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[Música] [Música] Está no ar mais um programa em pauta e hoje a nossa convidada é a vereadora Fernanda Solto. Ela que está no seu primeiro mandato aqui no legislativo campineiro. E até o dia desta gravação, a parlamentar protocolou neste ano de 2025 sete indicações, 23 requerimentos, três moções, três projetos de lei ordinária e dois projetos de lei complementar. Vereadora, muito obrigado pela disponibilidade sua de vir aqui participar do programa em Pauta, né, pra gente começar, como que a senhora avalia, né, esse seu primeiro ano de mandato aqui na Casa de Leis de Campinas. Muito obrigada, Rafael. Muito obrigada a todos que estão nos assistindo. Eh, eu avalio que nesses, na verdade foram 5 meses que parecem que foram 5 anos. A gente produziu bastante trabalho aqui na Câmara pelo nosso mandato. Eu tenho uma avaliação que nós conseguimos tocar em assuntos que são muito importantes pro trabalhador trabalhador aqui de Campinas. questão do transporte público, da saúde, da educação, enfrentamento à urgência climática, meio ambiente, então servidores e serviços públicos, a valorização dos serviços públicos. Eu tenho uma avaliação de que a gente conseguiu trazer pro debate e tomar iniciativas em pautas que são muito importantes paraa vida de quem eh mora aqui na nossa cidade. E nós sabemos que essas pessoas enfrentam muitas dificuldades no transporte público, no acesso a direitos como a saúde pública, a educação pública, falta de vagas e as longas filas. Então, eu tenho eh muito orgulho do trabalho que a gente fez até aqui e nós temos dialogado com a população aqui de Campinas sobre essas iniciativas e é justamente esse retorno que a gente tem tido que o nosso mandato é um mandato muito atuante em pautas que interessam para o cidadão de Campinas. E vereadora, nesse seu primeiro ano, né, você tá como presidente da Comissão Especial de Estudos para avaliar a viabilidade da implantação do Hospital Metropolitano. Exatamente. Nós aqui na região metropolitana de Campinas eh nós temos uma média de leitos hospitalares inferior à própria média do estado. Em 2023, a Unicamp produziu e publicou um levantamento mostrando que na RMC nós temos menos de um leito para cada 1000 habitantes, enquanto essa média no estado é de dois leitos para cada 1000 habitantes e no Brasil é de 2,5 para cada 1000 habitantes. Ou seja, uma região tão rica como a nossa região metropolitana, importante lembrar que Campinas é a 12ª cidade eh mais rica do país. Como que nós podemos estar nessa situação? aqui na na região. E a gente sabe que uma região metropolitana é uma região que tem muita interligação entre as cidades. Então nós temos moradores de Campinas que acessam serviços de saúde em outros municípios da região, assim como nós temos moradores de outros municípios que acessam serviços especializados em Campinas. Isso é característico da saúde como um todo, a regionalização. Quando a gente tem essa falta de leitos, acontece o que nós estamos vendo aqui nos hospitais de Campinas com a superlotação. Nós temos tido eh isso já é um problema crônico, mas em 2025 isso tomou grandes proporções. Tem sido amplamente noticiado na mídia a superlotação do hospital da PUC, do HC da Unicamp, Mario Gate, Ouro Verde. E as pessoas estão sentindo essa dificuldade mesmo para acessar uma cirurgia. estão esperando nas filas, nas UPAs, quando deveriam estar num leito hospitalar adequado. Então, diante dessa realidade, eh, eu fiquei muito preocupada em entender por que acontece isso e como nós podemos resolver essa situação, né, tanto do ponto de vista da atuação parlamentar como vereadora, mas também em conjunto com os movimentos sociais da saúde, com os usuários e trabalhadores. E nós sabemos que tem um projeto já em discussão que é o o projeto do Hospital Metropolitano. E a ideia de constituir essa comissão, eu fiz essa proposta e vou presidir a comissão, é justamente pra gente acompanhar de perto esse debate sobre esse projeto que é para ser um hospital regional, um hospital de grande porte que viria para ampliar a rede de leitos hospitalares, mas também de urgência e emergência. E então poderia eh ser um alívio paraas filas de cirurgia. ao procedimento de alta complexidade. E a ideia da comissão é justamente trazer para perto a discussão