vem pedir ajuda, que vem em você uma esperança para poder sair das drogas. a gente sempre foca na questão da assistência social, que ela tem um papel assim importantíssimo, não só o assistente social, como também o psicólogo, né? E essas pessoas, elas precisavam estar em todas as entidades sociais de Campinas. Precisa ter a entidade social, a Secretaria de Assistência Social, ela deveria destinar para cada entidade um assistente social. Uhum. pra situação de rua, os moradores de rua, deveria ter um um QG de assistência social para tá atendendo não só na rua, como também na própria rodoviária, que é por onde as pessoas chegam. É um número insuficiente em Campinas. Então, não tem hoje na rodoviária e todo mundo chega pela rodoviária, então chega famílias de outros lugares que ficam lá simplesmente com a sacola na mão, achando que vai arrumar emprego com criança. De repente eles estão aonde? Na rua. na rua. Aí você fala: "Ah, não tem criança na rua". Claro que tem criança na rua. Basta você olhar sinaleiros na Nova Campinas, que são bairros nobres, sinaleiros do Cambuí, quantas pessoas, crianças, adolescentes estão lá pedindo dinheiro, não estão nem vendendo uma bala, vendendo um paninho, tão lá pedindo dinheiro no sinaleiro da Norte Sul, aonde já tem ali um reduto que é mais morador de rua, dependente químico, que eles acabam indo ali no beco para pegar o o craque, volta pro sinaleiro, junta mais um dinheiro, usa usa o craque, volta pro sinaleiro, pega mais dinheiro, usa o craque. Ali tem jovens, ali tem adolescentes. Nós já fizemos visitas a esses espaços, nós temos vídeos nas redes sociais mostrando isso. Então assim, a assistência social, ela tem que estar todos os dias na rua. É até um recado pro prefeito, paraa secretária de assistência social. pegue as assistentes sociais que vocês têm e coloca na rua para fazer uma avaliação socioeconômica, saber da onde veio, saber quem é, se tem vínculo familiar, se o vínculo tá fragilizado, se o vínculo tá rompido, se tem alguma entidade que já pode recebê-lo, se ele quer voltar paraa cidade de origem. Então, tudo isso tem que ser feito através da Secretaria de Assistência Social. Ela é a ferramenta para trabalhar a as nossas ruas de Campinas, essa população de rua em Campinas. Então tudo tem que vir da Secretaria de Assência Social. Ah, mas precisa da segurança, mas precisa da saúde. Faz interlocução com essa secretarias, mas tem que partir da Secretaria de Assência Social. Essa é uma prerrogativa da secretária de assência social. Ela que tem que fazer o elo com a segurança, com a saúde, ir pra rua e fazer acontecer. Este é o Em Pauta com o vereador Nelson Ostre. Vereador, restando 10 minutos, ainda tem três assuntos que eu quero trabalhar com o senhor. O primeiro, você fez uma indicação ao poder executivo para construção e implantação da fazenda de acolhimento. Como que ela funcionaria? Como surgiu essa ideia? A fazenda de acolhimento sempre foi um sonho para mim, né? Eh, eu já tentei com o prefeito Dr. Hélio, eu já tentei com o prefeito Jonas Donizete e já tentei com o prefeito Dário Saad e tô tentando de novo com o Dário. Eu acredito que Dário, por ser um um cara que demonstrou interesse, ele viu com bons olhos, porque ele sabe que eu não tô falando qualquer asneira, ele sabe que eu estudo todos os dias isso, ele sabe que esse projeto não é nenhuma brincadeira, nenhum enxuga gelo, é algo para ajudar essas pessoas em situação de rua, para ajudar pessoas até que tenham uma questão socioeconômica. boa, ajudar as pessoas que são dependentes químicos e precisam de ajuda e querem ser ajudadas. A fazenda de acolhimento nada mais é, usando o nome pejorativo aqui, o poupaempo do morador de rua. Ele não quer revitalizar o centro. Não adianta ele pintar fachada, não adianta ele exentar IPTU, não adianta nada se ele não der atenção para as pessoas que estão nas ruas. Hoje o maior problema da região central é morador de rua, dependentes químicos, que é 80% deles que estão lá. Então essas pessoas precisam ser atendidas, acolhidas. Eu até brinco, brinco não, eu falo sério, mas eu sei que muitos entendem como brincadeira. Morar na rua deveria ser proibido, porque é um problema de saúde para ele e é um problema de saúde pros demais. E um problema de segurança para ele e um problema de segurança para terceiros. Então, morar na rua deveria ser proibido. Uma pessoa que está doente, ela precisa ser tratada. Então, a revitalização do centro, ela parte de uma fazenda de acolhimento. É a única forma que tem de você ter todos os serviços no mesmo local, que seria nessa fazenda. E ninguém vai sair de lá, vagabundo, perambulando pela rua. Todo mundo vai sair de lá passando pela Secretaria de Trabalho e Renda que vai est lá na fazenda também. A Secretaria de Trabalho e Renda faz feirão de emprego a todo momento com 1000 vagas, 100 vagas. Então vamos tirar esse morador de rua que muitos ali ainda vivem de bolsa, que para