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Em Pauta | Mariana conti
Em destaque · HD Vídeo · EM PAUTA

Em Pauta | Mariana conti

58 views Publicado 23/03/2025 HD · 42:13

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Vídeo do acervo da TV Câmara Campinas.

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[Música] [Música] está começando mais um programa em Pauta e hoje a nossa convidada é a Mariana conte ela que está no seu terceiro mandato consecutivo aqui na Câmara Municipal de Campinas ela que novamente é atual presidente da Comissão da mulher e também é membro de quatro comissões aqui da casa de leis Campineira as comissões são a de constituição e legalidade a de defesa dos direitos humanos e cidadania a de mobilidade mobilidade urbana e planejamento viário e legislação participativa até o dia dessa gravação a vereadora protocolou neste ano de 2025 11 indicações 15 requerimentos seis projetos de lei ordinária e duas moções vereadora Muito obrigado pela disponibilidade da senhora de poder vir aqui participar no programa em Pauta viu pra gente começar vereadora eh como que a senhora avalia o seu trabalho no legislativo até aqui Nossa essa é uma pergunta bem Ampla né Eh Bom eu acho que nosso mandato né tem sido um mandato bem sucedido né Afinal né fui duas vezes na cidade a mais votada e eu acho que isso desrespeito pelo fato de eu ser uma vereadora que me engaja nas lutas né eu entendo que o papel do vereador é ser um porta a voz de bandeiras necessidades e lutas sociais e sobretudo eu entendo que nó não apenas ser porta-voz vocalizar se a voz pública dessas lutas mas ser também um um digamos assim um impulsionador né então eu me sinto como uma vereadora que impulsiona a organização e as lutas sociais Eu discordo de de uma ideia de que a as demandas elas vêm para o mandato e o mandato é o solucionador de problemas porque eu acho que as grandes questões que a gente tem na sociedade né os grandes problemas eles só são solucionados se tiver de fato o engajamento coletivo da sociedade pressão organização mobilização e a processo de mobilização é o que faz também a educação política Então para mim as coisas só podem se mudar se as Pessoas souberem como fazer política e souberem que a política não é feita apenas pelos políticos né os políticos né aquela coisa bem distante Então eu acho que a gente de alguma forma Aos Trancos e Barrancos com com acertos e né com dificuldades mas acho que eu tenho conseguido fazer isso porque também eu entendo eu acho que também uma das questões é que eu eu não tenho medo de pautar os temas e de enfrentar os temas né como a gente enfrentou o negacionismo na pandemia como a gente enfrentou o racismo a o machismo a LGBT que a mais fobia como a gente enfrenta as políticas neoliberais o as privatizações Então são são pautas que muitas vezes eh acho que às vezes tem uma certa questão né de ah ter dedos e eu acho que gente não precisa ter dedos entendeu Acho que a gente tem um programa que nós temos que defender e as lutas pelas causas ambientais melhorias na educação na saúde são temas presentes no no seu trabalho né vereadora Com certeza até porque a questão ambiental é a questão eh Talvez seja a questão mais séria do momento né eh e e é um é um tema que há muitos anos a ciência já vem falando mas eu a eu na minha opinião a grande maioria da população e sobretudo aqueles que têm o poder de decisão que tem o poder da caneta não tomaram ainda eh ou não não estão o devida seriedade para a emergência climática a emergência climática o que aconteceu em Porto Alegre o que tem acontecido em São Paulo né em São Paulo toda e qualquer chuva vira o caos nós aqui em Campinas seguimos os mesmos Passos em termos de projeto de cidade do que em São Paulo então Eh as próprias secas né a gente tá vivendo aí a hoje o que mais chama atenção são as ondas de calor calor e isso já tá impactando todo mundo tá vivenciando as ondas de calor eh as pessoas estão sentindo isso tanto que a gente tá uma luta que é eh o calor nas escolas né então estão tendo inclusive mobilizações climáticas porque as escolas elas elas precisam ter condições climáticas né não apenas de climatização eh a gente defende a instalação de ar condicionado mas precisa ter arborização precisa ter mudança estrutural precisa ter inclusive adaptação curricular para que