desse projeto e principalmente defender que seja um hospital 100% público, SUS, gratuito, de qualidade, porque nós, infelizmente, temos também enfrentado um problema aqui com os hospitais e com as unidades de pronto atendimento, que são eh as terceirizações e as privatizações. Então, com a comissão, nós queremos entender de eh avaliar de perto esse projeto e também lutar para que seja um hospital 100% público. Eu, vereadora, você também está presidindo duas frentes, né? A frente parlamentar em apoio à emenda constitucional para reduzir a jornada 6 por1. Qual que é o objetivo dessa frente na expectativa para os trabalhos desse desse grupo? Eh, nós temos uma um movimento muito grande que tomou grandes proporções no país, que é o movimento em defesa do fim da escala 6x1. popularmente conhecido como fim da escala 6x1, mas a defesa é pela redução da jornada de trabalho máxima no país, de 44 horas para 36 horas, com pelo menos 2 dias de descanso para todos os trabalhadores. Esse movimento ele tomou proporção devido o cansaço, a sobrecarga que os trabalhadores e trabalhadoras brasileiros vem enfrentando ao longo do tempo. A escala 6x1 é uma escala desumana que impede que os trabalhadores tenham tempo para lazer, pra cultura, para ficar com a família, para estudar. Então, eh, é uma demanda histórica a redução da jornada de trabalho, mas com a degradação do mundo do trabalho, com diversas reformas, como, por exemplo, a reforma trabalhista do governo Michel Temer, que piorou as condições de trabalho, piorou a vida dos trabalhadores, eh, a crise social com o governo Bolsonaro, isso tudo, crise social e econômica com o governo Bolsonaro. Importante lembrar que no governo Bolsonaro o Brasil voltou a compor o mapa da fome. Todo esse contexto político econômico, já sobrecarregou ainda mais os trabalhadores brasileiros que já t um histórico de muita dificuldade. Então, diante de todo esse cenário de de difícil pro trabalhador, esse movimento em defesa da redução da jornada de trabalho, ele tomou grandes proporções, ainda mais com apresentação da PEC, né, a proposta de emenda à Constituição pela paraa redução da jornada de trabalho feita pela nossa deputada federal, Érica Hilton, que é deputada pelo PESOL, e mudou o patamar da discussão. Então, isso pautou a política brasileira no último período e tem avançado, né? A Érica conseguiu as assinaturas necessárias para protocolar a PEC, já protocolou e agora nós estamos na pressão para que tramite essa PEC, para que de fato os trabalhadores tenham a conquista desse direito. Mas nós sabemos também que não vai ser fácil tramitar, porque a eh extrema direita, a turma do Bolsonaro no Congresso Nacional já começou a se organizar para impedir que essa PEC ela avance. E então a gente vai precisar de muita mobilização, muita organização, eh, dos movimentos sociais para fazer pressão no poder público para que a gente tenha essa conquista. Então, a ideia da frente foi contribuir nessa mobilização e, né, nesse fortalecimento da discussão. é trazer a pauta da redução da jornada de trabalho, tanto do ponto de vista econômico, como nós fizemos na nossa primeira atividade, nós mostramos que é possível reduzir o Brasil sem os impactos, eh, é possível reduzir a jornada de trabalho no Brasil sem impactos econômicos catastróficos no país, como tem sido noticiado por associações empresariais. A professora Marilane Teixeira tem um estudo mostrando como o Brasil tá preparado para essa redução da jornada de trabalho, que inclusive vai trazer mais empregos. Então, reduzindo a jornada de trabalho, a gente vai ter mais geração de empregos, postos de trabalho. A professora Marilane é da é pesquisadora neste tema, especialista nesse neste tema na produziu muitos trabalhos sobre isso, é pesquisadora na Unicamp. Então, na nossa primeira atividade, por exemplo, que foi com a professora e diversas lideranças sindicais que vieram trazer exemplos de categorias que já conquistaram essa redução da jornada de trabalho, nós conseguimos mostrar que sim, já houve categorias que conseguiram reduzir a jornada de trabalho, como por exemplo, os próprios petroleiros que estiveram presentes. E com o estudo da professora, nós mostramos que é possível sem ter esse impacto, é, apocalíptico, como infelizmente alguns setores empresariais t apresentado. Então, a