ele é muito mais confortável ficar recebendo R$ 600 e morando na liberdade da rua e falar: "Olha, você está se tratando para da da sua doença chamada dependência química". Você passou por uma assistência social, você passou por um psicólogo, ficou seis meses nessa fazenda. recebeu seis refeições por dia, almoço, café, jantar, lanche da tarde, lanche da manhã, um um extra ali, tem atividade física, tem um ei lá dentro para aqueles que querem estudar, você precisa voltar a se sentir gente. Essas pessoas que estão nas ruas, imagina só nós aqui, você empregado, eu empregado, eu trabalhando aqui como vereador, você aí como jornalista. Quantas vezes no ano a gente não acorda às vezes com autoima baixa? Quantas vezes a gente não olha pro espelho e não reclama? Não é? Sim. E o morador de rua, como que é a autoestima dele? Quando que ele acorda feliz? Não acorda feliz. A autoestima dele tá no automático. A autoestima dele tá lá embaixo. Tá no automático, todo dia pedindo dinheiro, fazendo assim com a mão, aceitando qualquer comida, mesmo com a fome já superada, tá dando, é de graça, tá ligado? Às vezes não come, às vezes coloca do lado, às vezes joga fora, às vezes troca por droga. Ou seja, a fazenda de acolhimento é resgatar a dignidade, ressocializar essas pessoas e fazer aqueles que t vínculo familiar voltar a viver com a família. Você prepara a família para receber essa pessoa, entendeu? E volta. Tem na rua pessoas desaparecidas, tem pessoas foragidas do sistema prisional. Então, por que não ter também nessa fazenda um QG ali da Polícia Civil para que ela possa saber quem é essa pessoa? De repente é uma pessoa procurada, de repente é uma pessoa que tá desaparecida, uma pessoa com esquizofrenia. Quantas pessoas que têm esquizofrenia, problema mental, que a família não abandona. Então, eu acho que é necessário essa fazenda de acolhimento para acolher de fato essas pessoas. Tudo no mesmo canto, tudo no mesmo lugar. E espaço tem, terra tem. Eu já mostrei pro Dário já umas duas áreas. Uma é particular, teria que comprar, mas compra tantas coisas, por que não compra a a fazenda, que já tá até com uma estrutura boa para fazer o atendimento, que seria o clube da Polícia Militar, da associação eh dos policiais militares. E a outra área é no Parque Valença 2, aonde tem mais de 42.000 1000 m, que é a área do município e não tem nada lá, só mato. Faz a roçagem, cerca, faz os QGezinhos e leva todos os serviços que estão espalhados pro mesmo espaço. Pega os moradores de rua e faz uma um cadastramento. Vamos procurar saber quem é esse, da onde veio, se ele quer voltar pra cidade de origem, tem passagem aqui, fazer tudo no mesmo lugar. Seria um poupaempo do morador de rua. É a única forma de da gente resolver essa questão do morador de rua. A gente segue acompanhando então essa indicação que o senhor protocolou. Você também tem um projeto de lei que cria regras de compliance para combater lavagem de bens ligada a Bets. Que que tem acontecido, senhor protocolar este projeto? Essa é uma causa assim, uma demanda, vamos dizer assim, que acabou nos surpreendendo, né? E o gabinete, vamos colocar aí que o primeiro ponto são os serviços do município, tapa buraco, poda de árvore, que chega bastante lá. Em segundo lugar vem os problemas da saúde, posto de saúde e tal. E o terceiro, dependência química, né? caiu bastante a questão da dependência química no número de demandas, mas por outro lado apareceu uma outra dependência que a gente pode considerar uma dependência contemporânea, que é eh as pessoas viciadas em jogos online, tá? Viciada em tigrinho, viciada em bets, que hoje estão endividadas devendo pra Giota. Uhum. Tem um lá que chegou com R$ 220.000 R$ 1000 devendo para uma. O pai tá desesperado, a mãe desesperada, porque o menino ficava no celularzinho dele fechado dentro do quarto e o dia inteiro lá jogando, devendo, devendo, devendo, até que os pais perceberam, né, que essa filha não era nem filha, é filha, ela pegou umas joias da mãe e levou nessas casas de moeda. E essas casas de moeda, foi lá, pesou, viu que era ouro, tal, vale 5.000. Tá bom, faz o Pix direto pra menina. Ela tá levando lá, é como se fosse uma biqueira legalizada. Utiliza bens pessoais para conseguir esse dinheiro mais rápido. Isso. É. Aí o dinheiro cai na conta dela, ela pega, reverte para jogo. E aí é o que que acontece? Eh, não deixa de ser uma dependência. O tratamento não é o mesmo, é muito mais. Eh, não é uma dependência química, é uma dependência muito mais física, né, psicológica, que precisa ser tratada com psiquiatra, com medicamento, com psicólogo, com com psiquiatra mesmo e precisa ter uma orientação. Então, esse tá sendo o maior desafio pra gente e por isso que eu apresentei esse projeto que cria-se ali, né, o compli. Essas empresas que compram ouro, que aceita produtos e em troca de de venda, né, de dinheiro, de moeda, elas precisam ter uma regra, né? Elas não podem sair