a gente possa ter eh enfrentamento nesse momento de emergência climática mas eh então a onda de calor é uma coisa muito sensível as enchentes também mas a gente eu acho que a gente precisa estar muito atento com relação à falta de água em 2015 São Paulo viveu uma crise hídrica esse ano o ano passado na verdade os nossos maiores Rios no norte que é onde tem os nossos Rios mais caudalosos onde a maior riqueza hidrográfica do Brasil secaram teve comunidades que ficaram isoladas é barcos que não conseguiam transpassar isso é um sinal até porque nós estamos falando de um sistema é um processo sistêmico então em São Paulo e aqui no sudeste nós podemos chegar não sabemos ainda a temporalidade mas eu eu espero que não mas as os prognósticos são de que nós podemos ter uma falta de água eh séria e talvez talvez mais Talvez num nível de gravidade maior do que foi 2015 então eu entendo que esse processo né o o a minha o que o tema que eu tenho trazido é o a política que o prefeito Dad sad vem fazendo pra cidade de Campinas é uma política também negacionista que nega a importância da emergência climática Ou trata a questão climática apenas aquilo que a gente chama de Green wash que é a lavagem verde é você fazer projetos para fazer propaganda ecológica propaganda ambiental mas que não vai no cerne da questão e a liberação dos empreendimentos imobiliários da urbanização da possibilidade de urbanização de toda a cidade Inclusive das áreas rurais agrava essa situação porque você tem assoreamento de rios você tem impermeabilização do solo você tem a destruição de matas nativas o que aumenta o desequilíbrio térmico além do os impactos sociais porque o custo de vida vai ficando cada vez mais caro então eu eu entendo que essa é um tema que infelizmente Assim eh a verdade que apesar de todos os alertas na real no concreto quando chega na hora H tanto o Executivo Municipal aqui de campinas Mas mesmo essa casa né A grande maioria dos vereadores votam projetos que são projetos que agravam os efeitos da emergência climática eh E falando em projeto a senhora eh prof protocolou o projeto 215 de 2024 que institui auxílio emergencial para as vítimas de eventos climáticos extremos aqui no município de Campinas né vadora É porque na verdade assim como na pandemia os mais afetados pelos eventos são os mais pobres né a pandemia foi isso né a gente a pandemia ainda é um trauma na nossa na nossa vida né e a gente teve mais de 700.000 pessoas mortas na pandemia e grande maioria das pessoas que morreram durante a pandemia morreram porque precisavam trabalhar então a gente defende a covid foi um um um uma doença ocupacional foi uma doença relacionada ao trabalho quem morreu quem ficou com sequelas foram as pessoas que não tinham condições econômicas sociais de se protegerem então é lógico você tem exceções mas no grande contingente foi isso e e na emergência climática também é a mesma coisa porque onde que vai onde que alaga onde que S as enchentes Agora se a gente tá tendo el enchentes no centro porque a situação vai ficando cada vez mais grave e Porto Alegre e São Paulo tem mostrado isso mas onde são as regiões que geralmente as pessoas perdem suas casas que inunda são as áreas de ocupação são as áreas periféricas são áreas de Baixada que é onde as pessoas mais pobres moram né então Eh eu entendo que é importante que a gente tenha auxílio emergencial para os afetados pelos eventos climáticos extremos e é importante ter políticas de mitigação apresentei por exemplo projeto para você ter espaço de climatização na cidade por quê Nessa onda de calor Quem que tá passando pelo calor mais intenso as pessoas que trabalham na rua né ambulantes carteiros e vendedores pessoas que e eh fazem qualquer tipo de porque tem muita gente que faz que o trabalho está na rua né então Eh motoristas de aplicativo motobot e E essas pessoas estão submetidas ao calor com condições de respiração né fica a gente sente a gente vai sentindo que a gente vai ficando mais cansado respirando menos e Campinas tem uma segregação territorial também porque se você ver as áreas mais arborizadas que são as áreas centrais onde você ainda tem um parque Você tem uma mata a Mata Santa Genebra tem um estudo mostrando que na mata Santa Genebra que é um dos maiores fragmentos Urbanos de Mata do nosso país ela tem um 88º a menos a