ideia da frente é essa, é qualificar a discussão, trazer para perto das pessoas e fortalecer a mobilização. Com a frente, nós vamos ter diversas atividades para trazer mais pessoas de diferentes setores da sociedade para discutir esse tema que é tão importante e tão urgente pra classe trabalhadora brasileira. E a outra frente que você também está presidindo é a frente parlamentar em defesa do vínculo da Unicampos Estadual de Sumaré. Qual que é a proposta dessa frente, vereadora? Eh, eu fiz residência médica na Unicamp, né? Eu sou médica, me formei na universidade pública, fiz a minha residência na Unicamp e durante a minha residência pude conhecer de perto, na prática, o Hospital Estadual de Sumaré, que é reconhecidamente um dos melhores hospitais públicos do país, inclusive já ganhou um prêmio como melhor hospital público do país. É um hospital responsável por mais de 300.000 consultas ambulatoriais nos últimos 4 anos, mais de 80.000 internações nos últimos 4 anos. atende todas as cidades da região metropolitana de Campinas, um hospital de grande porte que tem procedimentos de média e alta complexidade, procedimentos cirúrgicos, leitos de UTI, eh eh leitos de UTI neonatal. Então é um hospital com uma importância eh muito grande no atendimento à saúde pública aqui da região metropolitana de Campinas, mas não só. Ele tem um vínculo há mais de 25 anos com a Unicamp. a Unicamp faz a gestão do hospital e por isso também esses números de excelência do hospital. Afinal de contas, a parceria com a universidade traz muitos benefícios nesse sentido. Eh, como tem esse vínculo também é um hospital que é campo de prática para diversos cursos de graduação da área da saúde, medicina, enfermagem, nutrição, fisioterapia, entre outros, e também das residências médica e multiprofissional. Então, um hospital que além de prover esse atendimento na saúde pública, ele também participa da formação de profissionais, de trabalhadores qualificados que posteriormente vão atuar na saúde pública da região metropolitana. Essa a importância do hospital e a importância desse vínculo do Hospital estadual de Summaré com a Unicamp. Infelizmente, eh, esse vínculo ele é feito através de um convênio que é renovado a cada 5 anos, porém neste ano vence a o último convênio e o o governo do estado, o governador Tarcío de Freitas e a Secretaria de Saúde do Estado eh anunciaram uma indisposição em renovar o convênio, em realizar um chamamento público para que organizações sociais disputassem esse edital. e pudessem fazer a gestão do hospital. a gente tem uma avaliação que isso seria muito catastrófico, tanto paraa qualidade do atendimento no hospital, porque a gente tem exemplos do serviços que as OS fazem a gestão. Claro, nós sabemos que tem sim organizações sociais, empresas que fazem com qualidade, que que fazem um bom trabalho, mas infelizmente nós temos no geral exemplos muito ruins, né, que são eh empresas que fazem um rebaixamento do salário dos trabalhadores, que a diminui a transparência do controle do dinheiro público. Eh, nós tivemos aqui a Vitali, por exemplo, que fez a gestão do do Hospital do Ouro Verde, teve aquele escândalo de corrupção. Quanto menos transparência, maior a chance de acontecer essas situações. Aumento da sobrecarga pros profissionais, diminuição da qualidade do atendimento prestado. São exemplos que nós já vivenciamos no estado de São Paulo com as organizações sociais, além do que pode vir uma empresa que não tem vínculo nenhum com a nossa região, não conhece a região, não conhece o perfil dos nossos pacientes e também empresas que sequer tem relação direta com a área da saúde, né? a gente tem empresas, por exemplo, ligadas, eh, organizações ligadas ao ramo da construção civil que fazem gestão de serviços de saúde, que são questões completamente diferentes. Então, diante dessa possibilidade da não renovação do vínculo, o que também traria impacto para esses campos de estágio dos estudantes e dos residentes, eh nós fizemos uma audiência pública aqui na Câmara Municipal de Campinas, contou com mais de 400 pessoas, estudantes, professores, trabalhadores do SUS, trabalhadores do Hospital estadual de Sumaré, representantes do dos dos conselhos de saúde, parlamentares das outras eh das outras cidades para discutir essa questão. Eh, nós envolvemos