comprando de qualquer um, elas tem que saber quem que é o proprietário daquilo, entendeu? para não sair comprando e fortalecendo esses esse vício, né, que é eh os jogos online. É uma questão assim muito delicada, muito difícil, porque eh chegaram dois, três casos que a gente ficou bem assustado, né? Não só com o valor da dívida, mas a forma que eles estavam trabalhando. É igual o craqueiro. O craqueiro o que que ele faz? Ele rouba o fio de cobre, leva na biqueira, troca por droga, não é? Ou então tem uns que vai e vende o fio de cobre e alguma sucata aí e recebem dinheiro. O viciado em jogos online, tigrinho, bets, ele pega o produto que não lhe pertence e leva para essas casas de moedas e troca. Então tem uma correntinha de ouro que vale 5 pau. O cara vai lá e deposita um Pix para pra pessoa que é viciada no negócio. O que que você tá gerando? Você tá gerando um problema só. Então não tem procedência nenhuma. Então o compliance acho que é muito importante para dar uma atenção para essa situação aí que tá acontecendo bastante, tá chegando no gabinete. Vereador, pra gente poder encerrar em pauta, o senhor tem um projeto que já foi sancionado pelo poder executivo, portanto é lei aqui na cidade de Campinas que institui a semana municipal Carlos Teixeira de conscientização e combate ao bullying de Campinas. Carlos Teixeira eh, de Santos, né? Faleceu com 14 anos de idade, com 13 anos de idade, eh, devido a um problema chamado bullying, né? E o bullying hoje é outra situação também que nos deixa muito triste, porque nós já presenciamos autista sendo agredido no Aníbal de Freitas, na escola Aníbal de Freitas, na porta da escola. é algo que nos deixa indignado. Eh, nós já presenciamos crianças obesas, que é uma doença também eh sendo hostilizada, sendo sofrendo bullying e não querendo mais ir pra escola, né, entrando em depressão. Eh, os pais também sem muita muitos recursos eh não conseguiram dar um atendimento legal. Então, a pessoa tentou até se matar. Eh, são coisas assim que a gente não pode aceitar, né? Nós estamos vendo muita violência gratuita e eu acho que na condição de vereador eu tenho que me preocupar com isso. Então eu apresentei essa semana municipal Carlos Teixeira, né, em homenagem ao Carlos Teixeira, esse jovem de 14, 13 anos que faleceu devido ao bullying. E essa semana é uma semana de conscientização, de combate a esse crime que é o bullying. E a gente vai tentar agora, sancionada pelo prefeito, eh, levar pros quatro cantos da cidade a informação correta, principalmente dentro das escolas, né, que o bullying é um crime, não se faz e que tem pessoas adoecendo e outras perdendo a vida por conta dessa brincadeira, né, sem graça. E aí já na primeira infância, assunto trabalhado na escola, muitas vezes esse assunto é levado para dentro de casa, gerando debate então com os seus familiares do que acontece. Exatamente. Por isso que eu falo que a escola é o melhor lugar que tem, porque você encontra a criança, encontra os pais. Você pega uma reunião de pais, você leva o assunto com a semana de prevenção ao combate ao bullying, eh você leva pro jovem e tudo isso acaba se comunicando. Por exemplo, o pai às vezes tem um filho que tá passando por bullying, então numa reunião de pais que você apresente uma palestra sobre bullying, ele pode se identificar e te chamar falar: "Nelson, eu tô passando por um problema aí. Meu filho tá sofrendo bullying. Meu filho não tá querendo vir pra escola. Porque a gente vai mostrar os pontos principais onde aquele que tá sofrendo bullying acaba rejeitando algumas coisas. Então ele não quer estar ao lado de um amigo de sala de aula, ele não está querendo mais frequentar a escola ou ele tá sofrendo o bullying lá no no na escolinha de futebol, não quer mais jogar futebol. E às vezes são sinais que é são difíceis de perceber, né? Sim. Trancado no quarto, depressão. Então a gente precisa avaliar isso, machucado no corpo, às vezes tá apanhando, entendeu? Porque o bullying gera violência também, violência física. Então é é algo que nos chamou atenção através de um de um eh de uma ONG, né, chamada Bullying Não tem Graça. Uhum. Eles nos procuraram, a gente apresentou o projeto, entendeu, ficou a par também do dos acontecimentos e a partir de agora, com a lei sancionada, a gente vai debruçar nisso para que o maior número de pessoas estejam conscientizadas que não se faz bullying e que bullying é crime. Vereador Nelsoner, muito obrigado por contar o trabalho que tem sido desenvolvido aqui na cidade de Campinas. Já faço um novo convite para você retornar ao pauta e até uma próxima. Eu que agradeço sempre à disposição e vou deixar aqui o o contato do gabinete para todos aqueles que quiserem apresentar suas demandas. É o 19 3736 1510. E eu agradeço você aí de casa pela sua companhia, pela sua audiência. Espero que a gente tenha contribuído aí com você sobre o trabalho que tem sido desenvolvido. Até uma próxima. Ciao. Ciao.