sensação térmica chega a cair 8º né então Eh agora você vai pra região do Campo Grande por exemplo aquela John Boy né conforme você vai indo na John Boy pra frente você vai vendo que a sensação de calor é cada vez mais intensa a o os os os terminais do BRT Aquilo é forno é um forninho você vai pegar um um um ônibus senta dentro um forno para pegar um ônibus e isso traz consequências do ponto de vista da sensação do cansaço de doenças de pele de doenças eh aumento de AVC então Eh é uma É uma sensação é uma é uma situação que afeta todos mas afeta de forma desigual e infelizmente é novamente a população mais pobre que está mais sujeita a esses efeitos vereadora mais um projeto de lei do ano passado o número 242 que dispõe sobre a jornada de trabalho nos contratos firmados pelo poder público para fornecimento de mão deobra ou de serviços a senhora protocolou esse projeto também né É na verdade é é porque existe uma campanha Nacional né existe um projeto que foi apresentado pela bancada do pessol eh do fim da jornada 6 por1 e foi protagonizada pela deputada erc Hilton e assinada por todas os os parlamentares do pessol e nós estamos nessa campanha pelo fim da escala 6x um entendo que a que a escala 6 por1 é uma escala desumana exaustiva as pessoas é uma ideia é quase como uma pressão enorme para que as pessoas elas na verdade vivam para trabalhar então as pessoas não têm condição de ter de se educar de fazer um curso de estudar seja estudar estar pelo prazer de estudar seja estudar porque você quer mudar de emprego porque você quer fazer algo mais interessante na sua vida você quer ter não tem as pessoas não TM tempo para ficar com a família né Eu acho muito curioso que às vezes falam Ah porque em defesa da família em defesa da família para mim A grande questão para defender a família é para as pessoas terem tempo de ficar com a família é as pessoas poderem sair num domingo e ou num sábado e fazer um passeio a verdade é que as pessoas não tem tempo para fazer isso porque você você você trabalha seis dias por semana fora de casa e no sétimo dia você vai trabalhar em casa você vai fazer tudo que você não fez os outros dias essa é a realidade essa é a nossa realidade né a realidade é isso você não consegue fazer você não consegue dar conta de trabalhar fora e fazer os afazeres de casa e colocar as coisas em ordem então verdade que as pessoas vivem para trabalhar e o trabalho deveria ser o contrário né o trabalho uma coisa importante na nossa vida mas a gente deveria trabalhar com uma forma de buscar realizações e tudo mais mas o trabalho deveria ser servir para que a gente pudesse ter realizações pessoais Então essa é a a o grande motte e isso passa pela redução da jornada de trabalho nós precisamos reduzir a jornada de trabalho além de apoiar o movimento Nacional o que eu fiz aqui foi protocolar projetos de lei que dentro da nossa do dos limites da nossa atribuição reduzam a jornada de trabalho nos contratos estabelecidos pela prefeitura municipal até porque a prefeitura ela ela é o grande empregador da cidade é o maior empregador da cidade e e ela ela pode dar o exemplo ela pode dar o exemplo em muitos países assim onde você teve redução da jornada de trabalho porque é sempre que você diz você fala de dar direitos para os trabalhadores venha o pânico do cataclisma né ai tudo vai acabar porque se você der direitos vai ter uma crise e todos os países em que isso aconteceu muito pelo contrário você reduziu o número de adoecimento mental reduz custo para já que a ideia de né são esse esse tem um povo que é neoliberal que é maluco pelo custo né então assim ah você reduziu o custo de atendimento em saúde você inclusive aumentou produtividade porque as pessoas elas o trabalho ele ganha uma outra significado e uma outra dimensão então Eh A ideia é isso assim é que a prefeitura deu exemplo e que a maior empregadora da cidade tem uma redução da jornada 6 por1 e para que as pessoas possam ter tempo possam ter tempo para passear para fazer um turismo para fazer um churrasco para ou para só po ficar em casa deitada assistindo televisão eu acho que as pessoas precisam ter direito ter o direito a ócio sabe porque Esso é uma condição humana a gente precisa a gente precisa reconhecer a humanidade nas pessoas as pessoas precisam ter o direito ao ócio né E no caso das mulheres é