toda a gestão do Hospital Estadual de Sumaré, da Unicamp, a Secretaria de Saúde também do estado também esteve presente e nós apresentamos tudo isso que eu tô dizendo aqui, nós apresentamos com mais profundidade na audiência e a importância de se manter esse vínculo, mas infelizmente o governo do estado mantém a posição de fazer o chamamento público. Então esta é a criação da Frente Parlamentar em Defesa da manutenção do vínculo é mais uma etapa da nossa mobilização em defesa de deste tema, né? e para ser também um instrumento de discussão, de manutenção da discussão com a sociedade, com os cidadãos das regiões da região que utilizam esse hospital, com os trabalhadores de saúde também do eh hospital que podem perder seu emprego se esse vínculo não for renovado e com a própria universidade. Então, um instrumento de discussão permanente, de atualização sobre esse tema, de acompanhamento sobre essa questão, quais são os próximos passos. Já tivemos uma primeira atividade que foi uma reunião com o presidente da Câmara Municipal de Campinas, o vereador Luiz Rossini, que também é presidente do Parlamento Metropolitano, pra gente tratar dessa questão. Nós fizemos em conjunto um debate sobre isso e o vereador Luiz Rossini solicitou, inclusive uma reunião com a Secretaria de Saúde do Estado que nós estamos aguardando pra gente poder dar andamento nessa discussão. E vereadora, você falou de audiência pública, né? você também já realizou quatro com a que você falou do do vínculo da da Unicamp com o Hospital de Sumaré. A gente teve também uma audiência pública para tratar os impactos da redução da jornada de trabalho no Brasil, né, pelo fim da escala 6x1, que interliga com a com a com a comissão especial de estudo que você tá presidindo. E também tivemos para tratar o tema da situação da saúde em Campinas, uma audiência. Exatamente. Que foi ontem. Eh, a gente tem adotado no nosso mandato esse método de fazer audiências públicas para tratar dos temas, porque é um momento em que toda a população pode participar, são audiências públicas abertas, então as pessoas que têm interesse em determinado tema podem participar na Câmara. Isso tem sido muito bom, tanto para que as pessoas possam trazer as questões, os questionamentos, quanto também eh é uma uma facilidade pro nosso mandato poder apresentar, né, as ações, os estudos que temos feito sobre esses temas. Então, as pessoas têm contato direto com o nosso mandato. Isso tem sido muito interessante. A gente tem gostado bastante de fazer essas audiências públicas. Eu particularmente tô muito contente com a participação da população nas nossas audiências e foram todas audiências que teve uma participação muito importante. Eh, ontem, inclusive, nós fizemos a audiência pública para debater a situação da saúde em Campinas. O nosso mandato produziu um estudo sobre o orçamento da saúde no município. Então, nós mostramos que nos últimos eh historicamente nos últimos anos aí, nos últimos 8 anos, Campinas tem aumentado a arrecadação. De 2023 para 2024, o orçamento municipal da cidade teve uma um incremento de quase R$ 900 milhões deais. é um recurso muito relevante e ao mesmo tempo a gente tem identificado que quando se trata de saúde o orçamento não tem crescido nessa proporção. Então foi um um eh um momento pra gente fazer um diagnóstico. Se o município de Campinas tá indo tão bem, por que que a saúde pública da nossa região tá indo tão mal? Então, a gente apresentou como o orçamento da saúde eh tem sido estrangulado pela falta de investimento aqui no município. Isso se reflete na dificuldade dos usuários em ter acesso ao serviço. Falta trabalhadores de saúde, falta vagas para consulta, falta vagas para procedimentos, para exames. As filas estão muito longas. O Conselho Municipal de Saúde apresentou um estudo ano passado, eh, mostrando que só para ressonância tinham 4.000 pessoas na fila. 8.000 pessoas para eh na fila para ultrassom, entre outros, né, especialidades. Então, a gente apresentou exatamente eh onde estão esses gargalos. A questão do financiamento é uma, então nós precisamos aumentar o financiamento da saúde do município. Nos últimos 4 anos, a gente teve uma redução do gasto por cadastrado no SUS, em Campinas em mais de 20%. por cada cadastrado. Aumentou o número de pessoas dependentes do SUS, mas