pior ainda porque as mulheres acumulam dupla tripla jornada em grande medida as mulheres são as maiores responsáveis pelo cuidado da casa dos doentes da família então assim não é à toa que até acho que você vai comentar sobre a questão da da mulher mas nós estamos trabalhando na questão da na um dado que é um dado que é muito grave né que aqui em Campinas o número de mulheres que se suicidaram sobretudo mulheres jovens na faixa etária até 20 até 30 anos ultrapassa as notificações de suicídio ultrapassa notificações de violência então maior maior tipo de violência contra a mulher para as mulheres jovens são a violência da contra si mesmo mesmo isso é um indício de que existe um processo de adoecimento mental intenso sério eu tenho falado sobre isso porque são Dados que precisam ser publicizados são Dados que são subnotificados que T problemas de quantificação mas são indícios ou seja nós estamos tendo um processo em massa de adoecimento mental e as pessoas estão se matando então Eh e nós precisamos e para e e todas as pesquisas e as as os diálogos que nós temos com o conjunto né a redução da jornada de trabalho ela é fundamental para que você tenha a defesa da Saúde Mental a senhora citou da questão da Comissão da mulher né que mais uma vez a senhora vai presidir né a comissão da mulher qual que é a expectativa para os trabalhos desse próximo biênio que a gente entrou aqui vereadora Olha nós estamos trabalhando essa questão da saúde mental e o e a questão dos suicídios é isso é muito sério isso tá ligado à questão da da redução da jornada de trabalho das melhorias das condições de trabalho contra o assédio moral que também é um tema muito delicado muito difícil de trabalhar não é fácil a gente tá falando só de tema espinhoso que é muito difícil de trabalhar eh mas que eu acho que a gente precisa precisa tirar o vé da hipocrisia e trazer a tona sabe e eu às vezes eu acho que o nosso primeiro papel é trazer à tona esses temas eh então nós estamos também a pauta da questão da violência que também é um eh eh aqui em Campinas as regiões onde mais aumentaram os casos de violência contra as mulheres Lembrando que a principal violência contra as mulheres acontece dentro de casa são pessoas da família são doenças são são agressores que têm relações íntimas com as mulheres o autor de de violência geralmente tem uma relação íntima com a mulher e a região que mais tem casos de violência é a região Sul que é a região mais periférica a região mais racializada é uma região onde as pessoas onde as pessoas têm trabalhos mais precários eh eu estou convencida porque até pela pelo que eu tenho conversado com os movimentos uma dos mecanismos de perpetuação da violência é a violência patrimonial é é o o agressor o autor de violência ele por ter utiliza essa relação íntima e partilha de contas de bens para tomar conta dos bens da mulher e dessa forma se submeter submetê-la a uma relação de muita fragilidade então por exemplo você ter o auxílio uma ampliação do auxílio para auxílio moradia para as mulheres que estão em situação de violência ela é fundamental tal muitas vezes se fala da casa abrigo a casa abrigo é uma casa de é uma casa eh que é uma política importante mas é voltado para as mulheres que estão correndo o risco de vida muitas mulheres não querem ser abrigadas né porque elas falam que assim ele que tá cometendo a violência eu que vou ser presa eu que vou sair ter que sair da minha casa eu que vou né então Eh é uma situação delicada então Eh isso a gente tem um projeto dessa natureza também né eu apresentei um projeto nessa natureza para que você tenha auxílio econômico para as mulheres que estão em situação de violência e o o dado de que a região Sul que é a região que mais mais precária né com relações de trabalho mais precária onde concentra a maior parte da pobreza dos pobres da nosso do nosso município é a região onde mais está acontecendo violência isso significa que nós vamos ter que fazer uma política intersetorial seja do atendimento da Ampliação do atendimento do acolhimento da orientação via seamo que hoje funciona na casa da mulher Campineira eh então nós precisamos de equipe porque política pública se faz com pessoas né e e assim o a prefeitura daro sad tem feito um processo de simplesmente enxugar o quadro de funcionários então também a questão da violência passa pela ampliação da da da da equipe de funcionários mas você precisa de fato a gente precisa ter de fato uma política para dar suporte econômico e financeiro para essas mulheres e o legal desse ano da Comissão da mulher que todas as os membros são mulheres né vereadora sim as membras sim pela primeira vez nós temos porque nós temos o recorde de mulheres nessa casa Né eh no primeiro latura eu era a única mulher depois nós tivemos um recorde quatro e agora temos um novo recorde cinco mulheres o que mostra que a gente tá ainda que a passos lentos ainda que sem eh com Idas e Vindas nós temos avançado do ponto de vista representação feminina eh e nesse bano você também Vai comandar uma nova frente parlamentar de enfrentamento às violências relacionadas ao trabalho sim é a essa frente parlamentar é uma parceria que a gente tem feito com o Instituto Valter lezer e com o CEST e com a Funda centro que são entidades que dão estão ligadas fazem desenvolvem pesquisa trabalhos e políticas públicas voltadas paraa saúde do Trabalhador nós eh existe uma discussão Nacional sendo realizada do trabalho quanto direito humano eh e isso passa inclusive por você ter a gente precisa a nossa a luta é pela que você tem um engajamento do estado no sentido de garantir um o trabalho com condições humanas de trabalho parece uma coisa meio óbvia mas nós estamos num patamar em que nós precisamos defender condições humanas de trabalho porque tanto que a gente tá falando né quer dizer a questão do assédio a intensidade do trabalho O assédio moral e o assédio sexual e que não é só relações interpessoais eu acho que esse é o grande x da questão o assédio não é um problema de relacionamento que eu não me dou ai não bateu Santo com o colega Tá ligado não é isso a a questão é que você tem mecanismos gerenciais de trabalho de gestão que pressionam e fazem incentivam a concorrência a desunião a o o a geração de metas e resultados que colocam e criam ambientes em que você tem o assédio instituído né então é essa que é a nossa a nossa luta o recentemente teve uma uma NR do do Ministério do Trabalho estabelecendo que é responsabilidade das próprias empresas garantirem condições de saúde mental no trabalho o que já é o indício também dessa questão do adoecimento mental relacionado ao trabalho isso tem cada vez mais Aparecido então eh a nossa ideia na frente parlamentar é você a gente ver políticas para garantir que o combate institucional ao assédio como que nós fizemos isso né o assédio ou mesmo adoecimento mental nós dialogamos com a Prefeitura Municipal para que a prefeitura incluísse no campo do 156 que é o telefone mais acessado né aqui da de de de forma de notificações com a prefeitura ela incluísse no 56 um campo para denúncias relacionadas a ao trabalho seja adoecimento é assédio e tudo mais isso esse esse banco de dado está sendo gerenciado pelo CEST nós queremos identificar nós estamos divulgando que esse campo já existe nós queremos identificar quem são Onde estão localizados os adoecimentos e a partir daí lidar com formas via Ministério do Trabalho via Ministério Público do Trabalho via sindicatos via movimentos para que a gente possa combater esse adoecimento eh neste ano a senhora também tá com movimento junto com a deputada Federal Sâmia bonfin Vereador Leandro Sartor de Itapira contra o aumento de pedágio aqui na região é na verdade pelo que a gente tá vendo a gente lançou o movimento eh contra os pedágios na região de Campinas Circuito das Águas e rota Mogiana mas agora a gente tá vendo que na verdade são muitos outros lugares né Eh o o o Governador Tarcísio eh está em processo de concessão de Rodovia São mais de 1000 km de rodovia sendo concedidas mais de 58 pontos novos de pedágio pelo Estado de São Paulo sendo 37 pelo menos 37 aqui na região Nós ainda estamos fazendo levantamento Porque a gente já recebeu que vai ter americana Santa Bárbara pras caba rebão Preto Jundiaí eh além da da Circuito das Águas da Rota Mogiana então assim são muitos pontos de pedágio novos que trazem Impacto de né porque tem muita gente que trabalha em outras cidades tem gente que estuda em outras cidades para Além disso o custo desses pedágios ele é transferido paraa população por meio do aumento das do valor das mercadorias porque boa parte do transporte de mercadorias que nós temos no nosso