a gente não tá conseguindo ver esse aumento no orçamento nessa nessa mesma proporção. Então, foi esse diagnóstico e nós contamos nessa audiência com pessoas que conhecem profundamente o sistema público de saúde, eh, do Conselho Municipal de Saúde, Associação de Transplantados, as filas para hemodiálise aqui são um problema também. Nós tivemos a presença do Dr. Pedro Tourinho, que é presidente da Funda Centro. Eh, também tivemos a presença da Dra. Thaís Pedi, que é que é que é advogada e faz parte da comissão de saúde da OAB, para trazer um outro olhar, o olhar daquele usuário que não consegue acessar o serviço de saúde, mas precisa recorrer ao sistema judiciário para ter o seu direito garantido. Então, foi um uma atividade muito rica. vai tá disponível na TV Câmara. Para quem não conseguiu acompanhar, eu recomendo que acompanhe. E nós também discutimos para além da dessa situação dos usuários a questão dos trabalhadores do SUS que estão sobrecarregados. Nós mostramos que eh ao longo dos últimos 8 anos proporcionalmente nós tivemos uma redução do número de servidores da saúde no município de Campinas, na mesma medida que se aumentou o gasto com as terceirizações aqui do município. E a terceirização significa que são trabalhadores com salários menores, com menos direitos, eh sujeitos a mais eh assédio, sobrecarga, tudo isso tem impacto direto na na na assistência da saúde. Então esse essa esse primeiro momento foi pra gente fazer esse diagnóstico geral na atenção primária, na atenção secundária, urgência, emergência, questão hospitalar. Então, nós fizemos todo esse esse apanhado e agora a intenção é fazer o mesmo a mesma discussão, os mesmos estudos por área. Todas as áreas da saúde, nós vamos tratar aqui na Câmara Municipal de Campinas, aberta pra população e trazendo esses dados que eu acho que são muito importantes para municiar tanto o usuário do SUS quanto o trabalhador na discussão sobre saúde e os conselhos que a participação dos conselhos de saúde é fundamental pra gente conseguir avançar nessa discussão. Vereadora, você também eh está como membro de três comissões, né? a comissão de finanças de orçamento, a comissão de política social e saúde e também a comissão de mulher, né? Você como membro dessas comissões, o que você espera do trabalho dessas comissões, né? A gente tá vendo que você tá está sendo bastante participativa das reuniões. O que que você espera de dos trabalhos dessas três comissões que você é membro? São três comissões muito importantes e as comissões elas têm diversos papéis. O o principal deles é produzir e avaliar projetos de lei e outras iniciativas. parlamentares que passam aqui pela Câmara Municipal de Campinas. As comissões elas têm esse papel de fazer uma pré-avaliação e eh disponibilizar um relatório para que os vereadores possam debater e deliberar sobre esses relatórios. Então, todos os projetos de lei que t alguma afinidade com essas comissões, saúde, eh, comissão da mulher, orçamento e finanças, eles vão passar pelas comissões para serem debatidos e deliberados nessas comissões. Então, a gente já vê a importância do trabalho das comissões, porque é um primeiro, vai ser uma primeira avaliação e normalmente a impressão, o relatório que se vem das comissões, ele vai influenciar a posição dos vereadores no momento da votação final. Então, é muito importante a participação nas comissões. A Comissão de Orçamento e Finanças, por exemplo, vai é uma comissão que vai debater que eh todos os projetos que têm algum impacto no orçamento ou do município de Campinas vão passar por essa comissão. É, a Comissão da Mulher é uma uma questão muito cara, muito importante para nós, especialmente no momento que nós estamos vendo uma um aumento do número e de notificações de violência contra as mulheres. O último boletim do sistema de notificação de violência da do município de Campinas mostrou esse aumento histórico, não é só de um ano para outro. nós temos progressivamente tido esse aumento. Eh, em 2024 nós tivemos um recorde do número de feminicídios, né, desde quando esse esse tipo de crime foi tipificado aqui no município de Campinas. Então, mostrando quanto o debate sobre a proteção, os direitos da mulher em Campinas, ele precisa ser uma prioridade e a Comissão da Mulher tem esse trabalho, além da avaliação dos