estado e no Brasil é via rodoviária ou seja são os caminhões que trazem as que fazem a circulação de mercadorias e essa circulação s o custo dessas concessionárias vai ser revertido com o aumento da inflação e o aumento do custo e para muitas cidades pequenas né quer dizer Campinas vai ser impactada porque Campinas já tem vários pedágios no entorno a gente já pode dizer que Campinas é ilhada por pedágios esse essa ilhamento de pedágios vai aumentar tem cidades por exemplo pramparo vai ser cercada por quatro pedágios mas aí a gente tá falando uma cidade de tamanho de Amparo né Eh você tem cidades que inclusive cidades turísticas ali do Circuito das Águas que são cidades que eh vai ter Impacto econômico também do ponto de vista do Turismo e e eu acho que essa é uma é uma questão né a nossa cidade cidade não é isolada né o que acontece na nossa região o que acontece nas outras cidades traz o impacto também pra cidade de Campinas então isso vai impactar a gente tem chamado dos bolsões de isolamento que é o que tem sido colocado e E aí tem aquela aí aí tem um certo discurso de que ah quando coloca pedágio a rodovia melhora né tem assim certo discurso mas veja só o governo ao mesmo tempo que anunciou a concessão desses mais de 1000 km de rodovia também anunciou investimento de público de mais de 15 bilhões na infraestrutura das rodovias então o que que eles vão fazer o governo vai pagar nós vamos pagar para deixar as estradas Tod das bonitonas e depois chega a faz a concessão chega a concessionária instala o o a praça de pedágio e só vai ganhar não é que ela vai investir na rodovia o governo vai fazer isso via dinheiro público então nós estamos pagando duas vezes nós estamos pagando quando a gente paga via nossos impostos paraa instalação de pedágio e a gente tá pagando de novo quando a gente paga a a o pedágio né o pedágio né a a Cada vez que a gente passa então eu com a deputada Sâmia Bonfim com o Leandro Sartori a gente lançou esse movimento nós estamos entrando em contato tem assim gente do Estado de São Paulo inteiro nós estamos entrando movendo ações representações do Ministério Público Estamos fazendo pressão vamos fazer plenárias regionais nós estamos nesse movimento para barrar essas concessões de pedágio e assim eh é um é um é uma política de terceirização de privatização e que vai aum entar muito o custo de vida porque cada mercadoria que você compra tá embutida o preço do pedágio Vereador agora falando sobre as emendas impositivas por orçamento de 2025 né a senhora fez eh destinou 398.000 para a Secretaria Municipal de Educação para aquisição de equipamentos de ar condicionado para as creches e escolas do município sim isso tá relacionado também a questão da emergência climática né Eh a gente precisa de climatização eu tenho até feito uma discussão agora sobre a questão da segurança porque esses o ar condicionado precisa ser instalado com segurança prevendo manutenção eh Então essa é um elemento importante eh e nós eh porque a climatização ela é fundamental para que as crianças as nossas crianças e adolescentes tenham condição de ter uma educação de qualidade é é um é um requisito básico mas ele não é suficiente além da clim ação por ar condicionado nós estamos defendendo arborização mudança estrutural quer dizer você precisa ter arquitetura precisa est eh adequada você precisa ter parques árvores Enfim tudo isso mas também parte da da das nossas emendas foi exatamente paraa aquisição desses ar condicionad também teve para a Fundação José Pedro de Oliveira é R 200.000 para aquisição de materiais e custeio de G ações de recuperação ambiental em áreas públicas degradadas sim que é a Fundação José P de Oliveira que faz a gestão da Mata Santa Genebra que foi exatamente aquela mata que eu disse que cai que a temperatura cai até 88º e é uma área de uma biodiversidade muito grande né Tem animais silvestres e tudo mais e a gente precisa manter proteger até porque é uma região que tá na mira da especulação imobiliária é uma outra aa que a senhora fez foi a destinação de 100.000 para o gabinete do prefeito para aquisição de Drone para Defesa Civil eh essa destinação entraem eh em relação à questão do combate à dengue na verdade é combate aos incêndios a a Defesa Civil eh ela tem vários papéis ela faz o papel por exemplo na quando você tem um desastre como a enchente por exemplo é a primeira ser acionada mas essa eh e o Drone também deve servir para isso mas nosso nossa preocupação foi principalmente a questão dos incêndios porque se a gente teve graves incêndios o ano passado e eu pude acompanhar de perto estive na fui lá junto com a brigada cachorro do mato que é uma brigada Popular que tem feito o processo de combate de incêndio mesmo né fazendo o combate físico né Eh dos incêndios com todo o treinamento até a nesse eh recentemente fui junto com a deputada Samia Bonfim porque a deputada atribuiu emendas Para para que a brigada adquirisse equipamentos né e isso é importante infelizmente a prefeitura ao invés de colaborar com a brigada que tem feito combate aos incêndios na nossa cidade fez um processo de perseguição da Brigada Então na verdade eh é a preocupação de que se os incêndios o ano passado foram sérios podemos vê que a partir de Junho que é o momento onde você tem uma queda na umidade que você tem o momento de seca nós Podemos prever incêndios mais sérios esse ano por conta da emergência climática Muitas vezes os eventos que acontecem em outros lugares devem servir de alerta pense o que aconteceu em Los Angeles nos Estados Unidos né então o que aconteceu em Los Angeles Estados Unidos é um alerta para o que pode acontecer nós já tivemos aqui no Estado de São Paulo um processo que a gente né a gente debate discute que não foi eh incêndios naturais foram incêndios provocados que tá ligado a uma disputa política econômica ligada ao agronegócio aqui no no Estado de São Paulo eh mas essa é aquisição de drones para a defesa civil de Campinas Nós já tínhamos o ano passado eu tinha eu e o vereador Paulo Búfalo nós atribuímos eh eh também emendas para aquisição de equipamento de monitoramento na Defesa Civil e agora esse ano pra aquisição de drones que é uma forma importante de fazer o controle fazer a a o monitoramento inclusive coibir incêndios criminosos porque me parece que existe um senso de oportunismo um senso quando você quando É lucrativo você acabar com a vegetação porque quando você tem uma vegetação uma mata Nativa uma mata no na no seu terreno Você tem uma série de responsabilidades ambientais me parece que a a e e e quando você tem um incentivo ao ao agronegócio incentivo a econômico a produção desenfreada de produtos para exportação e tudo mais eh você você acaba acaba incentivando esses esses incêndios criminosos porque você eh quando você tem uma mata Nativa você tem responsabilidades ambientais se você tem condições climáticas em que o fogo tá se alastrando e tá tudo pegando fogo o que se está fazendo é colocando de forma criminosa fazer provocando incêndios criminosos para destruir a vegetação e posteriormente você acabar com a responsabilidade ambiental que aquela vegetação implica né então também isso tá relacionado a a a a própria forma como a economia agrária e agrícola aqui no Estado de São Paulo tem se tem se apresentado né tanto que a deputada Samia Bonfim Apresentou um projeto que eu achei muito importante que a proibição de vender terras que te fossem terras em que você tivesse tido destruição de matas por conta dos incêndios Isso é uma forma de coibir economicamente os incêndios criminosos né Eh vereadora ainda nas emendas impositivas para o Fundo Municipal de Saúde temos três destinações no valor de 600.000 para aquisição de bens e materiais destinados ao centro de saúde custeio de materiais e insumos para utilização nos centos de saúde e aquisição de mobiliário e equipamentos para Centro de Saúde é eu eu tenho um tom eu tomei uma decisão que eu acho que é a coisa mais mais prudente e mais cidadã é feita que é destinar todas as emendas parlamentares para os equipamentos públicos eu tenho uma crítica em relação a essa questão das emendas parlamentares né porque eu entendo que eh as emendas parlamentares elas embora a gente sabe que o orçamento históricamente o orçamento de Campinas Ele sempre foi muito enre jeci porque era muito difícil para nós vereadores conseguimos aprovar qualquer emenda ao orçamento porque existe aí um controle absoluto do Governo da prefeitura sobre o orçamento Municipal e a gente eu sempre fiz uma série de críticas a forma de tramitação do orçamento Municipal quando foi aprovado as emendas parlamentares supostamente parecia que isso flexibilizar ia tornar