projetos, claro, de trazer essas discussões para dentro da Câmara. Pela primeira vez temos cinco vereadoras, mas muito insuficiente diante do do do que é a composição da nossa população de mulheres, né? Metade da população é de mulheres e nós só temos cinco vereadoras. E na historicamente na Câmara só 19 mulheres chegaram até aqui. Então é muito importante que a gente avance. E a comissão ele tem esse papel de dar visibilidade para essas questões. estão trazer debates sobre temas violência, a política do cuidado, a sobrecarga das mulheres, as a possibilidade das mulheres estar em espaço de de decisão, a importância da representação feminina, das questões eh eh relativas às mulheres na nos espaços eh de debate e e de decisão e também de traz levar para para toda a sociedade todo esse trabalho produzido aqui para que a gente também ajude a fortalecer essa discussão fora da Câmara. e a política de a comissão de política de saúde. É, eu tenho muita alegria de compor essa comissão também porque sou médica, sou médica do SUS em Campinas e é uma comissão que a gente é tem um tem um potencial de eh debater a fundo os problemas da saúde pública com com seriedade, os problemas da saúde pública de Campinas, mas ajudar a Câmara a tomar iniciativas que de fato eh sigam num caminho de resolver esses problemas. Infelizmente nós não é isso que nós temos tido aqui na Câmara nos últimos tempos. A gente teve uma aprovação, por exemplo, no último período de uma um projeto de lei de autoria do prefeito Dário Saad, que foi aprovado aqui pela maioria dos vereadores, que retira, por exemplo, o direito eh dos trabalhadores da saúde receberem um adicional que é de direito constitucional, se realizadas as horas extras, né? Então, foi aprovado um projeto, por exemplo, que retira esse direito dos trabalhadores. Muitas vezes os trabalhadores fazem hora extra para garantir o atendimento nas unidades. A gente não é, não defende a hora extra, a gente defende que o trabalhador faça a jornada dele, que é de direito, mas se ele faz uma hora extra, ele tem um direito constitucional a receber por isso. E esse projeto veio para precarizar ainda mais a saúde. Então, é um exemplo de como a comissão de saúde pode atuar de forma mais incisiva, mais à frente desses debates para que a gente reverta esse cenário, que a gente tem aprovação de projetos que de fato ajudem a população de Campinas e os trabalhadores da saúde e não pior a situação. Então, é uma comissão que eu tô muito feliz de participar porque estarei nela para fazer esses debates, né? E vereadora, como eu falei no início do programa, né, até o dia desta gravação, a senhora protocolou neste ano sete indicações, 23 requerimentos, três projetos de lei ordinária, dois projetos de lei complementar e três moções, né? Vamos conversar um pouco sobre esses documentos protocolados. A gente tem o projeto 120, que que declara como de livre exercício a profissão de professor de educação física do ensino básico nas redes de ensino pública e privada no município de Campinas. Isso é uma demanda dos eh profissionais de educação eh da da educação que são formados em educação física, né? Os professores que são formados em educação física, que lecionam nas escolas. Eh, existe uma pressão dos conselhos de educação física que regulamentam a profissão, que todos os profissionais formados em educação física, sejam eles eh trabalhadores que atuam na educação, né, que lecionam ou que atuam em outras áreas, por exemplo, nas academias ou em outras áreas da profissão, que eles tenham eh obrigatoriamente que ter a eh ser eh ter essa esse esse esse registro no conselho no conselho de de da categoria. Isso gera um custo pros trabalhadores, né? E a gente tem uma discussão e é uma demanda dos próprios professores de educação física que são questões distintas. os professores da educação física que atuam nas escolas, na educação básica, no estado, eh a profissão deles segue as diretrizes de educação e não do conselho eh de educação física, do conselho de classe, né? as a profissão do professor, ela é regulamentada pelas leis e diretrizes da educação. Aqui no município de Campinas, assim como alguns outros municípios, quando o professor de educação física ele vai se inscrever no concurso, um dos requisitos é ter o registro no conselho de classe. Então, existe