mais fácil né a gente influenciar sobre a política voltada né de distribuição do orçamento Mas o que eu entendo é que em alguma medida essas emendas parlamentares elas não estão sendo utilizadas de forma a a garantir uma política pública uma necessidade pública a partir dos critérios estabelecidos pela pela política pública mas sim por relações políticas dos próprios parlamentares né E aí assim aí quando é o a a destinação de orçamento ela não passa pelas cidades da público mas sim pela estratégia eleitoral e política dos parlamentares isso eh tem uma série de de desv de desvios eu posso tá ser mal interpretada mas de de distorções talvez desvios mas vou falar aqui de distorções eh então o que que eu Qual a decisão que eu tomei para que a gente não caísse nessa distorção eu tomei a decisão de de destinar todas as a as minhas emendas parlamentares para os equipamentos públicos porque o equipamento público ele tem critérios estabelecidos ele ele tem um atendimento Universal né então a a você você fortalecer o equipamento público é você atender eh fortalecer o atendimento Universal independentemente relação política independentemente da renda então eu tenho atribuído a a boa parte das emendas para os equipamentos públicos e sobretudo paraos centros de saúde as unidades básicas que é a política mais inteligente o SUS Olha o SUS ele ele ele é uma grande conquista da população brasileira é um tesouro né muitos países do mundo eh lutam para que se tenha um SUS e o SUS ele parte do pressuposto de que é muito mais inteligente você evitar doença do que curá-la você saúde não é curar doença você promover saúde é você fazer Políticas de incentivo à saúde e de e de vistoria porque por exemplo quer dizer você tem um uma uma política que eu acho que é uma política muito bem sucedida que é política contra a diabete como é que você combate a diabete tratando né com com tratamento já antes antes da da diabete e você precisa ter um incentivo a a hábitos alimentares a prática de esporte enfim tem uma e E aí e é um pouco assim entendeu quer dizer o o o o Centro de Saúde ele cumpre esse papel os agentes comunitários de saúde estarem nos territórios né a gente sabe por exemplo uma área que tá na beira de um córrego Você tem uma chance muito grande uma de de ter incidência de doenças contagiosas de eh de enfim que que doença contagiosas que estão relacionadas à existência daquele daquele Córrego Então essa olhar da Saúde enquanto prevenção ela é a forma mais inteligente e é contra isso que nós lutamos por conta eh Exatamente Essa quando você tem um processo de mercantilização de privatização em que a saúde vira uma fonte de negócios é claro assim se se você curar doença vai dar lucro você não quer prevenir a doença uhum se a se se você tratar a doença é o a é uma fonte uma galinha dos alvos de ouro que vai encher o bolso de meia dúzia de empresários que estabelecem contratos com a prefeitura Por que que você vai investir numa política de saúde que previne doença e é essa uma das distorções que nós temos na cidade de Campinas que o processo de privatização está levando ao abandono proposital dos centros de saúde os nossos centros de saúde estão deix sendo deixados a Deus Dará estão sendo deixados completamente eh sem nenhum tipo uma condição né sem falta com falta de profissionais sem com servidores públicos eh a própria terceirização tem chegado dentro do Centro de Saúde e é um processo de colonização sabe colonização que nem uma colonização é que nem um fungo mesmo a terceirização ela entra assim e ela vai vai vai colonizando o sistema por dentro E isso está acontecendo dentro do Centro de Saúde né então eu eu acho que assim nós precisamos defender o sistema público ampliação da contratação própria precisa fazer e investimento na nos agentes comunitários de saúde Essa é a forma mais inteligente de você promover saúde vereadora chegamos ao fim aqui ao programa Muito obrigado pela disponibilidade da senhora de vir aqui poder falar sobre o seu trabalho aqui no legislativo campineiro viu Muito obrigado obrigada obrigada a todo mundo que tá nos assistindo seguimos aí na luta é isso então vadora muito obrigado mais uma vez e eu também agradeço a sua companhia a sua audiência e até o próximo em [Música] pauta e [Música] [Música]
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