um movimento em diversas outras cidades. esse projeto também já foi apresentado em outras cidades, eh, de que seja retirado essa de que seja retirada essa exigência, já que os professores de educação física t uma outra eh, legislação que regula a sua profissão, que é ligada às leis e diretrizes da educação. Então, apresentei esse projeto, nós vamos fazer esse debate aqui na Câmara também com pessoas eh que são ligadas a à educação, eh, que são ligadas aos órgãos de educação que participam dessa discussão pra gente trazer esse debate aqui pra Câmara, porque eu acho que é muito importante que a gente avance no sentido de aprovar esse projeto para que os professores de educação física possam ter nas escolas o seu livre exercício sem ser coagidos ou poderem querem sofrer alguma sanção por não ter esse registro que nada tem a ver com a profissão do professor de educação física. Então, por isso que eu apresentei esse projeto e nós queremos trazer todos os profissionais eh que são de alguma forma impactados por essa por essa discussão para debater esse tema que eu acho que é muito importante, não só pros professores, mas também pras escolas, para garantir maior segurança para as escolas em questão desse tema. um outro projeto número 142 que é em relação que a proibição da instalação de praças de pedágio na cidade de Campinas. Projeto importante. Essa é uma questão muito importante. Acho que todo mundo acompanhou o anúncio de concessão de diversas rodovias que o governador TIS de Freitas quer fazer pra iniciativa privada. O problema é que essas concessões elas vêm com duas questões. Primeiro, há eh um investimento muito grande de dinheiro público. Ele anunciou um investimento de mais de 15 bilhões. Ou seja, por que que não é feito esse investimento, esse investimento nas estradas sem ser concedido paraa iniciativa privada? A gente vai investir dinheiro público para depois entregar pra iniciativa privada. Essa é uma questão que nós temos feito a discussão. E a segunda questão é que essa essa concessão ela vai vir associada à instalação de pórticos eh de pedágio, eh uma cobrança automática de pedágio, porque afinal de contas a iniciativa privada ela tem interesse em ganhar com com essas concessões. E isso se é feito através da instalação de novos pedágios. Só aqui paraa região de Campinas, circuito das Águas, Rota Mogiana, foram anunciados quase 40 novos pedágios. Isso vai pesar demais no bolso do trabalhador, porque são cidades muito interligadas em que as pessoas elas precisam se deslocar às vezes para ter um acesso à saúde a uma outra em uma outra cidade e fazer uma faculdade numa cidade ao lado. Eh, tem algum serviço de burocrático que precisa ser feito aqui em Campinas, por exemplo, a pessoa vem de Serra Negra ou de Amparo ou de Itapira ou de qualquer outra cidade da região. elas, se de fato avançar esse plano do governador Tarcísio, elas pagariam o pedágio e hoje não pagam, né, para fazer esse esse trânsito. Então eu eh vi essa questão com com mais como mais um ataque aos direitos dos trabalhadores aqui da região, vai pesar demais no bolso dos trabalhadores, que já nós já vivemos uma das regiões mais caras do Brasil, é a quarta cidade mais cara para se viver do Brasil. Então, apresentei esse projeto que, na verdade, é uma atualização de uma legislação já existente. O nosso ex-prefeito, o então prefeito Toninho, né, sancionou uma lei que já impedia a instalação de praças de pedágio no município de Campinas no início dos anos 2000. Eu apresentei esse projeto de lei para atualizar essa legislação, para estender essa proibição também paraa instalação de pórticos e e outras formas de cobrança automática para que o município de Campinas não seja afetado por essa política privatizadora do Tarcío de Freitas. E também para que isso seja um exemplo, para que outras cidades aqui no município, outros vereadores parlamentares também possam adotar modelos semelhantes de iniciativa para proteger os a própria cidade também, né? Então essa foi uma iniciativa nesses dois sentidos, né? Impedir que os trabalhadores de Campinas sejam honerados por essa política e também ser um exemplo para que outras cidades sigam aqui na nossa região. Vereador, agora o requerimento 124. Eh, você requer informações sobre os estudos para a aplicação da jornada de trabalho 12x36 no pronto socorro odontológico, bem como sobre a quantidade de profissionais odontológicos. Exatamente. Inclusive, tivemos recentemente uma manifestação dos trabalhadores da saúde bucalque na Câmara Municipal de Campinas, dos dentistas, dos técnicos, dos auxiliares, trazendo, entre outras demandas, né, a questão da valorização, o aumento do quadro de servidores para conseguir dar conta da demanda, trouxeram essa questão, a demanda do funcionamento do pronto socorro odontológico, eh, a ampliação desse horário para 24 horas. Hoje o pronto socorro não atende de forma contínua. E os próprios trabalhadores trazem essa demanda. Isso que é interessante. Os trabalhadores eles estão pedindo uma ampliação do funcionamento do pronto socorro porque eles enxergam, vem a situação que que está o pronto atendimento odontológico nesse momento, que não tá dando conta da demanda eh das de toda a demanda. Então, é preciso ter essa ampliação do horário. Agora, para se ter essa ampliação do horário, é preciso ter uma mudança da carga horária desses trabalhadores para permitir essa jornada de 12 por 36, porque na prática eles já fazem um plantão. Só que como esse plantão não é de 12 horas, isso traz uma série de complicações para os próprios profissionais que ficam muito sobrecarregados ali no no pronto atendimento e pro serviço, porque a um determinado momento precisa encerrar, mas tem pacientes para serem atendidos. Então eles trouxeram essa demanda. Nós também dialogamos com o coletivo, uma comissão de dentistas, de auxiliares, de técnicos para apresentar essa essa questão. E o que que a gente observou que o nos últimos 3 anos teve um aumento de quase 20% na demanda do do atendimento de urgência e emergência odontológica, mostrando que então existe essa demanda, ela é real de ampliação do horário. Isso a gente não pode negar. Agora o questionamento foi qual é a dificuldade de se aplicar essa mudança da carga horária e ampliar o horário do pronto de socorro? A resposta foi que não se tem eh trabalhadores suficientes para conseguir realizar essa eh e eh concretizar essa demanda. E a discussão que nós temos feito é então faça concurso público, convoque os trabalhadores. Existem, nós formamos esses trabalhadores aqui na região, nós temos universidades, faculdades que formam esses trabalhadores. Então, nós temos esses profissionais que podem ser eh incorporados ao serviço público, é necessário ter concurso, é necessário abrir vagas. Então esse requerimento, essa indicação foi nesse sentido, né, trazer essa demanda, que é uma demanda real dos trabalhadores e dos usuários, mas também mostrar que é possível ampliar, que tem demanda, mostrar com números que t demanda e como nós discutimos na nossa audiência pública sobre essa a situação da saúde de Campinas, tem recurso para fazer isso. Então, por isso que a gente apresentou essa esse requerimento. Vereadora, chegamos ao fim aqui ao programa, né? Queria agradecer a sua participação aqui por você falar do seu primeiro ano aqui no mandato de mandato no legislativo campineiro. A gente pode ver que você é bastante participativa, né? E a maioria das demandas do seu trabalho é voltada paraa saúde, né? Muito obrigado por por vir aqui no programa em Pauta, viu? Eu que agradeço, Rafael. Eu quero agradecer todo mundo que nos acompanhou nesse programa, realmente a questão da saúde, direitos das mulheres, pessoas LGBT, pessoas negras, eh a educação pública, o transporte, questão do trabalho, são questões que são muito fundamentais pro nosso mandato. Nós então vamos seguir muito atuantes nessa nessas políticas que a gente acha que são questões centrais pra vida, para melhorar a vida do povo trabalhador de Campinas. Campinas é uma cidade muito rica. Dá para ser uma cidade melhor, ter um futuro mais digno para todo mundo, com direitos garantidos. E o nosso mandato vai estar na linha de frente dessas discussões e que espero que o o a população possa acompanhar o nosso trabalho, vir conhecer o nosso trabalho também na Câmara, participar das nossas atividades que são abertas e nós vamos ficar vamos ficar muito contentes com essa participação. Vereadora, mais uma vez muito obrigado, viu? Agradeço. Eu também agradeço você aí de casa pela audiência e pela sua companhia. Até o próximo programa em Pauta. Так. [Música] [Música]